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Qual a direção da corrente elétrica (dos elétrons) em um circuito

eletrônico?

Os resistores diminuem a corrente ou a tensão?

A função do capacitor é apenas armazenar carga para suprir uma


possível falha?

Impedância é o mesmo que resistência?

Qual o conceito de infinito em eletricidade/eletrônica? Impedância.


Resistência, ganho de tensão, largura de banda...

O que é carga em um circuito elétrico?


O circuito elétrico mais simples é composto por um gerador (ou fonte),
por um receptor (ou carga do circuito) e pelos condutores que os interligam.

Valores de Coulomb e elétron


.
6,28 x 1018 elétrons

Um Ampere é o mesmo que 1 Coulomb?


O Coulomb (símbolo: C) é a unidade de carga elétrica no Sistema
Internacional (SI). É, por definição, a carga elétrica transportada em
1 segundo por uma corrente de 1ampère

A lei de Coulomb se aplica só à eletrostática ou a eletrodinâmica?

Quando foi descoberto o valor de uma carga elétrica?


Quantização da carga elétrica
No século XVIII, a carga elétrica era considerada como um fluido
continuo. Entretanto, no início do século XX, Robert MILLIKAN (1868-
1953) descobriu que o fluido elétrico não era contínuo e, sim, que a carga
elétrica era constituída por um múltiplo inteiro de uma carga fundamental e, ou
seja, a carga q de um certo objeto pode ser escrita como

q = ne, com n = 1, 2, 3, ...


tendo e o valor de 1,60 x 10-19 C e sendo uma das constantes
fundamentais da natureza*.
Podemos então dizer que a carga elétrica existe em pacotes discretos ou,
em termos modernos, é "quantizada", não podendo assumir qualquer valor.
Todos os objetos da natureza contém cargas. Entretanto, na maioria das
vezes não conseguimos percebe-las. Isto se deve ao fato de que os objetos
contém quantidades iguais de dois tipos de cargas: cargas positivas e cargas
negativas (conforme estabelecido por Franklin). Assim, a igualdade leva ao
equlíbrio de cargas, e dizemos que os objetos são eletricamente neutros, ou
seja, não possuem uma carga líquida. Por outro lado, se o equilíbrio for
desmanchado, dizemos que que ele está eletrizado, i.e, uma carga líquida
existirá, e o corpo poderá interagir eletricamente.
Outras experiências da época de Millikan mostraram que o elétron tem
carga -e e o próton +e, o que assegura que um átomo neutro tem o mesmo
número de prótons e elétrons. A Tabela 1.1 abaixo sumariza as cargas e
massas dos constituintes atômicos de interesse.
Tabela 1.1
Partícula Carga (C) Massa (Kg)
elétron 1,6021917 x 10-19 9,1095 x 10-31Kg
próton 1,6021917 x 10-19 1,67261 x 10-27Kg
nêutron 0 1,67492 x 10-27Kg
* Obs.: Na realidade, uma carga livre menor do que e nunca foi
observada. Entretanto, teorias modernas propõem a existência de
partículas com cargas fracionárias, os quarks, com cargas ±e/3 e ±2e/3.
Tais partículas seriam as constituintes de várias outras partículas
conhecidas, inclusive do próton e do nêutron. Indícios experimentais
sobre a existência destas partículas no interior dos núcleos atômicos
existem, embora elas nunca tenham sido encontradas livremente.
http://www.if.ufrgs.br/fis/EMVirtual/cap1/cargas.htm
J.J. Thomson descobriu o elétron e posteriormente decidiu medir a
razão q/m para diferentes materiais metálicas usados como cátodo. E obteve
sempre o mesmo resultada. Todos os metais emitiam os mesmos raios
catódicos, Thomson, então, comparou seu resultado com o valor da razão
carga-massa do íon de Hidrogênio, conhecido apartir da eletrólise, de ~1x108
C/Kg**. Para confirmar a existência do elétron, era necessário medir suas
propriedades, em especial a sua carga elétrica. Este objetivo foi alcançado
por Millikan, através da célebre experiência da gota de azeite, realizada
em 1909.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elétron
**Física: Uma Abordagem Estratégica - Vol 4, V
Por Randall D. Knight
https://books.google.com.br/books?id=LqEzdfiSBTgC&pg=PA1192
&lpg=PA1192&dq=como+eram+medidas+as+cargas+el%C3%A9tricas+no
+seculo+XIX&source=bl&ots=0f20VHiuz7&sig=RJJUCAYdAK6TXYQLrE5ju
th0Kvo&hl=pt-
BR&sa=X&ved=0ahUKEwjftJDvq5XKAhWBHB4KHXC1BNMQ6AEIOTAF#v
=onepage&q=como%20eram%20medidas%20as%20cargas%20el%C3%A9
tricas%20no%20seculo%20XIX&f=false

O que é carga elétrica?


A conclusão de Benjamin FRANKLIN (1707-1790):

“a carga elétrica é uma propriedade física da matéria”.

Tanto quanto a massa, a carga elétrica é uma propriedade intrínseca da


matéria. E as observações experimentais permitiram a descoberta de
importantes propriedades que a carga elétrica possui (em comum com a
massa):
- as cargas elétricas criam e são sujeitas à forças elétricas, o que
facilmente se observa dos experimentos de eletrização;
- cargas elétricas não podem ser criadas nem destruídas.
http://www.if.ufrgs.br/fis/EMVirtual/cap1/cargas.htm

O que define a carga de um átomo?


É o número de elétrons de um átomo que define a sua carga, sendo que
um número de elétrons igual ao número de protões origina uma partícula
eletricamente neutra.
A eletricidade estática não é um fluxo de elétrons. É mais correto
denominá-la de "carga estática". Esta carga é causada por um corpo cujos
átomos apresentam mais ou menos elétrons que o necessário para equilibrar
as cargas positivas dos núcleos dos seus átomos. Quando existe um excesso
de elétrons, diz-se que o corpo está carregado negativamente. Quando existem
menos elétrons que prótons, o corpo está carregado positivamente. Se o
número total de prótons e elétrons é equivalente, o corpo está num estado
eletricamente neutro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/El%C3%A9tron

Capacitores
O capacitor é um dispositivo utilizado nos circuitos elétricos que
apresenta um comportamento em corrente contínua (CC), diferente do
comportamento em corrente alternada (CA). Em corrente contínua após se
carregar com cargas elétricas, permanece carregado até que seja forçado a
descarregar-se, sendo utilizado em circuitos com a finalidade de manter a
tensão estável sendo chamado nessas condições de filtro capacitivo.
Comportamento do capacitor em corrente contínua
Aplicando-se uma tensão continua nos terminais de um capacitor
inicialmente descarregado, a corrente será alta, pois o capacitor se opõe as
variações bruscas de tensão. Após essa situação inicial, a corrente diminui
gradativamente, pois à medida que o tempo passa, o capacitor se carrega
obedecendo a uma função exponencial, até atingir zero, quando estiver
totalmente carregado. À medida que a corrente diminui, a tensão nos terminais
do capacitor aumenta exponencialmente até atingir a tensão máxima imposta
pela fonte. Devido a esse comportamento, diz-se que a tensão e a corrente no
capacitor estão defasadas entre si, sendo que a corrente está adiantada da
tensão.
Circuito RC ligado a uma fonte de tensão contínua
A figura abaixo mostra um circuito RC ligado a uma fonte de corrente
contínua. O capacitor no circuito encontra-se descarregado.

Ao ser fechada a chave do circuito, a tensão no capacitor não atingirá o


seu valor máximo instantaneamente. A tensão no circuito aumentará
exponencialmente com o tempo e somente após cinco vezes a constante de
tempo do circuito atingirá mais de 99% do valor máximo. A tensão nos
−𝑡
terminais do capacitor é calculada por: 𝑉𝐶 = 𝑉. (1 − 𝑒 𝑅𝐶 ).

Corrente alternada
Em 1882 o físico, matemático, inventor e engenheiro Nikola Tesla,
desenhou e construiu o primeiro motor de indução de CA. Posteriormente o
físico William Stanley, reutilizou, em 1885, o princípio de indução para transferir
a CA entre dois circuitos eletricamente isolados. A idéia central foi a de enrolar
um par de bobinas em uma base de ferro comum, denominada bobina de
indução. Deste modo obteve-se o que seria o precursor do atual transformador.
O sistema usado hoje em dia foi criado fundamentalmente por Nikola Tesla; a
distribuição da corrente alternada foi comercializada por George Westinghouse.
Outros que contribuíram no desenvolvimento e melhoria deste sistema
foram Lucien Gaulard, John Gibbs e Oliver Shallenger entre os anos 1881 e
1889. A corrente alternada superou as limitações que apareciam ao empregar
a corrente contínua (CC), o qual é um sistemaineficiente para a distribuição de
energia a larga escala devido a problemas na transmissão de potência,
comercializado em seu dia com grande agresividad por Thomas Edison.
Frequência da corrente alternada
O que determina a freqüência da rede elétrica é a rotação dos
rolamentos indutores nas usinas por aí afora. Não necessariamente é a rotação
da turbina que pode ser mais lenta ou mais rápida, tendo sua rotação
modificada por meio de engrenagens. Esta rotação depende de fatores
mecânicos como balanceamento de eixos enormes em uma rotação muito alta.
Outro fator é o número de espirais nos rolamentos que deve ser maior quanto
menor for a rotação, para gerar a mesma tensão.
O único problema é que uma vez escolhida a freqüência, todos os outros
geradores no sistema de distribuição devem estar sincronizados. Este é um
problema para geração quando não se pode controlar a força motriz, como por
exemplo na geração eólica, por marés ou pequenos cursos d'água. Neste caso
a energia contínua é utilizada, contudo os circuitos de aumento de tensão são
mais caros que os transformadores tradicionais, que funcionam apenas em
corrente alternada.
Para algumas situações uma rede trabalhando em frequências mais
altas teria vantagens, já que o tamanho dos dispositivos que consumiriam a
energia poderia ser menor. Este recurso é utilizado nos aviões, por exemplo,
que trabalham em 400Hz, de forma a tornar os motores e geradores menores
(e consequentemente mais leves).

Por outro lado o aumento da frequencia aumenta as perdas nos sistemas de


transmissão (transformadores e linhas).

como solução de compromisso se utiliza 60Hz ou 50Hz, esta última frequencia


sendo o padrão na Europa e em alguns outros países.
Existem alguns motivos:1- Uma lâmpada fluorescente, "pisca" (acende e
apaga) na MESMA freqüencia da rede, 60 vezes por segundo, nossos olhos
NÃO PERCEBEM isso, porque essa freqüencia está ACIMA do nosso limiar, se
fosse MENOR, perceberíamos a lâmpada tremulando.2-A RPM de um motor
elétrico, BIPOLAR, seria MAIS BAIXA do que 3600 RPM.Se a freqüencia fosse
MUITO menor, para produzir uma determinada potência, ele teria que ter
MAIOR TAMANHO, ou seja: MAIOR CUSTO. A principal razão é
ECONÔMICA.

A frequencia elétrica determina alguns fatores. Em motores elétricos trifásicos


assincronos, a frequencia determina a velocidade de rotação do motor. Como a
potencia é função da velocidade, quanto maior a frequencia mais potencia
podemos obter do motor. Frequencias muito grandes causam transtornos pela
grande indução.
O uso de 60Hz foi definido para facilitar o uso da tensão trifásica que possui
defasamento de 120º entre as fases e sendo 60 múltiplo de 120, temos uma
simplificação no cálculo da potência trifásica.
Esporadicamente nos estudos dos primeiros geradores foi adotada a
freqüência de 60 Hz, assim todos os estudos partiram de um ponto em que
todos os geradores seriam de 60 Hz. Mas na Europa a energia elétrica é 50
Hz.
Mudar esta freqüência hoje, seria como mudar nosso idioma, pois teríamos que
mudar todos os aparelhos que tivessem de alguma forma bobinas (motores,
transformadores, inversores, etc).
Porque era difícil medir a eletricidade e o magnetismo na
antiguidade?
Século XVII. Homens como Galileu, Pascal, Descartes, Huygens e,
sobretudo, Newton encarregam-se da difícil tarefa de enterrar os dogmas da
doutrina escolástica e desenvolver os métodos de investigação e raciocínio
sobre os quais se assentaria a ciência moderna.
Essa revolução científica - que se desenrolou até os inícios do século
seguinte - atingiu principalmente os campos da mecânica e da ótica. Foi
nesses ramos da física que surgiram obras de importância máxima, desde logo
tomadas como modelos de análise experimental e indução teórica.
Entretanto, os progressos nos domínios da eletricidade e do magnetismo
manter-se-iam ainda muito lentos durante algumas dezenas de anos. É
somente no final do século XVIII que a introdução de medidas quantitativas
consegue encaixar a eletricidade e o magnetismo no quadro da "ciência
newtoniana".
Diversas foram as razões apontadas para esse atraso, em relação à
mecânica e também à ótica. Entre elas, a dificuldade de se realizarem
experiências eletrostáticas e a complexidade das interações entre ímãs. Um
outro motivo foi a persistência das imagens herdadas dos antigos, imagens
essas puramente qualitativas e, em geral, falsas.
Na mudança radical operada na abordagem da eletricidade e do
magnetismo, desempenharam um papel decisivo Franklin, Cavendish e,
principalmente, Coulomb. O primeiro definira a carga elétrica - ou quantidade
de eletricidade - mas não foi capaz de medi-la. É com Cavendish que se inicia
o salto do qualitativo para o quantitativo. Coube a Coulomb completar esse
salto.
Sobre Coulomb, Maxwell comenta: "É notável que nenhuma das
experiências de Coulomb coincida com uma experiência de Cavendish. O
método de Coulomb pertence-lhe inteiramente. . ."
Foi em 1777 que ele publicou a memória "Pesquisas sobre a Melhor
Maneira de Fabricar Agulhas Imantadas". Nela estabelece, com base nas
experiências realizadas anteriormente pelo holandês Musschenbroek e,
principalmente, em suas próprias, dois princípios fundamentais: o campo
magnético terrestre é uniforme em um dado lugar; sua ação sobre um ímã
reduz-se a um binário proporcional ao seno do ângulo que o ímã determina
com sua orientação de equilíbrio.
Tais princípios refletem claramente a preocupação de Coulomb em
expor, em termos newtonianos, a teoria das ações magnéticas. É ainda nessa
memória de 1777 que ele escreve: "A direção de uma agulha imantada não
pode depender de uma 'torrente fluida' ... A experiência prova que não são de
modo algum os 'turbilhões' que produzem os diferentes fenômenos de
imantação e que, para explicá-los, cumpre recorrer a forças atrativas e
repulsivas da mesma natureza daquelas de que somos forçados a nos servir
para explicar o peso dos corpos e a física celeste".
Partindo desses princípios, Coulomb formula a equação dos movimentos
de uma agulha imantada no campo terrestre; integra-a para as pequenas
oscilações e mostra que se pode deduzir, a partir de seu período, o momento
da força de imantação; afirma ainda ser possível comparar entre si os
momentos magnéticos de diversos ímãs.
Empreende então uma série de medidas das oscilações de ímãs
suspensos por finos fios. Para isso, Coulomb constrói uma balança que se
tornaria célebre: a balança de torção.
Ao interesse pelo magnetismo rapidamente se associam as pesquisas
no campo elétrico, Foi em 1785 que Coulomb apresentou à Academia Real de
Ciências três memórias: as duas primeiras tratavam da lei que rege as forças
de atração e repulsão entre duas cargas elétricas e magnéticas. Essa lei,
conhecida atualmente como Lei de Coulomb, é expressa matematicamente
como:

Onde k é uma constante de proporcionalidade e q1 e q2 representam


cargas elétricas puntiformes, situadas à distância d uma da outra.
A primeira dessas memórias continha ainda a descrição da balança de
torção usada na comprovação experimental da lei, limitada, porém, ao caso da
repulsão elétrica; no segunda memória, a verificação estendia-se ao caso da
atração.
A terceira memória da série de 1785 ocupava-se da dispersão elétrica. A
descrição do mecanismo desse fenômeno que, segundo Coulomb, era
inevitável, dada a extrema dificuldade em encontrar corpos isolantes na
natureza, agravada pela ação do próprio ar - foi mantida e aceita até que surgiu
a teoria da ionização, já no século XIX.
A formulação de Coulomb a respeito dessa dispersão continha uma lei -
"a perda de eletricidade por parte de um corpo é proporcional à sua densidade
elétrica" - nascida do seguinte raciocínio: uma molécula de ar, ao entrar em
contato com um corpo eletrizado, carrega-se com carga de igual sinal, sendo
portanto repelida; ao afastar-se, leva consigo a carga que roubou do corpo;
esse processo repete-se em seqüência e, enquanto ocorre, o corpo perde sua
carga inicial.
Abandonado o problema da dispersão, Coulomb pisa no terreno da
distribuição da eletricidade em um condutor. Suas experiências a respeito, bem
como as fundamentações teóricas, são comunicadas à Academia na memória
de 1786. Nela, Coulomb defende que a distribuição da eletricidade na
superfície de um condutor independe de sua natureza química, sendo regulada
unicamente pela lei da atração e da repulsão.
As duas memórias seguintes - de 1787 e 1788 - apresentam uma
solução aproximada de diversos problemas de distribuição da eletricidade em
condutores e, ainda, a variação da densidade elétrica de dois condutores em
contato.
Com estas duas memórias - que, juntamente com as anteriores,
constituem o primeiro alicerce sólido da eletrostática experimental e
matemática -, Coulomb alcança a estatura que o transformará em influenciador
direto de físico-matemáticos como Poisson e Lord Kelvin.
Em seus últimos trabalhos (1789 -1801), Coulomb retoma o estudo do
magnetismo. Consegue então definir, embora vagamente, os conceitos de
imantação ou polarização magnética.
Intui também, e com bastante precisão, aquilo que, no final do século
XIX, foi chamado de ponto de Curie -temperatura acima da qual as substâncias
perdem as propriedades ferromagnéticas.
Coulomb morreu em Paris, a 23 de agosto de 1806, e seu nome foi dado
a uma unidade elétrica.

Nos terminais da pilha existem cargas positivas e negativas e o


interior da pilha é um condutor e, portanto tem elétrons livres. Como as
cargas que estão nos terminais não se misturam então?
Para acontecer uma corrente elétrica em condutores de qualquer
natureza (no interior de uma fonte eletroquímica - pilha ou bateria - as cargas
livres NÃO são elétrons mas são íons positivos e negativos) e não apenas em
condutores metálicos (onde as cargas livres são elétrons) há necessidade
haver um campo elétrico resultante não nulo.

No interior de uma fonte as cargas sofrem uma força de natureza não


eletrostática que dependendo do tipo da fonte é produzida por processos
diversos. Esta força não eletrostática realiza um trabalho quando as cargas
entram em movimento deriva, trabalho este que está relacionado a fem (força
eletromotriz). A fem é trabalho da força não eletrostática POR UNIDADE DE
CARGA transportada dentro da fonte. A fem é expressa em joules por coulomb
no SI e J/C é volt; portanto a fem tem a mesma unidade de medida da
diferença de potencial elétrico (ddp) entre dois pontos mas é
conceitualmente diferente de ddp. A ddp é o trabalho de uma força
eletrostática (portanto conservativa) por unidade de carga e a fem é o
trabalho de uma força não eletrostática (não conservativa) por unidade de
carga.

Em circuito aberto (isto é, com os terminais da fonte em aberto, nada


conectado) há um pequeno acúmulo de cargas nos terminais (não apenas nos
terminais mas em outras regiões da fonte) que produz uma campo
ELETROSTÁTICO em oposição ao outro campo não eletrostático (força não
eletrostática por unidade de carga) de tal forma que o campo resultante no
interior da fonte seja nulo. Assim, mesmo existindo um condutor
internamente à fonte (em pilhas e baterias o condutor é iônico, portanto as
cargas livres são íons), não há corrente em circuito aberto pois o campo
elétrico RESULTANTE dentro da fonte é nulo.Quando se liga algo as
terminais da fonte, diminui um pouco os excedentes de carga nos terminais,
enfraquecendo um pouco o campo ELETROSTÁTICO e, consequentemente,
resultando em um campo não nulo no interior e, portanto, deflagrando uma
corrente interna à fonte.

Finalmente, exceto pelos pequenos excedentes de carga nos terminais


da fonte eletroquímica (pilhas, baterias) não encontramos outros excedentes de
carga em uma fonte e, portanto, fontes NÃO ARMAZENAM cargas. Elas
armazenam ENERGIA não eletrostática. Sistemas que armazenam cargas,
consequentemente energia eletrostática, são denominados de capacitores.

http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=389

1- Sobre as cargas nos terminais de uma pilha:


Ao conectar um condutor a uma fonte de tensão (pilha), as cargas do polo
negativo passam pelo condutor até o polo positivo. Portanto, como as
cargas negativas da pilha que sofrem efeitos do campo elétrico afetam os
elétrons livres no condutor?
2- Sobre a ddp:
Imagino que a ddp apenas existe quando um condutor ligado a pilha, ou
seja, se um condutor for ligado apenas no polo negativo não haverá
corrente, pois não há ddp (dois pontos). Mas, ao ligarmos o condutor aos
dois terminais teremos uma ddp.
Portanto, a ddp é entre os terminais da pilha independente do condutor,
ou acontece quando um condutor liga os dois pontos da pilha. No caso
da ddp ser apenas com a presença do condutor, o tamanho do condutor
afeta a ddp (a minha dúvida acontece justamente aqui, se o tamanho do
condutor muda a ddp)?
A pilha é capaz de manter pequenos excedentes de carga nos terminais
e em outras regiões do circuito. Estes excedentes de carga (positiva e
negativa) produzem um campo elétrico que coloca as cargas livres do condutor
em movimento de deriva (O movimento de deriva é um movimento preferencial,
determinado pelo campo elétrico, na direção do campo, que se superpõem ao
movimento errático, aleatório, das cargas livres decorrente da agitação
térmica. Portanto o que define o sentido do movimento de deriva das cargas
livres no condutor é o campo elétrico que se lhes aplica e o sinal das cargas.).
Dentro da pilha existe sobre cada portador (íon) uma força não
eletrostática (o trabalho desta força, por unidade de carga, é a fem.) capaz de
colocar as cargas livres internas à pilha (íons positivos e negativos) em
movimento de deriva quando o circuito externo é fechado. Há também uma
força eletrostática sobre cada portador (íon), exercida em sentido contrário à
força não eletrostática . Quando há corrente elétrica fora da pilha (nos
condutores externos), há também dentro da pilha.
A ddp existe sempre, isto é, com condutor por fora da pilha ou sem
condutor por fora da pilha. Entretanto ela é máxima entre os terminais da pilha
quando não há condutor por fora e diminui quando a resistência elétrica do
condutor externo diminui.
http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=468

Por que os elétrons se movem dessa forma na corrente alternada?


Os elétrons vão e vem na corrente alternada, diferente da contínua
que só vai em uma direção, mas o que faz com que os elétrons se movam
dessa forma?
Em consequência de o condutor estar ligado a um gerador existe um
CAMPO ELÉTRICO interno ao condutor. Devido a este campo as cargas livres
- os elétrons livres (se o condutor é metálico) ou as cargas livres com
mobilidade (íons em condutores iônicos por exemplo) - sofrem uma força
elétrica e entram em movimento de deriva orientado no sentido do campo
elétrico (cargas positivas) ou em sentido contrário aos do campo elétrico
(cargas negativas).

O movimento de deriva é um movimento preferencial, determinado pelo


campo elétrico, na direção do campo, que se superpõem ao movimento
errático, aleatório, das cargas livres decorrente da agitação térmica.

Portanto o que define o sentido do movimento de deriva das cargas livres no


condutor é o campo elétrico que se lhes aplica e o sinal da cargas.

O gerador é dito de corrente contínua quando o campo elétrico que ele produz
dentro do condutor NÃO muda de orientação. Nesta situação o movimento de
deriva das cargas livres não se altera em orientação.

O gerador é dito de corrente alternada quando o campo elétrico que ele produz
dentro do condutor MUDA de orientação periodicamente. Nesta situação o
movimento de deriva das cargas livres se altera em orientação, ora em um
sentido, ora em outro sentido. Esta é a razão pela qual se denomina a corrente
elétrica como corrente alternada.
Desta forma a resposta à tua pergunta é que o sentido do movimento das
cargas livres é comandado pelo gerador.
http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=541

Campo elétrico nulo no interior dos condutores


Por que o campo elétrico interno de um material condutor é nulo?
O campo elétrico no interior de um condutor isolado e EM EQUILÍBRIO
ELETROSTÁTICO é nulo.
De fato pode existir campo elétrico NÃO nulo no interior de condutores
(é o que está acontecendo agora, por exemplo, nos condutores do circuito
elétrico do computador que utilizas ou da rede elétrica que o alimenta) mas
então haverá correntes elétricas no condutor. Acontece que se um condutor
estiver isolado tais correntes acabam cessando depois de algum tempo (este
intervalo de tempo é na nossa escala de percepção de tempo muitíssimo
pequeno, quase nulo) pois para sustentar uma corrente elétrica em um
condutor há que se transferir energia para ele e como o condutor está isolado,
tal não pode acontecer.
Desta forma é importante destacar que a afirmação "o campo elétrico
interno a um condutor é nulo" é verdadeira quando o condutor estiver em
equilíbrio eletrostático. Cabe destacar também que EQUILÍBRIO
ELETROSTÁTICO não significa condutor neutro. Um condutor pode estar
eletrizado, carregado (possuir excedentes de carga elétrica) e ainda assim
estar em equilíbrio eletrostático. O equilíbrio eletrostático foi atingido quando
não há mais correntes elétricas no condutor.
http://www.if.ufrgs.br/cref/?area=questions&id=134
Características das correntes alternadas e continuas (ver pag 35)

É correto afirmar que só existe corrente se existir tensão?


A eletricidade pode ser usada para transportar energia, porque ela pode
se movimentar através de fios de metal. Desta forma, quando um fio elétrico
está conduzindo eletricidade, existe nele o movimento ordenado de minúsculas
partículas de eletricidade denominadas elétrons. Chamamos ao movimento
ordenado destas cargas (todas no mesmo sentido) de corrente elétrica. A
corrente é, portanto o fluxo da eletricidade nos fios e nos aparelhos que estão
funcionando e é medida numa unidade denominada Ampère (abreviada por A)
Uma corrente para se estabelecer por um fio, precisa de uma, força
externa, ou seja, de algum tipo de ação externa que "empurre" as cargas. Esta
pressão externa ou força externa é denominada "tensão elétrica" e é medida
em volts (abreviado por V). Assim, a tensão é a "CAUSA" da corrente e a
corrente é o EFEITO. Sem uma não pode haver a outra.
Veja, entretanto, que podemos estabelecer uma tensão num fio elétrico,
mas sem circular corrente alguma: na ponta do fio, a tensão se manifesta e
"fica à espera" de que alguma coisa seja ligada para que a corrente possa
passar. É mais ou menos o que ocorre nas tomadas de força de sua casa:
nelas pode existir uma tensão elétrica de 110 V ou 220 V, mas sem corrente
alguma. A corrente só vai existir no momento em que "ligarmos" a esta tomada
alguma coisa, por exemplo, uma lâmpada. Perceba que uma tensão maior
significa uma "pressão" maior para a corrente. É por esta razão que, se
ligarmos uma lâmpada que foi projetada para funcionar com uma tensão de
110 V numa tomada de 220 V, ela queima: a "pressão elétrica" será demais,
fazendo passar uma corrente maior do que ela suporta. Da mesma forma, se
ligarmos uma lâmpada de 220 V numa tomada em que tenhamos só 110 V, ela
não queima, mas a "pressão elétrica" será insuficiente para produzir a corrente
desejada e a lâmpada acenderá com brilho reduzido (bem fraca!).
Corrente e tensão são coisas diferentes. A tensão está sempre presente
numa tomada de energia, mas a corrente só circula quando ligamos alguma
coisa. É a circulação da corrente que leva a energia elétrica até o aparelho ou
dispositivo que está sendo alimentado.
O CIRCUITO ELÉTRICO (OS ELETRONS SÃO CONSUMIDOS NO
CIRCUITO ELETRICO?)
Da mesma forma que a energia não pode ser criada nem destruída, mas
somente transformada, as cargas elétricas que transportam a energia elétrica
precisam ser "recicladas". Isso significa que os aparelhos alimentados pela
corrente elétrica não "consomem" cargas, mas somente a energia que elas
transportam. Não podemos simplesmente ligar um fio a uma lâmpada e
"bombear" cargas indefinidamente para que ela acenda, "consumindo" essas
cargas para produzir luz, de acordo com a figura abaixo:
Uma vez que as cargas entregam a energia que transportam à lâmpada,
elas precisam continuar com seu movimento e ir para algum lugar, ou seja,
precisam "circular".
O que se faz normalmente é usar dois fios, de modo a permitir que as
mesmas cargas possam ser usadas para transportar a energia, formando
assim um circuito elétrico:

Assim, a tensão estabelecida pelo gerador da empresa de energia


"empurra" as cargas, estabelecendo a corrente na lâmpada, e uma vez que as
cargas entregam esta energia, fazendo a lâmpada acender, elas voltam ao
gerador de modo a poderem ser usadas novamente, sendo "empurradas" de
volta para alimentar a mesma lâmpada ou outras lâmpadas.
Podemos comparar o gerador da empresa de energia a uma bomba que
"empurra" constantemente água através de um cano para movimentar algum
tipo de dispositivo, mas uma vez que a água fez "seu trabalho" ela volta à
bomba para ser reaproveitada. Veja que a bomba simplesmente "repõe" a
energia na água, pressionando. O mesmo acontece com o gerador que "repõe"
a energia às cargas que voltam a circular pelos fios.
Tudo isso significa que, para que a energia elétrica possa ser usada
deve haver um percurso completo entre a tomada de energia que está ligada
ao gerador e o aparelho alimentado:
Este caminho fechado ou percurso fechado para a corrente é
denominado "circuito elétrico".
Só há corrente elétrica se houver um percurso fechado ou um circuito
fechado para sua circulação.
É por essa razão que sempre precisamos de DOIS fios para alimentar
qualquer aparelho elétrico: um serve para "enviar" a energia e outro para fazer
o retorno, ou seja, para permitir a movimentação das cargas que já estejam
sem energia. A pressão elétrica e, portanto, a energia disponível num fio pode
ser medida por sua pressão elétrica, ou seja, por sua tensão.
http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/artigos/49-
curiosidades/5699-art739.html

Qual a diferença de terra e neutro?


Da mesma forma que só podemos falar na pressão da água num
reservatório em relação a um nível de referência, só podemos falar na "pressão
elétrica" em relação a uma tensão de referência.
Assim, conforme ilustra a figura 7, entre os pontos A e B do reservatório
existe uma diferença de pressão ou potencial hidráulico menor do que a que
existe entre os pontos A e C.

Para a represa, a referência é o seu nível mais baixo, ou ainda pode ser
considerado como o nível do mar.
Este nível pode ser considerado o "zero" de pressões e a partir dele,
estabelecidas todas as outras pressões.
Para a eletricidade, o nível "zero" de tensão, ou seja, de "potencial
elétrico", é um corpo para o qual todas as cargas podem escoar quando
pressionadas: a terra.
De fato, a terra conduz a eletricidade como um fio de metal e por isso
pode "absorver" ou "fornecer" qualquer quantidade de cargas.
A terra é então tomada como referência ou zero para o potencial elétrico.
Assim, por definição, a terra tem um potencial de zero volt (0 V).
As empresas de energia elétrica, ao gerarem energia, precisam de um
fio para enviar a energia e outro para fazer o retorno, por isso as tomadas têm
dois fios:
O fio de retorno é denominado neutro, pois ele é aproveitado como um
retorno comum para muitos circuitos.
Entretanto, de modo a ter algumas comodidades nas instalações, as
empresas de energia costumam ligar este fio de retorno ou neutro a terra, isso
por meio de barras de metal enterradas profundamente no solo, nas entradas
das instalações elétricas e em muitos lugares da própria rede de distribuição de
energia. Isso faz com que o potencial do polo neutro seja igual ao da terra, daí
este polo ser confundido com a terra e às vezes chamado de "terra", conforme
demonstra a figura abaixo:

Todavia, pelos motivos que vimos, é sempre bom levar em conta que
"terra" e "neutro" são coisas diferentes, se bem que em alguns instantes
coincidam.
Tudo isso faz com que no outro polo possamos ter potenciais em relação
à terra ou diferenças de potenciais diferentes, que podem ser 110 V ou 220 V,
conforme o caso.
O que é IF (forward current ) de um LED?
A corrente para frente (ou corrente de avanço) de um LED, IF, é a
corrente que flui através dos condutores do diodo emissor de luz, do anodo
para o catodo, para que o LED receba corrente suficiente para ligar.

Como pode ver acima, a tensão positiva deve ser aplicada em todo o
LED de seu anodo para o seu catodo. Isto leva a uma corrente para frente
através do diodo emissor de luz conduz a partir de ânodo para o cátodo. Se a
tensão for revertida, corrente reverta (não para frente) será produzida, e o LED
não acende.
Diferentes tipos de LEDs têm diferentes exigências de corrente para
frente. No entanto, para a grande maioria, os LEDs de luz visível (verde,
amarelo, vermelho) LEDs geralmente deve receber uma corrente direta de
cerca de 20 mA. LEDs infravermelhos geralmente exigem um pouco mais de
corrente, geralmente cerca de 50 mA de corrente. Tenha cuidado para não
aplicar muita corrente em um LED, ou corre o risco de destruir e queimar o
LED. Duas especificações estão listadas na ficha técnica de um LED que
mostra a corrente máxima de um LED pode receber. Este é o pico de corrente
direta e corrente contínua para a frente. Nunca aplique mais corrente em um
LED que suas especificações.
A fim de produzir a corrente para frente através de um LED correto,
colocar o lado positivo da fonte de alimentação em corrente contínua para o
ânodo do LED e, em seguida, colocar uma resistência em série com o diodo
emissor de luz para limitar a corrente. A corrente deve ser de cerca de 20 mA
se uma luz LED visível e 50 mA, se um LED infravermelho
A tensão para frente (forward voltage, VF) é a queda de tensão
através do diodo, se a tensão no ânodo é mais positiva do que a tensão no
cátodo (se ligar ao ânodo +). A tensão para frente é a queda de volts através
do LED, quando a corrente nominal está fluindo, quando o ânodo é mais
positivo que o cátodo.

O que é Tensão limiar?


Limiar significa início, começo de.
O diodo apresenta uma queda de tensão conhecida como barreira
potencial, tensão de joelho ou tensão de limiar. Tal é de 0,3V para diodos de
germânio e 0,7V para diodos de silício.
O diodo semicondutor é um componente elétrico projetado para conduzir
a corrente elétrica com muito mais facilidade em um sentido do que no outro.
(a) Diodo polarizado diretamente. (b) Diodo polarizado reversamente.

Da análise acima, vemos que o diodo funciona idealmente como uma


chave fechada, quando tal está polarizado diretamente, e como uma chave
aberta, quando tal está polarizado reversamente. Entretanto, quando
polarizado diretamente, devemos considerar a queda de tensão do diodo.
Assim, uma fonte de tensão de 10V polarizando diretamente um diodo de
silício, em série com uma resistência, fará com que haja uma queda de tensão
de 9,3 V na resistência, pois 0,7V ficam no diodo. Já em polarização reversa, o
diodo fará o papel de uma chave aberta. Assim, não circula corrente no circuito,
de maneira que não haverá tensão no resistor. Logo, toda a fem de 10V
aparecerá entre os terminais do diodo.
A principal função de um diodo semicondutor, em circuitos retificadores
de corrente, é transformar corrente alternada senoidal em corrente contínua
pulsante. A principal função de um diodo semicondutor, em circuitos de
corrente contínua, é controlar o fluxo da corrente, permitindo que esta circule
apenas em um sentido.
http://fhollweg.xpg.uol.com.br/eletronica/eletronica_cap2.pdf

A Dopagem do Diodo Semicondutor e os Cristais P e N


O silício puro é um mau condutor de eletricidade. Tal só vem a se tornar
um bom condutor de eletricidade por meio de um processo de dopagem. A
dopagem no diodo é feita pela introdução de elementos dentro de cristais
tetravalentes, normalmente feitos de silício e germânio. Dopando esses cristais
com elementos trivalentes, tais obterão átomos com sete elétrons na camada
de valência, os quais necessitam de mais um elétron para a neutralização
(cristal P, de positivo). Para a formação do cristal do tipo P, utiliza-se
principalmente o elemento químico indio. Dopando os cristais tetravalentes com
elementos pentavalentes, tais obterão átomos neutralizados (com oito elétrons
na camada de valência) e um elétron excedente (cristal N, de negativo). Para a
formação do cristal N, utiliza-se principalmente o elemento fósforo. Quanto
maior a intensidade da dopagem, maior será a condutibilidade dos cristais, pois
suas estruturas apresentarão um número maior de portadores livres (lacunas4
e elétrons livres) e poucas impurezas que impedem a condução da corrente
elétrica. Após dopadas, cada face dos dois tipos de cristais (P e N) apresentará
uma determinada característica diferente da oposta, gerando regiões de
condução do cristal. Uma apresentará excesso de elétrons, enquanto na outra
faltará estes (lacunas). Entre ambas as regiões haverá uma região de equilíbrio
por recombinação de cargas positivas e negativas, conhecida como camada de
depleção, a qual possui a denominada barreira de potencial. Outro fator que
influencia na condução desses materiais é a temperatura. Quanto maior for sua
temperatura, maior será a condutibilidade pelo fato da energia térmica ter a
capacidade de quebrar algumas ligações covalentes da estrutura. Isto acarreta
o aparecimento de mais portadores livres para a condução de corrente elétrica.
A razão que fez o silício se tornar totalmente superior ao germânio na
fabricação de diodos, transistores e outros componentes semicondutores é que
tal não apresenta elétrons livres à temperatura ambiente, quando comparado
ao germânio.
Como calcular a resistência interna r B

Para analisar com precisão um circuito com diodos que você precisa
saber a resistência interna do diodo. Esse valor geralmente não é dado
separadamente nas folhas, mas trazer informação suficiente para calcular. A
fórmula para calcular a resistência interna é:

Ponto 1, pode ser o ponto limite.


Exemplo: 1N4001
A partir da folha de dados podemos obter os valores de tensão de
polarização direta (0,93 V) para um valor de corrente de 1 A e a tensão de
limiar é de 0,7 V para uma corrente de aproximadamente zero.

http://www.sc.ehu.es/sbweb/electronica/elec_basica/tema3/Paginas/Pagi
na11.htm

Qual a resistência mais adequada para uma LED

R= (Vcc - Vd) / Id

Vcc= Tensão com a qual o Led será alimentado.


Vd= queda de tensão do led (valor típico:1,6V)
Id= Corrente do Led (máx. 20mA) (Se estiver na Unidade Ampere tem
que converter para mA).

Vamos fazer um exemplo do calculo. Vamos sopor que você ira alimentar o
circuito com uma bateria de 9V e a corrente 'If' do seu diodo seja de 30mA e a
queda de tensão no diodo Vf seja de 1,5V, aplicando a formula ficaria:

R = (9v-1,5v) / 0,03A = 250 ohms. Para utilizar um valor comercial você pode
usar um resistor de 270 ohms. Qual que será o valor da potência?

P = i^2 * R , P = (0,03^2) * 270 = 0,243W.


Conclusão, um resistor de 270 ohms a 1/2Watt serve para esse diodo.

Observe que você conseguiu fazer o calculo indicado pelo Anderson já que
você tinha os valores de Vf e If do LED, em outras palavras, é muito importante
contar com as especificações dos dispositivos que usamos para dimensionar
de forma correta a tensão e corrente nos quais estarão trabalhando.

http://labdegaragem.com/forum/topics/qual-a-resist-ncia-mais-adequada-
para-uma-led-3mm

Qual a diferença entre campo elétrico e campo magnético?

Na eletrodinâmica, isto é, quando os eletrons estão em movimento, o


campo elétrico e campo magnético são como irmãos siameses, os duas faces
de uma mesma moeda.

A melhor de maneira de entender esses campos é atraves de um circuito


oscilante feito por um capacitor (que armazena energia através do campo
elétrico) e um indutor (que armazena energia através do campo magnético).

Capacitor, outrora conhecido como "condensador", quando carregado


eletricamente, forma um campo elétrico entre as armaduras (ou placas),
desenvolve um potencial elétrico (tensão elétrica ou voltagem) nos terminais
das armaduras.

Ao ligar um capacitor carregado a um indutor (também conhecido como bobina,


solenoide ou eletroímã), o capacitor transfere sua energia para o indutor.

À maneira que o capacitor descarrega-se, seu potencial elétrico diminui.


No entanto, a corrente elétrica no indutor aumenta cada vez mais.
Quanto maior é a corrente no indutor, maior é o campo magnético ao seu
redor.

A energia "eletrostática" (elétrons parados) do capacitor é transformada em


energia "eletrodinâmica" (elétrons em movimento) no indutor.

Quando o capacitor está totalmente descarregado e o indutor totalmente


magnetizado, inicia-se um ciclo reverso: a corrente elétrica vai diminuindo, o
campo magnético no indutor vai desaparecendo. A tensão elétrica no capacitor
vai aumentando e, e com ela , cresce o campo elétrico.

Uma boa analogia pode ser feita entre energia potencial e energia cinética num
simples pêndulo.

Em ambos os casos, a oscilação vai diminuindo até toda a energia do sistema


ser transformada em calor.
http://fisica2100.forumeiros.com/t966-qual-a-diferenca-entre-campo-
eletrico-e-campo-magnetico
CAMPO ELÉTRICO UNIFORME
É o campo elétrico onde o vetor E é o mesmo em todos os pontos.
Assim, em cada ponto do campo, o vetor E tem a mesma intensidade,
a mesma direção e o mesmo sentido. As linhas de força de um campo
elétrico uniforme são retas paralelas igualmente espaçadas e todas com o
mesmo sentido.

Condutor eletrizado
Em um condutor eletrizado, os portadores de carga elétricas livres se
concentram em sua superfície externa, graças à repulsão que sofrem entre si.
Desta forma, não há cargas elétricas em excesso no interior do condutor,
fazendo com que o Campo Elétrico seja sempre nulo no interior do condutor.
Isso faz com que uma pessoa dentro de uma estrutura metálica não seja
afetada se uma descarga elétrica atinge a estrutura, como um avião, por
exemplo. Esse efeito é chamado de blindagem eletrostática ou Gaiola de
Faraday.

Força eletromotriz
Em um circuito elétrico em que uma bateria estabelece uma corrente
elétrica, ela realiza um trabalho sobre as cargas positivas para se deslocarem
como o modelo da corrente convencional (da parte positiva para a parte
negativa). Os dispositivos que são capazes de realizar trabalho sobre cargas
elétricas que passam através deles estabelecendo uma voltagem no circuito
(no nosso caso a bateria) são chamados de geradores de corrente ou
geradores de força eletromotriz.
A força eletromotriz de um gerador, geralmente é representada pela
letra grega epsilon, é também chamada de eletromotrância. Se um gerador
exerce um trabalho T para transportar uma carga q de seu pólo negativo para o
pólo positivo, a fora eletromotriz (ou eletromotrância) é dada por: E= ±T/±Q.
Sendo a unidade de força eletromotriz como J/C ou volts, em homenagem ao
físico italiano Alessandro Volta. Portanto de uma bateria tem 12 V, ela realiza
um trabalho de 12 J para deslocar uma carga de 1 C do pólo negativo para o
pólo positivo.