MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL
BRASÍLIA-DF, TERÇA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2013
BOLETIM DE SERVIÇO No. 250

1a. PARTE
ATOS DO DIRETOR-GERAL

INSTRUÇÃO NORMATIVA No. 076/2013-DG/DPF, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013

Regulamenta os procedimentos de natureza disciplinar no âmbito do Departamento de
Polícia Federal.

O DIRETOR-GERAL DO DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, no uso da atribuição
que lhe confere o inciso IV do art. 25 do Regimento Interno do Departamento de Polícia Federal,
aprovado pela Portaria no. 2.877, de 30 de dezembro de 2011, do Excelentíssimo Senhor Ministro de
Estado da Justiça, publicada na Seção 1 do DOU no. 01, de 2 de janeiro de 2012,

CONSIDERANDO a necessidade de atualização da Instrução Normativa no. 004/1991-DG/DPF,
de 14 de junho de 1991;

CONSIDERANDO a necessidade de consolidação das normas que regulam os
procedimentos administrativos disciplinares no âmbito do Departamento de Polícia Federal;

CONSIDERANDO que são aplicáveis aos servidores do Departamento de Polícia Federal
as disposições das Leis no. 4.878/1965 e no. 8.112/1990; e

CONSIDERANDO que os institutos das Leis no. 8.429/1994 e no. 9.784/2012 são também
aplicáveis para regulação dos atos e procedimentos funcionais no Departamento de Polícia Federal,

RESOLVE:

Art. 1o. Regulamentar os procedimentos de natureza disciplinar no âmbito do
Departamento de Polícia Federal.

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I
DAS NOTÍCIAS E REPRESENTAÇÕES DE IRREGULARIDADES

Art. 2o. As notícias e representações endereçadas às unidades centrais serão
protocoladas e encaminhadas à Corregedoria-Geral de Polícia Federal para análise e manifestação ou
redistribuição às Superintendências Regionais.

Art. 3o. As notícias e representações endereçadas diretamente às Superintendências
Regionais serão protocoladas e remetidas à Corregedoria Regional para análise e manifestação.

Art. 4o. Nas Delegacias Descentralizadas, as notícias e representações serão
protocoladas e encaminhadas para análise do chefe da unidade.

Art. 5o. Quando o fato noticiado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito
penal, a notícia ou representação será arquivada, de ofício, pela autoridade competente, sem
prejuízo do seu desarquivamento se surgirem fatos novos que justifiquem a sua apuração.

Parágrafo único. Poderão ser também arquivadas, na forma do caput, as notícias
sobre fatos evidentemente inexistentes, as incoerentes e as desconexas, sem necessidade de
registro no Sistema de Acompanhamento Disciplinar – SAD.

CAPÍTULO II
DAS PORTARIAS DE INSTAURAÇÃO, DOS REGISTROS E DAS PUBLICAÇÕES

Seção I
Das portarias de instauração

Art. 6o. As portarias de instauração, as de reabertura da instrução
dos procedimentos administrativos disciplinares e as notas decisórias serão
elaboradas pelo Serviço Disciplinar – SEDIS/CODIS/COGER, no
órgão central, e pelos Núcleos de Disciplina – NUDIS, nos órgãos descentralizados,
submetendo-se à aprovação das autoridades competentes.

Parágrafo único. O SEDIS/CODIS/COGER e os NUDIS deverão
cientificar a chefia do servidor da existência de procedimento pendente para que se
manifeste acerca da conveniência de, no período que antecede a instauração do
procedimento, permitir ao servidor gozar férias ou licenças requeridas.

Seção II
Dos registros nos sistemas SAD e CGU-PAD

Art. 7o. O controle dos procedimentos administrativos disciplinares no
âmbito do DPF será feito por meio eletrônico.

§ 1o. A alimentação eletrônica é atribuição da unidade em que o
procedimento foi instaurado, com a utilização do sistema SAD e do Sistema de
Gestão de Processos Disciplinares – CGU-PAD, ou outros sistemas que
venham a substituí-los.

§ 2o. Os dados serão lançados em ordem cronológica, ficando
dispensadas comunicações à CODIS/COGER, juntando-se aos autos cópia dos
extratos.

Art. 8o. A instauração e a prorrogação dos prazos processuais, o
encerramento da instrução e as decisões proferidas nos procedimentos
administrativos disciplinares serão registrados no SAD, procedendo-se à juntada
dos extratos aos respectivos autos.

Art. 9o. Após registro e inclusão no SAD, os procedimentos deverão
ser registrados no CGU-PAD.

Art. 10. O secretário, o sindicante, o investigante ou o Núcleo de
Disciplina correspondente, conforme o caso, será responsável pelos registros no
SAD e no CGU – PAD.

Seção III
Das publicações em boletim de serviço e em aditamento semanal

Art. 11. Nos procedimentos administrativos disciplinares acusatórios,
deverão ser publicados em boletim de serviço os seguintes atos:

I – ato constitutivo de comissão de disciplina, de prorrogação de
mandato, de recondução e de substituição de membro ou presidente;

II – extrato das portarias de instauração, de aditamento e de
reabertura da instrução;

III – notas de prorrogação e de arquivamento;

IV – portaria punitiva;

V – decisões nos pedidos de reconsideração ou recursos;

VI – decisões judiciais e do Ministro da Justiça; e
VII – a suspensão preventiva de servidores policiais, o afastamento
preventivo e a revogação da medida antes do prazo final.

§ 1o. Antes da publicação em boletim de serviço os documentos
deverão ser encaminhados à Corregedoria-Geral, para análise da adequação formal
e textual e para proposta, se for o caso, das alterações pertinentes.

§ 2o. Os extratos das portarias de instauração, de aditamento e de
reabertura da instrução a serem publicados em boletim de serviço e/ou aditamento
semanal, conforme o caso, farão menção apenas ao protocolo do documento,
excluindo-se qualquer referência ao servidor envolvido e a terceiros.

Art. 12. Os extratos da portaria inaugural e da decisão e as notas
relativas às sindicâncias investigativas, inclusive as de natureza especial,
instauradas nas Superintendências Regionais e Delegacias Descentralizadas,
deverão ser publicados em aditamento semanal.

Parágrafo único. Nos órgãos centrais, os extratos e as notas deverão
ser publicados em boletim de serviço.

Art. 13. Os extratos das publicações efetuadas no boletim de serviço,
no Diário Oficial da União e em aditamento semanal deverão ser juntados aos
autos.

CAPÍTULO III
DO LUGAR, FORMA, TEMPO E COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS

Seção I
Do lugar

Art. 14. O procedimento disciplinar será instaurado, em regra, na
unidade em cuja circunscrição o fato tenha ocorrido.

§ 1o. Considera-se ocorrido o fato no local onde foi praticada a ação ou
omissão, bem como onde se produziu ou deveria ser produzido o resultado,
independentemente da lotação do servidor.

§ 2o. Serão processados na Corregedoria-Geral os procedimentos
referentes a fatos ocorridos nos órgãos centrais.

§ 3o. No caso de cometimento de mais de uma transgressão em
situação de conexão ou em continuidade, praticadas em local de duas ou mais
circunscrições, será competente a unidade que realizar o primeiro ato de apuração.

§ 4o. A apuração dos fatos poderá ser realizada por comissão de
disciplina de unidade diversa daquela de sua ocorrência, quando a comissão da
unidade não possuir os requisitos legais para a condução do procedimento ou
quando motivos relevantes recomendarem.

Seção II
Da forma

Art. 15. Os atos de instrução dos procedimentos disciplinares devem
ser realizados da forma menos onerosa para a Administração.

§ 1o. Os atos de que trata o caput serão registrados por meio de atas,
quando se tratar de procedimentos acusatórios, e de despachos nos demais casos.

§ 2o. Os atos devem ser produzidos por escrito, em vernáculo, com a
data e o local de sua realização e a assinatura da autoridade responsável.
Art. 16. Os procedimentos disciplinares serão compostos por volumes
com até 200 (duzentas) folhas, obrigatoriamente, as quais serão numeradas de
forma manual ou mecânica e rubricadas pelo investigante, pelo sindicante ou pelo
secretário do colegiado.

§ 1o. A capa de cada volume conterá, obrigatoriamente, registros que
identifiquem a unidade instauradora, a espécie, o número do procedimento e do
protocolo principal, a identificação do investigante ou do colegiado, do acusado e, se
for o caso, a expressão “procedimento com apenso”.

§ 2o. Havendo necessidade de abertura de novo volume, lavrar-se-á o
termo de encerramento no anterior, iniciando-se o próximo volume com o
respectivo termo de abertura.

§ 3o. Os documentos e objetos que não integrarem os autos
principais serão apensados por assunto, recebendo numeração sequencial, de
forma independente dos autos principais e dos demais apensos, com volume
máximo de 200 (duzentas) folhas.

§ 4o. As folhas dos apensos serão rubricadas pelo investigante, pelo
sindicante ou pelo secretário, se houver.

§ 5o. É vedada a juntada de objetos que possam danificar, deformar
ou que venham a dificultar o manuseio dos autos.

§ 6o. Os procedimentos de natureza acusatória serão elaborados em
duas vias, sendo suas folhas numeradas e rubricadas pelo secretário.

§ 7o. Os procedimentos não acusatórios serão elaborados em via
única, e terão suas folhas numeradas e rubricadas pelo sindicante ou secretário, se
houver.

§ 8o. Aplicam-se subsidiariamente aos procedimentos disciplinares as
regras da Instrução Normativa no. 052/2011-DG/DPF, de 23 de dezembro de 2011,
que regulamenta a autuação dos processos no âmbito do DPF.

Seção III

colhendo-se a assinatura de duas testemunhas. Seção IV Da comunicação dos atos Art. desde que com poderes específicos para receber notificação. . preferencialmente estranhas ao colegiado processante. e IV – a advertência de que o acusado deverá comunicar imediatamente à comissão processante o endereço onde poderá ser encontrado. poderá realizar diligências excepcionais fora do horário normal de expediente e nos dias em que não houver funcionamento regular da unidade administrativa. § 2o. Os atos do processo disciplinar devem realizar-se em dias úteis. pessoalmente ou por advogado regularmente constituído nos autos. Art. pessoalmente ou por procurador formalmente constituído. na forma do artigo 362 do Código de Processo Penal. III – local e horário de funcionamento da comissão. § 2o. devendo manter-se à disposição no período correspondente ao de expediente ordinário da repartição. devendo ser procedida à notificação com hora certa. Quando o interesse público exigir e for indispensável para a conclusão do procedimento a comissão. 20. 18. arrolar testemunhas. o fato será registrado em ata. Os atos já iniciados deverão ser concluídos mesmo que ultrapassado o horário normal de expediente. Subseção I Das notificações Art. bem como formular quesitos quando se tratar de prova pericial e expedição de cartas precatórias. Do tempo Art. independentemente de se encontrar afastado das suas funções. Recusando-se o servidor a assinar a notificação. no horário normal de funcionamento da unidade administrativa na qual tramitar. requerer a produção de provas e contraprovas durante toda a instrução. o incidente deverá ser consignado em termo no próprio mandado. O servidor será notificado da instauração do procedimento disciplinar e do aditamento da portaria instauradora. considerando-se notificado o servidor acusado na data do incidente. 19. intimação ou citação. 17. Após três tentativas de localizar e notificar o acusado. A comunicação dos atos do procedimento disciplinar se dará por meio de notificação. O mandado de notificação deverá conter: I – cópia da portaria instauradora. mediante fundamentação. com especificação de dia e horário. II – esclarecimento de que o acusado poderá acompanhar o procedimento. § 1o. § 1o.

§ 2o. III – a data. arrolar testemunhas. O edital de notificação deverá conter: I – identificação da comissão processante. bem como formular quesitos quando se tratar de prova pericial e expedição de cartas precatórias. hora e local em que deve comparecer. pessoalmente ou por procurador constituído. As intimações serão formalizadas por mandado expedido pelo presidente da comissão. juntando-se aos autos as respectivas publicações. V – informação da continuidade do processo independentemente do seu comparecimento. local onde está instalada e horário de funcionamento. ônus. § 1o. por via postal com aviso de recebimento. hora e local de realização do ato. e III – esclarecimento de que o acusado poderá acompanhar o procedimento. § 1o. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do destinatário. obrigatoriamente. as intimações devem observar a antecedência mínima de três dias úteis quanto à data de comparecimento. as seguintes informações: I – a identificação do intimado. II – a finalidade da intimação. Subseção II Das Intimações Art. II – menção aos dispositivos correspondentes às infrações a serem apuradas. pessoalmente. a comissão deverá proceder à notificação por edital publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. IV – se o intimado deve comparecer pessoalmente ou pode fazer-se representar. § 2o. A intimação deverá conter. prática do ato procedimental ou diligência ordenada. Salvo disposição legal em contrário. Art. com a indicação de data. Art. O servidor será considerado notificado na data da publicação do edital. requerer a produção de provas e contraprovas durante toda a instrução. 24. juntando-se aos autos a contrafé devidamente assinada pela pessoa intimada. . 23. e VI – indicação dos fatos e fundamentos legais pertinentes. sanções ou restrições ao exercício de direitos e atividades e para comunicação da prova a ser produzida. 22. Esgotados os procedimentos mencionados e frustrada a notificação do acusado. Proceder-se-á à intimação relativamente aos atos do processo que resultarem para o interessado imposição de deveres. Art. 21. A intimação pode ser efetuada por ciência no processo. das diligências ordenadas e dos demais atos de seu interesse.

30. no último domicílio conhecido do interessado. No caso de destinatário com endereço ignorado. devendo ser procedida à citação com hora certa. por mandado expedido pelo presidente da comissão. Após três tentativas de localizar e citar o acusado. Art. Recusando-se o indiciado a apor o ciente na cópia da citação. pessoalmente. § 2o. § 1o. Subseção IV Da citação por edital Art. após o indiciamento do acusado para que este apresente defesa escrita no prazo legal. Art. o prazo para defesa contar-se-á da data declarada. O desatendimento da intimação não importa no reconhecimento da verdade dos fatos. a intimação deverá ser efetuada por meio de publicação no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação. nem na renúncia a direito pelo servidor. Parágrafo único. 25. a expedição do mandado será comunicada ao superior imediato. sendo-lhe assegurada a vista do processo quando a citação não for acompanhada de cópia dos autos. com a indicação do dia e hora marcados para o ato. em termo próprio. Se a testemunha for servidor público. Parágrafo único. Parágrafo único. incerto ou inacessível. no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. 29. ou por intermédio de seu defensor regularmente constituído. publicado em boletim de serviço. na forma do artigo 362 do Código de Processo Penal. pelo membro da comissão ou outro servidor que fez a citação. Art. desde que conste na procuração poderes específicos para o ato. com a assinatura de duas testemunhas. A citação será procedida nos processos administrativos disciplinares e nas sindicâncias acusatórias. uma vez em cada um desses veículos. juntando-se aos autos os extratos das respectivas publicações. Estando o indiciado em lugar incerto e não sabido ou inacessível será citado por edital. O comparecimento espontâneo no dia e horário designado para a realização da diligência ou colheita de prova supre eventuais falhas nos atos de ciência do acusado. Parágrafo único. 27. Subseção III Da citação Art. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias contados da última publicação do edital. As testemunhas do processo serão previamente intimadas. 26. O acusado que mudar de residência ficará obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado. A citação poderá ser feita ao acusado. Na hipótese da citação de que trata o caput. 28. o fato será registrado em ata. . Art.

Os prazos expressos em dias serão contados de modo contínuo. Art. 35. CAPÍTULO II DOS IMPEDIMENTOS E DA SUSPEIÇÃO . devendo constar do requerimento as diligências pendentes e o prazo necessário para a sua realização.112/1990. Os prazos que dependam da ciência do interessado começarão a correr da data da cientificação. Art. 34. A prorrogação de prazo para conclusão do procedimento administrativo disciplinar será requerida pelo presidente da comissão ou pelo sindicante à autoridade instauradora. subsidiariamente. TÍTULO II DOS PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. por meio do procedimento adequado. do qual será publicada nota em boletim de serviço. pelas infrações previstas na Lei no. § 1o. tem-se como termo final o primeiro útil do mês subsequente.112/1990. na Lei n o. 4.878/1965 e. excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento. Art. fundamentadamente. que encaminhará a notícia à autoridade competente para a apuração. A prorrogação do prazo para conclusão dos procedimentos disciplinares acusatórios será requerida à autoridade instauradora com dez dias de antecedência. 33. 8. 31. e o servidor da carreira administrativa. § 2o. Se no mês do vencimento não houver o dia equivalente àquele do início do prazo. à sua chefia imediata. Os prazos dos procedimentos administrativos disciplinares são considerados processuais. não se computando o dia de início e prorrogando-se o vencimento até o primeiro dia útil subsequente. contados por dias corridos. quando se der em dia sem expediente normal. § 1o. 36. Os prazos fixados em meses ou anos serão contados de data a data. O servidor da carreira policial responde pelas transgressões disciplinares previstas na Lei no. § 2o. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público ou de transgressão a preceitos disciplinares é obrigada a providenciar sua imediata apuração. 32. ou encaminhar a notícia à autoridade competente para apurar. O servidor deverá comunicar a irregularidade de que tiver ciência. o prazo para conclusão contar-se-á a partir da assinatura do ato. CAPÍTULO IV DOS PRAZOS PROCESSUAIS E SUAS PRORROGAÇÕES Art. 8. Art. A autoridade instauradora decidirá sobre a prorrogação em despacho fundamentado. Nos procedimentos cuja instauração não esteja sujeita a publicação. Parágrafo único.

deve comunicar o fato à autoridade competente. 38. no prazo de até dez dias. de rol de testemunhas. Julgada procedente a impugnação de integrante da comissão. sendo autuada em apartado e encaminhada. testemunha. acompanhada de prova documental e. Havendo discordância do servidor impugnado. que decidirá acerca da reinstauração. É impedido de atuar em processo de natureza disciplinar o servidor que: I – tenha interesse direto ou indireto na matéria. da autoridade instauradora ou julgadora. os autos serão encaminhados à autoridade competente para dirimir o conflito. § 2o. adotando as providências necessárias. abstendo-se de atuar. até o terceiro grau. II – tenha participado ou venha a participar do processo como perito. O servidor. § 1o. § 6o. § 7o. imediatamente após a notificação da instauração do procedimento ou tão logo tenha conhecimento do fato. consanguíneo ou afim. em linha reta ou colateral. A arguição deverá ser formalizada em petição fundamentada. ao servidor que sofrer a impugnação. Parágrafo único. a autoridade competente providenciará sua substituição especificamente para o processo em que for considerado suspeito ou impedido. sob pena de responsabilidade disciplinar. companheiros. § 8o. 39. Art. § 5o. companheiro ou parente. a portaria de instauração será anulada e o expediente será encaminhado ao substituto legal. sobrestando-se o trâmite do processo principal até o julgamento. 37. após a instrução do incidente. Julgada procedente a impugnação da autoridade instauradora. Art. se for o caso. § 3o. O servidor impugnado se manifestará em até 48 (quarenta e oito) horas sobre o alegado e. Declarada improcedente a arguição de impedimento. Art. no caso de reconhecer sua suspeição ou impedimento. Se a impugnação recair sobre a autoridade instauradora ou julgadora. caberá à comissão provocar a autoridade competente para providenciar a sua substituição. Se procedente a impugnação da autoridade julgadora. caberá pedido de reconsideração ou recurso à autoridade instauradora ou superior. parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau. o processo será decidido pelo substituto legal. § 4o. o incidente será decidido por seu substituto legal. e III – esteja litigando judicial ou administrativamente com o envolvido ou respectivo cônjuge ou companheiro. A arguição de suspeição ou impedimento de integrante de comissão processante. representante ou se a situação envolver seu cônjuge. Pode ser arguida a suspeição do servidor que tenha amizade íntima ou inimizade notória com algum dos interessados ou com os respectivos cônjuges. . para manifestação. poderá ser apresentada pelo próprio servidor suspeito ou formalizada pelo acusado. em situação de impedimento.

Ressalvada a iniciativa das autoridades que lhes são hierarquicamente superiores. Declarada improcedente a arguição de suspeição. são competentes para instaurar procedimentos administrativos disciplinares: I – o Corregedor-Geral de Polícia Federal. sem efeito suspensivo. 41. conforme o caso. furto ou roubo de identidade funcional. II – de natureza acusatória: a) processo administrativo disciplinar. II – os Superintendentes Regionais. c) sindicância investigativa. b) termo circunstanciado administrativo. de acidente com viatura e demais meios de transporte. a cessão a outros órgãos da administração pública. dano. acessório ou munição. de extravio. Os afastamentos legais. e 4. § 9o. CAPÍTULO IV DA COMPETÊNCIA Seção I Da competência para instaurar Art. em razão dela ou por descumprimento de preceitos e deveres legais. 3. caberá pedido de reconsideração ou recurso à autoridade instauradora ou superior. e d) sindicância de natureza especial: 1. b) processo administrativo disciplinar de rito sumário. furto ou roubo de arma de fogo. patrimonial. de extravio. a exoneração do cargo ou a aposentadoria não impedem a instauração de procedimento administrativo disciplinar para a apuração de fatos irregulares no exercício da função. e c) sindicância acusatória. São procedimentos disciplinares: I – de natureza não acusatória: a) expediente preliminar de natureza disciplinar. § 10. Art. No caso do parágrafo oitavo poderão ser praticados os atos instrutórios considerados urgentes. e . 40. CAPÍTULO III DAS ESPÉCIES DE PROCEDIMENTOS DISCIPLINARES Art. 42. 2.

repreensão ou suspensão de até 60 (sessenta) dias. § 1o. e c) nos processos instaurados pelo Diretor-Geral. 43. nos casos puníveis com advertência. cassação de aposentadoria ou cassação de disponibilidade. . Compete ao chefe de Delegacia Descentralizada a instauração de procedimentos relativos à apuração de suposta infração praticada por servidores no âmbito da circunscrição de sua unidade. quando a pena for de advertência. São competentes para decidir os procedimentos administrativos disciplinares: I – o Ministro de Estado da Justiça. Compete ao Corregedor-Geral instaurar os procedimentos disciplinares. sem prejuízo da aplicação de penalidades inferiores em casos de avocação ou da reforma de decisões na instância recursal. repreensão e suspensão. independentemente da pena a ser aplicada. Compete aos Superintendentes Regionais instaurar os procedimentos disciplinares. quando a penalidade proposta for de suspensão superior a 30 (trinta) dias e não exceder a 60 (sessenta) dias. b) nos processos instaurados nas Superintendências Regionais ou na Corregedoria-Geral. III – os Chefes de Delegacias Descentralizadas. do Corregedor-Geral ou do Diretor-Geral sugerirem o enquadramento do indiciado em conduta infracional punível com suspensão entre 60 (sessenta) e 90 (noventa) dias. Seção II Da competência para decidir Art. e c) aos procedimentos administrativos disciplinares acusatórios instaurados na Corregedoria-Geral. do Corregedor-Geral ou do Diretor-Geral sugerirem o enquadramento do indiciado em conduta infracional punível com demissão. II – o Diretor-Geral quanto: a) aos processos administrativos disciplinares instaurados na Corregedoria-Geral e nas Superintendências Regionais. a conclusão do relatório da comissão ou do despacho do Diretor-Geral sugerir o enquadramento do indiciado em conduta infracional punível com suspensão superior a 60 (sessenta) dias. nas Superintendências Regionais e Delegacias Descentralizadas. sem prejuízo da atribuição dos chefes de Delegacias Descentralizadas. quando: a) a conclusão do relatório da comissão ou dos despachos do Superintendente Regional. exceto sindicância patrimonial. § 3o. quando o servidor estiver em missão no exterior e quanto aos fatos praticados no âmbito dos órgãos centrais ou na circunscrição da Regional no Distrito Federal se o servidor envolvido for lotado nos órgãos centrais. b) às sindicâncias acusatórias e aos processos administrativos disciplinares que tenha instaurado. quanto aos fatos praticados na circunscrição da respectiva unidade da federação. § 2o. a conclusão do relatório da comissão ou dos despachos do Superintendente Regional. avocados em caráter excepcional e por motivos relevantes. independentemente da pena a ser aplicada.

nos casos de aplicação de penalidade de advertência. quando a decisão for pelo arquivamento ou a penalidade a ser imposta for advertência. . V – o Chefe da Delegacia Descentralizada: a) quanto às sindicâncias acusatórias e aos processos administrativos disciplinares instaurados na respectiva Delegacia. nos casos de aplicação de penalidade de advertência. para adequação da decisão. se ao menos um dos acusados estiver lotado em Delegacia Descentralizada diversa na circunscrição da Regional. desde que a proposta de penalidade a ser aplicada seja de advertência. repreensão ou suspensão de até 30 (trinta) dias. b) aos processos administrativos disciplinares e às sindicâncias acusatórias instaurados nas Superintendências Regionais e Delegacias Descentralizadas se ao menos um dos acusados estiver lotado em unidade da federação diversa daquela em que foi apurado o fato. b) quanto às sindicâncias acusatórias e aos processos administrativos disciplinares instaurados nas Delegacias Descentralizadas. quanto: a) aos procedimentos instaurados pelo próprio Corregedor-Geral. c) aos procedimentos administrativos disciplinares acusatórios instaurados nas Delegacias Descentralizadas. avocados em caráter excepcional e por motivos relevantes. quando o servidor envolvido estiver lotado nos órgãos centrais e o fato tiver ocorrido na circunscrição da Regional do Distrito Federal. d) aos processos administrativos disciplinares e às sindicâncias acusatórias instaurados nas Delegacias Descentralizadas. e e) quanto aos procedimentos não acusatórios instaurados na respectiva Regional ainda que os servidores envolvidos sejam de lotação diversa. desde que a proposta de penalidade a ser aplicada seja de suspensão superior a dez e igual ou inferior a 30 (trinta) dias. e b) quanto aos procedimentos não acusatórios instaurados na respectiva Delegacia. para adequação da decisão. repreensão ou suspensão de até 30 (trinta) dias. repreensão ou suspensão de até 30 (trinta) dias. III – o Corregedor-Geral. d) aos procedimentos disciplinares não acusatórios. c) aos procedimentos disciplinares não acusatórios. quando o fato apurado tiver ocorrido no âmbito dos órgãos centrais. repreensão ou suspensão de até dez dias. repreensão ou suspensão de até 60 (sessenta) dias. devidamente justificados. quando a decisão for pelo arquivamento ou a penalidade a ser imposta for advertência. IV – o Superintendente Regional: a) quanto às sindicâncias acusatórias e aos processos administrativos disciplinares instaurados nas Superintendências Regionais.devidamente justificados. ainda que os servidores envolvidos sejam de lotação diversa.

Após a decisão dos procedimentos de natureza disciplinar e a adoção das providências decorrentes. para julgamento. A medida não é aplicável aos procedimentos instaurados a partir de notícia de crime. § 1o. § 1o. § 2o. 49. A Corregedoria-Geral poderá requisitar às unidades a remessa de procedimentos disciplinares específicos para análise de conformidade. e II – os procedimentos disciplinares quando for constatado dano ao patrimônio público. Será registrado como expediente preliminar de natureza disciplinar. Determinada a instauração do expediente preliminar. investigação criminal em trâmite ou referente a fatos puníveis também na esfera criminal. prestar esclarecimentos. ficando as segundas vias arquivadas na unidade de origem. § 3o. Art. 48. Se a autoridade que proferiu o despacho decisório mantiver seu entendimento. Art. Os processos de que trata o inciso I serão remetidos ao Ministro da Justiça. no caso de decisão pelo arquivamento: I – os processos administrativos disciplinares quando tenha constado da portaria instauradora e/ou do indiciamento infração punível com demissão. notícia ou representação de irregularidade no serviço que não apresentar elementos suficientes para a instauração de sindicância ou processo administrativo disciplinar e não for arquivado nos termos do artigo 3 o. no prazo improrrogável de cinco dias úteis. se não tiver havido ressarcimento ao erário. a publicação da decisão em boletim de serviço ou em aditamento semanal somente ocorrerá após a análise da Corregedoria-Geral. Nos casos especificados neste artigo. 46. TÍTULO III DOS PROCEDIMENTOS DE NATUREZA NÃO ACUSATÓRIA CAPÍTULO I DO EXPEDIENTE PRELIMINAR DE NATUREZA DISCIPLINAR Art. 45. obedecendo-se à tabela de temporalidade. Art. Parágrafo único. Havendo discordância do teor do despacho decisório. o Corregedor-Geral poderá propor ao Diretor-Geral a avocação do procedimento. Art. Art. 44. 47. Deverão ser remetidos à Corregedoria-Geral para análise de conformidade. o servidor envolvido nos fatos noticiados será intimado pela autoridade instauradora para. Os procedimentos administrativos disciplinares instaurados no âmbito das Superintendências Regionais ou Delegacias Descentralizadas cuja decisão ultrapasse a competência dos dirigentes regionais terão seus autos originais encaminhados à Corregedoria-Geral. desta Instrução Normativa. . os autos serão arquivados nas unidades de origem. o Corregedor-Geral restituirá a documentação analisada indicando a adequação a ser realizada. após análise e manifestação conclusiva de mérito da Corregedoria-Geral.

pelo seu superior hierárquico. havendo discordância do teor do despacho decisório. É vedada a instauração de TCA quando houver indícios de que o extravio ou o dano ao bem público resultaram de conduta dolosa ou quando se tratar do extravio ou dano de arma de fogo. que deverá ser feito no prazo de dez dias úteis. seus acessórios ou munição. caberá ao Chefe da unidade indicar o servidor responsável pela lavratura do TCA. cujo preço de mercado para aquisição ou reparação seja igual ou inferior ao limite estabelecido como de licitação dispensável. Art. o orçamento para reparação dos bens. 51. Verificado que o dano ou o extravio do bem público resultou de conduta culposa do servidor. no prazo de cinco dias. § 3o. O TCA nas situações referidas no caput deverá ser remetido à Corregedoria-Geral para análise de conformidade e. pela instauração de sindicância investigativa ou de procedimento acusatório. a descrição sucinta dos fatos que acarretaram o extravio ou o dano ao bem. O TCA deverá conter a qualificação do servidor envolvido. O servidor envolvido nos fatos poderá. Art. laudos técnicos de perícias realizadas e manifestação conclusiva do servidor responsável pela sua lavratura. se já não tiver designado servidor responsável pela gerência de bens e materiais da unidade. Concluído o TCA. o Corregedor-Geral restituirá a documentação analisada indicando a adequação a ser realizada. Caso a autoridade julgadora conclua que o fato gerador do extravio ou do dano ao bem público decorreu do uso regular desse ou de fatores que independeram da ação do agente. 50. § 2o. o responsável pela sua lavratura o encaminhará à autoridade máxima da unidade à qual está vinculado o bem público para decidir sobre a homologação do termo. bem como juntar os documentos que achar pertinentes. caso tenha sido ele o servidor envolvido nos fatos. Nas Delegacias Descentralizadas. o encerramento da apuração para fins disciplinares estará condicionado ao ressarcimento ao erário do valor correspondente ao prejuízo causado. O TCA deverá ser lavrado pelo chefe do setor responsável pela gerência de bens e materiais da unidade do local do fato ou. CAPÍTULO II DO TERMO CIRCUNSTANCIADO ADMINISTRATIVO – TCA Art. § 2o. se manifestar nos autos do processo. 53. O ressarcimento de que trata o caput poderá ocorrer: . § 1o. Parágrafo único. a apuração do fato deverá ser realizada por meio de Termo Circunstanciado Administrativo (TCA). nos termos da legislação própria. 52. Art. o expediente poderá ser arquivado ou convertido em outro procedimento administrativo disciplinar. § 1o. Parágrafo único. a apuração será encerrada e os autos serão encaminhados ao setor responsável pelos bens e materiais da unidade administrativa para providências quanto aos controles patrimoniais internos. § 4o. Em caso de extravio ou dano a bem público que implicar somente prejuízo material ao erário. Após a manifestação do servidor.

acerca da adequação do ressarcimento feito pelo servidor público à Administração. com proposta de: . A sindicância investigativa será instaurada por meio de portaria. Art. § 2o. os autos serão remetidos pelo sindicante à autoridade que determinou a instauração. II – pela entrega de bem de características iguais ou superiores ao danificado ou extraviado. A sindicância investigativa consiste em procedimento inquisitivo e destinado a apurar notícia de irregularidade praticada por servidor. o termo circunstanciado administrativo deverá conter manifestação expressa da autoridade que o lavrou. o sindicante comunicará o fato à autoridade instauradora. 57. do Corregedor-Geral e de Superintendente Regional. 54. que deverá atuar com independência e imparcialidade. Havendo necessidade de oitiva do Diretor-Geral. no prazo de cinco dias úteis. Art. Parágrafo único. para esclarecimento do fato e/ou da autoria. indicando as diligências pendentes e o prazo necessário para a realização. Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos II e III do § 1o. 56. 55. a sindicância será conduzida por servidor estável. 58. O prazo para a conclusão da sindicância investigativa é de 30 (trinta) dias contados da data da portaria instauradora. Não ocorrendo o ressarcimento ao erário ou constatados indícios de dolo. na forma desta Instrução Normativa. Concluída a instrução da sindicância. Art. O pedido de prorrogação deverá ser fundamentado. será promovida a apuração da responsabilidade funcional do servidor por meio do adequado procedimento disciplinar. Ocorrendo situação que impeça ou dificulte o prosseguimento normal das diligências. para eventuais providências. Art. ou III – pela prestação de serviço que restitua o bem danificado às condições anteriores. podendo ser prorrogado por igual período. I – por meio de pagamento. por meio de despacho. § 2o. CAPÍTULO III DA SINDICÂNCIA INVESTIGATIVA Art. 59. estes poderão optar por serem ouvidos pessoalmente ou prestarem as informações por escrito. deste artigo. Sempre que possível. Art. de outros diretores. acompanhados de relatório. § 1o. que designará o sindicante. Caberá à autoridade instauradora decidir pela prorrogação do prazo.

III – instauração de sindicância acusatória. § 1o. 60. e acionar a autoridade de trânsito com atribuição na localidade. pelos Superintendentes Regionais ou pelos Chefes de Delegacias Descentralizadas deverão ser analisadas. o sindicante descreverá na parte final do relatório o fato que caracteriza a infração e indicará o dispositivo legal supostamente violado e o nome do servidor contra quem deverá ser instaurado o processo ou a sindicância. antes de serem encaminhadas para decisão. na sua respectiva circunscrição. ou outro meio de transporte do Departamento de Polícia Federal. de imediato. 63. contados do encaminhamento dos autos relatados pelo sindicante. pelos Superintendentes Regionais. II – instauração de outro procedimento não acusatório. Art. o sindicante deverá expor tal circunstância no relatório. 62. O servidor envolvido no acidente deverá adotar. Art. ainda que resulte unicamente danos materiais. O prazo para o julgamento será de até 20 (vinte) dias. pelos NUDIS ou por parecerista designado. no âmbito dos órgãos centrais. . CAPÍTULO IV DA SINDICÂNCIA DE NATUREZA ESPECIAL Seção I Do acidente com viatura e demais veículos do DPF Art. A instauração do procedimento será determinada pelo Corregedor-Geral. e pelos Chefes de Delegacias Descentralizadas. 64. quando possível. I – arquivamento. As sindicâncias investigativas instauradas pelo Corregedor- Geral. as seguintes providências: I – preservar o local do acidente. Art. respectivamente. Havendo nos autos indícios da ocorrência de infração penal ou ato de improbidade administrativa. pela CODIS/COGER. sempre que não couber a aplicação das normas referentes ao termo circunstanciado administrativo previsto nesta Instrução Normativa. A sindicância será instaurada na circunscrição do local do sinistro. § 2o. § 1o. ou IV – instauração de processo administrativo disciplinar. § 2o. no âmbito das Superintendências Regionais. Nos casos dos incisos III e IV. 61. Art. Será instaurada sindicância para apurar as circunstâncias e responsabilidades por acidente ocorrido com viatura. aos locados e aos requisitados de particulares para uso oficial. Aplicam-se as disposições previstas no caput aos acidentes ocorridos com veículos apreendidos e em uso pela Administração com autorização judicial.

excepcionalmente. independentemente do ressarcimento dos prejuízos ou reparação do dano. nesse caso. que apresentará relatório minucioso com a juntada de fotografias. estimativa de velocidade e sua compatibilidade com o local. Se do acidente resultar vítima. III – comunicar o fato ao setor ou responsável pela guarda e manutenção dos veículos da unidade. e V – comunicar o fato ao seu superior hierárquico. Na hipótese do parágrafo anterior. por intermédio da autoridade competente. deverá a Administração promover a apuração dos fatos. VI – documentos que comprovem a reparação do dano. croqui da dinâmica do acidente. como medida estritamente necessária à segurança e fluidez do trânsito. as condições de tempo e as encontradas no local. no caso de reparação do dano às expensas do servidor. II – registrar a ocorrência. IV – estimativa dos danos. o exame pericial. inclusive a terceiros. V – valor de mercado do veículo oficial envolvido no acidente. No laudo pericial relativo ao acidente deverão constar as circunstâncias e possíveis causas do sinistro. VII – oitiva dos condutores dos veículos envolvidos no sinistro. a juntada aos autos do comprovante de ressarcimento dos valores ou o atestado de conformidade. se já efetuada. § 2o. o isentará de responsabilização disciplinar. sendo. ou repará-los. fundamentada em três orçamentos. É facultado ao servidor. a remoção do veículo do local do acidente antes de realizada a perícia. . o veículo submetido à inspeção por comissão de vistoria composta por servidores com conhecimento na matéria. na hipótese de acidente sem vítima. proceder ao pagamento dos danos materiais decorrentes do acidente. Parágrafo único. A sindicância deverá ser instruída com os seguintes documentos. Art. § 3o. para o conserto. II – boletim de ocorrência. três orçamentos. logo após o acidente. descrição das avarias resultantes nos veículos envolvidos ou as razões da impossibilidade de definição. quando não houver indícios de dolo. IV – solicitar. Art. III – laudo pericial do acidente e descritivo das avarias. 66. Admitir-se-á. Art. 65. no mínimo. O setor ou responsável pela guarda ou manutenção dos veículos deverá providenciar. § 1o. 67. dentre outros que o sindicante entender necessários: I – comunicação do acidente.

aos Superintendentes Regionais. No caso de extravio. § 3o. havendo indícios de que o extravio se deu por culpa. a decisão de arquivamento em boletim de serviço. na esfera de sua circunscrição. não tiver ocorrido a reparação do dano. O pagamento implica o arquivamento da sindicância. Na conclusão. § 1o. 70. quando o fato tiver ocorrido na circunscrição das Superintendências Regionais. § 1o. ou. e IX – demais elementos comprobatórios do fato e da responsabilidade pela sua ocorrência. Art. devendo o sindicante apresentar relatório conclusivo quanto à existência de indícios da culpa ou não do servidor. no âmbito dos órgãos centrais. II – determinar a instauração de sindicância. a ocorrência de caso fortuito ou força maior e eventual ressarcimento dos danos. será determinada pela autoridade competente a instauração de procedimento acusatório. Deverão constar do relatório conclusivo informações sobre a responsabilidade dos motoristas envolvidos no acidente. no âmbito das Superintendências. o servidor providenciará o registro da ocorrência na unidade da Polícia Federal mais próxima. VIII – oitiva de testemunhas. furto ou roubo do conjunto ou item da carteira de identificação funcional. 69. caberá ao Corregedor-Geral. Seção II Do extravio. deverá ser oportunizada ao servidor a possibilidade de indenizar a despesa para confecção do novo item ou conjunto de identificação funcional. e II – a instauração de procedimento disciplinar acusatório na hipótese de conduta dolosa ou culposa se. furto ou roubo de identidade funcional Art. ou em aditamento semanal. § 2o. no caso de não configuração de culpa ou dolo do servidor. por meio de nota. a adoção das seguintes providências: I – promover a divulgação do fato em boletim de serviço e adotar medidas visando reaver o documento. Art. Concluída a apuração. Havendo indícios de dolo do servidor. Ao receber a comunicação relativa ao extravio da carteira de identidade funcional. Sendo constatada culpa de terceiro e não sendo efetivada a reparação do dano. se houver. § 2o. o sindicante poderá sugerir: I – o arquivamento. que comunicará à chefia do servidor e à Polícia Civil da circunscrição do local da ocorrência. e aos Chefes das Delegacias Descentralizadas. 68. neste último caso. se verificada culpa. . tenha ocorrido o ressarcimento dos danos. III – publicar. no âmbito dos órgãos centrais. a autoridade instauradora encaminhará cópia integral dos autos da sindicância à Advocacia da União para as medidas judiciais cabíveis.

ele ficará obrigado a indenizar a despesa para confecção do novo item ou conjunto de identificação funcional recebido. Se no procedimento administrativo disciplinar acusatório for comprovada a responsabilidade do servidor. no âmbito das Superintendências. apresentar relatório conclusivo quanto à existência ou não de indícios de culpa ou dolo do servidor. Art. 71. Seção III Do extravio. A sindicância deverá ser instruída com documento comprobatório do valor atual da arma de fogo. . Art. Art. Quando o fato ocorrer em local diverso daquele em que servidor estiver lotado ou estando ele à disposição de outro órgão. na esfera de sua circunscrição. e aos chefes de Delegacias Descentralizadas. 74. A comunicação relativa ao fato deverá ser encaminhada ao Corregedor-Geral. munição ou acessório extraviado. O sindicante coletará todas as provas necessárias à elucidação das circunstâncias que envolveram o dano ou extravio da arma de fogo. e II – determinar a instauração de sindicância para apuração do fato. roubado ou danificado. no âmbito dos órgãos centrais. Quando se tratar de servidor inativo. dano. o sindicante apresentará relatório conclusivo quanto à existência ou não de indícios de culpa ou dolo do servidor. § 2o. dano. 75. será instaurada sindicância para apuração do fato. Parágrafo único. 73. a comunicação do extravio deve ser encaminhada ao dirigente da unidade do DPF responsável pela circunscrição onde se deu o fato. sem prejuízo da responsabilização disciplinar. furto ou roubo de arma de fogo. furtado. o servidor providenciará o registro da ocorrência na unidade da Polícia Federal mais próxima. Art. bem como a realização de outras diligências consideradas pertinentes. acessório ou munição Art. 76. que providenciará a comunicação ao SINARM. 72. além de informações sobre: II – o ressarcimento dos prejuízos causados ao erário. mediante a inquirição do servidor e das pessoas envolvidas na ocorrência. Ao final da apuração. acessório ou munição pertencentes ao Departamento de Polícia Federal. a comunicação será feita ao dirigente da unidade da Polícia Federal em cuja circunscrição se deu o fato. aos Superintendentes Regionais. devendo o sindicante. à chefia do servidor e à Polícia Civil do local do fato. que remeterá cópia da comunicação à unidade de lotação do servidor. Ocorrendo extravio. ao final da apuração. para adoção das seguintes providências: I – promover a divulgação do fato em boletim de serviço por meio de nota contendo as características da arma e o nome do servidor que a recebeu em cautela. acessório ou munição. furto ou roubo de arma de fogo. Art. § 1o. Constatado dano à arma pertencente ao acervo do DPF.

§ 4o. furto ou dano da arma. no procedimento acusatório. nas Superintendências Regionais. Se restar afastada a culpa ou dolo do servidor. pela culpa do servidor quanto ao extravio. acessório ou munição. 80. para as providências cabíveis para o ressarcimento do erário. quando houver indícios de incompatibilidade entre seu patrimônio e sua remuneração e disponibilidades. e V – o registro do extravio no SINARM. arquivando-se o processo. Será instaurada sindicância patrimonial para apurar o enriquecimento ilícito de servidor. nos órgãos centrais. a autoridade determinará a imediata apuração dos fatos. 79. Art. será encaminhada cópia do procedimento à Coordenação de Administração – COAD/DLOG/DPF. se restarem indícios de responsabilidade funcional. § 1o. § 2o. III – a recuperação total ou parcial do objeto extraviado. sigiloso e não-punitivo. § 3o. IV – a instauração de inquérito policial para apuração do fato. bem como as informações e provas de que tenha conhecimento. em despacho fundamentado. 77. nas . A sindicância será instaurada. para ressarcimento. Parágrafo único. ele ficará isento do ressarcimento. § 1o. se esta não contiver as formalidades estabelecidas no § 1o. no prazo de dez dias úteis. devendo ser promovido o arquivamento das que não tiverem indícios mínimos de veracidade. A autoridade administrativa rejeitará a representação. Art. 78. Em caso de denúncia anônima. assinada e conter a qualificação do representante. 81. Art. Atendidos os requisitos da representação. e ao Setor de Administração e Logística Policial. serão realizadas diligências preliminares à instauração da sindicância patrimonial. nos órgãos centrais do Departamento de Polícia Federal. Decidido. Seção IV Do enriquecimento ilícito Art. A sindicância patrimonial pode ser instaurada de ofício ou para apurar notícia ou representação recebida no Departamento de Polícia Federal. Não havendo a reparação do dano. por determinação do Corregedor-Geral e. A representação de que trata o caput deve ser escrita ou reduzida a termo. a autoridade competente determinará a instauração de procedimento administrativo disciplinar acusatório. deste artigo. deverá ser encaminhada cópia integral dos autos do processo administrativo disciplinar acusatório à Advocacia da União. sem prejuízo da responsabilização disciplinar. A sindicância de que trata o caput constitui procedimento investigativo de caráter inquisitório. § 2o. Concluída a apuração. Art.

§ 3o. especialmente seu protocolo. produzir prova documental. requisitar perícias e o afastamento dos sigilos bancário e fiscal. informações sobre os imóveis registrados em seu nome e de seus dependentes econômicos. a comissão efetuará as diligências necessárias à elucidação do fato. dois servidores estáveis. § 1o. Não será dada ciência da instauração do procedimento ao investigado. A sindicância patrimonial pode concluir apenas pela incompatibilidade ou desproporção entre o patrimônio real e os rendimentos legítimos do servidor. as informações e documentos necessários para representação junto ao Poder Judiciário. a realização de perícia contábil para identificar eventual incompatibilidade ou desproporção entre a evolução patrimonial do investigado e os seus recursos ou disponibilidades declaradas. podendo ouvir testemunhas e o sindicado. informações sobre os veículos registrados em nome do servidor e de seus dependentes econômicos. localizados no país ou no exterior. podendo ser prorrogado por igual período. caso necessário o afastamento do sigilo bancário do servidor ou de terceiros e do sigilo fiscal de terceiros. § 4o. As informações de que trata o inciso I. e d) quando necessário. § 5o. b) ao cartório de registro de imóveis do local de residência e de lotação do servidor. O prazo para a conclusão do procedimento será de 30 (trinta) dias. dinheiro. contados da data da publicação da portaria instauradora. conterão dados sobre imóveis. títulos. devendo o presidente ser ocupante de cargo ou função de nível hierárquico equivalente ou superior ao do investigado. dos filhos e de outras pessoas que vivam sob a dependência . Da portaria de instauração de sindicância patrimonial constarão todos os dados necessários à identificação do servidor sindicado e menção à documentação que ensejou a instauração do procedimento. quando for o caso. por determinação do respectivo Superintendente Regional. enquanto conveniente à instrução. móveis. Na instrução do procedimento. desde que justificada a necessidade. ações e qualquer outra espécie de bens e valores patrimoniais. 82. § 2o. as informações sobre bens e valores pertencentes ao patrimônio privado do servidor e sobre os dependentes econômicos. § 1o. semoventes. c) ao órgão de trânsito. e. não havendo necessidade de demonstrar a obtenção de vantagem ilícita. II – encaminhar à Advocacia da União. no mínimo. Art. abrangerá os bens e valores patrimoniais do cônjuge ou companheiro. devendo: I – solicitar: a) ao setor de recursos humanos. se diversos. alínea “a”. A sindicância será conduzida por comissão constituída por.Superintendências Regionais.

No caso de concurso de pessoas. pela instauração de processo administrativo disciplinar. cópia da decisão deverá ser imediatamente encaminhada ao Ministério Público Federal. 83. 4. as transgressões serão apuradas em processo administrativo disciplinar.econômica do declarante. proporá o sobrestamento da sindicância à autoridade instauradora. o procedimento será encaminhado à autoridade instauradora para decisão. § 4o. § 2o. Concluído o procedimento. A apuração das faltas disciplinares atribuídas a servidores policiais deverá ser formalizada por meio de processo administrativo disciplinar. § 1o. Art. . Concluídos os trabalhos da sindicância patrimonial. Havendo causas que impeçam o regular prosseguimento das diligências. TÍTULO IV DOS PROCEDIMENTOS DE NATUREZA ACUSATÓRIA CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. a comissão sindicante. 5. A instauração de sindicância patrimonial permite a obtenção de informações fiscais diretamente da Receita Federal do Brasil.. sempre que julgar oportuno. na forma das Leis no. que poderá deferi-lo pelo prazo de 30 (trinta) dias. § 5o. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. para conhecimento e adoção das providências cabíveis. bem como outras medidas indispensáveis ao esclarecimento do fato. § 2o.878/1965 e no. com a apresentação das informações e documentos necessários para a instrução do procedimento. II. retorno de pessoas que se encontrem temporariamente ausentes. em que ocorra a participação de servidor policial e de servidor administrativo. § 3o. excluídos apenas os objetos e utensílios de uso doméstico. independentemente da penalidade prevista. 8. a comissão sindicante elaborará relatório sobre os fatos apurados. da Lei no. 85. conforme previsão do artigo 198. Art. mediante requerimento fundamentado. a renúncia expressa aos sigilos fiscal e bancário.172/1966. Os procedimentos de natureza acusatória instaurados no âmbito do Departamento de Polícia Federal obedecerão aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. As faltas atribuídas a servidor administrativo serão apuradas na forma da Lei no. § 7o. § 6o. O sobrestamento destina-se ao aguardo de laudos periciais e outros documentos solicitados. Após manifestação do respectivo setor de disciplina. 8. opinando pelo seu arquivamento ou. A comissão poderá solicitar ao sindicado. 84. para fins de investigação do servidor sujeito passivo da infração administrativa. se for o caso. ao Tribunal de Contas da União. § 1o. à Receita Federal do Brasil e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras.112/1990.112/1990.

Art. Se. Art. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. A existência de procedimento punitivo em trâmite ou pendente de instauração não poderá obstar a aposentadoria por invalidez ou compulsória. arrolar e reinquirir testemunhas. no curso do procedimento. § 1o. até a apresentação do relatório final. surgirem indícios da prática de infração disciplinar não conexa com os fatos em apuração ou de infração penal. Sempre que possível. mediante prévia manifestação do presidente do feito. Será indeferido o pedido de prova pericial quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. ocorrerá nas dependências da repartição. quando tecnicamente possíveis. sem o crivo do contraditório. e II – somente poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente após a sua conclusão e. A chefia do servidor será informada pelo presidente do procedimento da instauração do apuratório e providenciará o cumprimento do disposto no inciso I do caput. pelo acusado ou por advogado constituído. 89. quando se tratar de prova pericial. mediante certidão nos autos. § 2o. 90. fundamentadamente. § 2o. Art. § 2o. se houver punição. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. a critério do presidente da comissão processante. Art. 86. deverão ser repetidas. os documentos dos autos deverão ser digitalizados para fornecimento de cópia aos interessados e eventual reconstituição dos autos. meramente protelatórios. ressalvadas situações excepcionais. § 1o. A vista do processo. 88. após o seu cumprimento. lavrando-se certidão nos autos. podendo ser feita carga da segunda via do processo pelo prazo de 24 (vinte e quatro) horas. As provas produzidas no procedimento não acusatório. . produzir provas e contraprovas e formular quesitos. O servidor que estiver respondendo a procedimento acusatório: I – não poderá ser removido ou participar de missão que implique afastamento da sede de sua lotação por mais de 24 (vinte e quatro) horas. Art. As cópias reprográficas deverão ser extraídas às expensas do interessado. Eventual procedimento disciplinar não acusatório deverá ser apensado aos autos como peça informativa da instrução. § 1o. Parágrafo único. O presidente da comissão poderá denegar. o presidente da comissão comunicará imediatamente à autoridade instauradora para a adoção das providências cabíveis. 87. pedidos considerados impertinentes.

para a realização de ato essencial ao esclarecimento dos fatos. acusado ou indiciado. elogios e penalidades não canceladas. observando-se a hierarquia entre os cargos. As diligências deverão ser realizadas buscando-se a forma menos onerosa para a Administração. § 1o. Art. sendo dispensada a publicação do ato. Art. Art. 91. declaração. Seção I Das comissões de disciplina Art. na condição de testemunha. 95. Art. Correrão às expensas do servidor acusado. mediante aprovação da autoridade instauradora. Os processos disciplinares de natureza acusatória serão conduzidos por comissão de disciplina composta por três servidores estáveis. É obrigatória a liberação e apresentação. pela designação de secretário. contendo nome. § 5o. do servidor convocado para prestar esclarecimentos em procedimento disciplinar. na ata de instalação. § 4o. A comissão processante dará conhecimento ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da existência de procedimento administrativo para apurar a prática de ato de improbidade. 92. . Serão assegurados transporte e diárias: I – ao servidor convocado para prestar depoimento. serão submetidos à aprovação prévia da CODIS/COGER. matrícula. Antes do relatório final. Os nomes dos servidores indicados para compor a comissão de disciplina das unidades descentralizadas. As comissões designadas para apurar conduta de servidores policiais serão compostas exclusivamente por servidores integrantes dessa carreira. interrogatório ou quaisquer esclarecimentos fora da sede de sua repartição. § 2o. 94. a critério da autoridade instauradora. § 1o. que exercerão suas atividades com independência e imparcialidade e. podendo o encargo recair em um dos membros. dedicarão tempo integral aos trabalhos até a entrega do relatório final. § 3o. as despesas de deslocamento para acompanhar os atos de instrução do procedimento disciplinar a serem realizados fora da sede de sua lotação. será juntado aos autos o extrato resumido dos assentamentos funcionais do acusado. e II – aos membros da comissão e ao secretário. à exceção do presidente. após consulta realizada pelas respectivas Corregedorias Regionais sobre eventuais impedimentos. O presidente do colegiado deverá ocupar classe igual ou superior ao acusado. A comissão será presidida por servidor de nível hierárquico igual ou superior ao do acusado. preferencialmente bacharel em direito. § 2o. pela chefia. 93. data de ingresso no Departamento de Polícia Federal. O colegiado deliberará.

878/1965 ou. É obrigatória a suspensão preventiva de servidor da carreira policial acusado pela prática de transgressão aos incisos IX. Art. admite-se a prorrogação do mandato dos membros pelo tempo necessário para ultimação dos processos disciplinares que se encontrem em fase de indiciação. § 1o. XXVIII. por despacho. Art. a critério da Administração. ao mesmo tempo.. e 318 do Decreto-Lei no. a critério da Administração. Os membros das comissões de disciplina deverão agendar suas férias regulamentares para o mesmo período ou. § 7o. § 5o. § 2o. O presidente da comissão de disciplina comunicará a data do término do mandato à autoridade que a constituiu. Art. 100. 317. a fim de não prejudicar o desenvolvimento normal dos trabalhos. diante da impossibilidade de tal medida. 97. § 4o. Caso inconveniente a recondução. XLVIII. O servidor poderá ser designado para integrar. 99. com antecedência de 15 (quinze) dias do início das respectivas férias. 2. Art. no âmbito dos unidades descentralizadas. com a antecedência mínima de 15 (quinze) dias. LI. admitida a recondução por igual período. Compete ao Corregedor-Geral. devendo ser justificada a sua necessidade se a substituição ocorrer após a indiciação do servidor. § 6o. e aos Superintendentes Regionais. 312. Os integrantes das comissões de disciplina terão mandato de seis meses. outra comissão processante para prosseguir nos trabalhos. 98. XXXVIII. Os atos praticados pela comissão terão caráter reservado. Cabe à nova comissão proceder à reanálise das provas e produzir outras que entender necessárias. XII. os procedimentos em curso serão encaminhados à autoridade instauradora que designará. constituírem as comissões de disciplina. tantas vezes quantas necessário. caput e § 1o. XVI.848/1940 – Código Penal. 4. caput. 313. o presidente da comissão deverá providenciar a substituição do membro. homologando-se as provas já produzidas. XL. mais de uma comissão de disciplina. Seção II Da suspensão preventiva Art. Poderá também ser decretada a suspensão preventiva como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade ou causar prejuízo ao regular andamento do serviço público. assegurando-se o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da Administração. no âmbito dos órgãos centrais. 316. do artigo 57 da Lei no. 96. Expirado o prazo do mandato sem que tenha havido a recondução. § 3o. . É admitida a substituição de integrante de comissão de disciplina em qualquer fase do procedimento disciplinar. LVIII e LXII do § 4o. no caso de recebimento de denúncia pelos crimes previstos nos arts.

Caberá à comissão processante e ao parecerista alertar a autoridade julgadora sobre a existência de suspensão preventiva. Quando. no âmbito das unidades descentralizadas. mediante comunicação à sua chefia imediata. deverá solicitar a sua revogação. Após a publicação da decisão. 101. a comissão. por intermédio do seu presidente. Art. a comissão comunicará a chefia imediata do servidor a fim de que o servidor entregue à sua chefia imediata a identidade funcional. no âmbito dos órgãos descentralizados. deverão providenciar o retorno do servidor à atividade. A suspensão preventiva não acarretará prejuízo para a remuneração do servidor. deverão comunicar a medida à chefia do servidor para sua notificação visando ao retorno imediato às atividades. o acusado pretender se afastar do local declarado como de seu domicílio. § 3o. e a Corregedoria Regional do local da instauração. a Corregedoria-Geral. Art. 102. Revogada a suspensão preventiva. o servidor policial poderá ser afastado do exercício do cargo. Art. o servidor acusado deverá permanecer à disposição da comissão processante durante o horário de expediente. A portaria de suspensão preventiva conterá a identificação do servidor. nem obstará o cumprimento de qualquer penalidade imposta em outro procedimento disciplinar. em qualquer fase do processo administrativo disciplinar. previamente. 104. Decretada a suspensão preventiva. pela suspensão preventiva. a Corregedoria- Geral. Durante o período de suspensão preventiva. A representação deverá ser analisada pelo Corregedor-Geral. no curso do processo. Seção III Da prescrição Art. e a Corregedoria Regional. Parágrafo único. § 2o. representará motivadamente ao Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal. até decisão final. 105. antes de ser submetida ao Diretor-Geral. os quais devem ser remetidos aos setores competentes para controle. informando endereço e telefone por meio dos quais poderá ser localizado. à comissão o endereço onde poderá ser encontrado. no âmbito dos órgãos centrais. A ação disciplinar prescreverá: . que notificará o servidor. Parágrafo único. Em sendo o caso. § 1o. a indicação do procedimento disciplinar correspondente e a fundamentação legal. Art. deverá informar. Nas faltas em que a pena aplicável seja a de demissão. Quando a comissão processante entender que não subsistem as razões que justificaram a suspensão preventiva. a arma pertencente à instituição e quaisquer outros bens que lhe estejam acautelados. § 4o. no âmbito dos órgãos centrais. Parágrafo único. § 5o. por meio da autoridade instauradora. 103.

I – em cinco anos. CAPÍTULO II DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR DE RITO ORDINÁRIO Seção I Disposições Preliminares . que voltará a fluir decorridos: I – 140 (cento e quarenta) dias no processo administrativo disciplinar ordinário. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. quanto às infrações puníveis com demissão. A interrupção do prazo prescricional ocorre apenas uma vez. quanto às infrações puníveis com suspensão. a partir da data de publicação da portaria de instauração do primeiro procedimento acusatório. Ainda que prescrita a pretensão punitiva. II – 80 (oitenta) dias na sindicância acusatória. Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. Parágrafo único. 107. Na infração disciplinar de abandono de cargo.112/1990. § 1o. a prescrição começa a ser contada a partir do trigésimo primeiro dia de faltas consecutivas ao serviço. determinará o registro do fato e da pena que seria aplicada nos assentamentos funcionais do servidor. O termo a quo da contagem dos prazos de que tratam os incisos do caput é a data da publicação das portarias instauradoras no boletim de serviço. na forma do artigo 170 da Lei no. O prazo de prescrição começa a ser contado da data em que o fato irregular se tornou conhecido pela Administração. e III – em 180 (cento e oitenta) dias. independentemente de existir persecução criminal em andamento. 110. a contagem da prescrição será suspensa a partir da data de recebimento da comunicação da decisão à Administração e perdurará até nova decisão judicial que autorize o prosseguimento do processo. Art. Art. A instauração de procedimento disciplinar acusatório interrompe a contagem do prazo prescricional. No caso de decisão judicial que obste o andamento do processo administrativo disciplinar. § 2o. se reconhecida a responsabilidade do servidor. e III – 50 (cinquenta) dias no processo administrativo disciplinar de rito sumário. será obrigatória a instauração de processo administrativo disciplinar sempre que a conduta praticada pelo servidor configurar ato de improbidade administrativa. II – em dois anos. 109. Art. 106. 111. 8. a autoridade julgará o mérito e. dano ao erário ou a terceiro. Art. Art. quanto às infrações puníveis com advertência ou repreensão. 108. Constatada a prescrição no curso do processo. Art.

inclusive o emprego de provas emprestadas e de informações fiscais e bancárias. com todas as suas circunstâncias até então conhecidas. A autoridade instauradora decidirá. o número do protocolo do expediente. e apensadas aos autos. Art. II – inquérito administrativo. defesa e relatório. 115. atentando-se aos casos de necessidade de autorização judicial. 119. no prazo de cinco dias úteis. A comissão processante proporá à autoridade instauradora. motivadamente. que compreende instrução. Corregedor-Geral ou Superintendente Regional. É obrigatório o aditamento da portaria quando necessário: I – modificar a narração do fato imputado ao acusado. Havendo necessidade da oitiva de autoridade ocupante da função de Diretor-Geral. Art. 112. O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias. O processo administrativo disciplinar desenvolve-se nas seguintes fases: I – instauração. com a publicação de extrato da portaria instauradora. estes poderão optar por serem ouvidos pessoalmente ou prestarem as informações por escrito. fundamentadamente. quando as circunstâncias o exigirem. poderá ser realizada acareação. Art. Art. 113. a qualificação do acusado e a classificação provisória da infração. II – incluir fatos novos conexos com os anteriores. admitida a sua prorrogação por igual período. As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações. pela instauração de outro processo disciplinar. § 1o. Art. Para instruir o processo. declarações e interrogatórios divergentes. a critério da comissão. Art. se mais conveniente. Art. Art. 114. § 1o. § 2o. e III – julgamento. A portaria inaugural conterá a exposição do fato a ser apurado. 117. havendo a possibilidade de que as reuniões sejam realizadas presencialmente ou com a utilização de qualquer meio ou recurso tecnológico que garanta a comunicação à distância dos integrantes da comissão. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. o aditamento da portaria. § 2o. Na hipótese de depoimentos. utilizando-se de todos os meios de prova admitidos em direito. contados da data de publicação da portaria instauradora. . As informações protegidas por sigilo deverão ser autuadas em apartado. e III – incluir outros acusados. a comissão realizará as diligências que forem necessárias. separadamente para cada um dos investigados. outros diretores. 116. 118. pelo aditamento ou.

Art. Art. Na fase do inquérito. investigações e diligências cabíveis. a expedição do mandado será comunicada ao superior imediato. Art. 121. § 2o. devendo ser lavrada a ata de instalação. O extrato da publicação de que trata o caput será juntado aos autos. objetivando a coleta de prova. Art. 123. Seção III Da inquirição das testemunhas Art. Art. A autoridade que determinou a instauração do processo deverá designar defensor dativo. acareações. observada a antecedência mínima de três dias úteis da data do ato. § 1o. recorrendo. a técnicos e peritos. A instrução do processo terá início após a notificação do acusado. 125. mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. . Art. juntando-se aos autos a contrafé assinada. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. A comissão deverá concentrar a realização dos atos instrutórios antes do interrogatório do acusado. 128. Os trabalhos da comissão processante serão iniciados imediatamente após a publicação do extrato da portaria de instauração do processo em boletim de serviço. 124. Se a testemunha for servidor público. será oportunizada ao acusado a apresentação de quesitos. para o acusado notificado por edital. O mandado de intimação deverá conter a indicação do dia. com a indicação do dia e hora marcados para o ato. 126. As testemunhas serão intimadas a depor com antecedência mínima de três dias úteis da data de seu comparecimento. A comissão deliberará sobre a designação do secretário na ata de instalação. hora e local para a inquirição da testemunha. 122. Seção II Da instrução processual Art. O acusado poderá requerer a realização de diligências e a produção de provas a partir da sua notificação inicial. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. Parágrafo único. Parágrafo único. O acusado será notificado das oitivas das testemunhas pessoalmente ou por intermédio de seu procurador constituído. Art. Optando a autoridade por prestar esclarecimentos por escrito. quando necessário. juntando-se aos autos a contrafé assinada. preferencialmente bacharel em direito. 127. 120.

nos termos do parágrafo anterior. Parágrafo único. § 2o. deverá adverti-lo. por si só. Ao deliberar pelo horário da realização da audiência por meio de videoconferência. Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. Art. com antecedência mínima de cinco dias úteis. O presidente da comissão poderá indeferir perguntas que induzam a resposta. fará retirá-lo do ambiente e registrará a ocorrência no termo. tanto quanto possível. § 3o. destinadas a garantir a adequada produção da prova. prosseguindo na inquirição com a presença de defensor constituído ou ad hoc. horário e local em que será realizada a audiência por meio de videoconferência. a comissão disciplinar atentará para eventual diferença de fuso horário entre as localidades envolvidas. A defesa será notificada. 130. sem prejuízo de seu caráter reservado. 12/2011 ou de ato normativo que venha a substituí-lo. § 1o. para acompanhar a realização do ato. Não é permitido à testemunha trazer o depoimento por escrito. Se o presidente da comissão entender que o defensor do acusado. por meio de suas atitudes ou palavras. de forma que uma não saiba do teor do depoimento prestado por outra. Parágrafo único. § 3o. antes de dar início ao ato. 129. Poderão ser realizadas audiências por meio de tele transmissão de sons e imagens ao vivo e em tempo real (videoconferência). O presidente da comissão disciplinar notificará a pessoa a ser ouvida da data. As testemunhas serão inquiridas separadamente. está tumultuando a normal realização do ato. no que for compatível. Art. Art. Se o presidente da comissão entender que a presença do acusado poderá. Na redação do termo. não tenham relação com a causa ou importem em repetição de outras perguntas já realizadas. às expressões usadas pelo depoente. poderá formular perguntas e reinquirir as testemunhas. registrando na ata tal incidente. Na inquirição de testemunhas observar-se-á o disposto nos artigos 202 a 225 do Código de Processo Penal. § 2o. § 1o. 133. 131. § 2o. Aplicam-se à realização de audiência de inquirição de testemunhas por videoconferência as demais disposições contidas na Instrução Normativa CGU no. A testemunha prestará depoimento oralmente. O acusado. Art. podendo. adverti-la das penas cominadas ao crime de falso testemunho. A decisão da comissão disciplinar pela realização de audiência por meio de videoconferência deverá ser motivada. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. ou por suas atitudes. Art. consultar apontamentos. § 3o. desde que o interessado assim o requeira. 132. contudo. devendo a comissão. constranger a testemunha ou perturbar o ato. registrando a ocorrência em ata. o presidente da comissão cingir-se-á. por intermédio do presidente da comissão. . § 1o. pessoalmente ou por seu defensor.

influir nas perguntas e respostas. com antecedência mínima de três dias úteis. que poderá apresentar quesitos ou comparecer pessoalmente à audiência. É vedada a realização do interrogatório por meio de carta precatória. Parágrafo único. ou por servidor indicado pelo Corregedor-Geral. de forma que um não saiba do teor do interrogatório do outro. Não comparecendo o acusado. 135. Art. o acusado deverá ser intimado. 134. injustificadamente. será expedida intimação ao acusado para comparecer perante a comissão para interrogatório. Art. 138. Concluída a inquirição das testemunhas e não havendo outras provas a serem produzidas. 136. horário e local para comparecimento. . esta poderá deslocar-se para a realização do interrogatório. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. Art. As cartas precatórias expedidas nos autos dos processos administrativos disciplinares acusatórios deverão ser cumpridas por comissões de disciplina. Art. de qualquer maneira. à revelia do acusado. Encerrada a instrução processual. com antecedência mínima de três dias úteis. a qual deverá ser devidamente consignada em ata. designando-se nova data. A testemunha que se encontrar em localidade diversa daquela onde está instalada a comissão poderá ser ouvida por meio de carta precatória. ao interrogatório. dando-se ciência ao acusado. Havendo mais de um acusado. cada um deles será ouvido separadamente. § 3o. Parágrafo único. Seção V Do interrogatório do acusado Art. informando a data. No caso de nova ausência injustificada. § 2o. O acusado poderá fazer-se acompanhar de defensor constituído. Art. Parágrafo único. Marcados a data. Corregedores Regionais e Chefes de Delegacias Descentralizadas. o fato será consignado em ata. Recusando-se o acusado a responder pergunta que lhe seja feita. O interrogatório deverá ser feito de modo que possibilite à comissão o mais amplo conhecimento dos fatos. preferencialmente. 137. o processo retomará o seu curso. § 1o. 140. da sua realização. Seção IV Da inquirição das testemunhas por carta precatória Art. será ela consignada em ata com as razões alegadas para a recusa. horário e local da audiência pela autoridade deprecada. Na impossibilidade do acusado comparecer ao local onde se encontra a comissão. 139. sendo vedado a este intervir ou.

no prazo de cinco dias. qual o tipo. O incidente de sanidade mental será processado em autos apartados e. dentre outros. e VI – outros esclarecimentos a critério da junta médica. a comissão evitará a prática de atos instrutórios no processo. 143. assinalando-lhe prazo de 30 (trinta) dias para a realização do procedimento. Parágrafo único. em requerimento endereçado à autoridade instauradora. 147. Art. apensado ao processo principal. Deferido o exame de sanidade mental. data e hora do exame com. No curso do incidente de sanidade mental. Art. Parágrafo único. pelo acusado. quando teve início o referido transtorno. II – se o examinado era. no mínino. imediatamente. ao tempo do fato. 142. salvo aqueles considerados urgentes. A comissão processante deverá encaminhar à junta médica cópia da portaria instauradora e outros documentos que entender necessários. os quesitos de seu interesse. Art. pessoalmente ou por intermédio de seu defensor. III – se o examinado tem discernimento para a prática dos atos da vida civil. 146. Art. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. após a decisão. IV – se o examinado tem condições de compreender as acusações que lhe foram feitas no processo. Art. Caberá à junta médica proceder à notificação do acusado. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. inteira ou relativamente incapaz de compreender o caráter ilícito da conduta imputada e de se determinar conforme esse entendimento. as consequências que o transtorno acarreta e se é possível definir. Determinada a instauração do incidente de sanidade mental. a comissão intimará o acusado ou seu representante legal para apresentar. a autoridade instauradora. A instauração do incidente de que trata o caput poderá ser requerida. determinará ao serviço médico que designe junta médica para esta finalidade. comunicando à comissão processante. 145. V – se deverá ser suspenso o porte de arma de fogo. 141. o código internacional de doenças (CID) correspondente. informando local. ainda que por aproximação. 144. podendo elaborar. os seguintes quesitos: I – se o examinado é portador de transtorno mental. Estando o acusado em local diverso da apuração e não sendo possível realizar o exame por junta médica do local onde o acusado se . a comissão proporá à autoridade instauradora que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. Seção VI Do incidente de sanidade mental Art. por meio da comissão processante. três dias úteis de antecedência. Art. podendo indicar assistente técnico para acompanhar o exame. também.

o processo deverá ser encerrado pela comissão. serviço médico ou junta médica oficial capaz de realizar o exame. Art. 149. quanto aos processos em trâmite nas Superintendências Regionais e Delegacias Descentralizadas. 151. respectivamente. Quando ocorrer a imputação de vários fatos irregulares ao mesmo acusado. a autoridade instauradora requererá. . ou os setores de recursos humanos. em cinco dias. Sobrevindo a incapacidade do acusado no curso do processo. as condutas deverão ser individualizadas. com proposta de arquivamento. Art. O acompanhamento do processo durante o período em que estiver suspenso será feito pelo Serviço de Acompanhamento de Procedimentos Disciplinares – SEPD/CODIS/DPF. 148. o processo administrativo disciplinar retomará seu curso. será formulada a ata de instrução e indiciação que: I – delimitará a acusação. § 1o. A Coordenação de Recursos Humanos – CRH/DGP. deverá comunicar à Corregedoria-Geral ou às Corregedorias Regionais.encontra. ou lavrado termo de não comparecimento e. esse permanecerá suspenso até que o acusado se restabeleça. Art. Ultimada a instrução processual com o interrogatório do acusado. A indiciação de que trata o caput deverá conter a exposição circunstanciada do fato imputado ao acusado. Na ata de indiciação. Se a junta médica atestar a incapacidade mental do acusado ao tempo da prática da infração disciplinar. motivadamente. a comissão processante poderá. e pelos NUDIS. estando tipificada a infração disciplinar. Art. § 3o. concluir por enquadramento jurídico diverso do mencionado na portaria de instauração. quanto aos processos em curso na Corregedoria- Geral. 150. para a execução do ato. § 2o. 152. e II – proporcionará ao acusado a apresentação de defesa escrita. caso o servidor retome a capacidade. à autoridade competente da circunscrição mais próxima a liberação da junta médica ou de médicos para comporem junta médica. no órgão central. quando retomará seu curso normal. conforme o caso. os dispositivos legais e regulamentares em tese infringidos e a indicação das provas que serviram de fundamento para o ato. com a indicação dos dispositivos legais e regulamentares em tese infringidos e as respectivas provas que embasaram a conclusão do colegiado. Não havendo na localidade onde o acusado se encontra ou no local da apuração. Seção VII Da ata de instrução e indiciação Art. é facultado à Administração determinar o deslocamento da junta médica ou o custeio da vinda do acusado. no âmbito das Superintendências Regionais. § 2o. no exercício do contraditório e da ampla defesa. Concluído o exame médico e atestada a sanidade mental do acusado na atualidade e no tempo da prática da infração disciplinar. § 1o.

§ 3o. consignando-se as razões de eventual discordância de qualquer deles. por mandado expedido pelo presidente da comissão. as condutas deverão ser individualizadas. § 2o. § 5o. para apresentar defesa escrita. Art. podendo. O servidor indiciado será citado. § 4o. decidirá sobre a realização das diligências requeridas. 154. § 3o. Havendo mais de um indiciado. O indiciamento não pressupõe a responsabilização disciplinar do servidor. O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. 153. o prazo para apresentação de defesa será devolvido ao indiciado após a sua conclusão. o incidente deverá ser consignado em termo no próprio mandado. § 4o. dia e horário. Seção VIII Da defesa Art. Ao final das novas provas produzidas e da reinquirição do acusado a comissão elaborará nova ata de indiciação. novo interrogatório do acusado para esclarecer. especificamente. Art. Sendo realizadas novas diligências. Durante o prazo de defesa. § 7o. devendo tais circunstâncias constarem do relatório final para apreciação da autoridade julgadora. o prazo de que trata o caput será comum de 20 (vinte) dias. o indiciado poderá requerer a realização de diligências necessárias ao esclarecimento dos fatos. Todos os membros da comissão deverão assinar a ata de instrução e indiciação. as questões surgidas com as provas acrescidas. motivadamente. § 1o. meramente protelatórias ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. § 2o. para diligências reputadas indispensáveis. negar aquelas consideradas impertinentes. 155. no prazo de dez dias. Somente se admitirá a não elaboração da ata de instrução e indiciação diante da comprovada inexistência do fato ou exclusão da autoria do acusado. A comissão. O acusado poderá ser citado por intermédio de defensor regularmente constituído. § 1o. sendo-lhe assegurada vista do processo no local de funcionamento da comissão. colhendo-se a assinatura de duas testemunhas. a comissão promoverá. Deferidas as diligências requeridas. § 6o. ao seu término. Recusando-se o indiciado a assinar a citação. A verificação da prescrição e de possíveis excludentes de ilicitude e culpabilidade não impedem a indiciação do acusado. Havendo mais de um acusado. . desde que com poderes específicos para recebimento da citação. contando-se o prazo para defesa a partir deste ato. com especificação do local. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. § 4o.

V – a análise das alegações da defesa. § 3o. ratificar a ata de instrução e indiciação e citar novamente o indiciado. III – o detalhamento das provas produzidas. motivadamente. além de outras informações consideradas relevantes pela comissão: I – a descrição dos fatos imputados. a comissão elaborará relatório conclusivo acerca da responsabilização ou inocência do acusado. regularmente citado. se a comissão considerá-la inepta deverá intimar o acusado para a apresentação de defesa válida e. solicitará à autoridade instauradora a nomeação de defensor dativo para a apresentação da peça. a comissão verificar que não houve alteração de entendimento deverá. 157. Art. Seção IX Da revelia Art. A portaria de nomeação de defensor dativo deverá ser publicada em boletim de serviço. II – os principais incidentes da instrução. 156. Se. Parágrafo único. e VI – aspectos relacionados à prescrição administrativa. que conterá. . 158. O prazo para a defesa começa a correr da ciência pessoal do defensor dativo acerca da sua nomeação. após a juntada das provas e o novo interrogatório do acusado. nos casos de processos instaurados na Corregedoria-Geral. A revelia será declarada em ata nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. § 4o. § 2o. não apresentar defesa no prazo legal. a autoridade instauradora designará defensor dativo escolhido dentre servidores ocupantes de cargo efetivo de nível hierárquico superior ou igual ao do indiciado. § 1o. Apresentada a defesa escrita. § 5o. Apresentada a defesa escrita. não sendo apresentada. bem como aquela que não contestar a imputação. Considerar-se-á revel o indiciado que. e em aditamento semanal se o processo for instaurado nas Superintendências Regionais ou Delegacias Descentralizadas. adotando apenas negação genérica dos fatos ou simplesmente reconhecendo a responsabilidade do acusado. Considerar-se-á inepta a defesa escrita quando insuficiente ou deficiente para contrapor os fatos imputados e para afastar a responsabilidade do acusado. Seção X Do relatório final Art. ou de nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. IV – as razões do indiciamento. Para defender o indiciado revel.

as circunstâncias agravantes ou atenuantes e as causas de aumento ou diminuição de pena. 162. Art. sanáveis ou não. Art. Art. 165. o secretário da comissão de disciplina deverá: I – elaborar o índice dos atos processuais e afixá-lo no verso da capa do primeiro volume dos autos. Se a comissão concluir pela inexistência do fato ou de sua autoria. ao NUDIS. ou ao Chefe da unidade. § 2o. ata de indiciação. nas Delegacias Descentralizadas. 161. § 1o. e III – anexar. Art. Art. será proposta a absolvição do servidor e o arquivamento do processo. O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. que emitirá parecer fundamentado acerca da forma e mérito. Parágrafo único. se for o caso. O processo administrativo disciplinar relatado será remetido à CODIS/COGER. a defesa escrita e relatório final. os antecedentes funcionais do servidor. Na análise dos aspectos formais do processo. 164. oferecerá relatório em separado. deverá ser apontada a existência de eventuais vícios. Se a comissão reconhecer a responsabilidade do servidor indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. consignando-se em ata o incidente. 159. 160. em seguida ao relatório conclusivo. a comissão deverá informar no relatório se houve comunicação formal ao Ministério Público e ao Tribunal ou Conselho de Contas da União. opinando. e II – se o servidor foi suspenso ou afastado preventivamente. o processo será analisado pela CODIS/COGER. na Corregedoria-Geral. ou se as provas não forem suficientes para embasar a condenação. pela revogação ou manutenção da medida. Antes de a autoridade competente proferir o julgamento. II – anexar arquivo eletrônico com cópia dos termos de oitivas realizadas. extratos atualizados impressos do SAD e CGU-PAD. nas Superintendências Regionais. Tratando-se de procedimento instaurado para apurar a prática de atos de improbidade administrativa. nas Superintendências Regionais e nas Delegacias Descentralizadas. Seção XI Do parecer dos órgãos de disciplina Art. Deverá ser informado no relatório: I – se há inquérito policial ou ação penal em andamento. Art. pelo NUDIS ou por servidor designado. . na Corregedoria-Geral. em que o indiciado figure como acusado ou réu. Se um dos membros da comissão discordar da conclusão dos demais. bem como a ocorrência da prescrição. 163. Antes da remessa dos autos à autoridade julgadora.

Art. agravar a penalidade proposta. Quando a pena for de suspensão. Constatada a existência de fatos irregulares noticiados no processo disciplinar e não apurados. inclusive reabertura de prazo para defesa e elaboração de relatório. Art. Se a autoridade instauradora ou julgadora discordar do não indiciamento do acusado. Parágrafo único. 172. O julgamento pela autoridade competente será proferido no prazo de até 20 (vinte) dias. Art. designando a mesma ou outra comissão para a realização de nova ata de indiciação e dos demais atos instrutórios decorrentes. 169. não se procederá à dosimetria da pena. Art. aplicar penalidade. Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. Art. 174. será proposta a reabertura da instrução do processo à autoridade instauradora que poderá designar a mesma ou outra comissão processante para a complementação da prova. 173. Art. caso em que as razões do indiciamento serão oferecidas pela autoridade instauradora. em se tratando de fato descrito como crime. em consequência de circunstância fática ou de prova existente nos autos não mencionada explicitamente na ata de indiciação. 167. motivadamente. pela instauração de inquérito policial. o parecerista deverá opinar pela instauração de outro procedimento administrativo disciplinar e. designando a mesma ou outra comissão para a realização dos trabalhos. 175. Art. deverá encaminhar os autos à autoridade que o seja. Art. será realizada a dosimetria. Se a autoridade instauradora não for competente para proferir o julgamento. a autoridade instauradora determinará a reabertura da instrução do processo. Constatada a prescrição. contados do recebimento do processo. 170. por contrariar as provas dos autos. 166. . Art. 168. O julgamento acatará o relatório da comissão. Seção XII Do julgamento Art. Constatada a necessidade de diligência imprescindível ao esclarecimento dos fatos. Sugerida a responsabilização do acusado. determinará a reabertura da instrução do processo para a realização dos atos instrutórios cabíveis e a elaboração de nova ata de indiciação. será proposta a pena cabível. 171. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. pela via hierárquica. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. Parágrafo único. a autoridade julgadora poderá. salvo quando contrário às provas dos autos. Ocorrendo nova definição jurídica para o fato.

§ 2o. Verificada a ocorrência de vício insanável. O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. Parágrafo único. conforme o tipo de nulidade. cargo. Parágrafo único. Verificada a ocorrência de vício sanável. . IV – a descrição do fato com todas as suas circunstâncias. No caso de anulação do processo a partir da ata de instrução e indiciação. § 1o. e V – apresentar novo relatório conclusivo. 180. IV – proceder à citação do indiciado. Poderá ser designada a mesma ou outra comissão para a instrução do processo. 178. III – elaborar nova ata de indiciação. A autoridade designará. IV e V do caput. Art. § 3o. mediante decisão fundamentada da autoridade julgadora. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade. quando possível. Art. 179. serão aplicáveis. quando necessário. nos casos em que a autoridade instauradora ou a julgadora entenderem que a instrução do processo foi deficiente. a comissão que conduzirá a instrução de novo processo ou prosseguirá com a instrução do processo originário após sua reabertura. Ocorrendo a reabertura da instrução. os itens III. apenas. II – proceder a novo interrogatório do acusado. Aplicam-se as disposições do caput e dos §§ 1o. e 2o. reabrindo o prazo para a defesa. A portaria punitiva deverá conter: I – a identificação da autoridade julgadora. Art. III – o nome. designando a mesma ou outra comissão para o refazimento dos atos anulados. Os vícios sanáveis poderão ser convalidados quando não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo à defesa ou a terceiros. devendo informar se as provas já produzidas serão homologadas. Art. total ou parcial. 177. matrícula e lotação do servidor apenado. 176. II – o dispositivo legal que dará suporte ao ato disciplinar. a autoridade poderá determinar a reabertura da instrução do processo. Art. a comissão que receber o processo deverá: I – refazer os atos declarados nulos. observando o contraditório e a ampla defesa e. abrindo-se novo prazo para a defesa. produzir provas. no ato de declaração da nulidade.

ao Tribunal ou Conselho de Contas e à Advocacia da União. O processo administrativo disciplinar de rito sumário será adotado para a apuração das infrações disciplinares de: I – acumulação ilegal de cargos. VI – a pena aplicada. e III – inassiduidade habitual. 184. 181. II – abandono de cargo. a autoridade julgadora providenciará a remessa de cópia dos autos à Advocacia da União. V – o dispositivo legal infringido. com a publicação de extrato da portaria de instauração. Tratando-se de procedimento instaurado para apurar a prática de ato de improbidade administrativa. Art. para servidores não policiais. Art. comissão constituída por dois servidores estáveis. II – instrução sumária. defesa e relatório. § 1o. Art. caso tal providência ainda não tenha sido adotada. a autoridade julgadora. e III – julgamento. 185. Art. ou comunicará à autoridade competente para tanto. que compreende indiciação. CAPÍTULO III DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR DE RITO SUMÁRIO Seção I Das disposições preliminares Art. dentre outros julgados necessários: I – condução por comissão constituída por três servidores quando o acusado for servidor policial e. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos funcionais do servidor. 182. O rito sumário se desenvolve nas seguintes fases: I – instauração. . Quando a infração estiver capitulada como crime. a autoridade julgadora providenciará a instauração de inquérito policial. logo após sua decisão. Havendo prejuízo a ser ressarcido ao erário. empregos ou funções públicas. e VII – a data e a assinatura da autoridade julgadora. Extinta a punibilidade pela prescrição. comunicará o fato ao Ministério Público. designada no ato de instauração do processo. se a comissão ainda não o tiver feito. 183. § 2o. O processo disciplinar de rito sumário observará os seguintes preceitos. para as medidas pertinentes à reparação do dano.

Parágrafo único. contados da data de publicação do ato de instauração. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. Art. 188. IV – citação do servidor indiciado para. que se dará em até três dias após a publicação da portaria. Seção II Da acumulação ilegal de cargos. VIII – realização de nova análise pela Corregedoria-Geral. após a apresentação da defesa. admitida a sua prorrogação por até 15 (quinze) dias. no prazo de cinco dias. o expediente será arquivado. não submetida ao rito sumário. V – citação por edital do indiciado que se encontrar em lugar incerto e não sabido. apresentar defesa escrita. VII – elaboração de parecer sobre forma e mérito pela CODIS/COGER. para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias. por intermédio de sua chefia imediata. Art. com manifestação quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor e indicação do dispositivo legal violado. devendo ser considerado revel o indiciado que. naquilo que for compatível. O processo administrativo disciplinar de rito sumário rege- se. expressamente. e pelo NUDIS ou servidor designado. sob pena de revelia. a comissão deverá fazer constar. pelas disposições reguladoras do processo administrativo de rito ordinário. a autoridade competente para determinar a instauração do processo notificará o servidor. 186. mediante despacho fundamentado. 187. quando as circunstâncias o exigirem. subsidiariamente. No relatório de que trata o inciso VI. nos órgãos centrais. quando os procedimentos tiverem sido instaurados nas unidades Descentralizadas. e deverá conter todas as informações referentes à autoria e à materialidade da infração. não apresentar defesa no prazo legal. nas Superintendências Regionais. O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá 30 (trinta) dias. . regularmente citado. e IX – julgamento do processo pela autoridade. contados da data da ciência. quando a citação não estiver acompanhada de cópia do processo. a existência de indícios da prática de outra infração disciplinar. observando-se o disposto nesta instrução normativa. empregos ou funções públicas. empregos ou funções públicas Art. II – portaria inaugural que deverá conter os requisitos estabelecidos no artigo 113 e as provas que motivaram a instauração do processo. assegurando-lhe vista dos autos na repartição. III – indiciação. § 1o. VI – elaboração de relatório conclusivo. Comprovada a desincompatibilização.

Art. Art. Parágrafo único. 192. não compensada ou não abonada. sem causa justificada por. CAPÍTULO IV DA SINDICÂNCIA ACUSATÓRIA . 189. durante o período de 12 (doze) meses. feriados e pontos facultativos que estejam compreendidos no período de ausências consecutivas e ininterruptas do servidor. Configura abandono de cargo a ausência intencional e injustificada do servidor ao serviço por mais de 30 (trinta) dias consecutivos. Parágrafo único. 191. A não apresentação da opção com a comprovação da desincompatibilização acarretará a imediata instauração do procedimento sumário. pelo menos. A opção feita pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé. Art. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal. 190. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. Na contagem temporal da inassiduidade habitual. durante o período de 12 (doze) meses. 194. feriados e pontos facultativos. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal. incluem-se os fins de semana. Na contagem temporal do abandono de cargo. Art. circunstância que motivará o arquivamento do processo após a publicação da exoneração. devendo ser comunicados os órgãos ou entidades em relação aos quais estejam vinculados os cargos. 60 (sessenta) dias interpoladamente. Seção III Do abandono de cargo Art. Na apuração da infração de abandono de cargo. emprego ou função pública. Parágrafo único. Seção IV Da inassiduidade habitual Art. § 2o. por período igual ou superior a 60 (sessenta) dias interpoladamente. A portaria de instauração do processo para apuração da inassiduidade habitual deverá conter os requisitos estabelecidos no artigo 113 e a descrição da materialidade. com a especificação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. a indicação da materialidade se fará com a informação precisa do período continuado de ausência intencional e injustificada do servidor ao serviço. desde que apresente documento que ateste seu pedido de exoneração do outro cargo. não serão computados os fins de semana. das datas de ingresso. superior a 30 (trinta) dias. dos órgãos ou entidades de vinculação. Caracterizada a responsabilidade do servidor. ser-lhe-á aplicada a pena de demissão ou destituição de função. A portaria inaugural deverá conter os requisitos estabelecidos no artigo 113 e descrever a materialidade pela indicação dos cargos. 193.

concurso material e de infração continuada. § 1o. § 2o. . do qual deverão constar as diligências já realizadas e as pendentes de realização. presentes indícios da autoria. ou destituição de cargo em comissão. 8. Quando no curso da sindicância acusatória forem detectados indícios de cometimento de irregularidade grave punível com demissão. 45 da Lei n o.112/1990. a critério da autoridade instauradora. ou III– instauração de processo administrativo disciplinar. a comissão deverá propor a instauração de processo administrativo disciplinar. Parágrafo único. na forma dos arts.878/1965 e 128 da Lei no. 195. Concluída a instrução. Art. acompanhados de relatório. a comissão sindicante remeterá os autos à autoridade instauradora. Na instrução da sindicância acusatória poderão ser utilizadas todas as provas admitidas em direito. 198. As irregularidades atribuídas a servidores não policiais do Departamento de Polícia Federal. o sindicante comunicará o fato à autoridade instauradora para eventuais providências. 199. desde que não constituam elementar da infração. O prazo para a conclusão da sindicância acusatória será de 30 (trinta) dias. mediante requerimento fundamentado da comissão sindicante. prorrogável por igual período. às causas de aumento e diminuição da pena. O concurso de dois ou mais servidores na prática da transgressão disciplinar é circunstância agravante. 197. com proposta de: I – arquivamento do processo. Na aplicação da pena serão considerados a natureza e a gravidade da infração cometida. II – aplicação da penalidade de advertência ou suspensão de até 30 dias. Ocorrendo situação que impeça ou dificulte o prosseguimento normal das diligências. e à ocorrência de concurso formal. TITULO V CAPÍTULO I DA APLICAÇÃO DAS PENAS Art. Aplicam-se à sindicância acusatória as disposições gerais descritas nesta Instrução Normativa atinentes ao processo administrativo disciplinar. 4. § 2o. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. ou suspensão superior a 30 (trinta) dias. Art. § 1o. os danos que dela provieram para o serviço público e os antecedentes funcionais. observados o contraditório e a ampla defesa. Art. Os antecedentes funcionais deverão ser considerados tanto para aumentar quanto para diminuir a pena a ser fixada. 196. além das previsões do Código Penal Brasileiro quanto às circunstâncias agravantes e atenuantes. Art. no que forem compatíveis. serão apuradas em sindicância acusatória quando ensejarem a aplicação de penalidade de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias.

Quando o servidor. devem as subsequentes ser tidas como continuação da primeira. A conversão de que trata o caput deverá ser decidida pelo Corregedor-Geral ou pelo Diretor-Geral. Art. 202. somente uma delas. Todas as penalidades serão aplicadas por escrito. § 1o. as respectivas penas. § 4o. nas mesmas condições de tempo. mediante mais de uma ação ou omissão. . ser-lhe-á aplicada a mais grave das penas cabíveis ou. A reincidência genérica ou específica em transgressão punível com advertência ou repreensão sujeitará o infrator à pena de suspensão. 8. O registro de que trata o art. § 6o. § 2o. idênticas ou não. Art. após decisão punitiva anterior. § 9o. mediante uma só ação ou omissão. aumentada de um a dois terços. A conversão da pena de suspensão em multa será admitida. ocorrerá imediatamente após a publicação. 203.112/1990. § 7o. 200. excepcionalmente. Art. com registro nos assentamentos funcionais do servidor e seu cumprimento.112/1990 não pode ser considerado para efeitos de reincidência. A penalidade cancelada não gerará qualquer efeito para fins de cálculo de pena. Quando o servidor. ser-lhe-ão aplicadas. § 5o. aplicando-se a pena de uma só das transgressões. 4. Configura-se a reincidência quando do cometimento de nova infração disciplinar punida com advertência. § 2o. o processo disciplinar poderá seguir seu trâmite normal até a manifestação da respectiva Corregedoria. Art. idênticas ou não. 201. pratica duas ou mais transgressões disciplinares. § 1o. lugar e maneira de execução e outras semelhantes. mediante mais de uma ação ou omissão. quando possível.878/1965 e na Lei no. pratica a mesma infração disciplinar mais de uma vez. quando restar devidamente demonstrada pela chefia imediata a necessidade da continuidade do serviço prestado pelo servidor apenado e a impossibilidade da execução por outro servidor ou em momento diverso. 8. § 8o. § 3o. se iguais. Quando o servidor. O servidor policial pode responder por transgressões previstas na Lei no. O servidor que não possuir qualquer penalidade ou elogio em seus assentamentos funcionais gozará de bons antecedentes para fins de cálculo da pena. cumulativamente. aumentada de um a dois terços. 170 da Lei no. Na aplicação da pena deverá ser observado ainda o regime jurídico peculiar de cada categoria de servidor. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. ficando o julgamento e a imposição da penalidade sujeitos a nova decisão judicial. após a publicação da portaria punitiva. Havendo decisão judicial que impeça a aplicação da penalidade ao servidor. observado o cancelamento das penas. pratica duas ou mais transgressões disciplinares. A conversão em multa será na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de subsídio ou remuneração.

207. das decisões proferidas pelo Ministro da Justiça. O SEPD/CODIS/COGER. suspensão preventiva. Os comprovantes do cumprimento da pena e do desconto dos dias de suspensão deverão ser arquivados nos autos do procedimento administrativo disciplinar. 205. no âmbito dos órgãos centrais. o chefe do NUDIS. no âmbito das Superintendências Regionais. provocará a chefia do servidor para o imediato cumprimento da pena de suspensão. . § 4o. no tocante aos demais servidores. ou o Setor de Recursos Humanos. § 7o. ou o Setor de Recursos Humanos. A chefia imediata. § 6o. 206. 204. Caberá ao SEPD/CODIS/COGER acompanhar o cumprimento da penalidade de suspensão em todas as unidades. providenciará o registro do cumprimento da pena nos assentamentos funcionais do servidor e o desconto dos dias de suspensão na sua remuneração. ficarão responsáveis pelo acompanhamento. ACRH/DGP. Art. Não impedem a aplicação e o cumprimento da pena de suspensão a cessão. § 3o. no tocante aos demais servidores. e ao Chefe da Delegacia. comunicará o período do cumprimento da pena ao SEPD/CODIS/COGER e à CRH/DGP nos órgãos centrais. para registro nos seus assentamentos funcionais. no âmbito de sua unidade. ou à Corregedoria Regional e ao Setor de Recursos Humanos. A atualização dos sistemas SAD e CGU-PAD será de responsabilidade da unidade onde o procedimento tramitou. Art. no âmbito das Superintendências Regionais. § 1o. A CRH/DGP. bem como comunicar a publicação da portaria punitiva ao Setor de Recursos Humanos da unidade onde o servidor estiver lotado. no âmbito dos órgãos centrais. no âmbito de sua unidade. quando o processo tramitar nas unidades Descentralizadas. deverão manter registro atualizado relativo ao desconto dos dias de suspensão na remuneração dos servidores. relativas aos procedimentos administrativos disciplinares que tramitarem nas suas circunscrições. providenciar a atualização do SAD e do CGU-PAD. para cumprimento da decisão e comunicação ao Setor de Recursos Humanos da unidade onde o servidor estiver lotado. cabendo ao SEPD/CODIS/COGER. O cumprimento da penalidade ocorrerá após a notificação do servidor. licença para tratamento de saúde ou outra licença ou afastamento do servidor. após providenciar a notificação pessoal do apenado. § 5o. no âmbito das Superintendências Regionais e das Delegacias Descentralizadas. o NUDIS. no Diário Oficial da União. no âmbito dos órgãos centrais. As penas de advertência e repreensão produzem seus efeitos com a publicação da portaria punitiva. férias. CAPÍTULO II DA EXECUÇÃO DAS PENAS Art. ao NUDIS. e o Chefe da Delegacia. Publicada a portaria punitiva em boletim de serviço. § 2o. relativamente aos servidores lotados nos órgãos centrais. Art. o chefe do SEPD/CODIS/COGER. relativamente aos servidores lotados nos órgãos centrais.

será realizado tão somente o registro do fato nos assentamentos funcionais. anular ou revogar. Art. Em se tratando de servidor aposentado. verificar. e ao chefe do NUDIS da atual lotação do servidor punido. devendo ser procedido ao registro da penalidade nos assentamentos funcionais do servidor e ao desconto dos dias de suspensão na remuneração. mensalmente. A penalidade cancelada não gerará qualquer efeito para fins de cálculo de pena. . se esta ocorrer antes da publicação oficial. O procedimento disciplinar poderá ser reanalisado pela Administração. CAPÍTULO III DO CANCELAMENTO DAS PENAS Art. Os registros das penalidades de advertência ou repreensão e de suspensão serão cancelados após o decurso. 211. nas unidades Descentralizadas. de ofício ou mediante provocação do interessado. o cumprimento dos requisitos para o cancelamento. O prazo para interposição do pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias. 210. Art. Caberá ao chefe do SEPD/CODIS/COGER. será encaminhada cópia do processo administrativo disciplinar ao órgão de lotação atual. 213. 208. pela via hierárquica. visando à aplicação da penalidade no atual órgão de lotação do servidor. 212. a contar da publicação da decisão recorrida. Caso o servidor tenha tomado posse em outro cargo público ou esteja submetido a outro regime jurídico. por meio de pedido de reconsideração ou de recurso dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado pelas vias hierárquicas. respectivamente. A autoridade competente para decidir o pedido de reconsideração ou o recurso poderá confirmar. contados do cumprimento da pena ou de sua prescrição. no órgão central. ou da ciência pessoal do interessado. Art. com o dos afastamentos citados no caput. fazendo a devida comunicação. Art. de três e cinco anos de efetivo exercício. por despacho. modificar. não praticar nova infração disciplinar. Art. declarará o cancelamento. Parágrafo único. total ou parcialmente. O despacho de cancelamento não será publicado. total ou parcialmente. nesse período. ao respectivo dirigente que. no prazo de 30 (trinta) dias. O período de cumprimento da penalidade poderá coincidir. a decisão recorrida. § 2o. para conhecimento e adoção das medidas cabíveis. Parágrafo único. 214. 209. TITULO VI DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. § 1o. se o servidor. A admissibilidade do pedido de reconsideração e do recurso fica condicionada à sua tempestividade e à legitimidade para recorrer. DO RECURSO HIERÁRQUICO E DO PEDIDO DE REVISÃO CAPÍTULO I DO PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO E DO RECURSO HIERÁRQUICO Art.

217. em escala ascendente. 219. É incabível o pedido de reconsideração da decisão que indeferir o recurso hierárquico. 221. . § 1o. às demais autoridades. 215. O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. 220. 216. 218. Art. CAPÍTULO II DA REVISÃO Art. Interposto novo pedido de reconsideração. § 1o. a juízo da autoridade competente. sucessivamente. Art. de ofício ou a pedido do interessado. § 2o. Art. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver proferido a primeira decisão. por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. esta deverá determinar a remessa imediata à autoridade competente. e II – das decisões originárias e das referentes aos recursos sucessivamente interpostos. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso. Art. Art. esse será recebido como recurso hierárquico. § 3o. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. § 4o. A análise do pedido de reconsideração ou do recurso hierárquico não poderá resultar no agravamento da pena imposta. O procedimento administrativo disciplinar poderá ser revisto. não podendo ser renovado. 222. § 2o. Se o pedido de reconsideração ou o recurso forem encaminhados a autoridade que não detenha competência para decidir. Art. a qualquer tempo. Da revisão do procedimento não poderá resultar agravamento da sanção. remetendo-se à autoridade superior. Caberá recurso: I – do indeferimento do pedido de reconsideração. que requer elementos novos ainda não apreciados no procedimento originário. O pedido de reconsideração à autoridade originária não é pré- requisito para a interposição de recurso hierárquico. O pedido de reconsideração interrompe o prazo para interposição do recurso hierárquico. os efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. e. Parágrafo único. Aplica-se ao processo administrativo disciplinar o princípio da fungibilidade recursal. Art.

O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. Parágrafo único. § 3o. Aplicam-se à constituição e aos trabalhos da comissão revisora. Na petição inicial. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. exceto em relação à destituição do cargo em comissão que será convertida em exoneração. 224. Art. Art. 230. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.878/1965. que providenciará a designação de comissão revisora. O requerimento de revisão do procedimento será dirigido ao Ministro de Estado da Justiça. serão imediatamente encaminhados à autoridade instauradora do procedimento originário. a revisão será requerida pelo respectivo curador. o ônus da prova cabe ao requerente. 228. Em caso de falecimento. 231. . 225. Compete à Corregedoria-Geral e às Corregedorias Regionais zelarem pela estrita observância desta Instrução Normativa pelos integrantes das comissões e sindicantes. 4. Parágrafo único. adotando mecanismos eficientes de controle. 9.784/1999 e. Art. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. 229. 227. § 3o. as normas e procedimentos próprios do processo administrativo disciplinar. § 1o. TÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. Aplicam-se aos procedimentos administrativos disciplinares. 226. Art. os autos serão restituídos à comissão. A revisão correrá em apenso ao procedimento originário. § 2o. No processo revisional. Admitida a revisão pelo Ministro da Justiça e recebidos os autos no Departamento de Polícia Federal. Quando a penalidade for considerada inadequada. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. ausência ou desaparecimento do servidor. será expedida notificação ao requerente. 223. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. Art. Julgada procedente a revisão. no. Art. Instalada a comissão revisora.112/1990 e no. Havendo determinação da realização de diligências. as disposições das Leis no. contados do recebimento do processo. No caso de incapacidade mental do servidor. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. a autoridade julgadora providenciará sua correção. no que couber. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do procedimento. Art. Art. a legislação processual brasileira. subsidiariamente. Parágrafo único. 8. § 4o. no que couberem.

233. Art. Ficam revogadas as Instruções Normativas no. o artigo 13 da Instrução Normativa n 32/2010-DG/DPF e as Portarias o. Art. 234. 1. 232. 31/2010-DG/DPF. 001/1993-DG/DPF. Os casos omissos serão resolvidos pela Corregedoria-Geral. 296/2009 e no. o artigo 11 da Instrução Normativa no.783/2010-DG/DPF. . 04/1991 e no. Esta Instrução Normativa entra em vigor 30 (trinta) dias após sua publicação. Art. os artigos 7o. a 14. no. 18 e 19 da Instrução Normativa no. 02/2004.