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ANÁLISE DA RETRAÇÃO EM LAJES

Celso Augusto Pissinatti Cardoso 1

RESUMO

Examina-se o comportamento estrutural e o dimensionamento de lajes maciças unidirecionais de


concreto, quando restringidas axialmente pela existência de elementos estruturais de grande rigidez
(pilares, paredes, pilares-parede, poço de elevador). Ao haver restrições nas deformações, são
gerados esforços internos de tração, e, somados aos efeitos das ações gravitacionais distribuídas no
piso, as seções transversais destas lajes encontram-se submetidas à flexo-tração. O presente trabalho
pretende orientar os projetistas para valores de esforço axial para o dimensionamento desse tipo de
elemento, considerando os efeitos de flexo-tração e o limite de abertura de fissuras wk. Com esse
propósito, estudaram-se os seguintes cenários: (1) Piso com 7 m de vão, restringido axialmente, sob
efeito das ações gravitacionais; (2) Cenário 1, acrescido de carga de retração equivalente a 100% da
normal de fissuração Ncr; (3) Cenário (1), com aplicação do efeito da retração, como equivalente a
uma variação térmica de -15º, conforme orientação da ABNT NBR 6118:2014; (4) Cenário (1),
acrescido de carga de retração equivalente a 45% da normal de fissuração Ncr.

Palavras-chave: Retração. Deformações impostas. Restrição à deformação. Fissuração. Lajes.

1
Mestrando, Universidade Estadual de Maringá-UEM, Programa de Pós-graduação em Engenharia Civil -
PCV, celsopissinatti@hotmail.com.
1 INTRODUÇÃO

O concreto armado é o material construtivo mais utilizado no Brasil, gerando a maior


demanda de trabalho entre os engenheiros projetistas. Além disso, o aumento da capacidade
resistente do concreto possibilitou estruturas cada vez mais esbeltas. Atualmente, os edifícios
necessitam de maiores dimensões em planta, com vãos livres cada vez maiores, para acomodar uma
gama maior de variações arquitetônicas.
Essas condições nos levam a um projeto com poucos elementos estruturais, que precisam de
grande rigidez para combater os efeitos de ventos e dos sismos. Com isso, maior atenção deve ser
dada à deformabilidade da estrutura.
Grandes panos de lajes, quando vinculadas a elementos de grande rigidez, como pilares-
parede e poços de elevadores, se encontram fortemente restringidas axialmente, e sujeitas a
deformações impostas internas devido à retração, fluência e deformações de origem térmica.
A adoção de juntas estruturais permite reduzir os esforços gerados pelo impedimento das
deformações. Contudo, essas juntas implicam na existência de descontinuidades na estrutura,
obrigam à duplicação de elementos estruturais de suporte (como fundações, pilares e eventualmente
vigas), entre outros aspetos arquitetônicos e de manutenção.
Portanto será sempre vantajoso minimizar ou retirar as juntas estruturais. Com isso, os
efeitos do impedimento das deformações impostas passam a ser determinantes para o correto
cálculo dos esforços solicitantes.
Esse impedimento, somado aos efeitos das ações gravitacionais distribuídas no piso,
originam esforços de flexo-tração, que assumem papel determinante na quantificação da armadura
necessária para o atendimento de controle da fissuração dessas estruturas no estado limite de
serviço.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Retração nas lajes

A retração é a redução de volume do concreto em consequência da perda de água, na


ausência de solicitações externas. Os principais fatores que afetam a retração nas lajes podem ser:

2.1.1 Umidade relativa do ambiente e temperatura

Neville (1997) afirma que um dos fatores mais importantes que atuam sobre a retração do
concreto é a umidade relativa do ar que o envolve, quanto menor a umidade relativa, maior a
retração.
Para Sakata e Ayano (2000), a influência do histórico de temperatura na deformação por
retração no concreto é maior do que a variação de umidade relativa.

2.1.2 Geometria do elemento

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Quanto menor a espessura, maior a retração. Como a perda é controlada pela extensão do
caminho a ser percorrido pela água, à resistência ao transporte de água no interior do concreto para
a atmosfera é menor.

2.1.3 Vinculações

A existência de fatores de vinculação impede a mobilidade das peças da estrutura,


conduzindo ao aparecimento de esforços de tração que podem romper o concreto, originando o
aparecimento de fissuras.
Segundo Carvalho (2013), armaduras específicas, que combatam 45% do momento de
fissuração, ajuda a combater a retração em lajes.

2.2 Modelos para avaliação da retração

Diversos modelos foram propostos para a previsão do efeito da retração no concreto, os mais
estudados são: ACI209R (2008) - Eurocode 2 (2003) - EC2, Bažant e Baweja (2000) - B3, Gardner
e Lockman (2001) - GL e ABNT NBR 6118 (2014).
Segundo Bažant e Baweja (2000), a retração do concreto é de difícil previsão, por ser
resultado da interação de diversos mecanismos físicos, que são influenciados por diversos
parâmetros.
O quadro abaixo compara os modelos para avaliação da retração e seus respectivos
parâmetros de entrada.
Quadro 1 - Parâmetros de entrada dos modelos de retração

Fonte: Adaptado de Kataoka (2015)

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2.2.1 ABNT NBR 6118:2014

Segundo a ABNT NBR 6118:2014, em casos onde não é necessária grande precisão, com o
concreto submetido a tensões menores que 0,5𝑓𝑐 , os valores finais da deformação específica de
retração 𝜀𝑐𝑠 (𝑡 , 𝑡0 ) podem ser obtidos por interpolação linear, a partir da tabela 8.2, da própria
ABNT NBR 6118:2014.
Esta tabela considera que o coeficiente de deformação específica de retração 𝜀𝑐𝑠 (𝑡 , 𝑡0 )
varia em função da umidade média ambiente e da espessura fictícia.

2𝐴𝑐 /𝑢 (1)

Onde:

𝐴𝑐 = é a área da seção transversal;

𝑢 = é o perímetro da seção em contato com a atmosfera.

Quadro 2 - Valores característicos superiores da deformação específica de retração


𝜺𝒄𝒔 (𝒕 , 𝒕𝟎 )

Fonte: Adaptado da ABNT NBR 6.118:2014

Os valores dessa tabela são relativos a temperaturas do concreto entre 10°C e 20°C,
podendo-se, entretanto, admiti-los como válidos para temperaturas entre 0°C e 40°C.
Em seu item 11.3.3.1, a ABNT NBR 6118:2014 recomenda que, em função da restrição à
retração do concreto, imposta por vinculações e armaduras, o valor de 𝜀𝑐𝑠 (𝑡 , 𝑡0 ) pode ser adotado
como igual a −15 𝑥 10−5 , que representa a uma variação de temperatura de −15°. Esse valor é
válido para elementos estruturais de dimensões usuais, entre 10 cm e 100 cm, sujeitos a umidade
ambiente não inferior a 75 %.
Deformações específicas devidas à retração podem ser calculadas de maneira mais precisa
segundo indicação do Anexo A, da própria ABNT NBR 6118:2014.
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2.3 Controle de abertura de fissuras

A fissuração é muito comum nas estruturas de concreto armado devido à baixa resistência à
tração deste material, seu controle passa por limitar a abertura máxima de fissuras a valores que
dependem do tipo de estrutura e da classe de exposição.
Conforme a tabela 13.4 da ABNT NBR 6118:2014, a abertura máxima característica 𝑤𝑘 das
fissuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm sob ação das combinações
frequentes, não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivas.
A mesma tabela apresenta valores limites da abertura característica 𝑤𝑘 das fissuras, assim
como outras providências visando garantir proteção adequada das armaduras quanto à corrosão.
Para a ABNT NBR 6118:2014, o valor característico da abertura de fissuras, 𝑤𝑘 ,
determinado para cada parte da região de envolvimento, é o menor entre os obtidos pelas expressões
a seguir:
∅ ∗ 𝜎𝑠𝑖 ∗ 3𝜎𝑠𝑖
𝑤1 = (2)
12,51 𝐸𝑠𝑖 𝑓𝑐𝑡𝑚
∅ ∗ 𝜎𝑠𝑖 4
𝑤2 = ∗ ( + 45) (3)
12,51 𝐸𝑠𝑖 𝑟𝑖

Figura 1 - Concreto de envolvimento da armadura

Fonte: Figura 17.3 da ABNT NBR 6118:2014


Onde:

∅, 𝜎𝑠𝑖 , 𝐸𝑠𝑖 , 𝑟𝑖 = são definidos para cada área de envolvimento em exame;

∅ = é o diâmetro da barra que protege a região de envolvimento considerada;


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𝜎𝑠𝑖 = é a tensão de tração no centro de gravidade da armadura considerada, calculada no estádio II;

𝑓𝑐𝑡𝑚 = resistência média a tração do concreto;

1 = é o coeficiente de conformação superficial da armadura considerada;

𝐸𝑠𝑖 = é o módulo de elasticidade do aço da barra considerada, de diâmetro ∅;

𝑟𝑖 = é a taxa de armadura passiva em relação à área da região de envolvimento (𝐴𝑐𝑟𝑖 );

𝐴𝑐𝑟𝑖 = é a área da região de envolvimento protegida pela barra ∅.

Neste trabalho, o controle de abertura de fissuras em fase de serviço consiste essencialmente


na quantificação da armadura que deverá garantir que não seja ultrapassada a abertura de fissuras de
0,3 mm.

2.4 Máxima tensão de tração

A fissuração ocorre quando a máxima tensão de tração no concreto 𝑐𝑡,𝑚á𝑥 é igual a 𝑓𝑐𝑡𝑚 ,
esse esforço pode ser escrito como:

𝑁𝑐𝑟 = 𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑡𝑚 (4)

Onde:

𝑁𝑐𝑟 = Normal crítica de fissuração;

𝐴𝑐 = Área da seção transversal;

𝑓𝑐𝑡𝑚 = Resistência a tração média do concreto.

2.5 Armadura de tração

Segunda a ABNT NBR 6118:2014, a armadura de tração em elementos estruturais armados


deve ser determinada pelo dimensionamento da seção submetida a um momento fletor mínimo,
dado pela expressão a seguir:

𝑀𝑑,𝑚í𝑛 = 0,8𝑊0 𝑓𝑐𝑡𝑘,𝑠𝑢𝑝 (5)

Onde:

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𝑊0 = é o módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo à fibra mais
tracionada;
𝑓𝑐𝑡𝑘,𝑠𝑢𝑝 = é a resistência característica superior do concreto à tração.

Da mesma forma, a armadura mínima pode ser considerada atendida se forem respeitadas as
taxas mínimas de armadura da seguinte tabela:

Tabela 1 - Taxas mínimas de armadura de flexão

Fonte: Tabela 17.3 da ABNT NBR 6118:2014

3 METODOLOGIA

3.1 Geometria e ações

Considera-se que as lajes em estudo são maciças, com 7 metros de vão livre e espessura de
25 cm, que foi calculada para que a flecha não ultrapasse o valor limite igual a vão/250, respeitando
a ABNT NBR 6118:2014. A seção tem duas camadas de armadura e o cobrimento adotado é de 2,5
cm.
Fazem parte de um pavimento tipo destinado a um estacionamento e sujeitas aos seguintes
carregamentos:

Peso específico do concreto = 2,5 tf/m³;


Sobrecarga: 0,5 tf/m².

Para análise da abertura de fissuras, considera-se a carga permanente do peso próprio e a


parcela 𝜑2 da sobrecarga, onde 𝜑2 é dado na ABNT NBR 6118:2014, na tabela 11.2.
Nas análises realizadas, a restrição à deformação axial é considerada como total, logo, os
apoios estão engastados em ambas as extremidades do tramo, e não sofrem qualquer deslocamento
segundo o plano médio da laje.
Estuda-se apenas um tramo de laje. Segundo Carvalho (2013), o grau de restrição não é
igual em todos os pontos da laje, porém, esta aproximação constitui um bom ponto de partida,

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podendo dar indicações aproximadas sobre o desempenho de uma laje real.

3.2 Materiais

Considera-se um concreto com as seguintes propriedades: fck = 20 MPa; fctm = 2,2 MPa e E
= 25 GPa.
O aço tem resistência igual a 500 MPa, com valores iguais na tração e na compressão, o
módulo de elasticidade é igual a 210 GPa.

3.3 Estudo dos casos

A primeira análise considerou um esforço axial de tração igual à zero, permitindo assim
estimar um limite inferior de armadura necessária para o estado limite último.
Como o esforço axial será superior a zero, a segunda análise considerou um esforço axial de
tração igual ao esforço de fissuração 𝑁𝑐𝑟 = 𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑡𝑚 , obtendo-se um limite superior de armadura.
A dificuldade desta análise consiste na determinação do valor do esforço axial instalado na
laje. Com o software DIANA, através de análises não lineares, com variação da taxa de armadura
aplicada na laje, Carvalho (2013) constatou que o valor do esforço axial atuante é pouco
influenciado pela quantidade de armadura considerada na análise.

Figura 2 - Variação temporal do esforço axial na laje, para diferentes quantidades de


armadura.

Fonte: Sousa (2014).

Logo, na terceira e a quarta análises, considerou-se um valor intermediário entre zero e o


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esforço de fissuração 𝑁𝑐𝑟 = 𝐴𝑐 𝑓𝑐𝑡𝑚 .
A terceira análise segue a recomendação da norma ABNT NBR 6118:2014, combinando o
carregamento da sobrecarga com uma variação de temperatura igual a −15°.
A quarta análise segue a recomendação de Carvalho (2013), combinando o carregamento da
sobrecarga com um esforço axial de tração igual a 45% do esforço de fissuração 𝑁𝑐𝑟 .

4 ANÁLISE

4.1 Caso 1

Inicialmente, considerou-se a laje sem esforço axial de tração, logo, N = 0, ou seja, a


estrutura está submetida à flexão simples.

Figura 3 - Carregamentos característicos do caso 1

Fonte: Autor.

Figura 4 - Diagrama de momento fletor do caso 1

Fonte: Autor.

A análise foi feita para estimar um limite inferior de armadura que garanta o estado limite
último de resistência.

Figura 5 - Armadura necessária para o caso 1

Fonte: Autor.

Vale ressaltar que a armadura mínima para este caso é igual a 3,75 cm²/m.

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4.2 Caso 2

O caso 2 utiliza o diagrama de momentos fletores do caso 1, e considera-se o esforço axial


de tração igual à normal de fissuração do concreto, que pode ser obtido através da seguinte equação:

2
𝑁𝑐𝑟 = (100𝑥25) (0,3𝑥203 ) = 55,3 𝑡𝑓

Figura 6 - Armadura necessária para o caso 2

Fonte: Autor.

Neste e nos casos subsequentes, devido à restrição, surgem efeitos de tração na laje, que está
submetida à flexo-tração composta, caso que é equilibrado com o uso de armaduras assimétricas.

4.3 Caso 3

O caso 3 utiliza a recomendação da norma ABNT NBR 6118:2014, combinando o


carregamento de sobrecarga com uma variação de temperatura igual a −15°, para simular os efeitos
da retração no concreto.

Figura 7 - Carregamentos característicos do caso 3

Fonte: Autor.

Figura 8 - Diagrama de momentos fletores do caso 3

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Fonte: Autor.

Figura 9 - Diagrama do esforço normal do caso 3

Fonte: Autor.

Figura 10 - Armadura necessária para o caso 3

Fonte: Autor.

4.4 Caso 4

O caso 4 leva em consideração os estudos de Carvalho (2013), que constatou que em lajes
com comportamento unidirecional, quando sujeitas a cargas verticais e a deformações impostas
devido à retração do concreto, o esforço axial instalado, em longo prazo, varia entre 40% e 45% do
esforço 𝑁𝑐𝑟.
Combinando o momento fletor do caso 1 com 45% da carga de fissuração, tem-se a seguinte
distribuição de armadura:
𝑁𝑐𝑟 = 0,45 ∗ 55,3 𝑡𝑓 = 24,9 𝑡𝑓

Figura 11 - Armadura necessária para o caso 4

Fonte: Autor.

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5 CONCLUSÕES

Tabela 2 - Armaduras calculadas para cada um dos casos

Fonte: Autor.

Tabela 3 - Comparação das armaduras com o valor mínimo

Fonte: Autor.

Tabela 4 - Comparação das armaduras com o valor mínimo

Fonte: Autor.

Atraves do estudo dos dois primeiros casos, foi possível obter limites mínimos e máximos
de armaduras para as lajes submetidas a esforços de tração.
Com a recomendação da norma NBR 6118:2014 e com os estudos de Carvalho (2013),
pode-se reduzir a armadura estimada de acordo com o esforço 𝑁𝑐𝑟, promovendo uma economia a
nível estrutural.
Os valores foram obtidos considerando uma quantidade de armadura que varia entre 30% e
40% da que seria necessária se o esforço axial instalado na laje fosse igual a 𝑁𝑐𝑟.

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REFERÊNCIAS

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