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EXTRAÇÃO

DE DNA

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Extração de DNA

Nesta atividade os alunos aprendem um dos procedimentos experimentais mais comuns num
laboratório de Biologia Molecular. Consiste na extração do DNA de células vegetais ou animais
seguindo um protocolo experimental análogo ao que é utilizado nos laboratórios, mas usando
reagentes e materiais facilmente disponíveis nas nossas casas.

NÍVEL ESCOLAR ÁREA CIENTÍFICA PALAVRAS-CHAVE


Ensino Secundário Biologia Molecular DNA
Extração
Biotecnologia
DNA recombinante

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Extração de DNA

OBJETIVOS DA ATIVIDADE
• Aprender procedimentos experimentais para extrair DNA de células animais e
vegetais, semelhantes aos usados em laboratórios de investigação.
• Compreender e descrever as transformações físicas e químicas que ocorrem em
cada passo da extração de DNA.
• Relacionar a extração do DNA com a sua utilização em algumas tecnologias de
DURAÇÃO PREVISTA*
DNA recombinante: clonagem (em bactérias), manipulação genética (de plantas,
de mamíferos), biotecnologia, sequenciação. Introdução da atividade aos alunos:
60-90 minutos

Explorar:
MATERIAL NECESSÁRIO: 20-40 minutos
• 1 frasco de álcool (mantido no congelador durante pelo menos 2h antes da
experiência); Discussão dos resultados e conclusões:
• sal de cozinha; 20-30 minutos
• detergente da loiça (ou champô sem amaciador); Tempo total necessário:
• gelo e 1 recipiente para gelo (se não existir frigorífico); 100-160 minutos
• pontos de água.
*Não inclui preparação prévia de material

Por grupo:
• 2 filtros de café;
• 1 morango ou 1 banana;
• 1 proveta;
• 6 copos de plástico transparente
(para serem reutilizados entre • 1 saco ziplock (ou outro tipo);
experiências) ou 3 copos de plástico • 1 palito;
e 3 tubos transparentes; • 1 funil;
• 1 colher de sobremesa; • 1 pedaço de cartolina preta.
• 1 colher de chá;
• 1 prato;
Esta lista inclui o material total para as 3 opções
• 1 faca; sugeridas na secção 'Explorar'.
• 1 garfo;
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Questionar

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"Existe alguma forma de conseguirmos extrair o DNA das


células de forma a vê-lo? Qual será o seu aspecto? "

Estas poderão ser as perguntas com as quais começará a envolver e a captar a atenção dos seus alunos para a
temática a explorar. Registe as respostas e detete eventuais erros de conceito. Conhecer o nível de conhecimentos
prévios na turma poderá guiá-lo na mediação das atividades experimentais e na adaptação das estratégias de Antes de iniciar qualquer
integração de novos conceitos durante o processo de aprendizagem. aula em ‘enquiry’ defina muito
bem o que pretende que os
seus alunos aprendam no final.
Oriente a discussão de forma a que surja as seguintes questões-problema: Reflita sobre os OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM. Atrás
sugerimos alguns.

(A) Para podermos extrair DNA, Crie formas de registo


individual ou de grupo logo
quais são as propriedades físicas desde o início. Sugestão em
e químicas das células e do (B) Qual o aspecto do
anexo.
próprio DNA que têm de sofrer DNA das células animais e
transformações ou manter-se vegetais?
igual?

Mais uma vez, registe as respostas dos alunos.

Antes de avançar com a atividade de exploração sugerida na secção seguinte, permita que os alunos façam alguma
pesquisa, usando livros ou a internet de forma a poderem avançar com algumas hipóteses e até um possível
protocolo da experiência que responda às questões-problema apresentadas. Posteriormente, apresente-lhes o(s)
protocolo(s) sugerido(s) na secção 'Explorar' (Opção A, B e C) e compare, analisando as diferenças. Avance para a
etapa seguinte, aplicando uma ou várias das opções apresentadas na secção 'Explorar'.

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Explorar

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OPÇÃO A: Extração de DNA do epitélio bucal

1. Divida a turma em vários grupos.

2. Cada grupo prepara as soluções abaixo indicadas

Solução Salina:
2.1. Colocar 2 colheres de chá de sal num copo de plástico (Copo 1).
2.2. Adicionar 25 mL de água.
2.3. Mexer bem até dissolução total do sal.

Solução de detergente:
2.4. Colocar 1 colher de chá de detergente da loiça num copo de plástico (Copo 2).
2.5. Adicionar 5 mL de água (equivalente a 3 colheres de chá).
2.6. Mexer bem.

Ter cuidado em identificar bem os copos e limpar a colher de chá durante a preparação de uma solução para a outra.

3. Um aluno escolhido pelo grupo bochecha durante 30 segundos uma colher de sopa da solução salina (Copo 1) e cospe para um copo de
plástico vazio e devidamente identificado (Copo 3) .

4. Adicionar a solução detergente (Copo2) ao Copo 3 e misturar muito bem.

5. Colocar 10 mL da solução do Copo 3 num copo ou tubo transparente e acrescentar álcool etílico gelado até perfazer 1/2 do volume. Manter o
copo ou tubo ao nível dos olhos para ver o que acontece.

6. Com a ajuda de um palito ou pau de espetada, retirar uma amostra de DNA, que deverá parecer-se com uma nuvem ou fios brancos, e colocar
essa amostra numa cartolina preta. Deixar o álcool evaporar e observar.

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OPÇÃO B: Extração de DNA da banana

1. Cada grupo prepara a seguinte solução de extração, tendo cuidado em limpar a colher de chá entre reagentes:

Solução de Extração
1.1. Colocar 1 colher de chá de sal num copo de plástico (Copo 1).
1.2. Adicionar 1 colher de chá de detergente da loiça e 50 mL de água.
1.3. Mexer bem até dissolução total do sal.

2. Tirar a casca da banana e parti-la às rodelas para um


prato.

3. Esmagar as rodelas com um garfo até se obter uma


papa.

4. Num recipiente largo, juntar a solução de extração


(Copo 1) à banana esmagada. Mexer lentamente.

5. Usando um funil e papel de filtro (para café), filtrar


o extrato para um tubo ou copo transparente e deixar
verter o líquido até 1/8 do volume.

6. Adicionar álcool etílico (gelado) até perfazer 1/2 do


volume.

7. Com a ajuda de um palito ou pau de espetada, retirar


uma amostra de DNA e colocar essa amostra na cartolina
preta. Deixar o álcool evaporar e observar.
Figura 1: Esquema ilustrativo da extração de DNA da banana.

É possível realizar esta experiência e seguir o mesmo protocolo


usando apenas metade da banana.

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OPÇÃO C: Extração de DNA de morango

1. Um grupo prepara para toda a turma a seguinte solução de extração:

Solução de Extração (1 L)
1.1. Colocar 2 colheres de chá de sal num copo de plástico (Copo 1).
1.2. Adicionar 50 mL de detergente da loiça e água até perfazer 1 litro.
1.3. Mexer bem até dissolução total do sal.

2. Cada grupo, lava um morango e tirar as sépalas


(folhas verdes).

3. Colocar o morango num saco e esmagá-lo com as


mãos durante 2 minutos.

4. Adicionar 10 mL da solução de extração ao


conteúdo do saco e misturar tudo, apertando com
as mãos, durante 1 minuto.

5. Usando um funil e papel de filtro (para café), filtrar


o extrato para um tubo ou copo transparente e
deixar verter o líquido até 1/8 do volume.

6. Adicionar álcool etílico (gelado) até perfazer 1/2 do


volume.

7. Com a ajuda de um palito ou pau de espetada,


retirar uma amostra de DNA e colocar essa amostra
na cartolina preta. Deixar o álcool evaporar e observar.

Figura 2: Esquema ilustrativo da extração de DNA de morango.

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Descobrir

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1. Proporcione o tempo necessário para que os alunos comparem novamente o protocolo usado com a sua proposta inicial e os resultados
obtidos entre os vários grupos. Deverão reparar nas características dos vários passos e chegar a uma conclusão sobre a importância de cada.

2. Oriente a discussão explicando, a partir das respostas dos alunos, as conclusões gerais:

(A)
- Se quisermos ver DNA, as plantas são excelentes fontes: existem, geralmente,
em numerosos lugares e em grandes quantidades. Para além disso, muitas
possuem oito cópias de cada cromossoma por cada célula (octoplóides) - como
os morangos -, o que significa que possuem muito DNA.
(B)
- As membranas das células são formadas por lípidos, que são gorduras. Tal como O precipitado final de DNA vê-se como um
acontece quando lavamos loiça, é necessário detergente para atuar na membrana conjunto de filamentos esbranquiçados.
das células e do envelope do núcleo emulsionando as gorduras e destruindo as Estes correspondem a milhares de
membranas. O detergente não só rebenta as células e faz com que os organelos moléculas de DNA, com muitas outras
circulem suspensos na solução (de água, sal e detergente) como, e principalmente, moléculas associadas uma vez que a
permite que o DNA se liberte do núcleo, tornando-se assim mais acessível. preparação de DNA que se obtém tem
um elevado grau de impureza.
- O DNA é muito solúvel em água devido aos seus iões fosfato (molécula hidrofílica).
Para impedir que o DNA liberto do núcleo da célula se dissolva totalmente na
solução e se torne invisível, usa-se sal. O sal, cuja fórmula química é NaCl, quando
em solução dissocia-se em iões de Na+ e Cl-. Os iões Na+, com carga positiva, vão
interagir com os fosfatos, com carga negativa das moléculas de DNA, tornando-
as neutras e estabilizadas, e permitindo a sua agregação. Deste modo, as muitas
moléculas de DNA das muitas células aglomeram-se para mais tarde poderem
ser visualizadas a olho-nu.

- A filtração serve para eliminar da solução os restantes constituintes celulares e


que só “atrapalham”: os restos das membranas, os organelos que não rebentaram,
etc. Assim, a solução filtrada está tão pura quanto possível, contendo o DNA e
outras moléculas, como proteínas, que não interferem com o sucesso da extração.

- O álcool usa-se para desidratar as moléculas de DNA, ou seja, afasta a água à sua
volta retirando-as da solução. Ocorre precipitação do DNA.

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Anexos

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- PREPARE-SE PARA AS PERGUNTAS DOS ALUNOS! -

Nesta secção, disponibilizamos os conceitos teóricos e científicos mais importantes para que possa realizar autonomamente as atividades
propostas. No entanto, não exclui a consulta de bibliografia adicional.

I. O Ácido Desoxirribonucleico - DNA

As células estão
- Graças aos avanços científicos, hoje sabemos que o DNA (ou ADN) está presente praticamente em todas as células organizadas em
de todos os organismos vivos: animais, plantas, bactérias e fungos. E também em muitos vírus - organismos que compartimentos, os
organelos, separados
precisam de infetar células para se manterem vivos. Em todos, tem a mesma estrutura química. uns dos outros
por membranas e
- Nos Humanos, assim como na maioria dos vertebrados, os glóbulos vermelhos são as únicas células que não têm DNA. suspensos num fluido
de água, sal e moléculas
(Nota: os eritrócitos de galinha têm vestígios de DNA.) orgânicas, o citoplasma;
cada organelo está
especializado em
- À exceção das bactérias e das arqueobactérias, é no núcleo das células que o DNA se encontra distribuído e na forma
desempenhar uma
de estruturas compactas, os cromossomas. Cada cromossoma não é mais do que uma única molécula de DNA ligado determinada função na
e enrolado em proteínas, as histonas. célula, sendo um desses,
o núcleo, o armazenador
da informação genética.
- Cada célula dos diferentes seres vivos pode conter várias cópias de cada cromossoma: nos humanos existem duas
cópias - as células são diplóides (à exceção dos gâmetas femininos e masculinos - óvulos e espermatozóides - que
contêm apenas uma cópia de cada cromossoma - dizem-se haplóides); existem organismos com 4 cópias de cada
cromossoma por célula - tetraplóides (como por exemplo, o sapo africano e a batata branca), e outros com oito cópias Em cada célula
humana existem cerca
- octaplóides (como por exemplo, o morango). de 2 metros de ADN.

- De organismo para organismo, o número total de cromossomas por célula varia. Vejamos o exemplo: à exceção dos
gâmetas, as células humanas contam 46 cromossomas (23 pares); já um morango tem 56 cromossomas em cada uma
das suas células.

- É nos cromossomas, mais especificamente no DNA, que se encontra armazenada a informação que codifica a
‘vitalidade’ de cada um de nós, seres vivos. Ou, no caso de alguns vírus, as instruções que permitem a sua replicação
no hospedeiro que infetam.

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Recorde com os
- Através de um processo complexo e finamente regulado, o DNA é continuamente ‘lido’ e codificado sob a forma de
alunos alguns conceitos proteínas, assegurando dessa forma as funções vitais das células.
da síntese proteica, como
a transcrição e tradução.
- Apenas uma pequena parte do DNA, a correspondente aos genes, é codificada em proteínas, sendo que a respetiva
percentagem varia com a complexidade do organismo. Por exemplo no humano, apenas ~ 1,5% do seu genoma (~
25,000 genes) é expresso e codificado em proteínas. O restante DNA não é transcrito nem traduzido em proteínas; no
entanto, desempenha um importante papel na regulação da expressão dos genes, nomeadamente na transcrição. Atua
também na condensação da cromatina e durante o processo de replicação do DNA.

I. Estrutura química do DNA

- Quando Gregor Mendel, baseado nas suas experiências com a ervilheira, estabeleceu os 3 princípios da transmissão
dos caracteres hereditários (1865), ainda nada se sabia sobre a existência do ADN (ou DNA, na sigla inglesa) e muito
menos conhecida era a sua composição e estrutura. Foi passado quase um século (1953) que James Watson e Francis
Quimicamente, Crick descobriram a estrutura de dupla-hélice do DNA, sendo descrita com as seguintes características (que ainda hoje
todas as células são prevalecem):
constituídas por
macromoléculas (para • A molécula de DNA tem uma estrutura tridimensional enrolada em forma de dupla hélice. As duas cadeias que a
além de outras moléculas constituem estão unidas através de ligações de pontes de hidrogénio entre nucleótidos complementares, estes por
mais pequenas):
proteínas, lípidos,
sua vez unidos entre si por grupos fosfato.
hidratos de carbono e • Cada nucleótido no DNA é composto por uma base azotada (adenina, timina, citosina ou guanina), um açúcar
ácidos nucleicos. Cada (desoxiribose) e um grupo fosfato, todos ligados por ligações covalentes. As adeninas (A) de uma cadeia ligam-se
uma destas classes de
macromoléculas tem sempre às timinas (T) da cadeia complementar e as citosinas (C) emparelham sempre com as guaninas (G) e vice-
a sua função na célula, versa. É através de ligações de hidrogénio entre as bases azotadas, 2 ou 3 ligações dependendo do par de bases
podendo estar envolvidas
emparelhado, que as duas cadeias se unem.
em diversos mecanismos
de sinalização, • Cada cadeia de DNA tem uma extremidade 5’ e outra 3’. Cada grupo fosfato liga o carbono na posição 3’ de um açúcar
comunicação, transporte, ao carbono 5’ do açúcar seguinte. A informação contida na sequência de DNA (os genes e sequências reguladoras)
suporte, expressão e
regulação génica. lê-se da extremidade 5’ para a 3’.
• As duas cadeias de DNA estão dispostas paralelamente e ‘correm’ em sentidos opostos – dizem-se antiparalelas: o
nucleótido da extremidade 5’ de uma cadeia liga-se ao nucleótido da extremidade 3’ da cadeia complementar.
• A composição química das bases azotadas permite, através de ligações de hidrogénio, que outras moléculas se
liguem ao DNA, nomeadamente proteínas importantes na sua replicação e na expressão dos genes.

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III. Regulação da expressão génica Todas as células de


um organismo têm a
- Os processos de regulação da expressão dos genes determinam a identidade e funcionamento das células. mesma composição
genética. Em cada tipo
celular, é a ativação (i.e.,
- Sequências de nucleótidos não-codificadores (p.ex. promotores e reguladores situados a montante dos promotores) a transcrição) de uns
genes em deterimento
funcionam como locais de ligação a proteínas (RNA polimerase, indutores e repressores) cuja interação com o DNA
de outros que vai
determina a transcrição dos genes (a jusante dos promotores). determinar a identidade
da célula. Por exemplo,
uma célula da pele é
- Nos eucariontes existem outros mecanismos celulares que também regulam a expressão génica. São eles: 1) o estado uma célula da pele e
de condensação da cromatina – uma maior ou menor condensação da cromatina aumenta ou diminui o acesso da RNA não uma célula nervosa
polimerase ao promotor e, consequentemente, ativa ou inibe a transcrição de um determinado gene; 2) o processo de porque os mesmos
genes são expressos
excisão alternativa – a remoção de diferentes intrões a uma mesma molécula de pré-mRNA -, permite que um mesmo (estão ‘ligados’) na
gene transcrito origine duas proteínas distintas. célula da pele mas não
são expressos (estão
‘desligados’) na célula
IV. Mutações nervosa, e viceversa.

- Qualquer dano, à estrutura química do DNA, se não for reparado, resultará na perda da integridade e, potencialmente,
da estabilidade da molécula. Alterações na identidade dos nucleótidos resultam em mutações, com efeitos benéficos A membrana celular,
que separa cada célula
ou prejudiciais para o indivíduo (ou ser vivo). Entre as mutações benéficas incluem-se aquelas que conferem vantagens do exterior, constitui
na adaptação ao meio ambiente (p.ex. mutações que tornam bactérias resistentes a antibióticos). Várias doenças, por uma dupla barreira para
outro lado, resultam diretamente de mutações (p.ex. a anemia falciforme). a célula: por um lado,
mantém a integridade
dos seus constituintes
- Uma mutação nem sempre resulta num efeito no organismo. As células (eucarióticas e procarióticas) ao longo da e, por outro, impede os
compostos de passarem
evolução desenvolveram mecanismos capazes de detetar e reparar os vários erros que podem ocorrer no DNA, sejam
livremente de e para a
eles provocados por condicionantes externas, como a radiação UV ou o fumo do tabaco, ou fatores internos, como erros célula.
na replicação do DNA durante a divisão celular.

V. Extração de DNA e a Biotecnologia Recorde com os


seus alunos os seguintes
conceitos: organismos
A descoberta do DNA permitiu não só compreender como as células regulam o seu metabolismo mas também como geneticamente
modificados; clonagem;
as características hereditárias são transmitidas entre gerações. Para além das implicações diretas no conhecimento da sequenciação.
biologia das células, as conclusões de estudos do DNA têm permitido grandes avanços na compreensão da genética

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de doenças. Paralelamente, tem possibilitado o aparecimento de inovadoras práticas biotecnológicas com impacto
Mais sobre ratinhos
knockout em http:// relevante, não só em procedimentos de investigação básica como aplicada - a Biotecnologia.
learn.genetics.utah.edu/ O sector da indústria farmacêutica, por exemplo, tem beneficiado de todo o conhecimento desde que se descobriu o
content/tech/transgenic/
DNA e o código genético: hoje em dia é possível, a partir do DNA, produzir grandes quantidades de proteínas importantes
para o tratamento de doenças, acessíveis a todos na forma de vacinas e/ou medicamentos. Repercussões semelhantes
foram sentidas nas áreas do ambiente e agricultura.
Outro tipo de Isolar e purificar DNA de células animais ou plantas, de fungos ou bactérias é tarefa diária dos investigadores em
técninas usadas em Biologia Molecular, quer para aqueles que procuram compreender a origem de certas doenças humanas como os que,
Biotecnologia:
- Técnica de DNA
por exemplo, procuram melhorar a produtibilidade de determinada planta. Através do seu isolamento, os cientistas
recombinante; conseguem obter e estudar genes que de outro modo seriam difíceis de aceder, devido às restrições impostas pela
- Produção de bactérias própria constituição química e biológica das células.
geneticamente
modificadas; Uma vez isolado o DNA, os cientistas conseguem por deleção de determinado gene inativar a função desse gene nas
- Síntese de DNA células. A inserção do gene mutado nas células faz-se com a produção de organismos designados knockout (é comum
complementar;
- Electroforese;
utilizar-se o ratinho, a mosca da fruta e plantas). É assim que os cientistas conseguem estudar o efeito daquele gene
- PCR. mutado no funcionamento das células.
Uma vez isolado o DNA, é possível aumentar a função de determinado gene, quer por inserção de cópias extra do gene
ou por aumento da síntese da proteína por si expressa. Desta forma, os cientistas conseguem analisar em maior detalhe
a função do gene.
A técnica comummente usada para extrair DNA é a prova viva de que, algures na história recente da ciência, foram
ultrapassadas as barreiras impostas pela célula e que nos separavam do DNA. Desde que esta possibilidade surgiu, as
técnicas de biologia molecular foram melhoradas e novas foram introduzidas – Biotecnologia - , sendo hoje possível
manipular, modificar, clonar e/ou multiplicar genes – Engenharia Genética.

A visualização da estrutura em dupla-hélice da molécula de DNA não é possível a olho-nu e nem mesmo o microscópio mais potente consegue
captar essa imagem. Só através de uma técnica de cristalografia por difração de raios-X é possível obter imagens que revelam a sua estrutura. Esta
foi a mesma técnica que Rosalind Franklin (conhecida biofísica britânica) usou quando, um pouco antes da publicação do modelo proposto por
J. Watson & F. Crick, apresentou, junto da comunidade científica uma fotografia de um cristal de ADN. Foi nesta fotografia que Watson e Crick se
basearam em grande parte para construir o modelo teórico da dupla hélice.

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- FOLHA DE REGISTO (GRUPO OU INDIVIDUAL) -

Nome da atividade:

Membros do grupo:

O que sabemos sobre este O que ainda não sabemos Como podemos O que observámos? O que aprendemos?
tema? e queremos descobrir? descobrir?

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