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15/02/2018 Magnetismo animal – Wikipédia, a enciclopédia livre

Magnetismo animal
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Magnetismo animal, magnetismo curativo ou
biomagnetismo[1][2] é a faculdade que o chamado
magnetizador teria em transformar; o fluido cósmico universal
em fluido magnético, e este por sua vez entrando nas nádis, vias
energéticas do ser humano, em fluido vital[3]. O mesmerismo foi
organizado como doutrina e defendido pelo médico suábio Franz
Anton Mesmer,[4] inúmeras vezes acusado de charlatanismo
[5][6][7][8][9] e outras tantas vezes denotado como sábio.[10][11][12]

Magnetismo animal
Fundamentado como doutrina, o mesmerismo com seu
conjunto de aforismos criam as bases para práticas terapêuticas.
Este se desenvolveu no final do século XVIII e teve seu período áureo até o fim do século XIX. Foi relatado como um
dos primeiros movimentos em larga escala a trazer atenção para o desenvolvimento do mundo acadêmico ocidental
para os fenômenos paranormais.[13][14]

Foi afirmada uma ciência coadunante com a filosofia e a religião,[15] buscando a melhor compreensão, não apenas do
universo tangível, mas também do universo energético e fluídico.[16]

Índice
Etimologia
Magnetismo pré-mesmérico
Na antiguidade
A medicina magnética do Séc XVII
Era mesmérica
O Tratamento da senhorita Paradis
As primeiras fundamentações escritas sobre o Mesmerismo
As propostas de Memória sobre a descoberta do magnetismo animal
A tina de Mesmer e as crises magnéticas
O conselho contra o magnetismo animal
As principais correntes de magnetismo
Os psicofluidistas e o sonabulismo
Espiritualista
Os imaginacionistas
Controversas científicas
Na França
A comissão de Louis XVI
O relatório de Husson
Dubois e sua rejeição dos protocolos experimentais
Na Europa
Nos Estados Unidos
No Brasil

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Novas pesquisas

Desenvolvimento do Mesmerismo
Magnetismo e Hipnotismo
Sonâmbulos e videntes
O magnetismo e o espiritismo
O magnetismo animal e política
O magnetismo animal perante a filosofia
O magnetismo animal na arte e na literatura
Magnetismo animal e a ciência moderna
Sensor quântico detecta assinatura magnética do corpo humano
Magnetismo moral
Ver também
Notas e referências
Referências
Bibliografias
Bibliografias em Português (Nacional ou traduzida)
Bibliografias Internacionais
Antes da Revolução Francesa
No XIXº século
Bibliografia contemporânea

Ligações externas

Etimologia
O termo magnetismo animal surgiu como um neologismo, mais precisamente de
uma palavra-valise em junção com uma palavra adjetiva (magnétisme +
animus), sem se tornar necessariamente um morfema, que seria a doutrina dos
estudos e dos atributos animais análogos as condições do magnetismo
mineral[17].

A palavra magnetismo (do francês magnétisme, estudo das propriedades dos


ímãs) provém do grego, magnes, "ímã", e este do francês antigo, isme, "doutrina"
[17].

E da palavra "animal" (do latim animus, por seu significado raiz, "respiração"), vem especificamente para identificar
sua potencialidade como uma qualidade pertencente aos seres viventes[17].

As línguas antigas não possuem um termo que tenha um sentido preciso para exprimir o que os magnetizadores
entendiam por essas palavras, até o fim da idade média. Quase todos os etimologistas estão de acordo em relacionar a
origem raiz lexicográfica à magnes[17].

Tem o magnetismo animal outras heteronomias como o magnetismo humano[18], magnetismo curativo[19]
magnetismo pessoal[20], magnetismo vital[nota 1], medicina magnética[21] e o biomagnetismo[22].

Magnetismo pré-mesmérico

Na antiguidade

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Um papiro foi descoberto nas ruínas de Tebas no Egito descrevendo as seguintes palavras que expunham a pré-ideia
do mesmerismo:

“ Coloca a mão sobre o doente para acalmar a dor e diz (diga) a dor que pare[17].

Entre 2500 e 2700 anos antes de Cristo, já existia a[23] medicina oriental descrita
como uma "sistematização" de tratamento catalogado como uma das mais antigas
formas de medicina do mundo.[24][25] Efetivada por vários tratados como
inquestionável e chamada como Medicina tradicional, discursa sobre temas similares ao
magnetismo, como por exemplo o[26] sistema de circulação da energia pelos meridianos
do corpo humano.[27][28]

Os Magos caudeus e os brâmanes da Índia antiga curavam pelo olhar magnético, e


por meio deste, os assistidos caiam em estado de sono[29].[30] Os egípcios foram
altamente influenciados, religiosamente, pelas características indianas, os quais
empregavam na cura das doenças com passes magnéticos. Assim disse Diodoro de
Diagrama do
Sicília:
"Meridiano" do
estômago
“ (...)doentes chegavam em multidão ao templo de Ísis, para
ai serem adormecidos pelos sacerdotes. A maior parte dos
pacientes caíam em crise e indicavam, eles mesmos, o
tratamento que os devia reconduzir à saúde (...) havia
entre os egípcios , em todas as épocas, pessoas dotadas
da faculdade de curar por meio da aposição de mãos e de


insuflações, conseguindo fazer desaparecer doenças tidas
como incuráveis.[30]
Na Grécia antiga seu povo bebeu nas fontes do conhecimento egípcio e não tardou em equipara-los e até a subjugá-
los com seu "magnetismo humano"[nota 2]

Aristóteles que viveu entre 384 e 322 antes de Cristo desenvolveu teorias sobre a
atuação das forças magnéticas, em seu “Tratado sobre a alma”, para fazer uma analogia
entre a ação da alma, que seria a gênese do movimento dos animais, com analogia à ação
do Ímã, que gera o movimento em um pedaço de ferro[31]. Entre os anos de 98 e 55 a.C.
Lucrécio, um dos primeiros a defender a teoria atômica entre os filósofos, tentou
descrever a atuação da força magnética do Ímã sobre o ferro. E em seu livro VI do
Tratado-Poema “Da natureza”, relata que os átomos do material magnético expulsariam
o ar presente entre eles e o ferro de modo que este seria tracionado pelo ar em direção à
magnetita. Estas ideias de caráter místico e sobrenatural, para a época, ao redor do
magnetismo impulsionou, principalmente na Idade Média, a possibilidade de curas Avicena

provenientes de “usos medicinais” da magnetita e outros ímãs, o qual mais tarde


impulsionaria Paracelso a criar seus tratados sobre a cura através do magnetismo animal[32]. Na Gália, os druidas e as
druidesas eram magnetizadores por excelência, como atestam muitos historiadores[30][33][34][35] . Sua medicina
magnética ficou tão referenciada que vinham pacientes de todos os lugares[30]. A percepção do Magnetismo Animal
no ocidente foi denotado no primórdio da medicina por Hipócrates[36] e fundamenta-se nas manifestações e nos
ensinamentos de Paracelso, de Rudolph Göckel der Ältere[37].Suas bases são desenvolvidas e compreendidas como
uma doutrina de cunho filosófico voltada para o aperfeiçoamento moral do homem, que acredita na possibilidade de
auto desenvolvimento psíquico moral.[38]

“ Médicos experientes podem confirmar que o calor que flui das mãos, quando
aplicado em doentes, é altamente salutar. Enquanto deixo minhas mãos sobre ”
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meus pacientes, sinto como se uma força puxasse para fora as dores dos locais
afetados, assim como diversas impurezas[39]
Quem obteve grande exito neste assunto foi Simão o "Mágico", que soprando os
epiléticos, acabava com o mal que os consumiam[30]. Entre os anos 77 e 79 d.C Plínio, o
Velho[40] escreveu o livro Naturalis Historiae e no livro VII nos diz:

“ Havia em Hellespont, uma espécie de homens chamados


"Ophiogènes"[41][nota 3], que tinham o dom de curar, pelo
tato, as mordidas das serpentes e de fazer sair todo o
veneno do corpo, nele aplicando somente a mão... alguns
homens têm uma virtude medicinal em certas partes do
corpo, como a que diziam possuir o dedo polegar do Rei
Pirro ”
e em seguida explana conceitos teóricos que chocariam em similitude com textos Hipócrates
mesméricos[44].

Próximo aos anos 1000 d.C. Avicena em sua obra Da natureza (I.6), admite a ação que um indivíduo pode exercer
sobre um outro, no qual ele atribui à alma um poder considerável, que pode não somente agir sobre seus corpos,
como também sobre outros corpos[17].

“ Ela pode atrair corpos distantes, exercer sobre eles uma ação equilibrante ou


desequilibrante; em uma palavra, produzir; em certos casos, a saúde e a
doença[45].

A medicina magnética do Séc XVII


Magnetistas e magnetizadores do século XVII, que se apresentam com uma sabedoria similar ao mesmerismo atual,
têm, em sua maioria, a ascendência - os pais fundadores da filosofia natural - tais como o médico suíço Paracelso[46],
Roger Bacon e Pietro Pomponazzi[47]

Marsílio Ficino no ano de 1460, Cornélio Agripa e Pietro Pomponazzi em 1500 iniciam as bases do magnetismo para a
posteridade[30].

Paracelso (1493-1541) foi o principal defensor desta "primeira e tímida aproximação


entre o magnetismo e a biologia". Arnaud de Villeneuve foi buscar nos conhecimentos
descritos pelos autores árabes, conceitos magnéticos. Atingindo seu objetivo, seu êxito
foi tamanho que acabou sendo condenado pela Sorbona. Eles apresentam a saúde como
um estado de harmonia entre o microcosmo individual e o macrocosmo celestial que
contém fluidos e influências ocultas de todos os tipos[48]. Segundo Paracelsus, o poder
interno da alma pode ser exteriorizado do corpo que anima e agir sobre outros corpos,
independente da vontade e as imaginações dos outros[49]. Para ele, a vontade e a fé é a
excelência para o potencial magnético, representando o poder de agir sobre os
outros[49].

Robert Fludd, médico Inglês influenciado por Paracelso[50], tornou-se convencido dos
Paracelso
atributos dos efeitos médicos da "pomada de simpatia". Também entre os representantes
deste movimento está o cientista alemão Rudolph Glocenius. Gockel considera a
natureza regida por uma força motriz, em todos os lugares, que consiste na lei da atração e repulsão[51]. O médico
belga Jean Baptista van Helmont desenvolveu ideias semelhantes às de Gockel[52]. Para Gockel e Van Helmont, o
magnetismo, com a sua dimensão teórica e parte prática, os levariam ao domínio da magia.

qualquer ciência oculta que se eleva acima da que adquirimos através da


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“ observação e cálculo é mágica; todos os poderes que não pertence a uma ação
mecânica é um poder mágico. ”
Para ele, todo homem pode influenciar seu companheiro remotamente se um acordo entre o operador e o paciente for
criado, e se a sensibilidade do paciente foi realizada[53].

Athanasius Kircher, alemão, determinou em seu tratados que o magnetismo atua como
um princípio ao qual explica todos os fenômenos naturais e sobrenaturais ainda não
estudados. Ele explica o "magnetismo do amor", como uma lei básica cósmica da atração
entre os seres vivos, atração essa que é a fonte de ligações do amor entre os seres e que
também e responsável pela cura de doenças pelo tratamento magnético[54]. Após estas
referências mesmeristas incluíram também o médico escocês William Maxwell que
referenciou temas similares em 1679[55] e Ferdinand Santanelli em 1723[56].

Era mesmérica
Franz Anton Mesmer (1734 - 1815), médico alemão, formado
em medicina pela Universidade de Viena[57], teólogo pela Athanasius Kircher
Universidade de Ingolstadt[57] e doutor em filosofia pela
Universidade Jesuíta de Dillingen[57] foi quem postulou a
existência de um fluido magnético universal o qual poderia
fazer uso terapêutico. Introduziu o termo magnetismo animal
em 1773 na mesma época que inicia o tratamento da prima de
Mozart.

Mesmer queria ter condições de interpretar racionalmente os


fenômenos e energia que, conectada ao corpo humano, seria responsável por muitas
manifestações, entre elas; transes e curas.[13][58] E, como tal, denotavam-no referir-se ao
irracional ou a magia[59]. Enquanto ele queria fundamentar o magnetismo como ciência,
trazendo este da condição sobrenatural para um estudo das propriedades de uma
Descrição de
condição natural, isso levou por seus detratores a divulgar sobre ele o arquétipo de charlatismo referindo
charlatão[60] e ao magnetismo animal a condição de uma pseudociência[61]. Desde que ao magnetismo animal
se tornou público, o magnetismo animal virou objeto de controvérsia, principalmente na como "Dedo mágico"
França, onde a Faculdade de Medicina condenou a não ser praticado pelos médicos
desde o ano de 1784. Isso não impediu que o magnetismo animal continuasse a se espalhar de várias formas, pois
alguns magnetizadores continuaram a atribuir os efeitos dos estudos de Mesmer aos fluidos, outros atribuindo-lhes a
vontade e outros ainda a imaginação do magnetizador e magnetizado.

François Deleuze afirmava ser a vontade a matriz e motriz responsável pela atuação dos fluidos, e que se fosse pela
imaginação não haveria como os vidente sonâmbulos perceberem sua atuação em objetos inanimados mesmo sendo
imantados sem que as cobaias estivessem próximas[62]. Os que defendiam a ideia das imaginações serviram de fonte
para as teorias da hipnose desenvolvidas por médicos como James Braid[63] ou Ambroise-Auguste Liébault. E outros
ainda denotam o processo magnético em estreito contato com espíritos[64]. Franz Anton Mesmer publicou em 1766,
em Viena, De l'influence des planètes sur le corps humain (A influência dos planetas sobre o corpo humano). Foi
fortemente influenciado por Newton, Galileu, Kepler, Copérnico e pelos Aforismos de Hipócrates, além de seu mestre
professor Universitário[65]. Mesmer é descrito como plagiador de alguns autores como o caso de Richard Head[66].
Depois viria uma injúria do padre jesuíta Maximilian Höll (Hell) sobre a descoberta do uso terapêutico de placas
magnéticas as quais Mesmer as achavam sem utilização, onde as mesmas só seriam úteis após serem transformadas
em magnetos mesméricos, o que não ocorreria se não fossem mesmerizados[66].

“ Os escritos de Padre Höll repetido sobre este assunto, entregou ao público, sempre
ávido por uma específica contra a doença do nervo, a opinião infundada, ou seja, ”
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que a descoberta em questão consistiu apenas no uso do ímã. Eu escrevi a minha


vez de destruir este erro ao publicar a existência do MAGNETISMO ANIMAL,
essencialmente distinta do ímã; mas o público avisado por um homem de
reputação, permaneceu em seu erro[67].
Após sua retificação, e subtraído o magnetismo mineral de sua doutrina, é determinado que seu tratamento viria de
seu potencial magnetizador, nascendo então o nome Magnetismo Animal. No ano de 1775, os exorcismos do Padre
Johann Joseph Gassner começaram a ser investigados por uma comissão nomeada por Maximilian Joseph III da
Baviera após este eleito. Esta mesma comissão intima Mesmer ir a Munique e em 27 de Maio 1775 ele prova sua
capacidade de fazer surgir e desaparecer nos pacientes vários sintomas sem o uso de exorcismo[68]. No dia seguinte,
na presença do Tribunal e da academia, ele diz:

“ Gassner curou os doentes por magnetismo animal sem perceber . A partir desta


perspectiva, podemos considerar a relação entre o magnetizador e o
magnetizado[69].

O Tratamento da senhorita Paradis


Maria Theresia von Paradis foi tratada por Mesmer, do final de 1776 até meados de 1777.
Tal tratamento foi capaz de realizar uma melhora temporária em seu quadro de cegueira,
isso até ela ser removida de seus cuidado, em meio as preocupações. Tendo por um lado
o escândalo por se tratar com um acusado de charlatanismo, e por outro, a potencial
perda da pensão disponibilizada pela rainha à Maria Theresia, caso perdesse sua
deficiência [70]. De qualquer forma, nestas condições a cegueira voltou
permanentemente, e o Dr. Mesmer, com seus detratores afirmando falha no tratamento
da famosa pianista cega [71], o descreveram como um charlatão e ele sai de Viena, porém
defendendo-se com a seguinte inscrição:

“ O pai e a mãe da senhorita Paradis, testemunhou a sua


cura, e dos progressos que ela fazia no uso de seus olhos,
apressou-se a espalhar este evento e satisfação. Acorreu
Maria Theresia von
Paradis

à minha casa uma multidão para disso se assegurar; E


cada um, depois de colocar o paciente a uma espécie de


teste, se retirava admirados, dizendo as coisas mais
lisonjeiras.[72]

As primeiras fundamentações escritas sobre o


Mesmerismo
Em fevereiro de 1778, Mesmer chegando a Paris, mudou-se para a Place Vendôme, número dezesseis. Tentou, sem
sucesso, obter reconhecimento da Académie des Sciences, da Société Royale de Médecine e da Faculté de médecine de
Paris. Retirando-se para a aldeia de Créteil[73] publicou seu artigo: Memória sobre a descoberta do magnetismo
animal em 1779[74] com o apoio do seu primeiro grande convertido o médico Charles Deslon.

As propostas de Memória sobre a descoberta do magnetismo animal

“ 1. Existe uma influência mútua entre os corpos celestiais, a Terra e os homens.


2. Um fluido distribuído, e continuo de modo a não sofrer nenhum vazio, a sutileza não permite

qualquer comparação, e que, por sua natureza, é capaz de receber, propagar e comunicar todas
as impressões do movimento, é o meio desta influência.
3. Essa interação é sujeito a leis mecânicas, até agora desconhecida.
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4. O resultado desta ação resulta efeitos alternativos, que podem ser considerados como um fluxo
e refluxo.
5. Este fluxo e refluxo é mais ou menos gerais, mais ou menos em particular, mais ou menos
composto, de acordo com a natureza das causas que o determina.
6. É através desta operação (a mais universal dentre aquelas que a Natureza nos oferece) como
relações de atividade são exercidas entre os corpos celestes, a terra e suas partes constitutivas.
7. As propriedades do Matéria do corpo organizado dependem disso.
8. O corpo do animal experimenta os efeitos alternativos deste agente; E se infiltra na substância
dos nervos, afetando-os imediatamente.
9. Isso é particularmente evidente no corpo humano, as propriedades semelhantes às do ímã;
podemos distinguir vários pólos opostos também e, que podem ser comunicados, alterados,
destruídos e reforçados; o fenômeno da inclinação também é observado.
10. A propriedade corpo animal que o torna suscetível à influência dos corpos celestes, e a
interação das pessoas em torno dele, que se manifesta por sua analogia com o ímã, me
determinado a nomear como MAGNETISMO ANIMAL.
11. A ação e a virtude do magnetismo animal, assim caracterizado, podem ser transmitidas aos
demais corpos animados e inanimados. Uns e os outros são, contudo, mais ou menos
suscetíveis.
12. Esta ação e virtude pode ser fortalecido e se espalhou pelos mesmos corpos.
13. Observa-se na experiência o fluxo de um material cuja sutileza penetra todos os corpos sem
perder a sua atividade significativamente.
14. Sua ação ocorre em uma distância remota, sem a ajuda de qualquer organismo intermédio.
15. Ela é aumentada e refletida por espelhos, como a luz.
16. Ele é transmitido, propagado e aumentado pelo som.
17. Esta virtude magnética pode ser acumulada, concentrada e transportada.
18. Eu tenho dito que os corpos animados não têm a mesma probabilidade: é o mesmo, embora
muito pouco, que se opuseram como uma propriedade que sua mera presença destrua todos os
efeitos do magnetismo em outro corpo.
19. Esta virtude oposta também penetra todos os corpos; ela também pode ser transmitida,
propagada, acumulada, concentrada e transportada, refletida por espelhos, e propagado por
som; que não é apenas uma privação, mas virtude oposta positiva.
20. O ímã quer seja natural ou artificial, bem como outros corpos, susceptíveis do Magnetismo
Animal, e até mesmo da virtude oposta, sem em um ou em outro caso, sua ação sobre o ferro e
a agulha não sofra alteração; o que prova que o princípio de magnetismo animal difere
essencialmente da do mineral.
21. Este sistema irá fornecer novos esclarecimentos sobre a natureza do Fogo e da Luz, bem como
a teoria da Atração, Fluxo e refluxo do ímã e Eletricidade.
22. Isso fará com que percebam que o ímã e a eletricidade artificial têm relação com as doenças,
propriedades comuns com vários outros agentes que a Natureza nos oferece e que, se
resultarem alguns efeitos úteis da administração destes, eles são devidos a Magnetismo Animal.
23. Nós reconhecemos pelos fatos, de acordo com as regras práticas que hei de fazer, que este
princípio pode curar imediatamente doenças dos nervos, e outros mediatamente.
24. Com a sua ajuda, o médico é iluminado sobre o uso de medicamentos; ele aperfeiçoa a sua
ação, e que provoca e dirige crises salutares, de modo a tornar o seu dirigente.
25. Ao comunicar o meu método, vou demonstrar uma nova teoria da doença, a utilidade universal
do princípio que lhes proponho.
26. Com esse conhecimento, o médico certamente irá julgar a origem, a natureza e o progresso das
doenças, ainda mais complicado; que irá impedir o aumento, e ter sucesso em sua cura, sem
nunca expor o paciente aos efeitos perigosos ou consequências infelizes, qualquer que seja a
idade, temperamento e sexo. Mesmo as mulheres durante a gravidez e quando do parto
gozarão da mesma vantagem.

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27. Esta doutrina, por fim, que o médico em um estado de bem julgar o grau de saúde de cada
indivíduo, e de preservá-lo das doenças sobre as quais ele possa ser exposto. A arte da cura
vai chegar a sua perfeição final[67][75].

De acordo com Franz Anton Mesmer o magnetismo animal é a capacidade de curar o paciente através do fluido
natural que o magnetizador seria capaz de acumular e transmitir através da magnetização [76] através e pelo corpo.

Sendo Mesmer criador da teoria unitária que descreve o entrelaçamento entre o homem e o universo[77], o Sr.
Alphonse Luís Constant em relação a estas propostas, referência tal informação com as seguintes palavras:

“ Mesmer teve a gloria de encontrar, sem iniciador e sem conhecimentos ocultos, o


agente universal da vida e de seus prodígios; seus Aforismos que os sábios de seu
tempo deviam considerar como tantos paradoxos, virão um dia a ser as bases da
síntese física. ”
Sendo fortemente atacado pela Faculdade de Medicina de Paris, Mesmer publica panfletos e artigos defensivos na
Gazette de Santé e no Journal de médecine [78] e sua influência lhe proporciona clientes e defensores como o marquês
de Lafayette, o advogado Nicolas Bergasse e o banqueiro William Kornmann. Além disso, nos seus Resumo histórico
dos fatos relativos ao Magnetismo Animal, publicado em 1781, Mesmer respondeu a seus adversários em "alto e bom
tom"[79] .

A tina de Mesmer e as crises magnéticas


Mesmer admitindo cada vez mais pacientes, e incapaz de
magnetizá-los individualmente, em 1780 introduziu um
novo método de tratamento coletivo com sua baquet
(tina),[80] através da qual ele poderia tratar mais de
trinta pessoas ao mesmo tempo[80]. Eram dispostas as
pessoas em torno desta celha, a qual, na parte superior
dispunha de hastes de metal, que era tocada pelos
doentes, que logo entravam em "crise curativa".

Mesmer neste período já contava com o auxílio de


assistentes, vestido com seda lilás e portando uma barra
de ferro com comprimento de dez a doze polegadas, eles
"magnetizava" as partes doentes do corpo de
pacientes[81]. Mesmer geralmente realizava as sessões de magnetismo com o tocar do Fortepiano ou pelo som distinto
da Glass Harmônica [80], instrumento este inventado por Benjamin Franklin em 1762.

No período destes tratamento coletivo, em torno da tina de Mesmer, fenômenos


manifestavam-se contagiantes denominados "crises magnéticas", durante o qual as
mulheres ricas da sociedade perdiam completamente o seu controle, caiando em
"histéria", desmaio e convulsões ... A testemunha descreve uma crise detalhada:

“ A respiração foi levado às pressas; Ela estendeu os braços


atrás das costas, torcendo acentuadamente, e inclinando-
se o corpo para a frente; houve uma agitação geral de todo Harmônica de vidro,
o corpo; a pressão dos dentes tornou-se tão alto que podia similar a usada por
ser ouvido do lado de fora; ele mordeu a mão, e forte o Mesmer
suficiente para que a marcas dos dentes permaneceram
acentuada[82]. ”

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Esses ataques são descritos por Mesmer, como contendo um devido valor terapêutico[83]. O fluido vital, este por sua
vez reforça-se pelos passes magnéticos, superando o obstáculo que se opuseram à sua circulação no corpo do
paciente[17][84]. Em casos de convulsões violentas, os pacientes eram levados para uma sala acolchoada chamada sala
de crise, onde ali ficariam até que as mesmas cessassem[17][85][86], com o objetivo de precaver machucados.

No consultório de Franz Anton Mesmer, continha quatro baquets, das quais: uma era reservada para as pessoas sem
condições financeira, e as demais, suas ocupações deveriam ser reservadas com antecedência, ao custo de 300 Louis
d'or por mês[87].

O conselho contra o magnetismo animal


Em 1781 o Rei Luis XVI, sua esposa e membros de sua corte, solicitaram à Academia Francesa de Ciências que
investigasse Mesmer e suas supostas curas. A academia nomeou uma comissão composta por: Benjamin Franklin,
Antoine Lavoisier, o então prefeito de Paris Jean Sylvain Bailly e Joseph-Ignace Guillotin. Esta comissão foi
encarregada de investigar Mesmer e suas afirmações de cura. Um dos testes se constituiu na magnetização de uma
árvore por um preposto de Mesmer, e a posterior identificação desta por um jovem com os olhos vendados. Ele deveria
identificar a árvore que apresentasse maior força magnética. O rapaz reportou várias sensações e afirmava que a força
magnética estava aumentando mesmo quando se distanciava da árvore. O experimento terminou com o rapaz
desmaiando.[88]

O conselho refutou o mesmerismo, mas confirmou os trabalho realizado por Mesmer, alegando ser estes realizados
pela sugestão[89]

As principais correntes de magnetismo


Quando Mesmer deixou Paris em 1785, a prática do magnetismo animal estava prosperando, apesar das proibições da
faculdade, o mesmerismo foi representado por três correntes principais[90] e apenas surgindo uma nova corrente após
a Restauração Francesa:

Os mesmeristas explicavam as mudanças fisiológicas e psicológicas provocadas pelo magnetização com foco
em fluxo de fluido. Sua concepção dominante resolutamente materialista e fisicalista, está próximo aos dos
médicos, como Désiré Pététin, preferem falar de eletricidade vital.
Os psicofluidistas[91] vêem a vontade como o verdadeiro agente da ação magnética, mas mantêm a premissa
de um fluido como um veículo curativo. Os teóricos dessa corrente reivindicam a razão, acreditando que o
sonambulismo revela os potenciais e premissas latentes da alma.
Os Espíritualistas foi uma corrente vinculada a um ramo místico de Maçonaria[92] os quais como os
Espíritas[3][93][94][95][96][97][98][99][100][101][102][103][104][105][106][107][108][109] (que só surgíram após a
Restauração Francesa) pensam que seus pacientes reagem diretamente sobre a reação da vontade e da
oração. Podendo relatar ainda que, durante os transes, tais magnetizados, entram em contato com anjos ou
espíritos.
Os imaginacionistas surgiram após a Restauração, para os quais, nem a vontade do magnetizador, ou qualquer
fluido intervenientes eram reconhecidos como pautáveis em suas teorias. Para eles, o magnetismo é apenas
competências internas, colocando-os acima dos magnetizados em relação aos poderes da imaginação, o que
poderia alterar drasticamente a totalidade psico-orgânico do mesmo.

Os psicofluidistas e o sonabulismo
Admitindo-se a hipótese de um fluido universal, os psicofluidistas, conduziam suas teorias, mas insistentemente,
defendendo o potencial que é a vontade do magnetizador e sua convicção com o magnetismo[76], para realização do
tratamento de seu paciente. Além disso, para eles, a vontade do operador, em vez de impor a vontade ao paciente,
seria somada com a do mesmo, sendo assim, o sucesso é a soma das vontades e adminículo dos dois.

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O Marquês de Puységur, oficial da artilharia, Armand Marie Jacques de Chastenet, foi


seu maior divulgador. Sendo ele, um dos primeiros persuadido por seus dois irmãos
mais jovens, a entrar na Companhia de Harmonia Universal, para seguir os
ensinamentos de Mesmer.

A inclusão prática do Marquês ao magnetismo se deu da seguinte forma: "como parte de


seu regimento em Estrasburgo estavam completramente ferido, veio seu interesse em
tratar os jovens soldados doentes".

O Iluminista, Marquês encontrava-se igualmente preocupado com a saúde de seus


vassalos e com disposição para trabalhar em sua terra, para o advento do progresso[110]. Amand Marie Jacques
Em 4 de maio de 1784, em repouso em sua área de Buzancy arredores de Soissons, de Chastenet de
Puységur
enquanto ele aliviava pelo magnetismo um jovem camponês, Victor. Então com 24 anos,
Puységur observa que em vez das convulsões da "crise mesmérica", Victor cair em um
sono tranquilo e profundo. Para sua surpresa, Victor, o camponês, embora aparentemente adormecido, manifestava-
se uma intensa atividade mental, o qual, era expressado sem o seu arcaico dialeto e com temas que ultrapassavam suas
condiçõpes cotidianas[17].

O Marquês de Puységur enquanto reproduzia estas experiências, nos dias seguintes outra coisa surpreende. Em seus
acessos chamado de "sonambulismo induzido" ou "sono magnético” [111], Victor parece capturar os pensamentos e
desejos do marquês, sem que fosse necessário formulá-los. Assim, como uma ordem, Puységur formulava um desejo
silencioso e Victor expunha-o, como se ele tivesse acesso direto ao que estava acontecendo na mente de seu
magnetizador. Além disso, enquanto em transe, Victor ajudava Puységur a diagnosticar os males de seus outros
pacientes e explicava como se comportar em relação a eles. Falamos de "lucidez magnética" para descrever a visão no
sonambulismo, a qual, discorre sua própria doença e de outros outro, indicando os remédios que melhor os
tratariam[112].

Puységur também descobriu que:

“ ...um sonâmbulo pode ver dentro de seu corpo, enquanto ele é magnetizado, pode


diagnosticar a doença, a previsão da data da sua cura, e até mesmo se comunicar
com os mortos e ausentes[113].
Ao acordar, Puységur observou que sonâmbulos esqueciam tudo o que acontecera com eles enquanto estavam
magnetizados[114]. Os fenômenos de "lucidez magnética" desafiavam a racionalidade do Iluminismo, em que eles
pareciam descrever que:

“ ... a consciência humana pode superar, em certas circunstâncias, os terminais do


assunto e restrições espaços-temporais, que pareciam inevitáveis para fiscalizar


seu exercício. Este tópico foi fechado para o tipo do pensamento axiomático
Iluminista[110].
Perante os fatos, descobrem que parecem apoiar a ideia de uma interligação virtual das consciências[110], Puységur
abandonaria a partir de então o axioma da consciência fechada. Para ele, esses fenômenos lúcido deveriam ser
estudados como são todas as outras faculdades humanas.

Em seguida, os pacientes se reúnem em Buzancy para tratarem com o marquês Puységur, que organiza os tratamento
coletivos em torno de um grande Ulmeiro[115]. E em 17 de maio do mesmo ano, o Marquês de Puységur escreveu a seu
irmão:

“ Eles se juntam em torno de minha árvore, havia mais de 130 pacientes esta
manhã[115]. ”
Uma testemunha descreveu a cena da seguinte forma:

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15/02/2018 Magnetismo animal – Wikipédia, a enciclopédia livre

“ Foi estabelecido em torno da árvore, vários bancos circulares, pedra, em que


sentou todos os pacientes, os quais envolvem com a corda as partes do corpo
doentes para sanarem seus sofrimentos. Em seguida, a operação começa, todos

formando a cadeia, e erguidos pelo toque do polegar. [...] O Sr. Puységur [...]
escolhe entre seus pacientes diversos temas, tocando em suas mãos e
apresentando sua varinha (barra de ferro de cerca de 15 centímetros), os quais
caem em crises perfeitas [...] Esses pacientes em crise, têm o poder sobrenatural,
de descrever [...] órgão afetado, a parte do sofrimento; Eles indicam os devidos
remédios que serão mais salutares a seus tratamentos, e o tempo que levará para
ser totalmente curado[116].
Conforme descreve alguns autores, as experiências de
Puysegur, permitiu às crenças populares dos camponeses,
Ulmeiro do Marquês de Puységur
relacionadas a curas, videntes e plantas medicinais. O que
também contribuiu para Puységur reestruturar essas crenças
foi a influência de sua leitura das obras de Jean-Jacques Rousseau[117][118].

Alguns sonâmbulos após realizar o diagnóstico de um paciente, descrevem o local da floresta onde se encontrará a
provável planta que irá curá-lo, fato não diferente dos textos em que o filósofo perto do estado de êxtase encontra-se
herborizado, como no livro devaneios de um caminhante solitário[119].

Em 1785, Victor leva o marquês de Puységur à Paris, para demonstrar suas descobertas, que se sucederam a algumas
relatadas por Mesmer. No mesmo ano, ele assumiu o comando de seu regimento de artilharia em Estrasburgo e criou
nesta cidade a Société harmonique des amis réunis onde treinara mais de 150 magnetizadores[120] e abriu muitos
centros de tratamento. A Société continuou a existir até 1789 a qual publicou numerosos artigos sobre os vários casos
tratados pelo magnetismo.

Homem do Iluminismo, Puységur começa a seguir as novas ideias da corrente revolucionária e fica encantado com o
rumo dos acontecimentos. Nomeado general de artilharia em 1791, cargo que renunciou em maio de 1792. Enquanto
seus dois irmãos se refugiaram no exterior, ele recusou-se a segui-los. Sob o terror da mesma "Revolução" que o
encantara anteriormente[119].

Puységur passou dois anos na prisão com sua esposa e filhos, mas foi evitado o pior, não
sendo privado de suas propriedade.

Ao sair da prisão, sob o domínio do Primeiro Império Francês, de 1800 a 1805, ele foi
prefeito de Soissons [120].

Entre 1807 e 1813, Puységur publicou várias obras em favor do magnetismo e realizou
diversas demonstrações em conjunto com jovem camponês Hébert para muitas
autoridades médicas, incluindo o médico Franz Joseph Gall. E em 1815 , revitalizou a
'Société de l'harmonie' em nome de Mesmer e do magnetismo [121].
Joseph Philippe
Em 1814, com interesse nos escritos de outro adeptos do magnetismo animal, o François Deleuze
naturalista Joseph Philippe François Deleuze, colaborador de Antoine Laurent de
Jussieu, no Museu Nacional de História Natural , em Paris, desenvolveria a publicação de jornal, os Anais de
magnetisme, em que expõe os experimentos conduzidos por magnetizadores em toda a Europa. Estas edições tornar-
se-ia a Biblioteca do Magnetismo Animal de 1818[122]. Deleuze defende o magnetismo contra os positivistas da
academia, mas também contra a ala direita da Igreja Católica, representada em particular pelo Padre Fustier[123],
Padre Wurtz e o abade Fiard que viam no magnetismo nada mais que uma conspiração maçônica para minar as bases
do Cristianismo, uma condição ameaçadora para a igreja tendo em seus bastidores o próprio Satanás [124]. Outros
Magnetizadores psicofluidistas foram Charles de Villers , Auguste Leroux, AA Tardy de Montravel, Louis Joseph
Charpignon, Casimir Chardel, Charles Lafontaine e o médico Alphonse Teste. Os membros desta corrente publicaram
a maior parte da sua doutrina no Revue du magnétisme(Jornal do magnetismo)[125].
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Espiritualista
Os Espiritualistas são a parte de uma corrente cristã desde o
Iluminismo , atribuído a um ramo místico da Maçonaria[126].
Seu líder foi o teósofo Louis Claude de Saint-Martin , e o
iniciador desta corrente de pensamento foi Martinez de
Pasqually o qual foi fortemente influenciado pelas obras de
Emanuel Swedenborg. Saint-Martin tornou-se o vigésimo
sétimo membro da "Société de l'Harmonie" (Sociedade da
Harmonia), em 4 de Fevereiro de 1784 , mas gradualmente
longe de Mesmer, ele insistiam na inexistência materialista
da a ação do fluido[127] . Alguns espiritualistas afirmam agir
diretamente sobre o paciente, sem a influência de um fluido, Efeitos do Mesmerismo
pela vontade e oração. Outros consideravam o contato do
magnetizado com entidades supra-humana[128]. Estes
teosofistas magnetizadores Lyon trabalhavam com mulheres sonâmbulas
com quem supunha-se ter uma relação especial com as condições extra
humanas[129]. Dentre essas mulheres pode-se incluir: Jeanne Rochette e
Marie Louise de Vallière Montspey. Além das polêmicas com os
psicofluidistas’, sabemos que Puységur frequentava a estes ambientes,
especialmente através da Loja Maçônica "A franqueza de Estrasburgo", à
qual pertencia com seus irmãos [130] e Henry Delaage[131]. A outra parte
dos espiritualista conta partir de agosto de 1813 , na pessoa de José
Custódio da Faria o qual dá em Paris um curso sobre sonambulismo
provocado, o qual ele prefere chamar o sono lúcido. Uma testemunha
contemporânea, o médico Alexandre Bertrand , descreve seu método:

“ A pessoa que queria se submeter à sua ação


foi colocado em uma cadeira, e prometeu
fechar os olhos e meditar; Então, de repente, se
Cartaz de uma sessão pública de
soltou em um sono, a voz em forma imperativa,
magnetismo animal em 1857.
que era geralmente produzida sobre o paciente
dava tal impressão para produzir nele uma


ligeira agitação do corpo inteiro, calor, sudorese
e às vezes, o sonambulismo[132].
Abade Faria, tanto contesta: a teoria do fluido de Mesmer quanto a teoria do
Marquês de Puységur no papel decisivo da vontade do terapeuta na
introdução do transe magnético [133]. Ele também negava a personalidade
do magnetizador qualquer poder efetivo sobre o paciente dizendo ser teorias
populares sobre os poderes sobrenaturais[134]. Para ele, o sono lúcido só era
liberado pelos poderes ocultos da alma, expressando a forma velada e
fragmentária dos sonhos. DescreveFaria que o magnetizador só ajuda o
paciente a acessar seus recursos internos. Faria foi ridicularizado na imprensa, especialmente em uma série de cruéis
artigos de Victor-Joseph Étienne de Jouy e, em seguida, a partir de 1816 , em um pedaço de Vaudeville por Jules
Vernet por título La magnétismomanie[135]. Refutado por psicofluidistas, que não perdoam-lhe a sua rejeição do
fluido, e criticado por seus colegas eclesiásticos, que o acusam de se aliar com as forças demoníacas, tendo assim que
fechar a sua sala de conferências e retirar-se para um internato para meninas como capelão [136].

Os imaginacionistas

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Os imaginacionistas rejeitavam a ideia de fluidos independentemente de sua origem e não aceitavam também a
potencialidade da vontade. Eles deferiam a ideia de que tudo era impulsionado pela imaginação. De 23 de agosto de
1819 a janeiro de 1820 , o médico Alexandre Bertrand , politécnico e futuro colunista científica no jornal Le Globe, da
cursos públicos sobre o Mesmerismo. Primeiro, defensor das ideias psicofluidistas, após um período refaz suas teses
mudando para a linha de pensamento imaginacionistas[137]. Bertrand entre os demais ouvintes, há um número de
médicos que exercem magnetismo no hospital. Aos poucos, inicia-se em relação aos fluidos os vários médicos céticos
de renome, Henri-Marie Husson, Léon Rostan , François Broussais , Pierre Fouquier ou Étienne-Jean Georget [138],
assistir às experiências que se alinham-se à causa do magnetismo. Também encontrado entre eles Barão Étienne Félix
d'Henin de Cuvillers, editor da revista Archives du magnétisme animal de 1819 , o filósofo Maine de Biran , General
François-Joseph Noizet[139]

Controversas científicas

Na França
O historiador Robert Darnton mostrou como a ciência durante os anos subsequentes de 1780 inspirava tal entusiasmo
que quase apagou o limite, nunca muito distinto antes do século XIX, que separa a verdadeira ciência da pseudo-
ciência[140] . Numa altura em que a capacidade do cientista para explorar as forças da natureza inspira uma admiração
quase religiosa, onde:

“ Voltaire torna inteligível a teoria da gravitação de Newton, ou Franklin que aplica as


propriedades da energia elétrica para a invenção de pára-raios e onde os Irmãos


Montgolfier espantam a Europa, ao levantar um homem no ar, o fluido invisível de
Mesmer não parece tão milagroso [141]
Se atualmente podemos considerar que o magnetismo animal fez a transição entre a fé do Iluminismo na capacidade
da razão para decodificar as leis da natureza e do fascínio do romantismo para o sobrenatural [142], que Deve ser
enfatizado que o conflito entre os magnetistas à instituição médica não coloca cara a cara à luz da razão e da escuridão
do oculto, mas diferentes concepções de razão. Aos olhos dos magnetizadores tal Puységur, Deleuze ou Bertrand, a
razão não tem o direito de excluir feita em nome de uma ideia pré-determinada do possível e o impossível.Para seus
adversários, no entanto, os fenômenos magnéticos contradizem a ordem da natureza e, portanto, perde seu tempo
estudando-o[143].

A comissão de Louis XVI


Em 1784, diante de rumores e alguns casos de cura em lugares altos, Louis XVI nomeou
duas comissões para estudar a prática do magnetismo animal[144]:

A primeira comissão ocorreu ha 12 março, e foi composta por quatro médicos da


“Faculté de Paris” (Faculdade de Paris): Michel Joseph Majault, Charles Louis
Sallin, Jean d'Arcet, Joseph-Ignace Guillotin; e cinco membros da “l'Académie des
sciences” (Academia Real das Ciências): o químico Antoine Lavoisier ,o físico
Jean-Baptiste Le Roy ,o oficial naval Gabriel de Bory ,o astrônomo Jean Sylvain
Bailly e o embaixador dos Estados Unidos Benjamin Franklin;
A segunda, ele próprio nomeou o Barão de Breteuil em 05 de abril daquele mesmo Jean Sylvain Bailly
ano, é foi composta por membros da “Société royale de Médecine” (Sociedade real
de medicina): Charles-Louis-François Andry, Mauduyt de La Varenne, Claude-
Antoine Caille, o botânico Antoine-Laurent de Jussieu e Pierre-Isaac Poissonnier.
Os comensais baseiam suas observações no trabalho dos discípulos de Mesmer, o médico Charles Deslon, que, ao
contrário de seu mestre, concordou em compartilhar sua experiência com eles. Em seus experimentos, os comissários
ver que um paciente está tomando crise na crença equivocada estava mesmerizado, outro paciente é trazido diante de
cinco árvores no jardim de Franklin, dos quais apenas um foi magnetizado por Deslon ele desmaiou ao pé de um dos
outros quatro. Na casa de Lavoisier, um copo de água normal, produz convulsões em um paciente que,

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silenciosamente, engolir o conteúdo de um copo de água magnetizada[145] . Em seu


relatório officiel[146], Lavoisier disse que

“ é sobre as coisas que podemos ver ou sentir que é


importante para se proteger contra os desvios da
imaginação" ”
[147]. O relatório oficial da outra placa faz conclusões muito semelhantes aos de

Bailly[148] e Jean Sylvain Bailly também afirma, em um relatório secreto para o rei que:

“ o tratamento magnético só podem ser prejudiciais à


moral[149]. ” Antoine-Laurent de
Jussieu
Ele ressalta que:

“ o homem que magnetiza mulheres geralmente mantém os joelhos delas confinado


aos seus, portanto, em contato. A mão é aplicada à parte doente e por vezes os
ovários; tato por isso é tanto aplicado a um número infinito de partes nas
imediações das partes mais sensíveis do corpo ... nisso a atração mútua entre os
sexos deve estar em pleno vigor[149]. ”
Antoine-Laurent de Jussieu, por sua vez, se recusa a assinar o mesmo documento, ele e seus colegas publicaram um
contra-relatório que afirma que "a influência física do homem sobre o homem" com ou sem tocar deve ser Aceita[150].
Deslon publica também uma retórica ao relatório no qual ele criticou os métodos e conclusões dos comissários.
Argumentando que

“ se a imaginação medica é a melhor, por que nós não podemos fazer uma medicina
imaginativa?[151]. ”
Além disso, os defensores do magnetismo animal defenderam que o conceito “IMAGINAÇÃO” permite aos comissários
desqualificar o magnetismo sem ter que correr o risco de definir, investigar mais profundamente ou invocam esta
condição, portanto, sem ter que produzir testemunha confiável para a “Definição” [151]. Na sequência da publicação em
24.000 exemplares dos dois relatórios oficiais, a “Faculté de médecine de Paris” (Faculdade de Medicina de Paris)
impõe aos seus membros magnetizadores a assinar um ato de renúncia em que se comprometem a garantir que:

“ nenhum médico irá declarar adepto do magnetismo animal nem por seus escritos
ou praticando-o[152] ”
.

O relatório de Husson
No início do século XIX, a opinião da academia permanece largamente desfavorável ao
magnetismo animal, como evidenciado no panfleto privado publicado em 1812 por
Antoine-François Montegre de Jenin, o secretário da Academia de Medicina, no qual ele
acusa o magnetismo

“ ser contrária à razão, moralidade e levar os homens a


brutalidade[153] ”
E o artigo de Julien-Joseph Virey, publicado no Dicionário de Ciências Médicas em 1818
[154]. Não foi desenvolvido até 1825 quando o médico, Dr. Pierre Foissac, direciona para
Drº MD Henri-Marie
a Academia de Medicina a defesa, uma revisão da "memória do magnetismo” [155]. Husson

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Onde ele afirmava que o sonambulismo magnético é susceptível de abrir novos caminhos
para a fisiologia e psicologia. A reunião pública realizada em 20 de janeiro de 1826 para
julgar a adequação desta avaliação. Enquanto alguns membros da academia
consideravam ainda as conclusões dos oficiais de Louis XVI como válidas. O professor
Henri-Marie Husson, médico-chefe do Hospital Hotel Dieu, observou que as teorias
adotadas, os meios utilizados e os efeitos obtidos em tratamentos magnéticos mudaram
desde os dias de Mesmer[156]. Em 1826, Husson cria uma comissão oficial para se
pronunciar sobre o magnetismo animal. A comissão iniciou seus trabalhos em janeiro de
1827 e apresentaram as suas conclusões para a Academia de Ciências, em 21 e 28 de
Junho de 1831, reconhecendo que a maioria dos fenômenos magnetismo eram reais. Em
particular, o relatório cita a remoção de um tumor feita em 1829 pelo cirurgião Jules M. Julien-Joseph Virey
Cloquet em sono magnético, durante o qual o paciente não mostra nenhum sinal de
dor[157]. O relatório também descreve como Foissac curou através do mesmerismo o paralítico Paul Villagrand
considerado incurável tanto pelo doutor François Broussais como por outros médicos[158]. Neste relatório, o que
causou um escândalo e não foi publicado pela academia [159], foi a citação a Comissão onde afirma que:

“ Considerado como um fenômeno fisiológico ou como terapia, o magnetismo deve


encontrar o seu lugar no contexto do conhecimento médico [...] a Academia deve


incentivar a pesquisa sobre o magnetismo como um ramo muito curioso de
psicologia e História Natural[160].

Dubois e sua rejeição dos protocolos experimentais


Em 1833, o médico Frédéric Dubois (d'Amiens) publica um panfleto atacando os magnetizadores e o relatório de
Henri-Marie Husson [161] que já havia sido publicado por Foissac . Neste texto, Dubois assimila todos os
magnetizadores como charlatães e diz

“ revoltado ao ver a reputação de personagens sérios comprometidos por


malabarismo indigno[162] ”
Em 1837, uma comissão chefiada pelo Dubois foi nomeada para estudar os fenômenos magnéticos apresentados pelo
médico Dr. Didier Berna. Berna oferece protocolos experimentais que não é aceita pela comissão que relata de forma
contrária mesmo sem fundamentação. Além disso, Berna havia exposto aos comissários que se comprometia com a
assinatura dos protocolos experimentais em cada reunião, o que foi recusado[163]. O Comitê de Dubois fez meia dúzia
de experimentos em dois sonâmbulos [164] e tiraram suas conclusões absolutamente opostas às de Husson. De acordo
com o seu relatório, que é lido na Academia de Medicina, em 12 e 17 de agosto de 1837, nenhum dos supostos
fenômenos realizados pelos magnetizadores podem ser observados. Apesar dos protestos de Husson e Berna, em 15 de
junho de 1842, a Academia de Medicina decide não tomar interesse no magnetismo animal.

Na Europa
Enquanto na França as autoridades científicas quase sempre rejeitaram o magnetismo, a situação foi diferente na
Prússia. Em 1812, o governo prussiano nomeou uma comissão de inquérito que publicou em 1816 um relatório
favorável ao magnetismo. Posteriormente, as Universidades de Berlim e Bonn criaram as cátedras mesméricas. Entre
os mesmeristas alemães incluem os médicos David Ferdinand Koreff, Christoph Wilhelm Hufeland[165], Karl
Alexander Ferdinand Kluge[166], Karl Christian Wolfart, Karl Schelling, Arthur Lutze, Carl August von Eschenmayer e
Justinus Kerner[167].

Em 1815, o czar Alexander I nomeou uma comissão que concluiu que o magnetismo é um verdadeiro agente, mas só
deve ser realizado por médicos instruidos.
No ano de 1817, o rei Frederick VI da Dinamarca publica uma ordem semelhante sobre o mesmo assunto[168].

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O Mesmerismo encontra terreno fértil na Suíça, mais precisamente em Lausanne no ano


de 1786, graças ao francês Michel Servan, Procurador Geral do Parlamento de Grenoble.
Várias sessões privadas são organizadas sob a sua liderança, apesar do parecer negativo
do médico Auguste Tissot [169]. John Bell foi o primeiro a praticar e ensinar o
magnetismo animal em Londres nos anos de 1780. Em 1786, as "Memórias da história e
ao estabelecimento do magnetismo animal" do Marquês de Puységur surge na velha
Londres. Em torno de 1787, o doutor J.B. Mainauduc, aprendiz de Charles Deslon, sai da
França e vai ensinar o magnetismo [170]. O interesse no magnetismo é retomado em
1833, seguindo da tradução em Inglês do relatório de Husson e publicado na revista
médica The Lancet por J.C. Colquhoun, magnetizador treinado na Alemanha [171]. Em
Christoph Wilhelm
1837, Jules du Potet de Sennevoy, que conduziu os experimentos para comissão de
Hufeland.
Husson, "exporta" a prática do magnetismo animal para a Inglaterra que se torna a
forma particular de tratamento do médico Inglês John Elliotson [172].

O último estágio de extrapolação do mesmerismo na Europa se faz com o médico James Esdaile na Índia britânica
[173], um precursor do uso do magnetismo animal na Anestesiologia. Elliotson e demitido do posto de professor no

University College de Londres no ano de 1838 sob pressão da Revista Médica. The Lancet, cujo diretor, Thomas
Wakley tinha apoiado inicialmente o mesmerismo [174]. O magnetismo é expulso da instituição britânica, mas, ao
contrário da França, nenhum decreto oficial vem impedir ou limitar a prática[175]. De 1843 a 1856, Elliotson publica a
revista The Zoist dedicada ao magnetismo animais[176].

Nos Estados Unidos


Em maio de 1784, o Marquês de Lafayette Gilbert Motier de Lafayette escreveu uma
carta entusiasmada com o trabalho de Mesmer para George Washington. Lafayette
escreveu:

“ Um médico alemão chamado Mesmer, fez a maior


descoberta sobre o magnetismo animal, já com alunos


formados, incluindo seu humilde servo é chamado um dos
mais entusiastas[177].
Esta carta é seguida por uma do próprio Mesmer em 16 de junho, a Washington, cinco
meses depois de confirmar que ele se reuniu Lafayette [178]. Este último, desde então,
com instrução sobre o magnetismo animal encontrou uma comunidade de “Shaker” Gilbert du Motier
[nota 4] e viu uma semelhança entre as práticas de transe destes e as crises mesméricas. Lafayette o Marquês
de Lafayette
Lafayette também participa de rituais de indígenas norte americanos, convencido de que
o magnetismo animal é a redescoberta de uma prática antiga e primitiva [179]. Sabemos,
contudo, que Benjamin Franklin e Thomas Jefferson foram ambos hostil à prática do magnetismo animal. Jefferson,
que temiam uma onda de invasão do mesmerismo em seu país, enviou numerosos panfletos antimesmeristas e cópias
dos relatórios das comissões para os amigos influentes.

Nos anos 1790, Elisha Perkins, membro fundador da Sociedade de Medicina da Connecticut, faz um uso terapêutico de
placas de metal [180]. A prática de Perkins não é bem recebida, assim tanto os médicos apoiadores do magnetismo
animal quanto Perkins são excluídos da Sociedade Médica Connecticut[180].

Entre os que levaram o magnetismo animal para a América do Norte, há também o Sr. Joseph du Commun, dando
suas primeiras lições de animais magnetismo em Nova York no ano de 1829 e Charles Poyen Saint Sauveur, que ensina
a prática do mesmerismo em Massachusetts em 1834[181].

“ [Nos Estados Unidos] salvaguardas institucionais, ainda embrionário, não teve


como na França o desenvolvimento de mesmerismo[175]. ”
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No Brasil
O magnetismo animal no Brasil foi instaurado pelos primeiros homeopatas em solo brasileiro, com suas primeiras
experiências com o chamado "fluido vital"[182]. Pode-se registrar seu primórdio no século XIX através do médico João
Lopes ainda no período regencial do Brasil Império. Seu ínterim áureo foi a criação da Sociedade de Propaganda do
Magnetismo [183] e o Jury Magnético no Rio de Janeiro com seu reconhecimento em 3 de maio de 1862 por D. Pedro
II[183].

Contando entre seus divulgadores: Francisco de Paula Fajardo Júnior[184], o médico lisbonês João Lopes Cardoso
Machado[185], o médico Guilherme Henrique Briggs que no ano de 1853 traduz para o português o livro do Barão du
Potet (1796 - 1881), com o título "Prática Elementar do Magnetismo" [186] dentre tantos outros.

O primeiro periódico a ser vinculado em solo brasileiro foi "A Verdadeira Medicina Física e Espiritual associada a
Cirurgia”[nota 5], em janeiro de 1861, pelo magnetizador e professor de magnetismo Dr Eduardo A. Monteggia editado
pela Tipografia do Correio Mercantil [188].

No ano de 1877 Miguel Lemos (1854-1917) e Raimundo Teixeira Mendes (1855-1927) viajam a Paris e quando
retornam ao Brasil, Miguel Lemos, inicia uma progressiva e enérgica ação positivista, fazendo sugir a lei contra o
magnetismo animal no Código Penal de 1890, mais precisamente no capítulo III, Art. 156 [189].

Vários revezes se realizam até que no ano de 2004, Paulo Henrique de Figueiredo editou pela primeira vez os livros de
Franz Anton Mesmer na integra, sob o nome Mesmer a ciencia negada e os textos escondidos, uma obra contendo a
biografia detalhada de Mesmer em conjunto com a maioria de suas obras[190].

Novas pesquisas
Nos EUA, pesquisas esporádicas sobre magnetismo animal foram realizada no século XX, e os resultados publicados;
por exemplo, B. Grad escreveu três artigos relacionados ao assunto entre 1961 e 1976 e Allan Gauld com suas analises
atingiu resultados intrigantes[191].

Em 2014 foi relatado nos jornais brasileiros que:

“ Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em


conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a [...]


energia liberada pelas mãos tem o poder de curar QUALQUER TIPO DE MAL
ESTAR.[192].

O Jornal da Cidade de Bauru em 13 de julho de 2014 relatou o trabalho desenvolvido pelo professor Francisco
Habermann (professor aposentado de nefrologia), a professora Niura Padula e outros integrante do grupo de
pesquisadores da Unesp/Botucatu, descrevendo que o passe magnético seria um conhecimento resoluto desde o
século XVIII baseado no que a física clássica denota ser as pontas dos dedos que agiriam como para-raios ou como
terminais pontiagudos que recebem e transmitem "forças", podendo uma pessoa influenciar a outra simplesmente
"estendendo as mãos"[193].

“ Este grupo de médicos da Faculdade de Medicina de Botucatu está tomando todo o


cuidado metodológico para não ter outra influência a não ser a imposição das mãos
ou seja, o uso das pontas[193].
O jornal ainda afirmou que após as escolhas dos voluntários as aplicações de passe vão durar oito semanas e que a
professora Padula informou até seu método probativo:

“ Em 20% dos voluntários vamos fazer eletroencefalograma porque queremos saber


se esse tipo de tratamento altera as ondas cerebrais. É muito interessante esse
trabalho. Queremos um dado mais palpável do indivíduo[193].

https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo_animal 17/34
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Desenvolvimento do Mesmerismo
No ano de 1781 mais precisamente em março, Maria Antonieta ordena a Jean-Frédéric
Phélypeaux de Maurepas negociar com Mesmer[194] seus conhecimentos e ideais,
ofereceram-lhe uma pensão vitalícia de 20.000 Livre tornesas francesas e mais 10.000
Livre tornesas francesas para abrir uma clínica se ele aceitasse a supervisão do governo,
o que foi recusado, por não parecer muito generosa a oferta e porque ele se recusava a
ser fiscalizado por aqueles que seriam seus alunos. Em 1782, ao ouvir que Charles
Deslon tem adquirido clientes para o magnetismo animal, Mesmer reanima e com a
ajuda de Bergasse e Kornmann inicia a propagação do Mesmerismo. Para isso criaram a
Société de l'Harmonie Universelle(Sociedade da Harmonia Universal), seu objetivo é
garantir a sobrevivência e vulgarização da doutrina e combater as ameaças das
instituições governamentais e acadêmicas. Em 1785 Bergasse, Kornmann e
Maria Antonieta
D'Eprémesnil estando em discordância com os preceitos de Mesmer e condizencia da
doutrina são excluídos da Sociedade[195].No ano de 1785 em junho, Mesmer encontra-se
no Hotel de Coigny, a Rua Coq-Heron, tendo a instituição 343.764 livros de acordo com o tesoureiro da Sociedade.Em
1789, com a Revolução Francesa acontecendo ocorre seu desmantelamento, porém antes disso a organização-mãe de
Paris continha quatrocentos e trinta membros e sucursais, além de suas sedes em Estrasburgo, Lyon, Bordeaux,
Montpellier, Bayonne, Nantes, Grenoble, Dijon, Marseille, Castres, Douai e Nîmes[196]. Neste período o mesmerismo
iniciou sua propagação, não ficando circunscrito em território francês[197], o professor da Universidade de Yale e
historiador de medicina, Arturo Castiglioni, comenta que:

“ Da França, o mesmerismo passou para a Inglaterra e chegou ao continente


americano. O descrédito do mesmerismo decorreu da proliferação de impostores e


charlatães, que se diziam magnetizadores e que usavam os mais diferentes
processos para ludibriar os incautos [197]

Magnetismo e Hipnotismo

Sonâmbulos e videntes
Outros magnetizadores e pesquisadores se denotam por estudar o fenômeno mesmérico
denominado sonambulismo provocado, este é particularmente o caso do médico alemão
Justinus Kerner, que fica interessado na famosa sonâmbula de Prevorst Friederike
Hauffe, que vivia em permanente estado de transe[198][199]. De acordo com Kerner,
Friederike possuía o dom da segunda vista, fez prescrições de remédios onde médicos
falharam, detinha muita sensíbilidade a determinadas substâncias. E mantinha-se quase
permanente em contato com os espíritos[175].

Na França, citamos o caso do clarividente Leonid Pigeaire Montpellier que podia ler
através dos corpos opacos. Em particular sabe-se que o físico François Arago, George
Sand e Théophile Gautier participaram de experimentos com Leonide em Paris [200] em
Henry Sidgwick
1838. Devemos também mencionar a famosa Alexis Didier [201], que foi notavelmente o
maior objeto de experimentos conduzidos pelo professor Inglês Herbert Mayo no ano de
1850[175].

É neste período que surge o Espiritismo forjado no calor dos conceitos e estruturação mesmérica[202].

O magnetismo e o espiritismo
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15/02/2018 Magnetismo animal – Wikipédia, a enciclopédia livre

Foi nesse período que o Espiritismo[203]. Allan Kardec ainda definiu o Magnetismo e o
Espiritismo como ciências irmãs na Revista Espírita:

“ O espiritismo liga-se ao magnetismo por laços íntimos,


considerando-se que essas duas ciências são solidárias
entre si. Os espíritos sempre preconizaram o
magnetismo, quer como meio de cura, quer como causa
primeira de uma porção de coisas; defendem a sua
O símbolo do causa e vêm prestar-lhe apoio contra os seus inimigos.
Espiritismo Os fenômenos espíritas têm aberto os olhos de muitas
pessoas, que, ao mesmo tempo aderem ao magnetismo.
Tudo prova, no rápido desenvolvimento do Espiritismo,
que logo ele terá direito de cidadania. Enquanto espera,
aplaude com todas as suas forças a posição que acaba


de conquistar o Magnetismo, como um sinal
incontestável do progresso das ideias.[204]
Segundo Kardec, o magnetismo haveria preparado o caminho para o espiritismo:

“ O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo, e o


rápido progresso desta última doutrina se deve,
incontestavelmente, à vulgarização das ideias sobre a
primeira. Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e
do êxtase às manifestações espíritas não há mais que um
passo; tal é a sua conexão que, por assim dizer, torna-se
impossível falar de um sem falar do outro. Se tivéssemos
que ficar fora da ciência magnética, nosso quadro seria
incompleto e poderíamos ser comparados a um professor
de física que se abstivesse de falar da luz. Todavia, como Allan Kardec
entre nós o magnetismo já possui órgãos especiais codificador da doutrina
justamente acreditados, seria supérfluo insistirmos sobre Espírita
um assunto que é tratado com tanta superioridade de
talento e de experiência; a ele, pois, não nos referiremos
senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para


mostrar as relações íntimas entre essas duas ciências que,
a bem da verdade, não passam de uma.[205]
Em 1875, o filósofo Inglês Henry Sidgwick começou a estudar cientificamente os médiuns espíritas, inaugurando o
atual "ciência psíquica" com a criação da SPR, (Society for Psychical Research)[206]. Alguns anos mais tarde,
juntamente com o filósofo William James, estudaram temas como a famosa "medium" Eleonora Piper. Na França, a
metapsíquica emerge de 1905, em particular com o trabalho de Charles Richet[207]. Richet, com estudiosos de renome
mundial, tais psiquiatra Gilbert Ballet, Edouard Branly, Pierre Curie, Marie Curie, Henri Bergson e Jean Perrin, em
1905 iniciam experimentos com a médium napolitana Eusapia Palladino que se estende até o ano de 1907[208]. Depois
de 1910, os estudiosos de psicologia migrados da Alemanha iniciam um bloqueio a ascensão das ciências psicológicas,
e, a controlar o conselho de estudiosos depois da morte de William James.

O magnetismo animal e política


Entre os primeiros discípulos de Mesmer, existem muitos dos futuros líderes da Revolução Francesa entre eles o
marquês de La Fayette , Jacques Pierre Brissot, Nicolas Bergasse, Adrien Duport, Jean-Louis Carra e Jean-Jacques
Duval d'Eprémesnil[209]. Quando Bergasse, Kornmann e D'Eprémesnil são excluídos da "Société de l'Harmonie" em
1785, Mesmer acusa-os de trair a finalidade original do movimento, ou seja, a luta contra "o despotismo das
academias", e se estendem essa luta a guerra contra o despotismo político[210]. Como Brissot, se juntou ao grupo no
verão de 1785 e tornando-se adepto do magnetismo animal, acusou o governo francês de usar as academias para
sufocar as novas verdades da ciência e da filosofia[211].

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“ pelo qual o fluido magnético Mesmer explica a ação magnética afeta todos os


homens e manifestar a sua igualdade essencial para além das distinções
sociais[212].
Mas, neste momento, é reconhecido apenas aos reis o poder de curar o doente pelo toque. Este poder do rei da França
para curar as pessoas que sofriam de escrófula é reconhecida a partir do séc XI[213] e confirmava o direito divino que
levava o cargo de monarca. Assim, o magnetismo era em prática uma grande ameaça à ordem política da época[214].
Durante a revolução, o magnetismo animal retorna, dispersos pela emigração e convulsão social, porém não incluso no
âmbito do Primeiro Império ou sob a égide da Restauração francesa[215]. Em 1815, a Baronesa Barbara Juliane von
Vietinghoff, chegou em Paris com o exército russo rodeado de magnetizadores dentre estes Puységur e Bergasse.
Bergasse recebeu muitas vezes a solicitação do czar Alexandre I da Rússia para participar de seu passeio[216].

O magnetismo animal perante a filosofia


O filósofo Maine de Biran, como seu amigo, o físico André-Marie Ampère[217], era
apaixonado por magnetismo animal. Para entender o sonambulismo , Maine de Biran
começa pela definição do sono como

“ a suspensão do esforço e do corpo docente voluntário (que


podem deixar no trabalho a capacidade de) sentir ou
receber impressões e ser afetado. ”
Distingue as impressões obscuros que nunca acessam a representação real das
percepções completas que exigem que eu seja a atividade representativa[218]. Ele sugere
André-Marie Ampère
que, no estado de sonambulismo, impressões obscuros,

“ uma multidão de impressões nula ou ineficaz no estado


ordinário, tornou-se tão sensível, poderia ser usado como


sinais ou meios de comunicação entre o magnetizador e o
magnetizado[219].
Assim, o que revela o estado de sonambulismo, o impacto de uma vida por trás da qual
participamos, por meio da imaginação passiva, a animalidade. A partir desta
perspectiva, o estado magnético é

“ ...a revelação do filho com quem são tecidos, muitas vezes


sem o nosso conhecimento, todas as relações entre os
seres humanos[220]. Maine de Biran

Em geral, na França, a filosofia acadêmica gradualmente foi ganha pelo racionalismo


positivista, sendo aos pouco perdido o interesse pelo magnetismo[221]. Na Alemanha, no entanto, o magnetismo
animal é objeto de referências constantes entre maiores pensadores como: Hegel, Schelling, Fichte, Schopenhauer e
Gustav Fechner. Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que leu Hufeland, Kluge e Schelling fala do magnetismo animal, no
início da terceira parte de sua Enciclopédia das Ciências Filosóficas[222] intitulado Filosofia da Mente[223][224] .
Hegel também menciona o magnetismo animal na sua correspondência com o filósofo Friedrich Wilhelm Joseph von
Schelling (irmão de Karl Schelling) e seu ex-aluno, o holandês Pieter van Ghert Gabriel. Em uma carta a este último,
ele escreveu sobre o magnetismo animal:

“ O efeito parece-me descansar na simpatia uma individualidade animal, pode


contrair com o outro, na medida em que a simpatia do último com si mesmo, sua
fluidez a si mesmo, é inibida ou parado ”
Para Hegel, embora, do ponto de vista da consciência , o estado magnético está caindo, a perda, o perigo, a fonte de
muitos erros, é este o início da consciência da doença, não é a não ser que, por si só, uma bênção, pois renova o "’’alma
sensível’’" mergulhando o indivíduo em que se encontra por trás do magnetismo animal, o ser humano recupera um
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pouco do seu sentimento de vida que ele perdeu com a consciência [225].

Para Schopenhauer, o magnetismo animal é uma função da vida, tendo sua sede no
sistema linfático, que seria o centro da vida inconsciente, tendo o centro da vida psíquica
estritamente temporal no sistema cerebral, sendo ele o centro da vida consciente. Ele
considerava que o transe sonambúlico era um trabalho realizado por ambos sistemas,
normalmente separadas da consciência vigilante e das sensações originais do paciente.
Schopenhauer sugere ainda que um processo semelhante ao do paciente inconsciente
tem lugar em paralelo com o terapeuta. Para ele, a influência do magnetismo é exercida
não apenas como um parente de uma mente com outra, mas também como uma
Georg Wilhelm
comunicação pessoal, sem contato físico direto, mais sutil, mais indireto, mais
Friedrich Hegel
velada[226]. Nos suplementos para o quarto livro Mundo como Vontade e
Representação, ele fez a conexão entre o amor, a sexualidade , a magia e o relatório-
magnetizador, sendo expressões diferentes do mesmo fenômeno universal de simpatia
entre os seres vivos[227].

Em 1836 Schopenhauer dedicou dois textos ao magnetismo animal. O primeiro em


Vontade da Natureza (30 páginas), onde lemos:

“ ... No magnetismo animal, vemos imediatamente a ruína


dos "principium individuationis" (espaço e tempo) que
pertence ao reino da mera aparência. As barreiras que
impõe aos indivíduos e entre eles estão quebrados; entre
magnetizador e sonâmbulo, o espaço já não é uma Arthur Schopenhauer
separação, a comunidade de pensamentos e a Vontade de
movimento são estabelecidas. O estado magnético leva o
indivíduo além das condições que fazem parte do
fenômeno simples, determinados pelo espaço e o tempo,
que são chamados de proximidade e distância, presente e
futuro. ”
Em Parerga e Paralipomena (1851), capítulo 5 do primeiro livro (60 páginas) é dedicado a Aparições e a fatos
relacionados ao mesmerismo.

O magnetismo animal na arte e na literatura


Em 1822 o médico David Ferdinand Koreff, titular na cadeira de magnetismo animal da Universidade de Berlim,
contribuiu no desenvolvimento em Paris, da grande popularidade dos Contos de Hoffmann, seu amigo
mesmerista, incluindo "O magnetizador" e "A casa Estéril", magnetismo animal desempenha papel imprecindível
a obra[228].

David Ferdinand Koreff ainda introduz Heinrich Heine em círculos e influências


literárias parisienses de Hugo, Stendhal, Balzac, Delacroix, Madame de Staël e
Chateaubriand. O magnetismo animal de forma destacada no prefácio filosófico dos
Miseraveis de Victor Hugo em Ursule Mirouët[229] e no prefácio de A Comédia
Humana de Honoré de Balzac. Alexandre Dumas frequentemente recorria ao
magnetismo animal em seu romance Joseph Balsamo e relata a tina de Mesmer
em seu livro o Colar da Rainha.
Volumes La comédie
O pupilo de Mesmer, Mozart, dá lugar ao magnetismo animal em sua ópera Così humaine, na edição
fan tutte, referenciando a ajuda de uma pedra de Mesmer: (Ato I, Cena 4:"Aqui está
inglesa de 1901
o famoso magneto, pedra de Mesmer, originária da Alemanha, que se tornou
famosa na França").[230]

Primeiros compassos de "Così Fan Tutte".

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O magnetizador John Elliotson era o médico pessoal de Charles Dickens, William


Thackeray e Harriet Martineau[231]. Este último, que sofria de uma doença crônica,
começou em 1844 seu tratamento com o mesmerismo, obtém a cura incitada pelo
magnetizador Spencer T. Hall, inspirando-a a publicar no ano seguinte as suas
Lettres sur le mesmérisme ( Cartas sobre mesmerismo ).
O tratamento seguido por Harriet Martineau é o objeto de curiosidade de Elizabeth
Barrett Browning e de Charlotte Brontë, conduzindo um experimento em si mesma
onde escreveu sobre isso para sua irmã Emily em 1851.
Em 1919, os militares tchecos utilizaram clarividentes na guerra contra os
húngaros, com resultados satisfatórios. Por isso, em 1925, publicaram um manual
sobre os fenômenos paranormais para o Exército, intitulado "Clarividência, Hipnose
e Magnetismo”, de autoria de Karel Hejbalik.
Edgar Allan Poe escreveu em uma de suas curtas histórias sobre experiências
estranhas com magnetismo O caso Valdemar (os fatos no caso do senhor
Valdemar) e Apocalipse mesmerico.
Cosette, por Émile
Em 1921 Horst Wolfram Geissler descorre Mesmer como um personagem Bayard, ilustração da
secundário na novela Der liebe Augustin.
edição original de
Stefan Zweig escreveu uma novela Healing the Spirit: Mesmer, Mary Baker Eddy,
1862 de Os
Freud (1931).
miseráveis
Toni Rothmund descreve a vida de Mesmer em seu romance "Doutor ou charlatão"
(1939).
Durante a Segunda Guerra Mundial, Bretislav Kafka, na Tchecoslováquia, colocava os seus sonambúlicos em
transe magnético para fins de espionagem por clarividência. Stephan Ossowieck utilizou o seu sonambulismo, na
resistência polonesa, para observar, por clarividência, a posição das tropas alemãs[232].
No romance filosófico Ilha, publicado em 1962, seu autor Aldous Huxley refere-se ao magnetismo animal.

Animal Magnetism é o sétimo álbum da banda alemã de rock Scorpions lançado


em 1980. A capa foi criada pela empresa de artes finais Hipgnosis. A gravação
original foi remasterizado[233]

Em 1984 o magnetismo animal é mencionado pela corte no filme Amadeus


Per Olov Enquist desenvolve o personagem principal Friedrich Meisner em seu
romance O quinto inverno magnetizador baseado em Franz Anton Mesmer.
Em 1994 e lançado o filme sobre a vida de Mesmer Dr. Mesmer e Feiticeiro tendo
Alan Rickman como Franz Anton Mesmer
Segredos de Cura Alternativa (1994) Mesmer é interpretado por Jay Nickerson. Animal Magnetism -
Alissa Walser faz em seu romance de 2010, no início da noite de música o foco Scorpions
central foi o encontro entre Mesmer e Maria Theresa Paradis. Ela retrata a história
do ponto de vista do médico Mesmer, a partir da perspectiva do paciente Paradis e
do ponto de vista de seus pais.[234][235] Os pais temem na novela que a filha
poderia perder pelo tratamento de Mesmer a sua pensão.[236]
A tentativa de curar Maria Theresia por Franz Anton Mesmer é ficção em um conto
chamado "Harmony", de Julian Barnes, em sua coleção 2011 de histórias curtas.
Mesmerismo é um dos principais temas do romance Lien, L'armata dei sonnambuli
|lang=it |trad=L'armata dei sonnambuli escrito por um grupo de escritores italianos,
Wu Ming, obra publicada em 2014.
No romance O Lair of the White Worm por Bram Stoker , um dos principais vilões é
descendente de um discípulo de Mesmer, e tem poderes mesméricos os quais são
usado para o mal.
O quarto álbum de estúdio da banda de rock System of a Down é chamado de
Mezmerize

Poster de Amadeus
Magnetismo animal e a ciência moderna

Sensor quântico detecta assinatura magnética do corpo humano


Independentemente de copiosos exames modernos conterem o termo "magnético" em seu nome, a referência é
relativa a tecnologia usada para gerar imagens do corpo humano, e não a uma aferência do magnetismo gerado pelo
mesmo, no entanto em 2010 pesquisadores norte-americanos e alemães construíram um sensor capaz de registrar a
assinatura magnética humana[237]. Este foi o pioneiro dos estudo a ser realizado sobre o magnetismo humano em

https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo_animal 22/34
15/02/2018 Magnetismo animal – Wikipédia, a enciclopédia livre

condições clínicas usando minissensores magnéticos de última geração[237]. Os pesquisadores do Instituto Nacional
de Padronização e Tecnologia (NIST) em conjunto com os cientistas do Instituto Nacional de Metrologia da Alemanha
que dirigiram a pesquisa divulgaram os resultados na revista científica Applied Physics Letters[237].

“ O experimento é um marco significativo porque, embora os cientistas saibam há


muito tempo que o corpo humano gera seus próprios campos magnéticos, o
chamado magnetismo humano, ou magnetismo animal, tem-se restringido a
formulações esotéricas, nas quais o desejo de crer de alguns se alia à vontade de
fazer seguidores de outros, resultando em práticas sem fundamentação, de cunho
religioso.
O avanço da tecnologia dos sensores, que agora estão se tornando capazes de detectar os campos
magnéticos do corpo humano com precisão suficiente, pela primeira vez abrem o campo à pesquisa
científica rigorosa[237].

Magnetismo moral
Estudos realizados por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, também em 2010, denotam que o
julgamento moral de uma pessoa pode ser alterado através da manipulação de uma região específica do seu cérebro
com um campo magnético[238]. A pesquisa partiu do princípio de que "quando julgamos se uma ação é moralmente
certa ou errada, nós nos apoiamos na nossa capacidade de compreender o estado mental da pessoa que a praticou",
deste modo, os pesquisadores enfraqueceram a atividade das células do cérebro na região da junção têmporo-parietal
[nota 6], sendo a área que busca entender o estado mental dos outros[238].

A sagacidade de interpretar intenções foi desordenada e os experimentados se viram forçados a se concentrar mais nas
informações para realizarem um melhor julgamento. A pesquisa foi publicada na revista especializada Proceedings of
the National Academy of Sciences e explanado pela BBC[238].

Ver também
Emily Rosa
Franz Anton Mesmer
Mesmer (filme)
Cronologia do Magnetismo Animal
Pomada Vovô Pedro

Notas e referências
1. Ler sobre Mesmer e suas experiências, o livro Mesmer e o Magnetismo animal de Ernest Bersot, Ed. CELD.
2. A primeira pessoa a citar o termo magnetismo humano foi Allan Kardec
3. OPHIOGÈNES. sm pl. Termo da antiguidade. Palavra derivada do grego. Designado por este termo uma raça de
homens que eram detentores de curas contra cobra, que alegaram ter as mesmas virtudes que foi atribuída à
Psylli. O Ophiogènes Chipre foi designado na antiguidade como espécies[42][43]
4. A seita dos Shakers tem suas origens das professias dos Camisard de Cevenas perseguido pelos dragões de
Louis XIV após a revogação de Édito de Nantes, em 1685. Alguns protestantes, após, desenvolver visões
milenaristas do tempo futuro, pensando que o fim do mundo está próximo. Como muitos protestantes franceses,
eles foram obrigados a deixar a França caso recusassem a abjurar sua fé e se converterem ao catolicismo. Os
"profetas cevenos" então foram exilados na Inglaterra, especialmente em Londres, onde eles são inicialmente
bem recebidos entre os protestantes ingleses. O principal profeta cévenol foi Élie Marion. Mas logo sua
austeridade radical e seu puritanismo os fizeram se tornar suspeito aos olhos das autoridades.
5. Distribuiu-se ontem nesta corte do Rio de Janeiro o primeiro número de uma publicação com o nome de
Verdadeira Medicina Física e Espiritual Associada à Cirurgia, redigida pelo Dr. Eduardo A. Monteggia. Tem por
objetivo principal fazer a propaganda de uma nova arte médica que seria a cura por meio do magnetismo. A
publicação promete ser um estímulo ao progresso neste campo médico[187].
6. A junção têmporo-parietal fica localizada na parte acima e atrás do ouvido direito
https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo_animal 23/34
15/02/2018 Magnetismo animal – Wikipédia, a enciclopédia livre

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Ligações externas

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Manuscrit de Condorcet "Sur les raisons qui m'ont empêché de croire au magnétisme animal de Mesmer", texte
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Título não preenchido, favor adicionar (http://bertrand.meheust.free.fr/documents/dicobrill.pdf) (em francês)
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