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Padrão Normativo de Engenharia

PN-0502-00084
Critérios de SSMA para Projetos de Engenharia

Elaborado por: Gerência de Engenharia de Projetos – Tatsuhiko Kawaoka


Aprovado por: Gerência de Engenharia de Projetos – Jorge Luis Silva Menezes

Abrangência Sua aplicação abrange a implantação dos Empreendimentos nas


Aplicação áreas industriais de todas as Unidades de Negócios da Braskem
Emissão Número: 01 Data: 19/01/2010
Revisão Resumo: Revisão geral.
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Critérios de SSMA para Projetos de Engenharia

SUMÁRIO

1 OBJETIVO ...................................................................................................................................................... 1

2 REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................... 2

2.1 PADRÕES BRASKEM ............................................................................................................................. 2

2.2 PADRÕES LEGAIS (OBRIGATÓRIOS) .................................................................................................. 3

2.3 PADRÕES TÉCNICOS ............................................................................................................................. 4

3 RESPONSABILIDADE ................................................................................................................................... 6

4 DEFINIÇÕES E ABREVIATURAS ................................................................................................................. 7

5 ASPECTOS RELACIONADOS À SAÚDE, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE .......................................... 8

6 DESENVOLVIMENTO .................................................................................................................................... 8

6.1 DEFINIÇÃO DE LOCAL E LAY-OUT DE INSTALAÇÕES ..................................................................... 8

6.2 PRÉDIOS E ESTRUTURAS ..................................................................................................................... 9

6.3 EQUIPAMENTOS DE PROCESSO E TUBULAÇÕES .......................................................................... 13

6.4 ELÉTRICA E INSTRUMENTAÇÃO ........................................................................................................ 16

6.5 DETECÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO ................................................................................ 18

6.6 SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE ........................................................................................................ 20

6.7 SAÚDE E HIGIENE OCUPACIONAL ..................................................................................................... 21

7 OUTRAS CONSIDERAÇÕES....................................................................................................................... 22

1 OBJETIVO

Este Padrão Normativo tem por objetivo definir os critérios de projeto nas áreas de
Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) e os padrões que devem ser seguidos
nos projetos de novos empreendimentos e/ou modificações dos empreendimentos
existentes. Esses critérios foram elaborados de forma a minimizar o potencial de
acidentes e/ou incidentes que poderiam vir a causar perdas (danos) às pessoas, à

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propriedade, ao meio ambiente ou à comunidade e são uma compilação dos


requisitos mais importantes em SSMA, baseados em padrões legais e técnicos
(nacionais e internacionais) e na experiência da Braskem em operação e projeto de
suas unidades industriais.
Embora esse procedimento seja um padrão de projeto, onde seus requisitos devem
ser seguidos, eles não devem ser os únicos. Especialistas e Projetistas são
estimulados a desenvolver e recomendar métodos mais eficazes para fornecer um
padrão cada vez melhor de SSMA, sem desconsiderar a melhor relação custo-
benefício.

Esse padrão normativo entra em vigor a partir da data de sua emissão.

2 REFERÊNCIAS

2.1 Padrões Braskem


• IDP-0603-00001 – Diretrizes Corporativas de Saúde, Segurança e Meio
Ambiente;
• MGI-0601-00001 – Manual de Gerenciamento Integrado de Qualidade, Saúde,
Segurança e Meio Ambiente;
• PR-0302-00006 – Contratação Prestadores de Serviços;
• PR-0502-00005 – Implantação de Empreendimentos;
• PR-0502-00006 – Projeto Conceitual de Engenharia;
• PR-0502-00011 – Emissão de Parecer Técnico;
• PR-0502-00012 – Revisão de Segurança de Pré-Partida dos
Empreendimentos;
• PR-0502-00018 – Requisitos para Emissão da Documentação de Projeto
Básico e de Detalhamento;
• PR-0503-00017 – Desativação de Sistemas, Instalações ou Unidades
Industriais;
• PR-0503-00023 – Execução de Testes de Pressão;
• PR-0603-00017 – Requisitos Legais e Voluntários de SSMA;
• PR-0603-00021 – Análise e Gerenciamento de Impactos e Riscos de
Processos e Serviços;
• PR-0603-00022 – Diretrizes para o Uso de Dispositivo Técnico Provisório;
• PN-0502-00003 - Estruturas de Aço – Critérios Gerais de Projeto, Fabricação e
Montagem;
• PN-0502-00006 – Projeto de Fundações;
• PN-0502-00015 – Projeto de Sistemas de Drenagem e de Efluentes Líquidos;
• PN-0502-00018 - Critérios de Engenharia Civil para o Projeto e Construção de
Fundações e Estruturas de Concreto;
• PN-0502-00043 – Critérios Para Elaboração de Projeto para Tubulações de
Processo e Utilidades;

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• PN-0502-00046 – Critérios para Análise de Flexibilidade e Suportação de


Tubulações;
• PN-0502-00057 – Detalhes Típicos de Instalação de Instrumentos ao
Processo;
• PN-0502-00058 – Detalhes Típicos de Instalação Pneumática;
• PN-0502-00059 – Detalhes Típicos de Instalação Elétrica para Instrumentos;
• PN-0502-00060 – Critérios para Elaboração de Projetos Elétricos Industriais;
• PN-0502-00062 – Critérios para Projetos de Instrumentação;
• PN-0502-00064 – Soldagem e trepanação em tubulações, Equipamentos e
Dutos;
• PN-0502-00065 – Projeto de Vasos de Pressão;
• PN-0502-00067 – Projeto e Fabricação de Trocador de Calor;
• PN-0502-00069 – Execução de Caixas de Concreto;
• PN-0502-00072 – Execução de Estruturas de Concreto Armado;
• PN-0502-00073 – Pintura de Identificação de Equipamentos e Tubulações;
• PN-0502-00074 – Execução de Fundações Profundas;
• PN-0502-00075 – Apresentação de Projetos de Tubulação;
• PN-0502-00076 – Material de Tubulação;
• PN-0502-00082 - Critérios para Especificação de Equipamentos e Materiais
Elétricos;
• PN-0502-00093 – Premissas Básicas para Projeto de Sistemas de Proteção
contra Incêndio para Unidades Industriais;
• PN-0503-00001 – Pintura Industrial;
• PN-0503-00004 – Padronização de Isolamento Térmico;
• PN-0503-00005 – Padronização de Materiais Refratários;
• PN-0603-00001 – Bases de Projeto de Controle de Ruído;
• PN-0603-00005 – Revestimento de Proteção Contra Fogo;
• IT-0112-00002 – Normas Técnicas Externas, Requisitos Legais e Voluntários;
• IT-0502-00012 – Instrução de Coordenação com Empresas de Engenharia e
de Automação.

2.2 Padrões Legais (obrigatórios)

• Portaria no 3.214, de 08/06/78 - Normas Regulamentadoras (NR) do


Capítulo V do Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à
Segurança e Medicina do Trabalho;
• Legislações Estaduais de Meio Ambiente;
• Legislações Federais de Meio Ambiente;
• Normas da Fundacentro;

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• Resolução no 9, de 16/01/2003, da ANVISA, sobre Padrões Referenciais de


Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados Artificialmente de Uso
Público e Coletivo.

2.3 Padrões Técnicos

Esses padrões podem tornar-se obrigatórios desde que referenciados como tal nos
critérios de projeto das diversas disciplinas.

2.3.1- Nacionais

• Normas da ABNT (NBR) relativas à SSMA e outras.


• NBR ISO 14001 – Sistemas da gestão ambiental – Requisitos com
orientações para uso;
• NBR 7505-1 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis -
Parte 1: Armazenagem em tanques estacionários;
• NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão;
• NBR 5413 - Iluminância de interiores;
• NBR 5418 – Instalações elétricas em atmosferas explosivas;
• NBR 9050 - Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos;
• NBR 9441 – Execução de sistemas de detecção e alarme de incêndio;
• NBR 10636 – Paredes divisórias sem função estrutural – Determinação da
resistência ao fogo;
• NBR 10898 – Sistema de iluminação de emergência;
• NBR 11174 – Armazenamento de resíduos classes II – Não inertes e III –
inertes;
• NBR 11742 - Porta-corta fogo para saída de emergência – Especificação;
• NBR 12235 – Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos;
• NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 Kv;
• NBR 14432 - Exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos
de edificações – Procedimento;
• NBR 14880 – Saídas de emergência em edifícios – Escadas de segurança
– Controle de fumaça por pressurização.

2.3.2- Internacionais

Normas/Padrões Técnicos das seguintes entidades:

• ISO – International Organization of Standardization;


• ISO 6385 – Ergonomic principles in the design of work systems;
• ISO 9241 - Ergonomic requirements for office work with visual display
terminal;
• ISO 10075 – Ergonomic principles related to mental work load – General
terms and definitions;

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• ISO 10075-2 - Ergonomic principles related to mental work load – Part 2:


Design principles;
• ISO 11064-1 – Ergonomic design of control centres -- Part 1:
Principles for the design of control centres;
• ISO 11064-2 – Ergonomic design of control centres -- Part 2:
Principles for the arrangement of control suites;
• ISO 11064-3 – Ergonomic design of control centres -- Part 3:
Control room layout;
• ISO 11064-4 – Ergonomic design of control centres - Part 4: Layout
and dimensions of workstations;
• ISO 11064-6 – Ergonomic design of control centres - Part 6:
Environmental requirements for control centres;
• ISO 13407 – Human-centred design processes for interactive systems;
• ISO 16071 - Ergonomics of human-system interaction – Guidance on
accessibility – for human-computer interfaces;
• ISO 16982 - Ergonomics of human-system interaction – Usability methods
supporting human-centred design;
• ANSI – American National Standards Institute;
• ANSI Z358.1 – Standard for Emergency Eyewash and Shower Equipment.
• NFPA – National Fire Protection Agency;
• NFPA 10 – Portable Fire Extinguishers;
• NFPA 12 – Carbon Dioxide Extinguishing Systems;
• NFPA 13 – Sprinkler Systems Installation;
• NFPA 15 – Water Spray Fixed Systems;
• NFPA 20 – Centrifugal Fire Pumps;
• NFPA 22 – Water Tanks for Private Fire Protection;
• NFPA 24 – Outside Protection;
• NFPA 30 – Flammable and Combustible Liquids Code;
• NFPA 68 – Venting of Deflagrations for Buildings;
• NFPA 70 – National Electric Code;
• NFPA 101 – Life Safety Code;
• NFPA 203 – Roof Coverings;
• NFPA 214 – Water Cooling Towers;
• NFPA 432 - Code for the Storage of Organic Peroxide Formulations;
• NFPA 496 – Purged and Pressurized Enclosures;
• NFPA 654 – Prevention of Fire and Dust Explosions from the
Manufacturing, Processing and Handling of Combustible Particulate Solids;
• API – American Petroleum Institute;

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• API-RP-500 - Classification of Locations for Electrical Installations at


Petroleum Facilities;
• API-RP-520 – Design and Installation of Pressure-Relieving Systems in
Refineries - Parts 1 and 2;
• API-RP-521 – Guide for Pressure-Relieving and Depressurizing Systems;
• API-RP-540 – Practice for Industrial Lighting;
• API-RP-550 - Manual on Installation of Refinery Instruments and Control
Systems;
• API 2000 – Venting Atmospheric and Low Pressure Storage Tanks;
• API-RP-2003 - Protection Against Ignitions Arising out of Static, Lightning,
and Stray Currents;
• API 2218 – Fireproofing Practices in Petroleum and Petrochemical
Processing Plants.
• IEEE - Institute of Electrical and Electronic Engineers;
• IEEE Test 383.
• UL – Underwriters Laboratories Inc;
• UL Classe A;
• UL 64.
• FM – Factory Mutual System;
• FM Classe 1;
• FM Grupo 2;
• FM 1-21 – Fire Resistance of Building Assemblies;
• FM 1-6 – Water Cooling Towers;
• FM 1-44 – Damage Limiting Construction;
• FM 5-4 - Transformers;
• FM 7-76 – Combustible Dusts;
• FM 8-9 - Sprinkler Systems Installation;
• FM 8-25 – Indoor General Storage.
• CI – Chlorine Institute;
• Pamphlet 6 e 60.

3 RESPONSABILIDADE

3.1- Compete à Diretoria de Empreendimentos – Gerência de Engenharia de Projetos


(DE-GEPROJ) a emissão, revisão e aprovação deste documento;’

3.2- É de responsabilidade de cada projetista e profissional de projeto o atendimento


a estes critérios. No caso de questionamentos e dúvidas em relação aos mesmos,
deverão ser utilizadas “Boas Práticas de Engenharia”. Nesse caso o Especialista de
SSMA em Projetos da Braskem deve ser notificado e uma aprovação formal deve ser
obtida do mesmo.

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4 DEFINIÇÕES E ABREVIATURAS

Empreendimento: Conjunto de atividades ordenadas logicamente e inter-


relacionadas, que conduzem ao atingimento de um objetivo predeterminado,
atendendo-se às condições definidas de SSMA, prazo, custo, performance (escopo e
qualidade) e risco.

Especificações do projeto: Conjunto de documentos que definem os critérios,


requisitos, códigos e normas a serem obedecidos em um projeto, abrangendo todas
as especialidades técnicas envolvidas no mesmo.

Projeto Conceitual de Engenharia: Conjunto de informações requeridas conforme


estabelecidas no PR-0502-00006.

Projeto Básico: Conjunto de dados, desenhos, instruções e especificações


elaboradas a partir do Projeto Conceitual, que define as características de uma
unidade industrial, sistema, equipamento ou processo de produção para permitir a
realização do Projeto de Detalhamento do empreendimento.

Projeto de Detalhamento: Conjunto de dados, desenhos, instruções e


especificações elaboradas a partir do Projeto Básico, cujo conteúdo permite a
aquisição de equipamentos, materiais e serviços, construção, montagem e operação
do empreendimento.

Instalação: Edificações, conjunto de equipamentos e componentes instalados numa


determinada área de propriedade da organização ou sob sua responsabilidade.

Aspectos de SSMA: Atividades, produtos ou serviços que podem interagir com a


saúde, a segurança e o meio ambiente. Os aspectos ambientais definidos de acordo
com a NBR ISO 14001 incluem-se nos aspectos de SSMA.

Ciclo de Vida: Conjunto das etapas de um empreendimento, desde o planejamento e


concepção, até a desativação ou disposição final de suas partes.

Melhorias de projeto com foco em plantas inerentemente seguras: São melhorias


focadas: na redução da quantidade de substâncias perigosas utilizadas; substituição
de material ou processo por outro que contenha uma substância menos perigosa ou
risco menor; utilização de condições ou materiais menos perigosos; no projeto de
facilidades que minimizem o impacto de uma descarga de material perigoso ou
energia;

Tecnologia Limpa: Tecnologia concebida de forma a minimizar eventuais impactos


ambientais negativos decorrentes dos produtos, sub-produtos ou efluentes produzidos
nas instalações, além de minimizar o consumo de utilidades;

Emissão Fugitiva: Emissão caracterizada por uma liberação difusa e, portanto, não
pontual de compostos orgânicos voláteis, provenientes dos sistemas de vedação de

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equipamentos e acessórios, tais como: bombas, vasos, compressores, válvulas,


flanges, etc;

Ergonomia: Ciência voltada ao estudo e compreensão das interações entre o ser


humano e os outros elementos de um sistema de trabalho, aplicando teorias,
princípios, dados e métodos no projeto, de modo a proporcionar o máximo de bem
estar humano e produtividade geral no trabalho (ISO 6385);

ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas;

INMETRO: Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial;

FUNDACENTRO: Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do


Trabalho;

ANVISA: Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

5 ASPECTOS RELACIONADOS À SAÚDE, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE

Este padrão normativo foca os aspectos de SSMA voltados aos critérios de projeto
dos empreendimentos Braskem e considera a forma limpa, segura e saudável de
realização das atividades.

6 DESENVOLVIMENTO

Os critérios de projeto de SSMA serão aplicados principalmente, mas não limitados, à


gestão de implantação dos empreendimentos que envolvam as seguintes disciplinas:

6.1- Definição de Local e Lay-out de Instalações;

6.2- Prédios e Estruturas;

6.3- Equipamentos de Processo e Tubulações;

6.4- Elétrica e Instrumentação;

6.5- Detecção e Proteção contra Incêndio;

6.6- Segurança e Meio Ambiente;

6.7- Saúde e Higiene Ocupacional.

Nota: A utilização da palavra “deve” neste procedimento significa que o


requisito é obrigatório. O uso da palavra “deveria” indica um requisito
altamente recomendado;

6.1 Definição de Local e Lay-out de Instalações

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6.1.1- O lay-out de qualquer instalação industrial deve permitir fácil acesso aos
hidrantes de água, canhões monitores e válvulas do sistema de combate a incêndio.
Um mínimo de duas alternativas deve ser disponibilizado para acesso de pessoas às
viaturas de combate e aos outros aparatos de emergência, em lados opostos da
unidade de processo e, sempre que possível, perpendicularmente à direção
predominante do vento;
Para as viaturas de emergência também devem ser previstos no mínimo dois acessos
aos locais sinistrados.

6.1.2- Drenagem nos limites de bateria internos

6.1.2.1- Os sistemas de drenagem devem ser implementados visando conter e drenar


possíveis derramamentos ou vazamentos de líquidos perigosos (combustíveis,
inflamáveis e/ou tóxicos), conforme o padrão normativo PN-0502-00015;

6.1.2.2- Esse sistema de drenagem deve ser projetado de forma a prevenir a


propagação de fogo para outros locais da planta. A drenagem superficial da área de
processo deve inclinar-se das extremidades do perímetro para o centro e daí para as
caixas coletoras. Nos locais onde essas drenagens, que podem conter líquidos
inflamáveis, passarem em frente de saídas de escadas, sob pipe-racks, ou sob cabos
elétricos ou de instrumentos, placas de aço devem ser colocadas sob o gradeamento
(grade) para defletir o fogo, sem, contudo dificultar a drenagem, estendendo-se por 2
m para cada um dos lados das escadas, racks, etc;

6.1.2.3- O sistema de drenagem deve ser dimensionado conforme recomendações do


PN-0502-00015, principalmente no que diz respeito às demandas e contribuições a
serem consideradas no mesmo.

6.1.3- Limites de Bateria Externos

Tanques de estocagem de materiais perigosos localizados fora da área de processo,


devem ter diques de contenção. Materiais quimicamente incompatíveis não devem
ser estocados na área do mesmo dique.
Para o dimensionamento desses diques devem ser tomadas como referências as
Normas NBR 7505-1, NBR 11174, NBR 12235 e NR 20.

6.2 Prédios e Estruturas

6.2.1- Geral

6.2.1.1- Devem ser usadas grades de aço nos degraus das escadas e pisos;

6.2.1.2- Os materiais dos prédios, inclusive o isolamento e acabamento das paredes e


tetos devem ser verificados quanto a sua incombustibilidade, de acordo com a NBR
10636 e PN-0603-00005;

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6.2.1.3- As áreas de processo que manipulam GLP, líquidos inflamáveis, líquidos


acima do seu ponto de fulgor ou gases inflamáveis, devem ser de construção aberta,
sem paredes externas e com um mínimo de cobertura;

6.2.1.4-Colunas e vigas de aço e suportes de vasos que sustentam equipamentos de


grande porte contendo GLP ou inflamáveis devem ser protegidos contra fogo por
sprinklers automáticos dirigidos contra a malha de colunas ou com cimento resistente
a uma hora e meia de fogo. A proteção contra incêndio nas colunas se estenderá a
uma altura de 8,0 m acima do nível do solo, e 8,0 m acima de piso sólido;

6.2.1.5- Os equipamentos e vasos contendo materiais inflamáveis ou combustíveis


não devem ser localizados próximos a saídas de escadas (rotas de fuga);

6.2.1.6- Para o projeto de escadas devem ser seguidos os requisitos constantes na


PN-0502-00003, PN-0502-00018, NBR 6118 e NBR 14880;

6.2.1.7- Deve ser instalada escada de lance para acesso de um nível da estrutura
para outro, nas operações que exijam trânsito freqüente entre os níveis e para acesso
às plataformas de operação de qualquer equipamento que exija atenção rotineira
durante as operações. Também deve ser instalado esse tipo de escada em locais
onde os níveis superiores são acessados diariamente, ou a cada turno, ou quando
pessoas necessitam portar ferramentas ou equipamentos à mão para realizarem suas
tarefas;

6.2.1.8- Devem ser instalados corrimãos em todas as plataformas elevadas abertas,


escadas e pisos elevados. Os corrimãos devem ser equipados com rodapé de acordo
com o PN-0502-00003;

6.2.1.9- Todas as paredes especificadas como sendo “paredes corta-fogo”, devem ser
classificadas para duas horas de resistência ao fogo. Todas as aberturas nessas
paredes tais como portas e dutos, devem ter a mesma classificação. As Normas NBR
11742, NBR 10636 e NBR 14432 e FM 1-21 devem ser consultadas;

6.2.1.10- Se paredes corta-fogo são penetradas por cabos, eletrodutos ou tubulações,


as respectivas aberturas devem ser fechadas com um vedante aprovado, que tenha a
mesma classificação contra fogo da parede;

6.2.1.11- As fundações e estruturas devem ser projetadas e construídas de acordo


com as boas práticas de engenharia, levando-se em consideração os aspectos de:
carga estática máxima, carga dinâmica, propriedade e características geotécnicas do
solo, carga de vento, atividade sísmica e corrosividade do ambiente. Sobre esse
assunto, devem ser seguidos os requisitos contidos nos Padrões PN-0502-00069,
PN-0502-00072, PN-0502-00074, PN-0503-00001, PN-0502-00003, PN-0502-00006
e PN-0502-00018;

6.2.1.12- Caso sejam instaladas clarabóias nos telhados dos prédios (inclusive
galpões/armazéns), elas devem ser protegidas por uma grade de aço sobre a
clarabóia ou projetadas para suportar uma carga máxima igual à suportada pelo
telhado;

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6.2.1.13- Pelo menos dois meios de saída devem ser providos em todas as áreas de
processo em que são manipulados materiais inflamáveis e que tenham área maior do
que 20 m2 ou onde a saída direta for obstruída por equipamentos contendo esses
tipos de materiais. Em áreas onde materiais inflamáveis são processados, a distância
máxima a percorrer para uma saída não deve exceder 25 m. Em áreas onde materiais
combustíveis são manipulados/armazenados (galpões/armazéns), a distância máxima
a percorrer para a saída não deve exceder 60 m;

6.2.1.14- Para o projeto das salas de controle, vale ressaltar:

6.2.1.14.1- O projeto das mesmas deve considerar todos os aspectos ergonômicos


em consonância com os requisitos da NR 17 (Ergonomia). Além disso, deveriam ser
considerados aqueles constantes nas Normas ISO 11064-1, 11064-2, 11064-3,
11064-4 e 11064-6;

6.2.1.14.2- A pressurização de Segurança desses locais, deve seguir aos requisitos


da NFPA 496.

6.2.2- Prédios ou salas nos quais são manuseadas poeiras combustíveis

6.2.2.1- Os prédios ou salas nos quais são manuseadas poeiras combustíveis


(dimensão das partículas <400 microns) devem ser projetados conforme as
exigências da NFPA 654;

6.2.2.2- Prédios fechados nos quais são manuseadas poeiras combustíveis devem
ser projetados com ventilação que atenda aos requisitos da NFPA 68;

6.2.2.3- No caso de haver ventilação contra explosão no prédio, as paredes das salas
do prédio (que são normalmente ocupadas) e/ou aquelas adjacentes às escadas de
saída, devem ser 5 vezes mais resistentes do que a parede de alivio, conforme a
Folha de Dados 1-44 do FM.
Para pressões de explosões desenvolvidas por poeira combustível específica, a
Folha de Dados 7-76 do FM, Quadro 1 deve ser consultada;

6.2.2.4- Devem ser providos no mínimo dois meios de saída de cada andar, conforme
a NFPA 101. As escadas devem ser localizadas em um poço fechado resistente a
fogo por 1 hora (para prédios até 3 andares) e por 2 horas (para prédios com mais de
3 andares). Alternativamente pode ser projetada uma escada externa aberta,
separada do prédio por uma parede resistente a fogo. Essa parede deve estender-se
por 3 m de cada lado das escadas;

6.2.2.5- Nas áreas onde poeira combustível é esvaziada ou enchida em sacos,


tambores e/ou outros recipientes, deve ser provida exaustão do local, de modo a
capturar qualquer vazamento de poeira;

6.2.2.6- Áreas para manuseio de poeira combustível devem possuir estações de água
de serviço, de modo a permitir que essas áreas sejam limpas, quando necessário.
Áreas onde poeiras combustíveis são manuseadas ou onde possa haver acúmulo das

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mesmas, devem possuir instalações para limpeza com aspiradores de pó por sistema
fixo de limpeza à vácuo ou com aspiradores portáteis. Os sistemas portáteis devem
ser projetados para atender a classificação elétrica da área, de modo a evitar o risco
de explosão no recipiente coletor de poeira. São necessários no mínimo 3
aspiradores portáteis de pó para cada andar do prédio;

6.2.2.7- A Área de Ensacamento deve possuir sistema de sprinklers automáticos de


acordo com a NFPA 13, com detectores de fumaça para detecção precoce;

6.2.2.8- A sala de controle deve ser separada das áreas operacionais por paredes à
prova de fogo e, caso possa ocorrer entrada de poeira combustível proveniente de
áreas adjacentes, a mesma deve ser pressurizada segundo os requisitos da NFPA
496.
Deve ser avaliada a resistência dessas paredes à ondas de sobrepressão
provenientes de explosões internas/externas.

6.2.3- Armazém

6.2.3.1- Não deve haver armazenagem de líquidos inflamáveis ou peróxidos, exceto


em salas vedadas projetadas conforme as seguintes normas: Líquidos inflamáveis
conforme a NFPA 30 e peróxidos conforme a NFPA 432 (Seção E);

6.2.3.2- Independente da Classe de Risco do produto armazenado, o armazém deve


ser protegido por sistema de sprinklers automáticos;

6.2.3.3- Para produtos Classe IV, em consonância com a NFPA 30, o projeto deve
seguir os requisitos do FM 8-25. Para estocagem em prateleiras, devem ser
instalados sprinklers de acordo com a NFPA 13 ou FM 8-9. Estações de mangueira
também devem ser instaladas.
Nota: As estações de mangueira e das válvulas de sprinkler devem
localizar-se em locais de fácil acesso no caso de um incêndio e devem ser
protegidas de danos por choque de veículos.

6.2.3.4- Equipamentos de carregamento de baterias devem ser instalados em sala


vedada ou em área externa ao armazém. Se o carregamento de baterias ocorrer
dentro de uma sala vedada, a área do teto deve ser ventilada mecanicamente para
prevenir acúmulo de hidrogênio na mesma;

6.2.3.5- As estações de armazenamento/abastecimento de gás GLP devem ser


instaladas em área aberta, externa ao armazém.

6.2.4- Sistema de Óleo Térmico

6.2.4.1- Geral

6.2.4.1.1- Se por exigência do processo o óleo térmico necessitar ser aquecido acima
de seu ponto de fulgor, o sistema de óleo térmico deve ser instalado
preferencialmente em área externa ou em uma sala vedada;

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6.2.4.1.2- Esta área deve possuir um sistema de drenagem para contenção e coleta
de qualquer derrame de óleo, capaz de encaminhar tais derrames a um local seguro;

6.2.4.1.3- O isolamento térmico do equipamento de óleo térmico deve seguir os


requisitos constantes nos PN-0503-00004 e PN-0503-00005;

6.2.4.1.4- O reservatório de óleo deve ser pressurizado com gás inerte com teor de
oxigênio inferior a 8%;

6.2.4.1.5- Caso o sistema seja instalado dentro de um prédio, o mesmo deve ser
protegido por sprinklers automáticos, projetados de acordo com os requisitos
constantes no PN-0502-00093.

6.2.4.2- Sala Vedada

6.2.4.2.1- No caso do aquecedor de óleo encontrar-se instalado em uma sala vedada


dentro do prédio, as paredes da mesma deverão ser resistentes a fogo por 2 horas;

6.2.4.2.2- Um índice mínimo de ventilação equivalente a 1cfm/ft2 de área de piso deve


ser provido.

6.2.4.3 - Local Externo

6.2.4.3.1- O sistema de óleo térmico deve ser instalado a uma distância mínima de
7,5 m de qualquer prédio ou isolado por parede resistente a 2 horas de fogo. Se for
usada parede resistente ao fogo, ela se estenderá no mínimo por 3 m para cada lado
do equipamento e verticalmente por 7,5 m acima do mesmo;

6.2.4.3.2- O prédio deve ser aberto em pelo menos dois lados para prover ventilação
natural.

6.2.5- Torres de Resfriamento

As torres de resfriamento devem ser construídas de materiais incombustíveis, ou seja,


certificadas como auto-extinguível pela UL 64 ou teste equivalente, ou devem ser
protegidas por sprinklers automáticos. A NFPA 214 e a Folha de dados 1-6 do FM
devem ser consultadas.

6.3 Equipamentos de Processo e Tubulações

6.3.1- Os equipamentos de processo e tubulações devem ser pintados e identificados,


de acordo com os padrões constantes nos PN-0503-00001 e PN-0502-00073,
respectivamente;

6.3.2- Para as especificações de materiais de tubulação devem ser seguidos os


padrões de especificação de material das unidades da Braskem. Quando uma nova
especificação de tubulação é requerida para atender a uma condição especifica não
coberta pela especificação original, o projetista deve seguir as recomendações e

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critérios do projeto original da planta. A nova especificação deve ser aprovada pela
Braskem;

6.3.3- Os drenos e respiros de equipamentos e tubulações que trabalham com


produtos inflamáveis, devem ser fechados com flange cego ou tampões, quando não
estiverem em uso. Para maiores detalhes de respiros e drenos em tubulações, devem
ser consultados os requisitos e recomendações constantes no PN-0502-00043;

6.3.4- Os vasos de pressão devem ser projetados de acordo com os requisitos


constantes no PN-0502-00065 e devem ser protegidos com dispositivos de alívio, em
consonância com os requisitos da NR 13 (Caldeiras e Vasos de Pressão);

6.3.5- As válvulas de amostragem para líquidos e gases inflamáveis e/ou tóxicos


deveriam ser do tipo auto-fechamento (self-closing);

6.3.6- Devem ser instaladas proteções em equipamentos, de modo a evitar acidentes


pessoais contra pontos de prensamento (aperto) e partes móveis (rotativas ou de
deslocamento), existentes nos mesmos. Correias e correntes devem ser
completamente enclausuradas por essas proteções. Sobre esse assunto, devem ser
seguidos todos os requisitos constantes na NR 12 (Máquinas e Equipamentos);

6.3.7- Devem ser instaladas plataformas de acesso nos equipamentos que requeiram
manutenção e/ou inspeção de rotina, ou onde o acesso é necessário durante paradas
de emergência;

6.3.8- O “sistema de água potável” não deve ser interligado com qualquer outro
sistema de água industrial (incêndio, clarificada, desmineralizada, etc). Da mesma
forma, o “sistema de ar respirável” deve ser independente do “sistema de nitrogênio”
e dos demais sistemas de ar;

6.3.9- Todas as malhas de controle e equipamentos devem ser projetados para falhar
no modo “seguro”;

6.3.10- Nas áreas onde há trânsito de veículos, todos os pipe-racks e tubulações


transportando produtos tóxicos, combustíveis e/ou inflamáveis devem ser protegidos
de potencial impacto;

6.3.11- A entrada de ar para os compressores de ar respirável e sistemas de


ventilação de edificações deve localizar-se a uma altura e área seguras (Não
Classificadas), para evitar a entrada de vapores inflamáveis, tóxicos e/ou corrosivos;

6.3.12- Os equipamentos e instrumentos que usam fontes radioativas devem possuir


a sinalização convencional de advertência, que consta de placa de sinalização de
fundo amarelo com a palavra “Radioativo” no centro de três lâminas rosas;

6.3.13- As conexões de mangueiras para estações de utilidades (nitrogênio, água,


vapor e ar) devem ser projetadas com engates diferenciados por tipo de fluido, no
mínimo para nitrogênio e ar de serviço. Cada conexão de utilidade deve ter uma
válvula de respiro para aliviar a pressão da mangueira antes da desconexão. Quando

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forem utilizadas mangueiras comuns para água, vapor e ar, elas devem ser
projetadas para a pressão máxima de operação. Para uma maior segurança do
projeto, deve ser considerada a possibilidade de utilizar mangueiras de cores
diferentes, com diferentes conexões, para diferentes serviços, conforme PN-0502-
00073;

6.3.14- Todas as válvulas, manuais ou automáticas, devem ser ergonomicamente


operáveis e/ou acessíveis para manutenção;

6.3.15- Nas situações onde a pressão ou vácuo puder exceder os valores de projeto
de um vaso, o mesmo deve possuir um sistema de alívio de emergência, projetado
segundo o API 520 (para vasos de pressão) e API 2000 (para tanques de estocagem
atmosférico/baixa pressão).
Todos os dispositivos de alívio devem descarregar em posições seguras e suas
tubulações de descarga devem ser adequadamente suportadas para evitar
movimento durante as descargas;

6.3.16- O dimensionamento da capacidade do sistema de flare para a área de


processo deve seguir os requisitos constantes no API 521;

6.3.17- A execução de testes hidrostáticos ou pneumáticos de pressão em tubulações


e equipamentos deve seguir os requisitos do PR-0503-00023.
Para equipamentos de pressão combinada (por exemplo, torres com condensadores
ou refervedores internos), os testes de pressão devem ser feitos com todos os
equipamentos conectados, sendo a pressão de teste limitada ao elemento com menor
P.M.T.A. (Pressão Máxima de Trabalho Admissível);

6.3.18- Conexões de nitrogênio de purga instaladas em linhas ou equipamentos


devem prever a instalação de raquetes, mangueiras flexíveis removíveis ou peças de
spool removíveis, para isolamento quando fora de uso;

6.3.19- Os critérios de projeto de tubulações de processo e utilidades encontram-se


descritos no padrão normativo PN-0502-00043;

6.3.20- Todas as tubulações devem ser devidamente suportadas e possuir adequado


arranjo para prevenir contra esforços excessivos provocados pela expansão térmica e
pelo peso próprio dos seus componentes. Os suportes e ancoragens devem seguir as
recomendações do PN-0502-00043.
Para a análise de esforços e tensões nas tubulações, devem ser seguidos os critérios
e recomendações do PN-0502-00046;

6.3.21- Os trocadores de calor devem ser projetados de acordo com o PN-0502-


00067;

6.3.22- Bombas de líquidos inflamáveis não deveriam localizar-se embaixo de


estruturas de processo ou de equipamentos;

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6.3.23- Serviços com hidrogênio, substâncias cáusticas e gás sulfúrico devem seguir
os requisitos constantes nos PN-0502-00043 e PN-0502-00065;

6.3.24- A quantidade de ligações flangeadas em tubulações de Hidrogênio deveriam


ser minimizadas;

6.3.25- Quando tensões significativas podem ocorrer na haste e/ou bocal de válvulas,
devido ao comprimento e/ou peso dos seus atuadores ou à vibração do conjunto, as
válvulas e atuadores devem ser adequadamente suportados, para eliminar este
efeito;

6.3.26- Alívio de expansão térmica é requerido quando o volume de líquido inflamável


que possa ser bloqueado numa tubulação exceder 0,2 m3. Abaixo desse valor, alívio
térmico poderá ser requerido baseado em análise específica;

6.3.27- Todas as válvulas que contenham fluidos com pelo menos 5% de poluentes
orgânicos perigosos para o ar (HAPs) ou 10% de compostos orgânicos voláteis
(VOCs) devem ser posicionadas de tal maneira que seja possível a monitoração das
emissões fugitivas, conforme requerido pelas regulamentações ambientais. Estas
válvulas devem ser do tipo “baixa emissão”, fornecidas com sistema de carga ativa ou
similar (ex: fole interno) para controle de emissão fugitiva, em consonância com o PN-
0502-00043;

6.3.28- Todas as estruturas metálicas de “pipe-racks” dentro de cenários de fogo


(dentro e fora das unidades de processo), especialmente se contém tubulações com
materiais inflamavéis, combustíveis e/ou tóxicos, devem ser revestidas com material
anti-chama (fireproofing), tanto para estruturas verticais quanto horizontais, conforme
o API 2218.
A aplicação do material anti-chama (fireproofing) deve seguir os requisitos do PN-
0603-00005;

6.3.29- Para tubulações que transportam cloro líquido ou gasoso, devem ser seguidas
as recomendações do Chlorine Institute (Pamphlet 6 e 60).

6.4 Elétrica e Instrumentação

6.4.1- Os projetos de Elétrica e Instrumentação devem atender aos requisitos da NR


10 (Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade), além dos critérios de
engenharia descritos nos:

6.4.1.1- PN-0502-00060 e PN-0502-00082 (Elétrica);


6.4.1.2 – PN-0502-00057, PN-0502-00058, PN-0502-00059 e PN-0502-00062
(Instrumentação);

6.4.2- Os Equipamentos e Materiais elétricos instalados em áreas


explosivas/inflamáveis devem ter certificação de conformidade INMETRO;

6.4.3- Caso exista estrada de ferro na unidade industrial, seus trilhos devem ser
devidamente aterrados em consonância com os requisitos do PN-0502-00060;

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6.4.4- Deve ser provida iluminação de emergência (do tipo com reinício instantâneo),
nas áreas em que são necessárias ações em caso de emergência e para identificar
as saídas e suas respectivas rotas, conforme a NBR 10898;

6.4.5- Transformadores de Força

6.4.5.1- Os transformadores para trabalhos internos devem ser do tipo “seco” e


“blindados”;

6.4.5.2- No caso dos transformadores a óleo, esse óleo não deve conter nenhuma
substância química do tipo PCB (Ascarel);

6.4.5.3- Devem ser providos meios para conter ou drenar o fluido de isolamento para
uma área segura. O sistema de contenção deve consistir de um fosso ou área
cercada

por dique e um sistema de drenagem para retirada da água pluvial. A Folha de


Dados 5-4 do FM deve ser consultada;

6.4.5.4- Os transformadores devem ser protegidos adequadamente contra o contato


pessoal acidental com partes energizadas. Devem ser instaladas placas de
sinalização nas suas cercanias, indicando “Perigo – Alta Voltagem”;

6.4.5.5- Nos casos de transformadores imersos em óleo em locais externos, a


distância segura “entre dois transformadores” e “entre um transformador e o prédio
(edificação)”, vai depender do volume (inventário) e inflamabilidade desse óleo. Para
a determinação dessas distâncias, deve ser consultada a Folha de Dados 5-4 do FM.
Nota: Se não for viável manter essas distâncias de separação, devem ser
implementadas barreiras corta-fogo entre os transformadores adjacentes e
outras instalações, ou ser provida proteção por sprinklers sobre os mesmos.

6.4.6- Os cabos devem ser do tipo retardante de chama, não propagador de fogo,
atendendo à IEEE Test 383, FM Group II, ou equivalente, referentes à propagação
de chamas;

6.4.7- O SDCD e os demais dispositivos sensíveis à interferência estática ou


eletromagnética, devem ser aterrados conforme as recomendações do fabricante;

6.4.8- Os tanques de armazenamento de GLP e de líquidos ou gases inflamáveis,


devem ser aterrados no mínimo em dois locais;

6.4.9- Uma conexão terra flexível deve ser provida nas estações de
carregamento/descarregamento de caminhões, trailers e vagões ferroviários de GLP,
líquidos inflamáveis ou partículas de poeira combustível;

6.4.10- Todo equipamento elétrico deve ser dotado de meios de impedimento de


reenergização (travamento por cadeado);

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6.4.11- A iluminação das diversas áreas de trabalho deve prover os valores mínimos
de iluminância especificados na NBR 5413 e API RP 540, além dos requisitos
constantes na NR 17 (Ergonomia);

6.4.12- Um circuito de aterramento ou sistema de aterramento de fundação deve ser


instalado em todos os prédios ou estruturas de aço que contenham líquidos
inflamáveis ou partículas de poeira combustível. A resistência para a terra não deve
exceder 5 ohms. Todos os equipamentos e estruturas de aço devem estar ligados ao
sistema de aterramento. A NFPA 70 deve ser consultada;

6.4.13- Prédios ou salas nos quais são manuseadas poeiras combustíveis

6.4.13.1- Equipamentos/Materiais instalados em áreas onde partículas de poeira


combustível são armazenadas ou manuseadas devem ser certificados para Zonas 21
ou 22;

6.4.13.2- Estruturas de aço, silos de armazenagem/transporte e equipamentos,


devem ser aterrados para prevenir acúmulo de eletricidade estática. A máxima
resistência para terra deveria ser de cinco 5 ohms;

6.4.13.3- Conexões flexíveis em serviços com poeira combustível devem ser


condutivas. Se for usado um material não condutivo, uma junção elétrica não isolada
deve ser instalada entre os acoplamentos;

6.4.13.4- A classificação elétrica das áreas de Embalagem/Ensacamento será IEC


Zona 22 para material não-peletizado e área não classificada para material
peletizado.

6.5 Detecção e Proteção contra Incêndio

6.5.1- Geral

6.5.1.1- Os equipamentos de detecção e proteção contra incêndio devem ser


aprovadas pelo INMETRO ou por organismos internacionais reconhecidos, tais como:
UL, FM, British Standards, UNI ou VDS;

6.5.1.2- Para o projeto dos Sistemas de Proteção contra Incêndios em unidades


industriais, devem ser seguidas as premissas básicas constantes no PN-0502-00093.
Nota: Para quaisquer informações/esclarecimentos adicionais, devem ser
consultadas as Normas da NFPA, tais como: NFPA 10, 12, 15, 20, 22, 24,
30, etc;

6.5.1.3- Especificamente para os sistemas de proteção por sprinkler, vale


ressaltar:

6.5.1.3.1- Devem ser instaladas válvulas de controle dos sprinklers, para cada
sistema independente, e todas elas devem localizar-se em áreas/locais de fácil
acesso num evento de incêndio;

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6.5.1.3.2- Todos os sistemas de sprinklers devem ser automáticos e equipados com


acionadores do tipo “válvulas manuais”. Tais sistemas devem possuir acionadores
manuais da(s) Sala(s) de Controle, além de alarme local em áreas que tenham
presença contínua de pessoas;

6.5.1.3.3- Todas as tubulações desse sistema devem ser projetadas com caimento,
para permitir sua drenagem após o uso;

6.5.1.3.4- Nenhuma tubulação de processo ou de outro equipamento deve ser


interligada à tubulação do sistema de sprinkler;

6.5.1.4- Em climas onde for possível a ocorrência de temperaturas abaixo de 0°C, os


sistemas de armazenamento, distribuição e alimentação de água de incêndio devem
ser adequadamente projetados com proteção contra congelamento;

6.5.1.5- O projeto deve garantir meios às pessoas de relatar rápida e eficazmente, as


situações de emergência. Isto pode ser feito por telefone, caixas quebra-vidro,
sistemas de alto falantes, botoeiras, etc, onde a distância máxima a percorrer entre
duas estações de relato deveria ser de 60 m. Sobre esse assunto, a Norma NBR
9441 deve ser consultada;

6.5.1.6- O projeto deve garantir um sistema de comunicação e alarme de emergência


de modo a abranger todas as áreas/instalações da empresa (industriais e
administrativas).
Nota: Sob condições normais e/ou especiais (partida, parada, etc), de
operação das unidades industriais, esse sistema deve assegurar a
audibilidade do alarme em todos os locais da empresa.

6.5.1.7- Em locais especiais de guarda de documentos (Exs: biblioteca, serviço


médico, recursos humanos, etc), devem ser previstos sistemas adicionais de proteção
contra incêndio.

6.5.2- Sistema de Combate a Incêndio

6.5.2.1- O sistema de água para combate a incêndio deve ser projetado para ser
exclusivo à proteção contra incêndios;

6.5.2.2- A linha de sucção das bombas de incêndio deve ser dimensionada para a
condição de todas as bombas operando simultaneamente;

6.5.2.3- As bombas de incêndio devem ser projetadas para prover um serviço


confiável na hipótese de falta de energia. Para isso, devem ser usados motores a
diesel como acionadores. No caso de uso exclusivo de motores elétricos, será
necessária a presença de um sistema gerador confiável no local para fornecer
energia emergencial;

6.5.2.4- O tanque de estocagem de óleo combustível (diesel) deve situar-se em local


externo à construção;

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6.5.2.5- O tanque de combustível das bombas de incêndio deve possuir um alarme de


nível baixo, o qual será acionado se o nível de combustível atingir um nível inferior ao
correspondente a 100 minutos de operação. O alarme soará localmente e em local
com presença contínua de pessoas (por exemplo, sala de controle);

6.5.2.6- Um alarme sonoro e luminoso de “bomba funcionando” deve ser instalado em


local que tenha presença contínua de pessoas, para indicar quando uma bomba de
incêndio estiver operando;

6.5.2.7- As bombas de incêndio deveriam ser equipadas com um medidor de vazão


aprovado, de modo a permitir os testes de performance exigidos pela NFPA 20;

6.5.2.8- Sempre que possível, as tubulações de água de incêndio devem ser


subterrâneas, atentando-se porém para que as mesmas não fiquem embaixo de
edificações e/ou tanques. Devem possuir proteção catódica e suas válvulas e
conexões devem situar-se acima do nível do solo;

6.5.2.9- Se necessário, os canhões monitores, hidrantes e respectivas válvulas


devem ser protegidos contra colisão por veículos;

6.5.2.10- Todos os canhões monitores e respectivas válvulas de comando devem ser


identificados (tagueados), para que seja possível identificar-se prontamente o
conjunto (qual válvula comanda qual monitor).

6.6 Segurança e Meio Ambiente

6.6.1- As superfícies quentes de equipamentos e tubulações (>= 60oC), devem ser


isoladas para a proteção das pessoas, em consonância com os requisitos constantes
no PN-0503-00004;
Nota: No caso desses equipamentos e tubulações situarem-se em áreas
classificadas, devem ser verificadas as temperaturas de auto-ignição dos
gases potencialmente presentes nessas áreas.

6.6.2- Não deve ser utilizado amianto ou quaisquer outros materiais que o contenham;

6.6.3- Em relação ao Transporte e Movimentação de Materiais, devem ser seguidos


os requisitos constantes na NR 11 (Transporte, Movimentação, Armazenagem e
Manuseio de Materiais);

6.6.4- Devem ser instaladas birutas (ou outro equipamento similar) em pelo menos
dois locais estratégicos do site, distantes um do outro.
Tais equipamentos devem ser iluminados de modo que sejam facilmente visíveis
pelas pessoas à noite;

6.6.5- Nas áreas de carregamento/descarregamento de produtos, sistemas de


proteção contra quedas devem ser instalados, de modo a evitar quedas de pessoas
de cima dos caminhões tanques, vagões ferroviários, etc;

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6.6.6- Especificamente para os Chuveiros e Lava-Olhos de Emergência, vale


ressaltar:

6.6.6.1- Devem ser instalados chuveiros e lava-olhos de emergência em todas as


áreas onde pessoas possam estar expostas a contato acidental com produtos
químicos;

6.6.6.2- Os chuveiros e lava-olhos devem atender às exigências de vazão, instalação,


dimensões, etc, da ANSI Z358.1;

6.6.6.3- Devem ser providos de água potável, para o mínimo de 25 minutos na vazão
mínima de 75 lit/min para os chuveiros e 1,5 lit/min para os lava-olhos;

6.6.6.4- Devem ser claramente identificados, ou seja, tagueados, com identificação


luminosa específica e sinalizados;

6.6.6.5- A distância máxima a ser percorrida para um chuveiro e/ou estação lava-
olhos deveria ser de 15 m. O projeto não deve exigir que o acidentado se dirija a
outros andares para ter acesso a esses equipamentos;

6.6.7- Os critérios de projeto relativos à emissão de efluentes sólidos, líquidos e


gasosos devem, além do atendimento aos requisitos legais, condicionantes das
licenças ambientais e recomendações resultantes da aplicação da técnica do IAAI
(Identificação e Avaliação dos Aspectos e Impactos ao Meio Ambiente e a Saúde),
visam superar os padrões internacionais.
Nota: Como requisitos legais, além da NR 25 (Resíduos Industriais), existem
as Legislações Estaduais e Federais de Meio Ambiente. Tais legislações
podem ser consultadas na planilha CAL da Braskem, ou outros meios, em
consonância com o PR-0603-00017 e IT-0112-00002.
Como exemplo de referência internacional, deve ser consultado os padrões
ambientais da EPA (Environmental Protection Agency).

6.7 Saúde e Higiene Ocupacional

6.7.1- Devem ser adotados critérios de projeto que evitem a exposição das pessoas
aos agentes de riscos químicos (líquidos, vapores, gases e poeiras), físicos (ruído,
vibrações, radiações, calor, etc) e ergonômicos (posturas inadequadas, movimentos
repetitivos, levantamento de peso, etc).
Nesse aspecto, a exemplo das questões ambientais, devem ser seguidas as
recomendações resultantes da aplicação da técnica do IAAI.

6.7.2- Especificamente em relação ao agente físico “Ruído”, vale ressaltar:

6.7.2.1- Os critérios de projeto devem seguir os requisitos constantes no PN-0603-


00001;

6.7.2.2- Na falta de tecnologia disponível para redução dos níveis de ruído


provenientes de equipamentos, tubulações, instrumentos, etc, o projeto deve prever
seu enclausuramento (controle na fonte através do uso de barreiras físicas).

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6.7.3- Em relação à Ergonomia nos Projetos, vale ressaltar:

6.7.3.1- É fundamental que seja realizada, no início de qualquer projeto, a análise


ergonômica da atividade a ser desenvolvida no local, com o envolvimento e
participação dos futuros usuários daquele sistema, onde devem ser considerados os
seguintes aspectos:

6.7.3.1.1- Biomecânicos: posturas predominantes, existência de movimentos


repetitivos, levantamento de peso, posturas estáticas, etc;
6.7.3.1.2- Organizacionais: ritmo de trabalho, comunicação, trabalhos em turnos,
trabalho que exija maior grau de concentração, etc;
6.7.3.1.3- Ambientais: temperatura, umidade, luminosidade, qualidade do ar do
ponto de vista de contaminantes (CO2, fungos, etc);
6.7.3.1.4- Sensoriais: cores, sinalização, possibilidade de utilização de música
ambiente, etc;
6.7.3.1.5- Psicossociais: carga mental de trabalho e necessidade de local para
descontração e convivência social, contato visual com paisagens naturais (evitar
ambientes sem janelas), etc.

6.7.3.2- Do ponto de vista legal, devem ser considerados como requisitos mínimos os
exigidos pela NR 17 (Ergonomia) e Resolução no 9, de 16/01/2003, da ANVISA
(Padrões Referenciais de Qualidade do Ar Interior em Ambientes Climatizados
Artificialmente de Uso Público e Coletivo);

6.7.3.3- Do ponto de vista técnico, devem ser consultadas as normas específicas da


ABNT, a exemplo da NBR 9050, levando-se também em conta a questão de
acessibilidade para portadores de necessidades especiais;

6.7.3.4- Considerando ainda a necessidade da adoção de padrões de excelência


internacional pela Braskem, as seguintes normas ISO devem ser consultadas: 6385,
10075, 10075-2, 13407, 16071, 16982 e 9241;

6.7.3.5- Para as áreas administrativas deverão ser seguidos, especificamente, os


critérios constantes no documento “Critérios Técnicos para Áreas Administrativas” e o
Plano Diretor de Ocupação de Espaços da Braskem.

7 OUTRAS CONSIDERAÇÕES

7.1- As diretrizes de SSMA exigidas na Contratação e Gestão de Serviços, bem como


na qualificação e avaliação de desempenho dos prestadores de serviços cujas
atividades são críticas para a continuidade operacional, Qualidade e SSMA na
Braskem, encontram-se definidas no procedimento PR-0302-00006;

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7.2- As novas instalações e as modificações feitas nas existentes com possível


impacto ambiental devem ser projetadas com vistas a atender aos seguintes
requisitos de desempenho ambiental:

7.2.1- Qualidade do Ar - Os processos devem possuir um sistema ambientalmente


seguro de modo a minimizar as emissões atmosféricas durante toda a operação
(incluindo partidas e paradas), processos de amostragem, manutenção de
equipamentos e limpeza.

7.2.1.1- Produtos Químicos em Águas Residuárias (efluentes líquidos) - As


emissões atmosféricas originárias dos fluxos dessas águas contendo substâncias
voláteis, devem ser avaliadas, visando minimizá-las;

7.2.1.2- Emissões de Torres de Resfriamento - Os sistemas de água de


resfriamento que podem conter substâncias perigosas devem incluir programas de
controle para minimizar os riscos de vazamentos;

7.2.1.3- Emissões Fugitivas - Toda nova instalação deve ser projetada com vistas a
minimizar emissões fugitivas de substâncias perigosas e/ou odoríferas. Cada
instalação deve ter um programa de monitoramento dessas emissões, de modo a
minimizá-las;

7.2.1.4- Operações de carregamento e descarregamento de produtos (em


containers, caminhões tanque, vagões, etc) - A emissão de substâncias perigosas
resultante dessas operações deve ser controlada;

7.2.1.5- Odores - A emissão de odores deve ser controlada de modo a atender às


expectativas dos empregados, parceiros e vizinhos;

7.2.1.6- Sistemas de Refrigeração - O uso de substâncias químicas nocivas à


camada de ozônio nos sistemas existentes ou novos deve ser compatível com os
requisitos legais.

7.2.2- Qualidade da Água - Os processos devem possuir um sistema


ambientalmente seguro de modo a minimizar o uso de água e quaisquer emissões na
mesma durante toda a operação (incluindo partidas e paradas), processos de
amostragem, manutenção de equipamentos e limpeza.

7.2.2.1- Água residuária para as estações de tratamento - O projeto de uma nova


instalação de processo, quando aplicável, deve contemplar a especificação quali-
quantitativa dessas águas descarregadas para uma estação de tratamento.

7.2.3- Proteção do Solo e das Águas Subterrâneas - As instalações devem ser


projetadas, construídas, operadas e mantidas de forma a proteger o solo e as águas
subterrâneas contra qualquer tipo de contaminação por substância química.

7.2.3.1- Áreas de Carregamento/Descarregamento de produtos - Os sistemas de


contenção de derrame dessas áreas devem ser projetados de modo a controlar além
das perdas normais, aquelas associadas às operações de transferência dos produtos;

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7.2.3.2- Áreas de Processo - As áreas de processo, inclusive as instalações de


carregamento/descarregamento e armazenamento, devem ser projetadas e mantidas
de modo a evitar a contaminação do solo e das águas subterrâneas;

7.2.3.3- Sistemas de Contenção de Derrames - Cada unidade industrial deve ter um


procedimento para garantir que os sistemas de contenção sejam mantidos e as
descargas dos sistemas sejam monitoradas e/ou tratadas apropriadamente antes da
destinação final.

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