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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 3ª VARA CRIMINAL

DA COMARCA DE BETIM – MINAS GERAIS.

PROCESSO N° 0040976-43.2014.8.13.0027.

JUNIO DE SENA VIANA , Brasileiro, Solteiro, atualmente prestando como


captador de imóveis autônomo , CI-SSP-MG 19.046.734, filho de Ormeu de
Viana e Elizete Lina da Silva Viana, nascido em 08 de junho de 1995, na
Comarca de Belo Horizonte – MG, por sua advogada "In fine" assinada, com
escritório profissional à Avenida Amazonas nº 608 – Sala 202 – Centro -
Betim – MG, comparece o Acusado, tempestivamente, com todo respeito a
Vossa Excelência., explicitando, com abrigo no art. 396-A do Código de
Processo Penal, a presente

DEFESA PRELIMINAR
Com fulcro no artigo 396 do Código de Processo Penal, contestando a
Denúncia em todos os seus termos e ao final provar sua inocência,
conforme Ditames da JUSTIÇA.

DA VIDA PREGRESSA DO ACUSADO

IMPRESCIDÍVEL SALIENTAR QUE O ACUSADO É PESSOA DE BOA


ÍNDOLE, PRESTA SERVIÇOS COMO AUTÔNOMO EM EMPRESA IDÔNEA NA
COMARCA DE BELO HORIZONTE – MG, (IEF CORRETOR DE IMÓVEIS),
CONFORME DECLARAÇÃO ANEXA, PRIMÁRIO E PORTADOR DE BONS
ANTECEDENTES, TEM RESIDÊNCIA FIXA E JAMAIS, E NUNCA, E EM HIPÓTES
ALGUMA SE ENVOLVEU EM ILÍCITOS PENAIS, MOTIVOS PELOS QUAIS FAZ
JUS À APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA,
BEM COMO IN DÚBIO PRÓ RÉU, BEM COMO DE TODOS OS BENEFÍCIOS DA
LEGISLAÇÃO VIGENTE.

DO DIREITO

Dispõe o art. Art. 155 do Código de Processo Penal que explicita:

“O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em


contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão
exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação,
ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.” É pacífica
a jurisprudência no sentido de que ainda que comprovada a materialidade,
mas NÃO COMPROVADA a autoria, somente a existência de meros indícios,
não são estes suficientes para formar um Juízo de condenação, muito
menos de continuação de uma ação penal.
Do entendimento Doutrinário

No caso em tela, há de se explicitar o entendimento do mestre Julio


Fabbrini Mirabete:

"Para que o juiz declare a existência da responsabilidade criminal e


imponha sanção penal a uma determinada pessoa, é necessário que
adquira a certeza de que foi cometido um ilícito penal e que seja ela a
autora. Para isso deve convencer-se de que são verdadeiros determinados
fatos, chegando à verdade quando a idéia que forma em sua mente se
ajusta perfeitamente com a realidades dos fatos. Da apuração dessa
verdade trata a instrução, fase do processo em que as partes procuram
demonstrar o que objetivam, sobretudo para demonstrar ao juiz a
veracidade ou falsidade da imputação feita ao réu e das circunstâncias que
possam influir no julgamento da responsabilidade e na individualização das
penas. Essa demonstração que deve gerar no juiz a convicção de que
necessita para o seu pronunciamento é o que constitui a prova. Nesse
sentido, ela se constitui em atividade probatória, isto é, no conjunto de atos
praticados pelas partes, por terceiros (testemunhas, peritos etc.) e até pelo
juiz para averiguar a verdade e formar a convicção deste último. Atendendo-
se ao resultado obtido, ou ao menos tentado, provar é produzir um estado
de certeza, na consciência e mente do juiz, para sua convicção, a respeito
da existência ou inexistência de um fato, ou da verdade ou falsidade de
uma afirmação sobre uma situação de fato, que se considera de interesse
para uma decisão judicial ou a solução de um processo.( MIRABETE, Julio
Fabbrini. Processo Penal. 16. ed., revista e atualizada. São Paulo: Atlas,
2004. p. 274-275.)

Ainda, importante o explícito pelo magistério do Des. ADALBERTO JOSÉ Q. T.


DE CAMARGO ARANHA, "a sentença condenatória somente pode vir
fundada em provas que conduzem a uma certeza. Até mesmo a alta
probabilidade servirá como fundamento absolutório, pois teríamos tão-só
um juízo de incerteza que nada mais representa que não a dúvida quanto à
realidade" (Da prova no Processo Penal, 1994, pág. 64).

DOS PEDIDOS

1- Que improcede totalmente a Denúncia de folhas II e III, já que os fatos


não transcorreram consoantes o ali narrado.

2- No decorrer da instrução comprovará a sua inocência, e, para tanto,


utilizar-se-á das provas documentais acostadas aos presentes autos, outras
que venham a ser juntadas, bem como, com a oitiva das testemunhas
Arroladas na Denúncia, que deverão ser inquiridas por este juízo.

3 – Requer a oitiva dos acusados LUIZ HENRIQUE RAMOS DA SILVA e


MARLON HERMON FRANCO.

4- Assim, respeitosamente requer a Vossa Excelência., o recebimento e a


juntada desta aos presentes autos, prosseguindo-se o feito,e, com a
inquirição do acusado e após a inquirição das testemunhas Arroladas na
Denúncia.

5 – Sejam exibidas as armas apreendidas pela policia no dia da prisão


para reconhecimento dos objetos.

Seja oficiado o posto de gasolina denominado “Carretão Pampas”, para


que disponibilize a filmagem do sistema de segurança do dia 27 de janeiro
de 2014, para verificar se o depoimento da vítima coincide com a realidade
dos fatos.
- Requer ainda se digne Vossa Excelência, a determinar à perícia na arma e
exame de balística, com a expedição dos respectivos laudos, por entender
ser uma diligência necessária, devendo o causídico que esta subscreve, ser
intimado da realização da diligência (em todas as sua circunstâncias), bem
como, cientificar, o “dominus Litis”, para querendo acompanhar, em
conformidade com o que preceitua o Art. 400, do Diploma Processual
Penal.

Nestes Termos.
Pede e Espera Deferimento.

Betim, 12 de março de 2014.

Telma Tomé Guimarães


OAB/MG 139.553