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RETROSPECTIVA JANEIRO 2018

Professora Rebecca Guimarães

Rebelião em presídio de Aparecida de Goiânia tem 9 mortos e 99 foragidos

Rebelião em presídio de Aparecida de Goiânia tem 9 mortos e 99 foragidos

As forças de segurança pública de Goiás tentava recapturar 99 presos que estavam foragidos do

Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás, palco

de uma rebelião em que ao menos nove detentos foram mortos e 14 ficaram feridos no dia de janeiro. Além de os 9 apenados mortos terem seus corpos carbonizados, dois deles foram decapitados. 6 dos 14 feridos continuavam internados em hospitais da região um deles em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Cento e cinquenta e três presos tiveram que ser transferidos para outros presídios. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (Seap), um número ainda maior de condenados deixou o complexo prisional durante o tumulto. Muitos deles, no entanto, permaneceram próximo ao local e retornaram voluntariamente, após o

Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope) retomar o controle da situação com apoio

do Batalhão de Choque da Polícia Militar.

Revolta no Irã vai além da economia

Revolta no Irã vai além da economia

Em meio aos protestos que se espalharam por várias cidades iranianas, o presidente Hassan Rouhani alertou os líderes conservadores da nação islâmica que os manifestantes não estão apenas exprimindo o descontentamento em relação à economia. Segundo ele, as marchas repudiam igualmente a corrupção nos variados escalões de poder

e sobretudo a interferência do Estado nas liberdades individuais. “Ninguém pode impor um estilo de vida à geração

futura”, disse Rouhani, segundo a agência de notícias estudantil iraniana ISNA.

O recado do moderado Rouhani ecoa vozes da sociedade civil que se opõem ao reacionarismo religioso dominante

no país desde a revolução iraniana de 1979, que trocou a ditadura do xá Reza Pahlavi pela república dos aiatolás, na

qual o presidente se submete ao líder supremo, apoiado no Conselho dos Guardiães e na Guarda Revolucionária. E o

embate entre princípios republicanos seculares e a elite clerical não se restringe ao Irã. Está latente em todo o Oriente Médio.

Mas, diferentemente da arquirrival sunita Arábia Saudita, o xiita Irã se viu afetado por anos de embargo econômico

internacional para forçá-lo a deter seu programa nuclear. Também sofreu com a queda dos preços do petróleo e a equivocada política de financiamento de grupos como o Hezbollah, no Líbano; e o Hamas, na Faixa de Gaza, que continua. O país mergulhou numa decadência econômica que atingiu em cheio as condições de vida da população, sobretudo os mais pobres.

O acordo nuclear negociado com EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Rússia e China, concluído no último ano da

gestão de Barack Obama, possibilitou o fim das restrições internacionais, mas os ganhos efetivos estão demorando a aparecer. Segundo estimativa preliminar do FMI, o PIB do Irã cresceu 3,45%, para US$ 427,6 bilhões, em 2017, reforçando os sinais de lenta recuperação. Mas a inflação deve ficar em torno de 10%, e o desemprego, em 12,4%, afetando a população. O país, de pouco mais de 81 milhões de habitantes, tem no petróleo 80% de suas

exportações.

Para os falcões iranianos, as reformas do presidente, tirando o país do isolamento, são um risco para a sharia, a lei islâmica. Além disso, o apoio de Donald Trump aos manifestantes reforça o discurso beligerante dos militares.

Para essas forças, os protestos representam uma derrota política para Rouhani, que pode até vir a custar-lhe o emprego, como ocorrera em 2003, quando protestos semelhantes abalaram o presidente reformista Mohammad Khatami, abrindo caminho para a ascensão de Mahmoud Ahmadinejad.

A revolta, porém, cresceu e voltou-se contra o regime como um todo. Os manifestantes reivindicam, por exemplo, o fim da ajuda ao Hamas e ao Hezbollah, deslocando esses recursos para a economia do país. Ou seja, os iranianos protestam por uma economia saudável e um país pacífico, integrado à comunidade internacional.

Na Coreia do Norte, Kim Jong-un inicia 2018 com ameaças aos EUA

Na Coreia do Norte, Kim Jong-un inicia 2018 com ameaças aos EUA

Na passagem de ano na Ásia, os desejos de paz foram interrompidos por uma nova ameaça de guerra, que veio da Coreia do Norte. Japonês não descansa nem no primeiro dia do ano - não que ele trabalhe, é feriado por lá. Mas o povo sabe que precisa chegar cedo a uma disputada atração. Muita gente brinca no Brasil dizendo que no Japão o Ano Novo chega primeiro. É verdade. Mas o que pouca gente sabe é que as celebrações no Japão duram mais tempo. É que os japoneses têm

compromissos nos três primeiros dias do ano: ir aos templos.

Essa primeira visita do ano é chamada de hatsumode. O clima é de festa. Tem comida típica e muita fé. Hora de fazer pedidos, desde as primeiras horas da manhã.

Os japoneses acordam cedo, porque o réveillon no país sempre é tranquilo. Na hora da virada, a

concentração acontece entre orações até a chegada do novo ano, marcada apenas com o toque do sino.

Na China, o destaque na queima de fogos foi a cidade de Dalian, no norte do país. Quem mora em Pyongyang viu uma virada do ano iluminada. E na manhã do dia 1º

ouviu um discurso sombrio do líder norte-coreano.

Kim Jong-un afirmou que o botão nuclear está sempre sobre a mesa dele, deixando os Estados Unidos ao alcance de suas bombas, e anunciou que, em 2018, o foco

será a produção em massa de ogivas nucleares e mísseis balísticos.

Se 2018 terá as mesmas ameaças e a tensão de 2017, ir aos templos no começo do ano parece compreensível.

Brasil fecha balança comercial com superávit recorde

de quase US$ 70 bi

Brasil fecha balança comercial com superávit recorde de quase US$ 70 bi

Brasil fecha balança comercial com superávit recorde de quase US$ 70 bi

Em 2017, exportações superaram importações em US$ 67 bilhões, maior valor da série histórica, iniciada em 1989. O Brasil fechou a balança comercial de 2017 com recorde positivo. O superávit chegou a quase US$ 70 bilhões.

Em 2017, as exportações superaram as importações em US$ 67 bilhões. É o maior valor da série

histórica, registrada desde 1989. E bateu o recorde anterior, que era de mais de US$ 47 bilhões, em

2016.

As exportações fecharam 2017 em mais de US$ 200 bilhões. As importações também cresceram. O

aumento foi de 10,5%. A China é um grande parceiro para o Brasil: é para onde mais vendemos e de

onde mais compramos.

Os chamados produtos básicos, como grãos, seguem com mais peso na balança do Brasil com outros países. Essas vendas ao exterior cresceram quase 30%. As estrelas da exportação foram o petróleo bruto,

minério de ferro e a soja.

Em seguida estão semimanufaturados de

ferro

os

manufaturados, com destaque para óleos combustíveis, máquinas de

terraplanagem, tratores e carros.

Na exportação, o resultado foi uma combinação de quantidade e preço

maiores. E, nessa balança, o preço pesou mais: nossos produtos foram

vendidos a outros países 10% mais caros. E a quantidade exportada aumentou quase 8%.

e

aço

e

Onda de violência deixa mais de mil alunos sem aula em Fortaleza

Onda de violência deixa mais de mil alunos sem aula em Fortaleza

O número de assassinatos no Ceará aumentou 30% na comparação de janeiro de 2018 com 2017. Nos últimos dias, duas chacinas e fugas de presídios

deixaram a população assustada. Em Fortaleza, mais de mil alunos ficaram

sem aula. Uma escola municipal foi invadida, depredada e pichada com inscrições de uma facção criminosa. Os professores, com medo, suspenderam as aulas. Só neste fim de semana, 45 pessoas morreram assassinadas no Ceará. Na

noite desta segunda-feira (29), um protesto por mais segurança bloqueou os

dois sentidos da BR-116, no bairro Cajazeiras, onde aconteceu a chacina. As investigações, agora, se concentram no depoimento dos suspeitos.

A perícia nas armas apreendidas com eles pode determinar se elas foram usadas na matança. Além da violência nas ruas, o estado enfrenta também uma crise no sistema

penitenciário. Na segunda-feira (29), 23 presos fugiram de três cadeias públicas. E no norte

do estado, na prisão de Itapajé, um confronto de grupos rivais terminou em massacre - dez

presos executados.

A cadeia estava com 83 presos. Mais que o dobro da capacidade que era de 40. Depois da rebelião, 44 foram transferidos.

Um relatório do Conselho Nacional de Justiça de dezembro de 2017 já alertava para

superlotação e a situação péssima da cadeia. Mesmo com detector de metal, a polícia encontrou duas armas de fogo com os presos. Na

Secretaria de Justiça, responsável pelo sistema penitenciário, ninguém quis gravar entrevista.

O delegado da cidade onde fica a cadeia pública falou sobre a precariedade da segurança.

A Secretaria de Justiça do Ceará declarou que está investigando como as armas entraram na cadeia, já que o equipamento de raio-x está funcionado, e que está buscando ampliar o número de vagas nos presídios. Até abril, deve concluir um concurso para mil agentes

penitenciários.

Bruno Mars é grande vencedor do Grammy, o Oscar da música

Bruno Mars é grande vencedor do Grammy, o Oscar da música

Bruno Mars começou a carreira escrevendo música para os outros. Acabou descobrindo o desperdício que era ele não cantar. O americano ganhou seis prêmios, incluindo os mais importantes de canção e de álbum do ano. Agradeceu dizendo que escreve

músicas motivado por amor.

A entrega do Grammy foi no Madison Square Garden, em Nova York, uma arena que recebe shows de alguns dos maiores músicos do mundo. No domingo (29), muitos artistas se uniram dentro num coro para protestar.

A flor branca no figurino representou união contra o assédio e o abuso sexual de mulheres.

O presidente Donald Trump também foi lembrado. O apresentador da cerimônia, James Corden, brincou que em 2019 Trump

pode ser o tema do “melhor álbum falado”, uma categoria que existe no prêmio.

Aí, um vídeo mostrou vários artistas lendo trechos do livro “Fogo e fúria - por dentro da Casa Branca de Trump”, que o presidente chamou de mentiroso. No fim do vídeo, quem aparece lendo é Hillary Clinton. Houve uma outra alfinetada no presidente. Antes da cerimônia, o U2 gravou uma apresentação diante da estátua da liberdade.

O vocalista Bono Vox disse: “Abençoados sejam todos os países de merda”. Mas, na transmissão nos EUA, o palavrão foi

censurado. No começo deste mês de janeiro, Trump foi acusado de usar essa expressão para se referir a países da África e América Latina. O presidente negou.

Na internet, o U2 reafirmou sem cortes o que tinha dito.

A cantora Camila Cabello também fez uma defesa dos imigrantes. Ela disse que é uma cubana-mexicana com orgulho e que foi levada aos Estados Unidos pelos pais, que não tinham nada no bolso além de esperança

O Fórum de Davos começou como uma pequena conferência sobre gestão em 1917. O seu fundador, Klaus Schwab, desejava introduzir as técnicas de gestão norte-americanas para melhorar o baixo desempenho das empresas europeias. Mas Davos cresceu desmesuradamente desde esse modesto começo. Nos dias de hoje é um encontro anual que reúne cerca de 3000 personalidades mundiais, do mundo empresarial, das finanças e da política.

O Fórum de Davos descreve a sua missão oficial como “melhorar o estado do mundo”. O evento tem lugar num

centro de conferências no coração da pequena estância de esqui suiça de Davos. Quem vai marcar presença?

Os políticos das grande potências mundiais não vão faltar ao encontro. Este ano o Fórum vai contar com as

presenças de Emmanuel Macron, Angela Merkel, Theresa May, Justin Trudeau, Benjamin Netanyahu, Narendra

Modi, entre muitos outros. Tradicionalmente, os presidentes dos Estados Unidos não participam, mas este ano, Donald Trump,

surpreendentemente decidiu aparecer. Embora na sua campanha eleitoral tenha criticado o tipo de "globalismo"

que Davos representa.

Os analistas políticos esperam que Trump continue com o seu lema America First ”, sem se importar com tudo o resto. O seu objetivo é alargar a sua base política doméstica. Também muitos dos líderes das maiores empresas do mundo vão estar presentes. Eis alguns dos nomes mais sonantes: Marc Benioff da Salesforce, Carlos Ghosn da Renault-Nissan-Mitsubishi e Sir Martin Sorrell do WPP, o maior grupo mundial de comunicações.

Altos dirigentes das Nações Unidas e do FMI também vão participar, assim como os presidentes dos bancos públicos, como Mark

Carney do Banco de Inglaterra.

O Fórum também endereça convites a instituições de caridade, organizações não-governamentais e celebridades da música e do cinema. A ideia é contrariar a acusação que Davos é um encontro de elites plutocráticas. O que vai acontecer?

A grande discussão é sobre temas recorrentes como a desigualdade, a pobreza, a inovação, o meio ambiente, entre outros. O

tema oficial da reunião deste ano é: “Criar um futuro compartilhado num mundo fraturado”.

Mas a realidade é que as principais discussões e os principais negócios acontecem em salas privadas, em festas ou nos quartos dos hotéis. Tudo longe dos olhares dos jornalistas.

Para os defensores do Fórum é uma oportunidade para pessoas influentes e bem intencionadas fazerem algum bem ao mundo

mas para os críticos Davos não passa de uma conspiração de elite nefasta para um mundo impotente.

Votação na Venezuela é antecipada; Maduro é candidato à reeleição

Votação na Venezuela é antecipada; Maduro é candidato à reeleição

Comunidade internacional: EUA chamaram de ilegítima convocação para a votação. Espanha expulsou embaixador venezuelano do país.

Na Venezuela, duas decisões de instituições ligadas ao presidente Nicolás Maduro agravaram a crise política no país e

aumentaram a preocupação com as eleições. A campanha eleitoral de Nicolás Maduro já está nas ruas. Ele se declarou candidato à reeleição. As eleições presidenciais na Venezuela estavam previstas para o fim de 2018, mas a Assembleia Nacional Constituinte, ligada ao governo de Maduro, decidiu antecipar o pleito para antes de 30 de abril. Ao longo da semana, a comunidade internacional condenou o anúncio. Os Estados Unidos chamaram de ilegítima a convocação da Assembleia Nacional Constituinte. O grupo de Lima formado por 12 países - entre eles Brasil, Chile e Argentina - também repudiou a iniciativa e se reuniu para avaliar a situação na Venezuela. Em uma declaração conjunta, os países rejeitam a decisão da Venezuela de antecipar as

eleições; afirmam que a decisão torna impossível a realização de eleições democráticas, transparentes e confiáveis; exigem que as eleições sejam convocadas com antecipação adequada e com a participação de observadores internacionais independentes; e

condenam os atos de violência.

Na sexta-feira (26), a Espanha expulsou o embaixador venezuelano do país. Uma medida de reciprocidade, depois que Maduro também expulsou o embaixador espanhol como retaliação às sanções impostas pela União Europeia à Venezuela. Na quinta (25), mais uma decisão que pode agravar a profunda e intensa crise política na Venezuela. O Tribunal Superior de

Justiça, que é favorável a Nicolás Maduro, recusou o registro de uma chapa que reúne vários partidos de oposição ao governo

venezuelano para a eleição presidencial, o que fragmenta a oposição, deixando caminho livre para a reeleição de Maduro.

Fontes diplomáticas brasileiras consideram a decisão mais uma demonstração da natureza autoritária do regime.

Aplicação de vacina fracionada contra febre amarela começa no Rio e em SP

Aplicação de vacina fracionada contra febre amarela começa no Rio e em SP

Rio de Janeiro e São Paulo começaram na quinta-feira (25) a campanha de vacinação fracionada contra febre amarela. Na capital paulista, só recebeu a dose quem tinha senha.

Do alto dos seus três anos, Mariana foi com a carteira de vacinação e uma promessa: “Não vai chorar”. Como ela,

milhares de paulistanos fizeram fila para tomar a vacina fracionada da febre amarela que começou a ser distribuída na quinta-feira (25).

Em São Paulo, a campanha acontece em 53 municípios mais a capital - em 20 bairros das zonas Sul e Leste. Na cidade, a vacina só está sendo oferecida para quem tem senhas, distribuídas pela prefeitura. E nem todo mundo

tinha a senha. Quem não chegou com senha não foi vacinado. Preencheu um cadastro e vai esperar a visita de

agentes de saúde em casa.

Em Guarulhos, teve vacinação de casa em casa na região do Zoológico, que está fechado à visitação por causa da doença. Na quinta, a Secretaria de Saúde municipal confirmou mais uma morte, a quarta na cidade por febre amarela.

No Rio de Janeiro, 15 municípios participaram da campanha. Só na capital foram mais de 200 postos.

A meta do Ministério da Saúde é imunizar 20 milhões de pessoas em São Paulo e no Rio, a maior parte com a vacina

fracionada.

A vacina é a mesma. A diferença é a quantidade. A seringa usada na aplicação é fininha. Em vez de retirar 0,5 ml, a

dose completa, a auxiliar de enfermagem retira 0,1 ml, 20%. Assim, em vez de vacinar uma pessoa, a dose é

suficiente para cinco pessoas. Outra diferença é o tempo de proteção. A Organização Mundial da Saúde diz que a dose completa protege pela vida inteira. Já a dose fracionada protege por oito anos. Por isso, quem passa pelo posto

já está marcando o retorno para 2026.

Mas atenção. Bebês de nove meses a dois anos, grávidas que moram em áreas de risco e têm recomendação médica, pacientes com Aids e doenças do sangue ou que concluíram tratamento de quimioterapia devem tomar a dose completa, assim como quem vai viajar para um dos 135 países que exigem certificado de vacinação da doença. Para quem vai viajar no carnaval para áreas de risco dentro do Brasil, a dose fracionada vale. “Antes de

viajar para o carnaval, verificar se o município para onde você está indo está na lista dos municípios de risco da febre amarela. E a segunda questão: tomar a vacina dez dias antes da viagem, ou seja, no máximo

até 30 de janeiro”, explicou Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Saúde de São Paulo.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, vistoriou na quinta uma fábrica na região metropolitana de São Paulo que vai dobrar a capacidade de produção da vacina contra a febre amarela no Brasil, mas só a partir de junho.

Ele disse que não pode revelar o estoque de vacinas porque é uma informação estratégica. “Há doses

fracionadas para todos os brasileiros. Nós faremos a vacinação nas áreas onde a população tem risco de pegar febre amarela”, disse o ministro.

O governo de Minas Gerais incluiu mais 68 cidades em situação de emergência em saúde pública, por

causa da febre amarela. Agora, 162 estão em áreas com maior incidência da doença.

Dívida pública sobe 14,3% em 2017, para R$ 3,55 trilhões, e bate recorde

Dívida pública sobe 14,3% em 2017, para R$ 3,55 trilhões, e bate recorde

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, teve aumento de 14,3% em 2017, para R$ 3,55

trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional na quinta-feira (25).

Trata-se do maior patamar da série histórica, que começa em 2004. No fim de 2015 e de 2016, a dívida estava em R$ 2,79 trilhões e em R$ 3,11 trilhões, respectivamente.

A dívida pública subiu R$ 447,15 bilhões no ano passado. Desse total:

R$ 328,14 bilhões referem-se às despesas com juros da dívida pública; R$ 119 bilhões se referem à emissão líquida (acima do volume de resgates) de títulos públicos no mercado.

A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar por despesas que

ficam acima da arrecadação com impostos e tributos.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

No caso da dívida interna, foi registrado um aumento de 14,43% em 2017, para R$ 3,43 trilhões. Neste caso, o crescimento foi de R$ 449 bilhões. Já no caso da dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, o governo contabilizou uma queda de 0,09% em 2017, para R$ 123,78 bilhões. A redução da dívida externa foi de R$ 2,73 bilhões.

Em 10 anos, dívida mais que dobrou

Segundo os dados do Tesouro, nos últimos 10 anos a dívida pública mais que dobrou: em 2007, o estoque da dívida estava em R$ 1,33 trilhão e, agora, está em R$ 3,55 trilhões.

Desse crescimento de R$ 2,22 trilhões vericado no período de 10 anos, mais de R$ 400 bilhões referem-se a emissões de títulos públicos para capitalizar o

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição controlada pelo governo federal e que foi responsável por financiar grandes projetos de infraestrutura no país nos últimos anos.

Porém, parte desse valor (R$ 150 bilhões) já retornou para o Tesouro Nacional, que utilizou os valores para baixar a dívida pública. Para 2018, há a expectativa de uma nova devolução no valor de R$ 130 bilhões.

A redução do papel do BNDES, sinalizada pelo governo do presidente Michel Temer, porém, deixa dúvidas sobre o financiamento de projetos que vão, inclusive, ajudar na retomada do crescimento do país nos próximos anos. Parte desse dinheiro terá que vir, por exemplo, de bancos privados e de investidores.

Compradores Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna registrou queda no ano passado.

Em dezembro de 2017, os não residentes detinham 12,12% do total da dívida interna (R$ 416 bilhões) contra 14,33% (R$ 427 bilhões) no fim de 2016.

Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás de

fundos de previdência (R$ 874 bilhões ou 25,4% do total); fundos de investimento (R$ 864,9 bilhões, ou 25,18% do total); e das instituições financeiras (22,3% do total, ou R$ 766 bilhões).

Brasil entra para seleto grupo de pesquisas em

matemática

Brasil entra para seleto grupo de pesquisas em matemática

O Brasil entrou para um grupo que reúne as nações mais desenvolvidas em pesquisa na área da matemática.

A caminhada que levou o Brasil ao topo do mundo da matemática começou também nos passos firmes de um

senhor de 96 anos. Maurício Peixoto foi um dos fundadores do Impa - o Instituto de Matemática Pura e Aplicada. “Isso dá trabalho, não vem assim do zero”, diz Maurício Peixoto.

Um trabalho que vem desde 1952. E de lá para cá não foram só as instalações do instituto que mudaram. A participação brasileira nas pesquisas aumentou dez vezes nos últimos 30 anos. Hoje somos autores de 2,5 % da produção matemática mundial.

Naquela época, o Brasil era do Grupo 1, uma espécie de grupo de acesso entre os matemáticos. E 66 anos depois, estamos na elite, ao lado dos dez países mais desenvolvidos em pesquisa matemática como Estados Unidos, Alemanha, França e China.

Quem avalia e decide essa classificação ficou impressionado com o aumento da oferta de cursos de pós-graduação de alto nível pelo país, com a grande colaboração de brasileiros em pesquisas internacionais, e com a qualidade da produção.

“Para os jovens que estejam olhando as possibilidades diante deles, eles vão estar vendo que eles podem fazer matemática e

ciências em geral, que as possibilidades não são só ser engenheiro, advogado. Então, pensar a carreira de cientista existe”, afirma

Artur Ávila, vencedor da medalha Fields.

Entrar para o grupo das grandes potências da matemática é uma prova do trabalho de excelência desenvolvido no Impa, um reconhecimento que já aparecia na escolha de alunos e pesquisadores do mundo todo.

Hoje, dos 47 pesquisadores que também são professores no Impa, 19 são estrangeiros. E dos 89 alunos de doutorado, 40 vieram de fora.

A promoção do Brasil pode ajudar a manter brasileiros no país, a atrair ainda mais jovens de outros países e até a deixar a matemática mais perto de todo nós.

“Temos desenvolvido um esforço muito grande para comunicar a matemática para a sociedade e para começar a desconstruir a

imagem do bicho-papão, que não tem razão de ser. A matemática é muito importante para o desenvolvimento do país, é

importantíssima para a formação do cidadão e nós estamos empenhados em ajudar a melhorar essa situação”, diz Marcelo Viana, diretor-geral do Impa.

Com cerimônia pronta, Cármen Lúcia suspende posse de Cristiane Brasil

Com cerimônia pronta, Cármen Lúcia suspende posse de Cristiane Brasil

Uma liminar da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu a posse da deputada Cristiane Brasil, do PTB, no Ministério do Trabalho. Pela segunda vez, a cerimônia, que já estava pronta, teve que ser cancelada. Ministros que estiveram com o presidente Michel Temer na segunda-feira (22) cedo disseram que ele está inconformado com a decisão da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. É a quarta derrota do governo, que desde o último dia 4, tenta dar posse a deputada

Cristiane Brasil, do PTB. Cristiane tem evitado aparições públicas.

A decisão de Cármen Lúcia saiu por volta das 2h. Ela atendeu ao pedido do grupo de advogados trabalhistas que entrou com a primeira

liminar que suspendeu a posse e agora questionava a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que revogou a decisão.

A ministra Cármen Lúcia disse que era temerário manter-se a posse agendada antes da análise do ato reclamado e que assim se garante

o princípio da segurança jurídica e resguarda-se o respeito à Constituição. A ministra afirmou que atendeu parcialmente a reclamação

até que seja possível a análise dos pedidos, sem prejuízo de reexame da decisão. No Palácio do Planalto estava tudo pronto para a posse, marcada para as 9h, na sala de audiências do presidente Temer. Pela segunda vez, como aconteceu no último dia 9, foi tudo cancelado. E, na noite desta segunda, o presidente viaja para Davos, na Suíça, onde vai participar do Fórum Econômico Mundial. Viaja insistindo que não vai abrir mão da indicação de Cristiane Brasil.

Segundo o ministro da Secretaria de Governo, a ordem é continuar com a batalha jurídica para Cristiane Brasil assumir o Ministério do Trabalho. “Um governo que se propõe a fazer as reformas necessárias não pode, em uma questão dessa que também é basilar, optar pelo caminho mais fácil. Também nesse caso, nós optamos pelo caminho necessário, que é a preservação das prerrogativas constitucionais do presidente da República”, declarou Carlos Marun.

No início da noite, o ministro Humberto Martins, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, que tinha permitido a posse da

deputada, mandou as informações solicitadas pela presidente do Supremo. Destacou os termos de sua decisão, encaminhou cópia integral dos autos e informou que, no seu entendimento, a competência do exame do tema cabe ao STJ.

Número de bilionários no mundo cresce a nível inédito, diz ONG

Número de bilionários no mundo cresce a nível inédito, diz ONG

Um relatório da organização não governamental de combate à pobreza Oxfam mostrou que a desigualdade no mundo cresceu. A ONG divulgou o documento na véspera dos debates do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

Já virou rotina. A Oxfam aproveita a ida da elite global a Davos para esquentar o clima com suas revelações sobre desigualdade.

De março de 2016 a março de 2017, a cada dois dias uma pessoa se tornou bilionária. Um ritmo inédito. Atualmente existem 2.043 bilionários no mundo.

Mas de toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% foi parar nas mãos do 1% mais rico do planeta. Mais da metade da população mundial vive com renda entre US$ 2 a US$ 10 por dia

No Brasil o número de bilionários saltou de 31 para 43. Os cinco brasileiros mais ricos concentram o mesmo patrimônio que a metade mais pobre do país.

“As economias estão gratificando os mais ricos em vez de recompensar o trabalho duro de milhões de pessoas”, disse a diretora da ONG.

As notícias positivas do dia em Davos vieram do Fundo Monetário Internacional. O FMI acha que a economia global vai crescer ainda mais do que o esperado: 3,9%. No caso do Brasil, a expectativa subiu de 1,5% para 1,9%.

No momento, o mau tempo é a principal preocupação em Davos. Nevou mais de um metro e meio nos últimos dias. Há 19 anos não se via um acúmulo de

neve tão grande, o que fez com que o alerta de avalanche fosse elevado para o nível mais alto.

Dor de cabeça para os três mil convidados esperados esta semana. Muitos passaram a segunda-feira (22) presos na estrada.

Papa Francisco pede desculpas por comentário sobre

abuso sexual que 'feriu muitos'

Papa Francisco pede desculpas por comentário sobre abuso sexual que 'feriu muitos'

Papa Francisco, em um ato extremamente raro de autocrítica, pediu desculpas, no último domingo (21), a vítimas de abusos sexuais cometidos por clérigos, reconhecendo que havia "ferido muitos" com seus comentários defendendo um bispo chileno que está sob investigação.

O comentário em questão foi feito respondendo a pergunta de um repórter na última quinta-feira no Chile, antes de partir para o Peru. Francisco disse que o bispo Juan Barros, que é acusado de proteger um notório pedófilo, permaneceria em seu cargo na diocese de Osorno porque não há, atualmente, nenhuma evidência confiável contra ele.

Entretanto, embora o Papa tenha dito se arrepender de sua escolha de palavras e tom de voz, ele também disse ter certeza de que o clérigo é inocente.

"Eu tenho que pedir desculpas", disse o Papa a repórteres a bordo do avião retornando a Roma, após

uma viagem ao Chile e Peru, dizendo que percebeu que havia "ferido muitas pessoas que foram abusadas".

"Eu peço desculpas a eles se eu os feri sem perceber, mas foi uma ferida que eu infligi sem ter a

intenção", disse. "Isso me dói muito."

Tóquio tem treinamento para ataque de mísseis da Coreia do Norte

Tóquio tem treinamento para ataque de mísseis da Coreia do Norte

A capital do Japão teve na segunda-feira (22) o treinamento para um desastre: a simulação de um ataque de mísseis da Coreia do

Norte.

Mais de 200 voluntários participaram da simulação, que ocorreu numa região de Tóquio bastante movimentada.

Divididos em grupos, eles vão aprender como agir em caso de um ataque de mísseis da Coreia do Norte.

Um receio para muitos. Em 2017, foram mais de 20 lançamentos de foguetes pelo regime de Pyongyang, alguns sobrevoando o

Japão.

Um míssil do Norte levaria no máximo dez minutos para chegar a Tóquio.

E nem a recente aproximação das Coreais, com o acordo para que os norte-coreanos participem dos Jogos de Inverno, tranquilizou os japoneses.

O alerta de um ataque virá pelos telefones celulares e pelos alto-falantes espalhados pela cidade.

Como o tempo será curto, a principal recomendação é buscar uma estação de metrô - há muitas por Tóquio e um abrigo

subterrâneo é a melhor proteção.

Simulações assim já foram realizadas em outras cidades japonesas, só que bem menores. Fazer um treinamento desses em

Tóquio é deixar claro que os japoneses temem, sim, um ataque ou a possibilidade de um acidente levar a uma guerra.

Um temor justificado, especialmente se a gente lembrar o que esse povo já enfrentou.

Em 1945, Tóquio foi bombardeada pelos americanos no fim da Segunda Guerra Mundial. A cidade teve áreas enormes

devastadas e mais de cem mil pessoas morreram em apenas uma noite.

As amigas Kyoko e Chyo tinham seis anos de idade e lembram do medo, do som das sirenes, das famílias deixando a capital às

pressas.

Mais de 70 anos depois, se espantam que isso possa se repetir.

“Já estou velha e, pensando nos meus filhos e netos, gostaria que conseguíssemos viver em paz”, diz a senhora Kyoko.

Senado dos EUA fecha acordo para fazer governo voltar a funcionar

Senado dos EUA fecha acordo para fazer governo voltar a funcionar

O Senado dos Estados Unidos chegou a um acordo para reabrir agências do governo federal que estavam fechadas

há três dias por causa de um impasse para aprovar o orçamento.

O líder governista no Senado, o republicano Mitch McConnel, se comprometeu a negociar o futuro dos dreamers”,

os imigrantes não documentados que entraram no país quando ainda eram crianças ou adolescentes, desde que os

democratas aprovassem uma medida para financiar o governo federal até o dia oito de fevereiro.

O líder da oposição democrata, o senador Charles Schummer, aceitou a barganha. Mas aproveitou para provocar

Donald Trump: “O presidente, o grande negociador, ficou de lado”, disse.

É que Trump desapareceu durante o confronto entre os partidos. Quando muito, usou as redes sociais para culpar os democratas pelo impasse.

Os republicanos dizem que encerrar a paralisação do governo foi uma vitória. A oposição viu isso como uma aposta para avançar na questão imigratória. Com direito a voltar a negar verbas para o governo se nada acontecer nos próximos 17 dias.

John Hudak, especialista em estudos governamentais no centro de pesquisas Brookings, diz que parar o governo

tem custos econômicos e políticos.

“Se voltarmos à mesma situação em fevereiro porque os republicanos não cumpriram a promessa, eles é que serão considerados culpados”, disse.

O impasse foi resolvido por enquanto. Os dois partidos dizem que vão trabalhar juntos para resolver assuntos como imigração, saúde e infraestrutura. Mas, na prática, o consenso não vai ser nada simples. Especialmente porque em novembro o país vai eleger novos deputados e senadores e republicanos e democratas vão fazer de tudo para ter a maioria no Congresso.

Com governo parado, Trump faz um ano como presidente dos EUA

Com governo parado, Trump faz um ano como presidente dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa neste sábado (20) um ano de mandato em meio a protestos e com o governo paralisado por causa da falta de um acordo sobre o orçamento.

Trump chegou até a cancelar uma viagem que iria fazer a Flórida para comemorar o primeiro ano de mandato. Donald Trump

acabou ficando na capital Washington e passou o dia negociando, assim como os parlamentares da base e da oposição. À meia- noite, a lei orçamentária deixou de valer e não houve acordo no Senado para aprovar uma nova lei. Com isso, bem no dia em que Trump completa um ano na presidência, o governo federal ficou sem poder gastar dinheiro. Serviços essenciais continuam funcionando, aeroportos, correios, segurança, mas o resto tem que parar.

A lei orçamentária não passou no Senado porque a oposição democrata quer garantir a proteção aos chamados "dreamers", ou

"sonhadores", que são os imigrantes que entraram ilegalmente no país ainda quando eram crianças, levados pelos pais. E a Casa

Branca diz que não vai negociar a imigração enquanto os democratas "não reabrirem o governo". Aliás, Trump perdeu votos até entre aliados. Além desse problema, Trump enfrentou neste sábado (20) um imenso protesto, a Marcha das Mulheres. O Jornal Nacional acompanhou a manifestação em Nova York, mas multidões também se reuniram em dezenas de cidades americanas, como Los

Angeles, Chicago, Miami e Washington. Além de marcar oposição a Trump, a marcha cobra também o fim do assédio sexual e a

igualdade no mercado de trabalho entre homens e mulheres. É assim que Trump completa um ano no poder. Desde a posse, a obsessão com a própria fama, a insistência em impor autoridade e a facilidade em distorcer os fatos surpreenderam boa parte do país e do mundo. Nesse primeiro ano como presidente, Donald Trump tentou humilhar senadores, deputados e integrantes do próprio gabinete.

Ele está envolvido numa guerra de insultos com a Coreia do Norte - e os dois lados têm armas atômicas. E se recusou a condenar

supremacistas brancos depois de um protesto que resultou na morte de uma mulher. No ponto mais baixo até agora, senadores disseram que, numa reunião, Trump se referiu a imigrantes de países da África como "imigrantes de países de merda".

Mas a presidência que causa tanta revolta é considerada por muitos americanos como um sucesso. Conservadores, na maioria brancos, que nas últimas décadas não avançaram economicamente, votaram aos milhões para colocar

Trump na Casa Branca. Para eles, o presidente está cumprindo as promessas que fez durante a campanha contra

imigrantes, contra competição comercial de outros países, por exemplo. “Declarações públicas pouco convencionais, mas ações políticas relativamente convencionais. Essa é a forma mais

simples de explicar Trump”, diz Philip Klein, analista político no Washington Examiner, um jornal conservador na capital americana. “Se você é liberal e odeia a linha política dos republicanos, você classifica as iniciativas dele de

radicais ou péssimas. Mas, se você é republicano, o que ele faz está dentro do esperado”, completa.

Um sucesso indiscutível foi a aprovação de Neil Gorsuch, um juiz conservador, para a Suprema Corte. O mercado de ações também viveu um ano excelente, e o Congresso dominado pelos republicanos aprovou um corte de impostos de mais de US$ 1 trilhão. Depois de passar meses tentando demolir o sistema de saúde implementado pelo antecessor, Barack Obama, o presidente conseguiu, nessa mesma reforma fiscal, eliminar a exigência de que todos os americanos tenham seguro de saúde.

A maior distração para Trump, além das polêmicas que ele mesmo cria, ainda é a investigação sobre a possível ajuda da Rússia para influenciar o resultado das eleições.

A imigração vai continuar sendo um desafio. Trump barrou a entrada de imigrantes de países de maioria muçulmana

e cortou pela metade o número de refugiados acolhidos pelos Estados Unidos, mas ainda tem que resolver o futuro de centenas de milhares que entraram no país ilegalmente quando eram apenas crianças, além de cumprir uma grande promessa de campanha: construir o muro na fronteira e fazer o México pagar a conta.

Ofensiva turca contra curdos no norte da Síria entra no 3º dia

Ofensiva turca contra curdos no norte da Síria entra no 3º dia

Artilharia turca continuava a bombardear na segunda-feira (22) posições da milícia curda YPG, no terceiro dia de sua ofensiva no enclave sírio de Afrin.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, garantiu em discurso na segunda-feira em Ancara que "a questão de Afrin será resolvida, não haverá passo atrás.

Conversamos com nossos amigos russos e chegamos a um acordo". Moscou não confirmou oficialmente se há um acordo com Ancara e chegou a pedir "moderação". Muitos analistas acreditam, porém, que uma ofensiva de grande

envergadura não poderia ser lançada na Síria sem o aval da Rússia, que controla o espaço aéreo no norte do país e, na semana passada, retirou suas tropas que

estavam em Afrin.

"A

operação em Afrin não é conduzida contra os nossos irmãos curdos. É uma operação para lutar contra organizações terroristas", declarou Erdogan, garantindo que

"a

operação terminará assim que os objetivos forem atingidos".

As

forças turcas bombardearam posições das Unidades de Proteção do Povo curdo (YPG), que Ancara considera um grupo terrorista, a partir da cidade de Kilis, na

fronteira, segundo a imprensa turca.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu, as forças turcas destruíram duas posições das YPG no domingo à noite, de onde haviam sido lançados foguetes

na direção da cidade turca de Reyhanli, causando um morto e 46 feridos.

A agência indicou que, no domingo, as forças turcas tomaram 11 posições que eram controladas pelas YPG na região de Afrin.

As YPG são o principal componente da coalizão árabe-curda das Forças Democráticas Sírias (FDS), apoiada por Washington na luta contra grupos extremistas, em particular a organização Estado Islâmico (EI).

A Turquia acusa as YPG de serem o braço sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que conduz há 30 anos uma rebelião armada no sudeste da Turquia.

Esta é a segunda ofensiva turca no norte da Síria, depois de uma conduzida em agosto de 2016.

Aproveitando o conflito sírio, que deixou mais de 340 mil mortos desde 2011, os curdos sírios - há muito marginalizados - estabeleceram em 2012 uma administração autônoma em Afrin, um território isolado de outras áreas controladas pelas YPG mais a leste.

Sobre a operação turca, os curdos acusaram Ancara de apoiar o Estado Islâmico, ao mesmo tempo que pediram o suporte de Washington.

"Este ataque bárbaro (

de seus principais redutos, o grupo extremista mantém uma força que não pode ser negligenciada".

)

é um apoio claro à organização terrorista" do EI, afirmaram as FDS, advertindo que, "apesar da perda

Ancara lançou essa ofensiva após a coalizão internacional liderada por Washington anunciar a criação de uma "força de fronteira" composta por combatentes curdos.

No domingo, os Estados Unidos pediram à Turquia "moderação", mas o secretário americano da Defesa, Jim Mattis, disse que Ancara havia alertado Washington antes de lançar os ataques.

A França adotou um tom mais firme, exortando Ancara a encerrar sua ofensiva. Paris convocou uma reunião

urgente do Conselho de Segurança da ONU, que se reunirá a portas fechadas na segunda-feira.

Já Moscou acusou Washington de encorajar o separatismo dos curdos na Síria. "Washington incentivou e continua a

encorajar os sentimentos separatistas entre os curdos", apontou o ministro turco das Relações Exteriores, Sergei

Lavrov, a repórteres.

"É uma falta de compreensão da situação, ou uma provocação absolutamente consciente" dos Estados Unidos, acrescentou.

Segundo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, a operação visa a criar uma "zona de segurança" de 30 quilômetros, partindo

da fronteira. A imprensa oficial turca indicou no domingo que as forças de Ancara entraram cerca de cinco quilômetros no território sírio.

A operação será "limitada e de curta duração", garantiu o vice-primeiro-ministro turco, Mehmet Simsek.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), 21 pessoas, incluindo seis crianças, foram mortas nos bombardeios turcos desde sábado. Ancara afirmou ter atingido apenas "terroristas" e acusou as YPG de propaganda.

Após Erdogan alertar contra qualquer manifestação da oposição à operação, as autoridades emitiram na segunda-feira mandados de prisão contra 35 pessoas suspeitas de "propaganda terrorista" nas redes sociais.

Um promotor de Istambul também lançou uma investigação sobre 57 pessoas suspeitas de "propaganda terrorista" no Twitter em conexão com a operação na Síria, de acordo com a Anadolu.

No domingo, a Polícia turca impediu duas manifestações contra a operação - uma, em Istambul, e a outra, em Diyarbakir.

Papa Francisco fala sobre corrupção durante viagem ao Peru

Papa Francisco fala sobre corrupção durante viagem ao Peru

O Papa Francisco falou sobre corrupção durante a viagem ao Peru. Francisco visitou neste sábado (20) a cidade de Trujillo,

devastada por fortes enchentes em 2017. Na missa, rezada para

cerca de 200 mil pessoas, ele pediu aos fiéis que não percam a esperança na reconstrução de suas vidas.

Na sexta-feira (19), diante do presidente Pedro Pablo Kuczynski, acusado de receber propina da Odebrecht, o Papa disse que a corrupção é um vírus social que contamina todos os aspectos da vida.

Coreias vão desfilar juntas na abertura das Olimpíadas de Inverno

Coreias vão desfilar juntas na abertura das Olimpíadas de Inverno

Coreia do Norte irá participar da Olimpíada de Inverno de PyeongChang, na vizinha Coreia do Sul. Os

países têm relações cortadas desde a Guerra Fria, porém mais uma vez o esporte irar unir a península coreana. Neste sábado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional Thomas Bach confirmou que os norte-coreanos irão participar dos Jogos nas modalidades de patinação artística, patinação de

velocidade, esqui cross-country e alpino, além de fazerem parte de uma equipe unificada de hóquei

feminino com as sul-coreanas. Além da novidade, Bach também anunciou que as duas Coreias irão marchar juntas na abertura olímpica, em 9 de fevereiro, repetindo o que aconteceu em Atenas 2004, nos Jogos de Verão.

- O espírito olímpico é o respeito, diálogo e entendimento. Os Jogos de Inverno de PyeongChang 2018

está abrindo as portas para um futuro melhor para a península coreana, e convidando o mundo a se juntar em uma celebração de esperança. Os Jogos Olímpicos mostram como o mundo deveria ser, se todos fôssemos guiados pelo espírito olímpico de respeito e entendimento, isso mostraria que a

mensagem olímpica de PyeonChang poderia ir da Coreia para o restante do mundo - disse Thomas

Bach.

Estiveram presentes na reunião, além de Bach, o presidente do comitê olímpico do

Sul, Lee Kee-heung, o ministro dos esportes da Coreia do Sul Do Jon-hwan, o

presidente do comitê olímpico do Norte e também ministro dos esportes Kim II-guk

e o presidente da POCOG, Lee Hee-beom. A participação da Coreia do Norte foi

garantida a partir da assinatura de um termo conjunto entre todos. Assim, atletas norte-coreanos terão credenciais emitidas pelo COI de acordo com as decisões

tomadas sob diretrizes da "Declaração Olímpica da Península Coreana".

A equipe da Coreia do Norte terá credenciais para 22 atletas, 24 oficiais de equipe e 21 representantes de mídia. Na cerimônia de abertura, os países vão desfilar com a bandeira da unificação, carregada por dois atletas, um de cada país, sendo um homem e uma mulher. As delegações usarão um uniforme especial.

Pela primeira vez na história, o COI também liberou um time único entre dois

países. As Coreias irão formar uma equipe de hóquei feminino. Serão incorporadas 12 atletas da Coreia do Norte a um time que já conta com 23 competidoras do Sul. A cada partida, apenas 22 atletas poderão participar. O técnico responsável pela

escolha será da sul-coreano. Pelo menos três jogadoras norte-coreanas terão que fazer parte do grupo por rodada. A equipe unificada irá competir com uniforme da bandeira unificada e ouvirá o hino com a música "Arirang".

Na patinação artística, após o prazo expirado, o COI abriu uma exceção e inscreveu

pela Coreia do Norte os atletas RYOM Tae-ok e KIM Ju-sik. Na patinação de velocidade, programa curto, entraram dois homens norte-coreanos: JONG Kwang- bom (1500m) e CHOE Un-song (500m). No esqui cross-country vão participar dois

homens, HAN Chun-gyong (15km estilo-livre) e PAK II-chol (15km estilo-livre) e uma

mulher, RI Yong-gum (10km estilo-livre). No esqui alpino, serão dois homens, CHOE Myong-gwang e KANG Song-il e uma mulher, KIM Ryon-hyang. Todos competirão no Slalon e no Slalom gigante.

Estados renegociam dívida com União, mas

continuam gastando

Estados renegociam dívida com União, mas continuam gastando

Um levantamento da Secretaria do Tesouro Nacional aponta que quase a metade dos 18 estados que renegociaram a dívida com a União continua gastando com servidores acima do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

É a população quem primeiro sente os efeitos da má gestão do dinheiro público e da recessão. E, nos últimos anos, em alguns

estados faltou dinheiro até para pagar o salário dos funcionários. Mas mesmo em crise, o governo federal socorreu os estados.

Renegociou, por 20 anos, a dívida de 18 deles com a União e também com o BNDES, quase R$ 460 bilhões. Pelos últimos dados oficiais disponíveis, oito desses que se beneficiaram do acerto, estavam gastando com o pagamento dos funcionários públicos mais que o limite de 60% das receitas, determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Um estudo do economista Raul Velloso mostra que, de modo geral, desde que os mandatos atuais começaram, em 2015, a

situação dos estados piorou bastante. Quando os atuais governadores assumiram, os estados juntos arrecadavam mais do que gastavam. De acordo com o levantamento, o superávit era de R$ 16 bilhões, mas, em 2017, o quadro se inverteu: o déficit é de cerca de R$ 60 bilhões.

“Os estados têm um problema estrutural sério, que é a previdência, é um gasto muito alto. Aí você teve a tempestade perfeita.

Previdência muito, gasto muito alto e receita desabando pela recessão”, explica o economista Raul Velloso.

Além disso, os governadores continuaram aumentando as despesas, o que só piorou a situação. Alguns estados rolavam ladeira abaixo. O Rio de Janeiro, em especial, e veio mais socorro da União. Foi criado um programa

para ajudar os estados quase falidos a voltarem, aos poucos, para o equilíbrio entre os gastos e as receitas. É o regime de

recuperação fiscal. O Rio fechou o acordo e o Rio Grande do Sul está em negociação. As regras da Lei de Responsabilidade Fiscal ficam suspensas e os pagamentos de dívidas também.

Não fosse esse acordo, diz o secretário de Fazenda do Rio, o estado não

estaria voltando a pagar os salários. E para ter mais dinheiro e pagar o que

deve aos fornecedores, por exemplo, a saída, prevista no acordo, é mais empréstimos. Agora a secretaria pode buscar no mercado até R$ 3 bilhões

em negociações com royalties a receber do petróleo.

Os economistas dizem que essas ajudas, na verdade, empurraram as soluções definitivas para a frente e que a maioria dos governadores não enfrentou os problemas, como o gasto excessivo com servidores inativos e aposentados. Os governos dos estados de Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul discordaram do levantamento e declararam ter

respeitado o teto estabelecido pela lei. O governo de Goiás afirmou que está

adotando medidas de austeridade para reduzir o déficit. O JN não conseguiu resposta do governo do Rio Grande do Sul.

Conselho da Caixa aprova mudanças para impedir

nomeações políticas

Conselho da Caixa aprova mudanças para impedir nomeações políticas

O conselho da Caixa Econômica aprovou na sexta-feira (19) mudanças no estatuto do banco para tentar impedir nomeações políticas.

O novo estatuto entra em vigor na segunda-feira (22) e segue a lei das estatais, aprovada em

2016 pelo Congresso.

São várias mudanças. O Conselho de Administração da Caixa poderá eleger e afastar os vice-

presidentes do banco. Antes só o presidente da República podia fazer isso.

Os nomes dos vice-presidentes também terão que ser aprovados pelo Banco Central. A seleção deles vai ter novos critérios como o uso de consultorias especializadas em recrutamento de

executivos.

O conselho passa a ter oito integrantes. Dois terão que ser independentes. Hoje todos são

indicados pelos ministérios da Fazenda, Planejamento e pelos funcionários.

A nomeação do presidente da Caixa não muda, continua com o presidente da República.

As mudanças coincidem com o afastamento de quatro vice-presidentes do banco, todos

indicados por partidos políticos como o PR, o PRB e o PMDB. Eles foram citados numa auditoria da Caixa que apontou riscos consideráveis ao banco por causa da interferência política deles. O novo estatuto pode limitar essas indicações.

Especialistas elogiaram as mudanças. A dúvida de muitos é como o presidente Michel Temer vai

lidar com a pressão dos partidos aliados, acostumados a indicações políticas para a direção da Caixa. Eles esperam que o novo estatuto seja mesmo cumprido. “Ajuda no sentido de ter mais voz ativa dentro do principal contexto de estrutura de governança corporativa, que é o Conselho de Administração, mas não evita o viés político e as decisões políticas que possam acarretar eventos ou problemas na Caixa Econômica Federal”, disse Alexandre Queiroz, professor de governança corporativa do Ibmec.

O deputado Júlio Delgado, do PSB, alerta que essa influência política tem deteriorado o banco.

“Nós queremos que o presidente Temer concorde ou esteja atento ao estatuto votados pelos servidores da Caixa Econômica Federal. E ele resista às pressões que ele sofre dos seus aliados para ter uma composição política e isso corre o risco de deteriorar a Caixa Econômica como aconteceu outras vezes”, disse Delgado.

2016 bate novo recorde de ano mais quente da história

2016 bate novo recorde de ano mais quente da história

No ano de 2016 bateu o recorde de ano mais quente desde que os registros começaram a serem feitos,

em 1880, informaram na quarta-feira (18) cientistas da Nasa e da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), em duas análises separadas.

De acordo com a NOAA, em 2016 a temperatura da superfície da Terra foi 0,94ºC mais alta do que a

média registrada no século XX, de 13,9ºC. Em 2015, o recorde foi de 0,04°C a mais na temperatura.

Segundo a agência, desde o começo do século XXI o recorde anual de temperatura global foi quebrado cinco vezes: em 2005, 2010, 2014, 2015 e 2016. Este é o terceiro ano consecutivo que o recorde é

atingido.

A NOAA ainda afirma que, apesar de uma influência de frio do fenômeno La Niña no final do ano, 2016 terminou com o terceiro dezembro mais quente já registrado no planeta.

Segundo a análise da Nasa, a média global de temperatura registrada em 2016 foi 0,99ºC mais quente do

que a média do século XX. A agência espacial acrescenta que a média da temperatura da superfície da

Terra subiu 1,1°C desde o final do século XIX, uma mudança provocada pelo aumento das emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), em Genebra, na Suíça, confirmou as

descobertas dos Estados Unidos, e observou que as concentrações atmosféricas de

dióxido de carbono e de metano atingiram níveis recorde.

O britânico Met Office e a University of East Anglia, que acompanham as temperaturas

globais para as Nações Unidas, também disseram que 2016 foi o ano mais quente

registrado.

Em 2016, entrou em vigor o Acordo de Paris, o primeiro acordo vinculante contra as

mudanças climáticas que envolve todo o planeta. Ele tem como objetivo manter o

aumento da temperatura média mundial "muito abaixo de 2°C", mas "reúne esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C", em relação dos níveis pré-industriais.

Os dados divulgados foram emitidos dois dias antes da posse do presidente eleito dos

Estados Unidos, Donald Trump, que questiona se a mudança climática tem uma causa

Satélite ajuda a monitorar desmatamento com mais precisão

Satélite ajuda a monitorar desmatamento com mais precisão

Um satélite que ajuda a monitorar o desmatamento no Brasil com mais precisão

detectou que a área devastada na Amazônia pode ser maior do que se imaginava.

Amazônia é uma fábrica de nuvens. A umidade que brota da floresta deixa o céu

carregado durante seis meses do ano. Nesse período mais chuvoso, os satélites não

conseguiam enxergar a região toda.

“Em alguns meses chegava a 80%, 90% de cobertura de nuvens para a região, Então,

isso praticamente inviabilizava o monitoramento do desmatamento”, destaca Antonio,

pesquisador do Imazon.

Mas agora o vento sopra a favor dos pesquisadores. O Imazon, instituto que há mais de 30 anos faz pesquisas na Amazônia, começou a utilizar um radar da Agência

Espacial Europeia, capaz de monitorar terremotos e vulcões.

Nas florestas, a vantagem é que o radar consegue detectar o desmatamento mesmo com a presença de nuvens e até durante a noite.

Em dezembro, esse novo sistema registrou 184 quilômetros quadrados de

desmatamento na Amazônia. No mesmo período de 2016, quando o Imazon ainda

não utilizava o radar, a destruição detectada foi de nove quilômetros quadrados.

Os pesquisadores dizem que essa nova tecnologia tem um alvo especifico:

madeireiros que, tradicionalmente, costumam derrubar a mata os meses mais

chuvosos do ano para escapar dos satélites. Mas o Imazon também faz um alerta: não

basta ter um sistema moderno de monitoramento se não houver fiscalização.

O Ministério do Meio Ambiente declarou que reconhece a importância do

monitoramento que o Imazon faz, mas que os dados oficiais, do Instituto Nacional de

Pesquisas Espaciais, mostram queda no desmatamento na região amazônica e que vai manter os esforços para reduzi-lo.

Relatório internacional chama a atenção para a violência no Brasil

Relatório internacional chama a atenção para a violência no Brasil

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch chamou a atenção do mundo para a insegurança pública no Brasil. Inclusive para a violência praticada e sofrida por policiais.

O relatório fala de um mundo que abriu caminho para líderes destrutivos, que com discursos de ódio e exclusão põem em risco os direitos humanos. “A mensagem central do relatório, em relação ao mundo, é de que é possível resistir e é preciso lutar contra os populistas autoritários”, disse Maria Laura Canineu, diretora da Human Watch Brasil.

Cita a Venezuela como como o exemplo mais dramático de crise humanitária e desrespeito à democracia na América Latina. E chega ao Brasil criticando a falta de solução para problemas graves na segurança pública.

A morte de mais de 4.600 mulheres em 2016, principal período analisado, mostra que o avanço das leis Maria da Penha e do feminicídio não foram suficientes para diminuir a violência doméstica. E essa não é a única área em que é preciso fazer mais.

Com metade das vagas necessárias, mais de 700 mil presos e com o domínio de facções, muitos presídios se transformaram em terra

sem lei, segundo os autores do relatório. A falta de assistência jurídica aquece esse explosivo caldeirão onde só em janeiro de 2018 mais

de 120 presos morreram em três estados.

Uma violência que transborda para as ruas, onde balas perdidas ou direcionadas fazem vítimas entre fardados e civis.

Policiais que cometem abusos e execuções de um lado, bandidos que se armam e se vingam de outro. O relatório mostra que esse ciclo de violência fez crescer o número de vítimas no Brasil: elas aumentaram em São Paulo e dispararam no Rio de Janeiro.

Em todo o país, 437 policiais foram mortos em 2016, a maioria fora de serviço. E 4.224 pessoas foram mortas por

policiais, 26% mais que em 2015. Em São Paulo, depois de dois anos em queda, o número de mortes causadas por policiais em serviço aumentou 19%; em 2017, foram 494. No Rio de Janeiro, seis policiais militares foram mortos em 2018.

O gráfico mostra que, no Rio, o número de pessoas mortas por policiais acompanhou a ascensão e a queda da

confiança nas UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora. Vinha caindo, mas voltou a subir muito: foram 1.035 pessoas mortas pela polícia entre janeiro e novembro de 2017.

Segundos os autores do relatório, é preciso investigar todas as mortes, dar condições de trabalho e ouvir os policiais

na busca de solução para um drama que é de todos. “A polícia não está protegendo a população e a própria polícia

está desprotegida. É uma situação muito grave e, para nós, requer um esforço muito maior das autoridades para ter uma ação muito mais decisiva para combater a criminalidade e para reformar a polícia”, afirma César Muñoz, coordenador do relatório.

Óscar Pérez: militar morto na Venezuela é personagem ambíguo

Óscar Pérez: militar morto na Venezuela é personagem ambíguo

No início da semana, Pérez, 'o piloto rebelde' surgiu em vários vídeos, colocados na rede social Instagram, com a cara ensanguentada. Contava estar cercado por agentes da polícia, que tentavam matá-lo. Na operação, morreram também outros

ativistas contra o Governo chavista de Nicolás Maduro.

Oscar Pérez, numa imagem obtida a partir de um dos vídeos que colocou na rede social Instagram, antes de morrer. Reuters O ministro do Interior, Nestor Reverol, disse, num discurso transmitido pela televisão Estatal Venezolana de

Televisión, que "sete terroristas" tinham sido assassinados numa operação, nos arredores de Caracas.

Oscar Pérez ficou conhecido depois de ter atacado edifícios do Governo venezuelano com recurso a um helicóptero roubado numa base militar. O piloto rebelde disparou e lançou granadas contra o ministério da Administração Interna e contra o Tribunal Supremo. 'Rambo' apelou depois à revolta contra o presidente Maduro e assumiu a total responsabilidade pelo ataque, que disse ser contra "um Governo de um tirano". Descrito pelo Executivo chavista como "um terrorista fanático", Pérez apareceu, em várias ocasiões, em vídeos, partilhados milhares de vezes nas redes sociais, na Venezuela e um pouco por toda a América Latina.

Houve quem desconfiasse, na Venezuela, que os ataques de 'Rambo', o piloto rebelde, tinham sido uma manobra para justificar mais uma repressão do Governo.

A confirmação oficial da morte do piloto abalou a Venezuela. Várias organizações de defesa dos Direitos

Humanos falam de uma "execução" e apelam ao respeito pela população.

Apesar de ser um dos grandes produtores de petróleo do mundo, a Venezuela sofre uma crise económica, social e política sem precedentes, desde as manifestações conhecidas como o Caracazo, na primeira metade dos anos 80.

Milhares de pessoas não têm dinheiro para comprar alimentos básicos e muitas pessoas, antes parte de

uma classe média remediada, passam por episódios de subnutrição. O problema afeta especialmente as crianças. O sistema venezuelano de saúde sofre também com a crise. Não há medicamentos nos hospitais, as

infraestruturas de saúde estão em péssimo estado os profissionais esperam meses por salários em atraso.

Nicolás Maduro, no entanto, continua firme nas políticas económicas que tem levado a cabo nos últimos meses. O presidente da Venezuela culpa uma alegada "guerra económica", da responsabilidade do "império dos Estados Unidos", que se baseia em ações de desestabilização em sanções políticas e

económicas.

Tecnologia ajuda no aumento da produção agrícola

e na preservação

Tecnologia ajuda no aumento da produção agrícola e na preservação

No Brasil, a tecnologia tem sido uma aliada importante para aumentar a produtividade nos diversos

setores da economia. E ela também pode ajudar na preservação do meio ambiente, no campo e nas

florestas. É o que mostra agora o repórter Alan Severiano. Três cidades de São Paulo inteiras caberiam com folga na Floresta Nacional do Tapajós, no Pará. Lá, um pedaço da Amazônia deixou de ser intocável com autorização do poder público. A maçaranduba que vai ser derrubada foi escolhida a dedo. Assim, algumas árvores mais velhas vão cedendo espaço para as mais novas crescerem, tudo dentro da lei. O chamado manejo florestal é a extração de madeira de forma planejada, sem comprometer a biodiversidade. A cooperativa de moradores aprendeu as técnicas para gerar renda numa região de natureza rica e economia fraca. “Antes, eu trabalhava na roça e nem via o dinheiro quase. E a gente destruía um pouco a floresta. Hoje mudou muito”, contou Vítor.

Cortada em toras, a madeira é vendida com certificação. São R$ 2 mil para as famílias da comunidade.

No interior de São Paulo, a tecnologia é uma esperança para acabar com a crise nos canaviais. Endividado, o setor viu a plantação envelhecer e o número de usinas encolher nos últimos anos. No fim de 2017, o governo federal aprovou o RenovaBio, um programa para incentivar a produção de

biocombustíveis. A aposta é uma segunda revolução na forma de produzir álcool.

O bagaço que sobrou do processamento da cana, na usina também vira etanol. É o chamado etanol de segunda

geração. Assim, o mesmo hectare de cana pode produzir 45% a mais.

Aumentar a produtividade também é possível na pecuária e sem recorrer a novos desmatamentos. Uma fazenda de

gado a 30 quilômetros de Belém tinha o solo degradado e investiu na recuperação do pasto para engordar o boi.

O pasto em bom estado evita que o carbono presente no solo seja liberado. Além disso, o gado engorda em menos

tempo e emite uma quantidade menor de gases do efeito estufa.

São esses gases que contribuem para o aquecimento do planeta. A Embrapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária, deu consultoria ao projeto e diz que hoje a produtividade da fazenda é o dobro da média nacional.

“Um animal que é criado numa pastagem ruim, de qualidade ruim, vai levar muito mais tempo para ir para o açougue. Aumento de produtividade e diminuição de emissão de gás andam de mãos dadas”, afirmou Moacyr Dias

Filho, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

Testes da vacina contra vírus da zika começam em

janeiro no Brasil

Testes da vacina contra vírus da zika começam em janeiro no Brasil

O Brasil, que foi pioneiro na descoberta dos efeitos da zika, agora quer contribuir para a prevenção da

doença. O teste da vacina contra o vírus começa neste mês. O vírus da zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, febre

amarela e chikungunya. E é nesta época de calor que o perigo aumenta, porque o mosquito se reproduz

mais rápido.

Pesquisadores no mundo inteiro trabalham para encontrar formas de proteger as pessoas contra o vírus

da zika. Em Belo Horizonte, o Hospital das Clínicas está recrutando voluntários para testar uma vacina que

pode proteger contra a doença. A vacina está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, paga pelo governo

americano, e vai ser testada em 21 centros de pesquisas no mundo que participam da força-tarefa, como o do Hospital das Clínicas.

Os candidatos têm de ter entre 15 e 35 anos e boa saúde. As mulheres não poderão engravidar por dois

anos, que é o tempo em que os voluntários terão acompanhamento médico. “Eles vão fazer tanto exames médicos como exames físicos, coleta da história médica e exames laboratoriais, exames de segurança, que são exames de monitoramento do fígado e do rim”, explica a pesquisadora-chefe do projeto, Flávia Andrade.

Ao contrário de vacinas produzidas com o próprio vírus, a da zika só tem o DNA dele, e não produz infecção. “Ela é mais segura no sentido de que as pessoas, mesmo que tenham qualquer doença que comprometa o sistema

imunológico, possam tomar também”, informa o coordenador do projeto,

Rodrigo Correa de Oliveira.

A vacina já foi testada em humanos e aprovada por comitês de ética

nacionais e internacionais. O teste agora é para saber se a vacina não causa efeitos adversos, como febre e dor de cabeça. Ela só tem de induzir a

produção de anticorpos. “Quanto mais rápido a população aderir aos testes e

quanto mais rápido eles forem concluídos, mais rapidamente uma vacina promissora pode ser liberada para uso pela população em geral”, diz Flávia Andrade.

Número de mortos em deslizamentos na Califórnia sobe para 17

Número de mortos em deslizamentos na Califórnia sobe para 17

O número de mortos pelos devastadores deslizamentos de terra na Califórnia subiu

para 17 na quarta-feira (10), enquanto os socorristas buscavam sobreviventes e corpos entre os escombros das casas destruídas. Uma tempestade intensa arrastou na terça-feira (9) lama e escombros que caíram pelas colinas até a localidade de Montecito, no condado de Santa Bárbara, devastando territórios já afetados pelo incêndio Thomas no mês passado. As inundações afetaram o lado sul das colinas sobre o povoado de 9.000 habitantes, ao noroeste de Los Angeles, lançando enormes pedras contra casas,

segundo o serviço de emergência.

As autoridades informaram ainda que há 28 feridos e que cerca de 30 mil pessoas abandonaram

a zona.

O departamento de Bombeiros de Santa Bárbara disse na terça-feira que estava usando cães

farejadores para buscar as vítimas, em zonas de Montecito onde muitas casas desabaram.

Os bombeiros publicaram no Twitter fotos de rios de lama correndo pelos bairros, casas destruídas, carros esmagados e rotas cobertas por árvores caídas.

Várias pessoas foram resgatadas de helicóptero do telhado de suas casas.

A popular apresentadora de televisão Oprah Winfrey, que esta semana foi alvo de boatos sobre

sua candidatura à presidência dos Estados Unidos em 2020, é uma das atingidas pelo mar de

lama. Oprah colocou nas redes sociais um vídeo no qual aparece com lama até os joelhos diante de sua mansão em Montecito.

Anvisa autoriza aplicação de vacinas em farmácias; decisão gera polêmica

Anvisa autoriza aplicação de vacinas em farmácias; decisão gera polêmica

Desde dezembro de 2017, farmácias de todo o país estão autorizadas a aplicar vacinas. O serviço pode ampliar o número de pessoas imunizadas. Mas também está provocando muito debate.

A carteira de vacinação está pronta, a caixa para descartar seringas também. não apareceu ainda cliente. Uma farmácia de São Paulo agora oferece quatro vacinas: contra febre amarela, HPV, herpes

zoster e hepatite B. As vacinas custam de R$ 135 a R$ 510. Dessas, só a herpes zoster não tem na rede

pública de saúde.

A regulamentação da Anvisa sobre o serviço só entrou em vigor na última semana de dezembro.

Para aplicar vacinas, o estabelecimento precisa atender a uma série de requisitos: ter licença das

autoridades de saúde e uma sala reservada com pia e geladeira com controle de temperatura. A farmácia aposta em um movimento grande na época da vacinação contra a gripe, e instalou até um equipamento para a retirada de senhas. Mas a decisão da Anvisa que permite a vacinação em locais como esse vem sendo alvo de críticas.

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) alerta para o que chamada de “riscos de administração e conservação de vacinas em farmácias e drogarias sem a presença de profissionais de enfermagem”.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também é contra e explica os motivos: “A possibilidade de uma criança, um adolescente, um paciente ter um efeito colateral que necessite intervenção médica. Uma

outra questão é que existem várias condições, várias doenças, nas quais certas vacinas não podem ser

aplicadas e isso quem sabe é um médico ou uma enfermeira que trabalha em um centro de imunizações”,

explicou Luciana Rodrigues, presidente da entidade.

A farmácia visitada restringiu a vacinação a adultos e diz que os farmacêuticos foram treinados, inclusive para situações extremas.

“Esse é um serviço já prestado em vários países do mundo, como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. Então aumentou a população coberta por vacina, o que ajudou na saúde pública do país. Isso pode acontecer no Brasil também provavelmente”, disse Marcilio Pousada, presidente da Raia Drogasil.

Nas farmácias ou nas clínicas, as vacinas que estão fora do calendário nacional só podem ser aplicadas com prescrição médica.

‘País não consegue aprovar reformas estruturais’, diz Standard & Poor's

‘País não consegue aprovar reformas estruturais’, diz Standard & Poor's

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de crédito do Brasil. Na sexta-feira (12), a principal economista da equipe que decidiu por essa piora deu mais detalhes sobre os motivos que

levaram a essa decisão.

Lisa Schinellar observa com lupa nossa economia e nossa política. Ela chefia a análise sobre o Brasil na agência Standard & Poor’s. Lisa explica que, na economia, o problema fundamental do país é fiscal. Ou seja, o Brasil gasta muito mais do que arrecada e não consegue tomar medidas rapidamente para corrigir

isso.

“Existe uma agenda rica de reformas, micro e macro, e tem havido alguns avanços. Mas o país tinha superávit e, agora, tem déficit; o tamanho do déficit está na casa de 8% do PIB e pode subir mais. E, apesar disso, o país não consegue aprovar reformas estruturais. O progresso é muito lento comparado

com o tamanho do problema”, disse.

Em 2008, a Standard & Poor’s foi a primeira agência de classificação de risco a colocar o Brasil no chamado grau de investimento. Em 2011, ela subiu ainda mais a nota do país. Mas, depois, o Brasil começou a piorar. Até que, em 2015, o país perdeu o selo de bom pagador e continuou caindo.

Agora, na classificação da Standard & Poor’s, o Brasil está três degraus abaixo do grau de investimento. A perspectiva é estável, ou seja, não há previsão da nota no curto prazo. No nosso grupo, estão Bolívia, Guatemala, Honduras, Costa Rica e República

Dominicana.

Para definir a nota de um país, uma agência como a Standard & Poor’s leva em conta

vários fatores. Não só as contas do governo, mas, também, a dívida com outros países

e a força das instituições, por exemplo. E é aí que, para esta agência, o Brasil ainda tem pontos positivos.

“O Brasil tem várias forças. Por exemplo: o talento de trabalhadores nos setores público e privado; o Banco Central, que realmente recuperou parte da credibilidade perdida; a independência dos procuradores federais que investigam a corrupção; a

imprensa livre. Essas são forças que o Brasil tem e outros países - com notas piores ou

melhores - não têm”.

CVM proíbe compra direta de bitcoin por fundos de investimento

CVM proíbe compra direta de bitcoin por fundos de investimento

A Comissão de Valores Mobiliários, que regula o mercado de capitais no Brasil, proibiu

provisoriamente a compra direta de bitcoin e outras moedas virtuais por fundos de investimento do país.

O comunicado da CVM foi uma resposta a questionamentos de investidores e corretoras, de

olho na valorização das criptomoedas em pouco tempo.

A mais famosa delas, o bitcoin, chegou a valer o equivalente a quase R$ 70 mil a unidade, e

valorizou quase 1.000% em 2017. Hoje um bitcoin está custando R$ 44 mil.

Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, não é possível chamar as criptomoedas de

ativos financeiros, porque a negociação delas ainda envolve muitos riscos como falta de transparência e de segurança - em vários países já foram registrados roubos milionários dessas moedas por hackers.

O tom de cautela é o mesmo adotado por outros órgãos de regulação de mercado, como a

Comissão de Valores americana. Mas a decisão da CVM ainda não é definitiva - a comissão declarou que a área técnica ainda tem muito a estudar sobre o assunto.

Inflação oficial fecha 2017 em 2,95%, menor índice

desde 1998

Inflação oficial fecha 2017 em 2,95%, menor índice desde 1998

O IBGE divulgou, na quarta-feira (10), os números da inflação oficial do Brasil. Em

dezembro, o IPCA acelerou um pouco e ficou em 0,44%. Mas essa pequena alta não

impediu que a inflação fechada de 2017 ficasse no menor nível desde 1998 e abaixo

do piso da meta.

No ano passado, caiu também o preço do arroz, açúcar, frutas, leite. A super safra produzida no campo, quase 30% maior que a anterior, foi um dos motivos que fizeram

a inflação ser a mais baixa em quase 20 anos.

Tão diferente do passado: em 2002, ela ficou acima de 12%. Veio reduzindo, com

pequenas variações até voltar a assustar os brasileiros em 2015. Em 2016, continuou

alta, mas entrou nos eixos em 2017, ficou em 2,95%. Essa queda fácil de se ver no gráfico, muitas vezes, é difícil perceber no dia a dia.

Nessa média geral de preços, é difícil cortar alguns itens que são importantes na vida da gente e ficaram bem salgados. A maioria deles tem preço

administrado com reajuste estabelecido por contrato. O gás de botijão subiu

muito, gasolina, a energia elétrica, a água e o esgoto também.

O aposentado João de Oliveira Esteves reclamou do plano de saúde que ficou

mais caro em todo o país:

E por causa desses aumentos, o brasileiro continuou fazendo as contas.

Outra coisa que ajudou a segurar os preços em 2017 foi o corredor vazio sem consumidor. O desemprego alto fez muita gente segurar os gastos. E com menos gente gastando dinheiro, que comerciante vai querer subir os preços?

Isso evitou muito reajuste. Não só no comércio, como na área de serviços.

Indústria cresce 4,7% e tem melhor novembro em

sete anos

Indústria cresce 4,7% e tem melhor novembro em sete anos

A indústria brasileira, que sofreu bastante durante a crise, começou a dar sinais de

recuperação no fim do ano passado. Os índices do setor vieram melhores do que os

economistas esperavam.

Há sete anos não se via um resultado tão bom para o mês de novembro: 4,7% de

aumento da produção

Em parte, a explicação está nas montadoras. Na sexta-feira (5), a associação que

representa o setor divulgou que 2017 foi o melhor ano depois de três ruins: mais de

25% de crescimento. Uma recuperação puxada principalmente pelas exportações.

“Somando essa exportação, boa exportação, com o mercado interno crescente, a gente conseguiu avançar na produção, que é importante. Isso é muito bom porque

gera emprego, gera renda, movimenta a economia, a cadeia de autopeças. É muito

positivo para o país”, afirmou o presidente da Anfavea, Antônio Megale.

E a economia está mesmo se movimentando: mais da metade dos grupos da indústria

pesquisados pelo IBGE teve expansão. Esse crescimento em diversos setores da indústria é

sentido numa fábrica que faz embalagens plásticas para diversos tipos de produtos. Nos últimos três meses, as vendas subiram 15%. O mês mal começou e cinco funcionários novos já estão

trabalhando. E outros três estão sendo recrutados

Os números mostram que a recuperação da indústria é sustentável e deve continuar nos

próximos meses, apesar de ainda faltar muito para chegar à produção de 2013.