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A Evolução da Administração

Abordagens Clássicas:
Administração Sistemática, Administração Científica, Burocracia, Gestão
Administrativa e Relações Humanas.

Abordagens Contemporâneas:
Administração Quantitativa, Comportamento Organizacional, Teoria dos Sistemas,
Teorias da Contingência, Gestão da Qualidade Total, Organizações Inteligentes e
Reengenharia.

Administração sistemática
Conceitos-chave:
 Organizações produtivas sistematizadas; autores da época consideravam o
meio industrial um caos no quesito administrativo, logo buscaram trabalhar numa
maneira de sistematizá-lo, subdividindo tarefas e as delegando para pessoas
especializadas.
 Coordenação de procedimentos e processos construídos nas operações
internas; isso se dava porque os administradores priorizavam atender à
gigantesca demanda causada pela Revolução Industrial.
 Ênfase em operações econômicas, administração de estoques e controle de
custos; necessário para não ter problemas em atender a alta demanda dos
consumidores e manter controle organizacional da empresa.

Contribuições:
 Início da administração nos EUA.
 Promoção de uma produção eficiente e ininterrupta.

Limitações:
 Ignorava o relacionamento entre a organização e seu ambiente; O foco dos
administradores era totalmente interna, voltada para a organização e suas
necessidades, com principal objetivo de atender a alta demanda da época.
 Ignorava diferenças entre as visões dos administradores e dos
trabalhadores; O relacionamento entre trabalhadores e a gestão era péssimo, e
frequentemente causavam problemas que chegava a parar momentaneamente a
produção da empresa.
Administração científica
Conceitos-chave:
 Analisava o trabalho utilizando métodos científicos para determinar a "única
e melhor maneira" de completar as tarefas de produção; eram estudadas
várias maneiras de realizar determinado movimento de um processo, e somente
quando encontrado o melhor possível é que se iniciava a busca por um trabalhador
que se encaixasse nesse padrão.
 Enfatizava o estudo das tarefas, seleção e treinamento de trabalhadores e a
cooperação entre trabalhadores e administração; para Taylor, cada tarefa
deveria ser estudada cientificamente, identificada as necessidades de cada
processo, era iniciada a busca e treinamento da mão de obra para que a pessoa
certa tivesse o trabalho certo. Em paralelo, a administração deveria cooperar junto
com os trabalhadores, assegurando a divisão igual de trabalho e responsabilidade
entres eles.

Contribuições:
 Melhorou a produtividade e a eficiência das fábricas.
 Introduziu análise científica no ambiente de trabalho.
 O sistema de gratificação diferenciada equiparava as recompensas dos
trabalhadores a seu desempenho.
 Propiciava cooperação entre a administração e os trabalhadores.

Limitações:
 Os pressupostos motivacionais eram simplistas; vários críticos não
convencidos que a administração científica era o melhor modelo a ser seguido
alegavam que somente o dinheiro não era o suficiente para motivar os
trabalhadores, que haviam vários outros fatores sociais e psicológicos a serem
levados em conta.
 Os trabalhadores eram vistos como partes de uma máquina; a divisão do
trabalho por etapas especializadas era comparada ao funcionamento de uma
máquina, e os trabalhadores eram as peças, engrenagens que realizavam um
trabalho que rapidamente conduzia ao tédio, à apatia e a problemas de qualidade.
 Havia potencial para exploração do trabalho; por definir certos padrões de
produção e gratificações diferenciadas para quem atingir esse padrão, os
sindicalistas foram contra às ideias de Taylor, já que outros trabalhadores que não
conseguissem alcançar esses objetivos poderiam ser depreciados.
 Excluía as tarefas da alta administração; levando em conta que o papel de um
administrador vai além das questões internas da organização, o modelo de Taylor
falhou em auxiliar o administrador nas questões estratégicas, de concorrência,
regulamentações governamentais, ou seja, todo o papel que uma alta
administração deve exercer.
 Ignorava o relacionamento entre a organização e seu ambiente; seguindo o
mesmo caminho que o modelo anterior, a administração científica tinha a
organização interna da empresa como foco. Controle de estoque, treinamento de
mão de obra e controle organizacional eram as principais preocupações, o que
deixava todo o exterior fora da equação que o modelo tentava resolver.

Burocracia
Conceitos-chave:
 Rede formal e estruturada de relacionamentos entre posições especializadas
numa organização; conceito esse adotado para que no momento em que um
funcionário venha a se ausentar dos serviços a instituição não fique desfavorecida,
com isso a teoria da burocracia buscava padronizar as atividades com o objetivo
de não apoiar em apenas um indivíduo, o substituindo quando necessário.
 Regras e regulamentações padronizam o comportamento; Weber entendia
que para prosperar uma determinada organização era preciso aprimorar os
métodos burocráticos para que assim a empresa venha a alavancar em seu
segmento, para isso a regulamentação dos processos se torna de principal
relevância.
 Cargos são assessorados por especialistas treinados que seguem regras;
visto que uma determinada empresa que não mede suas variáveis não gerencia,
portanto, empresas que não existe uma gestão voltada para esse fim é propício
entrar em colapso.

Contribuições:
 Promove desempenho eficiente das atividades organizacionais rotineiras
 Elimina o julgamento subjetivo de empregados e da administração.
 Enfatiza mais a posição do que a pessoa.

c) Limitações:
 Flexibilidade organizacional limitado processo de tomada de decisão lento;
fator em destaque que limita a sua aplicação são as regras em demasia, típico de
uma administração burocrática, podendo afetar em questões que exigem uma
maior iniciativa por parte dos colaboradores oxidando a dinâmica empresarial.
 Ignora a importância das pessoas e dos relacionamentos impessoais; o
modelo objetivava a consolidação de elementos formais deixando de lado os
aspectos humanos em resposta da constante busca por resultados das
abordagens clássicas da administração com a solidificação do capitalismo.
 Acúmulo de poder pode levar a uma administração autoritária; visto que o
modelo não leva em consideração a opinião dos demais colaboradores da
instituição, deixando de lado as questões humanas.
 As regras podem tornar-se fins em si mesmas; no campo das limitações é
possível identificar que as questões burocráticas adotadas por Weber enfatizam
os processos adotados tornando mais demoradas as definições das atividades
propostas.
 Difícil de desmantelar, uma vez estabelecida; visto que a teoria era garantia de
um elevado nível de eficácia nos processos produtivos, eliminando desperdícios.

Gestão administrativa
Conceitos-chave:
 As cinco funções e os 14 princípios de Fayol; o conceito chave revela a busca
pela eficiência em todos os processos de uma forma global em uma empresa,
tomando como base ações de prever, organizar, comandar e controlar, capazes
de solucionar as dificuldades em uma determinada organização.
 Os executivos formulam o propósito da organização, protegem os
empregados e mantém as comunicações; a gestão implica na capacitação de
administradores que ocupam uma posição fundamental para obtenção do êxito e
manutenção de uma determinada entidade, capaz de exercer papéis de liderança
e gestão de pessoas, e começar desde então a ser compreendida como profissão
capaz de ser ensinada.
 Os administradores devem responder aos acontecimentos que se
modificam; no modelo de gestão o administrador deve estar atento aos fatos
relevantes, buscando ser flexível mediante a remodelagem constante dos
processos empresariais.

Contribuições:
 Viam a administração como uma administração que pode ser treinada e
desenvolvida.
 Enfatizavam os amplos aspectos de políticas dos administradores de nível
máximo.
 Oferecem prescrições administrativas universais.

Limitações:
 As prescrições universais necessitavam de qualificações para fatores
ambientais, tecnológicos e de pessoal; o modelo de gestão administrativa em
função de entender a administração como profissão necessitava da constante
busca pela qualificação nos mais variados campos de uma entidade, dessa forma
preparando o administrador em desenvolver habilidades e competências, tal
limitação ficava em evidência ao defrontar com uma determinada situação
problema.

Relações Humanas
Conceitos-chave:
 A produtividade e o comportamento dos empregados são influenciados pelo
grupo de trabalho informal; durantes suas pesquisas, Elton Mayo e Fritz
Roethlisberger, constataram que fatores ambientais e outras condições de trabalho
não eram significativos no resultado final. Eles concluíram que tanto o resultado
quanto o desempenho dos trabalhadores sofrem maior influência do próprio grupo
informal de trabalho.
 Coesão, status e normas de grupo determinam o resultado; pelo fato de muitas
vezes pertencerem a um grupo informal, os trabalhadores sofrem mais influência
por questões como a união do grupo, o posto que ele ocupa naquele grupo e as
normas do grupo ao qual o funcionário está inserido são mais significativos que
outros tipos de incentivo.
 Os administradores deveriam enfatizar o bem-estar, a motivação e a
comunicação dos trabalhadores; acreditava-se que as empresas teriam
resultados satisfatórios com relação a sua produção se dessem uma atenção
maior ao trabalhador
 As necessidades sociais têm precedência sobre as necessidades
econômicas; Mayo acreditava que as empresas deveriam se preocupar mais com
as questões que envolviam o lado social do trabalhador. Por ser superior às
necessidades econômicas, a realização das necessidades sócias faria com que o
trabalhador tivesse um melhor desempenho.

Contribuições:
 Os processos psicológicos e sociais influenciam o desempenho;
 Hierarquia de necessidade de Maslow;

Limitações:
 Ignorava o lado racional dos trabalhadores e a contribuição das
organizações formais para a produtividade; por ter se focado muito nas
questões sociais e informais dos trabalhadores, os pesquisadores acabaram por
não considerar pontos voltados as formalidades organizacionais.
 Resultados de pesquisas posteriores contrariam a prescrição simplista de
que trabalhadores felizes são sempre mais produtivos; apesar de ser um fator
motivacional considerável, a satisfação pessoal do empregado nem sempre vai
implicar no aumento da produção.

Administração Quantitativa
Conceitos-chave:
 Aplicação de análise quantitativa as decisões administrativas; só após a
Segunda Guerra Mundial é que as organizações passaram a utilizar métodos
quantitativos para tomar decisões complexas da empresa.

Contribuições:
 Desenvolveu métodos matemáticos específicos para a análise de problemas;
 Auxiliou os administradores a selecionar a melhor alternativa entre muitas;

Limitações:
 Os modelos omitem fatores não quantificáveis; nem tudo que se refere ao
ambiente empresarial pode ser resumido de forma exata através de técnicas
matemáticas, principalmente quando se tratam de pessoas, por isso algumas
informações acabam sendo ignoradas com o uso da administração quantitativa.
 Os administradores não treinados nessas técnicas poderiam nem confiar
nem entender os resultados dessas técnicas; isso se deve ao fato de que o
modelo exige conhecimento e técnicas matemáticas, por tanto, os administradores
que não foram efetivamente treinados para lidar com esse modelo acabam
possuindo uma dificuldade para interpretar e até mesmo desenvolver os
procedimentos da administração quantitativa.
 Os modelos não são projetados para decisões administrativas fora da rotina
nem previsíveis; o modelo tem como princípio a resolução de problemas por
meios matemáticos, entretanto, nem todas as questões de uma organização
podem ser reduzidas a cálculos ou expressões matemáticas.

Comportamento Organizacional
Conceitos-chave:
 Promove a eficácia do empregado entendendo os processos individuais,
grupais e organizacionais; esse conceito assegura que as necessidades do
empregado sejam supridas, a partir do reconhecimento de que vão além dos
campos econômico e social.
 Acentua os relacionamentos entre empregados, administradores e o trabalho
que desempenham na organização; esse conceito enfatiza o relacionamento
interpessoal e a participação de todos os colaboradores para garantir o melhor
resultado para a organização.
 Admite que os empregados querem trabalhar e podem controlar a si mesmos
(Teoria Y); na teoria defendida por McGregor acredita-se que os administradores
que encorajam a participação e oferecem oportunidades para desafio e iniciativa
individual podem conseguir um desempenho superior.

Contribuições:
 Participação aumentada, maior autonomia, desafio iniciativa individual e
trabalhos enriquecidos podem aumentar o desempenho.
 Reconhece a importância de se desenvolverem recursos humanos.

Limitações:
 Algumas abordagens ignoram fatores situacionais, como o ambiente e a
tecnologia da organização; o comportamento organizacional tem uma
perspectiva limitada nesse sentido, dando mais importância ao desenvolvimento
humano e relacionamento interpessoal na organização.

Teoria dos Sistemas


Conceitos-chave:
 A organização é vista como um sistema aberto; considerando que é
dependente de insumos que provém do mundo externo para suprir as
necessidades do mercado por bens e serviços.
 A administração deve interagir com o ambiente para recolher os insumos e
devolver a ele os resultados de sua produção; nesse processo o sistema colhe
os insumos e os transforma em produtos para o ambiente externo, esse ambiente
reage gerando um feedback que será insumo no próximo ciclo, repetindo o mesmo
processo.
 Os objetivos organizacionais devem abranger a ambos, eficiência e eficácia;
esse conceito afirma que as duas dimensões são fundamentais para garantir bons
resultados, o nível de eficiência mede o desempenho interno da organização e a
eficácia aponta o quanto os resultados estão correspondendo às necessidades e
desejos do ambiente externo.
 As organizações contêm uma série de subsistemas; define que as
organizações são constituídas por várias partes interdependentes.
 Existem muitos caminhos para o mesmo resultado; o princípio da
equifinalidade afirma que as organizações podem usar diversos caminhos para
atingir o mesmo resultado. O que define a melhor estratégia a ser utilizada é a
particularidade de cada organização.
 Há sinergias em que o todo é maior que a soma das partes; estabelecendo
que uma organização quando trabalha em ação conjunta gera melhores
resultados.

Contribuições:
 Reconheceu a importância do relacionamento da organização com o meio
externo.

Limitações:
 Não oferece direcionamento específico quanto às funções e obrigações dos
administradores; a teoria de sistemas enfatiza a importância do relacionamento
da organização com o ambiente externo, não aborda de forma explícita o papel do
administrador no cenário.

Teoria da Contingência
Conceitos-chave:
 As contingências situacionais influenciam estratégias, estruturas e
processos que resultam em alto desempenho; dessa forma, a teoria da
contingência nega o princípio universal da administração, afirmando existir uma
grande diversidade de fatores internos e externos de acordo com cada tipo de
empresa, que podem influenciar diretamente no bom andamento da organização.
 Existe mais de uma forma de se atingir um objetivo; consequentemente, traz a
lume a veracidade da não existência de uma única e "melhor maneira" de
administrar e organizar, tendo em vista que cada organização tem distintamente
suas particularidades, deficiências e desafios.
 Os administradores devem adaptar suas organizações a situação; logo, faz
necessário que o administrador, realize um estudo das características de cada
situação, atípica, e posteriormente, faça alguns ajustes, a fim de que a organização
consiga amenizar os danos desses fatos eventuais.

Contribuições:
 Identificou as principais contingências.
 Contestou os princípios universais da administração.
Limitações:
 Nem todas as contingências críticas foram identificadas; de certo, as
características de cada eventual situação que uma empresa ou organização
podem vivenciar, não foram reveladas na teoria em questão, deixando dessa forma
uma lacuna na solução de contingências.
 A teoria pode não ser aplicável a todas as questões administrativas; logo, não
sendo possível aplicar o estudo em questão em todas as áreas administrativas que
abrange uma empresa.

Gestão da Qualidade Total


Conceitos-chave:
 Produzir bens e serviços que correspondam integralmente as necessidades
dos clientes, fornecedores, colaboradores e afins.
 Desenvolver trabalho de equipe, confiança e respeito mutuam.
 Faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos.
 Escute e aprenda com seus clientes e empregados.
 Faça da melhoria contínua um assunto diário.

Contribuições:
 Trouxe uma maior satisfação para os clientes.
 Minimizou os gastos com produtos e serviços que eram apresentados com
qualidade a baixo do esperado.

Limitações:
 O alto custo de tempo e dinheiro para implementação. Buscando atender da
melhor forma possível a expectativa de clientes, fornecedores, colaboradores e
afins, a gestão da qualidade total, tem evoluído nos últimos anos, com uma vasta
quantidade de técnicas, e ideias, a fim de aprimorar os produtos ou serviços de
uma empresa ou organização. Além disso, busca ainda melhorar, o
relacionamento interpessoal, no encalço da qualidade das atividades a serem
exercidas bem como a satisfação dos colaboradores que estão executando as
tarefas operacionais da empresa.
Outrossim, é notório que tanto esmero na busca por qualidade absoluta em
todas as áreas da empresa, gera um custo elevado com capital humano, bem como
com tecnologias que viabilizam o controle de qualidade, outro fator limitante é o
elevado tempo de implantação dessa gestão, considerando o fluxo de demissão e
admissão que necessita de nova capacitação pessoal, a fim de acompanhar a gestão
de qualidade existente na empresa.

ORGANIZAÇÕES INTELIGENTES
Conceito-chaves:

São empresas que permite, incentiva e propaga conhecimento a seus funcionários e


colaboradores acerca de como funciona o mercado onde estão inseridos, novas
tendências negociais, novas tecnologias, para que estes tenham facilidades e
autonomia para solução de problemas e busca de novas oportunidades negociais.

Contribuições:
As empresas que utilizam esse modelo de gestão, possui um corpo funcional
formado por pessoas mais capacitadas e isso permite de forma facilitada e
simplificada a adequação às mudanças impostas pelos mercados negociais. As
empresas que usam esse método, estão propícias ao sucesso, frente às que agem
diferente.

REENGENHARIA
Conceitos-chave:
Consiste no abandono dos modos tradicionais de fazer negócio de uma empresa e a
criação de um novo modelo administrativo, com foco nós melhoramentos dos
processos organizacionais mais importantes. No processo de reengenharia, as
atividades principais e secundárias da empresa permanecem inalteradas, o que é
modificado é a maneira de como essas atividades são desenvolvidas.

Contribuições:
A reengenharia organizacional busca alcançar melhorias de custos, qualidade,
atendimento, velocidade, a redução da quantidade de processos, maior proximidade
com cliente, tempestividade na solução de problemas. E que essas modificações
agreguem valores aos produtos oferecidos, consequentemente, maior lucro.