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A MANIFESTAÇÃO DO AMOR AO PRÓXIMO – Parte 1

Texto-base: Lucas 10.25-37

INTRODUÇÃO
Estaremos estudando sobre uma das Parábolas mais importantes mencionadas por Jesus: A Parábola do Bom Samaritano.
Importante, principalmente, porque fala de como se colocar em prática o mandamento de amar ao próximo como a nós
mesmos. Vamos pensar em dois textos. Através dele vamos conhecer como se manifesta o verdadeiro amor ao próximo.

1. Reconhece Quem é o Seu Próximo – (10:33).


O sacerdote e o levita que passaram pelo mesmo caminho em que estava o homem ferido, não pararam para socorre-lo,
dentre tantos outros motivos, também por acharem que aquele homem não seria um problema deles. Eles pensaram –
“Esse homem não é meu próximo!” Talvez, próximo para eles significava um parente, um amigo, alguém com quem tivessem
alguma afinidade ou proximidade relacional; e nunca, um estranho que aparentava estar com problemas por possíveis erros
cometidos. O samaritano não pensou como eles. Ele não se perguntou se o ferido era ou não um próximo seu.
Imediatamente agiu como sendo ele mesmo o próximo de alguém que precisava de ajuda. Isso fez toda a diferença!

Jesus se fez o nosso próximo quando não tínhamos condições de sermos próximos de ninguém. Andávamos feridos em
nossos pecados e maltratados pelo Inimigo, até que Ele nos reconheceu como pessoas carentes da Sua ajuda. Agora que
fomos curados, podemos também ser próximos dos que vivem hoje nas mesmas condições em que antes vivíamos.

2. Vê a Necessidade do Próximo – (10:33).


O samaritano não apenas reconheceu a presença do próximo, como também viu a sua necessidade. Os primeiros que
passaram por ali também viram, mas não quiseram saber. O samaritano, porém, viu e quis saber. Ele desejou se aprofundar
naquela visão até perceber quais eram as reais necessidades daquele homem, a fim de saber como poderia ajuda-lo. Há
uma passagem no Antigo Testamento que diz assim: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho
escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livra-los…” Êxodo
3:7-8a.
Assim como Jesus viu exatamente quais eram nossas necessidades e trabalhou (e tem trabalhado) para supri-las,
precisamos fazer o mesmo com outros.

3. Compadece-se da Situação do Próximo – (10:33).


O samaritano reconheceu o próximo e suas necessidades, mas ele precisava do elemento motivador mais importante para
poder ajuda-lo de forma eficaz. Esse elemento chama-se: compaixão. Mais do que uma expressão dos sentimentos
humanos, a compaixão aqui descrita, representa a manifestação dos sentimentos divinos. Ele sentiu pelo ferido o mesmo
que Deus sentia pela mesma pessoa. Quando há sintonia entre os sentimentos divinos e humanos, verdadeiramente
grandes coisas podem acontecer.

Jesus se compadeceu da humanidade, e essa compaixão foi a mola propulsora para tudo o que veio a fazer desde que abriu
mão da Sua condição divina a fim de tornar-se homem e viver entre nós. A crescente compaixão pelos outros também deve
ser o nosso motivo maior para fazer o que é importante por alguém.

4. Envolve-se Com a Vida do Próximo – (10:34)


A compaixão divina no coração daquele homem o levou a interromper o curso natural de sua vida, para concentrar-se no
que ele julgou ser mais importante: cuidar do homem ferido. Seus compromissos, atividades pessoais e afazeres, deram
lugar a uma outra atividade. Todas as energias e emoções passaram a estar canalizadas para o suprimento da necessidade
de uma outra pessoa, com quem estaria envolvido a partir de agora.

Jesus não sentiu dor pela nossa necessidade apenas olhando-nos do céu. Sua compaixão o levou à ação. Ele se envolveu
com o homem a ponto de tornar-se um de nós, para andar e viver entre nós, conhecendo todas as nossas necessidades.
Não podemos ajudar as pessoas de forma eficaz se não nos envolvermos com elas.

CONCLUSÃO

O verdadeiro amor ao próximo se manifesta através da identificação de quem é o nosso próximo e de como podemos ser
próximos dele. Entendendo que o próximo é aquele a quem podemos abençoar prestando socorro em tempos de
necessidade, ou simplesmente, servindo no dia-a-dia. O amor genuíno abrirá nossos olhos para que vejamos suas
necessidades e dilatará nosso coração até transbordar da compaixão divina por sua vida. Como consequência de tudo isso,
desencadear-se-á um fluxo de ações concretas que nos inserirão no contexto de vida dessa pessoa, de tal maneira que
possamos dizer que não apenas reconhecemos, vimos ou sentimos algo; mas sim que, verdadeiramente nos envolvemos
com a pessoa e com a sua necessidade.