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REPACTUAÇÃO

Perguntas e Respostas
ÍNDICE:
PORQUE NÃO IREMOS REPACTUAR
O que é repactuação?
O que a Petrobras e a Petros pretendem repactuar?
Qual é e que vantagens tenho com o meu plano atual?
Repactuação e Plano Petros 2 são a mesma coisa?
Quem repactuar estará migrando para o Plano Petros 2?
O que acontece se eu não assinar e a maioria assinar?
O que acontece se eu assinar?
Se eu assinar, como ficam as ações que eu tenho contra a PETROS?
E as ações trabalhistas como a da URP, por exemplo?
Os Sindicatos estão apoiando a repactuação?
Como fica o reajuste se eu não repactuar?
Como fica o reajuste se eu repactuar?
Como fico se desistir após ter repactuado?
E os direitos adquiridos?
Como fica a AMS?
Como ficará a situação dos pensionistas?
Armadilhas no Termo de Adesão:
Existe realmente dívida da Petrobras com a Petros?
Qual é a dívida da Petrobras?
Qual é o déficit da Petros?
A lei obriga, de fato, que os déficits do plano sejam repartidos entre
os participantes e as patrocinadoras?
Se houver déficit, haverá aumento das contribuições à Petros?
Qual a importância da tábua de mortalidade?
Que responsabildade surge da repactuação?
O que é equilíbrio atuarial?
O que está por trás da repactuação?
Laudo Técnico Judicial sobre a repactuação
Requerimento de Desistência
Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2007.

PORQUE NÃO IREMOS REPACTUAR

Porque durante muitos anos trabalhamos numa empresa que nos


proporcionou realização profissional, técnica e motivacional. Escalamos
degraus funcionais, dentro dos critérios de mérito e competência, o que
nos obrigou a ter uma visão estratégica da empresa e da sua inserção no
mercado de petróleo e energia, nacional e mundial. Acima de tudo,
aprendemos a admirar e a respeitar esta que se tornou a maior empresa
brasileira reconhecida internacionalmente como uma das mais
competentes do mundo.

Colaborar com a sua evolução e a conquista dessa competência resultou


num ganho enorme para o nosso País, criou em nós um respeito e um
amor muito profundos pela Petrobrás. Partilhamos com outros
companheiros da mística que criou em nós um espírito de corpo que
gerou um orgulho enorme por trabalhar nesta empresa. Este orgulho se
espalhou por todos os escalões criando uma empatia e uma motivação
profunda, resultando numa sinergia gerada pela união que nos
impregnava a todos. O resultado disto foi esta empresa magnífica.

Por estes e outros fatos, vemos com muita preocupação os últimos


acontecimentos que vêm pondo em risco todo esse processo de
construção da Companhia. Terceirização, exportação de petróleo (o mais
estratégico dos insumos energéticos) e o alto percentual de ações da
Petrobrás vendidas no exterior, podem levar a uma descaracterização dos
objetivos da criação da nossa grande empresa. Mas, ainda mais
preocupante, é o processo de deterioração e de quebra da confiança
recíproca que sempre existiu entre a empresa e seus empregados. Para
isto, muito tem contribuído esse processo de repactuação iniciado no ano
passado e reaberto agora, depois de os dirigentes da Petrobrás terem
empenhado sua palavra de que ele estava encerrado. Mais grave ainda é
a forma como o processo vem sendo conduzido: informações
contraditórias sobre um déficit que não se sustenta; ameaça infundada
de cobrar aumento de contribuição para cobrir o suposto déficit; não
cumprimento dos compromissos financeiros da Petrobrás para com a
Petros e a não cobrança dessa dívida por parte da direção da Petros.
Todo esse processo de desinformação e intimidação está levando a uma
fragmentação e desmonte do corpo técnico da empresa, que sempre foi
um dos principais alicerces do seu crescimento. Como se sente hoje o
empregado antigo que vê os aposentados serem tratados com tanto
desrespeito e desconsideração? Como se sente um empregado novo a
quem é negado, ao arrepio da lei, o direito de ingressar no único plano de
previdência complementar em vigor? É preocupante, pois o clima
organizacional está se deteriorando perigosamente.

O Plano Petros foi criado para ser um dos principais pilares da política de
Recursos Humanos da Petrobrás. Foi assim que ela criou e preservou a
sua competência tecnológica. Se forem implantados a repactuação e o
Plano Petros 2, sendo este de Contribuição Definida, a Petrobrás estará
sendo levada à condição de treinadora de técnicos para as empresas
estrangeiras que estão vindo por conta dos perniciosos leilões de áreas
petrolíferas, como já vem acontecendo.

Perdendo um dos seus principais aglutinadores dos técnicos da empresa -


o Plano Petros - haverá a quebra da sua estrutura tecnológica, já em
processo de corrosão com a avassaladora terceirização, e a perda do
sustentáculo da sua competência: o Plano Petros BD.

Como empregados que vestiam a camisa e gerenciaram o


desenvolvimento sustentado da nossa querida empresa, não nos
permitiremos apoiar um processo que pode levá-la a perder substância,
capacitação e competência.

Conclamamos os atuais dirigentes que reflitam e revejam esse processo


que, além de tudo, irá, se levado a cabo, fragmentar o corpo técnico em
vários segmentos: aposentados, ativos, novos, repactuados, não
repactuados, participantes do Petros BD, participantes do Petros 2. Não
será dessa categoria fragmentada que a Petrobrás poderá tirar os meios
para manter a sua competência. Nós, antigos dirigentes e gerentes,
não vamos colaborar com este desmonte da Petrobrás.
Lembramos que ela pertence aos brasileiros e foi fruto do maior
movimento cívico desse País. Não se pode enfraquecer uma
empresa de tamanho valor e de tanta importância estratégica
Para o País.

Por todas estas razões conclamamos, ainda, para que você NÃO
REPACTUE. SE JÁ O FEZ, DESRESPACTUE.

Assinatura e tempo de Petrobrás:


Maurício Alvarenga ex-diretor da Petrobrás e ex-vice presidente da Pe-
trobrás Distribuidora(34 anos).
Yvan Barretto ex-diretor da Petrobrás e da Petros e Conselheiro
Eleito da Petros. (42 anos)

Orphila Lima dos Santos ex-diretor da Petrobrás e ex-presidente da Petros.


(38 anos)
Salvador Ielo Filho ex-chefe do Gabinete da Presidência da Petrobrás
(38 anos).
Aldo Zucca ex-superintendente do DEPIN. (36 anos)
Heitor de Moura Estevão ex-superintendente do SEGEN. (34 anos)
Wagner Paulino ex-superintendente de Produção da REDUC e da RE-
GAP. (30 anos)
Fernando Avelar ex-diretor da Petrobrás Distribuidora. (25 anos)
Carlos Accioli ex-diretor da Petrofértil. (34 anos)
Pedro Carvalho ex-chefe adjunto do SEPROD (27 anos).
Walter Villela ex-superintendente do SEORG (39 anos).
Porthos Lima ex-superintendente do DECOM (18 anos).
Elzo Mirahi ex-chefe do Empreendimento de Dutos da Bacia de
Campos (30 anos).
Adalberto Santos ex-vice-presidente da Petrofertil (24 anos).
Renato Pilotto ex-chefe de Gabinete da Presidência da Petrobrás (35
anos).
Carlos Aguiar Teixeira ex-diretor da Petrobrás(33 anos).
Noel de Almeida ex-chefe adjunto do SEGEN (16 anos).

Artur Cassiano ex-superintendente da RPBC. (34 anos)


Ricardo Maranhão ex-assessor da Presidência da Petrobrás. (26 anos)
Paulo Lima Câmara ex-presidente da Petroflex. (35 anos)
Carlos Sezinho de Santa rosa ex-chefe de Gabinete de diretor. (32 anos)
Ivo Ribeiro ex-diretor de Petroquisa. (32 anos)
Walter Formosinho ex-chefe de Gabinete da Presidência da Petrobrás.
(38 anos)
Lucas Joffly ex-presidente da Petros. (38 anos)
Bruno Costa Soares ex-diretor da Petrofértil. (35 anos)
Raul Bozzano ex-diretor da Petroflex. (38 anos)
Augusto César Guerreiro Lima ex-diretor-superintendente CPC. (36 anos)
Luiz Mário de Souza ex-diretor Petroflex. (36 anos)
Lourival Rosário Neto ex-chefe da DITEL. (20 anos)
Tomás Pelosi ex-diretor da Petros. (34 anos)
Paulo Teixeira Brandão ex-diretor da Petros. (35 anos)
Antonio Seabra Moggi ex-superintendente do CENPES e ex-vice-presidente
da BRASPETRO. (32 anos)
Irio Augusto Paes Leme ex-chefe de gabinete da Presidência da Petrobrás e
ex-chefe do ESPAL e do ESSAL. (27 anos)
Joel Dantas Filho ex-assistente do chefe do SEGEN.(22 anos)
Nival Ricardo Marinho ex-superintendente da RPBa. (34 anos)
Gilvan Couceiro de Amorim ex-superintendente da RPBa e RPNS. (34 anos)
Dênil Roberto Franco ex-superintendente da RPBa e RPNE. (34 anos)
Carlos Egydio Bruni ex-superintendente da SIX. (34 anos)
Aderbal Gil de Oliveira ex-diretor da Petros. (34 anos)
Alvaro Craveiro ex-contador-chefe da Petrobrás. (30 anos)
Dorodame Moura Leitão ex-chefe da Divisão de Tecnologia da Refina-
ção/CENPES. (31 anos)
Antonio Gilson Rocha ex-superintendente da RPBa. (35 anos)
Paulo Freire ex-chefe da SERMAT. (21 anos)
Fernando Castro Santos ex-superintendente da EMPAR. (30 anos)
Oswaldo T. Peckolt ex-presidente da Petroflex. (35 anos)
Roberto Toledo ex-chefe de Gabinete da Presidência da Petrobrás.
(37 anos)
Jonas Boechat ex-superintendente da AMLUC. (34 anos)
Basílio Shceffer Filho ex-superintendente da REVAP. (34 anos)
Fausto Murillo Coelho ex-coordenador ASTEB. (23 anos)
Alberto Müller ex-chefe da Divisão de Material do SEGEN.

Alvaro Ramos ex-chefe de Gabinete da Presidência da Petrobrás.


(30 anos)
Fernando Gonçalves ex-chefe do setor Administrativo do DEPER. (31 a-
nos)
Marco Antonio Valle ex-chefe de Divisão de Manutenção do CENPES. (23
anos)
Murilo Pêssego Campos ex-assistente do superintendente do CENPES. (23
anos)
Affonso Celso M. de Paula ex-chefe da Divisão de Documentação e Propriedade
Industrial do CENPES. (30 anos)
Rubem Chachamovitz ex-diretor da Petrobrás Distribuidora. (36 anos)
João Jerônimo Azevedo ex-gerente do setor de Avaliação de Petróleo/CENPES
(24 anos)
Caio Barbosa Pimenta ex-superintendente da REGAP e ex-superintendente
adjunto do DEPIN. (34 anos)
Mário Tami Fernandes ex-chefe da Divisão de Projetos do Segen (32 anos)
Fernando Senra ex-economista do Serplan (32 anos)
Leon Zeitel ex-superintendente do Serplan (36 anos)
Esdras Cavalcante Suruagy ex-chefe de Perfuração do Deper (36 anos)
Tokume Fujita ex-engenheiro de Perfuração do Deper (30 anos)
Nadyr Gonçalves de Matos ex-chefe do Setor de Pessoal do GEPEM
O que é repactuação?

A proposta de repactuação pretende que os participantes (empregados ativos) e assistidos (aposenta-


dos e pensionistas), assinem um documento, com força de contrato, concordando em alterar cláusulas
do regulamento do plano de benefícios da Petros, renunciando aos seus direitos no contrato individual
com a Petrobrás.

O que a Petrobras e a Petros pretendem repactuar?

Segundo o material promocional da Petros e da Petrobras, a proposta é de alteração dos artigos 41,
42 e "eventualmente, em outros artigos do referido regulamento, relacionados diretamente com a pro-
posta da Companhia..."

Dentre estes "outros" artigos, que não estão claramente explicitados no material da empresa, temos o
artigo 48, IX, do regulamento da Petros, que trata da responsabilidade da Patrocinadora quanto ao
pagamento do déficit atuarial. Trata-se de item dos mais importantes do nosso contrato.

Qual é e que vantagens tenho com o meu plano atual?

Plano tipo Benefício Definido: O beneficiário sabe o valor do benefício que vai receber no momento da
aposentadoria. Esse plano é avaliado periodicamente. A contribuição é dividida entre empregador e
empregado e a renda mensal é vitalícia.

Além disso, o Plano Petros Benefício Definido (BD) é um dos principais diferenciais da política de Recur-
sos Humanos da Petrobras. Saber quanto vai receber ao se aposentar dá tranqüilidade ao trabalhador
no desenvolvimento de sua carreira profissional. Acabar com o Plano Petros BD é estimular o desinte-
resse dos empregados pela empresa.

Os mais importantes fundos de pensão do mundo inteiro são estruturados por Benefício Definido. Esta
é uma conquista dos trabalhadores, que o sistema financeiro internacional vem atacando constante-
mente. Abrir mão do plano Petros BD significa atender aos interesses dos acionistas estrangeiros na
empresa (quarenta por cento de ações ordinárias da Petrobrás vendidos na Bolsa de Nova York).

Repactuação e Plano Petros 2 são a mesma coisa?

Não. A proposta de repactuação destina-se aos empregados ativos, aposentados e pensionistas inscri-
tos no Plano Petros, e abrange alteração de itens do regulamento, sem mudança de plano.

O Plano Petros 2 será oferecido exclusivamente aos empregados ativos vinculados ao Plano Petros e
aos admitidos após 2001, que não possuem plano de previdência complementar, pois seu acesso ao
Plano Petros foi obstado pela Petrobras. Trata-se de um plano de contribuição definida, baseado no
individualismo: O empregado sabe o valor da contribuição a ser pago regularmente, que pode ser um
percentual fixo da remuneração. O resultado do montante, acumulado durante a carreira, fixa o valor
do benefício. No momento da aposentadoria calcula-se a renda mensal, que pode ser vitalícia ou por
prazo determinado. A pressão pela mudança para fundos de Contribuição Definida atende a interesses
de acionistas internacionais, que levam vantagem ao investir em empresas que não tenham grandes
compromissos financeiros projetados para o futuro. E os fundos de pensão, especialmente aqueles es-
truturados em modelos semelhantes ao do Plano Petros, significam pesados compromissos financeiros
a médio prazo. No caso da Petrobras, mais de 40% do capital social da empresa foi vendido em 1999
na bolsa de Nova York.

O Plano Petros 2 desvinculará toda e qualquer responsabilidade futura da Petrobras (lembrem-se de


Capemi, GBOEX, Mongeral, ..., que viraram pó) e também desvinculará o benefício da Petros do bene-
fício do INSS. Se o valor do benefício do INSS for reduzido, a Petros não complementará. Não se po-
de decidir sobre um plano do qual não se sabe a forma de custeio (não é informado o percentual que
irá garantir benefícios de risco, administração, benefício mínimo, e o que efetivamente será poupado).
Estabelece o conceito de contribuição variável. Por esse conceito, o empregado poderá mudar anual-
mente o seu percentual de contribuição. Em uma situação de arrocho salarial, o trabalhador poderá
reduzir o seu percentual de contribuição para o mínimo de até 6%. Em função da paridade, a Petro-
bras fará o mesmo, o que comprometerá a poupança do trabalhador para a aposentadoria. É um plano
individualista, não havendo compromisso solidário. A fórmula de cálculo da renda vitalícia não está de-
finida. É importante não esquecer que a gestão dos recursos destinados à complementação de nossas
aposentadorias é exercido exclusivamente pela Petrobrás, através da Petros, sem que nenhum de nós
possa interferir.

Quem repactuar estará migrando para o Plano Petros 2?

Não, no caso dos aposentados e pensionistas.

Ao contrário do que foi proposto na época do PPV (Plano Petrobras Vida, obstado judicialmente), não
há a possibilidade de migração de participantes e de recursos do Plano Petros para outro plano. O que
se pretende é alterar as regras contratuais, permanecendo os assistidos vinculados ao mesmo plano de
origem. Quanto aos empregados ativos, a proposta de repactuação implica em adesão ao Plano Petros
2. A situação gerada com a repactuação parcial dos assistidos do Plano Petros é, no mínimo, esdrúxu-
la, já que praticaria regras contratuais distintas entre repactuantes e não repactuantes.

O que acontece se eu não assinar e a maioria assinar?

A maioria (que assinar) passará a ser regida pelas novas disposições contratuais a serem estabelecidas
e os que não assinarem permanecem regidos pelo regulamento original.

O que acontece se eu assinar?

Passaria a ter o contrato regido pelas novas disposições contratuais previstas no termo de adesão.

Se eu assinar, como ficam as ações que eu tenho contra a PETROS?

Pelo Termo Individual de Adesão, nas ações relativas a cálculo de reajuste de benefício, será realizada
transação judicial (acordo), pondo fim ao processo. Ao assinar a "REPACTUAÇÃO", o mantenedor -
beneficiário abrirá mão dos seus direitos referentes a processos em andamento - Transação ( Art. 840
do Código Civil). Não poderá reclamar no futuro, caso se arrependa... porque não há recurso a acordo!

E as ações trabalhistas como a da URP, por exemplo?

Essa transação não se estende às ações trabalhistas que existam contra a patrocinadora. Tais ações
permanecem em curso.

Os Sindicatos estão apoiando a repactuação?

Não. A posição do Sindipetro-RJ e de outras entidades que discordam da proposta – Sindicatos SE/AL,
PA, LP, AEPET, ASTAIPE-Caxias, APAPE, AMBEP, FENASPE, entre outras entidades – é de NÃO à repac-
tuação e de Plano Petros para todos, inclusive os que estão sem plano de previdência complementar.

Como fica o reajuste se eu não repactuar?

Na forma dos artigos 41 e 60 do Regulamento do Plano de Benefícios (nas mesmas épocas e percentu-
ais da tabela salarial da patrocinadora).
Como fica o reajuste se eu repactuar?

Aposentados e pensionistas passam a ter o valor do INSS corrigido pelo índice oficial (INPC) e o valor
da suplementação corrigido pelo IPCA. Ativos passam a receber INSS + PETROS 2 + BPO (benefício
proporcional opcional). É importante salientar que os reajustamentos da Previdência Oficial e da Petros
não acontecerão na mesma época e nem se correlacionarão, provocando variação nas curvas de salá-
rio.

Como fico se desistir após ter repactuado?

Quem já repactou e não recusar por escrito a nova proposta, sua opção anterior será considerada váli-
da.
A empresa não cumpriu o compromisso assumido publicamente de devolver os termos de adesão assi-
nados e ainda pretende contabilizá-los para atingir a nova meta. Quem aderiu à repactuação ainda
tem a oportunidade de rever sua posição e lutar pela preservação do Plano Petros BD preenchendo o
requerimento fornecido pela própria Petros para ser preenchido em duas vias - Petros-
original/Participante-recibo (ver anexo a esta Cartilha). Outro modelo está disponível e pode ser bai-
xado pela internet: www.sindipetro.org.br. Ou, então, conforme a seguir:

DECLARAÇÃO

Declaro, para os devidos fins de direitos, que eu, (nome completo, estado civil), matricula Petrobras
(nº.), matricula Petros (nº.), portador da Cédula de Identidade (nº.) e CPF (nº.), residente e domicilia-
do na (rua, cidade, estado, CEP), o que segue:
Tendo em vista a repactuação do Plano Petros (Previdência Privada dos Petroleiros Ativos e Aposenta-
dos) em vigência, venho declarar que assinei Termo de Adesão e, desta forma, acabei por aceitar as
cláusulas constantes neste documento.
Ocorre que o ato de assinatura do referido termos foi realizado, antes mesmo que eu tivesse plena ci-
ência de algumas situações, que hoje são de meu conhecimento e com as quais não concordo de forma
alguma.
O termo de adesão apresentado pela Petros e suas Patrocinadoras fere, diretamente, meus direitos
adquiridos, e tal situação não foi demonstrada pela Petros e suas Patrocinadora, bem como, dentro do
texto do termo de adesão não existe, em qualquer momento, explicação clara desta perda de direto
adquiridos.
Desta forma, tenho plena convicção de que fui, durante o processo de repactuação do meu plano de
previdência complementar, mantido em erro e esta atitude, provocada pela Petros e suas Patrocinado-
ras, acabou por lesar meus direitos adquiridos, motivos pelo qual declaro publicamente a minha firme e
irretratável vontade em desistir da repactuação a qual aderi por inteiro desconhecimento, provocado
pela falta de informação, obrigação esta que deveria ser cumprida pela Petros e suas Patrocinadoras.
Por todo o exposto, torno público o meu firme propósito em desistir da adesão por mim realizada e,
requeiro ainda, que me seja devolvido o termo de adesão por mim assinado, no prazo de 5 dias a se-
rem contados da data de recebimento da presente declaração.
Caso tal pleito não seja acatado fica desde já, Petros e suas Patrocinadoras, constituídas em mora, e
não restando alternativa, deverei buscar meus direitos nas esferas judiciais, para ver garantidos meus
direitos adquiridos, conforme determina o artigo 56 do Regulamento Petros.

(Data, nome e assinatura)

E os direitos adquiridos?

A repactuação eliminará vários direitos adquiridos em mais de três décadas, como a vinculação do be-
nefício dos aposentados aos salários do pessoal da ativa, a assistência médica e o compromisso da pa-
trocinadora sobre eventuais déficits do fundo.
Se você repactuar, estará se desvinculando, definitivamente, da Petrobras e, por via de conseqüência,
abrindo mão de todos os seus direitos adquiridos ao longo dos seus anos de trabalho, tudo aquilo que
você construiu visando o bem-estar de sua família.

Como fica a AMS?

Segundo a empresa não haverá alterações na AMS, sob o argumento de que esta é assegurada pelo
ACT. No termo individual há expressa disposição de vinculação do benefício ao acordo. Lembramos
que a vigência máxima de um ACT é de dois anos (art 614, § 3º da CLT). Assim, ao vincular, expres-
samente, o benefício ao ACT, isto significa que, no máximo a cada dois anos, você dependerá da reno-
vação do acordo para ter assegurado o seu direito à AMS. Esta, quando foi criada, era vitalícia e ga-
rantida pela Petrobras. Com a perda da garantia à saúde pelo plano (artigo 48 - X) e o corte do víncu-
lo com a Petrobras e risco de perda da AMS, e uma vez sem compromisso desse vínculo, a empresa
poderá, com relação a você e seus dependentes, se desobrigar da AMS, o que o levará a contratar um
novo Plano de Saúde totalmente às suas expensas. Está em estudo o processo de sua entrega a uma
empresa privada, haja vista o plano de um ex-presidente da Petros de entregá-la à `Sul América, atra-
vés da empresa Petros Saúde. A empresa não morreu, continua viva).

Como ficará a situação dos pensionistas?

Os pensionistas que assinarem o Termo de Adesão terão que retirar da Justiça eventuais reclamações,
assumir as custas do processo e se comprometer a não ingressar com futuras ações. Além disso, a
Petrobras só vai autorizar revisão do benefício de pensionistas que tenham ficado viúvas a partir de
1991.

Centenas de pensionistas estão ganhando na justiça a revisão do valor da suplementação, com efeito
retroativo. Quem repactuar estará abrindo mão deste direito e ainda deverá arcar com as custas judici-
ais e advocatícias dos processos.

Dizendo NÃO! à repactuação, todos os direitos garantidos pelo atual Regulamento do Plano Petros se-
rão mantidos para os participantes e seus dependentes.

Armadilhas no Termo de Adesão:

Item 1: “Declaro minha concordância com as alterações do Regulamento do Plano Petros do Sistema
Petrobras, conforme proposto, de comum acordo pela Petróleo Brasileiro S.A., etc.”
Armadilha: Não há especificação, no termo, de qual é a proposta. Você concorda sem saber com o
quê.

Item 2 “Tenho ciência e concordo que as alterações referidas no item (1) ocorrerão especificamente
nos artigos 41 e 42, bem como, eventualmente, em outros artigos do referido Regulamento relaciona-
dos diretamente com a proposta da Companhia, conforme previsto no Acordo de Obrigações Recípro-
cas, assinado, etc.” (grifo nosso)
Armadilha: Concordância com as alterações referidas no item 1? Como, se não há nenhuma especifi-
cação dessas alterações no item 1 conforme indicado no item anterior? Pior, pedem a concordância do
Participante com outras alterações em outros artigos conforme o Acordo assinado entre a Petrobras e
a FUP. Não há indicação de quais são essas mudanças, nem quais os artigos. E não dão a conhecer
qual o texto do tal Acordo de Obrigações Recíprocas!

Item 3: “Tenho ciência e concordo que, com as alterações referidas no item (2) do presente Termo, as
suplementações das pensões em manutenção terão seu critério de cálculo revisto e que essa revisão só
produzirá efeitos a partir da aprovação das alterações do Regulamento, etc,etc, ... não gerando, em
nenhuma hipótese, efeitos financeiros retroativos,etc.” (grifo nosso)
Armadilha: Embora reconheça que o cálculo das pensões está errado, a Empresa só pretende corrigi-
lo se forem aprovadas as alterações do Regulamento e, só então, passarão a pagar essas pensões do
modo correto, porém, sem que haja o direito de pleitear as diferenças passadas! Isto é uma infâmia
para com as pensionistas dos companheiros desaparecidos!

Item 5: Este item exige uma declaração de que o Participante deve fazer acordo em todas aquelas
ações em que discuta o critério de cálculo do seu benefício, com a extinção do referido processo judici-
al.
Armadilha: Com este item a Empresa quer se ver livre das ações que reclamam das práticas que ela
vem usando para burlar as regras de reajuste de Aposentados e Pensionistas.

Item 6: “Encerradas as providências, etc,..., deixando de existir todo e qualquer efeito decorrente das
citadas adesões como, também, decorrente dos Termos de Migração ao referido Plano Petrobras Vida-
PPV”
Armadilha: Este item pode conter uma armadilha que implique na eventual devolução das quantias
pagas pela migração para o PPV. Pode ser pedida a devolução dos incentivos pagos, caso não haja
repactuação maciça.

Item 7:”Tenho ciência de que a adesão contida no presente Termo não implicará na perda do meu
direito e dos meus dependentes ao Programa de Assistencia Multidisciplinar de Saude (AMS) , que con-
tinuará sendo regulada pelo Acordo Coletivo de Trabalho da Categoria” (grifo nosso)

Armadilha: Se a AMS continua sendo regulada pelo ACT da categoria, se a repactuação desvincula os
assistidos do pessoal da ativa, estes poderão não ser considerados como integrantes `da categoria. Se
não são vinculados à ativa, podem ser retirados do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). Assistido não é
mais trabalhador... Então, poderão perder a AMS ou tê-la bastante modificada.

Item 8: Refere-se ao recebimento do valor financeiro “que será pago no prazo de 30 (trinta) dias do
cumprimento das condicionantes previstas no item(4) do presente Termo”

Armadilha: Você se repactuar vai esperar até que a Empresa resolva que todas as condições estabele-
cidas sejam cumpridas. Por exemplo: as ações dos participantes que repactuarem devem ser extintas;
o novo Plano Petros 2 terá que ser implantado, etc.
Só então serão contados os 30 dias para o pagamento dos 3 salários ou R$ 15.000,00. Deste valor
será retirado o Imposto de Renda (27,5%) e quem sabe outros valores (PPV ?) . Quando você receber
os R$ 15.000,00 não serão mais os mesmos. Se houver inflação serão bem menos. Não espere rece-
bê-los antes de uns 4 a 6 meses! Veja o que diz o item 9 seguinte: “as alterações ainda terão que ser
aprovadas pela Secretaria de Previdência Complementar”! E se houver ações contra elas? Quanto
tempo mais vai correr?

Item 10: “Com a aceitação do presente Termo reconheço que, implementadas as condições referidas
no item(4) do presente, exerço em caráter irrevogável e irretratável, extensivo aos meus herdeiros e
sucessores, a minha opção pelas novas regras do Plano Petros do Sistema Petrobras, em relação à al-
teração dos artigos 41 e 42, bem como, eventualmente, em outros artigos do referido Regulamento
relacionados diretamente com a proposta da Companhia, conforme previsto no Acordo de Obrigações
Reciprocas, assinado entre a FUP, etc,..” (grifo nosso)

Armadilha: Neste item você não só fecha a porta a qualquer arrependimento como obriga os seus
herdeiros e sucessores a participar de sua decisão, certa ou errada, sem possibilidade de contesta-la.
Pior, você concorda com alterações que não são do seu conhecimento em itens do Regulamento que
não são mencionados e que supostamente fazem parte de um Acordo de Obrigações Recíprocas assi-
nado com a FUP e cujo teor NÃO FOI DADO A CONHECER AOS PARTICIPANTES. Esse Acordo não teve
a aprovação de nenhum Participante, portanto, não nos parece válido. Aliás, o contrato é entre a Pe-
trobrás e cada participante, excluída a FUP do direito legal de representação de qualquer dos contra-
tantes.

Item 11: “Declaro, por fim que durante todo o processo de adesão ao presente Termo, tive assistência
e orientação da FUP e do Sindicato que representa minha categoria.”

Armadilha: Se você estivesse recebendo assistência e orientação da FUP e /ou Sindicato, estaria bem
informado e não precisaria recorrer as Sindicatos dissidentes e às Associações, como a AMBEP, AEPET,
ASTAPE-BA, FENASPE, para se informar e orientar.
Existe realmente dívida da Petrobras com a Petros?

A Petrobras foi acionada judicialmente a pagar uma dívida no valor de treze bilhões de reais, decor-
rente de não ter pago, por mais de 35 anos, os encargos que assumiu com a Petros, bem como de ou-
tras iniciativas que causaram prejuízos à nossa Fundação. Com o expediente da repactuação pretende
fazer acordo, possivelmente nos autos do processo, para reduzir a sua dívida e para pagar a longo pra-
zo. Esse acordo generoso faria com que a Petros deixasse de receber o que lhe é devido e continuasse
inadimplente com suas obrigações estatutárias e regulamentares.

Logo dizer não a repactuação significa resguardar os direitos de todos os associados da Fundação Pe-
tros e forçar o pagamento desta dívida líquida e certa.

Qual é a dívida da Petrobras?

Quando o governo FHC quis vender 40% do Capital Social da Petrobras na Bolsa de Nova Iorque, a
SEC (Security Exchange Comission) exigiu do Governo brasileiro a regularização do débito da empresa
para com a Petros, por conta de um contrato assinado em 1996. Naquele contrato, a Petrobras, res-
ponsável pelos salários e/ou pelos benefícios pré-70 (empregados anteriores à criação da Petros), acer-
tou com a Petros que esta efetuaria o pagamento desses benefícios e a Petrobras a ressarciria, men-
salmente, em espécie, pelo valor corrente, acrescido do serviço passado. Para cumprir a determinação
da SEC, a Petrobras, unilateralmente, aportou à Petros cerca de R$ 8,2 bilhões, em títulos NTN-B, que
ela havia recebido pelas privatizações de suas subsidiárias (o valor de face desses títulos era de 45%
do valor de mercado e de alto risco em virtude do seu longo prazo de resgate - até 32 anos). Porém,
ao quitar a sua dívida referente aos pré-70 (R$ 4,7 bilhões) com os referidos títulos, a Petrobras não
levou em conta a variação atuarial dos salários e benefícios desses empregados e assistidos pré-
existentes, cuja responsabilidade é somente dela. Além da dívida correspondente aos pré-70, os títu-
los cobriram também o incentivo à migração, dado pela Petrobras para o plano PPV (rejeitado depois
pela justiça), e que a Petros, tendo recebido o crédito em títulos, o pagou em dinheiro vivo a quem
migrou. Ela também cobriu a parcela da geração futura decorrente do fechamento (ilegal) do plano
Petros, que devia ter sido paga em espécie. Além disto, a Petrobras só pagou a metade do valor devi-
do. Como este fechamento ocorreu em agosto de 2002, este valor (cerca de R$ 2 bilhões) não está
incluído na Ação Civil Pública de cobrança das dívidas. A direção da Petrobras, usando do seu poder
inconteste, pressiona a todos os seus trabalhadores (ativos e aposentados) a aceitarem modificações
do seu Plano de Benefícios para atender a discutíveis interesses internacionais. Presume-se que estes
interesses decorrem do enorme passivo (divida) que a Petrobras tem, e reconhece que tem, para com
a Fundação Petrobras de Seguridade Social – PETROS. Esta inadimplência antiga cresceu como uma
bola de neve e hoje atinge cerca de R$ 5.000.000.000,00 (cinco bilhões de reais). Estamos convenci-
dos de que essa dívida apurada e reconhecida pela Petrobras é, de fato, muito superior a este valor
reconhecido, pois não incluiu os valores sonegados a Petros para o cumprimento legal do plano que
envolve os que estão se aposentando ou já se aposentaram. O que na realidade a Petrobras esta pro-
vocando é o adiamento do pagamento desta dívida, pois a mesma poderá ser cobrada na justiça com
ônus superiores à atual – um mau negócio para a empresa e um desrespeito aos Participantes do pla-
no.

Qual é o déficit da Petros?

Pode-se referir déficit como o desequilíbrio entre o ativo e o passivo da entidade. Se o ativo for menor
do que o passivo, aponta-se, genericamente, o déficit. A situação deficitária poderá ter origem (a) em
desempenho negativo dos investimentos; (b) em mudança de premissas atuariais; (c) no não aporte
tempestivo de recursos a que estava obrigada a patrocinadora. No caso da Petros, há duas situações
que necessariamente devemos referir: a primeira, relativa à existência de dívidas da patrocinadora
junto à entidade. Há ação civil pública em curso na 18ª Vara do Rio de Janeiro, promovida pela FUP e
sindicatos filiados, cobrando esses valores. Já houve perícia, os valores apontados são significativos,
próximos aos 10 bilhões de reais. São valores devidos pela patrocinadora relativos, inclusive, ao de-
nominado "serviço passado" do pessoal pré-70. Curiosamente, essa dívida foi referida pelo próprio
Presidente da República, em debate com seu então adversário Gerado Alckmin quando da campanha
presidencial. Referia-se, S.Exa, que se tratava de dívida proveniente de contrato e que, por isso, tinha
sido (sic) honrada. A dívida ainda não foi honrada. A segunda questão, ainda, a se fazer referência,
são as premissas atuariais do plano. Veja-se, portanto, que se houver pagamento das dívidas da Pe-
trobras frente à Petros não haverá déficit. Ao contrário, a Fundação ficará superavitária. Essa dívida,
de outra parte, já foi admitida pela Petrobras quando firmou acordo com as entidades sindicais relativo
à repactuação. Naquele acordo não havia qualquer referência a percentual mínimo de adesão. A Pe-
trobras se dispunha a reconhecer uma série de dívidas e, quanto às não reconhecidas, permaneceria a
disputa judicial.

A lei obriga, de fato, que os déficits do plano sejam repartidos entre os parti-
cipantes e as patrocinadoras?

Com a repactuação, o garantidor de futuros déficits na Petros passa a ser o mantenedor: VOCÊ! Quem
repactuar vai deixar de ter a Petrobras como fiadora do Plano. Tudo vai depender dos humores do
mercado financeiro, e este não costuma amar os trabalhadores.

Quem repactuar vai abrir mão de direitos adquiridos no Plano Petros e terá que cumprir a determina-
ção da Lei Complementar 109/2001, que prevê aumento da contribuição paga pelos participantes caso
haja déficit no fundo de pensão.

No entendimento do jurídico do Sindipetro-RJ a Emenda Constitucional nº 20 que instituiu a paridade


só se aplica de dezembro de 1998 em diante, sem efeito retroativo e devendo respeitar os contratos
(ato jurídico perfeito e direito adquirido).

Se houver déficit, haverá aumento das contribuições à Petros?

A Petros preparou um estudo através da Stea (assessoria de atuaria) onde conclui que, para equacio-
nar o déficit do Plano Petros, terá que cobrar 68% a mais de contribuição de quem não repactuar. Pelo
código de Defesa do Consumidor (aplicável à questão previdenciária - Fundo de Pensão), qualquer co-
brança indevida será devolvida em dobro. Se você for cobrado a mais você pode deixar correr por uns
dois anos e depois cobrar na justiça a devolução em dobro. Porque a cobrança é indevida? Por vários
motivos, entre eles:

- O déficit do plano Petros é fruto de uma manipulação de premissas, conforme mostrado no Conselho
Deliberativo da Petros, em 2005: "Se as premissas forem corretamente aplicadas o plano tem um su-
perávit de R$ 2,8 bilhões e não um déficit de R$ 5,2 bilhões levantados em dez/2004";
- Por ser manipulado e irreal o tal déficit atuarial (que deveria ocorrer nos próximos 30 anos) já caiu
para menos de R$ 3,5 bilhões em dez/2006;
- Supondo que esse déficit fosse real, ainda assim a justiça já levantou, através de perícia judicial um
déficit de R$ 10 bilhões da Petrobras para com a Petros, do qual a Petrobras se propôs a pagar R$ 6
bilhões, reconhecendo esse montante;
- A emenda constitucional que manda dividir déficits é de 1998 com vigência a partir das leis 108e
109/2001 que a regulamentaram. Portanto, quem entrou na Petros antes dessa data tem direito ad-
quirido (cláusula Pétrea da Constituição) da empresa cobrir os déficits. Não tem como cobrar nada,
mesmo se houvesse déficit real;
- O que há de concreto é que a Petrobras deve à Petros e a diretoria da Petros não cumpre a lei ao
não cobrar essa divida da Petrobras, prejudicando os participantes.
- Além disso, há diversos contingentes, hoje, na Petros, cada um regido de acordo com o regulamento
existente à época da adesão individual: o contingente que ingressou até 1981 sequer registrava a obri-
gatoriedade da contribuição de assistidos. Cláusula havia no regulamento, alterada após, que imputa-
va todos os déficits às patrocinadoras, na proporção de suas contribuições. De outra parte, há diversas
situações jurídicas: a de quem se mantém vinculado ao plano original, que não previa participação em
déficit; a de quem optou por repactuação, justamente porque a patrocinadora se comprometia a apor-
tar recursos; a de quem optou pelo antigo PPV, suspenso pela Justiça. Ou seja, não é possível estabe-
lecer-se uma linha geral de majoração de valores. Não é possível dizer-se a um participante que ele
não pagará o déficit desde que o OUTRO opte por um novo plano. Não se pode condicionar a situação
de um à atitude de outro. Frise-se que não há obrigatoriedade de solução imediata do déficit. Se há
no horizonte perspectiva de desempenho superior das aplicações, e de solução do tema pela via da
cobrança judicial, nada há que obrigue ao aumento imediato de contribuições. O plano não enfrenta
qualquer problema de liquidez. O processo de aumento de contribuições, de outra parte, é absoluta-
mente formal, e é possível de ser atacado juridicamente em praticamente todas as suas fases.

Qual a importância da tábua de mortalidade?

A Petros, hoje, trabalha com a tábua de mortalidade AT-2000. Houve, à época, parecer atuarial favo-
rável à adoção dessa tábua. Frente ao parecer atuarial, entendíamos e entendemos, impunha-se a
adoção de nova tábua. Essa tábua é a mesma utilizada pela previdência aberta, que faz projeções ab-
solutamente otimistas com relação à expectativa de vida (os bancos nunca perdem). É a mesma tábua
utilizada pelos fundos de pensão norte-americanos. A estatística nos informa, no entanto, que somen-
te no ano de 2020 a expectativa de vida do brasileiro atingirá a expectativa de vida existente no cha-
mado primeiro mundo. A propósito, o IBGE divulgou recentemente nova pesquisa majorando a expec-
tativa de vida do brasileiro. Independente da satisfação com a sobrevida, significa que o Fator Previ-
denciário será mais uma vez alterado. É por isso, também, que o governo sabe não ser necessária
nova reforma da previdência. A reforma dá-se automaticamente, a cada divulgação do Fator Previden-
ciário. Com a nova expectativa de vida, é necessário que o trabalhador trabalhe DURANTE MAIS TEM-
PO para ter direito ao benefício pleno junto ao INSS. A cada aumento da longevidade calculado pelo
IBGE, mais tempo é necessário para atingir o benefício pleno junto ao INSS.

Que responsabilidade surge da repactuação?

Os dirigentes da Petrobras e da Petros devem ser responsabilizados por solicitar e determinar paga-
mento indevido de R$ 15.000 (na realidade, R$ 10.875,00, pois haverá incidência do Imposto de Ren-
da) a cada mantenedor da PETROS, por conta da Petróleo Brasileiro S.A. – para que os mantenedores
abram mão de Direito Líquido e Certo.

No caso dos mantenedores aposentados, o crime de pagamento indevido fica mais claro pelo fato de
não haver mais nenhum vínculo entre esses e a Petróleo Brasileiro S.A. O § 2º do artigo 327 (Código
Penal), ao referir-se a sociedade de economia mista e fundação instituída pelo poder público, respon-
sabiliza a Petrobras (empresa de economia mista) e a Petros (fundação instituída pelo poder público).

Se a repactuação é tão boa para os aposentados e pensionistas, por que a Petrobras está pagando
para que a aceitemos?. Seria o caso de ela cobrar por estar nos oferecendo uma coisa tão boa! Isso
não lhe parece um tanto estranho? Pense um pouco, mas não se esqueça de sua família, pois os
15.000 reais que a Petrobras está lhe oferecendo, para que você abra mão dos seus direitos, a depen-
der das suas necessidades do momento, poderão acabar em 24 horas. Os seus direitos, não. São para
toda a vida!

O que é equilíbrio atuarial?

O que mostra a saúde de um plano é o seu equilíbrio atuarial. E o que é equilíbrio atuarial? Em
resumo, é a capacidade de pagar as aposentadorias dos seus filiados mesmo quando não recebe
mais ingressos de novos participantes. A Petrobras tem mais assistidos do que ativos porque suas
patrocinadoras pararam de contratar empregados novos durante um tempo. Agora a Petrobras está
voltando a contratar, ao mesmo tempo em que a Petros conquista novas patrocinadoras. Se os em-
pregados novos admitidos na Petrobras não ingressarem no Plano PETROS e se for forçada a criação
de um novo plano, como agora se está pretendendo, com a morte dos pensionistas e dos emprega-
dos HOJE aposentados o tempo se encarregará de destruir o atual plano PETROS.
O que está por trás da repactuação?

Só para lembrar:

 Existência de dívida da Petrobras para com a Petros, reconhecida, inclusive, em balancetes


 Oferta de um prêmio de incentivo aos que migrarem, no valor de R$ 15.000,00 ou três salários
 Afirmativa de que esse "incentivo" visava a recuperação de perdas salariais, as quais existem
para todos, independentemente de repactuarem ou não
 Ameaça de reajuste das contribuições dos participantes em 66%, caso não haja repactuação
 Fixação de um novo percentual de repactuação (a chamada Repactuação 2)
 Negociação com a FUP, excluindo-se os sindicatos não-cooptados e a Fenaspe
 Retenção dos formulários de adesão à Repactuação (agora Repactuação 1), processo que foi
considerado extinto por não se ter atingido o limite fixado de 95% e que, portanto, teria perdi-
do, conforme palavra da própria Área de RH da Petrobras, a sua eficácia
 Não-cobrança judicial da dívida da Petrobras para com a Petros, contrariando uma exigência
legal
 Aceitação de recebimento de menos da metade da dívida constatada por perita judicial e, mes-
mo assim, a troco da chamada Repactuação
 Não-admissão de 16.000 empregados do Sistema Petrobras ao Plano Petros, em violação ao
que está prescrito na Lei 109 em seu Art. 16
- A questão, portanto, que se coloca é: o empregador tem interesse em manter o empregado por mais
tempo em suas funções? Se assim é, por que têm sido tão freqüentes os planos de aposentadoria in-
centivada? Vê-se que há uma preocupação das empresas em remeter rapidamente para a aposenta-
doria aqueles trabalhadores que já atingiram a idade mínima, renovando seus quadros. Hoje a Petros
complementa cerca de 90% da diferença entre a média salarial da ativa e o que é pago pelo INSS. Se
o INSS reduz os benefícios, aumentam as responsabilidades da Petros. Essa é a contradição que pas-
samos a viver entre a política do governo e a política da companhia: o governo quer que todos se apo-
sentem mais tarde; a companhia quer que todos se aposentem mais cedo para renovar seus quadros.
Se a aposentadoria ocorrer mais cedo, diminui a responsabilidade do INSS e aumenta a responsabili-
dade da Petros. Ou seja, o trabalhador é salvo pela Petros. Qual a maneira, então, de fazer com que
o fator previdenciário repercuta sobre o trabalhador, e não sobre o fundo de pensão? A implantação de
planos de contribuição definida, ou planos de contribuição variável. Nesse caso, se a projeção da apo-
sentadoria for menor do que a média salarial, não haverá aumento do custeio: haverá diminuição do
benefício. Ou seja, o impacto do fator previdenciário colherá diretamente o trabalhador. Na contribui-
ção definida ou variável a patrocinadora delimita que não contribuirá acima do percentual que contra-
tou. Significa dizer: à medida que aumenta a longevidade, diminui o benefício do INSS. Ou o traba-
lhador permanece trabalhando - se assim quiser o empregador - ou terá uma perda definitiva em sua
aposentadoria. Para que não haja essa perda, é necessário que o fundo de pensão complemente esses
valores. Para que complemente, é necessário que haja vinculação entre o benefício do INSS e a com-
plementação de aposentadoria.
- A direção da Petrobras, da Petros e da FUP querem mudar o Petros BD para diminuir passivos futu-
ros da companhia e aumentar os lucros dos acionistas. Ou seja, acabar com a garantia do futuro do
beneficiário. Por traz da repactuação estão os acionistas da Bolsa de Nova York, que detém a maioria
das ações da Petrobras no exterior. A FUP, que deveria fazer pressão pela compra dessas ações, pre-
fere se aliar aos acionistas e rifar os direitos da categoria.
- Até a criação da Petros, em 1970, quem garantia as aposentadorias do trabalhadores da Petrobras
em 100% do salário era o “Manual de Pessoal da companhia”, ou seja, a Petrobras. Não pagávamos
nada por isto. Com a Petros e o Plano BD passamos a pagar e a receber até 90% do salário. Copiado
do modelo europeu e americano que visava principalmente impedir a rotatividade de funcionários, ti-
nha também um conteúdo moralizador e passamos a pagar pela complementação de nossas aposenta-
dorias. Mas a repactuação e o novo plano facilitam a rotatividade, incoerência para a política de pes-
soal tradicionalmente aplicada pela Petrobras.
- A repactuação eliminaria os direitos adquiridos com duas conseqüências: a) Passaríamos a ser regi-
dos pela nova legislação (Emenda Constitucional nº 20) e leis complementares 108 e 109/2001), que
estabelecem que eventuais déficits serão repartidos; e b) Estaríamos fazendo um contrato novo, per-
dendo direitos adquiridos em troca de valor monetário oferecido pela principal patrocinadora, a Petro-
bras. Em troca, o pior dos índices de reajuste: o IPCA, que é achatado por ser referência salarial e de
inflação (nem ao menos é a meta atuarial: IPCA+10%) e sem qualquer recuperação de perdas que já
montam a mais de 70%, segundo o DIEESE
Laudo Técnico Judicial – Perita MARILDA APARECIDA PEREIPA DOURADO

“Conclusão Alcançada:
Em 1977, com o advento da Lei 6.435, a PETROS foi obrigada a modificar seu regime financeiro. O
método utilizado, Repartição de Capitais de Cobertura, permitia o acúmulo de reservas tão somente
para os aposentados. A lei obrigava a adoção do Regime de Capitalização.
Para adoção do Regime de Capitalização era necessário efetuar o cálculo e fazer o aporte do denomi-
nado serviço passado, ou seja, as obrigações relativas aos Pré-70. Até então, os valores vertidos pelos
participantes eram integralmente destinados à formação de reservas para o pagamento das aposenta-
dorias, mais explicitamente, não havia qualquer acumulação de reservas para o pessoal da ativa.
Na tentativa de adaptar-se à nova Lei, a PETROS com as necessidades de: equilibrar as contas de ativo
e passivo introduziu a premissa denominada geração futura, onde os recursos para dar sustentação
tanto às reservas relativas ao pessoal da ativa, quanto dos aposentados, seria parcialmente financiado
por sucessivas gerações de futuros, empregados que ainda não pertenciam à patrocinadora. Ao mes-
mo tempo, a PETROS instituiu contribuição para os aposentados, até então, inexistente e modificou a
forma de resgate dos valores, ou seja, das contribuições pessoais daqueles que se desligassem tanto
da patrocinadora quanto do plano.
O atuário do plano, à época da transição, já ressalvava -"à parte o déficit técnico do plano", claramente
já assumia que o plano era deficitário. Esse déficit era o denominado serviço passado, ou seja, a não
integralização das reservas relativas ao contingente pré-70. Os valores vertidos pelos participantes
desde a criação da entidade; tão somente serviram para pagar aposentadorias já em curso, sem qual-
quer constituição de reservas.
Em 1993 é constituída finalmente a Reserva a Amortizar, valor que deveria representar à época, o
chamado serviço passado do contingente Pré-70. Trata-se de valor que não foi integralizado, e nem
mesmo ressarcidos os pagamentos feitos até 1 então ao grupo Pré-70. Neste momento houve apenas
o reconhecimento de que a patrocinadora devia valores ao plano, e que os seriam pagos no prazo de
40 anos. No ano de 1996 foi celebrado contrato para pagamento dos valores no prazo de 25 anos
quando o prazo previsto nos normativos era no prazo de 20 anos a contar de 1978.
No final de 2001, o montante da dívida, que totalizava R$ 5.637.036.066,86, foi transacionado medi-
ante transferência para a PETROS de Notas do Tesouro Nacional- Série B (NTN -B) no valor total de
face de R$ 8.047.060.063,54. (quesito 56). Do valor residual (R$ 2.410.023.996,68), parte foi credi-
tada para pagamento parcial do débito gerado pelo fechamento do plano em 2002 (R$ 1,420 bilhão), e
o restante permanece registrado no Balanço da PETROS como crédito para migração, no valor de
R$1,205 bilhão em 31.12.2005.
A contabilização dos títulos a valor de face ou de mercado está diretamente relacionada à questão de
liquidez e solvência do Plano. Na atual situação do Plano PETROS em que se registra déficit de R$
4,538 bilhões atualizados para 31.12.2005 relativo ao Sistema Petrobras, é evidente que os recursos
serão insuficientes para garantir o cumprimento das obrigações regulamentares, mas dependendo da
forma em que se dará o equacionamento desse déficit, os novos recursos deverão propiciar liquidez
suficiente para avalizar a manutenção dos títulos até o vencimento, no ano de 2033.
Parte desse déficit, porém, foi motivada pelo aumento da expectativa de vida, já detectado inclusive
pelo próprio IBGE para a população brasileira em geral. Como os cálculos iniciais do grupo Pré-70, que
geraram a dívida de R$ 5,637 bilhões, baseou-se em expectativas de vida bem inferiores as que hoje
são previstas (Gentileza reportar-se a resposta ao argüido no quesito 55), há que se restituir diferen-
ça.das provisões matemáticas desse grupo gerada pelo prolongamento do prazo de recebimento dos
benefícios. Para instrução do processo, cálculos, efetuados pela segunda Ré, demonstram que essa
diferença monta no valor de R$ 1,705 bilhão em 31.12.2005.
Relevante, ainda, mencionar que a instituição do FAT-FC, ou seja, do Fator de Atualização e do Fator
de Correção, no ano de 1984, trouxe de imediato aumento das responsabilidades da PETROS, com a
revisão de todos os benefícios que já estavam, sendo pagos. Utilizado como Fator de Correção que
visava impedir a concessão de aposentadorias muito baixas, descoladas do salário em atividade, não
foi estabelecida a contrapartida de recursos para custear esse aumento. Até o ano de 2002, a propósi-
to, a última instância da Fundação PETROS era o Conselho de Administração da Petrobras S.A. Esses
valores, também calculados pela segunda-ré, montam no valor de R$ 2,399 bilhões, em dezembro de
2005.
Prevendo os impactos da descapitalização da entidade, o inciso X do Regulamento, instituía como fonte
de custeio, em caso de déficit, aportes adicionais das patrocinadoras na proporção em que cada uma
delas contribuía para o plano. Há previsão relativa ao pagamento de déficit, no regulamento, tão so-
mente às patrocinadoras. No mesmo regulamento a contribuição da patrocinadora, anteriormente, es-
tabelecida em 3 faixas de percentual, passa a ser em aberto, isto é, aquilo que fosse deliberado pelo
Conselho de Administração da Petrobras. A contribuição dos participantes, no entanto, mantinha-se
de acordo com 3 faixas -minorante, mediante, majorante, com percentuais definidos.
É importante salientar que se a Fundação PETROS estivesse devidamente capitalizada, alterações havi-
das em seu regulamento poderiam ser suportadas por eventuais superávits. Como a entidade traba-
lhava em precário equilíbrio, e freqüente déficit (Gentileza reportar-se ao gráfico no quesito 34), não
acumulava superávits que pudessem suportar modificações no Regulamento ou no cálculo dos benefí-
cios.
Em 2002, por decisão da Petrobras comunicada a PETROS, foi vedado ingresso de novos participantes
no plano. Esta decisão unilateral impediu definitivamente que a premissa de geração futura fosse ado-
tada nos cálculos atuariais, como era previsto desde 1978; ou seja, as patrocinadoras utilizaram-se
deste recurso para reduzir suas contribuições durante todos esses anos, e, agora, descartam para divi-
dir a conta com os participantes.
A eliminação desse subsídio gerou déficit equivalente a R$ 1,793 bilhão em 1/12/2002. Este valor foi
parcialmente pago com o excedente dos títulos registrados a valor de face, restando, ainda, para se-
rem liquidados o valor de R$ 562 milhões atualizados para 31.12.2005.
Os Programas de Demissão Incentivada, de outro lado, também de iniciativa exclusiva da Petrobras,
fizeram com que a PETROS iniciasse os pagamentos das aposentadorias vários anos antes do previsto.
O impacto dessa política de pessoal da Petrobras foi expressivo: R$ 2,350 bilhões, conforme avaliação
da segunda Ré, sem que a Fundação PETROS dispusesse de patrimônio para assumir esse montante.
A extinção das patrocinadoras INTERBRAS e PETROMISA, de outra parte, impactou o déficit do plano
em R$ 252 milhões atualizados para 31.12.2005.
No ano de 1995, houve de outro lado, mudança do cálculo das pensões sem que houvesse alteração do
regulamento da entidade. Para instrução dos cálculos da perícia a segunda Ré informou o montante
devido para rever os pagamentos futuros. Este valor equivale a R$ 915 milhões atualizados para
31.12.2005. Os valores para pagamentos de pensões retroativos ao ano de 1995, portanto, não foram
apurados nesta perícia.
Quanto ao fator previdenciário, sua aplicação pela previdência básica também impactou a entidade
negativamente. Na medida em que o INSS diminui sobremaneira os valores a seu cargo, a PETROS
aumentou o seu. Como a PETROS não tinha patrimônio suficiente que permitisse essa cobertura, o
aumento das despesas impactou diretamente o déficit. Volta-se sempre ao fato da Fundação PETROS
não ter feito a adequação necessária no ano de 1977, levando a entidade a se manter sempre em situ-
ação de mascarado equilíbrio ou flagrante déficit.
O montante até este ponto referido neste tópico alcança R$ 8,188 bilhões de reais, porém, existem
insuficiências que não tivemos condições de calcular.
Com relação ao contingente 78/79, o tema é objeto de disputa judicial, cabendo à perícia tão somente
apontar o seu montante no valor de R$ 1,105 bilhão atualizado para 31.12.2005, ora calculado pela
segunda Ré, para instrução dos cálculos da perícia.
Assim, recursos gerados pela própria PETROS não permitiram a adequação de premissas a outras mais
aderentes à realidade, apesar de terem permitido sustentar alterações de outras hipóteses de menor
impacto, como o denominado fator de capacidade, ou seja, o impacto da corrosão da inflação sobre as
necessidades de reservas do plano.
Quanto ao valor de resgate da reserva de poupança, não ratifica essa perícia o pleito por não vislum-
brar, na ação coletiva ora proposta, argumentação que permita modificação de critérios da PETROS.
Nessas últimas questões, portanto, Reserva de Poupança e premissas atuariais menores, não se vis-
lumbra responsabilidade da Petrobras, visto que nunca assumiu tais valores, pois não se originaram de
alterações regulamentares por ela promovidas, ou alterações unilaterais de sua política de pessoal que
impactassem as premissas colocadas para o fundo de pensão.
Quanto ao serviço passado Pré-70, já foi assumido pela Petrobras, em valor inferior, no entanto, à real
necessidade; quanto à geração futura, foi a partir do fechamento do plano pela patrocinadora que a
premissa foi inviabilizada; quanto ao FAT-FC, assim como as conseqüências do Programa de Demissão
Incentivada, deram-se a partir de aprovações pelo Conselho de Administração da Petrobras, sem os
aportes necessários. Quanto à extinção de duas patrocinadoras, tratou-se de evento alheio aos parti-
cipantes, mas com impactos na entidade previdenciária complementar.
Com base em tudo que foi dado a analisar, retratados nos documentos que instruem a inicial autoral,
e, após profunda análise de toda documentação apresentada considerou a perícia que a 1a Ré - Petro-
bras -deverá portar à 28 Ré -PETROS -a íntegra das insuficiências atuariais abaixo resumidas, atualiza-
da para 31..12,2005,cujos montantes foram determinados pela segunda Ré, para cálculos da perícia:
1) ALTERAÇÃO DAS TÁBUAS DE MORTALIDADE NA AVALIAÇÃO DOS COMPROMISSOS COM O GRUPO
PRÉ-70, OCORRIDA EM 2004: R$ 1,705 BILHÃO;
2) DIFERENÇA DO DÉBITO RELATIVO AO FECHAMENTO DO PLANO PARA NOVOS INGRESSANTES (GE-
RAÇÃO FUTURA). POR DECISÃO UNILATERAL DA PETROBRAS EM 2002: R$ 562 MILHÕES;
3) AUMENTOS DE ENCARGOS RELATIVOS À INTRODUÇÃO NO REGULAMENTO DO PLANO, EM 1984,
DOS FATORES DE REAJUSTE INICIAL (FAT) E DE CORREÇÃO (FC): R$ 2,399 BILHÕES;
4)DE DESPESAS COM PAGAMENTO DE BENEFÍCIOS E... (incompreensível...)
5) RECONHECIMENTO TARDIO DO PAGAMENTO DE DIFERENÇAS ATRIBUÍDAS A CONTAGEM DE HORAS
EXTRATURNO, IMPACTANDO DIRETAMENTE NO EQUILÍBRIO ATUARIAL DO PLANO PETROS: A SER
COMPUTADO POSTERIORMENTE POR FALTA DE INFORMAÇOES DA 1ª RÉ;
6) DÉBITO REFERENTE À EXTINÇAO DA INTERBRÁS E DA PETROMISA: R$ 257 MILHÕES;
7) ADAPTAÇÃO DO CRITÉRIO DE REAJUSTE DAS SUPLEMENTAÇOES DE PENSÃO: R$ 915 MILHÕES.
Os valores correspondentes ao aporte total montam em R$ 8,188 BILHOES, já descontados os valores
antecipados pela Petrobras a PETROS, quando da transferência dos títulos. O valor total correspon-
dente aos aportes deverá ainda ser acrescido da parcela referente ao custeio administrativo no valor de
R$ 2 MILHÕES resultando em R$ 8,710 BILHOES (Oito bilhões setecentos e dez milhões de reais).
Caso o MMo. Juiz julgue procedente o pleito dos participantes inscritos entre 23.01.1978 até
27.11.1979 (78/79),quanto à liberação do limite etário, o valor deverá ser acrescido de R$ 1,175 BI-
LHAO,já estando previsto o acréscimo carregamento administrativo totalizando R$ 9,885 BILHOES (no-
ve bilhões oitocentos e oitenta e cinco milhões de reais)
Tendo em vista que a projeção do fluxo de caixa apresentado pela PETROS nas demonstrações contá-
beis de 31.12.2005 (Anexo VI) prevê déficit de caixa em 2027, é imprescindível que parte deste débito
seja quitada no prazo máximo de quinze (15) anos.
Encerramos o presente laudo, composto de oitenta e uma (81) laudas, sendo esta última datada e as-
sinada, rubricadas as demais, permanecemos à disposição para caso seja julgado necessário, prestar-
mos esclarecimentos.
Respeitosamente,
PEDE DEFERIMENTO.
Rio de Janeiro, 02 de maio de 2006.
MARILDA APARECIDA PEREIPA DOURADO
1ª Via Petros / 2ª Via Participante

REQUERIMENTO DE DESISTÊNCIA À ADESÃO DE ALTERAÇÕES DO REGULAMENTO


DO PLANO PETROS DO SISTEMA PETROBRAS
PARTICIPANTE / ASSISTIDO
Nome: __________________________________________________________________
Matrícula
__________________________________________________________________ CB:_________________
Petros:
CPF: __________________________________________________________________

1) Com o presente manifesto minha desistência da adesão por mim anteriormente firmada
à repactuação do Regulamento do Plano Petros do Sistema Petrobras.
2) Requeiro a devolução do TERMO INDIVIDUAL DE ADESÃO ÀS ALTERAÇÕES DO REGU-
LAMENTO DO PLANO PETROS DO SISTEMA PETROBRAS.

Por ser expressão de minha livre vontade, firmo o presente requerimento a fim de que pro-
duza os devidos efeitos legais.

___________________________, _______ de Fevereiro de 2007.

_________________________________________________________________________
Participante/ Assistido

"O PRESENTE TERMO NÃO PODE CONTER RASURAS"