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O MUNDO ROMANO NO APOGEU DO

IMPÉRIO

O MEDITERRÂNEO ROMANO NOS SÉCULOS I E II


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Expansão de Roma
A cidade de Roma situa-se na Península Itálica e foi fundada em meados do século
VIII a. C.. Inicialmente era um pobre povoado de pastores e camponeses, mas entre
os séculos IV a. C. e II d. C., impôs o seu domínio em toda a península e, mais
tarde, a todo o Mediterrâneo e algumas regiões da Europa, formando um grande
império.

Motivos da expansão romana:


 segurança: ao princípio, os Romanos tiveram que se defender dos ataques dos seus
vizinhos e, para não serem derrotados, tiveram de os submeter
 motivações económicas: ao conquistarem territórios os Romanos ficavam com os seus
bens e riquezas (produtos agrícolas, minérios, escravos, etc.)
 motivações sociais: novos cargos para os militares, novos mercados para os homens de
negócios e novas propriedades rurais para os colonos
 ambição dos seus chefes: os chefes políticos procuravam honra e glória através de novas
conquistas

Integração dos povos dominados


Os Romanos procuraram transmitir a sua civilização aos diferentes povos que
faziam parte do Império de forma a promover a sua integração e desenvolver as
regiões mais atrasadas.

Instrumentos de integração:
 exército poderoso: depois da conquista, as legiões de soldados mantiam-se nas terras
conquistadas para garantir a paz – pax romana (paz armada com o exército a controlar
qualquer tentativa de revolta)
 estabelecimento da administração pública: os habitantes passaram a ser governados por
autoridades administrativas locais e a obedecer ao poder central – o poder do imperador
 direito romano: todos os habitantes do Império tinham que seguir as mesmas leis
romanas
 o latim: língua oficial que passou a ser falada na maior parte das populações do Império
 vasta rede de estradas: ligava todas as regiões do Império
 direito de cidadania: privilégio que aos poucos passou a ser alargado a todos os
habitantes do Império, tornando-os cidadãos, adquirindo assim o direito de voto e
proteção legal

Pouco a pouco, os povos conquistados absorveram a língua, a religião, a cultura e 2


os costumes dos romanos. A esta influência exercida pela civilização romana aos
povos conquistados chama-se romanização.

Economia
A civilização romana foi essencialmente uma civilização urbana. Milhões de pessoas
viviam em cidades, que eram ativos centros económicos e administrativos.

Nos séculos I e II, o Império romano atravessou um período de tranquilidade e


prosperidade. Toda a vida económica teve um grande desenvolvimento, em
particular:

 a agricultura: produzia trigo e vinha


 o artesanato: desenvolvimento da cerâmica, têxteis e metalurgia
 a exploração mineira
 a pesca
 a extração de sal

Toda esta riqueza permitiu um intenso tráfego comercial entre as regiões do Império,
facilitada pela vasta rede de estradas, rios e mar navegáveis. A moeda era utilizada
nas trocas comerciais.

Podemos então caracterizar a economia romana como uma economia urbana,


comercial e monetária, pois era realizada em função das cidades, baseava-se no
comércio e devido à ativa circulação da moeda.

Sociedade
No Império romano existiam grandes desigualdades sociais:
 ordem senatorial:
 ocupavam altos cargos na administração central e no exército
 possuíam grandes propriedades rurais, os latifúndios
 possuíam grandes fortunas
 ordem equestre:
 cavaleiros que passaram a dedicar-se à administração do Império, ao comércio e aos
negócios
 possuíam grandes fortunas, embora um pouco inferiores aos membros da ordem
senatorial
 plebe:
 pequenos proprietários de terras e camponeses – plebe rural
 artesãos – plebe urbana 3
 libertos:
 antigos escravos que obtiveram o direito à liberdade, mas não tinham os mesmos
direitos que os membros da plebe
 escravos:
 eram homens não livres e a eles cabiam-lhe os trabalhos mais duros

Regime político
Quando Roma iniciou a sua expansão, o seu regime político era a República. Este
regime apoiava-se em três órgãos políticos:
 As Assembleias, ou Comícios:
 Conjunto de cidadãos que elegiam os magistrados e detinham poder legislativo
 Os Magistrados:
 Detinham o poder executivo, ou seja, governavam a República
 O Senado:
 Dirigia a política externa e nomeava os governadores das províncias

À medida que Roma se expandia, crescia a ambição de muitos governantes e


muitos lutaram entre si pelo poder. Tornou-se necessário criar um regime mais forte
de forma a criar união. Em 27 a. C., Octávio Augusto fundou um regime político
novo, a que se chamou Império.

O Senado, os Magistrados e os Comícios continuaram a existir, mas muitos dos


seus poderes foram transferidos para o imperador. O imperador concentrou assim
os seguintes poderes:

 chefiava o exército
 dirigia a política externa
 controlava toda a administração
 era o supremo-sacerdote
Este tipo de regime perdurou até 476, ano da queda do Império Romano do
Ocidente.

Religião
Os Romanos adotaram muitos deuses de povos dominados, o maior exemplo são os
deuses oriundos da mitologia grega. Os nomes mudaram, mas os atributos eram os
mesmos.
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Tipos de culto:
 familiar: realizado em casa faziam culto às almas dos antepassados (Manes), aos deuses
protetores do lar (Lares) e aos deuses das provisões (Penates).
 cívico: realizado nos templos, pelos sacerdotes

Mais tarde, surgiu uma nova religião que defendia a existência de um só Deus –
o Cristianismo, que passou a ser a religião oficial do Império Romano.

Arte

Arquitetura
Os Romanos eram homens práticos, por isso, construíram edifícios públicos que
lhes fossem úteis (aquedutos, basílicas), locais de lazer (termas, circos, anfiteatros)
e monumentos em honra da história de Roma (arcos de Triunfo, colunas).

A arquitetura romana teve como principal influência a arquitetura grega. No entanto,


é possível verificar algumas inovações como o arco de volta perfeita e a abóbada de
berço.

As construções romanas caracterizavam-se ainda pela robustez e durabilidade.

Urbanismo
Também a organização das cidades tinha como príncipio a utilidade e eram todas
construídas à semelhança de Roma. No centro da cidade encontrava-se o fórum,
praça principal da cidade onde se encontravam alguns dos mais importantes
templos e edifícios públicos. À sua volta, construía-se o núcleo urbano.

Escultura
A escultura romana caracteriza-se pelo seu realismo. Tanto as estátuas, como os
baixos-relevos, representavam as figuras com perfeição anatómica e eram
expressivas.

Pintura
Os Romanos pintavam sobretudo paisagens, cenas da vida quotidiana, motivos
históricos ou mitológicos.

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Cultura

Literatura
Nas letras, destacaram-se:

 Cícero: grande orador do tempo da República romana


 Virgílio: poeta, autor da epopeia “Eneida”
 Tito Lívio: historiador, autor de “Uma História de Roma”

Direito
Uma das mais importantes realizações dos Romanos foi o direito. Grandes
legisladores elaboraram leis para regular a vida da sociedade romana e o
funcionamento do Estado.
O direito público romano viria mais tarde tornar-se uma das principais fontes para a
organização administrativa e judicial dos futuros Estados da Europa medieval.

ROMANIZAÇÃO DA PENÍNSULA IBÉRICA

Conquista da Península Ibérica


Roma iniciou a conquista da Península Ibérica no final do século III a. C.. No
entanto, esta conquista foi muito difícil devido à resistência dos povos peninsulares,
entre os quais os Lusitanos. Só quando mataram o seu chefe, Viriato, à traição,
puderam dominá-los e ao resto da península.

A Península Ibérica foi então dividida em três províncias: Tarraconense, Bética e


Lusitânia.
A maioria das cidades ganhou alguma autonomia administrativa, sendo
declaradas municípios. Um município possuía magistrados próprios, eleitos pelos
habitantes.

Herança romana na Península Ibérica


Os Romanos permaneceram cerca de 600 anos na Península Ibérica, o que fez com
que se transformasse profundamente:

 Surgiram numerosas cidades


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 Construíu-se uma vasta rede de estradas, pontes, aquedutos e templos
 Desenvolveu-se a agricultura, o artesanato, a exploração mineira e o comércio
 Foram adotados os costumes romanos como o vestuário e a alimentação
 O latim tornou-se a língua dos seus habitantes
 A religião romana foi também adotada pelos povos dominados da Península Ibérica

Revê aqui a matéria/resumo de matemática/síntese de História:


Em breve

EXERCÍCIOS
Teste | enunciado

O que tens de saber neste capítulo, segundo o programa e metas curriculares de História
– 7º ano:

DOMÍNIO: A HERANÇA DO MEDITERRÂNEO ANTIGO

SUBDOMÍNIO: ROMA E O IMPÉRIO


 Conhecer e compreender a formação do Império e o processo de romanização
1. Localizar no espaço e no tempo a fundação da cidade de Roma e as várias etapas de
expansão do seu império, destacando o processo de conquista da Península Ibérica.
2. Relacionar a expansão romana com a transformação do regime republicano em regime
imperial.
3. Caracterizar a instituição imperial como poder absoluto e de caráter divinizado.
4. Explicar a eficácia dos fatores e agentes de integração dos povos vencidos no império.
5. Salientar a reciprocidade (assimétrica) das influências entre romanos e romanizados.

 Conhecer e compreender a organização económica e social da Roma imperial


1. Demonstrar a intensa atividade económica no tempo do regime imperial (baseada numa 7
economia urbana, comercial e monetária).
2. Relacionar a economia de mercado com o crescimento de latifúndios e consequente
migração dos pequenos proprietários para as cidades.
3. Descrever a organização social do Império romano, salientando o caráter hierarquizado e
esclavagista da sociedade.
4. Relacionar as campanhas militares com a multiplicação do número de escravos.
5. Descrever o quotidiano dos vários grupos sociais na Roma imperial.

 Conhecer e compreender a cultura e a arte romana


1. Referir as principais características da arquitetura, escultura e pintura romanas.
2. Identificar as principais influências da arte romana.
3. Caracterizar a originalidade artística dos romanos, sublinhando o seu carácter prático,
utilitário e monumental.
4. Reconhecer na arte romana uma forma de enaltecimento a Roma e ao Império (poesia
épica, historiografia, escultura, arquitetura).
5. Enumerar os principais géneros literários cultivados pelos romanos e seus principais
autores.

 Compreender a origem e a expansão do Cristianismo no seio das expressões


religiosas do mundo romano
1. Verificar no panteão romano a existência de aceitação, influência e assimilação aos
deuses dos povos com quem contactavam.
2. Salientar as origens hebraicas do Cristianismo.
3. Enumerar e os princípios fundamentais da nova religião.
4. Referir os fatores facilitadores da propagação da religião cristã no Império Romano.
5. Relacionar a mensagem do Cristianismo com as perseguições iniciais movidas pelo poder
imperial.
6. Sistematizar as principais etapas de afirmação do Cristianismo (de religião marginal a
religião oficial do Império Romano).

 Conhecer as marcas do mundo romano para as civilizações que lhe sucederam e


para as sociedades atuais
1. Reconhecer o direito como uma das grandes criações da civilização romana, base de
grande parte dos sistemas jurídico-legais atuais.
Império Romano, um resumo

O Império Romano, que foi construído após o fim da República, correspondeu


ao período de maior esplendor da Civilização Romana, com grandes obras de
urbanização e embelezamento das cidades, além de um grande incentivo à
produção cultural e artística.
Vamos conhecer as principais características do Império romano?
Império (27 a.C. – 476 d.C.)
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As lutas existentes no Segundo Triunvirato, durante a República, centralizaram
o poder em Otávio. Vitorioso, ele tornou-se imperador de Roma, recebendo o
título de Augusto, que significa divino. Com isso, os imperadores romanos
passaram a ser cultuados como deuses. As principais dinastias do Império
Romano foram a Júlio-Claudiana (14-68), a dos Flávios (69-96), a dos
Antoninos (96-192) e a dos Severos (192-235).
Entre 235 e 476, vários imperadores alternaram-se no poder, tendo destaque
Diocleciano, Constantino, Juliano e Teodósio. Constantinodeu liberdade de culto
aos cristãos em 313, buscando o apoio da grande parcela da população que
havia aderido à nova religião. Ele também mandou construir a cidade de
Constantinopla, onde antes havia a aldeia de colonização grega Bizâncio,
transferindo para lá a capital do Império.
Durante o Império, a Civilização Romana conheceu seu apogeu político e
cultural. O fim das guerras de expansão, situação conhecida como Pax Romana,
levou à maior extensão territorial que os romanos conseguiram. Essa situação
também proporcionou o investimento nas artes, na literatura, na filosofia, na
arquitetura e no Direito. Construíram cidades, estradas, aquedutos e outra série
de edificações.
Mas a Pax Romana criou problemas, já que a falta de mão de obra escrava
aumentou com o fim das guerras de expansão. A produção de alimentos
diminuiu, aumentando os preços e obrigando os governantes a aumentarem os
impostos.
Foi também durante o Império que o cristianismo se fortaleceu e passou a ser
um perigo para a ordem social romana, já que os cristãos se recusavam a
cultuar as divindades romanas. A liberdade de culto instituída por Constantino
era uma concessão aos cristãos.
Outro problema enfrentado pelos romanos foram as invasões dos povos
bárbaros que habitavam as regiões fronteiriças do Império. Essas invasões
iniciaram-se com os germanos no século III d.C., levando à posterior crise que
ocasionaria o fim do Império.
Em 395, o imperador Teodósio decidiu dividir o Império em dois: O Império
Romano do Ocidente, com a capital em Roma, e o Império Romano do Oriente,
com capital em Constantinopla. O objetivo era facilitar a defesa contra a pressão
das invasões bárbaras.
Mas no início do século V, as invasões intensificaram-se. Primeiro com os
visigodos, que romperam as defesas militares nas fronteiras, saquearam Roma e
fixaram-se posteriormente na Península Ibérica. A partir daí vários outros povos 9
invadiram o Império, como os ostrogodos, os vândalos, burgúndios, suevos e
hunos.
O Império Romano do Ocidente iria ruir completamente em 476, quando
Odoacro, rei dos hérulos, depôs Rômulo Augústulo, o último imperador romano
do ocidente. Porém, o Império Romano do Oriente iria existir por mais mil anos
ainda, mantendo o legado romano até o ano 1453, quando os turco-otomanos
invadiram Constantinopla.
A crise e a queda do império romano

Sumário: A crise e a queda do império romano: suas principais causas

Após efectuar longas conquistas territoriais, construir um vasto império e atingir o seu
período áureo (de grandeza, glória e prosperidade), Roma entrou num lomgo período de
crise, que terminou com a sua queda no século V d. C.
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O que terá provocado a crise de um tão poderoso império? Que causas provocaram a
decadência do Império Romano?

Causas:

 Enorme extensão do Império – que dificultava um total controle administrativo e


militar e exercia elevados gastos públicos. Em 117 d. C., o Império atingiu a extensão
de aproximadamente 4 milhões de km2, com uma população de cerca de 70 milhões
de habitantes.

Extensão máxima do Império Romano (117)

 Longa crise económica – provocada pela excassez de escravos, que originou a


queda na produção, diminuição do comércio e aumento da inflação. A crise afectou a
estrutura política, económica e social do Império.

 Disputas entre chefes militares pelo controlo do poder – o que infraquecer o


exército e provocou instabilidade política constante. Houve períodos emrança, que os
imperadores eram colocados e retirados do poder conforme as vontades e os
interesses de uns ou outros. Poucos terminavam o seu mandato. A marioria era
assinada.
 Êxodo urbano – causado pela crise económica e clima de insegurança reinante nas
cidades. As pessoas foram para o campo à procura de sustento e segurança.

 Divisão definitiva o Império – em 395 d. C. dividiu-se o Império definitivamente em


duas partes: Império Romano do Ocidente, com sede em Roma (que ficou com
Honório) e Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla (que ficou sob o
comando de Arcádio).

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Divisão definitiva do Império

 Invasões dos povos bárbaros – O Império romano, decadente e enfraquecido, foi


invadido, saqueado e dominado pelos povos bárbaros, vindo do Ocidente da Europa.

Invasões bárbaras

Em 476, os Hérulos, através do seu rei Odoacro, derrubaram o último imperiodor de


Roma Rômulo Augusto. Este facto marcou o fim do Império Romano do Ocidente e o
iníco da Idade Média.

Nota: O Império Romano do Oriente que passou a ser chamado de Império Bizantino,
durou ate 1453, ano em que os muçulmanos liderados por Maomé II conquistaram a
Cidade de Constantinopla.
Bárbaros – eram povos que viviam fora das fronteiras do Império Romano. Eram
considerados bárbaros por não falarem o latim e não terem os mesmos hábitos e
costumes que os romanos. De entre os bárbaros, destacam-se os germanos. Dividiam-se
em Visigodos, Ostrogodos, Francos, Vândalos, Hêrulos, Eslavos, Lambardos, Algos e
Saxões.

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Sumário:O império romano

O fim da república e o surgimento do império

A crise económica, as revoltas de escravos, as tensões entre plebeus e patrícios, as lutas


políticas e as ditaduras ilegais enfraqueceram as instituições da República romana. O
Senado começou a perder a sua autoridade. Os chefes militares, prestigiados pelas suas
conquistas, passaram a controlar o poder.

Em 59 a. C., Caio Júlio (eleito cônsul), Pompeu (grande general) e Crasso (general e
homem mais rico de Roma) uniram-se e assumiram o governo da cidade. A união dos três
ficou conhecida como o 1º triunvirato – governo formado por três cônsules, com poderes
equilibrados.

Primeiro Triunvirato

Porém, em 53 a. C., Caio Júlio, que recebeu o título de César (Júlio César) passou a
governar sozinho tornou-se chefe do Estado romano. Assumiu quase todos os poderes:
cônsul, tribuno, sumo-sacerdote e supremo comandante do exército. Manteve todas as
instituições sob seu controlo.

Durante seu mandato, implementou várias reformas políticas, administrativas e


económicas. Ganhou popularidade e passou a ser venerado como um deus (Júpiter
Julius).

Medidas tomadas por Júlio César:

 Acabou com as guerras civis;


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 Reorganizou as finanças;

 Obrigou proprietários a empregar homens livres;

 Promoveu a fundação de colónias;

 Reformou o calendário e introduziu o ano bissexto;

 Alargou a cidadania romana aos habitantes das províncias:

Júlio César passou a ser visto pela aristocracia romana como uma ameaça para a
República. Acusado de pretender proclamar-se rei, foi assassinado no dia 15 de março de
44 a.C., por uma conspiração de senadores liderada por Bruto e Cássio.

Assassinato de Júlio César, no Senado

No ano de 44 a. C., foi instaurado um novo governo, formado por Caio Octávio (cônsul),
Marco António e Lépido (ambos comandantes do exército) – 2º triunvirato.
Segundo Triunvirato

Em 33 a. C., Octávio ficou sozinho no governo. Pouco a pouco, começou a receber


diversos títulos, passando a concentrar nas suas mãos todos os poderes: Foi nomeado 14
Príncipe do Senado; Imperador, ou comandante-chefe do exército, Tribuno da plebe,
Procônsul (soberania sobre as províncias), Sumo-Pontífice (chede da religião oficial) e
Augusto (deus vivo).

Octávio tornou-se líder supremo de Roma, com poderes absolutos, apesar de manter os
órgãos administrativos da República (mas com poderes limitados). Foi o fim da República
e o início de um novo sistema de governo: o Império.

Imperador César Augusto

Enquanto imperador, Octávio César Augusto detinha todos os poderes, nomeadamente:

Poderes do imperador

 Dirigia a política externa (decidia pela paz e pela guerra);

 Comandava o exército;

 Dirigia as finanças e controlava a administração pública;


 Nomeava os senadores e os magistrados;

 Cunhava a moeda;

 Propunha leis e presidia cerimónias públicas;

 Controlava o Senado;

 Tinha o direito de veto sobre as decisões do Senado;

 Escolhia seus sucessores;


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 Dirigir a religião (era o supremo sacerdote e era-lhe prestado culto).

Medidas tomadas pelo imperador Augusto

 Profissionalizou o exército;

 Criou o correio;

 Reduziu os poderes dos magistrados e senadores;

 Criou novos órgãos como o Conselho do imperador (que se tornou mais importante
que o senado);

 Construiu obras públicas (anfiteatros, aquedutos, templos, estradas…);

 Implementou uma nova forma de hierarquização social, dando origem ao surgimento


de três ordens sociais: Senatorial (tinham privilégios políticos), Equestre (podiam
exercer alguns cargos públicos) e Inferior (não tinham nenhum direito);

 Promoveu o êxodo urbano;

 Estimulou o culto aos deuses tradicionais (Apolo, Vênus, César, etc);

 Combateu a introdução de práticas religiosas estrangeiras;

 Passou a sustentar escritores e poetas sem recursos (Virgílio autor de “Eneida”, Tito
Lívio, Horácio).
Resumos para o Teste Intermédio

O mundo Romano no apogeu do império


A formação do Império:
A cidade de Roma situa-se na península Itálica, junto ao rio Tibre. Segundo a tradição, foi
fundada em 753 a.C. por Rómulo e Remo.
Ao princípio, Roma era um pobre povoado de pastores e de camponeses e dominava um
pequeno território. Depois, com a expansão, tornou-se a capital de um grande Império. 16
A formação desse Império conheceu as seguintes etapas:
· Ocupação da Península Itálica – Entre os séculos VI e III a.C.
· Domínio do Mediterrâneo ocidental – Entre os séculos III e II a.C.
· Conquista do mediterrâneo oriental – Entre os séculos II e II a.C.
· Conquistas na Europa e no Próximo Oriente – Entre os séculos I a.C. e II d.C.
O Império Romano tinha por centro o mar Mediterrâneo.

Império Romano
Os motivos da expansão Romana
Os Romanos expandiram-se por variados motivos. Entre eles podemos destacar os
seguintes:
· Questões de segurança;
· Motivações económicas e sociais;
· Busca de honra e glória.
Os instrumentos de integração
Os romanos procuraram transmitir a sua civilização a todos os povos. Para o efeito,
utilizaram vários meios como:
· A divulgação do Latim;
· A construção de uma basta rede de estradas;
· O estabelecimento da administração pública nos territórios ocupados;
· Construção de obras públicas.
Através destes meios, as populações forma romanizadas, isto é passaram a viver à
maneira dos Romanos.

Economia
A economia Romana era uma economia comercial, monetária e urbana. A isto ajudava
muito o domínio do mar Mediterrâneo.

SociedadeEstratos superiores:
· Ordem senatorial;
· Ordem equestre;
· Ordem dos decuriões.
Estratos inferiores:
· Plebe rural;
· Plebe urbana; 17
· Libertos;
· Escravos.

Politicas
Houve vários regimes políticos:
· Monarquia – Entre 753 e 509 a.C.
· República – Entre 509 e 27 a.C.
· Império – Entre 27 a.C. e 476 d.C.

Os poderes do imperador eram:


· Poder político;
· Poder judicial;
· Poder militar;
· Poder financeiro;
· Poder religioso.

Religião
Os deuses gregos foram adoptados pelos romanos (com nomes diferentes).
Na religião romana havia dois tipos de culto o público e o familiar, mas também havia um
culto ao imperador.

Arte Romana
Havia uma influência da arte grega, com aspecto mais utilitário, robusto e prático.
· Arquitectura – Construíram edifícios úteis à vida da comunidade (aquedutos, pontes,
basílicas), ao lazer (termas, circos, anfiteatros) ou monumentos que glorificavam os feitos
de Roma (arcos de triunfo e colunas comemorativas).
Aqueduto Anfiteatro
· Escultura – Caracteriza-se pelo seu realismo.
· Pintura – Os romanos cultivaram a pintura (paisagens, cenas de vida quotidiana, motivos
históricos ou mitológicos) e o mosaico.

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Império Romano - Cronologia

753 a.C. – Data da fundação de Roma.

Séc. IV a.C. – Através de guerras contra outros povos, os Romanos passam a controlar a zona centro e o Sul da Península
Itálica.

290 a.C. – Os Romanos controlam toda a Península Itálica.

Batalha entre Romanos e Cartagineses

Meados do século III a.C. – Início das guerras entre os Romanos e os Cartagineses; o objetivo principal era o domínio do
Mediterrâneo Ocidental e as suas costas.

218 a.C. – Durante essas guerras, os Romanos desembarcam em Ampúrias (costa leste da Península Ibérica), obrigando os
Cartagineses a abandonarem as feitorias que aqui tinham estabelecido.

202 a.C. – Os Romanos dominam todo o litoral da Península Ibérica, dos Pirenéus até à Foz do rio Guadalquivir.
Viriato - estátua

194 a.C. – Primeiro conflito armado entre Lusitanos e Romanos. Os Romanos saem vencedores.

154 a.C. a 138 a.C. – Os Lusitanos, comandados por Viriato, fazem guerra aos Romanos. Viriato seria assassinado.
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82 a.C. a 72 a.C. – O general romano Quinto Sertório, chefiando os Lusitanos, inflige várias derrotas às legiões romanas. Mas
os Lusitanos acabam por ser derrotados.

Imperador Octávio

Durante todo este período, os Romanos foram alargando o seu domínio sobre outros territórios em redor do Mar Mediterrâneo,
construindo um império.

27 a.C. – Octávio torna-se imperador de Roma.

19 a.C. – Roma consegue o domínio sobre toda a Península Ibérica.

96 a 180 – Será o período mais estável e de maior desenvolvimento do Império Romano.

Império Romano no séc. II (território de cor verde)

257 – Iniciam-se as invasões bárbaras.

303 – O imperador Diocleciano ordena uma grande perseguição e repressão dos cristãos.
312 – O imperador Constantino põe fim à perseguição dos cristãos e converte-se ao cristianismo.

380 – O imperador Teodósio torna o cristianismo a religião oficial do Império.

395 – Divisão definitiva do Império Romano em Império do Ocidente e Império do Oriente (também chamado Império
Bizantino, com capital em Constantinopla, cidade que já se tinha chamado Bizâncio).

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Império do Ocidente e Império do Oriente

476 – Fim do Império do Ocidente: o imperador Rómulo Augústulo é deposto após a invasão da Península Itálica e de vários
ataques a Roma.

1453 – Fim do Império Romano do Oriente: os Turcos Otomanos conquistam Constantinopla.