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Noções de Tubulação Industrial ‐ Professor Oziel de Lima


Blog direcionado aos profissionais que atuam na área de caldeiraria e tubulação industrial propiciando um material técnico de linguage
prática.

segunda­feira, 6 de outubro de 2014 Oziel de Lima

Tubulação Industrial
SUMARIO

01 ­ Introdução
02 ­ Linhas Convencionais
03 ­ Simbologia gráfica para desenhos de tubulação
Clic na imagem para ver
04 ­ Fluxogramas (diagrama esquemático)
profissional
05 ­ Fluxograma de processo
06 ­ Fluxograma de detalhamento
07 ­ Convenções gráficas para instrumentação Pesquisar este blog

08 ­ Identificação das tubulações no projeto
09 ­ Plantas de tubulação
10 ­ Isométricos de tubulação
11 ­ Cálculos de tubulação Links

12 ­ Dimensões dos tubos (Schedule) Norma ANSI B­36.10 Download Dicionário T


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Casio FX9860
Download Emulador d
01­ Introdução HP49G
Download Emulador d
Vn‐570MS
Chamamos  de  tubulação  ao  conjunto  de  tubos,  conexões,  válvulas,  flanges  e  acessórios  interligados  entre  si,  com  a  finalidade  de
transportar líquidos, gases e vapores de um ponto a outro da unidade industrial. Download Juntas Indu

O desenho de tubulação é a representação gráfica e pode ser representado através de:
­Fluxograma, Planta baixa, Elevação ou Perspectiva Isométrica. A seguir, você vai conhecer cada uma dessas representações. Translate

­ Fluxograma: São desenhos esquemáticos sem escala, tendo por finalidade mostrar o fluxo de líquidos, gases e vapores através de Selecione o idioma
bombas, vasos, reatores, permutadores e outros equipamentos demonstrando a forma de funcionamento do sistema.
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Wikipedia

­ Planta baixa: É a representação de uma tubulação vista de cima. Ela apresenta as simbologias dos detalhes de ligações.
­  Elevação:  É  a  representação  de  uma  tubulação  vista  de  perfil  com  a  finalidade  de  mostrar  os  detalhes  de  tubos  e  demais
acessórios que estão na posição vertical.Os detalhes também são representados por símbolos.

Note  que  a  representação  gráfica  da  elevação  é  a  mesma  utilizada  na  planta  baixa,  portando  para  diferencia­la  deve  estar  indicado
no desenho que se trata de uma elevação.

­  Perspectiva  Isométrica:  É  a  representação  de  uma  tubulação  vista  em  toda  a  sua  grandeza  (3D)  com  todos  os  detalhes  de
ligações.
Os desenhos em Isométricos também são feitos sem escalas.

02 ­ Linhas convencionais

Os tubos com diâmetros até 12’’ são representados com traços únicos na posição da linha de centro da tubulação e os maiores que
12’’ por dois traços paralelos:

Os  símbolos  abaixo,  representam  a  secção  de  um  tubo  ou  conexão  na  posição  vertical,  sendo  que  a  parte  interrompida  da
circunferência estará girada sempre para o trecho com maior elevação em uma planta.

Representação:
Aplicação:

O  símbolo  abaixo,  representa  a  secção  de  um  tubo  ou  conexão  encoberto  por  um  outro  longitudinal  que  o  sobrepõe.  (Derivação
vertical para baixo)

Representação:

Aplicação:

O  símbolo  abaixo,representa  a  secção  de  um  tubo  com  sua  extremidade  livre  sobressaindo  de  outro  tubo  horizontal.  (Derivação
vertical para cima).

Representação:

Aplicação:

Os  símbolos  abaixo,  representa  a  secção  de  um  tubo  ou  conexão  inclinados  sendo  que  a  parte  interrompida  da  elipse  estará  girada
sempre para o trecho com maior elevação em uma planta.

Representação:
Aplicação:

03 ­ Simbologia gráfica para desenho de tubulação.

A simbologia mais usual nos desenhos técnicos de tubulação industrial é a seguinte:
Representação de suportes em plantas industriais:
Representação de equipamentos em plantas industriais:
Representação de equipamentos de linha em plantas industriais:
04 ­ Fluxograma ­ Diagrama esquemático

É  o  mais  simples  dos  fluxogramas,  mostrando  o  fluxo  através  de  linhas  simples  e  as  operações  ou  equipamentos  de  processos
importantes, representados por círculos ou retângulos dentro dos quais são denominados.

O diagrama esquemático é utilizado geralmente no estágio inicial de planejamento de uma instalação, servindo como referência para
elaboração, pela equipe de estudo de processo, do fluxograma de processo.

05 ­ Fluxograma de processo

Mostra todos os equipamentos e principais tubulações, com suas características básicas de operação.
Normalmente  é  feito  um  fluxograma  para  cada  unidade  de  processo,  para  sistemas  mais  complexos,  porém,  se  o  desenho  se
apresentar cheio e de difícil entendimento, o fluxograma poderá ser subdividido em várias partes, sendo comum a divisão das linhas
de processo do sistema de unidade em desenho separado.
As informações que geralmente consta nos fluxogramas de processos são:
­  Principais  linhas  de  processos  com  indicação  do  sentido  de  fluxo,  fluido  circulante,  vazão,  temperatura,  pressão  e  outros  dados
importantes ao processo;
­ Todos os equipamentos envolvidos no processo, apresentados de forma esquemática, apenas com as partes essenciais ao processo
e sem qualquer detalhe de fabricação;
­ Identificação dos equipamentos com suas principais características de operação, como capacidade, vazão, temperatura ou pressão;
­ Válvulas e acessórios essenciais ao processo;
Observação: As indicações de temperatura, vazão, pressão ou outros dados, podem aparecer junto a cada linha ou em um quadro na
parte inferior do desenho.

06 ­ Fluxograma de detalhamento

Também chamado de Fluxograma mecânico, é desenvolvido a partir do fluxograma de processo e tem por objetivo mostrar todas as
linhas de detalhamento e de processo como instrumentos e controladores, equipamentos e dados necessários para o projeto.
O  fluxograma  de  detalhamento  representa  esquematicamente  e  com  exatidão,  toda  a  flexibilidade  operacional  das  unidades  de
processamento e com base nele são desenvolvidas as plantas e os isométricos de tubulação.

O fluxograma de detalhamento geralmente contém as seguintes informações:
­  Todos  os  equipamentos  com  informações  relevantes  ao  projeto  como  nome  e  código,  tamanho,  capacidade  e  instrumentos  a  eles
incorporados;
­ Todas as linhas de processo e utilidades, com indicação de diâmetro e denominação das linhas, fluidos conduzidos, sentido do fluxo,
material ou código de especificação;
­ Todas as derivações e interconexões de linhas e equipamentos;
­ Equipamentos paralelos e de reserva, incluindo as linhas de ligação indicando sua função;
­ Purgadores que tenham locação definitiva por necessidade de processo;
­  Válvulas  de  processo  e  de  serviço  com  tamanho  e  identificação.  Para  válvulas  com  atuador  automático,  são  indicadas  as
características do atuador, como modo operacional, potência e tamanho;
­  Instrumentos  como  elementos  sensores,  tubulação  de  transmissão  de  sinal,  controladores,  manômetros,  termômetros,  visores  de
nível, indicadores de fluxo, válvulas de alívio e de segurança;
­ Pressão de abertura das válvulas de segurança e alívio;
­ Isolamento térmico para traços de vapor (Steam Tracing) ou encamizamento com as indicações requeridas.
Observações:
­ A classe de pressão dos flanges dos equipamentos é mostrada apenas se houver diferença com a especificação da tubulação;
­ Respiros e drenos requeridos pelo processo não aparecem, pois são definidos no desenho de detalhamento da tubulação.
Como  nos  fluxogramas  de  processos,  o  sistema  de  tubulação  e  utilidades  com  seus  equipamentos  podem  ser  representados  em
desenhos separados.

07 ­ Convenções gráficas para instrumentação
08 ­ Identificação das tubulações no projeto

Em  todos  os  projetos  industriais,  adotam­se  um  sistema  de  identificação  para  as  tubulações,  vasos,  tanques,  máquinas  e
instrumentos.
A  identificação  dos  elementos  de  uma  instalação  industrial  facilita  a  execução  dos  desenhos,  a  montagem,  a  operação  e  a
manutenção nas unidades.
As tubulações são identificadas por siglas que englobam:

­ Diâmetro nominal da linha;
­ Abreviatura ou simbologia do tipo de fluido que circula na linha;
­ Número da unidade de processo;
­ Número da linha;
­ Especificação do material.
Exemplo: 12”­W.603/03­A
Onde:
12'':  Diâmetro nominal da linha
W: Tipo de fluido
603/03: Número da linha e da área
A: Especificação do material

A letra indicativa dos fluidos é estabelecida pela empresa executora dos projetos, em geral utilizam­se as seguintes nomenclaturas:
­ C: Combustível;
­ G: Gazes;
­ V: Vapor;
­ O: Óleo;
­ H: Ácido;
­ N: Cáustico;
­ W: Água;
­ A: Ar;
­ Ai: Ar de instrumento.

Especificação do material segundo a norma ASTM:

­ A Indica materiais metálicos ferrosos como aço carbono baixo ou alto, inox, liga, forjado entre outros.
­ B Indica os materiais metálicos não ferrosos como cobre e ligas, latão, alumínio e níquel.
­ C Indica materiais não metálicos como cerâmica ou fibrocimento;
­ D Indica materiais plásticos como PVC, polipropileno, acetato de celulose e outros. 

09 ­ Plantas de Tubulação

Nas  plantas  de  tubulação  devem  figurar  as  elevações  da  linha  de  centro  de  todos  os  tubos,  as  distâncias  entre  os  tubos  paralelos  e
todas as cotas dos pontos de mudanças de direção dos tubos.
Além de todos os tubos com suas válvulas e acessórios, esses desenhos devem também mostrar o seguinte:
­ Linhas principais de referência (com suas coordenadas) tais como: limites de áreas, limites dos desenhos, linhas de centro de ruas,
contornos de ruas, valas de drenagem, diques, edifícios e demais construções, bases de concreto etc.
­ Todos os suportes de tubulação, com numeração, indicação convencional do tipo, posição e elevação cotadas, inclusive as colunas
das estruturas de apoio de tubos elevados, indicadas por sua numeração.
­  Todos  os  vasos,  equipamentos  e  máquinas  ligados  à  rede  de  tubulações,  com  desenho  do  seu  contorno,  com  identificação,  e  com
posição e elevação cotadas da linha de centro e dos bocais de onde são conectadas as tubulações.
­ Plataformas e escadas de acesso, com posição, dimensões, e elevação cotadas.
­ Todos os instrumentos, com identificação, indicação convencional e posição aproximada. Os conjuntos constituídos pelas válvulas de
controle  e  respectivas  tubulações  de  contorno  e  válvulas  de  bloqueio  e  de  regulagem  são  representados  nas  plantas  simplesmente
por um pequeno retângulo com a identificação da válvula de controle, de acordo com as siglas I.S.A.
As  diversas  folhas  de  plantas  de  tubulação  devem  limitar­se  entre  si  formando  um  mosaico  contínuo  cobrindo  toda  área  abrangida
pela  rede  de  tubulações.  Os  limites  das  folhas  devem  ser  os  mesmos  das  plantas  de  locação  geral,  entretanto,  com  as  plantas  de
tubulação costumam ser feitas em escala maior, a cada planta de locação geral correspondem várias folhas de plantas de tubulação.
Os  limites  dos  desenhos  são  em  geral  os  limites  do  terreno,  linhas  de  centro  de  ruas  e  diques,  limites  de  áreas  de  processamento,
armazenagem e manuseio etc.
Dentro  das  áreas  de  processamento,  os  limites  entre  as  folhas  costumam  ser  as  linhas  das  fileiras  de  colunas  de  suporte  das
tubulações.
Em todas as folhas de desenho deve haver sempre indicação da orientação (Norte de projeto); nos limites de cada folha deve haver,
também, a indicação das coordenadas e dos números das outras folhas de desenho que sejam continuação para qualquer lado.
Em áreas congestionadas em que se tenham muitos tubos em mais de uma elevação, fazem­se, para maior clareza, tantos desenhos
da  mesma  área  quantos  forem  necessários,  mostrando  cada  um  das  tubulações  que  correm  entre  dois  planos  horizontais.
Suponhamos que para uma certa área sejam feitos três desenhos: um designado como sendo “nível do solo”, outro designado como
na “elevação 4000” e outro na “elevação 8000”. O desenho do nível do solo mostrará todas as tubulações desde a elevação 4000 até
o nível do solo, olhando­se de cima para baixo; o desenho na elevação 4000 mostrará as tubulações entre as elevações 8000 e 4000,
olhando­se também de cima para baixo, e o desenho na elevação 8000 mostrará as tubulações existentes acima da elevação 8000 e
assim por diante para qualquer outro caso.
Os tubos verticais que passam do desenho em uma elevação para o desenho em outra elevação, são representados como saindo do
desenho, para baixo ou para cima.
Em  sistemas  complexos,  quando  necessário  para  maior  clareza,  são  feitos  também  cortes,  que  são  projeções  verticais  das
tubulações.  Pode  haver  também  necessidade  de  se  desenhar,  em  escala  maior,  detalhes  em  planta  ou  em  corte  de  determinados
trechos mais congestionados. Tanto os cortes como os detalhes, são também desenhados em escala e com as mesmas indicações e
convenções das plantas.
Para  facilitar  a  montagem,  na  margem  de  cada  folha  de  planta  de  tubulação,  costuma­se  colocar  uma  lista­resumo  de  todos  os
suportes que aparecem na referida folha. Essa lista indica, para cada tipo de suporte a respectiva quantidade e o desenho de detalhe
de referência.
Em  cada  folha  de  planta  de  tubulação  devem  figurar  ainda,  em  local  conveniente,  os  números  de  todos  os  desenhos  de  referência
relativos  à  planta  em  questão,  tais  como  a  planta  de  locação  geral,  o  fluxograma,  as  demais  plantas  da  mesma  área  em  outras
elevações (se houverem), detalhes típicos, detalhes de suportes etc.

Planta Baixa Nº 1226
Elevações referentes à Planta Baixa Nº 1226
Na  planta  representada  no  desenho  anterior,  observamos  que  as  dimensões  lineares  estão  dadas  em  milímetros  e  as  elevações  em
pés e polegadas.
Dados: 1’(PÉ)= 12’’(POLEGADAS)= 304,8 mm.
Observe o exemplo abaixo onde temos um trecho da elevação sentido sul da planta baixa 1226:

Exemplo 01

A linha 8’’ W 024/02 A está na elevação de 25’;
O centro do P ­ 01 A está na elevação de 8’;
Fazendo a subtração: elevação maior ­ elevação menor, temos:
25’ ­ 8’ = 17’
Sabendo­se que 1’ = 304,8 mm podemos determinar a medida em milímetros dessa medida:
17 x 304,8 = 5181,6 mm.
Quando temos elevações que inclui pé e polegada deve­se tomar o cuidado para fazer a subtração da maneira correta:
A  linha  10’’  W  024/02  A  está  no  seu  trecho  mais  baixo,  na  elevação  de  2’  e  em  seu  trecho  mais  alto,  na  elevação  de  14’10’’.  A
subtração deve ser feita subtraindo PÉ com PÉ e POLEGADA com POLEGADA:
14’10’’ ­ 2’00’’= 12’10’’
Para determinar a medida em milímetros de centro a centro dos tubos fazemos a seguinte equação:
(12 x 304,8) + (10 x 25,4) = 3657,6 + 254 = 3911,6 mm

Exemplo 02

Partindo do ponto mais baixo da tubulação (BC ­ 01), temos 3 elevações diferentes que foram nomeadas como sendo EL. A, EL. B e
EL. C.
A  cada  mudança  de  elevação  temos  um  tubo  vertical  ascendente  ou  descendente.  Para  a  fabricação  dos  'SPOOL's  temos  que
determinar as medidas de centro a centro de cada trecho.

Calculando a medida em milímetros entre a EL. A e EL.B:

12'5'' ­ 3'11'' = 11'17'' ­ 3'11'' = 8'6'' 
Note que nesse caso, emprestamos 1' (1''=12'') para as 5'' afim de fazer a subtração pois não se subtrai 11 de 5, isso resultaria em
um número negativo.

Logo, temos:
(8 x 304,8) + (5 x 25,4) = 2438,4 + 152,4 = 2590.8 mm
Podemos também, utilizar a seguinte equação:
[(12 x 304,8) + (5 x 25,4)] ­ [(3 x 304,8) + (11 x 25,4)] = 
[3657,6 + 127] ­ [914,4 + 279,4] = 
3784,6 ­ 1193,8 = 2590,8 mm.

Nesse caso, não podemos esquecer a ordem da execução das expressões numéricas:
Separadores: 
1º ( ), 2º [ ] e 3º { }.
Operações:
1º Potenciação e radicação na ordem que aparecem;
2º Multiplicação e divisão na ordem que aparecem;
3º Adição e subtração na ordem que aparecem.

Calculando a medida em milímetros entre a EL. B e EL.C:

12'5'' ­ 8'7'' = 11'17'' ­ 8'7'' = 3'10''
(3 X 304,8) + (10 X 25,4) = 914,4 + 254 = 1168,4 mm

Ou ainda:

[(12 x 304,8) + (5 x 25,4)] ­ [(8 x 304,8) + (7 x 25,4)] = 
[3657,6 + 127] ­ [2438,4 + 177,8] = 
3784,6 ­ 2616,2 = 1168,4 mm.

10 ­ Isométricos de Tubulação
Os  isométricos  são  desenhos  feitos  em  perspectiva  isométrica,  sem  escala,  faz­se  geralmente  um  desenho  para  cada  tubulação
individual  ou  grupo  de  tubulações  próximas.  No  caso  de  uma  tubulação  muito  longa  pode  ser  necessário  subdividir  a  tubulação  por
vários desenhos isométricos sucessivos. Nesses desenhos todo o traçado é representado por um traço único para qualquer diâmetro à
partir da linha de centro da tubulalação.
Nunca se deve figurar em um mesmo desenho isométrico duas tubulações de áreas diferentes.

Direções Básicas da Tubulação

De acordo com a posição dos tubos no isométrico, pode­se estabelecer um sistema de eixos dotado de três linhas as quais indicam as
direções básicas da tubulação: Uma vertical e duas inclinadas.

Essas linhas servem de referência para indicar a posição e o sentido dos tubos no isométrico.
Os tubos inclinados não pertencem às direções básicas da tubulação, portanto, não deve estar paralela a nenhuma dessas linhas.

Posição dos tubos no Isométrico
Nos  desenhos  isométricos  devem  aparecer  obrigatoriamente,  todas  as  válvulas  e  todos  os  acessórios  de  tubulação  (flanges,tês,
curvas, reduções, colares, luvas, uniões etc.), mostrados individualmente, um por um, bem como a localização de todas as emendas
(soldadas,  rosqueadas  etc.)  dos  tubos  e  dos  acessórios.  As  válvulas  são  usualmente  designadas  por  siglas  convencionais.  Os  vasos,
tanques,  bombas,  e  demais  equipamentos  e  máquinas  conectados  às  tubulações,  aparecem  indicados  apenas  pela  sua  identificação,
posição de linha de centro e pelos bocais de ligação com as tubulações.
É  por  meio  dos  desenhos  isométricos  que  se  faz  o  levantamento  dos  materiais  necessários  para  a  construção  das  tubulações  e,  por
essa  razão,  nesses  desenhos  devem  figurar  detalhadamente  todos  os  materiais,  um  por  um,  ainda  que  sejam  peças  pequenas  ou
pouco  importantes,  tais  como  válvulas  de  dreno  e  de  respiro  (com  respectivas  luvas,  niples  e  bujões),  luvas  para  instrumentos,
tomadas para retirada de amostras, etc.
Os  conjuntos  formados  pelas  válvulas  de  controle  e  respectivas  tubulações  de  contorno  e  válvulas  de  bloqueio  e  de  regulagem
também são mostrados peça por peça.
Os  desenhos  isométricos  devem  conter  todas  as  cotas  e  dimensões  necessárias  para  a  fabricação  e  montagem  das  tubulações  tais
como: dimensões dos trechos retos de tubo,
ângulos,  raios  de  curvatura,  elevações  de  todos  os  tubos,  localização  e  orientação  de  todos  os  bocais  de  vasos  e  equipamentos,
posição das hastes e volantes das válvulas etc.
As  elevações  dos  tubos,  a  menos  que  esteja  expressamente  indicado  em  contrário,  costumam  ser  referidas  à  linha  de  centro  dos
mesmos.
Qualquer tubo que passe de uma folha de isométrico para outra, é representado como interrompido, devendo haver sempre indicação
do número da outra folha de isométrico na qual o mesmo continue.
Todos os tubos devem ser designados por sua identificação completa, tal como nas plantas de tubulação.
Os diversos tipos usuais de válvulas e de acessórios têm convenções especiais de desenho, que devem ser obedecidas.
Costuma­se  fazer  em  cada  folha  de  isométrico,  a  lista  do  material  necessário  para  as  tubulações  representadas  na  mesma.  Cada
folha de desenho deve ter também a relação das tubulações que figuram na referida folha, com indicação da temperatura e pressão
de projeto, pressão de teste hidrostático, e do tipo de isolamento térmico e de sistema de aquecimento, se houverem.
Em todos os desenhos deve haver sempre a indicação da orientação (Norte de projeto) para se poder obter a localização dos tubos
no terreno.
A  numeração  dos  desenhos  isométricos  deve  ser  feita  em  combinação  com  a  numeração  das  plantas,  de  maneira  que  seja  fácil
identificar­se em que planta está representada uma linha que aparece em determinado isométrico e vice­versa.
Geralmente  todas  as  tubulações  desenhadas  em  um  isométrico  estão  contidas  em  uma  mesma  planta.  Todos  os  pontos  em  que,  as
tubulações  passam  de  uma  folha  de  planta  para  outra,  devem  ser  assinalados  nos  isométricos,  com  indicação  dos  números
correspondentes das plantas.
É  usual  fazer­se,  para  cada  planta  de  tubulação,  uma  lista  resumo  contendo  os  números  de  todos  os  isométricos  referentes  a  essa
planta e os números das tubulações representadas em cada isométrico.
Alguns projetistas costumam acrescentar nos desenhos isométricos os suportes de tubulação, indicados pelas suas posições cotadas e
suas  convenções.  Embora  essa  prática  não  seja  generalizada,  a  marcação  dos  suportes  nos  desenhos  isométricos  traz  evidentes
vantagens para a montagem.

Representação de curvas

Traçados de linhas em geral

Exemplos de Isométricos
Cotagem

Os desenhos Isométricos devem conter todas as cotas e dimensões necessárias para sua fabricação e montagem das tubulações.
As cotas deverão ser colocadas de tal maneira que fiquem esteticamente dispostas, de forma que determinem corretamente o trecho
cotado.
Os  trechos  inclinados  no  plano  horizontal  deverão  ser  cotados  para  orientação,  o  verdadeiro  ângulo  de  inclinação  do  tubo
acompanhado da letra H, devendo também aparecer a cota dos catetos e os trechos inclinados no plano vertical seguem as mesmas
regras dos trechos horizontais, entretanto, acompanhados da letra V.

Os trechos inclinados no plano espacial deverão ser dados as seguintes cotas:

­ Dimensão dos catetos;
­ Ângulo de inclinação do plano horizontal;
­ Ângulo de inclinação do plano vertical.
11 ­ Cálculos de tubulação

Na maioria dos desenhos isométricos, a cotagem é feita a partir da linha de centro dos tubos e válvulas ou face de flanges.
Cabe ao encanador efetuar o cálculo necessário para a determinação da medida dos niples intercalados entre curvas, tês, reduções,
flanges, válvulas e outros acessórios.

Constantes para raio de curva

Raio Longo 90°: Øn x 38,1 Raio Longo 45° : Øn x 15,9
Raio Longo 90° + 45° : Øn x 54

Fórmulas mais usadas para cálculos de tubulação

Trigonometria
Exemplos de cálculos de tubulação

*Diâmetro dos tubos em polegadas
*Demais medidas em milímetros

Exemplo 01 ­ Mudança de direção ou elevação em 90°:

1º passo ­ Calcular o material a ser descontado da medida de centro a centro:
2 Curvas de 90° raio longo: 12’’ x 38,1 x 2 = 914,4 mm
2 Aberturas para soldagem: 10 mm
914,4 + 10 = 924,4 mm

2º passo ­ Calcular a medida do niple:
3280 ­ 924,4 = 2355,6 mm

Exemplo 02 ­ Tubo inclinado a 45° no plano vertical ou horizontal:
1º passo ­ Calcular o material a ser descontado da medida de centro a centro:
2 Curvas de 45° raio longo: 4’’ x 15,9 x 2 = 127,2 mm
2 Aberturas para soldagem: 7 mm
127,2 + 7 = 134,2 mm

2º passo ­ Calcular a medida da hipotenusa:
2315 x √2 = 2315 x 1,414 = 3273,14 mm

3º passo ­ Calcular a medida do niple:
3273,14 ­ 134,2 = 3139,21 mm

Exemplo 03 ­ Tubo inclinado a 45° no plano vertical ou horizontal com curva de 90° girada a 45°:

1º passo ­ Calcular o material a ser descontado da medida de centro a centro:
1 Curva de 90° + 1 curva de 45° raio longo: 6’’ x 54 = 324 mm
2 Aberturas para soldagem: 8 mm
324 + 8 = 332 mm

2º passo ­ Calcular a medida da hipotenusa:
3140 x √2 = 3140 x 1,414 = 4439,96 mm

3º passo ­ Calcular a medida do niple:
4439,96 ­ 332 = 4107,96 mm

Exemplo 04 ­ Tubo inclinado no plano espacial a 45°:
1º passo ­ Calcular o material a ser descontado da medida de centro a centro:
2 Curvas de 45° raio longo: 8’’ x 15,9 x 2 = 254,4 mm
2 Aberturas para soldagem: 10 mm
254,4 + 10 = 264,4 mm

2º passo ­ Calcular a medida da diagonal:
3220 x √3 = 2315 x 1,732 = 5577,04 mm

3º passo ­ Calcular a medida do niple:
5577,04 ­ 264,4 mm = 5312,64 mm

Existem  várias  outras  situações  que  podem  ser  encontradas  na  fabricação  de  spool’s,  incluindo  a  necessidade  da  utilização  da
trigonometria e do teorema de Pitágoras principalmente na fabricação e montagem de campo.

12 ­ Dimensão dos tubos ­ ANSI B­36.10

As especificações das espessuras da parede dos tubos estão ligadas a três conceitos básicos:
­ Diâmetro interno;
­ Diâmetro nominal;
­ Diâmetro externo.

O  diâmetro  nominal  limitado  até  12’’  não  tem  dimensões  físicas  no  tubo,  seria  um  diâmetro  médio  entre  o  interno  e  o  externo.  É
usado para efeitos de especificação ou designação dos tubos.
Nos diâmetros a partir de 14’’ o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo.
As  espessuras  das  paredes  dos  tubos  são  padronizadas  e  definidas  por  séries  pela  Norma  Americana  ANSI  B­36.10  que  estabelece
padrões em séries para espessuras. Essas séries também são chamadas de SCHEDULES (SCH):
SCH: 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160.
Para  um  mesmo  diâmetro  nominal  existem  várias  schedules  diferentes,  isto  é,  quanto  maior  a  SCH,  maior  será  a  espessura  da
parede e menor será o diâmetro interno. Somente o diâmetro externo permanece o mesmo:
Dimensão dos tubos de aço carbono conforme a Norma Americana 
ANSI B­36.10

Para o dimensionamento de flanges e válvulas, consultar a Norma ANSI B­16.10

FIM

Postado por Oziel de Lima às 15:24 +4   Recomende isto no Google

7 comentários:

Unknown 11 de março de 2016 17:51


Parabéns pela iniciativa. Achei a linguagem de fácil interpretação e um conteúdo essencial para encanadores e demais profissionais da área de caldeiraria
e tubulação industrial.
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