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Reinos Africanos e a África no Brasil

Reinos Africanos e a África

no Brasil

Reinos Africanos e a África no Brasil

Bantos e Sudaneses no Brasil

Bantos e Sudaneses no Brasil

Os Africanos no Brasil

A maior parte dos escravos vindos da África Centro -

Ocidental era fornecida por chefes políticos ou mercadores .

Dividiam - se

em

três

grupos :

bantos , sudaneses,

guinenos- sudaneses muçulmanos.

Os bantos , grupo mais numeroso, dividiam - se em dois subgrupos : angola- congoleses e moçambiques . A origem

desse grupo estava ligada ao que hoje representa Angola,

Zaire e Moçambique (correspondestes ao centro - sul do continente africano) e tinha como destino Maranhão, Pará,

Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo.

Os Africanos no Brasil

Sudaneses : o termo “Sudão” tem origem no árabe “Bilad al - Sudan”, que

quer dizer “País dos negros”, e era a forma como os árabes que ocuparam o

norte da África se referiam às regiões ao sul do deserto do Saara . “Sudão” era então, a princípio, toda a África subsaariana .

Esta área corresponde a partes dos atuais países Mali, Níger, Nigéria,

Burkina Fasso, Senegal e Guiné .

Sudaneses no Brasil, na verdade trata -se de povos com estreitas relações

culturais e comerciais entre si, que habitam há séculos a região do Golfo do

Benin: Yoruba, Aja (compreendendo os sub- grupos Fon, Ewe e Gun), Edo (ou Bini) .

Os guineanos -sudaneses muçulmanos dividiam- se em quatro subgrupos :

fula, mandinga, haussas (malês) e tapas . Esse grupo tinha a mesma origem e destino dos sudaneses, a diferença estava no fato de serem convertidos ao islamismo.

Os Africanos no Brasil

No século XIX, chegaram milhares de africanos escravizados ao Brasil, e especialmente à Bahia, procedentes do Golfo do Benin, passando aqui a predominar

numericamente sobre escravos de outros grupos étnicos de origem bantu, chegados

em séculos anteriores. Este fato foi resultado das guerras entre povos que, fazendo cativos entre os inimigos de guerra aprisionados, passaram a vendê- los aos traficantes europeus e brasileiros. Assim, a presença no Brasil de escravos genericamente identificados como sudaneses” só se explica pelas guerras travadas entre os yoruba,

fon, bini, hausa e fulani.

Malê (do hauçá málami , "professor", "senhor", no iorubá imale, "muçulmano") era o termo usado no Brasil, nos século XIX, para designar os negros muçulmanos que sabiam ler e escrever em língua árabe.

Eram muitas vezes mais instruídos que seus senhores, e, apesar da condição de escravos, não eram submissos, mas muito altivos. Na História do Brasil, notabilizaram - se pela chamada Revolta dos Malês, que ocorreu em 1835, na Bahia, onde eram

encontrados em maior número, embora fossem encontrados também

em Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro.

Reino do Congo: Século XIV - Século XVI

Reino do Congo: Século XIV - Século

XVI

Reino do Congo: Século XIV - Século XVI

O Reino de Congo ou Império do Congo foi um

reino africano localizado no sudoeste da África.

Território que hoje corresponde ao noroeste da Angola, de Cabinda à República do Congo, à parte

ocidental da República Democrática do Congo e à

parte centro-sul do Gabão. Durante seu processo de expansão marítimo-comercial, os portugueses

abriram contato com as várias culturas que já se

mostravam consolidadas pelo litoral e outras partes do interior do continente africano.

• Em 1483, momento em que o navegador lusitano Diogo Cão alcançou a foz do

Em 1483, momento em que o navegador

lusitano Diogo Cão alcançou a foz do rio Zaire, foi encontrado um governo

monárquico fortemente estruturado

conhecido como Congo.

Cão alcançou a foz do rio Zaire, foi encontrado um governo monárquico fortemente estruturado conhecido como
Diogo Cão na atual República Democrática do Congo

Diogo Cão na atual República Democrática do Congo

No primeiro contato com os portugueses, o rei do Congo, talvez por temor às armas de fogo portuguesas, recebeu-os cordialmente. Aproveitando-

se disso, os portugueses começaram a interferir na

política africana. Com a morte do rei do Congo, seus filhos disputaram o trono, então, os portugueses

ajudaram Nzinga Mbemba a vencer seu irmão.

Nzimba se torna cristão. Logo que começou a reinar em 1505, Nzinga Mbemba converteu-se ao

cristianismo e adotou o nome português Affonso. A

partir de então, estudou dez anos com padres em Mbanza Congo, aprendendo a falar e a escrever bem

em português.

Com intenção de fortalecer seu reino, o rei Affonso enviou cartas ao rei de Portugal pedindo que ele enviasse missionários, médicos e professores para seu país. De Portugal, porém, vieram principalmente traficantes interessados em conseguir pessoas para escravizar e vender. Ao perceber-se disso, Affonso enviou várias cartas para o rei de Portugal pedindo que fosse proibido o comércio de africanos, mas o rei não deu ouvidos a ele e o tráfico continuou intenso. Portugal domina o Reino do Congo. Com a morte do rei Affonso, o Reino do Congo continuou servindo de sementeira para o tráfico de humanos. Em 1665, os

congos tentaram uma revolta antilusitana, mas foram

vencidos por tropas lideradas pelos portugueses, que

passaram, então, a dominar o Congo.

Rainha Ginga (ou Nzinga)

Rainha dos reinos de Ndongo e Matamba, atual Angola, viveu no século XVII, mesma época de Zumbi. Ora diplomática, ora guerreira, catoliciza-se com o nome de Ana Souza, quando percebe que está perdendo o seu poder para os portugueses.

ora guerreira, catoliciza-se com o nome de Ana Souza, quando percebe que está perdendo o seu

A economia do reino

A principal atividade econômica dos congoleses envolvia a prática de um

desenvolvido comércio no qual predominava

a compra e venda de sal, metais, tecidos e

produtos de origem animal. A prática

comercial poderia ser feita através do

escambo (trocas) ou com a adoção do

nzimbu, uma espécie de concha somente

encontrada na região de Luanda.

através do escambo (trocas) ou com a adoção do nzimbu, uma espécie de concha somente encontrada

Efeito do trafico negreiro para a sociedade

do Congo

Os portugueses já utilizavam o africano escravizado como mão de obra nas plantações de açúcar nas ilhas do Atlântico (Madeira e Cabo Verde). A

escravidão não era um tipo de relação social desconhecida na África. Em

algumas sociedades hierarquizadas ela já existia, mas de forma diferenciada. Geralmente, o cativo era preso de guerra, propriedade coletiva, não podia ser vendido e sua condição não era hereditária. Tratava-se de uma escravidão quase patriarcal, na qual o tráfico não tinha importância econômica. Com o

estabelecimento de feitorias portuguesas no litoral africano, o negro cativo

tornou-se objeto de troca comercial, isto é, uma mercadoria. Transformou-se, assim, em coisa.

A partir desse momento, o tráfico de escravos emergiu como uma atividade necessária para atender à demanda crescente de mão de obra da

economia açucareira brasileira. Se no início o tráfico foi realizado pelo Estado

português, com o tempo, os comerciantes assumiram o negócio e, após se fixarem solidamente no litoral africano, estabeleceram forte fluxo comercial entre a África e o Brasil, o que tornou o tráfico uma boa fonte de lucro e de acumulação de capital. Estima-se que o número de escravos que entraram no

Brasil até o fim do tráfico negreiro, em 1850, girou em torno de 3,8 a 4

milhões de negros.

A África no Brasil: os povos

bantos

Rota do Tráfico Atlântico

Rota do Tráfico Atlântico

Povos bantu ou banto: Angola,

Moçambique e Zaire

• Povos bantu ou banto: povos da região ao sul da floresta equatorial que partilham
• Povos bantu ou banto: povos da região ao sul da
floresta equatorial que partilham muitos traços
linguísticos e culturais. Complexo cultural e linguístico
que engloba vários povos.
• Angola: Foz do rio Congo, nas redondezas do rio
Cuanza e até o planalto de Benguela;
• Reino
do
Kongo
do
povo
Bakongo:
Grupo
angola-
congoleses:congo, quimbundo e outros
• Moçambique:ronga, macua,xope e outros
• Portos de Luanda, Mpinda e Benguela (de onde saiu a
maioria dos escravos para o Brasil) desde início do
século XVI até a extinção do tráfico em 1850;

Radical ntu: ser humano; muntu (o ser humano, o homem) e o plural bantus (os seres humanos, o povo);

Vieram para os seguintes Estados:Maranhão, Pará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo

Os povos bantu do Atlântico Sul (Bakongo, Mbundo e Ovimbundo).

Cultura afro-brasileira: samba e a capoeira, maracatu pernambucano, as

congadas e moçambiques de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo, as diversas festas de Bois, o jongo do Rio de Janeiro e São Paulo.

Primeiras

bantu;

manifestações

da

religiosidade

afro-brasileira

são

de

raiz

Mais tarde: diferentes práticas religiosas, como o catimbó, a jurema, o catolicismo popular (especialmente as devoções a santos negros e a Nossa Senhora do Rosário, cultuados por Irmandades de Homens Pretos), a umbanda e os candomblés angola ou congo-angola, que cultuam ancestrais divinizados chamados de inquices.

Quilombo: instituição bantu, > Kilombo:

campo de iniciação dos guerreiros jaga, da

parte central de Angola;

Origem da palavra > Kilombo: que vem de ocilombo, da língua umbundo, prepúcio (circuncisão dos meninos) é uma instituição militar multiétnica, unindo vários povos da

língua bantu, com o objetivo comum de resistir à

invasão portuguesa e à escravidão.

Decadência do Reino do Kongo: a partir da dominação portuguesa no século XVIII.

A Civilização Iorubá

Os Iorubás

Os Yorubas ocupam territórios nos atuais países Nigéria (antigo Reino de Benin) e República de Benim (antigo Império de Daomé) .

Constituem uma área cultural com numerosos subgrupos, presentes no sudoeste da Nigéria, como os Oyó, Ibarapa, Ifé, Ijebu, Egba, Egbado, Ondo, Ikale, Ekiti,Owo, Akoko, Awori, bem como na fronteira entre Nigéria e Benin, como os Ketu, Ohori, Ifonyin e Anagô .

Todos estes subgrupos remontam sua origem histórica à cidade de Ifé,

onde se originou uma civilização que teve seu apogeu entre os séculos XII e

XV.

Os iorubás ou iorubas são um dos maiores grupo étnolinguístico ou grupo étnico na África

Os iorubás ou iorubas são um dos maiores grupo étnolinguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo

maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.

O Reino de Oyo ou Império de Oyo (c. 1400 - 1835) foi um império da África Ocidental onde é hoje a Nigéria ocidental.

O Reino de Oyo ou Império de Oyo (c. 1400 - 1835) foi um império da

As comunidades Iorubás ou Nagôs, que se desenvolveram principalmente no

sudeste da atual Nigéria, constituíram um dos grandes centros civilizatórios da Guiné

e chegaram a influenciar outras civilizações da região, como o reino de Benin. Essa

irradiação cultural não se restringiu apenas ao continente africano.

Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun,

Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubás vive na República do Benin,

ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra

Leoa, Brasil e Cuba.

Milhares de iorubás escravizados foram desembarcados no Brasil, fecundando a

cultura e a história do nosso país. Uma explicação plausível sobre a gênese do povo iorubá seriam as diversas migrações através das regiões entre o Lago Chade e o Níger.

No início do século XIX, havia decaído muito o poder de Oyo. Cidades ficaram

independes do poder do Alaafin e o reino deixou de existir. Enquanto o reino decaia, os territórios iorubás passaram a ser cobiçados, e seus habitantes, de caçadores, tornaram-se, então, cativos. É nessa época, fins do século XVIII e início do XIX, que se registra uma grande entrada de iorubás no Brasil.

Os primeiros iorubás chegados ao Brasil eram de origem das províncias ocidentais

mais distantes, no sul e no centro do atual Benin, antigo Reino de Daomé. Pertenciam fundamentalmente ao grupo Nagô ou Nagonu, cujos povos teriam se estabelecido no atual Benin por volta do século XVI. O povo Fon costumava designar por nagôs esses e todos os povos iorubás. A administração francesa e, através dela, as

portuguesas persistiram na incorreção. Por essa razão, os iorubás chegados ao Brasil foram conhecidos, nos séculos XVIII e XIX, como nagôs.

Reino do Benin: “os feitos de obá”:

séculos XV ao século XIX : atual Nigéria

Reino do Benin: “os feitos de obá”: séculos XV ao século XIX : atual Nigéria

O Reino de Benin, Império de Benin ou Império Edo (1440-1897) foi um grande estado africano pré-colonial da moderna Nigéria.

Não deve ser confundido com o país dos nossos dias chamado República do

Benim (outrora chamado Reino de Daomé).

Às margens do Golfo da Guiné: Nigéria e Camarões. Desde cedo, essa região passou por um processo de urbanização, e as cidades se converteram em reinos. Sua localização favorecia o encontro de mercadores.

Reino do Benin foi o 3º na formação política entre os séculos XVII a XIX.

Origem histórica: cidade de Ifé: como os iorubás, os habitantes de Ifé também

afirmam ser descendentes do fundador mítico e primeiro oni (rei) de Ifé,

Oduduwa.

Africanos escravizados ao Brasil: século XIX: Bahia, procedentes do Golfo do Benin; predominam sobre os bantus, dos séculos anteriores

Obs.: No Brasil, a cultura dos povos e Nações Sudanesas Africanas recebeu o nome de “Nagô” e com a inclusão da Nação Ewe (Avoes) do Daomé

Comércio de sal, peixe seco, inhame, dendê, feijão, animais de criação e o cobre, só era possível para os mais poderosos, ou seja , os mais ricos. Produtos como pimenta, marfim, tecidos e escravos eram comercializados ativamente com os reinos de Ifé e o reino Iorubá. Para prevenir a redução da população nativa, o governo proibiu a exportação de escravos masculinos e os importou da África ocidental para comerciá-los com os europeus a partir do século XVI.

Cronistas descreveram a cidade do Benin com grandes muralhas e um palácio decorados com placas de latão presas às paredes. Nessas placas, era contada a

história do reino: feitos do obá (titulo do principal chefe do reino que se tornou o

supremo poder na região), as caçadas, as guerras e os primeiros contatos com os

portugueses, por volta de 1485. A chegada dos europeus foi registrada pelos artistas africanos com imagens esculpidas nessas placas e em pequenas estatuetas de marfim.

O Reino de Benin se desintegrou no século XIX, sob o domínio dos ingleses.

Entre os séculos 17 e 19, o Brasil recebeu um grande fluxo de escravos vindos do Benin, que trouxeram com eles costumes e tradições que influenciaram a cultura brasileira. O acarajé e a feijoada, pratos típicos da culinária nacional, tiveram

origem nas tradições trazidas por eles. E o candomblé tem influências do vodun,

praticado no Benin.

nacional, tiveram origem nas tradições trazidas por eles. E o candomblé tem influências do vodun, praticado

Artesanato do Benin

Artesanato do Benin Brass plaque commonly known as "bronze". Benin kingdom (Nigeria). British Museum (London).

Brass plaque commonly known as "bronze". Benin kingdom (Nigeria). British Museum (London).

Arte e ritual no palácio real do Benin:

Tradição do povo Edo

e ritual no palácio real do Benin: Tradição do povo Edo O palácio real era considerado

O palácio real era considerado o centro do mundo do Benin, e sua estrutura extensa era impressionante, conforme os relatos dos viajantes da época.

De acordo com as informações dos

membros da Expedição Britânica, sabe-se que as portas, vigas e caibros do aposento do conselho e da residência do rei eram recobertas com placas de latão martelado

com desenhos geométricos e figuras de homens e leopardos. As fechaduras das portas eram de marfim e os postes também, decorados com

pequenas figuras desse material. Ainda

existem placas de bronze adornando as vigas e colunas, além de relevos de terracota que contam as façanhas dos antigos Obas.

O palácio é o centro da atividade ritual voltada para o bem

estar e prosperidade da nação do Benin. Além das cerimônias

religiosas domesticas, das associações e rituais do vilarejo, há um ciclo anual de rituais realizados dentro do espaço palaciano. Alguns são de natureza privada, tais como os sacrifícios que o Obá

faz para o seu próprio Ehi, Ugie Ama, ou para a suas Mãos,

Ihiekhu. As outras cerimônias são públicas. Esses rituais solicitam um grande numero de participantes além de tempo e dispêndio de

energia. Os materiais usados para o ritual, como animais para

sacrifício, presentes e comidas para as oferendas, vem de todo o reino.

Dentro da capital, associações inteiras organizam-se na

participação dessas cerimônias, dentre os quais estão os

percussionistas, os escudeiros, os sacerdotes encarregados dos

sacrifícios e os distribuidores de animais para imolação. Artesãos de todos os tipos, entalhadores, fundidores, tecelões, fabricantes

de artigos de couro, e assim por diante, são aqueles que

providenciam os trajes e objetos rituais para serem usados, além de um grande número de especialistas de Osun, responsáveis pelos intrincados preparos mágicos.

O Reino de Daomé (Século XVII a XIX)

Atual Republica do Benim

O Reino de Daomé (Século XVII a XIX) Atual Republica do Benim

Daomé era um reino africano situado onde agora é o

Benim. O reino foi fundado no século XVII e durou até o final do século XIX, quando foi conquistado com tropas

senegalesas pela França e incorporado às colônias

francesas da África Ocidental. Foi estabelecido em 1650, quando um grupo adjá, que

partiu do litoral, se estabeleceu no interior. Com uma

economia baseada no tráfico de escravos, o reino de Daomé se expandiu, conquistando diversos povos.

Neste período, muitos escravos da região foram

enviados ao Brasil. A expansão durou até 1818, quando

foi derrotado na tentativa de conquistar o Reino de

Oyo. Em 1863, os franceses chegaram à região e, em

1901, o reino foi extinto.

Principais Portos de Embarque de Escravos na Costa

Atlântica

Principais Portos de Embarque de Escravos na Costa Atlântica
Principais Portos de Embarque de Escravos na Costa Atlântica • São Jorge da Mina: Gana

Principais Portos de Embarque de Escravos na Costa Atlântica

São Jorge da Mina: Gana (Império de Gana: Costa do Ouro:

exportação de cacau, madeira e escravos);

 

Ajudá,

Cotonu

e

Jakin

(ou

Porto

Novo):

República

do

Benim (Antigo Reino de Daomé);

 

Lagos, Badagri: Nigéria (antigo Império de Benin);

 

Luanda,

Cabinda,

Benguela: Angola (Antigo Império do

Congo);

Cacheu e Bissau: Guiné Bissau.

 
Cabinda, Benguela: Angola (Antigo Império do Congo); • Cacheu e Bissau: Guiné – Bissau.  
COTONOU: capital econômica do Benim A maioria dos turistas estrangeiros inicia sua visita no BENIM,

COTONOU: capital econômica do Benim

A maioria dos turistas estrangeiros inicia sua visita no BENIM, a partir de Cotonou, a capital econômica onde se encontra

o aeroporto internacional e também pode ser organizada com facilidade deslocamentos em direção ao interior do BENIN.

Os turistas apreciam os restaurantes, os mercados e a vida noturna em Cotonou.

Door of No Return, Ouidah, Benin. OUIDAH: grande cidade turística e religiosa do BENIM situada

Door of No Return, Ouidah, Benin.

OUIDAH: grande cidade turística e religiosa do BENIM situada a cerca de quarenta quilômetros de Cotonou.

Outrora, o único porto do Benim, Ouidah era o centro

do comércio negreiro na região e uma cidade

comercial ativa.

Hoje, a prática da religião tradicional conhecida como

vodun permanece forte e constitui uma das principais

razões pelas quais os visitantes vão à Ouidah.

Museu

de

História

que

reconstrói

atualmente

a

história do Dahomé (antigo nome do país).

A Rota dos Escravos que é o caminho original onde passavam os escravos, do centro da cidade de Ouidah até a costa onde eram embarcados em navios que os levavam para o Novo Mundo, Brasil e Caribes. Um dos mais famosos traficantes de escravos nesta época foi o brasileiro Francisco Félix de Souza, o Chachá de Ouidah, protegido do rei Guezô.

PORTO NOVO: capital constitucional do BENIM e a segunda cidade dos Afro-brasileiros. A cidade possui

PORTO NOVO: capital constitucional do BENIM e a segunda cidade dos Afro-brasileiros. A cidade

possui três nomes por causa de seus diversos apelidos (ADJATCHE, HOGBONOU, PORTO NOVO).

Musée da Silva des Arts et de la Culture Afro-Bresilienn

Musée da Silva des Arts et de la Culture Afro-Bresilienn

Casa da família Paraíso

Casa da família Paraíso

Agudás

Em Porto-Novo, um autêntico Carnaval antecede os festejos do Bonfim nas ruas do bairro de

Em Porto-Novo, um autêntico Carnaval antecede os festejos do Bonfim nas ruas do bairro de Fila, que tem inúmeros casarões com arquitetura em estilo oitocentista. “Não é de admirar que dentre todos os elementos levados à África por africanos abrasileirados se destaquem as festas”, escreveu o sociólogo Gilberto Freyre a respeito dos agudás.

Agudás são comunidades de escravos libertos no Brasil (afro- brasileiros) e retornados ao Benim, África. Numerosos, esses "brasileiros" estabeleceram-se na região da antiga costa dos escravos - que abrangia todo o golfo de Benim, indo da atual cidade de Lagos, na Nigéria, até Acra, em Gana - entre os séculos XVIII e XIX.

Milton Guran em seu livro Agudás os “brasileiros” do Benin resume: "Os “brasileiros” do Benim, Togo e Nigéria, também conhecidos como agudás, nas línguas locais, são descendentes dos antigos escravos

do Brasil que retornaram à África durante o século XIX e dos comerciantes

baianos lá estabelecidos nos séculos XVIII e XIX. Possuem nomes de família como Souza, Silva, Almeida, entre outros, festejam Nosso Senhor do Bonfim, dançam a burrinha (uma forma arcaica do bumba-meu-boi), fazem desfiles de Carnaval e se reúnem frequentemente em torno de uma

feijoadá ou de um kousidou. Ainda hoje é comum os agudás mais velhos

se cumprimentarem com um sonoro “Bom dia, como passou?” “Bem, ‘brigado’” é a resposta."

A ARQUITETURA DA CIDADE DE PORTO NOVO: a cidade oferece um patrimônio arquitetural diversificado. Ao longo das ruas da cidade, é possível admirar, no bairro OGANLA, a arquitetura afro-brasileira típica das casas agudás.