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DOENÇAS DAS BRÁSSICAS

J.O. MENTEN T.C. BANZATO
J.O. MENTEN
T.C. BANZATO
SETEMBRO/2016
SETEMBRO/2016

ESALQ/USP Piracicaba SP

BRÁSSICAS

BRÁSSICAS Repolho ( Brassica oleracea var. capitata ) Couve-Flor ( Brassica oleracea var . botrytis )

Repolho

(Brassica oleracea var. capitata)

BRÁSSICAS Repolho ( Brassica oleracea var. capitata ) Couve-Flor ( Brassica oleracea var . botrytis )

Couve-Flor

(Brassica oleracea var. botrytis)

capitata ) Couve-Flor ( Brassica oleracea var . botrytis ) Agrião ( Rorippa nasturtium-aquaticum ) Couve

Agrião (Rorippa nasturtium-aquaticum)

var . botrytis ) Agrião ( Rorippa nasturtium-aquaticum ) Couve ( Brassica oleracea var . acephala

Couve

(Brassica oleracea var. acephala)

Rorippa nasturtium-aquaticum ) Couve ( Brassica oleracea var . acephala ) Brócolis ( Brassica oleracea var

Brócolis (Brassica oleracea var. italica)

BRÁSSICAS

BRÁSSICAS Rúcula ( Euruca sativa ) Rabanete ( Raphalus sativus ) Nabo ( Brassica rapa )

Rúcula (Euruca sativa)

BRÁSSICAS Rúcula ( Euruca sativa ) Rabanete ( Raphalus sativus ) Nabo ( Brassica rapa )

Rabanete (Raphalus sativus)

Rúcula ( Euruca sativa ) Rabanete ( Raphalus sativus ) Nabo ( Brassica rapa ) Mostarda

Nabo (Brassica rapa)

) Rabanete ( Raphalus sativus ) Nabo ( Brassica rapa ) Mostarda ( Brassica juncea) Couve-de-Bruxelas

Mostarda

(Brassica juncea)

sativus ) Nabo ( Brassica rapa ) Mostarda ( Brassica juncea) Couve-de-Bruxelas ( Brassica oleracea var

Couve-de-Bruxelas (Brassica oleracea var. gemmifera)

BRÁSSICAS

BRÁSSICAS Couve-tronchuda ( Brassica oleracea var . tronchuda ) Canola ( Brassica napus L. var .

Couve-tronchuda

(Brassica oleracea var. tronchuda)

Couve-tronchuda ( Brassica oleracea var . tronchuda ) Canola ( Brassica napus L. var . oleífera

Canola

(Brassica napus L. var. oleífera)

. tronchuda ) Canola ( Brassica napus L. var . oleífera ) Couve-rábano ( Brassica oleraceae

Couve-rábano (Brassica oleraceae var. gongylodes)

) Couve-rábano ( Brassica oleraceae var . gongylodes ) Colza ( Brassica napus ) Couve-chinesa (

Colza

(Brassica napus)

oleraceae var . gongylodes ) Colza ( Brassica napus ) Couve-chinesa ( Brassica pekinensis ) Nabiça

Couve-chinesa (Brassica pekinensis)

var . gongylodes ) Colza ( Brassica napus ) Couve-chinesa ( Brassica pekinensis ) Nabiça (

Nabiça (Raphanus raphanistrum)

ORIGEM

-MEDITERRÂNEO

- EUROPA OCIDENTAL

- ÁSIA MENOR

PRINCIPAIS DOENÇAS

BACTÉRIAS

PODRIDÃO NEGRA (Xanthomonas campestris pv. campestris)

PODRIDÃO MOLE (Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum)

FUNGOS

MANCHA DE ALTERNARIA (Alternaria brassicae, A. brassicicola e A. raphani)

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA (Sclerotinia sclerotiorum)

HÉRNIA (Plasmodiophora brassicae)

CROMISTAS

FERRUGEM BRANCA (Albugo candida)

MÍLDIO (Peronospora parasitica)

OUTRAS DOENÇAS

FUNGOS

MANCHA COM PONTOS (CHUMBINHO, MANCHA DE ANÉIS, MICOSFERELA) (Mycosphaerella brassicicola)

PODRIDÃO DO COLO / TOMBAMENTO / DAMPING-OFF (R. solani, Pythium spp., Fusarium spp.,

S. rolfsii)

CANELA PRETA (PÉ PRETO) (Leptosphaeria maculans (Phoma lingam))

BOLOR / MOFO CINZENTO (Botrytis cinerea)

CERCOSPORIOSES (Cercospora brassicicola)

OÍDIO (Erysiphe polygoni)

RAIZ NEGRA (Aphanomyces raphani)

RIZOCTONIOZE (Rhizoctonia solani)

MURCHA DE FUSARIUM (Fusarium oxysporum f. sp. conglutinans)

OUTRAS DOENÇAS

BACTÉRIAS

MANCHA FOLIAR TRANSLÚCIDA (Pseudomonas syringae pv. maculicola)

SARNA (Streptomyces scabies)

MANCHA BACTERIANA (Pseudomonas cichorii (repolho/RS)

MANCHAS FOLIARES (Xanthomonas campestris / diversos pv.)

VÍRUS

MOSAICO DO NABO (TuMV nabo, repolho, couve, couve-bruxelas, mostarda)

MOSAICO DA COUVE-FLOR (CaMV)

MOSAICO LATENTE DA COUVE (CoLV)

NEMATOIDES

GALHAS (M. incognita e M. javanica)

PODRIDÃO NEGRA

Xanthomonas campestris pv. campestris

PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris
PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris
PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris
PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris
PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris

SINTOMAS

INFECÇÃO LOCALIZADA

- LESÕES AMARELAS

- FORMA DE “V” – VÉRTICE VOLTADO PARA O CENTRO DA FOLHA

INFECÇÃO SISTÊMICA

- VASOS CAULES E FOLHAS → NEGROS

- FOLHA → AMARELECIMENTO

- PLANTA → ENFEZAMENTO, APODRECIMENTO

PODRIDÃO NEGRA

Xanthomonas campestris pv. campestris

PODRIDÃO NEGRA Xanthomonas campestris pv. campestris

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

ALTAS TEMPERATURAS (→28ºC) E UMIDADE

SOBREVIVÊNCIA

SEMENTES RESTOS DE CULTURA HOSPEDEIROS ALTERNATIVOS (CULTIVADOS / INVASORES)

DISSEMINAÇÃO

SEMENTES ÁGUA (ÁGUA, IRRIGAÇÃO) TRATOS CULTURAIS / HOMEM

MANEJO

SEMENTES SADIAS OU TRATADAS (TÉRMICO OU ANTIBIÓTICOS)

ELIMINAR RESTOS DE CULTURAS, PLANTAS VOLUNTÁRIAS E DANINHAS

ROTAÇÃO DE CULTURAS

HÍBRIDOS MAIS RESISTENTES

PODRIDÃO MOLE

Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum

PODRIDÃO MOLE Pectobacterium carotovorum subsp . carotovorum
PODRIDÃO MOLE Pectobacterium carotovorum subsp . carotovorum
Foto: Gerald Holmes Foto: Paul Bachi Foto: Paul Bachi

Foto: Gerald Holmes

Foto: Gerald Holmes Foto: Paul Bachi Foto: Paul Bachi

Foto: Paul Bachi

Foto: Gerald Holmes Foto: Paul Bachi Foto: Paul Bachi

Foto: Paul Bachi

SINTOMAS

AMOLECIMENTO DOS TECIDOS

EXSUDAÇÃO DE ODOR FÉTIDO

MURCHA E APODRECIMENTO

Colônias de Pectobacterium sp. em meio 523 Imagem: Daniela Coqueiro

Colônias de Pectobacterium sp. em meio 523

Colônias de Pectobacterium sp. em meio 523 Imagem: Daniela Coqueiro
Colônias de Pectobacterium sp. em meio 523 Imagem: Daniela Coqueiro

Imagem: Daniela Coqueiro

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

UMIDADE E TEMPERATURAS ALTAS, PRESENÇA DE FERIMENTOS, ADUBAÇÃO EXCESSIVA C/ N E DEFICIENTE EM CA E B

SOBREVIVÊNCIA
SOBREVIVÊNCIA

SAPROFITICAMENTE EM RESTOS DE CULTURA

PENETRAÇÃO

FERIMENTOS E ABERTURAS NATURAIS (ESTÔMATOS E HIDATÓDIOS)

DISSEMINAÇÃO

MUDAS CONTAMINADAS

RESPINGOS ÁGUA CHUVA OU IRRIGAÇÃO, TRATOS CULTURAIS, INSETOS

MANEJO

EVITAR FERIMENTOS DURANTE OS TRATOS CULTURAIS

EQUILIBRAR A ADUBAÇÃO NITROGENADA E A ADUBAÇÃO COM BORO

FAZER ROTAÇÃO DE CULTURAS COM GRAMÍNEAS NAS ÁREAS AFETADAS

CONTROLAR OS INSETOS

PLANTAR CULTIVARES E/OU HÍBRIDOS RESISTENTES

MANCHA DE ALTERNARIA

Alternaria brassicae, A. brassicicola e A. raphani

MANCHA DE ALTERNARIA Alternaria brassicae, A. brassicicola e A. raphani
David B. Langston T.A. Zitte Fonte: LPV, ESALQ/USP

David B. Langston

David B. Langston T.A. Zitte Fonte: LPV, ESALQ/USP

T.A. Zitte

David B. Langston T.A. Zitte Fonte: LPV, ESALQ/USP
David B. Langston T.A. Zitte Fonte: LPV, ESALQ/USP

Fonte: LPV, ESALQ/USP

SINTOMAS

LESÕES CIRCULARES CONCÊNTRICAS

HALO CLORÓTICO

EM SEMENTEIRA: NECROSE DO COTILÉDONE E HIPOCÓTILO

DAMPING OFF

Spores of Alternaria brassicae . Photo Source: Dick Gabrielson

Spores of Alternaria brassicae.

Photo Source: Dick Gabrielson

Spores of Alternaria brassicae . Photo Source: Dick Gabrielson
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS
CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

UMIDADE ALTA (9 H DE ÁGUA LIVRE)

TEMPERATURAS ENTRE 23 A 25 0 C

SOBREVIVÊNCIA
SOBREVIVÊNCIA

SEMENTES, RESTOS DE CULTURA

PLANTAS VOLUNTÁRIAS DE CRUCÍFERAS

MANEJO

SEMENTES SADIAS OU TRATADAS

ROTAÇÃO DE CULTURAS

ELIMINAÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

CONTROLE QUÍMICO

RESISTÊNCIA (COUVE-CHINESA)

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA

Sclerotinia sclerotiorum

(Whetzelinia sclerotiorum)

Yuan-Min Shen
Yuan-Min Shen
DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum ( Whetzelinia sclerotiorum ) Yuan-Min Shen Cynthia M. Ocamb Gerald Holmes

Cynthia M. Ocamb

Gerald Holmes

Oregon State University Plant Clinic
Oregon State University Plant Clinic
Robert Wick
Robert Wick

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA

Sclerotinia sclerotiorum (Whetzelinia sclerotiorum)

SINTOMAS

APODRECIMENTO TECIDOS INFECTADOS

CRESCIMENTO MICELIAL BRANCO, COTONOZO

ESCLERÓDIOS GRANDES E NEGROS (INTERNOS E EXTERNOS)

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA

Sclerotinia sclerotiorum (Whetzelinia sclerotiorum)

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum ( Whetzelinia sclerotiorum ) Apotécios Micélio e Escleródios

Apotécios

PODRIDÃO DE ESCLEROTINIA Sclerotinia sclerotiorum ( Whetzelinia sclerotiorum ) Apotécios Micélio e Escleródios

Micélio e

Escleródios

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

ALTA UMIDADE RELATIVA

TEMPERATURA AMENA (15-20ºC)

RESÍDUOS ORGÂNICOS

SOBREVIVÊNCIA ESCLERÓDIOS (ATÉ 10 ANOS)

PLANTAS HOSPEDEIRAS (→400 ESPÉCIES)

PENETRAÇÃO

ASCÓSPOROS → PARTE AÉREA

MICÉLIO → COLO, FOLHAS BAIXEIRAS

DISSEMINAÇÃO SEMENTES: ESCLERÓDIOS/ INFECÇÃO MICÉLIO IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS

MANEJO

ROTAÇÃO ESPÉCIES NÃO SUSCETÍVEIS

ELIMINAÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

FUNGICIDA SULCO

FUNGOS ANTAGONISTAS/ EVITAR IRRIGAÇÃO ASPERSÃO

HÉRNIA

Plasmodiophora brassicae

HÉRNIA Plasmodiophora brassicae
HÉRNIA Plasmodiophora brassicae
HÉRNIA Plasmodiophora brassicae
HÉRNIA Plasmodiophora brassicae
HÉRNIA Plasmodiophora brassicae

SINTOMAS

REBOLEIRAS

FORMAÇÃO DE GALHAS NAS RAÍZES (MAIORES QUE Meloidogynes)

SUBDESENVOLVIMENTO E MURCHA DA PLANTA (NAS HORAS

MAIS QUENTES DO DIA)

PARTE AÉREA: ENFEZAMENTO, DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS, MURCHA, AMARELECIMENTO → MORTE

HÉRNIA

Plasmodiophora brassicae

HÉRNIA Plasmodiophora brassicae Magnification: x510 when printed 10cm wide.
HÉRNIA Plasmodiophora brassicae Magnification: x510 when printed 10cm wide.

Magnification: x510 when printed 10cm

wide.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

FRIO (18ºC à 25ºC) E ÚMIDO

SOLOS ÚMIDOS E ÁCIDOS

***ESPOROS RESISTÊNCIA → 7 ANOS

7 RAÇAS FISIOLÓGICAS

HOSPEDEIROS→ 300 ESPÉCIES (BRÁSSICAS E OUTRAS) NÃO HOSPEDEIRO: CENOURA, BETERRABA

CICLO DA DOENÇA
CICLO DA DOENÇA

ALTA UMIDADE RELATIVA,

TEMPERATURAS AMENAS (20º A 25ºC)

E SOLOS ÁCIDOS

HOSPEDEIRO: CENOURA, BETERRABA CICLO DA DOENÇA ALTA UMIDADE RELATIVA, TEMPERATURAS AMENAS (20º A 25ºC) E SOLOS

MANEJO

ROTAÇÃO DE CULTURAS

ELIMINAÇÃO DE PLANTAS DANINHAS E VOLUNTÁRIAS

MUDAS SADIAS

RESISTÊNCIA

BOM PREPARO DE SOLO E ADUBAÇÃO

FERRUGEM BRANCA

Albugo candida

FERRUGEM BRANCA Albugo candida
FERRUGEM BRANCA Albugo candida
FERRUGEM BRANCA Albugo candida
FERRUGEM BRANCA Albugo candida

SINTOMAS

INFECTA MOSTARDA, NABO, RABANETE E RÚCULA

DISTORÇÕES E AMARELECIMENTO

MANCHAS AMARELADAS NAS FOLHAS

CORRESPONDENDO NA FACE INFERIOR A “PÚSTULA” ESBRANQUIÇADA

EM SEMENTEIRA: NECROSE DO COTILÉDONE E HIPOCÓTILO

DAMPING OFF

FERRUGEM BRANCA

Albugo candida

FERRUGEM BRANCA Albugo candida

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

BAIXA TEMPERATURA: 10-20ºC

ALTA UMIDADE/ ÁGUA LIVRE (MOLHAMENTO FOLIAR)

SOBREVIVÊNCIA

HOSPEDEIROS ALTERNATIVOS (CULTURAS E INVASORAS)

RESTOS CULTURAIS (TIRAR CRUCÍFERAS)

MANEJO

ELIMINAR HOSPEDEIROS ALTERNATIVOS

DESTRUIÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

LOCAL/ÉPOCA DE CULTIVO

FUNGICIDAS PROTETORES E IMUNIZANTES/ CURATIVOS

MÍLDIO

Peronospora parasitica

MÍLDIO Peronospora parasitica S c o t N e l s o n Valmir Duarte

Scot Nelson

MÍLDIO Peronospora parasitica S c o t N e l s o n Valmir Duarte

Valmir Duarte

MÍLDIO

Peronospora parasitica

SINTOMAS

SEMENTEIRAS/ VIVEIROS MUDAS

COTILEDONES

SINTOMAS SEMENTEIRAS/ VIVEIROS → MUDAS COTILEDONES SUPERIOR → PONTOS NECRÓTICOS INFERIOR → LESÕES

SUPERIOR → PONTOS NECRÓTICOS

INFERIOR → LESÕES COTONOSAS

FOLHAS

FACE ADAXIAL: LESÕES AMARELAS/ CLORÓTICAS → NECRÓTICAS

FACE ABAXIAL: LESÕES COTONOSAS/ BRANCAS

Jason Brock

Jason Brock

Jason Brock

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

BAIXAS TEMPERATURAS (10-15ºC)

UMIDADE ALTA ESTANDE ELEVADO

SOBREVIVÊNCIA

OÓSPOROS (RESISTÊNCIA)

PLANTAS HOSPEDEIRAS (CULTIVADAS E INVASORAS)

SEMENTES

PENETRAÇÃO

ESTOMATOS

DISSEMINAÇÃO

ÁGUA (CHUVA, IRRIGAÇÃO)

VENTO

SEMENTES E MUDAS INFECTADAS

MANEJO

SEMENTES E MUDAS TRATADAS

ROTAÇÃO DE CULTURAS / ESPÉCIES NÃO SUSCETÍVEIS

ELIMINAÇÃO RESTOS CULTURA INFECTADOS

MUDAS SADIAS

FUNGICIDAS

BRÁSSICAS: OCORRÊNCIA DAS

DOENÇAS EM ESPÉCIES/ VARIEDADES

   

COUVE-

AGRIÃO

 

BRÓCOLIS

RÚCULA

DOENÇA

REPOLHO

FLOR

COUVE

PODRIDÃO NEGRA

++

+++

++

+

++

++

PODRIDÃO MOLE

+++

+++

-

++

+++

-

MANCHA ALTERNARIA

++

++

-

++

++

-

PODRIDÃO

           

ESCLEROTÍNIA

++

++

++

++

++

++

HÉRNIA

+++

+++

SI

+++

+++

+

FERURGEM BRANCA

+

+

SI

+

+

+++

MÍLDIO

++

++

++

++

++

+++

Legenda:

+

Pouco frequente

++

Frequente

+++ Muito frequente

-

Não ocorre

SI

Sem informação

BRÁSSICAS: OCORRÊNCIA DAS

DOENÇAS EM ESPÉCIES/ VARIEDADES

       

COUVE

COUVE-

   

DOENÇA

RABANE

TE

NAB

O

MOSTARD

A

BRUXELA

S

TRONCHU

DA

COUVE-

RÁBANO

COUVE-

CHINESA

PODRIDÃO NEGRA

++

SI

SI

++

SI

SI

++

PODRIDÃO MOLE

-

+

SI

SI

SI

+

+++

MANCHA ALTERNARIA

+

-

-

-

SI

-

++

PODRIDÃO

             

ESCLEROTÍNIA

++

++

++

++

++

++

++

HÉRNIA

-

-

+

++

SI

+++

+++

FERURGEM BRANCA

+

SI

SI

+

SI

+

++

MÍLDIO

+

+

SI

+

SI

+

++

Legenda:

+ Pouco frequente

++ Frequente +++ Muito frequente

- Não ocorre

BRÁSSICAS: MANEJO DE DOENÇAS

BRÁSSICAS: MANEJO DE DOENÇAS • RESISTÊNCIA (TABELAS) • FUNGICIDAS (TABELAS) • ESCOLHA LOCAL E ÉPOCA •

RESISTÊNCIA (TABELAS)

FUNGICIDAS (TABELAS)

ESCOLHA LOCAL E ÉPOCA

SEMENTES E MUDAS SADIAS/ TRATADAS

ELIMINAÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

ROTAÇÃO DE CULTURA (RESISTENTES/NÃO

HOSPEDEIRAS)

ROGUING = ELIMINAÇÃO DE PL. DOENTES

IRRIGAÇÃO: EVITAR ASPERSÃO

• CULTIVO PROTEGIDO → AERAÇÃO

CALAGEM/ ADUBAÇÃO EQUILIBRADA

EVITAR FERIMENTOS

ESTANDE ADEQUADO

BARREIRAS FÍSICAS

SOLARIZAÇÃO

PÓS-COLHEITA/ EMBALAGEM (T~4ºc)

BRÁSSICAS: RESISTÊNCIA

   

COUVE-

AGRIÃO

 

BRÓCOLIS

RÚCULA

DOENÇA

REPOLHO

FLOR

COUVE

PODRIDÃO NEGRA

S

S

-

-

S

-

PODRIDÃO MOLE

N

N

N

N

N

N

MANCHA ALTERNARIA

N

N

N

N

N

N

PODRIDÃO

           

ESCLEROTÍNIA

N

N

N

N

N

N

HÉRNIA

S

S

-

N

S

N

FERURGEM BRANCA

N

N

N

N

N

N

MÍLDIO

N

N

N

N

N

N

Legenda: S- resistência conhecida e N resistência não conhecida

BRÁSSICAS: RESISTÊNCIA

       

COUVE

COUVE-

COUVE-

COUVE-

DOENÇA

RABANETE

NABO

MOSTARDA

BRUXELAS

TRONCHUDA

RÁBANO

CHINESA

PODRIDÃO NEGRA

N

-

-

-

-

N

N

PODRIDÃO MOLE

N

N

N

N

N

N

N

MANCHA ALTERNARIA

-

-

-

-

-

-

-

PODRIDÃO

             

ESCLEROTÍNIA

N

N

N

N

N

N

N

HÉRNIA

-

-

-

-

-

N

S

FERURGEM BRANCA

N

N

N

N

N

N

N

MÍLDIO

N

N

N

N

N

N

N

Legenda: S- resistência conhecida e N resistência não conhecida

BRÁSSICAS: MANEJO DE DOENÇAS

RESISTÊNCIA (TABELAS)

IRRIGAÇÃO: EVITAR ASPERSÃO

• CULTIVO PROTEGIDO → AERAÇÃO

CALAGEM/ ADUBAÇÃO EQUILIBRADA

EVITAR FERIMENTOS

ESTANDE ADEQUADO

BARREIRAS FÍSICAS

EVITAR FERIMENTOS • ESTANDE ADEQUADO BARREIRAS FÍSICAS • FUNGICIDAS (TABELAS) • ESCOLHA LOCAL E ÉPOCA •

FUNGICIDAS (TABELAS)

ESCOLHA LOCAL E ÉPOCA

SEMENTES E MUDAS SADIAS/ TRATADAS

ELIMINAÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

ROTAÇÃO DE CULTURA (RESISTENTES/NÃO

HOSPEDEIRAS)

ROGUING = ELIMINAÇÃO DE PL. DOENTES

SOLARIZAÇÃO

PÓS-COLHEITA/ EMBALAGEM (T~4ºc)

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS

I.a.

Produto

Alvo

Cultura

Comercial

Azoxistrobina

Amistar WG

Mancha de alternaria

Couve-flor

Vantigo

Boscalida

Cantus

Cercosporiose

Mostarda

Casugamicina

Kasumin

Septoriose

Agrião, brócolis, couve, couve-bruxelas,

Mancha de cercóspora

couve-chinesa, couve-flor, mostarda, repolho, rúcula Nabo, rabanete

Ciazofamida

Hanami

Hérnia

Brócolis, couve-chinesa, couve-flor,

Ranman

repolho

Cloridrato de propamocarbe + fluopicolida

Infinito

Míldio

Brócolis, couve, couve-chinesa, couve- flor, repolho

Difenoconazol

Flare

Mancha de alternaria

Couve-flor

Score

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS

I.a.

Produto Comercial

Alvo

Flutriafol

Tenaz 250 SC

Mancha de alternaria

Mancozebe

Dithane NT

Mancozeb Sipcam

Manzate 800

Mancha de alternaria e míldio

Mancha de alternaria e míldio

Mancha de alternaria e míldio

Míldio

Mancozebe + Oxicloreto de cobre

Cuprozeb

Mancha de alternaria Míldio Chumbinho

Mandipropamid

a

Revus

Míldio

Metalaxil-M +

Clorotalonil

Ridomil Gold Bravo

Míldio

Oxicloreto de

cobre

Cupravit Azul BR

Ferrugem branca Mancha de alternaria Míldio

Cultura

Nabo, rabanete

Brócolis, couve, couve-flor, repolho Brócolis, couve, couve-flor, repolho

Couve, couve-flor, repolho

Brócolis

Brócolis, couve, couve-flor, repolho Brócolis, couve, couve-flor, repolho Repolho

Brócolis, couve, couve-flor

Repolho

Brócolis, couve, couve-flor, nabo,

repolho

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS POR CULTURA

Cultura

I.a.

Produto Comercial

Alvo

Agrião

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Dimetomorfe

Forum

Tombamento (Pythium aphanidermatum)

 

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Ciazofamida

Hanami, Ranman

Hérnia (Plasmodiophora brassicae)

Cloridrato de propamocarbe +

Infinito

Míldio (Peronospora parasítica)

fluopicolida

Mancozebe

Dithane NT e Mancozebe

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica) Míldio (Peronospora parasítica)

Brócolis

Sipcam, Manzate

800

 

Mancozebe + Oxicloreto de

Cuprozeb

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e

cobre

Míldio (Peronospora parasítica)

Mandipropamida

Revus

Míldio (Peronospora parasítica)

Oxicloreto de cobre

Cupravit Azul BR

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e

Míldio (Peronospora parasítica)

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS POR CULTURA

Cultura

I.a.

Produto Comercial

Alvo

 

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Cloridrato de propamocarbe +

Infinito

Míldio (Peronospora parasítica)

fluopicolida

Enxofre

Sulficamp

Oídio (Erysiphe polygoni)

Mancozebe

Dithane NT,

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e

Couve

Mancozebe

Míldio (Peronospora parasítica)

Sipcam, Manzate

800

Mancozebe + Oxicloreto de cobre

Cuprozeb

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

Mandipropamida

Revus

Míldio (Peronospora parasítica)

 

Oxicloreto de cobre

Cupravit Azul BR

Ferrugem branca (Albugo cândida), Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

Couve-

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

bruxelas

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS POR CULTURA

Cultura

I.a.

Produto Comercial

Alvo

 

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Couve-

Ciazofamida

Hanami, Ranman

Hérnia (Plasmodiophora brassicae)

chinesa

Cloridrato de propamocarbe + fluopicolida

Infinito

Míldio (Peronospora parasítica)

 

Azoxistrobina

Amistar WG, Vantigo

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae)

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Ciazofamida

Hanami, Ranman

Hérnia (Plasmodiophora brassicae)

Couve-

Cloridrato de propamocarbe + fluopicolida

Infinito

Míldio (Peronospora parasítica)

flor

Difenoconazol

Flare, Score

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae)

Mancozebe

Dithane NT, Mancozebe Sipcam, Manzate

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

800

Mancozebe + Oxicloreto de cobre

Cuprozeb

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS POR CULTURA

Cultura

I.a.

Produto Comercial

Alvo

 

Mandipropamida

Revus

Míldio (Peronospora parasítica)

Couve-

   

Ferrugem branca (Albugo cândida), Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

flor

Oxicloreto de cobre

Cupravit Azul BR

Mostard

Boscalida

Cantus

Cercosporiose (Cercospora brassicicola)

a

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

 

Casugamicina

Kasumin

Mancha de cercóspora (Cercospora beticola)

Flutriafol

Tenaz 250 SC

Mancha de alternaria (Alternaria spp.)

Nabo

Oxicloreto de cobre

Cupravit Azul BR

Ferrugem branca (Albugo cândida), Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e Míldio (Peronospora parasítica)

Rabanet

Casugamicina

Kasumin

Mancha de cercóspora (Cercospora beticola)

e

Flutriafol

Tenaz 250 SC

Mancha de alternaria (Alternaria spp.)

BRÁSSICAS: FUNGICIDAS REGISTRADOS POR CULTURA

Cultura

I.a.

Produto Comercial

Alvo

 

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Ciazofamida

Hanami, Ranman

Hérnia (Plasmodiophora brassicae)

Cloridrato de propamocarbe + fluopicolida

Infinito

Míldio (Peronospora parasítica)

Enxofre

Sulficamp

Oídio (Erysiphe polygoni)

Mancozebe

Dithane NT,

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e

Repolho

Mancozebe Sipcam, Manzate 800

Míldio (Peronospora parasítica)

Mancozebe + Oxicloreto de cobre

Cuprozeb

Chumbinho (Mycosphaerella brassicicola)

Mancha de alternaria (Alternaria brassicae)

 

Míldio (Peronospora parasítica)

Metalaxil-M + Clorotalonil

Ridomil Gold Bravo

Míldio (Peronospora parasítica)

Oxicloreto de cobre

Cupravit Azul BR

Ferrugem branca (Albugo cândida), Mancha de alternaria (Alternaria brassicae) e

Míldio (Peronospora parasítica)

Rúcula

Casugamicina

Kasumin

Septoriose (Septoria lactucae)

Dimetomorfe

Forum

Tombamento (Pythium aphanidermatum)

BRÁSSICAS: MANEJO DE DOENÇAS

RESISTÊNCIA (TABELAS)

FUNGICIDAS (TABELAS)

ESCOLHA LOCAL E ÉPOCA

SEMENTES E MUDAS SADIAS/ TRATADAS

ELIMINAÇÃO DE RESTOS CULTURAIS

ROTAÇÃO DE CULTURA (RESISTENTES/NÃO HOSPEDEIRAS)

ROGUING = ELIMINAÇÃO DE PL. DOENTES

IRRIGAÇÃO: EVITAR ASPERSÃO

• CULTIVO PROTEGIDO → AERAÇÃO

CALAGEM/ ADUBAÇÃO EQUILIBRADA

EVITAR FERIMENTOS

ESTANDE ADEQUADO

BARREIRAS FÍSICAS

SOLARIZAÇÃO

PÓS-COLHEITA/ EMBALAGEM (T~4ºc)

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS/ DOENÇAS NÃO INFECCIOSAS

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS

BORO (B): TALO OCO, NECROSADO

MOLIBDÊNIO

(Mo):

FOLIAR, CHICOTE

MORTE

ÁPICE,

DEFORMAÇÃO

CÁLCIO (Ca): QUEIMA TOPO/ TECIDOS JOVENS

DISTÚRBIOS FISIOLÓGICOS/ DOENÇAS NÃO

INFECCIOSAS

TALO OCO CRESCIMENTO RÁPIDO, TEMPERATURA ALTA,

ALTO TEOR DE NITROGÊNIO

 

DEFICIÊNCIA DE Ca

 

ALTERAÇÕES

TAMANHO/

COR

CABEÇA

COUVE-FLOR

ELEVADA TEMPERATURA

DIAGNOSE:DOENÇAS DO ALFACE J.O. MENTEN ESALQ/USP – Piracicaba – SP Monitora: Ticyana Banzato SETEMBRO –

DIAGNOSE:DOENÇAS DO ALFACE

J.O. MENTEN
J.O. MENTEN

ESALQ/USP Piracicaba SP

Monitora: Ticyana Banzato

SETEMBRO 2016

Alface

Área plantada de hortaliças: 800 mil ha;

Consumo per capita: 1kg

Com alface: 39 mil ha;

Produção média: 576 mil t

Alface crespa: 53% do mercado (SP capital);

US$ 1.971.307,00 = venda de sementes alface crespa em 2009 = 11t

de sementes nuas

Fonte: Revista Horticultura Brasileira. vol.30 no.2 .Jun/2012

Alface

Cultivo hidropônico com alface:

Piedade e Ibiúna-SP: cerca de 300 hectares.

Variedades produzidas no país:

Crespa

Lisa

Americana

Mimosa

Romana

Vermelha

Fonte: Revista Horticultura Brasileira. vol.30 no.2 .Jun/2012

Regiões / Produção

toneladas

215.510

143.370

36.011

29.767

28.503

123.177

576.338

São Paulo

Rio de Janeiro

Minas Gerais

Rio Grande do Sul

Paraná

Outros

Brasil

Fonte: IBGE 2006

PRINCIPAIS CIDADES PRODUTORAS - SP

1. SOROCABA

PRINCIPAIS CIDADES PRODUTORAS - SP 1. SOROCABA 3946 ha 2. MOGI DAS CRUZES 3. SÃO PAULO

3946 ha

2. MOGI DAS CRUZES

3. SÃO PAULO

4. SÃO JOÃO DA BOA VISTA

5. CAMPINAS

6. BRAGANÇA PAULISTA

SÃO JOÃO DA BOA VISTA 5. CAMPINAS 6. BRAGANÇA PAULISTA 624,1 ha 3834 ha 380,8 ha

624,1 ha

3834 ha

VISTA 5. CAMPINAS 6. BRAGANÇA PAULISTA 624,1 ha 3834 ha 380,8 ha 293,5 ha 269,7 ha
VISTA 5. CAMPINAS 6. BRAGANÇA PAULISTA 624,1 ha 3834 ha 380,8 ha 293,5 ha 269,7 ha

380,8 ha

CAMPINAS 6. BRAGANÇA PAULISTA 624,1 ha 3834 ha 380,8 ha 293,5 ha 269,7 ha PRODUÇÃO PAULISTA:

293,5 ha

6. BRAGANÇA PAULISTA 624,1 ha 3834 ha 380,8 ha 293,5 ha 269,7 ha PRODUÇÃO PAULISTA: 10,7

269,7 ha

PRODUÇÃO PAULISTA: 10,7 mil hectares 14,4 milhões engr/9dz
PRODUÇÃO PAULISTA:
10,7 mil hectares
14,4 milhões engr/9dz

Fonte: IEA/CATI SAAESP, 2014

Principais doenças • Vira cabeça • Podridão do Colo e Raízes • Míldio • Mancha

Principais doenças

Vira cabeça

Podridão do Colo e Raízes

Míldio

Mancha de Cercospora

Mofo Branco

Podridão Negra das Raízes

VIRA CABEÇA Tospovírus

Sintomas:

Subdesenvolvimento acentuado, bronzeamento e manchas

marrons necróticas

VIRA CABEÇA Tospovírus • Sintomas:  Subdesenvolvimento acentuado, bronzeamento e manchas marrons necróticas

VIRA CABEÇA

Tospovírus

Tomato spotted wilt virus” – TSWV

Tospovirus partículas esféricas

Ampla gama de hospedeiros

Transmitido

persistente (Thrips

occidentalis)

por

tripes

tabaci

/

de

maneira

Frankliniella

gama de hospedeiros  Transmitido persistente ( Thrips occidentalis ) por tripes tabaci / de maneira

MANEJO

Sementes de boa qualidade

Eliminação plantas daninhas

Uso

azul, branco: tripes) / Pintura sombrite / Casca arroz

armadilhas

adesivas

(amarelo:

pulgões;

PODRIDÃO DO COLO E RAÍZES Rhizoctonia solani

PODRIDÃO DO COLO E RAÍZES Rhizoctonia solani
PODRIDÃO DO COLO E RAÍZES Rhizoctonia solani

PODRIDÃO DO COLO E RAÍZES Rhizoctonia solani

Sintomas:

Lesões necróticas no colo plantas e podridão

raízes

Pecíolos atacados: micélio vigoroso e pequenos escleródios de coloração parda

PODRIDÃO DO COLO E RAÍZES Rhizoctonia solani

Fungo habitante solo

Condições Favoráveis:

solani • Fungo habitante solo • Condições Favoráveis:  Alta umidade  Alta temperatura (25-27ºC)

Alta umidade Alta temperatura (25-27ºC)

MANEJO

Medidas Preventivas:

Sementes, substratos, água de boa qualidade

Mudas sadias

Nutrição equilibrada

Eliminação restos culturais e plantas doentes

Evitar encharcamento

Uso

de

cultivares

resistentes

(quando

disponíveis)

Míldio

Bremia lactucae

Míldio Bremia lactucae

Míldio

Bremia lactucae

SINTOMAS:

face

superior folhas

Posteriormente necróticas, presença

esporângios e esporangióforos / face inferior

Lesões

cloróticas

angulosas

na

Míldio

Bremia lactucae

Condições Favoráveis:

Alta umidade relativa

Temperatura amena

Áreas baixada sujeitas à orvalho e cerração

MANEJO

Medidas Preventivas:

Mudas, sementes, substratos e água de boa qualidade;

Nutrição equilibrada boa drenagem;

Eliminação restos culturais e plantas doentes

Uso

de

cultivares

resistentes

(quando

disponíveis)

Manejo químico:

Mandipropamid

Fenamidona

Ciazofamida

Mancha de Cercospora Cercospora longissima

Mancha de Cercospora Cercospora longissima

Mancha de Cercospora Cercospora longissima

SINTOMAS

Manchas

foliares

marrons,

circulares

ou

irregulares, centro acinzentado (ausência

corpo frutificação / conídios longos, hialinos)

Início: folhas velhas

Mancha de Cercospora Cercospora longissima

Mancha de Cercospora Cercospora longissima Condições Favoráveis:  Alta umidade  Temperatura 25ºC

Condições Favoráveis:

Alta umidade

Mancha de Cercospora Cercospora longissima Condições Favoráveis:  Alta umidade  Temperatura 25ºC

MANEJO

Medidas Preventivas:

Sementes, substratos, água de boa qualidade;

Mudas sadias;

Nutrição equilibrada;

Eliminação restos culturais e plantas doentes;

Evitar encharcamento;

Uso

de

cultivares

resistentes

(quando

disponíveis).

MOFO BRANCO

Sclerotinia sclerotiorum

MOFO BRANCO Sclerotinia sclerotioru m

MOFO BRANCO

Sclerotinia sclerotiorum

SINTOMAS

Apodrecimento do caule e da base das folhas

Crescimento cotonoso de micélio branco e a

presença de escleródios

MANEJO

Medidas Preventivas:

Adubação balanceada - Nitrogênio

Evitar o excesso de umidade

Rotação de cultura

Controle biológico Trichoderma

Controle químico preventivo

PODRIDÃO NEGRA DAS RAÍZES

Thielaviopsis basicola

PODRIDÃO NEGRA DAS RAÍZES Thielaviopsis basicola

PODRIDÃO NEGRA DAS RAÍZES

Thielaviopsis basicola

SINTOMAS

Inicialmente aparecem manchas escuras nas

raízes;

Com o avanço da doença, as raízes laterais

apodrecem;

Ocorre redução do crescimento e murcha nas

horas mais quentes do dia.

PODRIDÃO NEGRA DAS RAÍZES

Thielaviopsis basicola

Dois tipos de esporos:

DAS RAÍZES Thielaviopsis basicola Dois tipos de esporos:  Clamidósporo, pode permanecer dormente no solo de

Clamidósporo, pode permanecer dormente no

solo de três a cinco anos.

Conídio, facilmente transportado pelo vento.

MANEJO

Sementes, substratos, água de boa qualidade;

Mudas sadias;

Eliminação restos culturais e plantas doentes;

Evitar encharcamento;

Variedades resistentes = as principais variedades do tipo lisa e americana cultivadas no Brasil são suscetíveis, enquanto que as do tipo crespa são resistentes.

DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA Prof: José Otávio Machado Menten Monitora: Ticyana Carone Banzato SETEMBRO
DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA Prof: José Otávio Machado Menten Monitora: Ticyana Carone Banzato SETEMBRO
DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA Prof: José Otávio Machado Menten Monitora: Ticyana Carone Banzato SETEMBRO
DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA Prof: José Otávio Machado Menten Monitora: Ticyana Carone Banzato SETEMBRO

DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA

Prof: José Otávio Machado Menten

Monitora: Ticyana Carone Banzato

SETEMBRO DE 2016

Alho e cebola no Brasil

 

Alho

Cebola

Produção (mil t)

101

1.541

Área (ha)

9.414

55.121

Rendimento (t/ha)

10,7

28,0

Consumo (kg/hab/ano)

0,48

3,2

Fonte: IBGE 2014

Cebola no Brasil

Cebola no Brasil Principais Estados Produtores de Cebola:   Hectares Santa Catarina 19.045 Rio Grande do

Principais Estados Produtores de Cebola:

 

Hectares

Santa Catarina

19.045

Rio Grande do Sul

9.810

Bahia

9.141

Paraná

5.833

São Paulo

5.485

Minas Gerais

3.107

Pernambuco

2.700

9.141 Paraná 5.833 São Paulo 5.485 Minas Gerais 3.107 Pernambuco 2.700 Fonte: IBGE 2014

Fonte: IBGE 2014

Alho no Brasil

Principais Estados Produtores de Alho:

 

Hectares

Rio Grande do Sul

2.204

Santa Catarina

2.155

Goiás

2.045

Minas Gerais

1.541

Bahia

570

Paraná

448

Distrito Federal

354

Espírito Santo

89

São Paulo

8

Bahia 570 Paraná 448 Distrito Federal 354 Espírito Santo 89 São Paulo 8 Fonte: IBGE 2014

Fonte: IBGE 2014

Principais doenças

fúngicas

Principais doenças fúngicas

,

Mancha púrpura (Queima das folhas)

- Alternaria porri

Ocorre praticamente em todas as regiões

Danos produção de até 70%

UR e Tº (21 a 30ºC)

Danos:

Produção e conservação bulbos

Produção sementes de cebola

Podridão branca Sclerotium cepivorum

Cosmopolita, destrutiva e muito importante

Allium

Importante regiões serranas SP, MG, RS

Danos de até 100%

Raízes rosadas - Pyrenochaeta terrestris

Várias regiões do Brasil cebola

Redução de 60 a 80% peso dos bulbos

UR solo e Tº (24 a 28ºC)

Mal de sete voltas (Antracnose foliar)

Colletotrichum gloeosporioides f.sp cepae

Canteiro até colheita e armazenamento cebola

Danos de 80 a 100%

UR solo e Tº (24 a 29ºC)

Ferrugem - Puccinia porri (P.allii)

Importante para alho e cebolinha

UR (>90 %) e Tº (15 a 20ºC)

Ferrugem - Puccinia porri ( P.allii ) • Importante para alho e cebolinha •  UR
Ferrugem - Puccinia porri ( P.allii ) • Importante para alho e cebolinha •  UR

Míldio - Peronospora destructor

Importância varia com o clima cebola (Sul)

UR ar (> 80 % e T 12ºC), dias nublados e com formação de neblina

Queima das pontas Botrytis squamosa

Uma das mais importantes no Brasil diagnóstico difícil

UR (> 75 %) e TºC (20-25 ºC)

Ferimentos tripes, queimaduras de sol e míldio

Escleródios
Escleródios

Podridão basal (Fusariose) Fusarium oxysporum f.sp cepae

Importante no armazenamento e trânsito

UR e TºC (15 a 30ºC)

– Fusarium oxysporum f.sp cepae  Importante no armazenamento e trânsito   UR e TºC
– Fusarium oxysporum f.sp cepae  Importante no armazenamento e trânsito   UR e TºC
Fusarium culmorum

Fusarium culmorum

Antracnose da cebola branca

Colletotrichum circinans

Comum Europa, Inglaterra, EUA, Japão e Argentina

Brasil cvs. bulbos coloridos resistentes

Danos canteiros de mudas

Alta umidade, ampla faixa temperatura

Tombamento ou “damping-off”

C. circinans, C. gloeosporioides, F. oxysporum, Pythium,

Phytophthora, R. solani

Difícil controle

Danos mudas em canteiros ou falhas stand

Murcha de Phytophthora em cebola Phytophthora nicotianae

2003 Monte Alto (SP)

Prejuízos de até 70%

Ambientes encharcados, com água livre

Mercedes, Princesa e Duquesa maiores danos

Principais doenças bacterianas

Principais doenças

bacterianas

Podridão bacteriana (Podridão mole) Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum

Doença de armazenamento cebola até 100%

perdas

20-30ºC, alta UR (100 %)

Podridão bacteriana da escama Burkholderia cepacia

Condições de armazenamento

Infecção inicia-se no campo 5 a 50 % perdas

Temperatura 30-35 o C, alta umidade

Principais doenças

viróticas

Principais doenças viróticas

Mosaico em faixas, nanismo amarelo, crespeira

Onion yellow dwarf virus (OYDV)

Potyvirus

Principal cebola (alho complexo viral)

Mosaico do alho

Diversos vírus isoladamente ou associação

Propagação vegetativa acúmulo e perpetuação

Principais espécies Potyvirus

Principais doenças

causadas por nematóides

Principais doenças causadas por nematóides

Galhas radiculares

Meloidogyne incognita, M. javanica

Solos leves, alta temperatura

Brasil não é muito comum

Nematóide do caule e bulbo

Ditylenchus dipsaci

Brasil cebola em sucessão ao alho

Bulbos infectados mais leves e sujeitos ao apodrecimento

dipsaci  Brasil  cebola em sucessão ao alho  Bulbos infectados  mais leves e
NEMA WOOL
NEMA WOOL
NEMA WOOL

NEMA WOOL

NEMA WOOL
Doenças de pós-colheita

Doenças de pós-colheita

Doenças de pós-colheita
Penicillium corymbiferum
Penicillium corymbiferum

Aspergillus niger

Penicillium corymbiferum Aspergillus niger
Penicillium corymbiferum

Penicillium corymbiferum

DOENÇAS DO ALHO E CEBOLA

Manejo:

Eliminação de hospedeiros/ Rotação de cultura Resistência Local/ Ambiente/ Solos bem drenados Material de propagação “sadios”/ adequadamente tratados Estande Adubação equilibrada

Tratamento do solo: Solarização

Defensivos

Defensivos registrados

Alternaria porri Alho Cebola metiram x azoxistrobina x x azoxistrobina + difenoconazol x Bacillus pumilus
Alternaria porri
Alho
Cebola
metiram
x
azoxistrobina
x
x
azoxistrobina + difenoconazol
x
Bacillus pumilus (biológico)
x
Bacillus subtilis linhagem QST 713
x
Boscalida
x
x
bromuconazol
x
x
captana
x
cimoxanil + famoxadona
x
ciprodinil
x
clorotalonil
x
difenoconazol
x
x
folpete
x
iprodiona + pirimetanil
x
iprodiona
x

Alternaria porri

Alho

Cebola

mancozebe

 

x

metconazol

x

 

metiram + piraclostrobina

x

x

oxicloreto de cobre

x

x

piraclostrobina

x

x

pirimetanil

 

x

procimidona

 

x

procloraz

 

x

propiconazol

x

 

propinebe

 

x

Sulfato tribásico de Cobre

 

x

tebuconazol + trifloxistrobina

x

 

tebuconazol

x

x

famoxadona + mancozebe

 

x

mancozebe + oxicloreto de cobre

x

x

 

Botrytis cinerea

Alho Cebola

captana

x

procimidona

x

Botrytis squamosa

Alho

Cebola

captana

 

x

mancozebe

 

x

Colletotrichum circinans

Alho

Cebola

oxicloreto de cobre

x

x

tiofanato-metílico

x

 

Colletotrichum gloeosporioides

Alho

Cebola

Folpete

 

x

oxicloreto de cobre

 

x

tiofanato-metílico

x

x

Peronospora destructor

Alho

Cebola

mancozebe + oxicloreto de cobre

x

 

oxicloreto de cobre

x

 

mancozebe

x

 

captana

x

 

Manejo de Doenças Infecciosas de Plantas

Introdução de antagonistas

Doenças Infecciosas de Plantas Introdução de antagonistas  SELEÇÃO DE MICRORGANISMOS ANTAGÔNICOS EFICIENTES 

SELEÇÃO DE MICRORGANISMOS ANTAGÔNICOS EFICIENTES

MULTIPLICAÇÃO DO ANTAGÔNICO

APLICAÇÃO NO CAMPO

SOLO: INTENSIFICAR ATIVIDADE MICROBIANA

ROTAÇÃO DE CULTURA

MATÉRIA ORGÂNICA

pH FAVORÁVEL A ANTAGONISTAS

TRATAMENTO DE SEMENTES/ MATERIAIS DE PROPAGAÇÃO

 TRATAMENTO DE SEMENTES/ MATERIAIS DE PROPAGAÇÃO Obrigado!  PÓS COLHEITA  PRODUTO COMERCIAL:

Obrigado!

PÓS COLHEITA

PRODUTO COMERCIAL: Trichoderma

J.O. Menten jomenten@usp.br