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INTRODUÇÃO

PREFÁCIO

HISTÓRIA

OUTRAS ESCOLAS

O TANTOJUTSU NOS DIAS ATUAIS

LEGISLAÇÃO

MATERIAIS

TIPOS DE TANTO

PARTES ESTRATÉGICAS

REIGUI

TIPOS DE REI

MOKUSSÔ

KIHON WAZA E TANTO SUBURI

CORTANDO COM O TANTO

KAMAE

CHIBURI

TANTO SUBURI

TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO

TÉCNICAS DE DEFESA CONTRA VÁRIOS ATACANTES

TANTO KATA

TANTO NAS ESCOLAS TRADICIONAIS

CHANBARA TANTO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

© Coleção Budô e Bujutsu “Todos os direitos reservados” BY Sojobo®


Todos os direitos reservados.Proibida a reprodução, execução pública e locação não autorizada sob as penas da lei.
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INTRODUÇÃO:

Este CD faz parte uma coleção de informações sobre a arte do


TANTOJUTSU que eu pesquisei durante 25 anos como parte de meu
treinamento. Além de minhas experiências pessoais, os materiais de
pesquisa deste curso foram traduzidos dos livros:
Koryu Bujutsu Den (em japonês)
Daí Nihon Bugei (em japonês)
Yagyu Shingan ryu (Em japonês)
Shintoryu Tanto jutsu no Densho (katas do estilo Katori Shintoryu
do qual sou mestre representante no Brasil)
Vale dizer que esta é uma obra inédita em nossa língua e em
línguas ocidentais. Além do processo de tradução eu incluí centenas de
observações e apontamentos que poderão facilitar o processo de estudo
do praticante.
O autor desta obra não se responsabiliza pelo uso indevido das
informações e técnicas aqui descritas e ilustradas. Tais formas
figuram somente como estudo acadêmico. A prática em seres vivos
de qualquer espécie ou a causa de danos de propriedade física e
moral será passível de severas penas sob a forma de lei aos
infratores.
Gostaria de agradecer a meus mestres: Sensei Haruka Yamashita Kendo
Shihan Dai 8° dan (in memória) e Sensei Tsukimoto Akira Shintoryu
Meikyo Kaiden.(in memória) Por terem me ensinado por mais de 20 anos
O Caminho. Aos Sensei Yoshitaka Kiohara Kendo Shihan Dai 8º dan e
Kaiden em Yagyu Shinkague Ryu, Sensei Kunio Oda (in memória)–
Katana Kaji e Kaiden em Ono Ha Itoryu, Sensei Ito Tomeji Shotokan
Shihan Dai 8º Dan e BONZO Budista - por terem me ensinado sobre a
arte de confecção de espadas e as tradições religiosas do BUDO - Honto
ni domo arigato gozae mashita!
A sensei Yuko Dogakiuchi (in memória) por ter me ensinado as sutilezas e
a poesia da língua japonesa - Honto ni domo arigato gozae mashita!
Agradeço a você por ter adquirido esta obra – domo arigato!

Adriano Pereira Silva

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PREFÁCIO:
Antes de iniciar este trabalho gostaria de deixar alguns pontos
esclarecidos sobre o ensino do KORYU nos dias atuais.
Com o advento das escolas modernas (GENDAI DOJO) e a proliferação
do ensino do KENDO ESPORTIVO, do SEITEI IAIDO, do SEITEI JODO
e do AIKIDO, ficou mais fácil para estes praticantes aprenderem a prática
de um estilo antigo e tradicional.
Isto se deve ao fato, de tais escolas, serem sínteses das escolas antigas.
Portanto nos dias atuais praticamente todas as escolas antigas, procuram
ensinar o TANTOJUTSU para praticantes que já tenham alcançado um
razoável domínio nas artes modernas.
Isso não significa que não seja possível estudar um estilo antigo, sem
antes ter estudado uma arte marcial moderna. Só é tremendamente mais
difícil.
Para ficar mais fácil o seu aprendizado então, recomendo a você que veja
os CDR:
CURSO DE KENDO NIVEL I
CURSO DE KENDO NÍVEL II
CURSO DE TAMESHIGUIRI & BATTO JUTSU
CURSO DE SEITEI IAIDO.
CURSO A ARTE DE ARREMESSAR SHURIKEN
CURSO DE IAIJUTSU & KENJUTSU
CD HEIHO EXPERT KIT A arte da estratégia (tudo sobre as
estratégias dos samurais, história, batalhas, todos os castelos do
Japão, ninjas e muito mais)
Tais CDR contêm importantes informações sobre o treinamento básico
que é muito importante se ter para estudar Estilos Antigos.

Na realidade este CD faz parte de uma grande coleção chamada BUDO


& BUJUTSU.
Esta coleção é constituída de 22 CDR, contendo diversos assuntos e
estilos de Artes Marciais tradicionais do Japão.
Apesar de cada CDR ser totalmente independente do ponto de vista
prático, naturalmente eles se interligam em muitos aspectos, Tais como:
Histórico, técnico, cultural e aprofundamento de questões.
O objetivo é que você, que pode estar iniciando agora sua prática no
BUDO ou no BUJUTSU, tenha todas as informações necessárias para se
desenvolver. Visto que, fora do Japão é muito difícil o acesso a um Sensei
de KORYU.
Para aqueles que já treinam e tem a rara oportunidade de treinar com um
bom mestre, tenho certeza que esta coleção só irá enriquecer ainda mais
seu conhecimento e vivência.
Gostaria de me desculpar previamente (DOZO SUMIMASSEN), sobre
determinadas informações aqui por mim escritas que por vezes, possam
ser interpretadas como sendo ofensivas ou mesmo, favorecer a
determinados conceitos, de práticas ou sobre minha vivência pessoal. O
verdadeiro objetivo é dotar você de INFORMAÇÃO, o bem de consumo
mais valioso deste nosso Século.
Treino BUDO e BUJUTSU a mais de 25 anos, e leciono os caminhos
marciais a mais de 10 anos. Portanto, acho que posso falar um pouco
sobre este assunto.
Não preciso de Marketing pessoal ou qualquer coisa deste gênero, minha
credibilidade e idoneidade no meio das Artes Marciais sempre foram
impecáveis. A maioria dos que me conhecem sabem da minha
sinceridade e do meu amor pelo ensino das Artes Marciais verdadeiras.
Acredito que, se não amasse os caminhos do espírito, não estaria aqui
escrevendo durante longas horas de trabalho e pesquisas, além de
exaustivos trabalhos de traduções e interpretações dos textos antigos
sobre o assunto. Não estaria aqui compartilhando meu conhecimento
com você.
Meu único objetivo é difundir o mais corretamente possível o que são OS
VERDADEIROS CAMINHOS MARCIAIS. Apesar de que o termo
VERDADEIRO é extremamente complexo e profundo, pois a VERDADE
está dentro de nós e é um bem inerente em cada um.
Tais apontamentos têm o objetivo sincero de se tornar uma espécie de
guia totalmente imparcial (NA MEDIDA DO POSSÍVEL SEMPRE), para
que você, em sua busca pessoal, possa achar seus caminhos, sem
obviamente interferir em suas decisões.
É VOCÊ QUEM SEMPRE PODERÁ TER A DECISÃO FINAL.
Lembre-se desta máxima do BUSHIDO:
Reta visão, reto entendimento.
Reto pensamento.
Reta palavra.
Reta ação.
Reto modo de subsistência.
Reto esforço.
Reta atenção.
Reta concentração.

Infelizmente no Brasil ainda existe muita ignorância e confusão sobre


estes e outros aspectos da cultura clássica antiga do BUGEI (modo de
vida, cultura do guerreiro).
O estudo desta fantástica arte está mais do que em voga nos dias
modernos, pois a Faca sempre foi e ainda é uma das principais armas do
arsenal militar e policial.
Tenho certeza de que este trabalho vira a contribuir com este universo
imenso das artes marciais.

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HISTÓRIA:

A palavra "TANTO" é composta por dois ideogramas (kanji) que


significam :

TAN – Breve, curto.

TO – Sabre

Reunidas, elas formam a palavra punhal ou faca.

TANTOJUTSU significa a arte ou técnica do uso da faca ou do punhal.


O TANTOJUTSU é uma arte marcial clássica Japonesa considerada
como complementar a diversas outras disciplinas marciais tais como o
IAIJUTSU, o KENJUTSU, o AIKIJUJUTSU, o YOROI KUMI UCHI, o JIU
JUTSU, o SHURIKEN JUTSU, o NINJUTSU, etc.
O TANTOJUTSU quando combinado com o TAMBO JUTSU (arte do uso
do bastão curto), com o TAIJUTSU (artes de combate desarmado) ou
com o YAWARA AGE (arte de aplicar pressão em pontos vitais) torna-se
uma arte sem igual no combate corpo a corpo.
Tanto combinado com Tanbo ou Hanbo.
Também é utilizado em artes modernas como o AIKIDO, o JUDO, o
KARATE, o JIUJUTSU MODERNO. Sendo que o objetivo de praticar o
TANTOJUTSU nestas artes estaria voltado mais como uma forma básica
de auto-defesa contra atacantes armados com uma faca e, desta forma
desarmando-os.
Nas escolas de KORYU, o TANTOJUTSU é estudado a fundo, como uma
forma de especialização, contendo diversos aspectos técnicos de ataque,
defesa, arremesso e desarme, tornando-a uma arte extremamente eficaz
e letal.
O uso de facas sempre foi largamente utilizado por diversas camadas da
população japonesa e asiática no geral. A faca além de instrumento de
culinária e de caça, sempre esteve presente como arma de defesa ou de
ataque desde a mais longínqua antiguidade.
Nas guerras, o TANTO sempre foi uma arma de apoio para defender
ataques de espada caso o guerreiro perde-se sua própria espada, além
de ser utilizada para o combate corpo a corpo, ou para neutralizar
sentinelas em casos de emboscadas e invasões de fortalezas e
acampamentos inimigos.
Apesar de não ter o mesmo poder de devastação de uma espada
(KATANA), o Tanto quando empunhado com mestria pode produzir cortes
profundos nos membros, artérias e articulações. O TANTO pode ser
usado para dar estocadas em todos os pontos vitais do corpo e pode
inclusive ser arremessado com letalidade sobre o oponente.

Os NINJAS tornaram-se grandes praticantes de TANTOJUTSU devido a


necessidade de portar armas leves e portáteis em suas missões de
espionagem, reconhecimento e assassinato.
As mulheres Samurais, sempre utilizavam o AIKUSHI, uma espécie de
adaga com 11 cm de comprimento para defender sua honra e cometer o
SEPPUKU ( as mulheres cortavam a garganta ao cometerem o suicídio).
Elas eram treinadas desde as mais tenra idade no manejo de sua adaga.
Os SAMURAIS utilizavam o TANTO (de 15 cm a 33 cm), o TSURUGI
TANTO (adaga com lamina de fio duplo), o KODACHI (pequena espada
com até 35 cm de comprimento), o YOROI DOSHI ( pequena adaga com
até 20 cm de comprimento utilizada para perfurar armaduras),o KOZUKA
( pequeno punhal acoplado a espada , utilizado para perfurar, coçar, etc).
O TANTO tornou-se mundialmente conhecido através da figura notória
dos YAKUZAS, gangsters, mafiosos japoneses que utilizavam o Tanto em
lutas e seus rituais de passagem, o ato mais conhecido é o YUBI GUIRI
NO HAJI (decepamento do dedo mínimo como pedido de desculpas por
ter cometido uma falha).
Praticamente toda população adulta conhecia algum tipo de técnica de
uso de punhais ou facas, mesmo não sendo de castas guerreiras, pois o
TANTO era considerado uma arma de uso livre, para auto-defesa além de
ferramenta útil em longas viagens.
As formas e métodos básicos de utilizar o TANTO variam
pouco entre as escolas que se dedicam a seu estudo, sendo os
pontos principais de diferença, devido às origens das escolas:
1. Samurai Keizo Ha Ryu- escolas de origem em famílias samurai
2. Ninja Keizo Ha Ryu- escolas de origem em famílias ninja.
ALGUMAS ESCOLAS SAMURAI QUE SE ESPECIALIZARAM NO USO
DO TANTO:
KATORI SHINTORYU
SHINTORYU BATTO DO
YAGUIU SHINGAN RYU
GENKAI RYU
CHUJO RYU
ENMEI RYU
HOUKUSHIN RYU
HAKKO RYU
HIRAI RYU
KAGE RYU
TAKENOUCHI RYU
TENNEN RYU
SEKIGUCHI RYU
ARAKI RYU

ALGUMAS ESCOLAS NINJA QUE SE ESPECIALIZARAM NO USO DO


TANTO:
TOGAKUSHI RYU
FUDO RYU
IGA RYU
KOGA RYU
EDO MONO RYU
URA YAGUIU RYU
HATTORI RYU
FUJIBAYASHI RYU
GYOKU RYU

TREINAMENTO DE TANTOJUTSU EM NINJUTSU

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OUTRAS ESCOLAS QUE UTILIZAM A FACA:


Existem diversos países no oriente e no ocidente, que possuem algum
tipo de treinamento ou formas de uso no combate com facas, para citar
alguns:
HAPKIDO- KOREIA
TANGSODO- KOREIA
WARANG-DO –KOREIA
VIETVOODAO- VIETNAN
QWANKIDO- VIETNAM
ARNIS- FILIPINAS
COMBATO- BRASIL
WU SHU – CHINA
PERCOR- FORÇAS ARMADAS E TROPAS ESPECIAIS DE
DIVERSOS PAISES.
KRAV MAGÁ- ISRAEL
PEJAK SILAT- INDONÉSIA
KUKRI-SHUH- NEPAL (GURKAS)
ESCRIMA- INDONÉSIA
SINISTRA- ESGRIMA OCIDENTAL
SHIRKALI- INDIA.

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O TANTOJUTSU NOS DIAS ATUAIS:


Após o advento das armas de fogo, a utilização de espadas e arcos
acabaram se tornando uma forma estudo filosófico e espiritual (BUDO),
mas a faca, devido a sua portabilidade, jamais perdeu sua importância
nos campos de batalhas modernos e na utilização da guerra urbana
cotidiana.
Nos dias atuais existem diversos modelos de Facas táticas ou de
sobrevivência, além do uso da baioneta. A Faca continua sendo uma das
principais armas de apoio de forças militares e policiais sendo largamente
utilizada em combates e situações de risco.
Hiroshi Ogawa, Saiko Shidoshi responsável máximo pela
Ogawa Shizen Kai, adaptou a forma do Koryu Tantojutsu
(formas clássicas) para o Kindai Tantojutsu (formas
modernas) de defesas urbanas (ShiHogo e ToshiHogo).
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LEGISLAÇÃO:

É difícil de justificar as autoridades o porte e o uso de TANTO


em nossos dias, especialmente com as altas taxas de crime
violento. Crimes em que são utilizados objetos afiados e armas
de fogo são bastante comuns no mundo atual. Proibições a tais
armas são uma solução lógica para que a sociedade possa viver
em harmonia e em relativa paz. Ainda que os problemas de
violência permaneçam, neste sentido eu acredito que o
treinamento marcial (Budo) deva ser cultivado sob vários
aspectos, pois o Objetivo do Budo - caminho marcial é o de
em primeiro lugar, formar cidadãos úteis à sociedade como um
todo. O verdadeiro significado de Budo é parar a guerra,
deter as armas, desarmar. Desta forma creio então existir
muitas razões por se treinar uma Arte Marcial, especialmente
uma arte tradicional que coloca grande em ênfase valores
morais como o respeito à vida, humildade, honra e integridade,
como também técnicas de auto defesa para se preservar a
integridade do praticante ou de outrem.

A legislação brasileira e de diversos paises não proíbe a


compra, propriedade e o transporte de armas brancas
(facas, espadas, punhais, etc), sendo proibido o seu
porte para fins criminosos. Naturalmente portar e
transportar tem muita diferença. Sendo que o primeiro
significa que você tem condições de fazer uso imediato
de tal objeto para injuriar e ferir fisicamente um ou mais
indivíduos. Já no segundo caso o objeto estaria
devidamente acondicionado em um estojo e sendo
transportado em uma bolsa. Vale lembrar que o
transporte de objetos perfuro cortantes em aviões, em
agências bancárias e em locais de concentração pública
são proibidos por lei. Sendo necessário uma
autorização por escrita emitida por autoridade
competente.
Não existe porte de arma para facas ou similares.
Ficando a apreensão da arma e a detenção do seu dono
a critério da interpretação da autoridade policial e
judiciária ( ou seja, dependerá do caso e do motivo em
que for abordado o individuo com uma arma branca de
sua propriedade). Abaixo segue alguns casos sobre o
assunto do ponto de vista jurídico:

Damásio E. de Jesus explana:


"Armas.
Podem ser próprias ou impróprias. Próprias são as
que têm destinação específica de ataque ou defesa,
como revólveres, punhais, espingardas, carabinas etc.
Neste sentido: TACRimSP, ACrim 330.137, RT,
581:341, ementário; TAMG, ACrim 147.548, RJ,
50:326. Armas impróprias são objetos que não
possuem destinação especial de ataque ou defesa,
mas se prestam para isso, como machados, facas de
cozinha, bengalas etc. A contravenção, entretanto,
somente se perfaz com o porte ilegal de armas
próprias". (Lei das Contravenções Penais Anotada, Ed.
Saraiva, 4ª ed., 1996, pág. 66).
E, a seguir, o eminente jurista cita alguns julgados
elencando o que constitui "arma" para efeito da
contravenção: revólver, punhal, carabina, espingarda,
cassetete de ferro revestido de borracha, "peixeira",
cortador de papel tipo espada, navalha, machadinha,
estilete, "sprays" de gás, etc. (vide obra citada, pág.
66 - "Constituem armas para efeito da
contravenção").

PORTE DE ARMA - Agente que, apresenta-se em lugar


público, portando à cintura uma faca pontiaguda, com
20cm de lâmina - Caracterização: - Inteligência:
artigo 155, caput do Código Penal, artigo 5º do
Decreto Estadual nº 6.911/35, artigo 19 da Lei das
Contravenções Penais. Pratica a contravenção do
artigo 19 da LCP, o agente que apresenta-se em lugar
público, portando à cintura uma faca pontiaguda, com
20cm de lâmina, com eventual propósito de ataque ou
defesa, não sendo seu instrumento de trabalho, sendo
certo que, com tal conduta, coloca em risco a
incolumidade pública, que é o bem jurídico tutelado.
(TACrimSP - Ap. nº 1.056.611/9 - 9ª Câmara - Rel.
Lourenço Filho - J. 21.05.97 - RJTACRIM 36/210).

CONTRAVENÇÃO PENAL - Porte de arma branca, tipo


facão - Ausência de licença regular da autoridade
competente - Claro propósito de ataque - Infração
configurada.
Salvo circunstâncias especiais que justifiquem o porte
de faca do tipo em questão, como instrumento útil e
necessário ao trabalho, não há como descaracterizar a
tipicidade do fato.
(TACrimSP - RSE nº 612.973/1 - 10ª Câm. - Rel. José
Santana - J. 28.11.90 - RJDTACRIM 8/233).

Tribunal de Alçada Criminal - TACrimSP.


PORTE DE ARMA
- Agente que porta faca com quinze centímetros de
lâmina - Caracterização:
- O porte de faca com quinze centímetros de lâmina
configura a contravenção do artigo 19 da LCP, uma
vez que, não tendo referida norma definido o que seja
arma ou qual autoridade deve licenciar seu uso, nem
estabelecido que a licença deva obedecer à Lei
Federal, é de se observar a Lei Estadual nº 6.911, de
11.11.55, que, no seu artigo 5º, parágrafo primeiro,
"h", diz que faca cuja lâmina tenha mais de dez
centímetros de comprimento tem seu uso proibido,
devendo existir autorização para sua detenção.

ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso
em Sentido Estrito nº 1.041.543/9 (Ação Penal nº
45/96), da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Taquaritinga, em que é recorrente o Ministério
Público, sendo recorrido Valdir Antônio Pereira dos
Santos:
ACORDAM, em Sexta Câmara do Tribunal de Alçada
Criminal, por votação unânime, dar provimento ao
recurso, de conformidade com o voto do Relator, que
fica fazendo parte integrante do presente julgado.
Presidiu o julgamento o Sr. Juiz Almeida Braga, com a
participação dos Srs. Juízes Penteado Navarro e Ivan
Marques, com votos vencedores.
São Paulo, 5 de março de 1997.
NICOLINO DEL SASSO, Relator.
Valdir Antônio Pereira dos Santos, no dia 19.2.96, por
volta de 23h40min, na praça Dr. Horácio Ramalho, foi
surpreendido na posse de uma faca, cuja lâmina
media 0,15m e que submetida a exame pericial
concluiu poder ser utilizada eficazmente para
agressão física, como instrumento pérfuro-cortante.
Em razão disso, visando a aplicação do artigo 72 da
Lei nº 9.099/95, o Representante do Ministério
Público requereu designação de audiência preliminar
apresentando proposta de aplicação de pena de
multa.
O Juízo determinou o arquivamento dos autos,
afirmando tratar-se de fato atípico, uma vez que
inexistia legislação federal estabelecendo que a faca é
arma, não se prestando a isso a existência da lei
estadual.
Inconformado, justificando que o arquivamento
equivale a concessão de habeas corpus de ofício, o
Representante do Ministério Público interpôs recurso
em sentido estrito, visando o reconhecimento da
tipicidade da conduta do ora recorrido, para regular
processamento do feito.
A decisão recorrida foi mantida e o Procurador de
Justiça emitiu parecer pelo provimento.
É o relatório.
Conforme ressaltou o ora recorrente, o artigo 19 da
LCP, não define o que seja arma, nem qual autoridade
deve licenciar o uso dela, nem estabelece que a
licença deve obediência à lei federal.
Essas definições são frutos da jurisprudência e da
doutrina.
Assim é que armas são definidas como próprias e
impróprias, conforme se destinem especificamente a
ataque e a defesa, ou que, embora não tenham essa
especificação, podem vir a se prestar ao ataque ou à
defesa.
Como não se produziu regulamentação federal, é de
se observar a Lei Estadual nº 6.911, de 11.11.55
(Regulamento para a Fiscalização de Explosivos,
Armas e Munições), que, no seu artigo 5º, parágrafo
primeiro, "h", diz que faca cuja lâmina tenha mais de
10cm de comprimento tem seu uso proibido, devendo,
na forma dos artigos 31 e segs., existir autorização
para o porte.
A jurisprudência é farta nesse sentido.
No caso dos autos, a perícia técnica constatou que a
faca, portada pelo recorrido, tem 15cm de lâmina, e
foi apreendida em local público, de movimento, qual
seja uma praça, ensejando o entendimento do desvio
de finalidade, em tese.
Nessas circunstâncias, a contravenção penal, do
artigo 19, está, em tese, caracterizada, razão por que
dá-se provimento ao recurso ministerial, para
reconhecendo a tipicidade da conduta do recorrido,
determinar que se prossiga, no feito, como requerido
pelo Representante do Ministério Público, à fl. 19, na
Vara de origem.
Tribunal de Alçada Criminal - TACrimSP.

PORTE DE ARMA
- Agente que traz consigo uma faca, tipo peixeira, com
20,4cm de comprimento de lâmina, sem justificativa -
Configuração:
- Configura a contravenção do artigo 19 da LCP a
conduta do agente que traz consigo uma faca, tipo
peixeira, com 20,4cm de comprimento de lâmina, sem
justificar seu comportamento, pois a Lei ao falar em
arma não faz qualquer distinção quanto à sua
natureza, tipo ou espécie, compreendendo-se como
tal não só as armas próprias e as brancas, como
também as impróprias que, embora fabricadas com
outras finalidades, também podem ser, por sua
potencialidade ofensiva, usadas como instrumentos
de ataque e de defesa, importando neste último caso,
em que não se concede licença, se nas circunstâncias
do caso concreto há motivo legalmente justificado
para o porte.

ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso
em Sentido Estrito nº 1.059.431/1, da Comarca de
Taquaritinga (1ª Vara Criminal - Proc. nº 219/96), em
que é recorrente o Ministério Público, sendo recorrido
Antonio Alves de Souza ou Antonio Lopes de Souza ou
Antonio Alves Souza:
ACORDAM, em Décima Terceira Câmara do Tribunal de
Alçada Criminal, por votação unânime, dar provimento
ao recurso para, cassada a r. decisão recorrida,
determinar o prosseguimento, nos termos do voto do
Relator, que segue em anexo.
Presidiu o julgamento o Sr. Juiz Roberto Mortari (2º
Juiz, com voto), participando, ainda, o Sr. Juiz
Teixeira de Freitas (3º Juiz).
São Paulo, 1º de julho de 1997.
LOPES DA SILVA, Relator.
Trata-se de recurso em sentido estrito oposto pelo Dr.
Promotor de Justiça em face da decisão do MM. Juiz
de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Taquaritinga que, em procedimento do Juizado
Especial Criminal instaurado contra Antonio Alves
Souza, que também usa outros nomes, pela suposta
prática da contravenção de porte ilegal de arma,
entendendo cuidar-se de fato atípico, trancou o
seguimento do feito.
Contra-arrazoado o recurso e mantida a r. decisão
recorrida, o r. parecer da d. Procuradoria de Justiça é
pelo seu provimento.
É o relatório.
Questiona-se, no presente recurso, a tipicidade do
fato que, no entender do nobre Magistrado a que, não
se configurou na espécie, posto que faca, no seu
dizer, não é arma no sentido estrito e nem a
legislação exige, para o seu porte, a expedição de
licença.
Mas não é esse, data vênia, o entendimento
prevalente na doutrina e na jurisprudência.
Arma, em sentido amplo, é o objeto ou utensílio
utilizado pelo homem, com potencialidade ofensiva,
para ataque ou defesa. Nessa acepção, pois, qualquer
coisa ou instrumento, independente da sua natureza,
origem ou destinação, desde que se preste à defesa
ou ao ataque, pode ser uma arma como, por exemplo,
um revólver, um machado, uma bengala, um pedaço
de pau, uma pedra, uma faca, etc.
Restringindo, porém, esse conceito, a doutrina divide
as armas em próprias e impróprias: "Armas próprias
são os objetos, instrumentos, máquinas ou engenhos,
com potencialidade ofensiva, fabricados para servirem
como meios de ataque ou de defesa. Armas
impróprias, tudo aquilo que, não sendo fabricado
especialmente para servir como instrumento de
ataque ou de defesa, pode eventualmente ser
utilizado para esse fim" (Manoel Pedro Pimentel, in
Contravenções Penais, Ed. Revista dos Tribunais,
1975, pág. 114).
Com base nessa distinção, pois, existem duas
correntes de opinião. Uma, entende que a
contravenção só se perfaz com o porte de armas
próprias, uma vez que a lei não cogita das armas
impróprias que, aliás, não podem ser objeto de
autorização da autoridade pública (RT 559/340;
JUTACrim 79/366, etc.). A outra, ao contrário, diz que
a Lei não só pune o porte desautorizado das armas
próprias, como também das armas impróprias quando
evidenciado o desvio de sua finalidade específica
(JUTACrim 86/396, 85/520, etc.).
Essa última posição, sem embargo do respeito devido
aos defensores da primeira, data máxima vênia,
afigura-se mais condicente com o direito positivo e
com o próprio espírito da Lei, que tem por objetivo a
proteção à vida, à integridade física e à saúde dos
cidadãos. A Lei, com efeito, ao falar em arma, não faz
qualquer distinção quanto a sua natureza, tipo ou
espécie. Assim, compreende-se como tal não só as
armas próprias, isto é, aquelas fabricadas com a
finalidade de ataque e defesa como, por exemplo, as
de fogo (revólver, carabina, fuzil, etc.) e as brancas
(punhais, sabres, floretes, espadas, facas, etc.), como
também as armas impróprias que, embora fabricadas
com outras finalidades, também podem ser, por sua
potencialidade ofensiva, usadas como instrumentos
de ataque e de defesa.
Pouco importa, para os fins da repressão penal, saber
se a arma é própria ou imprópria. O importante é
verificar se, no caso concreto, o porte encontra-se
justificado pela existência da respectiva licença, nos
casos em que esta é concedida, ou pelas
circunstâncias, nas demais hipóteses. Assim, não só
comete a infração quem traz consigo uma arma
própria, fora de casa ou das dependências desta, sem
autorização legal, como aquele que, em igual
circunstância e sem motivo legalmente justificado,
carrega uma arma imprópria.
O que caracteriza a infração sob estudo, repita-se,
não é o porte de qualquer coisa ou objeto (pedra,
pedaço de pau, bengala, machado, martelo, etc.) que
possa, acidentalmente, servir como arma, mas, sim,
os instrumentos que, por sua natureza (revólver,
carabina, fuzil, etc.) foram fabricados especialmente
com essa finalidade, bem como os artefatos que, por
definição legal, são considerados "armas brancas,
destinadas usualmente à ação ofensiva, como punhais
ou canivetes - facas ou facões em forma de punhal, e
também as bengalas ou guarda-chuvas ou quaisquer
outros objetos contendo punhal, espada, estilete ou
espingarda" (artigo 5º, parágrafo 1º, "f", do Decreto
Estadual nº 6.911, de 11.1.35).
E mais, acrescenta Olavo de Oliveira Neto, citado nas
razões do recurso: O "regulamento para a Fiscalização
de Explosivos, Armas e Munições", aprovado pelo
Decreto Estadual nº 6.911, de 11.1.35, para o Estado
de São Paulo, em seu artigo 5º, parágrafo 1º, "h", diz
que: "a faca cuja lâmina tenha mais de 10 centímetros
de comprimento tem seu uso proibido; salvo se, na
forma dos artigos 31 e seguintes, houver a devida
autorização para porte" (Comentários à Lei das
Contravenções Penais, Ed. Revista dos Tribunais,
1994, págs. 74/75).
Nessa ordem, e como bem acentuou o então Juiz
desta Corte e hoje Desembargador Dante Busana: "Em
se tratando de arma própria, bastará à tipificação do
ilícito o porte voluntário fora de casa, sem licença da
autoridade; cuidando-se de arma imprópria, porém,
será necessário indagar, à luz daquelas
circunstâncias, se o agente a carrega como arma,
desvirtuando-lhe o uso natural" (JUTACrim 86/396).
No caso específico dos autos, o recorrido foi
surpreendido trazendo consigo uma faca, tipo
peixeira, com o peso de 110g, medindo 20,4cm de
comprimento de lâmina e largura máxima de 3,9cm
(fls. 10/11) e, porque embriagado, sequer justificou
essa conduta. Daí a caracterização, em tese, da
infração contravencional.
Ante o exposto, dá-se provimento ao recurso para,
cassada a r. decisão recorrida, determinar o
prosseguimento do feito nos seus termos ulteriores.

Houve uma opinião contrária a um senso comum que


também tenho que diz que podemos portar lâminas
em nosso dia-a-dia. É interessante notar que muitos
processos estão discriminados e podem ser
consultados para reflexão. Abaixo relaciono alguns
textos enviados para análise:

Damásio E. de Jesus explana:


"Armas.
Podem ser próprias ou impróprias. Próprias são as
que têm destinação específica de ataque ou defesa,
como revólveres, punhais, espingardas, carabinas etc.
Neste sentido: TACRimSP, ACrim 330.137, RT,
581:341, ementário; TAMG, ACrim 147.548, RJ,
50:326. Armas impróprias são objetos que não
possuem destinação especial de ataque ou defesa,
mas se prestam para isso, como machados, facas de
cozinha, bengalas etc. A contravenção, entretanto,
somente se perfaz com o porte ilegal de armas
próprias". (Lei das Contravenções Penais Anotada, Ed.
Saraiva, 4ª ed., 1996, pág. 66).
E, a seguir, o eminente jurista cita alguns julgados
elencando o que constitui "arma" para efeito da
contravenção: revólver, punhal, carabina, espingarda,
cassetete de ferro revestido de borracha, "peixeira",
cortador de papel tipo espada, navalha, machadinha,
estilete, "sprays" de gás, etc. (vide obra citada, pág.
66 - "Constituem armas para efeito da
contravenção").

PORTE DE ARMA - Agente que, apresenta-se em lugar


público, portando à cintura uma faca pontiaguda, com
20cm de lâmina - Caracterização: - Inteligência:
artigo 155, caput do Código Penal, artigo 5º do
Decreto Estadual nº 6.911/35, artigo 19 da Lei das
Contravenções Penais. Pratica a contravenção do
artigo 19 da LCP, o agente que apresenta-se em lugar
público, portando à cintura uma faca pontiaguda, com
20cm de lâmina, com eventual propósito de ataque ou
defesa, não sendo seu instrumento de trabalho, sendo
certo que, com tal conduta, coloca em risco a
incolumidade pública, que é o bem jurídico tutelado.
(TACrimSP - Ap. nº 1.056.611/9 - 9ª Câmara - Rel.
Lourenço Filho - J. 21.05.97 - RJTACRIM 36/210).

CONTRAVENÇÃO PENAL - Porte de arma branca, tipo


facão - Ausência de licença regular da autoridade
competente - Claro propósito de ataque - Infração
configurada.
Salvo circunstâncias especiais que justifiquem o porte
de faca do tipo em questão, como instrumento útil e
necessário ao trabalho, não há como descaracterizar a
tipicidade do fato.
(TACrimSP - RSE nº 612.973/1 - 10ª Câm. - Rel. José
Santana - J. 28.11.90 - RJDTACRIM 8/233).

Tribunal de Alçada Criminal - TACrimSP.


PORTE DE ARMA
- Agente que porta faca com quinze centímetros de
lâmina - Caracterização:
- O porte de faca com quinze centímetros de lâmina
configura a contravenção do artigo 19 da LCP, uma
vez que, não tendo referida norma definido o que seja
arma ou qual autoridade deve licenciar seu uso, nem
estabelecido que a licença deva obedecer à Lei
Federal, é de se observar a Lei Estadual nº 6.911, de
11.11.55, que, no seu artigo 5º, parágrafo primeiro,
"h", diz que faca cuja lâmina tenha mais de dez
centímetros de comprimento tem seu uso proibido,
devendo existir autorização para sua detenção.

ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso
em Sentido Estrito nº 1.041.543/9 (Ação Penal nº
45/96), da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Taquaritinga, em que é recorrente o Ministério
Público, sendo recorrido Valdir Antônio Pereira dos
Santos:
ACORDAM, em Sexta Câmara do Tribunal de Alçada
Criminal, por votação unânime, dar provimento ao
recurso, de conformidade com o voto do Relator, que
fica fazendo parte integrante do presente julgado.
Presidiu o julgamento o Sr. Juiz Almeida Braga, com a
participação dos Srs. Juízes Penteado Navarro e Ivan
Marques, com votos vencedores.
São Paulo, 5 de março de 1997.
NICOLINO DEL SASSO, Relator.
Valdir Antônio Pereira dos Santos, no dia 19.2.96, por
volta de 23h40min, na praça Dr. Horácio Ramalho, foi
surpreendido na posse de uma faca, cuja lâmina
media 0,15m e que submetida a exame pericial
concluiu poder ser utilizada eficazmente para
agressão física, como instrumento pérfuro-cortante.
Em razão disso, visando a aplicação do artigo 72 da
Lei nº 9.099/95, o Representante do Ministério
Público requereu designação de audiência preliminar
apresentando proposta de aplicação de pena de
multa.
O Juízo determinou o arquivamento dos autos,
afirmando tratar-se de fato atípico, uma vez que
inexistia legislação federal estabelecendo que a faca é
arma, não se prestando a isso a existência da lei
estadual.
Inconformado, justificando que o arquivamento
equivale a concessão de habeas corpus de ofício, o
Representante do Ministério Público interpôs recurso
em sentido estrito, visando o reconhecimento da
tipicidade da conduta do ora recorrido, para regular
processamento do feito.
A decisão recorrida foi mantida e o Procurador de
Justiça emitiu parecer pelo provimento.
É o relatório.
Conforme ressaltou o ora recorrente, o artigo 19 da
LCP, não define o que seja arma, nem qual autoridade
deve licenciar o uso dela, nem estabelece que a
licença deve obediência à lei federal.
Essas definições são frutos da jurisprudência e da
doutrina.
Assim é que armas são definidas como próprias e
impróprias, conforme se destinem especificamente a
ataque e a defesa, ou que, embora não tenham essa
especificação, podem vir a se prestar ao ataque ou à
defesa.
Como não se produziu regulamentação federal, é de
se observar a Lei Estadual nº 6.911, de 11.11.55
(Regulamento para a Fiscalização de Explosivos,
Armas e Munições), que, no seu artigo 5º, parágrafo
primeiro, "h", diz que faca cuja lâmina tenha mais de
10cm de comprimento tem seu uso proibido, devendo,
na forma dos artigos 31 e segs., existir autorização
para o porte.
A jurisprudência é farta nesse sentido.
No caso dos autos, a perícia técnica constatou que a
faca, portada pelo recorrido, tem 15cm de lâmina, e
foi apreendida em local público, de movimento, qual
seja uma praça, ensejando o entendimento do desvio
de finalidade, em tese.
Nessas circunstâncias, a contravenção penal, do
artigo 19, está, em tese, caracterizada, razão por que
dá-se provimento ao recurso ministerial, para
reconhecendo a tipicidade da conduta do recorrido,
determinar que se prossiga, no feito, como requerido
pelo Representante do Ministério Público, à fl. 19, na
Vara de origem.

Tribunal de Alçada Criminal - TACrimSP.


PORTE DE ARMA
- Agente que traz consigo uma faca, tipo peixeira, com
20,4cm de comprimento de lâmina, sem justificativa -
Configuração:
- Configura a contravenção do artigo 19 da LCP a
conduta do agente que traz consigo uma faca, tipo
peixeira, com 20,4cm de comprimento de lâmina, sem
justificar seu comportamento, pois a Lei ao falar em
arma não faz qualquer distinção quanto à sua
natureza, tipo ou espécie, compreendendo-se como
tal não só as armas próprias e as brancas, como
também as impróprias que, embora fabricadas com
outras finalidades, também podem ser, por sua
potencialidade ofensiva, usadas como instrumentos
de ataque e de defesa, importando neste último caso,
em que não se concede licença, se nas circunstâncias
do caso concreto há motivo legalmente justificado
para o porte.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos de Recurso
em Sentido Estrito nº 1.059.431/1, da Comarca de
Taquaritinga (1ª Vara Criminal - Proc. nº 219/96), em
que é recorrente o Ministério Público, sendo recorrido
Antonio Alves de Souza ou Antonio Lopes de Souza ou
Antonio Alves Souza:
ACORDAM, em Décima Terceira Câmara do Tribunal de
Alçada Criminal, por votação unânime, dar provimento
ao recurso para, cassada a r. decisão recorrida,
determinar o prosseguimento, nos termos do voto do
Relator, que segue em anexo.
Presidiu o julgamento o Sr. Juiz Roberto Mortari (2º
Juiz, com voto), participando, ainda, o Sr. Juiz
Teixeira de Freitas (3º Juiz).
São Paulo, 1º de julho de 1997.
LOPES DA SILVA, Relator.
Trata-se de recurso em sentido estrito oposto pelo Dr.
Promotor de Justiça em face da decisão do MM. Juiz
de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de
Taquaritinga que, em procedimento do Juizado
Especial Criminal instaurado contra Antonio Alves
Souza, que também usa outros nomes, pela suposta
prática da contravenção de porte ilegal de arma,
entendendo cuidar-se de fato atípico, trancou o
seguimento do feito.
Contra-arrazoado o recurso e mantida a r. decisão
recorrida, o r. parecer da d. Procuradoria de Justiça é
pelo seu provimento.
É o relatório.
Questiona-se, no presente recurso, a tipicidade do
fato que, no entender do nobre Magistrado a quo, não
se configurou na espécie, posto que faca, no seu
dizer, não é arma no sentido estrito e nem a
legislação exige, para o seu porte, a expedição de
licença.
Mas não é esse, data venia, o entendimento
prevalente na doutrina e na jurisprudência.
Arma, em sentido amplo, é o objeto ou utensílio
utilizado pelo homem, com potencialidade ofensiva,
para ataque ou defesa. Nessa acepção, pois, qualquer
coisa ou instrumento, independente da sua natureza,
origem ou destinação, desde que se preste à defesa
ou ao ataque, pode ser uma arma como, por exemplo,
um revólver, um machado, uma bengala, um pedaço
de pau, uma pedra, uma faca, etc.
Restringindo, porém, esse conceito, a doutrina divide
as armas em próprias e impróprias: "Armas próprias
são os objetos, instrumentos, máquinas ou engenhos,
com potencialidade ofensiva, fabricados para servirem
como meios de ataque ou de defesa. Armas
impróprias, tudo aquilo que, não sendo fabricado
especialmente para servir como instrumento de
ataque ou de defesa, pode eventualmente ser
utilizado para esse fim" (Manoel Pedro Pimentel, in
Contravenções Penais, Ed. Revista dos Tribunais,
1975, pág. 114).
Com base nessa distinção, pois, existem duas
correntes de opinião. Uma, entende que a
contravenção só se perfaz com o porte de armas
próprias, uma vez que a lei não cogita das armas
impróprias que, aliás, não podem ser objeto de
autorização da autoridade pública (RT 559/340;
JUTACrim 79/366, etc.). A outra, ao contrário, diz que
a Lei não só pune o porte desautorizado das armas
próprias, como também das armas impróprias quando
evidenciado o desvio de sua finalidade específica
(JUTACrim 86/396, 85/520, etc.).
Essa última posição, sem embargo do respeito devido
aos defensores da primeira, data máxima vênia,
afigura-se mais condicente com o direito positivo e
com o próprio espírito da Lei, que tem por objetivo a
proteção à vida, à integridade física e à saúde dos
cidadãos. A Lei, com efeito, ao falar em arma, não faz
qualquer distinção quanto a sua natureza, tipo ou
espécie. Assim, compreende-se como tal não só as
armas próprias, isto é, aquelas fabricadas com a
finalidade de ataque e defesa como, por exemplo, as
de fogo (revólver, carabina, fuzil, etc.) e as brancas
(punhais, sabres, floretes, espadas, facas, etc.), como
também as armas impróprias que, embora fabricadas
com outras finalidades, também podem ser, por sua
potencialidade ofensiva, usadas como instrumentos
de ataque e de defesa.
Pouco importa, para os fins da repressão penal, saber
se a arma é própria ou imprópria. O importante é
verificar se, no caso concreto, o porte encontra-se
justificado pela existência da respectiva licença, nos
casos em que esta é concedida, ou pelas
circunstâncias, nas demais hipóteses. Assim, não só
comete a infração quem traz consigo uma arma
própria, fora de casa ou das dependências desta, sem
autorização legal, como aquele que, em igual
circunstância e sem motivo legalmente justificado,
carrega uma arma imprópria.
O que caracteriza a infração sob estudo, repita-se,
não é o porte de qualquer coisa ou objeto (pedra,
pedaço de pau, bengala, machado, martelo, etc.) que
possa, acidentalmente, servir como arma, mas, sim,
os instrumentos que, por sua natureza (revólver,
carabina, fuzil, etc.) foram fabricados especialmente
com essa finalidade, bem como os artefatos que, por
definição legal, são considerados "armas brancas,
destinadas usualmente à ação ofensiva, como punhais
ou canivetes - facas ou facões em forma de punhal, e
também as bengalas ou guarda-chuvas ou quaisquer
outros objetos contendo punhal, espada, estilete ou
espingarda" (artigo 5º, parágrafo 1º, "f", do Decreto
Estadual nº 6.911, de 11.1.35).
E mais, acrescenta Olavo de Oliveira Neto, citado nas
razões do recurso: O "regulamento para a Fiscalização
de Explosivos, Armas e Munições", aprovado pelo
Decreto Estadual nº 6.911, de 11.1.35, para o Estado
de São Paulo, em seu artigo 5º, parágrafo 1º, "h", diz
que: "a faca cuja lâmina tenha mais de 10 centímetros
de comprimento tem seu uso proibido; salvo se, na
forma dos artigos 31 e seguintes, houver a devida
autorização para porte" (Comentários à Lei das
Contravenções Penais, Ed. Revista dos Tribunais,
1994, págs. 74/75).
Nessa ordem, e como bem acentuou o então Juiz
desta Corte e hoje Desembargador Dante Busana: "Em
se tratando de arma própria, bastará à tipificação do
ilícito o porte voluntário fora de casa, sem licença da
autoridade; cuidando-se de arma imprópria, porém,
será necessário indagar, à luz daquelas
circunstâncias, se o agente a carrega como arma,
desvirtuando-lhe o uso natural" (JUTACrim 86/396).
No caso específico dos autos, o recorrido foi
surpreendido trazendo consigo uma faca, tipo
peixeira, com o peso de 110g, medindo 20,4cm de
comprimento de lâmina e largura máxima de 3,9cm
(fls. 10/11) e, porque embriagado, sequer justificou
essa conduta. Daí a caracterização, em tese, da
infração contravencional.
Ante o exposto, dá-se provimento ao recurso para,
cassada a r. decisão recorrida, determinar o
prosseguimento do feito nos seus termos ulteriores.

Não passa de credo popular no Brasil que o uso de


facas ou canivetes com mais de quatro dedos de
comprimento da lâmina são proibidos por lei
O Decreto nº 1246, de 11 de dezembro de 1936,
regulamentava, entre outros itens, também o
transporte de armas. Tal lei relacionava armas
proibidas, permitidas para civis, regulamentava o
porte das últimas e também proibia que o cidadão
pude-se portar facas (ou outras lâminas) que
possuíssem mais de 10 (dez) centímetros de
comprimento, de onde certamente teria surgido tal
costume judiciário.
O mesmo foi revogado pela Lei das Contravenções
Penais e legislações seqüentes (Código Penal, Dec. Lei
nº2.848, de 1940) e o Art. 19 da LCP reza que "trazer
consigo arma fora de casa ou de dependência desta
sem licença da autoridade..." constitui contravenção
penal, popularmente conhecida como porte ilegal de
arma.
Como não existe porte concedido para facas (e outros
tipos de lâminas), jamais poderia um cidadão
requerer e conseguir da autoridade competente a
licença para portar uma desse tipo, daí deflui-se que o
portar uma faca (ou qualquer outro tipo de lâmina),
com mais ou menos de "4 dedos", não enquadra desta
feita, o cidadão no tipo da contravenção em tela.
A contravenção é "trazer consigo arma fora de casa sem
licença da autoridade competente”. Como inexiste tal
porte fica então inimputável o fato perante a lei.
As autoridades por não referirem a mencionada
autorização (até por uma questão de falta de legislação
competente ao assunto), entendem que o porte de armas
só pode ser expedido para as referidas armas de fogo,
ficando as armas brancas a titulo de interpretação da
situação, ou seja, um individuo que for detido, portando
um objeto perfuro-cortante em atitude suspeita ou na
eminência de cometer um ato delituoso, possuidor de
antecedentes criminais, não estando em seu domínio de
juízo perfeito (alcoolizado, drogado, dopado),
enquadraria-se a titulo de prevenção em uma
contravenção penal.

DIREITO NACIONAL
O legislador, quando definiu a contravenção em tela, fê-lo
pensando em Armas de Fogo, quaisquer que fossem,
excluindo propositadamente todo e qualquer outro tipo de
arma, inclusive a Branca, a existência da infração, pois, só
se configura quando ocorra a falta de licença por parte da
autoridade judiciária e policial. A inexistência de lei e
pratis judici competentes, não acarreta putabilidade
desde que não vá contra os princípios morais e éticos de
uma sociedade.
Transitar com Armas Brancas (independente do tipo,
comprimento ou formato de sua lâmina), é um direito
adquirido por qualquer cidadão brasileiro e amparado por
Lei, a qual não pode retroagir contra a constituição.
No "Dicionário Jurídico", de autoria de Plácido e Silva: sita
o seguinte tópico: "Por isso, sob o ponto de vista da
retroatividade das Leis, não somente se consideram
adquiridos os direitos aperfeiçoados ao tempo em que se
promulga a lei nova, como os que estejam subordinados a
condições ainda não verificadas ou decididas, desde que
não indiquem alteráveis ao arbítrio de outrem".
Os direitos adquiridos se opõem aos diretos dependentes
de condições suspensivas, que se dizem meras
expectativas de direito.

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MATERIAIS NECESSÁRIOS DE TREINO PARA O


TANTOJUTSU:

EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS:
Por se tratar de uma arte marcial que pratica o uso de
armas, o TANTOJUTSU utiliza diversos materiais em seu
treino.

O uniforme do TANTODOKA (praticante de TANTOJUTSU)


é constituído de:
Kendogi – kimono ou blusão apropriado para kendo
geralmente feito nas cores branca, azul ou preta sendo o
mais popular o de cor azul:
Ele deve ser colocado com a lapela (kesa) direita por
dentro da lapela esquerda, e fica por dentro do hakama
(como uma camisa). É importante deixa-lo bem puxado e
esticado às costas, pois é considerado um desleixo,
kendogi amarrotados ou balonados.
IAIDOGUI E KENDOGUI TRADICIONAIS:

IAIDOGUI HAPI + GIBAN

Hakama - espécie de calça com longas pregas e pernas


largas com o objetivo de ocultar a movimentação dos pés.
Geralmente nas cores branco, azul ou preto sendo os de
cores escuras os mais populares. Há vários tipos e
modelos de hakama utilizados pelos mais diversos
motivos e artes marciais, o tipo mais comum é chamado
de Hida Hakama, ele tem 5 pregas na frente e 2 atrás,
existem hakama com 6 e 7 pregas na frente e são
chamados de Momodachi no Hakama e também são
utilizados no Kendo, Kyudo Aikido, Jodo, Naguinata-do e
Iaido

OBI PARA TANTOJUTSU:


Este Obi é similar aos que são utilizados quando usamos
YUKATAS ou KIMONO, eles possuem aproximadamente 10 a 15
cm de largura, por 3 a 4 metros de comprimento e contêm
forrações especiais que permitem que a espada fique bem
colocada no KOSHI.

OBI de diversos modelos.

TASUKI, HIMO e HAJIMAKI:


São fitas especiais para prender as mangas do IAIDOGUI
(TSUKIGAKE UDE MAKURI), utilizadas para combate, seu
objetivo é: que as mangas longas do KIMONO tradicional
não atrapalhem os movimentos do TSUKA no momento de
golpear. Isso se deve ao fato de que os KIMONOS tipo
KENDOGUI eram utilizados só para batalha, o que não era
próprio de se usar no dia a dia, enquanto que o IAIDOGUI
era uma roupa de uso civil, às vezes eram utilizados os
próprios SAGEO da espada para prender as mangas deste
kimono.
Os SAMURAIS amarram o TASUKI do lado esquerdo do
peito ou nas costas. O HIMO é uma fita utilizada para
marrar o GIBAN (kimono fino de algodão utilizado para
absorver o suor e preservar o HAPI externo). O HAJIMAKI
é a popular faixa utilizada na fronte (testa) e amarrada
atrás com um nó de faixa (as duas pontas devem ficar
iguais e para baixo). O objetivo do HAJIMAKI é não deixar
o suor escorrer pelos olhos no momento do combate, ele
também simboliza o desejo de se esforçar em uma
determinada atividade.

Forma de utilizar o TSUKI e


O HIMO
SENSEI ADRIANO vestido para combate
com IAIDOGUI, GIBAN, TASUKI, HIMO E HAJIMAKI,
MOMODACHI HAKAMA, TABI E LEQUE.

TABI:
É uma espécie de meia com solado macio para ser
silencioso e não arranhar o piso de madeira.
Também dá mais aderência e permite melhor
equilíbrio devido ao corte que separa o dedo maior
dos dedos restantes do pé. Geralmente são
utilizados na cor BRANCA, AZUL e PRETO.

TABI.

ZORI:
Sandália feita de palha deve ser usada para andar fora do
KOTO (veja CDR KENDO I).

TANTO BOKEN:
TANTO feito em madeira de lei (marfim, ipê, maçaranduba, anjico
preto, pau ferro) para treinamento e luta. A ponta deve ser
arredondada para se evitar ferimentos graves. Deve ser usado por
iniciantes e para utilização contra oponentes reais, jamais utilize o
shinken (lâmina verdadeira), em treinamentos se você não tiver
muita pratica. Ferimentos com Tanto são letais e difíceis de
cicatrizar.
TANTO SHINKEN:
Adaga forjada tradicionalmente com manufatura e montagem
manual tipo Samurai.
Aço: carbono 1140 especial para Katana .
Peso: 250g balanceada.
Especificação: 20 cm de lâmina , 35 cm no total.
Desenho: período Edo (1603/1868) estilo Shin shin to
(curvatura e ponta)
Processo de têmpera: resf. Água dureza de 30 r.c no shinogi e
59 r.c. no hamon (fio da espada)
Polimento: espelhado tipo midarê komi
Implementos metálicos e Adornos: menuki, kozuka e gashira
em bronze folheado a ouro.
Tsubá (Guarda-Mão) : tipo vazado em bronze e aço carbono
fundido
Cabo: tsuka com couro de raia samê , madeira de lei e
adornado com seda preta ( sagueo)
Dorso da lâmina : tipo yori mune.
Ponta da espada: tipo kô kissaki sui to ( ponta antiga)
Nakagô: tipo Funagata com marcas de lima sujikai

TANTO E SAYA FEITO A MÃO


POR SOJOBO.

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TIPOS DE TANTO:
Os tantos com mais de 30 cm (1 shaku) de comprimento
são chamados de O-Tanto ou Sunobi Tanto.

TIPOS DE SUGATA TANTO (LÂMINAS):

1. Hira-tsukuri: lâmina sem shinogi , com mune. (é o mais


comum)
TANTO ANTIGO TIPO HIRÁ TSUKURI

2. Katakiriha-tsukuri: lâmina totalmente achatada nos


lados com extremidade de tipo de cinzel. Geralmente com
kissaki do tipo sem definição e com mais de dois HI .
(raro)

3. Moroha: Lâmina com fio duplo com afilamento em


direção da ponta, a linha do shinogi vai em direção até a
ponta, com ângulos de lapidação bem definidos. (um
pouco raro)
MOROHA TANTO (EXECUÇÃO MODERNA)

4. Hochogata-tsukuri: hira-tsukuri largo, "curto e grosso."


Estilo popular de Masamune.

TANTO HOSHOGATA FEITO POR MASAMUNE O MAIR DE TODOS OS


FORJADORES.

5. Unokubi-tsukuri:Tanto tipo baioneta ou com o primeiro


terço da extremidade com dois fios.
UNOKUBI TSUKURI EXECUÇÃO MODERNA.

6. Kissaki-moroha-tsukuri: o-kissaki.(forma de Tanto


extremamente rara e extremamente longo) a ponta
grande é espetacular com dois gumes.

7. Kogarasumaru-tsukuri: shinogi, kissaki com terço de


frente de lâmina com fio duplo . (raro)
Kogara sumaru século 17.

8. Shobu-tsukuri: semelhante ao shinogi-tsukuri mas não


tem yokote, p. (comum)

SHOBU TSUKURI MODERNO.

9. Kubikiri-tsukuri: estilo do katakiriha mas com muito


mais sori e sua extremidade contém uma curvatura mais
fechada. (raro)
KUBIKIRI TANTO EXECUÇÃO MODERNA

10. Kanmuri-otoshi-tsukuri: Semelhante a unokubi-


tsukuri mas com INTERIOR. (raro) a gorjeta do ponto
em vez do mune.
11. O Ken: tipo antigo de Tanto muito raro parecido
com um gládio romano, o Ken era geralmente
utilizado em cerimônias religiosas (shintoistas e do
budismo shingon, tendai e shugen). Normalmente
eram forjados por mestres espadeiros como uma
forma de agradecimento aos deuses do aço e da forja,
depois eram doados aos sacerdotes para que fossem
utilizados em cerimônias. Este formato remonta a
primeira espada (TSURUGI) encontrada por Susanoo
Omikami e dada ao primeiro imperador.

KEN COM TSUKA TIPO DORGE


BUDISTA(INFLUENCIA TIBETANA).
KEN COM TSUKA DE OSSO.

ESTUDO DE LÂMINA ATRIBUIDA A MURAMASSA ( ELA NA


REALIDADE FOI FEITA POR UM DE SEUS DISCÍPULOS E
FOI ADQUIRIDA PELO ALMIRANTE TOJO (II GUERRA
MUNDIAL)

YARI TANTO
Após a chegada do fim do período Edo (fim das guerras civis e
inicio da modernização).Esta forma de Tanto tornou-se muito
popular, pois como não se havia mais utilização tática de lanças,
pois com a chegada das armas de fogo, utilizar lanças havia se
tornado obsoleto, então a maioria dos proprietários de lanças
mandaram reaproveitar as pontas de yari transformando-os em
Tantos.
TANTO YARI

TANTO YARI FUTSU GASHIRA E.

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PARTES ESTRATÉGICAS DO TANTO:


SEPPUKU NO TANTO:

TANTO UTILIZADOS EM SEPPUKU (RITUAL DE SUICIDIO) REPARE


NA MONTAGEM SHIRASAYA SIMPLES E ELEGANTE.

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REIGUI, RITSUREI E HOJÔ:


A forma de conduta e decoro em TANTOJUTSU deve ser
profunda e impecável, além de todos os aspectos já tratados no
CDR CURSO de KENDO NIVEL I e NIVEL II, os aspectos
ritualísticos em KORYU são muito mais complexos visando criar
uma profunda fusão espiritual entre o praticante e sua arma.
A formas mais utilizadas em TANTOJUTSU são:
TEITO SHISEI : a saudação inicial.
Deve-se ajoelhar em seiza, depois cerrar os punhos (RITSU REI)
e flexionar o tronco até que a cabeça fique paralela ao solo, é
muito importante não deixar a cabeça abaixar até tocar o solo,
pois neste caso perdemos totalmente a visão periférica ao nosso
redor, ou seja, quando estamos fazendo REI devemos ao abaixar
nosso tronco, poder observar pelo menos um metro e meio em
torno de nosso corpo, essa distancia é nosso SHIKO (distancia
de segurança que deve ser sempre mantida sem ninguém a
penetrá-la).
REISHIKI HOJÔ:
É o protocolo, a forma de se proceder em um KORYU DOJO,
estas regras são criadas para que se facilite o convívio e permita
aumentar em 100 por cento a segurança durante a prática,
quebrá-las constitui falta gravíssima e geralmente a punição é a
expulsão do DOJO.
Logicamente que será considerado faltoso o praticante
que já tiver sido instruído sobre o decoro, ato que se faz nas
primeiras aulas ao se adentrar em um DOJO de KORYU.
Constitui falta de decoro aproximar-se armado com o
TANTO ou BOKUTO, violando o SHIKO de qualquer pessoa
dentro do DOJO sem que ele o permita. A forma correta é retirar
a FACA do OBI (DATO) e passa-la para a mão direita SHIZOKU
SAGE TO (lado morto, não dá para atacar direito), e aí sim
sentar-se próximo da pessoa em que se deseja falar.
O pedido para se perguntar qualquer coisa é GUI
ONEGAI SHIMASSU. Ele deve ser efetuado sempre após o
mestre terminar de fazer sua explanação. É falta de decoro,
interromper ao mestre ou aos SENPAI quando os mesmos
estiverem falando ou demonstrando.
Ao ouvir o comando YAME deve-se parar
imediatamente o que se está fazendo e prestar atenção ao
Mestre.
Quando o mestre estiver demonstrando qualquer
técnica devemos permanecer sentados em SEIZA, além de ser
um sinal de boa educação, quando observamos o movimento por
baixo, vemos todos os detalhes mais rapidamente, o que evita
de fazer o mestre ficar demonstrando exaustivamente os
mesmos aspectos e não consome o tempo da aula inutilmente.
Fazer as mesmas perguntas, principalmente depois do
mestre ter acabado de falar sobre o mesmo assunto, constitui
uma total falta de decoro, além de demonstrar que você não
estava prestando atenção no que o mestre estava explicando.
NUNCA FALE ALTO NO DOJO, não atrapalhe a
concentração de seus colegas,
No DOJO devemos só falar de assuntos do RENSHU e
do ESPÍRITO, qualquer outro assunto deve se pedir permissão
ao mestre antes de trata-lo.
Não se deixa telefones celulares, bips e similares
ligados, salvo se sua profissão assim o exigir (médicos, policiais,
militares, enfermeiros, etc).
Não se deve ficar balançando e brincando com a
TANTO.
Não se deve pisar, passar por cima ou chutar a ARMA
de ninguém. Isto é GRAVÍSSIMO.
Não se entra de sapatos no DOJO e no KOTO, procure
deixar seu ZORI arrumado e de preferência no local indicado
pela casa.
Permaneça em silencio.
Não utilize o seu conhecimento levianamente.
Seja útil a todos.
UM DOJO DE KORYU é um ambiente onde se estuda
VIDA e MORTE, não se deve ofender a ninguém com gestos,
palavras ou atos impensados.
DEVE-SE TER OBEDIÊNCIA TOTAL AS REGRAS DA
CASA E AO MESTRE, NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE SE
APRENDER KORYU, SEM SE SUBMETER A AUTORIDADE DO
DENSHO E DO SOKE.

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TIPOS DE REI:

TATE TANTO REI- em pé com a TANTO em TAITO SAGE TO,


passe-a para SHIZOKU SAGE TO e depois faça TO REI
(cumprimentar a espada como se fosse oferece-la, segurando-a
entre os dedos polegares e indicadores, como se segurássemos
uma bandeja). O SAGEO deve ser segurado enrolado na palma
da mão esquerda quando em TAITO SAGE TO, quando em TO
REI ele dede ser esticado junto ao SAYA e preso com a mão
direita.
ZAFU TANTO REI- idem a forma anterior só que agora
executamos ela de joelho em SEIZA ou SUWARI.
O kepan Marcelo Pessoa demonstrando Zarei

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MOKUSSÔ:
A meditação deve ser executada de forma profunda e sincera, o
KUJU (MUDRA- gesto, chave feito com as mãos) CHIN (ovo do
universo), deve ser feito com HENKA FUZA (palma direita por
baixo da esquerda) ou KENKA FUZA (ao contrário). Ao fazer
MOKUSSÔ não devemos fechar totalmente nossos olhos,
devemos estar relaxados mas totalmente alertas com nossos
pensamentos em MUSHIN (livres, desapego, não pensamento,
vacuidade mental).

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KIHON WAZA E TANTO SUBURI:


Os SUBURIS do TANTOJUTSU visam desenvolver total controle
da lâmina e transforma-la em parte (extensão) de nosso corpo e
de nossa mente.
No TANTOJUTSU o SUBURI e os WAZAS são tratados de
formas diferente da maneira dos BUDOS MODERNOS. Seu
objetivo se torna mais técnico do que físico propriamente dito.
Agora, o SUBURI consiste em pegar um determinado tipo de
movimento e executa-lo inúmeras vezes visando aprimorar e
descobrir seus segredos técnicos.
Ou seja, para pratica-los presume-se que você já tenha fôlego e
resistência física.
Os movimentos aqui descritos foram colocados por existirem em
diversos estilos de TANTOJUTSU ou de IAIJUTSU, o que ao meu
ver daria excelente base para que depois você pudesse optar por
aprofundar-se em um estilo específico.
Eu procurei colocar a nomenclatura usada na KOÔ BUDO
SHINKO KAI (Órgão Japonês que classifica, preserva e reúne
diversos estilos de KORYU) por se tratar de uma padronização
para facilitar o ensino dos estilos antigos, desta forma utilizamos
o nome genérico dos movimentos e técnicas e não, os nomes
alegóricos e poéticos, utilizados por cada estilo,
Isto facilita muito o trabalho de aprendizado e ensino, pois
muitas vezes, uma determinada técnica ou movimento recebe
mais de 30 nomes diferentes, dependendo da visão de cada
escola que a estiver interpretando.
Outro objetivo do SUBURI é desenvolver o HASUJI (total
aproveitamento, de ângulo correto em relação ao corte da
espada)
O HASUJI é praticamente uma arte a parte ele demora alguns
anos para ser dominado. Sem HASUJI você não consegue cortar
nada adequadamente, podendo inclusive empenar a lâmina de
forma à estraga-la totalmente.

O desenho acima nos mostra os ângulos corretos de corte,


sempre retos e sem rebarbas, isso preserva a Lâmina e evita
que ela empene caso encontre algum osso no caminho ou tecido
resistente.

O DESENHO ACIMA MOSTRA FORMAS TOTALMENTE


INCORRETAS DE APLICAR OS CORTES, A AUTERAÇÃO DE
ANGULOS PREJUDICARÁ A LÂMINA, FAZENDO-A EMPENAR O U
MESMO PARTIR-SE, ALÉM DISSO, O PODER DE CORTE É
TREMENDAMENTE REDUZIDO.

O TE NO UCHI (habilidade e uso correto dos pulsos, da pressão


correta dos dedos mínimo, anular e médio, e da força e firmeza
correta dos braços que devem estar relaxados e sem tensões).
O TOMÊ (controle da lâmina, habilidade de parar a lâmina após
executar um golpe, colocar a intensidade desejada no golpe,
precisão cirúrgica).
Outra questão que você talvez note a diferença é que os golpes
do TANTOJUTSU foram desenvolvidos para acertarem as partes
do corpo que não ofereçam resistência (cartilagens, articulações,
grandes grupos de musculatura para o caso de golpes para
decepar , artérias e locais vitais que produzam grande
sangramento e perda de força imediata para os golpes de
secção. Partes do corpo que não estejam cobertas e protegidas
pela armadura ou COLETES DE PROTEÇÃO (ARMADURAS
MODERNAS).
Desta forma as técnicas e golpes, tem uma verdadeira eficácia
em combate efetivo.
SENRYAKU TANTO HEIHO (Estratégia em TANTOJUTSU).
O TANTO, é uma arma De utilização de curta distância
na forma corpo a corpo em combate próximo.
É importante que o adversário não se aperceba da
nossa arma porque, neste caso, ele ao invés de se
aproximar, pode ficar a uma distância maior
obrigando-o a perder sua vantagem inicial. Lembre-se
a vantagem do tanto é o ataque surpresa, dissimulado
e imprevisível.
Em síntese, se perdemos a iniciativa, opção muito
importante em casos de combate real; entenda-se a
iniciativa como a possibilidade de obter um controle
absoluto da situação e não como a possibilidade de
iniciar primeiro o ataque.
Isto não significa que temos de ocultar sempre o
Tanto. Ele pode ou não estar oculto no momento do
ataque ou da defesa, o importante é neutralizar por
completo a capacidade ofensiva do oponente, para
isso devemos estar bem posicionados e dominarmos
por completo o ashi sabaki (movimentos dos pés) e o
tai sabaki (movimento do corpo).
Quando nosso oponente também utiliza um TANTO,
devemos ter em conta o seguinte:
Não deixar o TANTO ao alcance do agressor quando
desarmado.
Não perder de vista o TANTO do agressor sem se ter
verificado a sua neutralidade total, e evitar que fique
ao alcance de outros oponentes.
Utilizar o TANTO para a condução e imobilização do
adversário.
Em ultimo caso se o TANTO é uma arma secundária
(você teria uma espada, bastão arma de fogo,etc) ,
você poderá arremessa-lo surpreendendo o oponente.
O estudo do MA AI e DE AI é de suma importância
para a eficácia da utilização do Tanto, MA AI é a
percepção do espaço e tempo entre nós e o oponente,
MA AI também é a quantidade de espaço que
ocupamos (nossa distância pessoal de segurança), DE
AI é o tempo de execução gasto por nós ou pelo
oponente para atacar ou defender. Ambos devem
estar desenvolvidos dentro de nós , em nosso SAIKA
TANDEN e nosso centro.
PONTOS VITAIS
O tantojutsu quando utilizado em conjunto com os KYUSHO-
pontos vitais, transforma-se em uma arma letal. Incapacitando
ou mesmo causando a morte instantânea do oponente (por
motivos de segurança não serão revelados quais os pontos
mortais). Lembre-se o ponto mais alto da pratica do budo é o
shinmu fusatsu (preservar a vida, não matar).

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CORTANDO COM O TANTO:


O objetivo dos cortes do TANTO é sempre voltado ao grupo de
artérias e sistema circulatório, pois o TANTO, ao contrário da
espada, é uma arma compacta com menos poder de
decepamento. Os cortes em artérias causam grandes
sangramentos, neutralizando o oponente instantaneamente,
naturalmente isto deve ser efetuado em uma situação de
treinamento, em caso real, somente utilize estes ataques para
salvar sua vida ou de outrem (Defesa pessoal), contra
oponentes que estejam armados com armas perigosas (facas,
revolveres, etc). NUNCA EM HIPÓTESE ALGUMA, UTILIZE O
TANTO PARA FINS MALÉFICOS OU PARA SUBJULGAR OS MAIS
FRACOS. LEMBRE-SE TODO ATO CRIMINOSO SERÁ
RESPONDIDO POR VOCÊ, O AGENTE CAUSADOR.

GRUPO DE ARTÉRIAS DO CORPO HUMANO:

No caso de se defender contra atacantes armados com objetos


perfuro-cortantes, sempre mantenha as partes internas de seus
braços e pernas protegidos contra golpes cortantes, pois as
principais artérias passam nestes locais, cuidado com o pescoço
pois também é uma área delicada e cheia de artérias e vasos
respiratórios. Mantenha a guarda fechada sempre também com
relação aos olhos e partes da cabeça onde temos nosso sistema
cerebral.
Com relação ao TAI NO WAZA, todos os
movimentos podem ser executados em:
TATE (em pé)

SEIZA (ajoelhado)

ZAHO (o pé traseiro fica esticado e reto atrás)


ZAHO –Sensei Adriano e Kepan Marcelo Pessoa.
IAIGOSHI (pode ser feito em TATE e SEIZA)

TATEHIZA (SENTADO COMO SE ESTIVESSE USANDO UMA


ARMADURA)

Tatehiza
SUWARI (ajoelhado com o pé de apoio recolhido colado ao pé de
fixação ao solo o tronco fica em HANMI)
HANDACHI (começa em pé e termina ajoelhado)
CHIKODACHI (andando de joelhos) É A MANEIRA FORMAL DE SE
MOVIMENTAR NOS CASTELOS E NA CORTE IMPERIAL, O CHIKO
DESENVOLVE OS QUADRIS E AUMENTA A FORÇA DAS PERNAS.
O AIKIDO É UMA ARTE MODERNA QUE AINDA USA ESTE TIPO
DE DESLOCAMENTO.
NÊ DACHI (deitado).
TODAS AS TECNICAS E GOLPES PODEM SER EXECUTADOS EM
OMOTE (lado de dentro em relação ao KAMAE) ou URA (lado de
fora em relação ao KAMAE).
Com relação ao ASHI SABAKI:
SURIASHI (pés deslizantes)
TOBI KOMI ASHI (pés saltadores)
FUMIKOMI ASHI (pisar forte)
OKURI ASHI MIGUI E HIDARI (sobre passo)
AYUMI ASHI OMOTE (andar natural com os pés retos e sem
mostrar a sola)
AYUMI ASHI URA (andar com os pés voltados para fora em 45°)
HIRAKI ASHI (andar com os pés cruzando-se).
TENKAI (giro do koshi e dos pés sobre si mesmo)
TENKAN (pivô feito com uma das pernas em movimento de
compasso de 180° girando o koshi e o tronco)

MOMENTO DA ESQUIVA APLICANDO TENKAN


KAITEN (pivô feito com uma das pernas em movimento de
compasso de 360° girando o koshi e o tronco).
GOHO TENKAN (movimento de pivô entrando com uma das
pernas e girando com a outra em 180°, girando o koshi e o
corpo).

GOHO KAITEN (movimento de pivô entrando com uma das


pernas e girando com a outra em 360°, girando o koshi e o
corpo).
Com relação ao direcionamento dos golpes KIRI
WARI NO WAZA:
MAE (para frente)
HIKI (reverso, para trás)
USHIRO (pelas costas)
YOKO (de lado)
MIGUI (seu lado direito, ou de seu oponente)
HIDARI (seu lado esquerdo, ou de seu oponente)
GUIYAKU (movimento contrário ou invertido)
IRIMI (em diagonais)
JUMON JI (em cruz)
HIRAMONJI (em XIS)
Com relação ao TE NO UCHI (forma de pegar No
cabo da Faca):
Quando usado em conjunto com uma arma principal (espada,
bastão, etc), o TANTO deverá ser empunhado com a mão
esquerda (HIDARI TE), quando usado sozinho ele pode ser
empunhado com a mão direita (MIGUI TE) ou com a esquerda.
Outra questão importante é a extensão dos dedos indicadores e
médios que devem estar esticados e apoiados no cabo quando
em SAKATE ou em determinados tipos de golpe. Isto aumenta a
sensação de que a faca é parte de nosso corpo.
OJI TE/ HON TE (pegada normal igual a do Kendo com a mão
direita a frente a mão esquerda atrás):

Chudan Ojite

GUIYAKU TE (pegada reversa contrária ao normal com a mão


esquerda a frente próxima do TSUBA e a mão direita com a
palma aberta atrás, apoiada no final do TSUKA).

SAKA TE (a mão direita no OJI TE é invertida com o polegar


apontando para o KOZUKA GASSIRÁ):
Sakate

SO E TE MIGUI (a mão direita é apoiada em cima do MUNE com


a ponta dos dedos voltadas em direção ao KISSAKI da Lâmina
em diversas partes de seu comprimento dependendo da
necessidade técnica).

SO E TE HIDARI (a mão esquerda é apoiada em cima do MUNE


com a ponta dos dedos voltadas em direção ao KISSAKI da
Lâmina em diversas partes de seu comprimento dependendo da
necessidade técnica).

SO E TE GUIYAKU MIGUI e HIDARI (a mão que estiver apoiada


no MUNE é invertida e fica com os dedos apontados para o
TSUKA)

SO E TE SAKA (a mão que está segurando no TSUKA é invertida


e tem seus dedos voltados para o final do TSUKA no KOZUKA
GASSIRA)
SO TORI SAKA TE (em SO E TE as duas mãos são invertidas).

TORI HIJI UDE MIGUI , HIDARI e SAKA (apoiar o MUNE entre o


braço e o ante braço em cima do cotovelo).

AWASE RENRAKU (movimento livre, fluido e redondo, suave


como uma dança, esta forma combina todas as formas de
movimentação e é a mais difícil além de a fase final para se
alcançar a liberdade técnica).

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Com relação ao KAMAE (posição de guarda):


IN (peso para tras)

observe que o peso do corpo está apoiado no pé de trás.


YO (peso para frente)
agora o peso está na apoiado sobre o pé frontal.

TANTO GOSHI (peso dividido e joelhos flexionados)


AKI GOSHI (pés bem abertos, com o peso divido no centro).

CHUDAN NO KAMAE
SEIGAN NO KAMAE:

MASAKI RYU
SEIGAN
E GUEDAN NO KAMAE

OBSERVE A
POSIÇÃO DO SEIGAN CONTRA OPONENTE SENTADO EM TATE
HIZA.

JODAN
UDE JUNJI HASSÔ

WAKI
OBI NO KAMAE:
1. MAE

2. HIDARI MIGUI

OBI NO
KAMAE HIDARI (O TANTO ESTA NO LADO ESQUERDO)
3. USHIRO
ushiro obi no kamae

detalhe da pegada no ushiro obi no kamae em hidari

CHUDAN KAESHI (A LÂMINA É VOLTADA PARA CIMA)


GUEDAN KAESHI

SAKATE CHUDAN ( A LÂMINA FICA DE LADO)


SAKATE GUEDAN

UDE SAKATE CHUDAN (A LÂMINA FICA APOIADA


NO BRAÇO)
UDE SAKATE GUEDAN
Toyama ryu, aplicando o mesmo kamae.
OJI GAMAE (posição baixa do TANTO com o corpo em HANMI e o
TSUKA colado ao corpo, é parecido com o GO GYO NO KAMAE do
KENDO KATA só que é mais lateral e ofensivo)
TANTO GOSHI HAPO NO KAMAE (segurando a Faca com uma
das mãos e deixando ela ao lado do corpo com o TSUKA bem
próximo do KOSHI)
HANMI TANTO GOSHI HAPO NO KAMAE MIGUI e HIDARI
YO (ZEN KUTSO) HAPO NO KAMAE MIGUI e HIDARI
IN (KO KUTSO) HAPO NO KAMAE MIGUI e HIDARI
KABUTO WARI HAPO NO KAMAE (AKIBADASHI)
SAKATE HAPO NO KAMAE
SEIGAN KUZUSHI FUDO MYO KEN
MUTO NO KAMAE
HOYA JODAN KAESHI NO KAMAE
HOYA CHUDAN KAESHI NO KAMAE
HOYA SEIGAN KAESHI NO KAMAE
HOYA GUEDAN KAESHI NO KAMAE
HOYA HASSO KAESHI NO KAMAE
HOYA WAKI GAESHI NO KAMAE
GUIYAKU CHUDAN
GUIYAKU SEIGAN
GUIYAKU GUEDAN
GUIYAKU MIGUI JODAN
GUIYAKU HIDARI JODAN
GUIYAKU HASSO
GUIYAKU WAKI kAMAE
KARUMA WAKI KAMAE (WAKI COM A FACA HORIZONTAL E O
CORTE PARA O LADO).
URÁ CHUDAN (segurando em OJI TE, com os pés ao contrário)
URA GUEDAN (idem)
URA SEIGAN (idem)
URA GUEDAN (idem)
URA OJI GAMAE (idem)
URA HASSO (HASSO feito com o pé direito a frente e a espada
segurada em OJI TE no lado esquerdo do corpo)
URA WAKI KAMAE (idem ao HASSÔ)
TORI I NO KAMAE

SHIRI KARAGE NO KAMAE (arregaçar a manga e segura-la com


a palma de uma das mãos enquanto que a outra segura a
FACA).

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COM RELAÇÃO AO CHIBURI :


CHIBURI É O ATO DE LIMPAR A LÂMINA. Ele deve ser executado
após utilizarmos nossa lâmina para cortar ou para perfurar.
KÔ CHIBURI- CHIBURI pequeno, feito de lado para
fazer a lâmina vibrar e sacudir o sangue.

MOMODACHI NO CHIBURI - CHIBURI feito com a


Faca sendo limpa na barra do HAKAMA.
KASHIKAKE NO CHIBURI- CHIBURI feito com o
papel para limpeza da espada, que é retirado do interior da
manga do IAIDOGI.
KASHIKARE SAKATE NO CHIBURI- CHIBURI feito
com o papel para limpeza da espada, que é retirado do interior
da manga do IAIDOGI só que com a mão direita invertida.
TSUBA ATE NO CHIBURI- CHIBURI feito com a mão
direita sendo retirada do TSUKA e batendo com um TETSUITO
(punho em formato de martelo) sobre o TSUBA, este
movimento faz a lâmina vibrar muito e retira o sangue.
KATATE HIDARI TE NO CHIBURI- fazer CHIBURI
com a Mão esquerda no TSUKA
COM RELAÇÃO AO KIAI:
Em TANTOJUTSU utilizamos vários tipos de KIAI, além do
KAKEGOE (grito de batalha emitido com força através da
expulsão do ar pela expansão do HARA (baixo ventre, morada do
KI). Os KIAI mais comuns são:
EIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.
YEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII.
YAHHHHHHHHHHHHH.
TOOOOOOOOOOOOO.
EI utiliza-se para golpes perfurantes ou cortantes.
YEI utiliza-se para tomar iniciativa (principalmente em TANTO
DORI).
YA utiliza-se para sacar a espada em NUKI ou tomar a iniciativa
de aproximação.
TO para finalizar com TODOMÊ (golpe decisivo).
Dentro desta esfera. Muitos mestres de TANTOJUTSU se tornam
experts em KIAIJUTSU.
Naturalmente que por ser uma arma considerada de operações
sigilosas, não emitimos KIAI quando vamos neutralizar um
sentinela ou qualquer coisa similar para evitarmos sermos
detectados por outros oponentes.
Um exemplo disto é quando estamos em nossa residência e
descobrimos que ela foi invadida por assaltantes. Devemos
manter as luzes apagadas e agirmos silenciosamente no caso da
necessidade de reação. OBVIAMENTE de que esta é uma
situação extrema, e exigirá tremendo auto-preparo técnico e
mental, pois o risco é muito alto. Procure em casos extremos se
evadir com segurança do local, desta forma você estará
protegendo não só a sua vida como a de outrem.

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TANTO SUBURI:
Ataques mais utilizados.
KIRI KOMI: grupo de ataques cortantes utilizados para produzir
cortes profundos ou decepamentos similares aos golpes de
espada.
SHOMEN KIRI KOMI: atacar cortando o rosto do oponente
YOKOMEN KIRI KOMI MIGUI
YOKOMEN KIRI KOMI HIDARI
MENPO KIRI KOMI: cortar na altura da face do oponente
(bochecha).
KUBI KIRI KOMI : cortar o pescoço
UDE KIRI KOMI : cortar os braços

KOTE KIRI KOMI: cortar os pulsos e as artérias do pulso.


YUBI KIRI KOMI: decepar os dedos do oponente.

WAKIGANE KIRI KOMI: cortar a parte interna dos braços e as


artérias da axila.
DO KIRI KOMI : cortar o tronco do oponente
TARE KIRI KOMI: cortar as virilhas e a região genital do
oponente.
CHINUGI KIRI KOMI: cortar as artérias da coxa.
HIZA WAKI KIRI KOMI: cortar as articulações do joelho e os
tendões.
ASHI KIRI KOMI: cortar os tendões dos pés, decepar os dedos
dos pés.
TSUKAKE KOMI: grupo de ataques do tipo facada (como se
estivesse usando um furador de gelo). Quando utilizado para
atingir pontos vitais, este tipo de técnica decide rapidamente o
combate.
TSUKAKE SHOMEN : facada no centro da testa.
TSUKAKE YOKOMEN: facada na têmpora esquerda ou direita.
TSUKAKE NO GOE: facada no pescoço

TSUKAKE NO KOKORO: facada no coração


TSUKAKE NO WAKI: facada na região da axila.

TSUKAKE NO DO: facada na região do ventre visando o


estomago, o fígado e o baço.
TSUKAKE DO URA: facada nos rins.

sensei Adriano executando Tsukake Do Urá.

TSUKI KOMI: ataques de estocada do tipo utilizados pela


espada.

Pode-se estocar qualquer parte do corpo lembrando que par se


estocar locais entre ossos (costelas, olhos, etc), deve-se colocar
a lâmina em posição lateral com o mune do lado direito ou do
lado esquerdo dependendo da técnica.
O kepan Marcelo Pessoa executando Tsuki no Me (estocada nos
olhos).
Para que o TSUKI tenha eficácia, ele deve pegar o oponente de
surpresa, geralmente sendo executado com a lâmina escondida
atrás de nossa postura ou mascarada por algum gesto feito
pelos nosso braços (um atemi por exemplo) para distrair a
atenção do oponente.

o kepan Marcelo Pessoa executando o Tsuki komi Suiguetsu.


Geralmente todos os ataques de TANTOJUTSU são feitos para
surpreender o oponente, antecipando-se ao seu ataque, ou
atacando-o no meio de seu movimento.
ARREMERSSANDO O TANTO:
O ENMEI RYU – fundado por MYAMOTO MUSSASHI, foi uma das
escolas que se especializaram em arremessar o TANTO, logo no
primeiro ataque.
Para isso devemos segurar o TANTO pelo tsuka na posição de
jogar TSUBO SHURIKEN
A ponta da Faca estará voltada para o alvo isto se chama YO NO
KEN.

Esta forma de segurar é chamada TSUBAME UCHI (pegada de


andorinha).
Levantar o TANTO até a postura MANJI JODAN e arremessa-lo
em direção ao oponente no ponto em que queremos acertar.
Esta forma de arremesso é mais indicada para acertar alvos até
3 metros de distancia.
A outra maneira é chamada de IN NO KEN, e agora devemos
segurar o TANTO pela lâmina (esta forma é muito perigosa e só
deve ser tentada após você adquirir muita prática, pois o TANTO
é extremamente afiado e se não for segurado com a técnica
correta, fatalmente poderá lhe cortar e causar grandes
ferimentos na mão).
É muito importante, em ambos os casos sentir o balanceamento
da Arma, para não exagerar no arremesso (colocar força
desnecessária nos braços e nas mãos).
Esta técnica é utilizada para acertar alvos a mais de 3 metros de
distância.
Aconselho você a ver o CDR A Arte De ARREMESSAR SHURIKEN
para estudar com acurada precisão as formas de arremessar
lâminas.

Tanto-gata, facas adaptadas para


serem shuriken
Para treinar arremessos utilize um alvo apropriado do tipo MATO
WARA (feito de palha e folha de madeira macia, ou de cortiça.
observe o alvo
apropriado (você poderá encontra-lo em nossa loja virtual
www.mercadolivre.com.br/SOJOBO)
Não arremesse o TANTO em locais duros do tipo parede de
concreto ou tijolos ou superfícies que possam causar graves
ricochetes.
Não arremesse o TANTO em seres vivos ou em locais que
possam vir a danificar a propriedade alheia. Existem severas
penas de lei para os infratores e vândalos.
Meu mestre, sensei AKIRA TSUKIMOTO dizia que um verdadeiro
SAMURAI deve treinar forte e sinceramente, mas não há a
necessidade de ferir ninguém ou de se ferir neste processo, pois
o BUDO deve preservar a vida, sua e de outrem.
Este conceito de BUDO é muito importante em todas as artes
marciais Japonesas.
BUDO é composto de dois caracteres:
HOKU: significa a arma mais terrível que se possa imaginar.
HOKU destrói a tudo que estiver ao seu redor.
TOMERU: significa deter a arma, parar a guerra, parar o
combate, dar a vida e reeducar o oponente.
Se você pretende ser mais do que um simples lutador de Facas,
você deverá estudar estes ideais por toda a sua vida marcial,
Os princípios do Budo japonês acabam tornando-se um modo
de vida, que influência moralmente e guia fortemente o
praticante de TANTOJUTSU, elevando seu espírito corpo e a sua
mente até Ten (Deus, Infinito), cultivando o auto domínio,
segurança, paz e tranqüilidade. Aponto para o fato de que
dominar sob quaisquer aspectos uma Arte Marcial e inclusive o
TANTOJUTSU, requerem anos de paciência, perseverança,
dedicação e humildade, influência esta que eu acho
extremamente positiva em um estudante. Por isto, eu acredito
que própria prática do TANTOJUTSU pode, e tem um lugar no
mundo moderno. A habilidade de se concentrar para
alcançarmos nosso objetivo/alvo assim como também a
habilidade de permanecer calmo e em estado mental relaxado,
livre de distrações e sentimentos negativos, tais como a raiva,
medo, ódio, fraqueza, ansiedade, frustração etc. Podem e devem
ser canalizadas para o nosso cotidiano.
O bom praticante de artes marciais deve levar estes aspectos
muito a sério, para obter não só um progresso físico e mental,
mas também obter um retorno espiritual da própria arte para
consigo, fortalecendo seu interior e adquirindo o auto controle.

pegada utilizada em
lâminas curvas para arremessar.

Detalhe do
outro lado.

TÉCNICAS DE DEFESA CONTRA UM OPONENTE ARMADO COM


UMA FACA:
técnica
contra oponente armado com shaken -Bujinkan tanto jutsu

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TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO:

UDE NIKAJO-DAITORYU
FINALIZANDO O UDE NIKAJO

ude shira há
kami – Araki ryu.
Kogusoku ude
goken – Toride Araki ryu

imobilizações com
Tanbo e Tanto – Daito- ryu
Sankajo Guruma –
Daito-ryu

AYARITE OBI UDE


SAKATE
TÉCNICAS DE DEFESA CONTRA UM OPONENTE ARMADO COM
UMA ARMA LONGA (TIPO ESPADA OU BASTÃO LONGO)

Sensei Adriano demonstrando Sakate waki guiri.

Tsukake kansetsu sakate yoguiri -Toyama-ryu.


GAMEN TSUKI HAKKO-RYU .

NINPO TAIJUTSU DAKEN NO KAMAE CONTRA ESPADA.

TANTO DORI:
TANTO DORI AIKIDO

UDE GUIYAKU TANTO


DORI
FINALIZANDO O
KOTE NOBASHI TANTO DORI

TANTO IRIMI TAIOTOSHI


DORI- DAITO RYU
YOSHIN RYU
UDE GARAMI TANTO DORI

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TÉCNICAS DE DEFESA CONTRA VÁRIOS ATACANTES:


A lutar contra mais de um atacante, deve-se atacar com
iniciativa o oponente mais forte (ou que apresente mais perigo),
neutralizando-o de imediato, isto causará a decomposição da
liderança do grupo, além disso, é muito difícil para um grupo de
pessoas agirem em conjunto e com disciplina (conceito de
Dantai), a maioria das pessoas pensam individualmente e por
isso acabam até mesmo se atrapalhando quando estão em
grupo. Aproveite este estado psicológico e vença a todos. Neste
caso se faz necessário o conhecimento de HEIHO (estratégia) .
Veja CD de Kenjutsu e Iaijutsu e o CD Heiho Expert Kit.
Os fatores de agilidade, habilidade, força, local do combate,
luminosidade, condições climáticas, vantagens e desvantagens
de nossas armas e dos oponentes devem serem avaliados com
profundidade.

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TANTO KATA:
IPOM ME : SHOMEN KIRIKAKE
NIHON ME YOKO MEN KIRI KAKE
SAN BON ME SUIGETSU TSUKI
YO HON ME KIRIKAKE DO MIGUI
GOHON ME Kirikake DO HIDARI
RO PON ME sakate ude waki guiri
NANA HON ME Kirikake ude waki ura (estocar a axila)
HACHI HON ME kesa doomiyaku eri guiri (artéria do pescoço)
KYU HON ME ateru ashi (arremessar no pé)
JUPON ME kirikake tsuki no Mê (nos olhos)
JU IPON ME kirikake kubisudi uchi ura (cravar o tanto na nuca).
JU NI HON ME kote miyaku guiri (cortar os pulsos).
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TANTO NAS ESCOLAS TRADICIONAIS:

A HÍSTÓRIA DO KOGUSOKU JUTSU:


O Kogusoku é uma arte complementar do Tantojutsu, do
Shurikenjutusu, do Kenjutsu e do Jujutsu (Taijutsu, Aikijujutsu,
Goshinjutsu, Yawarajutsu, Kumiuchijutsu, Yoroi Kumi. Ele
consiste em utilizar armas de defesa curtas (tanto, aikushi,
shoto) para defender e atacar contra um ou mais oponentes. O
Kogusoku está para o Tantojutusu assim como o Iaijutsu está
para o Kenjutsu.

NESTA FOTO PODEMOS VER UM TANTO MODRNO COLD STEAL,


UM TANTO TRADICIONAL E UM KODACHI (KOGUSOKU).

Nas montanhas de Sannomiya, no santuário principal


do clã Minamoto famoso por utilizar a arte da
estratégia aprendida por Yoshitsune Minamoto o
maior de todos os guerreiros do Japão. Antes de
morrer Yoshitsune ensinou sua arte a um jovem
samurai conhecido pelo nome de Takeuchi Hisamori.
Hisamori dedicou-se de corpo e alma em seu
treinamento e perigrinava constantemente em direção
do templo de Atago colocando-se proteção do Deus
da Guerra Hachiman Daí Bosatusu onde treinou
duramente submetendo-se a todas as formas de
austeridades físicas e espirituais para honrar seu
mestre . Durante vários dias, ele praticou a arte de
golpear com seu Bokuto (espada de madeira) contra
uma árvore frondosa. Sua Espada media dois Shaku e
quatro Sun (aproximadamente 72 cm). No sexto dia
de treinamento, após treinar sem se alimentar e
tomar banho ou água, Hisamori caiu exausto em um
sono profundo. Quando ele despertou, se viu
derrepente diante de um asceta montanhês
(Yamabushi). O ermitão era maior que dois metros e
tinha um olhar petrificante e aterrorador.
Imediatamente, Hisamori agarrou sua espada de
madeira e atacou-o pensando que ele era um bandido.
Porém, não conseguiu se quer atingi-lo com seus
poderosos golpes que acertavam no ar, Hisamori
percebeu que o Yamabushi tinha habilidades
sobrenaturais e conseguia antecipar e evitar seus
golpes que diante de sua habilidade pareciam infantis.
O ermitão então disse-lhe que ele não era nenhum
agressor e que ficou curioso em ver um jovem
treinando com tamanho empenho nestas montanhas e
por isso veio até ele. Hisammori ficou envergonhado
de seu ato e pediu humildemente para que o monge
lhe ensina-se sua arte. O Yamabushi ensinou Hisamori
os cinco princípios técnicos para derrotar e subjulgar
depressa qualquer agressor. Estas técnicas são
ensinadas até hoje (Gokaijo I Torite).

O Yamabushi pegou a espada de madeira de


Hisamori e lhe disse que ela era muito grande e por
isso ele demorava muito tempo para executar um
movimento feito isso, ele a quebrou no comprimento
de um Shaku e dois Sun (aproximadamente 36 cm) e
chamou esta nova arma de Kogusoku. Ele ensinou
Hisamori como porta-la e lhe transmitiu um sistema
de 25 técnicas de combate próximo utilizando o
Kogusoku.
Hisamori aprimorou estas técnicas criando o mortal
sistema de Kumiuchi (a arte de lutar com o koshi) , .
Estas 25 tecnicas contituem o Kihon Waza (técnicas
de base) do Takenouchi-Ryu e são chamadas de
Kogusoku no Gata Omote. Da tradição de Kogoden do
Takenouchi Ryu. O principio técnico e´chamado de
Represa de águas fortes" aludindo o fato do Kogusoku
ser uma forma de escudo contra a espada do
atacante, isto é a essência e a base do Kogusoku-
Jutsu. Este principio japonês antigo transforma uma
arma secundária em arma principal. Isto se devia ao
fato de ao adentrar em uma residência ou castelo de
outro guerreiro ou clã, o samurai deveria deixar sua
espada do lado de fora ou entregá-la para que fosse
guardada só lhe sendo permitido permanecer com o
Wakizashi (shoto, kodachi) ou com o TANTO, pois
seria um ato desonroso desarmar totalmente um
guerreiro e nenhum samurai se submeteria a isto.Com
o advento da era Meiji e a chamada “Caça as espadas”
os métodos de lutas com armas de defesa como o
Tanto, o Kogusoku e o Wakizashi, além das formas de
combate sem armas (Jiujutsu, Atemi jutsu, Aiki,
Sumo, Yawara e Kumiuchi), começaram a se tornarem
cada vez mais importantes. O objetivo da técnica com
armas mais curtas é neutralizar o oponente através
do combate bem próximo a ele, ou neutraliza-lo
arremessando com potencia a arma em um ponto
vital. As técnicas geralmente são desenvolvidas para
neutralizar ataques de surpresa contra um ou mais
adversários, em diversas situações de combate (em
pé, de joelhos, sentado em cadeiras, deitados,
andando, parado, etc). A arma pode ser usada para
matar, ferir ou dominar um ou mais de um agressor. O
Takenouchi-ryu é uma da s heranças históricas do
povo japonês e preserva a cultura marcial e
tradicional do Bugei (artes genuinamente samurai
sem conotações esportivas).

O Soke (mestre herdeiro) do Takenouchi Ryu,


Takeuchi Tojuro, demonstrando uma técnica de
Kogusoku contra um bastão em Kyoto.

GYOKKO RYU E TAKAGI YOSHIN RYU:

Existem Katas históricos da tradição do Gyokko-Ryu ,


como também nos exemplos de formas de combate
corpo-a-corpo bem próximos aplicados em Suwari
Gata (movimentação de joelhos) do Takagi Yoshin
Ryu, tendo recebida muitas influências do
Takenouchi-ryu, Muitos destes exemplos mostram o
desenvolvimento de ataque e defesa utilizando uma
espada curta no estilo de um Wakizashi ou Kodachi ou
utilizando um Tanto. As técnicas são treinadas com
uma arma feita de madeira e o e a obtenção dos
movimentos corretos são muito importantes para se
alcançar um ótimo efeito sem que ambos os
praticantes possam se ferir .
JINEN-RYU KODACHI E JINEN-RYU TANTOJUTSU:
Jinen-ryu Kodachi e Jinenryu Tantojutsu incluem
dezenas de técnicas para neutralizar , evitar e
desarmar oponentes armados com qualquer tipo de
armas (MUTO DORI). A arma mais utilizada por este
estilo é o TANTO, pois com ele após desarmar o
oponente, o praticante desferia um golpe
incapacitando seu agressor.
SHINTORYU:

KASHIMA SHINTO RYU TANTO JUTSU


Os estilos de Shintoryu (KASHIMA SHINTO-RYU,
KATORI SHINTORYU, TENJINSHINNYO SHINTO-RYU,
KUKI SHIN SHINTO-RYU,SHINTORYU BATTO-DO,
MUSSÔ SHINDEN SHINTO-RYU), desenvolveram
diversas técnicas de utilização de TANTO, KODACHI,
WAKIZACHI e AIKUCHI, sendo praticadas até os dias
de hoje em diversas escolas. De minha experiência
pessoal (pratico SHINTORYU BATTO-DO a muitos anos
tendo adquirido o grau de CHUDEN) posso afirmar
que o Tanto Jutsu é uma arma sem igual, totalmente
versátil e adequada aos dias atuais, sendo que seu
estudo aprimora nossas capacidades e desenvolve
habilidades de defesa auto-dominio, necessárias
infelizmente devido à violência que ainda nos cerca
em qualquer país de nossa sociedade moderna.
YOROI KUMIUCHI:
KODACHI
TSURUGI TANTO – TANTO COM DOIS GUMES.

YOROI KUMI UCHI consiste em um antigo sistema de


métodos de defesa e ataque baseados no SUMAI
JUTSU contra oponentes com algum tipo de armadura
ou proteção (YOROI) contendo golpes de :
1. imobilizações através de chaves, agarramentos e
torções
2. golpes contusivos com o punho fechado, aberto,
cotovelos, palma das mãos, ponta dos dedos, golpes
de pé, joelhos, cabeça, ombros, e demais armas
naturais do corpo humano
3. utilização de TANTO , KODACHI, TESSEN E JUTTE para
neutralizar oponentes além de diversas outras armas
tradicionais tais como a espada Daito, kusarigama,
jutte, kusarifundo, yari, naguinata, armas de fogo
(TEPPO DAÍ) e outras mais.

O YOROI KUMI UCHI sempre foi utilizado pelo


samurais para combate corpo-a-corpo visando
neutralizar rápidamente um oponente que estivesse
totalmente protegido por uma armadura completa,
sendo que todos os samurais do mais baixo nível
(ashigaru) ao mais alto nível (hatamoto), tinham de
alguma forma alguma habilidade em utilizar mesmo
que de forma rudimentar, técnicas de desta fantástica
arte de combate tradicional.
O YOROI KUMI UCHI era especialmente treinado para
situações em que o guerreiro se via desarmado ou
com uma arma pequena (TANTO, KODACHI, JUTTE e
TESSEN).
Nos dias atuais ele é especialmente estudado por
especialistas que enfrentam oponentes protegidos por
coletes a prova de bala e outras formas de proteção
tais como coletes e vestimentas blindadas anti-
lâminas , etc.

O YOROI KUMI UCHI exige que os praticantes usem os


quadris e membros de uma forma especial e
poderosa. isto é possível através da pratica das
técnicas de YOTSU GUMI KATA , um método simétrico
de agarramento em que o oponente fica travado pelos
quatro lados de seu corpo e de sua armadura para que
o mesmo possa ser subjulgado sem ter chance de
reação.
O YOTSU GUMI constitui-se na base técnica para o
desenvolvimento do YOROI KUMI UCHI sendo que o
seu domínio pleno se faz necessário para se aprender
a controlar o oponente antes de neutralizá-lo com o
TANTO.
O treinamento com armadura nos dias de hoje pode
ser efetuado utilizando-se o BOGU (armadura
moderna utilizada no KENDO (veja CD de KENDO nível
I) ou protetores utilizados no KARATÊ de contato ou
TAE KWON DO, este tipo de treinamento aumenta a
força, velocidade, equilíbrio, noção de espaço e
reflexos rápidos no combate com armas, ou no
combate desarmado. A maioria das formas modernas
de CQB e CQC (CLOSED QUARTER COMBAT E CLOSED
QUARTER BATLE), formas modernas de combate
armado e desarmado praticados por forças de elite e
policias do mundo atual utilizam técnicas de YOROI
KUMI UCHI.
Um número enorme de tradições combativas
clássicas desenvolveram formas de estudo de YOROI
KUMI UCHI. Para citar alguns dos mais famosos pela
sua eficácia comprovada em combates reais:
TSUTSUMI-HOZAN RYU, YAGYU SHINGAN RYU,
SHINTORYU e GENKAI RYU.

WAKI GAMAE
IMOBILIZANDO O BRAÇO COM UM TANBO

USANDO O CHAPÉU COMO ESCUDO E ARMA


TACHI DORI UTILIZANDO O YOTSU GUMI KATA

AS PODEROSAS FORMAS DE NAGUE WAZA DO KUMI UCHI


UTILIZANDO O YOTSU GUMI OMOTE GOSHI.
YOTSU NO JUJI GARAMI OTOSHI, A TÉCNICA MORTAL DE
PROJEÇÃO PARA QUEBRAMENTO DO PESCOÇO.
ANTIGO MAKIMONO DE SUMAI (SUMO DE COMBATE) O
PRECURSOR DO YOROI KUMI UCHI.

SHOTO TANEMURA SENSEI EXECUTANDO YOSETSU TANTO


DORI.

YAGYU SHINGAN RYU HEIHOUJUTSU:


Fundado aproximadamente 400 anos atrás, O YAGYU
SHINGAN RYU inclui práticas em TAIJUTSU (combate
desarmado), YAWARA DE KACHU –(técnicas de ataques
em pontos vitais através de pressões) YOROI KUMI UCHI
(luta com armaduras), TANTO TOUSHI DE YOROI (TANTO
para perfurar armaduras), KODACHI (espada curta),
SHURIKEN (lançando lâminas), JUTTE (bastão anti-
espada), O TACHI (espada longa), NAGINATA (alabarda),
SOJUTSU (lança reta grande), KUJIKIRI (ensinos
esotéricos do budismo e xintoismo) e HYOHO NO HEIHO
(estratégia),só pra citar algumas das principais práticas
desta fantástica escola de artes marciais tradicionais do
Japão.
YAGYU SHINGAN JUTAIJUTSU

YAGYU SHINGAN KENJUTSU (O TACHI)

YAGYU SHINGAN TACHI DORI

LISTA DE PRÁTICAS DA ESCOLA YAGYU:

JUJUTSU (ARTES CORPO-A-CORPO)- yoroi


kumiuchi/kacchu yawara, torite, totte, suhada jujutsu
KENJUTSU (ESGRIMA) - ittoujutsu, nitoujutsu,
kodachijutsu, tachijutsu, oodachijutsu, sayasabakinojutsu,
sageosabakinojutsu, nageken
BOJUTSU (BASTÕES)- bojutsu, jojutsu, hanbojutsu,
tanjoujutsu, tanboujutsu, tenouchinojutsu
SOJUTSU (LANÇA)- kuda yari, suyari, jumonjiyari,..
NAGAMONO (ALABARDA)- nagamaki, naginata,
nagamono sonota (kumade, sasumata, sodegarami..)
KUSARIGAMA (FOICE COM CORRENTE)- kakushu
JUTTE (ARMAS ANTI ESPADA)- juttejutsu, hananejijutsu,
kabutowarijutsu,..
SHURIKENJUTSU (ARMAS DE ARREMESSO) - kakushu
KAKUSHIBUKI - tecchu, konpei, metsubushiyaku,
suntetsu.
KYUJUTSU (ARCO E FLECHA) - kakushu
FUNDO KUSARI (CORRENTES)
GUNRYAKU HEIHOU (ESTRATÉGIA) - tenmon chimon
fuusuigaku, kakuryu koden heihou, shinpiron
IAIJUTSU(ESGRIMA E CORTE COM ESPADA) - kakushu
JINEI(TRANSPORTES)
SUIEI (NATAÇÃO)
HOJOUJUTSU (IMOBILIZAÇÃO COM CORDAS) -
hayanawa, hon-nawa
HOUJUTSU - kakushu
IGAKU CHIRYOUHOU (METODOS DE
REÇUCITAÇÃO,MEDICINA ORIENTAL DE EMERGÊNCIA ) -
kappou, seikotsu, seifuku,..
TEPPOJUTSU( ARAMAS DE FOGO)
YAGYU SHINGAN TÉCNICA DE TANTO JUNTO COM KODACHI

YAGYU SHINGAN IDEM ACIMA


YAGYU SHINGAN IDEM ACIMA

YAGYU SHINGAN KOPPO TAIJUTSU

Hakko-Ryu Jujutsu
No Japão, o estabelecimento e
perpetuação de sistemas de combate
foi tradicionalmente preservados pela
fundação de um ryu (escola ou sistema
de artes marciais). Os praticantes das
primeiras-gerações (shodaisoke) destes
estilos eram freqüentemente gênios
marciais que, por estudo sério,
experiência prática, disciplina austera e
perspicácia natural, desenvolveram
diversos métodos de ensino e
treinamento pra preservarem seus clãs
e suas vidas.
No Japão, as referências mais antigas de
estilos individuais datam do século XIV.
.

Um destes eestilos mais tradicionais é


conhecido mundialmente como HAKKO-RYU
cujo Dojo central está sediado na cidade de
Omiya, Japão O HAKKO-RYU acabou se
destacando no período TEHODOKI (período
de desarmamento na era Meiji) .Apesar de
ser uma escola relativamente recente
(1878 e reformulada em 1939), o HAKKORYU tem em
suas tradiciões ligações com diversas escolas antigas tais como:
ARAKI-RYU, TAKENOUCHI-RYU, DAITO-RYU E YOSHIN-RIU.
O HAKKO-RYU destaca-se pela técnicas
de controle de indivíduos que estejam
armados com espadas, bastões, TANTOS,
e diversas outras armas, alêm de
tasmbém cultivar práticas com armas
tradicionais, sus técnicas de TANTO
JUTSU são muitos utilizadas por policias
do Japão até os dias atuais.

Outro destaque se mostra


nas técnicas de
imobilizações de um ou
mais oponentes .
Makimono

Hakko-ryu, utilizando o Katana e o Tanto


como arma de apoio.

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CHANBARA TANTO:
UMA FORMA SEGURA DE TREINAR FORMAS DE
LUTA UTILIZANDO ARMAS COM MUITO
REALISMO E VELOCIDADE:
Chanbara é um esporte que enfatiza a prática real com
armas especiais confeccionadas em materiais apropriados
para contacto com o objetivo de desenvolver uma real
capacidade de combate através do contato real mas com
toda a segurança sendo impossível acontecerem
acidentes pois as armas são confeccionadas de materiais
macios e flexíveis.
Diferente dos esportes marciais modernos, o Chanbara
saiu direto das escolas antigas não tendo que reduzir
suas praticas e golpes para que não machucassem ou
viessem a ferir gravemente seus praticantes.

EQUIPAMENTOS PARA PRATICA:


ATAQUES BÁSICOS :
Kamaeto

KAMAE BÁSICO

men uchi
ATAQUE SOBRE O TOPO DA CABEÇA

kote uchi

ATAQUE NOS PULSOS

migikarado uchi

ATAQUES NAS LATERAIS

hidarikara ashi uchi


ATAQUE NAS REGIÕS INFERIORES

Tsuke

ESTOCADAS

ESQUIVAS (TAI SABAKI):


Hikiashi

Esquivar-se para trás

Soriyoke
esquivar o dorso
superior
dohikiyoke

esquivar o abdome
Huseyoke

abaixar o tronco
para esquivar-se
Ashiage
levantar o pé ou saltar

BLOQUEIOS:
Uekakoi

superior central
Hidarikakoi

superior lateral
Migikakoi
médio lateral
Shitagakoi

inferior central
TANTO JUTSU SHIAI

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CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Após toda esta trajetória empreendida durante seu treinamento
você penetrará na esfera de JI TOKU (verdadeira virtude) e
alcançará o DÔ (caminho espiritual).
DÔ e TAO são a mesma coisa, a via dos sábios iluminados, sua
habilidade (jutsu). Passa a ser algo que sobrenatural, em
termos de eficiência e beleza. Este é o verdadeiro propósito de
todas as artes marciais legítimas. O propósito de desenvolver o
espírito humano a condição de iluminação. O verdadeiro treino é
interior, silencioso, humilde e tranqüilo. O verdadeiro adepto é
persistente, bondoso, benevolente e nobre. Sem estas
qualidades o praticante de um sistema marcial não passaria de
um imitador ignorante e causador de dor, sofrimento e
indignação (ver como exemplos sistemas modernos criados sem
princípios filosóficos e que, só produzem jovens brigões e
sociopatas).
Não quero com isto dizer que os sistemas modernos são
inadequados e falsos.
Quero sim alertar para que muitos sistemas praticados em
nossos dias, ditos como esportivos, perderam esta qualidade de
dar uma formação ética, mental e espiritual para quem os
pratica.
Procurei reunir neste humilde trabalho, além de um manual
técnico, um guia para que praticantes que não podem ter acesso
ao ensinamento tradicional Mestre/Aluno, pudessem praticar
com segurança e ao mesmo tempo desenvolver uma
transformação em suas vidas.
De minha experiência pessoal só posso concluir este trabalho
dizendo o quanto o Budô (Caminhos Marciais), vem
transformando minha vida desde que comecei a treinar em 1977
o Judô, o Karate e o Kendo sobre a tutela dos mestres Haruka
Yamashita 8° dan de Kendo e judô (in memória) e Kunio Oda
-katana kaji kaiden ( in memória) e Tsukimoto Akira Shintoryu
menkyo kaiden( in memória).
Peço desculpas pelos erros que possa ter cometido ao deixar de
falar sobre determinados assuntos, visto que o TANTOJUTSU E
O BUJUTSU são assuntos muito vastos para ser explorados em
um livro, cd ou qualquer outra forma de mídia existente.
Mas tenho certeza que este trabalho lhe auxiliara a dar seu
passo inicial neste universo fantástico que é uma verdadeira arte
marcial.
Lembre-se uma jornada começa com o primeiro passo, e de
passo em passo vamos andando por quilômetros sem fim.
Não desanime com seus erros e não se vanglorie de seus
acertos, tudo faz parte do seu desenvolvimento. Errar e acertar
milhares de vezes até que a verdadeira perfeição apareça.
Se você puder ter acesso ao ensinamento tradicional de
mestre para discípulo, será sempre o ideal, pois, nenhum
livro ou similar pode substituir a presença fundamental de
um Mestre.
Em nosso dojo SHINTO KAN – praticamos os caminhos marciais
com o objetivo de aprimorarmos nosso corpo, nossa mente e
nosso espírito. Não é por menos que o Shintoryu no Japão há
séculos, é o guardião de FUTSU NO SHI NO MIKOTO OMI KAMI
(o Kami/Deus do Kendo).
Estes ensinamentos sagrados foram passados de geração em
geração até chegar em nossos dias atuais, No Brasil este estilo
foi introduzido pelo Mestre Mitsugi Yoshimatsu- Menkyo kaiden
( in memória ) em 1948 com a imigração japonesa.
Seu principal discípulo foi o mestre Tsukimoto Akira (in
memória) com o qual estudei até o seu falecimento em abril de
2001 até receber o título de Chuden (5º Dan).
Atualmente sou o Diretor Técnico Geral de todos os nossos dojo,
Diretor Cultural Representante da Fed. Paulista de Kendo em
Santos –SP. e sou o sensei responsável pela guarda de nosso
DENSHÔ ( pergaminhos contendo Ciência das técnicas do Shinto
ryu). Nossa escola é atualmente presidida pelo sensei Marcelo
Haafeld Pereira Silva- Shintoryu Gokui Chuden 6° dan , 3° dan
em Shotokan Karate Butokukai .Arbitro e Diretor do Butokukai
São Paulo. Marcelo sensei é o sensei responsável e guardião do
Honbu Dojo em São Paulo – Liberdade.

O Shinto ryu é um sistema de Bujutsu Koryu (estilo tradicional e


antigo sem conotações esportivas). E engloba uma gama de
artes e conhecimentos que são interligados uns aos outros para
que seu praticante possa transcender e transformar-se em
MURASHITEN NO KAMI (espírito guardião protetor).
Sua pratica inicial é constituída de:
Ren mei Kendo
Seitei Iaido
Seitei Jodo
Após dominar estas 3 modalidades modernas e receber o Kepan
(autorização após juramento sagrado). O neófito é então
iniciado em Koryu Bujutsu :
Iaijutsu- arte do saque da espada
Kenjutsu- esgrima antiga
Jojutsu- arte do bastão médio
Bojutsu- arte do bastão longo
Hanbo jutsu- arte do bastão curto
Naguinata jutsu- arte da lança curva
Yari jutsu- arte lança reta média
Sojutsu- arte da lança reta grande
Kyujutsu- arte do tiro com arco

Tanto jutsu- arte do uso da adaga


Ryo to jutsu- arte do uso da espada longa e da
espada curta
Shurikenjutsu- arte do uso do shuriken
Yawara age jutsu- forma de combate corpo a
corpo
Shira ha tori jutsu- arte de desarmar qualquer
adv armado.
Shinken shizui iaijutsu- arte complementar do
iaijutsu
Batojutsu.- arte complementar do iaijutsu
Tepo jutsu- arte do uso de armas de fogo
(pistolas,rifles, etc)
Sue to jutsu- combate na água
Yn Yo Aiki jiujutsu- forma de combate corpo a
corpo
Sumai jutsu- forma de combate corpo a corpo
Yoroi kumi uchi jutsu- forma de combate corpo a
corpo com armaduras
Heiho jutsu- arte da estratégia
Shikujo jutsu- arte de invadir e construir
fortificações
Shinobi hitokiri no jutsu- técnicas anti- ninja
Tesen jutsu – Uso do leque de batalha
Jite jutsu- arma para quebrar e bloquear a
espada
Kusarigama jutsu- usa da foice e da corrente
Manriki kusari- uso da corrente

Artes complementares:
Kenbu- dança com espada
Shibu – dança com leque
Chado- arte da cerimônia do chá
Shodo- arte da escrita
Sumi ê- pintura
Shiguin- musica e canto tradicional dos samurais
Bushido Choki – estudo dos clássicos da literatura e dos sutras

SOBRE O AUTOR:
Adriano Pereira Silva - Shinto-ryu Chuden Sensei
- Kendo 4° dan
- Jodo 5° dan
- Iaido 5° dan
Katana Kaji Ogon no ryu ( mestre forjador de lâminas estilo dragão
de ouro )

PARA MAIORES INFORMAÇÕES ESCREVA PARA:


SENSEI ADRIANO
URL www.shintoryu.ubbi.com.br
 Para adquirir qualquer produto sobre Artes Marciais :
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escreva para Sensei Adriano e-mail: sojobo@ubbi.com.br

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INFORMADO ATRAVÉS DE NOSSO E MAIL E DE NOSSOS E-
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