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Programa Teoria Literária III – Lucas Pugliesi – 2018.

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Modernidade e seus detratores (Séculos XVIII a XX)


O curso intenta abordar as condições de possibilidade intelectuais e materiais do
confuso processo histórico que convém chamar “modernidade”. A partir da
sedimentação de conhecimentos basais sobre a formação da modernidade europeia,
almeja-se dar destaque à discussão por seu negativo. Assim, o foco do curso recai sobre
as críticas e formas de resistência ao processo de modernização e progresso. Ao cabo,
convida-se à reflexão sobre os saldos e consequências do referido processo a partir de
duas narrativas do século XX, É isto um homem de Primo Levi, testemunho de um
sobrevivente da Shoá; e Amada da escritora norte-americana Toni Morrison que recria a
tragédia da escravidão.

Parte I – Antecedentes
- Século XVIII e o Iluminismo
- Poesia útil e razão de Estado
- Kant e a estética
- Herder e o Contra-Iluminismo

Parte II – (Des)crença, escapismo e niilismo


- O romantismo e a crítica à modernidade
- As poetas românticas e a filosofia da história
- Baudelaire e a desmoralização da arte
- Simbolismo e haxixe. Modernidade e drogas.
- A religiosidade entre os modernos
- Anti-modernismos - Machado de Assis e o desprezo pela formação nacional:
- Experiência e modernidade

Parte III – Saldos da modernidade


- Leitura de É isto um homem? – Primo Levi
- Leitura de Amada – Toni Morrison

BIBLIOGRAFIA
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MORRISON, Toni. Amada. Trad: José Rubens Siqueira. São Paulo: Cia das Letras,
2007.
ZIZEK, Slavoj. O absoluto frágil. Trad: Rogério Bettoni. 1ª Ed. São Paulo: Boitempo,
2015.