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Centro Universitário UNINTER

Curso: Direito
Disciplina: Antropologia Jurídica
Professor: Daniel Soczek
Aluna: Samantha Pereira Lopes

Referencia Bibliográfica

COLAÇO, Thais Luzia; BRITO, Antonio José Guimarães. ELEMENTOS DE


ANTROPOLOGIA JURÍDICA: Cap. 2 , Etinicidade, Alteracidade e
Tolerância. Distribuidora e Editora Conceito, 2011.

1. Qual o sentido antropológico do conceito de alteridade?


Alteridade é quando a diferença dos grupos étnicos se encontra. Um exemplo
contemporâneo bem marcante é a xenofobia.

2. Qual o sentido antropológico do conceito de tolerância?


Segundo Brito e suas várias referências advindas de outros autores, a
tolerância refere-se ao saber respeitar e tolerar outras etnias, pois até o
fundamento pluralismo condiz com a eticidade. Um acontecimento que
todavia permanece atua,l seria a situação de Israel com a Palestina. A ONU
sempre responsável por promover a paz evitando conflitos, acabou deixando
esta situação bem transparente que diante dos olhos do mundo se tornou
quase invisivel. Os absurdos que o exército israelita comete para com os
palestinos sem terra é inescrupuloso e o pior é o subsídio que eles recebem
dos “yankes” para fortalecer essa base atroz. Aonde a tolerância entra neste
caso?, pois lhe digo que ela se encaixa perfeitamente aqueles que fecham os
seus olhos para esta situação de bárbarie. Ainda faço uma referência com
relação ao arqui-inimigo dos judeos, “HITLER”, com o nazismo em alta
naquela época e eles sendo o alvo principal talvez eles foram lá no passado
buscar argumentos sem fundamentos para justificar essa crueldade que eles
fazem.

“Fundamentos de um Estado democrático do Direito: alteridade e


tolerância do Brasil contemporâneo”

“A 260 km de São Paulo em Paranapanema, foi encontrado uma


fazenda em ruínas a qual foram encontrados tijolos marcados com a
suástica, símbolo do nazismo. Toda a fazenda Cruzeiro do Sul está em
estudo de tombamento pelo Conselho de Defesa do Patrimônio
Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) e, por isso,
não poderia sofrer nenhuma mudança na estrutura sem autorização do
órgão.

No início de agosto, a Polícia Civil fez uma vistoria em toda a


propriedade e constatou a destruição, conforme denúncia feita pela
Secretaria de Estado da Cultura. Os peritos verificaram que os danos
na fazenda foram provocados por ação humana.

Um curral teve a estrutura do telhado e as paredes parcialmente


danificadas. O armazém também foi destruído. Conforme nota enviada
à imprensa pela Secretaria de Cultura, a prova de que não foi desgaste
do tempo está nos tijolos com a marca da suástica. Alguns estavam
organizados em pilhas. Havia ainda tijolos partidos ao meio.

A fazenda

A fazenda Cruzeiro do Sul possui 144 hectares de área (1,44 milhão de


metros quadrados ou, aproximadamente, 1,2 km x 1,2 km.). Depois de
algum tempo abandonada, ela foi vendida a uma usina e passou a ser
usada no plantio de cana de açúcar.

Toda a área era propriedade de uma família do Rio de Janeiro, que,


segundo os registros de historiadores, apoiava a Ação Integralista
Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. O movimento ficou
conhecido pelo envolvimento e doutrina ligados com o nazismo alemão
e o fascismo italiano.

Os proprietários levavam crianças negras órfãs para trabalhar na


fazenda. Documentos mostram que esses meninos não tinham nome,
eram chamados apenas por números. Na fazenda havia ainda fotos de
animais com o símbolo nazista.

A usina que comprou a fazenda tem sede em Piracicaba (160 km de


São Paulo).” UOL 29/08/2012.

Com tudo o que o Brasil passou deste o grande golpe militar de 1 de


abril de 1964, podemos dizer que o que restou além do atraso na educação
entre outros fatores, o que realmente deixou vestigios ainda foram as marcas
da segunda guerra mundial. Há uma certa resistência de algumas partes com
relação a raça ariana criada por Spencer e utilizada como argumento nas
palavras de Hitler para defender e segregar seu povo. Aqui no Brasil essa
prática de neo-nazismo está se tornando cada vez mais comum dentre vários
jovens.

O que se pode ver nada mais é que um teatro com relação aqueles que
aderem a essa prática pois nascidos de um país multiracial seria impossivel
que esses integrantes sejam puramente arianos como se julgam. Ademais de
grande parte advirem de São Paulo, no nordeste está virando moda ser neo-
nazista e até fazer manifestações públicas, em Pinheiros - SP houve até o
espancamento de moradores de ruas levando a morte pelo famoso Guilherme
Witiuk Ferreira de Carvalho, o Chuck. O mesmo garoto que junto com a sua
“quadrilha” também atormentam a parada gay da cidade.

É bem comum essas práticas entre os neo-nazistas como também a


celebração do famoso ditador austriaco Adolf (cantando Alles gutte für Dich).
Nosso país sendo tão democrático desde o golpe de 64 diz, a apologia ao
nazismo e ao racismo é crime sem direito a fiança. Este enquadramento é dado
pelo artigo n. 20, parágrafos 1 e 2, da Lei n. 7716 de 5 de janeiro de 1989
(redação destes parágrafos atualizada pela lei n. 9459 de 15 de maio de 1997).
Ser democrático exige proibir algumas práticas daninhas à sociedade apesar
dos movimentos neonazistas no Brasil serem insiginificantes se comparados à
neonazismo nos Estados Unidos e Europa, o crescimento de casos de
manifestações extremistas e ódio racial, envolvendo neonazistas, tem
preocupado as autoridades brasileiras pois podem chegar a ser tão grande já
que os maiores influenciados são jovens, e é uma doutrina tão idealista, a qual
leva o individuo ao delirio desta prática. A lei 7716/89 abrange os “crimes
resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou
procedência nacional”, também com pena de reclusão de 1 a 3 anos, mais
multa.

A liberdade e a democracia também possui seus limites e regras, se


não cabaria se convertendo em uma anarquia sem volta. A alteridade e a
tolerância sempre irão fazer parte de diversas sociedades, dá-se o exemplo de
racismo absoluto ou grande xenofobia com relação aos nordestinos que vem
não apenas para o sudeste mas para o sul. Esses são parte de grande
preconceito e dscriminação; como também os maus olhos para os
mulçulmanos e até para aqueles que são apenas arabes, conciderados sempre
terroristas pela grande invenção norte americana, eles tem uma grande
concentração em Foz do Iguaçu com a Ciudad del Leste – PY. Já na França o
uso do véu nas escolas foram proibidos, entretanto em nosso país ninguém foi
tão radical a ponto de coibir tal ato chistoso.

Pode-se fazer tantas relações acrescidas de outras sucedidas. O que


realmente podemos afirmar é que o que vale é o que rege na Constituição
indiferente se o país se diz democrático, sempre haverá um jeitinho brasileiro
de até passar para trás aquilo que está para ser seguido na Constituição.