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CEUMA UNIVERSIDADE

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA AMBIENTAL
CURSO DE GRADUAÇÃO ENGENHARIA AMBIENTAL

OBSERVAÇÃO DE ESTRUTURAS FÚNGICAS CULTURAIS, EM MEIO BDA E


ESTRUTURAS MICROSCÓPICAS UTILIZANDO A MICROSCÓPIA ÓPTICA DE
LUZ. / OBSERVAÇÃO DE ESTRUTURAS BACTERIANAS MACROSCÓPICAS E
ESTRUTURAS MICROSCÓPICAS APÓS COLORAÇÃO DE GRAM.

Relatório de aula prática, da disciplina


Microbiologia Ambiental, lecionada pelo
Prof. Flávio Henrique Reis Moraes.

SÃO LUÍS – MA
2018
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

Título: Observação de estruturas fúngicas culturais, em meio BDA e estruturas microscópicas


utilizando a microscópia óptica de luz. / Observação de estruturas bacterianas macroscópicas e
estruturas microscópicas após coloração de Gram.

Autores: Anne Karoline Moraes de Matos – CPD:59107; Daniel Amorim dos Santos –
CPD:59137; Laryssa Marianna de Queiroz Tavares – CPD:59149; Luis Guilherme Frazão
Caldas – CPD:60307; Nathalia de Araujo Caduda da Silva Motta – CPD:59106.

Introdução:
Os fungos tem de 1 a 5 µm de diâmetro e de 5 a 30 µm de comprimento, podem ser
classificados morfologicamente em leveduras e bolores. As leveduras são unicelulares, não-
filamentosas, elas são geralmente ovais, podendo apresentar morfologia alongada ou esférica.
As leveduras não possuem flagelos, são imóveis. Os bolores (constituídas pelas hifas) são
organismos pluricelulares, observando microscopicamente apresentam filamentos mesmo com
baixa ampliação. Macroscopicamente apresentam crescimento característico com aspecto
aveludado.
Os fungos não possuem clorofila, como nas plantas, por isso não podem realizar
fotossíntese, ou seja, não são capazes de produzir o seu próprio alimento. Eles soltam ao seu
redor uma substância chamada exoenzima, que é praticamente igual à uma enzima digestiva.
Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, e então o fungo absorve o seu
alimento que foi digerido pelas exoenzimas.
Bactérias são microorganismos com tamanho que variam de 0,2 a 2,0 μm de diâmetro e
de 2 a 8 μm de comprimento, podemos encontra-las basicamente de 3 formas: cocos, bacilos e
espiral. Costumam possuir uma parede celular rígida que envolve externamente a membrana
plasmática, constituída por uma trama de peptídeos, interligados a polissacarídeos. Essa
substância é responsável pela forma, proteção física e osmótica do organismo. Algumas
espécies de bactérias possuem uma cápsula uniforme, espessa e viscosa, atribuindo uma
proteção extra contra a penetração de vírus (bacteriófagos), resistência à fagocitose, além de
proporcionar adesão quando conjuntas em colônia, essa característica é responsável pela
formação de biofilmes das bactérias.
Há diferentes graus de permeabilidade na parede dos microrganismos Gram-positivos e
Gram-negativos. Bactérias com células Gram-positivas possuem uma parede relativamente
simples em estrutura, composta por várias camadas de peptidoglicano ligado uns aos outros por
ligações cruzadas formando uma rede rígida e forte. Já as bactérias com células Gram-negativas
possuem uma quantidade muito menor de peptidoglicano do que as Gram-positivas, isso faz
com que sua parede celular não seja tão espessa e forte, mas sua estrutura é mais complexa
devido ao fato da existência de uma membrana de lipoproteínas, polissacarídeos e fosfolipídios,
que envolve sua parede celular.
A coloração de Gram é um método de coloração de bactérias desenvolvido pelo médico
dinamarquês Hans Christian Joachim Gram, em 1884, e que consiste no tratamento sucessivo
de um esfregaço bacteriano, fixado pelo calor, com o reagente cristal violeta, lugol, álcool-
acetona e fucsina básica. Essa técnica permite a separação de amostras bacterianas em Gram-
positivas e Gram-negativas e a determinação da morfologia e do tamanho das amostras
analisadas.

Objetivos:
 Observar as características culturais a olho nu;
 Preparar lâminas com esfregaço a fresco e com corante de Gram;
 Observar estruturas microscópicas como formas e arranjos;
 Identificar as partes componentes e manusear um microscópio de óptico de luz;
 Preparar lâminas e colorir estruturas de fungos;
 Observar estruturas microscópicas vegetativas e/ou reprodutivas dos fungos.

Material e Métodos:
Os procedimentos foram iniciados com a apresentação do microscópio óptico de luz,
foram apresentadas as principais partes do microscópio óptico de luz como: lente ocular, corpo,
lentes objetivas, charriot, condoncador, diafragma. Foi demonstrado como manipular um
microscópio óptico de luz no que se refere a manipulação das objetivas, luminosidade, abertura
e fechamento de diafragma para a focalização do espécime.

Em seguida iniciamos os procedimentos para observação de estruturas bacterianas e


suas características microscópicas, apartir de culturas puras, cultivadas em placas de petri
contendo meios de cultura BDA e MacConkey. A primeira etapa do procedimento consistiu no
preparo de lâminas com esfregaço a fresco (sem coloração), da seguinte forma: utilizando uma
alça de platina, devidamente flambada, foi retirada parte da colônia, e depositada sobre uma
gota de solução salina na lâmina, depositada no centro da lâmina, foi espalhada com
movimentos circulares com o auxílio de um swab estéril, logo em seguida foi fixada em chama
(Bico de Bunsen) sem secar.
A segunda parte do procedimento consistiu na coloração de Gram, onde as substâncias
foram adicionadas na seguinte ordem: violeta (1 minuto, depois lavar com água), lugol (30
segundos), álcool (15 segundos), fuscina (30 segundos, depois lavar com água). Durante o
procedimento a água, e o álcool não devem ser jogados diretamente na célula para não retirarem
o esfregaço.

Posteriormente iniciamos os procedimentos para observação de estruturas fúngicas e


suas características microscópicas, foram utilizadas colônias de fungos puras, crescidas em
placa de petri contendo meio de cultura BDA. No preparo das lâminas as estruturas dos fungos
foram retiradas com ajuda de uma alça de platina, devidamente flambada, sendo então
depositada sobre uma gota do corante (azul de metileno).
Após os procedimentos as lâminas foram levadas para observação ao microscópio
óptico de luz.

Resultados e Discussão:
Os microrganismos (bactérias) roxos com um tom rosado, com forma de cocos, vistos
no microscópio eram gram-positivos enquanto os de coloração levemente avermelhada que
igualmente apresentaram formas cocos eram gram-negativos. Essa diferença de cor ocorre, pois
as bactérias gram-positivas possuem uma densa camada de peptideoglicano em sua parede
celular, enquantoas gram-negativas possuem uma fina camada desse composto e uma
membrana externa, constituída por lipopolisacarídeos. Ao corar as bactérias com cristal violeta
e lugol, ocomplexo de cristal violeta-iodo é absorvido por ambas, porém, ao serem tratadas
comálcool, as espessas paredes celulares das bactérias gram-positivas são
desidratadas,provocando a contração dos poros do peptideoglicano, tornando-as impermeáveis
aocomplexo; enquanto a porção lipídica das membranas externas das bactérias gram-negativas
se dissolve, deixando o complexo ser removido. Ao corar ambas com a safranina, as gram-
negativas absorvem esse contracorante por estarem incolores, diferentemente dasgram-
positivas, que não absorvem por já estarem coradas.

Gram-positiva Gram-negativa
Os microrganismos (fungos) observados apresentaram hifas do tipo septadas
característica em fungos mais complexos, isto é, há paredes divisórias (septos) que separam o
filamento internamente em segmentos mais ou menos parecidos. Em cada septo há poros que
permitem o livre trânsito de material citoplasmático de um compartimento a outro. Sua estrutura
reprodutiva é do tipo esporulação, os corpos de frutificação produzem, por mitose, células
abundantes, leves, que são espalhadas pelo meio. Cada células dessas, um esporo conhecido
como conidiósporo, ao cair em um material apropriado, é capaz de gerar sozinha um novo mofo,
ou bolor. Para a produção desse tipo de esporo a ponta de uma hifa destaca-se do substrato e,
repentinamente, produz centenas de conidiósporos, que permanecem unidos até serem
liberados.

Conclusão:
 Os microrganismos (bactérias) roxos com um tom rosado, com forma de cocos, vistos
no microscópio eram gram-positivos enquanto os de coloração levemente avermelhada
que igualmente apresentaram formas cocos eram gram-negativos.

 A técnica da coloração diferencial de Gram mostrou-se muito eficiente, pois foi possível
chegar a uma conclusão sobre a forma e o arranjo das bactérias que nos foi proposto
analisar.

 Todas as etapas do procedimento do método de coloração de Gram foram seguidos de


acordo com o roteiro. Os objetivos foram alcançados pois tanto bactérias Gram-
positivas, quanto Gram-negativas foram bem visualizadas.

 Os microrganismos (fungos) observados apresentaram hifas do tipo septadas


característica em fungos mais complexos. Sua estrutura reprodutiva é do tipo
esporulação.
Referências
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10719 – Informação
e documentação – Apresentação de relatórios técnico-científicos. Rio de Janeiro, ago.,
1989.
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 105520 – Informação
e documentação – citações em documentos – apresentação. Rio de Janeiro, ago., 2002.
 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023 – Informação e
documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, ago., 2002.
 RIBEIRO, M.C.; SOARES, M.M.S.R. Microbiologia prática: roteiro e manual.
Bactérias e Fungos. São Paulo: Atheneu. 1998. 112p.
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 Vieira, Darlene Ana de Paula. Microbiologia Geral. Inhumas: IFG; Santa Maria:
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