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Interação social e Educação: o contexto histórico-cultural

V.V RUBTSOV
Ph.D., Professor, membro da Academia Russa de Educação,
Reitor da MSUPE, Diretor do Instituto de Psicologia da Academia Russa de
Educação

L. S. Vygotsky, G.H Mead e Jean Piaget formularam duas coisas que se


tornaram trampolins para a interação social e a educação e para a concepção
das atuais e futuras direções na psicologia. Em primeiro lugar, a comunidade
científica tem plena consciência que a interação social e o desenvolvimento do
pensamento não são coisas fundidas nem são processos independentes, ou
eles são reversíveis (no sentido de isomorfismos) ou são até mesmo
equivalentes. Eles determinam-se entre si porque o estado e o fluxo de um é
inatamente dependente do estado e do fluxo do outro. As crianças são capazes
de encontrar algumas interações sociais úteis, isto significa que, na verdade
entram no espaço de desenvolvimento e seguem adiante em suas realizações,
quando o seu nível de pensamento é correspondente. Mas muito deste nível é
o resultado de interações sociais anteriores.

O segundo aspecto é que o conteúdo do conceito de “zona de


desenvolvimento proximal” implica outro paradigma de desenvolvimento e
assim uma nova abordagem para a compreensão dos processos de educação
e aprendizagem. Ao invés de ver a educação como um processo natural e
individual que divide os participes do processo de acordo com os papéis de
educador e educando, a ideia de educação como um processo de assistência
e atividade conjunta é desenvolvida. E os mecanismos principais deste
processo que o torna cultural e socialmente determinado, é o instrumento de
mediação dos atos cognitivos tal como pelas formas de interação dos
participantes. O problema não apenas do que deve ser ensinado, mas também
como deve ser ensinado, isto é, vem à tona portanto os problemas da
organização de formas eficazes da aprendizagem conjunta e da atividade.
Os tipos e modelos de interação

Forman (Forman, 1986, Forman, Cazden, 1986) comparou o processo


individual de solução de problemas com o processo cooperativo utilizando-se
dos problemas de Piaget conhecidos como “série de problemas de combinação
química” como exemplos, e demonstrou a relação entre estratégias de solução
de problemas e o significado da informação fornecidas ao sujeito antes e
depois do teste. Ele delineou sete modelos de interação que permitem analisar
as formas de busca de solução conjunta: três níveis de interação processual
(paralela, associativa e comparativa), interações metaprocessuais contendo a
discussão do planejamento ou a implementação da solução, dois modelos de
interação conectados com o processo de tomada de decisão (brincando e
partilhando as experiências), que não são processuais ou metaprocessuais
mas que são importantes tanto dentro do contexto da cognição e da interação
afetiva dos sujeitos durante as suas articulações nas atividades.

De acordo com estes dados, o problema de grupos e educação coletiva


na escola deve ser considerado a partir de um ângulo diferente. As formas
corretamente organizadas de atividade conjunta (e não somente cooperação)
pode ser um meio eficaz de superar as dificuldades surgidas por causa dos
diferentes ritmos e níveis de desenvolvimento das crianças pertencentes a
diferentes de extratos sociais. O critério desta organização é o esforço de
coordenar seus diferentes pontos de vistas realizados pelos parceiros, que
proporciona a base para a solução adequada do problema.

Atividade de aprendizagem conjunta

No final dos anos de 1970 – para inicio de 1980 a pesquisa experimental


sobre o tema da “interação social e aprendizagem” foi transferida para situação
de sala de aula e concentrou-se nas formas efetivas de organização da
interação professor-aluno e aluno-professor (Moll, 1991). A noção de acordo
pedagógico torna-se importante.