Você está na página 1de 2

Questões PPDA – Ciências Humanas/Filosofia – Julio – Terceiro Ano

1- É o caráter radical do que se procura que exige a radicalização do próprio processo de busca. Se
todo o espaço for ocupado pela dúvida, qualquer certeza que aparecer a partir daí terá sido de
alguma forma gerada pela própria dúvida, e não será seguramente nenhuma daquelas que foram
anteriormente varridas por essa mesma dúvida.

SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. São Paulo: Moderna, 2001 (adaptado).

Apesar de questionar os conceitos da tradição, a dúvida radical da filosofia cartesiana tem caráter positivo
por contribuir para o (a)
a) dissolução do saber científico.
b) recuperação dos antigos juízos.
c) exaltação do pensamento clássico.
d) surgimento do conhecimento inabalável.
e) fortalecimento dos preconceitos religiosos.

2- “Ora, como os pactos de confiança mútua são inválidos sempre que de qualquer dos lados existe
receio de não cumprimento, embora a origem da justiça seja a celebração dos pactos, não pode
haver realmente injustiça antes de ser removida a causa desse medo; o que não pode ser feito
enquanto os homens se encontram na condição natural de guerra. Portanto, para que as palavras
“justo” e “injusto” possam ter lugar, é necessária alguma espécie de poder coercitivo, capaz de
obrigar igualmente os homens ao cumprimento de seus pactos, mediante o terror de algum castigo
que seja superior ao benefício que esperam tirar do rompimento do pacto, e capaz de fortalecer
aquela propriedade que os homens adquirem por contrato mútuo, como recompensa do direito
universal a que renunciaram. E não pode haver tal poder antes de erigir-se um Estado”.

(Thomas Hobbes. Leviatã: ou Matéria, Forma e Poder de um Estado eclesiástico e civil. São Paulo: Editora
Abril Cultural, 1984)

O Leviatã de Hobbes é um livro clássico de reflexão política. Publicado durante a guerra civil inglesa, em
1651, elabora filosoficamente uma das teorias mais influentes do Contrato Social. O excerto trata da
questão da justiça, que, segundo o autor
a) está presente no estado de natureza, antes do nascimento do Estado.
b) surge nas relações humanas desprovidas de temor.
c) vigora na guerra no momento da celebração de pactos.
d) é voluntariamente respeitada por homens conscientes de seus direitos.
e) torna-se possível somente com a instituição de um poder coercitivo comum a todos.

3- TEXTO I

Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus
próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós
mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido
pelo debate antes de chegar a hora da ação.
TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).

TEXTO II
Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar
justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de
tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente
podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.
ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985

Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV
a.C.), a cidadania era definida pelo(a)
a) prestígio social.
b) acúmulo de riqueza.
c) participação política.
d) local de nascimento
e) grupo de parentesco.

4- Segundo Platão, as opiniões dos seres humanos sobre a realidade são quase sempre equivocadas,
ilusórias e, sobretudo, passageiras, já que eles mudam de opinião de acordo com as circunstâncias.
Como agem baseados em opiniões, sua conduta resulta quase sempre em injustiça, desordem e
insatisfação, ou seja, na imperfeição da sociedade.

Em seu livro A República, ele, então, idealizou uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que seu
governo coubesse exclusivamente

a) aos guerreiros, porque somente eles teriam força para obrigar todos a agirem corretamente.
b) aos filósofos, porque somente eles disporiam de conhecimento verdadeiro e imutável.
c) aos mais ricos, porque somente eles saberiam aplicar bem os recursos da sociedade.
d) aos demagogos, porque somente eles convenceriam a maioria a agir de modo organizado.
e) aos tiranos, porque somente eles unificariam a sociedade sob a mesma vontade.

5- O século XVlll é conhecido como o Século das Luzes. É o tempo do Iluminismo. Segundo a ética
iluminista:

a) as normas da ação moral do homem são estabelecidas pela razão.


b) a vida virtuosa do homem consiste em aceitar com passividade o destino e o sofrimento.
c) o ser moral e o ser religioso são inseparáveis.
d) o agir moral é agir de acordo com os apetites e desejos naturais.
e) os valores morais são relativos aos costumes dos povos.