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Questões PPDA – Ciências Humanas/Filosofia – Julio – Primeiro Ano

1- “Enquanto não forem, ou os filósofos reis nas cidades, ou os que agora se chamam rei e soberanos
filósofos genuínos e capazes, e se dê esta união do poder político com a filosofia, enquanto as
numerosas naturezas que atualmente seguem um destes caminhos com exclusão do outro não
forem impedidas forçosamente de o fazer, não haverá tréguas dos males, meu caro Gláucon, para
as cidades, nem sequer, julgo eu, para o gênero humano, nem antes disso será jamais possível e
verá a luz do sol a cidade que há pouco descrevemos. Mas isto é o que eu há muito hesitava em
dizer, por ver como seriam paradoxais essas afirmações. Efetivamente, é penoso ver que não há
outra felicidade possível, particular ou pública”.

(Platão. A República, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1993)

Platão foi discípulo de Sócrates e adotou do mestre, no exercício do pensamento filosófico, o método de
perguntas e respostas. Em A República, Sócrates dialoga com Gláucon sobre a necessidade de um novo
equilíbrio político na polis grega. Segundo o argumento platônico,

a) a felicidade de todos é possível somente se os filósofos assumirem o poder.


b) a união da filosofia com a política é prejudicial à felicidade dos cidadãos.
c) a garantia da independência da cidade é a constituição de um poder militar.
d) a formação filosófica de estrangeiros e mulheres é capaz de garantir a democracia.
e) a qualquer um é dada a capacidade de bem governar a cidade.

2- Durante a maior parte da história da humanidade, o bem-estar e o interesse dos governantes têm
predominado sobre o bem-estar e o interesse dos governados. Os gregos foram os primeiros a
experimentar a democracia, isto é, regime político em que os cidadãos são livres e o governo é
exercido pela coletividade para atender ao bem-estar e ao interesse de todos, e não só de alguns.

Aristóteles refletiu sobre essa experiência e concluiu que a finalidade da atividade política é

a) agradar aos deuses


b) impor a todos um pensamento único para evitar a divisão da sociedade.
c) preparar os cidadãos como bons combatentes para conquistarem outros povos.
d) habituar os seres humanos a obedecer.
e) evitar a injustiça e permitir aos cidadãos serem virtuosos e felizes.

3- Ética e moral não são a mesma coisa - suas origens etimológicas já dizem: ética vem do grego ethos
e moral do latim mores. Sobre isso é correto afirmar que:

a) a ética delimita comportamentos sociais particulares.


b) a moral diz respeito a um conjunto de regras de conduta universalmente válidas.
c) a ética abarca relações de um indivíduo consigo mesmo ou com pessoas mais próximas.
d) a ética recai sobre o plano da esfera pública e a moral sobre o plano da esfera privada.
e) a moral não diz respeito ao que um indivíduo faz ou deixa de fazer em sociedade, e sim à ética.

4- Juízo de fato e juízo de valor são atitudes que contrastam uma a outra. Em relação ao assunto e
correto afirmar que:

a) os juízos de valor não determinam o 'dever ser' das coisas.


b) os juízos de valor são interpretações ou avaliações que apresentam relação com a cultura dos povos
c) os juízos de fato dependem da avaliação que os homens fazem das coisas ou de outros homens.
d) os juízos de fato são tanto descritivos como normativos ou prescritivos.
e) os fenômenos da natureza pertencem ao universo dos valores.

5- O que implica o sistema da pólis é uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os
outros instrumentos do poder. A palavra constitui o debate contraditório, a discussão, a
argumentação e a polêmica. Torna-se a regra do jogo intelectual, assim como do jogo político.

VERNANT, J.P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand, 1992 (adaptado).
Na configuração política da democracia grega, em especial a ateniense, a ágora tinha por função

a) agregar os cidadãos em torno de reis que governavam em prol da cidade.


b) permitir aos homens livres o acesso às decisões do Estado expostas por seus magistrados.
c) constituir o lugar onde o corpo de cidadãos se reunia para deliberar sobre as questões da comunidade.
d) reunir os exércitos para decidir em assembleias fechadas os rumos a serem tomados em caso de guerra.
e) congregar a comunidade para eleger representantes com direito a pronunciar-se em assembleias.