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Autor: Julyver Modesto de Araujo

    Assim como existem limites máximos de velocidade (estabelecidos pela
Capítulo III ­ DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E
placa R­19 ou, genericamente, determinados pelo artigo 61), também há que
CONDUTA
se atentar à velocidade mínima, para circulação na via pública, de modo a
evitar prejuízos à segurança e fluidez. A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade
    Independente da classificação de via, esta velocidade mínima será sempre a máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito
equivalente à metade da velocidade máxima estabelecida; ou seja, se uma via e da via.        
de trânsito rápido (aquela caracterizada por acessos especiais com trânsito
livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e
sem travessia de pedestres em nível) não estiver sinalizada, seu limite máximo
é de 80 km/h (artigo 61, § 1º, I, a) e, consequentemente, o veículo não pode
transitar a menos de 40 km/h.
    A parte final do artigo 62 complementa que a velocidade mínima deve,
ainda, respeitar as condições operacionais de trânsito e da via, o que é
reforçado pelas exceções constantes da infração de trânsito respectiva,
prevista no artigo 219, assim redigido: “Transitar com o veículo em
velocidade inferior à metade da velocidade máxima estabelecida para a via,
retardando ou obstruindo o trânsito, a menos que as condições de tráfego e
meteorológicas não o permitam, salvo se estiver na faixa da direita”.
    Deste modo, para que a infração de trânsito ocorra, a velocidade
excessivamente baixa deve causar retardo ou obstrução no trânsito e, por
outro lado, não estará passível de sanção se as condições de tráfego e
meteorológicas não permitirem que o veículo trafegue na velocidade
adequada (por princípio lógico) ou, ainda, se o veículo se encontrar na faixa
da direita, tendo em vista que o próprio Código de Trânsito estabelece a
utilização da faixa da direita para o deslocamento dos veículos mais lentos e
de maior porte (artigo 29, inciso IV).
    Como a velocidade mínima depende, nos termos mencionados, da medição
exata (e proporcional ao limite máximo), somente é possível punir o condutor
de um veículo em velocidade excessivamente baixa, se houver a utilização de
equipamento medidor de velocidade, o que, normalmente não ocorre, pois os
“radares” são comumente ajustados para, tão somente, proporcionarem a
constatação dos veículos que passam demasiadamente rápidos pelo local de
fiscalização, a fim de permitir a aplicação de multa por se encontrarem acima
da máxima.

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