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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS – UFAM

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL


MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO – FTC117

ALINE NASCIMENTO DE ARAÚJO

MATERIAIS CERÂMICOS

MANAUS – AM
2017
Aline Nascimento de Araújo – 21454674

MATERIAIS CERÂMICOS

Trabalho requisitado pelo professor


João de Almeida Melo Filho, para
obtenção de nota parcial na
disciplina de Materiais de
Construção (FTC117), do curso de
Engenharia Civil da Universidade
Federal do Amazonas - UFAM.

MANAUS - AMAZONAS
13 de Junho de 2017
Sumário
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 1
2. DESENVOLVIMENTO ................................................................................. 2
2.1. CERÂMICAS ........................................................................................................................ 2
2.1.1 Estruturas Cristalinas do Tipo AX ................................................................................ 2
2.1.2 Estruturas Cristalinas Tipo AmXp ................................................................................ 4
2.1.3 Estruturas Cristalinas do Tipo AmBnXp ...................................................................... 5
2.1.4 Cerâmicas à Base de Silicatos ...................................................................................... 5
2.2.5 Vidros ........................................................................................................................... 7
2.2. TIJOLO ECOLÓGICO ............................................................................................................ 7
2.2.1 Definição ...................................................................................................................... 7
2.2.2. Vantagens ................................................................................................................... 7
2.2.3. Descrição do processo ................................................................................................ 8
2.2.4. O cimento ................................................................................................................... 8
2.2.6. A fabricação ................................................................................................................ 9
4. CONCLUSÃO ............................................................................................ 11
5. BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 12
1. INTRODUÇÃO

Os materiais cerâmicos talvez sejam os principais da contrução civil,


sem eles a construção civil não teria se desenvolvido, muitos dos objetos que
conhecemos e utilizamos são cerâmicos. A história desses materiais coincide
com a evolução do homem. A cerâmica de marajoara, encontrada na região
onde hoje é o Brasil, é um bom exemplo disso, a produção desse artesanato é
por volta de 600 a.C, porém existem casos confirmados de cerâmicas datadas
com idade de mais de 20 mil anos.

Cada dia novos materiais são desenvolvidos ou melhorados usando o


artifício da mistura de componentes. O tijolo é um tipo de material cerâmico e
esse material é estudado com frequência no mundo todo e sempre surgem
novas descobertas, um exemplo atual é o tijolo ecológico.

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2. DESENVOLVIMENTO
2.1. CERÂMICAS
O termo cerâmica vem do grego e significa “algo queimada”, isso
significa que as propriedades desses materiais são obtidas por processos de
tratamentos térmicos a elevadas temperaturas. A grande variedade de
materiais que se enquadram nessa classificação inclui os compostos por
argilominerais, cimento e vidro. As cerâmicas são tipicamente isolantes a
passagem de eletricidade e calor e resistentes a altas temperaturas. Também
são duras e quebradiças.

As cerâmicas são compostas de elementos metálicos e não metálicos,


com ligações interatômicas iônicas ou predominantemente iônicas com alguma
natureza covalente. A figura abaixo lista alguns exemplos de materiais
cerâmicos e a natureza das suas ligações.

Uma grande vantagem na produção e utilização da cerâmica é o fato de


os materiais usados na sua produção serem abundantes e baratos.

Figura 1: Alguns tipos de cerâmicas

2.1.1 Estruturas Cristalinas do Tipo AX


Representando o cátion por A e o ânion por X. Esses compostos com
mesmo número de cátions e ânions são bem comuns e assumem estruturas
específicas. Citam-se como exemplos:

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Sal-gema (NaCl): O número de coordenação é 6 para cátions e ânions.
A célula unitária para esta estrutura cristalina é gerada a partir de um arranjo
CFC de ânions com um cátion situado no centro do cubo e um no centro de
cada uma das 12 arestas do cubo. Uma estrutura cristalina equivalente resulta
a partir um arranjo cúbico de face centrada de cátions. Assim, pode-se pensar
que a estrutura cristalina de sal-gema seja constituída de duas redes CFC
interpenetrantes, uma composta de cátions e a outra composta de ânions.
Alguns dos materiais cerâmicos comuns que formam esta estrutura cristalina
são NaCl, MgO, MnS, LiF e FeO. A seguir, observa-se a célula unitária do
NaCl.

Figura 2: estrutura cristalina do NaCl

Cloreto de Césio (CsCl): o número de coordenação é 8 para cátions e


ânions. Os ânions estão localizados em cada um dos cantos de um cubo,
enquanto que no centro do cubo se encontra um único cátion. Há uma
“intertroca” das posições entre os cátions e ânions nas células unitárias. Esta
não é uma estrutura CCC porque íons de dois diferentes tipos estão
envolvidos. Célula unitária do CsCl representada abaixo.

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Figura 3: Estrutura cristalina do cloreto de césio (CsCl).

Blenda de Zinco (ZnS): o número de coordenação é 4. Todos os íons


estão tetraedricamente coordenados. Todas as posições dos cantos e das
faces da célula cúbica estão ocupadas por átomos de S, enquanto que os
átomos de Zn preenchem as posições tetraédricas interiores. Uma estrutura
equivalente resulta quando as posições dos átomos de Zn e de S forem
revertidas. Assim cada átomo de Zn está ligado a 4 átomos de S e vice-versa.
Na maioria das vezes, a ligação atômica é altamente covalente em compostos
exibindo esta estrutura cristalina, os quais incluem ZnS, ZnTe e SiC. A seguir
tem-se a célula unitária da blenda de zinco.

Figura 4: célula unitário do ZnS

2.1.2 Estruturas Cristalinas Tipo AmXp


Quando as cargas dos cátions e ânions não são as mesmas, pode existir
um composto com a fórmula AmXp, onde m é diferente de p.

Fluorita (CaF2): Possui número de coordenação igual a 8. Íons cálcio


estão posicionados nos centros de cubos, com íons fluoreto nos cantos. Essa
estrutura cristalina é similar àquela do CsCl, exceto pelo fato de apenas a
metade das posições de centros dos cubos são ocupadas por íons Ca2+.

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Outros compostos que têm esta estrutura cristalina incluem UO2, PuO2 e ThO2.
Observa-se abaixo o esquema da célula unitária da fluorita.

Figura 5: fluorita, célula unitária.

2.1.3 Estruturas Cristalinas do Tipo AmBnXp


É também possível para compostos cerâmicos terem mais de um tipo de
cátion – A e B – suas fórmulas químicas são AmBnXp.

Titanato de Bário (BaTiO3): Possui dois cátions – Ba2+ e Ti4+ – na


estrutura cristalina cúbica (em temperaturas superiores a 120 oC para este
composto) os íons Ba2+ estão situados em todos os 8 cantos do cubo e um
único cátion Ti4+ se encontra no centro do cubo, com íons O 2- localizados no
centro de cada uma da 6 faces. A seguir tem-se a célula unitária do BaTiO3.

Figura 6: célula do totanato de bário

2.1.4 Cerâmicas à Base de Silicatos


Os solos, rochas, argilas e areias tem como principais componentes
oxigênio e silício. E substâncias compostas por esses elementos são
chamados silicatos. Caracteriza-se a estrutura cristalina desses compostos

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através de vários arranjos de um tetraedro de SiO44-. Cada átomo de silício
está ligado a 4 átomos de oxigênio, que estão situados nos cantos do
tetraedro; os átomos do silício estão posicionados no centro. Abaixo está
representado o tetraedro silício-oxigênio (SiO44-).

Figura 7: sistema cristalino

Silicatos muitas vezes não são considerados iônicos, pois há um


evidente caráter covalente nas ligações interatômicas Si-O, visto que estas são
direcionais e relativamente fortes.

Sílica

Trata-se do silicato mais simples. É o dióxido de silício (SiO 2). A


estrutura cristalina do silício é formada através do arranjo dos tetraedros de
SiO44- organizados tridimensionalmente com os átomos de oxigênio que estão
localizados nos vértices sendo compartilhados pelos tetraedros adjacentes.

Há três formas polimórficas para essa estrutura cristalina: o quartzo, a


cristobalita e a tridimita. O caráter covalente das ligações interatômicas Si-O
confere alta temperatura de fusão à sílica. Abaixo apresenta-se a célula unitária
da cristobalita (polimorfo do SiO2).

Figura 8: célula unitária

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2.2.5 Vidros
São cerâmicas bem presentes no cotidiano. Aplicadas em recipientes,
janelas, fibra de vidro representam aplicações típicas. Tratam-se de silicatos
não-cristalinos contendo outros óxidos, como CaO, Na2O, K2O e Al2O3, que
influenciam as propriedades do vidro.

2.2. TIJOLO ECOLÓGICO


2.2.1 Definição
Também conhecido como tijolo de solo-cimento ou tijolo modular, é uma
composição de argila, água e cimento.

Figura 9: Tijolo ecológico

Esses elementos, após pequeno período de cura, garantem resistência à


compressão simples similar à dos tijolos maciços e blocos cerâmicos,
sendo a resistência tanto mais elevada quanto maior for a quantidade
de cimento empregada; esta, no entanto, deve ser limitada a um teor ótimo que
confira ao material curado a necessária qualidade, sem aumento do custo de
fabricação.

Figura 10: mistura

2.2.2. Vantagens
a) Podem, em geral, ser produzidos com o próprio solo local e no
canteiro de obras, reduzindo ou evitando o custo de transporte;
b) A regularidade de suas formas, a planeza e a lisura de suas faces
requerem argamassa de assentamento de espessura mínima e uniforme;

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c) Podem dispensar o uso de revestimento, desde que protegidos da
ação direta da água, sendo, portando, recomendáveis para paredes com tijolos
à vista;
d) Não consomem combustível na fabricação, por dispensar a queima;
2.2.3. Descrição do processo
Para a fabricação de tijolos de solo-cimento usa-se basicamente uma
mistura constituída de solo, cimento e água, devidamente prensada.
Aprensagem é feita dentro de moldes e a forma variada destes possibilita
produzir diversos tipos de tijolos.

Figura 11: processo de fabricação

Os elementos fabricados são estocados em uma área para cura e,


mantidos úmidos, por um período nunca inferior a 07 dias.

Figura 12: carregamento da prensa

2.2.4. O cimento
Os cimentos que poderão ser utilizados deverão atender às seguintes
especificações:

a) NBR 5732 – Cimento Portland comum


b) NBR 5733 – Cimento Portland de alta resistência inicial
c) NBR 5735 – Cimento Portland de alto forno
d) NBR 5736 – Cimento Portland pozolânico

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2.2.5. A água
A água deverá ser isenta de impurezas nocivas à hidratação do cimento,
supõem-se usáveis, água potáveis.

2.2.6. A fabricação
A mistura é transferida do misturador para a prensa; o molde da prensa
é que dá a forma ao elemento (tijolo). Logo após a prensagem, o elemento
produzido é expelido pela prensa sobre os pallets, e esta pronto para ser
colocado na área de cura. Os elementos devem ser colocados na sombra,
sobre uma superfície plana e empilhados até uma altura máxima de 15,00m.
Após 06 (seis) horas de moldagem, e durante os 07 (sete) primeiros dias, os
elementos devem ser mantidos úmidos por meio de sucessivas molhagens (a
cada 02 horas) com regador ou similar, munido de chuveiro, afim de garantir a
cura necessária. Há casos em que não há condições de cura em local coberto;
se isto ocorrer deve-se proteger a pilha com lona ou material similar. Quando o
solo utilizado for muito arenoso e não houver possibilidade de empilhamento,
logo após a conformação dos elementos, costuma-se deixá-los no primeiro dia
depositados sobre pallets, fazendo-se o empilhamento no segundo dia.

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Figura 13: sistema elétrico

O sistema hidráulico é apresentado intuitivamente como mostra a figura


abaixo:

Figura 14: sistema hidráulico

Para cortar os tijolos devemos usar uma serra circular manual que
garantirá a qualidade da operação. Com o auxílio da serra, devemos fazer
pequenos sulcos nos tijolos, o suficiente para embutir os grampos que irão as
colunas entre si.

Para encher uma parede perpendicular usamos o meio tijolo no encontro


de duas paredes.

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4. CONCLUSÃO
A cerâmica é um dos materiais mais utilizados pelo homem e cada dia
novas tecnologias são descobertas e uma delas é o tijolo ecológico, com ele
surgiu uma nova maneira de construção, é fácil de assentar, possíveis ótimas
qualidades térmicas, a instalação elétrica e hidráulica é mais facilitada, o
sistema construtivo é mais rápido e eficaz, por tudo isso vemos que a utilização
dessa tecnologia ainda vai crescer em larga escala, principalmente no Brasil,
onde temos matéria prima em abundância.

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5. BIBLIOGRAFIA

ROSETTO, Marcia. Os Novos Materiais Bibliográficos e a Gestão da


Informação: livro eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e
Caribe. Ciência da informação, v. 26, n. 1, 1997.

VAN VLACK, L. H., Princípio de Ciência e Tecnologia dos Materiais, 4ª. ed. Dio
de Janeiro, Campus, 1984.

CALLISTER, W. D., Ciência e Engenharia de Materiais: Uma Introdução. John


Wiley & Sons, Inc., 2002..

CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Disposições sobre resíduos


na Construção Civil.

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