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1 – Na verdade a administração passou a ser estudada como ciência a partir da

Revolução Industrial devido ao crescimento acelerado e desorganizado das


empresas que passaram a exigir uma administração científica capaz de substituir o
empirismo e a improvisação e a necessidade de maior eficiência e produtividade
das empresas, para fazer face à intensa concorrência e competição no mercado,
mas, não podemos cair no erro de achar que antes da Revolução Industrial não
havia administração. As características mais marcantes ao ato de administrar nas
organizações, em meados do século XVIII, estavam voltadas ao artesanato, com
seus artesãos atuando em pequenas oficinas/escolas e aos profissionais autônomos
a fim de suprirem suas próprias necessidades e as de seus familiares.

2 - Até o início da Revolução Industrial não havia um modelo de administração e os


que existiam eram baseados nos modelos administrativos da igreja e das
organizações militares. A influência da Igreja Católica foi, na adoção da hierarquia,
disciplina, descentralização de atividades e a centralização de comando, assim
como das organizações militares, que repassaram seus conceitos de disciplina,
unidade de comando, estratégia e obediência à hierarquia.

3 – A Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra, em meados do século XVIII,


dando início à era do capitalismo.

A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas:

1ª fase, de 1780 a 1860: Ficou conhecida como a “era do carvão e do ferro”. Foi
uma fase de transição do sistema de produção artesanal para o industrial.

 O antigo artesão transforma-se no operário;

 Novas oportunidades de trabalho provocam migrações e consequente


urbanização ao redor de centros industriais.

 Surge a navegação e locomotiva a vapor;

 Os trabalhadores das fábricas recebiam salários baixos, enfrentam péssimas


condições de trabalho e não tinham direitos trabalhistas.

 Início do capitalismo.

1860 a 1914: 2ª Revolução Industrial ou revolução do aço e da eletricidade.

 Uso do petróleo e energia elétrica como fontes de energia principais.


 Avanços na área de telecomunicações como, por exemplo, telefone e rádio.
 Houve também um significativo aperfeiçoamento nas tecnologias usadas nas
máquinas industriais que se tornaram mais eficientes.
 O capitalismo financeiro consolida-se.

As cidades atraíram os camponeses e artesãos, e se tornaram cada vez maiores e


mais importantes.

4 – Duas consequências provocadas pela Revolução Industrial foi o crescimento


acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma administração
cientifica capaz de substituir o empirismo e improvisação; E a necessidade de
maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa
concorrência e competição no mercado.

5 - A principal característica da Revolução Industrial foi à criação do sistema fabril


mecanizado, isto é, as fábricas passaram da simples produção manufaturada para
a complexa substituição do trabalho manual por máquinas. Essa substituição
implicou na aceleração da produção de mercadorias, que passaram a ser
produzidas em larga escala. Essa produção em larga escala exigiu uma demanda
cada vez mais alta por matéria-prima, mão de obra especializada para as fábricas e
mercado consumidor. Tal exigência implicou também na aceleração dos meios de
transporte de pessoas e mercadorias. O alto avanço tecnológico, que possibilitou a
troca das ferramentas e da energia humana, pelas máquinas, milhares de
trabalhadores começaram a praticamente viver dentro das fábricas, que naquela
época apresentavam jornadas de trabalho que variavam entre 14 e 16 horas por
dia. Esses operários vendiam sua força de trabalho em troca da remuneração. Foi
uma fase de encerramento da transição entre o feudalismo e o capitalismo, onde o
capitalismo se tornou o sistema financeiro e econômico vigente, e novas relações
entre capital e trabalho foram impostas. A burguesia industrial buscava maiores
lucros, com menores custos e uma produção acelerada. Primeiramente, a revolução
afetou a produção de bens de consumo, e depois aos bens de produção.