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Revista Voz das Letras

SISTEMATIZAÇÂO DA ALFABETIZAÇÂO

Márcia Lúcia Maldaner Frozza1


Adriana Dannenhauer2
Ivete Michelon3

RESUMO: A alfabetização científica nas Séries Iniciais e Educação Infantil são atividades
vitalícias, sendo sistematizada no espaço escolar, mas transcendendo suas dimensões para os
espaços educativos não formais, permeado pelas diferentes mídias e linguagens. A alfabetização é
incrementada com o lúdico e a linguagem para transmitir informações, para organizar e relevar a
consciência e o pensamento humano, pois, devido ao seu caráter simbólico, representa o mundo
psicológico e material criado pelos homens. Explorando as atividades lúdicas podemos despertar
curiosidade, assimilar o conteúdo científico, para facilitar a compreensão. Assim, o ensino deve
buscar a participação ativa da criança através de um contexto de troca de conhecimento entre as
próprias crianças, entre as crianças e o professor. Cada aluno é possuidor de conhecimento, e
este saber pode ser partilhado numa construção coletiva que poderá ocorrer em sala de aula.
Nesta perspectiva, o professor deverá sempre estar atento ao desenvolvimento e aprendizagem do
aluno, para poder atender e participar de forma sólida no processo de construção da
aprendizagem. Enquanto o ensino tradicional enfatizava que aprendia somente quem armazenava
informações, ou seja, decorando o que os professores repassavam, numa perspectiva de que a
leitura não era compreendida como apropriação do conhecimento. Neste caso, se a criança não
alcançava o ponto exigido pelos professores, na leitura e da escrita, o fracasso era atribuído a uma
deficiência ou até mesmo as famílias, e nunca a metodologia utilizada para ensinar. Na atualidade,
vem se refletindo o impacto da alfabetização tradicional, se vem estudando através duma nova
perspectiva de alfabetização; com letramento, que considerando a zona de desenvolvimento
proximal de cada criança. Enfim esta metodologia valoriza todo o conhecimento empírico que a
criança traz consigo, esse conhecimento, fará com que a criança compreenda com mais facilidade
o que está lendo ou escrevendo.
Palavras-chave: leitura, escrita, aprendizagem, conhecimento.

ABSTRACT: The scientific reading/writing teaching in the first phases at Elementary School and at
Children’s Education are lifetime activities. It is already systemized in the school space, but it
exceeds its dimensions to non-formal the educative spaces. It passes to different medias and
languages. The reading/writing teaching is developed with the playful one and the language to
transmit information, to organize and to raise the conscience and the human thought, therefore,
based on its symbolic character, represents the psychological and material world created by the
men. We can awake curiosity, to assimilate the scientific content, to facilitate the understanding by
exploring the playful activities. Thus, the teaching must search the active participation of the child
through a context of exchange of knowledge among the proper children, between the children and
the teacher. Each student possesses knowledge, and this knowledge can be shared in a collective
construction that will be able to occur in classroom. In this perspective, the professor needs to pay
attention in relation to the development and learning of the students. It will help him/her to take care

1
Acadêmica da 8ª fase do curso de Pedagogia da Universidade do Contestado – Campus de
Concórdia.
2
Acadêmica da 8ª fase do curso de Pedagogia da Universidade do Contestado – Campus de
Concórdia.
3
Professora da UnC Concórdia e orientadora do artigo.

Concórdia, Santa Catarina, Universidade do Contestado, número 10, II Semestre de 2008.


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of and to participate of a strong manner in the process of learning construction. While the traditional
teaching emphasized that learned only that ones who stored information, by decorating what the
teachers replaced, in a perspective that the reading was not understood as appropriation of the
knowledge. In this in case that, if the child did not reach the point demanded for the teachers, in the
reading and the writing, the failure was attributed to a deficiency or even though the families, and
never to the used methodology to teach. In the present time, the impact of the traditional
reading/writing teaching can be noticed. This subject is treated through a new perspective of
reading/writing teaching by knowledge, that considering the zone of proximal development of each
child. At last, this methodology all values the empirical knowledge that the child has into her/himself,
this knowledge will make the child to understand with more easiness what he/she is reading or
writing.
Keywords: reading, writing, learning, knowledge.

1- INTRODUÇÃO

Esta pesquisa tem como tema, a importância da alfabetização para as


crianças de séries iniciais, com o objetivo de avaliar as relações de aprendizagem
que a criança desperta no cotidiano.
E de se apropriar de aspectos relativos a gêneses da escrita e da leitura. O
objetivo da pesquisa, é o desenvolvimento da escrita e da leitura na criança, e o
desenrolar e oportunizar uma compreensão, mostrando a importância dos
registros por imagens e expressão, tornando-se necessário para que possamos
ter em mãos um trabalho teórico e metodológico, de como transcorrer futuramente
nas práticas pedagógicas de ensino.
Com o objetivo de extrapolar a maneira tradicional do processo ensino-
aprendizagem associa-se a prática pedagógica à realidade sócio cultural dos
agentes nela envolvidos. Assim, compreende-se o processo de alfabetização
como uma forma contextualizada, agradável e significativa de aprendizagem.
O desafio é tornar a alfabetização significativa, contextualizada, através de
uma proposta de trabalho que utilizasse metodologias diversificadas para a
aprendizagem da língua falada e escrita.
Qual a importância da alfabetização para a criança no processo da
aprendizagem da leitura e da escrita nas séries iniciais e para a educação infantil?
Compreender a importância da alfabetização como um processo de
construção do conhecimento e valorização dos saberes da criança.

Concórdia, Santa Catarina, Universidade do Contestado, número 10, II Semestre de 2008.


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A alfabetização é um assunto ou tema que nos remete a diversas


indagações, seja na educação infantil ou adulta. Por isso, muitas vezes nos
indagamos: O que é alfabetização? O que significa estar alfabetizado? A quem
compete a alfabetização? O que significa alfabetização mecânica? O que se
deseja com a alfabetização como processo histórico cultural? Diante disso, fica
claro que esse tema merece uma reflexão e busca, portanto, montar uma história,
uma proposta e assim refletir, esclarecer algumas destas interrogações torna-se
imprescindível.

Dentro deste contexto, pretende-se despertar o interesse em ler e escrever


não somente dentro do contexto escolar, mas, que continue este interesse em
leituras fora do âmbito escolar, para se expandir na visão do mundo, como seres
críticos, criativos e participativos dentro de uma sociedade letrada.

2 - HISTÓRIA DA ALFABETIZAÇÃO

A escrita foi inventada na Suméria, onde hoje estão o Irã e o Iraque, numa
região chamada Mesopotâmia, que quer dizer entre rios. “Os rios são Tigre e
Eufrates” (AVIZ, 2001 p.10).

Isso foi há muito tempo, há cerca de cinco mil anos. Naquela época, as
pessoas moravam em cavernas, viviam em pequenos bandos e passava a maior
parte do tempo em busca de alimentos, como; folhas, frutas, raízes e caules.

Ressalta Aviz (ibidem, p.11) que na época os Mesopotâmicos utilizavam


cerca de 1500 pictogramas. Passados mais ou menos 1000 anos, começaram a
ser substituída por sinais em forma de cunha, a partir daí ficou conhecido como
cuneiforme com tabletes de barro.

Neste período poucas pessoas sabiam ler, porque muitos sinais tinham o
mesmo significado. A escrita se expandiu devido à expansão dos comércios e de
outros países que atravessavam as fronteiras adaptando-se a outras regiões.

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Mesmo sendo mais fácil de compreender, criada pelos Libaneses no litoral


do Mar Mediterrâneo. Os gregos eram quem tinham mais relação com o comércio,
e estes se apropriavam de muitas anotações na qual acrescentavam mais letras
as vogais. Eram somente letras minúsculas. Só na Idade Média que criaram as
escritas cursivas, que hoje é a mais conhecida e usada pelos professores.

A palavra alfabeto vem do grego e quer dizer, ALFA e BETA e com o


passar do tempo introduziram algumas letras, criando o alfabeto latino. Atualmente
o alfabeto mais usado é o romano, composto por 26 letras. Nele, cada letra
representa um determinado som, porém, com exceção das vogais, é necessário
combinar as letras entre si para se obter a reprodução dos sons usados na língua
falada. Não havia proposta pedagógica ou metodológica específica nas
civilizações orientais, a região ditava as normas e costumes a serem seguidos.

A população mais subalterna não tinha direito político nem acesso ao


estudo, apenas os filhos de classe proletariado podiam ter instrução. Já no Egito
aplicavam-se castigos severos e tinham-se duas escolas, uma escola para os
trabalhadores operários e uma escola para a elite, ou seja, para os cargos mais
importantes.

Para as classes majoritárias eram as escolas behavioristas que serviam


como modelo de educação, porque se queria um bom trabalhador, instruído para o
mercado de trabalho, que não pensasse, mas executasse. Com o passar do
tempo, todo o conhecimento lingüístico que possuíam ia sendo incompleto, ou até
mesmo superficial. Podemos constatar nas palavras de Castorina (1996, p.64)

Quando a escrita não é um código de transcrição da língua oral, mas um


sistema de representação da realidade e de que o processo de
alfabetização é o domínio progressivo desse sistema que começa muito
antes de a criança se escolarizar. Por ser membro de uma sociedade
letrada, a criança adquire noções sobre a língua escrita antes de
ingressar na escola, essas noções depois são sistematizadas nas
situações mais formais da aprendizagem.

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Durante anos, acreditou-se que os alunos que demoravam mais a


alfabetizar-se possuíam problemas de aprendizagem e os que não aprendiam,
eram os responsáveis pelo fracasso escolar.
As crianças se cansavam e se esgotavam com a repetição das sílabas das
cartilhas, com as frases soltas, sem deixar elas exporem suas idéias vivenciadas
no dia-a-dia e com o raciocínio que elas são capazes, levando, inclusive a criança
a desinteressar-se pela escola.

Basta salientar que em 1970, Moraes descreve: “dois terços da população


humana não lê nem escreve enquanto toda população mundial fala”. (MORAES,
2001. p. 18).

2.1 - A função da escola

A escola tem a função de oportunizar ao aluno a compreensão da


linguagem oral e escrita nas mais variadas formas, para que os alunos consigam
interpretar a leitura do mundo, associando-a e ampliando sua capacidade de
compreender a realidade que se faz presente. Para tanto, a leitura não é atividade
exclusiva da escola, pois esta deve ser estimulada por toda a sociedade.

Ler significa ir além da decodificação, como afirma Cagliari (1997, p.150)

O ato da leitura é, pois uma decifração e uma decodificação. O leitor


deverá em primeiro lugar decifrar a escrita depois entender a linguagem
encontrada, em seguida decodificar todas as implicações que o texto tem
e, finalmente refletir sobre isso e formar o próprio conhecimento e opinião
a respeito do que leu.

Na escola, a aquisição da aprendizagem da leitura e da escrita, ocorre


durante a alfabetização, período este que a criança começa a dar sentido ao que
lê. No decorrer dos anos, a criança vai expandindo seu universo letrado.
Conforme os PCNs. (1998, p 42):

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A educação escolar deve constituir-se em uma ajuda intencional,


sistemática, planejada e continuada para crianças, adolescentes e jovens
durante um período contínuo e extensivo de tempo, diferindo de
processos educativos que ocorrem em outras instancias, como na
família, no trabalho, na mídia, no lazer e nos demais espaços de
construção de conhecimentos e valores para o convívio social. Sendo
assim, deve ser evitada a abordagem simplista de encarar a educação
escolar como o fator preponderante para as transformações sociais,
mesmo reconhecendo-se sua importância na construção da democracia.

A escrita é um artefato cultural que esta presente em todas as atividades da


sociedade letrada. Embora nem todos tenham acesso á escola, existem diferentes
graus de convívio com esse meio de expressão e compreensão do cotidiano. As
crianças percebem as diversas formas de representação do real, bem antes de um
aprendizado sistemático da leitura e escrita. Isso pode ser percebido com
facilidade em suas tentativas de compreender os diferentes textos ao seu redor
(livros, embalagens, placas, cartazes e televisão). É um mundo cheio de cor, de
ação e de símbolos impregnados de significados.

2.2 - A participação da família no processo da alfabetização

Ler histórias para as crianças desde a tenra idade poderá despertar o gosto
pela leitura, aprimorar o conhecimento e também viabilizar o prazer emocional.
Pois segundo Abramovich (1995, p. 16): “Ah, como é importante para a
formação da criança ouvir muitas histórias. Escutá-las é o início da aprendizagem
para ser um leitor, e ser um leitor é ter um caminho absolutamente infinito de
descoberta e compreensão do mundo”.
Esse momento propicia instantes para que ela venha a suscitar o faz de
conta e desperta a curiosidade, mas, para que isso ocorra, a história contada deve
ser interessante prendendo a atenção da criança, deve estimular a imaginação
que ajudará a desenvolver seu intelecto e tornar claras suas aspirações.
O seio familiar é um ponto fundamental para despertar o gosto pela leitura,
antes mesmo da criança nascer às mães contam histórias aos seus bebes, mas o
maior incentivo ao conto inicia-se após o nascimento e na idade escolar.

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Todavia a leitura é um desafio a ser enfrentada pelas escolas, para fazer


com que seus alunos aprendam a ler corretamente. Obtendo uma complexidade
na leitura, os alunos enriquecem o vocabulário, suas maneiras e formas de
expressão. Isso se torna claro, com a afirmação de Richard (1995, p.71). Quando
diz:

Quem ama os livros deseja possuí-los; quem os possui acaba por amá-
los. Os pais que também devem diligenciar para que os filhos passem
logo a freqüentar as bibliotecas Publicas. se as mães e o pai lerem os
livros dos filhos de vez em quando, isso não só os incentivarem a ler
como também proporcionará uma base para discussão. Os pais poderão
compreender os próprios filhos e a significação dos livros para seu
desenvolvimento.

A família desempenha o papel culminante ao apoio para a sistematização


do sistema simbólico, ao ler uma história a criança desenvolve um potencial
crítico. Para contemplar esse objetivo as leituras devem ser sistematizadas
freqüentemente e após a leitura é importante comentar ou interpretar de forma
coerente.

3 – ANÁLISE DOS DADOS

Fizeram parte desta pesquisa professores da Rede Municipal de Ensino de


Concórdia, orientadores, juntamente com a direção e pais, respondendo a um
questionário que consta na coleta de dados.
Focalizando o ensino – aprendizagem, deu-se como destaque um
aprofundamento relacionado principalmente a construção do conhecimento das
crianças, percebendo que, muitas delas sentem dificuldade em copiar do quadro
umas atividades, que para outros aparentam uma grande facilidade. Isso é
conseqüência das habilidades visomotoras, psicomotoras e corporais.
Para a aprendizagem da leitura e da escrita é importante explorar a
percepção olfativa, para a criança identificar e fazer comparações, como ervas,
comida ou até mesmo selecionar odores naturais e artificiais, agradável ou não.

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Devemos observar nas crianças a percepção visual, porque, é importante


na aprendizagem da leitura e da escrita para descriminar visualmente formas,
tamanhos e texturas.
Na ocasião em que a criança ingressa na escola, ela já percorreu um longo
caminho e já foi exposto a muitas influências da família, dos meios de
comunicação, das experiências sociais e físicas, tendo desenvolvido uma série de
conceitos e aprendizagens, Davis (1991, p. 23) contribuiu nesse sentido, dizendo:
“Muitos anos antes de entrar na escola, a criança já vem desenvolvendo hipóteses
e construindo um conhecimento sobre o mundo”.
A questão do questionário aplicado, referindo-se sobre a alfabetização e se
essa se dá fora da escola, às respostas dadas, concordam que no ambiente
escolar a criança sofre transformações radicais em sua forma de pensar, pois
antes de entrar nela, os conhecimentos são assimilados de modo espontâneo, a
partir das experiências diretas. Em sala de aula, ao contrário, existe uma intenção
prévia de organizar situações que propiciem o aprimoramento do processo do
pensamento e da própria capacidade de aprender.
Assim, o ensino deve buscar a participação ativa da criança através de um
contexto de troca de conhecimento entre as próprias crianças, e entre elas e o
professor. Cada aluno possui conhecimento que pode e deve ser partilhado na
construção coletiva, que deverá ocorrer na sala de aula. É importante que os
alunos tenham possibilidade de participar, trocar experiências e de testar suas
hipóteses, confrontando-se com as informações que o professor apresentar.
Para alfabetizar é necessária uma perfeita integração entre os professores
e alunos e um bom conhecimento para as orientações, no qual todas as matérias
devem estar integradas ou relacionadas com o conhecimento da criança.
Precisamos considerar a função social da escrita e a contextualização da mesma.
Planejar atividades desafiadoras para avançar gradativamente no conhecimento.
Cabe aqui ressaltar a professora “C” que disse, é possível, porém, num
tempo maior oferecendo atividades diversificadas e proporcionando interações
com o grupo. Para Piaget, o homem não nasce inteligente, mas desenvolve sua
inteligência a partir do processo de interação que estabelece com o meio; assim é

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capaz de agir sob estímulos externos e com isso construir seu próprio
conhecimento.

4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com base nesta pesquisa observa-se o quanto à leitura e a escrita são


imprescindível para a aprendizagem, para o descobrimento dos meios de
comunicação, para que as crianças sejam atuantes e ativas, contribuindo para o
desenvolvimento e formação de sua própria opinião. A alfabetização é um
processo cognitivo complexo que requer necessariamente, a ampliação ativa e
afetiva do aprendiz.

Não é um aprendizado mecânico, é um processo contínuo e coerente. Na


fase da alfabetização o maior incentivador da leitura deverá ser o professor,
buscando um ambiente prazeroso, para que a criança se sinta bem e busque
demonstrar entusiasmo por aquilo que lê.

Pelos registros dos professores, pelo que os autores escrevem e pela


prática em sala de aula, fica claro que a alfabetização tem grande influência no
processo de ensino e aprendizagem da criança.

Portanto o ensino da leitura necessariamente há de incorporar sua


dimensão lúdica, pessoal e independente. A escola e a família precisam criar
alternativas, meios que propiciem e despertem os gostos pela leitura.

Um alfabetizador precisa de vários dons, deve ter respeito pelos alunos,


evitar o papel de cúmplice de um sistema interessado em manter esmagada uma
grande parte de seu povo, confiar em sua capacidade, ter iniciativa, combatividade
e fé em sua capacidade de tornar este mundo melhor. Precisa acompanhar os
alunos na realização das atividades e com eles fazer a análise dos avanços, bem
como, as dificuldades encontradas.
Pois segundo Pontes, (1998.p.22).

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É de extrema importância à ampliação das unidades com textos trazidos


pelo professor ou pelos alunos, atualizando as informações e
estimulando a leitura em outros veículos além do livro didático. Cabe
principalmente ao professor essa tarefa, estando atento para publicações
recentes relacionadas aos temas trabalhados pelo livro.

É fundamental o interesse tanto do professor quanto do aluno no processo


de construção do conhecimento. Nesse processo, o aluno vai elaborando as
informações que recebe, até que esses conhecimentos sejam incorporados e se
tornem partes do seu acervo cultural.
A continuidade do processo esta na aquisição de novos conhecimentos,
que se tornam novos desafios e possibilitam a apropriação de novos conceitos.

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