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NÃO SUBESTIME SUA

CRIATIVIDADE.

Vê se você não se reconhece: você é empreendedor ou empreendedora, investe


em si mesmo, estuda, desenvolve novas competências, aprende o que pode e o
que precisa para fazer o seu trabalho melhor. Já saca tudo de web, de mídias
sociais, de controle de estoque, de marketing de conteúdo, de produtividade,
mas anda percebendo que sua prática criativa, está deixando a desejar. As
atribuições do dia-a-dia de empreendedor estão tomando seu tempo e você está
perdendo contato com sua própria criatividade, porque ainda não entendeu que
essa atividade é o combustível do seu negócio. Ou então já percebeu, mas o
rodo cotidiado de atribulações passa ferrenho e quando você vê, o dia já acabou
e você não fez aquilo que era realmente importante fazer. Se você é
empreendedor, você precisa criar, senão o negócio vai caindo na mesmice e fica
sem sal. Não só pra você, mas também pros seus clientes, o que é mega
perigoso.
Quando eu falo de prática criativa, quero chamar atenção pr'aqueles momentos
em que você se dedica a criar e ter novas e incríveis ideias. Se você desenvole
produtos charmosos, como almofadas ou tapetes, é o tempo em que você está
desenvolvendo novas estampas. Se você vende roupas transadas, tô falando de
quando está criando novas coleções. Ou pode ser também quando você está
pensando no negócio propriamente dito, em como inovar, em como fazer as
coisas diferentes, em novas campanhas de marketing ou projetos e em como
impactar mais e mais pessoas. Não subestime sua prática criativa. Ela é o
coração pulsante do que você faz e é o que te leva adiante. Mas como fazer
isso? Comece pelas 6 dicas simples e infalíveis pra prestar melhor atenção na
sua prática criativa.
1. Dedique-se à prática criativa, por pelo menos duas horas, no primeiro
momento da manhã, quando os passarinhos ainda estão cantando, o telefone
não toca, outras pessoas ainda estão dormindo. Nada de email ou mídias sociais,
só você e sua criação.
2. Bloqueie momentos na sua agenda para sua prática criativa e não abra mão
deles. Coisas como reunião com clientes ou o telefonema da sua mãe podem,
no curto prazo, parecer mais importantes, e quando você vê o dia passou e você
não criou ou se dedicou ao que é importante.
3. Crie um desafio para si mesmo. Algo como 30 desenhos em 30 dias, 30 ideias
em 30 dias, ou algo que te motive. Siga o plano diariamente. Não precisa ser
perfeito, você só precisa fazer diariamente. Você vai perceber que é na hora que
as ideias parecem estar secando, que elas minam com toda a força.
4. Tenha um espaço sagrado para sua prática criativa, como seu ateliê ou seu
escritório. Mantenha-o limpo, organizado, decore-o de forma criativa e
estimulante. Ele é seu refugio.
5. Não só mantenha um caderno de ideias, mas retorne a ele constantemente.
Releia ideias antigas, adapte, readapte. Pode ser que num dia uma ideia pareça
sem graça, mas no dia seguinte ela pode fazer toda a diferença e ser a semente
de algo novo que você vá criar.
6. Conheça o que funciona e o que não funciona pra te estimular e use esses
subterfúgios quando a mente secar. Pode ser uma música na vitrola, uma
caminhada, conversar com amigos, tirar uma mini-férias ou assistir vídeos
instigantes. O que alimenta sua criatividade? Use e abuse.
E você? Consegue manter uma prática criativa constante? Qual é sua dica
infalível? Compartilha com a gente nos comentários logo abaixo.
Post originalmente publicado no blog do Tanlup.

O que você faria se soubesse que não iria falhar? “Nada”, segundo o professor

de design gráfico Brad Hokanson, da Universidade de Minnesota. Isso porque, para


ele, não tem diversão nenhuma na falta de desafio. E é exatamente isso que melhora
a nossa criatividade. Na edição deste mês da Galileu (nº280), o professor Hokanson
— que ministra o curso “Solução Criativa de Problemas”, disponível no site
Coursera (em inglês) — explica como essa habilidade pode ser adquirida por
qualquer um. Leia o nosso papo com ele, na íntegra:

GALILEU: A criatividade é para todo mundo?

Algumas pesquisas mostram que a criatividade é parte das habilidades mentais. Todo
mundo a usa na hora de resolver problemas que encontramos no dia a dia. A gente
só não reconhece isso como criatividade. Nós não devemos pensar que não somos
criativos só porque não estamos produzindo arte ou inventando alguma coisa como
Einstein. Na verdade, somos bem inventivos e criativos em muitas coisas. Por isso,
devemos reconhecer a criatividade e trabalhá-la. Todo mundo consegue. Criatividade
se adquire com prática. [Veja aqui algumas táticas]

De certa maneira, para ser criativo é preciso desafiar alguns padrões.


Você acha que as pessoas têm medo de serem criativas por conta disso?

Acho. Uma das características da criatividade é que ela difere do normal, da rotina.
Ou seja, temos que ser corajosos para propor coisas novas, seja vestindo meias
diferentes, ou comendo de uma forma inusitada. Às vezes, nos sentimos limitados
pela sociedade, sejam colegas de trabalho com regras rígidas ou uma família muito
tradicional, mas todos devem estar abertos a resolver problemas de forma diferente
dentro do seu próprio contexto.

As pessoas acham que criatividade é uma coisa ligada às artes, só


músicos, pintores e designers podem ser criativos. Por que é errado
pensar assim?

Artistas, designer e músicos são sortudos por terem uma vida cercada de criatividade.
Mas acho que as pessoas erram ao isolar a criatividade em certos campos e não
incorporar isso na vida. Meu pai era pedreiro, ele era muito bom em inventar e
consertar coisas. Apesar de achá-lo criativo, ele nunca pensou nele mesmo desta
forma. Não era arte, mas ele estava resolvendo problemas e inventando coisas.

Falta de criatividade é associada com uma visão de mundo mais limitada.


Como as pessoas podem se livrar desse tipo de visão?

Uma das formas de aumentar nosso potencial criativo é nos expondo a ambientes,
coisas e pessoas diferentes. Algumas pesquisas mostram que nossas memórias e
experiências em lugares diferentes podem nos ajudar a resolver os problemas de
onde vivemos. As pessoas podem ter visões limitadas em seus ambientes de trabalho,
por exemplo, mas podem mudar as coisas tendo certeza de que atingiram os limites
por lá.
7 dicas para aumentar a
confiança criativa
Recentemente fui convidado para falar em um evento que reunia todos
os colaboradores de uma empresa do setor financeiro. Eram mais de
1000 pessoas que estavam lá confraternizando e celebrando as
conquistas do ano e, claro, aproveitando o momento para absorver
novos conhecimentos. Como o público era bastante diverso, com
colaboradores de diferentes áreas, formações e experiências, resolvi
falar sobre um conceito que poderia interessar todos eles e acredito
que […] <div class="read-more"><a
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pratica/2016/10/29/7-dicas-para-aumentar-confianca-criativa/"
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Por Felipe Scherer

access_time24 fev 2017, 07h26 - Publicado em 29 out 2016, 07h45

more_horiz
quadro

Recentemente fui convidado para falar em um evento que reunia


todos os colaboradores de uma empresa do setor financeiro. Eram
mais de 1000 pessoas que estavam lá confraternizando e celebrando
as conquistas do ano e, claro, aproveitando o momento para absorver
novos conhecimentos.

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Como o público era bastante diverso, com colaboradores de diferentes


áreas, formações e experiências, resolvi falar sobre um conceito que
poderia interessar todos eles e acredito que você também: a
importância da retomada da confiança criativa para inovar nas
empresas.

Muitas pessoas simplesmente acreditam que não são inovadoras e


nunca serão pois não nasceram com os genes “adequados” para
colocar em prática tal tarefa. É como se nossa capacidade de realizar
tal atividade fosse determinada exclusivamente pelo nosso DNA.
Inúmeras pesquisas já foram realizadas para determinar qual a real
influência da genética na nossa capacidade de criar e
consequentemente contribuir como inovadores. Em todas elas, o
impacto da carga genética nunca foi superior a 40%, chegando
inclusive, em algumas delas, ficar abaixo dos 25%. Um estudo
interessante realizado por pesquisadores da Universidade de Fordham
nos Estados Unidos reuniu 117 gêmeos idênticos de diferentes faixas
etárias visando descobrir a correlação com a criatividade. O resultado
obtido apontava que apenas 30% da capacidade criativa era
decorrente da herança genética e que os 70% eram frutos de
experiências e comportamentos individuais. Na prática o estudo
propunha que a criatividade não é um dom preponderantemente
genético, não apenas uma habilidade cognitiva mas também um
habilidade comportamental.
A boa notícia foi que poderíamos desenvolver nossa capacidade
criativa ao longo de nossas vidas. A notícia ruim é que, na prática, o
modo pelo qual estudamos e trabalhamos nos move para uma direção
oposta, criando barreiras e desestimulando nossa criatividade. Vejam
esse outro estudo sobre o desempenho de um grupo ao longo dos
anos quanto à criatividade.

É notório que algo acontece quando entramos nas escolas e


posteriormente quando ingressamos no mercado de trabalho. O
sistema vai, aos poucos, acabando com nossa confiança criativa, nos
transformando em reprodutores de conhecimento e cumpridores de
tarefas predeterminadas. Tim Brown e David Kelley, ambos ligados à
escola de design de Stanford nos Estados Unidos, apontam que nossa
confiança criativa é abalada constantemente pois tememos 4 coisas: o
medo do desconhecido, o medo de sermos julgados, o medo de
darmos o primeiro passo e o medo de perder o controle. Todos esses
medos impactam negativamente nossa criatividade.

Até aqui falei do problema, agora vamos à solução. Elenquei algumas


estratégias importantes para vencermos esses 4 medos e
consequente aumentarmos nossa confiança criativa para sermos mais
inovadores.

1. Estabeleça propósito – O melhor motivador nas nossa vida é o


propósito. Isso vale quando queremos mudar nossos hábitos
alimentares, praticar exercícios, parar de fumar, seja o que for, e não é
diferente quando falamos de exercer nossa criatividade. Busque
entender o porque a inovação e a criatividade são importantes para
sua empresa e crescimento profissional. Esse é o primeiro passo para
nos arriscarmos mais.
2. Acredite no método – Use as ferramentas e pratique. Um dos
meus programas favoritos na televisão é O Sócio. Nele o investidor
Marcus Lemonis compra uma participação em negócios que precisam
de ajuda para retomar o rumo. Sempre que ele conversa com os
empreendedores ressalta a importância de acreditar no método dele.
Em criatividade e inovação é preciso acreditar no método também, ou
seja, as ferramentas de criatividade podem potencializar a utilização
da nossa capacidade de gerar novas oportunidades.
3. Busque analogias e padrões de solução de problemas – Essa é
uma das melhores formas de reduzir o medo do desconhecido. Muitas
vezes a solução criativa para nossos desafios já foram utilizados em
outros setores e aplicações. Sempre uso o exemplo do desodorante
roll-on, que nada mais é que a mesma lógica utilizada nas canetas
esferográficas. Várias técnicas de criatividade utilizam o conceito de
padrões de solução de problemas como gatilhos para a geração das
ideias.
4. Comece pelos insights, depois busque as ideias – Esse detalhe
é bem importante. Normalmente começamos nossa jornada pelas
ideias mas há um passo anterior importante, a captura dos insights.
Quando temos a leitura adequada da situação atual, identificando os
problemas (dores), benefícios (ganhos) esperados e objetivo das
tarefas cumpridas pelos produtos, serviços ou processos que
executamos (jobs to be done), temos um ponto de partida relevante
para gerar as novas ideias. De maneira geral, uma boa ideia
potencializa um beneficio desejado e/ou reduz uma dor/problema
existente.
5. Abrace a filosofia das startups – Um estudo sobre ideias criativas
de produtos inovadores revelou que 95% delas sofreram refinamentos
desde o momento da geração até a finalização do projeto. Para
reduzir o medo do desconhecido tenha em perspectiva que a primeira
ideia é o ponto de partida e não necessariamente o de chegada. Não
espere a ideias perfeita mas sim esteja aberto a ajustes e
transformações ao longo do processo, exatamente como fazem os
empreendedores na filosofia do lean startup, ou seja, constrói,
aprende, ajusta…
6. Aceite a diversidade e colabore – O gênio solitário já não serve
mais para os dias atuais. Aquele maluco beleza que ficava trancado
em uma sala concebendo ideias mirabolantes não retrata o modelo
ideal de estimulo à criatividade e inovação. Segundo o renomado
autor Steven Johnson, as boas ideias são fruto da combinação de
palpites parciais de diferentes pessoas que se cruzam para formar
algo maior. O poder das massas e a criatividade coletiva é o que
poderá aumentar sua capacidade individual.
7. Dedique tempo para a inovação – Veja que quanto mais tempo
dedicarmos para gerar coisas novas maior será a chance que isso
ocorra. Aquilo que colocamos como importante em nossa vida é o que
costumamos praticar e consequentemente aumentamos a taxa de
sucesso. Aloque parte do seu tempo para usar as seis dicas anteriores
e sua confiança criativa vai aumentar significativamente.

Empreendedorismo e inovação:
diferenças e semelhanças

O cenário atual se apresenta cada vez mais competitivo e para se destacar no mercado é
necessário ser um empreendedor inovador, que ofereça algo diferente a esse mercado e
que esse algo novo seja um elemento de promoção da mudança e do desenvolvimento
econômico.

Esse empreendedor é, portanto, um indivíduo que reúne as características de gestor


eficaz e inovador sistemático, contribuindo com suas ideias e sua maneira de
administrar e tomar decisões para o sucesso da sua empresa.

O termo empreendedor origina-se da palavra francesa entrepreneur e tem sido


geralmente traduzido para o português como empresário.

Ocorre que um empreendedor é mais que um empresário. Empreendedor é aquele


indivíduo que sabe identificar as oportunidades que aparecem e consegue transformá-las
em um negócio lucrativo. Toma a iniciativa (isso é atitude) de empreender, de ter um
negócio próprio, é criativo, inovador, arrojado e estabelece estratégias que vão desenhar
o futuro de seu negócio. Estabelece metas, inicia projetos, controla resultados, visualiza
e busca o sucesso de seu empreendimento (isso é planejamento).

O empreendedor é, em suma, o que sabe determinar quais e como seus produtos ou


serviços serão colocados e consumidos no mercado (isso é inovação).

São essas as três virtudes que determinam a diferença entre empreendedor e empresário
– ATITUDE-PLANEJAMENTO-INOVAÇÃO. Conclui-se, portanto, que nem todo
empresário é um empreendedor.

A função do empreendedor é quebrar paradigmas, trabalhando uma ideia para torná-


la um novo produto ou um novo serviço, que se constituirá em nova fonte de receita
para sua empresa, ou seja, transformando sua ideia em inovação.

O empreendedorismo é o processo dinâmico de criar mais riqueza. Esse processo é o da


inovação.

Na realidade, esse novo produto ou serviço (inovação) é construído


pela quebra do paradigma anterior e o empresário que age segundo esse princípio é, na
verdade, um empreendedor.

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Lembre-se que ninguém nasce empreendedor. Isso não é uma herança genética.

Portanto, é possível para qualquer empresário tornar-se um empreendedor. Basta seguir


a sequencia: ATITUDE – PLANEJAMENTO – INOVAÇÃO.

Nesse ponto cabe um comentário sobre a preparação que recebemos nas escolas e que
não nos favorece muito na hora de empreender.

Eu, você e todos das gerações passadas foram educados


para nos tornarmos empregados. Não nos prepararam para sermos empreendedores.
Outro aspecto do empreendedorismo e que irá auxiliar decisivamente no processo de
inovar é a inovação colaborativa.

Poucos empresários a adotam e os que o fazem tornam-se empreendedores inovadores.

Muitas empresas no cenário mundial estão praticando a abertura e a colaboração intra e


extra empresa como fatores críticos para ter sucesso na inovação. No entanto, as
empresas brasileiras têm relutado em adotar e tirar partido dessa prática.

Atualmente, inovar em produtos e serviços tem sido o objetivo de qualquer empresa em


todo o mundo.

As empresas de maior porte estão criando equipes para cuidar da inovação,


contratando consultorias especializadas e investindo em treinamento e capacitação de
suas equipes para o gerenciamento da inovação.

Pequenas empresas também o fazem, embora em menor escala de investimento.

Algumas empresas já perceberam que buscar a inovação somente no âmbito interno


(closed innovation) nem sempre traz bons resultados.

Muitas vezes, melhores resultados são obtidos quando se envolve o ambiente da


empresa, ou seja, aquilo que está fora da empresa, mas interfere em sua vida.

Daí, essas empresas descobriram que há mais eficácia no processo de inovação quando
envolvem também os consumidores, fornecedores, concorrentes, parceiros ou outros
neste processo.

Este conceito de buscar a inovação fora da empresa é conhecido como inovação


colaborativa ou inovação aberta (open innovation).

Alguns exemplos clássicos são a Nokia e o Google. Ambas utilizam em seus


laboratórios o conceito de inovação aberta, buscando as ideias de inovação fora dos
limites da empresa, de forma colaborativa.

Esse conceito de inovação colaborativa ainda é muito pouco aplicado no Brasil, mas
pode funcionar muito bem se utilizado de forma racional e objetiva.

Os empresários que querem ser reconhecidos como empreendedores inovadores devem


adotar o hábito de usar as capacidades colaborativas de pessoas que estão no ambiente
da empresa, apropriando-se de todas as oportunidades de criação e melhoria de seus
produtos e serviços. O resultado disso será o melhor desempenho e a maior competência
empresarial.