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AR COMPRIMIDO

QUINTA DA GAIVOSA:
CINCO GERAÇÕES A INOVAR
NO VINHO

GESTAMP AVEIRO E VENDAS REVISTA


AR COMPRIMIDO
NOVAS – REDUÇÃO DE CUSTOS
COM A ENERGIA PÁG 8 Nº 1, 2016

RENAULT CACIA – EFICIÊNCIA


GARANTE NOVOS NEGÓCIOS PÁG 10
PLASTIMAR TIRA PARTIDO DA
RECUPERAÇÃO DE ENERGIA PÁG 14
EDITORIAL CONTEÚDOS

PÁGINA 03
Quinta da Gaivosa - Cinco gerações
a inovar no vinho

PÁGINA 06
La Molisana - Instalação da bomba
de vácuo de parafuso GHS VSD+

PÁGINA 07
ccenergia - Os C’s da eficiência
energética

PÁGINA 08
Gestamp Aveiro e Vendas Novas -
Redução de custos com a energia

CONSUMO E POUPANÇA PÁGINA 10


DE ENERGIA EM FOCO Renault Cacia - Eficiência garante
NA INOVAÇÃO novos negócios

Nos últimos tempos, a poupança de PÁGINA 12


energia tem sido o maior fator de inovação, Celtejo - Eficiência energética
patente num cada vez maior número de na produção de pasta de papel
fabricantes de equipamentos industriais. A
Atlas Copco, como é do conhecimento dos PÁGINA 14
nossos leitores, segue esses princípios. Plastimar tira partido da recuperação
Assim, nesta edição da revista Ar de energia
Comprimido, abordaremos temas ligados
à utilização dos novos geradores de Azoto PÁGINA 16
(N2) e a sua importância para a qualidade G7-15 Um parceiro de confiança
do vinho produzido da Quinta da Gaivosa,
a par de uma eficiência energética de que PÁGINA 17
resultou o retorno do investimento no OXICOMP Booster isento de óleo,
primeiro ano de exploração. 200 Bar
Apresentaremos ainda exemplos de
recuperação de energia nas empresas PÁGINA 17
Gestamp, numa parceria com a ccenergia, Secadores F - Novos secadores
e também na Plastimar, que recentemente de refrigeração
aplicaram sistemas de recuperação de
energia dos compressores Atlas Copco. PÁGINA 18
No artigo relativo à Renault Cacia GA VSD+ - Agora disponível até 75kW
evidenciamos a importância do consumo
energético na seleção do compressor.
PÁGINA 19
No caso da Celtejo mostramos as
Novas instalações Atlas Copco
vantagens obtidas com a introdução de assentes em conceito inovador
compressor de velocidade variável ZR
315 VSD e de um compressor centrífugo
ZH400 conjuntamente, controlados pelo
sistema de gestão inteligente ES16 que FICHA TÉCNICA: EMPRESA PROPRIETÁRIA Soc. Atlas Copco de Portugal, Lda. Sede: Lagoas Park, Edifício 15 - Piso 0 - Porto Salvo
otimiza a regulação de tal forma que Tel.: 214 168 500 Fax: 214 170 942 / 214 161 037 DIRETOR Jorge Miranda CENTROS DE AR COMPRIMIDO Lisboa (Porto Salvo).
Lagoas Park, Edifício 15 - Piso 0 - Porto Salvo. Tel.: 214 168 500 Fax: 214 170 942 / 214 161 037 PORTO Rua Eng. Ferreira Dias, 1101-1143,
chegou a atingir poupanças de 15%, 4100-247 PORTO Tel.: 226 199 210 Fax: 226 175 433 REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO Lagoas Park, Edifício 15 - Piso 0, Porto Salvo EDITOR
Schlief, Lda. COORDENAÇÃO/PROJETO GRÁFICO/PAGINAÇÃO Schlief, Lda. IMPRESSÃO Schlief, Lda. TIRAGEM 3000 exemplares
comprovadas por medições do utilizador. DISTRIBUIÇÃO Continente e Regiões Autónomas E-MAIL info.portugal@pt.atlascopco.com
Por fim, daremos ainda relevo aos novos A Revista Ar Comprimido relata as atividades da Divisão de Compressores e Serviço Pós-Venda da Sociedade Atlas Copco de Portugal, Lda.
produtos, compressores de velocidade Esta revista é distribuída gratuitamente e periodicamente. Todos os direitos reservados. Autorizada a reprodução do conteúdo citando a
sua procedência.
variável desenvolvidos na nossa fábrica,
Atlas Copco Airpower de Antuérpia, Bélgica.
Este ano estaremos presentes uma vez mais
na maior feira de equipamentos industriais
do país, na 16ª Feira, EMAF 2016 na
APOSTADOS NA PRODUTIVIDADE SUSTENTÁVEL
Exponor, onde teremos oportunidade de
apresentar a inovação mais recente em
tecnologia de compressão de ar.

Jorge Miranda
Diretor Geral - Divisão de Compressores Assumimos as nossas responsabilidades para
com os nossos clientes, o ambiente e as pessoas
que nos rodeiam. Fazemos com que o desem-
penho supere o teste do tempo. É a isto que nós
chamamos – Produtividade sustentável.
QUINTA DA GAIVOSA:
CINCO GERAÇÕES A INOVAR
NO VINHO

A construção da nova adega obrigou a repensar alguns processos.


O azoto, fundamental para a preservação da qualidade do vinho,
é agora produzido com recurso a um gerador de azoto NGP da Atlas
Copco. Maior eficiência e o retorno do investimento em 12 meses
determinaram a escolha desta solução.
4 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

T
iago Alves de Sousa, enólogo e acomodar o aumento de produção da aqui- armazenar-se 300 mil litros e, nas salas de
diretor de produção recebeu-nos, em sição de novas vinhas e reestruturação das estágio, os vinhos repousam em 500 barri-
plena época da vindima, para uma existentes, e pelo regresso à produção de cas de carvalho francês e português.
visita à nova adega da Quinta da Gaivosa, Vinho do Porto. No total são 133 hectares Apesar do investimento no novo es-
em Santa Marta de Penaguião (Vila Real). de vinha, divididos por seis quintas, das paço, a adega antiga, construída em 1955
A qualidade e singularidade dos seus quais cinco se situam no Baixo Corgo e pelo avô de Tiago Alves de Sousa, continua
vinhos tem sido reconhecida ao longo dos uma no Cima Corgo. Construída de raiz, a a funcionar para a produção de Vinho do
anos com variadas distinções nacionais e pensar nas necessidades atuais mas também Porto.
internacionais, recebendo por duas vezes no futuro, a nova adega foi projetada para
o prémio “Produtor do Ano” (Revista de acomodar inovação e tecnologia, mas tam- A importância do azoto
Vinhos), tornando-se o primeiro a receber bém para ser prática e para facilitar o trabalho Pode parecer estranho pensar que o azoto
por duas vezes a mais importante e do dia-a-dia. faz falta no negócio da produção de vinho.
prestigiada distinção para um produtor de Com uma área total de 1800 metros No entanto, trata-se de um componente fun-
vinhos em Portugal. Inaugurado há menos quadrados, a nova adega conta com sete damental em diversos pontos do processo.
de um ano, o novo espaço de vinifica- lagares de três mil litros com pisadores No engarrafamento, por exemplo, o azo-
ção e engarrafamento foi pensado para elétricos. Nos 42 depósitos de inox podem to é essencial para preservar a qualidade

Fizemos um investimento de cerca de 20 mil euros


nesta solução e, ao fim de um ano, poupámos
aproximadamente 18 mil.
Tiago Alves de Sousa, enólogo e diretor de produção da Quinta da Gaivosa
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 5

do vinho e para evitar oxidações. Para Lda analisou a necessidade de azoto e mente o valor gasto com este gás inerte.
tal é injetado na garrafa para eliminar o ar, desenhou uma solução que permitisse “Fizemos um investimento de cerca de
antes de se colocar o néctar da uva. Tiago reduzir o custo com o fornecimento de 20 mil euros nesta solução e, ao fim de
Alves de Sousa explica ainda que o azoto azoto, aproveitando a produção de ar um ano, poupámos aproximadamente
é também utilizado no resto da adega para comprimido que já existia na adega. Em 18 mil”, diz Tiago Alves de Sousa. Ou
inertizar depósitos e, desta forma, proteger o conjunto com a Atlas Copco, e após um seja, acrescenta, o retorno acontece ao fim
vinho, para a homogenização dos néctares, exaustivo estudo e levantamento de neces- de pouco mais de doze meses, mantendo
para as remontagens e para as trasfegas. sidades, as empresas chegaram à solução uma poupança mensal elevada pelo facto
Contudo, a utilização de garrafas de que posteriormente foi instalada. de nunca mais ter que adquirir as garrafas
azoto representava uma fatura mensal Ao compressor isento de óleo, modelo de azoto.
muito pesada, despesa que foi repensada LZ7, com secador de refrigeração in- Outra vantagem desta solução, refere
depois da proposta apresentada pela em- corporado foi instalado um gerador de ainda o enólogo da Quinta da Gaivosa, pas-
presa José Pinto, Lda, distribuidor da Atlas azoto, modelo NGP4 e um depósito de sa pelo facto de continuar a produzir azoto
Copco em Vila Real (ver caixa). armazenamento de azoto. Desta forma, mesmo em períodos de vazio, ficando o
Fornecedor da Quinta da Gaivo- a Quinta da Gaivosa produz agora o gás armazenado no depósito adquirido para
sa para outros produtos, a José Pinto, seu próprio azoto, reduzindo drastica- o efeito. n

JOSÉ PINTO, LDA - 36 ANOS


NO RAMO INDUSTRIAL
A empresa José Pinto, Lda, constituída em 1980, e com sede em Vila Real, conta com uma vasta
experiência na venda e aluguer de máquinas e equipamentos. Parceiro da Atlas Copco praticamente
desde o início de atividade, a empresa detém hoje outras áreas de negócio, nomeadamente, a
assitência técnica e o pós-venda.
A área da logística é hoje outra importante vertente do negócio da José Pinto, Lda, tendo surgido
como uma área de serviços de apoio à restante atividade da empresa, de forma a garantir a
qualidade nos fornecimentos e prestação de serviços na venda, aluguer e assistência técnica de
máquinas e equipamentos. A área de Logística representa hoje uma oferta ao nível dos transportes,
serviços de grua, cargas e descargas e parqueamento de cargas.
Parceiro da Quinta da Gaivosa há já alguns anos, a José Pinto, Lda foi a responsável
pela identificação da necessidade de uma solução de produção de azoto que satisfizesse
os requisitos de poupança e de eficiência na nova adega daquele produtor de vinhos.
Em conjunto com a Atlas Copco, o Engenheiro Rui Pinto, sócio-gerente da empresa, delineou a
configuração que viria a ser escolhida para satisfazer as necessidades da Alves de Sousa.

Rui Pinto, administrador da José Pinto, Lda


6 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

LA MOLISANA
INSTALAÇÃO DA BOMBA DE VÁCUO
DE PARAFUSO GHSVSD+

A La Molisana é hoje, uma das mais antigas fabricantes de massas em Itália, com mais de
um século. Fundada em 1912 em Campobasso, Itália, La Molisana produz atualmente mais de
40.000 embalagens de massas por dia.

D
esafio: vácuo é essencial para a play’, bem conhecida dos compressores
produção de massa seca, pois é
utilizado para extrair o ar da massa.
Atlas Copco. As bombas de vácuo GHS
VSD+ foram otimizadas pelos engenheiros
RESULTADO
Além, de aumentar o prazo de validade, de projeto para garantir um desempenho A bomba de vácuo GHS VSD+ garante
melhora a cor e cheiro do produto. O superior e máxima eficiência energética. uma economia de energia de até 50% em
comparação com a instalação existente.
nível de vácuo tem um efeito direto sobre O parafuso rotativo com injeção de óleo,
Além disso, a gama GHS VSD+ é uma
a qualidade da massa La Molisana. Para muito eficiente, tem um design muito bomba de vácuo muito silenciosa. Esta
garantir que o produto final seja excelente, robusto. Isso significa que tem uma vida tecnologia permite uma redução de ruído
La Molisana seleciona matérias-primas útil do elemento significativamente superior em 40% comparativamente com as outras
de ótima qualidade e exige a mesma comparativamente com as palhetas rotativas tecnologias. A Atlas Copco e La Molisana
partilham o mesmo compromisso com
qualidade dos seus fornecedores. tradicionais. n
a qualidade. A gama GHS VSD+ é um
exemplo perfeito que vai ao encontro
Solução da reputação da Atlas Copco, no que
A Atlas Copco sugeriu a instalação da se refere ao compromisso de poupança
bomba de vácuo de parafuso GHS VSD+. de energia, sustentabilidade e respeito
pelo meio ambiente. La Molisana não só
Equipada com variador de velocidade e
precisa de vácuo para fazer a sua massa,
com o nosso controlador Elektronikon. como também precisa de ar comprimido,
A bomba de vácuo ajusta continuamente para embalar a massa. É por isso que
a velocidade do motor, à variação das apostaram nos nossos compressores de ar
necessidades provenientes do processo, comprimido, gama Z, compressores isentos
de óleo da Atlas Copco.
resultando em economias significativas de
energia. Com base na filosofia ‘plug and

A qualidade garantida que a Atlas Copco


oferece é muito importante para nós.
Flavio Ferro, Diretor Fabril La Molisana
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 7

Posteriormente, como etapa integrada na

OS C’s DA EFICIÊNCIA
cadeia de serviço da ccenergia, foi conce-
bida e concretizada uma solução tecnoló-
gica, que passou por aproveitar a energia

ENERGÉTICA térmica libertada pelos compressores de


ar. A energia aproveitada foi utilizada
para aquecimento de água de processo
(AQP). A implementação das soluções
tiveram como resultado a redução da fatura
energética e a diminuição dos custos de
exploração. Com um apoio especializado, as
soluções propostas foram acompanhadas de
financiamento através de fundos de apoio e
incentivos.
Neste momento, a ccenergia encontra-se
certificada e pronta para trabalhar com as to-
das as empresas que querem fazer frente ao
aumento dos custos de energia. A certifica-
ção de qualidade é uma garantia da ccener-
gia e no compromisso nos padrões elevados
que está disposta a entregar. De facto, inovar
David Cravo, Sócio-Gerente da ccenergia nos serviços de engenharia está no seu ADN.
Neste sentido a ccenergia lançou no merca-

A
ccenergia surgiu em 2004, com de grande parte dos sistemas de energia do um serviço específico acompanhado das
atividade na área da Auditoria e existentes na indústria e serviços. melhores tecnologias. A Gestão do Desem-
Consultoria Energética. Atualmen- penho Energético de instalações, designado
te, a sua atividade continua a ser ligada à por GDE, tem como objetivo focar, em
Além destas características e da equipa
eficiência energética, focada na prestação conjunto com o nosso cliente, no desem-
qualificada, a ccenergia rege-se pelos
de serviços integrados nesta área que penho energético e no compromisso de
seguintes valores:
permitem aos seus clientes maior competi- resultados. A Gestão da Energia tem como
tividade para o seu negócio e consequente • Foco nas necessidades dos clientes instrumento fundamental a monitorização de
diminuição do seu impacto no meio-am- • Transparência e integridade na consumos de energia e de fluidos térmicos.
biente. A ccenergia dispõe de todas as atuação Essa informação deverá estar disponível
competências necessárias para garantir o • Isenção tecnológica a todos os gestores de instalações consu-
controlo exigente e necessário em projetos • Respeito e apreço pelos colaboradores midoras intensivas de energia (Indústria e
de eficiência energética. • Aposta na qualidade Edifícios), permitindo definir com rigor um
Com uma equipa multidisciplinar de 20 leque alargado de medidas de racionalização
engenheiros, dirige os seus serviços a um Os Serviços de Auditoria e Diag- de energia, aumentar a eficiência energética
alargado leque de clientes, de todos os seto- nóstico Direcionado constituíram um e manter os mesmos padrões de qualidade
res de atividade, da indústria aos serviços. instrumento fundamental para sustentar de serviço. Este serviço dará a conhecer aos
Esta equipa é constituída por auditores a abordagem efetuada a duas unidades responsáveis das instalações os principais
energéticos generalistas, bem como audi- industriais do Grupo Gestamp, que permi- indicadores energéticos, o consumo de ener-
tores especialistas em tecnologias/sistemas tiu caracterizar o desempenho energético gia e produção de fluidos térmicos, para que
consumidores, projetistas, diretores de obra dos consumidores de energia, neste caso possam melhorar o desempenho energético
e gestores de contratos, que garantem a concreto, dos sistemas de ar comprimido. da sua instalação e tomar decisões de forma
performance de exploração, com o apoio de O tipo de intervenção adotada teve como sustentada. Em qualquer momento, através
uma equipa de gestores de energia. Dispõe objetivo conhecer as ineficiências energé- de uma ligação segura de internet, é possível
ainda de um parque de equipamentos de ticas, permitindo deste modo encontrar as aceder aos relatórios regulares, elaborados
medidas portáteis, calibrados periodicamente melhores soluções técnicas para reduzir os por especialistas em gestão de energia, que
mediante obrigações normativas, para análise consumos de energia. sistematicamente analisam a evolução dos
consumos globais da sua instalação ou dos
sistemas e/ou equipamentos específicos. Os
nossos especialistas em gestão de energia
têm como objetivo primordial auxiliar os
responsáveis da instalação a perceber o
potencial de poupança e adotar as soluções
mais adequadas para as tornar efetivas. Para
que tal seja eficiente, é essencial, envol-
ver todos os colaboradores sem nenhuma
Equipa ccenergia exceção. n
8 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

REDUÇÃO DE CUSTOS
COM A ENERGIA POUPA 80 MIL EUROS ANUAIS

A recuperação de energia e o aproveitamento do calor gerado pelo sistema de ar comprimido


permitiu à Gestamp poupar milhares de euros nas suas duas fábricas, em Aveiro e Vendas Novas.

D
uas fábricas do mesmo grupo ção tem sido uma das prioridades e uma das
empresarial, dedicado ao desenvol- alavancas para o crescimento do negócio, e a
vimento e fabrico de componentes eficiência energética e redução de custos de
metálicos para a indústria automóvel, de produção são as metas para o presente e para
gestão independente mas necessidades o futuro da unidade fabril.
semelhantes, escolheram a Atlas Copco Foi precisamente o objetivo de con-
para projetos de eficiência energética. seguir uma produção mais eficiente e
A solução escolhida, semelhante na mais amiga do ambiente que conduziu ao
Gestamp Aveiro e na Gestamp Vendas investimento numa solução mais completa
Novas, permitiu adequar e reaproveitar a e eficaz de ar comprimido.
produção de ar comprimido para reduzir A Gestamp Aveiro dispunha de uma
substancialmente o consumo de gás utili- central de ar comprimido com três com- potenciando uma produção mais eficiente e
zado pelas caldeiras. Agora, pouco mais pressores Atlas Copco – dois GA180 FF mais amiga do ambiente.
de um ano volvido, as poupanças são VSD e um GA75 – que distribui o ar com- Com a solução apresentada pela CC Ener-
evidentes, quer ao nível ambiental, quer primido de acordo com as necessidades dos gia, a Gestamp Aveiro instalou um sistema
na fatura anual de energia. equipamentos nas linhas de produção. O para recuperação do calor dissipado nos
funcionamento dos compressores consome dois GA180 FF VSD, “que consiste num
Gestamp Aveiro: transformar o calor em energia e dissipa calor no circuito de óleo. Recuperador de Energia (ER) Atlas Copco,
energia limpa Em simultâneo, a fábrica gastava milhares com um permutador óleo-água e numa
Investimento de 77 mil euros resulta em de euros em gás para aquecimento dos bomba de circulação em circuito fechado
poupança de cerca de 33 mil euros no banhos de tratamento das peças metáli- para um depósito de água quente”, como
consumo de gás em doze meses. Retorno cas. O desafio foi lançado em 2014 pelo explica Andreia Fardilha, que integra a equipa
previsto em dois anos e meio. parceiro da área da eficiência energética, a de projeto. Este sistema permite transferir o
Presente em Portugal desde 1988, dedica- CC Energia, que levou a cabo um estudo calor dissipado do circuito do óleo do com-
da ao fabrico de componentes metálicos para com vista a encontrar a melhor solução de pressor para a água armazenada no depósito.
a indústria automóvel, a fábrica de Nogueira aproveitamento do calor dissipado pela Essa água quente é depois enviada à instalação
do Cravo, Aveiro, integra desde 2001 o grupo central de ar comprimido. O objetivo era de pintura para aquecimento dos banhos onde
Gestamp Automocion. Desde então, a inova- transformar o calor numa energia limpa, é realizado o tratamento de superfície das pe-
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 9

ças metálicas. Anteriormente, salienta aquela fabril acrescentou um GA15VSD e dois O investimento feito nesta solução ron-
responsável, “estes banhos eram aquecidos Recuperadores de Energia Atlas Copco dou os 65 mil euros e, segundo Ernesto
apenas com o recurso a uma caldeira que (ER), com o objetivo de, por um lado, Gonçalves, responsável pela produção,
funciona a gás natural”. Com esta solução, “o reduzir o consumo de energia elétrica foram já conseguidas poupanças na
consumo de gás diminuiu consideravelmente, e de, por outro, poupar no consumo do ordem dos 400 mil kWh/ano. “Uma
tendo-se atingido, após um ano, uma redução gás que aquecia as águas industriais das redução de cerca de 45 mil euros na
na ordem dos 57.526 m3, o que corresponde caldeiras. Estas águas são posteriormente fatura energética anual”, acrescenta o
a uma poupança de 33.365 euros/ano”. O utilizadas nas tinas de lavagem da pintura Diretor de Manutenção da fábrica. Apesar
investimento inicial foi de 77 mil euros, o que dos componentes para automóveis que ali da clara satisfação com os resultados que,
significa que a empresa terá um retorno em são produzidos. segundo Pedro Janes, “cumprem o cenário
pouco mais de dois anos. Antes da implementação desta solução, definido”, a fábrica de vendas Novas não
proposta pelo parceiro CC Energia após está ainda a retirar todo o rendimento dos
Gestamp Vendas Novas: equipamentos um exaustivo estudo de eficiência energéti- ER instalados. Para já, a unidade fabril
mais eficientes ca, as tinas de lavagem eram aquecidas du- deixou de utilizar uma das caldeiras, mas
Retirar um maior rendimento dos rante a noite, de forma a estarem prepara- prevê, durante o próximo ano, pôr de lado
equipamentos de ar comprimido com a das logo que a fábrica iniciasse a produção mais uma, apesar da previsão de aumento
introdução de recuperadores de calor de manhã. Este período de aquecimento do volume de trabalho.
da Atlas Copco era o principal objetivo obrigava a muitas mais horas de funciona- Este projeto visa ainda dar resposta às
de um projeto que acabou por gerar mento das caldeiras a gás, e resultava em necessidades de redução de custos ener-
poupanças energéticas na ordem dos 45 custos bastante elevados. géticos e aumento da eficiência, com vista
mil euros/ano. Com a nova solução, as caldeiras traba- a cumprir as metas definidas pelo proces-
Pedro Janes, Diretor de Manutenção lham cerca de 15 horas a menos por dia, o so de certificação ambiental ISO 14001
na Gestamp Aveiro, mostra-se muito que garante uma poupança em combustí- iniciado pela Gestamp Vendas Novas. “As
satisfeito com os primeiros resultados da vel na ordem dos 30%. O aquecimento das poupanças tenderão a aumentar quanto
solução introduzida na fábrica há pouco águas é agora conseguido através do aprovei- maior for o rendimento que consigamos
mais de um ano. Aos dois compressores tamento do calor gerado pela produção de ar vir a retirar dos equipamentos”, conclui o
– GA90VSD e GA75VSD – a unidade comprimido, evitando também o desperdício. responsável.n

Com a nova solução, as caldeiras trabalham cerca


de 15 horas a menos por dia, o que garante uma
poupança em combustível na ordem dos 30%.
Valores atingidos na Gestamp em Vendas Novas
10 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

EFICIÊNCIA
CONTRIBUI PARA NOVOS NEGÓCIOS

A Renault Cacia acaba de ganhar um projeto que garantirá a atividade da fábrica para os
próximos 15 a 20 anos. Redução nos consumos, maior eficiência e aumento da
competitividade também contribuíram para a escolha desta unidade industrial.

A
fábrica da Renault, localizada na Ar comprimido ajuda a poupar No entanto, ao longo dos últimos anos,
região de Aveiro, foi recentemente Considerados como o ‘pulmão’ da fábrica, a fábrica de componentes automóveis tem
manchete de jornais pelos melhores os compressores são fundamentais para vindo a ajustar a produção de ar comprimido,
motivos. No seio do grupo automóvel, com o bom funcionamento da produção na de forma a reduzir a fatura energética. Com
presença mundial, foi a unidade de Cacia a Renault Cacia, mas também, tradicional- novos equipamentos e pequenos ajustes,
escolhida para receber o fabrico das novas mente, sinónimo de gastos elevados com a conseguiu já estabilizar e reduzir a pressão
caixas de velocidades da marca. Boas notí- energia. na produção de ar comprimido, com uma
cias para os colaboradores da empresa que,
assim, vêem garantido trabalho para, pelo
menos, duas décadas (o período de vida
habitual de uma caixa de velocidades).
Mas o que fez, afinal, a diferença no
momento de escolher a Renault Cacia para
este projeto? “Acima de tudo os níveis de
competitividade e eficiência da fábrica”,
acredita João Tavares, chefe de serviços.
Ao longo dos anos, a necessidade de
reduzir custos de produção e ser mais
competitivo obrigou a unidade de Cacia
a seguir de perto normas internacionais
de poupança, mas também a criar regras
e projetos próprios, que fossem de en-
contro a estes objetivos. João Tavares, Chefe de Serviços
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 11

“significativa economia de energia”, como


garante João Tavares. “Conseguimos bai-
xar a pressão de 6,8 bar para 5,9 e com
isso poupar cerca de 50 mil euros por
ano em eletricidade”. O objetivo é con-
tinuar o caminho da redução de pressão,
mesmo que isso implique alterações nos
equipamentos no processo.
Atualmente, a Renault Cacia dispõe
de quatro compressores Atlas Copco,
que trabalham em conjunto com um
Gestor ES130. “A introdução do gestor
ajudou também a poupar e a reduzir o des-
gaste das máquinas”, explica o responsável
pelos serviços da fábrica.
Após a introdução do gestor, a Renault
adquiriu há cerca de dois anos o mais
recente dos seus compressores – o ZT315
VSD. O novo equipamento contribuiu
ainda mais para a redução de custos
energéticos, uma vez que a sua capacidade
de variar a velocidade permite ajustar a
produção de ar comprimido às reais neces-
sidades da fábrica. Tudo isto, explica João
Tavares, resulta “num sistema muito mais
eficiente, com impacto direto no valor de
transformação da fábrica, que é assim
muito mais baixo”. Um valor acrescentado
na produção e, na opinião deste responsável,
também tido em conta na escolha da Re-
nault Cacia para o novo projeto. “Estamos
cada vez mais competitivos”, acrescenta.

Quanto mais seco melhor


A utilização de secadores, em conjunto com
os compressores, é outro fator de diferen-
ciação nesta fábrica, e mais um elemento de
poupança, quer energética, quer no desgaste
e degradação de componentes pneumáti-
cos que equipam as máquinas do processo
produtivo. “Os secadores garantem um
muito melhor ponto de orvalho e, por
consequência, uma melhor qualidade do
ar”, assegura João Tavares. E acrescenta: da Renault Cacia irão aumentar. João Tavares dade interno que estamos a desenvolver”,
“uma boa secagem do ar é muito importante antevê, desde já, a necessidade de adquirir salienta. A Renault Cacia compete interna-
no processo de produção, mas também para um novo compressor VSD, que ajude a mente com todas as outras fábricas do grupo,
as máquinas e peças que, sem humidade, manter o caminho na redução da pressão. “A à espera de vencer os melhores projetos e de
têm um tempo de vida superior”. nossa procura pela eficiência é constante e chamar a si a produção de componentes que
Com o aumento de produção previsto irá manter-se ao longo dos anos, na senda lhe garantam voltar às primeiras páginas dos
para breve, as necessidades de ar comprimido também do projeto de hipercompetitivi- jornais. Sempre pelos melhores motivos. n

Conseguimos baixar a pressão de 6,8 bar para 5,9


e com isso poupar cerca de 50 mil euros por ano
em eletricidade.
João Tavares, chefe de serviços da Renault Cacia
12 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

O
s últimos cinco anos têm sido

EFICIÊNCIA
marcados pelo enorme esforço de
redução de custos, mas também
pelo aumento da eficiência energética.

ENERGÉTICA
Sem a conjugação destes dois importantes
fatores, não teria sido possível aumentar a
produção de pasta de papel para os níveis
onde hoje se encontra.
NA PRODUÇÃO DE PASTA Ao tomar as rédeas da gestão da
Celtejo em 2011, Carlos Coelho, criou
DE PAPEL grupos internos de trabalho com o
objetivo de apresentar mensalmente
um plano de ações que, em três anos,
A aquisição de um compressor com maior capacidade e de ajudassem a otimizar o funcionamento
um sistema de gestão do parque de compressores resultou da fábrica, localizada em Vila Velha de
numa redução de 15% no consumo energético da Celtejo, Rodão. O resultado foi a redução de 30%
na produção de ar comprimido. no consumo de energia por tonelada
fabricada.
O sucesso do projeto foi tal que, em
2013, chamou a atenção da EDP. No
âmbito do programa de apoio à certificação
energética ‘Save to Compete’, a elétrica
convidou a Celtejo a fazer parte do projeto,
e daí nasceu uma parceria que dura até
hoje. “Foi um desafio que nos permitiu
afinar algumas das melhorias que tinham
já sido introduzidas, e também apostar
noutras soluções que ajudassem a poupar
ainda mais”, explica Carlos Coelho.
Uma dessas medidas foi o investimento
em compressores de velocidade variável

SEMPRE A
INOVAR EM
EQUIPA
Uma caraterística que distingue a Celtejo
de outras empresas é o envolvimento
da equipa de colaboradores em todos
os projetos. Desde que assumiu o leme
da fábrica, Carlos Coelho desdobra-se
em iniciativas que ajudem a melhorar
a eficiência da empresa e que, em
simultâneo, incluam ideias de todos
quantos fazem o negócio andar
no dia-a-dia. “Quem melhor do que
eles sabe o que faz falta?”,
questiona o diretor fabril.

Para tal, e com resultados


que comprovam as medidas como
acertadas, o administrador procura
motivar constantemente as equipas
e convidá-las a participar. Em 2011,
quando avançou para um ambicioso
plano de redução de custos, lançou
um desafio: quem contribuísse com
mais ideias que fossem posteriormente
implementadas recebia um prémio.
A participação foi tal que, durante meses,
foram atribuídos diversos prémios.
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 13

do tipo ZR315VSD, o que permitiu, O desenho desta solução foi feito em


desde logo, uma poupança energética conjunto pela Atlas Copco e pela Celtejo,
considerável. Ainda assim, o resultado com técnicos de ambas as empresas a
não era satisfatório. A realização de um contribuir para o resultado final. Hoje,
estudo ao regime de consumo de ar da como confirma Luís Oliveira, a juntar
instalação levou à posterior aquisição de às poupanças obtidas, “a produção de
um compressor centrífugo ZH400+ e ar comprimido é mais estável e não
de um gestor ES16. O comissionamento há registo de falhas”. “A introdução
destes equipamentos, em março de 2015, deste conceito melhorou também práticas
em conjugação com os equipamentos e hábitos que ajudam à poupança”,
já existentes, permitiram à Celtejo uma acrescenta o Diretor Fabril, Carlos Coelho.
poupança de 15% no consumo de energia Por agora, as necessidades da Celtejo
dedicado à produção de ar comprimido. no que ao ar comprimido diz respeito
Já no que se refere à eficiência na gestão parecem estar supridas. No entanto, e como
dos compressores a introdução do ES16 admite Carlos Coelho, “é preciso melhorar
também veio ajudar. O gestor procura, de constantemente”. Para tal, a empresa do
forma automática, a máquina que mais se Grupo Altri já tem em mente um novo
adequa às necessidades de produção de projeto que passará pela introdução de
ar comprimido a cada momento, evitando secadores no sistema de ar comprimido,
todo e qualquer desperdício energético. com o objetivo de melhorar ainda mais
“O ES faz a análise do histórico das a qualidade do mesmo. O projeto deverá
máquinas e recorre àquela que lhe ser concretizado durante os próximos dois
parece mais adequada”, explica Luís anos, estando o retorno do investimento
Oliveira, um dos responsáveis da Celtejo previsto para os dois anos e meio
por este projeto. seguintes. n

A introdução deste conceito melhorou também


práticas e hábitos que ajudam à poupança.
Carlos Coelho, Diretor Fabril
14 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

PLASTIMAR
TIRA PARTIDO DA RECUPERAÇÃO
DE ENERGIA

A pressão ambiental, aliada à necessidade de reduzir a fatura energética, deu o mote para
a instalação de uma solução de reaproveitamento do calor gerado pelo ar comprimido.
Resultado: poupança nos custos energéticos na ordem dos 5%.

T
al como acontece em muitas empre- A redução na fatura energética era um Associar o Energy Recovery ao
sas do setor da indústria transfor- dos objetivos desde o início deste proje- compressor de velocidade variável, já de
madora, o ar comprimido é um dos to, apesar da pressão ambiental surgir no si eficiente, bem como a mudança de com-
elementos que mais pesa na fatura energé- topo das prioridades de então. A certifica- bustível tornou o processo mais eficiente
tica, mas também uma das necessidades ção ambiental, obtida em 2008, exigia o e muito mais poupado. Todo o processo
que não pode mesmo ser dispensada. Esta cumprimento de um conjunto de metas que é verdadeiramente eficiente. “com o Re-
é igualmente a realidade da Plastimar, em- obrigava a empresa a ajustar constante- cuperador de Energia, em vez da água
presa que produz e transforma poliestireno mente os seus processos de produção. chegar à entrada da Caldeira à tempera-
expandido (EPS), um plástico celular e tura ambiente, chega a uma temperatu-
rígido, que pode apresentar-se sob diversas Menos poluente e mais poupada ra muito mais elevada.”, explica Carlos
formas e aplicações. Substituir a utilização de fuel por gás, na Martinho, Diretor de Manutenção nas
Com mais de 50 anos de história, a fábrica de Peniche, para o aquecimento da fábricas de Peniche e Santo Tirso. Desta
empresa, com sede e uma das suas duas água da caldeira foi uma das medidas que forma, o consumo de gás é muito inferior,
fábricas em Peniche, é parceira da Atlas avançou, após a introdução do Recupera- com uma consequente redução de custos.
Copco praticamente desde que iniciou ativi- dor de Energia (Energy Recovery Stand Segundo Carlos Martinho, este proces-
dade. Foi, por isso, de forma natural, que, há Alone) que foi acoplado ao já existente so permite poupar entre 3 e 5% nos custos
três anos, reforçou esta parceria ao adquirir compressor de velocidade variável GA- energéticos, o que significa uma redução
novos equipamentos, que ajudaram à 180VSD. Em Peniche, a caldeira opera 24 de custos para a empresa na ordem dos 10
criação de uma solução que lhe permiti- horas por dia, o que representava, na altura, a 15 mil euros anuais, em cada uma das
ria poupar nos custos da energia anuais. um custo muito elevado para a empresa. fábricas. “É uma solução mais económica

Tínhamos um recurso endógeno que era desperdiçado


e que agora, com os Recuperadores de Energia (ER),
aproveitamos na totalidade.
Carlos Martinho, Diretor de Manutenção da Plastimar em Peniche e Santo Tirso
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 15

mas também mais ecológica”, salienta o Di- mais económico e amigo do ambiente. As
retor de Manutenção. “Tínhamos um recurso poupanças obtidas devido à velocidade
endógeno que era desperdiçado e que agora, variável do compressor GA180VSD, esta-
com o Energy Recovery, aproveitamos na bilizaram nos anos seguintes, mantendo-se,
totalidade”, acrescenta. segundo Carlos Martinho, em cerca de
O primeiro equipamento Energy Recovery 30% da energia exclusivamente utilizada
da Atlas Copco foi adquirido no início de 2013 para a geração de ar comprimido, ou seja
e, de acordo com Carlos Martinho, as poupan- cerca de 15 a 20 mil euros anuais.Para já
ças já eram bem visíveis no final dos primeiros o compressor GA180VSD associado ao
doze meses de utilização. “No primeiro ano Energy Recovery é suficiente para suprir
conseguimos observar poupanças obtidas as necessidades diárias da Plastimar de
com a recuperação de energia, a que se jun- Peniche. “Se pensarmos em expandir a
tou à do compressor, permitindo poupanças produção para retirar maior benefício da
na ordem dos 30% dos custos da energia energia, esta é uma excelente solução”,
exclusivamente utilizada para a geração de assegura Carlos Martinho.
ar comprimido.” A Plastimar faz parte do grupo indus-
A velocidade variável dos compressores trial holandês SYNBRA, especializado na
GA180VSD permitiu à Plastimar reduzir os produção e transformação de EPS, com
custos com a energia elétrica, uma vez que fábricas em vários países da comunidade
os equipamentos adequam o seu funciona- europeia, detém uma outra fábrica em San-
mento às necessidades reais da produção, to Tirso, onde face ao sucesso verificado na
não trabalhando em períodos de vazio. A unidade de Peniche foi replicada, no final
juntar à maior eficiência das máquinas, o do mesmo ano, a solução da utilização do
reaproveitamento da carga térmica (calor) equipamento Energy Recovery com resul-
para o preaquecimento da água à entrada da tados similares em termos de poupanças
caldeira, torna todo o processo de produção energéticas. n Carlos Martinho, Diretor de Manutenção

Este processo permite poupar entre 3 e 5% nos custos


energéticos, o que significa uma redução de custos
para a empresa na ordem dos 10 a 15 mil euros
anuais, em cada uma das fábricas.
Carlos Martinho, Diretor de Manutenção da Plastimar em Peniche e Santo Tirso
16 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

G7-15
UM PARCEIRO DE CONFIANÇA

Os novos compressores de parafuso com injeção de óleo da gama G foram projetados para
uma eficiência superior. Estão preparados para operar continuamente nos ambientes mais
severos, garantindo um fornecimento contínuo, sem paragens na produção dispensiosas.
A solução perfeita para pequenas e médias instalações.

D
isponíveis em 7, 11 e 15 kW, foram Monitorização Fiabilidade Integrada
concebidos e fabricados em conformi- Avançada O elemento compressor patenteado
dade com as normas ISO 9001, ISO O novo compressor garante um ciclo de funcionamento
14001 e ISO1217 que garantem um compres- G está equipado 100% contínuo. Estas unidades estão
sor de elevado desempenho e fiabilidade com o controlador projetadas para funcionarem até uma
superior. Como standard, estas unidades BASE para garantir temperatura ambiente de 46ºC
foram projetadas para funcionarem com uma a conformidade com sem qualquer limitação no
temperatura ambiente de 46ºC. as necessidades seu desempenho.
específicas de ar
comprimido. Permi- Fácil Instalaçâo
te a visualização de Compressores compactos e flexíveis,
horas de serviço e disponíveis em várias configurações,
horas de trabalho, alarmes de manutenção, montados sobre reservatório
alteração de regulação de pressão, leitura de 270 l ou 500 l, com ou sem secador
de temperatura, entre outros. de refrigeração integrado para
requisitos de qualidade de ar
Eficiente Elemento Compressor específicos de determinadas
Com o elemento parafuso dos compressores aplicações, exaustão do ar quente
GA VSD+, a nova gama G garante uma no topo do compressor para
disponibilidade superior em 3% comparati- instalação junto de uma parede ou
vemente com os modelos anteriores GX. mesmo num canto. n
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 17

OXICOMP
BOOSTER ISENTO DE ÓLEO, 200 BAR
CARATERÍSTICAS

P
recisa comprimir Oxigénio, Azoto,
Hélio e Árgon na sua instalação?
E BENEFÍCIOS
Produção e armazenamento de gás Performance
no local é a solução mais sustentável e • 100% isento de óleo.
eficiente em termos de custos comparativa- • Temperatura de saída à volta de 20ºC.
mente com a solução de garrafas, Utilização Flexível
que requer transporte, armazenagem • Ar, Oxigénio, Azoto, Hélio ou Árgon até 200 bar.
• Disponível para modelos de 3 a 15 kW.
e manuseamento das mesmas, que • Produção a alta pressão para aplicação
se traduz em custos de operação direta e engarrafamento.
elevados. O booster Oxicomp garante uma Eficiência Energética
pressão de 200 bar para engarrafamento • Variação da frequência através da pressão
de garrafas e aplicações que necessitem entrada e saída.
de alta pressão, tais como Robusto
• Motor de acionamento direto, eliminando
engarrafamento, PET ou corte a laser.
perdas por desgaste da correia.
100% isento de óleo, o booster • Sistema fechado impede quaisquer perdas
Oxicomp evita qualquer risco de de ventilação.
contaminação em ambientes de Manutenção Mínima
produção que exigem uma pureza • Funcionamento a baixa rotação.
extrema. n

SECADORES F
NOVOS SECADORES DE REFRIGERAÇÃO

A
Atlas Copco alarga a sua linha de Qualidade ISO 8573-1 Classe 5
secadores de refrigeração, com Graças a um ponto de orvalho sob pressão
uma nova solução para aqueles que de 7ºC, os secadores de refrigeração F
precisam de ar comprimido de qualidade. A podem ser utilizados para aplicações que
nova gama F, disponível agora em todo o requerem ar de qualidade ISO8573-1
mundo, é a solução ideal para utilizadores Classe 5.
que precisam de um secador de refrigera- Fácil instalação, operação e manuten-
ção para aplicações simples. ção da gama F, os secadores são entregues utilizador rapidamente verifique a qualidade
As gamas de secadores de refrigeração plug-and-play para comissionamento ime- do ar. Fácil acesso aos principais compo-
FD e FX da Atlas Copco sempre foram diato. O seu design vertical compacto permi- nentes, despesas de manutenção reduzidas e
consideradas como produtos de qualidade te a sua instalação em espaços reduzidos. Um longos intervalos de manutenção, são carate-
premium. No entanto, aplicações, tais indicador de ponto de orvalho garante que o rísticas fundamentais desta nova gama. n
como, ferramentas de uso manual, oficinas
em geral, motores de ar, cilindros pneumá- Ponto máximo Conteúdo máximo de óleo
Classes Tamanho de
ticos e máquinas de fundição não exigem de orvalho sob (gotículas, aerossóis e
de qualidade partículas
as funcionalidades avançadas que estas pressão vapor - ppm)
gamas oferecem. Mícrones ºc ºF mg/m3
Conheça a nova gama F de secadores 0 como como
de refrigeração da Atlas Copco, com o seu especificado especificado
simples e comprovado design, componen- 1 0,1 -70 -94 0,01
tes de qualidade e um ponto de orvalho
2 1 -40 -40 0,1
sob pressão estável de 7°C. Estas unidades
garantem óptimo desempenho e fiabili- 3 5 -20 -4 1
dade, garantindo uma maior vida útil das 4 15 3 38 5
ferramentas e equipamentos, e eliminando 5 40 7 45 25
as avarias relacionadas com a presença de
6 - 10 50 -
humidade no ar comprimido.
18 REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016

GA VSD+
AGORA DISPONÍVEL
ATÉ 75kW

Realizou-se em Antuérpia, no passado mês de Setembro, o lançamento dos novos modelos da


gama GA VSD+. A Atlas Copco Portugal esteve presente neste evento acompanhada por alguns
dos seus distribuidores que, em primeira mão, tomaram contacto com as novas apostas da
Atlas Copco.

A
Atlas Copco aumenta a sua gama um novo elemento parafuso totalmente
de compressores GA VSD+ com otimizado. 50% ECONOMIA

modelos adicionais até 75 kW, que Estas tecnologias permitem que a gama
garantem, em termos de eficiência, lide- de compressores GA VSD+ garanta uma
rança de mercado. Com base no sucesso economia superior quando comparado com
da gama GA7-37 VSD+ lançada em 2013, a primeira geração de compressores de ve-
que introduziu uma nova geração de locidade variável VSD: redução do consu-
tecnologia de acionamento de velocidade mo de energia na ordem dos 50% quando
variável, a Atlas Copco extende a gama comparado com os modelos compressores GA de velocidade fixa GA VSD+
VSD+. Os novos modelos para oferecem carga-vazio. Débito de Ar Livre (FAD) e
uma economia de energia superior a mais Consumo Específico de Energia (SER), de propriedade na sua instalação. Com um
utilizadores de ar comprimido. A tecnolo- ambos melhorados em 9%. Isto significa nível de ruído de 67dB, dos mais reduzidos
gia de acionamento de velocidade variável que os nossos clientes têm disponibilidade na indústria, não requer uma sala à parte
VSD+ ajusta continuamente a velocidade em mais 9% de ar comprimido enquanto para a sua instalação.
do motor em função das necessidades de o consumo de energia diminui 9% com a Estão agora disponíveis os modelos
ar comprimido, reduzindo de uma forma nova gama GA VSD+ comparativamente Pack e Full Feature para GA37,GA45,
eficiente o consumo de energia e custos com a gama anterior. GA55 e GA75 kW de tecnologia VSD+.
associados. O design também foi otimizado, na Poderá calcular a economia da sua ins-
A gama VSD+ define um novo marco vertical e mais compacto, garante uma ocu- talação no link que segue: http://webapps.
no que se refere a eficiência com o motor pação reduzida em 60%. Fácil acesso para atlascopco.com/Industrial_air_animations/
de tecnologia iPM (Íman Permanente) e manutenção, e redução dos custos totais accalculator/ n

A gama GA VSD+ veio revolucionar o


mercado do ar comprimido no que se refere
a qualidade superior e eficiência energética
garantida. Para nós, simboliza uma forma de
recompensar a fidelidade dos nossos clientes
através da melhoria contínua de um produto.
José Salvador, Business Line Manager para a Divisão Ar Industrial
REVISTA AR COMPRIMIDO – Nº 1 / 2016 19

NOVAS INSTALAÇÕES
ATLAS COPCO ASSENTES EM
CONCEITO INOVADOR

Agora com sede no Lagoas Park, em Oeiras, a empresa aderiu sem preconceito ao conceito ABW
(Activity Based Working).

A
s tecnologias evoluem e com elas, cando a construção a cargo da Silogia,Lda. a produtividade e maior interação entre
também o paradigma que suporta Neste conceito, o espaço é concebido as pessoas de diferentes departamentos”,
a atividade nas empresas. A forma em função das atividades da empresa. destaca Jorge Miranda.
como hoje trabalhamos difere muito de Os colaboradores da Atlas Copco Melhoramos as condições de trabalho,
como o fazíamos há 10 ou, até mesmo, deixam de ter um local de trabalho com menores gastos de energia, em
há 5 anos atrás. As empresas modificam fixo, passando a dispor de diferentes busca da “Produtividade Sustentável”,
gradualmente os seus hábitos adotando zonas, adequadas às distintas ativi- o mote na Atlas Copco. n
novas tendências de organização do espa- dades em que estarão envolvidos no
ço procurando melhorar as condições de desempenho das suas funções. “Não
trabalho, eficiência e competitividade. existem gabinetes pessoais ou qualquer
Sendo a inovação um dos valores da personalização individual do espaço”,
Atlas Copco, tornou-se evidente ao refere Jorge Miranda, Diretor Geral da
terminar do contrato que nos ligava às Divisão de Compressores da Atlas Copco
anteriores instalações de Carnaxide, se- em Portugal, salientando, um conjunto de
ria oportuno adotarmos novos conceitos vantagens, comprovadas, que acabam por
já testados noutros países recentemente. convencer os utentes mais tradicionais.
Assim após a validação do investimento, “As pessoas estão mais livres, menos
foi o conceito desenvolvido com o apoio confinadas a um pondo específico, com
de uma equipa da nossa sede em Estocol- mesas e cadeiras ergonómicas de altura
mo, especializada na criação de espaços variável, áreas mais informais, salas de
laborais em ambiente ABW, Activity Based reunião de diferentes tipos apetrechadas
Working, tendo sido suportados localmente com meios de comunicação, zonas de tra- Jorge Miranda – Diretor Geral da Divisão
pela equipa de arquitetura da Worx,SA fi- balho de maior concentração, que facilita de Compressores

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