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Quando pensamos que já vimos de tudo e que nada pode ser (re)inventado, eis que surgem ideias recicladas, transformando o velho no novo. É o que aconteceu no show de Roger Waters, na turnê The Wall que passou pelo Brasil. O que era para ser previsível, pelo menos no áudio, surpreendeu, com o surround 5.1, trazendo para o estádio um som de DVD. Confira também nesta edição como foi a produção de “NegaLora”, novo trabalho de Claudia Leitte, e saiba o que é o Crowdfunding, uma nova modalidade de arrecadar fundos para um show. Será que cola?

Danielli Marinho Coordenadora de redação

Sumário Sumário

Ano. 18 - maio / 2012 - Nº 210

Som “invisível”

6464

O Rio de Janeiro recebe de volta mais um espaço cultural, o Theatro Net Rio,
O Rio de Janeiro recebe de volta mais
um espaço cultural, o Theatro Net
Rio, antigo Tereza Rachel, que ganhou
sistema de line array.

NESTAEDIÇÃO

22

Vitrine

Conheça as novidades que

chegam ao mercado brasileiro e

os

últimos lançamentos da

Musikmess e ProLight+Sound.

34

Rápidas e rasteiras

O

concurso Violeira já definiu as

etapas da próxima edição, que acontece em junho e “O Rappa”

é

a primeira banda a gravar para

o

novo programa da TV Trama.

42

Gustavo Victorino

A

falta de um padrão no

aterramento é apenas uma das dificuldades econtradas pelos

técnicos na utilização do sistema

de

som.

44

Play-rec

Maria Bethânia lança seu 50o trabalho - Oásis de Bethânia - e comemora 47 anos de carreira.

46

Uma década de jazz

Segundo maior festival de jazz e blues do mundo, o Rio das Ostras Jazz & Blues completa dez anos

e promete mais uma edição com grandes nomes nacionais e internacionais.

54

NegaLora nos EUA

A

produção do novo CD de Clau-

dia Leitte, gravado no teatro Cas- tro Alves (BA) teve mixagem no KDS Studio, nos Estados Unidos.

118

Cabe uma orquestra

O

Estúdio Sinfônico da Rádio MEC,

no Rio de Janeiro, é um daqueles es- pações raros, onde é possível até mes- mo gravar uma pequena orquestra.

124

Show pré-pago

Um novo modo de financiar shows,

o

crowdfunding, envolve a partici-

pação do próprio público da banda e

pode ser mais um caminho no mer- cado musical.

150

Som nas Igrejas

Assembleia de Deus Vitória em Cris-

to

(ADVEC), em Joinville (SC), ado-

ta

sistema de som que prioriza um

timbre padrão.

152

Boas Novas

Programa da pastora Elizete Malafaia - Mulher Vitoriosa - está de cara nova e

a

cantora Liz Lane estreia novo clipe.

160

Vida de artista

Será que nesse segundo capítulo - Vai de Van - a banda consegue che- gar ao seu destino?

Iluminação Tributo ao cantor italiano Domenico Modug- no teve concepção do lighting designer Paolo 114646
Iluminação
Tributo ao cantor italiano Domenico Modug-
no teve concepção do lighting designer Paolo
114646 Firulli e ganhou suavidade na iluminação com
uso de LEDs e Color Wash.

CADERNOTECNOLOGIA

com uso de LEDs e Color Wash. CADERNOTECNOLOGIA 76 76 80 Logic Nesta edição, explore o
com uso de LEDs e Color Wash. CADERNOTECNOLOGIA 76 76 80 Logic Nesta edição, explore o

7676

80

Logic

Nesta edição, explore o EFM1, um dos sintetizadores que estão disponíveis no Logic Pro.

84

Cubase

A nova versão 6.5 do software da Steinberg promete muitas novidades.

90

Pro Tools

Resolvendo pequenos proble- mas com o RX Spectral Repair.

Jupiter

Um passeio pelo legado da série mais famosa de sintetizadores da Roland.

94 Sibelius

Diferenças e semelhanças entre o Score Editor do Pro Tools e o Sibelius, recentemente adquirido pela Avid.

Expediente

Diretor Nelson Cardoso nelson@backstage.com.br Gerente administrativa Stella Walliter stella@backstage.com.br
Diretor
Nelson Cardoso
nelson@backstage.com.br
Gerente administrativa
Stella Walliter
stella@backstage.com.br
Financeiro
Lucimara Silva Rodrigues
adm@backstage.com.br
Coordenadora de redação
Danielli Marinho
redacao@backstage.com.br
Revisão
Heloisa Brum
Revisão Técnica
José Anselmo (Paulista)
Tradução
Fernando Castro
Colunistas
Cristiano Moura, Elcio Cáfaro, Gustavo Victorino,
Jorge Pescara, Jamile Tormann, Julio Hammer-
schlag, Luciano Freitas, Luiz Carlos Sá, Marcello
Dalla, Nilton Valle, Ricardo Mendes, Sergio
Izecksohn, Silvia Gadelha e Vera Medina
Colaboraram nesta edição
Luiz Urjais, Miguel Sá e Victor Bello
Edição de Arte / Diagramação
Leandro J. Nazário
arte@backstage.com.br
Projeto Gráfico / Capa
Leandro J. Nazário
Foto: Néstor J. Beremblum / Divulgação
Publicidade:
Hélder Brito da Silva
PABX: (21) 3627-7945
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Internet
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Assinaturas
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PABX: (21) 3627-7945
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Circulação
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CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br20

CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br 20 CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br Negócio da China? Para quem?

CARTA AO LEITOR |

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Negócio da China? Para quem? N este ano, dois dos cinco maiores cursos de idiomas
Negócio da China?
Para quem?
N este ano, dois dos cinco maiores cursos
de idiomas do Rio de Janeiro estão ofere-
cendo curso de mandarim. Acredito
que, na cidade de São Paulo, o mandarim já
deva estar entre os cinco mais procurados
cursos de idiomas para aprendizagem.
Muito mais do que as “quinquilharias” e os
produtos similares de baixo custo, hoje são
vários os setores de produtos e serviços que
cobrem todo o espectro das nossas necessida-
des, compondo o mix da invasão econômica
amarela e tornando o empresariado chinês a maior fonte dos investi-
mentos que o Brasil recebeu nos dois últimos anos.
Está parecendo que a China elegeu o Brasil como seu principal trampo-
lim para alcançar a economia global. E, num olhar mais atento, há mui-
ta lógica neste raciocínio, pois entre as opções que se apresentam neste
“momento”, o Brasil tem uma economia ainda bastante fértil e sem a
cristalização do mercado interno. Ainda estamos vulneráveis a algum
tipo de colonização empresarial.
Outro motivo plausível são as singularidades entre os dois países. O
Brasil, assim como a China, tem uma enorme população ávida por con-
sumo, com pouca instrução e que ainda vive em condições precárias. Os
dois países têm na língua e na cultura seu principal elo de união; ambos
são países com um sistema econômico diferente e atrelado ao governo
e
que mantêm várias estatais em segmentos estratégicos.
E
o outro grande motivo da China investir pesadamente no Brasil está
em manter em níveis controláveis a dependência chinesa com as maté-
rias-primas importadas do Brasil. No ano passado, o país asiático foi o
maior importador do minério brasileiro.
Acredito que, nos próximos anos, teremos uma visão melhor do que o
“império amarelo” vai causar ao Brasil.
E, caro leitor, dentro do possível, torne o “negócio da China” também
bom para você.
Boa leitura,
Nelson Cardoso

siga: twitter.com/BackstageBr

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VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 22 JBL www.jbl.com/PT-BR A Harman do Brasil apresenta a linha de
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 22 JBL www.jbl.com/PT-BR A Harman do Brasil apresenta a linha de
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 22 JBL www.jbl.com/PT-BR A Harman do Brasil apresenta a linha de

JBL

www.jbl.com/PT-BR A Harman do Brasil apresenta a linha de caixas plásticas JS, que agora está com afamília com- pleta, oferecendo opções nos tamanho de 15” (JS151A), 12” (JSo121A), 10”(JS101A) e 8” (JS081A). Todos os modelos têm entrada USB com MP3 player e os modelos de 15” e 12” têm display integrado. O modelo de 8” ainda tem a opção de frame para fixação em paredes. As cai- xas são versáteis, podendo ser utilizadas como monitor de palco ou sonorizações em geral.

LEÁC’S

www.leacs.com.br

A Leác’s acabou de lançar a caixa de propaganda

“Moto Volante” com apenas 500 mm de largura,

altura e profundidade. Pesando aproximadamen-

te 25 quilos, a “MotoVolante” é adaptada à moto-

cicleta como um baú mantendo a pilotagem da motocicleta em sua normalidade.

ETELJ

www.etelj.com.br Este é o mais novo lançamento da Etelj, o úni- co amplificador do mercado com 16.500watts RMS, 2e apenas 2 unidades de rack. Apesar de ser muito compacto, conta com sistema com- pleto de proteção e controle, micro-controlado vastamente e utilizado em toda linha VMC.

LINE 6
LINE 6

www.habro.com.br A Habro divulgou no mercado brasileiro toda a linha wireless digital da Line 6. A linha possui alta qualidade, áudio livre de compressão, modernidade, simplicidade, facilidade de usar e a exclusiva tecnologia digital que elimina inter- ferências. O V70HH está equipado com mode- los ou reproduções sonoras de alta precisão e, com apenas um toque no botão seletor do mi- crofone transmissor, você pode escolher sete modelos de grandes microfones.

com apenas um toque no botão seletor do mi- crofone transmissor, você pode escolher sete modelos

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SOUNDCRAFT www.soundcraft.com A Harman do Brasil, continuando seu processo de integração no desenvolvimento de
SOUNDCRAFT
www.soundcraft.com
A Harman do Brasil, continuando seu processo de
integração no desenvolvimento de produtos com a
Harman International, apresentará na AES 2012 a li-
nha SX de mixers analógicos Soundcraft Selenium. Os
mixers vêm na opção de 8 ou 12 canais, ambos com
entradas balanceadas para microfones, equalização in-
dividual, efeito incorporado e saídas de áudio para
monitores e sistema principal.
STRINBERG
www.sonotec.com.br
Esse é um lançamento apre-
sentado pela Sonotec aqui no
Brasil. Um modelo conceitu-
ado que já faz parte da linha
de guitarras Strinberg é o
SH95, que é uma semi-acústi-
ca com corpo e braço de Ma-
ple, escala em Rosewood e a
frente (tampo) de Quilted
Maple, que proporciona um
belo acabamento deixando a
guitarra muito mais bonita.
Este modelo possui dois hum-
buckers especiais para guitarras
do gênero e tarraxas Grover.
CSR

www.csr.com.br A CSR lançou no mercado brasileiro o micro- fone profissional 204X. Dentre as excelentes características desse produto, podemos desta- car o tipo dinâmico, a impedância de 600, sensibilidade de -52,3 dB e peso de 260 gramas.

de 600 Ω , sensibilidade de -52,3 dB e peso de 260 gramas. YAMAHA www.br.yamaha.com A
de 600 Ω , sensibilidade de -52,3 dB e peso de 260 gramas. YAMAHA www.br.yamaha.com A
de 600 Ω , sensibilidade de -52,3 dB e peso de 260 gramas. YAMAHA www.br.yamaha.com A

YAMAHA

www.br.yamaha.com

A

digitais, a série CL(CL5, CL3 e CL1). Com funcionalidades que

se

ções quanto à sonoridade com novos racks e a tecnologia de rede via protocolo Dante, oferecendo ainda mais versatilidade na con-

figuração do seu sistema de áudio.

tornaram padrão nos últimos 25 anos, a nova série traz inova-

Yamaha Musical do Brasil apresenta sua nova série de mixers

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VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 26 ECT STAGEMAKER www.proshows.com.br Chegou ao Brasil, através da
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 26 ECT STAGEMAKER www.proshows.com.br Chegou ao Brasil, através da
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 26 ECT STAGEMAKER www.proshows.com.br Chegou ao Brasil, através da

ECT

STAGEMAKER
STAGEMAKER

www.proshows.com.br Chegou ao Brasil, através da sua distribuidora oficial Proshows, a Stagemaker, umas das mais reconhecidas marcas de talhas elétricas e acessórios para palcos do mundo. A marca apresenta dois de seus mais famosos equipamentos para içamento de equipamentos e es- truturas de palco: a SM-5 e a SM-10. Com capacidade de carga para 500 e mil quilos, respectivamente, as ta- lhas elétricas da Stagemaker são equipadas para se- rem montadas na posição normal ou invertida.

www.telem.com.br Com formato similar aos refletores PAR, a linha Selador Desire, da ETC, oferece importantes dife- renciais, como a possibilidade de controle sem o uso de uma mesa de comando. O Lustr+, um dos desta- ques da série, conta com uma versão otimizada do Sistema de Cores X7 para oferecer luzes brancas e coloridas mais limpas.

AVOLITES
AVOLITES

www.proshows.com.br A Avolites lançou um equipamento que permite fazer um upgrade no trabalho de luz e explorar ao máximo todo o poder do software Titan. O Sapphire Touch, um console de acesso rápido, intuitivo e poderoso para shows ao vivo, vem equipado com o já consagrado software Titan. Possui amplas janelas de visualização em LCD que proporcionam um acompanhamento do seu show em cada detalhe, possibilitando ajustes rápidos e precisos onde quer que se precise, mesmo numa apresentação ao vivo.

onde quer que se precise, mesmo numa apresentação ao vivo. HOT MACHINE www.hotmachine.ind.br A Hot Machine,

HOT MACHINE

www.hotmachine.ind.br A Hot Machine, empresa especializa- da em equipamentos de iluminação

para shows, eventos, obras de teatros

e espetáculos de televisão, apresentou

ao mercado brasileiro a máquina de fogo colorida Flamaniac. Esse equipa-

mento possui tensão de ignição igual a15 KV, fonte de alimentação de 230V

/ 1A, 50-60 Hz e dimensões da porta de 134*231mm.

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VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 28 K-ARRAY www.gobos.com.br Foram lançados na Prolight and Sound
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 28 K-ARRAY www.gobos.com.br Foram lançados na Prolight and Sound

K-ARRAY

www.gobos.com.br Foram lançados na Prolight and Sound 2012 em Frankfurt, os novos sistemas Redline da K-Array. São três novos siste- mas portáteis, integrados, amplificados, combinando colu- nas line array com subgraves inteligentes. São os modelos Redline KR102, KR202 e KR402. Os sistemas possuem dois canais de amplificação classe D, alojados no subgrave, além de outras excelentes características.

no subgrave, além de outras excelentes características. www.alesis.com O iO Mix (mixer de quatro canais para

www.alesis.com O iO Mix (mixer de quatro canais para gravar com o iPad), novidade divul- gada pela Alesis na Musikmesse, foi projetado para quem deseja gravar até quatro canais de forma independente. Para isso, basta encaixar o iPad no equipamento e utilizar um aplicativo que faça gravações multipista simultâ- neas, como o GarageBand ou o Multi- track Daw. Cada canal tem controle de ganho, volume, pan e equalização de duas bandas de frequência (graves e agu- do). Para quem quiser gravar com micro- fones condensadores, há a opção de ali- mentação Phanton Power, e para guitar- ras basta ativar a função GuitarDirect, que amplifica o sinal do instrumento.

YAMAHA
YAMAHA

br.yamaha.com/pt/products/ musical-instruments Esse é mais um lançamento da Yamaha na Alemanha. Pensan- do em satisfazer as necessidades de todas as bandas filarmônicas, a Yamaha conta com a colabora- ção de Simon Gresswell e David King para a criação dos novos baixos BBb da Yamaha. O design incorpora uma campânula am- pla de 500 mm de diâmetro que mantém o som direcionado e sempre nítido, proporcionando um tom rico e um volume abun- dante que fornece à banda uma base sólida e estável.

ALESIS

que fornece à banda uma base sólida e estável. ALESIS SOLID STATE LOGIC www.solidstatelogic.com A Solid

SOLID STATE LOGIC

www.solidstatelogic.com A Solid State Logic anunciou em Frankfurt o controlador DAW multi-premiado Núcleo/ hub de áudio, aumentan- do ainda mais a família SSL. O controlador serve para ser utilizado em áudio profissional, na produção musical ou na criação de conteúdo pós-produção.

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VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 30 FOCUSRITE www.proshows.com.br O ISA Two dual-mono mic pré foi
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 30 FOCUSRITE www.proshows.com.br O ISA Two dual-mono mic pré foi

FOCUSRITE

www.proshows.com.br

O ISA Two dual-mono mic pré foi apresentado pela Focusrite na Musikmesse

2012. O equipamento apresenta dois canais independentes de mais alta quali- dade de prés mics clássicos da Focusrite, com a linha de insumos e no painel frontal do instrumento. Baseado nos lendários modelos encontrados no Forte Focusrite, ISA Two é o ideal de front-end para o seu rack.

NU DESINE

www.alphasphere.com

A Nu Desine se coloca como uma pioneira

do mercado, a fim de quebrar as tendências que movem o mercado musical e criar coi- sas realmente novas. Parece que consegui- ram fazer isso na Musikmesse na Alema- nha. O Alphasphere é um controlador MIDI USB com 48 “pads” sensíveis ao to-

que e manipuláveis, tudo depende de como você o toca. Ele tem um software próprio,

onde é possível configurar a característica

de cada uma das superfícies.

configurar a característica de cada uma das superfícies. STEINBERG www.steinberg.net/en/products/controller/

STEINBERG

www.steinberg.net/en/products/controller/

STEINBERG www.steinberg.net/en/products/controller/ cmc_serie/models A manha, uma série de controladores MIDI

cmc_serie/models

A

manha, uma série de controladores MIDI para

Steinberg apresentou em Frankfurt – Ale-

o software de produ-

ção musical Cubase. São 6 controladores que permitem passar uma série de contro- les do software para

suas mãos, como equa- lizadores, faders de vo- lume, funções dos ca- nais e ferramentas de edição. Por serem MI- DI, os CMC podem também ser mapeados

e utilizados em outros

softwares, inclusive para discotecagem, poden-

do ser uma solução portátil para suas gigs.

ROLAND
ROLAND

www.rolandconnect.com Desde o lançamento do JUPITER-80, muitos tecladistas profissionais e produtores elogia- ram seus expressivos sons SuperNATURAL e a capacidade para performances ao vivo. Com a segunda versão para atualização, também divulgada na Musikmesse 2012, o JUPITER-80 oferece novas opções que melhoram seu poder de síntese, permitindo assim mais flexibilidade e criatividade para músicos que buscam criar seus próprios sons.

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VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 32 NORD www.quanta.com.br/web/quanta-music Mais uma novidade da
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br 32 NORD www.quanta.com.br/web/quanta-music Mais uma novidade da

NORD

www.quanta.com.br/web/quanta-music Mais uma novidade da Musikmesse 2012 foi o novo modelo 4D Electro da Nord. Um dos pontos fortes do equipamento é a sua portabilidade: o teclado de 61 notas e os 7 kg de peso, mantendo a tradição de ser bem leve.

e os 7 kg de peso, mantendo a tradição de ser bem leve. BOSS roland.com.br/boss/produtos/797 O

BOSS

roland.com.br/boss/produtos/797

O novo carro-chefe da BOSS, divul- gada em Frankfurt, a GT-100, leva a si- mulação de amplificadores a um novo patamar. A GT-100 recria amplifica- dores vintage, bem como timbres mo- dernos e futuristas, graças à exclusiva tecnologia COSM. A interface de usu- ário foi atualizada com um visor de LCD duplo e o aprimoramento da fun- ção EZTONE, recebendo novas op- ções de customização de amplificado- res e efeitos de Overdrive/Distorção.

de amplificado- res e efeitos de Overdrive/Distorção. MACKIE www.habro.com.br A Mackie lançou na Musikmesse 2012

MACKIE

www.habro.com.br A Mackie lançou na Musikmesse 2012 a DL1608. O equipamento redefine a mixagem ao
www.habro.com.br
A Mackie lançou na Musikmesse 2012 a DL1608. O
equipamento redefine a mixagem ao vivo, combi-
nando o poder comprovado de um mixer digital
com a inigualável facilidade e mobilidade
de um iPad. Com 16 Onyx pré-amplifica-
dores de microfones de alta qualidade e o
desempenho de 24 bits “CirrusLogic”
nos conversores AD / DA, o usuário tem
uma qualidade de som incomparável.
YAMAHA
br.yamaha.com/pt/products/musical-instruments
A Yamaha inovou na Musikmesse 2012 apresentando o
piano DC3E3PRO. A sigla E3 representa os seguintes
conceitos, “Easy to use” (Operação intuitiva), ”Enjoy-
able” (Divertido), e “Elegant” (Design fino e elegante).
Todas estas características agora estão disponíveis junta-
mente com as principais funções da série Disklavier MK4,
porém, com operação simples, controle remoto e ótima
relação custo-benefício.

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br34

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br 34 JANDS VISTA V2 NO ESPETÁCULO LES MISÉRABLES A iluminação do

JANDS VISTA V2 NO ESPETÁCULO LES MISÉRABLES

A iluminação do clássico de

Victor Hugo, Les Misérables, musical produzido por Silke- borg, vem sendo comandada pela console Jands Vista T2 e a nova geração de software Vista v2. O lighting designer dinamar- quês Benjamin la Cour decidiu pela mesa, que é de seu uso pró- prio, porque queria um equipa- mento que pudesse conhecer até do lado avesso. O que mais

chama a atenção de Benjamin

na

mesa é a interface, por permi-

tir

que se faça uma programa-

ção extremamente rápida. Na produção de Les Misérables, Benjamin empregou a interface Matrix para efeitos dramáticos usando 40 lâmpadas pendura- das desde o teto, criando uma grande ambiência para uma fa- mosa cena do musical.

ENQUETE Qual o maior obstáculo para fazer um show acontecer? Resolver problemas de infraestrutura local,
ENQUETE
Qual o maior obstáculo para
fazer um show acontecer?
Resolver problemas de infraestrutura
local, como geradores de energia ou
variação de corrente elétrica. (66,67 %)
Fazer passagem de som dentro do ho-
rário agendado. (33,33 %)
Contratar mão de obra local. (0,00 %)
Acertar a comunicação entre os prin-
cipais envolvidos: técnicos, locadoras
e produtores. (0,00 %)

Exposição sobre rock em SP

De 4 de abril a 27 de maio, das 10h

às 22h, São Paulo vai ganhar a

maior mostra de rock da América Latina. A exposição será realizada

nos 10 mil e 500 metros quadra- dos da Oca, no Parque do Ibira- puera, e vai reunir em diversos ambientes uma série de exibições, pocket shows, palestras, work-

shops inéditos e exclusivos, divi- didos em quatro pavimentos: tér- reo, subsolo, primeiro e segundo andares. O ingresso para a exposi-

ção Let´s Rock custa R$ 20 e come- çou a ser vendido a partir do dia 16

de março. A Oca fica no Parque do

Ibirapuera, na avenida Pedro Ál-

vares Cabral, S/Nº, portão 3.

INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA O II SEMINÁRIO VOA VIOLA

3. INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA O II SEMINÁRIO VOA VIOLA encher o formulário de inscrição e aguardar
encher o formulário de inscrição e aguardar confirmação por e-mail. A inscrição é gratuita. O
encher o formulário de inscrição e
aguardar confirmação por e-mail. A
inscrição é gratuita.
O seminário é um espaço de en-
contro aberto para todo o público
violeiro e fã de viola, no qual há
Já estão abertas as inscrições para o II
Seminário “Vertentes da Viola no
Brasil - Tradição e Inovação”, que
ocorre do dia 11 a 13 de maio, no
Sesc Venda Nova, em Belo Horizon-
te. Para se inscrever, basta acessar a
página www.voaviola.com.br, pre-
troca de experiências, prosa, can-
toria e mesas de debates, que apon-
tam caminhos de produção e di-
vulgação para violeiros, com
convidados celebrados do univer-
so musical, conversas sobre o ima-
ginário violeiro, sobre as tradições
da viola e a continuidade dessa ex-
pressão cultural, discussões sobre
o uso de novas tecnologias, diálo-
go com mestres, entre outros.

Cortinas abertas

para “A Família Addams”

A TELEM, líder nacional em ilu-

minação e cenotecnia, realizou um projeto inédito no Brasil e cuidou

da execução de duas cortinas para o

espetáculo “A Família Addams”, a versão brasileira do musical da Broadway. A empresa também foi responsável pela operação dessas vestimentas cênicas, tendo desen-

volvido, por meio de parcerias, o hardware e o software de controle exclusivamente para o espetáculo. Todos os movimentos da cortina são comandados por meio de uma tela touchscreen. No musical, tam- bém é utilizada uma mesa de co- mando EOS 4000c, da ETC, adqui- rida da TELEM para o espetáculo.

EOS 4000c, da ETC, adqui- rida da TELEM para o espetáculo. WORSHOP DE BATERIA BRASILEIRA Dia

WORSHOP DE BATERIA BRASILEIRA

Dia 28 de março, o SindMusi e o Maracatu Brasil realizaram o Workshop de Bateria Brasileira, com o mestre Rubinho Batera, que já tocou com grandes nomes da MPB, como Edu Lobo e Milton Nascimento. O workshop foi na sede do Maracatu Brasil, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br36

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br 36 WORKSHOP DE ILUMINAÇÃO TELEM Formada por uma mescla de
RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br 36 WORKSHOP DE ILUMINAÇÃO TELEM Formada por uma mescla de

WORKSHOP DE ILUMINAÇÃO TELEM

Formada por uma mescla de profissionais experien- tes no mercado e outros em busca de
Formada por uma mescla
de profissionais experien-
tes no mercado e outros
em busca de aprimorar a
formação, o público teve
participação ativa no work-
Nos dias 17 e 18 de março, a TELEM
realizou, com apoio da Sony e dos
Estúdios Quanta, um workshop que
reuniu profissionais que trabalham
com captação de transmissão de
imagens de diversos estados do
Brasil. Durante dois dias os parti-
cipantes tiveram a oportunidade
de conhecer melhor os principais
conceitos que envolvem a capta-
ção de imagem, desde o entendi-
mento sobre o olho humano até a
utilização de diferentes CODECs.
Os palestrantes Zucchini, que teve
foco na iluminação; Elvis Natali,
que falou sobre câmeras; Emerson
Calvente, que falou sobre lentes; e
Thiago Taboada, cuja abordagem
foi tecnologia HD, fizeram apre-
sentações interconectadas, que,
juntas, proporcionaram um quadro
geral sobre a captação de imagens
por câmeras.
shop, especialmente na troca de
experiências e na busca de solu-
ções para problemas que afetam o
dia a dia das produções.
O evento foi encerrado com de-
monstrações práticas de captação
de imagens a partir das dúvidas e
dificuldades gerais quanto à ilumi-
nação em estúdios. Um pequeno
cenário foi montado para que con-
ceitos-chave pudessem ser passa-
dos. Com uma proposta concei-
tual, o “Workshop Intensivo de Ilu-
minação Aplicada” foi uma oportu-
nidade para que os participantes pu-
dessem ter acesso a diferentes práti-
cas da iluminação para filmagens.
Fotos: Renato Leary / Divulgação

VIOLEIRA TEM ETAPAS DEFINIDAS

A 29ª edição do mais antigo Festival

de música raiz do Brasil, o Violeira Rose Abraão, terá três etapas clas- sificatórias que serão realizadas nas cidades de Itirapina (02 de junho), Matão (09 de junho) e Barretos (16 de junho). A grande final será no dia 30 de junho, também em Bar- retos, no histórico Recinto Paulo de Lima Corrêa. O concurso nasceu como parte da programação da Festa do Peão de Barretos e, este ano, integra o PROAC (Programa de Ação Cultural) do governo do estado. Cada etapa contará com a apresentação de 20 canções pré- selecionadas sendo que destas, quatro serão classificadas para a fi- nal. As inscrições tiveram início em abril. Responsável por revelar gran-

des nomes da música raiz no país, como Rio Negro & Solimões, Zé Henrique & Gabriel, Itamaracá, Gedeão da Viola, entre outros, a Violeira Rose Abrão apresenta uni- camente canções com letra e melo- dia inéditas. Os compositores e can- tores podem ser amadores ou pro- fissionais e devem necessariamente se apresentar utilizando pelo menos uma viola. Mais informações:

www.independentes.com.br ou (17) 3321-0000.

NOVAS TURMAS DE ÁUDIO E PRODUÇÃO NO HOME STUDIO

Neste mês, a escola de produção musical Home Studio, no Rio de Ja-

neiro, tem novas turmas agendadas.

O curso de Home Studio (Produção

Musical) terá uma turma intensiva para alunos de todo o Brasil, de 14 a 18 de maio, no horário das 11h às 18h30, e uma turma de três meses às terças e quintas-feiras, das 18h30

às 20h30, com início no dia 10 de maio. O curso de Áudio para Shows e Eventos começa no dia 26 de maio, tem duração de três meses, com au- las aos sábados das 9h30 às 12h30. Mais informações em:

www.homestudio.com.br ou pelo te- lefone (21) 2558-0300.

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br38

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br 38 Linha SKY Sound está de volta A Studio R relança

Linha SKY Sound está de volta

A Studio R relança as caixas ativas processadas da linha SKY Sound, com projeto acústico do professor Homero Sette. Segundo a equipe da Studio R para este produto, neste projeto a ideia foi alcançar a maior eficiência possível, sem abrir mão de fideli- dade e confiabilidade. Por isso, além de uma topologia de amplificação, a equipe uniu o melhor de cada uma das tecnologias disponíveis dentro do compromisso final de desempenho, qualidade e eficiência do produto. O uso do gabinete de madeira foi a fim de atingir a excelência em acústica, resistência e durabilidade. A fabricante vai expor os modelos da linha, como o SKY Sound 700 Fly, na AES Brasil 2012.

da linha, como o SKY Sound 700 Fly, na AES Brasil 2012. Rio das Ostras Jazz

Rio das Ostras Jazz & Blues

700 Fly, na AES Brasil 2012. Rio das Ostras Jazz & Blues De 6 a 10

De 6 a 10 de junho, a cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, se transformará, pela décima vez, na cidade do jazz e do blues. Serão cin- co dias de festival, 29 shows gratui- tos, e mais de 60 horas de boa mú- sica, com apresentações em quatro palcos: concha acústica da Praça de São Pedro, Lagoa do Iriry, Praia da Tartaruga e Cidade do Jazz e do Blues, na praia Costazul. Para a dé- cima edição, estão programadas apresentações de atrações inéditas como o pianista Kenny Barron, o saxofonista David Sanborn, o gui-

tarrista Duke Rubillard, o bateris-

ta Billy Cobham, o baixista cama-

ronês Armand Sabal-Lecco e os brasileiros Maurício Einhorn, Hé- lio Delmiro e Cama de Gato. Durante o festival, o público tam- bém poderá curtir e se divertir ao som da Orleans Street Jazz Band, street band de jazz tradicional e

dixieland liderada por Edu Mark.

O Rio das Ostras Jazz & Blues é rea-

lizado pela Prefeitura de Rio das Ostras, através da Secretaria de Tu- rismo, Indústria e Comércio, com produção da Azul Produções.

Indústria e Comércio, com produção da Azul Produções. SEMANA DO CATULLO De quatro a 11 de

SEMANA DO CATULLO

De quatro a 11 de outubro de 2012 acontece a Semana do Catullo, um evento de abrangência nacional re-

ferente à obra de Catullo da Paixão Cearense, autor do primeiro Choro

a ser gravado (Flôr Amorosa) e cria-

dor de um estilo literário genuina- mente brasileiro. O evento engloba- rá música, literatura, teatro, espetá- culos de artes integradas, recitais, saraus, entre outros. Já está prevista

a realização de espetáculos e even-

tos literários no Sesc Tijuca, no Rio de

Janeiro, e os interessados em partici- par com alguma oficina ou apresen- tação podem enviar um e-mail para semanadocatullo@gmail.com ou li- gar para (21) 3164-6474. A organiza- ção do evento também disponi-

bilizará para os interessados material biográfico, letras de música, poemas

e obras literárias de Catullo. Basta en- viar um e-mail solicitando.

SUNDANCE TEM FILMES FINANCIADOS VIA CROWDFUNDING

A seleção oficial do Sundance Film

Festival deste ano, considerado o maior evento de cinema indepen- dente dos EUA, apresentou 17 pro- jetos financiados via crowdfunding, entre as obras escolhidas. O docu- mentário Ai Weiwei; Never Sorry, que pediu R$ 52 mil na plataforma, ganhou o Prêmio Especial do Júri. Já o documentário Indie Game: The Movie, que foi financiado coletiva- mente por US$ 71 mil, ficou com a estatueta de Melhor Edição. O even- to aconteceu entre os dias 19 e 29 de janeiro, em Park City, no estado de Utah, nos Estados Unidos.

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br40

RÁPIDAS & RASTEIRAS | www.backstage.com.br 40 Palestras gratuitas movimentam o mercado No mês de março o

Palestras gratuitas

movimentam o mercado

No mês de março o IATEC ofereceu duas palestras de peso, no Rio de Janeiro. A

primeira foi no dia 20 de março, exclusivamente sobre a linha de sistemas V- Mixer da Roland. A palestra foi ministrada pelo gerente de produtos da empre- sa, Alex Lameira, que demonstrou o

produto a todos os participantes. O V-Mixing System incorpora vários modelos de mesas e digital
produto a todos os participantes. O
V-Mixing System incorpora vários
modelos de mesas e digital snake para a

transmissão digital de áudio avança- do, o sistema pessoal M-48 e o SO- NAR REAC, sistema de gravação multicanal. O sistema foi muito bem recebido por todos os presentes devi- do a sua alta qualidade de som, com ótimas características e com uma operação muito fácil. São usados em eventos ao vivo, shows, broadcast, salas de concerto e igrejas, entre outros. A V-Mixer M-300, por exemplo, atende a necessidade do grande público por ser compacta, leve e portátil, podendo ser utilizada em qualquer tipo de situação. Na semana seguinte foi a vez de Carlos Pedruzzi - referência mais do que reconhecida no áudio e também Diretor do IATEC – e Fred Júnior (técnico profissional e pro- fessor da Escola) falarem sobre um mercado que cresce cada vez mais e, mais do que nunca, necessita de profissionais bem treinados: a sonorização em igrejas. Durante as três horas de palestra, os instrutores abordaram os princípios bá- sicos da sonorização em ambientes abertos e fechados, a importância de uma acústica bem projetada, a captação, os tipos de sistemas de sono- rização e suas aplicações em igrejas e templos, além de tirar as dúvidas e bater um papo informal com os diversos ouvintes.

dúvidas e bater um papo informal com os diversos ouvintes. SEINNHEISER NA EDUCAÇÃO A Seinnheiser fechou

SEINNHEISER NA EDUCAÇÃO

A Seinnheiser fechou parceria com a universidade americana Widener University, na Pensilvânia, para for- necer microfones para os estudan- tes de comunicação da instituição. Os discentes podem contar em seus programas de aprendizagem com dois modelos de microfones digitais

Neumann TLM 103 D. O Programa de Estudos em Comunicação da Widener prepara estudantes para as carreiras de broadcasting, cinema e outras mídias emergentes. O par de Neumann TLM 103 Ds é usado nos trabalhos de voiceover, gravação musical e programas de TV ao vivo.

STUDIOLIVE 16.0.2 DA PRESONUS FATURA O MIPA

O mixer digital StudioLive 16.0.2 foi premiado com o prestigiado Musik- messe International Press Award (MIPA), na categoria “Mixing Desk (Project Studio)”. A premiação aconteceu durante a Musikmesse desse ano, em Frankfurt. A Pre- sonus leva esse prêmio pelo tercei- ro ano consecutivo, sendo que o StudioLive 16.4.2 foi premiado em 2010 na mesma categoria, e o StudioLive 24.4.2, em 2011. Os ven- cedores do MIPA são eleitos pelos editores de mais de 100 revistas especializadas de todo o mundo.

TREINAMENTO MIDAS PROSHOWS O Treinamento da MIDAS, no Rio Grande do Sul, reuniu cerca de
TREINAMENTO
MIDAS PROSHOWS
O Treinamento da
MIDAS, no Rio
Grande do Sul,
reuniu cerca de
80 técnicos do
áudio profissional
interessados em
expandir ainda
mais seus conhe-
cimentos através
das novas tecno-
logias e platafor-
mas lançadas pe-
la MIDAS. O gran-
de destaque também foi o lançamen-
to no Brasil do novo console digital da
marca, a PRO2, que promete ser o
preferido entre técnicos brasileiros.

GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br42

GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br 42 A queda nas vendas no primeiro trimestre do ano foi vista
GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br 42 A queda nas vendas no primeiro trimestre do ano foi vista

A queda nas vendas no primeiro trimestre do ano foi vista pelos catastrofistas de plantão como novo fim do mundo.

Essa

oscilação é normal e todos os anos é parte da acomodação do mercado pelas vendas atípicas de fim de ano, verão e férias. A tendência natural é a recuperação ainda no primeiro semestre, com o mercado voltando aos seus patamares de venda física normais. Definitivamente o mundo não acaba em 2012.

Bobagem

MÚSICA & BUSINESS

A força do maior festival de Jazz e Blues da América Latina transcende sua luminescência como espetáculo artísti- co e encontro ímpar ganhando contor- nos de efervescência econômica que surpreende até mesmo o mais otimista dos futurólogos. Durante os cinco dias do Rio das Ostras Jazz & Blues toda a Região dos Lagos no norte fluminense recebe um público estimado em mais de vinte mil pessoas que superlotam ho- téis, pousadas, pensões, restaurantes e todo o tipo de comércio e serviços vol- tados ao turismo. Mesmo sem números definitivos, pelos menos quatro cida- des, além da própria cidade sede, rece- bem uma injeção de milhões de reais que aquecem a economia local e fazem de um dos maiores festivais do mundo também um bom negócio.

POBRE MENINO (MUITO) RICO

Luan Santana anda dizendo que “cruci- ficou sua adolescência” com o sucesso. Coitado! Esqueceu de dizer que crucifi- cou também os nossos ouvidos

MADONNA

A tiazona vem ao Brasil ainda esse ano

fazer três shows em diferentes capitais.

Vai tentar também encontrar outro Je- sus, mas cá entre nós, na atual fase tá mais para encontrar um Edir Macedo.

NOVIDADE

A Sonotec coloca no mercado ainda nesse

segundo semestre sua nova linha de so- pro. Com a marca Concert, os novos pro- dutos chegam com preços surpreenden- temente competitivos e qualidade bem acima da média. A novidade promete

SEM QUEDA

Ao contrário do que muita gente pre-

viu, inclusive eu, a moda sertaneja vai muito bem obrigado. Qualquer dupla pé

de

chinelo cobra uma fortuna para tocar

as

músicas uns dos outros e tem gente

que paga e ainda ganha dinheiro. Salvo raras exceções, as músicas começam a se repetir tal como foi na moda da lam- bada. O problema é que agora o modis- mo não perde força e se valoriza a cada dia. Quem tiver algum amigo que cante mais ou menos e saiba tocar três acor- des, a hora de faturar é essa.

MÍDIA DE MASSA

Um dado surpreendente apurado por um instituto de pesquisa de São Paulo

dá conta de que em números absolutos a

televisão aberta perdeu mais de 7% dos telespectadores no país. A TV a cabo começa a atropelar e com preços mais honestos será realidade consolidada em cinco anos. No rastro da pesquisa, as rádios também perderam mais de 11% da audiência total e com isso começam aos poucos a perder também o poder de maior formador de opinião na hora de recepcionar as novidades da música. Se- gundo especialistas, a bola da vez é a internet e o seu absoluto poder de de- mocratização de acesso a conteúdos. Em

breve os divulgadores que visitam

as rádios serão substituídos por

técnicos atrás de monitores caçan-

do sites de vanguarda musical.

INIMIGO NÚMERO 1

Entre as muitas teorias classifi- cando as principais dificuldades encontradas por técnicos no de- senvolvimento, instalação e uti- lização de sistemas de som, a una- nimidade parece ser a má quali- dade da nossa corrente elétrica.

O custo de filtragem e estabiliza-

ção da corrente que abastece a população amplifica despesas e nem sempre obtém o resultado desejado por profissionais que muitas vezes são ameaçados por ruídos ou baixo desempenho dos seus equipamentos. A falta de um

padrão oficial de aterramento bem como a instabilidade da ten- são real (a nominal é uma piada

exigem obriga-

de mau gosto

)

toriamente periféricos e acessó- rios caros que funcionam muito mais como remendo do que solu- ção técnica definitiva. Enquanto

isso, em Brasília, nossos gloriosos

e bem pagos burocratas ficam

preocupados com o formato das “tomadinhas” domésticas.

CLUBE FECHADO

Enquanto todos os segmentos de equipamentos e instrumentos pas- sam por mutações constantes com

o surgimento de novas marcas e

modelos, um em especial parece clube fechado que raramente acei-

ta novos “sócios”. Os grandes fa-

bricantes de teclados podem ser contados nos dedos da mão e salvo raríssimas exceções, poucos con- seguem abrir espaço nesse mercado que exige altíssima tecnologia e

GUSTAVO VICTORINO | VICTORINO@BACKSTAGE.COM.BR

muita pesquisa. E talvez seja esse exatamente o motivo que explica tal fenômeno.

BOB DYLAN

Ficou antipática a atitude do can- tor americano proibindo a presen-

ça de jornalistas em seus shows no Brasil. Fanho como nunca (esque- çam a letra de suas músicas, elas se tornaram indecifráveis nos seus shows) e absolutamente rabugento,

o

setentão Bob Dylan parece sentir

o

peso da idade e está mais arredio

do que nunca. Alguém precisa avi-

sar o moço que a época de bicho gri-

lo já passou. Milionário rebelde sem

causa é no mínimo esquisito. Cul- tuado por seu passado (inclusive por mim), Dylan não sorri e nem dá qualquer atenção a fãs ou imprensa.

Em respeito ao seu passado, tá na hora de se aposentar.

GIBSON

Uma das marcas de instrumentos mais falsificadas do mundo, as gui- tarras da Gibson terão a implanta- ção de sistema de segurança contra falsificações ainda esse ano. Aqui

no Brasil tem gente vendendo mo- delos Les Paul pela internet por 3 mil reais. O preço real do instru- mento chega a quase 10 mil reais. Quem compra não pode reclamar

do que recebe (se recebe existe almoço grátis

). Não

LOLLAPALOOZA

Embora bem intencionado, o Festi- val Lollapalooza passou longe de ser

unanimidade. Com pretensão pseu- do moderninha, o evento careceu de nomes com peso e salvo raras exce- ções, optou por atrações internacio- nais baratas e de qualidade duvidosa. Quem sabe no próximo ano

HOMENAGEADA

A Roland será a empresa home-

nageada na Festa Nacional da Mú- sica de 2012. Referência mundial em tecnologia e desenvolvedora de alguns dos melhores teclados do mundo, a empresa japonesa com- pleta 40 anos de existência e 21 anos no Brasil. Além de arrancar suspiros de desejo por seus equi- pamentos, a Roland receberá a homenagem também por seu ain-

da desconhecido trabalho social.

Enquanto alguns prometem, a Roland faz

VÁ ENTENDER

Guitarra “envelhecida” e danificada artificialmente é um modismo es- quisito. É como comprar um carro novo e jogar contra o muro para ficar “bacana”. Instrumento vintage é uma coisa, modismo visual é outra. Pior é que a esquisitice vende.

VIDA LONGA

Quem achou que as caixas acústicas

de plástico injetado não teriam vida

longa errou feio. Esse tipo de produ-

to tem boa aceitação no mercado e

logo deve receber novos lançamen- tos com mais recursos e desempe- nho. A resistência do chassi e a praticidade conquistaram consu- midores que buscam acabamento razoável e boa adequação ao uso co- tidiano. E isso nem sempre as caixas convencionais tem.

OBRIGADO

Aos muitos leitores que enviam e- mails para essa coluna, o meu agra- decimento pelas sugestões e críti- cas, além do reiterado pedido de desculpas pela falta de espaço para responder a todos por aqui. Grato pelo privilégio de sua leitura!

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DANIELLI MARINHO | REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR

PLAY REC | www.backstage.com.br44

REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR PLAY REC | www.backstage.com.br 44 FREAK SONGS Paulo Schroeber BRING IT AROUND Dan Torres O
FREAK SONGS Paulo Schroeber
FREAK SONGS
Paulo Schroeber
BRING IT AROUND Dan Torres
BRING IT AROUND
Dan Torres
44 FREAK SONGS Paulo Schroeber BRING IT AROUND Dan Torres O guitarrista que já passou por

O guitarrista que já

passou por diversas bandas de death me-

tal e atualmente in- tegra as consagra- das Almah, Astafix e Hammer 67, reafir- ma seu talento nes-

te primeiro traba-

lho solo. As músi- cas em inglês, neste caso, depõem a fa- vor da proposta heavy metal do álbum, unindo em cada melodia delicadeza, como em Mom´s Patience e To My Father, à ferocidade e energia do rock and roll . E ainda so- bra espaço para influências da brazilian music e do jazz, como na faixa Fast Jazz. Produzido pelo próprio músico, o álbum também tem todas as faixas escritas por Paulo, que contou com Felipe Andreoli no baixo e Rodrigo Zorzi na bateria.

com Felipe Andreoli no baixo e Rodrigo Zorzi na bateria. Neste seu segundo CD envereda pelo

Neste seu segundo

CD

envereda pelo

pop

romântico com

res

solo, Dan Tor-

canções todas es- critas em inglês pe- lo próprio músico. Tendo como base inspiradora de sua carreira cantores co- mo Paul McCartney e Beatles. Dan, que, além de cantor e compositor também é produtor musical, procura imprimir sentimento, alma e pegada nas melo- dias como em Calling e When I Go. A primeira valoriza a pegada do violão, com vocais precisos e refrão mar- cante e a segunda, uma balada que evidencia a voz maleável de Dan, indo dos médios graves ao agudo. Destaques também para a faixa título Bring It Around, um pop rock com belas pegadas.

WEIRD STRANGE Mykonos Flame
WEIRD STRANGE
Mykonos Flame

ceu

OÁSIS DE BETHÂNIA Maria Bethânia
OÁSIS DE BETHÂNIA
Maria Bethânia
Mykonos Flame ceu OÁSIS DE BETHÂNIA Maria Bethânia Este é o 50º disco da cantora em

Este é o 50º disco da cantora em 47 anos de carreira, tempo em que gra- vou com grandes nomes da MPB co- mo Edu Lobo, Chi-

co Buarque, os Do-

ces Bárbaros (Cae- tano, Gil e Gal Cos- ta), além de con- quistar inúmeros prêmios. Como marca de sua inquietude, este seu novo projeto vem com formato inédito: cada uma das 10 músi- cas do álbum ganhou um arranjo inédito de convidados pra lá de especiais. Djavan, por exemplo, assina o arranjo da inédita Vive, de sua autoria, além de participação no violão. Músicos como Lenine, Hamilton de Holanda, Jorge Helder, Jaime Alem, Maurício Carrilho, Marcelo Costa, Luciana Rabello e André Mehmari também con- tribuíram com arranjos que se misturam à voz única de Bethânia, trazendo o tempero ideal para a sonoridade marcante deste novo disco. Oásis de Bethânia foi inspirado num texto da própria Maria Bethânia, que, pela primeira vez, grava um texto seu em disco.

que, pela primeira vez, grava um texto seu em disco. Kao Kao Jonnhy, cres- Kazlauckas, ou

Kao

Kao Jonnhy, cres-

Kazlauckas, ou

com influências

na MPB, Mutantes, Caetano Veloso, Jor- ge Ben e no samba de raiz carioca. Ain- da adolescente, des- cobriu o movimen- to new weird ameri- cano e o freak folk, e, depois, quando morou na Holanda, o ukulele, o banjo folk e a música do leste europeu. Essa mistura de sons, ritmos e culturas acabou por influenciar suas músicas, culminando nesse projeto solo lançado logo assim que o músico chegou ao Brasil. Para dar asas ao projeto, convocou os amigos Daniel Schmidt (backing vocal, guitarra e piano), Danilo Moura (baixo, baixolão) e Alex Little Roach (trompete), para compor o time, ou seja, a banda. Produ- zido por Daniel Schmidt e o próprio Kao Jonnhy, a dire- ção artística ficou por conta de Leonardo Rivera.

REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR | DANIELLI MARINHO

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FESTIVAL| www.backstage.com.br46

FESTIVAL| www.backstage.com.br 46 Dez Dez anos anos de muito Jazz & Blues Edição de 2012 do
FESTIVAL| www.backstage.com.br 46 Dez Dez anos anos de muito Jazz & Blues Edição de 2012 do
FESTIVAL| www.backstage.com.br 46 Dez Dez anos anos de muito Jazz & Blues Edição de 2012 do
FESTIVAL| www.backstage.com.br 46 Dez Dez anos anos de muito Jazz & Blues Edição de 2012 do

DezDez anosanos

de muito Jazz & Blues

Edição de 2012 do maior festival gratuito do gênero no País completa uma década e terá David Sanborn, Duke Robbilard, Cama de Gato e Kenny Barron.

Victor Bello redacao@backstage.com.br Fotos: Ernani Matos / Cezar Fernandes / Jorge Ronald / Divulgação

C onsagrado como um dos maiores festivais da América Latina e do

mundo no gênero, o Rio das Ostras Jazz

& Blues Festival chega aos 10 anos fa-

zendo uma retrospectiva dos shows que

marcaram as edições anteriores, com as apresentações de Mike Stern e Romero Lubambo, Michael Hill, Celso Blues Boy e Roy Rogers - considerado o show de blues mais eletrizante da história do fes- tival - e, ao mesmo tempo, trazendo atra- ções inéditas, entre elas, o pianista Kenny Barron, o saxofonista David San- born, o guitarrista Duke Rubillard, o ba- terista Billy Cobham, o baixista cama- ronês Armand Sabal-Lecco e os brasilei- ros Maurício Einhorn, Hélio Delmiro e a reunião do consagrado grupo instru- mental Cama de Gato.

O festival oferece uma programação gra-

tuita espalhada por quatro palcos no

charmoso balneário fluminense e em todas as suas edições atraiu um público que con- fere um calor e exaltação singulares aos shows poucos vistos em eventos similares. Em 2012, o festival acontecerá de 06 a 10 de junho e conforme aconteceu nos anos an- teriores, os artistas vão se revezar pelos qua- tro cantos da cidade da Região dos Lagos. Pela manhã, às 11h15, na Concha Acús- tica da Praça São Pedro, localizada no cen- tro de Rio das Ostras, ao ar livre e em fren- te ao mar haverá shows de novos talentos do jazz e do blues nacional. No início da tarde, às 14h15, as apresentações aconte- cem no palco da Lagoa de Iriry. Às 17h15, na Praia da Tartaruga o público poderá as- sistir no palco mais charmoso do festival, situada entre as praias do Abricó e Praia do Bosque, shows sob um espetacular pôr- do-sol. O palco é montado sobre uma pe- dra que, literalmente, invade o mar.

Desde a primeira edição, o festival reune o que há de melhor no jazz e

Desde a primeira edição, o festival reune o que há de melhor no jazz e blues, apresentando atrações nacionais e internacionais no line up. Stênio Mattos, ao lado, é o idealizador e responsável por colocar o evento entre os melhores do mundo

À noite, a partir das 20h, as exibi- ções acontecem no palco princi- pal, na praia da Costazul, um espa- ço com restaurantes e bares, pon- tos de venda (quiosques) de produ- tos artesanais da cidade, de CDs, revistas e camisetas e telão que transmite os shows ao vivo. Ainda em Costazul, há a Casa do Jazz e do Blues. No espaço, exposição de fo- tos e biografias dos artistas mais im- portantes desses gêneros musicais, além daexibição de documentários e shows de bandas locais. A cidade do jazz e do blues ficano antigo cam- ping de Rio das Ostras.

IMPORTÂNCIA

Hoje, o Rio das Ostras Jazz & Blues além de ser o principal evento do calendário turístico da cidade, fi-

gura no ranking como um dos dez maiores festivais de jazz e blues gra- tuitos do mundo segundo a revista americana Downbeat. Os próprios músicos que tocam no festival real- çam o prazer de se apresentar nele e elogiam o evento, como a violinista Regina Carter que em depoimento ao Jornal O Dia disse que o palco e o

som são incríveis e muitos festivais na Europa não têm a estrutura como o de Rio das Ostras. É um festival que acende a econo- mia da região e devido a sua impor- tância foi incluído no calendário oficial de eventos da TurisRio, ór- gão estadual de fomento ao turis- mo no Estado do Rio de Janeiro. A

Os próprios músicos que tocam no festival

realçam o prazer de se apresentar nele e elogiam o evento, como a violinista Regina Carter

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FESTIVAL| www.backstage.com.br48

FESTIVAL| www.backstage.com.br 48 Palco da Tartaruga, onde acontecem os shows durante o pôr-do-sol qualidade na seleção
FESTIVAL| www.backstage.com.br 48 Palco da Tartaruga, onde acontecem os shows durante o pôr-do-sol qualidade na seleção

Palco da Tartaruga, onde acontecem os shows durante o pôr-do-sol

qualidade na seleção dos artistas aliada à localização geográfica de Rio das Os- tras registra praticamente 100% dos leitos de hotéis e pousadas ocupados. No ano passado cerca de 20 mil pessoas cir- cularam diariamente pelo município ao longo dos cinco dias de festival. Em 2011, foram investidos aproximada-

mente R$1,5 milhão no evento, dos quais 50% vinham da prefeitura e a outra metade da iniciativa privada, sendo a principal parceira a V&M do Brasil. A fórmula de sucesso continua e, segun- do Stênio Mattos, produtor e ideali- zador do evento, a evolução vem a cada ano. “O palco Novos Talentos se consoli-

O Rio das Ostras Jazz & Blues

transcende a sua existência como festival e

ganhou contornos de uma catarse coletiva

(Gustavo Victorino)

FESTIVAL| www.backstage.com.br50

A oitava nota

FESTIVAL| www.backstage.com.br 50 A oitava nota Ao longo dos últimos 10 anos, a coragem e o
Ao longo dos últimos 10 anos, a coragem e o arrojo da paradisíaca cidade de
Ao longo dos últimos 10 anos, a coragem e o arrojo
da paradisíaca cidade de Rio das Ostras, no lindo
litoral norte do estado do Rio de Janeiro mudou o
cenário mundial de dois dos segmentos musicais
mais populares do mundo.
O jazz e o blues encontraram naquela cidade um
festival que cresceu sobre a mais otimista das ex-
pectativas e virou referência mundial. Alguém po-
deria na virada do século imaginar o Brasil como
palco de um evento dessa magnitude?
Presente a 7 das 9 edições realizadas, assisti ce-
nas indescritíveis e de improvável compreensão
para quem não conhece a emoção e a alegria
que tomam conta do público, dos artistas, técni-
cos e todos aqueles que de uma forma ou outra
fazem a cidade tremer por cinco dias. O Rio das
Ostras Jazz & Blues transcende a sua existência
como festival e ganhou contornos de uma catarse
coletiva marcada pela reverência e respeito às
apresentações de gênios da música que invaria-
velmente são brindados pela interatividade
participativa de um público que se mostra único e
surpreendente sobre todos os aspectos.
A vontade dos artistas internacionais em participar,
a repercussão na mídia especializada, o volume de
pessoas que acorrem à pequena cidade litorânea
fizeram com que ela fosse descoberta pelo mundo
por conta de um festival que virou referência plane-
tária pelo cenário e pela paixão que desperta em
quem o visita, mesmo uma única vez.
Ver lágrimas nos olhos de veteranos jazzistas
americanos, sorriso escancarado na boca de
bluseiros ingleses, surpresa no rosto de virtuo-
sos latinos e acima de tudo a alegria quase juve-
nil de músicos brasileiros vivenciando momen-
tos inesquecíveis em um palco onde há quase
dez anos, dezenas de monstros sagrados dos
dois segmentos musicais mais charmosos do
planeta desfilam é indescritível.
A década que se fecha mudou o mapa mundial
É difícil explicar Rio das Ostras
Ao completar 10 anos de existência, o evento não
para de crescer e transforma a outrora modesta
vila de pescadores num destino turístico que de-
veria receber mais atenção das autoridades liga-
das ao segmento.
do jazz e do blues e o Brasil ingressou no seleto
clube até então restrito ao primeiro mundo. Rio
das Ostras é a culpada por isso
Tal qual a busca incessante dos gênios musicais, o
país virou a sonhada oitava nota musical e de sua
importância mística sorve o combustível para no-
vas décadas de sucesso para um evento que será
imortal na memória daqueles que o vivenciaram.
Definitivamente o mundo ganhou um novo cenário
para o jazz e para o blues, assim como os virtuosos
sonham um dia ganhar a oitava nota musical. Ela
está no litoral norte do Rio de Janeiro.
GUSTAVO VICTORINO

FESTIVAL| www.backstage.com.br52

FESTIVAL| www.backstage.com.br 52 “ O festival cresceu naturalmente, tem um clima muito bom, eu acho que
FESTIVAL| www.backstage.com.br 52 “ O festival cresceu naturalmente, tem um clima muito bom, eu acho que

O festival cresceu naturalmente, tem um clima muito bom, eu acho que esses 10 anos são uma coroação. Estamos comemorando 25 anos de estrada, vamos apresentar além do repertório total, quatro músicas novas (Mauro Senise)

dou e vai estar melhor ainda nesse ano. Vamos colocar telões na rua. Nesta edi- ção ocorrerão palestras com renomados profissionais do assunto. Hoje em dia, a cidade está totalmente engajada no pro- jeto, eles sabem que o festival é de grande importância pela exposição e também pela importância cultural que agrega à economia e à cultura da cidade de Rio das Ostras” observa o produtor. Uma das atrações do festival, o consagra- do saxofonista Mauro Senise, vai tocar no evento com o prestigiado grupo ins- trumental Cama de Gato. “O festival cresceu naturalmente, tem um clima muito bom, eu acho que esses 10 anos são uma coroação. Estamos comemoran- do 25 anos de estrada, vamos apresentar além do repertório total, quatro músicas

novas, músicas boas para shows princi- palmente ao ar livre, animadas. Então vai ser uma festa ótima para os dois lados. Eu tenho certeza que vai funcionar tudo 100%”, completa o músico.

COMO TUDO COMEÇOU

O evento começou como um projeto de música instrumental, chamado Rio das Ostras Instrumental, e era apresentado so- mente na praia de Costazul nos dois pri- meiros sábados de cada mês. De acordo com Stênio Matos, foram mais de cem shows com quase todos os nomes da música ins- trumental brasileira como: Wagner Tiso, Mauro Senise, Azimuth, Toninho Horta, Cama de Gato - que volta nesta edição - Paulo Moura,Victor Biglione, entre outros.

Senise, Azimuth, Toninho Horta, Cama de Gato - que volta nesta edição - Paulo Moura,Victor Biglione,
”
Só após três anos é que se pensou em transformar o evento em um festival

Só após três anos é que se pensou em transformar o evento em um festival de Jazz e blues. O primeiro ano, na mesma praia de Costazul, que hoje abriga o palco principal, reuniu um público de cerca de 3 mil pessoas. Os camarins eram um trailer, o piso era a própria areia da praia, o palco tinha a metade do tamanho do que é hoje e a data também era di- ferente - o festival acontecia em janeiro, no alto verão. De lá para cá, o festival ganhou força e notoriedade como um dos melhores do mundo, segundo especialistas, per- dendo somente para o de New Orleans, nos EUA. A quali- dade e o cuidado na escolha das atrações são um dos pilares para que, em tão pouco tempo, o festival fosse tão bem-su- cedido, alcançando fama além-mar. Prova do sucesso foi em 2009, quando diversos festivais pelo mundo foram cancelados devido à instabilidade eco- nômica. Naquele ano, o Rio das Ostras Jazz & Blues passou quase que incólume pela crise mundial, confirmando di- versas atrações internacionais no line up e um público de cerca de 20 mil pessoas, que compareceram aos shows mes- mo embaixo de chuva.

20 mil pessoas, que compareceram aos shows mes- mo embaixo de chuva. Para saber online www.riodasostrasjazzeblues.com
Para saber online www.riodasostrasjazzeblues.com 53
Para saber online
www.riodasostrasjazzeblues.com
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MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br54

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 54 DVD “NegaLora” Claudia Leitte Foi em outubro de 2011, enquanto eu trabalhava
MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 54 DVD “NegaLora” Claudia Leitte Foi em outubro de 2011, enquanto eu trabalhava
MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 54 DVD “NegaLora” Claudia Leitte Foi em outubro de 2011, enquanto eu trabalhava

DVD “NegaLora”

Claudia Leitte

Foi em outubro de 2011, enquanto eu trabalhava nas gravações do novo CD do artista Carlinhos Brown, no estúdio Ilha dos Sapos, em Salvador, que ele me falou que a artista Claudia Leitte iria ao estúdio para ouvir algumas de suas composições, pois ela estaria

repertório para o seu novo trabalho, o DVD

NegaLora, que seria gravado no mês de dezembro em Salvador (BA). Apesar de já ter mixado o seu hit Extravasa, produzido por Mikael Mutti, há 3 anos, eu não conhecia a Claudia pessoalmente e esse foi o nosso primeiro contato.

selecionando o

E la foi acompanhada pelo seu diretor musical Luciano Pinto e passamos

uma tarde agradável ouvindo as compo- sições do Brown e mostrando as grava- ções do seu novo CD. Já no final da ses- são, o Luciano me falou que conhecia o meu currículo e gostava do meu traba- lho, então começamos a nos comunicar até que ele me fez o convite para gravar e mixar o DVD NegaLora.

A ESCOLHA DO ENGENHEIRO DE SOM

Beto Neves

A

gravação ocorreu em 13 de dezembro

redacao@backstage.com.br

de

2011 no Teatro Castro Alves em Sal-

Fotos: Divulgação

vador. O equipamento usado para a

gravação do áudio foi a Unidade Mó- vel de gravação do Estúdio Base, composta por uma console Avid Venue Profile com dois sistemas ProTools HD III gravando 64 canais, um como sistema principal e outro como backup, além de 2 Pré-amps API 512b, 2EQ API 550b, 2 Avalon 737 e um compressor UREI 1176 para vozes e instrumentos como baixo e guitarra. (www.estudiobase.com.br)

A

sincronia era gerada pela unida-

de

móvel de Gravação de Vídeo da

empresa Multivideo, que enviava um sinal de BlackBurst e um sinal de timecode, além da referência de vídeo PGM para a unidade de áudio que, através de uma AVID

SINC IO, sincronizava todos os seus equipamentos.

A empresa de sonorização res-

ponsável pelo evento foi a João Américo Sonorização, com a su- pervisão do experiente Vavá Fur- quin e de Caetano Bezerra. O si- nal de áudio era enviado para a

Unidade de Gravação e splitado para o PA e monitor por meio de um multicabo Wirlwind 56 vias, com isoladores e transformadores em todos os canais, garantindo a integridade do áudio. (www.joao- americo.com.br). O técnico res- ponsável pelo PA foi Deny Mer- ces, enquanto os monitores foram pilotados por Roque Fausto.

A microfonação utilizada também

foi da empresa João Americo, com

exceção dos microfones do quarte-

to de cordas onde foram utilizados

4 DPAs 4099 e o microfone 5.1 DPA 5100 para a ambiênncia, lo- cados do técnico Vavá Furquin. Foram utilizados também mais 6 microfones ShotGun Sennheiser K66 para ambiências, fornecidos

pela UM de áudio do Estúdio Base, tendo um total de 12 canais para captação de público.

A produção do evento ficou por

conta da NER produções. A dire- ção artística foi da própria Claudia

Leitte e da Flávia Moraes, que tam- bém assina a direção de vídeo e di- reção geral do DVD. O carioca João Nabuco e o mineiro radicado em São Paulo Roberto Coelho assi- nam os arranjos da maioria das músicas e também a produção mu- sical junto com o Luciano Pinto e com Carlinhos Brown. Após a gravação, os HDs contendo os áudios do show foram para as

mãos do editor Kesser Jones que nos conta como foi seu trabalho para esse projeto.

KESSER JONES FALA SOBRE SEU TRABALHO NESSE PROJETO

No estúdio Mosh em São Paulo, fize- mos as coberturas das cordas e dos backing vocals que foram somados aos originais do show para ganhar um ¨peso¨ maior. (www.mosh.com.br) De volta a Salvador, fomos ao Groove Studio onde preparávamos as sessões vindas do Kesser para a mixagem e também fazíamos uma pré-mixagem para ser usada na edição de vídeo em São Paulo. Assim, deixamos tudo

na edição de vídeo em São Paulo. Assim, deixamos tudo Equipe de gravação Beto Neves, Eduardo

Equipe de gravação Beto Neves, Eduardo Ayrosa, Rodrigo Romero e Lucas Uscal

Beto Neves, Eduardo Ayrosa, Rodrigo Romero e Lucas Uscal Técnico de monitor Roque Fausto Carlos Freitas

Técnico de monitor Roque Fausto

Beto Neves, Eduardo Ayrosa, Rodrigo Romero e Lucas Uscal Técnico de monitor Roque Fausto Carlos Freitas

Carlos Freitas masterizando

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MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br56

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 56 O estúdio A, sala onde trabalhamos, tem uma console SSL 9000J com

O estúdio A, sala onde trabalhamos, tem uma console SSL 9000J com 80 canais, além de um rack de periféricos incrível! Em minha opinião, essa é a melhor console analógica já produzida, sendo perfeita para quase todos os estilos musicais (Kesser Jones)

pronto para a mixagem no KDS Studio, nos EUA. (www.groovestudio.com.br) Com todas as sessões editadas e prepa- radas para a mixagem, eu e o Luciano Pinto chegamos na cidade de Orlando, na Florida, onde fica situado o KDS Studio. O KDS é um complexo com 3 es- túdios de gravação, uma sala de maste- rização e uma sala de ensaios para ban- das. O estúdio A, sala onde trabalhamos, tem uma console SSL 9000J com 80 ca- nais, além de um rack de periféricos in- crível! Em minha opinião, essa é a melhor console analógica já produzida, sendo per- feita para quase todos os estilos musicais. Ela foi decisiva na escolha do KDS Studio para essa mixagem. Nessa sala foram gra- vados e mixados grandes discos america- nos como os últimos 2 do EMINEM, ven- cedores do Grammy, Back Street Boys, Marron 5, NSYNC e muitos outros. O Studio B tem uma console SSL 4000E e o Studio C uma console SSL AWS900. Para conhecer melhor os Studios visitem as páginas (www.kdsmusicstudio.com) Durante a mixagem todo o processa- mento do áudio foi feito por equipa- mentos analógicos. No ProTools utili-

zei apenas o simulador de Tape HEAT, da

Avid, e o simulador de amps PODFARM

da Line6. Todas as equalizações foram fei-

tas na console, assim como a maioria dos dinâmicos também foram da SSL9000J, com exceção das vozes, onde usei com- pressores Distressor, da Impirical Labs, e 1176, da Purple Audio. No baixo, um DBX 160 e nos over heads da bateria os Manley Variable MU. Os processadores de efeitos usados foram os Lexicom L224, Lexicom PCM90, TC M5000 e o TC2290 como delay. Todas as mixa- gens passaram pelo Bus Compressor da console antes de serem gravadas de volta no Pro Tools pelos conversores AD/DA Avid 192. Ficamos hospedados em um hotel a 15

minutos do estúdio onde trabalhamos uma média de 14 horas por dia, mixando e enviando as mixagens para a Claudia no Brasil, onde ela ouvia e fazia suas considerações. Processo muito ágil, gra- ças à internet!

A sala do KDS tem uma acústica incrí-

vel, o que fez com que acertássemos qua-

se todas as mixagens de primeira, sendo

necessário recall em apenas 2 canções.

de primeira, sendo necessário recall em apenas 2 canções. Ouvindo a gravação, Deny (técnico de PA),

Ouvindo a gravação, Deny (técnico de PA), Roque, Vavá Furquin (João Américo Sonorização) e Beto Neves

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br58

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 58 Montagem do cenário no Teatro Castro Alves Então, em 15 dias, num
Montagem do cenário no Teatro Castro Alves Então, em 15 dias, num total de 200
Montagem do cenário no Teatro Castro Alves
Então, em 15 dias, num total de 200
horas de trabalho, finalizamos a
mixagem das 22 músicas em estéreo
e 5.1 e voltamos para o Brasil, onde
Carlos Freitas nos esperava para
masterizar o projeto, na Classic
Master, em São Paulo.
dades para a etapa de
finalização, uma de-
las foi a de mixar nu-
ma console comple-
tamente analógica, a
SSL 9000j. Fomos
para o KDS studios,
nos EUA, e logo no-

CARLOS FREITAS E A MASTERIZAÇÃO DO DVD

O diretor musical e produtor Luciano Pinto conta sobre a escolha do enge- nheiro para gravar e mixar o projeto “Sempre ouvi falar do engenheiro de som Beto Neves e dos trabalhos que ele fez. Depois comecei a en- contrar na maioria dos CDs e DVDs que eu mais gostava o nome de Beto Neves como responsável pelas gravações e mixagem, e, por isso, o convidamos para fazer a cap- tação e mixagem do novo DVD de Claudia Leitte, NegaLora. Beto Ne- ves me apresentou várias possibili-

tei que a escolha ti- nha valido a pena. Vi pela primeira vez um engenheiro usando o 5.1 de uma console analógica e toda a automação com tranquilidade e co- nhecimento. Beto Neves fez boas escolhas de compressores e uma se- leção detalhada dos efeitos e equali- zadores. O resultado é uma mixa- gem clara, bem ampla e que valori- zou por completo os arranjos!”

PA PARA A GRAVAÇÃO DO DVD

Segundo Deny Merces, o DVD NegaLora foi um trabalho inova-

Multicabo utilizado na gravação

dor. “O projeto buscou um resulta- do diferenciado, através do uso de uma formação de banda totalmen- te diferente do que temos no dia a dia, como um quarteto de cordas, por exemplo”, fala Deny. “Foi mui- to bom trabalhar dentro de um Te- atro, diferente do que seria em um ambiente aberto. Dessa forma foi mais fácil buscar uma sonoridade mais plana, próxima à realidade das gravações em estúdio, no qual estou habituado a trabalhar”, co- menta. “Com relação aos equipa- mentos, usei uma Console Venue

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br60

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 60 Mixrack com variados tipos de plug-ins, diferenciando o resultado final”,

Mixrack com variados tipos de plug-ins, diferenciando o resultado final”, enumera.

O show será apresentado em várias cida-

des brasileiras, onde será preservado o

mesmo setup usado no show da gravação.

O objetivo é manter a mesma sonoridade

do áudio do DVD. “Foi uma satisfação muito grande trabalhar com profissionais como Beto Neves, Vavá Furquin, Carlos Freitas, Roque Fausto, Luciano Pinto e tantos outros que estiveram envolvidos nesse projeto”, completa.

tem seu áudio consolidado só com o tre- cho específico)”, observa. Feito isso, é hora da limpeza. Canais que não foram usados em cada música especí- fica são eliminados, os que tocaram só numa parte da música são limpos para to- car só no trecho onde eles foram usados e assim por diante. A próxima etapa é pro- curar por ruídos ou qualquer problema técnico que tenha inviabilizado o apro- veitamento daquele canal, procurando tratá-lo para resolver ou amenizar o pro- blema. “Para isso, uso várias ferramentas, podendo citar como exemplo os plug-ins da Waves como o z-noise, x-noise, x- crackle e muitos outros”, fala Kesser. Resolvidas as questões técnicas, é hora de Kesser partir para as questões artísti- cas. “Ouço repetidamente a música pro- curando acordes ou notas “sujas” que possam ser substituídas por outras mais “limpas”, tocadas num outro trecho do arranjo. Quando existe uma questão rít- mica, se a banda tiver corrido um pou- quinho num determinado trecho, por exemplo, ajusto para que fique da forma mais orgânica possível em relação ao metrônomo”, explana. Tudo feito com muito cuidado para não tirar a essência do ¨groove¨. “Existe um ‘grid’ relativo para mim, mas ele é usado apenas como uma referência. Na música brasileira, uma quantização absoluta pode destruir uma das nossas maiores qualidades, o swing”, avalia. O programa que Kesser usa para edição é o Pro Tools HD 10. “Elastic Audio e seus inúmeros concorrentes com o mesmo

Finalizar um projeto como esse depende de muitos fatores que antecedem a pós- produção, começando pela escolha do repertório, passando pelos arranjos, ensaios para o show e o dia mais importante depois desse processo: o da gravação, segundo Kesser Jones

O TRABALHO DE EDIÇÃO DE ÁUDIO DE NEGALORA

Finalizar um projeto como esse depende

de muitos fatores que antecedem a pós-

produção, começando pela escolha do

repertório, passando pelos arranjos, en- saios para o show e o dia mais importan-

te depois desse processo: o da gravação,

segundo Kesser Jones. “A monitoração dos músicos e do artista deve estar bem ajustada para facilitar o processo de edi-

ção, pois obviamente, se eles não se ou- vem bem, o resultado não sairá o me- lhor possível. Isso se aplica a qualquer projeto, seja o tamanho que for, com o orçamento que for”, assinala. Após o artista e o produtor musical es- colherem os takes que serão usados, no caso de haver mais de um take para a música, Kesser recebe uma lista com cada música e seu respectivo timecode, separa a sessão do show em sessões por música. “Isso facilita o processo de edi- ção e mixagem, pois teremos sessões mais leves para trabalhar. (Cada música

O técnico de monitor Roque Fausto

fala

sobre seu trabalho:

O técnico de monitor de Cláudia Leitte, Ro- que Fausto, avalia que um dos maiores de- safios foi o curto tempo para ajustar a monitoração dos músicos e da artista. “Hou- ve dificuldade em administrar a malha de rádio frequência já bastante congestionada na área do Teatro Castro Alves. Para isso foi necessário um longo trabalho de esca- neamento de frequências até encontrarmos uma região segura para usarmos perfeita- mente todo o sistema wireless de mo- nitoração”, conta.

Como a gravação envolveu uma nova for- mação de banda, Roque conta que foi ne- cessário conhecer os gostos pessoais para assim fazer as mixagens individuais a contento dos músicos. Para isso, durante toda a passagem de som e gravação, o diretor musical Luciano Pinto se comunica- va diretamente com ele, passando as ne- cessidades dos músicos e da própria Claudia através de um microfone interno de comunicação. Segundo ele, os equipa- mentos de alta qualidade foram essenciais para o sucesso do trabalho.

objetivo, para mim, não servem, corrompem o áudio original e sua qualidade. Pode ser muito prático para pré-produção e para quem tem pressa, mas para mim, não. O caminho mais fácil quase nunca é o melhor. Criei também para uso no Pro Tools uma série de scripts com o iKey, um pro- grama gratuito que facilita muito na criação de atalhos personali- zados. Esses scripts têm como objetivo acelerar esse processo manual. Faço uso de muitos ata-

lhos, porém, infelizmente, al- guns deles o Pro Tools não possui

e também não deixa criar. Com

esse ‘programinha’, eu consigo

suprir essa necessidade”, fala. “Para voz, uso o Melodyne, um software sem concorrentes para sua aplicação, uma vez que o téc- nico tenha sensibilidade e co- nhecimento para operar, pois le- vantar e abaixar notas, qualquer um pode fazer. Tenho um cuidado especial com o tratamento da voz. No caso de uma gravação ao vivo, como temos muito vaza- mento dos instrumentos no ca- nal da voz, se você não fizer a detecção de forma correta, o pro- grama pode gerar ruídos na hora de exportar o arquivo, ou, para quem gosta de usar a versão plug- in, na hora de processar e gra- var”, diz.

A mesma coisa com relação às no-

tas, a detecção automática acerta a maioria das notas, mas em alguns casos o programa fica confuso com os harmônicos e você tem que cor- rigir essa detecção manualmente ou o programa pode gerar ruído. Essa é a forma do programa te avi- sar que tem algo errado, não é ¨bug¨ como muitos pensam, se- gundo Kesser. “A primeira coisa que faço é determinar uma posição confortável para o vazamento dos outros instrumentos na voz do ar- tista, isso depende de cada artista e

na voz do ar- tista, isso depende de cada artista e Luciano Pinto e Beto Neves

Luciano Pinto e Beto Neves na Unidade Móvel de Áudio

do microfone escolhido para gra- vação, nesse caso foi algo entre -6 / -8.5dB, ou seja, onde Claudia não estava cantando o vazamento era abaixado nesse valor com o objeti- vo de deixar a mixagem mais lim- pa. Então a voz passa pelo mesmo processo que passaram os instru- mentos, em algum trecho se eu de- tecto um problema ou erro procu- ro substituí-lo por um mesmo tre- cho contado em outro momento da música ou em outro take da mes- ma música”. Outro processo da edição da voz é

amenizar sílabas com ataque ex-

cessivo ou sibilância, ou seja, “bs”, “ps”, “js”, entre outros. Normal- mente em gravações ao vivo a voz fica com muitos “puff” e “Ss”, isso

é devidamente ajustado para que

fique mais nítida. “Uso bastante esse recurso para ajustar começos e finais de frase. Geralmente o co- meço das frases vem muito forte e

o final da frase tem menos volume,

isso em qualquer voz, de qualquer artista. Esse equilíbrio de volume também ajuda muito na equali- zação da voz durante a mixagem que poderá trazer mais ¨brilho¨

sem ter os agudos espirrando por causa dos “Ss””, completa.

CARLOS FREITAS FALA SOBRE O PROCESSO DE MASTERIZAÇÃO DO PROJETO

Quando o Beto Neves me ligou di- zendo que a Classic Master tinha sido escolhida para finalizar todo o Projeto NegaLora ao Vivo, da Clau- dia Leitte, que incluía toda a maste- rização do áudio do CD, DVD e Blu- ray e também a autoração do DVD e Blu-ray, eu fiquei entusiasmado e feliz pela oportunidade de traba- lhar novamente com a Claudia Leitte, pois sei que ela só se envol- ve em projetos grandes e desafiado- res e vi uma grande oportunidade

de realizar um grande trabalho. Como em outros projetos que o Beto mixa, ele me enviou varias amostras das mixagens ainda feitas no Groove Studio e eu fui masterizando e envi-

ando para ele até acharmos um pon- to de partida para todo o projeto, o que nos ajudou e muito na hora da masterização final. Quando Beto começou a mandar as mixagens dos EUA, eu fiquei

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MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br62

MERCADO MUSICAL| www.backstage.com.br 62 “ O Equalizador Maselec veio primeiro, seguido pelo equalizador Massive

O Equalizador Maselec veio primeiro, seguido pelo equalizador Massive Passive, o compressor Varable MU e o SLAM na posição FET como limiter. Usamos o conversor LAVRY GOLD para a conversão para digital e, no final de tudo, já no sound Blade, o Limiter Sonnox

no final de tudo, já no sound Blade, o Limiter Sonnox ” Gravando cordas no estúdio

Gravando cordas no estúdio Mosh, em São Paulo

mais animado ainda e quando ele chegou em São Paulo e comecei a ou- vir as mixagens novamente, fiquei impressionado com a qualidade e transparência do áudio. A SSL 9000J realmente fez a diferença. Ouvimos tudo, conversamos muito so- bre o projeto e sobre as referências que a Claudia tinha para o som do DVD pas- sando por artistas como Marron 5 e Madonna até definir um caminho antes de começar a masterização. Elegemos uma música com bastante “pegada” e começamos a fazer inúmeras versões testando os equalizadores e compressores disponíveis no rack da Classic Master. Eu tenho todos os equipamentos do meu rack ligados no backbone da Manley, um seletor analógico onde eu posso rapida- mente trocar do equalizador Maselec para o Massive Passive, ou usar os dois juntos, invertendo a ordem, assim como colocar o Compressor Maselec entre os equalizadores e o compressor Variable MU e o Limiter SLAM no final de tudo e criar uma sequência e selecionar os equipamentos que funcionavam me- lhor para a masterização.

Depois de horas de trabalho e possibili- dades, chegamos ao nosso set ideal. O Equalizador Maselec veio primeiro, se- guido pelo equalizador Massive Passive, o compressor Varable MU e o SLAM na po- sição FET como limiter. Usamos o con- versor LAVRY GOLD para a conversão para digital e, no final de tudo, já no sound Blade, o Limiter Sonnox. Gravamos um

CD

e ouvimos em vários lugares, inclusive

em

fones de ouvido e no MacBook. Defi-

nido o caminho, seguimos em frente e trabalhamos juntos durante 3 dias em cima do áudio 2.0 e, em seguida, eu pas- sei para o 5.1. E foi assim a masterização do projeto, tranquila e divertida, explo- rando e tirando o máximo de cada equi- pamento, exatamente o que um projeto desse porte precisa.

e divertida, explo- rando e tirando o máximo de cada equi- pamento, exatamente o que um
 

Equipamentos

Monitoração:

01

Console Yamaha PM5D

16

in-ear Sennheiser Ew300 G3

01

in-ear Sennheiser SR 2000 IEM (Clau-

dia Leitte)

04

Combine Sennheiser - AC3000 + An-

tenas Helicoidal HA 8980

02

Monitores JAS 212

SONORIZAÇÃO| www.backstage.com.br64

SONORIZAÇÃO| www.backstage.com.br 64 O teatro ficou com um total de 800 lugares O antigo Teatro Tereza
SONORIZAÇÃO| www.backstage.com.br 64 O teatro ficou com um total de 800 lugares O antigo Teatro Tereza

O teatro ficou com um total de 800 lugares

O antigo Teatro Tereza Rachel reabre com o nome de Theatro Net Rio. Inteiramente reformado, o primeiro espetáculo da reinauguração é com a atriz e cantora Bibi Ferreira. Equipamento de som “invisível” inclui sistema line array italiano.

Miguel Sá redacao@backstage.com.br Fotos: Divulgação

TerezaTereza RachelRachel

volta em grande estilo com Bibi Ferreira

O Rio de Janeiro recupera, em alto ní- vel, mais um espaço para eventos

culturais: o Theatro Net Rio, antigo Tereza Rachel. A sala fica em Copa- cabana e a reinauguração aconteceu com o espetáculo Bibi - Histórias e can- ções. Com plateia e mezanino, o local comporta aproximadamente 800 pes- soas e está preparado para receber tanto peças como espetáculos musicais. O show de Bibi fica em algum lugar en- tre as duas modalidades de entreteni- mento. No decorrer do espetáculo, a atriz e cantora comemora os 90 anos de vida e 70 de carreira cantando as can-

ções mais marcantes da sua carreira acompanhada por uma orquestra com quatro cellos, oito violinos, duas trom- pas, dois trompetes, dois trombones, quatro saxofones, duas flautas, bateria, baixo, piano e violão.

NOVO TEATRO, NOVO SOM

O Instituto de Áudio e Vídeo (IAV), de

São Paulo, fez um acordo com o teatro para oferecer um equipamento básico de

sonorização. “Não queremos ser empre-

sa de sonorização, mas precisamos de

um espaço onde os alunos possam ver a montagem de um evento real. Eles têm

um equipamento fixo para eventos corporativos e, para cada espetáculo, podemos fazer um equipamento até mesmo de locadoras de som”, explica Marcelo Claret, diretor do IAV.

O equipamento básico é composto

pelo sistema de line array KR 200, da K-array, e uma mesa 01V da

Yamaha, uma configuração que aten-

de eventos corporativos e similares.

No entanto, para o espetáculo de Bibi Ferreira, mais equipamentos

foram necessários. O projeto de som foi de Marcelo Claret.

SONORIZAÇÃO

O L&R da sonorização foi feito

com as KR200 do sistema básico do teatro. “Temos aqui um line array com 64 falantes de cada lado. Ela (a coluna do line) ficou reta, porque tenho boca de cena com 5 metros (de altura), coloquei qua- tro metros de coluna de cima abai-

xo. Cada caixa individualmente tem um metro de altura. São 16 fa-

lantes em cada caixa e cada sistema tem duas caixas, fazendo 32 falantes em cada lado. O acoplamento é efe- tivo em todas as frequências, então tem agudo lá no fundo. Como tem a passarela técnica, fiz também uma linha de delay para distribuir me- lhor (no fundo do mezanino) sem diferença significativa de pressão sonora”, detalha Claret. No espetáculo, não há efeitos so- noros. O surround é mesmo para aumentar o envolvimento com o show por meio de uma imersão maior no áudio. “Fiz também con- cepção de LCR com cluster central

e sub aqui no meio (embaixo do

palco) só para ter um foco na ima- gem sonora. A cobertura LR é 120 graus, então ele cobre praticamen-

te toda a plateia. Para o surround,

temos uma caixa a cada 5 metros.

Isto se repete no mezzanino. Como

o surround não é para efeito, e sim para aumentar o tamanho da ima- gem, não faria muito sentido ter

o tamanho da ima- gem, não faria muito sentido ter Para o show de Bibi, surround

Para o show de Bibi, surround na plateia e frisa

sentido ter Para o show de Bibi, surround na plateia e frisa Andre Garrido e Marcelo

Andre Garrido e Marcelo Claret

caixas na parte de trás do teatro”.

As caixas do surround da plateia são as FZ Audio 205A e as do mezanino são as FZ 108 HPA. O

cluster central é com a FZ Audio 112 HPA. Os subs, tanto no cen- tro como embaixo das colunas do

HPA. Os subs, tanto no cen- tro como embaixo das colunas do Sistema K-array do Theatro

Sistema K-array do Theatro Net Rio

line, são os KL18, também da K- array. Inicialmente, o projetista pensou em microfonar os instru- mentos, mas ao ver o briefing do show, decidiu que precisaria dese- nhar um sistema mais complexo. Para começar, decidiu colocar cai-

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Subgrave

SONORIZAÇÃO| www.backstage.com.br 66 Subgrave Yamaha M7CL para o show de Bibi xas para fazer um surround

Yamaha M7CL para o show de Bibi

xas para fazer um surround no teatro. “É um show da Bibi Ferreira, 90 anos, com or- questra. Para ter um controle melhor pre- cisava de microfones mais próximos para ter independência. Mudou o processo e agora estou com a M7CL e processamento da TC Electronics”, comenta. Além de um maior controle do som para mixagem, a microfonação indivi- dual de alguns componentes permitiu manter os transdutores escondidos. “Já

permitiu manter os transdutores escondidos. “Já Amplificacão do sistema que o PA desapareceu, eu queria

Amplificacão do sistema

que o PA desapareceu, eu queria também desaparecer com o resto. Se fosse por nai- pe, os microfones iriam aparecer. Então fiz microfonação individual nas cordas, e por fileira na sessão de sopros, com pe- destal baixo. Os microfones que apare- cem são os das primeiras fileiras dos me- tais, os saxofones. O piano também colo- cou um DPA 4028 com imã. Quem pres- tar atenção, vai ver os microfones, mas o público comum dificilmente vai perce- ber”, expõe o técnico de som. Os microfones individuais usados são modelos que ficam presos aos instru- mentos. Entre os outros microfones usados estão os DPA 4099 para os cellos

e os 4061 para os violinos. Quem pilota

som no dia a dia do espetáculo é André Garrido, que também participou da montagem do sistema.

o

violinos. Quem pilota som no dia a dia do espetáculo é André Garrido, que também participou

ROGER WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br68

WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 68 No início dos anos 2000 se dizia

No início dos anos 2000 se dizia que o DVD trazia o show para dentro de casa. Em 2012, o espetáculo The Wall traz o show de volta para o estádio, mas com som de DVD.

Miguel Sá redacao@backstage.com.br Fotos: Ernani Matos / Néstor J. Beremblum / Divulgação

A s luzes se apagam no Está- dio João Havelange, mais

conhecido como Engenhão, no Rio de Janeiro. A expectativa aumenta na plateia. De repen- te, música, fogos de artifício e uma plataforma com músicos e

bandeiras começa a subir por trás do muro branco semicons- truído na frente do palco. Em determinado momento, um “avião” cenográfico vem descendo da parte de trás do estádio, com o barulho característico, até ele se chocar contra o muro em meio a mais fogos de artifício. É o início do espetáculo The Wall. Uma mistura de teatro musical, cinema e show. O fã do Pink Floyd e do disco conceitual The Wall experimenta uma verdadeira imersão no espírito do disco: a história do astro do rock que enlouquece e se perde em delírios atrás de seu próprio “muro”.

SONORIZAÇÃO

A Clair Brothers foi a responsável por toda a sonorização básica do espetáculo. O L&R teve sistemas em line array com caixas da própria Clair, as da linha I-5. Eram 17 de cada lado com um I-5B (um falante

sistemas em line array com caixas da própria Clair, as da linha I-5. Eram 17 de
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WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 70 Sistema em line array teve L&R com
WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 70 Sistema em line array teve L&R com

Sistema em line array teve L&R com caixas da própria Clair Brothers, série I-5

L&R com caixas da própria Clair Brothers, série I-5 Duas Midas XL4 para o PA de

Duas Midas XL4 para o PA

de 18") acoplado para reforçar a região dos graves. A cobertura lateral também era feita pelas I-5 com 12 caixas de cada lado sem o falante extra. O delay foi feito com as caixas I-DL, fabricadas especifi- camente para este tipo de aplicação pela Clair. As três torres de delay tinham co- lunas suspensas a 25 metros de altura com oito caixas cada. A configuração, pelos menos no Brasil, foi a mesma em

A configuração, pelos menos no Brasil, foi a mesma em Equipamentos para projeção de vídeo, na

Equipamentos para projeção de vídeo, na house mix

todos os lugares, sem mudanças na cur-

vatura do line nem no número de caixas.

O som do PA foi pilotado por James

“Trip” Khalaf, que tem em seu currículo Michael Jackson, Queen e Steely Dan. Até Confortably Numb, a décima sexta

do

set, o show acontece no palco atrás

do

muro. A partir da décima sétima, The

Show Must Go On, o show passa para um palco mais baixo, na frente do muro. Por isto, duas MIDAS XL4 - uma para cada palco - mandavam o som da banda de 12 músicos para as caixas. Uma Yamaha PM5D mandava os efeitos sonoros para o surround montado pela

ROGER WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br72

WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 72 O som surround complementava o visual e
WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 72 O som surround complementava o visual e

O som surround complementava o visual e a iluminação do espetáculo

complementava o visual e a iluminação do espetáculo Canhão para projeção do muro Gabisom com o
complementava o visual e a iluminação do espetáculo Canhão para projeção do muro Gabisom com o

Canhão para projeção do muro

Gabisom com o sistema line array Vertec. “Da outra vez (Dark Side of the Moon, em 2001, no Sambó- dromo) nós fizemos todo o siste- ma”, relembra Peter Racy, técnico de som responsável pelo áudio da Gabisom. “O Split é feito na hou- se e o som é mandado para o siste- ma por fibra ótica”, detalha o téc- nico da Gabisom. A fibra saía da housemix, e ia até o muro do cená- rio, que fica no palco. Lá ela chega- va à central do sistema Broadata que manda o sinal para o surround. Foram montadas seis torres com

o sinal para o surround. Foram montadas seis torres com Centenas de toneladas de equipamentos de

Centenas de toneladas de equipamentos de iluminação para “construir” o muro

72 caixas do sistema JBL Vertec. A configuração da sonorização era “quadrafônica”, com o PA princi- pal, duas colunas no surround L, duas no R e mais duas na parte de trás. A cobertura das caixas late- rais era cruzada. As do lado direi- to da arquibancada emitiam o som para a pista e a arquibancada oposta, e vice-versa.

A montagem das torres foi relati- vamente trabalhosa. Como a in- clinação das arquibancadas do Engenhão chega a 72 graus, seria arriscado colocar carregadores com caixas pesadas subindo por elas. A opção era um caminhão- zinho levar o equipamento até um anel em um andar imediatamente inferior e subir as caixas lenta-

ROGER WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br74

WATERS “THE WALL LIVE” | CAPA | www.backstage.com.br 74 O surround era usado apenas para efeitos

O surround era usado apenas para efeitos sonoros - sons de avião, helicóptero e a multidão que grita no discurso logo antes de Stop, por exemplo. O equilíbrio com o som do PA principal também ajudava a audiência a sentir o espetáculo ainda mais presente

a sentir o espetáculo ainda mais presente ” “ LL e L : Clair I-5 para

LL e L : Clair I-5 para cobertura lateral e Clair I-5 com I-5B acoplada para reforço nos graves

e Clair I-5 com I-5B acoplada para reforço nos graves Clair I-DL nos delays mente antes

Clair I-DL nos delays

mente antes de montar a coluna. “Es- colhemos o método lento e seguro”, ressalta Peter. Segundo o técnico da Gabisom, o En- genhão é um lugar relativamente sim- ples para sonorização, sem as reverbe- rações que caracterizavam o antigo Maracanã. “No Paul tivemos ótimos resultados. É legal porque é quase ao ar livre. Tem uma voltinha quando está vazio, mas quando tem gente não reba- te tanto”, conclui.

O SHOW

Sem exageros de volume e nada de subgraves de fazer tremer o chão. Os graves eram definidos e presentes, as vozes inteligíveis e os médios davam a pegada das guitarras. Nada atrapa-

e os médios davam a pegada das guitarras. Nada atrapa- Torre com caxas JBL Vertec para

Torre com caxas JBL Vertec para surround

lhava a atenção do espectador em re- lação ao que acontecia no palco e nas incríveis projeções. A distinção dos instrumentos dentro do arranjo - cal- cado no original do disco - era perfei- ta. O surround era usado apenas para efeitos sonoros - sons de avião, helicóp- tero e a multidão que grita no discurso logo antes de Stop, por exemplo. O equi- líbrio com o som do PA principal tam- bém ajudava a audiência a sentir o espe- táculo ainda mais presente. Dentro de um espetáculo complexo, o som cumpriu o seu papel de mostrar a mú- sica como o elemento mais impor- tante, por estar em harmonia com os elementos visuais, de forma que a plateia ficasse inteiramente envolvi- da pelo show.

tante, por estar em harmonia com os elementos visuais, de forma que a plateia ficasse inteiramente

TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br76

TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br 76 Jupiter Jupiter O Legado Con Luciano Freitas é técnico de áudio da
TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br 76 Jupiter Jupiter O Legado Con Luciano Freitas é técnico de áudio da

Jupiter

Jupiter

O Legado Con

Luciano Freitas é técnico de áudio da Pro Studio americana com formação em ‘full mastering’ e piano erudito

com formação em ‘full mastering’ e piano erudito No início de 2011, a Roland lança o
com formação em ‘full mastering’ e piano erudito No início de 2011, a Roland lança o

No início de 2011, a Roland lança o Jupiter 80 com a proposta de ser um tributo ao lendário Jupiter 8 (reconhecido por muitos músicos como o primeiro sintetizador analógico profissional lançado pela Roland)

N ão demorou muito para o mercado aclamá-lo como o mais poderoso

equipamento musical disponível no quesito “expressividade sonora” para live performances (apresentações “ao vivo”), tanto que o instrumento conquistou o

prêmio Musikmesse International Press Award – MIPA 2011 (considerado o “Grammy” da indústria do áudio profis- sional/instrumentos musicais) em sua ca- tegoria, sendo ainda, no mesmo ano, indi- cado ao prêmio Technical Excellence & Creativity - TEC Awards. Já em 2012, a Roland traz toda a tecno- logia de ponta empregada no Jupiter 80 para uma embalagem mais compacta e leve, oferecendo a portabilidade encon- trada em sua linha de sintetizadores “Juno” aliada a um preço muito mais amigável. Eis que surge o Jupiter 50.

50 50 tinua PODEROSO GERADOR SONORO Oferecendo três partes multitim- brais acessíveis em tempo real,

5050

tinua

PODEROSO GERADOR SONORO

Oferecendo três partes multitim- brais acessíveis em tempo real, o Jupiter 50 vem de fábrica equipado com 1.500 SuperNATURAL Synth Tones e com mais de 70 SuperNA- TURAL Acoustic Tones (cada qual com um motor sonoro dedicado), todos derivados do Jupiter 80. En- tendida como a menor unidade de informação sonora na tecnologia SuperNATURAL, um Tone pode ser combinado com outros três (se-

jam eles SuperNATURAL Acoustic Tones ou SuperNATURAL Synth

Tones) para criar um Live Set, o qual estará disponível para uso na parte Upper do instrumento (o usuário conta com 2.560 alocações de me- mória para armazenamento deste tipo de informação, sendo possível importar Live Sets do Jupiter 80 com o auxílio de uma flash memory). Além do Upper, o equipamento conta com outras duas partes (Solo

e Percussion/Lower), sendo uma

combinação dessas três partes cha-

mada de Registration (possui 128 alocações de memória disponíveis para armazenamento deste tipo de informação). A função Split, exis- tente nas seções Percussion/Lower

e Solo, permite definir a região

(zona) na qual cada uma das três partes será reproduzida, possibili- tando o uso otimizado das suas 128 vozes de polifonia (variável confor-

me o gerador sonoro carregado). O conceito SuperNATURAL (pre- sente no Jupiter 80, no V Piano, nas placas de expansão ARX e na nova linha de baterias eletrônicas da Roland) difere-se do encontrado nos sintetizadores com gerador de sons baseado em samplers, os quais são conhecidos por reproduzirem meramente uma imagem estática dos sons dos instrumentos musi- cais. Aliados à tecnologia Beha- vior Modeling, os timbres Su- perNATURAL reproduzem

as peculiaridades presentes na exe- cução de cada instrumento musical acústico (Super NATURAL Acous- tic Tone), respondendo de maneira diferente às técnicas de trinado, portamento, vibrato e nas expres- sões de dinâmica. Também dife- rente dos tradicionais métodos de modelagem física encontrados nos sintetizadores atuais - os quais ge- ralmente se prestam a analisar apenas o tipo e o tamanho do ma-

terial vibrante e, em alguns casos, a forma da ressonância -, a tecno- logia Behavior Modeling analisa constantemente a execução musi- cal, reagindo com base em infor- mações como o tipo de digitação (melodia ou acorde), o intervalo

entre as notas, a velocidade da fra- se musical, a execução ligada ou destacada das notas, não exigindo do músico qualquer técnica musi- cal mirabolante para alcançar os resultados esperados. Além dos timbres SuperNATU- RAL Acoustic Tones, o Jupiter 50 conta com os timbres SuperNA- TURAL Synth Tones, destinados a recriar os sons dos mais lendários sintetizadores vintages (analógicos, híbridos e digitais) da história, bem como acessar texturas musicais contemporâneas que eram disponí-

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TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br78

TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br 78 veis apenas aos proprietários do Jupiter 80. Nesta categoria cada tone
TECNOLOGIA |SINTETIZADOR| www.backstage.com.br 78 veis apenas aos proprietários do Jupiter 80. Nesta categoria cada tone

veis apenas aos proprietários do Jupiter 80. Nesta categoria cada tone permite reproduzir o som de três parciais, cada qual com um oscilador, um conjunto de filtros, uma seção de amplificador e um oscilador de baixas frequências (LFO). Na seção oscilador o usuário pode esco- lher entre 7 diferentes formas de onda, além de centenas de amostras PCMs. Como alternativa à parte Lower (a qual permite o uso de um SuperNATURAL

Acoustic Tone ou de um SuperNA- TURAL Synth Tone), o Jupiter 50 traz a seção Percussion (Perc), oferecendo uma grande variedade de instrumentos per- cussivos, efeitos sonoros e frases vocais.

PROCESSADORES DE EFEITOS

Já na seção de efeitos (MFX) do Jupiter 50 o usuário encontrará 76 diferentes algoritmos, entre estes chorus, flan- gers, phasers, simuladores de alto-fa- lantes rotativos e com- plexos delays multi cama-

das. Cada Tone de um Live Set permite o uso de um MFX, ou seja, cada Live Set possui até 4 MFXs operan- do simultaneamente em paralelo ou em série, liga- dos a um processador de reverb dedicado (com cinco diferentes algo- ritmos disponíveis).

Cada Tone de um Live Set permite o uso de um

MFX, ou seja, cada Live Set possui até 4 MFXs operando simultaneamente em paralelo ou em série, ligados a um

processador de reverb dedicado

MAIS CONTROLE

Com 76 teclas semi pesadas (proporciona ótima relação de

resposta x resistência) e um visor com resolução de 240 x

64 pontos, o Jupiter 50 conta com uma seção de contro-

ladores que traz a onipresente alavanca de Pitch Bend e Modulação da Roland, o D-Beam (sensor infravermelho que reconhece a distância da mão do músico), três potenciômetros deslizantes que controlam o volume de cada uma das partes de uma Registration, três botões (switchs) que ligam e desligam cada uma das partes de uma Registration, controladores dedicados para simulação de alto-falantes rotativos (On/Off – Slow/Fast), dois botões com funções assimiláveis (S1 e S2) e três entradas para pedais (Hold, Ctrl1 e Ctrl 2), além de deixar botões de acessos à várias outras funções em seu painel frontal (evi- tando o acesso à sub páginas).

ARPEGIADOR, REPRODUTOR DE ARQUIVOS DE ÁUDIO E MUITOS MAIS

O Jupiter 50 conta com um sofisticado arpegiador

programável capaz de importar padrões rítmicos de arqui- vos SMFs. O usuário poderá utilizar, simultaneamente, um

dos 128 padrões rítmicos do arpegiador para a parte Upper

e outro diferente para a parte Lower.

A função Harmony Intelligence adiciona às notas

reproduzidas na parte Upper harmonias baseadas no con- junto de acordes digitados na parte Lower. São 17 dife- rentes padrões que vão de simples duetos a complexas harmonias típicas de alguns estilos musicais (Big Band, Country e Gospel).

Seu reprodutor de arquivos de áudio é capaz de operar com

os

formatos AIFF (até 96 kHz/24 Bits), WAV (até 96 kHz/

24

Bits) e MP3 (até 44.1 kHz/320 kbps - VBR), permitindo

ainda ao usuário gravar suas execuções no formato WAV 44.1 kHz/16 Bits (formato utilizado nos CDs de áudio). Trazendo os mesmos componentes analógicos do Jupiter

80 (inclusive os conversores D/A), o equipamento conta

com uma seção de conexões de áudio que oferece duas saí-

das balanceadas (TRS), duas saídas balanceadas (TRS) sub out (muito útil para monitoração) e uma saída para fones

de ouvido; uma entrada com conector P2 estéreo; cone-

xões de dados USB to Computer, estabelecendo a comuni-

cação com computadores, e USB to Memory, estabelecendo

a comunicação com dispositivos de armazenamento (flash

memories); além das tradicionais Midi In e Midi Out. Acompanha o equipamento uma cópia do software Sonar Le (versão light do aclamado Sonar X1), gravador multi- pistas que permite ao usuário produzir projetos com até 32 pistas de áudio e 64 pistas midi simultâneas.

produzir projetos com até 32 pistas de áudio e 64 pistas midi simultâneas. Para saber mais
Para saber mais luciuspro@ig.com.br
Para saber mais
luciuspro@ig.com.br
produzir projetos com até 32 pistas de áudio e 64 pistas midi simultâneas. Para saber mais
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TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br80

TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br 80 Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e
TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br 80 Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e
TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br 80 Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e

Vera Medina é produtora, cantora, compositora e professora de canto e produção de áudio

Modulando

aa frequênciafrequência

no Logic

Nesta edição vamos abordar o EFM1, um dos sintetizadores disponíveis no Logic Pro. Eu o utilizo algumas vezes para sons de baixo e também gosto muito do conjunto de pads que é possível gerar com ele.

O EFM1 (abaixo) é baseado na síntese FM - “Frequency Modulation” con-

siderada excelente para produzir sons de uso geral, menos específicos que os análogos. Um dos teclados mais conhe-

cidos de todos os tempos baseado em síntese FM é o Yamaha DX-7. Assim, fica claro que há muita versatilidade na composição de sons, o que pode ser vis- to pelos presets disponíveis no EFM1

fica claro que há muita versatilidade na composição de sons, o que pode ser vis- to

que vão de cordas e pads até baixos e sons para sequências. Primeiro vamos entender a disposi- ção dos elementos no EFM1. Ele é composto de dois osciladores: Car- rier à direita (oscilador de onda senoidal) e Modulator à esquerda (oscilador multi-wave). O Modulator modula a frequência do Carrier, basi- camente. Desta forma, a base do som está no Carrier. Os parâmetros globais se encontram dispostos em volta da interface e afetam o som como um todo. Abai- xo, vou detalhar cada um dos parâ- metros disponíveis:

ma. Pode ser usado com qualquer definição do parâmetro Voices. •Randomize: a cada toque desse botão são gerados novos sons. A quantidade de aleatoriedade ou variação do sinal original é de- finida pelo valor definido no campo numérico. Se utilizar um valor abaixo de 10% você inse- re pequenas modificações no som atual. Vamos falar um pouco sobre os parâmetros dos dois osciladores (modulator e carrier):

Harmonic: em cada um dos osci- ladores você encontra um botão

O valor do Glide está em ms

(milissegundos) possibilitando definir o tempo

que leva para o tom viajar da última nota tocada para a próxima

Transpose: o tom é determinado com este parâmetro, sendo possível transpor o EFM1 em mais ou menos duas oitavas. •Tune: será possível refinar, ajustar a afinação em +/- 50 cents. Cada cent representa 1/100 th de um semitom. •Unison: através do uso desse recur- so é possível utilizar duas vozes do EFM1 em camada, criando um som mais rico. Neste modo o EFM1 fica com oito vozes de polifonia. •Voices: através deste parâmetro você pode ajustar quantas vozes si- multâneas quer tocar. Temos o modo Mono (uma voz), Legato (uma voz) e entre 2 e 16 vozes. •Glide: este efeito permite utilizar um tom contínuo ao tocar uma nota em seguida da outra. O valor do Glide está em ms (milissegundos) possibilitando definir o tempo que leva para o tom vi- ajar da última nota tocada para a próxi-

grande com a palavra Harmonic em cima. A razão de afinação des- ses dois controles é que determi- nará o relacionamento da afina- ção do modulador e envelope de volume. De uma forma mais sim- ples, você pode utilizar em cada botão até 32 harmônicos e esta razão da afinação pode ser encon- trada de ouvido até que soe como você imagina. •Fine tune: ajusta a afinação en- tre dois harmônicos adjacentes (determinados no controle Har- monic). Varia entre +/- 0,5. •Modulator Wave: nos sinte- tizadores clássicos FM, ondas se- noidais (sine waves) são utiliza- das nos osciladores. Já o EFM1 possibilita utilizar outras formas de onda. Quando totalmente gi- rado para a esquerda, é produzida uma onda senoidal. Girando o

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TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br 82 Para criar novos sons no EFM1, sugiro montar uma tela padrão

Para criar novos sons no EFM1, sugiro montar uma tela padrão com a menor quantidade possível de parâmetros definidos. Com o Harmonic do Carrier em 1, comece a testar as possibilidades da razão entre ele e o Modulator

botão para a direita, vão sendo agrega- das ondas de maior complexidade po- dendo gerar sons mais ricos. •Fixed Carrier: este botão possibilita desconectar a frequência do carrier do teclado, pitch bend e modulação LFO. Agora vamos entender melhor os parâmetros FM que afetam os aspectos

de modulação de frequência no EFM1:

FM: aumentando a intensidade ao gi- rar o controle central para a direita, au- menta-se o número de sobretons e o

quanto o Modulator afeta o Carrier. Pode ser comparado ao Filter Cutoff de um sintetizador análogo. •Modulation Env: para controlar di- namicamente o parâmetro FM, foi disponibilizado um controle ADSR.

O envelope é acionado cada vez que

uma nota MIDI é recebida. O parâ-

metro A (Attack) define o tempo ne- cessário para alcançar o nível máximo

de envelope. O parâmetro D (Decay)

define o tempo necessário para alcan-

çar o nível de Sustain. O parâmetro S (Sustain) é mantido até que a nota

MIDI seja liberada. O parâmetro R (Release) define o tempo necessário para alcançar o nível zero, após a nota MIDI ter sido liberada. •FM Depth: a força ou impacto do en- velope de modulação sobre a FM é de- terminada por este controle. Ao afinar este controle para a direita, o efeito do envelope de modulação é aumentado. •Modulator Pitch: o impacto do enve- lope de modulação sobre o tom do os- cilador Modulator é determinado por esse controle. •LFO (Low Frequency Oscillator): ser-

ve como uma fonte de modulação cíclica

para a intensidade ou vibrato do FM. •Rate: define a velocidade/taxa dos ci- clos LFO. Existem alguns controles de saída que podem ser definidos:

Sub Osc Level: para aumentar a respos-

ta de graves do EFM1 foi disponibilizado

um sub oscilador de onda senoidal. •Stereo Detune: adiciona um efeito do tipo chorus ao sinal do EFM1, dobrando a voz do EFM1.

Vol Envelope: esse envelope dá forma ao volume geral através de controles ADSR. •Main Level: para ajustar o nível de sa- ída geral do EFM1. •Velocity: o EFM1 pode responder à pressão do toque das teclas e reagir com alterações dinâmicas de som e vo- lume. Ajuste o controle para a direita conforme a sua necessidade de sen- sitividade ao toque. Na janela do EFM1, logo abaixo, existe uma seta que ao clicar apresenta mais parâmetros de controle MIDI:

Intensidade FM Vibrato Para criar novos sons no EFM1, sugiro montar uma tela padrão com a menor quantidade possível de parâmetros defi- nidos. Com o Harmonic do Carrier em 1, comece a testar as possibilidades da razão entre ele e o Modulator. Vá alterando o Harmonic do Modulator a partir de 1 e vendo como o som vai sendo afetado. Em seguida acerte os padrões dos ADSR e FM-Depth. Outra forma bastante in- teressante de criar novos sons é esco- lher um dos presets definidos, verificar como foi programado e ir alterando al- guns parâmetros como teste. Isso possi- bilitará que você crie uma maneira de pensar em relação às alterações e enten- da na prática como elas se dão. Com o tempo, você terá controle de todos os parâmetros e poderá criar exatamente os sons que necessita. Não se esqueça de gravar os sons novos que criar através da função Save Setting, que aparecem no menu do próprio EFM1.

Save Setting, que aparecem no menu do próprio EFM1. Para saber online vera.medina@uol.com.br
Para saber online vera.medina@uol.com.br www.veramedina.com.br
Para saber online
vera.medina@uol.com.br
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TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br84

TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 84 Marcello Dalla é enge- nheiro, produtor mu- sical e instrutor 6.5
TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 84 Marcello Dalla é enge- nheiro, produtor mu- sical e instrutor 6.5

Marcello Dalla é enge- nheiro, produtor mu- sical e instrutor

6.5

Cubase

Olá amigos, Há alguns meses noticiamos a chegada do Cubase 6 e suas novidades. Num grande salto em relação ao Cubase 5, a versão 6 chegava com um belo conjunto de instrumentos virtuais, novas ferramentas para edição e finalização de áudio, simuladores de efeito etc. A Steinberg segue a tradição de equipar sua workstation com recursos avançados de produção musical e lança o upgrade para a versão 6.5.

Um Um upgrade upgrade

surpreendente

S empre que uma versão nova chega, eu tenho aquela sensação de “brin-

quedo novo” resgatada lá da infância, e aí é inevitável o mergulho noite aden- tro viajando no test drive das novidades. No caso do Cubase 6.5 já se foram algu- mas noites, porque queria dar uma pas- seada em tudo para escrever este artigo para vocês. Convido-os a conhecer os detalhes do que veio de novo neste pa- cote de implementações.

INSTRUMENTOS VIRTUAIS

Dois novos “pesos-pesados” de tecno- logias diferentes chegaram trazendo uma infinidade de opções de timbres:

Retrologue – Simulando os sintetiza- dores analógicos clássicos, esse virtual trabalha baseado na modelagem de dois osciladores com até oito vozes indepen- dentes cada um, além de um oscilador de sub denso do tipo “treme tudo” e de um oscilador noise. O som tem o calor

de um oscilador de sub denso do tipo “treme tudo” e de um oscilador noise. O

Figura 01 - Retrologue

dos sintetizadores analógicos que usei durante anos no meu ofício de tecladista. Neste ponto sou chato mesmo porque a referência sonora destes synths antigos é mui- to forte. Na figura 01 vemos o painel do Retrologue. interface intuitiva e muito fácil de usar. Tudo ali, na cara, sem mistério. Temos 12 tipos de filtros diferen- tes, LFO e ADSR para os filtros e amp envelopes, ma- triz de modulação com 10 estágios, suporte para o Note Expression, modos monofônico/polifônico com funções legato/glide e uma seção de efeitos com modu- lação e delay. São 300 presets inspiradores que vão de baixos monofônicos e leads cortantes até grooves de synths e padrões rítmicos polifônicos. Partir de um preset e viajar na programação é de pirar o cabeção. Para a galera de música eletrônica ou para dinossauros que curtem um som retrô, é um instrumento repleto de alegrias e possibilidades.

é um instrumento repleto de alegrias e possibilidades. Figura 02 - Padshop Padshop – Atenção trilheiros

Figura 02 - Padshop

Padshop – Atenção trilheiros e trilheiras, uni-vos e ouçam este synth com atenção. A síntese granular é uma tecnologia que cria texturas sonoras bem diferen- tes dos tipos de síntese usuais. Não vou entrar em de- talhes teóricos da síntese granular aqui, podemos abordar em um outro artigo mais específico sobre este instrumento como tutorial para usarmos os parâ- metros dele com conhecimento de causa. Por ora, va- mos descrever as características básicas para conhecê- lo. Para quem trabalha com música em novelas, filmes e games o Padshop traz uma excelente coleção de tim- bres para seções incidentais e “climas”. Claro que nada impede de usar o Padshop em qualquer outro contexto musical, apenas citei a situação específica de trilha so- nora porque ele é sensacional para esta finalidade. A interface visual facilita a utilização. Na figura 02 ve- mos todos os parâmetros posicionados numa progra- mação visual simples e bonita, proporcionando praticidade. Se quiserem uma opinião, tenho apenas a dizer que esse synth é ilimitado. Fiquei horas e horas viajando no Padshop e não explorei nem 1% do que ele oferece. Trabalho com trilhas sonoras há anos, sou

dinossauro de usar pads e synths derivados de arquite- turas diferentes, como por exemplo, os Kurzweil. Sem-

pre gostei destes timbres para situações de trilha em que se deseja mais clima do que música. Sinceramente, gos- taria de ter usado um synth assim há uns 10 anos. Sem desmerecer meus Kurzweil dinossauros e lindos para que não fiquem com ciúmes, mas o Padshop é uma op- ção prática com um som profundo e denso. São mais de 400 presets que tornam este instrumento abrangente. Minha única observação é que a síntese granular tem uma assinatura sonora que começa a deixar muitos tim- bres parecidos, mas mesmo assim, usando os parâmetros

e efeitos os resultados são interessantes. Não cheguei

a usar todos os 400 presets. Mas dos que visitei alea- toriamente, gostei muito. Possui matriz de modula- ção de 10 estágios com suporte para note expression, 12 tipos diferentes de filtros com LFOs e ADSR para os filtros e amp envelopes, step modulator para dis- parar ritmicamente os osciladores e seção de efeitos com modulação e delay.

FILTROS

Morphfilter – Os filtros são parte integrante e indis- pensável da produção musical atual. Músicos e princi- palmente DJs usam como ferramenta criativa em estú- dio e em performance. O Morphfilter traz para o Cubase os tipos superiores implementados no Halion 4 com fil- tros ressonantes de baixa, alta e passa-banda. Permite

a transição entre dois tipos de filtros selecionados di-

ferentes de uma forma contínua e musical com uma ex- celente resolução sonora. A figura 03 mostra o Morph- filter como insert de um canal de áudio detalhando em que categoria do menu ele se encontra. Confiram no site da Steinberg (link: http://www.steinberg.net/en/products/ cubase/new_features/new_in_version_65.html) o vídeo #2 com demos dos filtros. Sweeps e Glides são efeitos

importantes que você pode executar em grande esti- lo com o Morphfilter. Lembro que os parâmetros podem ser comandados pelos Quick Controls e

lo com o Morphfilter. Lembro que os parâmetros podem ser comandados pelos Quick Controls e Figura

Figura 03 - Morphfilter

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TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 86 “ De uma maneira intuitiva e rápida, os parâmetros podem ser
TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 86 “ De uma maneira intuitiva e rápida, os parâmetros podem ser

De uma maneira intuitiva e rápida, os parâmetros podem ser automatizados e salvos com a sessão. Gostei da resolução do EQ com bom corte, soa bem

Figura 04 - DJ EQ

automatizados, salvando a automação com a sessão de trabalho. DJ EQ – Equalizador de 3 bandas que atua como filtros combinados, os efeitos favoritos dos DJs. De uma maneira intui- tiva e rápida, os parâmetros podem ser automatizados e salvos com a sessão. Gostei da resolução do EQ com bom cor- te, soa bem. Assim como o Morphfilter, os parâmetros do DJ EQ (figura 04) po- dem ser direcionados aos Quick Controls

e automatizados. Sugiro mais uma vez que vejam os videos no link http://www.stein-

berg.net/en/products/cubase/new_fea-

tures/new_in_version_65.html

FERRAMENTAS DE EDIÇÃO

Comping – A combinação de takes na montagem do canal final de voz ou a escolha de trechos na edição de um solo são alguns dos exemplos da necessidade

constante de quem trabalha com gra- vação, edição e mixagem. No Cubase 6 esta função foi implementada e na ver- são 6.5 ela vem incrementada com re- cursos demandados pelos próprios usu- ários. A ferramenta “Comp” foi adici- onada ao menu como mostra a figura 05. Reparem abaixo na lista de ferra- mentas. Com ela os trechos são seleci- onados na mesma região em todos os Lanes, permitindo corte, edição e sele- ção de trechos com apenas um coman- do. O menu residente nas Lanes (figura 06) traz funções práticas: a função “Cleanup Lanes” separa e organiza se- gundo os takes editados. O Botão “S” em cada Lane permite o solo individu- al. O comando “Create Tracks from Lanes” transforma em canais reais de áudio cada Lane. Vejam também no link http://www.steinberg.net/en/products/

canais reais de áudio cada Lane. Vejam também no link http://www.steinberg.net/en/products/ Figura 05 - Ferramenta Comp

Figura 05 - Ferramenta Comp

Figura 06 - Menu nas Lanes cubase/new_features/new_in_version_65.html, o vídeo #3 mostrando essas ferramentas em ação.

Figura 06 - Menu nas Lanes

cubase/new_features/new_in_version_65.html, o vídeo #3 mostrando essas ferramentas em ação. Quantize + AudioWarp – O botão AudioWarp foi integrado ao painel de quantize. O que isso significa? Que o conceito de quantização chegou ao ponto que sempre desejamos: quantizar sem perder a musica- lidade e a integridade de trechos curtos “encolhendo” ou “esticando” o áudio ao mesmo tempo em que pre- serva a relação do material sonoro entre hitpoints. O Quantize trabalha integrado aos hitpoints e ao AudioWarp. O áudio vai para o tempo de maneira uni- forme sem criar saltos ou descontinuidades estranhas e ainda facilita os crossfades entre regiões. A figura 07 mostra o novo painel de Quantize. Outra grande novi- dade: áudio e MIDI podem ser quantizados ao mesmo tempo; simples assim no conceito, elaborado na pro- gramação e muito musical no resultado sonoro.

na pro- gramação e muito musical no resultado sonoro. Figura 07 - Quantize Panel PLUG-INS VST

Figura 07 - Quantize Panel

PLUG-INS

VST Amp Rack 1.5 – Cinquenta novos presets fo- ram implementados na nova versão. A qualidade so- nora do algoritmo de convolução também teve upgra- de. Amigos, sou guitarrista frustrado, confesso. Admi- ro (na verdade, invejo) a galera da guita e me empolgo com o VST Amp Rack plugado na minha guitarra feita artesanalmente e sob medida pelo Luthier Achiles de Brasília para minha função de produtor. Então, como produtor, emito minha humilde opinião de que os no- vos presets do VST Amp Rack me trouxeram a espe-

rança de ser também guitarrista na próxima encarna- ção. Soam muito bem e devem soar melhor ainda com

quem tem a mão de guitarrista. Deixo a opinião aberta

a quem é de direito. O VST Amp Rack 1.5 também traz

novos maximizer e limiter para “encorpar” ainda mais os timbres, além de medidores de entrada e saída de sinal, importantes para uma boa monitoração dos ní- veis evitando distorções digitais e artefatos indese- jados. A figura 08 mostra o VST amp Rack. Na mesma página da Steinberg citada acima temos o vídeo/áudio com a demo de alguns novos presets.

temos o vídeo/áudio com a demo de alguns novos presets. Figura 08 - VST AMP RACK

Figura 08 - VST AMP RACK

Rewire 64 bits – Nasceu a criança. Chegou em boa hora para quem estava esperando para linkar outras aplicações como Reason e outros bichos nos sistemas operacionais de 64 bits PC e MAC, deixando em per-

feito sincronismo e em tempo real 256 canais de áudio

e milhares de canais MIDI. Quem usava Rewire em 32

bits ficou na expectativa um bom tempo pela versão 64. Pois aí está.

COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS DE ÁUDIO

FLAC – Free Lossless Audio Codec. Tradução: Co- dec de áudio livre de perdas. O FLAC é um algoritmo que mantém a qualidade de áudio com redução do tamanho do arquivo permitindo o intercâmbio de ar-

de áudio com redução do tamanho do arquivo permitindo o intercâmbio de ar- Figura 09 -

Figura 09 - Projeto em formato FLAC

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TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br88

TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br 88 “ Para quem fica sempre questionando a “farinha” e os artefatos

Para quem fica sempre questionando a “farinha” e os artefatos digitais que o mp3 imprime em arquivos de áudio, o FLAC é uma saída e tanto

em arquivos de áudio, o FLAC é uma saída e tanto ” Figura 10 - Mixando

Figura 10 - Mixando direto para o SoundCloud

quivos e até mesmo projetos inteiros via internet. A compactação do FLAC pode reduzir em até 60% o tamanho dos arquivos gravando em tempo real. Além disso, mantém a integração com formatos padrão como wav, aiff e PCM. Para quem fica sempre questionando a “farinha” e os artefatos digitais que o mp3 imprime em arquivos de áudio, o FLAC é uma saída e tanto. A figura 09 mostra o menu Project Setup ajustado em FLAC mesmo com sample rate em 96KHz e 24 bits. Um projeto com essa configuração pode ser compartilhado com todas as mídias via rede com mais velocidade do que se fosse em wav ou aiff, sem perda de qualidade. Além dis- so, uploads de arquivos finais de mi- xagem são bem mais rápidos. SoundCloud – Gerenciador de up- loads de arquivos e sons. Através da sua conta no SoundCloud você pode compartilhar temas e sons com o mundo inteiro. Basta fazer seu log em alguns minutos. A figura 10 mostra a opção de exportar uma mix direto para o SoundCloud. No menu “Ex- port Audio Mixdown” o último cam- po abre esta opção. Falaremos de mais detalhes do SoundCloud e suas possibilidades ao longo de nossos ar- tigos. Por hora, fica a ideia de que nossa música e nossos sons ficaram mais universais do que nunca. Como podem ver, as novidades do Cubase 6.5

são boas e bem-vindas. Levam a work- station a um novo nível de funcionalidade e criatividade. Visitem o site da Steinberg (www.steinberg.net) e assistam às demos do Cubase 6.5, vale a pena. O upgrade é gratuito para quem registrou o Cubase 6 a partir de 1 de janeiro de 2012. Para quem tem registro anterior a esta data, o up- grade é pago diretamente na loja virtual da Steinberg no valor de 42 euros (aproxi- madamente 99 reais). Sigo explorando as possibilidades do Cubase em nossos arti- gos. As séries que contêm tutoriais e exemplos práticos seguem a partir da pró- xima edição. Aguardo vocês no próximo número da Backstage. Abraço!

Aguardo vocês no próximo número da Backstage. Abraço! Para saber online dalla@ateliedosom.com.br
Aguardo vocês no próximo número da Backstage. Abraço! Para saber online dalla@ateliedosom.com.br
Para saber online
Para saber online
no próximo número da Backstage. Abraço! Para saber online dalla@ateliedosom.com.br www.ateliedosom.com.br Facebook:

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TECNOLOGIA| PRO TOOLS | www.backstage.com.br 90 Removendo Defeitos Defeitos Julio Hammerschlag é sonoplasta de

Removendo

TECNOLOGIA| PRO TOOLS | www.backstage.com.br 90 Removendo Defeitos Defeitos Julio Hammerschlag é sonoplasta de

DefeitosDefeitos

Julio Hammerschlag é sonoplasta de pós-produção da TV Globo e instrutor da ProClass credenciado em Pro Tools

Porque descartar aquele take de voz perfeito só por causa de um pequeno “puff” no microfone? Ou porque desperdiçar a melhor gravação do violão só porque o ruído da mão esquerda mudando de acorde ficou exagerado? Nesta edição vamos usar o RX Spectral Repair para solucionar estes pequenos problemas.

Q uem trabalha há muito tempo com edição e restauração de áudio sabe

como era complicado isolar uma certa frequência para posteriormente tratá-la com filtros ou supressores de ruído.

Utilizar somente o formato de onda como referência visual não nos dá a exata noção da frequência, apenas da amplitude. Repare na figura abaixo, o tom laranja mais forte é o volume mais alto, o tom mais escuro é a ausência de sinal. Temos um eixo horizontal que representa o tempo, e um eixo vertical

que representa as frequências. Quanto mais para baixo, mais grave. Neste trecho de áudio escolhido tivemos um “puff” na gravação, que foi destacada no gráfico como frequência grave. Com o Spectral Repair podemos reparar trechos de 10 em 10 segundos. É uma ferramenta para corrigir problemas pontuais, como “puffs”, cliques e ou- tras imperfeições intermitentes, por isso está disponível apenas como Au- dioSuite. Para abrir a janela Spectral Repair Editor selecione um trecho de,

por isso está disponível apenas como Au- dioSuite. Para abrir a janela Spectral Repair Editor selecione

no máximo, 10 segundos de áudio e clique no botão Capture. Para eliminar a frequência grave destacada anteriormente, por exem- plo, basta selecionar a área desejada com uma das ferramentas de seleção da janela Editor mostradas abaixo:

ferramentas de seleção da janela Editor mostradas abaixo: São seis modos diferentes de se- lecionar. A

São seis modos diferentes de se- lecionar. A primeira ferramenta da esquerda para a direita é a Ti- me Selection.

da esquerda para a direita é a Ti- me Selection. É ideal para preencher falhas no

É ideal para preencher falhas no áudio. Ela seleciona todas as fre- quências ao longo da faixa de tempo. Também pode ser útil para retirar batidas no microfone e transitórios. Time frequency - Com ela dese- nhamos retângulos em faixas de frequência ao longo do tempo.

retângulos em faixas de frequência ao longo do tempo. Frequency Selection - Seleciona uma faixa de

Frequency Selection - Seleciona uma faixa de frequência ao longo de toda a seleção.

uma faixa de frequência ao longo de toda a seleção. Lasso selection - Com essa ferramen-

Lasso selection - Com essa ferramen- ta podemos desenhar com precisão somente nas áreas a serem reparadas.

desenhar com precisão somente nas áreas a serem reparadas. Brush Selection - É um pincel que

Brush Selection - É um pincel que pode ser usado para adicionar ou re- mover áreas a serem tratadas. Para adicionar basta pressionar a tecla Shift, e a área selecionada será au- mentada. Se, ao contrário, desejar diminuir, pressione a tecla Alt. Muito semelhante ao Photoshop.

pressione a tecla Alt. Muito semelhante ao Photoshop. Magic Wand - Baseado nas cores do espectrograma.

Magic Wand - Baseado nas cores do espectrograma. Use a varinha

mágica para selecionar trechos de cores contínuas. Mas existe uma particularidade interessante nesta ferramenta. Quando clicamos em uma área pela primeira vez, ela se- leciona cores contínuas, que re- presentam faixas de frequência. Mas se clicarmos uma segunda vez na mesma área, ela seleciona seus respectivos harmônicos, exata- mente como na figura abaixo.

respectivos harmônicos, exata- mente como na figura abaixo. Eu já usei muito para tirar ruídos de

Eu já usei muito para tirar ruídos de buzina em trechos de gravação de filmes em externas, por exem- plo. Mas também pode ter várias outras utilidades. Uma vez selecionada a área a ser tratada, agora vamos ver qual é o modo mais adequado de tratá-la.

Existem quatro modos diferentes para correção de problemas:

quatro modos diferentes para correção de problemas: Attenuate - Este modo é usado para misturar a

Attenuate - Este modo é usado para misturar a área selecionada com a área adjacente. Repare que em todas as seleções mostradas nas figuras an- teriores existe uma área pontilhada

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TECNOLOGIA| PRO TOOLS | www.backstage.com.br92

TECNOLOGIA| PRO TOOLS | www.backstage.com.br 92 que indica justamente a região que vai ser usada para

que indica justamente a região que vai ser usada para interpolar a área seleci- onada. Este modo de reparação pode ser usado, por exemplo, para atenuar uma respiração muito forte, sem re- tirá-la totalmente. Pode ainda dimi- nuir o ruído da mão mudando de acor- de no violão, dentre outros. Seus parâmetros específicos são: Strength (força), que regula o quão agressiva será a mistura do material adjacente com a área selecionada, e Direction, que seleci- ona a área a ser interpolada (horizontal, vertical ou as duas).

Observe que a mudança de pitch ao longo do tempo foi mantida e cada harmônico seguiu a sua respectiva frequência. Ele consegue sintetizar os harmônicos

Replace - Diferente do modo anterior, este elimina a área selecionada usando a área adjacente para interpolar. É muito útil para trechos corrompidos de áudio ou falhas. Pode ser usado para retirar cliques e batidas indesejadas.

Pattern - Este modo procura um padrão em toda a seleção para substituir a área selecionada. Funciona muito bem para corrigir problemas em materiais rítmi- cos como baterias e percussão, embora possa ser usado também para corrigir fa- lhas em outros tipos de áudio.

Partials+noise - este último modo pode ser considerado o modo avançado

do Replace. Observe a figura abaixo:

o modo avançado do Replace . Observe a figura abaixo: Existe uma falha no meio de

Existe uma falha no meio de vários har- mônicos que variam a frequência ao longo do tempo. Usando o modo Replace ficaria de acordo com a próxima figura.

A interpolação não foi eficiente, pois o

material harmônico não seguiu a mu- dança de frequência ao longo do tempo.

não seguiu a mu- dança de frequência ao longo do tempo. Agora vamos fazer a mesma

Agora vamos fazer a mesma correção, porém usando o modo Partials+Noise:

a mesma correção, porém usando o modo Partials+Noise : Observe que a mudança de pitch ao

Observe que a mudança de pitch ao lon- go do tempo foi mantida e cada harmô- nico seguiu a sua respectiva frequência. Ele consegue sintetizar os harmônicos. Seu parâmetro específico é Harmonic Sensitivity – que regula o quanto de har- mônicos será detectado.

PARÂMETROS EM COMUM

Surrounding region length - Controla o tamanho da área a ser interpolada. Before/after weighting - regula o quanto antes e depois será usado para interpolar. Number of bands - Seleciona o número de banda de frequências que o RX usa para executar o reparo. Um número mais alto de bandas vai aumentar a re- solução das frequências, mas em con- trapartida vai precisar de uma maior área ao redor. Multi-resolution - (somente no RX Advanced) Esta opção permite uma me- lhor resolução nas frequências graves e uma melhor resolução de tempo nas agudas simultaneamente. Espero que tenham gostado, e até a próxima.

Espero que tenham gostado, e até a próxima. Para saber online Fiquem à vontade para me

Para saber online

Fiquem à vontade para me mandarem seus comentários e dúvidas: julio.hammerschlag@proclass.com.br
Fiquem à vontade para me mandarem seus
comentários e dúvidas:
julio.hammerschlag@proclass.com.br

SIBELIUS| www.backstage.com.br94

SIBELIUS| www.backstage.com.br 94 Sibelius Sibelius Score Editor ? o u Score Editor Conheça as semelhanças e

Sibelius Sibelius

Score Editor?

ou

Score Editor

Conheça as semelhanças e diferenças entre o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools

e diferenças entre o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools Cristiano Moura é produtor,

Cristiano Moura é produtor, en- genheiro de som e ministra cur- sos de Sibelius na ProClass-RJ

Figura 1
Figura 1

É um equívoco pensar desta maneira, pois as limitações são enormes entre os dois produtos. O Sibelius tem várias versões e uma delas se chama “Sibelius First” (fig.1). Esta sim, podemos dizer que é um Sibelius com algumas limitações. Neste link (http://www.sibelius.com/products/ sibelius_first/features.html) é possível ver uma tabela bem detalhada das dife- renças entre o Sibelius completo e o Sibelius First.

T udo tem a ver com tentar padronizar e ter tudo “da mesma marca/fabrican-

te” para garantir uma maior compatibili- dade entre produtos. É um conceito bem antigo, e com a chegada da informática isso se tornou fator determinante na es- colha de hardwares e softwares. Este artigo será dividido em duas partes. Na primeira parte, a proposta é fazer com que se entenda o conceito de cada software, comparar versões e entender quais as semelhanças e diferenças. Na segunda parte deste artigo, será apresen- tado quais resultados devemos esperar do Score Editor do Pro Tools, e quais si- tuações exigem que o trabalho seja con-

cluído no Sibelius. Antes de tudo, vamos quebrar então al- guns mitos que vêm sendo veiculados pelos diversos meios desde a chegada do Score Editor no Pro Tools 8. Mito 1:

“Score Editor é um “Sibelius reduzido” ou “Sibelius com algumas limitações”.

O mercado brasileiro é bem dividido entre usuários de Sibelius e Finale, porém, nos últimos anos o Sibelius tem despertado bastante atenção depois que foi adquirido pela Avid, fabricante do Pro Tools.

Figura 2 Mito 2:
Figura 2
Mito 2:

“Score Editor é um “mini-Sibelius”. Nem a Avid (ou mesmo a Digidesign) chama o Score Editor assim. Nova- mente, o Sibelius já tem uma versão “miniatura” voltada para o ensino de música em escolas dos ensinos funda-

mental e médio. Chama-se “Sibelius Student” (fig.2), que custa muito pou-

co e é o verdadeiro “mini-Sibelius”.

Sãopoucosrecursos,masaindaassimmui-

to útil para a maioria dos músicos. Neste

link (http://www.sibelius.com/products/

sibelius/6/feature_comparison.html)

pode-se ver uma tabela das diferenças entre Sibelius, Sibelius First e Sibe- lius Student. Então, o que dizer do Score Editor do Pro Tools? (fig.3)

Então, o que dizer do Score Editor do Pro Tools? (fig.3) Score Editor Pro Tools no

Score Editor Pro Tools no Sibelius

A bem da verdade, não há muito o

que dizer. O Pro Tools é um software de gravação/mixagem/masterização, padrão da indústria. Entre seus recur- sos de MIDI, além dos velhos conhe- cidos MIDI Editor (Piano Roll) e MIDI Event List, temos o Score Editor que é uma opção para se vi- sualizar e editar MIDI como notação musical já formatada automatica- mente para impressão. Então, antes de listar as diferenças, é

importante entender este concei- to. O Sibelius é um programa exclu-

sivo de editoração de partituras que tem um “bônus” de tocar um arquivo

de áudio, enquanto o Pro Tools é um

programa de áudio/MIDI com um

“bônus”, de ter uma interface de edi- ção/impressão de partituras. Então qual a relação entre o Score Editor e o Sibelius afinal?

qual a relação entre o Score Editor e o Sibelius afinal? Como dito no início do

Como dito no início do artigo, o Pro Tools e o Sibelius são produtos da mes- ma empresa, e talvez isso tenha ajuda- do a confundir um pouco. Muitos já pressupõem que temos “algum tipo de Sibelius embutido no Pro Tools”. A realidade é que a única relação entre eles é que o Score Editor tem sido de- senvolvido em cima da arquitetura do Sibelius. Sua maneira de visualizar, editar, copiar, imprimir e escrever mú- sica é similar. Inclusive é isto que faci- lita o envio de partituras do Pro Tools diretamente para o Sibelius sem ne- nhuma perda de configuração. Traçando uma simples analogia: diga- mos que um carro é desenvolvido uti- lizando muitas tecnologias que a NASA usa em sua nave espacial. Seria correto afirmar que o tal carro é um tipo de nave espacial da NASA? Soa meio exagerado em minha opinião. Então, seguiremos em frente com este assunto na próxima edição. Abraços.

em frente com este assunto na próxima edição. Abraços. Para saber online cmoura@proclass.com.br

Para saber online

com este assunto na próxima edição. Abraços. Para saber online cmoura@proclass.com.br http://cristianomoura.com 95
cmoura@proclass.com.br http://cristianomoura.com 95
cmoura@proclass.com.br
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PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br96

O tamanho

PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br 96 O tamanho do seu Estúdio Ricardo Mendes é produtor, professor e autor

do seu

PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br 96 O tamanho do seu Estúdio Ricardo Mendes é produtor, professor e autor

Estúdio

MUSICAL| www.backstage.com.br 96 O tamanho do seu Estúdio Ricardo Mendes é produtor, professor e autor de

Ricardo Mendes é produtor, professor e autor de ‘Guitarra:

harmonia, técnica e improvisação’

Nos últimos tempos tem se discutido muito e repetitivamente sobre alguns tópicos do mercado fonográfico. Provavelmente o tópico mais abordado é a questão da venda de CDs, a venda de downloads, de como isso mudou a indústria etc.

O utro tópico também muito abordado é a discussão sobre o avanço das

tecnologias digitais. Um tópico derivado deste último é o “boom” dos home studios. E outro derivado desse é o retrocesso no mercado dos grandes estúdios, que se tor- nam a cada dia mais distantes da viabili-

dade de uma produção de pequeno porte. Sempre se especulou muito sobre estes tópicos e onde eles desaguariam. Os oti- mistas irão dizer: é a democratização da música! Agora todo mundo pode gravar música de graça em casa no seu computa- dor pessoal, disponibilizá-la na internet, também de graça, e as pessoas poderão ouvir de graça. Os pessimistas irão dizer:

é a falência da indústria da música, pois se ninguém paga para consumir, com que recursos as pessoas irão produzir? Bem, mais de dez anos se passaram desde que estas perguntas foram feitas e o que aconteceu? O fato é que nunca houve

tanta música no mundo. Isso mostra que a música cresceu. Mais pessoas fa- zem música e mais pessoas es- cutam música. Maravilha, então? Não. Esta extrema oferta, inclusive em sua maior parte ‘de gra- ça’, inundou a sociedade cultural de infor- mação de modo que se torna cada vez mais difícil ser notado no meio desta multidão de astros anônimos. Mesmo que um tra- balho seja artisticamente muito superior (com toda a carga de subjetividade que esta afirmação pode conter) à maioria dos outros, ainda assim é muito difícil se fazer notar em literalmente milhões de uploads de música diários. Neste limbo em que se tornou a indústria fonográfica, nós, seres primitivos que habitamos umas cavernas barulhentas, também conhecidas como estúdios, dan- çamos e bailamos junto conforme estas indagações, pois se mudou a maneira da

sociedade se relacionar com o fonogra- ma (música gravada), seria razoável se preocupar com uma mudança no relaci- onamento dos artistas que fazem músi- cas com as pessoas que as gravam. As primeiras previsões “progressistas” eram de que os estúdios fechariam e todas as pessoas passariam a gravar em casa. Seria algo como uma revolução socialista da música patrocinada com tecnologia capitalista. Já as primeiras previsões “conservadoras” eram de que os grandes estúdios jamais seriam suplantados em qualidade (no resulta- do final de um fonograma) de modo

que eles durariam para sempre e os home studios serviriam para gravar de- mos ou no máximo uma pré-produção. Dez anos depois as duas previsões se mostraram erradas. Muitos estúdios grandes estão fechados. É verdade que alguns ainda sobrevivem, mas é ine- gável o fato de que vários já encerra- ram suas atividades tanto no Brasil quanto no exterior. Por outro lado há muita música com alta qualidade téc- nica sendo produzida, mas com certe- za não é no PCzinho, com uma pla- quinha de som e um microfone bara- tinho. Então, onde se estão gravando essas músicas? Este é o motivo de eu estar escreven- do esta coluna. Nunca pensei sobre isso, mas intuitivamente eu cons- truí um estúdio de médio porte. Um estúdio que não custa mi- lhões de reais para ser cons- truído e equipado e que não terá de cobrar algumas centenas de reais a hora para que se pague um investimento tão alto.

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PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br98

PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br 98 “ A primeira coisa que você tem que planejar é o número
“

A primeira coisa que você tem que planejar é o número de inputs. Você pode até começar com menos de 16, mas se você chegar a um estúdio de médio porte, logo terá que alcançar esse número mínimo de inputs

E também não é um cubículo onde não

haja o menor conforto ou ambiente pro-

fissional e equipamentos dignos de um karaokê de quiosque de beira da praia.

Para mim o ponto chave para um estúdio

se

tornar bem sucedido nos dias de hoje,

e

provavelmente por um bom tempo

ainda, é o equilíbrio entre as necessida-

des e o orçamento do cliente. É claro que

se orçamento não fosse problema, grava-

ríamos todos no Abbey Road, em Lon- dres; no Black Bird, em Nashville; ou no Mosh de São Paulo, mas só para ter uma noção, uma diária (12 horas) no Abbey Road custa algo em torno de R$ 6 mil (você pagaria ou teria clientes dispostos a pagar R$ 500 por hora em um estúdio?) Por outro lado, se equipamento não fi- zesse diferença, por que estes estúdio in- vestiriam na compra ou manutenção destes equipamentos? Só por status? Não acredito. Era só comprar um com- putador, uma interface com um monte de inputs com prés, uma maleta de mi- crofones e vamos embora. Para mim o que define o tamanho de um

estúdio é uma combinação sutil do equipamento com as instalações. Hoje é perfeitamente possível se montar um estúdio de médio porte no espaço de uma casa ou até de um apartamento. Para mim o ponto de partida é o número

de inputs. Não dá para se falar de médio

porte com menos de 16 inputs. Por que?

Este é um número mínimo para que se possa gravar a base de uma banda. Uma

bateria irá normalmente usar de 8 a 13 canais. No entanto, é necessário que haja ainda mais alguns canais para que sejam gravados junto com a bateria al- guns outros instrumento que servirão como orientação para o baterista, como o baixo, uma guitarra, violão, teclado e uma voz guia.

A primeira coisa que você tem que pla-

nejar é o número de inputs. Você pode até começar com menos de 16, mas se você chegar a um estúdio de médio porte,

logo terá que alcançar esse número mí- nimo de inputs. É claro que não é somen-

te o número de inputs que define o porte

de um estúdio. Para mim, um estúdio com 16 inputs com conversores e pré- amplificadores topo de linha é um estú- dio muito “maior” do que um estúdio com uma placa de som barata e com pré- amplificadores “da promoção” xing-ling. No mês que vem começaremos a abor-

dar sugestões de como se montar um es- túdio de médio porte.

a abor- dar sugestões de como se montar um es- túdio de médio porte. Para saber

Para saber mais

redacao@backstage.com.br
redacao@backstage.com.br

BAIXO ELÉTRICO| www.backstage.com.br100

Conversa no backstage Tony & Pescara

s t a g e T o n y & P e s c a r
s t a g e T o n y & P e s c a r

Jorge Pescara é baixista, artista da Jazz Station e autor do ‘Dicionário brasileiro de contrabaixo elétrico’

do ‘Dicionário brasileiro de contrabaixo elétrico’ Agenda Agenda de de shows shows S aindo do mainstream

Agenda Agenda

de de shows shows

S aindo do mainstream, a cartela de shows underground também faz

qualquer um ficar aflito com tamanha quantidade e diversidade de opções e es- tilos musicais disponíveis. Para exem- plificar uma noite de concerto em Por-

tugal escolhemos um show específico, por ser pequeno, intimista e porque, à parte os efeitos especiais e super pro- duções, são os músicos verdadeiros e desprovidos da parafernália de equipa- mentos os que dão o show

da parafernália de equipa- mentos os que dão o show De Rock’n Rio Lisboa à Nova

De Rock’n Rio Lisboa à Nova Era Beach Party, passando pelos festivais das companhias de telefonia Sudoeste TMN, Optimus Alive, Vodafone Mexefest, aos festivais temáticos e festivais de jazz além dos festivais das cervejarias, Portugal, por estar à beira da Europa, tem facilitada a entrada de shows do primeiro mundo o ano inteiro. De Madona à Helmet, passando por U2, Peter Gabriel, Bjork, Simple Minds e Peter Frampton até jazzistas da antiga e das novas gerações.

real. Optamos, por razões óbvias do foco desta coluna (risos), analisar o show do Tony Levin Stickmen Trio. Esta é a terceira vez que Portugal traz Tony Levin em dois anos. Tive o prazer de receber convites para dois destes três shows. Nestes dois concertos Tony trouxe a formação original do Stickmen ao país (com Pat Mastelotto do King Crimson, XTC, KTU e Alan Holds- worth na bateria e

a formação original do Stickmen ao país (com Pat Mastelotto do King Crimson, XTC, KTU e

apenas três cordas, com a Music Man como sua patrocinadora. Aliás a Mu- sic Man oferece um modelo Tony Levin para quem quiser conferir. Tony Levin tocou e gravou com Peter Gabriel (sendo músico da banda do cantor desde que este saiu do Genesis em 1977), King Crimson (desde 1982), YES (gravou dois discos, os únicos que não contam com Chris Squire, além do Reunion com to-

Stick Tony
Stick Tony

Tony Levin

Michael Bernier no Chap- man Stick), fato que já não ocorreu quando o Stick- men esteve na América Latina no meio de 2011 tendo o alemão Markus Reuter no touchguitar.

O setlist dos dois

shows variou leve- mente, mas sem dei- xar de lado as músi-

cas mais conhecidas.

No primeiro show, atuaram como

abertura do Porcupine Tree, no Teatro Almada, fazendo uma espécie de pré- lançamento do material novo. Porém, pouco tempo depois voltaram para atuar no Music Box, bem próximo do centro de Lisboa e onde eu residi. Levin fez uma verdadeira viagem através do virtuosismo no Stick. Para quem ainda não conhece, Tony Levin é um dos maiores baixistas da história da música popular. Dono de uma sonoridade impressionante usan-

dos os membros juntos), Pink Floyd (gravou dois discos com a banda), Dire Straits, Ivan Lins, James Taylor, Paul Simmons, Alice Cooper, além de mui- tos outros. Vale lembrar que o site ofici- al de Tony Levin (www.papabear.com) conta com mais de três milhões e meio de visitas! Fato interessante é que o Stickmen Trio esteve em plena tour mundial para lançamento do CD Soup como atesta o schedule no site do trio.

do

dezenas de efeitos inconcebíveis,

Vou destacar este segundo show, prin-

ou

mesmo com o Chapman Stick

cipalmente porque marca o lança-

(instrumento específico para a técni- ca de tapping), Tony é um mestre lite-

mento oficial do novo CD. Começan- do pela Music Box, um pequeno, mas

ralmente, com o electric uprigth, fretless, baixo de cordas de silicone, e

aconchegante pub no centro de Lis- boa, construído por baixo da marquise

os

baixos de quatro ou cinco cordas,

de um viaduto. Lá, cabem umas 200

chegando a desenvolver um baixo de

pessoas e, no dia do show, infelizmen-

de um viadu to. Lá, cabem umas 200 chegando a desenvolver um baixo de pessoas e,