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Alexandre, O Grande, ou Alexandre Magno (como também é conhecido), viveu entre os

anos 356 e 323 a.C. Era oriundo da Macedônia, região da Península Balcânica que
possuía forte conexão com as cidades-estado gregas, tendo se erguido enquanto
organização política com inspiração em vários elementos da civilização grega.
Alexandre era filho de Felipe da Macedônia e teve como preceptor o filósofo grego
Aristóteles, tendo estudado em Atenas com esse sábio.

Ao contrário de seu pai, Alexandre conseguiu expandir os domínios da Macedônia para


toda a Hélade (como era conhecido o complexo de cidades-estado da Grécia Antiga),
criando um império helênico que primava pela centralidade da cultura grega, sobretudo
por aquilo que havia sido desenvolvido em suas principais cidades, como Atenas,
Esparta e Tebas, em sua forma de organização política.

Dessa maneira, aspectos do teatro, arquitetura, organização militar, música, vestimenta,


filosofia, conhecimento astronômico, poético e toda a ampla atmosfera política e
cultural das cidades gregas foram absorvidos por Alexandre, que procurou expandi-las
para além da Península Balcânica, levando-os em direção aos domínios de seu império.

O Império de Alexandre compreendia uma vastidão que ia desde o norte da África,


passando pelos domínios do antigo Império Persa, no Oriente Médio, o leste europeu,
até chegar à Índia.

Em toda essa região foram disseminados os elementos da cultura grega. Um dos


exemplos mais famosos é o da cidade de Alexandria (que leva o nome de seu fundador),
construída no nordeste do Egito, que se tornou símbolo intelectual da época helenística,
em virtude de sua famosa biblioteca de rolos de papiros, que comportava cópias de
obras de vários sábios da antiguidade.

O conceito de Helenismo foi usado pela primeira vez pelo historiador alemão Johann
Gustav Droysen (1808-1884) para caracterizar o processo de expansão da cultura
helênica, isto é, grega, para outras regiões do mundo antigo, intensificado após a morte
do imperador Alexandre, O Grande.

Marca também a desagregação do modelo de pólis

Helenismo enquanto conceito: sinônimo de “aculturação”. Mudanças conceituais


(integração)

Escolas filosóficas:

Durante o conturbado Período Helenístico, o homem deixou de ser o componente mais


importante de uma comunidade restrita para se tornar um simples cidadão de vastos
impérios. A perda da importância política individual fez muitos se dedicarem cada vez
mais à busca da felicidade pessoal através da religião, da magia ou da Filosofia.

As principais escolas filosóficas do Período Helenístico foram o cinismo, o ceticismo, o


epicurismo e o estoicismo. Todas procuravam, basicamente, estabelecer um conjunto de
preceitos racionais para dirigir a vida de cada um e, através da ausência do sofrimento,
chegar à felicidade e ao bem-estar.

Isso se deu, tb, pelo contato com o oriente

EPICURISMO: O PRAZER

O epicurismo, de Epicuro (324-271 a.C.) – propunha a ideia de que o ser humano deve
buscar o prazer da vida. No entanto, distinguia, entre os prazeres, aqueles que são
duradouros e aqueles que acarretam dores e sofrimentos, pois o prazer estaria vinculado
a uma conduta virtuosa. Para Epicuro, o supremo prazer seria de natureza intelectual e
obtido mediante o domínio das paixões. Os epicuristas procuravam a ataraxia, termo
grego que usavam para designar o estado em que não havia dor, de quietude,
serenidade, imperturbabilidade da alma. O epicurismo, posteriormente, serviu de base
ao hedonismo, filosofia que também defende a busca do prazer, mas que não diferencia
os tipos de prazeres, tal como faz Epicuro. Defendia que o prazer é o princípio e o fim
de uma vida feliz.
ESTOICISMO: O DEVER

O estoicismo, de Zenão de Cício (334-262 a.C.) – os representantes desta escola,


conhecidos como estoicos, defendiam uma atitude de completa austeridade física e
moral, baseada na resistência do homem ante os sofrimentos e os males do mundo. Seu
ideal de vida, designado pelo termo grego apathéia (que costuma ser mal traduzido por
"apatia"), era alcançar uma serenidade diante dos acontecimentos fundada na aceitação
da "lei universal do cosmos", que rege toda a vida. Fundado pelas ideias de Zenão de
Cício, Defendiam a noção de que toda a realidade existente é uma realidade racional.

CETICISMO: A SUSPENSÃO DO JUÍZO

O ceticismo (pirronismo), de Pirro de Élis (365-275 a.C.) - segundo suas teorias,


nenhum conhecimento é seguro, tudo é incerto. O pirronismo defendia que se deve con-
tentar com as aparências das coisas, desfrutar o imediato captado pelos sentidos e viver
feliz e em paz, em vez de se lançar à busca de uma verdade plena, pois seria impossível
ao homem saber se as coisas são efetivamente como aparecem. Assim, o pirronismo é
considerado uma forma de ceticismo, que professa a impossibilidade do conhecimento,
da obtenção da verdade absoluta.

CINISMO: ALÉM DAS CONVENÇÕES

O cinismo - o termo cinismo vem do grego kynos, que significa "cão", e designa a
corrente dos filósofos que se propuseram a viver como os cães da cidade, sem qualquer
propriedade ou conforto. Levavam ao extremo a filosofia de Sócrates, segundo a qual o
homem deve procurar conhecer a si mesmo e desprezar todos os bens materiais. Por isso
Diógenes, o pensador mais destacado dessa escola, é conhecido como o “Sócrates
demente”, ou o “Sócrates louco”, pois questionava os valores e as tradições sociais e
procurava viver estritamente conforme os princípios que considerava moralmente
corretos. Sãos inúmeras as histórias e acontecimentos na vida desse filósofo que o
tornaram uma figura instigante da história da filosofia.