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Apostila de Batismo

Eis que
tudo se
fez novo.
Notas

BATISMO NAS ÁGUAS

O batismo nas águas é um dos primeiros importantes passos nos


princípios da doutrina de Cristo. Ele não é apenas uma forma ou
cerimônia sem sentido, mas uma experiência definitiva na vida de alguém
que tenha nascido de novo, como nos relatam os evangelhos, as epístolas
e o livros dos Atos dos Apóstolos.

Ao estudarmos o livro de Atos, observamos que o batismo nas águas era


uma experiência estendida a todos os crentes da Igreja Primitiva, e
acontecia logo após a conversão. Para eles, esta era tida como uma das
três experiências básicas da vida cristã.

“Respondeu-lhe Pedro: arrependei-vos (Novo nascimento), e cada um de vós


seja batizado em Nome de Jesus Cristo (batismo nas águas), e recebereis o
dom do Espírito Santo (batismo no Espírito Santo)” (At 2.38).

 O “batismo nas águas” e o nome da Trindade

O crente é batizado no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ou


seja, no nome da eterna Trindade.

“Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em


nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

 Qual é o nome do Pai?


“O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome” (Ex 15.3).
“Eu sou o Senhor, este é o meu nome! A minha glória a outrem não a
darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8).

“Para que saibam que tu, só a quem a pertence o nome de Senhor, és o


Altíssimo sobre toda a terra” (Sl 83.18).

Obs.: o nome “Senhor” é usado mais de 6.800 vezes no Velho


Testamento.

 Qual é o nome do Filho?


“Conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc 1.31).
“...e lhe porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos pecados
deles” (Mt 1.21).

Obs.: o nome “Jesus” é usado aproximadamente 1.000 vezes no


Novo Testamento.

 Qual é o nome do Espírito Santo?

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Notas
“Assim que Jesus foi batizado, saiu logo das águas. Neste instante abriu-
se-lhe os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e
pousando sobre Ele” (Mt 3.16). - Jesus tornou-se o “Cristo” por
ocasião desta unção.

“A primeira coisa que André fez foi achar seu irmão Simão, e dizer-lhe:
achamos o Messias (que quer dizer Cristo)” (Jo 1.41). - Por trinta anos
Ele foi conhecido como Jesus de Nazaré. Quando foi ungido, ficou
conhecido como “Jesus Cristo” (no grego: “CHRISTOS”, o
Ungido).

“E a unção, que vós recebestes Dele, fica em vós, e não tendes


necessidades de que alguém vos ensine. Mas como a sua unção vos
ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos
ensinou, assim nele permanecei” (1 Jo 2.27). - Foi a unção (no grego:
CHARISMA) que fez de Jesus o Cristo (o ungido). O nome do
Espírito Santo, portanto, é interpretado como Cristo.

Obs.: assim, o nome do Pai, Filho e Espírito Santo é interpretado no


nome do Senhor Jesus Cristo. Um nome triúno para um Deus triúno.

 O batismo nas águas é a circuncisão do Novo Testamento

A circuncisão do Velho Testamento é representada no Novo através


do batismo nas águas!

“Nele também fostes circuncidados com circuncisão não feita por mãos
no despojar do corpo dar carne, a saber, a circuncisão de Cristo; tendo
sido sepultados juntamente com ele no batismo...” (Cl 2.11-12).

O batismo nas águas é o selo da aliança do Novo Testamento.


“Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3.16).

São cinco as perguntas feitas, usualmente, sobre o batismo nas águas:

1. POR QUE devemos ser batizados?


2. QUEM deve ser batizado?
3. COMO devemos ser batizados?
4. ONDE devemos ser batizados?
5. QUANDO devemos ser batizados?

1. Por que devemos ser batizados nas águas?

 Porque o próprio Jesus deu o exemplo fazendo questão de


ser batizado por João Batista

“Então veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão,


para ser batizado por ele. Mas João tentava dissuadi-lo
dizendo: eu preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus
lhe respondeu: basta por agora, pois assim nos convém
cumprir toda a justiça. Então João consentiu” (Mt 3.13-15).

 Porque os discípulos eram batizados nos dias da Igreja

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Notas
Primitiva

“Respondeu-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um de vós seja


batizado em nome do Senhor Jesus Cristo para remissão dos
vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38).

 Porque Jesus ordenou que todo aquele que cresse nele


fosse batizado

“Quem crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será
condenado” (Mc16.16).

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-


os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

 Porque a nossa fé em Jesus é validada pela obediência aos


seus mandamentos

“Porém Samuel disse: tem porventura o Senhor tanto prazer


em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua
Palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o
atender melhor do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15.22).

“Tu ordenaste os teus mandamentos para que os cumpramos à


risca” (Sl 119.4).

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15).

“Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma”


(Tg 2.17).

O batismo nas águas é uma parte essencial da obediência de


todo o cristão à Palavra de Deus; não é opcional. Recusar o
batismo é viver em desobediência à Palavra revelada de
Deus.

2. Quem deve ser batizados nas águas?

Jesus ordenou o batismo como uma prática necessária a todos


os seus discípulos

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os


em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19).

Exemplos bíblicos: a Igreja Primitiva vivia esta prática como


algo “absolutamente normal”. Em cada Escritura registrada a
seguir, veremos que as pessoas ouviam, recebiam a palavra e
criam, e somente depois disso eram batizadas.

a. Os samaritanos creram e foram batizados:

“Mas como cressem em Felipe, que lhes pregava acerca do


reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, batizavam-se, tanto
homens como mulheres” (At 8.12).

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b. Pedro ordenou que os gentios fossem batizados:

“Pode alguém recusar água, para que não sejam batizados estes,
que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou
que fossem batizados em nome do Senhor. Então lhes rogaram
que ficassem com eles alguns dias” (At 10.47-48).

c. Os discípulos de Éfeso creram e foram batizados: “Paulo


disse: certamente João batizou com o batismo de
arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após
ele havia de vir, isto é, em Jesus. Quando ouviram isto, foram
batizados em nome do Senhor Jesus Cristo” (At 19.4-5).

É uma experiência necessária a todos aqueles que tiveram uma


conversão genuína

“E disse-lhes: ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda


criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém não crer
será condenado” (Mc 16.15-16).

Observamos que a ordem de Jesus é muito clara: somente


aqueles que tiveram uma experiência real de conversão,
colocando sua fé em Cristo, devem ser batizados. “Não
podemos, portanto obedecer ao segundo mandamento (batismo)
sem obedecermos ao primeiro (arrependimento).”

Observe que o arrependimento sempre precedia o batismo


nas águas e, portanto, era um “batismo de crentes”. Ele
envolvia uma confissão de fé no Senhorio de Cristo.
Portanto, os prérequisitos do batismo são: arrependimento,
confissão de pecados e fé em Jesus.

Isto exclui claramente o batismo de crianças recém nascidas!

Contexto histórico

A Igreja Católica Romana perverteu o verdadeiro sentido do batismo. Em


lugar de aceitá-lo como uma prova externa daquilo que o Espírito Santo
fez no interior do nascido de novo, estabeleceu-o como um elemento
suficiente em si para assegurar automaticamente o perdão de todos os
pecados e a salvação de quem o praticar.

O catecismo católico ensina: “Por nascerem com uma natureza humana


decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam
do novo nascimento no batismo, a fim de serem liberadas do poder das
trevas. A igreja e os pais estarão privando, então, as crianças da graça
inestimável de se tornarem filhos de Deus se não lhes conferirem o batismo
pouco depois do nascimento. Se estas não forem regeneradas para Deus
através da graça do batismo, quer seus pais sejam cristãos ou infiéis, nascem
para a miséria e perdição eternas, pois o batismo é o ato justificador de todo
cristão” (Enciclopédia católica).

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Notas
A intenção de Roma ao estabelecer tal doutrina era trazer todas as
pessoas à sua sujeição, forçando os pais a entregarem seus filhos à Igreja o
mais depressa possível, impondo sobre eles um “selo de posse”. Quem
não se sujeitasse, estaria definitivamente impossibilitado de desfrutar a
vida eterna com Deus.

Vale ressaltar aqui que a Igreja Católica estabeleceu como sendo três as
fontes de autoridade final em todas as questões: A Sagrada Escritura
(Bíblia), A Sagrada Tradição (crendices e práticas populares) e o Magistério
da Igreja (bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma
– Papa). Ou seja, de um lado estavam as doutrinas estabelecidas na Bíblia
pelos apóstolos, profetas e pelo próprio Jesus. Do outro, as tradições,
crendices populares e os escritos papais. A Igreja Católica determinou que
todos teriam o mesmo grau de autoridade e confiabilidade. Esta foi a
herança que a Igreja recebeu.

A Bíblia não registra uma única ocorrência de qualquer criança recém-


nascida sendo batizada. Também não estabelece uma idade a partir da qual
uma pessoa deva ser batizada. Entendemos que o mesmo princípio
aplicado aos adultos aplica-se também às crianças, ou seja, no momento
em que tiverem a capacidade de, espontaneamente, se
arrependerem, crerem em Jesus como seu Senhor e Salvador e
confessarem seus pecados, estarão preparadas. É claro que o papel
dos pais é fundamental em avaliar a profundidade da sua convicção.

Importante: o presbitério da Igreja tem estabelecido a idade mínima de


12 anos para o batismo nas águas de crianças, apenas para facilitar o
trabalho dos pais e líderes, levando também em consideração que nesta
idade a criança está transicionando na adolescência.

Ao invés de batizar uma criança que ainda não tem entendimento


espiritual, a Bíblia nos orienta que devemos consagrar nossos filhos ao
Senhor.

a. Consagrar significa separar, dedicar, tornar sagrado, oferecer a Deus.

b. Todo filho primogênito dos israelitas era consagrado ao Senhor: Ex


13.2, 12; Nm3.13.

c. Exemplos de crianças que foram consagradas no Velho Testamento:

 Samuel: 1 Sm 1.24.
 Sansão: Jz 13.5, 7, 24.
 Jeremias: Jr 1.15.
 O próprio Jesus foi consagrado ao Senhor no Templo por seus
pais: Lc 2.22-24.

d. Em seu ministério, Jesus demonstrou o valor que uma criança tem


diante de Deus: Mt 18.1-5; Mt 21.16; Mc 10.14-15.

e. A bênção ou maldição podem ser determinadas através do


treinamento dispensado a uma criança: Mt 18.4-11; Pv 18.21.

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f. A consagração das crianças é uma decisão que precisa brotar no
coração dos pais. É um ato profético, um apropriar-se da promessa
de Deus para nós e nossa posteridade: Ex 20.6; Sl 127.3-5; Is 54.13.

3. Como devemos ser batizados?

Se desejarmos construir um firme e sólido alicerce para as nossas


vidas cristãs, é fundamental que encontremos a resposta certa. Na
linguagem grega, na qual o Novo Testamento foi escrito, a palavra
batismo é “BAPTIZO”, que vem de “BAPTO” e significa: mergulhar,
submergir, afundar.

Por exemplo, a palavra “BAPTO” era usada entre os gregos para indicar
o processo de tingir uma determinada vestimenta. Quando se desejava
tingir uma peça de roupa, a mesma era “mergulhada” (batizada) num
líquido com certa pigmentação até adquirir a cor da tintura. Um outro
exemplo do uso dessa palavra era para indicar a retirada de água
mergulhando um vaso dentro de outro. O vaso usado para retirar água
era mergulhado na água dentro do vaso maior.

Por definição e uso, a palavra “batizar” quer dizer: “pôr em água ou


debaixo dela, de modo a inteiramente imergir ou submergir”. Devido
ao próprio sentido da palavra, podemos concluir que o batismo
praticado nos tempos bíblicos era por imersão.

Vejamos alguns exemplos e passagens bíblicas que comprovam isso:

 João Batista e também Jesus escolheram um lugar onde havia “muita


água” para batizar seus discípulos

“Então saíram a ter com ele em Jerusalém, toda a Judéia e toda a


circunvizinhança do Jordão; e eram por ele batizados no rio Jordão,
confessando os seus pecados” (Mt 3.5-6).

“Depois disto foi Jesus com seus discípulos para a terra da Judéia: ali
permaneceu com eles, e batizava. Ora, João estava também batizando
em Enom, perto de Salim, porque havia ali muitas águas, e para lá
concorria o povo e era batizado” (Jo 3.22-23).

 O batismo de Jesus

“Naqueles dias veio Jesus de Nazaré da Galiléia e por João foi batizado
no rio Jordão. Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se o Espírito
descendo como pomba sobre ele” (Mc 1.9-10).

“Mas Jesus lhes respondeu: deixa por enquanto, porque assim nos
convém cumprir toda a justiça... batizado Jesus saiu logo da água” (Mt
3.15-16).

 Filipe e o eunuco

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“Então mandou parar o carro, ambos desceram à água e Filipe batizou o
eunuco. Quando saíram da água o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe,
não o vendo mais o eunuco...” (At 8.38-38).

 Paulo mostrando o paralelo entre o batismo nas águas e a


identificação com a morte e ressurreição de Jesus

“... como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou,
porventura ignorais que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus,
fomos batizados na sua morte?

“Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que como
Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também
andemos em novidade de vida. Porque se fomos unidos com Ele na
semelhança da sua morte, certamente o seremos também na
semelhança da sua ressurreição” (Rm 6.2-5).

“Tendo sido sepultados juntamente com Ele no batismo, no qual


igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o
ressuscitou dos mortos” (Cl 2.22).

“E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já


passaram. Eis que se fizeram novas” (2 Co 5.17).

“Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para
Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo
vive em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de
Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.19-20).

Observamos claramente que somente a imersão pode simbolizar a


descida a uma sepultura e o subsequente ato de ser levantado da mesma.
O fato de o apóstolo Paulo identificar o batismo nas águas com a morte
e ressurreição de Cristo ilustra que os crentes, no batismo, se declaram
mortos para o pecado e o mundo, e prontos para viverem uma nova
vida, em santidade, que irá glorificar a Deus.

“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do


pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse
não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 Jo 3.9).

Contexto histórico

Mas, de onde se originou a prática do batismo por aspersão? Após a


morte dos apóstolos, mudanças sutis e gradativas começaram a infiltrar-
se na igreja. Esta começou a abandonar a simplicidade dos ensinamentos
do Novo Testamento, sendo profundamente influenciada por ideias e
práticas das religiões pagãs da época e também por conveniência.

Conceitos distorcidos começaram a ser introduzidos aos ensinamentos


bíblicos, pervertendo o sentido original. O batismo nas águas, por
exemplo, ao invés de ser considerado um sinal externo de algo que
deveria acontecer primeiro no coração do homem, passou a ser
considerado como uma prática que tinha em si o poder de determinar a
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salvação e a regeneração da alma humana. Era necessário, portanto, que
todos indistintamente tivessem esta experiência, inclusive crianças
recém- nascidas, pessoas enfermas e moribundas, para que pudessem,
assim, garantir um lugar no céu. Posto que a imersão não era possível a
tais casos, o batismo passou a ser administrado por aspersão.

O Didache (um escrito cristão do Século II A.D) mostra que outros


modos de batismo passaram a ser usados já nesta época. Provavelmente
isso se deveu ao fato de que o Evangelho penetrou em regiões frias,
onde o batismo por imersão era prática difícil de obedecer.

Notem a seguinte citação de um escritor do Século II:


“Agora, concernente ao batismo, batiza-se assim: havendo
ensinado todas essas coisas, batiza- se em nome do Pai, do Filho,
do Espírito Santo, em água viva (corrente). E se não tiveres água
viva, batiza-se em outra água; e se não podem em água fria, então
em água morna. Mas se não tiveres nem uma nem outra, derrama-
se a água três vezes sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e
do Espírito Santo.”

Mais tarde, quando Constantino tornou-se o governante do grande Império


Romano (313 A.D) e estabeleceu o cristianismo como a religião obrigatória,
este método, pela conveniência que trazia, generalizou-se, tornando-se -
com o passar dos anos - uma das mais fortes tradições religiosas, o que
perdurou até as chamadas “eras escuras”, no Século XVI.

Nesta época surgiu Martinho Lutero, para quem Deus desvendou que a
Salvação proposta na Bíblia era “somente pela fé em Jesus Cristo” e não
por obras. Mas, se a salvação verdadeiramente provinha da fé, como é
que crianças, que não tinham a capacidade de proferirem sua fé, estavam
sendo batizadas? Aquele grupo se tornou conhecido como “Anabatistas”
ou “Rebatizadores”. Foi de onde surgiu a denominação “Batista”.

Agora, veja o que Jesus diz a respeito das tradições dos homens,
comparando-as com as verdades estabelecidas na Palavra de Deus (nesta
passagem Jesus está confrontando os escribas e fariseus):

“Interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os


teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas
comem com as mãos sem lavar? Respondeu- lhes:bem profetizou
Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: este povo
honra- me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E
em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de
homens. Negligenciando o mandamento de Deus, guardais as
tradições dos homens. E disse-lhes: jeitosamente rejeitais o preceito
de Deus para guardares a vossa própria tradição” (Mc 7.5-9).

O apóstolo Paulo declara como devemos agir com relação às tradições


estabelecidas pelos homens:

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Notas
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs
sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do
mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8).

4. Onde devemos ser batizados?

A Bíblia diz que eles batizavam “na água”, ou seja, onde havia
abundância suficiente de água a fim de que o indivíduo pudesse ser
totalmente submerso. Exemplo: rio, mar, piscina, tanque etc.

5. Quando devemos ser batizados?

O que temos visto até agora responde a esta pergunta: tão logo nos
arrependamos dos nossos pecados e creiamos no Evangelho de Jesus
Cristo, aceitando-o como nosso Senhor em nossos corações. O
tempo de Deus para nós é “agora!”.

“Assim, pois, como diz o Espírito Santo: hoje, se ouvirdes a sua voz,
não endureçais os vosso corações...” (Hb 3.7-8).

“... eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis agora o dia da tua
salvação” (2 Co 6.2b).

“E agora, por que te demoras? Levanta-te recebe o batismo e lava os


teus pecados, invocando o nome dele” (At 22.16).

A realidade que a Igreja Primitiva vivia era esta: as pessoas iam se


convertendo e imediatamente sendo batizadas nas águas e no Espírito
Santo. As únicas condições encontradas na Bíblia para o batismo nas
águas são: arrependimento genuíno dos pecados, fé pessoal em Jesus
Cristo e um desejo profundo de se tornar seu discípulo.

RESUMO DA AULA
O batismo nas águas é uma experiência necessária a todo aquele que nasce
de novo, como um ato de obediência a um mandamento bíblico. Ele
simboliza a identificação com a morte e ressurreição de Cristo, bem como
a declaração pública de que aquela pessoa, a partir daquela experiência,
estará disposta a viver uma vida totalmente diferente, não mais presa aos
pecados praticados no passado.

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