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Quando a vi, 

foi como se as trombetas do céu tocassem. 


 
Os cabelos, 
como a teia de uma aranha, 
os olhos negros me lembravam um corvo engaiolado. 
 
Eu percebi, 
eu notei, 
que a vida a prendia, 
que o mundo a algemava. 
 
Mas, nunca imaginei que essa era a última vez, que eu a 
observava. 
 
É,  
o mundo a engoliu,  
como um leão que abate uma gazela. 
 
E quando a vi novamente, 
já não era ela, 
já não ouvi as músicas angelicais, 
o cabelo não me era como a teia, 
o corvo não estava engaiolado. 
 
Eu percebi, 
eu notei, 
a vida não mais a prendia. 
 
E o mundo tinha se saciado. 
 
Y.C Coelho