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Organizadora

Vólia Bomfim Cassar

MATERIAL SUPLEMENTAR

DE ACORDO COM A
REFORMA TRABALHISTA E A MP 808/2017
 Convenções da OIT selecionadas
 NRs de Segurança e Medicina selecionadas
 Legislação Previdenciária
 Profissões Regulamentadas
 Material suplementar para download
 Acompanhamento legislativo on-line
 Índice remissivo unificado da CLT, da CF,
dos Códigos, das Súmulas, das OJs, dos PNs e-book
e da Legislação Complementar gratuito
Índice Geral

[[Convenções da Organização Internacional do Trabalho..............................................................................

[[Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina..................................................................................

[[Profissões Regulamentadas................................................................................................................................

[[Legislação Complementar..................................................................................................................................
Índice Cronológico Geral

CONVENÇÕES DA OIT
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)
Convenção 100
Convenção 101
Convenção 105
Convenção 106
Convenção 111
Convenção 122
Convenção 131
Convenção 137
Convenção 138
Convenção 139
Convenção 140
Convenção 142
Convenção 151
Convenção 154
Convenção 161
Convenção 167
Convenção 169
Convenção 174
Convenção 26
Convenção 81
Convenção 88

NORMAS REGULAMENTADORAS DE SEGURANÇA E MEDICINA


NR-4 – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO – SESMT
NR-5 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA
NR-15 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES
NR-17 – ERGONOMIA

LEIS
Lei 4.504, de 30 de novembro de 1964
Lei 6.001, de 19 de dezembro de 1973
Lei 6.094, de 30 de agosto de 1974
Lei 6.556, de 5 de setembro de 1978
Lei 6.802, de 30 de junho de 1980
CLT MÉTODO – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DE TRABALHO

Lei 7.195, de 12 de junho de 1984


Lei 7.713, de 22 de dezembro de 1988
Lei 8.870, de 15 de abril de 1994
Lei 8.880, de 27 de maio de 1994
Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997
Lei 9.717, de 27 de novembro de 1998
Lei 9.872, de 23 de novembro de 1999
Lei 10.522, de 19 de julho de 2002
Lei 10.999, de 15 de dezembro de 2004
Lei 11.457, de 16 de março de 2007
Lei 11.959, de 29 de junho de 2009
Lei 12.153, de 22 de dezembro de 2009
Lei 12.154, de 23 de dezembro de 2009
Lei 12.319, de 1º de setembro de 2010
Lei 12.376, de 30 de dezembro de 2010
Lei 12.513, de 26 de outubro de 2011
Lei 12.514, de 28 de outubro de 2011
Lei 12.719, de 26 de setembro de 2012
Lei 12.867, de 10 de outubro de 2013
Lei 12.870, de 15 de outubro de 2013
Lei 13.155, de 4 de agosto de 2015
Lei 13.257, de 8 de março de 2016

LEI COMPLEMENTAR
LEI COMPLEMENTAR 152, de 3 de dezembro de 2015

DECRETO-LEI
DECRETO-LEI 1.422, DE 23 DE OUTUBRO DE 1975

DECRETOS
Decreto 53.153, de 10 de dezembro de 1963
Decreto 63.912, de 26 de dezembro de 1968
Decreto 84.134, de 30 de outubro de 1979
Decreto 87.043, de 22 de março de 1982
Decreto 908, de 2 de setembro de 1993
Decreto 1.035, de 30 de dezembro de 1993
Decreto 1.171, de 22 de junho de 1994
Decreto 1.572, de 28 de julho de 1995
Decreto 6.003, de 28 de dezembro de 2006
Decreto 7.674, de 20 de janeiro de 2012
Decreto 7.721, de 16 de abril de 2012
Decreto 7.777, de 24 de julho de 2012
Decreto 7.943, de 5 de março de 2013
Decreto 8.084, de 26 de agosto de 2013
Decreto 8.126, de 22 de outubro de 2013
Decreto 8.163, de 20 de dezembro de 2013
Decreto 8.373, de 11 de dezembro de 2014
Decreto 8.408, de 24 de fevereiro de 2015
Decreto 8.425, de 31 de março de 2015
Decreto 8.426, de 1º de abril de 2015
Decreto 8.433, de 16 de abril de 2015
Decreto 8.479, de 6 de julho de 2015
Índice Cronológico Geral

REGULAMENTO
REGULAMENTO DA LEI DO SALÁRIO-FAMÍLIA DO TRABALHADOR, INSTITUÍDO PELA LEI 4.266, DE 3 DE OU-
TUBRO DE 1963

PORTARIAS
Portaria 3.281, de 7 de dezembro de 1984
Portaria MTB 207, de 31 de março de 1998
Portaria 1.246, de 28 de maio de 2010
Portaria 112, de 20 de janeiro de 2012
Portaria 723, de 23 de abril de 2012
Portaria 329, de 14 de agosto de 2002
Portaria 326, de 1º de março de 2013
Portaria 1.421, de 12 de setembro de 2014
Portaria 1.719, de 5 de novembro de 2014
Portaria 1.927, de 10 de dezembro de 2014
Portaria 2.020, de 23 de dezembro de 2014
Portaria 1.013, de 21 de julho de 2015
Portaria 1.166, de 18 de agosto de 2015
Portaria 89, de 22 de janeiro de 2016

RESOLUÇÕES
Resolução 233, de 13 de julho de 2016
Resolução 235, de 13 de julho de 2016

RESOLUÇÃO NORMATIVA
RESOLUÇÃO NORMATIVA 124, de 13 de dezembro de 2016

* Conteúdo parcial
Convenções da Organização
Internacional do Trabalho

 Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)


 Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)


OIT 26 OIT 111 OIT 142


OIT 81 OIT 122 OIT 151
OIT 88 OIT 131 OIT 154
OIT 100 OIT 137 OIT 161
OIT 101 OIT 138 OIT 167
OIT 105 OIT 139 OIT 169
OIT 106 OIT 140 OIT 174
Declaração Universal
dos Direitos Humanos (1948)

[[Aprovada pela Resolução 217 A (III), da Assembleia Artigo I Artigo X


Geral da ONU, em 10.12.1948.
Todas as pessoas nascem livres e iguais em Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a
Considerando que o reconhecimento da digni-
dignidade e direitos. São dotadas de razão e uma audiência justa e pública por parte de um
dade inerente a todos os membros da família
consciência e devem agir em relação umas às Tribunal independente e imparcial, para decidir
humana e de seus direitos iguais e inalienáveis
outras com espírito de fraternidade. de seus direitos e deveres ou do fundamento
é o fundamento da liberdade, da justiça e da
Artigo II de qualquer acusação criminal contra ela.
paz no mundo;
Considerando que o desprezo e o desrespeito 1. Toda pessoa tem capacidade para gozar os Artigo XI
pelos direitos da pessoa resultaram em atos direitos e as liberdades estabelecidos nesta 1. Toda pessoa acusada de um ato delituoso
bárbaros que ultrajaram a consciência da Hu- Declaração, sem distinção de qualquer espécie, tem o direito de ser presumida inocente, até
manidade e que o advento de um mundo em seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião que a sua culpabilidade tenha sido provada
que as pessoas gozem de liberdade de palavra, política ou de outra natureza, origem nacional de acordo com a lei, em julgamento público
de crença e de liberdade de viverem a salvo ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer no qual lhe tenham sido asseguradas todas
do temor e da necessidade foi proclamado outra condição. as garantias necessárias à sua defesa.
como a mais alta aspiração do homem comum; 2. Não será tampouco feita nenhuma distin- 2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer
Considerando essencial que os direitos da ção fundada na condição política, jurídica ação ou omissão que, no momento, não cons-
pessoa sejam protegidos pelo império da lei, ou internacional do país ou território a que tituam delito perante o direito nacional ou
para que a pessoa não seja compelida, como pertença uma pessoa, quer se trate de um internacional. Também não será imposta pena
último recurso, à rebelião contra a tirania e território independente, sob tutela, sem go- mais forte do que aquela que, no momento da
a opressão; verno próprio, quer sujeito a qualquer outra prática, era aplicável ao ato delituoso.
limitação de soberania.
Considerando essencial promover o desen- Artigo XII
volvimento das relações amistosas entre as Artigo III
nações; Ninguém será sujeito a interferências na sua
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e vida privada, na sua família, no seu lar ou na
Considerando que os povos das Nações Unidas à segurança pessoal. sua correspondência, nem a ataques à sua
reafirmaram, na Carta, sua fé nos direitos hu- Artigo IV honra e reputação. Toda pessoa tem direito
manos fundamentais, na dignidade e no valor à proteção da lei contra tais interferências
da pessoa humana e na igualdade de direitos Ninguém será mantido em escravidão ou servi-
ou ataques.
do homem e da mulher, e que decidiram pro- dão; a escravidão e o tráfico de escravos serão
mover o progresso social e melhores condições proibidos em todas as suas formas. Artigo XIII
de vida em uma liberdade mais ampla; Artigo V 1. Toda pessoa tem direito à liberdade de
Considerando que os Estados-Membros se locomoção e residência dentro das fronteiras
Ninguém será submetido a tortura, nem a
comprometeram a promover, em cooperação de cada Estado.
tratamento ou castigo cruel, desumano ou
com as Nações Unidas, o respeito universal aos degradante. 2. Toda pessoa tem o direito de deixar qualquer
direitos e liberdades fundamentais da pessoa país, inclusive o próprio, e a ele regressar.
e a observância desses direitos e liberdades; Artigo VI
Artigo XIV
Considerando que uma compreensão comum Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os
desses direitos e liberdades é da mais alta lugares, reconhecida como pessoa perante a lei. 1. Toda pessoa vítima de perseguição tem o
importância para o pleno cumprimento desse direito de procurar e de gozar asilo em outros
Artigo VII países.
compromisso,
Todos são iguais perante a lei e têm direito, 2. Este direito não pode ser invocado em caso
A Assembleia Geral proclama sem qualquer distinção, a igual proteção da de perseguição legitimamente motivada por
A presente Declaração Universal dos Direitos lei. Todos têm direito a igual proteção contra crimes de direito comum ou por atos contrá-
Humanos como o ideal comum a ser atingido qualquer discriminação que viole a presente rios aos propósitos ou princípios das Nações
por todos os povos e todas as nações, com o Declaração e contra qualquer incitamento a Unidas.
objetivo de que cada indivíduo e cada órgão tal discriminação.
da sociedade, tendo sempre em mente esta Artigo XV
Artigo VIII
Declaração, se esforcem, através do ensino e 1. Toda pessoa tem direito a uma naciona-
da educação, em promover o respeito a esses Toda pessoa tem o direito de receber dos lidade.
direitos e liberdades e, pela adoção de medidas Tribunais nacionais competentes recurso
efetivo para os atos que violem os direitos 2. Ninguém será arbitrariamente privado de
progressivas de caráter nacional e internacio-
fundamentais que lhe sejam reconhecidos sua nacionalidade, nem do direito de mudar
nal, em assegurar o seu reconhecimento e a
pela Constituição ou pela lei. de nacionalidade.
sua observância universais e efetivos, tanto
entre os povos dos próprios Estados-Membros Artigo IX Artigo XVI
quanto entre os povos dos territórios sob a Os homens e mulheres de maior idade, sem
sua jurisdição. Ninguém será arbitrariamente preso, detido
ou exilado. qualquer restrição de raça, nacionalidade ou
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948)

religião, têm o direito de contrair matrimônio pelo esforço nacional, pela cooperação in- humana e do fortalecimento e do respeito
e fundar uma família. Gozam de iguais direitos ternacional e de acordo com a organização pelos direitos humanos e pelas liberdades
em relação ao casamento, sua duração e sua e recursos de cada Estado, dos direitos eco- fundamentais. A instrução promoverá a com-
dissolução. nômicos, sociais e culturais indispensáveis à preensão, a tolerância e a amizade entre todas
2. O casamento não será válido senão com sua dignidade e ao livre desenvolvimento de as nações e grupos raciais ou religiosos, e
o livre e pleno consentimento dos nubentes. sua personalidade. coadjuvará as atividades das Nações Unidas
Artigo XXIII em prol da manutenção da paz.
3. A família é o núcleo natural e fundamental
da sociedade e tem direito à proteção da 1. Toda pessoa tem direito ao trabalho, à livre 3. Os pais têm prioridade de direito na escolha
sociedade e do Estado. escolha de emprego, a condições justas e do gênero de instrução que será ministrada
favoráveis de trabalho e à proteção contra a seus filhos.
Artigo XVII
o desemprego. Artigo XXVII
1. Toda pessoa tem direito à propriedade, só
ou em sociedade com outros. 2. Toda pessoa, sem qualquer distinção, tem 1. Toda pessoa tem o direito de participar
direito a igual remuneração por igual trabalho. livremente da vida cultural da comunidade,
2. Ninguém será arbitrariamente privado de
sua propriedade. 3. Toda pessoa que trabalha tem direito a uma de fruir as artes e de participar do progresso
remuneração justa e satisfatória, que lhe asse- científico e de seus benefícios.
Artigo XVIII gure, assim como à sua família, uma existência 2. Toda pessoa tem direito à proteção dos
Toda pessoa tem direito à liberdade de pensa- compatível com a dignidade humana, e a que
interesses morais e materiais decorrentes de
mento, consciência e religião; este direito inclui se acrescentarão, se necessário, outros meios
qualquer produção científica, literária ou ar-
a liberdade de mudar de religião ou crença de proteção social.
tística da qual seja autor.
e a liberdade de manifestar essa religião ou 4. Toda pessoa tem direito a organizar sindi-
crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto catos e a neles ingressar para a proteção de Artigo XXVIII
e pela observância, isolada ou coletivamente, seus interesses. Toda pessoa tem direito a uma ordem social e
em público ou em particular. internacional em que os direitos e liberdades
Artigo XXIV
Artigo XIX estabelecidos na presente Declaração possam
Toda pessoa tem direito a repouso e lazer, ser plenamente realizados.
Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e inclusive a limitação razoável das horas de
expressão; este direito inclui a liberdade de, sem trabalho e a férias remuneradas periódicas. Artigo XXIX
interferências, ter opiniões e de procurar, receber 1. Toda pessoa tem deveres para com a comu-
Artigo XXV
e transmitir informações e ideias por quaisquer nidade, na qual o livre e pleno desenvolvimen-
meios e independentemente de fronteiras. 1. Toda pessoa tem direito a um padrão de vida to de sua personalidade é possível.
Artigo XX capaz de assegurar a si e a sua família saúde
e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, 2. No exercício de seus direitos e liberdades,
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de habitação, cuidados médicos e os serviços toda pessoa estará sujeita apenas às limitações
reunião e associação pacíficas. sociais indispensáveis, o direito à segurança, determinadas pela lei, exclusivamente com o
2. Ninguém poderá ser obrigado a fazer parte em caso de desemprego, doença, invalidez, fim de assegurar o devido reconhecimento e
de uma associação. viuvez, velhice ou outros casos de perda dos respeito dos direitos e liberdades de outrem,
meios de subsistência em circunstâncias fora e de satisfazer às justas exigências da moral,
Artigo XXI da ordem pública e do bem-estar de uma
de seu controle.
1. Toda pessoa tem o direito de tomar parte no 2. A maternidade e a infância têm direito a sociedade democrática.
governo de seu país diretamente ou por inter- cuidados e assistência especiais. Todas as crian- 3. Esses direitos e liberdades não podem,
médio de representantes livremente escolhidos. ças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, em hipótese alguma, ser exercidos contra-
2. Toda pessoa tem igual direito de acesso ao gozarão da mesma proteção social. riamente aos propósitos e princípios das
serviço público do seu país. Artigo XXVI Nações Unidas.
3. A vontade do povo será a base da autoridade Artigo XXX
1. Toda pessoa tem direito à instrução. A ins-
do governo; esta vontade será expressa em
trução será gratuita, pelo menos nos graus Nenhuma disposição da presente Declaração
eleições periódicas e legítimas, por sufrágio
elementares e fundamentais. A instrução ele- pode ser interpretada como o reconheci-
universal, por voto secreto ou processo equi-
mentar será obrigatória. A instrução técnico- mento a qualquer Estado, grupo ou pessoa,
valente que assegure a liberdade de voto.
-profissional será acessível a todos, bem como do direito de exercer qualquer atividade ou
Artigo XXII a instrução superior, esta baseada no mérito. praticar qualquer ato destinado à destruição
Toda pessoa, como membro da sociedade, 2. A instrução será orientada no sentido do de quaisquer dos direitos e liberdades aqui
tem direito à segurança social e à realização, pleno desenvolvimento da personalidade estabelecidos.
Constituição da
Organização Internacional
do Trabalho – OIT (1946)

Declaração de Filadélfia Trabalho, que dará das mesmas conhecimento CAPÍTULO I


aos Estados-membros da Organização. Organização
[[O Brasil ratificou o instrumento de emenda da Cons-
tituição da OIT em 13.04.1948, por meio do Decreto 2. O presente instrumento entrará em vigor nas
25.696, de 20.10.1948. condições previstas pelo art. 36 da Constituição Artigo 1º
da Organização Internacional do Trabalho. 1. É criada uma Organização permanente, en-
3. Assim que o presente instrumento entrar em carregada de promover a realização do pro-
INSTRUMENTO PARA A EMENDA DA
vigor, tal fato será comunicado, pelo Diretor- grama exposto no preâmbulo da presente
CONSTITUIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO Constituição e na Declaração referente aos
-Geral da Repartição Internacional do Traba-
INTERNACIONAL DO TRABALHO fins e objetivos da Organização Internacional
lho, a todos os Estados-membros da referida
Organização, ao Secretário-Geral das Nações do Trabalho, adotada em Filadélfia a 10 de
A Conferência Geral da Organização Interna- maio de 1944 a cujo texto figura em anexo à
cional do Trabalho, Unidas e a todos os Estados signatários da
Carta das Nações Unidas. presente Constituição.
Convocada pelo Conselho de Administração da 2. Serão Membros da Organização Internacio-
Repartição Internacional do Trabalho e reunida nal do Trabalho os Estados que já o eram a 1º
em Montreal a 19 de setembro de 1946, em CONSTITUIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO de novembro de 1945, assim como quaisquer
sua vigésima nona sessão, INTERNACIONAL DO TRABALHO outros que o venham a ser, de acordo com os
Após haver decidido adotar determinadas dispositivos dos parágrafos 3º a 4º do presente
propostas para a emenda da Constituição da Preâmbulo artigo.
Organização Internacional do Trabalho, ques- Considerando que a paz, para ser universal e 3. Todo Estado-membro das Nações Unidas,
tão compreendida no segundo item da ordem duradoura, deve assentar sobre a justiça social; desde a criação desta instituição e todo Estado
do dia da sessão, que for a ela admitido, na qualidade de Mem-
Considerando que existem condições de tra-
Adota, aos nove de outubro de mil novecentos bro, de acordo com as disposições da Carta, por
balho que implicam, para grande número de
a quarenta a seis, o instrumento seguinte para decisão da Assembleia Geral, podem tornar-se
indivíduos, miséria e privações, e que o des-
a emenda da Constituição da Organização Membros da Organização Internacional do
contentamento que daí decorre põe em perigo
Internacional do Trabalho, instrumento que Trabalho, comunicando ao Diretor-Geral da
será denominado: Instrumento para a Emenda a paz e a harmonia universais, e considerando Repartição Internacional do Trabalho que acei-
da Constituição da Organização Internacional que é urgente melhorar essas condições no que tou, integralmente as obrigações decorrentes
do Trabalho, 1946. se refere, por exemplo, à regulamentação das da Constituição da Organização Internacional
horas de trabalho, à fixação de uma duração do Trabalho.
Artigo 1º máxima do dia e da semana de trabalho, ao
4. A Conferência Geral da Organização Inter-
A partir da data da entrada em vigor do pre- recrutamento da mão de obra, à luta contra
nacional do Trabalho tem igualmente pode-
sente instrumento, a Constituição da Organi- o desemprego, à garantia de um salário que res para conferir a qualidade de Membro da
zação Internacional do Trabalho, cujo texto se assegure condições de existência convenien- Organização, por maioria de dois terços do
encontra reproduzido na primeira coluna do tes, à proteção dos trabalhadores contra as conjunto dos votos presentes, se a mesma
anexo ao citado instrumento, vigorará na forma moléstias graves ou profissionais e os aciden- maioria prevalecer entre os votos dos dele-
emendada que consta da segunda coluna. tes do trabalho, à proteção das crianças, dos gados governamentais. A admissão do novo
Artigo 2º adolescentes e das mulheres, às pensões de Estado-membro tornar-se-á efetiva quando
velhice e de invalidez, à defesa dos interesses ele houver comunicado ao Diretor-Geral da
Dois exemplares autênticos do presente ins-
dos trabalhadores empregados no estrangeiro, Repartição Internacional do Trabalho que acei-
trumento serão assinados pelo Presidente da
Conferência a pelo Diretor-Geral da Repar- à afirmação do princípio “para igual trabalho, ta integralmente as obrigações decorrentes da
mesmo salário”, à afirmação do princípio de Constituição da Organização.
tição Internacional do Trabalho. Um destes
exemplares será depositado no arquivo da liberdade sindical, à organização do ensino pro- 5. Nenhum Estado-membro da Organização
Repartição Internacional do Trabalho e o outro fissional a técnico, e outras medidas análogas; Internacional do Trabalho poderá dela retirar-se
será entregue ao Secretário-Geral das Nações Considerando que a não adoção por qualquer sem aviso prévio ao Diretor-Geral da Repartição
Unidas para fins de registro, de acordo com o nação de um regime de trabalho realmente Internacional do Trabalho. A retirada tornar-
art. 102 da Carta das Nações Unidas. O Diretor- humano cria obstáculos aos esforços das ou- -se-á efetiva dois anos depois que este aviso
-Geral transmitirá uma cópia, devidamente tras nações desejosas de melhorar a sorte dos prévio houver sido recebido pelo Diretor-Geral,
autenticada, desse instrumento a cada um trabalhadores nos seus próprios territórios. sob condição de que o Estado-membro haja,
dos Estados-membros da Organização Inter- nesta data, preenchido todas as obrigações
nacional do Trabalho. As altas partes contratantes, movidas por senti- financeiras que decorrem da qualidade de
mentos de justiça a humanidade e pelo desejo Membro. Esta retirada não afetará, para o
Artigo 3º de assegurar uma paz mundial duradoura, Estado-membro que houver ratificado uma
1. As ratificações ou aceitações formais do visando os fins enunciados neste preâmbulo, convenção, a validez das obrigações desta
presente instrumento serão comunicadas ao aprovam a presente Constituição da Organi- decorrentes, ou a ela relativas, durante o pedido
Diretor-Geral da Repartição Internacional do zação Internacional do Trabalho: previsto pela mesma convenção.
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

6. Quando um Estado houver deixado de ser 9. Os poderes dos delegados e de seus consul- Conselho de Administração até que se realizem
Membro da Organização, sua readmissão nesta tores técnicos serão submetidos à verificação tais eleições.
qualidade, far-se-á de acordo com os dispositi- da Conferência, que poderá, por dois terços, 6. O processo de preencher as vagas, de desig-
vos dos parágrafos 3º a 4º do presente artigo. ou mais, dos votos presentes, recusar admitir nar os suplentes, e outras questões da mesma
Artigo 2º qualquer delegado ou consultor técnico que natureza, poderão ser resolvidas pelo Conselho
julgue não ter sido designado conforme os de Administração, sob ressalva da aprovação
A Organização permanente compreenderá: termos deste artigo. da Conferência.
a) uma Conferência geral constituída pelos Artigo 4º 7. O Conselho de Administração elegerá en-
Representantes dos Estados-membros; tre os seus membros um presidente e dois
1. Cada delegado terá o direito de votar indivi-
b) um Conselho de Administração composto dualmente em todas as questões submetidas vice-presidentes. Dentre os três eleitos, um
como indicado no art. 7º; às deliberações da Conferência. representará um Governo e os dois outros, em-
c) uma Repartição Internacional do Trabalho pregadores e empregados, respectivamente.
2. No caso em que um dos Estados-membros
sob a direção de um Conselho de Adminis- não haja designado um dos delegados não 8. O Conselho de Administração estabelecerá
tração. governamentais a que tiver direito, cabe ao o seu próprio regulamento e reunir-se-á nas
Artigo 3º outro delegado não governamental o direito épocas que determinar. Deverá realizar uma
de tomar parte nas discussões da Conferência, sessão especial, sempre que dezesseis dos seus
1. A Conferência geral dos representantes dos mas não o de votar. Membros, pelo menos, formularem pedido por
Estados-membros realizará sessões sempre que escrito para esse fim.
for necessário, e, pelo menos, uma vez por ano. 3. Caso a Conferência, em virtude dos poderes
Será composta de quatro representantes de que lhe confere o art. 3º, recuse admitir um dos Artigo 8º
cada um dos Membros, dos quais dois serão delegados de um dos Estados-membros, as
1. A Repartição Internacional do Trabalho terá
Delegados do Governo e os outros dois repre- estipulações deste Artigo serão aplicadas como
um Diretor-Geral, designado pelo Conselho
sentarão, respectivamente, os empregados e se o dito delegado não tivesse sido designado.
de Administração, responsável, perante este,
empregadores. Artigo 5º pelo bom funcionamento da Repartição e pela
2. Cada Delegado poderá ser acompanhado As sessões da Conferência realizar-se-ão no realização de todos os trabalhos que lhe forem
por consultores técnicos, cujo número será de lugar determinado pelo Conselho de Admi- confiados.
dois no máximo, para cada uma das matérias nistração, respeitadas quaisquer decisões que 2. O Diretor-Geral ou o seu suplente assistirão a
inscritas na ordem do dia da sessão. Quando a possam haver sido tomadas pela Conferência todas as sessões do Conselho de Administração.
Conferência discutir questões que interessem no decurso de uma sessão anterior. Artigo 9º
particularmente às mulheres, uma ao menos Artigo 6º
das pessoas designadas como consultores 1. O pessoal da Repartição Internacional do
técnicos deverá ser mulher. Qualquer mudança da sede da Repartição Trabalho será escolhido pelo Diretor-Geral de
Internacional do Trabalho será decidida pela acordo com as regras aprovadas pelo Conselho
3. Todo Estado-membro responsável pelas
Conferência por uma maioria de dois terços de Administração.
relações internacionais de territórios não me-
dos sufrágios dos delegados presentes. 2. A escolha deverá ser feita, pelo Diretor-Geral,
tropolitanos poderá designar, a mais, como
consultores técnicos suplementares de cada Artigo 7º sempre que possível, entre pessoas de nacio-
um de seus delegados: nalidades diversas, visando a maior eficiência
1. O Conselho de Administração será composto
no trabalho da Repartição.
a) pessoas, por ele escolhidas, como repre- de 56 pessoas:
sentantes do território, em relação às matérias 3. Dentre essas pessoas deverá existir um certo
28 representantes dos Governos,
que entram na competência das autoridades número de mulheres.
do mesmo território; 14 representantes dos empregadores e
4. O Diretor-Geral e o pessoal, no exercício de
b) pessoas por ele escolhidas como assistentes 14 representantes dos empregados. suas funções, não solicitarão nem aceitarão
de seus delegados em relação às questões de 2. Dos vinte e oito representantes dos Governos, instruções de qualquer Governo ou autorida-
interesse dos territórios que não se governam dez serão nomeados pelos Estados-membros de estranha à Organização. Abster-se-ão de
a si mesmos. de maior importância industrial e dezoito serão qualquer ato incompatível com sua situação
nomeados pelos Estados-membros designados de funcionários internacionais, responsáveis
4. Tratando-se de um território colocado sob a
para esse fim pelos delegados governamentais unicamente perante a Organização.
autoridade conjunta de dois ou mais Estados-
da Conferência, excluídos os delegados dos 5. Os Estados-membros da Organização
-membros, poder-se-á nomear assistentes para
dez Membros acima mencionados. comprometem-se a respeitar o caráter ex-
os delegados dos referidos Membros.
3. O Conselho de Administração indicará, sem- clusivamente internacional das funções do
5. Os Estados-membros comprometem-se a
pre que julgar oportuno, quais os Estados- Diretor-Geral e do pessoal e a não procurar
designar os delegados e consultores técnicos
-membros de maior importância industrial, influenciá-los quanto ao modo de exercê-las.
não governamentais de acordo com as organi-
e, antes de tal indicação, estabelecerá regras Artigo 10
zações profissionais mais representativas, tanto
para garantir o exame, por uma comissão im-
dos empregadores como dos empregados, se 1. A Repartição Internacional do Trabalho terá
parcial, de todas as questões relativas à referida
essas organizações existirem. por funções a centralização e a distribuição
indicação. Qualquer apelo formulado por um
6. Os consultores técnicos não serão autori- Estado-membro contra a resolução do Conse- de todas as informações referentes à regu-
zados a tomar a palavra senão por pedido lho de Administração quanto aos Membros de lamentação internacional da condição dos
feito pelo delegado a que são adidos e com maior importância industrial, será julgado pela trabalhadores e do regime do trabalho e, em
a autorização especial do Presidente da Con- Conferência, sem contudo suspender os efeitos particular, o estudo das questões que lhe com-
ferência. Não poderão votar. desta resolução, enquanto a Conferência não pete submeter às discussões da Conferência
7. Qualquer delegado poderá, por nota escrita se houver pronunciado. para conclusão das convenções internacionais
dirigida ao Presidente, designar um de seus 4. Os representantes dos empregadores e os assim como a realização de todos os inquéritos
consultores técnicos como seu substituto, a dos empregados serão, respectivamente, elei- especiais prescritos pela Conferência, ou pelo
este, nesta qualidade, poderá tomar parte nas tos pelos delegados dos empregadores e pelos Conselho de Administração.
deliberações e votar. delegados dos trabalhadores à Conferência. 2. A Repartição, de acordo com as diretrizes que
8. Os nomes dos delegados e de seus consul- 5. O Conselho será renovado de três em três possa receber do Conselho de Administração:
tores técnicos serão comunicados à Repartição anos. Se, por qualquer motivo, as eleições para a) preparará a documentação sobre os diversos
Internacional do Trabalho pelo Governo de o Conselho de Administração não se realizarem assuntos inscritos na ordem do dia das sessões
cada Estado-membro. ao expirar este prazo, será mantido o mesmo da Conferência;
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

b) fornecerá, na medida de seus recursos, no orçamento da Organização Internacional da Conferência. O Conselho de Administra-
aos Governos que o pedirem, todo o auxílio do Trabalho; ção formulará diretrizes para execução deste
adequado à elaboração de leis, consoante c) as regras relativas à aprovação do orçamento dispositivo.
as decisões da Conferência, e, também, ao da Organização Internacional do Trabalho, à Artigo 16
aperfeiçoamento da prática administrativa e distribuição das contribuições entre os Estados-
dos sistemas de inspeção; 1. Cada Estado-membro terá o direito de im-
-membros, assim como à arrecadação destas,
pugnar a inscrição, na ordem do dia da sessão,
c) cumprirá, de acordo com o prescrito na serão estabelecidas pela Conferência por uma
de um, ou diversos dos assuntos previstos.
presente Constituição, os deveres que lhe in- maioria de dois terços dos votos presentes.
Os motivos justificativos dessa oposição de-
cumbem no que diz respeito à fiei observância Tais regras estipularão que o orçamento e os
verão ser expostos numa memória dirigida
das convenções; acordos relativos à distribuição das despesas
ao Diretor-Geral, que deverá comunicá-la aos
d) redigirá e trará a lume, nas línguas que o entre os Membros da Organização deverão ser
Estados-membros da Organização.
Conselho de Administração julgar conveniente, aprovados por uma comissão constituída por
representantes governamentais. 2. Os assuntos impugnados ficarão, não obs-
publicações de interesse internacional sobre
tante, incluídos na ordem do dia, se assim
assuntos relativos à indústria e ao trabalho. 3. As despesas da Organização Internacional
a Conferência o decidir por dois terços dos
3. De um modo geral, terá quaisquer outros do Trabalho serão custeadas pelos Estados-
votos presentes.
poderes e funções que a Conferência ou o -membros, segundo os acordos vigentes em
virtude do parágrafo 1 ou do parágrafo 2 letra 3. Toda questão, que a Conferência decidir,
Conselho de Administração julgarem acertado pelos mesmos dois terços, seja examinada
atribuir-lhe. c do presente artigo.
(diversamente do previsto no parágrafo pre-
4. Qualquer Estado-membro da Organização,
Artigo 11 cedente), será incluída na ordem do dia da
cuja dívida em relação a esta seja, em qualquer
sessão seguinte.
Os Ministérios dos Estados-membros, encarre- ocasião, igual ou superior ao total da contri-
gados de questões relativas aos trabalhadores, buição que deveria ter pago nos dois anos Artigo 17
poderão comunicar-se com o Diretor-Geral por completos anteriores, não poderá tomar parte 1. A Conferência elegerá um presidente a três
intermédio do representante do seu Governo nas votações da Conferência, do Conselho de vice-presidentes. Os três vice-presidentes serão,
no Conselho de Administração da Repartição Administração ou de qualquer comissão, ou nas respectivamente, um delegado governamen-
Internacional do Trabalho, ou, na falta desse eleições para o Conselho de Administração. A tal, um delegado dos empregadores a um
representante, por intermédio de qualquer Conferência pode, entretanto, por maioria dos delegado dos trabalhadores. A Conferência
outro funcionário devidamente qualificado dois terços dos votos presentes, autorizar o formulará as regras do seu funcionamento;
e designado para esse fim pelo Governo in- Estado em questão a tomar parte na votação, poderá instituir comissões encarregadas de
teressado. ao verificar que o atraso é devido a motivo de dar parecer sobre todas as questões que ela
Artigo 12 força maior. julgar conveniente sejam estudadas.
5. O Diretor-Geral da Repartição Internacional 2. As decisões serão tomadas por simples maio-
1. A Organização Internacional do Trabalho
do Trabalho será responsável perante o Conse- ria dos votos presentes, exceto nos casos em
cooperará, dentro da presente Constituição, lho de Administração pelo emprego dos fundos
com qualquer organização internacional de que outra fórmula não for prescrita pela pre-
da Organização Internacional do Trabalho. sente Constituição, por qualquer convenção ou
caráter geral encarregada de coordenar as
atividades de organizações de direito inter- instrumento que confira poderes à Conferência,
CAPÍTULO II ou, ainda, pelos acordos financeiros e orça-
nacional público de funções especializadas,
e também, com aquelas dentre estas últimas Funcionamento mentários adotados em virtude do Artigo 13.
organizações, cujas funções se relacionem com 3. Nenhuma votação será válida, se o número
as suas próprias. Artigo 14 dos votos reunidos for inferior à metade do
2. A Organização Internacional do Trabalho po- 1. O Conselho de Administração elaborará a dos delegados presentes à sessão.
derá tomar as medidas que se impuserem para ordem do dia das sessões da Conferência, de- Artigo 18
que os representantes das organizações de pois de ter examinado todas as propostas feitas
pelos Governos de quaisquer dos Membros, por A Conferência poderá adir às suas comissões
direito internacional público participem, sem
qualquer organização representativa indicada consultores técnicos, sem direito de voto.
direito de voto, de suas próprias deliberações.
no Artigo 3º, ou por qualquer organização de Artigo 19
3. A Organização Internacional do Trabalho
direito internacional público, sobre as matérias
poderá tomar todas as medidas necessárias 1. Se a Conferência pronunciar-se pela aceita-
a incluir nessa ordem do dia.
para consultar, a seu alvitre, organizações ção de propostas relativas a um assunto na sua
Internacionais não governamentais reconhe- 2. O Conselho de Administração elaborará ordem do dia, deverá decidir se essas propostas
cidas, inclusive organizações internacionais diretrizes para que a adoção pela Conferência tomarão a forma: a) de uma convenção inter-
de empregadores, empregados, agricultores de uma convenção ou de uma recomendação nacional; b) de uma recomendação, quando o
e cooperativistas. seja, por meio de uma conferência técnica assunto tratado, ou um de seus aspectos não
preparatória ou por qualquer outro meio, pre- permitir a adoção imediata de uma convenção.
Artigo 13 cedida de um aprofundado preparo técnico
2. Em ambos os casos, para que uma convenção
1. A Organização Internacional do Trabalho a de uma consulta adequada dos Membros
ou uma recomendação seja aceita em votação
poderá concluir com as Nações Unidas quais- principalmente interessados.
final pela Conferência, são necessários dois
quer acordos financeiros e orçamentários que Artigo 15 terços dos votos presentes.
pareçam convenientes.
1. O Diretor-Geral exercerá as funções de Secre- 3. A Conferência deverá, ao elaborar uma
2. Antes da conclusão de tais acordos, ou, se, tário-Geral da Conferência e deverá fazer com convenção ou uma recomendação de apli-
em dado momento, não os houver em vigor: que cada Estado-membro receba a ordem do cação geral, levar em conta os países que se
a) cada Membro pagará as despesas de viagem dia, quatro meses antes da abertura da sessão. distinguem pelo clima, pelo desenvolvimen-
e de estada dos seus delegados, consultores Deverá, também, por intermédio dos referidos to incompleto da organização industrial ou
técnicos ou representantes, que tomarem par- Estados-membros, enviá-la, com essa antece- por outras circunstâncias especiais relativas
te, seja nas sessões da Conferência, seja nas do dência, aos delegados não governamentais à indústria, e deverá sugerir as modificações
Conselho de Administração; já nomeados e, ainda, àqueles que o forem que correspondem, a seu ver, às condições
b) quaisquer outras despesas da Repartição dentro desse prazo. particulares desses países.
Internacional do Trabalho, ou provenientes 2. Os relatórios sobre cada assunto inscrito 4. Dois exemplares da convenção ou da reco-
das sessões da Conferência ou do Conselho de na ordem do dia deverão ser comunicados mendação serão assinados pelo Presidente da
Administração, serão debitadas pelo Diretor- aos Membros de modo a dar-lhes tempo de Conferência e pelo Diretor-Geral. Um destes
-Geral da Repartição Internacional do Trabalho estudá-los convenientemente, antes da reunião exemplares será depositado nos arquivos da
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

Repartição Internacional do Trabalho e o ou- ção à autoridade ou autoridades competentes, até que ponto deu-se ou se pretende dar apli-
tro entregue ao Secretário-Geral das Nações comunicando-lhe, também as decisões que cação a dispositivos da mesma convenção, por
Unidas. O Diretor-Geral remeterá a cada um estas houverem tomado; intermédio de leis, por meios administrativos,
dos Estados-membros uma cópia autêntica d) além da obrigação de submeter a reco- por força de contratos coletivos, ou, ainda por
da convenção ou da recomendação. mendação à autoridade ou autoridades com- qualquer outro processo;
5. Tratando-se de uma convenção: petentes, o Membro só terá a de informar V) relativamente a uma recomendação, infor-
a) será dado a todos os Estados-membros o Diretor-Geral da Repartição Internacional mar o Diretor-Geral da Repartição Internacional
conhecimento da convenção para fins de do Trabalho – nas épocas que o Conselho de do Trabalho, nas épocas que o Conselho de
ratificação; Administração julgar convenientes – sobre a Administração julgar convenientes, sobre a
sua legislação e prática observada relativamen- legislação da federação, dos Estados consti-
b) cada um dos Estados-membros compro-
te ao assunto de que trata a recomendação. tuintes, das províncias ou dos cantões, e so-
mete-se a submeter, dentro do prazo de um
Deverá também precisar nestas informações bre a prática, por umas e outros, observada
ano, a partir do encerramento da sessão da
até que ponto aplicou ou pretende aplicar relativamente ao assunto de que trata essa
Conferência (ou, quando, em razão de circuns-
dispositivos da recomendação, e indicar as recomendação. Deverá, também, precisar,
tâncias excepcionais, tal não for possível, logo
modificações destes dispositivos que sejam nestas informações, até que ponto deu-se ou
que o seja, sem nunca exceder o prazo de
ou venham a ser necessárias para adotá-los se pretende dar aplicação a dispositivos da
18 meses após o referido encerramento), a
ou aplicá-los. recomendação, indicando as modificações
convenção à autoridade ou autoridades em
7. No caso de um Estado federado serão apli- destes dispositivos que sejam ou venham a
cuja competência entre a matéria, a fim de
cados os dispositivos seguintes: ser necessárias para adotá-los ou aplicá-los.
que estas a transformem em lei ou tomem
medidas de outra natureza; a) as obrigações do Estado federado serão as 8. Em caso algum, a adoção, pela Conferência,
c) os Estados-membros darão conhecimento mesmas que as dos Membros que o não forem, de uma convenção ou recomendação, ou a
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do no tocante às convenções a às recomendações ratificação, por um Estado-membro, de uma
Trabalho das medidas tomadas, em virtude do para as quais o Governo Federal considere que, convenção, deverão ser consideradas como
presente artigo, para submeter a convenção de acordo com o seu sistema constitucional, é afetando qualquer lei, sentença, costumes
à autoridade ou autoridades competentes, adequada uma ação federal; ou acordos que assegurem aos trabalhadores
comunicando-lhe, também, todas as informa- interessados condições mais favoráveis que as
b) no que disser respeito às convenções e re- previstas pela convenção ou recomendação.
ções sobre as mesmas autoridades e sobre as comendações para as quais o Governo Federal
decisões que estas houverem tomado; considere que, de acordo com o seu sistema Artigo 20
d) o Estado-membro que tiver obtido o con- constitucional, uma ação da parte dos Estados, Qualquer convenção assim ratificada será co-
sentimento da autoridade, ou autoridades das províncias ou dos cantões que o compõem, municada pelo Diretor-Geral da Repartição
competentes, comunicará ao Diretor-Geral a é – relativamente a alguns ou a todos os pontos Internacional do Trabalho ao Secretário-Geral
ratificação formal da convenção e tomará as – mais adequada do que uma ação federal, o das Nações Unidas, para fins de registro, de
medidas necessárias para efetivar as disposi- referido Governo deverá: acordo com o art. 102 da Carta das Nações
ções da dita convenção; I) concluir, segundo a sua própria constituição Unidas, obrigando apenas os Estados-membros
e) quando a autoridade competente não der e as dos Estados componentes, províncias ou que a tiverem ratificado.
seu assentimento a uma convenção, nenhuma cantões interessados, acordos efetivos para Artigo 21
obrigação terá o Estado-membro a não ser que tais convenções ou recomendações sejam,
a de informar o Diretor-Geral da Repartição no prazo máximo de 18 meses após o encer- 1. Todo projeto que, no escrutínio final, não
Internacional do Trabalho – nas épocas que ramento da sessão da Conferência, submeti- obtiver dois terços dos votos presentes, poderá
o Conselho de Administração julgar conve- das às devidas autoridades federais ou às dos ser objeto de uma convenção particular entre
nientes – sobre a sua legislação e prática ob- Estados competentes, províncias ou cantões, os Membros da Organização que o desejarem.
servada relativamente ao assunto de que trata para fins de uma ação legislativa ou outra de 2. Toda convenção, assim concluída, será co-
a convenção. Deverá, também, precisar nestas qualquer natureza; municada pelos Governos interessados ao
informações até que ponto aplicou, ou pre- II) tomar as necessárias medidas – sob reserva Diretor-Geral da Repartição Internacional do
tende aplicar, dispositivos da convenção, por do consentimento dos Governos dos Estados Trabalho e ao Secretário-Geral das Nações
intermédio de leis, por meios administrativos, componentes, províncias ou cantões interessa- Unidas para fins de registro, de acordo com os
por força de contratos coletivos, ou, ainda, por dos – para que, periodicamente, as autoridades termos do art. 102 da Carta das Nações Unidas.
qualquer outro processo, expondo, outrossim, federais, de um lado e de outro, a dos Estados
as dificuldades que impedem ou retardam a Artigo 22
componentes, províncias ou cantões, se consul-
ratificação da convenção. tem reciprocamente, a fim de empreenderem Os Estados-membros comprometem-se a apre-
6. Em se tratando de uma recomendação: uma ação coordenada no sentido de tornarem sentar à Repartição Internacional do Trabalho
efetivos, em todo o país, os dispositivos destas um relatório anual sobre as medidas por eles
a) será dado conhecimento da recomendação
convenções e recomendações; tomadas para execução das convenções a que
a todos os Estados-membros, a fim de que
aderiram. Esses relatórios serão redigidos na
estes a considerem, atendendo à sua efeti- III) informar o Diretor-Geral da Repartição Inter- forma indicada pelo Conselho de Administra-
vação por meio de lei nacional ou por outra nacional do Trabalho das medidas tomadas, em ção e deverão conter as informações pedidas
qualquer forma; virtude do presente artigo, para submeter tais por este Conselho.
b) cada um dos Estados-membros compro- convenções e recomendações às devidas auto-
mete-se a submeter, dentro do prazo de um ridades federais, às dos Estados componentes, Artigo 23
ano a partir do encerramento da sessão da províncias ou cantões, comunicando-lhe todas 1. O Diretor-Geral apresentará à Conferência, na
Conferência (ou, quando, em razão de circuns- as informações sobre as autoridades conside- sessão seguinte, um resumo das informações a
tâncias excepcionais, tal não for possível, logo radas como legítimas a sobre as decisões que dos relatórios que, de acordo com os artigos 19
que o seja, sem nunca exceder o prazo de estas houverem tomado; e 22, lhe houverem sido transmitidos.
18 meses após o referido encerramento), a IV) relativamente a uma convenção não rati- 2. Os Estados-membros remeterão às organiza-
recomendação à autoridade ou autoridades ficada, informar o Diretor-Geral da Repartição ções representativas, reconhecidas como tais,
em cuja competência entre a matéria, a fim Internacional do Trabalho, nas épocas que para os fins mencionados no art. 3º, cópia das
de que estas a transformem em lei ou tomem o Conselho de Administração julgar conve- informações e dos relatórios transmitidos ao
medidas de outra natureza; nientes, sobre a legislação da federação, dos Diretor-Geral, de acordo com os arts. 19 a 22.
c) os Estados-membros darão conhecimento Estados constituintes, das províncias ou dos
Artigo 24
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do cantões, e sobre a prática, por umas e outros
Trabalho das medidas tomadas, em virtude do observada, relativamente ao assunto de que Toda reclamação, dirigida à Repartição Interna-
presente artigo, para submeter a recomenda- trata essa convenção. Deverá, também precisar cional do Trabalho, por uma organização profis-
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

sional de empregados ou de empregadores, e de Inquérito ao Conselho de Administração e internacionais forem responsáveis, inclusive
segundo a qual um dos Estados-membros não a cada Governo interessado no litígio, assegu- aos territórios sob tutela cuja administração
tenha assegurado satisfatoriamente a execução rando a sua publicação. lhes competir, admitindo-se reserva quanto às
de uma convenção a que o dito Estado haja 2. Cada Governo interessado deverá comunicar modificações necessárias para se adaptarem
aderido, poderá ser transmitida pelo Conselho ao Diretor-Geral da Repartição Internacional tais convenções às condições locais.
de Administração ao Governo em questão e do Trabalho, dentro do prazo de três meses, 2. Todo Estado-membro deve, no mais breve
este poderá ser convidado a fazer, sobre a se aceita ou não as recomendações contidas prazo, após haver ratificado uma convenção,
matéria, a declaração que julgar conveniente. no relatório da Comissão, e, em caso contrário, declarar ao Diretor-Geral da Repartição Inter-
Artigo 25 se deseja que a divergência seja submetida à nacional do Trabalho até que ponto se com-
Se nenhuma declaração for enviada pelo Go- Corte Internacional de Justiça. promete a aplicá-la aos territórios não visados
verno em questão, num prazo razoável, ou se a Artigo 30 pelos parágrafos 4 e 5 abaixo, a fornecer-lhe,
declaração recebida não parecer satisfatória ao também, todas as informações que possam ser
Caso um dos Estados-membros não tome, prescritas pela mesma convenção.
Conselho de Administração, este último terá o relativamente a uma convenção ou a uma
direito de tornar pública a referida reclamação 3. Todo Estado-membro, que tiver formulado
recomendação, as medidas prescritas nos pa-
e, segundo o caso, a resposta dada. uma declaração como previsto no parágrafo
rágrafos 5b, 6b, ou 7b, 1 do art. 19, qualquer
Artigo 26 outro Estado-membro terá o direito de levar precedente, poderá, de acordo com os artigos
a questão ao Conselho de Administração. O da convenção, fazer, periodicamente, nova
1. Cada Estado-membro poderá enviar uma declaração que modifique os termos mencio-
queixa à Repartição Internacional do Traba- Conselho de Administração submeterá o as-
sunto à Conferência, na hipótese de julgar que nados no parágrafo precedente.
lho contra outro Estado-membro que, na sua
opinião, não houver assegurado satisfatoria- o Membro não tomou as medidas prescritas. 4. Quando os assuntos tratados na convenção
mente a execução de uma convenção que forem da competência das autoridades de um
Artigo 31
um e outro tiverem ratificado em virtude dos território não metropolitano, o Estado-membro
Será inapelável a decisão da Corte Internacional responsável pelas relações internacionais deste
artigos precedentes.
de Justiça sobre uma queixa ou questão que território deverá, no mais breve prazo possível,
2. O Conselho de Administração, poderá, se lhe tenha sido submetida, conforme o art. 29. comunicar a convenção ao Governo do mes-
achar conveniente, antes de enviar a questão a
Artigo 32 mo, para que este Governo promulgue leis
uma comissão de inquérito, segundo o proces-
ou tome outras medidas. Em seguida poderá
so indicado adiante, pôr-se em comunicação As conclusões ou recomendações eventuais o Estado-membro, de acordo com o men-
com o Governo visado pela queixa, do modo da Comissão de Inquérito poderão ser con- cionado Governo, declarar ao Diretor-Geral
indicado no art. 24. firmadas, alteradas ou anuladas pela Corte da Repartição Internacional do Trabalho que
3. Se o Conselho de Administração não julgar Internacional de Justiça. aceita as obrigações da convenção em nome
necessário comunicar a queixa ao Governo em Artigo 33 do território.
questão, ou, se essa comunicação, havendo
sido feita, nenhuma resposta que satisfaça Se um Estado-membro não se conformar, no 5. Uma declaração de aceitação das obrigações
o referido Conselho, tiver sido recebida den- prazo prescrito, com as recomendações even- de uma convenção poderá ser comunicada
tro de um prazo razoável, o Conselho poderá tualmente contidas no relatório da Comissão de ao Diretor-Geral da Repartição Internacional
constituir uma comissão de inquérito que terá Inquérito, ou na decisão da Corte Internacional do Trabalho:
a missão de estudar a reclamação e apresentar de Justiça, o Conselho de Administração po- a) por dois ou mais Estados-membros da Or-
parecer a respeito. derá recomendar à Conferência a adoção de ganização, em se tratando de um território sob
4. O Conselho também poderá tomar as qualquer medida que lhe pareça conveniente sua autoridade conjunta;
medidas supramencionadas, quer ex officio, para assegurar a execução das mesmas reco-
b) por qualquer autoridade internacional res-
quer baseado na queixa de um delegado à mendações.
ponsável pela administração de um território
Conferência. Artigo 34 por força dos dispositivos da Carta das Nações
5. Quando uma questão suscitada nos termos O Governo culpado poderá, em qualquer oca- Unidas, ou de qualquer outro dispositivo em
dos arts. 25 ou 26, for levada ao Conselho de sião, informar o Conselho de Administração vigor que se aplique ao mesmo território.
Administração, o Governo em causa, se não que tomou as medidas necessárias a fim de se 6. A aceitação das obrigações de uma conven-
tiver representante junto àquele, terá o direito conformar com as recomendações da Comissão ção, segundo os parágrafos 4 e 5, acarretará
de designar um delegado para tomar parte de Inquérito ou com as da decisão da Corte a aceitação, em nome do território interessa-
nas deliberações do mesmo, relativas ao caso. Internacional de Justiça. Poderá, também, pedir do, das obrigações que resultam dos termos
A data de tais deliberações será comunicada ao Conselho que nomeie uma Comissão de da convenção, e, também, daquelas que, de
em tempo oportuno ao Governo em questão. Inquérito para verificar suas afirmações. Neste acordo com a Constituição da Organização,
Artigo 27 caso, aplicar-se-ão as estipulações dos arts. 27, decorrem da ratificação. Qualquer declaração
No caso de ser enviada uma queixa em virtude 28, 29, 31 e 32, e, se o relatório da Comissão de de aceitação pode especificar as modificações
do art. 26, a uma Comissão de Inquérito, todo Inquérito ou a decisão da Corte Internacional dos dispositivos da convenção que seriam
Estado-membro, nela diretamente interessado de Justiça, for favorável ao referido Governo, necessárias para adaptá-las às condições locais.
ou não, comprometer-se-á a pôr à disposição o Conselho de Administração deverá imedia- 7. Todo Estado-membro ou autoridade inter-
da Comissão todas as informações que se acha- tamente recomendar que as medidas tomadas nacional, que houver feito uma declaração
rem em seu poder relativas ao objeto da queixa. de acordo com o art. 33 sejam revogadas. na forma prevista pelos parágrafos 4 e 5 do
Artigo 28 presente artigo, poderá, de acordo com os
CAPÍTULO III artigos da convenção, formular periodicamente
A Comissão de Inquérito, após exame apro- Disposições Gerais nova declaração que modifique os termos de
fundado da queixa, redigirá um relatório do qualquer das anteriores ou que torne sem
qual constarão não só suas verificações sobre Artigo 35 efeito a aceitação da convenção em nome do
todos os pontos que permitam bem medir território interessado.
o valor da contestação, como, também, as 1. Excetuados os casos em que os assuntos
medidas que recomenda para dar satisfação tratados na convenção não se enquadrem 8. Se as obrigações decorrentes de uma con-
ao Governo queixoso e os prazos, dentro dos na competência das autoridades do território venção não forem aceitas quanto a um dos
quais, as mesmas medidas devam ser postas e aqueles em que a convenção for aplicável, territórios visados pelos parágrafos 4 ou 5
em execução. dadas as condições locais, os Estados-membros do presente artigo, o Membro, os Membros,
comprometem-se a aplicar as convenções que ou a autoridade internacional transmitirão
Artigo 29 – de acordo com os dispositivos da presente ao Diretor-Geral da Repartição Internacional
1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional Constituição – houverem ratificado aos terri- do Trabalho, um relatório sobre a legislação
do Trabalho transmitirá o relatório da Comissão tórios não metropolitanos, por cujas relações do mesmo território e sobre a prática nele
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

observada, relativamente ao assunto de que privilégios e das imunidades necessárias a quando favorecerem, e não entravarem, a rea-
trata a convenção. O relatório indicará até que consecução dos seus fins. lização desse objetivo principal;
ponto se aplicaram ou se pretendem aplicar 2. Os delegados à Conferência, os membros d) compete à Organização Internacional do
dispositivos da convenção, por intermédio do Conselho de Administração, bem como o Trabalho apreciar, no domínio internacional,
de leis, por meios administrativos, por força Diretor-Geral e os funcionários da Repartição, tendo em vista tal objetivo, todos os progra-
de contratos coletivos, ou por qualquer outro gozarão, igualmente, dos privilégios e imuni- mas de ação e medidas de caráter econômico
processo, expondo, outrossim, as dificuldades dades necessárias para exercerem, com inteira e financeiro;
que impedem ou retardam a ratificação da independência, as funções que lhes competem,
dita convenção. e) no desempenho das funções que lhe são con-
relativamente à Organização. fiadas, a Organização Internacional do Trabalho
Artigo 36 3. Tais privilégios serão especificados por um tem capacidade para incluir em suas decisões e
As emendas à presente Constituição, aceitas acordo em separado, que será elaborado pela recomendações quaisquer disposições que jul-
pela Conferência por dois terços dos votos Organização para fins de aceitação pelos Es- gar convenientes, após levar em conta todos os
presentes, entrarão em vigor quando forem ra- tados-membros. fatores econômicos a financeiros de interesse.
tificadas por dois terços dos Estados-membros
da Organização, incluindo cinco dentre os dez ANEXO III
representados no Conselho de Administração DECLARAÇÃO REFERENTE AOS FINS
como sendo os de maior importância indus- A Conferência proclama solenemente que a
E OBJETIVOS DA ORGANIZAÇÃO Organização Internacional do Trabalho tem a
trial, de acordo com o disposto no Artigo 7,
INTERNACIONAL DO TRABALHO obrigação de auxiliar as Nações do Mundo na
parágrafo 3, da presente Constituição.
execução de programas que visem:
Artigo 37 A Conferência Geral da Organização Interna-
cional do Trabalho, reunida em Filadélfia em a) proporcionar emprego integral para todos
1. Quaisquer questões ou dificuldades relativas e elevar os níveis de vida;
à interpretação da presente Constituição a sua vigésima sexta sessão, adota, aos dez de
maio de mil novecentos e quarenta e quatro, a b) dar a cada trabalhador uma ocupação na
das convenções ulteriores concluídas pelos
presente Declaração, quanto aos itens e objeti- qual ele tenha a satisfação de utilizar, plena-
Estados-membros, em virtude da mesma, serão
vos da Organização Internacional do Trabalho mente, sua habilidade e seus conhecimentos
submetidas à apreciação da Corte Internacional
e aos princípios que devem inspirar a política e de contribuir para o bem geral;
de Justiça.
dos seus Membros. c) favorecer, para atingir o fim mencionado
2. O Conselho de Administração poderá, não
no parágrafo precedente, as possibilidades
obstante o disposto no parágrafo 1 do presente I de formação profissional e facilitar as trans-
artigo, formular e submeter à aprovação da
ferências e migrações de trabalhadores e de
Conferência, regras destinadas a instituir um A Conferência reafirma os princípios fundamen- colonos, dando as devidas garantias a todos
tribunal para resolver com presteza qualquer tais sobre os quais repousam a Organização, os interessados;
questão ou dificuldade relativa à interpretação principalmente os seguintes:
de uma convenção que a ele seja levada pelo d) adotar normas referentes aos salários e às
Conselho de Administração, ou, segundo o a) o trabalho não é uma mercadoria; remunerações, ao horário e às outras condi-
prescrito na referida convenção. O Tribunal b) a liberdade de expressão e de associação é ções de trabalho, a fim de permitir que todos
instituído, em virtude do presente parágrafo, uma condição indispensável a um progresso usufruam do progresso e, também, que todos
regulará seus atos pelas decisões ou pareceres ininterrupto; os assalariados, que ainda não o tenham, per-
da Corte Internacional de Justiça. Qualquer c) a penúria, seja onde for, constitui um perigo cebam, no mínimo, um salário vital;
sentença pronunciada pelo referido tribunal para a prosperidade geral; e) assegurar o direito de ajustes coletivos, in-
será comunicada aos Estados-membros da centivar a cooperação entre empregadores
Organização, cujas observações, a ela relativas, d) a luta contra a carência, em qualquer nação,
deve ser conduzida com infatigável energia, e trabalhadores para melhoria contínua da
serão transmitidas à Conferência. organização da produção e a colaboração de
a por um esforço internacional contínuo e
Artigo 38 conjugado, no qual os representantes dos em- uns e outros na elaboração e na aplicação da
pregadores e dos empregados discutam, em política social e econômica;
1. A Organização Internacional do Trabalho
poderá convocar conferências regionais e criar igualdade, com os dos Governos, e tomem com f) ampliar as medidas de segurança social, a
instituições do mesmo caráter, quando julgar eles decisões de caráter democrático, visando fim de assegurar tanto uma renda mínima e
que umas e outras serão úteis aos seus fins o bem comum. essencial a todos a quem tal proteção é ne-
a objetivos. cessária, como assistência médica completa;
II g) assegurar uma proteção adequada da vida
2. Os poderes, as funções e o regulamento das
conferências regionais obedecerão às normas e da saúde dos trabalhadores em todas as
A Conferência, convencida de ter a experiência ocupações;
formuladas pelo Conselho de Administração e plenamente demonstrado a verdade da decla-
por ele apresentadas à Conferência Geral para ração contida na Constituição da Organização h) garantir a proteção da infância e da ma-
fins de confirmação. Internacional do Trabalho, que a paz, para ser ternidade;
duradoura, deve assentar sobre a justiça social, i) obter um nível adequado de alimentação, de
CAPÍTULO IV afirma que: alojamento, de recreação e de cultura;
Disposições Diversas j) assegurar as mesmas oportunidades para
a) todos os seres humanos de qualquer raça,
crença ou sexo, têm o direito de assegurar todos em matéria educativa e profissional.
Artigo 39
o bem-estar material e o desenvolvimento
A Organização Internacional do Trabalho deve espiritual dentro da liberdade e da dignidade, IV
ter personalidade jurídica, e, precipuamente, da tranquilidade econômica e com as mesmas
capacidade para: possibilidades; A Conferência – convencida de que uma uti-
lização mais ampla e completa dos recursos
a) adquirir bens, móveis e imóveis, e dispor b) a realização de condições que permitam o da terra é necessária para a realização dos
dos mesmos; exercício de tal direito deve constituir o prin- objetivos enumerados na presente Declara-
b) contratar; cipal objetivo de qualquer política nacional ção, e pode ser assegurada por uma ação
ou internacional; eficaz nos domínios internacional e nacional,
c) intentar ações.
c) quaisquer planos ou medidas, no terreno em particular mediante medidas tendentes a
Artigo 40
nacional ou internacional, máxime os de caráter promover a expansão da produção e do con-
1. A Organização Internacional do Trabalho econômico e financeiro, devem ser considera- sumo, a evitar flutuações econômicas graves,
gozará, nos territórios de seus Membros, dos dos sob esse ponto de vista e somente aceitos, a realizar o progresso econômico e social das
Constituição da Organização Internacional do Trabalho – OIT (1946)

regiões menos desenvolvidas, a obter maior mento universais na promoção dos direitos 5. Sublinha que as normas do trabalho não
estabilidade nos preços mundiais de maté- fundamentais no trabalho como expressão deveriam utilizar-se com fins comerciais prote-
rias-primas e de produtos, e a favorecer um de seus princípios constitucionais; cionistas e que nada na presente Declaração e
comércio internacional de volume elevado e Considerando que numa situação de crescente seu seguimento poderá invocar-se nem utilizar-
constante – promete a inteira colaboração da interdependência econômica urge reafirmar -se de outro modo com esses fins; ademais,
Organização Internacional do Trabalho a todos a permanência dos princípios e direitos fun- não deveria de modo algum colocar-se em
os organismos internacionais aos quais possa damentais inscritos na Constituição da Orga- questão a vantagem comparativa de qualquer
ser atribuída uma parcela de responsabilidade nização, assim como promover sua aplicação país sobre a base da presente Declaração e
nesta grande missão, como na melhoria da universal; seu seguimento.
saúde, no aperfeiçoamento da educação e do
bem-estar de todos os povos. A Conferência Internacional do Trabalho,
ANEXO
1. Lembra:
SEGUIMENTO DA DECLARAÇÃO
V a) que no momento de incorporar-se livre-
mente à OIT, todos os Membros aceitaram
A Conferência afirma que os princípios contidos os princípios e direitos enunciados em sua I. OBJETIVO GERAL
na presente Declaração convêm integralmente Constituição e na Declaração de Filadélfia, e
a todos os povos e que sua aplicação progres- 1. O objetivo do seguimento descrito a seguir
se comprometeram a esforçar-se por alcançar é estimular os esforços desenvolvidos pelos
siva, tanto àqueles que são ainda dependentes os objetivos gerais da Organização na medida
como aos que já se podem governar a si pró- Membros da Organização com o objetivo de
de suas possibilidades e atendendo a suas promover os princípios e direitos fundamentais
prios, interessa o conjunto do mundo civilizado, condições específicas;
embora deva-se levar em conta, nas variedades consagrados na Constituição da OIT e a Decla-
dessa aplicação, o grau de desenvolvimento b) que esses princípios e direitos têm sido ração de Filadélfia, que a Declaração reitera.
econômico e social atingido por cada um. expressados e desenvolvidos sob a forma de di- 2. De conformidade com este objetivo estrita-
reitos e obrigações específicos em convenções mente promocional, o presente seguimento
DECLARAÇÃO DA OIT SOBRE OS PRINCÍPIOS que foram reconhecidas como fundamentais deverá contribuir a identificar os âmbitos em
dentro e fora da Organização. que a assistência da Organização, por meio de
E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO
2. Declara que todos os Membros, ainda que suas atividades de cooperação técnica, possa
Considerando que a criação da OIT procede da não tenham ratificado as convenções aludidas, resultar útil a seus Membros com o fim de
convicção de que a justiça social é essencial têm um compromisso derivado do fato de per- ajudá-los a tornar efetivos esses princípios e
para garantir uma paz universal e permanente; tencer à Organização de respeitar, promover e direitos fundamentais. Não poderá substituir
tornar realidade, de boa fé e de conformidade os mecanismos de controle estabelecidos nem
Considerando que o crescimento econômico
com a Constituição, os princípios relativos aos obstar seu funcionamento; por conseguinte,
é essencial, mas insuficiente, para assegurar a
direitos fundamentais que são objeto dessas as situações particulares próprias ao âmbito
eqüidade, o progresso social e a erradicação
convenções, isto é: desses mecanismos não poderão discutir-se ou
da pobreza, o que confirma a necessidade de
que a OIT promova políticas sociais sólidas, a a) a liberdade sindical e o reconhecimento rediscutir-se no âmbito do referido seguimento.
justiça e instituições democráticas; efetivo do direito de negociação coletiva; 3. Os dois aspectos do presente seguimento,
Considerando, portanto, que a OIT deve hoje, b) a eliminação de todas as formas de trabalho descritos a seguir, recorrerão aos procedimen-
mais do que nunca, mobilizar o conjunto de forçado ou obrigatório; tos existentes; o seguimento anual relativo às
seus meios de ação normativa, de cooperação c) a abolição efetiva do trabalho infantil; e convenções não ratificadas somente suporá
técnica e de investigação em todos os âmbitos certos ajustes às atuais modalidades de apli-
d) a eliminação da discriminação em matéria cação do artículo 19, parágrafo 5, e) da Cons-
de sua competência, e em particular no âmbi-
de emprego e ocupação. tituição, e o relatório global permitirá otimizar
to do emprego, a formação profissional e as
condições de trabalho, a fim de que no âmbito 3. Reconhece a obrigação da Organização de os resultados dos procedimentos realizados
de uma estratégia global de desenvolvimento ajudar a seus Membros, em resposta às ne- em cumprimento da Constituição.
econômico e social, as políticas econômicas e cessidades que tenham sido estabelecidas e
sociais se reforcem mutuamente com vistas à expressadas, a alcançar esses objetivos fazendo II. SEGUIMENTO ANUAL RELATIVO ÀS
criação de um desenvolvimento sustentável pleno uso de seus recursos constitucionais, CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS NÃO
de ampla base; de funcionamento e orçamentários, incluída RATIFICADAS
a mobilização de recursos e apoio externos,
Considerando que a OIT deveria prestar espe- assim como estimulando a outras organizações A. Objeto e âmbito de aplicação
cial atenção aos problemas de pessoas com internacionais com as quais a OIT tenha estabe- 1. Seu objetivo é proporcionar uma oportu-
necessidades sociais especiais, em particular os lecido relações, de conformidade com o Artigo nidade de seguir a cada ano, mediante um
desempregados e os trabalhadores migrantes, 12 de sua Constituição, a apoiar esses esforços: procedimento simplificado que substituirá o
mobilizar e estimular os esforços nacionais,
a) oferecendo cooperação técnica e serviços procedimento quadrienal introduzido em 1995
regionais e internacionais encaminhados à
de assessoramento destinados a promover a pelo Conselho de Administração, os esforços
solução de seus problemas, e promover polí-
ratificação e aplicação das convenções fun- desenvolvidos de acordo com a Declaração
ticas eficazes destinadas à criação de emprego;
damentais; pelos Membros que não ratificaram ainda todas
Considerando que, com o objetivo de manter as convenções fundamentais.
o vínculo entre progresso social e crescimento b) assistindo aos Membros que ainda não estão
econômico, a garantia dos princípios e direitos em condições de ratificar todas ou algumas 2. O seguimento abrangerá a cada ano as qua-
fundamentais no trabalho reveste uma impor- dessas convenções em seus esforços por respei- tro áreas de princípios e direitos fundamentais
tância e um significado especiais ao assegurar tar, promover e tornar realidade os princípios enumerados na Declaração.
aos próprios interessados a possibilidade de relativos aos direitos fundamentais que são B. Modalidades
reivindicar livremente e em igualdade de opor- objeto dessas convenções; e
1. O seguimento terá como base relatórios
tunidades uma participação justa nas riquezas c) ajudando aos Membros em seus esforços solicitados aos Membros em virtude do Ar-
a cuja criação têm contribuído, assim como por criar um meio ambiente favorável de de- tigo 19, parágrafo 5, e) da Constituição. Os
a de desenvolver plenamente seu potencial senvolvimento econômico e social. formulários de memória serão estabelecidos
humano; 4. Decide que, para tornar plenamente efetiva com a finalidade de obter dos governos que
Considerando que a OIT é a organização in- a presente Declaração, implementar-se-á um não tiverem ratificado alguma das convenções
ternacional com mandato constitucional e o seguimento promocional, que seja crível e fundamentais, informação sobre as mudanças
órgão competente para estabelecer Normas eficaz, de acordo com as modalidades que se que ocorreram em sua legislação e sua prática,
Internacionais do Trabalho e ocupar-se das estabelecem no anexo que será considerado considerando o Artigo 23 da Constituição e a
mesmas, e que goza de apoio e reconheci- parte integrante da Declaração. prática estabelecida.
DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957 OIT 26

2. Esses relatórios, recopilados pela Repartição, 2. A Conferência deverá, em determinado mo- convenção, se comprometem a instituir ou
serão examinadas pelo Conselho de Admi- mento, reexaminar o funcionamento do pre- a conservar métodos que permitam fixar os
nistração. sente seguimento considerando a experiência salários mínimos dos trabalhadores emprega-
3. Com o fim de preparar uma introdução à adquirida, com a finalidade de comprovar si dos na indústria ou partes da indústria (e em
compilação dos relatórios assim estabelecida, este mecanismo está ajustado conveniente- particular nas indústrias caseiras), em que não
que permita chamar a atenção sobre os aspec- mente ao objetivo enunciado na Parte I. exista regime eficaz para a fixação de salários
tos que mereçam em seu caso uma discussão 3. O texto anterior é o texto da Declaração da por meio de contrato coletivo ou de outra
mais detalhada, a Repartição poderá recorrer a OIT relativa aos princípios e direitos fundamen- modalidade e nas quais os salários sejam ex-
um grupo de peritos nomeados com este fim tais no trabalho e seu seguimento devidamente cepcionalmente baixos.
pelo Conselho de Administração. adotada pela Conferência Geral da Organização 2. A palavra indústrias, para os fins da presen-
4. Deverá ajustar-se o procedimento em vigor Internacional do Trabalho durante a Octogé- te convenção, compreende as indústrias de
do Conselho de Administração para que os sima sexta reunião, realizada em Genebra e transformação e o comércio.
Membros que não estejam nele representados cujo encerramento foi declarado em 18 de Artigo 2º
possam proporcionar, da maneira mais adequa- junho de 1998.
Cada Membro que ratifica a presente conven-
da, os esclarecimentos que no seguimento de É fé do qual foi assinado neste décimo nono
ção tem a liberdade de decidir, após consulta
suas discussões possam resultar necessárias ou dia de junho de 1998.
às organizações Internacionais e obreiras, se
úteis para completar a informação contida em Presidente da Conferência existem, para a indústria ou parte da indústria
suas memórias.
Jean-Jacques Oechslin em questão, a quais indústrias ou parte de
O Diretor Geral da Oficina Internacional do indústrias e, em particular, a quais indústrias
III. RELATÓRIO GLOBAL
Trabalho caseiras ou arte dessas indústrias serão aplica-
A. Objeto e âmbito de aplicação dos os métodos de fixação dos salários mínimos
Michel Hansenne previstos no Artigo 1º.
1. O objeto deste relatório é facilitar uma ima-
gem global e dinâmica de cada uma das ca- Artigo 3º
tegorias de princípios e direitos fundamentais
1. Cada Membro que ratifica a presente conven-
observada no período quadrienal anterior, ser-
ção tem a liberdade de determinar os métodos
vir de base à avaliação da eficácia da assistência DECRETO 41.721, DE 25 DE de fixação dos salários mínimos, assim como
prestada pela Organização e estabelecer as
prioridades para o período seguinte mediante
JUNHO DE 1957 as modalidades de sua aplicação.
programas de ação em matéria de cooperação 2. Entretanto,
técnica destinados a mobilizar os recursos Promulga as Convenções Internacionais do 1) antes de aplicar os métodos a uma indústria
internos e externos necessários a respeito. na parte da indústria determinada, os repre-
Trabalho de 11,12,13,14,19,26,29,81,88,89,95,9
2. O relatório tratará sucessivamente cada ano 9,100 e 101, firmadas pelo Brasil e outros países sentantes e dos trabalhadores interessados,
de uma das quatro categorias de princípios e em sessões da Conferência Geral da Organização inclusive os representantes de suas respectivas
direitos fundamentais. organizações, se tais organizações existem,
Internacional do Trabalho.
deverão ser consultados, assim como tôdas
B. Modalidades
as outras pessoas especialmente qualificadas
1. O relatório será elaborado sob a respon- DOU 28.06.1957 no assunto, por sua profissão ou por suas fun-
sabilidade do Diretor-Geral sobre a base de ções, às quais a autoridades competente julgar
informações oficiais ou reunidas e avaliadas de oportuno dirigir-se;
acordo com os procedimentos estabelecidos.
CONVENÇÃO 26 2) os empregadores e trabalhadores interessa-
Em relação aos países que ainda não ratificaram
dos deverão participar da aplicação dos méto-
as convenções fundamentais, referidas infor- CONVENÇÃO CONCERNENTE À dos, sob a forma e na medida que poderão ser
mações terão como fundamento, em particular,
INSTITUIÇÃO DE MÉTODOS DE FIXAÇÃO determinadas pela legislação nacional, mas, em
no resultado do seguimento anual antes men-
DE SALÁRIOS MÍNIMOS, ADOTADA PELA todos os casos, em número igual e no mesmo
cionado. No caso dos Membros que tenham
CONFERÊNCIA EM SUA DÉCIMA PRIMEIRA pé de igualdade;
ratificado as convenções correspondentes,
estas informações terão como base, em par- SESSÃO, GENEBRA, 16 DE JUNHO DE 1928. 3) as quantias mínimas de salário que forem
ticular, os relatórios (memórias) tal como são fixada serão obrigatórias para os empregadores
apresentados e tratados em virtude do artículo A Conferência geral da organização Interna- e empregados interessados; não poderão ser
22 da Constituição. cional do trabalho. reduzidas por eles nem em acôrdo individual
Convocada em Genebra pelo Conselho Ad- nem coletivo, salvo autorização geral ou par-
2. Este relatório será apresentado à Conferência
ministrativo da repartição Internacional do ticular da autoridade competente.
como um relatório do Diretor-Geral para ser
objeto de uma discussão tripartite. A Confe- trabalho, e reunida em 30 de maio de 1928, Artigo 4º
rência poderá tratá-lo de um modo distinto do em sua décima primeira sessão.
1. Todo Membro que ratifique a presente con-
inicialmente previsto para os relatórios aos que Depois de ter decidido adotar diversas pro- venção deve tomar as medidas necessárias, por
se refere o Artigo 12 de seu Regulamento, e posições relativas aos métodos de fixação meio de um sistema de contrôle e de sanções,
poderá fazê-lo numa sessão separada dedicada de salários mínimos, questão que constitui o para que, de uma parte, os empregadores e em-
exclusivamente a esse informe ou de qualquer primeiro ponto da ordem do dia da sessão, e pregados interessados tomem conhecimento
outro modo apropriado. Posteriormente, cor- Depois de ter decidido que essas proposições das quantias mínimas de salário em vigor e, de
responderá ao Conselho de Administração, tomariam a forma de convenção internacional, outra parte os salários efetivamente estipulados
durante uma de suas reuniões subseqüentes adota, neste décimo sexto dia de junho de mil não sejam inferiores aos mínimos aplicáveis.
mais próximas, tirar as conclusões de referido novecentos e vinte e oito, a convenção presen-
debate no relativo às prioridades e aos pro- 2. Todo trabalhador ao qual as quantias mí-
te, que será denominada Convenção Sôbre os nimas são aplicáveis e que recebeu salários
gramas de ação em matéria de cooperação Métodos de Fixação de Salários Mínimos de
técnica que deva implementar durante o pe- inferiores ao mínimo deve ter direito, por via
1928, ser ratificada pelos membros da Orga- judiciária ou outra via legal, de recuperar o
ríodo quadrienal correspondente. nização Internacional do trabalho, conforme montante da soma que lhe é devida, dentro
as disposições da Constituição da organização do prazo que poderá ser fixado pela legislação
IV. FICA ENTENDIDO QUE: Internacional do Trabalho: nacional.
1. O Conselho de Administração e a Conferência Artigo 1º Artigo 5º
deverão examinar as emendas que resultem
necessárias a seus regulamentos respectivos 1. Todos os Membros da Organização Interna- Todo Membro que ratificar a presente con-
para executar as disposições anteriores. cional do Trabalho que ratificam a presente venção, deverá fazer, cada ano, à Repartição
OIT 81 DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957

Internacional do trabalho, uma exposição geral O texto precedente é o texto autêntico da PARTE I
com a lista das indústrias ou partes de indústrias Convenção sôbre os métodos de fixação INSPEÇÃO DO TRABALHO NA INDÚSTRIA
nas quais foram aplicados métodos de fixação dos salários mínimos de 1928, tal qual foi
dos salários mínimos e dando conhecimento modificada pela Convenção de revisão dos Artigo 1º
das modalidades de aplicação dêsses métodos, artigos finais, de 1946.
assim como os seus resultados. Essa exposição Cada Membro da Organização Internacional
O texto original da convenção foi autenticada do Trabalho para a qual a presente convenção
compreenderá indicações sumárias dos números em 22 de junho de 1928 pelas assinaturas
aproximados de trabalhadores atingidos por está em vigor, deve ter um sistema de inspeção
do Sr. Carlos Saavedra Lamas, Presidente da de trabalho nos estabelecimentos industriais.
essa regulamentação, as taxas de salário mínimo
Conferência, e de M. Albert Thomas, Diretor
fixadas, e, se fôr o caso, as outras medidas mais Artigo 2º
da repartição Internacional do Trabalho.
importantes relativas aos salários mínimos.
A Convenção entrou em vigor inicialmente 1. O sistema de inspeção de trabalho nos esta-
Artigo 6º belecimentos industriais se aplicará a todos os
em 14 de junho de 1930.
As ratificações oficiais da presente convenção estabelecimentos para os quais os inspetores
Em fé do que eu autentiquei, com minha
nas condições estabelecidas pela Constituição de trabalho estão encarregados de assegurar
assinatura, de acôrdo com as disposições a aplicação das disposições legais relativas
da organização Internacional do Trabalho, serão do Artigo 6º da Convenção de revisão dos
comunicadas ao Diretor Geral da repartição às condições de trabalho e à proteção dos
artigos finais, de 1946, neste trigésimo dia trabalhadores no exercício da profissão.
Internacional do trabalho e por êle registradas. de abril de 1948, dois exemplares originais
Artigo 7º do texto da convenção, tal qual ela foi mo- 2. A legislação nacional poderá isentar as em-
dificada. – Edward Phelan, Diretor Geral da prêsas mineras e de transporte, ou parte dessas
1. A presente convenção não obrigará senão emprêsas, da aplicação da presente convenção.
os Membros Organização Internacional do repartição Internacional do trabalho.
trabalho cuja ratificação tiver sido registrada O texto da Convenção aqui presente é cópia Artigo 3º
na repartição Internacional do Trabalho. exata do texto autenticado pela assinatura 1. O sistema de inspeção de trabalho será
2. Ela entrará em vigor doze anos depois da do Diretor Geral da Repartição Internacional encarregado:
data na qual as ratificações de dois Membros do Trabalho. a) de assegurar a aplicação das disposições
forem registradas pelo Diretor Geral. Cópia certificada para o Diretor Geral da legais relativas às condições de trabalho e à
3. Em seguida, esta convenção entrará em vigor Repartição Internacional do Trabalho: – C. proteção dos trabalhadores no exercício de sua
para cada Membro doze meses depois da data W. Jeks, Consultor Jurídico da Repartição profissão, tais como as disposições relativas à
em que sua ratificação tiver sido registrada. Internacional do Trabalho. duração do trabalho, aos salários, à segurança,
à higiene e ao bem estar, ao emprêgo das
Artigo 8º
crianças e dos adolescentes e a outras matérias
Logo que as ratificações de dois Membros da conexas, na medida em que os inspetores são
Organização Internacional do Trabalho tiverem encarregados de assegurar a aplicação das
sido registradas na Repartição Internacional de DECRETO 41.721, DE 25 ditas disposições;
trabalho, o Diretor Geral da Repartição Inter- DE JUNHO DE 1957 b) de fornecer informações e conselhos técni-
nacional do trabalho notificará o fato a todos cos aos empregadores e trabalhadores sôbre
os Membros da Organização Internacional do os meios mais eficazes de observar as dispo-
Trabalho. Notificará igualmente o registro das Promulga as Convenções Internacionais do sições legais;
ratificações que lhe forem ulteriormente comu- Trabalho de 11,12,13,14,19,26,29,81,88,89,95,9
nicadas por todos os membros da Organização. 9,100 e 101, firmadas pelo Brasil e outros países c) de levar ao conhecimento da autoridade
competente as deficiências ou os abusos que
Artigo 9º em sessões da Conferência Geral da Organização
não estão especificamente compreendidos nas
Internacional do Trabalho.
1. Todo Membro que tiver ratificado a pre- disposições legais existente.
sente convenção poderá denunciá-la ao fim 2. se fôrem confiadas outras funções aos ins-
de um período de 10 anos depois da data da DOU 28.06.1957
petores de trabalho, estas não deverão ser
entrada em vigor inicial da convenção, por ato obstáculo ao exercício de suas funções prin-
comunicado ao Diretor Geral da Repartição cipais, nem prejudicar de qualquer maneira
Internacional do Trabalho e por êle registrado. CONVENÇÃO 81 a autoridade ou a imparcialidade necessárias
A denúncia não terá efeito senão um ano de- aos inspetores nas suas relações com os em-
pois de registrada na Repartição Internacional CONVENÇÃO CONCERNENTE A INSPEÇÃO pregadores.
do Trabalho. DO TRABALHO NA INDÚSTRIA E NO Artigo 4º
2. Todo Membro que, tendo ratificado a presen- COMÉRCIO
te convenção, no prazo de um ano depois da 1. Tanto quanto isso fôr compatível com a
expiração do período de 10 anos mencionado A Conferência geral da Organização Inter- prática administrativa do Membro, a inspeção
no parágrafo precedente, não fizer uso da facul- nacional do Trabalho, do trabalho será submetida à vigilância e ao
dade de denúncia prevista no presente artigo, contrôle de uma autoridade central.
Convocada em Genebra pelo Conselho de
será obrigado por um período de cinco anos, 2. Se se tratar de Estado federativo, o têrmo
Administração da Repartição Internacional
e em seguida poderá denunciar a presente “autoridade central” poderá designar, seja auto-
do Trabalho e aí se tendo reunido em 19
convenção, no fim de cada cinco anos, nas ridade federal, seja autoridade central de uma
de junho de 1947, em sua trigésima sessão.
condições previstas no presente artigo. entidade federada.
Depois de adotar diversas disposições rela-
Artigo 10 Artigo 5º
tivas à inspeção do trabalho na indústria e
Ao menos uma vez cada 10 anos, o Conselho no comércio, questão que constitui o quarto A autoridade competente deverá tomar me-
de Administração da Repartição Internacional ponto de 1947, em sua trigésima sessão, didas apropriadas para favorecer:
do trabalho deverá apresentar à Conferência Depois de decidir que essas proposições a) a cooperação efetiva entre os serviços de
relatório sôbre a aplicação da presente con- tomariam a forma de uma convenção in- inspeção, de uma parte, e outros serviços
venção e decidir da oportunidade de inscrever ternacional, governamentais e as instituições públicas e
na ordem do dia da Conferência a questões da
Adota, neste décimo primeiro dia de ju- privadas que exercem atividades análogas
revisão ou da modificação da dita convenção.
lho de mil novecentos e quarenta e sete, a de outra parte;
Artigo 11 convenção presente, que será denominada b) a colaboração entre os funcionários da ins-
Os textos francês e inglês da presente con- Convenção sôbre a inspeção do trabalho peção do trabalho e os empregadores e os
venção farão fé. de 1947: trabalhadores ou suas organizações.
DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957 OIT 81

Artigo 6º 2) A autoridade competente tomará as me- Artigo 14


didas necessárias no sentido de indenizar os
O pessoal da inspeção será composto de fun- A inspeção do trabalho deverá ser informada
inspetores de trabalho de todos os gastos de
cionários públicos sujo estatuto e condições dos acidentes de trabalho e dos casos de en-
locomoção e tôdas as despesas acessórias
de serviços lhes assegurem a estabilidade nos fermidade profissional, nos casos e da maneira
seus empregos e os tornem independentes de necessárias ao exercício de suas funções.
determinados pela legislação nacional.
qualquer mudança de govêrno ou de qualquer Artigo 12
Artigo 15
influência externa indevida. 1. Os inspetores de trabalho munidos de
Artigo 7º Ressalvadas as exceções que a legislação na-
credenciais serão autorizados:
cional possa prever, os inspetores de trabalho:
1. Ressalvadas as condições às quais a legis- a) a penetrar livremente e sem aviso prévio,
a) não terão direito a qualquer interêsse direto
lação nacional submeta o recrutamento dos a qualquer hora do dia ou da noite, em qual-
ou indireto nas emprêsas submetidas a seu
membros dos serviços públicos, os inspetores quer estabelecimento submetido à inspeção;
contrôle;
do trabalho serão recrutados unicamente sôbre b) a penetrar durante o dia em todos os
a base das aptidões para as funções. b) serão obrigados, sob sanção penal ou de
locais que eles possam ter motivo razoável
medidas disciplinares apropriadas, a não reve-
2. Os meios de verificar essas aptidões serão para supor estarem sujeitos ao contrôle de
lar, mesmo depois de terem deixado o serviço,
determinados pela autoridade competente. inspeção;
os segredos de fabricação ou de comércio ou
3. Os inspetores de trabalho deverão receber c) a proceder a todos exames, controles e in- os processos de exploração de que possam ter
formação apropriada, para o exercício de suas quéritos julgados necessários para assegurar conhecimento no exercício de suas funções;
funções. que as disposições legais são efetivamente
observadas, e notadamente; c) deverão tomar como absolutamente con-
Artigo 8º fidencial a fonte de queixas que lhes tragam
i) a interrogar, seja só ou em presença de ao conhecimento um defeito de instalação ou
Tanto as mulheres quanto os homens poderão
testemunhas, o empregador ou pessoal do uma infração às disposições legais e deverão
ser nomeados membros do pessoal do serviço
estabelecimento sôbre quaisquer matérias abster-se de revelar ao empregador ou a seu
de inspeção; se houver necessidade, poderão
relativas à aplicação das disposições legais; representante que sua visita de inspeção re-
ser atribuídas tarefas especiais aos inspetores
e inspetoras. ii) a pedir vistas de todos os livros, registros sultou de alguma queixa.
e documentos prescritos pela legislação re- Artigo 16
Artigo 9º
lativa às condições de trabalho, com o fim
Cada Membro tomará as medidas necessárias de verificar sua conformidade com os dispo- Os estabelecimento deverão ser inspecionados
para assegurar a colaboração de especialistas sitivos legais, de os copiar ou extrair dados; com a freqüência e o cuidado necessários a
e técnicos devidamente qualificados, técnicos assegurar a aplicação efetiva das disposições
iii) a exigir a afixação dos avisos previstos
em medicina, em mecânica, eletricidade e legais em questão.
pelas disposições legais;
química para o funcionamento da inspeção Artigo 17
segundo os métodos julgados mais apropria- iv) a retirar ou levar para fim de análises,
dos às condições nacionais, a fim de assegurar amostras de materiais e substâncias utiliza- 1. As pessoas que violarem ou negligenciarem
a aplicação das disposições legais relativas à das ou manipuladas, contanto que o empre- a observância das disposições legais de cuja
higiene e segurança dos trabalhadores no gador ou seu representante seja advertido execução estão incumbidos os inspetores de
exercício de suas profissões, e de se informar de que os materiais ou substâncias foram trabalho, serão passíveis de perseguições le-
dos processos empregados, do material usado retiradas ou levadas para êsse fim. gais imediatas sem aviso prévio. Entretanto,
e dos métodos de trabalho, sôbre a higiene e 2. por ocasião de uma visita de inspeção, o a legislação nacional poderá prever exceções
a segurança dos trabalhadores. inspetor deverá informar o empregador ou nos casos em que uma advertência deva ser
Artigo 10 seu representante de sua presença, a menos feita a fim de remediar a situação ou de se
que julgue que tal aviso pode ser prejudicial tomarem mediadas preventivas.
O número de inspetores de trabalho será su-
à eficiência da fiscalização. 2. Os inspetores de trabalho terão a liberdade
ficiente para permitir o exercício eficaz das
funções de serviço de inspeção e será fixado Artigo 13 de fazer advertências ou de conselhos, em vez
tendo-se em conta: de intentar ou recomendar ações.
1. Os inspetores de trabalho serão autori-
a) a importância das tarefas que os inspetores zados a providenciar medidas destinadas a Artigo 18
terão de executar, notadamente; eliminar defeitos encontrados em uma ins- Sanções apropriadas por violação dos dispo-
i) o número, a natureza, a importância, e a talação uma organização ou em métodos de sitivos legais cuja aplicação está submetida
situação dos estabelecimentos sujeitos ao trabalho que êles tenham motivos razoáveis ao contrôle dos inspetores de trabalho e por
controle da inspeção; para considerar como ameaça à saúde ou à obstrução feita aos inspetores de trabalho no
ii) o número e a diversidade das categorias segurança dos trabalhadores. exercício de suas funções, serão previstas pela
de trabalhadores ocupados nesses estabe- 2. A fim de estarem aptos a provocar es- legislação nacional e efetivamente aplicadas.
lecimentos; sas medidas, os inspetores terão o direito, Artigo 19
iii) o número e a complexibilidade das disposi- ressalvado qualquer recurso judiciário ou
ções legais cuja aplicação deve ser assegurada; administrativo que possa prever a legislação 1. Os inspetores de trabalho ou os escritórios
nacional, de ordenar ou de fazer ordenar: de inspeção locais, segundo o caso, serão
b) os meios materiais de execução postos à obrigados a submeter à autoridade central
disposição dos inspetores; a) que sejam feitas nas instalações, dentro de inspeção relatórios periódicos de caráter
c) as condições práticas nas quais as visitas de do prazo de um prazo fixo, as modificações geral sôbre os resultados de suas atividades.
inspeção deverão se efetuar para ser eficazes. necessárias a assegurar a aplicação escrita
das disposições legais concernentes à saúde 2. Êsses relatórios serão feitos segundo a
Artigo 11 e à segurança dos trabalhadores. maneira prescrita pela autoridade central e
1. A autoridade competente tomará as me- tratarão dos assuntos indicados de tempo em
b) que sejam tomadas imediatamente medi-
didas necessárias no sentido de fornecer aos tempo pela autoridade central; êles deverão
das executivas no caso de perigo iminente
inspetores de trabalho: ser apresentados tão freqüentemente quanto o
para a saúde e a segurança dos trabalhadores.
prescreva a autoridade central, e, em qualquer
a) escritórios locais organizados de maneira 3. Se o procedimento fixado no § 2º não fôr hipótese, pelo menos uma vez por ano.
apropriada às necessidades do serviço e aces- compatível com a prática administrativa e
síveis a todos os interessados; Artigo 20
judiciária do Membro, os inspetores terão o
b) facilidades de transporte necessário ao exer- direito, de dirigir-se à autoridade competente 1. A autoridade central de inspeção publicará
cício de suas funções quando não existirem para que ela formule prescrições ou faça um relatório anual de caráter geral sôbre os tra-
facilidades de transporte público apropriado; tomar medidas de efeito executório imediato. balhos de inspeção submetidos a seu contrôle.
OIT 81 DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957

2. Êsses relatórios serão publicados dentro II da presente convenção, esclarecendo até que modificações, e em que consistem as ditas
de um prazo razoável que em nenhum caso ponto se puseram ou se pretendem pôr em modificações;
exceda de doze meses, a partir do fim do ano prática as ditas disposições. c) os territórios aos quais a convenção é ina-
ao qual êles se referem. Artigo 26 plicável, e, nesse caso, as razões pelas quais
3. Cópias dos relatórios anuais serão enviadas ela é inaplicável;
ao Diretor Geral da Repartição Internacional do No caso em que não haja certeza sôbre se um
estabelecimento, uma parte ou um serviço de d) os territórios para os quais êle reserva sua
Trabalho dentro de um prazo razoável depois decisão.
de seu aparecimento, mas, em qualquer caso, um estabelecimento estão submetidos à pre-
num prazo que não exceda de três meses. sente convenção, é a autoridade competente 2. Os compromissos mencionados nas alíneas
que deve decidir a questão. a e b do parágrafo primeiro do presente artigo
Artigo 21 serão reputados partes integrantes da ratifica-
Artigo 27
O relatório anual publicado pela autoridade ção e terão idênticos efeitos.
central de inspeção deverá tratar dos seguintes Na presente convenção a expressão “ disposi-
ções legais” compreende além da legislação, as 3. Todo Membro poderá renunciar, em nova
assuntos: declaração, no todo ou em parte, às reservas
a) as leis e regulamentos importantes para o sentenças arbitrais e os contratos coletivos que
têm fõrça de lei, e cuja aplicação os inspetores contidas na sua declaração anterior em vir-
serviço de inspeção do trabalho; tude das alíneas b, c e d do parágrafo 1º do
de trabalho estão encarregados de assegurar.
b) pessoal do serviço de inspeção do trabalho; presente artigo.
c) estatísticas dos estabelecimentos submeti- Artigo 28
4. Todo Membro poderá, durante os período
dos à inspeção e número dos trabalhadores Informações detalhadas concernentes a qual- em que a presente convenção pode ser de-
ocupados nesses estabelecimentos; quer legislação nacional que ponha, em vigor nunciada de conformidade com as disposições
d) estatísticas das visitas de inspeção; as disposições de presente convenção, deverão do artigo 34, comunicar ao Diretor Geral nova
e) estatísticas das infrações cometidas e das ser incluídas nos relatórios anuais que devem declaração modificando, em qualquer outro
sanções impostas; ser apresentados conforme o artigo 22 da ponto os têrmos de qualquer declaração an-
f) estatísticas dos acidentes de trabalho; Constituição da Organização Internacional terior e esclarecendo a situação dos territórios
g) estatísticas das enfermidades profissionais; do Trabalho. que especificar.
Assim como sôbre qualquer ponto referente Artigo 29 Artigo 31
a êsses assuntos, na medida em que esteja 1. Quando o território de um Membro com- 1. Quando as questões tratadas pela presente
sob o contrôle da referida autoridade central. preende vastas regiões onde, em razão da convenção entram no quadro da competência
pouca densidade da população ou do estado própria das autoridades de um território não
PARTE II de seu desenvolvimento, a autoridade compe- metropolitano, o Membro responsável pelas
INSPEÇÃO DO TRABALHO NO COMÉRCIO tente considera impraticáveis os dispositivos relações internacionais dêsse território, em
da presente convenção, ela pode isentar as acôrdo com seu próprio govêrno, poderá co-
Artigo 22 ditas regiões da aplicação da convenção, seja municar ao Diretor Geral da Repartição Interna-
Cada Membro da Organização Internacional de um modo geral, seja com exceções que cional do Trabalho um declaração de aceitação,
do Trabalho para a qual esta parte da pre- ela julgue apropriadas em relação a certos em nome dêsse território, das obrigações da
sente convenção está em vigor deve possuir estabelecimentos ou certos trabalhos. presente convenção.
um sistema de inspeção de trabalho nos seus 2. Todo Membro deve indicar, no seu primeiro 2. Uma declaração de aceitação das obrigações
estabelecimentos comerciais. relatório anual sôbre a aplicação da presente da presente convenção pode ser comunicada
Artigo 23 convenção, que será apresentada em virtude ao Diretor Geral da Repartição Internacional
do artigo 22 da Constituição da Organização do Trabalho:
O sistema de inspeção de trabalho nos estabe- Internacional do Trabalho, tôdas as regiões nas
lecimentos comerciais se aplica aos estabele- a) por dois ou mais Membros da Organização
quais se propõe a recorrer às disposições do
cimentos nos quais os inspetores de trabalho para um território colocado sob sua autoridade
presente artigo e deve dar as razões porque
estão encarregados de assegurar a aplicação conjunta;
se propõe recorrer a elas. Posteriormente, ne-
dos dispositivos legais relativos às condições nhum membro poderá recorrer às disposições b) por qualquer autoridade internacional res-
de trabalho e à proteção dos trabalhadores no do presente artigo, salvo no que concerne às ponsável pela administração de um território
exercício de sua profissão. regiões que houver assim indicado. em virtude das disposições da Carta das Nações
Artigo 24 Unidas ou de qualquer outra diposição em
3. Todo Membro que recorrer às disposições
vigor, com respeito a êsse território.
O sistema de inspeção de trabalho nos esta- do presente artigo, deverá indicar, nos seus
relatórios anuais ulteriores, as regiões para 3. As declarações comunicadas ao Diretor Geral
belecimentos comerciais deverá satisfazer às
as quais êle renuncia o direito de recorrer às do Bureau Internacional do Trabalho, de con-
disposições dos artigos 3º a 21 da presente
convenção, na medida em que forem aplicados. ditas disposições. formidade com as disposições dos parágrafos
precedentes do presente artigo, devem indicar
Artigo 30 se as disposições da convenção serão aplicadas
PARTE III
1. No que concerne aos territórios mencionados no território com ou sem modificações; quando
MEDIDAS DIVERSAS no artigo 35 da Constituição da Organização a declaração indica que as disposições da con-
Internacional do Trabalho tal qual foi emenda- venção se aplicam sob reserva de modificações,
Artigo 25 da instrumento de emenda à Constituição da ela deve especificar em que consistem as ditas
1. Todo Membro da Organização Internacional Organização Internacional do trabalho de 1946, modificações.
do Trabalho que ratifica a presente convenção com exclusão dos territórios citados nos pará- 4. O Membro ou os Membros ou autoridade
pode, em declaração anexa a sua ratificação, grafos 4º e 5º do dito artigo assim emendado, internacional interessados poderão renunciar
excluir a II parte de sua aceitação da convenção. todo Membro da Organização que ratificar a inteiramente ou em parte, em declaração ul-
2. todo Membro que tiver feito tal declaração presente convenção deverá comunicar ao Di- terior, ao direito de invocar uma modificação
pode anulá-la em qualquer tempo com de- retor Geral da Repartição Internacional do Tra- indicada em declaração anterior.
claração ulterior. balho, no mais breve prazo possível depois de
sua ratificação, uma declaração esclarecendo: 5. O Membro ou os Membros ou autoridade
3. Todo Membro para o qual estar em vigor uma internacional interessados poderão, durante os
declaração feita de conformidade com o § 1º a) os territórios nos quais êle se compromete períodos em que a Convenção pode ser de-
do presente artigo, indicará cada ano, no seu a aplicar, sem modificação, as disposições da nunciada de conformidade com as disposições
relatório anual sôbre a aplicação da presente convenção; do artigo 34, comunicar ao Diretor Geral nova
convenção, o teor de sua legislação e de sua b) os territórios nos quais êle se compromete declaração modificando em qualquer sentido
prática no que se refere às disposições da Parte a aplicar as disposições da convenção com os têrmos de qualquer declaração anterior e
DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957 OIT 88

esclarecendo a situação no que concerne à dem do dia da Conferência a questão da sua Adota, neste nono dia de julho de mil nove-
aplicação desta convenção. revisão total ou parcial. centos e quarenta e oito, a convenção seguinte,
Artigo 38 denominada Convenção sôbre o serviço de
IV PARTE emprêgo, de 1948:
1. No caso em que a Conferência adote uma
As ratificações formais da presente conven- Artigo 1º
nova convenção de revisão total ou parcial da
ção serão comunicadas ao Diretor Geral da presente convenção, e a menos que a nova 1. Cada Membro da Organização Internacional
Repartição Internacional do Trabalho e por convenção disponha de outra forma: do Trabalho para a qual a presente convenção
êle registradas. está em vigor deve manter e cuidar de que
a) a ratificação por um Membro da nova con-
Artigo 33 venção de revisão provocará, de pleno direito, seja mantido um serviço público e gratuito
não obstante o artigo 34 acima, denúncia ime- de emprêgo.
1. A presente convenção não obriga senão
os Membros da Organização Internacional do diata da presente convenção, quando a nova 2. A tarefa essencial do serviço de emprêgo
Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada convenção de revisão tiver entrado em vigor; deve se realizar, em cooperação, quando ne-
pelo Diretor Geral. b) a partir da data da entrada em vigor da cessário, com outros organismos públicos e
nova convenção de revisão, a presente con- privados interessados, a melhor organização
2. Ela entrará em vigor doze meses depois que possível do mercado de emprêgo como parte
as retificações de dois membros tiverem sido venção não estará mais aberta à ratificação
dos Membros. integrante do programa nacional destinado a
registradas pelo Diretor Geral. assegurar e a manter o pleno emprêgo, assim
3. Em seguida, esta convenção entrará em 2. A presente convenção ficará, em qualquer como a desenvolver e a utilizar os recursos
vigor para cada Membro doze meses depois caso vigor em sua forma e teor para os Mem- produtivos.
da data em que sua ratificação fôr registrada. bros que a tiverem ratificado e que não ratifi-
carem a convenção de revisão. Artigo 2º
Artigo 34 O Serviço de emprêgo deve ser constituído
Artigo 39
1. Todo Membro que ratifique a presente por um sistema nacional de escritórios de
convenção pode denunciá-la no fim de um As versões em francês e em inglês do texto emprêgo colocados sob o contrôle de uma
período de 10 anos depois da data em que da presente convenção fazem igualmente fé. autoridade nacional.
a convenção entrou em vigor pela primeira O texto precedente é o texto autêntico da con- Artigo 3º
vez, por ato comunicado ao Diretor Geral da venção devidamente adotada pela Conferência
Repartição Internacional do Trabalho e por êle Geral da Organização Internacional do Trabalho 1. o Sistema deve compreender uma rêde de
registrado. Essa denúncia não terá efeito senão em sua trigésima sessão, realizada em Genebra escritórios locais e, se necessário, de escritórios
um ano depois de registrada. e declarada encerrada a 11 de julho de 1947. regionais em número suficiente para servir
cada uma das regiões geográficas do país, e
2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre- Em fé do que apuseram suas assinaturas, neste
cômodamente situados para os empregadores
sente convenção, dentro do prazo de um ano décimo nono dia de julho de 1947:
e empregados.
depois da expiração do período de 10 anos O Presidente da Conferência, Cal Joachim
mencionados no parágrafo precedente, não 2. A organização da rêde:
Hambro.
fizer uso da faculdade de denúncia prevista (a) deve ser objeto de exame geral:
O Diretor Geral da Repartição Internacional do
pelo presente artigo, ficará comprometido por Trabalho, Edward Phelan. i) quando ocorrem mudanças importantes
um período de dez anos, e, posteriormente, na distribuição da atividade econômica e da
poderá denunciar a presente convenção no fim população trabalhadora;
de cada período de dez anos nas condições
ii) quando a autoridade competente considera
previstas no presente artigo.
DECRETO 41.721, DE 25 DE que um exame geral é desejável para apreciar a
Artigo 35 experiência adquirida no curso de um período
1. O Diretor Geral da Repartição Internacional
JUNHO DE 1957 experimental;
do Trabalho notificará a todos os Membros (b) deve ser revista quando tal exame tiver
da Organização Internacional do Trabalho o demonstrado a necessidade de revisão.
Promulga as Convenções Internacionais do
registro de tôdas as ratificações, declarações Artigo 4º
Trabalho de 11,12,13,14,19,26,29,81,88,89,95,9
e denúncias que lhe forem comunicadas pelos
9,100 e 101, firmadas pelo Brasil e outros países 1. Medidas apropriadas devem ser tomadas
Membros da Organização.
em sessões da Conferência Geral da Organização por meio das comissões consultivas, no sentido
2. Notificação aos Membros da Organização Internacional do Trabalho. de assegurar a cooperação de representantes
o registro da segunda ratificação que lhe fôr dos empregadores e dos trabalhadores e na
comunicada, o Diretor Geral chamará a atenção organização e no funcionamento do serviço de
DOU 28.06.1957
dos Membros da Organização sôbre a data em emprêgo, assim como no desenvolvimento da
que a presente convenção entrar em vigor. política do serviço de emprêgo.
Artigo 36 2. Essas medidas devem prever a instituição de
CONVENÇÃO 88
A Repartição Internacional do Trabalho enviará uma ou mais comissões nacionais consultivas,
ao Secretário Geral das Nações Unidas, para CONCERNENTE À ORGANIZAÇÃO DO e, se necessário, de comissões regionais e locais.
fins de registro, de conformidade com o artigo SERVIÇO DE EMPRÊGO 3. Os representantes dos empregadores e
102 da Carta das Nações Unidas, informações dos trabalhadores nessas comissões devem
completas a respeito de tôdas as ratificações, A Conferência geral da Organização Interna- ser designados em número igual depois de
declarações e atos de denúncia que tiverem cional do Trabalho, consulta às organizações representativas de
sido registrados conforme os artigos prece- Convocada em São Francisco pelo Conselho de empregadores e empregados, onde tais or-
dentes. Administração da Repartição Internacional do ganizações existam.
Artigo 37 Trabalho e aí reunida em 17 junho de 1948, Artigo 5º
em sua trigésima primeira sessão,
À expiração de cada período de dez anos a A política geral do serviço de emprêgo, quando
contar da data da entrada em vigor da presente Depois de decidir adotar diversas proposições se trata de encaminhar os trabalhadores aos
convenção, o Conselho de Administração da relativas à organização do serviço de emprêgo, empregos disponíveis, deve ser desenvolvi-
Repartição Internacional do Trabalho deverá questão compreendida no quarto ponto da da depois de consulta aos representantes de
apresentar à Conferência geral um relatório ordem do dia da sessão, empregadores e de empregados por inter-
sôbre a aplicação da presente convenção e Depois de decidir que essas proposições to- médio das comissões consultivas previstas
decidirá da oportunidade de inscrever na or- mariam a forma de convenção internacional, no Artigo 4º.
OIT 88 DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957

Artigo 6º Artigo 7º las quais se propõe a recorrer a elas. Depois


disso, nenhum Membro poderá recorrer às
O serviço de emprêgo deve ser organizado Devem-se tomar medidas para:
disposições do presente artigo, salvo no que
de maneira a assegurar a eficácia do recru- a) facilitar, no meio dos diferentes escritórios concerne às regiões assim indicadas.
tamento e da colocação dos trabalhadores; de emprêgo, a especialização por profissões
para essa finalidade, deve: 3. Todo Membro que recorrer às disposições
e por indústrias, tais como a agricultura ou
do presente artigo deve indicar, nos seus rela-
a) ajudar os trabalhadores a encontrar em- qualquer outro ramo de atividade onde essa
tórios anuais ulteriores, tôdas as regiões para
prêgo apropriado e os empregadores a especialização possa ser útil;
as quais renuncia ao direito de recorrer às
recrutar trabalhadores que convenham às b) atender de maneira satisfatória às neces- ditas disposições.
necessidades das emprêsas; mais particular- sidades de determinadas categorias de pre-
mente, deve, conforme as regras formuladas Artigo 13
tendentes a emprêgo, tais como os inválidos.
sôbre o plano nacional: 1. No que concerne aos territórios mencionados
Artigo 8º
I) registrar os pretendentes a empregos, pelo artigo 35 da Constituição da Organização
anotar suas qualificações profissionais, sua Medidas especiais visando aos adolescentes Internacional do Trabalho, tal qual foi emen-
experiência e seus gostos, interrogá-los para devem ser tomadas e desenvolvidas no quadro dada na Constituição da Organização Inter-
fins de emprêgo, examinar, se necessário, dos serviços de emprêgos e de orientação nacional do Trabalho, de 1946, com exclusão
suas aptidões físicas e profissionais, e ajudá- profissional. dos territórios a que se refere os parágrafos 4º
-los a obter, se preciso, uma orientação, uma Artigo 9º e 5º do dito artigo emendado, todo Membro
formação ou readaptação profissional; da Organização que ratificar a presente con-
1. O pessoal do serviço de emprêgos deve ser venção deverá comunicar ao Diretor Geral da
II) obter dos empregados informações pre- composto de agentes públicos organizados
cisas sôbre os empregos vagos notificados Repartição Internacional do Trabalho, o mais
sob um estatuto e condições de serviço que brevemente possível, depois de sua ratificação,
por êles ao serviço, e sôbre as condições os façam independentes de tôda mudança de
que devem preencher os trabalhadores que declaração que indique:
govêrno e de tôda influência externa indevida,
procuram. e que, observadas as necessidades de serviço, a) os territórios nos quais se comprometem
III) encaminhar para os emprêgos vagos os lhes assegurem estabilidade no emprêgo. a aplicar, sem modificação, as disposições da
candidatos que possuam as aptidões profis- convenção;
2. Observadas as condições as quais a legislação
sionais e físicas exigidas; nacional pode submeter o recrutamento dos b) os territórios nos quais se comprometem
IV) organizar a compensação da oferta e da membros dos serviços públicos, os agentes a aplicar as disposições da convenção com
procura de emprêgo de um escritório a outro, do serviço de emprêgo devem ser recrutados modificações, e em que consistem essas mo-
quando o escritório consultado em primeiro unicamente de acôrdo com suas aptidões para dificações;
lugar não está em condições de colocar con- as funções. c) os territórios aos quais a convenção é ina-
venientemente os candidatos ou de prover 3. Os meios de verificar essas aptidões devem plicável e, nesse caso, as razões pelas quais é
convenientemente os emprêgos vagos ou inaplicável;
ser determinadas pela autoridade competente.
quando outras circunstâncias o justifiquem; d) os territórios para os quais reserva sua de-
4. Os agentes do serviço de emprêgo devem
b) tomar medidas apropriadas para: cisão.
receber formação apropriada para o exercício
I) facilitar a mobilidade profissional com o fim de suas funções. 2. Os compromissos mencionados nas alíneas a)
de ajustar a oferta da mão de obra às possi- e b) do parágrafo primeiro do presente artigo
Artigo 10
bilidades de emprêgo nas diversas profissões; serão reputados partes integrantes da ratifica-
II) facilitar a mobilidade geográfica com o fim Tôdas as medidas possíveis devem ser tomadas ção e produzirão efeitos idênticos.
de auxiliar o deslocamento de trabalhadores pelo serviço de emprêgo, e, ser fôr o caso, 3. Todo Membro poderá renunciar, em nova
para as regiões que oferecem possibilidade por outras autoridades públicas em colabo- declaração, no todo ou em parte, a qualquer
de emprêgos convenientes; ração com as organizações de empregadores reserva contida em sua declaração anterior, em
e empregados, e com outros organismos in- virtude das alíneas b), c) e d) do parágrafo 1º
III) facilitar as transferências temporárias de teressados, para incentivar a plena utilização do presente artigo.
trabalhadores de uma região a outra, com do serviço de emprêgo pelos empregadores e
o fim de diminuir um desequilíbrio local e trabalhadores sôbre base voluntária. 4. Todo Membro poderá, durante os períodos
momentâneo entre a oferta e a procura de no curso dos quais a presente convenção pode
mão de obra; Artigo 11 ser denunciada conforme as disposições do
As autoridades competentes devem tomar artigo 17, comunicar ao Diretor Geral nova
IV) facilitar de um país a outro os desloca-
tôdas as medidas necessárias para assegurar declaração modificando, em qualquer outro
mentos de trabalhadores que tiverem sido
cooperação eficaz entre o serviço público e ponto, os têrmos de tôda declaração anterior
aceitos pelos governo interessados;
os escritórios de colocação privados com fins e dando a conhecer a situação nos territórios
c) recolher e analisar, em colaboração, se fôr que especificar.
não lucrativos.
necessário, com outras autoridades assim
como com os empregadores e os sindicatos, Artigo 12 Artigo 14
tôdas as informações de que se dispõe sôbre 1. Quando o território de um Membro com- 1. Quando as questões tratadas pela presen-
a situação do mercado de emprêgo e sua preende vastas regiões, onde, em razão da te convenção entram no quadro da própria
evolução provável no país e nas diferentes pouca densidade da população ou em razão competência das autoridades de um território
indústrias, profissões ou regiões, e colocar do estado de seu desenvolvimento, a auto- não metropolitano, o Membro responsável
rápida e sistematicamente essas infôrmações ridade competente considera impraticáveis pelas relações internacionais dêsse território
a disposição das autoridades públicas das as disposições da presente convenção, ela de acôrdo com o seu próprio govêrno, pode-
organizações de empregadores e de traba- pode isentar as ditas regiões da aplicação da rá comunicar ao Diretor Geral da Repartição
lhadores interessadas, assim como o público; convenção, seja de maneira geral, seja com as Internacional do Trabalho uma declaração de
d) colaborar na administração do seguro- exceções que julgar apropriada em relação a aceitação, em nome dêsse território, das obri-
-desemprêgo e da assistência-desemprêgo certos estabelecimentos ou certos trabalhos. gações da presente convenção.
e na aplicação de outras medidas destinadas 2. Cada membro deverá indicar, no seu primeiro 2. Uma declaração de aceitação das obrigações
a amparar os desempregados; relatório anual sôbre a aplicação da presente da presente convenção pode ser comunicada
e) auxiliar, tanto quanto necessário, outros convenção, que será apresentada em virtude ao Diretor Geral da Repartição Internacional
organismos públicos ou privados na ela- do artigo 22 da Constituição da Organização do Trabalho:
boração dos planos sociais e econômicos Internacional do Trabalho, tôdas as regiões a) por dois ou mais Membros da Organização
destinados a influenciar favoravelmente a nas quais se propõe a recorrer as disposições para um território colocado sob sua autoridade
situação do emprêgo. do presente artigo, e deve dar as razões pe- conjunta;
DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957 OIT 100

b) por qualquer autoridade internacional res- gistro de tôdas as ratificações que lhe forem em sessões da Conferência Geral da Organização
ponsável pela administração de um território comunicadas pelos Membros da Organização. Internacional do Trabalho.
em virtude das disposições da Carta das Nações 2. Notificando aos Membros da Organização
Unidas ou de qualquer outra disposição em o registro da segunda ratificação que lhe fôr DOU 28.06.1957
vigor, a respeito dêsse território. comunicada, o Diretor Geral chamará a atenção
3. As declarações comunicadas ao Diretor Ge- dos Membros da Organização para a data em
ral da Repartição Internacional do Trabalho, que a presente Convenção entrar em vigor.
conforme as disposições dos parágrafos do CONVENÇÃO 100
Artigo 19
presente artigo, devem indicar se as disposições CONVENÇÃO CONCERNENTE A IGUALDADE
da convenção serão aplicadas no território O Diretor Geral da Repartição Internacional do
Trabalho enviará ao Secretario Geral das Nações DE REMUNERAÇÃO PARA A MÃO DE OBRA
com ou sem modificações; quando a declara-
Unidas, para fim de registro, conforme o art. MASCULINA E A MÃO DE OBRA FEMININA
ção indicar que as disposições da convenção
se aplicam sob reserva de modificações, ela 102 da Carta das Nações Unidas informações POR UM TRABALHO DE IGUAL VALOR
deverá especificar em que consistem as ditas completas a respeito de tôdas as ratificações, ADOTADA PELA CONFERÊNCIA EM SUA
modificações. declarações e atos de denúncia que houver TRIGÉSIMA QUARTA SESSÃO, EM GENEBRA
registrado conforme os artigos precedentes. A 29 DE JUNHO DE 1951.
4. O Membro ou Membros ou autoridade in-
ternacional interessados poderão renunciar Artigo 20
inteira ou parcialmente, em declaração ulterior, À expiração de cada período de dez anos, TEXTO AUTÊNTICO
ao direito de invocar modificação indicada em a contar da entrada em vigor da presente
qualquer declaração anterior. convenção, o Conselho de administração do A Conferência geral da Organização Interna-
Bureau Internacional de Trabalho deverá apre- cional do Trabalho,
5. O Membro ou Membros ou autoridade
internacional interessados poderão, durante sentar na Conferência geral um relatório sôbre Convocada em Genebra pelo Conselho de
os períodos no curso dos quais a convenção a aplicação da presente convenção e decidirá Administração da Repartição Internacional
pode ser denunciada conforme as disposições da oportunidade de inscrever na ordem do do Trabalho, e aí se tendo reunido em 6 de
do artigo 17, comunicar ao Diretor Geral nova dia da Conferência a questão de sua revisão junho de 1951, em sua trigésima quarta
declaração modificando em qualquer outro total ou parcial. sessão,
ponto os têrmos de tôda declaração anterior Artigo 21 Depois de haver decidido adotar diversas pro-
e esclarecendo a situação no que concerne a posições relativas ao princípio de igualdade de
aplicação desta convenção. 1. No caso de a Conferência adotar nova con-
remuneração para a mão de obra masculina e
venção de revisão total ou parcial da presente
Artigo 15 a mão de obra feminina por trabalho de igual
convenção, e a menos que a nova convenção
valor, questão que constituir o sétimo ponto
As ratificações formais da presente conven- disponha diferentemente:
da ordem do dia da sessão,
ção serão comunicadas ao Diretor Geral da a) a ratificação por um Membro da nova con-
Repartição Internacional do Trabalho e por Depois de haver decidido que essas propo-
venção de revisão acarretará, de pleno direito,
êle registradas. sições tomariam a forma de uma convenção
não obstante o artigo 17 acima, denúncia ime-
diata da presente convenção quando a nova internacional,
Artigo 16
convenção de revisão tiver entrado em vigor. Adotada neste vigésimo nono dia de junho de
1. A presente convenção não obrigará senão mil novecentos e cinquenta e um, a presente
b) a partir da data da entrada em vigor da
os Membros da Organização Internacional do convenção, que será denominada Convenção
nova convenção de revisão, a presente con-
Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada sôbre a igualdade de remuneração, de 1951.
venção cessará de estar aberta à ratificação
pelo Diretor Geral.
dos Membros. Artigo 1º
2. Ela entrará em vigor doze mêses depois que
2. A presente convenção ficará, em qualquer Para os fins da presente convenção:
as ratificações de dois Membros tiverem sido
caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para
registrados pelo diretor Geral. a) o têrmo “remuneração” compreende o sa-
os Membros que a tiverem ratificado e que
3. Em seguida, esta convenção entrará em vigor lário ou o tratamento ordinário, de base, ou
não tiverem ratificado a convenção de revisão.
para cada Membro doze mêses depois da data mínimo, e tôdas as outras vantagens, pagas
Artigo 22 direta ou indiretamente, em espécie ou “in
em que sua ratificação tiver sido registrada.
As versões em francês e em inglês do texto natura” pelo empregador ao trabalhador em
Artigo 17 razão do emprêgo dêste último;
da presente convenção fazem igualmente fé.
1. Todo Membro que tiver ratificando a pre- O texto precedente é o texto autêntico da con- b) a expressão “igualdade de remuneração
sente convenção pode denunciá-la no fim de venção devidamente adotada pela Conferência para a mão de obra masculina e a mão de
um período de dez anos depois da data de Geral da Organização Internacional do Trabalho obra feminina por um trabalho de igual valor”,
entrada em vigor inicial da convenção por ato em sua trigésima primeira sessão realizada em se refere às taxas de remuneração fixas sem
comunicado ao Diretor Geral da Repartição São Francisco e declarada encerrada em dez discriminação fundada no sexo.
Internacional do Trabalho e por êle registrado. A de julho de 1948. Artigo 2º
denúncia não terá efeito senão um ano depois
de ter sido registrada. Em fé do que apuseram suas assinaturas, neste 1. Cada Membro deverá, por meios adaptados
trigésimo primeiro dia de agôsto de 1948: aos métodos em vigor para a fixação das taxas
2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre-
sente convenção, dentro do prazo de um ano O Presidente da Conferência, Jastin Godart. de remuneração, incentivar e, na medida em
depois da expiração do período de dez anos O Diretor da Repartição Internacional do Tra- que isto é compatível com os ditos métodos,
mencionado no parágrafo precedente, não balho. – Edward Phelan assegurar a aplicação a todos os trabalhadores
fizer uso da faculdade de denúncia prevista do princípio de igualdade de remuneração
no presente artigo, será obrigado por novo para a mão de obra masculina e a mão de
período de dez anos, e depois disso, poderá obra feminina por um trabalho de igual valor.
denunciar a presente convenção no fim de cada 2. Êste princípio poderá ser aplicado por meio:
período de dez anos nas condições previstas
DECRETO 41.721, DE 25 DE
a) seja da legislação nacional;
no presente artigo. JUNHO DE 1957
b) seja de qualquer sistema de fixação de re-
Artigo 18 muneração estabelecida ou reconhecido pela
1. O Diretor Geral da Repartição Internacional Promulga as Convenções Internacionais do legislação;
do Trabalho notificará a todos Membros da Trabalho de 11,12,13,14,19,26,29,81,88,89,95,9 c) seja de convenções coletivas firmadas entre
Organização Internacional do Trabalho o re- 9,100 e 101, firmadas pelo Brasil e outros países empregadores e empregados;
OIT 100 DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957

d) seja de uma combinação dêsses diversos 3. Qualquer Membro poderá renunciar, por Artigo 11
meios. meio de nova declaração, a tôda ou parte das
O Diretor Geral da Repartição Internacional
Artigo 3º reservas contidas na sua declaração anterior
do Trabalho comunicará ao Secretário Geral
em virtude das alíneas b), c) e d) do primeiro
1. Quando tal providência facilitar a aplicação das Nações Unidas, para fins de registro, de
parágrafo do presente artigo.
da presente convenção, tomar-se-ão medidas conformidade com o artigo 102 da Carta das
4. Qualquer Membro poderá, durante os perío- Nações Unidas, as informações completas a
para desenvolver a avaliação objetiva dos em-
dos no curso dos quais a presente convenção respeito de tôdas as ratificações, de tôdas as
pregados sôbre a base dos trabalhos que êles
pode ser denunciada de conformidade com as declarações e de todos os atos de denúncia
comportam.
disposições do artigo 9, comunicar ao Diretor que tiver registrado de conformidade com os
2. Os métodos a seguir para esta avaliação Geral uma nova declaração modificando em artigos precedentes.
poderão ser objeto de decisões, seja da parte qualquer outro ponto os têrmos de qualquer
das autoridades competentes, no que concerne Artigo 12
declaração anterior e dando a conhecer a si-
à fixação das taxas de remuneração, seja, se tuação nos territórios que especificar. Cada vez que julgar necessário, o Conselho de
as taxas de remuneração forem fixadas em Administração da Repartição Internacional do
Artigo 8º
virtude de convenções coletivas, pelas parte Trabalho apresentará à Conferência geral um
destas convenções. 1. As declarações comunicadas ao Diretor Geral relatório sôbre a aplicação da presente conven-
3. As diferenças entre as taxas de remuneração da Repartição Internacional do Trabalho de con- ção e examinará a oportunidade de inscrever,
que correspondem, sem consideração de sexo, formidade com os parágrafos 4 e 5 do artigo 35 na ordem do dia Conferência, a questão de sua
a diferenças resultantes de tal avaliação obje- da Constituição da Organização Internacional revisão total ou parcial.
tiva nos trabalhos a efetuar, não deverão ser do Trabalho devem indicar se as disposições da
Artigo 13
consideradas como contrárias aos princípios convenção serão aplicadas no território com ou
de igualdade de remuneração para a mão de sem modificações; quando a declaração indica 1. No caso em que a Conferência adote uma
obra masculina e a mão de obra feminina por que as disposições da convenção se aplicam nova convenção revendo, total ou parcialmen-
um trabalho de igual valor. sob reserva de modificações, ela deve especi- te, a presente convenção, a menos que a nova
ficar em que consistem as ditas modificações. convenção disponha em contrário:
Artigo 4º
2. O Membro ou Membros ou autoridade in- a) ratificação por um Membro da nova con-
Cada Membro colaborará, da maneira que ternacional interessados poderão renunciar venção de revisão, implicará, de pleno direito,
convier, com as organizações de empregado- inteira ou parcialmente, em declaração ulterior, não obstante o Artigo 9º acima, denúncia ime-
res e de trabalhadores interessadas, a fim de ao direito de invocar uma modificação indicada diata da presente convenção quando a nova
efetivar disposições da presente convenção. em declaração anterior. convenção de revisão tiver entrado em vigor;
Artigo 5º 3. O Membro ou Membros ou a autoridade b) a partir da data da entrada em vigor da
internacional interessados poderão, durante nova convenção de revisão, a presente con-
As gratificações formais da presente conven-
os períodos no curso dos quais a convenção venção cessará de estar aberta à ratificação
ção serão comunicadas ao Diretor geral da
pode ser denunciada de conformidade com as dos Membros.
Repartição Internacional do Trabalho e por
êle registradas. disposições do artigo 9, comunicar ao Diretor 2. A presente convenção ficará, em qualquer
Geral nova declaração modificando, em qual- caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para
Artigo 6º quer outro ponto, os têrmos de uma declaração os Membros que a tiverem ratificado e que
1. A presente convenção não obrigará senão anterior e dando a conhecer a situação no que não tiverem ratificado a convenção de revisão.
os Membros da Organização Internacional do concerne à aplicação desta convenção.
Artigo 14
Trabalho cuja ratificação tiver sido registrada Artigo 9º
pelo Diretor Geral. A versão francesa e a inglêsa do texto da pre-
1. Um Membro que tiver ratificado a presente sente convenção fazem igualmente fé.
2. Ela entrará em vigor doze meses depois que convenção pode denunciá-la à expiração de
as ratificações de dois Membros tiverem sido um período de dez anos após a data em que O texto precedente é o texto autêntico da con-
registradas pelo Diretor Geral. foi posta em vigor pela primeira vez, por ato venção devidamente adotada pela Conferência
geral da Organização Internacional do Trabalho
3. Depois disso, esta convenção entrará em comunicado ao Diretor Geral da Repartição
na sua trigésima quarta sessão realizada em
vigor para cada Membro doze meses depois da Internacional do Trabalho e por êle registrado. A
Genebra e que foi declarada encerrada em 29
data em que sua ratificação tiver sido registrada. denúncia não terá efeito senão um ano depois
de junho de 1951.
Artigo 7º de ter sido registrada.
Em Fé Do Que apuseram suas assinaturas, neste
2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre-
1. As declarações que forem comunicadas ao segundo dia de agôsto de 1951,
sente convenção, dentro de um prazo de um
Diretor Geral da Repartição Internacional do ano após a expiração do período de dez anos O Presidente da Conferência – Rappard.
Trabalho, de conformidade com o parágrafo 2º mencionados no parágrafo precedente, não fi-
do artigo 35 da Constituição da Organização O Diretor Geral da Repartição Internacional do
zer uso da faculdade de denúncia prevista pelo Trabalho – David A. Morse.
Internacional do Trabalho, deverão esclarecer: presente artigo, estará obrigado por um novo
a) os territórios nos quais o Membro interessado O Texto da Convenção apresentado aqui é có-
período de dez anos e, depois disso, poderá
se compromete a aplicar, sem modificação, as pia exata do texto autenticado pelas assinaturas
denunciar a presente convenção à expiração
disposições da convenção. do Presidente da Conferência Internacional
de cada período de dez anos nas condições
do trabalho e do Diretor Geral da Repartição
b) os territórios nos quais êle se compromete previstas pelo presente artigo.
Internacional do Trabalho.
a aplicar as disposições da convenção com Artigo 10
modificações, e em que consistem as ditas Cópia certificada conforme e completa, pelo
modificações; O Diretor Geral da Repartição Internacional Diretor Geral da Repartição Internacional do
do Trabalho notificará a todos os Membros Trabalho: C. W. Jenks, Consultor Jurídico da
c) os territórios aos quais a convenção é ina- da Organização Internacional do Trabalho o Repartição Internacional do Trabalho.
plicável e, neste caso, as razões pelas quais registro de tôdas as ratificações, declarações
ela é inaplicável; e denúncias que lhe forem comunicadas pelos
d) os territórios para os quais êle reserva sua Membros da Organização.
decisão, esperando um exame mais aprofun- 2. Notificando aos Membros da Organização DECRETO 41.721, DE 25 DE
dado da respectiva situação. o registro da segunda ratificação que lhe tiver JUNHO DE 1957
2. As obrigações mencionadas nas alíneas a) sido comunicado, o Diretor Geral chamará a
e b) do primeiro parágrafo do presente artigo atenção dos Membros da Organização para
serão reputadas parte integrantes da ratificação a data na qual a presente convenção entrar Promulga as Convenções Internacionais do
e produzirão idênticos efeitos. em vigor. Trabalho de 11,12,13,14,19,26,29,81,88,89,95,9
DECRETO 41.721, DE 25 DE JUNHO DE 1957 OIT 101

9,100 e 101, firmadas pelo Brasil e outros países ou por qualquer outro meio aprovado pela ser-lhe pago, pelo período de férias, o equiva-
em sessões da Conferência Geral da Organização autoridade competente. lente em espécie dessas prestações.
Internacional do Trabalho. Artigo 4º Artigo 8º
1. Todo Membro que ratifica a presente con- Todo acôrdo referente ao abandono do direito
DOU 28.06.1957 de férias anuais pagas ou à renúncia às ditas
venção terá a liberdade depois de consulta
às organizações mais representativas de em- férias deverá ser considerado nulo.
pregadores e de trabalhadores interessadas, Artigo 9º
CONVENÇÃO 101 se as houver, de determinar as emprêsas, as
ocupações e as categorias de pessoas a que se Tôda pessoa despedida sem que tenha havido
CONVENÇÃO CONCERNENTE ÀS FÉRIAS refere o Artigo 1º às quais deverão aplicar-se falta de sua parte, antes de ter gozado as férias
PAGAS NA AGRICULTURA as disposições da convenção. que lhe são devidas, deverá receber, para cada
dia de férias a que tem direito em virtude da
2. Todo Membro que ratifica a presente con-
A Conferência geral da Organização Interna- presente convenção, a remuneração prevista
venção poderá excluir da aplicação de tôdas
cional do Trabalho, no Artigo 7º.
ou de certas disposições da convenção, as ca-
Convocada em Genebra pelo conselho de tegorias de pessoas às quais essas disposições Artigo 10
Administração da Repartição Internacional são inaplicáveis pelo fato de suas condições de Cada Membro que ratifica a presente con-
do Trabalho, e aí se tendo reunido em 4 de emprêgo, tais como os membros da família do venção se compromete a fazer que existe um
junho de 1952, em sua trigésima quinta sessão. empregador por êle contratados. sistema apropriado de inspeção e contrôle para
Depois de haver decidido adotar diversas pro- Artigo 5º assegurar a sua aplicação.
posições relativas às férias pagas na agricultura, Artigo 11
questão que constitui o quarto ponto da ordem Quando oportuno, deverá ser previsto, de con-
do dia da sessão. formidade com o procedimento estabelecido Cada Membro que ratifica a presente conven-
para a regulamentação das férias pagas na ção, deverá comunicar cada ano, à Repartição
Depois de haver decidido que essas propo- agricultura: Internacional do Trabalho uma exposição geral
sições tomariam a forma de uma convenção
a) um regime mais favorável para os jovens tra- indicando a maneira pela qual as disposições
internacional, adota, neste vigésimo dia de
balhadores, inclusive os aprendizes, nos casos da convenção são aplicadas. Esta exposição
junho de mil novecentos e cinqüenta e dois
em que as férias pagas anuais concedidas aos compreenderá indicações sumárias sôbre as
a convenção presente, que será denominada,
trabalhadores adultos não forem consideradas ocupações, as categorias e o número apro-
Convenção sôbre as férias pagas (agricultura),
apropriadas para os jovens trabalhadores; ximado dos trabalhadores aos quais esta re-
de 1952:
gulamentação se aplica, a duração das férias
b) aumento da duração das férias pagas, com
Artigo 1º concedidas e, em sendo o caso, as outras
a duração do serviço;
Aos trabalhadores empregados nas emprêsas medidas mais importantes relativas às férias
c) férias proporcionais, ou em falta delas, uma pagas na agricultura.
de agricultura, assim como nas ocupações indenização compensadora, se o período de
conexas, deverão ser concedidas férias anuais serviço continuo de um trabalhador não lhe Artigo 12
pagas depois de um período de serviço contí- permite tomar férias anuais pagas mas ultra- As ratificações formais da presente conven-
nuo prestado ao mesmo empregador. passa um período mínimo determinado de con- ção serão comunicadas ao Diretor Geral da
Artigo 2º formidade com o procedimento estabelecido; Repartição Internacional do Trabalho e por
1. Todo Membro que ratificar a presente con- d) exclusão dos dias feriados oficiais e costu- êle registradas.
venção estará livre de decidir da maneira de meiros, dos períodos de repouso semanal e Artigo 13
serem asseguradas férias pagas na agricultura. nos limites fixados de conformidade com o
1. A presente convenção não obrigará senão
procedimento estabelecido, das interrupções
2. A concessão das férias pagas na agricultura os Membros da Organização Internacional do
temporárias de trabalho devidas notadamente
poderá ser assegurada eventualmente por via Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada
a enfermidades ou a acidentes.
de convenção coletiva ou confiando-se a sua pelo Diretor Geral.
regulamentação a organismos especiais. Artigo 6º
2. Ela entrará em vigor doze meses depois que
3. Quando a maneira pela qual é assegurada As férias anuais pagas poderão ser fracciona- as ratificações de dois Membros tiverem sido
a concessão das férias pagas na agricultura das nos limites que podem ser fixados pela registradas pelo Diretor Geral.
o permite: legislação nacional, por convenções coletivas, 3. Depois disso, esta convenção entrará em
a) deverá ser efetuada ampla consulta prelimi- sentenças arbitrais ou organismos especiais vigor para cada Membro doze meses depois da
nar às organizações mais representativas de encarregados da regulamentação das férias data em que sua ratificação tiver sido registrada.
empregadores e de trabalhadores interessados, pagas na agricultura, ou por qualquer outra
forma aprovada pela autoridade competente. Artigo 14
se existem, e a tôdas as outras pessoas espe-
cialmente qualificadas a êste respeito por sua 1. As declarações que forem comunicadas ao
Artigo 7º
profissão ou suas funções, às quais a autoridade Diretor Geral da Repartição Internacional do
1. Tôda pessoa que gozar férias em virtude Trabalho, de conformidade com o parágrafo 2º
competente julgue útil dirigir-se;
da presente convenção receberá, por tôda a do artigo 35 da Constituição da Organização
b) os empregadores e trabalhadores interes- duração das ditas férias, uma remuneração Internacional do Trabalho, deverão esclarecer:
sados deverão participar da regulamentação que não poderá ser inferior à sua remuneração a) os territórios nos quais o Membro interessado
das férias pagas, ou ser consultados ou ter o habitual, ou remuneração que poderia ser se compromete a aplicar, sem modificações, as
direito de serem ouvidos, na forma e na medida prescrita de conformidade com os parágrafos disposições da convenção;
que poderão ser determinadas pela legislação 2º e 3º do presente artigo.
nacional, mas em todos os casos em base de b) os territórios nos quais êle se compromete
2. A remuneração a ser paga pelo período de a aplicar as disposições da convenção com
igualdade absoluta.
férias será calculada de maneira prescrita pela modificações, e em que consistem essas mo-
Artigo 3º legislação nacional, por convenção coletiva, dificações;
O período mínimo de serviço contínuo exigido sentença arbitral ou organismos especiais en- c) os territórios aos quais a convenção é ina-
e a duração mínima das férias anuais pagas, carregados da regulamentação das férias pagas plicável e, nesse caso, as razões pelas quais
serão determinadas pela legislação nacional, na agricultura, ou por outra forma aprovada ela é inaplicável;
por convenção coletiva, sentença arbitral, ou pela autoridade competente. d) os territórios para os quais êle reserva sua
por organismos especiais encarregados da 3. Quando a remuneração da pessoa que goza decisão, esperando um exame mais aprofun-
regulamentação das férias pagas na agricultura, férias comporta prestações “in natura”, poderá dado da respectiva situação.
OIT 105 DECRETO 58.822, DE 14 DE JULHO DE 1966

2. Os compromissos mencionados nas alíneas a) 2. Notificando aos Membros da organização DECRETO 58.822, DE 14 DE
e b) do primeiro parágrafo do presente artigo o registro da segunda ratificação que lhe fôr
serão reputados partes integrantes da ratifica- comunicada, o Diretor Geral chamará a atenção JULHO DE 1966
ção e produzirão idênticos efeitos. dos Membros da organização para a data em
3. Todo Membro poderá renunciar, em nova que a presente convenção entrar em vigor. Promulga a Convenção 105 concernente à
declaração, no todo ou em parte, a qualquer Artigo 18 abolição do Trabalho forçado.
reserva contida em sua declaração anterior,
em virtude das alíneas b, c e d do primeiro O Diretor Geral da Repartição Internacional do
parágrafo do presente artigo. Trabalho enviará ao Secretário Geral das Nações DOU 20.07.1966
4. Todo Membro poderá, durante os períodos Unidas, para fins de registro, de conformidade
no curso dos quais a presente convenção pode com o artigo 102 da Carta das Nações Unidas, O Presidente da República, havendo o Congres-
ser denunciada de conformidade com as dis- informações completas a respeito de tôdas as so Nacional aprovado pelo Decreto Legislativo
posições do artigo 16, comunicar ao Diretor ratificações, declarações e atos de denúncia 20, de 1965, a Convenção 105 concernente
Geral uma nova declaração modificando em que forem registrados de conformidade com à abolição do trabalho forçado adotada em
qualquer outro ponto os têrmos de tôda decla- os artigos presentes. Genebra, a 25 de junho de 1957, por ocasião
ração anterior e dando a conhecer a situação da quadragésima sessão da Conferência Inter-
Artigo 19
dos territórios que especificar. nacional do Trabalho;
Artigo 15 Cada vez que julgar necessário, o Conselho E havendo a referida Convenção entrado em
de Administração da Repartição Internacional vigor para o Brasil, de conformidade com seu
1. As declarações comunicadas ao Diretor Geral do Trabalho apresentará à Conferência geral artigo 4º, § 3º a 18 de junho de 1966, isto é,
da Repartição Internacional do Trabalho de um relatório sôbre a aplicação da presente doze meses após a data do registro da ratifi-
conformidade com os parágrafos 4 e 5 do convenção e examinará a oportunidade de cação brasileira na Repartição Internacional do
artigo 35 da Constituição da organização In- inscrever na ordem do dia da Conferência a Trabalho, o que efetuou a 18 de junho de 1965;
ternacional do Trabalho devem indicar se as questão de sua revisão total ou parcial.
disposições de convenção serão aplicadas no Decreta que a referida Convenção apensa por
território com ou sem as modificações; quando Artigo 20 cópia ao presente decreto seja executada e
a declaração indicar que as disposições da cumprida tão inteiramente quanto nela se
1. No caso em que a Conferência adote uma
convenção se aplicam sob reserva de modifi- contém.
nova convenção de revisão total ou parcial da
cações, ela deve especificar em que consistem presente convenção, e a menos que a nova Brasília, 14 de julho de 1966; 145º da Indepen-
as ditas modificações. convenção disponha de outra maneira: dência e 78º da República
2. O Membro ou Membros ou a autoridade H. Castello Branco
a) a ratificação por um Membro da nova con-
internacional interessados poderão renunciar
venção de revisão acarretará, de pleno direito,
inteira ou parcialmente, em declaração ulterior,
não obstante o artigo 16 acima, denúncia ime- CONVENÇÃO 105
ao direito de invocar a modificação indicada
em declaração anterior. diata da presente convenção, quando a nova
convenção de revisão tiver entrado em vigor; CONVENÇÃO CONCERNENTE À ABOLIÇÃO
3. O Membro ou os Membros ou a autoridade DO TRABALHO FORÇADO
internacional interessados poderão, durante b) a partir da data da entrada em vigor da
os períodos no curso dos quais a convenção nova convenção de revisão, a presente con-
A Conferência Geral da Organização Interna-
pode ser denunciada de conformidade com as venção cessará de estar aberta à ratificação
cional do Trabalho, convocada em Genebra,
disposições do artigo 16, comunicar ao Diretor dos Membros. pelo Conselho de Administração da Repartição
Geral uma nova declaração modificando, em 2. A presente Convenção ficará, em qualquer Internacional do Trabalho, e tendo-se reunido
qualquer outro ponto, os têrmos de declara- caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para a 5 de junho de 1957, em sua quadragésima
ção anterior e esclarecendo a situação no que os Membros que a tiverem ratificado e não sessão;
concerne à aplicação desta convenção. tiverem ratificado a convenção de revisão. Após ter examinado a questão do trabalho
Artigo 16 Artigo 21 forçado, que constitui o quarto ponto da ordem
1. Todo Membro que tiver ratificado a presente do dia da sessão;
A versão francesa e a inglesa do texto da pre-
convenção pode denunciá-la à expiração de sente convenção fazem igualmente fé. Após ter tomado conhecimento das disposi-
um período de 10 anos depois da data em ções da convenção sôbre o trabalho forçado,
que entrou em vigor pela primeira vez por ato O texto precedente é o texto autêntico da con- 1930;
comunicado ao Diretor Geral da Repartição venção devidamente adotada pela Conferência
Após ter verificado que a convenção de 1926,
Internacional do Trabalho e por êle registrado. Geral da Organização Internacional do Trabalho
relativa à escravidão, prevê que medidas úteis
A denúncia só terá efeito um ano depois de na sua trigésima quinta sessão realizada em
devem ser tomadas para evitar que o trabalho
registrada. Genebra e que foi declarada encerrada em 28
forçado ou obrigatório produza condições
2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre- de junho de 1952.
análogas a escravidão, e que a convenção
sente convenção, dentro de um prazo de um Em fé do que apuseram suas assinaturas, neste suplementar de 1956 relativa a abolição da
ano depois da expiração do período de 10 anos quarto dia de julho de 1952: escravidão, do tráfego de escravos e de Insti-
mencionado no parágrafo precedente, não O Presidente da Conferência, José de Segadas tuições e práticas análogas à escravidão visa a
fizer uso da faculdade de denúncia prevista obter a abolição completa da escravidão por
Vianna.
no presente artigo, ficará comprometido por dívidas e da servidão;
um novo período de 10 anos, e, depois disso, Diretor Geral da Repartição Internacional do
Trabalho, David A. Morse. Após ter verificado que convenção sôbre a
poderá denunciar a presente convenção à
proteção do salário, 1940, declara que o salário
expiração de cada período de 10 anos nas O texto da presente Convenção é cópia exata será pago em intervalos regulares e condena
condições previstas no presente artigo. do texto autenticado pelas assinaturas do Presi- os modos de pagamento que privam o tra-
Artigo 17 dente da Conferência Internacional do Trabalho balhador de tôda possibilidade real de deixar
e do Diretor Geral da Repartição Internacional seu emprêgo;
1. O Diretor Geral da Repartição Internacional
do Trabalho.
do Trabalho notificará a todos os membros Após ter decidido adotar outras proposições
da Organização Internacional do Trabalho o Certificado conforme e completo pelo Diretor relativas à abolição de certas formas de trabalho
registro de tôdas as ratificações, declarações Geral da Repartição Internacional do trabalho: forçado ou obrigatório que constituem uma
e denúncias que lhe forem comunicadas pelos C. W. Jenks. Consultor Jurídico da Repartição violação dos direitos do homem, da forma
membros da organização. Internacional do Trabalho. em que foram previstos pela Carta das Nações
DECRETO 58.823, DE 14 DE JULHO DE 1966 OIT 106

Unidas e enunciados na declaração universal de cada período de dez anos, nas condições DECRETO 58.823, DE 14 DE
dos direitos do homem; previstas no presente artigo.
JULHO DE 1966
Após ter decidido que estas proposições toma- Artigo 6º
riam a forma de uma convenção internacional,
adota, nêste vigésimo quinto dia de junho de 1. O Diretor Geral da Repartição Internacional
do Trabalho notificará a todos os membros da Promulga a Convenção 106 relativa ao repouso
mil novecentos e cinqüenta e sete, a convenção semanal no Comércio e nos Escritórios.
que se segue, a qual será denominada Conven- Organização Internacional do Trabalho do re-
ção sôbre a abolição do trabalho forçado, 1957, gistro que de tôdas as ratificações e denúncias
que lhe forem comunicadas pelos membros DOU 20.07.1966
Artigo 1º
da Organização.
Qualquer Membro da Organização Internacio- 2. Ao notificar os Membros da Organização do O Presidente da República,
nal do Trabalho que ratifique a presente con- registro da segunda ratificação que lhe tiver Havendo o Congresso Nacional aprovado pelo
venção se compromete a suprimir o trabalho
sido comunicada, o Diretor-Geral chamará Decreto Legislativo 20, de 1965, a Convenção
forçado ou obrigatório, e a não recorrer ao
sua atenção para a data em que a presente 106, relativa ao repouso semanal no comércio
mesmo sob forma alguma;
convenção entrará em vigor. e nos escritórios, adotada em Genebra, a 26 de
a) como medida de coerção, ou de educação junho de 1957, por ocasião da quadragésima
política ou como sanção dirigida a pessoas que Artigo 7º
sessão da Conferência Geral da Organização
tenham ou exprimam certas opiniões políticas, O Diretor-Geral da Repartição Internacional Internacional do Trabalho, com reserva ao in-
ou manifestem sua oposição ideológica, à or- do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral ciso b do parágrafo 1º do artigo 3º; e
dem política, social ou econômica estabelecida; das Nações Unidas, para efeito de registro, Havendo a referida Convenção entrado em
b) como método de mobilização e de utilização nos têrmos do artigo 102, da Carta das Na- vigor, para o Brasil, de conformidade com seu
da mão-de-obra para fins de desenvolvimento ções Unidas, os dados completos a respeito de artigo 15, parágrafo 3º a 18 de junho de 1966,
econômico; tôdas as ratificações e atos de denúncia que isto é, doze meses após a data do registro da
c) como medida de disciplina de trabalho; houver registrado de acôrdo com os artigos ratificação brasileira na Repartição Interna-
precedentes. cional do Trabalho, o que se efetuou a 18 de
d) como punição por participação em greves;
Artigo 8º junho de 1965;
e) como medida de discriminação racial, social,
nacional ou religiosa. Sempre que julgar necessário, o Conselho de Decreta que a referida Convenção, apensa por
cópia ao presente decreto, observada a reserva
Artigo 2º Administração da Repartição Internacional
feita pelo Govêrno Brasileiro, seja executada
do Trabalho apresentará à conferência Geral
Qualquer Membro da Organização Interna- e cumprida tão inteiramente como nela se
um relatório sôbre a aplicação da presente
cional do Trabalho que ratifique a presente contém.
convenção, e examinará a conveniência de
convenção se compromete a adotar medidas Brasília, 14 de julho de 1966; 145º da Indepen-
inscrever na ordem do dia da Conferência a
eficazes, no sentido da abolição imediata e dência e 78º da República.
questão de sua revisão total ou parcial.
completa do trabalho forçado ou obrigatório,
tal como descrito no Artigo 1º da presente Artigo 9º H. Castello Branco
convenção.
1. Caso a Conferência adote uma convenção
Artigo 3º que importe na revisão total ou parcial da CONVENÇÃO 106
As ratificações formais da presente conven- presente, e a menos que a nova convenção
disponha de outra forma: A Conferência Geral da Organização Interna-
ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da cional do Trabalho,
Repartição Internacional do Trabalho e por a) a ratificação, por um membro da nova
êle registradas. Convocada em Genebra pelo Conselho de
convenção que fizer a revisão, acarretará, de
Administração da Repartição Internacional do
Artigo 4º pleno direito, não obstante o Artigo 5º acima,
Trabalho, e reunida nessa cidade a 5 de junho
denúncia imediata da presente dêsde que
1. A presente convenção apenas vinculará os de 1957, em sua quadragésima sessão;
a nova convenção tenha entrado em vigor;
Membros da Organização Internacional do Após ter decidido adotar diversas proposições
Trabalho cuja ratificação haja sido registrada b) a partir da data da entrada em vigor da relativas ao repouso semanal no comércio e
pelo Diretor-Geral. nova convenção que fizer a revisão, a presente nos escritórios, questão que constitui o quinto
2. Esta convenção entrará em vigor doze meses deixará e de estar aberta à ratificação pelos ponto da ordem do dia da sessão;
após terem sido registradas pelo Diretor-Geral Membros.
Após ter decidido que essas proposições toma-
as ratificações de dois membros. 2. A presente convenção permanente em vi- riam forma de uma convenção internacional,
3. Em seguida, a convenção entrará em vigor gor, todavia, sua forma e conteúdo, para os
Adota, neste vigésimo sexto dia de junho de
para cada Membro, doze meses após a data Membros que a tiverem ratificado e que não
1957, a seguinte convenção, que será deno-
em que a sua ratificação tiver sido registrada. ratifiquem a que fizer a revisão.
minada ‘Convenção sobre o Repouso Semanal
Artigo 5º Artigo 10 (Comércio e Escritórios), 1957’.
1. Qualquer Membro, que houver ratificado a As versões francesa e inglesa do texto da pre- Artigo 1º
presente convenção, poderá denunciá-la ao sente convenção farão igualmente fé. Enquanto não forem aplicadas, seja pela ini-
término de um período de dez anos após a data O texto que precede é o texto autêntico da ciativa dos organismos oficiais de fixação de
da sua vigência inicial, mediante comunicação convenção devidamente adotada pela Confe- salários, seja por meio de convenções coletivas
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional rência Geral da Organização Internacional do ou de sentenças arbitrais, seja por qualquer
do Trabalho, e por êle registrada. A denúncia Trabalho, em sua quadragésima sessão, que outra maneira, condizente com a prática na-
surtirá efeito somente em ano após ter sido se reuniu em Genebra e que foi encerrada a cional e possivelmente apropriada às condi-
registrada. ções nacionais, as disposições da presente
27 de junho de 1957.
2. Qualquer Membro que houver ratificado a convenção, deverão ser aplicadas por meio
Em fé dos que assinaram a 4 de julho de 1957.
presente convenção, e no prazo de um ano de legislação nacional.
após o término do período de dez anos men- O Presidente da Conferência
Artigo 2º
cionados no parágrafo precedente não tiver Harold Holt
feito uso da faculdade de denúncia, prevista no A presente convenção se aplica a todo o pes-
presente artigo, estará vinculando por um nôvo O Diretor-Geral da Repartição Internacional soal, inclusive aprendizes, de estabelecimentos,
período de dez anos e, em seguida, poderá do Trabalho instituições ou administrações abaixo mencio-
denunciar a presente convenção no término David A. Morse nados, sejam eles privados ou públicos:
OIT 106 DECRETO 58.823, DE 14 DE JULHO DE 1966

a) os estabelecimentos comerciais; Artigo 5º urgentes a se realizarem nas instalações, mas


b) os estabelecimentos, instituições ou adminis- unicamente na medida necessária para evitar
A autoridade competente ou o organismo
trações cujo pessoal se ocupe principalmente que um distúrbio grave venha a prejudicar o
apropriado, em cada país, poderá excluir do
de trabalho de escritório, inclusive os escritórios funcionamento normal do estabelecimento;
campo de aplicação da presente convenção:
das profissões liberais; b) em caso de excesso extraordinário de tra-
a) os estabelecimentos em que trabalhem so-
c) na medida em que as pessoas interessadas balho, resultante de circunstâncias especiais,
mente os membros da família do empregador,
não estejam ocupadas em estabelecimentos sempre que não se possa normalmente esperar
contanto que não sejam assalariados nem
mencionados no art. 8, nem submetidas à re- do empregador que recorra a outras medidas;
possam ser considerados como tais;
gulamentação nacional ou a outras disposições c) para evitar a perda de mercadorias perecíveis.
b) as pessoas que ocupam um posto de alta
reguladoras do repouso semanal na indústria, direção. 2. Quando se tratar de determinar os casos em
nas minas, nos transportes ou na agricultura: que as derrogações temporárias poderão ser
Artigo 6º concedidas de conformidade com as disposi-
I) os serviços comerciais de qualquer outra
espécie de estabelecimento; 1. Todas as pessoas às quais se aplica a presente ções das alíneas b e c do parágrafo precedente,
convenção terão direito, sob ressalva das der- as organizações representativas dos emprega-
II) os serviços de qualquer outro estabelecimen-
rogações previstas nos artigos seguintes, a um dores e dos trabalhadores interessadas serão
to, nos quais o pessoal se ocupe principalmente
período de repouso semanal, compreendendo consultadas, caso existam.
de um trabalho de escritório;
um mínimo de vinte e quatro horas consecuti- 3. Quando as derrogações temporárias tiverem
III) os estabelecimentos que se revistam ao mes- vas, no decorrer de cada período de sete dias. sido aplicadas nas condições previstas pelo
mo tempo de um caráter comercial e industrial.
2. O período de repouso semanal será, sempre presente artigo, um repouso compensatório,
Artigo 3º que possível, concedido simultaneamente a de uma duração total ao menos igual àquela
1. A presente convenção aplicar-se-á igualmen- todas as pessoas interessadas de um mesmo do período mínimo previsto no art. 6, será
te ao pessoal dos seguintes estabelecimentos estabelecimento. concedido aos interessados.
que os Membros, ao ratificar a convenção, 3. O período de repouso semanal, sempre que Artigo 9º
enumerarão em uma declaração anexa à ra- possível, coincidirá com o dia da semana reco- Na medida em que a regulamentação dos
tificação: nhecido como o dia de repouso pela tradição salários seja fixada pela legislação ou dependa
a) os estabelecimentos, instituições e admi- ou pelos usos do país ou da região. das autoridades administrativas, nenhuma
nistrações fornecedoras de serviços de ordem 4. As tradições e os usos das minorias religiosas redução do salário das pessoas consideradas
pessoal; serão respeitados, sempre que possível. pela presente convenção deverá resultar, da
b) os serviços de correios e de telecomuni- Artigo 7º aplicação das medidas tomadas em confor-
cações; midade com a convenção.
1. Quando a natureza do trabalho, a índole
c) os serviços de imprensa; dos serviços fornecidos pelo estabelecimento, Artigo 10
d) as empresas de espetáculos e de diverti- a importância da população a ser atendida 1. Medidas apropriadas serão tomadas para
mentos públicos. ou o número das pessoas empregadas não assegurar a boa aplicação das regras ou dis-
2. Qualquer Membro que ratifique a presente permitam a aplicação das disposições do art. 6, posições relativas ao repouso semanal, por
convenção poderá, em seguida, remeter ao medidas poderão ser tomadas, pela autoridade inspeção adequada ou por outros meios.
Diretor-Geral da Repartição Internacional do competente ou pelo organismo apropriado 2. Se os meios pelos quais se dá cumprimen-
Trabalho declaração que indique aceitar as obri- em cada país, para submeter, se for o caso, to às disposições da presente convenção o
determinadas categorias de pessoas ou de permitirem, a aplicação efetiva das referidas
gações da convenção para os estabelecimentos
estabelecimentos, compreendidas no campo disposições será assegurada pela instituição
enumerados no parágrafo precedente, que não
de aplicação da presente convenção, a regi- de um sistema adequado de sanções.
tiverem sido mencionados eventualmente em
mes especiais de repouso semanal, levando
uma declaração anterior. Artigo 11
em devida conta toda consideração social ou
3. Qualquer Membro que tiver ratificado a econômica pertinente. Qualquer Membro que ratifique a presente
presente convenção deverá indicar, em seus convenção fornecerá, em seus relatórios anuais,
2. As pessoas às quais se aplicam esses regi-
relatórios anuais a submeter em virtude do exigíveis em virtude do art. 22 da Constituição
mes especiais terão direito, para cada período
art. 22 da Constituição da Organização Inter- da Organização Internacional do Trabalho:
de sete dias, a um repouso de duração total
nacional do Trabalho, em que medida aplicou
equivalente, pelo menos, ao período previsto a) listas das categorias de pessoas e das cate-
ou pretende aplicar as disposições da con-
no artigo 6. gorias de estabelecimentos submetidos aos
venção no tocante àqueles estabelecimentos
citados no § 1 do presente artigo que não 3. As disposições do art. 6 aplicar-se-ão, toda- regimes especiais de repouso semanal pre-
via, ao pessoal empregado nas dependências vistos no art. 7;
tiverem sido abrangidos por uma declaração
feita de acordo com os §§ 1 e 2, e quais são dos estabelecimentos submetidos a regimes b) dados sobre as condições em que as der-
os progressos que se verificaram no sentido especiais, as quais, se autônomas, estariam rogações temporárias podem ser concedidas
da aplicação progressiva da convenção a tais submetidas às disposições do precitado artigo. em virtude das disposições do art. 8.
estabelecimentos. 4. Qualquer medida relativa à aplicação das Artigo 12
Artigo 4º disposições dos §§ 1, 2 e 3 do presente artigo
Nenhuma das disposições da presente conven-
deverá ser objeto de consulta às organizações
1. Sempre que necessário, medidas apropria- ção afetará lei, sentença, costume ou acordo
representativas dos empregadores e dos traba-
das serão adotadas para determinar a linha que assegure condições mais favoráveis aos
lhadores interessadas, caso existam.
de demarcação entre os estabelecimentos trabalhadores interessados do que as previstas
aos quais se aplica a presente convenção e Artigo 8º pela convenção.
os demais estabelecimentos. 1. Derrogações temporárias, totais ou par- Artigo 13
2. Em todos os casos, em que haja dúvida ciais (inclusive suspensões ou diminuições
A aplicação das disposições da presente con-
sobre a aplicação da presente convenção a um de repouso), às disposições dos arts. 6 e 7,
venção poderá ser suspensa em qualquer país,
determinado estabelecimento, instituição ou poderão ser autorizadas em cada país, seja
por ordem do Governo, em caso de guerra ou
administração, a questão será resolvida, seja pela autoridade competente, seja de acordo
em caso de acontecimentos que ponham em
pela autoridade competente após consulta às com qualquer outro método aprovado pela
perigo a segurança nacional.
organizações representativas de empregadores autoridade competente e em conformidade
com a legislação e a prática nacional: Artigo 14
e de trabalhadores interessadas, caso existam,
seja por qualquer outro método de acordo com a) em caso de acidente, ocorrido ou iminen- As ratificações formais da presente conven-
a legislação e a prática nacionais. te, e em caso de força maior ou de trabalhos ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da
DECRETO 62.150, DE 19 DE JANEIRO DE 1968. OIT 111

Repartição Internacional do Trabalho e por não obstante o art. 17 acima, denúncia ime- gresso material e desenvolvimento espiritual
ele registradas. diata da presente convenção quando a nova em liberdade e dignidade, em segurança eco-
Artigo 15 convenção de revisão tiver entrado em vigor; nômica e com oportunidades iguais;
b) a partir da data da entrada em vigor da Considerando, por outro lado, que a discri-
1. A presente convenção não obrigará senão
nova convenção de revisão, a presente con- minação constitui uma violação dos direitos
aos Membros da Organização Internacional do
venção cessará de estar aberta à ratificação enunciados na Declaração Universal dos Direi-
Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada
dos Membros. tos do Homem, adota neste vigésimo quinto
pelo Diretor-Geral.
2. A presente convenção ficará, em qualquer dia de junho de mil novecentos e cinqüenta
2. Ele entrará em vigor doze meses depois que e oito, a convenção abaixo transcrita que será
caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para
as ratificações de dois Membros tiverem sido denominada Convenção sôbre a discriminação
os Membros que a tiverem ratificado e que
registradas pelo Diretor-Geral. (emprêgo e profissão), 1958.
não tiverem ratificado a convenção de revisão.
3. Em seguida, esta convenção entrará em vigor Artigo 1º
Artigo 21
para cada Membro doze meses depois da data
em que sua ratificação tiver sido registrada. As versões em francês e em inglês do texto 1. Para fins da presente convenção, o têrmo
Artigo 16 da presente convenção fazem igualmente fé. “discriminação” compreende:
a) Tôda distinção, exclusão ou preferência
1. Todo Membro que tiver ratificado a presente
fundada na raça, côr, sexo, religião, opinião
convenção poderá denunciá-la no fim de um
política, ascendência nacional ou origem so-
período de dez anos depois da data da en-
trada em vigor inicial da convenção, por ato DECRETO 62.150, DE 19 DE cial, que tenha por efeito destruir ou alterar a
igualdade de oportunidades ou de tratamento
comunicado ao Diretor-Geral da Repartição JANEIRO DE 1968. em matéria de emprêgo ou profissão;
Internacional do Trabalho e por ele registrado. A
denúncia não terá efeito senão um ano depois b) Qualquer outra distinção, exclusão ou prefe-
de ter sido registrada. Promulga a Convenção 111 da OIT sôbre dis- rência que tenha por efeito destruir ou alterar a
2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre- criminação em matéria de emprêgo e profissão. igualdade de oportunidades ou tratamento em
sente convenção, dentro do prazo de um ano matéria de emprêgo ou profissão, que poderá
depois da expiração do período de dez anos ser especificada pelo Membro Interessado
DOU 20.01.1968
mencionado no parágrafo precedente, não depois de consultadas as organizações repre-
fizer uso da faculdade de denúncia prevista sentativas de empregadores e trabalhadores,
O Presidente da República, havendo o Congres- quando estas existam, e outros organismos
no presente artigo, será obrigado por novo so Nacional aprovado pelo Decreto Legislativo
período de dez anos e, depois disso, poderá adequados.
104, de 1964, a Convenção 111 sôbre Discri-
denunciar a presente convenção no fim de cada minação em Matéria de Emprêgo e Ocupação, 2. As distinção, exclusões ou preferências
período de dez anos, nas condições previstas adotado pela Conferência Internacional do fundadas em qualificações exigidas para um
no presente artigo. Trabalho em sua quadragésima-segunda ses- determinado emprêgo não são consideradas
Artigo 17 são, a 25 de junho de 1958; como discriminação.
1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional E havendo a referida Convenção entrado em 3. Para os fins da presente convenção as pala-
do Trabalho notificará a todos os Membros vigor, em relação ao Brasil, de conformidade vras “emprêgo” e “profissão” incluem o acesso
da Organização Internacional do Trabalho o com o artigo 8, parágrafo 3º, a 26 de novembro à formação profissional, ao emprêgo e às di-
registro de todas as ratificações que lhe forem de 1966, isto é, doze meses após o registro do ferentes profissões, bem como as condições
comunicadas pelos Membros da Organização. Instrumento brasileiro de ratificação efetuado de emprêgo.
pela Repartição Internacional do Trabalho a 26 Artigo 2º
2. Notificando aos Membros da Organização
de novembro de 1965.
o registro da segunda ratificação que lhe for Qualquer Membro para o qual a presente con-
comunicada, o Diretor-Geral chamará a atenção Decreta que a mesma, apensa, por cópia, ao
venção se encontre em vigor compromete-se
dos Membros da Organização para a data em presente decreto, seja executada e cumprida
a formular e aplicar uma política nacional que
que a presente Convenção entrar em vigor. tão inteiramente como nela se contém.
tenha por fim promover, por métodos adequa-
Artigo 18 Brasília, 19 de janeiro de 1968; 147º da Inde- dos às circunstâncias e aos usos nacionais, a
pendência e 80º da República. igualdade de oportunidade e de tratamento
O Diretor-Geral da Repartição Internacional
A. Costa e Silva em matéria de emprêgo e profissão, com ob-
do Trabalho enviará ao Secretário-Geral das
José de Magalhães Pinto jetivo de eliminar tôda discriminação nessa
Nações Unidas, para fim de registro, confor-
matéria.
me o art. 102 da Carta das Nações Unidas,
informações completas a respeito de todas Artigo 3º
CONVENÇÃO 111
as ratificações, declarações e atos de denúncia Qualquer Membro para o qual a presente
que houver registrado conforme os artigos
Convenção concernente à discriminação em convenção se encontre em vigor deve, por
precedentes.
matéria de emprêgo e profissão. métodos adequados às circunstâncias e os
Artigo 19 A Conferência Geral da Organização Interna- usos nacionais:
Cada vez que julgar necessário, o Conselho de cional do Trabalho, a) Esforçar-se por obter a colaboração das orga-
Administração da Repartição Internacional do Convocada em Genebra pelo Conselho de nização de empregadores e Trabalhadores e de
Trabalho apresentará à Conferência Geral um Administração da Repartição Internacional do outros organismos apropriados, com o fim de
relatório sobre a aplicação da presente Con- Trabalho e reunida a 4 de junho de 1958, em favorecer a aceitação e aplicação desta política;
venção e examinará se é necessário inscrever sua quadragésima-segunda sessão; b) Promulgar leis e encorajar os programas de
na ordem do dia da Conferência a questão de educação próprios a assegurar esta aceitação
Após ter decidido adotar diversas disposi-
sua revisão total ou parcial. e esta aplicação;
ções relativas à discriminação em matéria de
Artigo 20 emprêgo e profissão, assunto que constitui c) Revogar tôdas as disposições legislativas
1. No caso de a Conferência adotar nova con- o quarto ponto da ordem do dia da sessão; e modificar tôdas as disposições ou práticas,
venção de revisão total ou parcial da presente Após ter decidido que essas disposições toma- administrativas que sejam incompatíveis com
convenção, e a menos que a nova convenção riam a forma de uma convenção internacional; a referida política.
disponha diferentemente: Considerando que a declaração de Filadélfia d) Seguir a referida política no que diz respeito
a) a ratificação, por um Membro, da nova con- afirma que todos os sêres humanos, seja qual a emprêgos dependentes do contrôle direto
venção de revisão acarretará, de pleno direito, fôr a raça, credo ou sexo têm direito ao pro- de uma autoridade nacional;
OIT 122 DECRETO 66.499, DE 27 DE ABRIL DE 1970

e) Assegurar a aplicação da referida políti- A denuncia só produzirá efeito um ano após Em fé do que, assinaram a 5 de julho de 1958:
ca nas atividades dos serviços de orientação ter sido registrada. O Presidente da Conferência, B. K. DAS.
profissional, formação profissional e colocação 2. Qualquer Membro que tiver ratificado a O Diretor-Geral da Repartição Internacional
dependentes do contrôle de uma autoridade presente convenção que, no prazo de um ano, do Trabalho,
nacional; depois de expirado o período de dez anos
mencionados no parágrafo anterior, e que não David A. Morse.
f ) Indicar, nos seus relatórios anuais sôbre a
aplicação da convenção, as medidas tomadas fizer uso da faculdade de denuncia prevista no
em conformidades com esta política e os re- presente artigo, ficará vinculado por um novo
sultados obtidos. período de dez anos, e, em seguida, poderá
Artigo 4º
denunciar a presente convenção no término DECRETO 66.499, DE 27 DE
de cada período de dez anos, observadas as
Não são consideradas como discriminação condições estabelecidas no presente artigo. ABRIL DE 1970
qualquer medidas tomadas em relação a uma Artigo 10
pessoa que, individualmente, seja objeto de Promulga a Convenção 122 sobre Política de
uma suspeita legítima de se entregar a uma 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
do Trabalho notificará a todos os Membros Emprego
atividade prejudicial à segurança do Estado
ou cuja atividade se encontre realmente com- da Organização Internacional do Trabalho o
registro de tôdas as ratificações e denúncias O Presidente da República, havendo o Congres-
provada, desde que a referida pessoa tenha o
que lhe fôrem comunicadas pelos Membros so Nacional aprovado, pelo Decreto Legislativo
direito de recorrer a uma instância competente,
da Organização. 61, de 30 de novembro de 1966, a Convenção
estabelecida de acôrdo com a prática nacional.
2. Ao notificar aos Membros da Organização 122 sôbre Política de Emprêgo, adotada pela
Artigo 5º o registro da segunda ratificação que lhe tiver Conferência Geral da Organização Internacio-
1. As medidas especiais de proteção ou de sido comunicada o Diretor-Geral chamará a nal do Trabalho, em sua quadragésima oitava
assistência previstas em outras convenções atenção para a data em que a presente con- sessão, a 9 de julho de 1964;
ou recomendações adotada pela Conferência venção entrará em vigor. E havendo a referida Convenção entrado em
Internacional do Trabalho não são consideradas Artigo 11 vigor para o Brasil, de conformidade com seu
como discriminação. artigo 5º, parágrafo 3º, a 24 de março de 1970,
  O Diretor-Geral da Repartição Internacional doze meses após o registro da ratificação brasi-
2. Qualquer Membro pode, depois de con- do Trabalho comunicará ao Secretaria-Geral leira pela Repartição Internacional do Trabalho,
sultadas às organizações representativas de das Nações Unidas para efeitos de registro de realizado a 24 de março de 1969;
empregadores e trabalhadores, quando estas acôrdo com o artigo 102º da Carta das Nações
existam, definir como não discriminatórias Decreta que a Convenção apensa por cópia ao
Unidas, informações completas a respeito de
quaisquer outras medidas especiais que te- presente Decreto seja executada e cumprida
tôdas as ratificações e todos os atos de de-
nham por fim salvaguardar as necessidades tão inteiramente quanto nela se contém.
núncia, que tiver registrado, nos têrmos dos
particulares de pessoas em relação às quais artigos precedentes. Brasília, 27 de abril de 1970; 149º da Indepen-
a atribuição de uma proteção ou assistência dência e 82º da República.
Artigo 12
especial seja de uma maneira geral, reconhe- Emílio G. Médici
cida como necessária, por razões tais como o Sempre que o julgar necessário, o Conselho de
sexo, a invalidez, os encargos de família ou o Administração da Repartição Internacional do
nível social ou cultural. Trabalho apresentará a Conferência Geral um CONVENÇÃO 122
relatório sôbre a aplicação da presente conven-
Artigo 6º A Conferência Geral da Organização Interna-
ção e decidirá da oportunidade de inscrever
Qualquer membro que ratificar a presente na ordem do dia da Conferência a questão da cional do Trabalho.
convenção compromete-se a aplicá-la aos ter- sua revisão total ou parcial. Convocada em Genebra pelo Conselho de
ritórios não metropolitanos, de acôrdo com as Artigo 13 Administração da Repartição Internacional do
disposições da Constituição da Organização Trabalho, e tendo-se reunido ali a 9 de julho
Internacional do Trabalho. No caso de a Conferência adotar uma nova de 1964, em sua quadragésima nona sessão:
convenção que implique em revisão total ou
Artigo 7º parcial da presente convenção e salvo dispo- Considerando que a Declaração de Filadélfia
sição em contrário da nova convenção: reconhece a obrigação solene da Organização
As ratificações formais da presente conven- Internacional do Trabalho de incentivar entre
ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da A ratificação da nova convenção de revisão as nações do mundo programas que procurem
Repartição Internacional do Trabalho e por por um Membro implicará ispo jure a denúncia alcançar o pleno emprego e a elevação dos
êle registradas. imediata da presente convenção, não obstante níveis de vida e que o Preâmbulo da Orga-
Artigo 8º o disposto no Artigo 9º, e sob reserva de que nização prevê a luta contra o desemprego
a nova convenção de revisão tenha entrada e a garantia de um salário que assegure as
1. A presente convenção somente vinculará em vigor; condições de vida adequadas;
Membros da Organização Internacional do A partir da data da entrada em vigor da nova
Trabalho cuja ratificação tiver sido registrada Considerando outros sim que nos termos da
convenção, a presente convenção deixa de Declaração de Filadélfia cabe à Organização
pelo Diretor-Geral. estar aberta à ratificação dos Membros. Internacional do Trabalho examinar e conside-
2. A convenção entrará em vigor doze meses A presente convenção continuará, todavia, rar as repercussões das políticas econômicas e
após registradas pelo Diretor-Geral as ratifica- em vigor na sua forma e conteúdo para os financeiras sobre política de emprego à luz do
ções de dois dos Membros. Membros que a tiverem ratificado, e que não objetivo fundamental, segundo o qual todos
3. Em seguida, estas convenção entrará em ratificarem a convenção de revisão. os seres humanos, qualquer que seja sua raça,
vigor, para cada Membros, doze meses após Artigo 14 credo ou sexo, tem o direito de assegurar o seu
a data do registro da respectiva ratificação. bem-estar material e o seu desenvolvimento
  As versões francesa e inglesa do texto da espiritual dentro da liberdade e da dignidade
Artigo 9º presente convenção fazem igualmente fé. da tranqüilidade econômica e com as mesmas
1. Qualquer Membro que tiver ratificado a O texto que precede é o texto autêntico da possibilidades;
presente convenção pode denunciá-la no tér- convenção devidamente adotada pela Con- Considerando que a declaração universal dos
mino de um período de dez anos após a data ferência Geral da Organização Internacional direitos do homem prevê que toda pessoa tem
da entrada em vigor inicial da convenção por do Trabalho, em sua quadragésima-segunda direito a trabalhar, à livre escolha de emprego,
ato comunicado ao Diretor-Geral da Repartição sessão, que se reuniu em Genebra e que foi e condições justas e favoráveis de trabalho e
Internacional do Trabalho e por êle registrado. encerrada a 26 de junho de 1958. à proteção contra o desemprego;
DECRETO 89.686, DE 22 DE MAIO DE 1984 OIT 122

Tendo em conta os termos das convenções deverão ser consultados a respeito das políticas Artigo 10
e recomendações internacionais do trabalho de emprego com o objetivo de levar em con-
1. No caso de a Conferência adotar nova con-
existentes que estão diretamente relacionadas ta plenamente sua experiência e opinião, e
venção de revisão total ou parcial da presente
com a política do emprego e em particular a assegurar sua total cooperação para formular
convenção e a recomendação sobre, o serviço e obter apoio para tal política. convenção, e a menos que a nova convenção
do emprego em 1949, a recomendação sobre disponha diferentemente:
Artigo 4º
a formação profissional em 1962, assim como a) a ratificação, por um Membro, da nova con-
a convenção e a recomendação concernente à As ratificações formais da presente conven- venção de revisão acarretará, de pleno direito,
discriminação (emprego e profissão), em 1958; ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da não obstante o art. 17 acima, denúncia ime-
Considerando que estes instrumentos deve- Repartição Internacional do Trabalho e por diata da presente convenção quando a nova
riam estar localizados dentro de um contexto ele registradas. convenção de revisão tiver entrado em vigor;
mais largo de um programa internacional Artigo 5º b) a partir da data da entrada em vigor da
visando assegurar a expansão econômica 1. A presente convenção não obrigará senão nova convenção de revisão, a presente con-
fundada sobre o pleno emprego, produtivo aos Membros da Organização Internacional do venção cessará de estar aberta à ratificação
e livremente escolhido; Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada dos Membros.
Depois de haver decidido adotar as diversas pelo Diretor-Geral. 2. A presente convenção ficará, em qualquer
proposições à política do emprego que são
2. Ele entrará em vigor doze meses depois que caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para
as compreendidas no oitavo item da agenda
as ratificações de dois Membros tiverem sido os Membros que a tiverem ratificado e que
da sessão;
registradas pelo Diretor-Geral. não tiverem ratificado a convenção de revisão.
Depois de haver decidido que estas propo-
sições tomariam a forma de uma convenção 3. Em seguida, esta convenção entrará em vigor Artigo 11
internacional; para cada Membro doze meses depois da data
em que sua ratificação tiver sido registrada. As versões em francês e em inglês do texto
Adota, neste dia 9 de julho de 1964, a conven- da presente convenção fazem igualmente fé.
ção seguinte, que será denominada‘Convenção Artigo 6º
sobre Política do Emprego, 1964’: 1. Todo Membro que tiver ratificado a presente
Artigo 1º convenção poderá denunciá-la no fim de um
período de dez anos depois da data da en-
1. Com o objetivo de estimular o crescimento trada em vigor inicial da convenção, por ato
DECRETO 89.686, DE 22 DE
e o desenvolvimento econômico, de elevar os comunicado ao Diretor-Geral da Repartição MAIO DE 1984
níveis de vida, de atender às necessidades de Internacional do Trabalho e por ele registrado. A
mão-de-obra e de resolver o problema do de- denúncia não terá efeito senão um ano depois
semprego e do subemprego, todo Membro for- de ter sido registrada. Promulga a Convenção 131 da Organização
mulará e aplicará, como um objetivo essencial, Internacional do Trabalho sobre a Fixação de
uma política ativa visando promover o pleno 2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre-
sente convenção, dentro do prazo de um ano Salários Mínimos, com Referência Especial aos
emprego, produtivo e livremente escolhido.
depois da expiração do período de dez anos Países em Desenvolvimento, 1970.
2. Essa política deverá procurar garantir:
mencionado no parágrafo precedente, não
a) que haja trabalho para todas as pessoas fizer uso da faculdade de denúncia prevista O Vice-Presidente da República, no exercício
disponíveis e em busca de trabalho; no presente artigo, será obrigado por novo do cargo de Presidente da República,
b) que este trabalho seja o mais produtivo período de dez anos e, depois disso, poderá
possível; Considerando que o Congresso Nacional
denunciar a presente convenção no fim de cada
período de dez anos, nas condições previstas aprovou, pelo Decreto Legislativo 110, de 30
c) que haja livre escolha de emprego e que de novembro de 1982, a Convenção 131 da
cada trabalhador tenha todas as possibilidades no presente artigo.
Organização Internacional do Trabalho sobre
de adquirir as qualificações necessárias para Artigo 7º a Fixação de Salários Mínimos, com Referên-
ocupar um emprego que lhe convier e de uti-
1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional cia Especial aos Países em Desenvolvimento,
lizar, neste emprego, suas qualificações, assim
como seus dons, qualquer que seja sua raça, do Trabalho notificará a todos os Membros adotada em Genebra, a 22 de junho de 1970,
cor, sexo, religião, opinião política, ascendência da Organização Internacional do Trabalho o durante a qüinquaségima-quarta sessão da
nacional ou origem social. registro de todas as ratificações que lhe forem Conferência Geral daquela Organização;
comunicadas pelos Membros da Organização. Considerando que o Instrumento de Ratificação
3. Essa política deverá levar em conta o estado
e o nível de desenvolvimento econômico assim 2. Notificando aos Membros da Organização à referida Convenção pela República Federativa
como a relação entre os objetivos de emprego, o registro da segunda ratificação que lhe for do Brasil foi depositado em Genebra, a 04 de
e os outros objetivos econômicos e sociais, e comunicada, o Diretor-Geral chamará a atenção maio de 1983;
será aplicada através de métodos adaptados dos Membros da Organização para a data em
Considerando que a mencionada Convenção
às condições e usos nacionais. que a presente Convenção entrar em vigor.
entrou em vigor para a República Federativa
Artigo 2º Artigo 8º do Brasil a 04 de maio de 1984, na forma de
O Diretor-Geral da Repartição Internacional seu Artigo 8º (3);
Todo Membro deverá, através de métodos
adaptados às condições do país e na medida do Trabalho enviará ao Secretário-Geral das Decreta:
Nações Unidas, para fim de registro, confor-
em que estas o permitirem:
me o art. 102 da Carta das Nações Unidas,
Art. 1º A Convenção 131 da Organização
a) determinar e rever regularmente, nos moldes Internacional do Trabalho sobre a Fixação de
informações completas a respeito de todas
de uma política econômica e social coordena- Salários Mínimos, com Referência Especial aos
as ratificações, declarações e atos de denúncia
da, as medidas a adotar com o fim de alcançar Países em Desenvolvimento, adotada em Gene-
que houver registrado conforme os artigos
os objetivos enunciados no artigo I; precedentes. bra, a 22 de junho de 1970, apensa por cópia ao
b) tomar as disposições que possam ser ne- presente Decreto, será executada e cumprida
Artigo 9º tão inteiramente como nela se contém.
cessárias à aplicação destas medidas, inclusive
quando for o caso, a elaboração de programas. Cada vez que julgar necessário, o Conselho de Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data
Administração da Repartição Internacional do de sua publicação, revogadas a disposições
Artigo 3º
Trabalho apresentará à Conferência Geral um em contrário.
Na aplicação da presente convenção, os re- relatório sobre a aplicação da presente Con-
presentantes dos centros interessados nas venção e examinará se é necessário inscrever Brasília, em 22 de maio de 1984; 163º da In-
medidas a tomar, e em particular os represen- na ordem do dia da Conferência a questão de dependência e 96º da República.
tantes dos empregadores e dos trabalhadores, sua revisão total ou parcial. Aureliano Chaves
OIT 131 DECRETO 89.686, DE 22 DE MAIO DE 1984

CONVENÇÃO 131 2. Sem prejuízo das disposições do parágrafo Artigo 8º


1 acima, a liberdade de negociação coletiva
1. A presente convenção não obrigará senão
A Conferência Geral da Organização Interna- deverá ser amplamente respeitada.
aos Membros da Organização Internacional do
cional do Trabalho, Artigo 3º Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada
Convocada a Genebra pelo Conselho de Admi- pelo Diretor-Geral.
nistração da Repartição Internacional do Tra- Os elementos tomados em consideração para
determinar o nível dos salários mínimos deve- 2. Ele entrará em vigor doze meses depois que
balho e ali reunida, em sua qüinquagésima
rão, na medida do que for possível e apropriado, as ratificações de dois Membros tiverem sido
quarta sessão, a 3 de junho de 1970;
respeitadas a prática e as condições nacionais, registradas pelo Diretor-Geral.
Constatando os termos da Convenção sobre abranger: 3. Em seguida, esta convenção entrará em vigor
Métodos de Fixação de Salários Mínimos,
a) as necessidades dos trabalhadores e de para cada Membro doze meses depois da data
1928, e da Convenção sobre Igualdade de
suas famílias, tendo em vista o nível geral dos em que sua ratificação tiver sido registrada.
Remuneração, 1951, que têm sido amplamente
ratificadas, assim como da Convenção sobre salários no país, o custo da vida, as prestações Artigo 9º
métodos de fixação de salários mínimos, 1951; de previdência social e os níveis de vida com-
parados de outros grupos sociais; 1. Todo Membro que tiver ratificado a presente
Considerando que essas convenções trouxeram convenção poderá denunciá-la no fim de um
valiosa contribuição para a proteção de grupos b) os fatores de ordem econômica, inclusive período de dez anos depois da data da en-
assalariados desprotegidos; as exigências de desenvolvimento econômico, trada em vigor inicial da convenção, por ato
a produtividade e o interesse que existir em comunicado ao Diretor-Geral da Repartição
Considerando a conveniência atual de adotar atingir e manter um alto nível de emprego.
um novo instrumento, complementar a essas Internacional do Trabalho e por ele registrado. A
convenções, que assegure uma proteção aos Artigo 4º denúncia não terá efeito senão um ano depois
assalariados contra os salários excessivamente 1. Todo Membro que ratificar a presente Con- de ter sido registrada.
baixos e que, embora de aplicação geral, leve venção deverá instituir e/ou manter métodos 2. Todo Membro que, tendo ratificado a pre-
em conta especialmente às necessidades dos adaptados às condições e às necessidades sente convenção, dentro do prazo de um ano
países em desenvolvimento; do país, que permitam fixar e reajustar perio- depois da expiração do período de dez anos
Após ter decidido adotar diversas propostas dicamente os salários mínimos pagáveis aos mencionado no parágrafo precedente, não
sobre métodos de fixação de salários mínimos grupos dos assalariados protegidos em virtude fizer uso da faculdade de denúncia prevista
e problemas conexos, com referência especial do artigo I acima. no presente artigo, será obrigado por novo
aos países em desenvolvimento, questão que 2. Serão adotadas disposições para consultar período de dez anos e, depois disso, poderá
constitui o quinto item da ordem do dia da denunciar a presente convenção no fim de cada
amplamente as organizações representativas
sessão; período de dez anos, nas condições previstas
de empregadores e de trabalhadores inte-
no presente artigo.
Após ter decidido que essas propostas deve- ressados, ou na falta dessas organizações,
riam tomar a forma de convenção internacional, os representantes dos empregadores e dos Artigo 10
adota, neste vigésimo dia de junho de mil no- trabalhadores interessados a respeito do es- 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
vecentos e setenta, a seguinte Convenção que tabelecimento e da aplicação dos métodos do Trabalho notificará a todos os Membros
será denominada ‘Convenção sobre Fixação de acima referidos ou das modificações que lhes da Organização Internacional do Trabalho o
Salários Mínimos, 1976’. forem introduzidas. registro de todas as ratificações que lhe forem
Artigo 1º 3. Nos casos indicados tendo em vista a natu- comunicadas pelos Membros da Organização.
reza dos métodos existentes de fixação de sa- 2. Notificando aos Membros da Organização
1. Todo Membro da Organização Internacional lários, serão adotadas igualmente disposições
do Trabalho que ratificar a presente Convenção o registro da segunda ratificação que lhe for
para permitir que participem diretamente em comunicada, o Diretor-Geral chamará a atenção
comprometer-se-á a estabelecer um sistema de sua aplicação:
salários mínimos que proteja todos os grupos dos Membros da Organização para a data em
de assalariados cujas condições de trabalho a) os representantes de organizações de em- que a presente Convenção entrar em vigor.
forem tais que seria aconselhável assegurar- pregadores e de trabalhadores ou, na falta Artigo 11
-lhes a proteção. dessas organizações, os representantes dos
empregadores e dos trabalhadores interessa- O Diretor-Geral da Repartição Internacional
2. A autoridade competente em cada país dos, devendo esta participação efetuar-se em do Trabalho enviará ao Secretário-Geral das
deverá, de acordo com as organizações re- pé de igualdade; Nações Unidas, para fim de registro, confor-
presentativas dos empregadores e dos traba- me o art. 102 da Carta das Nações Unidas,
lhadores interessados, se existirem, ou após b) as pessoas cuja competência para represen-
tar os interesses gerais do país for reconhecida informações completas a respeito de todas
consultá-las amplamente, determinar o grupo as ratificações, declarações e atos de denúncia
de assalariados, que devem ser abrangidos. e que forem nomeadas após ampla consulta
que houver registrado conforme os artigos
às organizações representativas dos empre-
3. Todo Membro que ratificar a presente Con- precedentes.
gadores e dos trabalhadores interessados, se
venção comunicará, no primeiro relatório sobre essas organizações existirem e se semelhante Artigo 12
a aplicação da presente Convenção que apre- consulta estiver em conformidade com a legis-
sentar em virtude do artigo 22 da Constituição Cada vez que julgar necessário, o Conselho de
lação e prática nacionais. Administração da Repartição Internacional do
da Organização Internacional do Trabalho, os
grupos de assalariados que não estiverem Artigo 5º Trabalho apresentará à Conferência Geral um
protegidos em virtude do presente artigo, relatório sobre a aplicação da presente Con-
Para assegurar a aplicação efetiva de todas
dando os motivos da exclusão e indicará nos venção e examinará se é necessário inscrever
as disposições sobre salários mínimos, serão
relatórios subseqüentes o estado de sua le- na ordem do dia da Conferência a questão de
adotadas medidas apropriadas, tais como um
gislação e da sua prática no que se refere aos sua revisão total ou parcial.
sistema adequado de inspeção, complementa-
grupos não protegidos, especificando em que do por quaisquer outras medidas necessárias. Artigo 13
medida está tornando a convenção efetiva ou
Artigo 6º 1. No caso de a Conferência adotar nova con-
se propõe a torná-la efetiva, no que se refere
venção de revisão total ou parcial da presente
aos mencionados grupos. A presente Convenção não deverá ser conside-
convenção, e a menos que a nova convenção
Artigo 2º rada revisora de qualquer convenção existente.
disponha diferentemente:
Artigo 7º
1. Os salários mínimos terão força de lei e não a) a ratificação, por um Membro, da nova con-
poderão ser diminuídos: sua não-aplicação As ratificações formais da presente conven- venção de revisão acarretará, de pleno direito,
acarretará a aplicação de sanções, penais ou ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da não obstante o art. 17 acima, denúncia ime-
outras, apropriadas contra a pessoa ou as pes- Repartição Internacional do Trabalho e por diata da presente convenção quando a nova
soas responsáveis. ele registradas. convenção de revisão tiver entrado em vigor;
DECRETO 1.574, DE 31 DE JULHO DE 1995. OIT 137

b) a partir da data da entrada em vigor da MÉTODOS DE PROCESSAMENTO DE CARGA de carga e suas repercussões sobre as diversas
nova convenção de revisão, a presente con- NOS PORTOS tarefas dos portuários.
venção cessará de estar aberta à ratificação Artigo 2º
dos Membros. A Conferência-Geral da Organização Interna-
cional do Trabalho, 1. Incumbe á política nacional estimular todos
2. A presente convenção ficará, em qualquer
os setores interessados para que assegurem
caso, em vigor, na forma e no conteúdo, para Convocada pelo Conselho Administrativo da
aos portuários, na medida do possível, um
os Membros que a tiverem ratificado e que Repartição Internacional do Trabalho, em Ge-
emprego permanente ou regular.
não tiverem ratificado a convenção de revisão. nebra, onde se reuniu em 6 de junho de 1973,
em sua Quinquagésima-Oitava Sessão; 2. Em todo caso, um mínimo de períodos de
Artigo 14
emprego ou um mínimo de renda deve ser
Considerando que os métodos de processa-
As versões em francês e em inglês do texto assegurado aos portuários, sendo que sua
mento de carga nos portos se modificaram
da presente convenção fazem igualmente fé. extensão e natureza dependerão da situação
e continuam a se modificar – por exemplo, a
econômica e social do país ou do porto de
adoção de unidades de carga, a introdução
de técnicas de transbordo horizontal (roll on/ que se tratar.
roll off), o aumento da mecanização e auto- Artigo 3º
DECRETO 1.574, DE 31 DE matização – enquanto que novas tendências 1. Registros serão estabelecidos e mantidos
aparecem no fluxo das mercadorias, e que
JULHO DE 1995. semelhantes modificações deverão ser ainda
em dia para todas as categorias profissionais
de portuários na forma determinada pela le-
mais acentuadas no futuro; gislação ou a prática nacionais.
Promulga a convenção 137, da Organização Considerando que essas mudanças, ao ace-
2. Os portuários matriculados terão prioridade
Internacional do Trabalho, sobre as Repercussões lerarem o transporte da carga e reduzirem
para a obtenção de trabalho nos portos.
Sociais dos Novos Métodos de Manipulação de o tempo passado pelos navios nos portos e
os custos dos transportes, podem beneficiar 3. Os portuários matriculados deverão estar
Cargos nos Portos, assinada em Genebra, em 27
a economia do país interessado, em geral, e prontos para trabalhar de acordo com o que
de junho de 1973.
contribuir para elevar o nível de vida; for determinado pela legislação ou a prática
nacionais.
DOU 01.08.1995 Considerando que essas mudanças têm tam-
bém repercussões consideráveis sobre o nível Artigo 4º
de emprego nos portos e sobre as condições de 1. Os efetivos dos registros serão periodica-
O Presidente da República, no uso da atribui-
trabalho e vida dos portuários e que medidas mente revistos a fim de fixa-los em um nível
ção que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da
deveriam ser adotadas para evitar ou reduzir os que corresponda às necessidades do porto.
Constituição, e problemas que decorrem das mesmas;
Considerando que a Convenção 137, da Or- 2. Quando uma redução dos efetivos de um
Considerando que os portuários deveriam registro se tornar necessária, todas as medi-
ganização Internacional do Trabalho, sobre beneficiar-se das vantagens que representam
as Repercussões Sociais dos Métodos de Ma- das úteis serão tomadas, com a finalidade de
os novos métodos de processamento de carga prevenir ou atenuar os efeitos prejudiciais aos
nipulação de Cargos nos Portos, foi assinada e que, por conseguinte, o estudo e a introdução
em Genebra, em 27 de junho de 1973; portuários.
desses métodos deveriam ser acompanhados
Considerando que a Convenção ora promulga- da elaboração e da adoção de disposições, Artigo 5º
da foi oportunamente submetida ao Congresso tendo por finalidade a melhoria duradoura de Para obter dos novos métodos de processa-
Nacional, que a aprovou por meio do Decreto sua situação, por meios como a regularização mento de carga o máximo de vantagens sociais,
Legislativo 29, de 22 de dezembro de 1993, do emprego, a estabilização da renda e por incumbe à política nacional estimular os em-
publicado no Diário Oficial da União de 23 de outras medidas relativas à condições de vida pregadores ou suas organizações, por um lado,
dezembro de 1993; e de trabalho dos interessados e à segurança e as organizações de trabalhadores, por outro,
Considerando que a Convenção em tela entrou e higiene do trabalho portuário; a cooperarem para a melhoria da eficiência do
em vigor internacional em 24 de julho de 1975; Depois de ter resolvido adotar diversas moções trabalho nos portos, com a participação, se for
Considerando que o Governo brasileiro depo- relativas ás repercussões sociais dos novos o caso, das autoridades competentes.
sitou a Carta de Ratificação do instrumento métodos de processamento de carga nos por- Artigo 6
multilateral em epígrafe em 12 de agosto de tos, que constituem o quinto item da agenda
da Sessão; Os Membros farão com que as regras adequa-
1994, e que o mesmo passará a vigorar, para
das, referentes à segurança, higiene, bem-estar
o Brasil, em 12 de agosto de 1995, na forma Depois de ter resolvido que essas moções
e formação profissional dos trabalhadores,
de seu Artigo 9, tomariam a forma de uma Convenção inter-
sejam aplicadas aos portuários.
Decreta: nacional, adota, neste vigésimo quinto dia de
junho de mil e novecentos e setenta e três, Artigo 7
Art. 1º A Convenção 137, da Organização In- a Convenção abaixo que será denominada
ternacional do Trabalho, sobre as Repercussões Exceto nos casos em que forem implementa-
Convenção sobre o Trabalho Portuário, de 1973. das mediante convênios coletivos, sentenças
Sociais dos Novos Métodos de Manipulação de
Cargas nos Portos, assinada em Genebra, em Artigo 1º arbitrais ou qualquer outro modo conforme
27 de junho de 1973, apensa por cópia a este à prática nacional, as disposições da presente
1. A Convenção se aplica ás pessoas que tra-
Decreto, deverá ser cumprida tão inteiramente balham de modo regular como portuários, e Convenção deverão ser aplicadas pela legis-
como nela se contém. cuja principal fonte de renda anual provém lação nacional.
Art. 2º O presente Decreto entra em vigor desse trabalho. Artigo 8
na data de sua publicação. 2. Para os fins da presente Convenção, as ex- As ratificações formais da presente Conven-
Brasília, em 31 de julho de 1995; 174º da In- pressões “portuários” e “trabalho portuário” ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da
dependência e 107º da República. designam pessoas e atividades definidas como Repartição Internacional do Trabalho e por
tais pela legislação ou a prática nacioanais. As ele registradas.
Fernando Henrique Cardoso 
organizações de empregadores e de trabalha-
Artigo 9
dores interessadas devem ser consultadas por
CONVENÇÃO 137 ocasião da elaboração e da revisão dessas de- 1. A presente Convenção vinculará apenas os
finições ou serem a ela associadas de qualquer Membros da Organização Internacional do
CONVENÇÃO REFERENTE ÀS outra maneira; deverão, outrossim, ser levados Trabalho cuja ratificação tenha sido registrada
REPERCUSSÕES SOCIAIS DOS NOVOS em conta os novos métodos de processamento pelo Diretor-Geral.
OIT 138 DECRETO 4.134, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002

2. A presente Convenção entrará em vigor 12 b) a partir da data de entrada em vigor da nova Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data
(doze) meses após terem sido registradas, pelo Convenção revista, a presente Convenção dei- de sua publicação.
Diretor-Geral, as ratificações de dois Membros. xará de estar aberta á ratificação dos Membros.
Brasília, 15 de fevereiro de 2002; 181º  da In-
3. Posteriormente, está Convenção entrará 2. A presente Convenção permanecerá em todo dependência e 114º da República.
em vigor para cada Membro, 12 (doze) meses caso em vigor, em sua forma e teor, para os Fernando Henrique Cardoso
depois da data em que sua ratificação tiver Membros que a tiverem ratificado e que não
sido registrada. tenham ratificado a Convenção revista.
Artigo 10 Artigo 15 CONVENÇÃO 138

  1. Qualquer Membro que tenha ratificado a As versões francesa e inglesa do texto da pre- CONVENÇÃO SOBRE IDADE MÍNIMA DE
presente Convenção poderá denunciá-la, ao sente Convenção fazem igualmente fé. ADMISSÃO AO EMPREGO
expirar um período de 10 (dez) anos após a
data de entrada em vigor inicial da Convenção, A Conferência Geral da Organização Interna-
mediante um ato comunicado ao Diretor-Geral cional do Trabalho:
da Repartição Internacional do Trabalho e por DECRETO 4.134, DE 15 DE Convocada em Genebra pelo Conselho de
ele registrado. A denúncia só se tornará efetiva Administração da Repartição Internacional do
1 (um) após ter sido registrada. FEVEREIRO DE 2002 Trabalho e reunida em 6 de junho de 1973, em
2. Qualquer Membro que tenha ratificado a sua qüinquagésima oitava reunião;
presente Convenção que, no prazo de 1 (um) Promulga a Convenção 138 e a Recomendação Tendo decidido adotar diversas propostas rela-
ano, após expirar o período de 10 (dez) anos tivas à idade mínima para admissão a emprego,
146 da Organização Internacional do Traba-
mencionado no parágrafo anterior, não fizer tema que constitui o quarto ponto da agenda
lho (OIT) sobre Idade Mínima de Admissão ao
uso da faculdade de denúncia, prevista pelo da reunião;
Emprego.
presente Artigo, ficará vinculado por um novo Considerando os dispositivos das seguintes
período de 10 (dez) anos e, posteriormente, Convenções:
poderá denunciar a presente Convenção ao DOU 18.02.2002
término de cada período de dez anos, nas Convenção sobre a idade mínima (indústria),
condições previstas no presente Artigo. de 1919;
O Presidente da República, no uso da atribui-
ção que lhe confere o art. 84, inciso VIII, da Convenção sobre a idade mínima (trabalho
Artigo 11
Constituição, marítimo), de 1920;
1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional Convenção sobre a idade mínima (agricultura),
Considerando que o Congresso Nacional
do Trabalho notificará a todos os Membros de 1921;
aprovou o texto da Convenção no  138 da
da Organização Internacional do Trabalho o
Organização Internacional do Trabalho (OIT) Convenção sobre a idade mínima (estivadores
registro de todas as ratificações e denúncias
sobre Idade Mínima de Admissão ao Emprego, e foguistas), de 1921;
que lhe sejam comunicadas pelos Membros
complementada pela Recomendação no 146, Convenção sobre a idade mínima (emprego
da Organização.
por meio do Decreto Legislativo no 179, de 14 não-industrial), de 1932;
2. Ao notificar os Membros da Organização do de dezembro de 1999;
registro da segunda ratificação que lhe tenha Convenção (revista) sobre a idade mínima
Considerando que a Convenção entrará em (trabalho marítimo), de 1936;
sido comunicada, o Diretor-Geral chanará a
vigor, para o Brasil, em 28 de junho de 2002,
atenção dos Membros da Organização sobre Convenção (revista) sobre a idade mínima
nos termos do parágrafo 3, de seu art.12;
a data na qual a presente Convenção entrará (indústria), de 1937;
em vigor. Decreta:
Convenção (revista) sobre a idade mínima
Artigo 12 Art. 1º A Convenção no 138 da Organização (emprego não-industrial), de 1937;
Internacional do Trabalho (OIT) sobre Idade
O Diretor-Geral da Repartição Internacional Mínima de Admissão ao Emprego e a Recomen- Convenção sobre a idade mínima (pescadores),
do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral dação no 146, apensas por cópia ao presente de 1959, e a
das Nações Unidas, para fins de registro, de Decreto, serão executadas e cumpridas tão Convenção sobre a idade mínima (trabalho
acordo com o Artigo 102 da Carta das Nações inteiramente como nelas se contém. subterrâneo), de 1965;
Unidas, informações completas a respeito de
todas as ratificações e atos de denúncia que
Art. 2º Para os efeitos do art. 2º, item 1, da Considerando ter chegado o momento de ado-
Convenção, fica estabelecido que a idade mí- tar um instrumento geral sobre a matéria, que
tiverem sido registrados nos termos dos artigos substitua gradualmente os atuais instrumentos,
nima para admissão a emprego ou trabalho é
precedentes. aplicáveis a limitados setores econômicos, com
de dezesseis anos.
Artigo 13 vistas à total abolição do trabalho infantil;
Art. 3º  Em virtude do permissivo contido
Cada vez que o julgar necessário, o Conselho no art. 5º, itens 1 e 3, da Convenção, o âmbito Tendo determinado que essas propostas to-
Administrativo da Repartição Internacional de aplicação desta restringe-se inicialmente a mem a forma de uma convenção internacional,
do Trabalho apresentará à Conferência Geral minas e pedreiras, indústrias manufatureiras, adota, no dia vinte e seis de junho de mil nove-
um relatório sobre a aplicação da presente construção, serviços de eletricidade, gás e centos e setenta e três, a seguinte Convenção,
Convenção, e examinará a conveniência de água, saneamento, transporte e armazena- que pode ser citada como a Convenção sobre
inscrever na agenda da Conferência a questão mento, comunicações e plantações e outros a Idade Mínima, de 1973:
de sua revisão total ou parcial. empreendimentos agrícolas que produzam Artigo 1º
principalmente para o comércio, excluídas
Artigo 14 Todo País-Membro em que vigore esta Con-
as empresas familiares ou de pequeno porte
1. No caso de a Conferência adotar uma nova que trabalhem para o mercado local e que venção, compromete-se a seguir uma política
Convenção, com revisão total ou parcial da nacional que assegure a efetiva abolição do
não empreguem regularmente trabalhadores
presente, e a menos que a nova Convenção trabalho infantil e eleve progressivamente, a
assalariados.
o determine de outra maneira: idade mínima de admissão a emprego ou a
Art. 4º São sujeitos à aprovação do Congresso trabalho a um nível adequado ao pleno de-
a) a ratificação, por um Membro, da nova Con- Nacional quaisquer atos que possam resultar senvolvimento físico e mental do adolescente.
venção revista acarretará de pleno direito, não em revisão da referida Convenção, assim como
obstante o Artigo 10 acima, denúncia imediata Artigo 2º
quaisquer ajustes complementares que, nos
da presente Convenção, sob reserva de que termos do art. 49, inciso I, da Constituição, 1. Todo Membro que ratificar esta Convenção
a nova Convenção revista tenha entrado em acarretem encargos ou compromissos gravosos especificará, em declaração anexa à ratificação,
vigor; ao patrimônio nacional. uma idade mínima para admissão a emprego
DECRETO 4.134, DE 15 DE FEVEREIRO DE 2002 OIT 138

ou trabalho em seu território e nos meios de 2. Todo País-membro que ratificar esta Conven- b) programa de treinamento principalmente
transporte registrados em seu território; res- ção arrolará em seu primeiro relatório sobre ou inteiramente executado em uma empre-
salvado o disposto nos Artigos 4º e 8º desta sua aplicação, a ser submetido nos termos sa, que tenha sido aprovado pela autoridade
Convenção, nenhuma pessoa com idade infe- do Artigo 22 da Constituição da Organização competente, ou
rior a essa idade será admitida a emprego ou Internacional do Trabalho, todas as categorias c) programa de orientação vocacional para
trabalho em qualquer ocupação. que possam ter sido excluídas de conformidade facilitar a escolha de uma profissão ou de um
2. Todo País-membro que ratificar esta Con- com o parágrafo 1 deste Artigo, dando as razões tipo de treinamento.
venção poderá notificar ao Diretor-Geral da dessa exclusão, e indicará, nos relatórios sub-
seqüentes, a situação de sua lei e prática com Artigo 7º
Repartição Internacional do Trabalho, por
declarações subseqüentes, que estabelece referência às categorias excluídas e a medida 1. As leis ou regulamentos nacionais poderão
uma idade mínima superior à anteriormente em que foi dado ou se pretende dar efeito à permitir o emprego ou trabalho a pessoas entre
definida. Convenção com relação a essas categorias. treze e quinze anos em serviços leves que:
3. A idade mínima fixada nos termos do pará- 3. Não será excluído do alcance da Convenção, a) não prejudiquem sua saúde ou desenvol-
grafo 1º deste Artigo não será inferior à idade de de conformidade com este Artigo, emprego vimento, e
conclusão da escolaridade obrigatória ou, em ou trabalho protegido pelo Artigo 3 desta b) não prejudiquem sua freqüência escolar,
qualquer hipótese, não inferior a quinze anos. Convenção. sua participação em programas de orientação
4. Não obstante o disposto no Parágrafo 3º Artigo 5º vocacional ou de treinamento aprovados pela
deste Artigo, o País-membro, cuja economia autoridade competente ou sua capacidade de
1. O País-membro, cuja economia e condições
e condições do ensino não estiverem sufi- se beneficiar da instrução recebida.
administrativas não estiverem suficientemente
cientemente desenvolvidas, poderá, após 2. As leis ou regulamentos nacionais poderão
consulta às organizações de empregadores e desenvolvidas, poderá, após consulta às orga-
nizações de empregadores e de trabalhadores, também permitir o emprego ou trabalho a
de trabalhadores concernentes, se as houver, pessoas com, no mínimo, quinze anos de idade
definir, inicialmente, uma idade mínima de se as houver, limitar inicialmente o alcance de
aplicação desta Convenção. e que não tenham ainda concluído a escolari-
quatorze anos. zação obrigatória em trabalho que preencher
5. Todo País-membro que definir uma idade 2. Todo País-membro que se servir do disposto
os requisitos estabelecidos nas alíneas a) e b)
mínima de quatorze anos, de conformidade no parágrafo 1 deste Artigo especificará, em
do parágrafo 1º deste Artigo.
com o disposto no parágrafo anterior, incluirá declaração anexa à sua ratificação, os setores
de atividade econômica ou tipos de empre- 3. A autoridade competente definirá as ativi-
em seus relatórios a serem apresentados so-
endimentos aos quais aplicará os dispositivos dades em que o emprego ou trabalho poderá
bre a aplicação desta Convenção, nos termos
da Convenção. ser permitido nos termos dos parágrafos 1º e
do Artigo 22 da Constituição da Organização
2º deste Artigo e estabelecerá o número de
Internacional do Trabalho, declaração: 3. Os dispositivos desta Convenção serão apli- horas e as condições em que esse emprego
a) de que subsistem os motivos dessa pro- cáveis, no mínimo, a: mineração e pedreira; ou trabalho pode ser desempenhado.
vidência ou indústria manufatureira; construção; eletricida-
de, água e gás; serviços sanitários; transporte, 4. Não obstante o disposto nos parágrafos 1º
b) de que renuncia ao direito de se valer da e 2º deste Artigo, o País-membro que se tiver
armazenamento e comunicações; plantações
disposição em questão a partir de uma de- servido das disposições do parágrafo 4º do
e outros empreendimentos agrícolas de fins
terminada data. Artigo 2º poderá, enquanto continuar assim
comerciais, excluindo, porém, propriedades
Artigo 3º familiares e de pequeno porte que produzam procedendo, substituir as idades de treze e
para o consumo local e não empreguem regu- quinze anos pelas idades de doze e quatorze
1. Não será inferior a dezoito anos a idade
larmente mão-de-obra remunerada. anos e a idade de quinze anos pela idade de
mínima para a admissão a qualquer tipo de
quatorze anos dos respectivos Parágrafos 1º
emprego ou trabalho que, por sua natureza 4. Todo País-membro que tiver limitado o e 2º deste Artigo.
ou circunstâncias em que for executado, possa alcance de aplicação desta Convenção, nos
prejudicar a saúde, a segurança e a moral do termos deste Artigo: Artigo 8º
adolescente. 1. A autoridade competente, após consulta
a) indicará em seus relatórios, nos termos do
2. Serão definidos por lei ou regulamentos Artigo 22 da Constituição da Organização Inter- às organizações de empregadores e de traba-
nacionais ou pela autoridade competente, após nacional do Trabalho, a situação geral com rela- lhadores concernentes, se as houver, poderá,
consulta às organizações de empregadores e ção ao emprego ou trabalho de adolescentes e mediante licenças concedidas em casos in-
de trabalhadores concernentes, se as houver, crianças nos setores de atividade excluídos do dividuais, permitir exceções para a proibição
as categorias de emprego ou trabalho às quais alcance de aplicação desta Convenção e todo de emprego ou trabalho provida no Artigo
se aplica o parágrafo 1 deste Artigo. progresso que tenha sido feito no sentido de 2º desta Convenção, para finalidades como
3. Não obstante o disposto no parágrafo 1 uma aplicação mais ampla de seus dispositivos; a participação em representações artísticas.
deste Artigo, a lei ou regulamentos nacionais b) poderá, em qualquer tempo, estender for- 2. Licenças dessa natureza limitarão o número
ou a autoridade competente poderá, após malmente o alcance de aplicação com uma de horas de duração do emprego ou traba-
consultar as organizações de empregadores declaração encaminhada ao Diretor-Geral da lho e estabelecerão as condições em que é
e de trabalhadores concernentes, se as hou- Repartição Internacional do Trabalho. permitido.
ver, autorizar emprego ou trabalho a partir da
idade de dezesseis anos, desde que estejam Artigo 6º Artigo 9º
plenamente protegidas a saúde, a segurança Esta Convenção não se aplicará a trabalho feito 1. A autoridade competente tomará todas as
e a moral dos adolescentes envolvidos e lhes por crianças e adolescentes em escolas de edu- medidas necessárias, inclusive a instituição de
seja proporcionada instrução ou treinamento cação vocacional ou técnica ou em outras insti- sanções apropriadas, para garantir a efetiva
adequado e específico no setor da atividade tuições de treinamento em geral ou a trabalho vigência dos dispositivos desta Convenção.
pertinente. feito por pessoas de no mínimo quatorze anos 2. As leis ou regulamentos nacionais ou a au-
Artigo 4º de idade em empresas em que esse trabalho toridade competente designarão as pessoas
for executado dentro das condições prescritas responsáveis pelo cumprimento dos dispo-
1. A autoridade competente, após consulta às
organizações de empregadores e de trabalha- pela autoridade competente, após consulta sitivos que colocam em vigor a Convenção.
dores concernentes, se as houver, poderá, na com as organizações de empregadores e de 3. As leis ou regulamentos nacionais ou a auto-
medida do necessário, excluir da aplicação trabalhadores concernentes, onde as houver, ridade competente prescreverão os registros ou
desta Convenção um limitado número de cate- e constituir parte integrante de: outros documentos que devem ser mantidos
gorias de emprego ou trabalho a respeito das a) curso de educação ou treinamento pelo e postos à disposição pelo empregador; esses
quais se levantarem reais e especiais problemas qual é principal responsável uma escola ou registros ou documentos conterão nome, idade
de aplicação. instituição de treinamento; ou data de nascimento, devidamente autenti-
OIT 138 DECRETO 157, DE 2 DE JULHO DE 1991

cados sempre que possível, das pessoas que que o Artigo 3º desta Convenção aplica-se ao núncia previsto neste Artigo, ficará obrigado
emprega ou que trabalham para ele e tenham emprego marítimo, isso implicará ipso jure  a a um novo período de dez anos e, daí por
menos de dezoito anos de idade. denúncia imediata daquela Convenção; diante, poderá denunciar esta Convenção ao
Artigo 10 e) com referência ao emprego em pesca marí- final de cada período de dez anos, nos termos
tima, por um País-membro que faça parte da deste Artigo.
1. Esta Convenção revê, nos termos estabele-
Convenção sobre a Idade Mínima (Pescadores), Artigo 14
cidos neste Artigo, a Convenção sobre a Ida-
de 1959 e for especificada uma idade mínima
de Mínima (Indústria), de 1919; a Convenção 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
de não menos de quinze anos, nos termos do
sobre a Idade Mínima (Marítimos), de 1920; a do Trabalho dará ciência a todos os Países-
Convenção sobre a Idade Mínima (Agricultura), Artigo 2º desta Convenção, ou o País-membro
especificar que o Artigo 3º desta Convenção -membros da Organização do registro de todas
de 1921; a Convenção sobre a Idade Mínima as ratificações e denúncias que lhe forem comu-
(Estivadores e Foguistas), de 1921; a Convenção aplica-se ao emprego em pesca marítima, isso
implicará ipso jure a denúncia imediata daquela nicadas pelos Países-membros da Organização.
sobre a Idade Mínima (Emprego não-Industrial),
de 1932; a Convenção (revista) sobre a Idade Convenção; 2. Ao notificar os Países-membros da Organi-
Mínima (Marítimos), de 1936; a Convenção f ) por um País-membro que for parte da zação sobre o registro da segunda ratificação
(revista) sobre a Idade Mínima (Indústria), de Convenção sobre a Idade Mínima (Trabalho que lhe tiver sido comunicada, o Diretor-Geral
1937; a Convenção (revista) sobre a Idade Mí- Subterrâneo), de 1965 e for especificada uma lhes chamará a atenção para a data em que a
nima (Emprego não-Industrial), de 1937; a idade mínima de não menos de quinze anos, Convenção entrará em vigor.
Convenção sobre a Idade Mínima (Pescadores), nos termos do Artigo 2º desta Convenção, ou Artigo 15
de 1959 e a Convenção sobre a Idade Mínima o País-membro estabelecer que essa idade
(Trabalho Subterrâneo), de 1965. aplica-se a emprego subterrâneo em minas, O Diretor-Geral da Repartição Internacional
por força do Artigo 3º desta Convenção, isso do Trabalho comunicará ao Secretário Geral
2. A entrada em vigor desta Convenção não
implicará ipso jure a denúncia imediata daquela das Nações Unidas, para registro, nos termos
priva de ratificações ulteriores as seguintes
convenções: Convenção (revista) sobre a Idade Convenção, a partir do momento em que esta do Artigo 102 da Carta das Nações Unidas,
Mínima (Marítimos), de 1936; a Convenção Convenção entrar em vigor. informações pormenorizadas sobre todas as
(revista) sobre a Idade Mínima (Indústria) de 5. A aceitação das obrigações desta Convenção: ratificações e atos de denúncia por ele registra-
1937; a Convenção (revista) sobre a Idade Mí- do, conforme o disposto nos artigos anteriores. 
a) implicará a denúncia da Convenção sobre
nima (Emprego não-Industrial), de 1937; a a Idade Mínima (Indústria), de 1919, de con- Artigo 16
Convenção sobre a Idade Mínima (Pescadores), formidade com seu Artigo 12;
de 1959 e a Convenção sobre a Idade Mínima O Conselho de Administração da Repartição
(Trabalho Subterrâneo), de 1965. b) com referência à agricultura, implicará a do Trabalho apresentará à Conferência Geral,
denúncia da Convenção sobre a Idade Mínima quando considerar necessário, relatório sobre o
3. A Convenção sobre a Idade Mínima (Indús- (Indústria), de 1919, de conformidade com desempenho desta Convenção e examinará a
tria), de 1919; a Convenção (revista), sobre a seu Artigo 12; conveniência de incluir na pauta da Conferência
Idade Mínima (Marítimos), de 1920; a Con-
c) com referência ao emprego marítimo, impli- a questão de sua revisão total ou parcial.
venção sobre a Idade Mínima, (Agricultura),
de 1921 e a Convenção sobre a Idade Mínima cará a denúncia da Convenção sobre a Idade Artigo 17
(Estivadores e Foguistas), de 1921, não estarão Mínima (Marítimos), de 1920, de conformidade
com seu Artigo 10, e da Convenção sobre a 1. No caso de adotar a Conferência uma nova
mais sujeitas a ratificações ulteriores quando convenção que reveja total ou parcialmente
todos seus participantes assim estiverem de Idade Mínima (Estivadores e Foguistas), de
1921, de conformidade com seu Artigo 12, a esta Convenção, a menos que a nova conven-
acordo pela ratificação desta Convenção ou
partir do momento em que esta Convenção ção disponha de outro modo,
por declaração enviada ao Diretor-Geral da
Repartição Internacional do Trabalho. entrar em vigor. a) A ratificação, por um País-membro, da nova
4. Quando as obrigações desta Convenção Artigo 11 convenção revisora implicará, ipso jure, a partir
forem aceitas - do momento em que entrar em vigor a con-
As ratificações formais desta Convenção serão venção revisora, a denúncia imediata desta
a) por um País-membro que faça parte da comunicadas, para registro, ao Diretor-Geral da Convenção, não obstante os dispositivos do
Convenção (revista) sobre a Idade Mínima Repartição Internacional do Trabalho. Artigo 13;
(Indústria), de 1937, e que tenha fixado uma
Artigo 12 b) Esta Convenção deixará de estar sujeita à ra-
idade mínima de admissão ao emprego não
inferior a quinze anos, nos termos do Artigo 1. Esta Convenção obrigará unicamente os tificação pelos Países-membros a partir da data
2º desta Convenção, isso implicará ipso jure a Países-membros da Organização Internacional de entrada em vigor da convenção revisora;
denúncia imediata daquela Convenção; do Trabalho cujas ratificações tiverem sido c) Esta Convenção continuará a vigorar, na sua
b) com referência ao emprego não-industrial, registradas pelo Diretor-Geral. forma e conteúdo, nos Países-membros que a
conforme definido na Convenção sobre Idade 2. Esta Convenção entrará em vigor doze meses ratificaram, mas não ratificarem a convenção
Mínima (Emprego não-Industrial), de 1932, após a data de registro, pelo Diretor-Geral, das revisora.
por um País-membro que faça parte dessa ratificações de dois Países-membros. Artigo 18
Convenção, isso implicará ipso jure a denúncia 3. A partir de então, esta Convenção entrará
imediata da referida Convenção; As versões em inglês e francês do texto desta
em vigor, para todo País-membro, doze meses
c) com referência ao emprego não industrial, depois do registro de sua ratificação. Convenção são igualmente autênticas.
conforme definido na Convenção (revista) so- Artigo 13
bre a Idade Mínima (Emprego não Industrial),
de 1937, por um País-membro que faça par- 1. O País-membro que ratificar esta Convenção
te dessa Convenção e for fixada uma idade poderá denunciá-la ao final de um período de DECRETO 157, DE 2 DE
mínima de não menos de quinze anos nos dez anos, a contar da data de sua entrada em
termos do Artigo 2º desta Convenção, isso vigor, mediante comunicação ao Diretor-Geral JULHO DE 1991
implicará ipso jure a denúncia imediata daquela da Repartição Internacional do Trabalho, para
Convenção; registro. A denúncia não terá efeito antes de
se completar um ano a contar da data de seu Promulga a Convenção 139, da Organização
d) com referência ao emprego marítimo, por
registro. Internacional do Trabalho – OIT, sobre a Preven-
um País-membro que faça parte da Convenção
2. Todo País-membro que ratificar esta Conven- ção e o Controle de Riscos Profissionais causados
(revista) sobre a Idade Mínima (Marítimos), de
1936, e for fixada uma idade mínima de não ção e que, no prazo de um ano após expirado pelas Substâncias ou Agentes Cancerígenos.
menos de quinze anos, nos termos do Artigo o período de dez anos referido no parágrafo
2º desta Convenção, ou País-membro definir anterior, não tiver exercido o direito de de- DOU 23.07.1991
DECRETO 157, DE 2 DE JULHO DE 1991 OIT 139

O Presidente da República, usando da atri- Tendo em conta esforço empreendido por Artigo 5
buição que lhe confere o art. 84, inciso VIII, outras organizações internacionais, em es-
Todo Membro que ratifique a presente Con-
da Constituição e pecial a organização Mundial da Saúde e do
venção deverá adotar medidas para assegurar
Considerando que a Convenção 139, da Orga- Centro Internacional de Investigações sobre o
que sejam proporcionados aos trabalhadores
nização Internacional do Trabalho – OIT, sobre Câncer, com os quais colabora a Organização
os exames médicos ou os exames ou investi-
a Prevenção e o Controle de Riscos Profissio- Internacional do Trabalho;
gações de natureza biológica ou de outro tipo,
nais causados pelas Substâncias ou Agentes Depois de ter decidido adotar diversas pro- durante ou depois do emprego, que sejam
Cancerígenos foi concluída em Genebra, a 24 posições relativas à prevenção e controle dos necessários para avaliar a exposição ou o estado
de junho de 1974; riscos profissionais causados por substâncias de saúde com relação aos riscos profissionais.
ou agentes cancerígenos, questão que constitui
Considerando que o Congresso Nacional Artigo 6
o quinto ponto da ordem do dia da reunião, e
aprovou a Convenção, por meio do Decreto Todo Membro que ratifique a presente Con-
Legislativo 3, de 7 de maio de 1990; Depois de ter decidido que tais proposições
revistam-se da forma de uma Convenção venção deverá:
Considerando que a Carta de Ratificação da Internacional, adota com a data de vinte e a) adotar, por via legislativa ou por qualquer
Convenção ora promulgada, foi depositada quatro de junho de mil novecentos e setenta outro método conforme a prática e as condi-
em 27 de junho de 1990. e quatro, a presente Convenção, que poderá ções nacionais, e em consulta com as organi-
Considerando que a Convenção 139 sobre a ser citada com a Convenção sobre o câncer zações internacionais de empregadores e de
Prevenção e o Controle de Riscos Profissionais profissional, de 1974: trabalhadores mais representativas, as medidas
causados pelas Substâncias ou Agentes Can- necessárias para efetivar as disposições da
Artigo 1 presente Convenção;
cerígenos entrará em vigor para o Brasil, em
27 de junho de 1991, na forma de seu Artigo 1. Todo Membro que ratifique a presente Con- b) indicar a que organismos ou pessoas in-
8º, parágrafo 3, venção deverá determinar periodicamente as cumbe, de acordo com a prática nacional, a
substâncias e agentes cancerígenos aos quais obrigação de assegurar o cumprimento das
Decreta: estará proibida a exposição no trabalho, ou disposições da presente Convenção;
Art. 1º A Convenção 139, da Organização sujeita a autorização ou controle, e aqueles c) compromete-se a proporcionar os serviços
Internacional do Trabalho – OIT, sobre a Pre- a que se devam aplicar outras disposições da de inspeção apropriados para velar pela apli-
venção e o Controle de Riscos Profissionais presente Convenção. cação das disposições da presente Convenção
causados pelas Substâncias ou Agentes Cance- 2. A exceções a esta proibição apenas poderão ou certificar-se de que se exerce uma inspeção
rígenos, apensa por cópia ao presente Decreto, ser concedidas mediante autorização que es- adequada.
será executada e cumprida tão inteiramente pecifique em cada caso as condições a serem Artigo 7
como nela se contém. cumpridas.
Art. 2º Este decreto entra em vigor na data As ratificações formais da presente Convenção
3. Ao determinar as substâncias e agentes a apresentadas, para seu registro, ao Diretor-
de sua publicação. que se refere o parágrafo 1 do presente Arti- -Geral da Repartição Internacional do Trabalho.
Brasília, 2 de julho de 1991; 170º da Indepen- go, deverão ser levados em consideração os
dência e 103º da República. dados mais recentes contidos nos repertórios Artigo 8
de recomendações práticas ou guias que a 1. Esta Convenção obrigará unicamente aque-
Fernando Collor
Secretaria Internacional do Trabalho possa les Membros da Organização Internacional
elaborar, assim como a informação proveniente do Trabalho cujas ratificações tenham sido
ANEXO DO DECRETO
de outros organismos competentes. registradas pelo Diretor-Geral.
QUE PROMULGA A CONVENÇÃO OIT-139,
Artigo 2 2. Entrará em vigor doze meses depois da data
SOBRE A PREVENÇÃO E O CONTROLE em que as ratificações de dois dos Membros
DOS RISCOS PROFISSIONAIS CAUSADOS 1. Todo Membro que ratifique a presente Con- tenham sido registradas pelo Diretor-Geral.
POR SUBSTÂNCIAS OU AGENTES venção deverá procurar de todas as formas
3. A partir desse momento, esta Convenção
CANCERÍGENOS/MRE. substituir as substâncias e agentes canceríge-
entrará em vigor, para cada Membro, doze
nos a que possam estar expostos os trabalha-
meses após a data em que tenha sido realizada
dores durante seu trabalho por substâncias ou
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL sua ratificação.
agentes não cancerígenos ou por substâncias
DO TRABALHO menos nocivas. Na  escolha das substâncias Artigo 9
ou agentes de substituição deve-se levar em 1. Todo Membro que tenha ratificado esta
conta suas propriedades cancerígenas, tóxicas Convenção poderá denunciá-lo ao expirar um
CONVENÇÃO 139 e outras. período de dez anos, a partir da data em que
CONVENÇÃO SOBRE A PREVENÇÃO E O 2. O número de trabalhadores expostos às subs- tenha entrado em vigor, mediante uma Ata
CONTROLE DOS RISCOS PROFISSIONAIS tâncias ou agentes cancerígenos e a duração e Comunicada, para seu registro, ao Diretor-Geral
CAUSADOS POR SUBSTÂNCIAS OU os níveis dessa exposição devem ser reduzidos da Organização Internacional do trabalho. A
ao mínimo compatível com a segurança. denúncia não surtirá efeito até um ano após
AGENTES CANCERÍGENOS
a data em que tenha sido registrada.
Artigo 3
A Conferência Geral da Organização Interna- 2. Todo Membro que tenha ratificado esta
Todo Membro que ratifique a presente Con- Convenção e que, num prazo de um ano após
cional do Trabalho: venção deverá prescrever as medidas a serem a expiração do mencionado período de dez
Convocada em Genebra pelo Conselho de tomadas para proteger os trabalhadores contra anos,  não faça uso do direito de denúncia
Administração da Repartição Internacional os riscos de exposição a substâncias ou agentes previsto neste Artigo ficará obrigado duran-
do Trabalho, e reunida naquela cidade em cancerígenos e deverá assegurar o estabeleci- te um novo período de dez anos, podendo,
5 de junho de 1974, em sua qüinquagésima mento de um sistema apropriado de registros. futuramente, denunciar esta Convenção ao
nona reunião; Artigo 4 expirar cada período de dez anos, nas condi-
Tendo tomado conhecimento das disposições ções previstas neste Artigo.
Todo Membro que ratifique a presente Con-
da Convenção e da Recomendação sobre a Artigo 10
venção deverá adotar medidas para que os
proteção contra as radiações, de 1960, e da
trabalhadores que tenham estado, estejam 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
Convenção e da Recomendação sobre o ben- ou corram o risco de vir a estar expostos a do Trabalho notificará todos os Membros da
zeno, de 1971; substâncias ou agentes cancerígenos rece- Organização Internacional do Trabalho do re-
Considerando que é oportuno estabelecer bam toda a informação disponível sobre os gistro de quantas ratificações, declarações e
normas internacionais sobre a proteção contra perigos que representam tais substâncias e denúncias lhe comuniquem os Membros da
substâncias ou agentes cancerígenos; sobre as medidas a serem aplicadas. Organização.
OIT 140 DECRETO 1.258, DE 29 DE SETEMBRO DE 1994

2. Ao notificar os Membros da Organização Considerando que o Governo brasileiro depo- concedida a um trabalhador para fins educa-
do registro da segunda ratificação que tenha sitou a Carta de Ratificação do instrumento tivos por um determinado período, durante
sido comunicada, o Diretor-Geral comunicará multilateral em epígrafe em 16 de abril de 1992, as horas de trabalho, com o pagamento de
aos Membros da Organização a data em que passando o mesmo a vigorar, para o Brasil, em prestações financeiras adequadas.
entrará em vigor a presente Convenção. 16 de abril de 1993, na forma do seu artigo 13; Artigo 2º
Artigo 11 Decreta:
Qualquer Membro deverá formular e aplicar
O Diretor-Geral da Repartição Internacional Art. 1º A Convenção 140, da Organização uma política que vise à promoção por métodos
do Trabalho apresentará ao Secretário-Geral Internacional do Trabalho, sobre Licença Remu- adaptados às condições e usos nacionais e
das Nações Unidas, para efeito de registro e nerada para Estudos, concluída em Genebra, eventualmente por etapas, da concessão de li-
em conformidade com o Artigo 102 da Carta em 24 de junho de 1974, apensa por cópia a cença remunerada para estudos com os fins de:
das Nações Unidas, uma informação completa este decreto, deverá ser cumprida tão inteira-
a) formação em todos os níveis;
sobre todas as ratificações, declarações e atas mente como nela se contém.
de denúncia que tenham sido registradas de b) educação geral, social ou cívica;
Art. 2º Este decreto entra em vigor na data
acordo com os Artigos precedentes. de sua publicação. c) educação sindical.
Artigo 12 Brasília, em 29 de setembro de 1994; 173º da Artigo 3º
Sempre que julgar necessário, o Conselho Independência e 106º da República. A política mencionada no artigo anterior deverá
de Administração da Secretaria Internacio- Itamar Franco ter como finalidade contribuir, de acordo com
nal do Trabalho apresentará à Conferência as diferentes modalidades necessárias para:
uma memória sobre a aplicação da Convenção, a) a aquisição, o aperfeiçoamento e a adaptação
e considerará a conveniência de incluir na CONVENÇÃO 140
das qualificações necessárias ao exercício da
ordem do dia da Conferência a questão de profissão ou da função assim como a promoção
sua revisão total ou parcial. A Conferência Geral da Organização Interna-
cional do Trabalho, convocada em Genebra e a segurança do emprego frente ao desen-
Artigo 13 pelo Conselho Administrativo da Repartição volvimento científico e técnico e às mudanças
1. Caso a Conferência adote uma nova Con- Internacional do Trabalho e tendo ali se reunido econômicas e estruturais;
venção que implique a revisão total ou parcial a 5 de junho de 1974, em sua qüinquagésima b) a participação competente e ativa dos tra-
da presente, e a menos que a nova Convenção nona sessão; observando que o artigo 26 da balhadores e de seus representantes na vida
contenha disposições em contrário: Declaração Universal dos Direitos do Homem da empresa e da comunidade;
a) a ratificação, por um Membro, da nova Con- preconiza que toda pessoa tem direito à edu- c) as promoções humanas, sociais e culturais
venção revisora implicará, ipso jure, a denúncia cação; dos trabalhadores;
imediata desta Convenção, não obstante as Observando, além disso, o disposto nas Reco- d) de modo geral, a promoção de uma edu-
disposições contidas no Artigo 9, desde que mendações internacionais do trabalho existen- cação e formação permanentes adequadas,
a nova Convenção revisora tenha entrado em tes a respeito da formação profissional e da auxiliando os trabalhadores a se adaptarem
vigor; proteção dos representantes dos trabalhadores às exigências de sua época.
b) a partir da data em que entre em vigor a e relativas ao desligamento temporário dos
trabalhadores e à concessão de tempo livre Artigo 4º
nova Convenção revisora, a presente Conven-
ção cessará de estar aberta à ratificação por para lhes dar a possibilidade de participar de Essa política deverá levar em conta o estado de
parte dos Membros. programas de educação ou de formação desenvolvimento e das necessidades específi-
Considerando que a necessidade de educação cas do país e dos diversos setores da atividade
2. Esta Convenção continuará em vigor em
e de formação permanentes, correspondendo em coordenação com as políticas gerais rela-
qualquer hipótese, em sua forma e conteúdo
ao desenvolvimento científico e técnico e à tivas ao emprego, à educação, à formação e à
atuais, para os Membros que a tenham ratifi-
evolução das relações econômicas e sociais, duração do trabalho e levar em consideração,
cado e não ratifiquem a Convenção revisora.
exige medidas adequadas em matéria de nos casos adequados, as variações sazonais da
Artigo 14 licença para fins educativos e de formação duração e do volume de trabalho.
As versões inglesa e francesa do texto desta para atender às aspirações, necessidades e Artigo 5º
Convenção são igualmente autênticas. objetivos novos de ordem social, econômica,
tecnológica e cultural; A concessão da licença remunerada para estu-
dos será determinada pela legislação nacional,
Reconhecendo que a licença remunerada para as convenções coletivas, as sentenças arbitrais,
estudos a ser considerada como um dos meios ou de qualquer outra maneira, de acordo com
DECRETO 1.258, DE 29 DE que permitem atender às necessidades reais a prática nacional.
de cada trabalhador na sociedade contem-
SETEMBRO DE 1994 porânea; considerando que a licença remu- Artigo 6º
nerada para estudos deveria ser concebida As autoridades públicas, as organizações de
em função de uma política da educação e empregadores e de trabalhadores, as entidades
Promulga a Convenção 140, da Organização formação permanente a ser concretizada de ou organismos que ministram a educação e a
Internacional do Trabalho, sobre Licença Remu- modo progressivo e eficiente; formação deverão ser associados, de acordo
nerada para Estudos, concluída em Genebra, em Após ter decidido adotar diversas propostas com modalidades adequadas às condições e
24 de junho de 1974. sobre a licença para estudos, questão que prática nacionais, à elaboração e aplicação da
constitui o quarto ponto da agenda da sessão; política que visa a promover a licença remu-
O Presidente da República, no uso das atri- nerada para estudo.
Após ter decidido que essas propostas de-
buições que lhe confere o art. 84, inciso VIII, veriam tomar a forma de uma Convenção Artigo 7º
da Constituição, e internacional; O financiamento das disposições relativas à
Considerando que a Convenção ora promulga-
Adota neste vigésimo quarto dia do mês de licença remunerada para estudo deverá ser
da foi oportunamente submetida à apreciação
junho de mil novecentos e setenta e quatro, assegurado de modo regular, adequado e
do Congresso Nacional, que a aprovou por meio
a seguinte Convenção abaixo, que será deno- conforme a prática nacional.
do Decreto Legislativo 234, de 16 de dezembro
minada ‘Convenção Relativa à Licença Remu- Artigo 8º
de 1991, publicado no Diário Oficial da União
nerada para Estudos’.
244, de 17 de dezembro de 1991; A licença remunerada para estudos não deverá
Artigo 1º
Considerando que a Convenção ora promul- ser recusada aos trabalhadores por motivos
gada entrou em vigor internacional em 23 de Na presente Convenção, a expressão ‘licença de raça, cor, sexo, religião, opinião política,
setembro de 1976; remunerada para estudos’ significa uma licença ascendência nacional ou origem social.
DECRETO 98.656, DE 21 DE DEZEMBRO DE 1989 OIT 142

Artigo 9º ciar a presente Convenção ao expirar cada Considerando que o Congresso Nacional apro-
período de dez anos, nas condições previstas vou, com o Decreto Legislativo 46, de 1981, a
Se necessário for, disposições especiais relativas
no presente Artigo. Convenção n° 142, da Organização Internacio-
à licença remunerada para estudos deverão
ser tomadas: Artigo 15 nal do Trabalho, sobre a Orientação Profissional
e a Formação Profissional no Desenvolvimento
a) quando determinadas categorias de traba- 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional de Recursos Humanos, adotada em Genebra,
lhadores tiverem dificuldades em se benefi- do Trabalho notificará a todos os Membros aos 23 de junho de 1975;
ciarem das disposições gerais, por exemplo, da Organização Internacional do Trabalho o
os trabalhadores das pequenas empresas, os registro de todas as ratificações e denúncias Considerando que a referida Convenção entrou
trabalhadores rurais ou outros que residem em que lhe sejam comunicadas pelos Membros em vigor no Brasil, em 24 de novembro de
áreas isoladas, os trabalhadores lotados em da Organização. 1982, na forma de seu art. 7°, alínea 3,
trabalhos feitos em equipe ou os trabalhadores 2. Ao notificar aos Membros da Organização o Decreta:
com encargos de família; registro da segunda ratificação que lhe tenha Art. 1º A Convenção relativa à Orientação
b) quando categorias especiais de empresas, sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a Profissional e a Formação Profissional no De-
por exemplo, as pequenas empresas ou as atenção dos Membros da Organização para senvolvimento de Recursos Humanos Con-
empresas sazonais, encontrarem dificuldades a entrada em vigor da presente Convenção. venção 142 da Organização Internacional do
para aplicar as disposições gerais, ficando en- Trabalho apensa por cópia ao presente Decreto,
Artigo 16
tendido que os trabalhadores ocupados nessas será cumprida tão inteiramente como nela
empresas não serão excluídos do benefício da O Diretor-Geral da Repartição Internacional do se contém.
licença-educação remunerada para estudos. Trabalho comunicará ao Secretário-Geral das
Nações Unidas, para fins de registro, de acordo Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data
Artigo 10 de sua publicação.
com o artigo 102 da Carta das Nações Unidas, as
As condições exigidas aos trabalhadores para informações completas referentes a quaisquer Art. 3º Revogam-se as disposições em con-
que se beneficiem da licença remunerada para ratificações ou atos de denúncias que tenha trário.
estudo poderão variar conforme a licença para registrado de acordo com os artigos anteriores. Brasília, 21 de dezembro de 1989; 168° da
estudo tenha sido concedida para:
Artigo 17 Independência e 101º da República.
a) a formação, em qualquer nível;
Sempre que o julgar necessário, o Conselho de José Sarney
b) as educações gerais, sociais ou cívicas; Administração da Repartição Internacional do
c) a educação sindical. Trabalho deverá apresentar à Conferência Geral
um relatório sobre a aplicação da presente Con- CONVENÇÃO 142
Artigo 11
venção e decidirá a oportunidade de inscrever
O período de licença-educação remunerada A Conferência Geral da Organização Interna-
na ordem do dia da Conferência a questão de
deverá ser assimilado a um período de trabalho cional do Trabalho,
sua revisão total ou parcial.
efetivo para determinar os direitos e benefícios Convocada em Genebra pelo Conselho de
sociais e os outros direitos decorrentes da re- Artigo 18
Administração da Repartição Internacional do
lação de trabalho, conforme está previsto pela 1. Se a Conferência adotar uma nova Conven- Trabalho, e tendo-se ali reunido a 4 de junho
legislação nacional, às convenções coletivas, às ção de revisão total ou parcial da presente de 1975, em sua sexagésima sessão, e
sentenças arbitrais ou qualquer outro método Convenção e, disposição em contrário da nova
conforme a prática nacional. Tendo decidido sobre a adoção de certas pro-
Convenção:
postas a respeito do desenvolvimento dos
Artigo 12 a) a ratificação por um Membro da nova Con- recursos humanos: orientação profissional e
As ratificações formais da presente Conven- venção, recusará não obstante o disposto no formação profissional, constante do sexto item
ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da artigo 14 acima, implicará de pleno direito, na da Agenda da Sessão, e
Repartição Internacional do Trabalho e por denúncia imediata da presente Convenção,
Tendo determinado que essas propostas to-
ele registradas. desde que a nova Convenção tenha entrado
em vigor; massem a forma de uma Convenção Inter-
Artigo 13 nacional,
b) a partir da data da entrada em vigor da Con-
1. A presente Convenção só vinculará os Mem- venção revista, a presente Convenção deixaria Adota, a vinte e três de junho do ano de mil
bros da Organização Internacional do Trabalho, de estar aberta à ratificação dos Membros. novecentos e setenta e cinco, a seguinte Con-
cujas ratificações tenham sido registradas pelo venção, que poderá ser mencionada como
2. A presente Convenção continuará em todo a ‘Convenção sobre o Desenvolvimento de
Diretor-Geral.
caso, em vigor em sua forma e teor atuais para Recursos Humanos, 1975’:
2. Esta Convenção entrará em vigor doze me- os Membros que a tiverem ratificado e que não
ses após o registro das ratificações de dois ratificaram a Convenção revista. Artigo 1º
Membros pelo Diretor-Geral.
Artigo 19 1. Todo Membro deverá adotar e desenvolver
3. Posteriormente, esta Convenção entrará em políticas e programas coordenados e abrangen-
vigor, para cada Membro, doze meses após o As versões inglesa e francesa do texto da pre-
tes de orientação profissional e de formação
registro de sua ratificação. sente Convenção serão igualmente autênticas
profissional, estreitamente ligados ao emprego.
Artigo 14 em particular através dos serviços públicos
de emprego.
1. Todo Membro que tenha ratificado a presente
Convenção poderá denunciá-la após a expira- 2. Essas políticas e programas deverão ter em
ção de um período de dez anos contados da
DECRETO 98.656, DE 21 DE devida conta:
entrada em vigor mediante ato comunicado DEZEMBRO DE 1989 a) as necessidades de emprego, oportunidades
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do e programas em âmbito regional;
Trabalho e por ele registrado. A denúncia só
Promulga a Convenção relativa à Orientação b) o estágio e o nível de desenvolvimento
surtirá efeito um ano após o registro.
Profissional e Formação Profissional no Desen- econômico, social e cultural; e
2. Todo Membro que tenha ratificado a presente
Convenção, e não fizer uso da faculdade de volvimento de Recursos Humanos Convenção c) o relacionamento recíproco entre o desen-
denúncia prevista pelo presente artigo den- 142 da Organização Internacional do Trabalho. volvimento de recursos humanos e outros
tro do prazo de um ano após a expiração do objetivos econômicos, sociais e culturais.
período de dez anos previsto no parágrafo O Presidente da República, no uso da atri- 3. As políticas e os programas deverão ser
anterior, ficará obrigado por novo período de buição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da implementados através de métodos que sejam
dez anos e, posteriormente, poderá denun- Constituição, e apropriados às condições nacionais.
OIT 142 DECRETO 7.944, DE 6 DE MARÇO DE 2013

4. As políticas e os programas deverão ser des- Repartição Internacional do Trabalho e por artigo 14 acima, implicará de pleno direito, na
tinados a melhorar a capacidade do indivíduo ele registradas. denúncia imediata da presente Convenção,
de compreender e influenciar, individual ou Artigo 7º desde que a nova Convenção tenha entrado
coletivamente, o trabalho e o meio ambiente em vigor;
social. 1. A presente Convenção só vinculará os Mem-
b) a partir da data da entrada em vigor da Con-
bros da Organização Internacional do Trabalho,
5. As políticas e os programas deverão enco- venção revista, a presente Convenção deixaria
rajar e habilitar todas as pessoas, em bases cujas ratificações tenham sido registradas pelo
de estar aberta à ratificação dos Membros.
iguais e sem qualquer tipo de discriminação, a Diretor-Geral.
2. A presente Convenção continuará em todo
desenvolver e a utilizar suas capacidades para 2. Esta Convenção entrará em vigor doze me- caso, em vigor em sua forma e teor atuais para
o trabalho em seus melhores interesses e de ses após o registro das ratificações de dois os Membros que a tiverem ratificado e que não
acordo com suas próprias aspirações, tendo em Membros pelo Diretor-Geral. ratificaram a Convenção revista.
conta as necessidades da sociedade. 3. Posteriormente, esta Convenção entrará em
Artigo 13
Artigo 2º vigor, para cada Membro, doze meses após o
registro de sua ratificação. As versões inglesa e francesa do texto da pre-
Tendo em vista os fins acima referidos, todo sente Convenção serão igualmente autênticas.
Membro deverá estabelecer e desenvolver Artigo 8º
sistemas abertos, flexíveis e complementares 1. Todo Membro que tenha ratificado a presente
de educação vocacional técnica e geral, de Convenção poderá denunciá-la após a expira-
orientação profissional e educacional e de ção de um período de dez anos contados da
formação profissional, tenham estas atividades entrada em vigor mediante ato comunicado DECRETO 7.944, DE 6 DE
lugar dentro ou fora do sistema de educação ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do MARÇO DE 2013
formal. Trabalho e por ele registrado. A denúncia só
Artigo 3º surtirá efeito um ano após o registro.
2. Todo Membro que tenha ratificado a presente Promulga a Convenção 151 e a Recomendação
1. Todo Membro deverá desenvolver gradual-
Convenção, e não fizer uso da faculdade de 159 da Organização Internacional do Trabalho
mente seus sistemas de orientação profissional,
incluindo informação constante sobre empre- denúncia prevista pelo presente artigo den- sobre as Relações de Trabalho na Administração
go, com vista a possibilitar a disponibilidade de tro do prazo de um ano após a expiração do Pública, firmadas em 1978.
informações abrangentes e de orientação mais período de dez anos previsto no parágrafo
ampla possível para todas as crianças, jovens anterior, ficará obrigado por novo período de DOU 07.03.2013
e adultos, incluindo programas apropriados dez anos e, posteriormente, poderá denun-
para pessoas com defeitos físicos e incapazes. ciar a presente Convenção ao expirar cada A Presidenta da República, no uso da atribuição
período de dez anos, nas condições previstas que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da
2. Essas informações e orientação deverão
no presente Artigo. Constituição, e
abranger a escolha de uma ocupação, for-
mação profissional e oportunidades educa- Artigo 9º Considerando que o Congresso Nacional apro-
cionais correlatas, a situação de emprego e 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional vou a Convenção no 151 e a Recomendação
as perspectivas de emprego, perspectivas de do Trabalho notificará a todos os Membros no 159 da Organização Internacional do Tra-
promoção, condições de trabalho, segurança da Organização Internacional do Trabalho o balho – OIT sobre as Relações de Trabalho na
e higiene no trabalho, e outros aspectos do registro de todas as ratificações e denúncias Administração Pública, por meio do Decreto
trabalho nos vários setores da atividade eco- que lhe sejam comunicadas pelos Membros Legislativo no 206, de 7 de abril de 2010;
nômica, social e cultural e em todos os níveis
da Organização. Considerando que o Governo brasileiro depo-
de responsabilidade.
2. Ao notificar aos Membros da Organização o sitou o instrumento de ratificação referente à
3. A informação e orientação deverão ser su- Convenção no 151 e à Recomendação no 159
registro da segunda ratificação que lhe tenha
plementadas por informações sobre aspectos junto ao Diretor-Geral da OIT, na qualidade
sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a
gerais de acordos coletivos e dos direitos e de depositário do ato, em 15 de junho de
atenção dos Membros da Organização para
deveres de todos aqueles que se encontrem 2010, tendo, na ocasião, apresentado decla-
a entrada em vigor da presente Convenção.
sob a égide das leis trabalhistas; esta infor- ração interpretativa das expressões “pessoas
mação deverá ser fornecida de acordo com Artigo 10 empregadas pelas autoridades públicas” e
a prática e a lei nacionais, tendo em conta as 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional “organizações de trabalhadores” abrangidas
respectivas funções e deveres das organizações do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral pela Convenção; e
de trabalhadores e empregadores interessadas. das Nações Unidas, para fins de registro, de Considerando que a Convenção no 151 e a Re-
Artigo 4º acordo com o artigo 102 da Carta das Nações comendação no 159 entraram em vigor para a
Unidas, as informações completas referentes República Federativa do Brasil, no plano jurídico
Todo Membro deverá gradualmente esten-
a quaisquer ratificações ou atos de denúncias externo em 15 de junho de 2011, nos termos
der, adaptar e harmonizar seus sistemas de
que tenha registrado de acordo com os artigos do item 3 do Artigo 11 da Convenção no 151;
formação profissional, de modo a atender às
necessidades de formação profissional durante anteriores.
Decreta:
toda a vida, não só dos jovens, mas também Artigo 11 Art. 1º Ficam promulgadas a Convenção
dos adultos em todos os setores da economia Sempre que o julgar necessário, o Conselho de 151 e a Recomendação 159 da Organização
e ramos da atividade econômica e em todos os Administração da Repartição Internacional do Internacional do Trabalho sobre as Relações
níveis técnicos e de responsabilidade. Trabalho deverá apresentar à Conferência Geral de Trabalho na Administração Pública, firma-
Artigo 5º um relatório sobre a aplicação da presente Con- das em 1978, anexas a este Decreto, com as
venção e decidirá a oportunidade de inscrever seguintes declarações interpretativas:
Políticas e programas de orientação profis-
sional e de formação profissional deverão ser na ordem do dia da Conferência a questão de I – a expressão “pessoas empregadas pelas
formulados e implementados em cooperação sua revisão total ou parcial. autoridades públicas”, constante do item 1
com as organizações de empregadores e tra- Artigo 12 do Artigo 1 da Convenção no 151, abrange
balhadores e, quando apropriado e de acordo tanto os empregados públicos, ingressos na
1. Se a Conferência adotar uma nova Conven- Administração Pública mediante concurso
com a lei e a prática nacionais, com outros
ção de revisão total ou parcial da presente público, regidos pela Consolidação das Leis
órgãos interessados.
Convenção e, disposição em contrário da nova do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-
Artigo 6º Convenção: -Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, quanto os
As ratificações formais da presente Conven- a) a ratificação por um Membro da nova Con- servidores públicos no plano federal, regidos
ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da venção, recusará não obstante o disposto no pela Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990,
DECRETO 7.944, DE 6 DE MARÇO DE 2013 OIT 151

e os servidores públicos nos âmbitos estadual dificuldades de interpretação que surgiram a 2. Essa proteção deve aplicar-se, particularmen-
e municipal, regidos pela legislação específica respeito da aplicação aos funcionários públicos te, em relação aos atos que tenham por fim:
de cada um desses entes federativos; e das pertinentes disposições da Convenção Re- a) Subordinar o emprego de um trabalhador da
II- consideram-se “organizações de trabalha- lativa ao Direito de Organização e Negociação Administração Pública à condição de este não
dores” abrangidas pela Convenção apenas as Coletiva, 1949, e as observações através das se filiar a uma organização de trabalhadores
organizações constituídas nos termos do art. quais os órgãos de controle da OIT chamaram da Administração Pública ou deixar de fazer
8º da Constituição. repetidas vezes a atenção para o fato de certos parte dessa organização;
Governos aplicarem essas disposições de modo
Art. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso a excluir grandes grupos de trabalhadores da
b) Demitir um trabalhador da Administração
Nacional atos que possam resultar em revisão Pública ou prejudicá-lo por quaisquer outros
Administração Pública da esfera de aplicação meios, devido à sua filiação a uma organização
das referidas Convenção e Recomendação e
daquela Convenção; de trabalhadores da Administração Pública
ajustes complementares que acarretem encar-
gos ou compromissos gravosos ao patrimônio Após ter decidido adotar diversas propostas ou à sua participação nas atividades normais
nacional, nos termos do inciso I do caput do relativas à liberdade sindical e aos proces- dessa organização.
art. 49 da Constituição. sos de fixação das condições de trabalho na Artigo 5º
Administração Pública, questão que constitui
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data 1. As organizações de trabalhadores da Admi-
o quinto ponto da ordem do dia da sessão;
de sua publicação. nistração Pública devem usufruir de completa
Brasília, 6 de março de 2013; 192º da Indepen- Após ter decidido que essas propostas toma-
independência das autoridades públicas.
dência e 125º da República. riam a forma de uma convenção internacional;
2. As organizações de trabalhadores da Admi-
Dilma Rousseff Adota, no dia 27 de junho de 1978, a seguinte
nistração Pública devem usufruir de uma
Convenção, que será denominada Convenção
proteção adequada contra todos os atos de
sobre as Relações de Trabalho na Administração
ingerência das autoridades públicas em sua
CONVENÇÃO 151 Pública, 1978:
formação, funcionamento e administração.
SOBRE AS RELAÇÕES DE TRABALHO NA PARTE I 3. São particularmente considerados atos de
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, 1978 ingerência, no sentido do presente Artigo,
ÂMBITO DE APLICAÇÃO E DEFINIÇÕES
todas as medidas tendentes a promover a
A Conferência Geral da Organização Interna- criação de organizações de trabalhadores da
Artigo 1º
cional do Trabalho, Administração Pública dominadas por uma
1. A presente Convenção aplica-se a todas autoridade pública ou a apoiar organizações
Convocada em Genebra pelo Conselho de
as pessoas empregadas pelas autoridades de trabalhadores da Administração Pública por
Administração da Repartição Internacional
públicas, na medida em que não lhes sejam meios financeiros ou quaisquer outros, com o
do Trabalho, reunida em 7 de junho de 1978,
aplicáveis disposições mais favoráveis de outras objetivo de submeter essas organizações ao
na sua 64ª sessão;
convenções internacionais do trabalho. controle de uma autoridade pública.
Considerando as disposições da Convenção 2. A legislação nacional determinará o modo
Relativa à Liberdade Sindical e à Proteção do pelo qual as garantias previstas pela presen- PARTE III
Direito de Sindicalização, 1948, da Convenção te Convenção se aplicarão aos trabalhadores
Relativa ao Direito de Organização e Nego- GARANTIAS A SEREM CONCEDIDAS ÀS
da Administração Pública de alto nível, cujas ORGANIZAÇÕES DE TRABALHADORES DA
ciação Coletiva, 1949, e da Convenção e da
funções são normalmente consideradas de
Recomendação Relativas aos Representantes ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
formulação de políticas ou de direção ou aos
dos Trabalhadores, 1971;
trabalhadores da Administração Pública cujas
Recordando que a Convenção Relativa ao Di- Artigo 6º
responsabilidades tenham um caráter altamen-
reito de Organização e Negociação Coletiva, te confidencial. 1. Devem ser concedidas garantias aos repre-
1949, não abrange determinadas categorias 3. A legislação nacional determinará o modo sentantes das organizações reconhecidas de
de trabalhadores da Administração Pública pelo qual as garantias previstas pela presente trabalhadores da Administração Pública, de
e que a Convenção e a Recomendação sobre Convenção se aplicarão às forças armadas e modo a permitir-lhes cumprir rápida e eficien-
os Representantes dos Trabalhadores, 1971, se à polícia. temente as suas funções, quer durante as suas
aplicam aos representantes dos trabalhadores horas de trabalho, quer fora delas.
no ambiente de trabalho; Artigo 2º
2. A concessão dessas garantias não deve pre-
Considerando a notável expansão das ativi- Para os efeitos da presente Convenção, a judicar o funcionamento eficiente da Adminis-
dades da Administração Pública em muitos expressão “trabalhadores da Administração tração ou do serviço interessado.
países e a necessidade de relações de trabalho Pública” designa toda e qualquer pessoa a
harmoniosas entre as autoridades públicas e que se aplique esta Convenção, nos termos 3. A natureza e a amplitude dessas garantias
as organizações de trabalhadores da Admi- do seu Artigo 1º. devem ser fixadas de acordo com os métodos
nistração Pública; mencionados no Artigo 7 da presente Conven-
Artigo 3º ção ou por quaisquer outros meios adequados.
Verificando a grande diversidade dos siste-
Para os efeitos da presente Convenção, a
mas políticos, sociais e econômicos dos Esta- PARTE IV
expressão “organização de trabalhadores da
dos Membros, assim como a das respectivas
Administração Pública” designa toda a orga- PROCEDIMENTOS PARA FIXAÇÃO DAS
práticas (por exemplo, no que se refere às
funções respectivas dos governos centrais e nização, qualquer que seja a sua composição, CONDIÇÕES DE TRABALHO
locais, às das autoridades federais, estaduais que tenha por fim promover e defender os
e provinciais, bem como às das empresas que interesses dos trabalhadores da Administra- Artigo 7º
são propriedade pública e dos diversos tipos ção Pública.
Devem ser tomadas, quando necessário, me-
de organismos públicos autônomos ou semi- didas adequadas às condições nacionais para
-autônomos, ou ainda no que diz respeito à PARTE II
encorajar e promover o desenvolvimento e
natureza das relações de trabalho); PROTEÇÃO DO DIREITO DE ORGANIZAÇÃO utilização plenos de mecanismos que permi-
Considerando os problemas específicos levan- tam a negociação das condições de trabalho
tados pela delimitação da esfera de aplicação Artigo 4º entre as autoridades públicas interessadas e
de um instrumento internacional e pela adoção 1. Os trabalhadores da Administração Pública as organizações de trabalhadores da Adminis-
de definições para efeitos deste instrumen- devem usufruir de uma proteção adequada tração Pública ou de qualquer outro meio que
to, em virtude das diferenças existentes em contra todos os atos de discriminação que permita aos representantes dos trabalhadores
numerosos países entre o trabalho no setor acarretem violação da liberdade sindical em da Administração Pública participarem na fi-
público e no setor privado, assim como as matéria de trabalho. xação das referidas condições.
OIT 154 DECRETO 1.256, DE 29 DE SETEMBRO DE 1994

PARTE V que lhe forem comunicadas pelos membros do Congresso Nacional, que a aprovou por meio
SOLUÇÃO DE CONFLITOS da Organização. do Decreto Legislativo número 22, de 12 de
2. Ao notificar os membros da Organização do maio de 1992, publicado no Diário Oficial da
Artigo 8º registro da segunda ratificação que lhe tiver União 90, de 13 de maio de 1992;
A solução de conflitos surgidos em razão da sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a Considerando que a Convenção em tela en-
fixação das condições de trabalho será buscada atenção dos membros da Organização para trou em vigor internacional em 11 de agosto
de maneira adequada às condições nacionais, a data em que a presente Convenção entrará de 1983;
por meio da negociação entre as partes interes- em vigor. Considerando que o Governo brasileiro de-
sadas ou por mecanismos que dêem garantias Artigo 14 positou, em 10 de julho de 1992, a Carta de
de independência e imparcialidade, tais como Ratificação desse instrumento multilateral, que
O Diretor-Geral da Repartição Internacional
a mediação, a conciliação ou a arbitragem, passou a vigorar, para o Brasil, em 10 de julho
do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral
instituídos de modo que inspirem confiança de 1993, na forma do seu artigo 11;
das Nações Unidas, para efeitos de registro, de
às partes interessadas. acordo com o Artigo 102 da Carta das Nações Decreta:

PARTE VI
Unidas, informações completas sobre todas Art. 1º A Convenção 154, da Organização
as ratificações e atos de denúncia que tiver Internacional do Trabalho, sobre o Incentivo à
DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS registrado de acordo com os Artigos anteriores. Negociação Coletiva, concluída em Genebra,
Artigo 15 em 19 de junho de 1981, apensa por cópia a
Artigo 9º este decreto, deverá ser cumprida tão inteira-
Sempre que o considere necessário, o Conselho mente como nela se contém.
Os trabalhadores da Administração Pública
de Administração da Repartição Internacional
devem usufruir, como os outros trabalhadores,
do Trabalho apresentará à Conferência Geral Art. 2º O presente decreto entra em vigor
dos direitos civis e políticos que são essenciais na data de sua publicação.
um relatório sobre a aplicação da presente
ao exercício normal da liberdade sindical, com a Brasília, em 29 de setembro de 1994; 173º da
Convenção e examinará a oportunidade de
única reserva das obrigações referentes ao seu Independência e 106º da República.
inscrever na ordem do dia da Conferência a
estatuto e à natureza das funções que exercem.
questão da sua revisão total ou parcial. Itamar Franco
PARTE VII Artigo 16
DISPOSIÇÕES FINAIS 1. No caso de a Conferência adotar uma nova CONVENÇÃO 154
convenção que reveja total ou parcialmente
Artigo 10 a presente Convenção, e salvo disposição em A Conferência Geral da Organização Interna-
contrário da nova Convenção: cional do Trabalho:
As ratificações formais da presente Convenção
serão comunicadas ao Diretor-Geral da Repar- a) A ratificação, por um membro, da nova Convocada em Genebra pelo Conselho de
tição Internacional do Trabalho para registro. Convenção revista acarretará, de pleno di- Administração da Repartição Internacional
reito, não obstante o disposto no Artigo 12, do Trabalho, e reunida naquela cidade em 3
Artigo 11 de junho de 1981, em sua sexagésima sétima
a denúncia imediata da presente Convenção,
1. A presente Convenção obriga apenas os desde que a nova convenção revista tenha reunião;
membros da Organização Internacional do entrado em vigor; Reafirmando a passagem da Declaração da Fi-
Trabalho cuja ratificação tiver sido registrada b) A partir da data da entrada em vigor da nova ladélfia onde reconhece-se ‘a obrigação solene
junto ao Diretor-Geral. convenção revista a presente Convenção deixa- de a Organização Internacional do Trabalho de
2. A Convenção entrará em vigor doze meses rá de estar aberta à ratificação dos Membros. estimular, entre todas as nações do mundo,
após a data em que as ratificações de dois mem- 2. A presente Convenção permanecerá em todo programas que permitam (...) alcançar o reco-
bros forem registradas junto ao Diretor-Geral. o caso em vigor, na sua forma e conteúdo, para nhecimento efetivo do direito de negociação
3. Em seguida, esta Convenção entrará em vigor os membros que a tiverem ratificado e que não coletiva’, e levando em consideração que tal
para cada membro doze meses após a data ratificarem a Convenção revista. princípio é ‘plenamente aplicável a todos os
em que a sua ratificação tiver sido registrada. povos’;
Artigo 17
Artigo 12 Tendo em conta a importância capital das nor-
As versões francesa e inglesa do texto da pre- mas internacionais contidas na convenção so-
1. Qualquer membro que tiver ratificado a sente Convenção são igualmente autênticas. bre a liberdade sindical e a proteção do direito
presente Convenção pode denunciá-la, de- de sindicalização, de 1948; na convenção sobre
corrido um período de dez anos após a data o direito de sindicalização e de negociação
inicial de entrada em vigor da Convenção, por coletiva, de 1949; na recomendação sobre os
comunicação, para seu registro, ao Diretor- tratados coletivos, de 1951; na recomendação
-Geral da Repartição Internacional do Trabalho. DECRETO 1.256, DE 29 DE sobre conciliação e arbitragem voluntárias, de
A denúncia apenas produzirá efeito um ano SETEMBRO DE 1994 1951; na convenção e na recomendação sobre
depois de ter sido registrada. as relações de trabalho na administração públi-
2. Qualquer membro que tiver ratificado a ca, de 1978; e na convenção e na recomendação
presente Convenção e que, no prazo de um Promulga a Convenção 154, da Organização sobre a administração do trabalho, de 1978;
ano após ter expirado o período de dez anos Internacional do Trabalho, sobre o Incentivo à Considerando que deveriam produzir-se maio-
mencionado no Parágrafo anterior, não fizer Negociação Coletiva, concluída em Genebra, em res esforços para realizar os objetivos de tais
uso da faculdade de denúncia prevista pelo 19 de junho de 1981. normas e especialmente os princípios gerais
presente Artigo ficará obrigado por um novo enunciados no art. 4º da convenção sobre
período de dez anos e, posteriormente, poderá DOU 30.09.1994 o direito de sindicalização e de negociação
denunciar a presente Convenção ao final de coletiva, de 1949, e no § 1º da recomendação
cada período de dez anos, nas condições pre- O Presidente da República, no uso das atri- sobre os contratos coletivos, de 1951;
vistas no presente Artigo. buições que lhe confere o art. 84, inciso VIII, Considerando, por conseguinte, que essas
Artigo 13 da Constituição, e normas deveriam ser complementadas por
1. O Diretor-Geral da Repartição Internacio- Considerando que a Convenção 154, sobre o medidas apropriadas baseadas nas ditas nor-
nal do Trabalho notificará todos os membros Incentivo à Negociação Coletiva, foi concluída mas e destinadas a estimular a negociação
da Organização Internacional do Trabalho do em Genebra, em 19 de junho de 1981; coletiva livre e voluntária;
registro de todas as ratificações e denúncias Considerando que a Convenção ora promulga- Após ter decidido adotar diversas proposições
da foi oportunamente submetida à apreciação relativas ao incentivo à negociação coletiva,
DECRETO 1.256, DE 29 DE SETEMBRO DE 1994 OIT 154

questão esta que constitui o quarto ponto da trais ou qualquer outro meio adequado à Artigo 11
ordem do dia da reunião; e prática nacional, as disposições da presente
1. A presente Convenção só vinculará os Mem-
Depois de ter decidido que tais proposições Convenção deverão ser aplicadas por meio
bros da Organização Internacional do Trabalho,
devem se revestir da forma de uma convenção da legislação nacional.
cujas ratificações tenham sido registradas pelo
internacional adota com a data de 19 de junho Diretor-Geral.
de mil novecentos e oitenta e um, a presente PARTE III
2. Esta Convenção entrará em vigor doze me-
Convenção, que poderá ser citada como a ‘Con- ESTÍMULO À NEGOCIAÇÃO COLETIVA
ses após o registro das ratificações de dois
venção sobre a Negociação Coletiva, de 1981’: Membros pelo Diretor-Geral.
Artigo 5º
PARTE I 3. Posteriormente, esta Convenção entrará em
1. Deverão ser adotadas medidas adequadas vigor, para cada Membro, doze meses após o
CAMPO DE APLICAÇÃO E DEFINIÇÕES às condições nacionais no estímulo à nego- registro de sua ratificação.
ciação coletiva.
Definições Artigo 12
2. As medidas a que se refere o parágrafo 1
Artigo 1º deste artigo devem prover que: 1. Todo Membro que tenha ratificado a presente
Convenção poderá denunciá-la após a expira-
1. A presente Convenção aplica-se a todos os a) a negociação coletiva seja possibilitada a
ção de um período de dez anos contados da
ramos da atividade econômica. todos os empregadores e a todas as catego-
entrada em vigor mediante ato comunicado
2. A legislação ou a prática nacionais poderá rias de trabalhadores dos ramos de atividade
ao Diretor-Geral da Repartição Internacional do
determinar até que ponto as garantias previstas a que aplique a presente Convenção;
Trabalho e por ele registrado. A denúncia só
na presente Convenção são aplicáveis às forças b) a negociação coletiva seja progressiva- surtirá efeito um ano após o registro.
armadas e à polícia. mente estendida a todas as matérias a que
2. Todo Membro que tenha ratificado a presente
3. No que se refere à administração pública, se referem os anexos a, b e c do artigo 2 da
Convenção, e não fizer uso da faculdade de
a legislação ou a prática nacionais poderão presente Convenção;
denúncia prevista pelo presente artigo den-
fixar modalidades particulares de aplicação c) seja estimulado o estabelecimento de tro do prazo de um ano após a expiração do
desta Convenção. normas de procedimentos acordadas entre período de dez anos previsto no parágrafo
as organizações de empregadores e as orga- anterior, ficará obrigado por novo período de
Artigo 2º
nizações de trabalhadores; dez anos e, posteriormente, poderá denun-
Para efeito da presente Convenção, a expres- d) a negociação coletiva não seja impedida ciar a presente Convenção ao expirar cada
são ‘negociação coletiva’ compreende todas devido à inexistência ou ao caráter impróprio período de dez anos, nas condições previstas
as negociações que tenham lugar entre, de de tais normas; no presente Artigo.
uma parte, um empregador, um grupo de
e) os órgãos e procedimentos de resolução Artigo 13
empregadores ou uma organização ou várias
organizações de empregadores, e, de outra dos conflitos trabalhistas sejam concedidos 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
parte, uma ou várias organizações de traba- de tal maneira que possam contribuir para do Trabalho notificará a todos os Membros
lhadores, com fim de: o estímulo à negociação coletiva. da Organização Internacional do Trabalho o
a) fixar as condições de trabalho e emprego; ou Artigo 6º registro de todas as ratificações e denúncias
que lhe sejam comunicadas pelos Membros
b) regular as relações entre empregadores e As disposições da presente Convenção não
da Organização.
trabalhadores; ou obstruirão o funcionamento de sistemas de
relações de trabalho, nos quais a negociação 2. Ao notificar aos Membros da Organização o
c) regular as relações entre os empregadores registro da segunda ratificação que lhe tenha
coletiva ocorra num quadro de mecanismos
ou suas organizações e uma ou várias orga- sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a
ou de instituições de conciliação ou de ar-
nizações de trabalhadores, ou alcançar todos atenção dos Membros da Organização para
bitragem, ou de ambos, nos quais tomem
estes objetivos de uma só vez. a entrada em vigor da presente Convenção.
parte voluntariamente as partes na nego-
Artigo 3º ciação coletiva. Artigo 14
1. Quando a lei ou a prática nacionais reco- Artigo 7º O Diretor-Geral da Repartição Internacional do
nhecerem a existência de representantes de Trabalho comunicará ao Secretário-Geral das
As medidas adotadas pelas autoridades
trabalhadores que correspondam à definição Nações Unidas, para fins de registro, de acordo
públicas para estimular o desenvolvimento
do anexo b do artigo 3 da Convenção sobre da negociação coletiva deverão ser objeto com o artigo 102 da Carta das Nações Unidas, as
os representantes dos trabalhadores, de 1971, de consultas prévias e, quando possível, de informações completas referentes a quaisquer
a lei ou a prática nacionais poderá determinar acordos entre as autoridades públicas e as ratificações ou atos de denúncias que tenha
até que ponto a expressão ‘negociação coletiva’ organizações patronais e as de trabalhadores. registrado de acordo com os artigos anteriores.
pode igualmente se estender, no interesse da
presente Convenção. Às negociações com tais Artigo 8º Artigo 15
representantes. As medidas previstas com o fito de estimular Sempre que o julgar necessário, o Conselho de
2. Quando, em virtude do que dispõe o pará- a negociação coletiva não deverão ser con- Administração da Repartição Internacional do
grafo 1 deste artigo, a expressão ‘negociação cebidas ou aplicadas de modo a obstruir a Trabalho deverá apresentar à Conferência Geral
coletiva’ incluir também as negociações com liberdade de negociação coletiva. um relatório sobre a aplicação da presente Con-
os representantes dos trabalhadores a que se venção e decidirá a oportunidade de inscrever
refere o parágrafo mencionado, deverão ser na ordem do dia da Conferência a questão de
PARTE IV sua revisão total ou parcial.
adotadas, se necessário, medidas apropriadas
DISPOSIÇÕES FINAIS
para garantir que a existência destes represen- Artigo 16
tantes não seja utilizada em detrimento da
Artigo 9º 1. Se a Conferência adotar uma nova Conven-
posição das organizações de trabalhadores
ção de revisão total ou parcial da presente
interessadas. A presente Convenção não revê nenhuma
Convenção e, disposição em contrário da nova
convenção ou recomendação internacional
Convenção:
PARTE II de trabalho existentes.
a) a ratificação por um Membro da nova Con-
MÉTODOS DE APLICAÇÃO Artigo 10
venção, recusará não obstante o disposto no
As ratificações formais da presente Conven- artigo 14 acima, implicará de pleno direito, na
Artigo 4º
ção serão comunicadas ao Diretor-Geral da denúncia imediata da presente Convenção,
Na medida em que não se apliquem por Repartição Internacional do Trabalho e por desde que a nova Convenção tenha entrado
meio de contratos coletivos, laudos arbi- ele registradas. em vigor;
OIT 161 DECRETO 127, DE 22 DE MAIO DE 1991

b) a partir da data da entrada em vigor da Con- Convocada em Genebra pelo Conselho Ad- ramos da atividade econômica e em todas as
venção revista, a presente Convenção deixaria ministrativo da Repartição Internacional do empresas; as disposições adotadas deverão ser
de estar aberta à ratificação dos Membros. Trabalho e tendo ali se reunido a 7 de junho adequadas e corresponder aos riscos específi-
2. A presente Convenção continuará em todo de 1985, em sua septuagésima primeira sessão; cos que prevalecem nas empresas.
caso, em vigor em sua forma e teor atuais para Observando que a proteção dos trabalhadores 2. Se os serviços de saúde no trabalho não
os Membros que a tiverem ratificado e que não contra as doenças profissionais e as doenças em puderem ser instituídos imediatamente para
ratificaram a Convenção revista. geral e contra os acidentes de trabalho constitui todas as empresas, todo Membro em questão
Artigo 17 uma das tarefas da Organização Internacional deverá, em consulta com a organizações de
do Trabalho em virtude da sua Constituição; empregadores mais representativas, onde elas
As versões inglesa e francesa do texto da pre- Observando as Convenções e Recomendações existam, elaborar planos que visam a instituição
sente Convenção serão igualmente autênticas. Internacionais do Trabalho sobre a matéria, desses serviços.
em particular a Recomendação sobre a Pro- 3. Todo Membro em questão deverá, no pri-
teção da Saúde dos Trabalhadores, 1953; a meiro relatório sobre a aplicação da Conven-
Recomendação sobre os Serviços Médicos ção que está sujeito a apresentar em virtude
DECRETO 127, DE 22 DE do Trabalho, 1959; a Convenção Relativa aos do Artigo 22 da Constituição da Organização
Representantes dos Trabalhadores, 1971, bem
MAIO DE 1991 como a Convenção e a Recomendação sobre a
Internacional do Trabalho, indicar os  planos
que tenha elaborado em função do parágrafo
Seguridade da Saúde dos Trabalhadores, 1981,
2 do presente Artigo e expor, em relatórios
documentos que estabelecem os princípios
Promulga a Convenção 161, da Organização ulteriores, todo progresso obtido com vistas
de uma política nacional e de uma ação em
Internacional do Trabalho -  OIT, relativa aos à sua aplicação.
nível nacional;
Serviços de Saúde do Trabalho. Artigo 4º
Após ter decidido adotar diversas propostas so-
bre os serviços médicos no trabalho, questão A autoridade competente deverá consultar
DOU 23.05.1991 que constitui o quarto ponto da agenda da as organizações de empregadores e de tra-
sessão; balhadores mais representativas, sempre que
O Presidente da República, usando da atri- Após ter decidido que essas propostas de- elas existam, a respeito das medidas a serem
buição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da veriam tomar a forma de uma Convenção adotadas para pôr em prática as disposições
Constituição e Internacional. da presente Convenção.
Considerando que a Convenção n° 161, da Adotada, neste vigésimo sexto dia de junho
Organização Internacional do Trabalho – OIT, de mil novecentos e oitenta e cinco, a seguinte PARTE II
relativa aos Serviços de Saúde do Trabalho foi Convenção, que será denominada Convenção FUNÇÕES
concluída em Genebra, a 7 de junho de 1985; sobre os Serviços de Saúde do Trabalho, 1985.
Considerando que o Congresso Nacional Artigo 5º
aprovou a Convenção, por meio do Decreto PARTE I
Sem prejuízo da responsabilidade de cada
Legislativo n° 86, de 14 de dezembro de 1989; PRINCÍPIOS DE UMA POLÍTICA NACIONAL empregador a respeito da saúde e da segurança
Considerando que a Carta de Ratificação da dos trabalhadores que emprega, e tendo na
Convenção, ora promulgada, foi depositada Artigo 1º devida conta a necessidade de participação
em 18 de maio de 1990; Para os fins da presente Convenção: dos trabalhadores em matéria de segurança
Considerando que a Convenção 161 relativa a) a expressão “Serviços de Saúde no Traba- e saúde no trabalho, os serviços de saúde no
aos Serviços de Saúde do Trabalho entrará em lho” designa um serviço investido de funções trabalho devem assegurar as funções, dentre
vigor para o Brasil, em 18 de maio de 1991, na essencialmente preventivas e encarregado de as seguintes, que sejam adequadas e ajustadas
forma de seu Artigo 18, parágrafo 3, aconselhar o empregador, os trabalhadores e aos riscos da empresa com relação à saúde
Decreta: seus representantes na empresa em apreço, no trabalho:
Art. 1° A Convenção 161, da Organização sobre: a) identificar e avaliar os riscos para a saúde,
Internacional do Trabalho – OIT, relativa aos i) os requisitos necessários para estabelecer presentes nos locais de trabalho;
Serviços de Saúde do Trabalho, apensa por e manter um ambiente de trabalho seguro e b) vigiar os fatores do meio de trabalho e as
cópia ao presente Decreto, será executada salubre, de molde a favorecer uma saúde física práticas de trabalho que possam afetar a saú-
e cumprida tão inteiramente como nela se e mental ótima em relação com o trabalho; de dos trabalhadores, inclusive as instalações
contém. ii) a adaptação do trabalho às capacidades dos sanitárias, as cantinas e as áreas de habitação,
Art. 2° Este Decreto entra em vigor na data trabalhadores, levando em conta seu estado sempre que esses equipamentos sejam forne-
de sua publicação. de sanidade física e mental; cidos pelo empregador;
Brasília, 22 de maio de 1991; 170° da Indepen- b) a expressão “representantes dos trabalha- c) prestar assessoria quanto ao planejamento
dência e 103° da República. dores na empresa” designa as pessoas reco- e à organização do trabalho, inclusive sobre a
Fernando Collor nhecidas como tal em virtude da legislação concepção dos locais de trabalho, a escolha, a
ou da prática nacional. manutenção e o estado das máquinas e dos
ANEXO DO DECRETO QUE PROMULGA Artigo 2º equipamentos, bem como, sobre o material
utilizado no trabalho;
A CONVENÇÃO OIT-161, RELATIVA AOS A luz das condições e da prática nacionais
SERVIÇOS DE SAÚDE DO TRABALHO/MRE. e em consulta com as organizações de em- d) participar da elaboração de programa de
pregadores e de trabalhadores mais repre- melhoria das práticas de trabalho, bem como
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL sentativas, onde estas existam, todo Membro dos testes e da avaliação de novos equipamen-
deverá definir, pôr em prática e reexaminar tos no que concerne aos aspectos da saúde;
DO TRABALHO
periodicamente uma política nacional coerente e) prestar assessoria nas áreas da saúde, da
com relação aos serviços de saúde no trabalho. segurança e da higiene no trabalho, da ergo-
CONVENÇÃO 161 Artigo 3º nomia e, também, no que concerne aos equi-
pamentos de proteção individual e coletiva;
CONVENÇÃO RELATIVA AOS SERVIÇOS DE 1. Todo Membro se compromete a instituir, pro-
SAÚDE DO TRABALHO gressivamente, serviços de saúde no trabalho f) acompanhar a saúde dos trabalhadores em
para todos os trabalhadores, entre os quais se relação com o trabalho;
A Conferência Geral da Organização Interna- contam os do setor público, e os cooperantes g) promover a adaptação do trabalho aos
cional do Trabalho; das cooperativas de produção, em todos os trabalhadores;
DECRETO 127, DE 22 DE MAIO DE 1991 OIT 161

h) contribuir para as medidas de readaptação os demais serviços envolvidos na prestação de 3. Posteriormente, esta Convenção entrará
profissional; serviços de saúde. em vigor, para cada Membro, doze meses
i) colaborar na difusão da informação, na for- Artigo 10 após o registro de sua ratificação.
mação e na educação mas áreas da saúde Artigo 19
O pessoal prestador de serviços de saúde no
e da higiene no trabalho, bem como na da
trabalho deverá gozar de independência pro- 1. Todo membro que tenha ratificado a pre-
ergonomia;
fissional completa com relação ao empregador, sente Convenção poderá denunciá-la após a
j) organizar serviços de primeiros socorros e aos trabalhadores e aos seus representantes, expiração de um período de dez anos con-
de emergência; quando estes existirem, no que tange às fun- tados da entrada em vigor mediante ato
k) participar da análise de acidentes de trabalho ções estabelecidas no Artigo 5. comunicado ao Diretor-Geral da Repartição
e das doenças profissionais. Internacional do Trabalho e por ele regis-
Artigo 11
trado. A denúncia só surtirá efeito um ano
PARTE III A autoridade competente deverá determinar após o registro.
as qualificações exigidas do pessoal chamado 2. Todo Membro que tenha ratificado a pre-
ORGANIZAÇÃO
a prestar serviços de saúde no trabalho em sente Convenção e não fizer uso da facul-
função da natureza das tarefas e executar e de dade de denúncia prevista pelo presente
Artigo 6º
acordo com a legislação e a prática nacionais. Artigo dentro do prazo de um ano após a
Com vistas à instituição de serviços de saúde expiração do período de dez anos previsto
Artigo 12
no trabalho deverão ser adotadas iniciativas: pelo presente Artigo, ficará obrigado por
a) pela via da legislação; O acompanhamento da saúde dos trabalha- novo período de dez anos e, posteriormente,
dores em relação com o trabalho não deverá poderá denunciar a presente Convenção ao
b) por intermédio de convenções coletivas acarretar para estes e qualquer ônus; deverá
ou de outros acordos entre empregadores e expirar cada período de dez anos, nas con-
ser gratuito e ter lugar, na medida do possível, dições previstas no presente Artigo.
trabalhadores interessados; durante o expediente de trabalho.
c) por todos os demais meios aprovados pela Artigo 20
Artigo 13
autoridade competente após consultas junto a 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
organizações representativas de empregadores Todos os trabalhadores devem ser informados do Trabalho notificará todos os Membros da
e trabalhadores interessados. dos riscos para a saúde inerentes a seu trabalho. Organização Internacional do Trabalho o
Artigo 7º Artigo 14 registro de todas as ratificações e denúncias
que lhe sejam comunicadas pelos Membros
1. Os serviços de saúde no trabalho podem ser Os serviços de saúde no trabalho devem ser da Organização.
organizados, conforme o caso, seja como ser- informados, pelo empregador e pelos trabalha-
viços para uma só empresa seja como serviços dores, de todo fator conhecido e de todo fator 2. Ao notificar aos Membros da Organização o
que atendem a diversas empresas. suspeito do ambiente de trabalho, que possa registro da segunda ratificação que lhe tenha
ter efeitos sobre a saúde dos trabalhadores. sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a
2. De acordo com as condições e a prática atenção dos Membros para a data de entrada
nacionais, os serviços de saúde no trabalho Artigo 15 em vigor da presente Convenção.
poderão ser organizados:
Os serviços de saúde no trabalho devem ser Artigo 21
a) pelas empresas  ou grupos de empresas informados dos casos de doença entre os tra-
interessadas; balhadores e das faltas ao serviço por motivos O Diretor-Geral da Repartição Internacional
de saúde, a fim de estarem aptos a identificar do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral
b) pelos poderes públicos ou serviços oficiais;
das Nações Unidas, para fins de registro,
c) pelas instituições de seguridade social; toda relação que possa haver entre as causas
conforme o Artigo 102 da Carta das Nações
da doença ou da falta e os riscos à saúde que
d) por todo outro organismo habilitado por Unidas, as informações completas referentes
possam existir no local de trabalho não deverá
autoridade competente; a quaisquer ratificações ou atos de denún-
ser instado, pelo empregador, no sentido de
cia que tenha registrado de acordo com os
e) por qualquer combinação das possibilidades averiguar o fundamento ou as razões de faltas
Artigos anteriores.
precedentes. ao serviço.
Artigo 22
Artigo 8º
PARTE V Sempre que julgar necessário, o Conselho de
O empregador, os trabalhadores e seus repre-
DISPOSIÇÕES GERAIS Administração da Repartição Internacional do
sentantes, quando estes existam, devem coo-
Trabalho deverá apresentar à Conferência Ge-
perar e participar na organização de serviços
Artigo 16 ral um relatório sobre a aplicação da presente
de saúde no trabalho e de outras medidas a
Convenção e decidirá sobre a oportunidade
eles relativas, em bases eqüitativas. A legislação nacional deverá designar a autori-
de inscrever na ordem do dia da Conferên-
dade ou autoridades encarregadas de supervi-
PARTE IV cia a questão da sua revisão total ou parcial.
sionar o funcionamento dos serviços de saúde
CONDIÇÕES DE FUNCIONAMENTO no trabalho e de prestar-lhes assessoramento, Artigo 23
uma vez instituídos. 1. Se a Conferência adotar uma nova Con-
Artigo 9º Artigo 17 venção que revise total ou parcialmente a
1. De acordo com a legislação e a prática nacio- presente Convenção e a menos que a nova
As ratificações formais da presente Conven- Convenção disponha contrariamente.
nais, os serviços de saúde no trabalho deverão ção serão transmitidas ao Diretor-Geral da
ser multidisciplinares. A composição do pessoal Repartição Internacional do Trabalho e por a) A ratificação, por um membro, da nova
deverá ser determinada em função da natureza ele registradas. Convenção revista, implicará de pleno direito,
das tarefas a executar. não obstante o disposto pelo Artigo 19, supra,
Artigo 18 a denúncia imediata da presente Convenção,
2. Os serviços de saúde deverão desempenhar
suas funções em colaboração com os outros 1. A presente Convenção somente vinculará desde que a nova Convenção revista tenha
serviços da empresa. os Membros da Organização Internacional entrado em vigor;
3. Medidas deverão ser  tomadas, de acordo do Trabalho cujas ratificações tenham sido b) a partir da entrada em vigor da Conven-
com a legislação e a prática nacionais, para registradas pelo Diretor-Geral. ção revistam a presente Convenção deixará
assegurar uma cooperação e uma coordena- 2. Esta Convenção entrará em vigor doze meses de estar aberta à ratificação dos Membros.
ção adequadas entre os serviços de saúde no após o registro das ratificações de dois Mem- A presente Convenção continuará em vigor,
trabalho e, na medida em que for cabível, com bros por parte do Diretor-Geral. em qualquer caso, em sua forma e teor atuais,
OIT 167 DECRETO 6.271, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007

para os Membros que a tiverem ratificado em particular, a Convenção e Recomendação ferrovias, pontes, túneis, viadutos e obras rela-
e que não ratificarem a Convenção revista. sobre as prescrições de segurança (edificação), cionadas com a prestação de serviços, como
Artigo 24 1937; a Recomendação sobre colaboração para comunicações, captação de águas pluviais,
prevenir os acidentes (edificações), 1937; a Con- esgotos e fornecimentos de água e energia;
As versões inglesa e francesa do texto da pre- venção e a Recomendação sobre proteção de iii) a montagem e o desmonte de edifícios e
sente Convenção são igualmente autênticas. maquinaria, 1963; a Convenção e a Recomenda- estruturas a base de elementos pré-fabricados,
ção sobre o peso máximo, 1967; a Convenção bem como a fabricação desses elementos nas
e a Recomendação sobre o câncer profissional, obras ou nas suas imediações;
1974; a Convenção e a Recomendação sobre
o meio ambiente no trabalho (poluição do (b) a expressão “obras” designa qualquer lugar
DECRETO 6.271, DE 22 DE ar, ruído e vibrações), 1977; a Convenção e a onde sejam realizados quaisquer dos trabalhos
NOVEMBRO DE 2007 Recomendação sobre segurança e saúde dos ou operações descritos no item (a), anterior;
trabalhadores, 1981; a Convenção e Recomen- (c) a expressão “local de trabalho” designa todos
dação sobre os serviços de saúde no trabalho, os sítios onde os trabalhadores devem estar ou
Promulga a Convenção 167 e a Recomendação 1985; a Convenção e a Recomendação sobre os para onde devam estar ou para onde devam
175 da Organização Internacional do Trabalho asbestos, 1986 e lista de doenças profissionais, se dirigir devido ao seu trabalho e que se en-
(OIT) sobre a Segurança e Saúde na Construção, na sua versão modificada de 1980, anexada contrem sob o controle de um empregador
adotadas em Genebra, em 20 de junho de 1988, à Convenção sobre os benefícios no caso de no sentido do item (e);
pela 75a Sessão da Conferência Internacional acidentes do trabalho, 1964; (d) a expressão “trabalhador” designa qualquer
do Trabalho Após ter decidido adotar diversas propostas pessoa empregada na construção;
sobre a segurança e a saúde na construção, que (e) a expressão “empregador” designa:
DOU 23.11.1997 constitui o quarto item da agenda da sessão, e
i) qualquer pessoa física ou jurídica que empre-
Após ter decidido que essas propostas de- ga um ou vários trabalhadores em uma obra; e
O Presidente da República, no uso da atri- veriam tomar a forma de uma Convenção
buição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da internacional que revise o Convênio sobre as ii) segundo for o caso, o empreiteiro principal,
Constituição, prescrições de segurança (edificação), 1937, o empreiteiro e o subempreiteiro;
Considerando que o Congresso Nacional Adota, neste vigésimo dia de junho de mil (f) a expressão “pessoa competente” designa a
aprovou os textos da Convenção no 167 e da novecentos e oitenta e oito, a presente Conven- pessoa possuidora de qualificações adequadas,
Recomendação no 175 da Organização Inter- ção, que poderá ser citada como a Convenção tais como formação apropriada e conhecimen-
nacional do Trabalho (OIT) sobre a Segurança sobre Segurança e Saúde na Construção, 1988: tos, experiência e aptidões suficientes para
e Saúde na Construção, por meio do Decreto executar funções específicas em condições
Legislativo no 61, de 18 de abril de 2006; I. ÁREA DE APLICAÇÃO E DEFINIÇÕES de segurança. As autoridades competentes
poderão definir os critérios para a designação
Considerando que o Governo brasileiro ratifi- dessas pessoas e determinar as obrigações que
Artigo 1º
cou a citada Convenção em 19 de maio de 2006; devam ser a elas atribuídas;
Considerando que a Convenção entrou em 1. A presente Convenção aplica-se a todas as
atividades de construção, isto é, os trabalhos (g) a expressão “andaimes” designa toda estru-
vigor internacional em 11 de janeiro de 1991, tura provisória fixa, suspensa ou móvel, e os
e para o Brasil em 19 de maio de 2007; de edificação, as obras públicas e os trabalhos
de montagem e desmonte, inclusive qualquer componentes em que ela se apóie, a qual sirva
Decreta: processo, operação e transporte nas obras, de suporte para os trabalhadores e materiais ou
Art. 1º A Convenção no 167 e a Recomen- desde a preparação das obras até a conclusão permita o acesso a essa estrutura, excluindo-se
dação no  175 da Organização Internacional do projeto. os aparelhos elevadores definidos no item (h);
do Trabalho (OIT) sobre a Segurança e Saúde 2. Todo membro que ratificar a presente Con- (h) a expressão “aparelho elevador” designa
na Construção, apensas por cópia ao presente venção poderá, mediante prévia consulta com todos os aparelhos, fixos ou móveis, utilizados
Decreto, serão executadas e cumpridas tão as organizações mais representativas de em- para içar ou descer pessoas ou cargas;
inteiramente como nelas se contém. pregadores e de trabalhadores interessadas, se (i) a expressão “acessório içamento” designa
Art.  2º  São sujeitos à aprovação do Con- houver, excluir da aplicação da Convenção ou todo mecanismo ou equipamento por meio
gresso Nacional quaisquer atos que possam de algumas das suas aplicações determinados do qual seja possível segurar uma carga ou
resultar em revisão da referida Convenção ou ramos de atividade econômica ou empresas a um aparelho elevador, mas que não seja parte
que acarretem encargos ou compromissos respeito das quais sejam expostos problemas integrante do aparelho nem da carga.
gravosos ao patrimônio nacional, nos termos especiais que possuam certa importância, sob
do art. 49, inciso I, da Constituição. a condição de se garantir mais um meio am- II. DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data biente de trabalho seguro e saudável.
de sua publicação. 3. A presente Convenção aplica-se também Artigo 3º
Brasília, 22 de novembro de 2007; 186º  da aos trabalhadores autônomos que a legislação Dever-se-á consultar as organizações mais
Independência e 119º da República. nacional possa designar. representativas de empregadores e de traba-
Artigo 2º lhadores acerca das medidas que serão neces-
Luiz Inácio Lula da Silva 
sárias adotar para levar a efeito as disposições
Para os fins da presente Convenção: do presente Convênio.
CONVENÇÃO 167 (a) a expressão “construção” abrange: Artigo 4º
i) a edificação, incluídas as escavações e a
SOBRE A SEGURANÇA E SAÚDE NA Todo membro que ratificar a presente Conven-
construção, as transformações estruturais, a
CONSTRUÇÃO ção compromete-se, com base em uma avalia-
renovação, o reparo, a manutenção (incluindo
ção dos riscos que existam para a segurança e
os trabalhos de limpeza e pintura) e a demo-
A Conferência Geral da Organização Interna- a saúde, a adotar e manter em vigor legislação
lição de todo tipo de edifícios e estruturas;
cional do Trabalho. que assegure a aplicação das disposições da
ii) as obras públicas, inclusive os trabalhos Convenção.
Convocada em Genebra pelo Conselho de de escavações e a construção, transformação
Administração da Repartição Internacional do Artigo 5º
estrutural, reparo, manutenção e demolição de,
Trabalho e tendo ali se reunido em 1 de junho por exemplo, aeroportos, embarcadouros, por- 1. A legislação que for adotada em conformi-
de 1988, em sua septuagésima quinta sessão; tos, canais, reservatórios, obras de prevenção dade com o Artigo 4º da presente Convenção
Observando as Convenções e Recomendações contra as águas fluviais e marítimas e avalan- poderá prever a sua aplicação prática mediante
internacionais do trabalho sobre a matéria e, ches, estradas e auto-estradas e auto-estradas, normas técnicas ou repertórios de recomen-
DECRETO 6.271, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007 OIT 167

dações práticas ou por outros métodos apro- adotados, naquilo que estes possam afetar a 2. Havendo falta de outros meios seguros
priados, em conformidade com as condições segurança e a saúde. de acesso a locais de trabalho em pontos
e a prática nacionais. Artigo 11 elevados, deverão ser proporcionadas esca-
2. Ao levar a efeito o Artigo 4º da presente das de mão adequadas e de boa qualidade.
Convenção e o parágrafo 1 do presente Ar- A legislação nacional deverá estipular que os Elas deverão estar convenientemente presas
tigo, todo membro deverá levar na devida trabalhadores terão a obrigação de: para impedir todo movimento involuntário.
conta as normas pertinentes adaptadas pelas (a) cooperar da forma mais estreita possível 3. Todos os andaimes e escadas de mão de-
organizações internacionais reconhecidas na com seus empregadores na aplicação das verão ser construídos e utilizados em confor-
área de normalização. medidas prescritas em matéria de segurança midade com a legislação nacional.
Artigo 6º e de saúde;
4. Os andaimes deverão ser inspecionados
(b) zelar razoavelmente pela sua própria se- por uma pessoa competente nos casos e
Deverão ser adotadas medidas para assegurar a
cooperação entre empregadores e trabalhado- gurança e saúde e aquela de outras pessoas nos momentos prescritos pela legislação
res, em conformidade com as modalidades que que possam ser afetadas pelos seus atos ou nacional.
a legislação nacional definir, a fim de fomentar omissões no trabalho;
Artigo 15
a segurança e a saúde nas obras. (c) utilizar os meios colocados à sua disposição
e não utilizar de forma indevida nenhum dis- Aparelhos elevadores e acessórios de iça-
Artigo 7º mento
positivo que lhes tiver sido proporcionado para
A legislação nacional deverá prever que os sua própria proteção ou proteção dos outros; 1. Todo aparelho elevador e todo acessório
empregadores e os trabalhadores autôno- de içamento, inclusive seus elementos cons-
(d) informar sem demora ao seu superior hie-
mos estarão obrigados a cumprir no local de titutivos, peças para fixação e ancoragem e
trabalho as medidas prescritas em matéria de rárquico imediato e ao delegado de segurança
dos trabalhadores, se houver, sobre qualquer suportes deverão:
segurança e saúde.
situação que a seu ver possa conter riscos e (a) ser bem projetados e construídos, estar
Artigo 8º que não possam contornar adequadamente fabricados com materiais de boa qualidade
1. Quando dois ou mais empregadores esti- eles mesmos; e ter a resistência apropriada para o uso ao
verem realizando atividades simultaneamente (e) cumprir as medidas prescritas em matéria qual estejam destinados;
na mesma obra: de segurança e saúde. (b) ser instalados e utilizados corretamente;
(a) a coordenação das medidas prescritas em Artigo 12 (c) ser mantidos em bom estado de funcio-
matéria de segurança e saúde e, na medida em namento;
que for compatível com a legislação nacional, 1. A legislação nacional deverá estabelecer que
a responsabilidade de zelar pelo cumprimento todo trabalhador terá o direito de se afastar de (d) ser examinados e submetidos a teste por
efetivo de tais medidas recairá sobre o em- uma situação de perigo quando tiver motivos pessoa competente nos momentos e nos
preiteiro principal ou sobre outra pessoa ou razoáveis para acreditar que essa situação con- casos prescritos pela legislação nacional; os
organismo que estiver exercendo controle tém risco imediato e grave para a sua segurança resultados dos exames e testes devem ser
efetivo ou tiver a principal responsabilidade e sua saúde, e a obrigação de informar o fato registrados;
pelo conjunto de atividades na obra; sem demora ao seu superior hierárquico. (e) ser manipulados pelos trabalhadores que
(b) quando o empreiteiro principal, ou a pessoa 2. Quando existir um risco iminente para a segu- tiverem recebido treinamento adequado em
ou organismo que estiver exercendo o controle rança dos trabalhadores, o empregador deverá conformidade com a legislação nacional.
efetivo ou tiver a responsabilidade principal adotar medidas imediatas para interromper as 2. Não deverão ser içadas, descidas nem
pela obra não estiver presente no local de atividades e, se for necessário, providenciar a transportadas pessoas por meio de nenhum
trabalho deverá, na medida em que isso for evacuação dos trabalhadores. aparelho elevador, a não ser que ele tenha
compatível com a legislação nacional, atribuir sido construído e instalado com esse objetivo,
a uma pessoa ou um organismo competente, III. MEDIDAS DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO em conformidade com a legislação nacional,
presente na obra, a autoridade e os meios
exceto no caso de uma situação de urgência
necessários para assegurar no seu nome a Artigo 13 em que for preciso evitar riscos de ferimen-
coordenação e a aplicação das medidas no
Segurança nos locais de trabalho tos graves ou acidente mortal, quando o
item (a);
1. Deverão ser adotadas todas as precauções aparelho elevador puder ser utilizado com
(c) cada empregador será responsável pela absoluta segurança.
aplicação das medidas prescritas aos traba- adequadas para garantir que todos os locais
lhadores sob a sua autoridade. de trabalho sejam seguros e estejam isentos Artigo 16
de riscos para a segurança e saúde dos tra-
2. Quando empregadores ou trabalhadores Veículos de transporte e maquinaria de mo-
balhadores.
autônomos realizarem atividades simultanea- vimentação de terra e de manipulação de
mente em uma mesma obra terão a obrigação 2. Deverão ser facilitados, mantidos em bom materiais
de cooperarem na aplicação das medidas pres- estado e sinalizados, onde for preciso, meios
1. Todos os veículos e toda a maquinaria de
critas em matéria de segurança e saúde que a seguros de acesso e de saída em todos os
movimentação de terra e de manipulação
legislação nacional determinar. locais de trabalho.
de materiais deverão:
Artigo 9º 3. Deverão ser adotadas todas a precauções
(a) ser bem projetados e construídos, levando
adequadas para proteger as pessoas presentes
As pessoas responsáveis pela concepção e o em conta, na medida do possível, os princí-
em uma obra, ou em suas imediações, de todos
planejamento de um projeto de construção pios de ergonomia;
os riscos que possam se derivar da mesma.
deverão levar em consideração a segurança (b) ser mantidos em bom estado;
e a saúde dos trabalhadores da construção, Artigo 14
em conformidade com a legislação e a prática (c) ser corretamente utilizados;
Andaimes e escadas de mão
nacionais. (d) ser manipulados por trabalhadores que
1. Quando o trabalho não puder ser execu- tiverem recebido treinamento adequado em
Artigo 10 tado com plena segurança no nível do chão conformidade com a legislação nacional.
A legislação nacional deverá prever que em ou a partir do chão ou de uma parte de um
edifício ou de outra estrutura permanente, 2. Em todas as obras em que forem utilizados
qualquer local de trabalho os trabalhadores
terão o direito e o dever de participarem no deverão ser montados e mantidos em bom veículos e maquinaria de movimentação de
estabelecimento de condições seguras de estado andaimes seguros e adequados ou se terra ou de manipulação de materiais:
trabalho na medida em que eles controlem recorrer a qualquer outro meio igualmente (a) deverão ser facilitadas vias de acesso se-
o equipamento e os métodos de trabalho seguro e adequado. guras e apropriadas para eles;
OIT 167 DECRETO 6.271, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007

(b) deverá ser organizado e controlado o de acordo com os limites fixados pela legis- (c) proporcionar meios de transporte seguros
trânsito de forma a garantir sua utilização lação nacional; e suficientes.
em condições de segurança. (d) para que os trabalhadores possam se co- Artigo 24
Artigo 17 locar a salvo no caso de incêndio ou de uma
Trabalhos de demolição
Instalações, máquinas, equipamentos e ferra- irrupção de água ou de materiais;
Quando a demolição de um prédio ou estrutura
mentas manuais (e) para evitar ao trabalhadores riscos derivados
possa conter riscos para os trabalhadores ou
1. As instalações, as máquinas e os equipamen- de eventuais perigos subterrâneos, particular-
para o público:
tos, inclusive as ferramentas manuais, sejam ou mente a circulação de fluídos ou a existência
de bolsões de gás, procedendo à realização (a) serão tomadas precauções e serão adota-
não acionadas por motor, deverão: das métodos e procedimentos apropriados,
de pesquisas apropriadas a fim de localizá-los.
(a) ser bem projetadas e construídas, levando inclusive aqueles necessários para a remoção
em conta, na medida do possível, os princípios Artigo 20 de rejeitos ou resíduos, em conformidade com
de ergonomia; Pré-barragens e caixões de ar comprimido a legislação nacional;
(b) ser mantidos em bom estado; 1. As pré-barragens e os caixões de ar com- (b) os trabalhos deverão ser planejados e exe-
(c) ser utilizados exclusivamente nos trabalhos primido deverão: cutados exclusivamente sob a supervisão de
para os quais foram concebidos, a não ser (a) ser bem construídos, estar fabricados com pessoa competente.
que a sua utilização para outros fins, diversos materiais apropriados e sólidos e ter suficiente Artigo 25
daqueles inicialmente previstos, tenha sido resistência;
objeto de uma avaliação completa por parte Iluminação
de pessoa competente que tenha concluído (b) estar providos de meios que permitam Em todos os locais de trabalho ou em qualquer
que essa utilização não apresente riscos; aos trabalhadores se por a salvo no caso de outro local de obra por onde o trabalhador tiver
irrupção de água ou de materiais. que passar deverá haver iluminação suficiente
(d) ser manipulados pelos trabalhadores que
tenham recebido treinamento apropriado. 2. A construção, a colocação, a modificação e apropriada, incluindo, quando for o caso,
ou o desmonte de uma pré-barragem ou cai- luminárias portáteis.
2. Nos casos apropriados, o fabricante ou o
xão de ar comprimido deverão ser realizados Artigo 26
empregador fornecerá instruções adequadas
exclusivamente sob a supervisão direta de
para uma utilização segura, em forma inteligível Eletricidade
para os usuários. pessoa competente.
3. Todas as pré-barragens e os caixões de ar 1. Todos os equipamentos e instalações elé-
3. As instalações e os equipamentos a pressão
comprimido serão examinados por pessoa tricas deverão ser construídos, instalados e
deverão ser examinados e submetidos a teste
competente, a intervalos prescritos. conservados por pessoa competente, e utili-
por pessoa competente, nos casos e momentos
zados de maneira a prevenir qualquer perigo.
prescritos pela legislação nacional. Artigo 21
2. Antes de se iniciar obras de construção, bem
Artigo 18 Trabalhos em ar comprimido como durante a sua execução, deverão ser
Trabalhos nas alturas, incluindo os telhados 1. Os trabalhos em ar comprimido deverão adotadas medidas adequadas para verificar a
1. Sempre que for necessário para prevenir um ser realizados exclusivamente nas condições existência de algum cabo ou aparelho elétrico
risco, ou quando a altura da estrutura ou seu prescritas pela legislação nacional. sob tensão nas obras, por cima ou sob elas, e
declive ultrapassarem o que for determinado 2. Os trabalhos em ar comprimido deverão prevenir qualquer risco que a sua existência
pela legislação nacional, deverão ser adota- ser realizados exclusivamente por trabalhado- possa implicar para os trabalhadores.
das medidas preventivas para evitar quedas res cuja aptidão física tiver sido comprovada 3. A colocação e a manutenção de cabos e
de trabalhadores e de ferramentas ou outros mediante exame médico, e na presença de aparelhos elétricos nas obras deverão respon-
materiais ou objetos. pessoa competente para supervisionar o de- der às normas e regras técnicas aplicadas em
2. Quando os trabalhadores precisarem traba- senvolvimento das operações. nível nacional.
lhar próximos ou sobre telhados ou qualquer Artigo 22 Artigo 27
outra superfície revestida com material frágil
através do qual possam cair, deverão ser ado- Armações e formas Explosivos
tadas medidas preventivas para que eles não 1. A montagem de armações e dos seus elemen- Os explosivos somente deverão ser guardados,
pisem inadvertidamente nesse material frágil tos, de formas, de escoras e de escapamentos transportados, manipulados ou utilizados:
ou possam cair através dele. somente deverá ser realizada sob a supervisão (a) nas condições prescritas pela legislação
Artigo 19 de pessoa competente. nacional;
Escavações, poços, aterros, obras subterrâneas 2. Deverão ser tomada precauções adequadas (b) por pessoa competente, que deverá adotar
e túneis para proteger os trabalhadores dos riscos devi- as medidas necessárias para evitar qualquer
dos à fragilidade ou instabilidade temporárias risco de lesões para os trabalhadores e para
Nas escavações, poços, aterros, obras subterrâ-
de uma estrutura. outras pessoas.
neas ou túneis deverão ser tomadas precauções
adequadas: 3. As formas, os escoramentos e os escapa- Artigo 28
mentos deverão ser projetados, construídos e
(a) colocando o escoramento adequado ou Riscos para a saúde
conservados de maneira a sustentarem com
recorrendo a outros meios para evitar que os
segurança todas as cargas a que possam ser 1. Quando um trabalhador possa estar exposto
trabalhadores tenham risco de desabamento
submetidos. a qualquer risco químico, físico, ou biológico,
ou desprendimento de terra, rochas ou outros
em grau que possa resultar perigoso para sua
materiais; Artigo 23
saúde, deverão ser tomadas medidas apropria-
(b) para prevenir os perigos de quedas de Trabalhos por cima de uma superfície de água das de prevenção à exposição.
pessoas, materiais ou objetos, ou irrupção de
Quando forem realizados trabalhos por cima 2. A exposição referida no parágrafo 1 do pre-
água na escavação, poço, aterro, obra subter-
ou na proximidade de uma superfície de água sente Artigo deverá ser prevenida:
rânea ou túnel;
deverão ser adotadas disposições adequadas (a) substituindo as substâncias perigosas por
(c) para assegurar ventilação suficiente em para:
todos os locais de trabalho a fim de se manter substâncias inofensivas ou menos perigosas,
uma atmosfera pura, apta para a respiração, e (a) impedir que os trabalhadores possam cair sempre que isso for possível; ou
de se manter a fumaça, gases, vapores, poeira na água; (b) aplicando medidas técnicas à instalação,
ou outras impurezas em níveis que não sejam (b) salvar qualquer trabalhador em perigo de à maquinaria, aos equipamentos ou aos pro-
perigosos ou nocivos para a saúde e estejam afogamento; cessos; ou
DECRETO 6.271, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2007 OIT 167

(c) quando não for possível aplicar os itens (a) 2. Em toda obra ou a distância razoável da 3. A partir do referido momento, esta Conven-
nem (b), recorrendo a outras medidas eficazes, mesma, e em função do número de traba- ção entrará em vigor, para cada Membro, doze
particularmente ao uso de roupas e equipa- lhadores e da duração do trabalho, deverão meses após a data em que tiver sido registrada
mentos de proteção pessoal. ser proporcionados e mantidos os seguintes a sua ratificação.
3. Quando trabalhadores precisarem penetrar serviços. Artigo 39
em uma zona onde possa haver uma substân- (a) instalações sanitárias e de higiene pessoal;
1. Todo Membro que tenha ratificado esta
cia tóxica ou nociva, ou cuja atmosfera possa (b) instalação para mudar de roupa e para Convenção poderá denunciá-la no final de um
ser deficiente em oxigênio ou ser inflamável, guardá-la e secá-la; período de dez anos, a partir da data em que
deverão ser adotadas medidas adequadas para
(c) locais para refeições e para o abrigo du- tiver entrado inicialmente em vigor, mediante
prevenir todos os riscos.
rante interrupções do trabalho provocadas ato comunicado ao Diretor-Geral da Repartição
4. Não deverão ser destruídos nem eliminados pela intempérie. Internacional do Trabalho e por ele registrada.
de outra forma os materiais residuais nas obras A denúncia só surtirá efeito um ano após a
se isso puder ser prejudicial para a saúde. 3. Deveriam ser previstas instalações sanitárias
data em que tiver sido registrada.
e de higiene pessoal separadamente para os
Artigo 29 trabalhadores e as trabalhadoras. 2. Todo Membro que tenha ratificado esta
Precauções contra incêndios Convenção e que, no prazo de um ano após
Artigo 33
a expiração do período de dez anos, mencio-
1. O empregador deverá adotar todas as me- Informação e formação nado no parágrafo precedente, não fizer uso
didas adequadas para: do direito de denúncia previsto neste Artigo,
Dever-se-á facilitar aos trabalhadores, de ma-
(a) evitar o risco de incêndio; neira suficiente e adequada: ficará obrigado durante um novo período de
(b) extinguir rápida e eficazmente qualquer dez anos e, posteriormente, poderá denun-
(a) informação sobre os riscos para sua se- ciar a presente Convenção ao expirar cada
surto de incêndio; gurança e sua saúde aos quais possam estar período de dez anos, nas condições previstas
(c) assegurar a evacuação rápida e segura das expostos nos locais de trabalho; no presente Artigo.
pessoas. (b) instrução e formação sobre os meios dis- Artigo 40
2. Deverão ser previstos meios suficientes e poníveis para prevenirem e controlarem esses
apropriados para se armazenar líquidos, sólidos riscos e se protegerem dos mesmos. 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
e gases inflamáveis. do Trabalho notificará a todos os Membros
Artigo 34
da Organização Internacional do Trabalho o
Artigo 30 Notificação de acidentes e doenças registro de todas as ratificações, declarações
Roupas e equipamentos de proteção pessoal A legislação nacional deverá estipular que e denúncias que lhe sejam comunicadas pelos
1. Quando não for possível garantir por outros os acidentes e doenças profissionais sejam Membros da Organização.
meios a proteção adequada contra riscos de notificados à autoridade competente dentro 2. Ao notificar aos Membros da Organização o
acidentes ou danos para a saúde, inclusive de um prazo. registro da segunda ratificação que lhe tenha
aqueles derivados da exposição a condições sido comunicada, o Diretor-Geral chamará a
adversas, o empregador deverá proporcionar IV. APLICAÇÃO atenção dos Membros da Organização para
e manter, sem custo para os trabalhadores, a data de entrada em vigor da presente Con-
roupas e equipamentos de proteção pessoal Artigo 35 venção.
adequados aos tipos de trabalho e riscos, em Cada Membro deverá: Artigo 41
conformidade com a legislação nacional.
(a) adotar as medidas necessárias, inclusive o O Diretor-Geral da Repartição Internacional
2. O empregador deverá proporcionar aos estabelecimento de sanções e medidas cor- do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral
trabalhadores os meios adequados para pos- retivas apropriadas, para garantir a aplicação das Nações Unidas, para fins de registro e em
sibilitar o uso dos equipamentos de proteção efetiva das disposições da presente Convenção; conformidade com o Artigo 102 da Carta das
pessoal e assegurar a correta utilização dos Nações Unidas, as informações completas re-
mesmos. (b) organizar serviços de inspeção apropriados
para supervisionar a aplicação das medidas ferente a quaisquer ratificações, declarações e
3. As roupas e os equipamentos de proteção que forem adotadas em conformidade com atos de denúncia.
pessoal deverão estar ajustados às normas a Convenção e dotar esses serviços com os Artigo 42
estabelecidas pela autoridade competente, meios necessários para realizar a sua tarefa,
levando em conta, na medida do possível, os ou verificar que inspeções adequadas estejam Sempre que o julgar necessário, o Conselho
princípios de ergonomia. sendo efetuadas. de Administração da Repartição Internacional
4. Os trabalhadores terão a obrigação de utilizar do Trabalho apresentará à Conferência um
e tratar de maneira adequada as roupas e os V. DISPOSIÇÕES GERAIS relatório sobre a aplicação da Convenção e
equipamentos de proteção pessoal que lhes considerará a conveniência de incluir na agen-
sejam fornecidos. Artigo 36 da da Conferência a questão da sua revisão
total ou parcial.
Artigo 31 A presente Convenção revisa a Convenção
sobre as prescrições de segurança (edifica- Artigo 43
Primeiros socorros
ção), 1937. 1. Se a Conferência adotar uma nova Conven-
O empregador será responsável por garantir ção que revise total ou parcialmente a presente
Artigo 37
em todo momento a disponibilidade de meios Convenção, e a menos que a nova Convenção
adequados e de pessoal com formação adequa- As ratificações formais da presente Conven- disponha contrariamente:
da para prestar os primeiros socorros. Deverão ção serão comunicadas para seu registro, ao
(a) a ratificação, por um Membro, da nova
ser tomadas as providências necessárias para Diretor-Geral da Repartição Internacional do
Convenção revista implicará, de pleno direi-
garantir a remoção dos trabalhadores feridos, Trabalho.
to, não obstante o disposto pelo Artigo 34,
no caso de acidentes, ou tomados de mal sú- Artigo 38 a denúncia imediata da presente Convenção,
bito para poder proporcionar aos mesmos a
1. Esta Convenção obrigará somente àqueles desde que a nova Convenção revista tenha
assistência médica necessária.
Membros da Organização Internacional do entrado em vigor;
Artigo 32
Trabalho cujas retificações tenham sido regis- (b) a partir da entrada em vigor da Convenção
Bem-estar tradas pelo Diretor-Geral. revista, a presente Convenção deixará de estar
1. Em toda obra ou a distância razoável da 2. Entrará em vigor doze meses após a data em aberta à ratificação dos Membros.
mesma dever-se-á dispor de abastecimento que as ratificações de dois Membros tenham 2. A presente Convenção continuará em vigor
suficiente de água potável. sido registradas pelo Diretor-Geral. em qualquer caso, em sua forma e teor atuais,
OIT 169 DECRETO 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004

para os Membros que a tiverem ratificado e Observando as normas internacionais enuncia- b) aos povos em países independentes, consi-
não ratificarem a Convenção revista. das na Convenção e na Recomendação sobre derados indígenas pelo fato de descenderem
populações indígenas e tribais, 1957; de populações que habitavam o país ou uma
Artigo 44
Lembrando os termos da Declaração Universal região geográfica pertencente ao país na época
As versões inglesa e francesa do texto da pre- dos Direitos Humanos, do Pacto Internacional da conquista ou da colonização ou do estabe-
sente Convenção são igualmente autênticas. dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, do lecimento das atuais fronteiras estatais e que,
Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos seja qual for sua situação jurídica, conservam
e dos numerosos instrumentos internacionais todas as suas próprias instituições sociais, eco-
sobre a prevenção da discriminação; nômicas, culturais e políticas, ou parte delas.
DECRETO 5.051, DE 19 DE Considerando que a evolução do direito in- 2.  A consciência de sua identidade indígena
ternacional desde 1957 e as mudanças so- ou tribal deverá ser considerada como critério
ABRIL DE 2004 brevindas na situação dos povos indígenas e fundamental para determinar os grupos aos
tribais em todas as regiões do mundo fazem que se aplicam as disposições da presente
com que seja aconselhável adotar novas nor- Convenção.
Promulga a Convenção no 169 da Organização
mas internacionais nesse assunto, a fim de se 3.  A utilização do termo “povos” na presente
Internacional do Trabalho – OIT sobre Povos eliminar a orientação para a assimilação das Convenção não deverá ser interpretada no
Indígenas e Tribais.  normas anteriores; sentido de ter implicação alguma no que se
Reconhecendo as aspirações desses povos a refere aos direitos que possam ser conferidos
DOU 20.04.2004 assumir o controle de suas próprias institui- a esse termo no direito internacional.
ções e formas de vida e seu desenvolvimento Artigo 2º
O Presidente da República, no uso da atri- econômico, e manter e fortalecer suas identi-
buição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da dades, línguas e religiões, dentro do âmbito 1. Os governos deverão assumir a responsabi-
dos Estados onde moram; lidade de desenvolver, com a participação dos
Constituição,
povos interessados, uma ação coordenada e
Considerando que o Congresso Nacional apro- Observando que em diversas partes do mundo sistemática com vistas a proteger os direitos
vou, por meio do Decreto Legislativo no 143, esses povos não podem gozar dos direitos desses povos e a garantir o respeito pela sua
de 20 de junho de 2002, o texto da Convenção humanos fundamentais no mesmo grau que integridade.
no 169 da Organização Internacional do Tra- o restante da população dos Estados onde
moram e que suas leis, valores, costumes e pers- 2. Essa ação deverá incluir medidas:
balho – OIT sobre Povos Indígenas e Tribais,
adotada em Genebra, em 27 de junho de 1989; pectivas têm sofrido erosão freqüentemente; a) que assegurem aos membros desses povos o
Lembrando a particular contribuição dos povos gozo, em condições de igualdade, dos direitos
Considerando que o Governo brasileiro de- e oportunidades que a legislação nacional
indígenas e tribais à diversidade cultural, à
positou o instrumento de ratificação junto outorga aos demais membros da população;
harmonia social e ecológica da humanidade
ao Diretor Executivo da OIT em 25 de julho
e à cooperação e compreensão internacionais; b)  que promovam a plena efetividade dos
de 2002;
Observando que as disposições a seguir foram direitos sociais, econômicos e culturais desses
Considerando que a Convenção entrou em estabelecidas com a colaboração das Nações povos,
vigor internacional, em 5 de setembro de 1991, Unidas, da Organização das Nações Unidas c) que ajudem os membros dos povos interes-
e, para o Brasil, em 25 de julho de 2003, nos para a Agricultura e a Alimentação, da Orga- sados a eliminar as diferenças sócio – econô-
termos de seu art. 38; nização das Nações Unidas para a Educação, a micas que possam existir entre os membros
Decreta: Ciência e a Cultura e da Organização Mundial indígenas e os demais membros da comuni-
da Saúde, bem como do Instituto Indigenista dade nacional, de maneira compatível com
Art. 1º A Convenção no 169 da Organização Interamericano, nos níveis apropriados e nas suas aspirações e formas de vida.
Internacional do Trabalho – OIT sobre Povos
suas respectivas esferas, e que existe o pro-
Indígenas e Tribais, adotada em Genebra, em Artigo 3º
pósito de continuar essa colaboração a fim
27 de junho de 1989, apensa por cópia ao de promover e assegurar a aplicação destas 1. Os povos indígenas e tribais deverão gozar
presente Decreto, será executada e cumprida disposições; plenamente dos direitos humanos e liberdades
tão inteiramente como nela se contém. fundamentais, sem obstáculos nem discrimi-
Após ter decidido adotar diversas propostas
Art.  2º  São sujeitos à aprovação do Con- sobre a revisão parcial da Convenção sobre nação. As disposições desta Convenção serão
gresso Nacional quaisquer atos que possam populações Indígenas e Tribais, 1957 (n.o 107), aplicadas sem discriminação aos homens e
resultar em revisão da referida Convenção ou o assunto que constitui o quarto item da agen- mulheres desses povos.
que acarretem encargos ou compromissos da da sessão, e 2. Não deverá ser empregada nenhuma forma
gravosos ao patrimônio nacional, nos termos Após ter decidido que essas propostas de- de força ou de coerção que viole os direitos
do art. 49, inciso I, da Constituição Federal. veriam tomar a forma de uma Convenção humanos e as liberdades fundamentais dos
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data Internacional que revise a Convenção Sobre povos interessados, inclusive os direitos con-
Populações Indígenas e Tribais, 1957, ado- tidos na presente Convenção.
de sua publicação
ta, neste vigésimo sétimo dia de junho de Artigo 4º
Brasília, 19 de abril de 2004; 183º da Indepen-
mil novecentos e oitenta e nove, a seguinte
dência e 116º da República. 1. Deverão ser adotadas as medidas especiais
Convenção, que será denominada Convenção
Luiz Inácio Lula da Silva que sejam necessárias para salvaguardar as
Sobre os Povos Indígenas e Tribais, 1989:
pessoas, as instituições, os bens, as culturas
e o meio ambiente dos povos interessados.
PARTE 1
CONVENÇÃO 169 2. Tais medidas especiais não deverão ser con-
POLÍTICA GERAL
trárias aos desejos expressos livremente pelos
DA OIT SOBRE POVOS INDÍGENAS E
Artigo 1º povos interessados.
TRIBAIS
3. O gozo sem discriminação dos direitos ge-
1. A presente convenção aplica-se: rais da cidadania não deverá sofrer nenhuma
A Conferência Geral da Organização Interna-
a) aos povos tribais em países independentes, deterioração como conseqüência dessas me-
cional do Trabalho,
cujas condições sociais, culturais e econômicas didas especiais.
Convocada em Genebra pelo Conselho Ad- os distingam de outros setores da coletivida-
ministrativo da Repartição Internacional do Artigo 5º
de nacional, e que estejam regidos, total ou
Trabalho e tendo ali se reunido a 7 de junho parcialmente, por seus próprios costumes ou Ao se aplicar as disposições da presente Con-
de 1989, em sua septuagésima sexta sessão; tradições ou por legislação especial; venção:
DECRETO 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004 OIT 169

a)  deverão ser reconhecidos e protegidos os fundamentais para a execução das atividades portância especial que para as culturas e valores
valores e práticas sociais, culturais religiosos e mencionadas. espirituais dos povos interessados possui a sua
espirituais próprios dos povos mencionados 4.  Os governos deverão adotar medidas em relação com as terras ou territórios, ou com
e dever-se-á levar na devida consideração a cooperação com os povos interessados para ambos, segundo os casos, que eles ocupam ou
natureza dos problemas que lhes sejam apre- proteger e preservar o meio ambiente dos utilizam de alguma maneira e, particularmente,
sentados, tanto coletiva como individualmente; territórios que eles habitam. os aspectos coletivos dessa relação.
b)  deverá ser respeitada a integridade dos Artigo 8º 2. A utilização do termo “terras” nos Artigos 15
valores, práticas e instituições desses povos; e 16 deverá incluir o conceito de territórios,
1. Ao aplicar a legislação nacional aos povos o que abrange a totalidade do habitat das
c) deverão ser adotadas, com a participação e interessados deverão ser levados na devida
cooperação dos povos interessados, medidas regiões que os povos interessados ocupam
consideração seus costumes ou seu direito ou utilizam de alguma outra forma.
voltadas a aliviar as dificuldades que esses consuetudinário.
povos experimentam ao enfrentarem novas Artigo 14
condições de vida e de trabalho. 2.  Esses povos deverão ter o direito de con-
servar seus costumes e instituições próprias, 1. Dever-se-á reconhecer aos povos interessa-
Artigo 6º desde que eles não sejam incompatíveis com dos os direitos de propriedade e de posse sobre
1. Ao aplicar as disposições da presente Con- os direitos fundamentais definidos pelo sistema as terras que tradicionalmente ocupam. Além
venção, os governos deverão: jurídico nacional nem com os direitos huma- disso, nos casos apropriados, deverão ser ado-
nos internacionalmente reconhecidos. Sempre tadas medidas para salvaguardar o direito dos
a) consultar os povos interessados, mediante povos interessados de utilizar terras que não
que for necessário, deverão ser estabelecidos
procedimentos apropriados e, particularmente, estejam exclusivamente ocupadas por eles,
procedimentos para se solucionar os conflitos
através de suas instituições representativas, mas às quais, tradicionalmente, tenham tido
que possam surgir na aplicação deste princípio.
cada vez que sejam previstas medidas legisla- acesso para suas atividades tradicionais e de
tivas ou administrativas suscetíveis de afetá-los 3. A aplicação dos parágrafos 1 e 2 deste Artigo
não deverá impedir que os membros desses subsistência. Nesse particular, deverá ser dada
diretamente; especial atenção à situação dos povos nômades
povos exerçam os direitos reconhecidos para
b) estabelecer os meios através dos quais os todos os cidadãos do país e assumam as obri- e dos agricultores itinerantes.
povos interessados possam participar livre- gações correspondentes. 2. Os governos deverão adotar as medidas que
mente, pelo menos na mesma medida que sejam necessárias para determinar as terras
outros setores da população e em todos os Artigo 9º
que os povos interessados ocupam tradicio-
níveis, na adoção de decisões em instituições 1. Na medida em que isso for compatível com nalmente e garantir a proteção efetiva dos
efetivas ou organismos administrativos e de o sistema jurídico nacional e com os direitos seus direitos de propriedade e posse.
outra natureza responsáveis pelas políticas humanos internacionalmente reconhecidos,
e programas que lhes sejam concernentes; 3. Deverão ser instituídos procedimentos ade-
deverão ser respeitados os métodos aos quais
quados no âmbito do sistema jurídico nacional
c)  estabelecer os meios para o pleno desen- os povos interessados recorrem tradicional-
para solucionar as reivindicações de terras
volvimento das instituições e iniciativas dos mente para a repressão dos delitos cometidos
formuladas pelos povos interessados.
povos e, nos casos apropriados, fornecer os pelos seus membros.
recursos necessários para esse fim. 2.  As autoridades e os tribunais solicitados Artigo 15
2. As consultas realizadas na aplicação desta para se pronunciarem sobre questões penais 1. Os direitos dos povos interessados aos recur-
Convenção deverão ser efetuadas com boa fé e deverão levar em conta os costumes dos povos sos naturais existentes nas suas terras deverão
de maneira apropriada às circunstâncias, com o mencionados a respeito do assunto. ser especialmente protegidos.  Esses direitos
objetivo de se chegar a um acordo e conseguir Artigo 10 abrangem o direito desses povos a participa-
o consentimento acerca das medidas propostas. rem da utilização, administração e conservação
1. Quando sanções penais sejam impostas pela dos recursos mencionados.
Artigo 7º legislação geral a membros dos povos mencio-
nados, deverão ser levadas em conta as suas 2. Em caso de pertencer ao Estado a proprieda-
1. Os povos interessados deverão ter o direito de dos minérios ou dos recursos do subsolo, ou
de escolher suas, próprias prioridades no que características econômicas, sociais e culturais.
de ter direitos sobre outros recursos, existentes
diz respeito ao processo de desenvolvimento, 2. Dever-se-á dar preferência a tipos de punição na terras, os governos deverão estabelecer ou
na medida em que ele afete as suas vidas, outros que o encarceramento. manter procedimentos com vistas a consultar
crenças, instituições e bem-estar espiritual, os povos interessados, a fim de se determinar se
Artigo 11
bem como as terras que ocupam ou utilizam os interesses desses povos seriam prejudicados,
de alguma forma, e de controlar, na medida A lei deverá proibir a imposição, a membros e em que medida, antes de se empreender ou
do possível, o seu próprio desenvolvimento dos povo interessados, de serviços pessoais autorizar qualquer programa de prospecção ou
econômico, social e cultural.  Além disso, es- obrigatórios de qualquer natureza, remune- exploração dos recursos existentes nas suas
ses povos deverão participar da formulação, rados ou não, exceto nos casos previstos pela terras. Os povos interessados deverão participar
aplicação e avaliação dos planos e programas lei para todos os cidadãos. sempre que for possível dos benefícios que
de desenvolvimento nacional e regional sus- Artigo 12 essas atividades produzam, e receber indeniza-
cetíveis de afetá-los diretamente.
Os povos interessados deverão ter proteção ção equitativa por qualquer dano que possam
2. A melhoria das condições de vida e de tra- sofrer como resultado dessas atividades.
contra a violação de seus direitos, e poder iniciar
balho e do nível de saúde e educação dos
procedimentos legais, seja pessoalmente, seja Artigo 16
povos interessados, com a sua participação e
mediante os seus organismos representati- 1. Com reserva do disposto nos parágrafos a
cooperação, deverá ser prioritária nos planos
vos, para assegurar o respeito efetivo desses
de desenvolvimento econômico global das seguir do presente Artigo, os povos interessa-
direitos.  Deverão ser adotadas medidas para
regiões onde eles moram.  Os projetos espe- dos não deverão ser transladados das terras
garantir que os membros desses povos possam
ciais de desenvolvimento para essas regiões que ocupam.
compreender e se fazer compreender em pro-
também deverão ser elaborados de forma a 2.  Quando, excepcionalmente, o translado e
cedimentos legais, facilitando para eles, se for
promoverem essa melhoria. o reassentamento desses povos sejam consi-
necessário, intérpretes ou outros meios eficazes.
3. Os governos deverão zelar para que, sempre derados necessários, só poderão ser efetuados
que for possíve1, sejam efetuados estudos jun- PARTE II com o consentimento dos mesmos, concedido
to aos povos interessados com o objetivo de se livremente e com pleno conhecimento de
TERRAS
avaliar a incidência social, espiritual e cultural causa.  Quando não for possível obter o seu
e sobre o meio ambiente que as atividades consentimento, o translado e o reassentamento
Artigo 13
de desenvolvimento, previstas, possam ter só poderão ser realizados após a conclusão
sobre esses povos. Os resultados desses estu- 1. Ao aplicarem as disposições desta parte da de procedimentos adequados estabelecidos
dos deverão ser considerados como critérios Convenção, os governos deverão respeitar a im- pela legislação nacional, inclusive enquetes
OIT 169 DECRETO 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004

públicas, quando for apropriado, nas quais os garantir aos trabalhadores pertencentes a esses povos interessados em programas de formação
povos interessados tenham a possibilidade de povos uma proteção eficaz em matéria de con- profissional de aplicação geral.
estar efetivamente representados. tratação e condições de emprego, na medida 2.  Quando os programas de formação pro-
3. Sempre que for possível, esses povos deverão em que não estejam protegidas eficazmente fissional de aplicação geral existentes não
ter o direito de voltar a suas terras tradicionais pela legislação aplicável aos trabalhadores atendam as necessidades especiais dos povos
assim que deixarem de existir as causas que em geral. interessados, os governos deverão assegurar,
motivaram seu translado e reassentamento. 2. Os governos deverão fazer o que estiver ao com a participação desses povos, que sejam
4. Quando o retorno não for possível, conforme seu alcance para evitar qualquer discriminação colocados à disposição dos mesmos programas
for determinado por acordo ou, na ausên- entre os trabalhadores pertencentes ao povos e meios especiais de formação.
cia de tais acordos, mediante procedimento interessados e os demais trabalhadores, espe- 3. Esses programas especiais de formação deve-
adequado, esses povos deverão receber, em cialmente quanto a: rão estar baseado no entorno econômico, nas
todos os casos em que for possível, terras cuja a)  acesso ao emprego, inclusive aos empre- condições sociais e culturais e nas necessidades
qualidade e cujo estatuto jurídico sejam pelo gos qualificados e às medidas de promoção concretas dos povos interessados. Todo levan-
menos iguais aqueles das terras que ocupavam e ascensão; tamento neste particular deverá ser realizado
anteriormente, e que lhes permitam cobrir suas em cooperação com esses povos, os quais de-
b)  remuneração igual por trabalho de igual verão ser consultados sobre a organização e o
necessidades e garantir seu desenvolvimento
valor; funcionamento de tais programas. Quando for
futuro. Quando os povos interessados prefiram
receber indenização em dinheiro ou em bens, c)  assistência médica e social, segurança e possível, esses povos deverão assumir progres-
essa indenização deverá ser concedida com as higiene no trabalho, todos os benefícios da sivamente a responsabilidade pela organização
garantias apropriadas. seguridade social e demais benefícios deri- e o funcionamento de tais programas especiais
vados do emprego, bem como a habitação; de formação, se assim decidirem.
5.  Deverão ser indenizadas plenamente as
pessoas transladadas e reassentadas por qual- d)  direito de associação, direito a se dedicar  Artigo 23
quer perda ou dano que tenham sofrido como livremente a todas as atividades sindicais para 1. O artesanato, as indústrias rurais e comunitá-
conseqüência do seu deslocamento. fins lícitos, e direito a celebrar convênios cole- rias e as atividades tradicionais e relacionadas
Artigo 17 tivos com empregadores ou com organizações com a economia de subsistência dos povos
patronais. interessados, tais como a caça, a pesca com ar-
1. Deverão ser respeitadas as modalidades de
3. As medidas adotadas deverão garantir, par- madilhas e a colheita, deverão ser reconhecidas
transmissão dos direitos sobre a terra entre os
ticularmente, que: como fatores importantes da manutenção de
membros dos povos interessados estabelecidas
a)  os trabalhadores pertencentes aos povos sua cultura e da sua autosuficiência e desen-
por esses povos.
interessados, inclusive os trabalhadores sa- volvimento econômico.  Com a participação
2. Os povos interessados deverão ser consulta- desses povos, e sempre que for adequado,
zonais, eventuais e migrantes empregados
dos sempre que for considerada sua capacida- os governos deverão zelar para que sejam
de para alienarem suas terras ou transmitirem na agricultura ou em outras atividades, bem
fortalecidas e fomentadas essas atividades.
de outra forma os seus direitos sobre essas como os empregados por empreiteiros de
mão-de-obra, gozem da proteção conferida 2.  A pedido dos povos interessados, deverá
terras para fora de sua comunidade. facilitar-se aos mesmos, quando for possível,
pela legislação e a prática nacionais a outros
3.  Dever-se-á impedir que pessoas alheias a trabalhadores dessas categorias nos mesmos assistência técnica e financeira apropriada
esses povos possam se aproveitar dos costumes setores, e sejam plenamente informados dos que leve em conta as técnicas tradicionais e
dos mesmos ou do desconhecimento das leis seus direitos de acordo com a legislação traba- as características culturais desses povos e a
por parte dos seus membros para se arrogarem lhista e dos recursos de que dispõem; importância do desenvolvimento sustentado
a propriedade, a posse ou o uso das terras a e equitativo.
eles pertencentes. b) os trabalhadores pertencentes a esses po-
vos não estejam submetidos a condições de PARTE V
Artigo 18 trabalho perigosas para sua saúde, em parti-
cular como conseqüência de sua exposição SEGURIDADE SOCIAL E SAÚDE
A lei deverá prever sanções apropriadas contra
toda intrusão não autorizada nas terras dos a pesticidas ou a outras substâncias tóxicas;
Artigo 24
povos interessados ou contra todo uso não c) os trabalhadores pertencentes a esses povos
autorizado das mesmas por pessoas alheias a não sejam submetidos a sistemas de contrata- Os regimes de seguridade social deverão
eles, e os governos deverão adotar medidas ção coercitivos, incluindo-se todas as formas ser estendidos progressivamente aos povos
para impedirem tais infrações. de servidão por dívidas; interessados e aplicados aos mesmos sem
discriminação alguma.
Artigo 19 d) os trabalhadores pertencentes a esses povos
gozem da igualdade de oportunidade e de tra- Artigo 25
Os programas agrários nacionais deverão
garantir aos povos interessados condições tamento para homens e mulheres no emprego 1. Os governos deverão zelar para que sejam
equivalentes às desfrutadas por outros setores e de proteção contra o acossamento sexual. colocados à disposição dos povos interessados
da população, para fins de: 4. Dever-se-á dar especial atenção à criação de serviços de saúde adequados ou proporcionar
a) a alocação de terras para esses povos quando serviços adequados de inspeção do trabalho a esses povos os meios que lhes permitam
as terras das que dispunham sejam insuficien- nas regiões donde trabalhadores pertencentes organizar e prestar tais serviços sob a sua
aos povos interessados exerçam atividades própria responsabilidade e controle, a fim de
tes para lhes garantir os elementos de uma
assalariadas, a fim de garantir o cumprimen- que possam gozar do nível máximo possível
existência normal ou para enfrentarem o seu
to das disposições desta parte da presente de saúde física e mental.
possível crescimento numérico;
Convenção. 2. Os serviços de saúde deverão ser organiza-
b) a concessão dos meios necessários para o
INDÚSTRIAS RURAIS dos, na medida do possível, em nível comuni-
desenvolvimento das terras que esses povos
tário. Esses serviços deverão ser planejados e
já possuam. Artigo 21 administrados em cooperação com os povos
Os membros dos povos interessados deverão interessados e levar em conta as suas condições
PARTE III
poder dispor de meios de formação profis- econômicas, geográficas, sociais e culturais,
CONTRATAÇÃO E CONDIÇÕES DE EMPREGO bem como os seus métodos de prevenção,
sional pelo menos iguais àqueles dos demais
cidadãos. práticas curativas e medicamentos tradicionais.
Artigo 20
3. O sistema de assistência sanitária deverá dar
Artigo 22
1. Os governos deverão adotar, no âmbito da preferência à formação e ao emprego de pes-
legislação nacional e em cooperação com os 1. Deverão ser adotadas medidas para promo- soal sanitário da comunidade local e se centrar
povos interessados, medidas especiais para ver a participação voluntária de membros dos no atendimento primário à saúde, mantendo
DECRETO 5.051, DE 19 DE ABRIL DE 2004 OIT 169

ao mesmo tempo estreitos vínculos com os referente ao trabalho e às possibilidades eco- as vantagens garantidos aos povos interes-
demais níveis de assistência sanitária. nômicas, às questões de educação e saúde, sados em virtude de outras convenções e
4. A prestação desses serviços de saúde deverá aos serviços sociais e aos direitos derivados recomendações, instrumentos internacionais,
ser coordenada com as demais medidas econô- da presente Convenção. tratados, ou leis, laudos, costumes ou acordos
micas e culturais que sejam adotadas no país. 2.  Para esse fim, dever-se-á recorrer, se for nacionais.
necessário, a traduções escritas e à utilização
PARTE VI dos meios de comunicação de massa nas PARTE X
línguas desses povos. DISPOSIÇÕES FINAIS
EDUCAÇÃO E MEIOS DE COMUNICAÇÃO
Artigo 31
Artigo 26 Artigo 36
Deverão ser adotadas medidas de caráter
Deverão ser adotadas medidas para garantir educativo em todos os setores da comuni- Esta Convenção revisa a Convenção Sobre
aos membros dos povos interessados a possi- dade nacional, e especialmente naqueles que Populações Indígenas e Tribais, 1957.
bilidade de adquirirem educação em todos o estejam em contato mais direto com os povos Artigo 37
níveis, pelo menos em condições de igualdade interessados, com o objetivo de se eliminar os
com o restante da comunidade nacional. preconceitos que poderiam ter com relação a As ratificações formais da presente Conven-
esses povos. Para esse fim, deverão ser realiza- ção serão transmitidas ao Diretor-Geral da
Artigo 27 Repartição Internacional do Trabalho e por
dos esforços para assegurar que os livros de
1.  Os programas e os serviços de educação História e demais materiais didáticos ofereçam ele registradas.
destinados aos povos interessados deverão ser uma descrição equitativa, exata e instrutiva das Artigo 38
desenvolvidos e aplicados em cooperação com sociedades e culturas dos povos interessados.
eles a fim de responder às suas necessidades 1. A presente Convenção somente vinculará
particulares, e deverão abranger a sua história, PARTE VII os Membros da Organização Internacional
seus conhecimentos e técnicas, seus sistemas do Trabalho cujas ratificações tenham sido
CONTATOS E COOPERAÇÃO registradas pelo Diretor-Geral.
de valores e todas suas demais aspirações
ATRAVÉS DAS FRONTEIRAS
sociais, econômicas e culturais. 2.  Esta Convenção entrará em vigor doze
2. A autoridade competente deverá assegurar Artigo 32 meses após o registro das ratificações de dois
a formação de membros destes povos e a sua Membros por parte do Diretor-Geral.
participação na formulação e execução de Os governos deverão adotar medidas apro- 3. Posteriormente, esta Convenção entrará em
programas de educação, com vistas a transferir priadas, inclusive mediante acordos interna- vigor, para cada Membro, doze meses após
progressivamente para esses povos a respon- cionais, para facilitar os contatos e a coope-
o registro da sua ratificação.
sabilidade de realização desses programas, ração entre povos indígenas e tribais através
das fronteiras, inclusive as atividades nas áreas Artigo 39
quando for adequado.
econômica, social, cultural, espiritual e do 1. Todo Membro que tenha ratificado a presen-
3. Além disso, os governos deverão reconhecer meio ambiente. te Convenção poderá denunciá-la após a expi-
o direito desses povos de criarem suas próprias
ração de um período de dez anos contados da
instituições e meios de educação, desde que PARTE VIII entrada em vigor mediante ato comunicado
tais instituições satisfaçam as normas mínimas
ADMINISTRAÇÃO ao Diretor-Geral da Repartição Internacional
estabelecidas pela autoridade competente
do Trabalho e por ele registrado. A denúncia
em consulta com esses povos.  Deverão ser
Artigo 33 só surtirá efeito um ano após o registro.
facilitados para eles recursos apropriados para
essa finalidade. 1.  A autoridade governamental responsável 2. Todo Membro que tenha ratificado a presen-
pelas questões que a presente Convenção te Convenção e não fizer uso da faculdade de
Artigo 28 denúncia prevista pelo parágrafo precedente
abrange deverá se assegurar de que existem
1.  Sempre que for viável, dever-se-á ensinar instituições ou outros mecanismos apropria- dentro do prazo de um ano após a expiração
às crianças dos povos interessados a ler e dos para administrar os programas que afetam do período de dez anos previsto pelo presente
escrever na sua própria língua indígena ou os povos interessados, e de que tais insti- Artigo, ficará obrigado por um novo período
na língua mais comumente falada no grupo tuições ou mecanismos dispõem dos meios de dez anos e, posteriormente, poderá denun-
a que pertençam. Quando isso não for viável, necessários para o pleno desempenho de ciar a presente Convenção ao expirar cada
as autoridades competentes deverão efetuar suas funções. período de dez anos, nas condições previstas
consultas com esses povos com vistas a se no presente Artigo.
adotar medidas que permitam atingir esse 2. Tais programas deverão incluir:
Artigo 40
objetivo. a)  o planejamento, coordenação, execução
2. Deverão ser adotadas medidas adequadas e avaliação, em cooperação com os povos 1. O Diretor-Geral da Repartição Internacional
para assegurar que esses povos tenham a interessados, das medidas previstas na pre- do Trabalho notificará a todos os Membros
oportunidade de chegarem a dominar a língua sente Convenção; da Organização Internacional do Trabalho o
nacional ou uma das línguas oficiais do país. registro de todas as ratificações, declarações e
b)  a proposta de medidas legislativas e de
denúncias que lhe sejam comunicadas pelos
3. Deverão ser adotadas disposições para se outra natureza às autoridades competentes e
Membros da Organização.
preservar as línguas indígenas dos povos in- o controle da aplicação das medidas adotadas
em cooperação com os povos interessados. 2. Ao notificar aos Membros da Organização
teressados e promover o desenvolvimento e
o registro da segundo ratificação que lhe
prática das mesmas.
PARTE IX tenha sido comunicada, o Diretor-Geral cha-
Artigo 29 mará atenção dos Membros da Organização
DISPOSIÇÕES GERAIS para a data de entrada em vigor da presente
Um objetivo da educação das crianças dos
povos interessados deverá ser o de lhes mi- Convenção.
Artigo 34
nistrar conhecimentos gerais e aptidões que Artigo 41
lhes permitam participar plenamente e em A natureza e o alcance das medidas que se-
condições de igualdade na vida de sua própria jam adotadas para por em efeito a presente O Diretor-Geral da Repartição Internacional
comunidade e na da comunidade nacional. Convenção deverão ser determinadas com do Trabalho comunicará ao Secretário-Geral
flexibilidade, levando em conta as condições das Nações Unidas, para fins de registro,
Artigo 30 conforme o Artigo 102 da Carta das Nações
próprias de cada país.
1.  Os governos deverão adotar medidas de Unidas, as informações completas referentes
Artigo 35
acordo com as tradições e culturas dos povos a quaisquer ratificações, declarações e atos
interessados, a fim de lhes dar a conhecer A aplicação das disposições da presente Con- de denúncia que tenha registrado de acordo
seus direitos e obrigações especialmente no venção não deverá prejudicar os direitos e com os Artigos anteriores.
OIT 174 DECRETO 4.085, DE 15 DE JANEIRO DE 2002

Artigo 42 Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data a) a instalações nucleares e usinas que pro-
de sua publicação. cessem substâncias radioativas, à exceção dos
Sempre que julgar necessário, o Conselho de
Administração da Repartição Internacional do setores dessas instalações nos quais se mani-
Brasília, 15 de janeiro de 2002; 181º da Inde-
Trabalho deverá apresentar à Conferência Geral pulam substâncias não radioativas;
pendência e 114º da República.
um relatório sobre a aplicação da presente b) a instalações militares;
Marco Antônio De Oliveira Maciel
Convenção e decidirá sobre a oportunidade de c) a transporte fora da instalação distinto do
inscrever na agenda da Conferência a questão transporte por tubulações.
de sua revisão total ou parcial. CONVENÇÃO 174
4. Todo Estado-membro que ratificar a pre-
Artigo 43 sente Convenção poderá, após consulta com
A Conferência Geral da Organização Interna-
1. Se a Conferência adotar uma nova Conven- cional do Trabalho: as organizações mais representativas de em-
ção que revise total ou parcialmente a presente pregadores e de trabalhadores interessadas, e
Convenção, e a menos que a nova Convenção Tendo em vista as pertinentes convenções e com outras partes também interessadas que
disponha contrariamente: recomendações internacionais do trabalho, possam ser afetadas, excluir de seu campo de
a) a ratificação, por um Membro, da nova Con- especialmente a Convenção e a Recomendação aplicação instalações ou setores de atividade
venção revista implicará de pleno direito, não sobre a Segurança e Saúde dos Trabalhadores, econômica nas quais se disponha de proteção
obstante o disposto pelo Artigo 39, supra, a de 1981, e a Convenção e a Recomendação equivalente.
denúncia imediata da presente Convenção, sobre os Produtos Químicos, de 1990, e des-
tacando a necessidade de adotar um enfoque Artigo 2º
desde que a nova Convenção revista tenha
entrado em vigor; global e coerente; Onde surgirem problemas especiais de rele-
b) a partir da entrada em vigor da Convenção Tendo em vista também a coletânea de re- vante importância, que tornem impossível
revista, a presente Convenção deixará de estar comendações práticas sobre a prevenção de pôr imediatamente em prática todas as medi-
aberta à ratificação dos Membros. acidentes industriais maiores, publicada pela das preventivas e de proteção previstas pelo
2. A presente Convenção continuará em vigor, OIT em 1991; Convenção, todo Estado-membro, após se
em qualquer caso em sua forma e teor atuais, Considerando a necessidade de assegurar a consultar com organizações de empregadores
para os Membros que a tiverem ratificado e que adoção de medidas apropriadas para: e trabalhadores e outras partes interessadas
não ratificarem a Convenção revista. que possam ser afetadas deverá criar planos
a) prevenir acidentes maiores, para a progressiva implementação das citadas
Artigo 44
b) reduzir ao mínimo os perigo de acidentes medidas num determinado espaço de tempo.
As versões inglesa e francesa do texto da pre- maiores,
sente Convenção são igualmente autênticas. Artigo 3º
c) reduzir ao mínimo as conseqüências desses
acidentes maiores; 1. Para os fins da presente Convenção:
Considerando as causas desses acidentes, a) a expressão “substância perigosa” designa
toda substância ou mistura de substâncias que,
DECRETO 4.085, DE 15 DE particularmente erros de organização, fato-
em razão de suas propriedades químicas, físi-
res humanos, falhas de componentes, desvios
JANEIRO DE 2002 das condições normais de funcionamento, cas ou toxicológicas, isoladas ou combinadas,
interferências externas e fenômenos naturais; constitui um perigo;
Promulga a Convenção 174 da OIT e a Reco- Tendo em vista a necessidade de cooperação b) a expressão “quantidade limite”significa, com
mendação 181 sobre a Prevenção de Acidentes no âmbito do Programa Internacional de Se- referência a cura substância ou a categoria de
Industriais Maiores. gurança de Produtos Químicos, entre a Orga- substâncias perigosas, a quantidade fixada por
nização Internacional do Trabalho, o Programa leis ou regulamentos nacionais para condições
DOU 16.01.2002 das Nações Unidas para o Meio Ambiente e a específicas que, se excedida, identifica uma
Organização Mundial da Saúde assim como instalação como sujeita a riscos de acidentes
com outras organizações governamentais maiores;
O Vice-Presidente Da República, no exercício
do cargo de Presidente da República, usando pertinentes; c) a expressão “instalação sujeita a riscos de
da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso Tendo decidido pela adoção de propostas acidentes maiores” designa a instalação que
IV, da Constituição, relativas à prevenção de acidentes industriais, produz, transforma, manipula, utiliza, descarta
Considerando que o Congresso Nacional apro- maiores, tema que constitui a quarta questão ou armazena, de uma maneira permanen-
vou o texto da Convenção 174 da OIT sobre da ordem do dia da Reunião, e te ou transitória, uma ou várias substâncias
a Prevenção de Acidentes Industriais Maiores, ou categorias de substâncias perigosas, em
Havendo deliberado que essas propostas se
complementada pela Recomendação 181, por quantidades que excedam a quantidade limite;
revistam da forma de uma convenção inter-
meio do Decreto Legislativo 246, de 28 de nacional, d) a expressão “acidente maior designa todo
junho de 2001; evento subitâneo, como emissão incêndio ou
Adota, na data de vinte e dois de junho de
Considerando que a Convenção entrará em explosão de grande magnitude, no curso de
mil novecentos e noventa e três a seguinte
vigor, para o Brasil, em 2 de agosto de 2002, uma atividade em instalação sujeita a riscos
convenção, que poderá ser denominada como
nos termos do parágrafo 3º de seu artigo 24; a Convenção sobre a Prevenção de Acidentes de acidentes maiores, envolvendo uma ou
Industriais Maiores, de 1993: mais substâncias perigosas e que implica grave
Decreta:
perigo, imediato ou retardado, para os traba-
Art. 1º A Convenção 174 da OIT sobre a lhadores, a população ou o meio ambiente;
Prevenção de Acidentes Industriais Maiores, PARTE I
complementada pela Recomendação 181, ALCANCE E DEFINIÇÕES e) a expressão “relatório de segurança” designa
apensa por cópia ao presente Decreto, será documento contendo informações técnicas,
executada e cumprida tão inteiramente como Artigo 1º administrativas e operacionais relativas a pe-
nela se contém. rigos e riscos de instalação sujeita a acidentes
1. A presente Convenção tem por objeto a maiores e a seu controle, e que justifiquem me-
Art. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso prevenção de acidentes industriais maiores que didas adotadas para a segurança da instalação;
Nacional quaisquer atos que possam resultar envolvam substâncias perigosas e a limitação
em revisão da referida Convenção, assim como f) o termo “quase-acidente” designa todo even-
das conseqüências desses acidentes.
quaisquer ajustes complementares que, nos to subitâneo envolvendo uma ou mais substân-
termos do art. 49, inciso I, da Constituição, 2. A Convenção aplica-se a instalações sujeitas cias perigosas que, não fossem os efeitos, ações
acarretem encargos ou compromissos gravosos a riscos de acidentes maiores. ou sistemas atenuantes, poderia ter resultado
ao patrimônio nacional. 3. A convenção não se aplica: num acidente de maiores proporções.
DECRETO 4.085, DE 15 DE JANEIRO DE 2002 OIT 174

PARTE II 2. Os empregadores notificarão também a instalação ou em seus processos, ou nas quan-


PRINCÍPIOS GERAIS autoridade competente antes do fechamento tidades de substâncias perigosas presentes;
definitivo de uma instalação de risco maior. b) quando o progresso nos conhecimentos
Artigo 4º Disposições Relativas à Instalação técnicos ou na avaliação de risco o recomendar;
1. Todo Estado-membro, à luz das leis e regu- Artigo 9º c) nos intervalos estabelecidos por leis ou re-
lamentos, das condições e práticas nacionais, e gulamentos nacionais;
Com relação a cada instalação sujeita a risco
em consulta com as organizações mais repre- d) a pedido da autoridade competente.
maior, os empregadores deverão criar e manter
sentativas de empregadores e trabalhadores
um sistema documentado de controle de risco Artigo 12
e outras partes interessadas que possam ser
que preveja:
afetadas, deverá formular, adotar e rever, pe- Os empregadores deverão enviar à autoridade
riodicamente, uma política nacional coerente a) identificação e estudo dos perigos e avaliação competente, ou pôr à sua disposição, os relató-
relativa à proteção dos trabalhadores, da po- dos riscos, considerando inclusive possíveis rios de segurança referidos nos artigos 10 e 11.
pulação e do meio ambiente contra os riscos interações entre substâncias; RELATÓRIO DE ACIDENTES
de acidentes maiores. b) medidas técnicas que compreendam proje- Artigo 13
2. Esta política deverá ser implementada por to, sistemas de segurança, construção, seleção
meio de medidas preventivas e de proteção de substâncias químicas, operação, manuten- Os empregadores deverão enviar à autoridade
para instalações com maior risco de acidentes ção e inspeção sistemática da instalação; competente e a outros órgãos designados para
e, onde for possível, promoverá a utilização esse fim, ou pôr à sua disposição, os relatórios
c) medidas organizacionais que intimam for-
das melhores tecnologias de segurança dis- de segurança imediatamente à ocorrência de
mação e instrução do pessoal, fornecimento de
poníveis. um acidente maior.
equipamentos de segurança, níveis do pessoal,
Artigo 5º horas de trabalho, definição de responsabilida- Artigo 14
des e controle de empresas externas e de tra- 1. Após um acidente maior e num prazo
1. A autoridade competente ou órgão apro-
balhadores temporários no local da instalação; preestabelecido, os empregadores deverão
vado ou reconhecido pela autoridade com-
petente deverá, após consulta às organizações d) planos e procedimentos de emergência que submeter à autoridade competente relatório
mais representativas de empregadores e de compreendam: detalhado que analise as causas do acidente
trabalhadores e a outras partes interessadas e relacione suas conseqüências imediatas no
i. preparação de planos e procedimentos efica-
que possam ser afetadas, criar um sistema local, assim como todas as medidas adotadas
zes de emergência local, inclusive atendimento
de identificação de instalações mais sujeitas para atenuar seus efeitos.
médico emergencial, a ser aplicados no caso de
a riscos de acidentes maiores nos termos do acidentes maiores ou de ameaça de acidente, 2. O relatório deverá incluir recomendações
Artigo 3º c), baseado numa lista de substâncias com testes e avaliação periódicos de sua efi- detalhadas sobre as medidas a serem tomadas
perigosas ou de categorias de substâncias cácia e revisão quando necessário; para evitar que o acidente se repita.
perigosas, ou de ambas, que inclua suas res-
pectivas quantidades limites, de acordo com as ii. fornecimento de informações sobre possíveis
PARTE IV
leis e regulamentos nacionais ou com normas acidentes e planos internos de emergência
a autoridades e órgãos responsáveis pela RESPONSABILIDADES
internacionais.
preparação de planos e procedimentos de DAS AUTORIDADES COMPETENTES
2. O sistema mencionado no parágrafo 1 acima emergência para proteção do público e do
será regularmente revisto e atualizado. meio ambiente fora do local ela instalação; Planos de Emergência fora do local
Artigo 6º iii. toda consulta necessária com essas autori- Artigo 15
A autoridade competente, após consulta às dades e esses órgãos; Com base na informação fornecida pelo em-
organizações representativas de empregadores e) medidas para reduzir as consequências de pregador, a autoridade competente assegurará
e de trabalhadores interessadas, tomará pro- um acidente maior; que planos e procedimentos de emergência,
vidências especiais para proteger informação contendo medidas para proteção da população
confidencial que lhe tiver sido transmitida ou f ) consulta com os trabalhadores e seus re-
e do meio ambiente fora do local de cada
posta à sua disposição nos termos dos artigos presentantes; instalação de riscos sejam criados, atualizados
8º, 12, 13 ou 14, cuja revelação poderia causar g) a melhoria do sistema, incluindo medidas em intervalos apropriados, e coordenados com
prejuízo à empresa do empregador, desde para a coleta de informações e análise de aci- autoridades e órgãos pertinentes.
que a citada providência não implique graves dentes ou “quase-acidentes”. As experiências Artigo 16
riscos para os trabalhadores, a população ou assim adquiridas deverão ser debatidas com
o meio ambiente. trabalhadores e seus representantes e regis- A autoridade competente assegurará que:
tradas de conformidade com a legislação e a a) independentemente de solicitação devem
PARTE III prática nacionais. ser divulgadas, entre a população passível de
RESPONSABILIDADES DE EMPREGADORES RELATÓRIO DE SEGURANÇA ser afetada por acidente maior, informações
sobre medidas de segurança e comportamento
IDENTIFICAÇÃO Artigo 10 apropriado a ser adotado em caso de acidente
Artigo 7º 1. Os empregadores elaborarão relatório de maior e sejam tais informações atualizadas
segurança de acordo com as disposições do e retransmitidas em intervalos apropriados;
Os empregadores identificarão toda instalação
Artigo 9º. b) em caso de acidente maior, o alerta deve
de risco sob seu controle, com base no sistema
referido no Artigo 5º. 2. O relatório deverá ser feito: ser dado tão logo quanto possível;
Notificação a) no caso de instalações de risco já existentes, c) quando as consequências de um acidente
num determinado prazo, após a notificação, maior puderem ter efeitos além das fronteiras,
Artigo 8º as informações de que tratam as alíneas a) e
prescrito pelas leis e regulamentos nacionais;
1. Os empregadores deverão notificar a autori- b) acima serão passadas aos Estados interes-
b) no caso de instalação de risco nova, antes sados, a título de contribuição com medidas
dade competente sobre toda instalação sujeita de entrar em operação
a riscos de acidentes maiores que tenham de cooperação e coordenação. Zoneamento
identificado: Artigo 11 de Instalações de Risco de Acidente Maior
a) dentro de um determinado prazo, no caso Os empregadores reverão, atualizarão e mo- Artigo 17
de instalação já existente; dificarão o relatório de segurança: A autoridade competente deverá estabelecer
b) antes de entrar em operação, no caso de a) na eventualidade de modificação que tenha uma política global de zoneamento com vista
uma instalação nova; significativa influência no grau de segurança na ao adequado isolamento de novas instala-
OIT 174 DECRETO 4.085, DE 15 DE JANEIRO DE 2002

ções de risco maior de áreas residenciais e seu treinamento e experiência, considerem 2. Todo Estado-membro que ratificar esta
de trabalho, e de logradouros públicos, assim ter razoável justificativa para crer que haja Convenção e que, no prazo de um ano após
como medidas adequadas para instalações risco iminente de acidente maior; informar expirado o período de dez anos referido no
já existentes. Essa política deverá refletir os seu supervisor antes, ou imediatamente de- parágrafo anterior, não tiver exercido o direito
princípios gerais enunciados na Parte II desta pois, de tomar essa medida ou, se for o caso, de denúncia previsto neste artigo, ficará obri-
Convenção. soar o alarme; gado a um novo período de dez anos e, daí
INSPEÇÃO por diante poderá denunciar esta Convenção
f ) discutir com o empregador qualquer ris-
ao final de cada período de dez anos, nos
Artigo 18 co potencial que considerem capaz de gerar
termos deste artigo.
um acidente maior e ter direito de informar a
1. A autoridade competente disporá de pes- autoridade competente sobre esses perigos. Artigo 26
soal devidamente qualificado e competente,
e suficiente apoio técnico e profissional para Artigo 21 l. O Diretor Geral do Escritório Sede da Orga-
inspecionar, investigar, avaliar e acompanhar nização Internacional do Trabalho (Genebra)
Os trabalhadores empregados no local de uma dará ciência a todos os Estados-membros da
matérias tratadas nesta Convenção e garantir a instalação de risco deverão: Organização Internacional do Trabalho do re-
observância de leis e regulamentos nacionais.
a) observar todas as práticas e procedimentos gistro de todas as ratificações, declarações e
2. Representantes do empregador e represen- relativos à prevenção de acidentes maiores e ao denúncias que lhe forem comunicadas pelos
tantes dos trabalhadores de uma instalação de controle de eventos susceptíveis de dar origem Estados membros da Organização.
risco de acidente maior terão a oportunidade a um acidente maior nas instalações de risco; 2. Ao notificar os Estados-membros da Organi-
de acompanhar os inspetores na supervisão
b) observar todos os procedimentos de emer- zação sobre o registro da segunda ratificação
da aplicação das medidas prescritas por força
gência caso ocorra um acidente maior. que lhe tiver sido comunicada, o Diretor-Geral
desta Convenção, a menos que os inspetores
lhes chamará a atenção para a data em que a
considerem à luz de instruções gerais da auto-
PARTE VI Convenção entrará em vigor.
ridade competente, que isso possa prejudicar
o desempenho de suas funções. RESPONSABILIDADES Artigo 27
Artigo 19 DOS PAÍSES EXPORTADORES O Diretor-geral do Escritório Sede da Orga-
nização Internacional do Trabalho (Genebra)
A autoridade competente terá direito de sus- Artigo 22 comunicará ao Secretário-Geral das Nações
pender toda operação que represente ameaça Unidas, para registro nos termos do Artigo
iminente de um acidente maior. Quando, num Estado-membro exportador, for
proibido o uso de substâncias, tecnologias ou 102 da Carta das Nações Unidas, informações
circunstanciadas sobre todas as ratificações,
PARTE V processos perigosos por serem fonte potencial
declarações e atos de denúncia por ele registra-
de acidente maior, esse Estado deverá informar
DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS dos, conforme o disposto nos artigos anteriores.
todo país importador sobre essa proibição e
TRABALHADORES E DE SEUS Artigo 28
as razões da medida.
REPRESENTANTES
O Conselho de Administração do Escritório-
PARTE VII -Sede da Organização Internacional do Tra-
Artigo 20
DISPOSIÇÕES FINAIS balho apresentará à Conferência Internacional
Numa instalação de risco de acidente maior, do Trabalho, quando considerar necessário,
os trabalhadores e seus representantes serão Artigo 23 relatório sobre a aplicação desta Convenção,
consultados por meio de apropriados mecanis- e analisará a conveniência de incluir na pauta
mos de cooperação para assegurar um sistema As ratificações formais desta Convenção serão da Conferência a questão de sua revisão total
seguro de trabalho. Os trabalhadores e seus comunicadas, para registro, ao Diretor-Geral do ou parcial.
representantes deverão sobretudo: Escritório Sede da Organização Internacional
do Trabalho. Artigo 29
a) estar suficiente e adequadamente informa-
dos dos riscos ligados a essa instalação e suas Artigo 24 1. No caso de a Conferência Internacional do
possíveis conseqüências; Trabalho adotar uma nova convenção que
1. Esta convenção obrigará unicamente os reveja total ou parcialmente esta Convenção,
b) ser informados sobre quaisquer ordens, Estados-membro da Organização Internacional a menos que a nova Convenção disponha de
instruções ou recomendações feitas pela au- do Trabalho cujas ratificações tiverem sido outro modo,
toridade competente; registradas pelo Diretor-Geral.
a) a ratificação, por um Estado-membro, da
c) ser consultados na elaboração dos seguintes 2. A Convenção entrará em vigor doze meses nova Convenção revista implicará, ipso jure,
documentos e a eles ter acesso: após a data de registro, pelo Diretor-Geral, das a partir do momento em que a convenção
i. relatório de segurança; ratificações de dois Estados-membros. revista entrar em vigor, a denúncia imediata
ii. planos e procedimentos de emergência; 3. A partir daí, esta Convenção entrará em vigor, desta Convenção, não obstante o disposto no
para todo Estado membro, doze meses após a Artigo 25 supra;
iii. relatórios de acidente;
data do registro de sua ratificação b) esta Convenção deixará de estar sujeita a
d) ser regularmente instruídos e treinados nas ratificação pelos Estados-membros a partir da
práticas e procedimentos para prevenção de Artigo 25
data de entrada em vigor da convenção revista;
acidentes maiores e no controle de eventos 1. O Estado-membro que ratificar esta Con- 2. Esta Convenção continuará em vigor, em
susceptíveis de resultar em acidente maior e venção poderá denunciá-la ao final de um sua forma e conteúdo, nos Estados-membros
nos procedimentos de emergência a serem se- período de dez anos, a contar da data de sua que a ratificaram, mas não ratificaram a Con-
guidos na eventualidade de um acidente maior; entrada em vigor, mediante comunicação ao venção revista.
e) nos limites de suas funções e sem correr o Diretor-Geral do Escritório Sede da Organiza-
risco de serem de alguma forma prejudicados, ção Internacional do Trabalho, para registro. A Artigo 30
tomar medidas corretivas e, se necessário, in- denúncia não terá efeito antes de se completar As versões nos idiomas inglês e francês do
terromper a atividade onde, com base em um ano a contar da data de seu registro. texto desta Convenção são igualmente oficiais.
Normas Regulamentadoras
de Segurança e Medicina

 NR-4 – SESMT

QUADROS I a VI
 NR-5 – CIPA

QUADRO I
QUADRO II
QUADRO III
 NR-15 – SESMT

ANEXO 6
ANEXO 12
 NR-17 – ERGONOMIA

ANEXO 1
ANEXO 2
Portaria nº 3.214,
8 de Junho de 1978

NR-4 – SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA


E EM MEDICINA DO TRABALHO – SESMT

NR-4 – QUADRO Nº 1
[[ Este material completa o conteúdo da página 1001 do livro impresso.
QUADRO I
Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE (Versão 2.0), com correspondente Grau de Risco – GR para fins de
dimensionamento do SESMT
[[ Quadro com redação pela Portaria nº 76/2008

A)  AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQUICULTURA

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


01 AGRICULTURA, PECUÁRIA E SERVIÇOS RELACIONADOS
01.1 Produção de lavouras temporárias
01.11-3 Cultivo de cereais 3
01.12-1 Cultivo de algodão herbáceo e de outras fibras de lavoura temporária 3
01.13-0 Cultivo de cana-de-açúcar 3
01.14-8 Cultivo de fumo 3
01.15-6 Cultivo de soja 3
01.16-4 Cultivo de oleaginosas de lavoura temporária, exceto soja 3
01.19-9 Cultivo de plantas de lavoura temporária não especificadas anteriormente 3
01.2 Horticultura e floricultura
01.21-1 Horticultura 3
01.22-9 Cultivo de flores e plantas ornamentais 3
01.3 Produção de lavouras permanentes
01.31-8 Cultivo de laranja 3
01.32-6 Cultivo de uva 3
01.33-4 Cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja e uva 3
01.34-2 Cultivo de café 3
01.35-1 Cultivo de cacau 3
01.39-3 Cultivo de plantas de lavoura permanente não especificadas anteriormente 3
01.4 Produção de sementes e mudas certificadas
01.41-5 Produção de sementes certificadas 3
01.42-3 Produção de mudas e outras formas de propagação vegetal, certificadas 3
01.5 Pecuária
01.51-2 Criação de bovinos 3
01.52-1 Criação de outros animais de grande porte 3
01.53-9 Criação de caprinos e ovinos 3
01.54-7 Criação de suínos 3
01.55-5 Criação de aves 3
01.59-8 Criação de animais não especificados anteriormente 3
01.6 Atividades de apoio à agricultura e à pecuária; atividades de pós-colheita
01.61-0 Atividades de apoio à agricultura 3
01.62-8 Atividades de apoio à pecuária 3
01.63-6 Atividades de pós-colheita 3
01.7 Caça e serviços relacionados
01.70-9 Caça e serviços relacionados 3
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


02 PRODUÇÃO FLORESTAL
02.1 Produção florestal – florestas plantadas
02.10-1 Produção florestal – florestas plantadas 3
02.2 Produção florestal – florestas nativas
02.20-9 Produção florestal – florestas nativas 4
02.3 Atividades de apoio à produção florestal
02.30-6 Atividades de apoio à produção florestal 3
03 PESCA E AQUICULTURA
03.1 Pesca
03.11-6 Pesca em água salgada 3
03.12-4 Pesca em água doce 3
03.2 Aquicultura
03.21-3 Aquicultura em água salgada e salobra 3
03.22-1 Aquicultura em água doce 3

B)  INDÚSTRIAS EXTRATIVAS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


05 EXTRAÇÃO DE CARVÃO MINERAL
05.0 Extração de carvão mineral
05.00-3 Extração de carvão mineral 4
06 EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL
06.0 Extração de petróleo e gás natural
06.00-0 Extração de petróleo e gás natural 4
07 EXTRAÇÃO DE MINERAIS METÁLICOS
07.1 Extração de minério de ferro
07.10-3 Extração de minério de ferro 4
07.2 Extração de minerais metálicos não ferrosos
07.21-9 Extração de minério de alumínio 4
07.22-7 Extração de minério de estanho 4
07.23-5 Extração de minério de manganês 4
07.24-3 Extração de minério de metais preciosos 4
07.25-1 Extração de minerais radioativos 4
07.29-4 Extração de minerais metálicos não ferrosos não especificados anteriormente 4
08 EXTRAÇÃO DE MINERAIS NÃO METÁLICOS
08.1 Extração de pedra, areia e argila
08.10-0 Extração de pedra, areia e argila 4
08.9 Extração de outros minerais não metálicos
08.91-6 Extração de minerais para fabricação de adubos, fertilizantes e outros produtos químicos 4
08.92-4 Extração e refino de sal marinho e sal-gema 4
08.93-2 Extração de gemas (pedras preciosas e semipreciosas) 4
08.99-1 Extração de minerais não metálicos não especificados anteriormente 4
09 ATIVIDADES DE APOIO À EXTRAÇÃO DE MINERAIS
09.1 Atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural
09.10-6 Atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural 4
09.9 Atividades de apoio à extração de minerais, exceto petróleo e gás natural
09.90-4 Atividades de apoio à extração de minerais, exceto petróleo e gás natural 4

C)  INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


10 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS
10.1 Abate e fabricação de produtos de carne
10.11-2 Abate de reses, exceto suínos 3
10.12-1 Abate de suínos, aves e outros pequenos animais 3
10.13-9 Fabricação de produtos de carne 3
10.2 Preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado
10.20-1 Preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado 3
10.3 Fabricação de conservas de frutas, legumes e outros vegetais
10.31-7 Fabricação de conservas de frutas 3
10.32-5 Fabricação de conservas de legumes e outros vegetais 3
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


10.33-3 Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes 3
10.4 Fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais
10.41-4 Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho 3
10.42-2 Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho 3
10.43-1 Fabricação de margarina e outras gorduras vegetais e de óleos não comestíveis de animais 3
10.5 Laticínios
10.51-1 Preparação do leite 3
10.52-0 Fabricação de laticínios 3
10.53-8 Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 3
10.6 Moagem, fabricação de produtos amiláceos e de alimentos para animais
10.61-9 Beneficiamento de arroz e fabricação de produtos do arroz 3
10.62-7 Moagem de trigo e fabricação de derivados 3
10.63-5 Fabricação de farinha de mandioca e derivados 3
10.64-3 Fabricação de farinha de milho e derivados, exceto óleos de milho 3
10.65-1 Fabricação de amidos e féculas de vegetais e de óleos de milho 3
10.66-0 Fabricação de alimentos para animais 3
10.69-4 Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente 3
10.7 Fabricação e refino de açúcar
10.71-6 Fabricação de açúcar em bruto 3
10.72-4 Fabricação de açúcar refinado 3
10.8 Torrefação e moagem de café
10.81-3 Torrefação e moagem de café 3
10.82-1 Fabricação de produtos à base de café 3
10.9 Fabricação de outros produtos alimentícios
10.91-1 Fabricação de produtos de panificação 3
10.92-9 Fabricação de biscoitos e bolachas 3
10.93-7 Fabricação de produtos derivados do cacau, de chocolates e confeitos 3
10.94-5 Fabricação de massas alimentícias 3
10.95-3 Fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos 3
10.96-1 Fabricação de alimentos e pratos prontos 3
10.99-6 Fabricação de produtos alimentícios não especificados anteriormente 3
11 FABRICAÇÃO DE BEBIDAS
11.1 Fabricação de bebidas alcoólicas
11.11-9 Fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas 3
11.12-7 Fabricação de vinho 3
11.13-5 Fabricação de malte, cervejas e chopes 3
11.2 Fabricação de bebidas não alcoólicas
11.21-6 Fabricação de águas envasadas 3
11.22-4 Fabricação de refrigerantes e de outras bebidas não alcoólicas 3
12 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DO FUMO
12.1 Processamento industrial do fumo
12.10-7 Processamento industrial do fumo 3
12.2 Fabricação de produtos do fumo
12.20-4 Fabricação de produtos do fumo 3
13 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS TÊXTEIS
13.1 Preparação e fiação de fibras têxteis
13.11-1 Preparação e fiação de fibras de algodão 3
13.12-0 Preparação e fiação de fibras têxteis naturais, exceto algodão 3
13.13-8 Fiação de fibras artificiais e sintéticas 3
13.14-6 Fabricação de linhas para costurar e bordar 3
13.2 Tecelagem, exceto malha
13.21-9 Tecelagem de fios de algodão 3
13.22-7 Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto algodão 3
13.23-5 Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 3
13.3 Fabricação de tecidos de malha
13.30-8 Fabricação de tecidos de malha 3
13.4 Acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis
13.40-5 Acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis 3
13.5 Fabricação de artefatos têxteis, exceto vestuário
13.51-1 Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 3
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


13.52-9 Fabricação de artefatos de tapeçaria 3
13.53-7 Fabricação de artefatos de cordoaria 3
13.54-5 Fabricação de tecidos especiais, inclusive artefatos 3
13.59-6 Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 3
14 CONFECÇÃO DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS
14.1 Confecção de artigos do vestuário e acessórios
14.11-8 Confecção de roupas íntimas 2
14.12-6 Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 2
14.13-4 Confecção de roupas profissionais 2
14.14-2 Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 2
14.2 Fabricação de artigos de malharia e tricotagem
14.21-5 Fabricação de meias 2
14.22-3 Fabricação de artigos do vestuário, produzidos em malharias e tricotagens,exceto meias 2
15 PREPARAÇÃO DE COUROS E FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS PARA VIAGEM E CALÇADOS
15.1 Curtimento e outras preparações de couro
15.10-6 Curtimento e outras preparações de couro 3
15.2 Fabricação de artigos para viagem e de artefatos diversos de couro
15.21-1 Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 2
15.29-7 Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 2
15.3 Fabricação de calçados
15.31-9 Fabricação de calçados de couro 3
15.32-7 Fabricação de tênis de qualquer material 3
15.33-5 Fabricação de calçados de material sintético 3
15.39-4 Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 3
15.4 Fabricação de partes para calçados, de qualquer material
15.40-8 Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 3
16 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MADEIRA
16.1 Desdobramento de madeira
16.10-2 Desdobramento de madeira 3
16.2 Fabricação de produtos de madeira, cortiça e material trançado, exceto móveis
16.21-8 Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada 3
16.22-6 Fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção 3
16.23-4 Fabricação de artefatos de tanoaria e de embalagens de madeira 3
16.29-3 Fabricação de artefatos de madeira, palha, cortiça, vime e material trançado nãoespecificados anteriormente, exceto móveis 3
17 FABRICAÇÃO DE CELULOSE, PAPEL E PRODUTOS DE PAPEL
17.1 Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel
17.10-9 Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel 3
17.2 Fabricação de papel, cartolina e papel-cartão
17.21-4 Fabricação de papel 3
17.22-2 Fabricação de cartolina e papel-cartão 3
17.3 Fabricação de embalagens de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado
17.31-1 Fabricação de embalagens de papel 2
17.32-0 Fabricação de embalagens de cartolina e papel-cartão 2
17.33-8 Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado 2
17.4 Fabricação de produtos diversos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado
17.41-9 Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório 2
17.42-7 Fabricação de produtos de papel para usos doméstico e higiênico-sanitário 2
17.49-4 Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado não especificados 2
anteriormente
18 IMPRESSÃO E REPRODUÇÃO DE GRAVAÇÕES
18.1 Atividade de impressão
18.11-3 Impressão de jornais, livros, revistas e outras publicações periódicas 3
18.12-1 Impressão de material de segurança 3
18.13-0 Impressão de materiais para outros usos 3
18.2 Serviços de pré-impressão e acabamentos gráficos
18.21-1 Serviços de pré-impressão 3
18.22-9 Serviços de acabamentos gráficos 3
18.3 Reprodução de materiais gravados em qualquer suporte
18.30-0 Reprodução de materiais gravados em qualquer suporte 3
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


19 FABRICAÇÃO DE COQUE, DE PRODUTOS DERIVADOS DO PETRÓLEO E DE BIOCOMBUSTÍVEIS
19.1 Coquerias
19.10-1 Coquerias 3
19.2 Fabricação de produtos derivados do petróleo
19.21-7 Fabricação de produtos do refino de petróleo 3
19.22-5 Fabricação de produtos derivados do petróleo, exceto produtos do refino 3
19.3 Fabricação de biocombustíveis
19.31-4 Fabricação de álcool 3
19.32-2 Fabricação de biocombustíveis, exceto álcool 3
20 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS QUÍMICOS
20.1 Fabricação de produtos químicos inorgânicos
20.11-8 Fabricação de cloro e álcalis 3
20.12-6 Fabricação de intermediários para fertilizantes 3
20.13-4 Fabricação de adubos e fertilizantes 3
20.14-2 Fabricação de gases industriais 3
20.19-3 Fabricação de produtos químicos inorgânicos não especificados anteriormente 3
20.2 Fabricação de produtos químicos orgânicos
20.21-5 Fabricação de produtos petroquímicos básicos 3
20.22-3 Fabricação de intermediários para plastificantes, resinas e fibras 3
20.29-1 Fabricação de produtos químicos orgânicos não especificados anteriormente 3
20.3 Fabricação de resinas e elastômeros
20.31-2 Fabricação de resinas termoplásticas 3
20.32-1 Fabricação de resinas termofixas 3
20.33-9 Fabricação de elastômeros 3
20.4 Fabricação de fibras artificiais e sintéticas
20.40-1 Fabricação de fibras artificiais e sintéticas 3
20.5 Fabricação de defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários
20.51-7 Fabricação de defensivos agrícolas 3
20.52-5 Fabricação de desinfetantes domissanitários 3
20.6 Fabricação de sabões, detergentes, produtos de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal
20.61-4 Fabricação de sabões e detergentes sintéticos 3
20.62-2 Fabricação de produtos de limpeza e polimento 3
20.63-1 Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2
20.7 Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes, lacas e produtos afins
20.71-1 Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas 3
20.72-0 Fabricação de tintas de impressão 3
20.73-8 Fabricação de impermeabilizantes, solventes e produtos afins 3
20.9 Fabricação de produtos e preparados químicos diversos
20.91-6 Fabricação de adesivos e selantes 3
20.92-4 Fabricação de explosivos 4
20.93-2 Fabricação de aditivos de uso industrial 3
20.94-1 Fabricação de catalisadores 3
20.99-1 Fabricação de produtos químicos não especificados anteriormente 3
21.10-6 Fabricação de produtos farmoquímicos 3
21.2 Fabricação de produtos farmacêuticos
21.21-1 Fabricação de medicamentos para uso humano 3
21.22-0 Fabricação de medicamentos para uso veterinário 3
21.23-8 Fabricação de preparações farmacêuticas 3
22 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE BORRACHA E DE MATERIAL PLÁSTICO
22.1 Fabricação de produtos de borracha
22.11-1 Fabricação de pneumáticos e de câmaras-de-ar 3
22.12-9 Reforma de pneumáticos usados 3
22.19-6 Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente 3
22.2 Fabricação de produtos de material plástico
22.21-8 Fabricação de laminados planos e tubulares de material plástico 3
22.22-6 Fabricação de embalagens de material plástico 3
22.23-4 Fabricação de tubos e acessórios de material plástico para uso na construção 3
22.29-3 Fabricação de artefatos de material plástico não especificados anteriormente 3
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


23 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MINERAIS NÃO METÁLICOS
23.1 Fabricação de vidro e de produtos do vidro
23.11-7 Fabricação de vidro plano e de segurança 3
23.12-5 Fabricação de embalagens de vidro 3
23.19-2 Fabricação de artigos de vidro 3
23.2 Fabricação de cimento
23.20-6 Fabricação de cimento 4
23.3 Fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes
23.30-3 Fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes 4
23.4 Fabricação de produtos cerâmicos
23.41-9 Fabricação de produtos cerâmicos refratários 4
23.42-7 Fabricação de produtos cerâmicos não refratários para uso estrutural na construção 32
23.49-4 Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente 4
23.9 Aparelhamento de pedras e fabricação de outros produtos de minerais não metálicos
23.91-5 Aparelhamento e outros trabalhos em pedras 3
23.92-3 Fabricação de cal e gesso 4
23.99-1 Fabricação de produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente 3
24 METALURGIA
24.1 Produção de ferro-gusa e de ferroligas
24.11-3 Produção de ferro-gusa 4
24.12-1 Produção de ferroligas 4
24.2 Siderurgia
24.21-1 Produção de semiacabados de aço 4
24.22-9 Produção de laminados planos de aço 4
24.23-7 Produção de laminados longos de aço 4
24.24-5 Produção de relaminados, trefilados e perfilados de aço 4
24.3 Produção de tubos de aço, exceto tubos sem costura
24.31-8 Produção de tubos de aço com costura 4
24.39-3 Produção de outros tubos de ferro e aço 4
24.4 Metalurgia dos metais não ferrosos
24.41-5 Metalurgia do alumínio e suas ligas 4
24.42-3 Metalurgia dos metais preciosos 4
24.43-1 Metalurgia do cobre 4
24.49-1 Metalurgia dos metais não ferrosos e suas ligas não especificados anteriormente 4
24.5 Fundição
24.51-2 Fundição de ferro e aço 4
24.52-1 Fundição de metais não ferrosos e suas ligas 4
25 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE METAL, EXCETO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
25.1 Fabricação de estruturas metálicas e obras de caldeiraria pesada
25.11-0 Fabricação de estruturas metálicas 4
25.12-8 Fabricação de esquadrias de metal 3
25.13-6 Fabricação de obras de caldeiraria pesada 3
25.2 Fabricação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras
25.21-7 Fabricação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras para aquecimento central 3
25.22-5 Fabricação de caldeiras geradoras de vapor, exceto para aquecimento central e para veículos 3
25.3 Forjaria, estamparia, metalurgia do pó e serviços de tratamento de metais
25.31-4 Produção de forjados de aço e de metais não ferrosos e suas ligas 4
25.32-2 Produção de artefatos estampados de metal; metalurgia do pó 4
25.39-0 Serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento em metais 4
25.4 Fabricação de artigos de cutelaria, de serralheria e ferramentas
25.41-1 Fabricação de artigos de cutelaria 3
25.42-0 Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias 3
25.43-8 Fabricação de ferramentas 3
25.5 Fabricação de equipamento bélico pesado, armas de fogo e munições
25.50-1 Fabricação de equipamento bélico pesado, armas de fogo e munições 4
25.9 Fabricação de produtos de metal não especificados anteriormente
25.91-8 Fabricação de embalagens metálicas 3
1

2
Grau de risco alterado pela Portaria nº 128, de 11-12-2009. DOU de 14-12-2009.
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

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25.92-6 Fabricação de produtos de trefilados de metal 4
25.93-4 Fabricação de artigos de metal para uso doméstico e pessoal 3
25.99-3 Fabricação de produtos de metal não especificados anteriormente 3
26 FABRICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA, PRODUTOS ELETRÔNICOS E ÓPTICOS
26.1 Fabricação de componentes eletrônicos
26.10-8 Fabricação de componentes eletrônicos 3
26.2 Fabricação de equipamentos de informática e periféricos
26.21-3 Fabricação de equipamentos de informática 3
26.22-1 Fabricação de periféricos para equipamentos de informática 3
26.3 Fabricação de equipamentos de comunicação
26.31-1 Fabricação de equipamentos transmissores de comunicação 3
26.32-9 Fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação 3
26.4 Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo
26.40-0 Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo 3
26.5 Fabricação de aparelhos e instrumentos de medida, teste e controle; cronômetros e relógios
26.51-5 Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle 3
26.52-3 Fabricação de cronômetros e relógios 3
26.6 Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação
26.60-4 Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação 3
26.7 Fabricação de equipamentos e instrumentos ópticos, fotográficos e cinematográficos
26.70-1 Fabricação de equipamentos e instrumentos ópticos, fotográficos e cinematográficos 3
26.8 Fabricação de mídias virgens, magnéticas e ópticas
26.80-9 Fabricação de mídias virgens, magnéticas e ópticas 3
27 FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS, APARELHOS E MATERIAIS ELÉTRICOS
27.1 Fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos
27.10-4 Fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos 3
27.2 Fabricação de pilhas, baterias e acumuladores elétricos
27.21-0 Fabricação de pilhas, baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos automotores 3
27.22-8 Fabricação de baterias e acumuladores para veículos automotores 3
27.3 Fabricação de equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica
27.31-7 Fabricação de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica 3
27.32-5 Fabricação de material elétrico para instalações em circuito de consumo 3
27.33-3 Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados 3
27.4 Fabricação de lâmpadas e outros equipamentos de iluminação
27.40-6 Fabricação de lâmpadas e outros equipamentos de iluminação 3
27.5 Fabricação de eletrodomésticos
27.51-1 Fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico 3
27.59-7 Fabricação de aparelhos eletrodomésticos não especificados anteriormente 3
27.9 Fabricação de equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente
27.90-2 Fabricação de equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente 3
28 FABRICAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
28.1 Fabricação de motores, bombas, compressores e equipamentos de transmissão
28.11-9 Fabricação de motores e turbinas, exceto para aviões e veículos rodoviários 3
28.12-7 Fabricação de equipamentos hidráulicos e pneumáticos, exceto válvulas 3
28.13-5 Fabricação de válvulas, registros e dispositivos semelhantes 3
28.14-3 Fabricação de compressores 3
28.15-1 Fabricação de equipamentos de transmissão para fins industriais 3
28.2 Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral
28.21-6 Fabricação de aparelhos e equipamentos para instalações térmicas 3
28.22-4 Fabricação de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de cargas e pessoas 3
28.23-2 Fabricação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para usoindustrial e comercial 3
28.24-1 Fabricação de aparelhos e equipamentos de ar-condicionado 3
28.25-9 Fabricação de máquinas e equipamentos para saneamento básico e ambiental 3
28.29-1 Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente 3
28.3 Fabricação de tratores e de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária
28.31-3 Fabricação de tratores agrícolas 3
28.32-1 Fabricação de equipamentos para irrigação agrícola 3
28.33-0 Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, exceto para irrigação 3
28.4 Fabricação de máquinas-ferramenta
28.40-2 Fabricação de máquinas-ferramenta 3
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

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28.5 Fabricação de máquinas e equipamentos de uso na extração mineral e na construção
28.51-8 Fabricação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo 3
28.52-6 Fabricação de outras máquinas e equipamentos para uso na extração mineral, exceto na extração de petróleo 3
28.53-4 Fabricação de tratores, exceto agrícolas 3
28.54-2 Fabricação de máquinas e equipamentos para terraplenagem, pavimentação e construção, exceto tratores 3
28.6 Fabricação de máquinas e equipamentos de uso industrial específico
28.61-5 Fabricação de máquinas para a indústria metalúrgica, exceto máquinas-ferramenta 3
28.62-3 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de alimentos, bebidas e fumo 3
28.63-1 Fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria têxtil 3
28.64-0 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias do vestuário, do couro e de calçados 3
28.65-8 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de celulose, papel e papelão e artefatos 3
28.66-6 Fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico 3
28.69-1 Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente 3
29 FABRICAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES, REBOQUES E CARROCERIAS
29.1 Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários
29.10-7 Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários 3
29.2 Fabricação de caminhões e ônibus
29.20-4 Fabricação de caminhões e ônibus 3
29.3 Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para veículos automotores
29.30-1 Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para veículos automotores 3
29.4 Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores
29.41-7 Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores 3
29.42-5 Fabricação de peças e acessórios para os sistemas de marcha e transmissão de veículos automotores 3
29.43-3 Fabricação de peças e acessórios para o sistema de freios de veículos automotores 3
29.44-1 Fabricação de peças e acessórios para o sistema de direção e suspensão de veículos automotores 3
29.45-0 Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias 3
29.49-2 Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores não especificados anteriormente 3
29.5 Recondicionamento e recuperação de motores para veículos automotores
29.50-6 Recondicionamento e recuperação de motores para veículos automotores 3
30 FABRICAÇÃO DE OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRANSPORTE, EXCETO VEÍCULOS AUTOMOTORES
30.1 Construção de embarcações
30.11-3 Construção de embarcações e estruturas flutuantes 3
30.12-1 Construção de embarcações para esporte e lazer 3
30.3 Fabricação de veículos ferroviários
30.31-8 Fabricação de locomotivas, vagões e outros materiais rodantes 3
30.32-6 Fabricação de peças e acessórios para veículos ferroviários 3
30.4 Fabricação de aeronaves
30.41-5 Fabricação de aeronaves 3
30.42-3 Fabricação de turbinas, motores e outros componentes e peças para aeronaves 3
30.5 Fabricação de veículos militares de combate
30.50-4 Fabricação de veículos militares de combate 3
30.9 Fabricação de equipamentos de transporte não especificados anteriormente
30.91-1 Fabricação de motocicletas 3
30.92-0 Fabricação de bicicletas e triciclos não motorizados 3
30.99-7 Fabricação de equipamentos de transporte não especificados anteriormente 3
31 FABRICAÇÃO DE MÓVEIS
31.0 Fabricação de móveis
31.01-2 Fabricação de móveis com predominância de madeira 3
31.02-1 Fabricação de móveis com predominância de metal 3
31.03-9 Fabricação de móveis de outros materiais, exceto madeira e metal 3
31.04-7 Fabricação de colchões 2
32 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DIVERSOS
32.1 Fabricação de artigos de joalheria, bijuteria e semelhantes
32.11-6 Lapidação de gemas e fabricação de artefatos de ourivesaria e joalheria 3
32.12-4 Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes 3
32.2 Fabricação de instrumentos musicais
32.20-5 Fabricação de instrumentos musicais 3
32.3 Fabricação de artefatos para pesca e esporte
32.30-2 Fabricação de artefatos para pesca e esporte 3
32.4 Fabricação de brinquedos e jogos recreativos
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

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32.40-0 Fabricação de brinquedos e jogos recreativos 3
32.5 Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos
32.50-7 Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos 3
32.9 Fabricação de produtos diversos
32.91-4 Fabricação de escovas, pincéis e vassouras 3
32.92-2 Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança e proteção pessoal e profissional 3
32.99-0 Fabricação de produtos diversos não especificados anteriormente 3
33 MANUTENÇÃO, REPARAÇÃO E INSTALAÇÃO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
33.1 Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos
33.11-2 Manutenção e reparação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos 3
33.12-1 Manutenção e reparação de equipamentos eletrônicos e ópticos 3
33.13-9 Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos elétricos 3
33.14-7 Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos da indústria mecânica 3
33.15-5 Manutenção e reparação de veículos ferroviários 3
33.16-3 Manutenção e reparação de aeronaves 3
33.17-1 Manutenção e reparação de embarcações 3
33.19-8 Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente 3
33.2 Instalação de máquinas e equipamentos
33.21-0 Instalação de máquinas e equipamentos industriais 3
33.29-5 Instalação de equipamentos não especificados anteriormente 3

D)  ELETRICIDADE E GÁS

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35 ELETRICIDADE, GÁS E OUTRAS UTILIDADES
35.1 Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica
35.11-5 Geração de energia elétrica 3
35.12-3 Transmissão de energia elétrica 3
35.13-1 Comércio atacadista de energia elétrica 3
35.14-0 Distribuição de energia elétrica 3
35.2 Produção e distribuição de combustíveis gasosos por redes urbanas
35.20-4 Produção de gás; processamento de gás natural; distribuição de combustíveis gasosos por redes urbanas 3
35.3 Produção e distribuição de vapor, água quente e ar-condicionado
35.30-1 Produção e distribuição de vapor, água quente e ar-condicionado 3

E)  ÁGUA, ESGOTO, ATIVIDADES DE GESTÃO DE RESÍDUOS E DESCONTAMINAÇÃO

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36 CAPTAÇÃO, TRATAMENTO E DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
36.0 Captação, tratamento e distribuição de água
36.00-6 Captação, tratamento e distribuição de água 3
37 ESGOTO E ATIVIDADES RELACIONADAS
37.0 Esgoto e atividades relacionadas
37.01-1 Gestão de redes de esgoto 3
37.02-9 Atividades relacionadas a esgoto, exceto a gestão de redes 3
38 COLETA, TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS; RECUPERAÇÃO DE MATERIAIS
38.1 Coleta de resíduos
38.11-4 Coleta de resíduos não perigosos 3
38.12-2 Coleta de resíduos perigosos 3
38.2 Tratamento e disposição de resíduos
38.21-1 Tratamento e disposição de resíduos não perigosos 3
38.22-0 Tratamento e disposição de resíduos perigosos 3
38.3 Recuperação de materiais
38.31-9 Recuperação de materiais metálicos 3
38.32-7 Recuperação de materiais plásticos 3
38.39-4 Recuperação de materiais não especificados anteriormente 3
39 DESCONTAMINAÇÃO E OUTROS SERVIÇOS DE GESTÃO DE RESÍDUOS
39.0 Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos
39.00-5 Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos 3
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F) CONSTRUÇÃO

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41 CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS
41.1 Incorporação de empreendimentos imobiliários
41.10-7 Incorporação de empreendimentos imobiliários 1
41.2 Construção de edifícios
41.20-4 Construção de edifícios 3
42 OBRAS DE INFRAESTRUTURA
42.1 Construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais
42.11-1 Construção de rodovias e ferrovias 4
42.12-0 Construção de obras de arte especiais 4
42.13-8 Obras de urbanização – ruas, praças e calçadas 3
42.2 Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos
42.21-9 Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações 4
42.22-7 Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas 4
42.23-5 Construção de redes de transportes por dutos, exceto para água e esgoto 4
42.9 Construção de outras obras de infraestrutura
42.91-0 Obras portuárias, marítimas e fluviais 4
42.92-8 Montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas 4
42.99-5 Obras de engenharia civil não especificadas anteriormente 3
43 SERVIÇOS ESPECIALIZADOS PARA CONSTRUÇÃO
43.1 Demolição e preparação do terreno
43.11-8 Demolição e preparação de canteiros de obras 4
43.12-6 Perfurações e sondagens 4
43.13-4 Obras de terraplenagem 3
43.19-3 Serviços de preparação do terreno não especificados anteriormente 3
43.2 Instalações elétricas, hidráulicas e outras instalações em construções
43.21-5 Instalações elétricas 3
43.22-3 Instalações hidráulicas, de sistemas de ventilação e refrigeração 3
43.29-1 Obras de instalações em construções não especificadas anteriormente 3
43.3 Obras de acabamento
43.30-4 Obras de acabamento 3
43.9 Outros serviços especializados para construção
43.91-6 Obras de fundações 4
43.99-1 Serviços especializados para construção não especificados anteriormente 3

G)  COMÉRCIO; REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS

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45 COMÉRCIO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETAS
45.1 Comércio de veículos automotores
45.11-1 Comércio a varejo e por atacado de veículos automotores 2
45.12-9 Representantes comerciais e agentes do comércio de veículos automotores 2
45.2 Manutenção e reparação de veículos automotores
45.20-0 Manutenção e reparação de veículos automotores 3
45.3 Comércio de peças e acessórios para veículos automotores
45.30-7 Comércio de peças e acessórios para veículos automotores 2
45.4 Comércio, manutenção e reparação de motocicletas, peças e acessórios
45.41-2 Comércio por atacado e a varejo de motocicletas, peças e acessórios 2
45.42-1 Representantes comerciais e agentes do comércio de motocicletas, peças e acessórios 2
45.43-9 Manutenção e reparação de motocicletas 3
46 COMÉRCIO POR ATACADO, EXCETO VEÍCULOS AUTOMOTORES E MOTOCICLETA S
46.1 Representantes comerciais e agentes do comércio, exceto de veículos automotores e motocicletas
46.11-7 Representantes comerciais e agentes do comércio de matérias-primas agrícolas e animais vivos 2
46.12-5 Representantes comerciais e agentes do comércio de combustíveis, minerais, produtos siderúrgicos e químicos 2
46.13-3 Representantes comerciais e agentes do comércio de madeira, material de construção e ferragens 2
46.14-1 Representantes comerciais e agentes do comércio de máquinas, equipamentos, embarcações e aeronaves 2
46.15-0 Representantes comerciais e agentes do comércio de eletrodomésticos, móveis e artigos de uso doméstico 2
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46.16-8 Representantes comerciais e agentes do comércio de têxteis, vestuário, calçados e artigos de viagem 2
46.17-6 Representantes comerciais e agentes do comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo 2
46.18-4 Representantes comerciais e agentes do comércio especializado em produtos não especificados anteriormente 2
46.19-2 Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado 2
46.2 Comércio atacadista de matérias-primas agrícolas e animais vivos
46.21-4 Comércio atacadista de café em grão 2
46.22-2 Comércio atacadista de soja 2
46.23-1 Comércio atacadista de animais vivos, alimentos para animais e matérias-primas agrícolas, exceto café e soja 2
46.3 Comércio atacadista especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo
46.31-1 Comércio atacadista de leite e laticínios 2
46.32-0 Comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados, farinhas, amidos e féculas 2
46.33-8 Comércio atacadista de hortifrutigranjeiros 2
46.34-6 Comércio atacadista de carnes, produtos da carne e pescado 2
46.35-4 Comércio atacadista de bebidas 2
46.36-2 Comércio atacadista de produtos do fumo 2
46.37-1 Comércio atacadista especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente 2
46.39-7 Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral 2
46.4 Comércio atacadista de produtos de consumo não alimentar
46.41-9 Comércio atacadista de tecidos, artefatos de tecidos e de armarinho 2
46.42-7 Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios 2
46.43-5 Comércio atacadista de calçados e artigos de viagem 2
46.44-3 Comércio atacadista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário 2
46.45-1 Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico 2
46.46-0 Comércio atacadista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 2
46.47-8 Comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria; livros, jornais e outras publicações 2
46.49-4 Comércio atacadista de equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente 2
46.5 Comércio atacadista de equipamentos e produtos de tecnologias de informação e comunicação
46.51-6 Comércio atacadista de computadores, periféricos e suprimentos de informática 3
46.52-4 Comércio atacadista de componentes eletrônicos e equipamentos de telefonia ecomunicação 3
46.6 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos, exceto de tecnologias de informação e comunicação
46.61-3 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso agropecuário; partes e peças 3
46.62-1 Comércio atacadista de máquinas, equipamentos para terraplenagem, mineraçãoe construção; partes e peças 3
46.63-0 Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso industrial; partes e peças 3
46.64-8 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso odonto-médico-hospitalar; partes e peças 3
46.65-6 Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso comercial; partes e peças 3
46.69-9 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos não especificados anteriormente; partes e peças 3
46.7 Comércio atacadista de madeira, ferragens, ferramentas, material elétrico e material de construção
46.71-1 Comércio atacadista de madeira e produtos derivados 3
46.72-9 Comércio atacadista de ferragens e ferramentas 3
46.73-7 Comércio atacadista de material elétrico 3
46.74-5 Comércio atacadista de cimento 3
46.79-6 Comércio atacadista especializado de materiais de construção não especificados anteriormente e de materiais de 3
construção em geral
46.8 Comércio atacadista especializado em outros produtos
46.81-8 Comércio atacadista de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, exceto gás natural e GLP 3
46.82-6 Comércio atacadista de gás liquefeito de petróleo (GLP) 3
46.83-4 Comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo 3
46.84-2 Comércio atacadista de produtos químicos e petroquímicos, exceto agroquímicos 3
46.85-1 Comércio atacadista de produtos siderúrgicos e metalúrgicos, exceto para construção 3
46.86-9 Comércio atacadista de papel e papelão em bruto e de embalagens 3
46.87-7 Comércio atacadista de resíduos e sucatas 3
46.89-3 Comércio atacadista especializado de outros produtos intermediários não especificados anteriormente 3
46.9 Comércio atacadista não especializado
46.91-5 Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios 2
46.92-3 Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de insumos agropecuários 2
46.93-1 Comércio atacadista de mercadorias em geral, sem predominância de alimentos ou de insumos agropecuários 2
47 COMÉRCIO VAREJISTA
47.1 Comércio varejista não especializado
47.11-3 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e 2
supermercados
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47.12-1 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e 2
armazéns
47.13-0 Comércio varejista de mercadorias em geral, sem predominância de produtos alimentícios 2
47.2 Comércio varejista de produtos alimentícios, bebidas e fumo
47.21-1 Comércio varejista de produtos de padaria, laticínio, doces, balas e semelhantes 2
47.22-9 Comércio varejista de carnes e pescados – açougues e peixarias 3
47.23-7 Comércio varejista de bebidas 2
47.24-5 Comércio varejista de hortifrutigranjeiros 2
47.29-6 Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados 2
anteriormente; produtos do fumo
47.3 Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores
47.31-8 Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores 3
47.32-6 Comércio varejista de lubrificantes 3
47.4 Comércio varejista de material de construção
47.41-5 Comércio varejista de tintas e materiais para pintura 2
47.42-3 Comércio varejista de material elétrico 1
47.43-1 Comércio varejista de vidros 2
47.44-0 Comércio varejista de ferragens, madeira e materiais de construção 2
47.5 Comércio varejista de equipamentos de informática e comunicação; equipamentos e artigos de uso doméstico
47.51-2 Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática 1
47.52-1 Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação 1
47.53-9 Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo 1
47.54-7 Comércio varejista especializado de móveis, colchoaria e artigos de iluminação 1
47.55-5 Comércio varejista especializado de tecidos e artigos de cama, mesa e banho 1
47.56-3 Comércio varejista especializado de instrumentos musicais e acessórios 1
47.57-1 Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto 1
informática e comunicação
47.59-8 Comércio varejista de artigos de uso doméstico não especificados anteriormente 1
47.6 Comércio varejista de artigos culturais, recreativos e esportivos
47.61-0 Comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria 1
47.62-8 Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas 1
47.63-6 Comércio varejista de artigos recreativos e esportivos 1
47.7 Comércio varejista de produtos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos e artigos médicos, ópticos e ortopédicos
47.71-7 Comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário 2
47.72-5 Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal 1
47.73-3 Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos 1
47.74-1 Comércio varejista de artigos de óptica 1
47.8 Comércio varejista de produtos novos não especificados anteriormente e de produtos usados
47.81-4 Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios 1
47.82-2 Comércio varejista de calçados e artigos de viagem 1
47.83-1 Comércio varejista de joias e relógios 1
47.84-9 Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP) 3
47.85-7 Comércio varejista de artigos usados 2
47.89-0 Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente 1
47.9 Comércio ambulante e outros tipos de comércio varejista
47.90-3 Comércio ambulante e outros tipos de comércio varejista 2

H)  TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


49 TRANSPORTE TERRESTRE
49.1 Transporte ferroviário e metroferroviário
49.11-6 Transporte ferroviário de carga 3
49.12-4 Transporte metroferroviário de passageiros 3
49.2 Transporte rodoviário de passageiros
49.21-3 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal e em região metropolitana 3
49.22-1 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, interestadual e internacional 3
49.23-0 Transporte rodoviário de táxi 3
49.24-8 Transporte escolar 3
49.29-9 Transporte rodoviário coletivo de passageiros, sob regime de fretamento, e outros transportes rodoviários não 3
especificados anteriormente
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


49.3 Transporte rodoviário de carga
49.30-2 Transporte rodoviário de carga 3
49.4 Transporte dutoviário
49.40-0 Transporte dutoviário 3
49.5 Trens turísticos, teleféricos e similares
49.50-7 Trens turísticos, teleféricos e similares 3
50 TRANSPORTE AQUAVIÁRIO
50.1 Transporte marítimo de cabotagem e longo curso
50.11-4 Transporte marítimo de cabotagem 3
50.12-2 Transporte marítimo de longo curso 3
50.2 Transporte por navegação interior
50.21-1 Transporte por navegação interior de carga 3
50.22-0 Transporte por navegação interior de passageiros em linhas regulares 3
50.3 Navegação de apoio
50.30-1 Navegação de apoio 3
50.9 Outros transportes aquaviários
50.91-2 Transporte por navegação de travessia 3
50.99-8 Transportes aquaviários não especificados anteriormente 3
51 TRANSPORTE AÉREO
51.1 Transporte aéreo de passageiros
51.11-1 Transporte aéreo de passageiros regular 3
51.12-9 Transporte aéreo de passageiros não regular 3
51.2 Transporte aéreo de carga
51.20-0 Transporte aéreo de carga 3
51.3 Transporte espacial
51.30-7 Transporte espacial 3
52 ARMAZENAMENTO E ATIVIDADES AUXILIARES DOS TRANSPORTES
52.1 Armazenamento, carga e descarga
52.11-7 Armazenamento 3
52.12-5 Carga e descarga 3
52.2 Atividades auxiliares dos transportes terrestres
52.21-4 Concessionárias de rodovias, pontes, túneis e serviços relacionados 3
52.22-2 Terminais rodoviários e ferroviários 3
52.23-1 Estacionamento de veículos 3
52.29-0 Atividades auxiliares dos transportes terrestres não especificadas anteriormente 3
52.3 Atividades auxiliares dos transportes aquaviários
52.31-1 Gestão de portos e terminais 3
52.32-0 Atividades de agenciamento marítimo 3
52.39-7 Atividades auxiliares dos transportes aquaviários não especificadas anteriormente 3
52.4 Atividades auxiliares dos transportes aéreos
52.40-1 Atividades auxiliares dos transportes aéreos 3
52.5 Atividades relacionadas à organização do transporte de carga
52.50-8 Atividades relacionadas à organização do transporte de carga 3
53 CORREIO E OUTRAS ATIVIDADES DE ENTREGA
53.1 Atividades de Correio
53.10-5 Atividades de Correio 2
53.2 Atividades de malote e de entrega
53.20-2 Atividades de malote e de entrega 2

I)  ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


55 ALOJAMENTO
55.1 Hotéis e similares
55.10-8 Hotéis e similares 2
55.9 Outros tipos de alojamento não especificados anteriormente
55.90-6 Outros tipos de alojamento não especificados anteriormente 2
56 ALIMENTAÇÃO
56.1 Restaurantes e outros serviços de alimentação e bebidas
56.11-2 Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas 2
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


56.12-1 Serviços ambulantes de alimentação 2
56.2 Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada
56.20-1 Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada 2

J)  INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


58 EDIÇÃO E EDIÇÃO INTEGRADA À IMPRESSÃO
58.1 Edição de livros, jornais, revistas e outras atividades de edição
58.11-5 Edição de livros 3
58.12-3 Edição de jornais 3
58.13-1 Edição de revistas 3
58.19-1 Edição de cadastros, listas e outros produtos gráficos 3
58.2 Edição integrada à impressão de livros, jornais, revistas e outras publicações
58.21-2 Edição integrada à impressão de livros 3
58.22-1 Edição integrada à impressão de jornais 3
58.23-9 Edição integrada à impressão de revistas 3
58.29-8 Edição integrada à impressão de cadastros, listas e outros produtos gráficos 3
59 ATIVIDADES CINEMATOGRÁFICAS, PRODUÇÃO DE VÍDEOS E DE PROGRAMAS DE TELEVISÃO; GRAVAÇÃO DE SOM E EDIÇÃO DE MÚSICA
59.1 Atividades cinematográficas, produção de vídeos e de programas de televisão
59.11-1 Atividades de produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão 2
59.12-0 Atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão 2
59.13-8 Distribuição cinematográfica, de vídeo e de programas de televisão 2
59.14-6 Atividades de exibição cinematográfica 2
59.2 Atividades de gravação de som e de edição de música
59.20-1 Atividades de gravação de som e de edição de música 2
60 ATIVIDADES DE RÁDIO E DE TELEVISÃO
60.1 Atividades de rádio
60.10-1 Atividades de rádio 2
60.2 Atividades de televisão
60.21-7 Atividades de televisão aberta 2
60.22-5 Programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura 2
61 TELECOMUNICAÇÕES
61.1 Telecomunicações por fio
61.10-8 Telecomunicações por fio 2
61.2 Telecomunicações sem fio
61.20-5 Telecomunicações sem fio 2
61.3 Telecomunicações por satélite
61.30-2 Telecomunicações por satélite 2
61.4 Operadoras de televisão por assinatura
61.41-8 Operadoras de televisão por assinatura por cabo 2
61.42-6 Operadoras de televisão por assinatura por microondas 2
61.43-4 Operadoras de televisão por assinatura por satélite 2
61.9 Outras atividades de telecomunicações
61.90-6 Outras atividades de telecomunicações 2
62 ATIVIDADES DOS SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
62.0 Atividades dos serviços de tecnologia da informação
62.01-5 Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda 2
62.02-3 Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador customizáveis 2
62.03-1 Desenvolvimento e licenciamento de programas de computador não customizáveis 2
62.04-0 Consultoria em tecnologia da informação 2
62.09-1 Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação 2
63 ATIVIDADES DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO
63.1 Tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas
63.11-9 Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet 2
63.19-4 Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet 2
63.9 Outras atividades de prestação de serviços de informação
63.91-7 Agências de notícias 2
63.99-2 Outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas anteriormente 2
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

K)  ATIVIDADES FINANCEIRAS, DE SEGUROS E SERVIÇOS RELACIONADOS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


64 ATIVIDADES DE SERVIÇOS FINANCEIROS
64.1 Banco Central 1
64.10-7 Banco Central 1
64.2 Intermediação monetária – depósitos à vista
64.21-2 Bancos comerciais 1
64.22-1 Bancos múltiplos, com carteira comercial 1
64.23-9 Caixas econômicas 1
64.24-7 Crédito cooperativo 1
64.3 Intermediação não monetária – outros instrumentos de captação
64.31-0 Bancos múltiplos, sem carteira comercial 1
64.32-8 Bancos de investimento 1
64.33-6 Bancos de desenvolvimento 1
64.34-4 Agências de fomento 1
64.35-2 Crédito imobiliário 1
64.36-1 Sociedades de crédito, financiamento e investimento – financeiras 1
64.37-9 Sociedades de crédito ao microempreendedor 1
64.38-7 Bancos de câmbio e outras instituições de intermediação não monetária 1
64.4 Arrendamento mercantil
64.40-9 Arrendamento mercantil 1
64.5 Sociedades de capitalização
64.50-6 Sociedades de capitalização 1
64.6 Atividades de sociedades de participação
64.61-1 Holdings de instituições financeiras 1
64.62-0 Holdings de instituições não financeiras 1
64.63-8 Outras sociedades de participação, exceto holdings 1
64.7 Fundos de investimento
64.70-1 Fundos de investimento 1
64.9 Atividades de serviços financeiros não especificadas anteriormente
64.91-3 Sociedades de fomento mercantil – factoring 1
64.92-1 Securitização de créditos 1
64.93-0 Administração de consórcios para aquisição de bens e direitos 1
64.99-9 Outras atividades de serviços financeiros não especificadas anteriormente 1
65 SEGUROS, RESSEGUROS, PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E PLANOS DE SAÚDE
65.1 Seguros de vida e não vida
65.11-1 Seguros de vida 1
65.12-0 Seguros não vida 1
65.2 Seguros-saúde
65.20-1 Seguros-saúde 1
65.3 Resseguros
65.30-8 Resseguros 1
65.4 Previdência complementar
65.41-3 Previdência complementar fechada 1
65.42-1 Previdência complementar aberta 1
65.5 Planos de saúde
65.50-2 Planos de saúde 1
66 ATIVIDADES AUXILIARES DOS SERVIÇOS FINANCEIROS, SEGUROS, PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR E PLANOS DE SAÚDE
66.1 Atividades auxiliares dos serviços financeiros
66.11-8 Administração de bolsas e mercados de balcão organizados 1
66.12-6 Atividades de intermediários em transações de títulos, valores mobiliários e mercadorias 1
66.13-4 Administração de cartões de crédito 1
66.19-3 Atividades auxiliares dos serviços financeiros não especificadas anteriormente 1
66.2 Atividades auxiliares dos seguros, da previdência complementar e dos planos de saúde
66.21-5 Avaliação de riscos e perdas 1
66.22-3 Corretores e agentes de seguros, de planos de previdência complementar e de saúde 1
66.29-1 Atividades auxiliares dos seguros, da previdência complementar e dos planos de saúde não especificadas anteriormente 1
66.3 Atividades de administração de fundos por contrato ou comissão
66.30-4 Atividades de administração de fundos por contrato ou comissão 1
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

L)  ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


68 ATIVIDADES IMOBILIÁRIAS
68.1 Atividades imobiliárias de imóveis próprios
68.10-2 Atividades imobiliárias de imóveis próprios 1
68.2 Atividades imobiliárias por contrato ou comissão
68.21-8 Intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis 1
68.22-6 Gestão e administração da propriedade imobiliária 1

M)  ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CIENTÍFICAS E TÉCNICAS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


69 ATIVIDADES JURÍDICAS, DE CONTABILIDADE E DE AUDITORIA
69.1 Atividades jurídicas
69.11-7 Atividades jurídicas, exceto cartórios 1
69.12-5 Cartórios 1
69.2 Atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária
69.20-6 Atividades de contabilidade, consultoria e auditoria contábil e tributária 1
70 ATIVIDADES DE SEDES DE EMPRESAS E DE CONSULTORIA EM GESTÃO EMPRESARIAL
70.1 Sedes de empresas e unidades administrativas locais
70.10-7 Sedes de empresas e unidades administrativas locais 1
70.2 Atividades de consultoria em gestão empresarial
70.20-4 Atividades de consultoria em gestão empresarial 1
71 SERVIÇOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA; TESTES E ANÁLISES TÉCNICAS
71.1 Serviços de arquitetura e engenharia e atividades técnicas relacionadas
71.11-1 Serviços de arquitetura 1
71.12-0 Serviços de engenharia 1
71.19-7 Atividades técnicas relacionadas à arquitetura e engenharia 1
71.2 Testes e análises técnicas
71.20-1 Testes e análises técnicas 2
72 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO
72.1 Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais
72.10-0 Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais 2
72.2 Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas
72.20-7 Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas 2
73 PUBLICIDADE E PESQUISA DE MERCADO
73.1 Publicidade
73.11-4 Agências de publicidade 1
73.12-2 Agenciamento de espaços para publicidade, exceto em veículos de comunicação 1
73.19-0 Atividades de publicidade não especificadas anteriormente 1
73.2 Pesquisas de mercado e de opinião pública
73.20-3 Pesquisas de mercado e de opinião pública 1
74 OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS, CIENTÍFICAS E TÉCNICAS
74.1 Design e decoração de interiores
74.10-2 Design e decoração de interiores 1
74.2 Atividades fotográficas e similares
74.20-0 Atividades fotográficas e similares 2
74.9 Atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente
74.90-1 Atividades profissionais, científicas e técnicas não especificadas anteriormente 1
75 ATIVIDADES VETERINÁRIAS
75.0 Atividades veterinárias
75.00-1 Atividades veterinárias 3

N)  ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS E SERVIÇOS COMPLEMENTARES

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


77 ALUGUÉIS NÃO IMOBILIÁRIOS E GESTÃO DE ATIVOS INTANGÍVEIS NÃO FINANCEIROS
77.1 Locação de meios de transporte sem condutor
77.11-0 Locação de automóveis sem condutor 1
77.19-5 Locação de meios de transporte, exceto automóveis, sem condutor 1
77.2 Aluguel de objetos pessoais e domésticos
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


77.21-7 Aluguel de equipamentos recreativos e esportivos 1
77.22-5 Aluguel de fitas de vídeo, DVDs e similares 1
77.23-3 Aluguel de objetos do vestuário, jóias e acessórios 1
77.29-2 Aluguel de objetos pessoais e domésticos não especificados anteriormente 1
77.3 Aluguel de máquinas e equipamentos sem operador
77.31-4 Aluguel de máquinas e equipamentos agrícolas sem operador 1
77.32-2 Aluguel de máquinas e equipamentos para construção sem operador 1
77.33-1 Aluguel de máquinas e equipamentos para escritório 1
77.39-0 Aluguel de máquinas e equipamentos não especificados anteriormente 1
77.4 Gestão de ativos intangíveis não financeiros
77.40-3 Gestão de ativos intangíveis não financeiros 1
78 SELEÇÃO, AGENCIAMENTO E LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA
78.1 Seleção e agenciamento de mão de obra
78.10-8 Seleção e agenciamento de mão de obra 1
78.2 Locação de mão de obra temporária
78.20-5 Locação de mão de obra temporária 1
78.3 Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros
78.30-2 Fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros 1
79 AGÊNCIAS DE VIAGENS, OPERADORES TURÍSTICOS E SERVIÇOS DE RESERVAS
79.1 Agências de viagens e operadores turísticos
79.11-2 Agências de viagens 1
79.12-1 Operadores turísticos 1
79.9 Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente
79.90-2 Serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente
80 ATIVIDADES DE VIGILÂNCIA, SEGURANÇA E INVESTIGAÇÃO
80.1 Atividades de vigilância, segurança privada e transporte de valores
80.11-1 Atividades de vigilância e segurança privada 3
80.12-9 Atividades de transporte de valores 3
80.2 Atividades de monitoramento de sistemas de segurança
80.20-0 Atividades de monitoramento de sistemas de segurança 3
80.3 Atividades de investigação particular
80.30-7 Atividades de investigação particular 3
81 SERVIÇOS PARA EDIFÍCIOS E ATIVIDADES PAISAGÍSTICAS
81.1 Serviços combinados para apoio a edifícios
81.11-7 Serviços combinados para apoio a edifícios, exceto condomínios prediais 2
81.12-5 Condomínios prediais 2
81.2 Atividades de limpeza
81.21-4 Limpeza em prédios e em domicílios 3
81.22-2 Imunização e controle de pragas urbanas 3
81.29-0 Atividades de limpeza não especificadas anteriormente 3
81.3 Atividades paisagísticas
81.30-3 Atividades paisagísticas 1
82 SERVIÇOS DE ESCRITÓRIO, DE APOIO ADMINISTRATIVO E OUTROS SERVIÇOS PRESTADOS ÀS EMPRESAS
82.1 Serviços de escritório e apoio administrativo
82.11-3 Serviços combinados de escritório e apoio administrativo 1
82.19-9 Fotocópias, preparação de documentos e outros serviços especializados de apoio administrativo 2
82.2 Atividades de teleatendimento
82.20-2 Atividades de teleatendimento 2
82.3 Atividades de organização de eventos, exceto culturais e esportivos
82.30-0 Atividades de organização de eventos, exceto culturais e esportivos 2
82.9 Outras atividades de serviços prestados principalmente às empresas
82.91-1 Atividades de cobrança e informações cadastrais 2
82.92-0 Envasamento e empacotamento sob contrato 2
82.99-7 Atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente 2

O)  ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


84 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DEFESA E SEGURIDADE SOCIAL
84.1 Administração do estado e da política econômica e social
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


84.11-6 Administração pública em geral 1
84.12-4 Regulação das atividades de saúde, educação, serviços culturais e outros serviços sociais 1
84.13-2 Regulação das atividades econômicas 1
84.2 Serviços coletivos prestados pela administração pública
84.21-3 Relações exteriores 1
84.22-1 Defesa 1
84.23-0 Justiça 1
84.24-8 Segurança e ordem pública 1
84.25-6 Defesa Civil 1
84.3 Seguridade social obrigatória
84.30-2 Seguridade social obrigatória 1

P) EDUCAÇÃO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


85 EDUCAÇÃO
85.1 Educação infantil e ensino fundamental
85.11-2 Educação infantil – creche 2
85.12-1 Educação infantil – pré-escola 2
85.13-9 Ensino fundamental 2
85.2 Ensino médio
85.20-1 Ensino médio 2
85.3 Educação superior
85.31-7 Educação superior – graduação 2
85.32-5 Educação superior – graduação e pós-graduação 2
85.33-3 Educação superior – pós-graduação e extensão 2
85.4 Educação profissional de nível técnico e tecnológico
85.41-4 Educação profissional de nível técnico 2
85.42-2 Educação profissional de nível tecnológico 2
85.5 Atividades de apoio à educação
85.50-3 Atividades de apoio à educação 2
85.9 Outras atividades de ensino
85.91-1 Ensino de esportes 2
85.92-9 Ensino de arte e cultura 2
85.93-7 Ensino de idiomas 2
85.99-6 Atividades de ensino não especificadas anteriormente 2

Q)  SAÚDE HUMANA E SERVIÇOS SOCIAIS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


86 ATIVIDADES DE ATENÇÃO À SAÚDE HUMANA
86.1 Atividades de atendimento hospitalar
86.10-1 Atividades de atendimento hospitalar 3
86.2 Serviços móveis de atendimento a urgências e de remoção de pacientes
86.21-6 Serviços móveis de atendimento a urgências 3
86.22-4 Serviços de remoção de pacientes, exceto os serviços móveis de atendimento a urgências 3
86.3 Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos
86.30-5 Atividades de atenção ambulatorial executadas por médicos e odontólogos 3
86.4 Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica
86.40-2 Atividades de serviços de complementação diagnóstica e terapêutica 3
86.5 Atividades de profissionais da área de saúde, exceto médicos e odontólogos
86.50-0 Atividades de profissionais da área de saúde, exceto médicos e odontólogos 2
86.6 Atividades de apoio à gestão de saúde
86.60-7 Atividades de apoio à gestão de saúde 1
86.9 Atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente
86.90-9 Atividades de atenção à saúde humana não especificadas anteriormente 1
87 ATIVIDADES DE ATENÇÃO À SAÚDE HUMANA INTEGRADAS COM ASSISTÊNCIA SOCIAL, PRESTADAS EM RESIDÊNCIAS COLETIVAS E PARTICULARES
87.1 Atividades de assistência a idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes, e de infraestrutura e apoio a
pacientes prestadas em residências coletivas e particulares
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


87.11-5 Atividades de assistência a idosos, deficientes físicos, imunodeprimidos e convalescentes prestadas em residências coletivas 1
e particulares
87.12-3 Atividades de fornecimento de infraestrutura de apoio e assistência a paciente no domicílio 1
87.2 Atividades de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência química
87.20-4 Atividades de assistência psicossocial e à saúde a portadores de distúrbios psíquicos, deficiência mental e dependência 1
química
87.3 Atividades de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares 1
87.30-1 Atividades de assistência social prestadas em residências coletivas e particulares 1
88 SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM ALOJAMENTO
88.0 Serviços de assistência social sem alojamento
88.00-6 Serviços de assistência social sem alojamento 1

R)  ARTES, CULTURA, ESPORTE E RECREAÇÃO

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


90 ATIVIDADES ARTÍSTICAS, CRIATIVAS E DE ESPETÁCULOS
90.0 Atividades artísticas, criativas e de espetáculos
90.01-9 Artes cênicas, espetáculos e atividades complementares 2
90.02-7 Criação artística 2
90.03-5 Gestão de espaços para artes cênicas, espetáculos e outras atividades artísticas 1
91 ATIVIDADES LIGADAS AO PATRIMÔNIO CULTURAL E AMBIENTAL
91.0 Atividades ligadas ao patrimônio cultural e ambiental
91.01-5 Atividades de bibliotecas e arquivos 2
91.02-3 Atividades de museus e de exploração, restauração artística e conservação de lugares e prédios históricos e atrações similares 2
91.03-1 Atividades de jardins botânicos, zoológicos, parques nacionais, reservas ecológicas e áreas de proteção ambiental 2
92 ATIVIDADES DE EXPLORAÇÃO DE JOGOS DE AZAR E APOSTAS
92.0 Atividades de exploração de jogos de azar e apostas
92.00-3 Atividades de exploração de jogos de azar e apostas 1
93 ATIVIDADES ESPORTIVAS E DE RECREAÇÃO E LAZER
93.1 Atividades esportivas
93.11-5 Gestão de instalações de esportes 1
93.12-3 Clubes sociais, esportivos e similares 2
93.13-1 Atividades de condicionamento físico 2
93.19-1 Atividades esportivas não especificadas anteriormente 2
93.2 Atividades de recreação e lazer
93.21-2 Parques de diversão e parques temáticos 2
93.29-8 Atividades de recreação e lazer não especificadas anteriormente 2

S)  OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


94 ATIVIDADES DE ORGANIZAÇÕES ASSOCIATIVAS
94.1 Atividades de organizações associativas patronais, empresariais e profissionais
94.11-1 Atividades de organizações associativas patronais e empresariais 1
94.12-0 Atividades de organizações associativas profissionais 1
94.2 Atividades de organizações sindicais
94.20-1 Atividades de organizações sindicais 1
94.3 Atividades de associações de defesa de direitos sociais
94.30-8 Atividades de associações de defesa de direitos sociais 1
94.9 Atividades de organizações associativas não especificadas anteriormente
94.91-0 Atividades de organizações religiosas 1
94.92-8 Atividades de organizações políticas 1
94.93-6 Atividades de organizações associativas ligadas à cultura e à arte 1
94.99-5 Atividades associativas não especificadas anteriormente 1
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-4

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


95 REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO E DE OBJETOS PESSOAIS E DOMÉSTICOS
95.1 Reparação e manutenção de equipamentos de informática e comunicação
95.11-8 Reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos 3
95.12-6 Reparação e manutenção de equipamentos de comunicação 3
95.2 Reparação e manutenção de objetos e equipamentos pessoais e domésticos
95.21-5 Reparação e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico 3
95.29-1 Reparação e manutenção de objetos e equipamentos pessoais e domésticos não especificados anteriormente 3
96 OUTRAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PESSOAIS
96.0 Outras atividades de serviços pessoais
96.01-7 Lavanderias, tinturarias e toalheiros 2
96.02-5 Cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza 2
96.03-3 Atividades funerárias e serviços relacionados 2
96.09-2 Atividades de serviços pessoais não especificadas anteriormente 2

T)  SERVIÇOS DOMÉSTICOS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


97 SERVIÇOS DOMÉSTICOS
97.0 Serviços domésticos
97.00-5 Serviços domésticos 2

U)  ORGANISMOS INTERNACIONAIS E OUTRAS INSTITUIÇÕES EXTRATERRITORIAIS

CÓDIGO DENOMINAÇÃO GRAU DE RISCO


99 ORGANISMOS INTERNACIONAIS E OUTRAS INSTITUIÇÕES EXTRATERRITORIAIS
99.0 Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais
99.00-8 Organismos internacionais e outras instituições extraterritoriais 1

NR-4 – QUADRO Nº 2

QUADRO II2
DIMENSIONAMENTO DOS SESMT


2
Quadro II com redação dada pela Portaria nº 34, de 11-12-1987. DOU de 16-12-1987.
NR-4 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

QUADRO III

QUADRO III

QUADRO IV

QUADRO VI
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

NR-5 – COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA4

NR-5 – QUADRO Nº 1
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QUADRO I1
Dimensionamento de CIPA
N° de
Acima de 10.000
Empregados no
0a 20 a 30 a 51 a 81 a 101 a 121 a 141 a 301 a 501 a 1.001 a 2.501 a 5.001 a para cada
GRUPOS 5
Estabelecimento
19 29 50 80 100 120 140 300 500 1.000 2.500 5.000 10.000 grupo de 2.500
NB de Membros
acrescentar
da CIPA
C-1 Efetivos 1 1 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 3 4 7 9 12 2
C-1a Efetivos 1 1 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 4 5 8 9 12 2
C-2 Efetivos 1 1 2 2 3 4 4 5 6 7 10 11 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 4 4 5 6 7 9 1
C-3 Efetivos 1 1 2 2 3 3 4 5 6 7 10 10 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 4 4 5 6 8 8 2
C-3a Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1
C-4 Efetivos 1 1 1 1 1 2 2 2 3 5 6 1
Suplentes 1 1 1 1 1 2 2 2 3 4 4 1
C-5 Efetivos 1 1 2 3 3 4 4 4 6 9 9 11 2
Suplentes 1 1 2 3 3 3 4 4 5 7 7 9 2
C-5a Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 6 7 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1
C-6 Efetivos 1 1 2 3 3 4 5 5 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 3 3 3 4 4 4 6 8 10 2
C-7 Efetivos 1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 3 4 4 1
C-7a Efetivos 1 1 2 2 3 3 4 5 6 8 9 10 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 4 5 7 8 8 2
C-8 Efetivos 1 1 2 2 3 3 4 5 6 7 8 10 1
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 4 4 5 6 8 1
C-9 Efetivos 1 1 1 2 2 2 3 5 6 7 1
Suplentes 1 1 1 2 2 2 3 4 4 5 1
C-10 Efetivos 1 1 2 2 3 3 4 4 5 8 9 10 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 4 4 6 7 8 2
C-11 Efetivos 1 1 2 3 3 4 4 5 6 9 10 12 2
Suplentes 1 1 2 3 3 3 3 4 4 7 8 10 2
C-12 Efetivos 1 1 2 3 3 4 4 5 7 8 9 10 2
Suplentes 1 1 2 3 3 3 3 4 6 6 7 8 2
C-13 Efetivos 1 1 3 3 3 3 4 5 6 9 11 13 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 4 5 7 8 10 2
C-14 Efetivos 1 1 2 2 3 4 4 5 6 9 11 11 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 4 4 5 7 9 9 2
C-14a Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 4 1
C-15 Efetivos 1 1 3 3 4 4 4 5 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 4 4 6 8 10 2
C-16 Efetivos 1 1 2 3 3 3 4 5 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 3 3 3 3 4 4 6 7 9 2
C-17 Efetivos 1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 4 5 7 8 10 2
C-18 Efetivos 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2
Suplentes 2 2 3 3 3 4 5 7 8 10 2

4
OBS.: Os membros efetivos e suplentes terão representantes dos empregadores e empregados.
As atividades econômicas integrantes dos grupos estão especificadas por CNAE nos Quadros II e III.
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

N° de
Acima de 10.000
Empregados no
0a 20 a 30 a 51 a 81 a 101 a 121 a 141 a 301 a 501 a 1.001 a 2.501 a 5.001 a para cada
GRUPOS 5
Estabelecimento
19 29 50 80 100 120 140 300 500 1.000 2.500 5.000 10.000 grupo de 2.500
NB de Membros
acrescentar
da CIPA
C-18a Efetivos 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2
Suplentes 3 3 3 3 3 4 5 7 9 12 2
C-19 Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 4 1
C-20 Efetivos 1 1 3 3 3 3 4 5 5 6 8 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 4 4 5 6 1
C-21 Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1
C-22 Efetivos 1 1 2 2 3 3 4 4 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 3 5 6 8 9 2
C-23 Efetivos 1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1
C-24 Efetivos 1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 4 4 5 7 8 10 2
C-24a Efetivos 1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 3 4 4 1
C-24b Efetivos 1 1 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2
Suplentes 1 1 3 3 3 3 3 3 4 7 9 12 2
C-24c Efetivos 1 1 2 2 2 2 4 5 7 7 1
Suplentes 1 1 1 1 2 2 4 5 7 7 1
C-24d Efetivos 1 1 2 2 2 3 4 5 7 9 1
Suplentes 1 1 1 1 2 2 4 5 7 9 1
C-25 Efetivos 1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1
C-26 Efetivos 1 2 3 4 5 1
Suplentes 1 2 3 3 4 1
C-27 Efetivos 1 1 2 3 4 5 6 6 1
Suplentes 1 1 2 3 3 4 5 5 1
C-28 Efetivos 1 1 2 3 4 5 6 6 1
Suplentes 1 1 2 3 4 5 5 5 1
C-29 Efetivos 1 2 3 4 5 1
Suplentes 1 2 3 3 4 1
C-30 Efetivos 1 1 1 2 4 4 4 5 7 8 9 10 2
Suplentes 1 1 1 2 3 3 4 4 6 7 8 9 1
C-31 Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1
C-32 Efetivos 1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1
C-33 Efetivos 1 1 1 1 2 3 4 5 1
Suplentes 1 1 1 1 2 3 3 4 1
C-34 Efetivos 1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2
Suplentes 1 1 2 2 3 3 3 4 5 7 8 9 2
C-35 Efetivos 1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1
Suplentes 1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1

NR-5 – QUADRO Nº 2

II2
Agrupamento de setores econômicos pela Classificação Nacional de Atividades
Econômicas – CNAE (versão 2.0), para dimensionamento da CIPA

C-1 – MINERAIS
05.00-3 06.00-0 07.10-3 07.21-9 07.22-7 07.23-5 07.24-3 07.25-1 07.29-4 08.10-0 08.91-6 08.92-4
08.93-2 08.99-1 09.10-6 09.90-4 19.10-1 23.20-6 23.91-5

2
Quadro com redação pela Portaria nº 14/2007.
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

C-1a – MINERAIS
19.21-7 19.22-5 19.31-4

C-2 – ALIMENTOS
10.11-2 10.12-1 10.13-9 10.20-1 10.31-7 10.32-5 10.33-3 10.41-4 10.42-2 10.43-1 10.51-1 10.52-0
10.53-8 10.61-9 10.62-7 10.63-5 10.64-3 10.65-1 10.66-0 10.69-4 10.71-6 10.72-4 10.81-3 10.82-1
10.91-1 10.92-9 10.93-7 10.94-5 10.95-3 10.96-1 10.99-6 11.11-9 11.12-7 11.13-5 11.21-6 11.22-4
12.10-7 12.20-4

C-3 – TÊXTEIS
13.11-1 13.12-0 13.13-8 13.14-6 13.21-9 13.22-7 13.23-5 13.40-5 13.59-6

C-3a – TÊXTEIS
13.30-8 13.51-1 13.52-9 13.53-7 13.54-5 13.59-6 14.21-5 14.22-3

C-4 – CONFECÇÃO
14.11-8 14.12-6 14.13-4 14.14-2 32.92-2

C-5 – CALÇADOS E SIMILARES


15.10-6 15.31-9 15.32-7 15.33-5 15.39-4 15.40-8

C-5a – CALÇADOS E SIMILARES


15.21-1 15.29-7

C-6 – MADEIRA
16.10-2 16.21-8 16.22-6 16.23-4 16.29-3 31.01-2

C-7 – PAPEL
17.31-1 17.32-0 17.33-8 17.41-9 17.42-7 17.49-4

C-7a – PAPEL
17.10-9 17.21-4 17.22-2

C-8 – GRÁFICOS
18.11-3 18.12-1 18.13-0 18.21-1 18.22-9 58.11-5 58.12-3 58.13-1 58.19-1 58.21-2 58.22-1 58.23-9
58.29-8 63.91-7

C-9 – SOM E IMAGEM


18.30-0 59.11-1 59.12-0 59.13-8 59.14-6 59.20-1 60.10-1 60.21-7 60.22-5 74.20-0 90.01-9 90.02-7
90.03-5

C-10 – QUÍMICOS
19.32-2 20.11-8 20.12-6 20.13-4 20.14-2 20.19-3 20.21-5 20.22-3 20.29-1 20.31-2 20.32-1 20.33-9
20.40-1 20.51-7 20.52-5 20.61-4 20.62-2 20.63-1 20.71-1 20.72-0 20.73-8 20.91-6 20.93-2 20.94-1
20.99-1 21.10-6 21.21-1 21.22-0 21.23-8 22.21-8 22.22-6 22.23-4 22.29-3 26.80-9 27.21-0 27.22-8
31.04-7

C-11 – BORRACHA
22.11-1 22.12-9 22.19-6

C-12 – NÃO METÁLICOS


23.11-7 23.12-5 23.19-2 23.30-3 23.41-9 23.42-7 23.49-4 23.92-3 23.99-1 32.11-6 38.32-7 38.39-4

C-13 – METÁLICOS
24.11-3 24.12-1 24.21-1 24.22-9 24.23-7 24.24-5 24.31-8 24.39-3 24.41-5 24.42-3 24.43-1 24.49-1
24.51-2 24.52-1 25.11-0 25.13-6 25.31-4 25.32-2 25.39-0 25.92-6

C-14 – EQUIPAMENTOS/MÁQUINAS E FERRAMENTAS


25.12-8 25.21-7 25.22-5 25.41-1 25.42-0 25.43-8 25.91-8 25.93-4 25.99-3 26.10-8 26.21-3 26.22-1
26.31-1 26.32-9 26.40-0 26.51-5 26.52-3 26.60-4 26.70-1 27.10-4 27.31-7 27.32-5 27.33-3 27.40-6
27.51-1 27.59-7 27.90-2 28.11-9 28.12-7 28.13-5 28.14-3 28.15-1 28.21-6 28.22-4 28.23-2 28.24-1
28.25-9 28.32-1 28.33-0 28.40-2 28.51-8 28.52-6 28.54-2 28.61-5 28.62-3 28.63-1 28.64-0 28.65-8
28.66-6 28.69-1 29.45-0 31.02-1 31.03-9 32.30-2 32.40-0 32.50-7 33.11-2 33.12-1 33.13-9 33.14-7
33.19-8 33.21-0 38.31-9 95.12-6 95.21-5

C-14a – EQUIPAMENTOS/MÁQUINAS E FERRAMENTAS


28.29-1 32.12-4 32.20-5 32.99-0 32.91-4 33.29-5 95.11-8
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

C-15 – EXPLOSIVOS E ARMAS


20.92-4 25.50-1

C-16 – VEÍCULOS
28.31-3 28.53-4 29.10-7 29.20-4 29.30-1 29.41-7 29.42-5 29.43-3 29.44-1 29.49-2 29.50-6 30.11-3
30.12-1 30.31-8 30.32-6 30.41-5 30.42-3 30.50-4 30.91-1 30.92-0 30.99-7 33.15-5 33.16-3 33.17-1
45.20-0 45.43-9

C-17 – ÁGUA E ENERGIA


35.11-5 35.12-3 35.13-1 35.14-0 35.20-4 35.30-1 36.00-6 37.01-1 37.02-9 38.11-4 38.12-2 38.21-1
38.22-0 39.00-5

C-18 – CONSTRUÇÃO
42.22-7 42.23-5 42.91-0 42.99-5 43.21-5 43.22-3 43.29-1 43.30-4 43.99-1

C-18a – CONSTRUÇÃO
41.20-4 42.11-1 42.12-0 42.13-8 42.21-9 42.92-8 43.11-8 43.12-6 43.13-4 43.19-3 43.91-6

C-19 – INTERMEDIÁRIOS DO COMÉRCIO


46.11-7 46.14-1 46.15-0 46.16-8 46.17-6 46.18-4 46.19-2

C-20 – COMÉRCIO ATACADISTA


46.13-3 46.21-4 46.22-2 46.23-1 46.31-1 46.32-0 46.33-8 46.34-6 46.35-4 46.36-2 46.37-1 46.39-7
46.41-9 46.42-7 46.43-5 46.44-3 46.45-1 46.47-8 46.49-4 46.51-6 46.52-4 46.61-3 46.62-1 46.63-0
46.64-8 46.65-6 46.69-9 46.71-1 46.72-9 46.73-7 46.74-5 46.79-6 46.85-1 46.86-9 46.89-3 46.91-5
46.92-3 46.93-1

C-21 – COMÉRCIO VAREJISTA


45.11-1 45.12-9 45.30-7 45.41-2 45.42-1 47.11-3 47.12-1 47.13-0 47.21-1 47.22-9 47.23-7 47.24-5
47.29-6 47.41-5 47.42-3 47.43-1 47.44-0 47.51-2 47.52-1 47.53-9 47.54-7 47.55-5 47.56-3 47.57-1
47.59-8 47.61-0 47.62-8 47.63-6 47.71-7 47.72-5 47.73-3 47.74-1 47.81-4 47.82-2 47.83-1 47.85-7
47.89-0 47.90-3

C-22 – COMÉRCIO DE PRODUTOS PERIGOSOS


46.12-5 46.46-0 46.81-8 46.82-6 46.83-4 46.84-2 46.87-7 47.31-8 47.32-6 47.84-9

C-23 – ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO


55.10-8 55.90-6 56.11-2 56.12-1 56.20-1 88.00-6

C-24 – TRANSPORTE
49.40-0 49.50-7 50.22-0 50.91-2 50.99-8 51.11-1 51.12-9 51.20-0 52.11-7 52.12-5 52.40-1

C-24a – TRANSPORTE
50.30-1 52.21-4 52.22-2 52.23-1 52.29-0 52.31-1 52.32-0 52.39-7 52.50-8

C-24b – TRANSPORTE
50.11-4 50.12-2 50.21-1 51.30-7

C-24c – TRANSPORTE
49.21-3 49.22-1 49.23-0 49.24-8 49.29-9 49.30-2

C-24d – TRANSPORTE
49.11-6 49.12-4

C-25 – CORREIO E TELECOMUNICAÇÕES


53.10-5 53.20-2 61.10-8 61.20-5 61.30-2 61.41-8 61.42-6 61.43-4 61.90-6

C-26 – SEGURO
65.11-1 65.12-0 65.20-1 65.30-8 65.41-3 65.42-1 65.50-2

C-27 – ADMINISTRAÇÃO DE MERCADOS FINANCEIROS


66.11-8 66.12-6 66.19-3 66.21-5 66.22-3 66.29-1 66.30-4

C-28 – BANCOS
64.10-7 64.21-2 64.22-1 64.23-9 64.24-7 64.31-0 64.32-8 64.33-6 64.34-4 64.35-2 64.36-1 64.37-9
64.40-9 64.50-6 64.61-1 64.63-8 64.70-1 64.91-3 64.92-1 64.93-0 64.99-9 66.13-4 77.40-3
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

C-29 – SERVIÇOS
41.10-7 64.62-0 68.10-2 68.21-8 68.22-6 69.11-7 69.12-5 69.20-6 70.10-7 70.20-4 73.20-3 77.21-7
77.22-5 77.23-3 77.29-2 79.11-2 79.12-1 79.90-2 81.11-7 85.50-3 94.11-1 94.12-0 94.20-1 94.30-8
94.91-0 94.92-8 94.93-6 94.99-5

C-30 – LOCAÇÃO DE MÃO DE OBRA E LIMPEZA


80.11-1 80.12-9 80.20-0 80.30-7 81.21-4 81.22-2 81.29-0 81.30-3 96.01-7

C-31 – ENSINO
85.11-2 85.12-1 85.13-9 85.20-1 85.31-7 85.32-5 85.33-3 85.41-4 85.42-2 85.91-1 85.92-9 85.93-7
85.99-6 91.01-5 91.02-3 91.03-1 93.11-5 93.12-3 93.13-1 93.19-1

C-32 – PESQUISAS
71.20-1 72.10-0 72.20-7

C-33 – ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA


84.11-6 84.12-4 84.13-2 84.21-3 84.22-1 84.23-0 84.24-8 84.25-6 84.30-2 99.00-8

C-34 – SAÚDE
75.00-1 86.10-1 86.21-6 86.22-4 86.30-5 86.40-2 86.50-0 86.60-7 86.90-9 87.11-5 87.12-3 87.20-4
87.30-1 96.03-3

C-35 – OUTROS SERVIÇOS


62.01-5 62.02-3 62.03-1 62.04-0 62.09-1 63.11-9 63.19-4 63.99-2 71.11-1 71.12-0 71.19-7 73.11-4
73.12-2 73.19-0 74.10-2 74.90-1 77.11-0 77.19-5 77.31-4 77.32-2 77.33-1 77.39-0 78.10-8 78.20-5
78.30-2 81.12-5 82.11-3 82.19-9 82.20-2 82.30-0 82.91-1 82.92-0 82.99-7 92.00-3 93.21-2 93.29-8
95.29-1 96.02-5 96.09-2 97.00-5

NR-5 – QUADRO Nº 3

QUADRO III3
Relação da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE (Versão 2.0),
com correspondente agrupamento para dimensionamento da CIPA

CNAE Descrição Grupo


05.00-3 Extração de carvão mineral C-1
06.00-0 Extração de petróleo e gás natural C-1
07.10-3 Extração de minério de ferro C-1
07.21-9 Extração de minério de alumínio C-1
07.22-7 Extração de minério de estanho C-1
07.23-5 Extração de minério de manganês C-1
07.24-3 Extração de minério de metais preciosos C-1
07.25-1 Extração de minerais radioativos C-1
07.29-4 Extração de minerais metálicos não ferrosos não especificados anteriormente C-1
08.10-0 Extração de pedra, areia e argila C-1
08.91-6 Extração de minerais para fabricação de adubos, fertilizantes e outros produtos químicos C-1
08.92-4 Extração e refino de sal marinho e sal-gema C-1
08.93-2 Extração de gemas (pedras preciosas e semipreciosas) C-1
08.99-1 Extração de minerais não metálicos não especificados anteriormente C-1
09.10-6 Atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural C-1
09.90-4 Atividades de apoio à extração de minerais, exceto petróleo e gás natural C-1
1 0.11-2 Abate de reses, exceto suínos C-2
10.12-1 Abate de suínos, aves e outros pequenos animais C-2
10.13-9 Fabricação de produtos de carne C-2
10.20-1 Preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado C-2
10.31-7 Fabricação de conservas de frutas C-2
10.32-5 Fabricação de conservas de legumes e outros vegetais C-2
10.33-3 Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes C-2
10.41-4 Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho C-2
10.42-2 Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho C-2
10.43-1 Fabricação de margarina e outras gorduras vegetais e de óleos não comestíveis de animais C-2

3
Redação dada pela Portaria nº 14, de 21-6-2007. DOU de 26-6-2007.
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CNAE Descrição Grupo


10.51-1 Preparação do leite C-2
10.52-0 Fabricação de laticínios C-2
10.53-8 Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis C-2
10.61-9 Beneficiamento de arroz e fabricação de produtos do arroz C-2
10.62-7 Moagem de trigo e fabricação de derivados C-2
10.63-5 Fabricação de farinha de mandioca e derivados C-2
10.64-3 Fabricação de farinha de milho e derivados, exceto óleos de milho C-2
10.65-1 Fabricação de amidos e féculas de vegetais e de óleos de milho C-2
10.66-0 Fabricação de alimentos para animais C-2
10.69-4 Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificados anteriormente C-2
10.71-6 Fabricação de açúcar em bruto C-2
10.72-4 Fabricação de açúcar refinado C-2
10.81-3 Torrefação e moagem de café C-2
10.82-1 Fabricação de produtos à base de café C-2
10.91-1 Fabricação de produtos de panificação C-2
10.92-9 Fabricação de biscoitos e bolachas C-2
10.93-7 Fabricação de produtos derivados do cacau, de chocolates e confeitos C-2
10.94-5 Fabricação de massas alimentícias C-2
10.95-3 Fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos C-2
10.96-1 Fabricação de alimentos e pratos prontos C-2
10.99-6 Fabricação de produtos alimentícios não especificados anteriormente C-2
11.11-9 Fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas C-2
11.12-7 Fabricação de vinho C-2
11.13-5 Fabricação de malte, cervejas e chopes C-2
11.21-6 Fabricação de águas envasadas C-2
11.22-4 Fabricação de refrigerantes e de outras bebidas não alcoólicas C-2
12.10-7 Processamento industrial do fumo C-2
12.20-4 Fabricação de produtos do fumo C-2
13.11-1 Preparação e fiação de fibras de algodão C-3
13.12-0 Preparação e fiação de fibras têxteis naturais, exceto algodão C-3
13.13-8 Fiação de fibras artificiais e sintéticas C-3
13.14-6 Fabricação de linhas para costurar e bordar C-3
13.21-9 Tecelagem de fios de algodão C-3
13.22-7 Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto algodão C-3
13.23-5 Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas C-3
13.30-8 Fabricação de tecidos de malha C-3a
13.40-5 Acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis C-3
13.51-1 Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico C-3a
13.52-9 Fabricação de artefatos de tapeçaria C-3a
13.53-7 Fabricação de artefatos de cordoaria C-3a
13.54-5 Fabricação de tecidos especiais, inclusive artefatos C-3a
13.59-6 Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente C-3a
14.11-8 Confecção de roupas íntimas C-4
14.12-6 Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas C-4
14.13-4 Confecção de roupas profissionais C-4
14.14-2 Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção C-4
14.21-5 Fabricação de meias C-3a
14.22-3 Fabricação de artigos do vestuário, produzidos em malharias e tricotagens, exceto meias C-3a
15.10-6 Curtimento e outras preparações de couro C-5
15.21-1 Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material C-5a
15.29-7 Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente C-5a
15.31-9 Fabricação de calçados de couro C-5
15.32-7 Fabricação de tênis de qualquer material C-5
15.33-5 Fabricação de calçados de material sintético C-5
15.39-4 Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente C-5
15.40-8 Fabricação de partes para calçados, de qualquer material C-5
16.10-2 Desdobramento de madeira C-6
16.21-8 Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada C-6
16.22-6 Fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção C-6
16.23-4 Fabricação de artefatos de tanoaria e de embalagens de madeira C-6
16.29-3 Fabricação de artefatos de madeira, palha, cortiça, vime e material trançado não especificados anteriormente, exceto móveis C-6
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

CNAE Descrição Grupo


17.10-9 Fabricação de celulose e outras pastas para a fabricação de papel C-7a
17.21-4 Fabricação de papel C-7a
17.22-2 Fabricação de cartolina e papel-cartão C-7a
17.31-1 Fabricação de embalagens de papel C-7
17.32-0 Fabricação de embalagens de cartolina e papel-cartão C-7
17.33-8 Fabricação de chapas e de embalagens de papelão ondulado C-7
17.41-9 Fabricação de produtos de papel, cartolina, papel-cartão e papelão ondulado para uso comercial e de escritório C-7
17.42-7 Fabricação de produtos de papel para usos doméstico e higiênico sanitário C-7
17.49-4 Fabricação de produtos de pastas celulósicas, papel, cartolina, papel cartão e papelão ondulado não especificados C-7
anteriormente
18.11-3 Impressão de jornais, livros, revistas e outras publicações periódicas C-8
18.12-1 Impressão de material de segurança C-8
18.13-0 Impressão de materiais para outros usos C-8
18.21-1 Serviços de pré-impressão C-8
18.22-9 Serviços de acabamentos gráficos C-8
18.30-0 Reprodução de materiais gravados em qualquer suporte C-9
19.10-1 Coquerias C-1
19.21-7 Fabricação de produtos do refino de petróleo C-1a
19.22-5 Fabricação de produtos derivados do petróleo, exceto produtos do refino C-1a
19.31-4 Fabricação de álcool C-1a
19.32-2 Fabricação de biocombustíveis, exceto álcool C-10
20.11-8 Fabricação de cloro e álcalis C-10
20.12-6 Fabricação de intermediários para fertilizantes C-10
20.13-4 Fabricação de adubos e fertilizantes C-10
20.14-2 Fabricação de gases industriais C-10
20.19-3 Fabricação de produtos químicos inorgânicos não especificados anteriormente C-10
20.21-5 Fabricação de produtos petroquímicos básicos C-10
20.22-3 Fabricação de intermediários para plastificantes, resinas e fibras C-10
20.29-1 Fabricação de produtos químicos orgânicos não especificados anteriormente C-10
20.31-2 Fabricação de resinas termoplásticas C-10
20.32-1 Fabricação de resinas termofixas C-10
20.33-9 Fabricação de elastômeros C-10
20.40-1 Fabricação de fibras artificiais e sintéticas C-10
20.51-7 Fabricação de defensivos agrícolas C-10
20.52-5 Fabricação de desinfestantes domissanitários C-10
20.61-4 Fabricação de sabões e detergentes sintéticos C-10
20.62-2 Fabricação de produtos de limpeza e polimento C-10
20.63-1 Fabricação de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal C-10
20.71-1 Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes e lacas C-10
20.72-0 Fabricação de tintas de impressão C-10
20.73-8 Fabricação de impermeabilizantes, solventes e produtos afins C-10
20.91-6 Fabricação de adesivos e selantes C-10
20.92-4 Fabricação de explosivos C-15
20.93-2 Fabricação de aditivos de uso industrial C-10
20.94-1 Fabricação de catalisadores C-10
20.99-1 Fabricação de produtos químicos não especificados anteriormente C-10
21.10-6 Fabricação de produtos farmoquímicos C-10
21.21-1 Fabricação de medicamentos para uso humano C-10
21.22-0 Fabricação de medicamentos para uso veterinário C-10
21.23-8 Fabricação de preparações farmacêuticas C-10
22.11-1 Fabricação de pneumáticos e de câmaras-de-ar C-11
22.12-9 Reforma de pneumáticos usados C-11
22.19-6 Fabricação de artefatos de borracha não especificados anteriormente C-11
22.21-8 Fabricação de laminados planos e tubulares de material plástico C-10
22.22-6 Fabricação de embalagens de material plástico C-10
22.23-4 Fabricação de tubos e acessórios de material plástico para uso na construção C-10
22.29-3 Fabricação de artefatos de material plástico não especificados anteriormente C-10
23.11-7 Fabricação de vidro plano e de segurança C-12
23.12-5 Fabricação de embalagens de vidro C-12
23.19-2 Fabricação de artigos de vidro C-12
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CNAE Descrição Grupo


23.20-6 Fabricação de cimento C-1
23.30-3 Fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes C-12
23.41-9 Fabricação de produtos cerâmicos refratários C-12
23.42-7 Fabricação de produtos cerâmicos não refratários para uso estrutural na construção C-12
23.49-4 Fabricação de produtos cerâmicos não refratários não especificados anteriormente C-12
23.91-5 Aparelhamento e outros trabalhos em pedras C-1
23.92-3 Fabricação de cal e gesso C-12
23.99-1 Fabricação de produtos de minerais não metálicos não especificados anteriormente C-12
24.11-3 Produção de ferro-gusa C-13
24.12-1 Produção de ferroligas C-13
24.21-1 Produção de semi-acabados de aço C-13
24.22-9 Produção de laminados planos de aço C-13
24.23-7 Produção de laminados longos de aço C-13
24.24-5 Produção de relaminados, trefilados e perfilados de aço C-13
24.31-8 Produção de tubos de aço com costura C-13
24.39-3 Produção de outros tubos de ferro e aço C-13
24.41-5 Metalurgia do alumínio e suas ligas C-13
24.42-3 Metalurgia dos metais preciosos C-13
24.43-1 Metalurgia do cobre C-13
24.49-1 Metalurgia dos metais não ferrosos e suas ligas não especificados anteriormente C-13
24.51-2 Fundição de ferro e aço C-13
24.52-1 Fundição de metais não ferrosos e suas ligas C-13
25.11-0 Fabricação de estruturas metálicas C-13
25.12-8 Fabricação de esquadrias de metal C-14
25.13-6 Fabricação de obras de caldeiraria pesada C-13
25.21-7 Fabricação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras para aquecimento central C-14
25.22-5 Fabricação de caldeiras geradoras de vapor, exceto para aquecimento central e para veículos C-14
25.31-4 Produção de forjados de aço e de metais não ferrosos e suas ligas C-13
25.32-2 Produção de artefatos estampados de metal; metalurgia do pó C-13
25.39-0 Serviços de usinagem, solda, tratamento e revestimento em metais C-13
25.41-1 Fabricação de artigos de cutelaria C-14
25.42-0 Fabricação de artigos de serralheria, exceto esquadrias C-14
25.43-8 Fabricação de ferramentas C-14
25.50-1 Fabricação de equipamento bélico pesado, armas de fogo e munições C-15
25.91-8 Fabricação de embalagens metálicas C-14
25.92-6 Fabricação de produtos de trefilados de metal C-13
25.93-4 Fabricação de artigos de metal para uso doméstico e pessoal C-14
25.99-3 Fabricação de produtos de metal não especificados anteriormente C-14
26.10-8 Fabricação de componentes eletrônicos C-14
26.21-3 Fabricação de equipamentos de informática C-14
26.22-1 Fabricação de periféricos para equipamentos de informática C-14
26.31-1 Fabricação de equipamentos transmissores de comunicação C-14
26.32-9 Fabricação de aparelhos telefônicos e de outros equipamentos de comunicação C-14
26.40-0 Fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo C-14
26.51-5 Fabricação de aparelhos e equipamentos de medida, teste e controle C-14
26.52-3 Fabricação de cronômetros e relógios C-14
26.60-4 Fabricação de aparelhos eletromédicos e eletroterapêuticos e equipamentos de irradiação C-14
26.70-1 Fabricação de equipamentos e instrumentos ópticos, fotográficos e cinematográficos C-14
26.80-9 Fabricação de mídias virgens, magnéticas e ópticas C-10
27.10-4 Fabricação de geradores, transformadores e motores elétricos C-14
27.21-0 Fabricação de pilhas, baterias e acumuladores elétricos, exceto para veículos automotores C-10
27.22-8 Fabricação de baterias e acumuladores para veículos automotores C-10
27.31-7 Fabricação de aparelhos e equipamentos para distribuição e controle de energia elétrica C-14
27.32-5 Fabricação de material elétrico para instalações em circuito de consumo C-14
27.33-3 Fabricação de fios, cabos e condutores elétricos isolados C-14
27.40-6 Fabricação de lâmpadas e outros equipamentos de iluminação C-14
27.51-1 Fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico C-14
27.59-7 Fabricação de aparelhos eletrodomésticos não especificados anteriormente C-14
27.90-2 Fabricação de equipamentos e aparelhos elétricos não especificados anteriormente C-14
28.11-9 Fabricação de motores e turbinas, exceto para aviões e veículos rodoviários C-14
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

CNAE Descrição Grupo


28.12-7 Fabricação de equipamentos hidráulicos e pneumáticos, exceto válvulas C-14
28.13-5 Fabricação de válvulas, registros e dispositivos semelhantes C-14
28.14-3 Fabricação de compressores C-14
28.15-1 Fabricação de equipamentos de transmissão para fins industriais C-14
28.21-6 Fabricação de aparelhos e equipamentos para instalações térmicas C-14
28.22-4 Fabricação de máquinas, equipamentos e aparelhos para transporte e elevação de cargas e pessoas C-14
28.23-2 Fabricação de máquinas e aparelhos de refrigeração e ventilação para uso industrial e comercial C-14
28.24-1 Fabricação de aparelhos e equipamentos de ar condicionado C-14
28.25-9 Fabricação de máquinas e equipamentos para saneamento básico e ambiental C-14
28.29-1 Fabricação de máquinas e equipamentos de uso geral não especificados anteriormente C-14a
28.31-3 Fabricação de tratores agrícolas C-16
28.32-1 Fabricação de equipamentos para irrigação agrícola C-14
28.33-0 Fabricação de máquinas e equipamentos para a agricultura e pecuária, exceto para irrigação C-14
28.40-2 Fabricação de máquinas-ferramenta C-14
28.51-8 Fabricação de máquinas e equipamentos para a prospecção e extração de petróleo C-14
28.52-6 Fabricação de outras máquinas e equipamentos para uso na extração mineral, exceto na extração de petróleo C-14
28.53-4 Fabricação de tratores, exceto agrícolas C-16
28.54-2 Fabricação de máquinas e equipamentos para terraplenagem, pavimentação e construção, exceto tratores C-14
28.61-5 Fabricação de máquinas para a indústria metalúrgica, exceto máquinas-ferramenta C-14
28.62-3 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de alimentos, bebidas e fumo C-14
28.63-1 Fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria têxtil C-14
28.64-0 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias do vestuário, do couro e de calçados C-14
28.65-8 Fabricação de máquinas e equipamentos para as indústrias de celulose, papel e papelão e artefatos C-14
28.66-6 Fabricação de máquinas e equipamentos para a indústria do plástico C-14
28.69-1 Fabricação de máquinas e equipamentos para uso industrial específico não especificados anteriormente C-14
29.10-7 Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários C-16
29.20-4 Fabricação de caminhões e ônibus C-16
29.30-1 Fabricação de cabines, carrocerias e reboques para veículos automotores C-16
29.41-7 Fabricação de peças e acessórios para o sistema motor de veículos automotores C-16
29.42-5 Fabricação de peças e acessórios para os sistemas de marcha e transmissão de veículos automotores C-16
29.43-3 Fabricação de peças e acessórios para o sistema de freios de veículos automotores C-16
29.44-1 Fabricação de peças e acessórios para o sistema de direção e suspensão de veículos automotores C-16
29.45-0 Fabricação de material elétrico e eletrônico para veículos automotores, exceto baterias C-14
29.49-2 Fabricação de peças e acessórios para veículos automotores não especificados anteriormente C-16
29.50-6 Recondicionamento e recuperação de motores para veículos automotores C-16
30.11-3 Construção de embarcações e estruturas flutuantes C-16
30.12-1 Construção de embarcações para esporte e lazer C-16
30.31-8 Fabricação de locomotivas, vagões e outros materiais rodantes C-16
30.32-6 Fabricação de peças e acessórios para veículos ferroviários C-16
30.41-5 Fabricação de aeronaves C-16
30.42-3 Fabricação de turbinas, motores e outros componentes e peças para aeronaves C-16
30.50-4 Fabricação de veículos militares de combate C-16
30.91-1 Fabricação de motocicletas C-16
30.92-0 Fabricação de bicicletas e triciclos não motorizados C-16
30.99-7 Fabricação de equipamentos de transporte não especificados anteriormente C-16
31.01-2 Fabricação de móveis com predominância de madeira C-6
31.02-1 Fabricação de móveis com predominância de metal C-14
31.03-9 Fabricação de móveis de outros materiais, exceto madeira e metal C-14
31.04-7 Fabricação de colchões C-10
32.11-6 Lapidação de gemas e fabricação de artefatos de ourivesaria e joalheria C-12
32.12-4 Fabricação de bijuterias e artefatos semelhantes C-14a
32.20-5 Fabricação de instrumentos musicais C-14a
32.30-2 Fabricação de artefatos para pesca e esporte C-14
32.40-0 Fabricação de brinquedos e jogos recreativos C-14
32.50-7 Fabricação de instrumentos e materiais para uso médico e odontológico e de artigos ópticos C-14
32.91-4 Fabricação de escovas, pincéis e vassouras C-14a
32.92-2 Fabricação de equipamentos e acessórios para segurança e proteção pessoal e profissional C-4
32.99-0 Fabricação de produtos diversos não especificados anteriormente C-14a
33.11-2 Manutenção e reparação de tanques, reservatórios metálicos e caldeiras, exceto para veículos C-14
33.12-1 Manutenção e reparação de equipamentos eletrônicos e ópticos C-14
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CNAE Descrição Grupo


33.13-9 Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos elétricos C-14
33.14-7 Manutenção e reparação de máquinas e equipamentos da indústria mecânica C-14
33.15-5 Manutenção e reparação de veículos ferroviários C-16
33.16-3 Manutenção e reparação de aeronaves C-16
33.17-1 Manutenção e reparação de embarcações C-16
33.19-8 Manutenção e reparação de equipamentos e produtos não especificados anteriormente C-14
33.21-0 Instalação de máquinas e equipamentos industriais C-14
33.29-5 Instalação de equipamentos não especificados anteriormente C-14a
35.11-5 Geração de energia elétrica C-17
35.12-3 Transmissão de energia elétrica C-17
35.13-1 Comércio atacadista de energia elétrica C-17
35.14-0 Distribuição de energia elétrica C-17
35.20-4 Produção de gás; processamento de gás natural; distribuição de combustíveis gasosos por redes urbanas C-17
35.30-1 Produção e distribuição de vapor, água quente e ar condicionado C-17
36.00-6 Captação, tratamento e distribuição de água C-17
37.01-1 Gestão de redes de esgoto C-17
37.02-9 Atividades relacionadas a esgoto, exceto a gestão de redes C-17
38.11-4 Coleta de resíduos não perigosos C-17
38.12-2 Coleta de resíduos perigosos C-17
38.21-1 Tratamento e disposição de resíduos não perigosos C-17
38.22-0 Tratamento e disposição de resíduos perigosos C-17
38.31-9 Recuperação de materiais metálicos C-14
38.32-7 Recuperação de materiais plásticos C-12
38.39-4 Recuperação de materiais não especificados anteriormente C-12
39.00-5 Descontaminação e outros serviços de gestão de resíduos C-17
41.10-7 Incorporação de empreendimentos imobiliários C-29
41.20-4 Construção de edifícios C-18a
42.11-1 Construção de rodovias e ferrovias C-18a
42.12-0 Construção de obras de arte especiais C-18a
42.13-8 Obras de urbanização – ruas, praças e calçadas C-18a
42.21-9 Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações C-18a
42.22-7 Construção de redes de abastecimento de água, coleta de esgoto e construções correlatas C-18
42.23-5 Construção de redes de transportes por dutos, exceto para água e esgoto C-18
42.91-0 Obras portuárias, marítimas e fluviais C-18
42.92-8 Montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas C-18a
42.99-5 Obras de engenharia civil não especificadas anteriormente C-18
43.11-8 Demolição e preparação de canteiros de obras C-18a
43.12-6 Perfurações e sondagens C-18a
43.13-4 Obras de terraplenagem C-18a
43.19-3 Serviços de preparação do terreno não especificados anteriormente C-18a
43.21-5 Instalações elétricas C-18
43.22-3 Instalações hidráulicas, de sistemas de ventilação e refrigeração C-18
43.29-1 Obras de instalações em construções não especificadas anteriormente C-18
43.30-4 Obras de acabamento C-18
43.91-6 Obras de fundações C-18a
43.99-1 Serviços especializados para construção não especificados anteriormente C-18
45.11-1 Comércio a varejo e por atacado de veículos automotores C-21
45.12-9 Representantes comerciais e agentes do comércio de veículos automotores C-21
45.20-0 Manutenção e reparação de veículos automotores C-16
45.30-7 Comércio de peças e acessórios para veículos automotores C-21
45.41-2 Comércio por atacado e a varejo de motocicletas, peças e acessórios C-21
45.42-1 Representantes comerciais e agentes do comércio de motocicletas, peças e acessórios C-21
45.43-9 Manutenção e reparação de motocicletas C-16
46.11-7 Representantes comerciais e agentes do comércio de matérias-primas agrícolas e animais vivos C-19
46.12-5 Representantes comerciais e agentes do comércio de combustíveis, minerais, produtos siderúrgicos e químicos C-22
46.13-3 Representantes comerciais e agentes do comércio de madeira, material de construção e ferragens C-20
46.14-1 Representantes comerciais e agentes do comércio de máquinas, equipamentos, embarcações e aeronaves C-19
46.15-0 Representantes comerciais e agentes do comércio de eletrodomésticos, móveis e artigos de uso doméstico C-19
46.16-8 Representantes comerciais e agentes do comércio de têxteis, vestuário, calçados e artigos de viagem C-19
46.17-6 Representantes comerciais e agentes do comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo C-19
Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978 NR-5

CNAE Descrição Grupo


46.18-4 Representantes comerciais e agentes do comércio especializado em produtos não especificados anteriormente C-19
46.19-2 Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não especializado C-19
46.21-4 Comércio atacadista de café em grão C-20
46.22-2 Comércio atacadista de soja C-20
46.23-1 Comércio atacadista de animais vivos, alimentos para animais e matérias-primas agrícolas, exceto café e soja C-20
46.31-1 Comércio atacadista de leite e laticínios C-20
46.32-0 Comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados, farinhas, amidos e féculas C-20
46.33-8 Comércio atacadista de hortifrutigranjeiros C-20
46.34-6 Comércio atacadista de carnes, produtos da carne e pescado C-20
46.35-4 Comércio atacadista de bebidas C-20
46.36-2 Comércio atacadista de produtos do fumo C-20
46.37-1 Comércio atacadista especializado em produtos alimentícios não especificados anteriormente C-20
46.39-7 Comércio atacadista de produtos alimentícios em geral C-20
46.41-9 Comércio atacadista de tecidos, artefatos de tecidos e de armarinho C-20
46.42-7 Comércio atacadista de artigos do vestuário e acessórios C-20
46.43-5 Comércio atacadista de calçados e artigos de viagem C-20
46.44-3 Comércio atacadista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário C-20
46.45-1 Comércio atacadista de instrumentos e materiais para uso médico, cirúrgico, ortopédico e odontológico C-20
46.46-0 Comércio atacadista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal C-22
46.47-8 Comércio atacadista de artigos de escritório e de papelaria; livros, jornais e outras publicações C-20
46.49-4 Comércio atacadista de equipamentos e artigos de uso pessoal e doméstico não especificados anteriormente C-20
46.51-6 Comércio atacadista de computadores, periféricos e suprimentos de informática C-20
46.52-4 Comércio atacadista de componentes eletrônicos e equipamentos de telefonia e comunicação C-20
46.61-3 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso agropecuário; partes e peças C-20
46.62-1 Comércio atacadista de máquinas, equipamentos para terraplenagem, mineração e construção; partes e peças C-20
46.63-0 Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso industrial; partes e peças C-20
46.64-8 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos para uso odonto-médico-hospitalar; partes e peças C-20
46.65-6 Comércio atacadista de máquinas e equipamentos para uso comercial; partes e peças C-20
46.69-9 Comércio atacadista de máquinas, aparelhos e equipamentos não especificados anteriormente; partes e peças C-20
46.71-1 Comércio atacadista de madeira e produtos derivados C-20
46.72-9 Comércio atacadista de ferragens e ferramentas C-20
46.73-7 Comércio atacadista de material elétrico C-20
46.74-5 Comércio atacadista de cimento C-20
46.79-6 Comércio atacadista especializado de materiais de construção não especificados anteriormente e de materiais de construção C-20
em geral
46.81-8 Comércio atacadista de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, exceto gás natural e GLP C-22
46.82-6 Comércio atacadista de gás liquefeito de petróleo (GLP) C-22
46.83-4 Comércio atacadista de defensivos agrícolas, adubos, fertilizantes e corretivos do solo C-22
46.84-2 Comércio atacadista de produtos químicos e petroquímicos, exceto agroquímicos C-22
46.85-1 Comércio atacadista de produtos siderúrgicos e metalúrgicos, exceto para construção C-20
46.86-9 Comércio atacadista de papel e papelão em bruto e de embalagens C-20
46.87-7 Comércio atacadista de resíduos e sucatas C-22
46.89-3 Comércio atacadista especializado de outros produtos intermediários não especificados anteriormente C-20
46.91-5 Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios C-20
46.92-3 Comércio atacadista de mercadorias em geral, com predominância de insumos agropecuários C-20
46.93-1 Comércio atacadista de mercadorias em geral, sem predominância de alimentos ou de insumos agropecuários C-20
47.11-3 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – hipermercados e supermercados C-21
47.12-1 Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios – minimercados, mercearias e C-21
armazéns
47.13-0 Comércio varejista de mercadorias em geral, sem predominância de produtos alimentícios C-21
47.21-1 Comércio varejista de produtos de padaria, laticínio, doces, balas e semelhantes C-21
47.22-9 Comércio varejista de carnes e pescados – açougues e peixarias C-21
47.23-7 Comércio varejista de bebidas C-21
47.24-5 Comércio varejista de hortifrutigranjeiros C-21
47.29-6 Comércio varejista de produtos alimentícios em geral ou especializado em produtos alimentícios não especificados C-21
anteriormente; produtos do fumo
47.31-8 Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores C-22
47.32-6 Comércio varejista de lubrificantes C-22
47.41-5 Comércio varejista de tintas e materiais para pintura C-21
47.42-3 Comércio varejista de material elétrico C-21
NR-5 Portaria nº 3.214, 8 de Junho de 1978

CNAE Descrição Grupo


47.43-1 Comércio varejista de vidros C-21
47.44-0 Comércio varejista de ferragens, madeira e materiais de construção C-21
47.51-2 Comércio varejista especializado de equipamentos e suprimentos de informática C-21
47.52-1 Comércio varejista especializado de equipamentos de telefonia e comunicação C-21
47.53-9 Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo C-21
47.54-7 Comércio varejista especializado de móveis, colchoaria e artigos de iluminação C-21
47.55-5 Comércio varejista especializado de tecidos e artigos de cama, mesa e banho C-21
47.56-3 Comércio varejista especializado de instrumentos musicais e acessórios C-21
47.57-1 Comércio varejista especializado de peças e acessórios para aparelhos eletroeletrônicos para uso doméstico, exceto C-21
informática e comunicação
47.59-8 Comércio varejista de artigos de uso doméstico não especificados anteriormente C-21
47.61-0 Comércio varejista de livros, jornais, revistas e papelaria C-21
47.62-8 Comércio varejista de discos, CDs, DVDs e fitas C-21
47.63-6 Comércio varejista de artigos recreativos e esportivos C-21
47.71-7 Comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário C-21
47.72-5 Comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e de higiene pessoal C-21
47.73-3 Comércio varejista de artigos médicos e ortopédicos C-21
47.74-1 Comércio varejista de artigos de óptica C-21
47.81-4 Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios C-21
47.82-2 Comércio varejista de calçados e artigos de viagem C-21
47.83-1 Comércio varejista de joias e relógios C-21
47.84-9 Comércio varejista de gás liquefeito de petróleo (GLP) C-22
47.85-7 Comércio varejista de artigos usados C-21
47.89-0 Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente C-21
47.90-3 Comércio amb