Você está na página 1de 89

TÉCNICAS RECOMENDÁVEIS

NA CONSTRUÇÃO E NA
MANUTENÇÃO DE VIAS
NÃO PAVIMENTADAS

Leandro Olivio Nervis


Engenheiro Civil – Mestre em Geotecnia
UNISC/Santa Cruz do Sul
leandron@unisc.br
INTRODUÇÃO

Malha Rodoviária Nacional

13%
Vias Pavimentadas

Vias não Pavimentadas


87%

Fonte: DNIT (2015)

2
INTRODUÇÃO

Malha Rodoviária do RS

8%

Vias Pavimentadas

Vias não Pavimentadas


92%

Fonte: DNIT (2015)

3
INTRODUÇÃO

Jurisdição da Malha Não Pavimentada

Fonte: DNIT (2015)


4
INTRODUÇÃO

 INCRA/RS: média de aproximadamente 250 km de


implantação/recuperação de vias não pavimentadas por ano com
investimento médio de aproximadamente R$ 5 milhões por ano
 IMPORTÂNCIA DAS VIAS NÃO PAVIMENTADAS x
DESPREOCUPAÇÃO
 AUSÊNCIA DE PROJETO DE ENGENHARIA
 NÍVEL DE PRIORIDADE, CARÊNCIA DE PUBLICAÇÕES
 NÃO APLICAÇÃO DE TÉCNICAS ADEQUADAS: baixa
durabilidade, baixo conforto ao usuário, desperdício de recursos e
impactos ambientais excessivos
 VIDA ÚTIL MÉDIA DE 1 A 2 ANOS
5
INTRODUÇÃO

PRINCIPAIS DEFEITOS QUE SE MANIFESTAM


NAS VIAS NÃO PAVIMENTADAS
 POEIRA
 DESAGREGAÇÃO
 ARRANCAMENTO DE PARTÍCULAS
 FALTA DE ADERÊNCIA COM A PISTA MOLHADA (“SABÃO”)
 RUGOSIDADE EXCESSIVA
 CORRUGAÇÕES
 DEFORMAÇÃO PERMANENTE (“TRILHA DE RODA”)
 RUPTURA POR CISALHAMENTO
 BURACOS (“PANELAS”)
 SULCOS DE EROSÃO
6
 ATOLEIROS
INTRODUÇÃO

7
POEIRA
INTRODUÇÃO

8
DESAGREGAÇÃO
9
ARRANCAMENTO DE PARTÍCULAS
FALTA DE ADERÊNCIA COM A
10
PISTA MOLHADA (“SABÃO”)
11
RUGOSIDADE EXCESSIVA
12
CORRUGAÇÕES
DEFORMAÇÃO PERMANENTE
(“TRILHA DE RODA”)
13
14
RUPTURA POR CISALHAMENTO
15
BURACOS (“PANELAS”)
16
SULCOS DE EROSÃO
17
ATOLEIROS
INTRODUÇÃO

TÓPICOS A SEREM ABORDADOS NA


PRESENTE EXPLANAÇÃO
 DEFINIÇÃO DO TRAÇADO DE ESTRADAS NOVAS
 SERVIÇOS DE ABERTURA DE ESTRADAS
 DRENAGEM SUPERFICIAL
 OBRAS DE ARTE CORRENTES (BUEIROS)
 OBRAS DE ARTE ESPECIAS (PONTES)
 CORTES E ATERROS
 REVESTIMENTO PRIMÁRIO

18
DEFINIÇÃO DO TRAÇADO
DE ESTRADAS NOVAS
 PROCURAR SEMPRE QUE POSSÍVEL SITUAR O EIXO DAS
ESTRADAS NOS DIVISORES DE ÁGUA
 EVITAR TRECHOS DE ALTA DECLIVIDADE LONGITUDINAL
 MINIMIZAÇÃO DA NECESSIDADE DE OBRAS DE ARTE
 POSSIBILITA O DESPEJO DAS ÁGUAS PLUVIAIS NO TERRENO
ADJACENTE DE FORMA BEM DISTRIBUÍDA, EVITANDO
PONTOS DE ACÚMULO O QUE INTENSIFICA PROCESSOS
EROSIVOS

19
20
21
DEFINIÇÃO DO TRAÇADO
DE ESTRADAS NOVAS
FOTO ESTRADA MAL LOCADA EM JÚLIO DE CASTILHOS

EXEMPLO DE ESTRADA COM


22 TRAÇADO INADEQUADO
DEFINIÇÃO ADEQUADA DO
TRAÇADO DE ESTRADAS NOVAS
MAPA DO PA IBICUÍ

EXEMPLO DE ESTRADA COM


23 TRAÇADO ADEQUADO
SERVIÇOS DE ABERTURA DE
ESTRADAS
 REMOÇÃO SUPERFICIAL DA VEGETAÇÃO
 PRECONIZA-SE EVITAR A CRIAÇÃO DE ESTRADAS
“ENCAIXADAS”
 BUSCAR SEMPRE QUE POSSÍVEL QUE O NÍVEL FINAL DA
ESTRADA SEJA IGUAL OU SUPERIOR AO NÍVEL DO TERRENO
ADJACENTE

24
SERVIÇOS DE ABERTURA DE
ESTRADAS
 REMOÇÃO SUPERFICIAL DA VEGETAÇÃO
 PRECONIZA-SE EVITAR A CRIAÇÃO DE ESTRADAS
“ENCAIXADAS”
 BUSCAR SEMPRE QUE POSSÍVEL QUE O NÍVEL FINAL DA
ESTRADA SEJA IGUAL OU SUPERIOR AO NÍVEL DO TERRENO
ADJACENTE

25
ESTRADA “ENCAIXADA”
SERVIÇOS DE ABERTURA DE
ESTRADAS
Foto estrada mais alta que terreno adjacente

ESTRADA EM COTA MAIS ELEVADA


26 DO QUE O TERRENO ADJACENTE
DRENAGEM SUPERFICIAL
 CONFORMAÇÃO DA PLATAFORMA: RECOMENDA-SE ADOTAR
UM ABAULAMENTO DE 5 A 7% (NERVIS E BITTENCOURT, 2012)

27
DRENAGEM SUPERFICIAL
 CONFORMAÇÃO DA PLATAFORMA: RECOMENDA-SE ADOTAR
UM ABAULAMENTO DE 5 A 7% (NERVIS E BITTENCOURT, 2012)

28
DRENAGEM SUPERFICIAL
 TRABALHO DE NERVIS E BITTENCOURT SOBRE O
ABAULAMENTO PUBLICADO NO GEOSUL 2012

29
DRENAGEM SUPERFICIAL
 TRABALHO DE NERVIS E BITTENCOURT SOBRE O
ABAULAMENTO PUBLICADO NO GEOSUL 2012

30
DRENAGEM SUPERFICIAL
 TRABALHO DE NERVIS E BITTENCOURT SOBRE O
ABAULAMENTO PUBLICADO NO GEOSUL 2012

31
DRENAGEM SUPERFICIAL
 SARJETAS
 CONSTRUÇÃO DE BIGODES EM NÍVEL A CADA 50m

32
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

TERRAPLENAGEM

BIGODES EM NÍVEL
33
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

TERRAPLENAGEM

BIGODES EM NÍVEL
34
OBRAS DE ARTE CORRENTES
(BUEIROS)
 DIMENSIONAMENTO HIDRÁULICO
 DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL DOS TUBOS E CONTROLE
TECNOLÓGICO DE FABRICAÇÃO (FABRICANTE)
 BERÇO DE CONCRETO CICLÓPICO
 DECLIVIDADE DE 2 A 3%
 REJUNTAMENTO DOS TUBOS COM ARGAMASSA
 BOCAS DE ALVENARIA DE PEDRA ARGAMASSADA OU CONCRETO
 OBSERVAR RECOBRIMENTO MÍNIMO RECOMENDADO PELO
FABRICANTE
 CUIDADOS NA EXECUÇÃO DO ATERRO DE RECOBRIMENTO

35
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

OBRAS DE ARTE CORRENTES

BUEIROS: BERÇO DE CONCRETO CICLÓPICO


36
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

OBRAS DE ARTE CORRENTES

37
BUEIROS: REJUNTAMENTO DOS TUBOS
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

OBRAS DE ARTE CORRENTES

BUEIROS: BOCA DE PEDRA ARGAMASSADA


38
OBRAS DE ARTE ESPECIAIS
(PONTES)
 FASE DE PROJETO: estudos topográficos, hidrológicos, geológicos
e geotécnicos, projetos geométrico, estrutural, fundações e
terraplenagem
 EXECUÇÃO: cuidado especial na execução do aterro das
cabeceiras

39
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

OBRAS DE ARTE ESPECIAIS

40
CORTES E ATERROS
 INCLINAÇÃO DE TALUDES NO MÍNIMO DE 1H:1V
 EM ATERROS EVITAR A UTILIZAÇÃO DE MATERIAIS
EXCESSIVAMENTE COMPRESSÍVEIS E/OU ERODÍVEIS
 OS ATERROS DEVEM SER COMPACTADOS EM CAMADAS COM
ESPESSURA NÃO SUPERIOR A 30cm DE MATERIAL SOLTO
 O TIPO DE EQUIPAMENTO A SER UTILIZADO PARA A COMPACTAÇÃO
DEVE SER ADEQUADO PARA CADA TIPO DE SITUAÇÃO (ROLO LISO,
ROLO PÉ-DE-CARNEIRO OU SOQUETE)
 OS TALUDES DEVEM TER SUA SUPERFÍCIE PROTEGIDA CONTRA A
EROSÃO COM O PLANTIO DE GRAMA

41
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

DEFINIÇÃO: trata-se de um estrato constituído de uma ou


mais camadas de solo, de pedregulho ou pedra,
ou ainda da mistura de dois ou mais desses
materiais, capaz de resistir aos esforços
oriundos do tráfego e do clima e permitir o
tráfego em qualquer época do ano, atendendo
requisitos mínimos de segurança e conforto do
usuário.

42
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CONHECIMENTOS IMPORTANTES
 NOÇÕES DE GEOMORFOLOGIA, GEOLOGIA E PEDOLOGIA
 BOM CONHECIMENTO NAS ÁREAS DE MECÂNICA DOS SOLOS,
MATERIAIS DE PAVIMENTAÇÃO E MECÂNICA DOS
PAVIMENTOS

43
44
45
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS DA(S) CAMADA(S)


DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 COM BASE EM CRITÉRIOS TRADICIONAIS, UM BOM
REVESTIMENTO PRIMÁRIO É AQUELE COMPOSTO POR
MATERIAIS CUJA MISTURA CONTENHA UMA COMPOSIÇÃO
ADEQUADA DE AGREGADOS GRAÚDOS, AREIA E FINOS

46
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS DA(S) CAMADA(S)


DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 AGREGADOS GRAÚDOS: função de
garantir a capacidade de suporte da via
 FRAÇÃO ARENOSA: função de
preencher os vazios maiores
 FRAÇÃO ARGILOSA: função de
preencher os vazios menores e,
principalmente, pelo seu caráter coesivo,
exercer um papel de aglutinante
cimentando as frações de agregados no
seu todo
47
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS DA(S) CAMADA(S)


DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 CADA FRAÇÃO DEVE TER SUAS CARACTERÍSTICAS
AVALIADAS SEPARADAMENTE
 A COMPOSIÇÃO IDEAL DA MISTURA É AQUELA EM QUE SE
VERIFICA A MÁXIMA RESISTÊNCIA E/OU A MÁXIMA RIGIDEZ
 EM MATERIAIS NATURAIS DIFICILMENTE A MISTURA SE
ENCONTRA NUMA COMPOSIÇÃO IDEAL
 UMA COMPOSIÇÃO ADEQUADA PODE SER OBTIDA ATRAVÉS
DA MISTURA DE MATERIAIS

48
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS DA(S) CAMADA(S)


DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 RESTRIÇÕES TÉCNICAS E ECONÔMICAS REMETEM A
SOLUÇÕES QUE NÃO RECAEM NECESSARIAMENTE À
CONCEPÇÃO DA ADOÇÃO DESSA “MISTURA IDEAL”
 ALGUMAS ARGILAS DESENVOLVIDAS EM CLIMAS TROPICAIS
E SUBTROPICAIS PODEM APRESENTAR QUANDO
COMPACTADAS CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS (EXCETO
COM RELAÇÃO À FALTA DE ADERÊNCIA) PARA APLICAÇÃO
EM REVESTIMENTO PRIMÁRIO, INCLUSIVE QUANTO À
CAPACIDADE DE SUPORTE, DISPENSANDO A UTILIZAÇÃO DE
AGREGADOS GRAÚDOS
49
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

CARACTERÍSTICAS ADEQUADAS DA(S) CAMADA(S)


DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 A FALTA DE ADERÊNCIA, NESSE CASO, PODE SER
CORRIGIDA PELO “AGULHAMENTO” DE UMA CAMADA DE
POUCA ESPESSURA DE AREIA GROSSA COM PEDREGULHO,
SAIBRO OU PEDRISCO
 CAMADAS DE PEDRA DE MÃO PODEM SER UTILIZADAS COMO
CAMADA DE REFORÇO DE SUBLEITO E DEPOIS SUCEDIDAS
POR CAMADA(S) QUE ASSEGUREM UMA PISTA COM MELHOR
QUALIDADE DE ROLAMENTO

50
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
INVESTIGAÇÃO GEOTÉCNICA PRELIMINAR
- consulta em levantamentos geológicos e pedológicos (indicativo
de subleito e de jazidas)
- informações sobre a malha viária da região
- observação in situ dos perfis do solo (barrancos de estradas,
poços abertos para captação de água superficial, áreas
previamente exploradas, abertura de trincheiras) efetuando-se
coleta de amostras para ensaios de laboratório, inclusive do solo
do subleito
51
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
SELEÇÃO INICIAL DOS MATERIAIS
- Propósito: desempenho quanto à durabilidade associada às
questões climáticas e ao tráfego (erosão, desgaste superficial,
expansão e desintegração) e ao conforto do usuário e degradação
dos veículos (rugosidade, aderência, material solto e poeira)
- Procedimento expedito
a) Materiais Finos: especificação expedita de materiais para vias
não pavimentadas – 4ª Aproximação (D’ávila, Hax e Freitas, 2008)
b)Materiais Graúdos: diâmetro máximo de 35mm + ensaio de
52
alteração de rochas água-estufa
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
SELEÇÃO INICIAL DOS MATERIAIS
- Proposta da classificação MCT (materiais finos)

53
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
SELEÇÃO INICIAL DOS MATERIAIS
- Avaliação da erodibilidade
a) Avaliação direta: ensaio de inderbitzen
b)Avaliação indireta: teor de finos, a partir de resultados de ensaios
de classificação MCT, com base no valor do intercepto de coesão
- Avaliação da resistência à abrasão e durabilidade às ações
climáticas dos materiais graúdos
a) Ensaio de abrasão Los Angeles
54 b)Ensaio de sanidade
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO
PREVISÃO DE DESEMPENHO ESTRUTURAL
- ainda não existem no meio científico modelos consolidados
específicos para vias não pavimentadas
- existem algumas previsões concebidas com base em correlações
com experiências anteriores e tentativas de extrapolações de
modelos existentes para vias pavimentadas
- a previsão do desempenho estrutural poderá ser avaliada pela
aplicação, com a devida cautela e bom senso dos modelos de
Vésic (1975) – FS≥2, Heukelon e Klomp (1962) e Chevron (1984)
55
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO (NERVIS,
2010)
 PREVISÃO DE DESEMPENHO ESTRUTURAL
- As respostas estruturais do pavimento necessárias para aplicação
dos modelos (tensões, deformações e deslocamentos) são
obtidas a partir de análises mecanísticas realizadas com a
utilização de um programa computacional, como por exemplo, o
EVERSTRESS 5.0
- Os módulos de resiliência podem ser obtidos por meio de ensaios
de laboratório, retroanálise de deflexões medidas em trechos
56 experimentais ou na literatura (pouco recomendável)
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A CONCEPÇÃO DE


UM PROJETO DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO (NERVIS,
2010)
 PREVISÃO DE DESEMPENHO ESTRUTURAL:
- os parâmetros de resistência ao cisalhamento c’ e ø’ podem ser
obtidos a partir de ensaios de laboratório ou através de consulta a
literatura para materiais de características semelhantes (pouco
recomendável)

57
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A EXECUÇÃO DO


REVESTIMENTO PRIMÁRIO
 CONFORMAÇÃO E COMPACTAÇÃO DO SUBLEITO
 ESCARIFICAÇÃO SUPERFICIAL DO SUBLEITO
 ESPALHAMENTO DO MATERIAL DE REVESTIMENTO
 MISTURA DOS MATERIAIS NA PISTA, SE FOR O CASO
 INTRODUÇÃO DO ABAULAMENTO (5 A 7%)
 COMPACTAÇÃO, ATENTANDO PARA PRESERVAR O
ABAULAMENTO

58
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 ARGILA VERMELHA + AREIA GROSSA COM PEDREGULHO
SOBRE SUBLEITO ARENOSO
 SAIBRO SOBRE SUBLEITO ARGILOSO OU CAMADA ARGILOSA
 REFORÇO DE SUBLEITO DE BAIXA CAPACIDADE DE SUPORTE
COM CAMADA DE PEDRA E POSTERIOR CAMADA DE SAIBRO
 BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS SOBRE SUBLEITO
ARGILOSO
 BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS SOBRE SUBLEITO
ARENOSO

59
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 MISTURA DE AGREGADO NATURAL DE ARENITO + AREIA
ARGILOSA VERMELHA SOBRE SUBLEITO ARENOSO
 AGREGADO NATURAL DE ARENITO COM FINOS
 CAMADA DE BRITA GRADUADA + CAMADA DE PEDRISCO
SOBRE SUBLEITO DE AREIA ARGILOSA VERMELHA OU
REFORÇO DE SUBLEITO COM ESSE MATERIAL
 AGULHAMENTO DE BRITA SOBRE SUBLEITO ARGILOSO OU
CAMADA DE ARGILA
 CAMADA DE BICA CORRIDA

60
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

ARGILA VERMELHA + AREIA GROSSA COM


PEDREGULHO SOBRE SUBLEITO ARENOSO
61 PELOTAS – PLANÍCIE LITORÂNEA
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 ARGILA VERMELHA + AREIA GROSSA COM PEDREGULHO
SOBRE SUBLEITO ARENOSO
- argila altamente intemperizada
- cuidados na compactação (umidade e grau de compactação)
- a drenagem tem que ser muito eficiente (não pode saturar a
argila)
- a areia grossa deve possuir pelo menos 5% de pedregulho e deve
ser praticamente isenta de silte e argila
- atenção especial na execução nas interfaces das camadas
62
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

SAIBRO SOBRE SUBLEITO ARGILOSO


ARROIO GRANDE – ESCUDO
63 RIOGRANDENSE
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

ARGILA VERMELHA + SAIBRO


(PEDREGULHO ARENOSO) SOBRE
SUBLEITO ARENOSO
64 SÃO GABRIEL – DEPRESSÃO CENTRAL
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 SAIBRO SOBRE SUBLEITO ARGILOSO OU CAMADA ARGILOSA
- no caso de camada argilosa, são válidas para a mesma as
mesmas considerações do caso anterior e a camada de saibro
deve ter a menor espessura possível que seja exequível (5 cm)
- no caso de subleito argiloso, a espessura da camada deve ser
prevista de acordo com a natureza do subleito
- para ambos os casos, os finos do saibro devem ser avaliados e o
material não deve conter quantidade considerável de mica

65
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

PEDRA + SAIBRO
HULHA NEGRA – DEPRESSÃO CENTRAL
66
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 REFORÇO DE SUBLEITO DE BAIXA CAPACIDADE DE SUPORTE
COM CAMADA DE PEDRA E POSTERIOR CAMADA DE SAIBRO
- a pedra utilizada deve ser avaliada
- a camada de saibro deve ter a menor espessura possível que seja
exequível (5 cm)
- os finos do saibro devem ser avaliados e o material não deve
conter quantidade considerável de mica
- solução suscetível à erosão
- desejável a incorporação de argila de boa qualidade ao saibro
67
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS


SOBRE SUBLEITO ARGILOSO
68 SÃO LUIZ GONZAGA – PLANALTO
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS SOBRE SUBLEITO
ARGILOSO
- ambas as frações e o subleito devem ser avaliados
- se a argila do subleito for de boa qualidade, aplica-se a menor
camada exequível (10 cm), do contrário a espessura necessária
para garantir a capacidade estrutural

69
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS


SOBRE SUBLEITO ARENOSO
70 ALEGRETE – CUESTA DO HAEDO
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 BASALTO DECOMPOSTO COM FINOS SOBRE SUBLEITO
ARENOSO
- ambas as frações e o subleito devem ser avaliados
- aplica-se a espessura necessária para garantir a capacidade
estrutural

71
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

MISTURA ARENITO + AREIA ARGILOSA


SOBRE SUBLEITO ARENOSO
72SANT. DO LIVRAMENTO – DEP. CENTRAL
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 MISTURA DE AGREGADO NATURAL DE ARENITO + AREIA
ARGILOSA VERMELHA SOBRE SUBLEITO ARENOSO
- ambas as frações e o subleito devem ser avaliados
- aplica-se a espessura necessária para garantir a capacidade
estrutural

73
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

AGREGADO NATURAL
DE ARENITO COM FINOS
74SANT. DO LIVRAMENTO – DEP. CENTRAL
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 AGREGADO NATURAL DE ARENITO COM FINOS
- ambas as frações e o subleito devem ser avaliados
- aplica-se a espessura necessária para garantir a capacidade
estrutural

75
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BRITA + PEDRISCO SOBRE CAMADA OU


SUBLEITO DE AREIA ARGILOSA
76 NOVA SANTA RITA – DEP. CENTRAL
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 CAMADA DE BRITA GRADUADA + CAMADA DE PEDRISCO
SOBRE SUBLEITO DE AREIA ARGILOSA VERMELHA OU
REFORÇO DE SUBLEITO COM ESSE MATERIAL
- solução pouco recomendável em razão da suscetibilidade do
surgimento de panelas
- havendo disponibilidade de material de qualidade, é melhor
aumentar a espessura de areia argilosa e eliminar a camada de
brita e substituir o pedrisco por saibro ou areia grossa

77
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

AGULHAMENTO DE BRITA
SOBRE SUBLEITO ARGILOSO
78 SANTA CRUZ DO SUL – PLANALTO
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 AGULHAMENTO DE BRITA SOBRE SUBLEITO ARGILOSO
- só funciona se a argila do subleito for de boa qualidade
- pelo motivo acima, deve-se avaliar de antemão a qualidade da
argila do subleito
- evitar espessura em excesso (exemplo na foto)
- britas de formato prismático são preferíveis àquelas de formato
lamelar
- se a argila do subleito for de má qualidade, pode-se executar uma
camada de argila de boa qualidade e depois efetuar o
79
agulhamento da brita
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BICA CORRIDA
INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO
(http://www.flickr.com/photos/abrecon/page3)
80
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

ALGUNS EXEMPLOS DE SOLUÇÃO


 CAMADA DE BICA CORRIDA
- produzida por britador móvel
- as frações devem ser devidamente avaliadas
- havendo deficiência de finos, argila de boa qualidade deve ser
incorporada na mistura
- a espessura a adotar depende da natureza da camada subjacente
e da granulometria da brita

81
REVESTIMENTO PRIMÁRIO

SOLUÇÕES NÃO RECOMENDÁVEIS


 MATERIAIS QUE JÁ DE ANTEMÃO NOS SE ENQUADREM NOS
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO INICIAL
 PEDRA SEM FINOS
 BRITA PURA SOBRE ESTRATO CONSOLIDADO SEM PRÉVIA
ESCARIFICAÇÃO
 BRITA PURA SOBRE SUBLEITO ARENOSO OU SOBRE
SUBLEITO DE ARGILA DE MÁ QUALIDADE
 SAIBRO SOBRE SUBLEITO ARENOSO

82
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

MATERIAIS INADEQUADOS
83 RUPTURA PRECOCE
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

84
PEDRA SEM FINOS
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BRITA PURA SOBRE ESTRATO


85 SEM PRÉVIA ESCARIFICAÇÃO
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BRITA SOBRE SUBLEITO ARENOSO


86
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

BRITA SOBRE SUBLEITO


87 ARGILOSO DE MÁ QUALIDADE
DESCRIÇÃO DOS ITENS QUE COMPÕEM O
PROJETO BÁSICO E DAS ETAPAS DE EXECUÇÃO
DAS OBRAS E SERVIÇOS

88
SAIBRO SOBRE SUBLEITO ARENOSO
OBRIGADO!
89