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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar


palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça
a memória visual, favorecendo o entendimento.

Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva,


há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.
1.Ortografia Oficial, Tipologia textual, Acentuação gráfi- No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto
ca. com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da
2. Flexão nominal e verbal. época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-
3. Emprego das Classes de palavras. tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui
4. Pronomes: emprego, formas de tratamento e coloca- não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica
ção. da fonte e na identificação do autor.
5. Tempos e modos verbais.
A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de
6. Vozes do verbo.
resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exceto,
7. Concordância nominal e verbal. errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequada.
8. Regência nominal e verbal. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais ade-
9. Crase. quado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
10. Pontuação. isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
11. Significação das palavras. ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
12. Homônimos e parônimos. alternativa mais completa.
13. Compreensão e interpretação de texto.
] Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento
do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de será mais consciente e segura.
necessitar de um bom léxico internalizado.
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um
confronto entre todas as partes que compõem o texto.
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- até o fim, ininterruptamente;
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
diante de uma temática qualquer. umas três vezes ou mais;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
Denotação e Conotação 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- 07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- ensão;
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
respondente;
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- exata ou a mais completa;
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
diferenciadas em seus leitores. lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste resposta;
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e definindo o tema e a mensagem;
esclareçam o sentido. 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
Como Ler e Entender Bem um Texto simos na interpretação do texto.
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu de fome.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- do fato (= morte de "ele").
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo Ex.: Ele morreu faminto.

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faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
quando morreu.; O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei- material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela
as estão coordenadas entre si; natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da
de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu
Cunegundes espírito.

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS  Narrador: observador e personagem: O narrador, como já disse-


TEXTO NARRATIVO mos, é a personagem que está a contar a história. A posição em
 As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for- que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o
ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-
dos fatos. zado por :
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon-
heroína, personagem principal da história. tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa.
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narrati-
O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota- va que é feito em 1a pessoa.
gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aqui-
contracena em primeiro plano. lo que é observável exteriormente no comportamento da persona-
gem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narrador é
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.
sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra-  Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apre-
ção. sentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a
história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em
O narrador que está a contar a história também é uma personagem, 1a pessoa ou 3a pessoa.
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor-
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Formas de apresentação da fala das personagens
Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- três maneiras de comunicar as falas das personagens.
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e  Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- vés do diálogo.
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações Exemplo:
perante os acontecimentos. “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verda-
de. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carnaval a cidade
 Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a é do povo e de ninguém mais”.
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po-
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
desenlace ou desfecho. travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
os verbos de locução podem ser omitidos.
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente,
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre,  Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. E-
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou xemplo:
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passados, os
resses entre as personagens. meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reu-
nia naquele momento, a minha literatura e os menos sombrios por
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- vir”.
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.  Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
 Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- Exemplo:
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto.
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares,
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que esti-
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- vesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem
cionados ao principal. fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como
 Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- eles? Só sendo doido mesmo”.
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter (José Lins do Rego)
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve-
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são TEXTO DESCRITIVO
extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
narrativo. terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
 Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- unificada.
to que aconteceu depois.

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Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari- saprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e objetos
ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a
pouco. respeito de algo.

Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc- O TEXTO ARGUMENTATIVO
nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
Baseado em Adilson Citelli
 Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente A linguagem é capaz de criar e representar realidades, sendo caracte-
através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje- rizada pela identificação de um elemento de constituição de sentidos. Os
tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên- discursos verbais podem ser formados de várias maneiras, para dissertar
cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o ou argumentar, descrever ou narrar, colocamos em práticas um conjunto de
que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti- referências codificadas há muito tempo e dadas como estruturadoras do
vo, fenomênico, ela é exata e dimensional. tipo de texto solicitado.
 Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das
personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, Para se persuadir por meio de muitos recursos da língua é necessário
pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen- que um texto possua um caráter argumentativo/descritivo. A construção de
to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so- um ponto de vista de alguma pessoa sobre algo, varia de acordo com a sua
cial e econômico . análise e esta dar-se-á a partir do momento em que a compreensão do
 Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o ob- conteúdo, ou daquilo que fora tratado seja concretado. A formação discursi-
servador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para va é responsável pelo emassamento do conteúdo que se deseja transmitir,
depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes ou persuadir, e nele teremos a formação do ponto de vista do sujeito, suas
mais típicas desse todo. análises das coisas e suas opiniões. Nelas, as opiniões o que fazemos é
 Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos am- soltar concepções que tendem a ser orientadas no meio em que o indivíduo
bientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visu- viva. Vemos que o sujeito lança suas opiniões com o simples e decisivo
alização das suas particularidades, de seus traços distintivos e típi- intuito de persuadir e fazer suas explanações renderem o convencimento
cos. do ponto de vista de algo/alguém.
 Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que
se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um Na escrita, o que fazemos é buscar intenções de sermos entendidos e
incêndio, de uma briga, de um naufrágio. desejamos estabelecer um contato verbal com os ouvintes e leitores, e
 Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características gerais todas as frases ou palavras articuladas produzem significações dotadas de
da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabulário intencionalidade, criando assim unidades textuais ou discursivas. Dentro
mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É pre- deste contexto da escrita, temos que levar em conta que a coerência é de
dominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer con- relevada importância para a produção textual, pois nela se dará uma se-
vencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanismos, quência das ideias e da progressão de argumentos a serem explanadas.
a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. Sendo a argumentação o procedimento que tornará a tese aceitável, a
apresentação de argumentos atingirá os seus interlocutores em seus objeti-
TEXTO DISSERTATIVO vos; isto se dará através do convencimento da persuasão. Os mecanismos
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- da coesão e da coerência serão então responsáveis pela unidade da for-
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques- mação textual.
tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever
com clareza, coerência e objetividade. Dentro dos mecanismos coesivos, podem realizar-se em contextos
verbais mais amplos, como por jogos de elipses, por força semântica, por
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir recorrências lexicais, por estratégias de substituição de enunciados.
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. Um mecanismo mais fácil de fazer a comunicação entre as pessoas é a
linguagem, quando ela é em forma da escrita e após a leitura, (o que ocorre
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- agora), podemos dizer que há de ter alguém que transmita algo, e outro
do o contexto. que o receba. Nesta brincadeira é que entra a formação de argumentos
com o intuito de persuadir para se qualificar a comunicação; nisto, estes
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em : argumentos explanados serão o germe de futuras tentativas da comunica-
 Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados fundamen- ção ser objetiva e dotada de intencionalidade, (ver Linguagem e Persua-
tais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e objetiva são).
da definição do ponto de vista do autor.
 Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo- Sabe-se que a leitura e escrita, ou seja, ler e escrever; não tem em sua
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- unidade a mono característica da dominação do idioma/língua, e sim o
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias propósito de executar a interação do meio e cultura de cada indivíduo. As
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num relações intertextuais são de grande valia para fazer de um texto uma
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- alusão à outros textos, isto proporciona que a imersão que os argumentos
sencadeia a conclusão. dão tornem esta produção altamente evocativa.
 Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- A paráfrase é também outro recurso bastante utilizado para trazer a um
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para texto um aspecto dinâmico e com intento. Juntamente com a paródia, a
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer paráfrase utiliza-se de textos já escritos, por alguém, e que tornam-se algo
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese espetacularmente incrível. A diferença é que muitas vezes a paráfrase não
e opinião. possui a necessidade de persuadir as pessoas com a repetição de argu-
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é mentos, e sim de esquematizar novas formas de textos, sendo estes dife-
a obra ou ação que realmente se praticou. rentes. A criação de um texto requer bem mais do que simplesmente a
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou junção de palavras a uma frase, requer algo mais que isto. É necessário ter
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so- na escolha das palavras e do vocabulário o cuidado de se requisitá-las,
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. bem como para se adotá-las. Um texto não é totalmente auto-explicativo,
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou de- daí vem a necessidade de que o leitor tenha um emassado em seu histórico
uma relação interdiscursiva e intertextual.

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As metáforas, metomínias, onomatopeias ou figuras de linguagem, en- O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo,
tram em ação inseridos num texto como um conjunto de estratégias capa- muitas das vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos.
zes de contribuir para os efeitos persuasivos dele. A ironia também é muito Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo, e comenta que ela pode
utilizada para causar este efeito, umas de suas características salientes, é apresentar as tipologias descrição, injunção, exposição, narração e argu-
que a ironia dá ênfase à gozação, além de desvalorizar ideias, valores da mentação. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero
oposição, tudo isto em forma de piada. de heterogeneidade tipológica.

Uma das últimas, porém não menos importantes, formas de persuadir Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Para ele, dificilmente
através de argumentos, é a Alusão ("Ler não é apenas reconhecer o dito, são encontrados tipos puros. Realmente é raro um tipo puro. Num texto
mais também o não-dito"). Nela, o escritor trabalha com valores, ideias ou como a bula de remédio, por exemplo, que para Fávero & Koch (1987) é
conceitos pré estabelecidos, sem porém com objetivos de forma clara e um texto injuntivo, tem-se a presença de várias tipologias, como a descri-
concisa. O que acontece é a formação de um ambiente poético e sugerível, ção, a injunção e a predição4. Travaglia afirma que um texto se define como
capaz de evocar nos leitores algo, digamos, uma sensação... de um tipo por uma questão de dominância, em função do tipo de interlocu-
ção que se pretende estabelecer e que se estabelece, e não em função do
Texto Base: CITELLI, Adilson; “O Texto Argumentativo” São Paulo SP, espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto.
Editora ..Scipione, 1994 - 6ª edição.
Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero
GÊNEROS TEXTUAIS mas ter sido construído em outro, Marcuschi dá o nome de intertextualidade
intergêneros. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no
Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente
literários ou não. Modalidades discursivas constituem as estruturas e as híbrida, sendo que um gênero assume a função de outro.
funções sociais (narrativas, dissertativas, argumentativas, procedimentais e
exortativas), utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros, mas fala de um in-
forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, tercâmbio de tipos. Explicando, ele afirma que um tipo pode ser usado no
convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comédias, lugar de outro tipo, criando determinados efeitos de sentido impossíveis, na
contos de fadas, convênios, crônicas, editoriais, ementas, ensaios, entrevis- opinião do autor, com outro dado tipo. Para exemplificar, ele fala de descri-
tas, circulares, contratos, decretos, discursos políticos ções e comentários dissertativos feitos por meio da narração.

A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é, no meu enten- Resumindo esse ponto, Marcuschi traz a seguinte configuração teórica:
der, importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura,  intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro
compreensão e produção de textos1. O que pretendemos neste pequeno  heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários
ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipo- tipos
logia Textual, usando, para isso, as considerações feitas por Marcuschi Travaglia mostra o seguinte:
(2002) e Travaglia (2002), que faz apontamentos questionáveis para o  conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos
termo Tipologia Textual. No final, apresento minhas considerações a respei-  intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro
to de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia.
Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gê-
Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura, compreen- neros não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos
são e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial historicamente pelo ser humano. Um gênero, para ele, pode não ter uma
o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Para
capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para exemplificar, o autor fala, mais uma vez, da carta pessoal. Mesmo que o
produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica autor da carta não tenha assinado o nome no final, ela continuará sendo
de interação humana. carta, graças as suas propriedades necessárias e suficientes5.Ele diz,
ainda, que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma
Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na esco- lista de produtos em oferta. O que importa é que esteja fazendo divulgação
la a partir da abordagem do Gênero Textual Marcuschi não demonstra de produtos, estimulando a compra por parte de clientes ou usuários da-
favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual, uma vez que, para ele, quele produto.
o trabalho fica limitado, trazendo para o ensino alguns problemas, uma vez
que não é possível, por exemplo, ensinar narrativa em geral, porque, embo- Para Marcuschi, Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para
ra possamos classificar vários textos como sendo narrativos, eles se con- designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza
cretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças especí- linguística de sua composição. Em geral, os tipos textuais abrangem as
ficas. categorias narração, argumentação, exposição, descrição e injunção (Swa-
les, 1990; Adam, 1990; Bronckart, 1999). Segundo ele, o termo Tipologia
Por outro lado, autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) Textual é usado para designar uma espécie de sequência teoricamente
defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Para o autor, sendo os textos definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais,
de diferentes tipos, eles se instauram devido à existência de diferentes sintáticos, tempos verbais, relações lógicas) (p. 22).
modos de interação ou interlocução. O trabalho com o texto e com os
diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da compe- Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os
tência comunicativa. De acordo com as ideias do autor, cada tipo de texto é textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam caracte-
apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a rísticas sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos, propriedades
apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para funcionais, estilo e composição característica.
atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco
capaz, em outros. Certamente, o professor teria que fazer uma espécie de Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um
levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos, para, modo de interação, uma maneira de interlocução, segundo perspectivas
a partir daí, iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. que podem variar. Essas perspectivas podem, segundo o autor, estar
ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fa-
Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem, de maneira equivoca- zer/acontecer, ou conhecer/saber, e quanto à inserção destes no tempo
da, o termo tipo de texto. Na verdade, para ele, não se trata de tipo de e/ou no espaço. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada
texto, mas de gênero de texto. O autor diz que não é correto afirmar que a pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou
carta pessoal, por exemplo, é um tipo de texto como fazem os livros. Ele não com o que ele diz. Surge, assim, o discurso da transformação, quando
atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual.

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o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. Se o da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa,
produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele, surge o discur- esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem
so da cumplicidade. Tem-se ainda, na opinião de Travaglia, uma perspecti- a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das
va em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. Da mesma quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às
forma, é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucio-
comprometimento ou não. Resumindo, cada uma das perspectivas apre- nalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico
sentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Assim, a primeira perspectiva e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e
faz surgir os tipos descrição, dissertação, injunção e narração. A segunda religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles.
perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não
argumentativo stricto sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Mar-
preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado cuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia
(comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipolo-
1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, gias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos
no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseri-
dos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que
Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma fun- uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional
ção social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita,
vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabe- de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, linguísti-
mos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo co, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discur-
com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que so autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia
ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de do discurso.
maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o
mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informa- Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando fa-
ções sobre um concurso público, por exemplo. lam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi
considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e
Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para
que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância
“qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o
gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produ-
tora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exteriori-
Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta dade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade
sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, comunicativa. O texto, para ele, é visto como
romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc.
uma unidade linguística concreta que é tomada pelos usuários da lín-
gua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma
Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o
unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reco-
que, na sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso,
nhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03).
comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social
de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail
entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que
sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcus-
apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado chi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais opera-
(com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e- cional do que formal.
mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia
exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa fun- Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a
ção de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero
alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipolo-
votar que pode ter sido feita a um candidato. gias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos
químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza.
Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colo-
carei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões
não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros
apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho
rígida, como o bilhete. com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus
mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele
Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a apresenta a ideia básica de que um maior conhecimento do funcionamento
de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos dos Gêneros Textuais é importante para a produção e para a compreensão
formais de estrutura e de superfície linguística e/ou aspectos de conteúdo. de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do
Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo ensino no seu tratamento à Tipologia Textual.
narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta
as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipolo-
mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e gia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem pare-
comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a corres- ce ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram
pondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos
romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem
de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie merece maiores discussões.
daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível
especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ide-
dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes. ais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de
gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais
Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Mar- formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros
cuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domí- devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Sch-
nio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas neuwly & Dolz (2004).

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2 - Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pou-
Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a co a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo.
Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria 3 - Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente des-
que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto critiva, ou dissertativa, ou injuntiva, ou narrativa, ou argumentativa.
deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto, caracteriza-
será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja do como carta, apenas com descrições, ou apenas com injunções.
considerada a ideia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, Por outro lado, meio que contrariando o que acabara de afirmar,
porém dois são mais pertinentes: ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo.
a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composi- 4 - Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem pre-
ção de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. visão, como o boletim meteorológico e o horóscopo.
Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao alu- 5 - Necessárias para a carta, e suficientes para que o texto seja uma
no o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. carta.
Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola 6 - Segundo Travaglia (1991), texto argumentativo stricto sensu é o
teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais que faz argumentação explícita.
trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produ- 7 - Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. Sílvio Ribeiro da Sil-
zir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com va
o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de
trabalhar com os outros tipos?); TIPOLOGIA TEXTUAL
b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida.

Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gêne- A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles
ro Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamen- verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia
te uma ou mais sequências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os
algum gênero textual. interlocutores.
Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um
Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era
texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo
feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto
falamos sozinhos.
fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso,
não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais
ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste funda- travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que
mentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base existem tipos textuais e gêneros textuais.
uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação
de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras moda- Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado
lidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto,
(Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um
equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver.
dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os
tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e
quanto no ensino médio. Dissertação.
O ensino-aprendizagem de leitura, compreensão e produção de texto Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo
pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado
de Língua Materna hoje, não mais visto aqui como um especialista em assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em
textos literários ou científicos, distantes da realidade e da prática textual do prosa.
aluno, mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais, orais
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se
e escritas, de uso social. Assim, o espaço da sala de aula é transformado
conceituam como gêneros textuais as diversas situações
numa verdadeira oficina de textos de ação social, o que é viabilizado e
sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como
concretizado pela adoção de algumas estratégias, como enviar uma carta
exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma
para um aluno de outra classe, fazer um cartão e ofertar a alguém, enviar
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se-
uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura, realizar uma entre-
iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto
vista, etc. Essas atividades, além de diversificar e concretizar os leitores
do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico.
das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”), permi-
tem também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de Mas como toda escrita perfaz-se de uma técnica para compô-la, é
pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. A avaliação extremamente importante que saibamos a maneira correta de produzir esta
dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literá- gama de textos. À medida que a praticamos, vamos nos aperfeiçoando
rios ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é mais e mais na sua performance estrutural. Por Vânia Duarte
aquele que apresenta, ou só apresenta, características literárias, mas
aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzi- O Conto
do, ou seja, se a escolha do gênero, se a estrutura, o conteúdo, o estilo e o É um relato em prosa de fatos fictícios. Consta de três momentos perfeita-
nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalida- mente diferenciados: começa apresentando um estado inicial de equilíbrio;
de do texto. segue com a intervenção de uma força, com a aparição de um conflito, que
dá lugar a uma série de episódios; encerra com a resolução desse conflito
Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a que permite, no estágio final, a recuperação do equilíbrio perdido.
oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais
socialmente utilizados, sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação Todo conto tem ações centrais, núcleos narrativos, que estabelecem entre
humana, percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua si uma relação causal. Entre estas ações, aparecem elementos de recheio
constituição como sujeito. A atividade com a língua, assim, favoreceria o (secundários ou catalíticos), cuja função é manter o suspense. Tanto os
exercício da interação humana, da participação social dentro de uma socie- núcleos como as ações secundárias colocam em cena personagens que as
dade letrada. cumprem em um determinado lugar e tempo. Para a apresentação das
1 - Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gêne- características destes personagens, assim como para as indicações de
ro ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara pa- lugar e tempo, apela-se a recursos descritivos.
ra selecionar os textos com os quais trabalhará.

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Um recurso de uso frequente nos contos é a introdução do diálogo das nadas pelas entradas e saídas das personagens e/ou por diferentes qua-
personagens, apresentado com os sinais gráficos correspondentes (os dros, que correspondem a mudanças de cenografias.
travessões, para indicar a mudança de interlocutor).
Nas obras teatrais são incluídos textos de trama descritiva: são as chama-
A observação da coerência temporal permite ver se o autor mantém a linha das notações cênicas, através das quais o autor dá indicações aos atores
temporal ou prefere surpreender o leitor com rupturas de tempo na apre- sobre a entonação e a gestualidade e caracteriza as diferentes cenografias
sentação dos acontecimentos (saltos ao passado ou avanços ao futuro). que considera pertinentes para o desenvolvimento da ação. Estas notações
apresentam com frequência orações unimembres e/ou bimembres de
A demarcação do tempo aparece, geralmente, no parágrafo inicial. Os predicado não verbal.
contos tradicionais apresentam fórmulas características de introdução de
temporalidade difusa: "Era uma vez...", "Certa vez...". O Poema
Os tempos verbais desempenham um papel importante na construção e na Texto literário, geralmente escrito em verso, com uma distribuição espacial
interpretação dos contos. Os pretéritos imperfeito e o perfeito predominam muito particular: as linhas curtas e os agrupamentos em estrofe dão rele-
na narração, enquanto que o tempo presente aparece nas descrições e nos vância aos espaços em branco; então, o texto emerge da página com uma
diálogos. silhueta especial que nos prepara para sermos introduzidos nos misteriosos
labirintos da linguagem figurada. Pede uma leitura em voz alta, para captar
O pretérito imperfeito apresenta a ação em processo, cuja incidência chega o ritmo dos versos, e promove uma tarefa de abordagem que pretende
ao momento da narração: "Rosário olhava timidamente seu pretendente, extrair a significação dos recursos estilísticos empregados pelo poeta, quer
enquanto sua mãe, da sala, fazia comentários banais sobre a história seja para expressar seus sentimentos, suas emoções, sua versão da
familiar." O perfeito, ao contrário, apresenta as ações concluídas no passa- realidade, ou para criar atmosferas de mistério de surrealismo, relatar
do: "De repente, chegou o pai com suas botas sujas de barro, olhou sua epopeias (como nos romances tradicionais), ou, ainda, para apresentar
filha, depois o pretendente, e, sem dizer nada, entrou furioso na sala". ensinamentos morais (como nas fábulas).
A apresentação das personagens ajusta-se à estratégia da definibilidade: O ritmo - este movimento regular e medido - que recorre ao valor sonoro
são introduzidas mediante uma construção nominal iniciada por um artigo das palavras e às pausas para dar musicalidade ao poema, é parte essen-
indefinido (ou elemento equivalente), que depois é substituído pelo definido, cial do verso: o verso é uma unidade rítmica constituída por uma série
por um nome, um pronome, etc.: "Uma mulher muito bonita entrou apressa- métrica de sílabas fônicas. A distribuição dos acentos das palavras que
damente na sala de embarque e olhou à volta, procurando alguém impaci- compõem os versos tem uma importância capital para o ritmo: a musicali-
entemente. A mulher parecia ter fugido de um filme romântico dos anos 40." dade depende desta distribuição.
O narrador é uma figura criada pelo autor para apresentar os fatos que Lembramos que, para medir o verso, devemos atender unicamente à
constituem o relato, é a voz que conta o que está acontecendo. Esta voz distância sonora das sílabas. As sílabas fônicas apresentam algumas
pode ser de uma personagem, ou de uma testemunha que conta os fatos diferenças das sílabas ortográficas. Estas diferenças constituem as chama-
na primeira pessoa ou, também, pode ser a voz de uma terceira pessoa das licenças poéticas: a diérese, que permite separar os ditongos em suas
que não intervém nem como ator nem como testemunha. sílabas; a sinérese, que une em uma sílaba duas vogais que não constitu-
Além disso, o narrador pode adotar diferentes posições, diferentes pontos em um ditongo; a sinalefa, que une em uma só sílaba a sílaba final de uma
de vista: pode conhecer somente o que está acontecendo, isto é, o que as palavra terminada em vogal, com a inicial de outra que inicie com vogal ou
personagens estão fazendo ou, ao contrário, saber de tudo: o que fazem, h; o hiato, que anula a possibilidade da sinalefa. Os acentos finais também
pensam, sentem as personagens, o que lhes aconteceu e o que lhes acon- incidem no levantamento das sílabas do verso. Se a última palavra é paro-
tecerá. Estes narradores que sabem tudo são chamados oniscientes. xítona, não se altera o número de sílabas; se é oxítona, soma-se uma
sílaba; se é proparoxítona, diminui-se uma.
A Novela
A rima é uma característica distintiva, mas não obrigatória dos versos, pois
É semelhante ao conto, mas tem mais personagens, maior número de existem versos sem rima (os versos brancos ou soltos de uso frequente na
complicações, passagens mais extensas com descrições e diálogos. As poesia moderna). A rima consiste na coincidência total ou parcial dos
personagens adquirem uma definição mais acabada, e as ações secundá- últimos fonemas do verso. Existem dois tipos de rimas: a consoante (coin-
rias podem chegar a adquirir tal relevância, de modo que terminam por cidência total de vogais e consoante a partir da última vogal acentuada) e a
converter-se, em alguns textos, em unidades narrativas independentes. assonante (coincidência unicamente das vogais a partir da última vogal
A Obra Teatral acentuada). A métrica mais frequente dos versos vai desde duas até de-
zesseis sílabas. Os versos monossílabos não existem, já que, pelo acento,
Os textos literários que conhecemos como obras de teatro (dramas, tragé- são considerados dissílabos.
dias, comédias, etc.) vão tecendo diferentes histórias, vão desenvolvendo
diversos conflitos, mediante a interação linguística das personagens, quer As estrofes agrupam versos de igual medida e de duas medidas diferentes
dizer, através das conversações que têm lugar entre os participantes nas combinadas regularmente. Estes agrupamentos vinculam-se à progressão
situações comunicativas registradas no mundo de ficção construído pelo temática do texto: com frequência, desenvolvem uma unidade informativa
texto. Nas obras teatrais, não existe um narrador que conta os fatos, mas vinculada ao tema central.
um leitor que vai conhecendo-os através dos diálogos e/ ou monólogos das Os trabalhos dentro do paradigma e do sintagma, através dos mecanismos
personagens. de substituição e de combinação, respectivamente, culminam com a criação
Devido à trama conversacional destes textos, torna-se possível encontrar de metáforas, símbolos, configurações sugestionadoras de vocábulos,
neles vestígios de oralidade (que se manifestam na linguagem espontânea metonímias, jogo de significados, associações livres e outros recursos
das personagens, através de numerosas interjeições, de alterações da estilísticos que dão ambiguidade ao poema.
sintaxe normal, de digressões, de repetições, de dêiticos de lugar e tempo. TEXTOS JORNALÍSTICOS
Os sinais de interrogação, exclamação e sinais auxiliares servem para
moldar as propostas e as réplicas e, ao mesmo tempo, estabelecem os Os textos denominados de textos jornalísticos, em função de seu portador (
turnos de palavras. jornais, periódicos, revistas), mostram um claro predomínio da função
informativa da linguagem: trazem os fatos mais relevantes no momento em
As obras de teatro atingem toda sua potencialidade através da representa- que acontecem. Esta adesão ao presente, esta primazia da atualidade,
ção cênica: elas são construídas para serem representadas. O diretor e os condena-os a uma vida efêmera. Propõem-se a difundir as novidades
atores orientam sua interpretação. produzidas em diferentes partes do mundo, sobre os mais variados temas.
Estes textos são organizados em atos, que estabelecem a progressão De acordo com este propósito, são agrupados em diferentes seções: infor-
temática: desenvolvem uma unidade informativa relevante para cada conta- mação nacional, informação internacional, informação local, sociedade,
to apresentado. Cada ato contém, por sua vez, diferentes cenas, determi- economia, cultura, esportes, espetáculos e entretenimentos.

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A ordem de apresentação dessas seções, assim como a extensão e o polícia; e das formas impessoais: A perseguição aos delinquentes foi feita
tratamento dado aos textos que incluem, são indicadores importantes tanto por um patrulheiro.
da ideologia como da posição adotada pela publicação sobre o tema abor-
dado. A progressão temática das notícias gira em tomo das perguntas o quê?
quem? como? quando? por quê e para quê?.
Os textos jornalísticos apresentam diferentes seções. As mais comuns são
as notícias, os artigos de opinião, as entrevistas, as reportagens, as crôni- O Artigo de Opinião
cas, as resenhas de espetáculos. Contém comentários, avaliações, expectativas sobre um tema da atualida-
A publicidade é um componente constante dos jornais e revistas, à medida de que, por sua transcendência, no plano nacional ou internacional, já é
que permite o financiamento de suas edições. Mas os textos publicitários considerado, ou merece ser, objeto de debate.
aparecem não só nos periódicos como também em outros meios ampla- Nessa categoria, incluem-se os editoriais, artigos de análise ou pesquisa e
mente conhecidos como os cartazes, folhetos, etc.; por isso, nos referire- as colunas que levam o nome de seu autor. Os editoriais expressam a
mos a eles em outro momento. posição adotada pelo jornal ou revista em concordância com sua ideologia,
Em geral, aceita-se que os textos jornalísticos, em qualquer uma de suas enquanto que os artigos assinados e as colunas transmitem as opiniões de
seções, devem cumprir certos requisitos de apresentação, entre os quais seus redatores, o que pode nos levar a encontrar, muitas vezes, opiniões
destacamos: uma tipografia perfeitamente legível, uma diagramação cuida- divergentes e até antagônicas em uma mesma página.
da, fotografias adequadas que sirvam para complementar a informação Embora estes textos possam ter distintas superestruturas, em geral se
linguística, inclusão de gráficos ilustrativos que fundamentam as explica- organizam seguindo uma linha argumentativa que se inicia com a identifica-
ções do texto. ção do tema em questão, acompanhado de seus antecedentes e alcance, e
É pertinente observar como os textos jornalísticos distribuem-se na publica- que segue com uma tomada de posição, isto é, com a formulação de uma
ção para melhor conhecer a ideologia da mesma. Fundamentalmente, a tese; depois, apresentam-se os diferentes argumentos de forma a justificar
primeira página, as páginas ímpares e o extremo superior das folhas dos esta tese; para encerrar, faz-se uma reafirmação da posição adotada no
jornais trazem as informações que se quer destacar. Esta localização início do texto.
antecipa ao leitor a importância que a publicação deu ao conteúdo desses A efetividade do texto tem relação direta não só com a pertinência dos
textos. argumentos expostos como também com as estratégias discursivas usadas
O corpo da letra dos títulos também é um indicador a considerar sobre a para persuadir o leitor. Entre estas estratégias, podemos encontrar as
posição adotada pela redação. seguintes: as acusações claras aos oponentes, as ironias, as insinuações,
as digressões, as apelações à sensibilidade ou, ao contrário, a tomada de
A Notícia distância através do uso das construções impessoais, para dar objetividade
e consenso à análise realizada; a retenção em recursos descritivos - deta-
Transmite uma nova informação sobre acontecimentos, objetos ou lhados e precisos, ou em relatos em que as diferentes etapas de pesquisa
pessoas. estão bem especificadas com uma minuciosa enumeração das fontes da
As notícias apresentam-se como unidades informativas completas, que informação. Todos eles são recursos que servem para fundamentar os
contêm todos os dados necessários para que o leitor compreenda a infor- argumentos usados na validade da tese.
mação, sem necessidade ou de recorrer a textos anteriores (por exemplo, A progressão temática ocorre geralmente através de um esquema de temas
não é necessário ter lido os jornais do dia anterior para interpretá-la), ou de derivados. Cada argumento pode encerrar um tópico com seus respectivos
ligá-la a outros textos contidos na mesma publicação ou em publicações comentários.
similares.
Estes artigos, em virtude de sua intencionalidade informativa, apresentam
É comum que este texto use a técnica da pirâmide invertida: começa pelo uma preeminência de orações enunciativas, embora também incluam, com
fato mais importante para finalizar com os detalhes. Consta de três partes frequência, orações dubitativas e exortativas devido à sua trama argumen-
claramente diferenciadas: o título, a introdução e o desenvolvimento. O tativa. As primeiras servem para relativizar os alcances e o valor da infor-
título cumpre uma dupla função - sintetizar o tema central e atrair a atenção mação de base, o assunto em questão; as últimas, para convencer o leitor
do leitor. Os manuais de estilo dos jornais (por exemplo: do Jornal El País, a aceitar suas premissas como verdadeiras. No decorrer destes artigos,
1991) sugerem geralmente que os títulos não excedam treze palavras. A opta-se por orações complexas que incluem proposições causais para as
introdução contém o principal da informação, sem chegar a ser um resumo fundamentações, consecutivas para dar ênfase aos efeitos, concessivas e
de todo o texto. No desenvolvimento, incluem-se os detalhes que não condicionais.
aparecem na introdução.
Para interpretar estes textos, é indispensável captar a postura ideológica do
A notícia é redigida na terceira pessoa. O redator deve manter-se à mar- autor, identificar os interesses a que serve e precisar sob que
gem do que conta, razão pela qual não é permitido o emprego da primeira circunstâncias e com que propósito foi organizada a informação exposta.
pessoa do singular nem do plural. Isso implica que, além de omitir o eu ou o Para cumprir os requisitos desta abordagem, necessitaremos utilizar
nós, também não deve recorrer aos possessivos (por exemplo, não se estratégias tais como a referência exofórica, a integração crítica dos dados
referirá à Argentina ou a Buenos Aires com expressões tais como nosso do texto com os recolhidos em outras fontes e a leitura atenta das
país ou minha cidade). entrelinhas a fim de converter em explícito o que está implícito.
Esse texto se caracteriza por sua exigência de objetividade e veracidade: Embora todo texto exija para sua interpretação o uso das estratégias men-
somente apresenta os dados. Quando o jornalista não consegue comprovar cionadas, é necessário recorrer a elas quando estivermos frente a um texto
de forma fidedigna os dados apresentados, costuma recorrer a certas de trama argumentativa, através do qual o autor procura que o leitor aceite
fórmulas para salvar sua responsabilidade: parece, não está descartado ou avalie cenas, ideias ou crenças como verdadeiras ou falsas, cenas e
que. Quando o redator menciona o que foi dito por alguma fonte, recorre ao opiniões como positivas ou negativas.
discurso direto, como, por exemplo:
A Reportagem
O ministro afirmou: "O tema dos aposentados será tratado na Câmara dos
Deputados durante a próxima semana . É uma variedade do texto jornalístico de trama conversacional que, para
informar sobre determinado tema, recorre ao testemunho de uma figura-
O estilo que corresponde a este tipo de texto é o formal. chave para o conhecimento deste tópico.
Nesse tipo de texto, são empregados, principalmente, orações A conversação desenvolve-se entre um jornalista que representa a publica-
enunciativas, breves, que respeitam a ordem sintática canônica. Apesar das ção e um personagem cuja atividade suscita ou merece despertar a aten-
notícias preferencialmente utilizarem os verbos na voz ativa, também é ção dos leitores.
frequente o uso da voz passiva: Os delinquentes foram perseguidos pela

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A reportagem inclui uma sumária apresentação do entrevistado, realizada tantivo rodeado de modificadores "duodécimo e último signo ou parte do
com recursos descritivos, e, imediatamente, desenvolve o diálogo. As Zodíaco, de 30° de amplitude..."), que incorporam maior informação medi-
perguntas são breves e concisas, à medida que estão orientadas para ante proposições subordinadas adjetivas: "que o Sol percorre aparentemen-
divulgar as opiniões e ideias do entrevistado e não as do entrevistador. te antes de terminar o inverno".
A Entrevista As definições contêm, também, informações complementares relacionadas,
por exemplo, com a ciência ou com a disciplina em cujo léxico se inclui o
Da mesma forma que reportagem, configura-se preferentemente mediante termo a definir (Piscis: Astron.); a origem etimológica do vocábulo ("do lat.
uma trama conversacional, mas combina com frequência este tecido com piscis"); a sua classificação gramatical (s.p.m.), etc.
fios argumentativos e descritivos. Admite, então, uma maior liberdade, uma
vez que não se ajusta estritamente à fórmula pergunta-resposta, mas Essas informações complementares contêm frequentemente abreviaturas,
detém-se em comentários e descrições sobre o entrevistado e transcreve cujo significado aparece nas primeiras páginas do Dicionário: Lat., Latim;
somente alguns fragmentos do diálogo, indicando com travessões a mu- Astron., Astronomia; s.p.m., substantivo próprio masculino, etc.
dança de interlocutor. É permitido apresentar uma introdução extensa com
os aspectos mais significativos da conversação mantida, e as perguntas O tema-base (introdução) e sua expansão descritiva - categorias básicas da
podem ser acompanhadas de comentários, confirmações ou refutações estrutura da definição - distribuem-se espacialmente em blocos, nos quais
sobre as declarações do entrevistado. diferentes informações costumam ser codificadas através de tipografias
diferentes (negrito para o vocabulário a definir; itálico para as etimologias,
Por tratar-se de um texto jornalístico, a entrevista deve necessariamente etc.). Os diversos significados aparecem demarcados em bloco mediante
incluir um tema atual, ou com incidência na atualidade, embora a conversa- barras paralelas e /ou números.
ção possa derivar para outros temas, o que ocasiona que muitas destas
entrevistas se ajustem a uma progressão temática linear ou a temas deri- Prorrogar (Do Jat. prorrogare) V.t.d. l. Continuar, dilatar, estender uma
vados. coisa por um período determinado. 112. Ampliar, prolongar 113. Fazer
continuar em exercício; adiar o término de.
Como ocorre em qualquer texto de trama conversacional, não existe uma
garantia de diálogo verdadeiro; uma vez que se pode respeitar a vez de A Nota de Enciclopédia
quem fala, a progressão temática não se ajusta ao jogo argumentativo de Apresenta, como a definição, um tema-base e uma expansão de trama
propostas e de réplicas. descritiva; porém, diferencia-se da definição pela organização e pela ampli-
TEXTOS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA tude desta expansão.

Esta categoria inclui textos cujos conteúdos provêm do campo das ciências A progressão temática mais comum nas notas de enciclopédia é a de
em geral. Os referentes dos textos que vamos desenvolver situam-se tanto temas derivados: os comentários que se referem ao tema-base constituem-
nas Ciências Sociais como nas Ciências Naturais. se, por sua vez, em temas de distintos parágrafos demarcados por subtítu-
los. Por exemplo, no tema República Argentina, podemos encontrar os
Apesar das diferenças existentes entre os métodos de pesquisa destas temas derivados: traços geológicos, relevo, clima, hidrografia, biogeografia,
ciências, os textos têm algumas características que são comuns a todas população, cidades, economia, comunicação, transportes, cultura, etc.
suas variedades: neles predominam, como em todos os textos informativos,
as orações enunciativas de estrutura bimembre e prefere-se a ordem Estes textos empregam, com frequência, esquemas taxionômicos, nos
sintática canônica (sujeito-verbo-predicado). quais os elementos se agrupam em classes inclusivas e incluídas. Por
exemplo: descreve-se "mamífero" como membro da classe dos vertebra-
Incluem frases claras, em que não há ambiguidade sintática ou semântica, dos; depois, são apresentados os traços distintivos de suas diversas varie-
e levam em consideração o significado mais conhecido, mais difundido das dades: terrestres e aquáticos.
palavras.
Uma vez que nestas notas há predomínio da função informativa da lingua-
O vocabulário é preciso. Geralmente, estes textos não incluem vocábulos a gem, a expansão é construída sobre a base da descrição científica, que
que possam ser atribuídos um multiplicidade de significados, isto é, evitam responde às exigências de concisão e de precisão.
os termos polissêmicos e, quando isso não é possível, estabelecem medi-
ante definições operatórias o significado que deve ser atribuído ao termo As características inerentes aos objetos apresentados aparecem através de
polissêmico nesse contexto. adjetivos descritivos - peixe de cor amarelada escura, com manchas pretas
no dorso, e parte inferior prateada, cabeça quase cônica, olhos muito
A Definição juntos, boca oblíqua e duas aletas dorsais - que ampliam a base informativa
dos substantivos e, como é possível observar em nosso exemplo, agregam
Expande o significado de um termo mediante uma trama descritiva, que qualidades próprias daquilo a que se referem.
determina de forma clara e precisa as características genéricas e diferenci-
ais do objeto ao qual se refere. Essa descrição contém uma configuração O uso do presente marca a temporalidade da descrição, em cujo tecido
de elementos que se relacionam semanticamente com o termo a definir predominam os verbos estáticos - apresentar, mostrar, ter, etc. - e os de
através de um processo de sinonímia. ligação - ser, estar, parecer, etc.
Recordemos a definição clássica de "homem", porque é o exemplo por O Relato de Experimentos
excelência da definição lógica, uma das construções mais generalizadas
dentro deste tipo de texto: O homem é um animal racional. A expansão do Contém a descrição detalhada de um projeto que consiste em manipular o
termo "homem" - "animal racional" - apresenta o gênero a que pertence, ambiente para obter uma nova informação, ou seja, são textos que
"animal", e a diferença específica, "racional": a racionalidade é o traço que descrevem experimentos.
nos permite diferenciar a espécie humana dentro do gênero animal. O ponto de partida destes experimentos é algo que se deseja saber, mas
Usualmente, as definições incluídas nos dicionários, seus portadores mais que não se pode encontrar observando as coisas tais como estão; é neces-
qualificados, apresentam os traços essenciais daqueles a que se referem: sário, então, estabelecer algumas condições, criar certas situações para
Fiscis (do lat. piscis). s.p.m. Astron. Duodécimo e último signo ou parte do concluir a observação e extrair conclusões. Muda-se algo para constatar o
Zodíaco, de 30° de amplitude, que o Sol percorre aparentemente antes de que acontece. Por exemplo, se se deseja saber em que condições uma
terminar o inverno. planta de determinada espécie cresce mais rapidamente, pode-se colocar
suas sementes em diferentes recipientes sob diferentes condições de
Como podemos observar nessa definição extraída do Dicionário de La Real luminosidade; em diferentes lugares, areia, terra, água; com diferentes
Academia Espa1ioJa (RAE, 1982), o significado de um tema base ou fertilizantes orgânicos, químicos etc., para observar e precisar em que
introdução desenvolve-se através de uma descrição que contém seus circunstâncias obtém-se um melhor crescimento.
traços mais relevantes, expressa, com frequência, através de orações
unimembres, constituídos por construções endocêntricas (em nosso exem-
plo temos uma construção endocêntrica substantiva - o núcleo é um subs-

Língua Portuguesa 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
A macroestrutura desses relatos contém, primordialmente, duas categorias: Discurso direto: ‘Ás raízes de meu pensamento – afirmou Echeverría -
uma corresponde às condições em que o experimento se realiza, isto é, ao nutrem-se do liberalismo’
registro da situação de experimentação; a outra, ao processo observado.
Discurso indireto: 'Écheverría afirmou que as raízes de seu pensamento
Nesses textos, então, são utilizadas com frequência orações que começam nutriam -se do liberalismo'
com se (condicionais) e com quando (condicional temporal):
Os textos monográficos recorrem, com frequência, aos verbos discendi
Se coloco a semente em um composto de areia, terra preta, húmus, a (dizer, expressar, declarar, afirmar, opinar, etc.), tanto para introduzir os
planta crescerá mais rápido. enunciados das fontes como para incorporar os comentários e opiniões do
emissor.
Quando rego as plantas duas vezes ao dia, os talos começam a mostrar
manchas marrons devido ao excesso de umidade. Se o propósito da monografia é somente organizar os dados que o autor
recolheu sobre o tema de acordo com um determinado critério de classifi-
Estes relatos adotam uma trama descritiva de processo. A variável tempo cação explícito (por exemplo, organizar os dados em tomo do tipo de fonte
aparece através de numerais ordinais: Em uma primeira etapa, é possível consultada), sua efetividade dependerá da coerência existente entre os
observar... em uma segunda etapa, aparecem os primeiros brotos ...; de dados apresentados e o princípio de classificação adotado.
advérbios ou de locuções adverbiais: Jogo, antes de, depois de, no mesmo
momento que, etc., dado que a variável temporal é um componente essen- Se a monografia pretende justificar uma opinião ou validar uma hipótese,
cial de todo processo. O texto enfatiza os aspectos descritivos, apresenta sua efetividade, então, dependerá da confiabilidade e veracidade das fontes
as características dos elementos, os traços distintivos de cada uma das consultadas, da consistência lógica dos argumentos e da coerência estabe-
etapas do processo. lecida entre os fatos e a conclusão.
O relato pode estar redigido de forma impessoal: coloca-se, colocado em Estes textos podem ajustar-se a diferentes esquemas lógicos do tipo
um recipiente ... Jogo se observa/foi observado que, etc., ou na primeira problema /solução, premissas /conclusão, causas / efeitos.
pessoa do singular, coloco/coloquei em um recipiente ... Jogo obser-
vo/observei que ... etc., ou do plural: colocamos em um recipiente... Jogo Os conectores lógicos oracionais e extra-oracionais são marcas linguísticas
observamos que... etc. O uso do impessoal enfatiza a distância existente relevantes para analisar as distintas relações que se estabelecem entre os
entre o experimentador e o experimento, enquanto que a primeira pessoa, dados e para avaliar sua coerência.
do plural e do singular enfatiza o compromisso de ambos. A Biografia
A Monografia É uma narração feita por alguém acerca da vida de outra(s) pessoa(s).
Este tipo de texto privilegia a análise e a crítica; a informação sobre um Quando o autor conta sua própria vida, considera-se uma autobiografia.
determinado tema é recolhida em diferentes fontes. Estes textos são empregados com frequência na escola, para apresentar
Os textos monográficos não necessariamente devem ser realizados com ou a vida ou algumas etapas decisivas da existência de personagens cuja
base em consultas bibliográficas, uma vez que é possível terem como ação foi qualificada como relevante na história.
fonte, por exemplo, o testemunho dos protagonistas dos fatos, testemunhos Os dados biográficos ordenam-se, em geral, cronologicamente, e, dado que
qualificados ou de especialistas no tema. a temporalidade é uma variável essencial do tecido das biografias, em sua
As monografias exigem uma seleção rigorosa e uma organização coerente construção, predominam recursos linguísticos que asseguram a conectivi-
dos dados recolhidos. A seleção e organização dos dados servem como dade temporal: advérbios, construções de valor semântico adverbial (Seus
indicador do propósito que orientou o trabalho. Se pretendemos, por exem- cinco primeiros anos transcorreram na tranquila segurança de sua cidade
plo, mostrar que as fontes consultadas nos permitem sustentar que os natal Depois, mudou-se com a família para La Prata), proposições tempo-
aspectos positivos da gestão governamental de um determinado persona- rais (Quando se introduzia obsessivamente nos tortuosos caminhos da
gem histórico têm maior relevância e valor do que os aspectos negativos, novela, seus estudos de física ajudavam-no a reinstalar-se na realidade),
teremos de apresentar e de categorizar os dados obtidos de tal forma que etc.
esta valorização fique explícita. A veracidade que exigem os textos de informação científica manifesta-se
Nas monografias, é indispensável determinar, no primeiro parágrafo, o tema nas biografias através das citações textuais das fontes dos dados apresen-
a ser tratado, para abrir espaço à cooperação ativa do leitor que, conjugan- tados, enquanto a ótica do autor é expressa na seleção e no modo de
do seus conhecimentos prévios e seus propósitos de leitura, fará as primei- apresentação destes dados. Pode-se empregar a técnica de acumulação
ras antecipações sobre a informação que espera encontrar e formulará as simples de dados organizados cronologicamente, ou cada um destes dados
hipóteses que guiarão sua leitura. Uma vez determinado o tema, estes pode aparecer acompanhado pelas valorações do autor, de acordo com a
textos transcrevem, mediante o uso da técnica de resumo, o que cada uma importância que a eles atribui.
das fontes consultadas sustenta sobre o tema, as quais estarão listadas Atualmente, há grande difusão das chamadas "biografias não autorizadas"
nas referências bibliográficas, de acordo com as normas que regem a de personagens da política, ou do mundo da Arte. Uma característica que
apresentação da bibliografia. parece ser comum nestas biografias é a intencionalidade de revelar a
O trabalho intertextual (incorporação de textos de outros no tecido do texto personagem através de uma profusa acumulação de aspectos negativos,
que estamos elaborando) manifesta-se nas monografias através de cons- especialmente aqueles que se relacionam a defeitos ou a vícios altamente
truções de discurso direto ou de discurso indireto. reprovados pela opinião pública.

Nas primeiras, incorpora-se o enunciado de outro autor, sem modificações, TEXTOS INSTRUCIONAIS
tal como foi produzido. Ricardo Ortiz declara: "O processo da economia Estes textos dão orientações precisas para a realização das mais diversas
dirigida conduziu a uma centralização na Capital Federal de toda tramitação atividades, como jogar, preparar uma comida, cuidar de plantas ou animais
referente ao comércio exterior'] Os dois pontos que prenunciam a palavra domésticos, usar um aparelho eletrônico, consertar um carro, etc. Dentro
de outro, as aspas que servem para demarcá-la, os traços que incluem o desta categoria, encontramos desde as mais simples receitas culinárias até
nome do autor do texto citado, 'o processo da economia dirigida - declara os complexos manuais de instrução para montar o motor de um avião.
Ricardo Ortiz - conduziu a uma centralização...') são alguns dos sinais que Existem numerosas variedades de textos instrucionais: além de receitas e
distinguem frequentemente o discurso direto. manuais, estão os regulamentos, estatutos, contratos, instruções, etc. Mas
Quando se recorre ao discurso indireto, relata-se o que foi dito por outro, todos eles, independente de sua complexidade, compartilham da função
em vez de transcrever textualmente, com a inclusão de elementos subordi- apelativa, à medida que prescrevem ações e empregam a trama descritiva
nadores e dependendo do caso - as conseguintes modificações, pronomes para representar o processo a ser seguido na tarefa empreendida.
pessoais, tempos verbais, advérbios, sinais de pontuação, sinais auxiliares, A construção de muitos destes textos ajusta-se a modelos convencionais
etc. cunhados institucionalmente. Por exemplo, em nossa comunidade, estão

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amplamente difundidos os modelos de regulamentos de co-propriedade; A Carta
então, qualquer pessoa que se encarrega da redação de um texto deste
tipo recorre ao modelo e somente altera os dados de identificação para As cartas podem ser construídas com diferentes tramas (narrativa e argu-
introduzir, se necessário, algumas modificações parciais nos direitos e mentativa), em tomo das diferentes funções da linguagem (informativa,
deveres das partes envolvidas. expressiva e apelativa).

Em nosso cotidiano, deparamo-nos constantemente com textos instrucio- Referimo-nos aqui, em particular, às cartas familiares e amistosas, isto é,
nais, que nos ajudam a usar corretamente tanto um processador de alimen- aqueles escritos através dos quais o autor conta a um parente ou a um
tos como um computador; a fazer uma comida saborosa, ou a seguir uma amigo eventos particulares de sua vida. Estas cartas contêm acontecimen-
dieta para emagrecer. A habilidade alcançada no domínio destes textos tos, sentimentos, emoções, experimentados por um emissor que percebe o
incide diretamente em nossa atividade concreta. Seu emprego frequente e receptor como ‘cúmplice’, ou seja, como um destinatário comprometido
sua utilidade imediata justificam o trabalho escolar de abordagem e de afetivamente nessa situação de comunicação e, portanto, capaz de extrair a
produção de algumas de suas variedades, como as receitas e as instru- dimensão expressiva da mensagem.
ções. Uma vez que se trata de um diálogo à distância com um receptor conheci-
As Receitas e as Instruções do, opta-se por um estilo espontâneo e informal, que deixa transparecer
marcas da oraljdade: frases inconclusas, nas quais as reticências habilitam
Referimo-nos às receitas culinárias e aos textos que trazem instruções para múltiplas interpretações do receptor na tentativa de concluí-las; perguntas
organizar um jogo, realizar um experimento, construir um artefato, fabricar que procuram suas respostas nos destinatários; perguntas que encerram
um móvel, consertar um objeto, etc. em si suas próprias respostas (perguntas retóricas); pontos de exclamação
que expressam a ênfase que o emissor dá a determinadas expressões que
Estes textos têm duas partes que se distinguem geralmente a partir da refletem suas alegrias, suas preocupações, suas dúvidas.
especialização: uma, contém listas de elementos a serem utilizados (lista
de ingredientes das receitas, materiais que são manipulados no experimen- Estes textos reúnem em si as diferentes classes de orações. As enunciati-
to, ferramentas para consertar algo, diferentes partes de um aparelho, etc.), vas, que aparecem nos fragmentos informativos, alternam-se com as
a outra, desenvolve as instruções. dubitativas, desiderativas, interrogativas, exclamativas, para manifestar a
subjetividade do autor. Esta subjetividade determina também o uso de
As listas, que são similares em sua construção às que usamos habitual- diminutivos e aumentativos, a presença frequente de adjetivos qualificati-
mente para fazer as compras, apresentam substantivos concretos acompa- vos, a ambiguidade lexical e sintática, as repetições, as interjeições.
nhados de numerais (cardinais, partitivos e múltiplos).
A Solicitação
As instruções configuram-se, habitualmente, com orações bimembres, com
verbos no modo imperativo (misture a farinha com o fermento), ou orações É dirigida a um receptor que, nessa situação comunicativa estabelecida
unimembres formadas por construções com o verbo no infinitivo (misturar a pela carta, está revestido de autoridade à medida que possui algo ou tem a
farinha com o açúcar). possibilidade de outorgar algo que é considerado valioso pelo emissor: um
emprego, uma vaga em uma escola, etc.
Tanto os verbos nos modos imperativo, subjuntivo e indicativo como as
construções com formas nominais gerúndio, particípio, infinitivo aparecem Esta assimetria entre autor e leitor um que pede e outro que pode ceder ou
acompanhados por advérbios palavras ou por locuções adverbiais que não ao pedido, — obriga o primeiro a optar por um estilo formal, que recorre
expressam o modo como devem ser realizadas determinadas ações (sepa- ao uso de fórmulas de cortesia já estabelecidas convencionalmente para a
re cuidadosamente as claras das gemas, ou separe com muito cuidado as abertura e encerramento (atenciosamente ..com votos de estima e conside-
claras das gemas). Os propósitos dessas ações aparecem estruturados ração . . . / despeço-me de vós respeitosamente . ../ Saúdo-vos com o
visando a um objetivo (mexa lentamente para diluir o conteúdo do pacote maior respeito), e às frases feitas com que se iniciam e encerram-se estes
em água fria), ou com valor temporal final (bata o creme com as claras até textos (Dirijo-me a vós a fim de solicitar-lhe que ... O abaixo-assinado,
que fique numa consistência espessa). Nestes textos inclui-se, com fre- Antônio Gonzalez, D.NJ. 32.107 232, dirigi-se ao Senhor Diretor do Instituto
quência, o tempo do receptor através do uso do dêixis de lugar e de tempo: Politécnico a fim de solicitar-lhe...)
Aqui, deve acrescentar uma gema. Agora, poderá mexer novamente. Neste
momento, terá que correr rapidamente até o lado oposto da cancha. Aqui As solicitações podem ser redigidas na primeira ou terceira pessoa do
pode intervir outro membro da equipe. singular. As que são redigidas na primeira pessoa introduzem o emissor
através da assinatura, enquanto que as redigidas na terceira pessoa identi-
TEXTOS EPISTOLARES ficam-no no corpo do texto (O abaixo assinado, Juan Antonio Pérez, dirige-
se a...).
Os textos epistolares procuram estabelecer uma comunicação por escrito
com um destinatário ausente, identificado no texto através do cabeçalho. A progressão temática dá-se através de dois núcleos informativos: o primei-
Pode tratar-se de um indivíduo (um amigo, um parente, o gerente de uma ro determina o que o solicitante pretende; o segundo, as condições que
empresa, o diretor de um colégio), ou de um conjunto de indivíduos desig- reúne para alcançar aquilo que pretende. Estes núcleos, demarcados por
nados de forma coletiva (conselho editorial, junta diretora). frases feitas de abertura e encerramento, podem aparecer invertidos em
algumas solicitações, quando o solicitante quer enfatizar suas condições;
Estes textos reconhecem como portador este pedaço de papel que, de por isso, as situa em um lugar preferencial para dar maior força à sua
forma metonímica, denomina-se carta, convite ou solicitação, dependendo apelação.
das características contidas no texto.
Essas solicitações, embora cumpram uma função apelativa, mostram um
Apresentam uma estrutura que se reflete claramente em sua organização amplo predomínio das orações enunciativas complexas, com inclusão tanto
espacial, cujos componentes são os seguintes: cabeçalho, que estabelece de proposições causais, consecutivas e condicionais, que permitem desen-
o lugar e o tempo da produção, os dados do destinatário e a forma de volver fundamentações, condicionamentos e efeitos a alcançar, como de
tratamento empregada para estabelecer o contato: o corpo, parte do texto construções de infinitivo ou de gerúndio: para alcançar essa posição, o
em que se desenvolve a mensagem, e a despedida, que inclui a saudação solicitante lhe apresenta os seguintes antecedentes... (o infinitivo salienta
e a assinatura, através da qual se introduz o autor no texto. O grau de os fins a que se persegue), ou alcançando a posição de... (o gerúndio
familiaridade existente entre emissor e destinatário é o princípio que orienta enfatiza os antecedentes que legitimam o pedido).
a escolha do estilo: se o texto é dirigido a um familiar ou a um amigo, opta-
se por um estilo informal; caso contrário, se o destinatário é desconhecido A argumentação destas solicitações institucionalizaram-se de tal maneira
ou ocupa o nível superior em uma relação assimétrica (empregador em que aparece contida nas instruções de formulários de emprego, de solicita-
relação ao empregado, diretor em relação ao aluno, etc.), impõe-se o estilo ção de bolsas de estudo, etc.
formal.
Texto extraído de: ESCOLA, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS, Ana
Maria Kaufman, Artes Médicas, Porto Alegre, RS.

Língua Portuguesa 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
EXERCÍCIOS – INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS (C) III.
(D) I e II.
Atenção: As questões de números 1 a 10 referem-se ao texto que se- (E) II e III.
gue.
3. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente uma frase do
No coração do progresso texto em:
Há séculos a civilização ocidental vem correndo atrás de tudo o que (A) Mas quero chegar logo ao ponto = devo me antecipar a qualquer
classifica como progresso. Essa palavra mágica aplica-se tanto à invenção conclusão.
do aeroplano ou à descoberta do DNA como à promoção do papai no novo (B) continuamos a usar indiscriminadamente a palavrinha mágica =
emprego. “Estou fazendo progressos”, diz a titia, quando enfim acerta a seguimos chamando de mágico tudo o que julgamos sem preconcei-
mão numa velha receita. Mas quero chegar logo ao ponto, e convidar o to.
leitor a refletir sobre o sentido dessa palavra, que sempre pareceu abrir (C) para cercear as iniciativas predatórias = para ir ao encontro das
todas as portas para uma vida melhor. ações voluntariosas.
Quando, muitos anos atrás, num daqueles documentários de cinema, (D) ações que inflectem sobre qualquer aspecto da qualidade da vida =
via-se uma floresta sendo derrubada para dar lugar a algum empreendi- práticas alheias ao que diz respeito às condições de vida.
mento, ninguém tinha dúvida em dizer ou pensar: é o progresso. Uma (E)) há de adequar-se a um planejamento = deve ir ao encontro do que
represa monumental era progresso. Cada novo produto químico era um está planificado.
progresso. As coisas não mudaram tanto: continuamos a usar indiscrimina-
damente a palavrinha mágica. Mas não deixaram de mudar um pouco: 4. Cada intervenção na natureza há de adequar-se a um planejamento
desde que a Ecologia saiu das academias, divulgou-se, popularizou-se e pelo qual se garanta que a qualidade da vida seja preservada.
tornou-se, efetivamente, um conjunto de iniciativas em favor da preserva- Os tempos e os modos verbais da frase acima continuarão correta-
ção ambiental e da melhoria das condições da vida em nosso pequenino mente articulados caso se substituam as formas sublinhadas, na or-
planeta. dem em que surgem, por
Para isso, foi preciso determinar muito bem o sentido de progresso. Do (A) houve - garantiria - é
ponto de vista material, considera-se ganho humano apenas aquilo que (B) haveria - garantiu - teria sido
concorre para equilibrar a ação transformadora do homem sobre a natureza (C) haveria - garantisse - fosse
e a integridade da vida natural. Desenvolvimento, sim, mas sustentável: o (D) haverá - garantisse - e
adjetivo exprime uma condição, para cercear as iniciativas predatórias. (E) havia - garantiu - é
Cada novidade tecnológica há de ser investigada quanto a seus efeitos
sobre o homem e o meio em que vive. Cada intervenção na natureza há de 5. As normas de concordância verbal estão plenamente respeitadas na
adequar-se a um planejamento que considere a qualidade e a extensão dos frase:
efeitos. (A)) Já faz muitos séculos que se vêm atribuindo à palavra progresso
Em suma: já está ocorrendo, há algum tempo, uma avaliação ética e algumas conotações mágicas.
política de todas as formas de progresso que afetam nossa relação com o (B) Deve-se ao fato de usamos muitas palavras sem conhecer seu
mundo e, portanto, a qualidade da nossa vida. Não é pouco, mas ainda não sentido real muitos equívocos ideológicos.
é suficiente. Aos cientistas, aos administradores, aos empresários, aos (C) Muitas coisas a que associamos o sentido de progresso não chega a
industriais e a todos nós – cidadãos comuns – cabe a tarefa cotidiana de representarem, de fato, qualquer avanço significativo.
zelarmos por nossas ações que inflectem sobre qualquer aspecto da quali- (D) Se muitas novidades tecnológicas houvesse de ser investigadas a
dade de vida. A tarefa começa em nossa casa, em nossa cozinha e banhei- fundo, veríamos que são irrelevantes para a melhoria da vida.
ro, em nosso quintal e jardim – e se estende à preocupação com a rua, com (E) Começam pelas preocupações com nossa casa, com nossa rua, com
o bairro, com a cidade. nossa cidade a tarefa de zelarmos por uma boa qualidade da vida.
“Meu coração não é maior do que o mundo”, dizia o poeta. Mas um
mundo que merece a atenção do nosso coração e da nossa inteligência é, 6. Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas na
certamente, melhor do que este em que estamos vivendo. frase:
Não custa interrogar, a cada vez que alguém diz progresso, o sentido (A) De tudo aquilo que classificamos como progresso costumamos
preciso – talvez oculto - da palavra mágica empregada. (Alaor Adauto de atribuir o sentido de um tipo de ganho ao qual não queremos abrir
Mello) mão.
(B) É preferível deixar intacta a mata selvagem do que destruí-la em
1. Centraliza-se, no texto, uma concepção de progresso, segundo a nome de um benefício em que quase ninguém desfrutará.
qual este deve ser (C) A titia, cuja a mão enfim acertou numa velha receita, não hesitou em
(A)) equacionado como uma forma de equilíbrio entre as atividades ver como progresso a operação à qual foi bem sucedida.
humanas e o respeito ao mundo natural. (D) A precisão da qual se pretende identificar o sentido de uma palavra
(B) identificado como aprimoramento tecnológico que resulte em ativida- depende muito do valor de contexto a que lhe atribuímos.
de economicamente viável. (E)) As inovações tecnológicas de cujo benefício todos se aproveitam
(C) caracterizado como uma atividade que redunde em maiores lucros representam, efetivamente, o avanço a que se costuma chamar pro-
para todos os indivíduos de uma comunidade. gresso.
(D) definido como um atributo da natureza que induz os homens a apro-
veitarem apenas o que é oferecido em sua forma natural. 7. Considere as seguintes afirmações, relativas a aspectos da constru-
(E) aceito como um processo civilizatório que implique melhor distribui- ção ou da expressividade do texto:
ção de renda entre todos os agentes dos setores produtivos. I. No contexto do segundo parágrafo, a forma plural não mudaram
tanto atende à concordância com academias.
2. Considere as seguintes afirmações: II. No contexto do terceiro parágrafo, a expressão há de adequar-se
I. A banalização do uso da palavra progresso é uma consequência do exprime um dever imperioso, uma necessidade premente.
fato de que a Ecologia deixou de ser um assunto acadêmico. III. A expressão Em suma, tal como empregada no quarto parágrafo,
II. A expressão desenvolvimento sustentável pressupõe que haja for- anuncia a abertura de uma linha de argumentação ainda inexplorada
mas de desenvolvimento nocivas e predatórias. no texto.
III. Entende o autor do texto que a magia da palavra progresso advém Está correto APENAS o que se afirma em
do uso consciente e responsável que a maioria das pessoas vem fa- (A) I.
zendo dela. (B)) II.
Em relação ao texto está correto APENAS que se afirma em (C) III.
(A) I. (D) I e II.
(B)) II. (E) II e III.

Língua Portuguesa 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
categorias que costumam realizar protestos na capital, horários e locais
8. A palavra progresso frequenta todas as bocas, todas pronunciam a vedados às passeatas. Práticas corriqueiras, como a paralisia de avenidas
palavra progresso, todas atribuem a essa palavra sentidos mágicos essenciais para o tráfego na capital nos horários de maior fluxo, deveriam
que elevam essa palavra ao patamar dos nomes miraculosos. ser abolidas.
Evitam-se as repetições viciosas da frase acima substituindo-se os (Folha de S.Paulo, 29.09.07. Adaptado)
elementos sublinhados, na ordem dada, por:
(A)) a pronunciam - lhe atribuem - a elevam 11. De acordo com o texto, é correto afirmar que
(B) a pronunciam - atribuem-na - elevam-na (A) a Companhia de Engenharia de Tráfego não sabe mensurar o custo
(C) lhe pronunciam - lhe atribuem - elevam-lhe dos protestos ocorridos nos últimos anos.
(D) a ela pronunciam - a ela atribuem - lhe elevam (B) os prejuízos da ordem de R$ 3 milhões em razão dos engarrafamen-
(E) pronunciam-na - atribuem-na - a elevam tos já foram pagos pelos manifestantes.
(C) os protestos de rua fazem parte de uma sociedade democrática e
9. Está clara e correta a redação da seguinte frase: são permitidos pela Carta de 1988.
(A) Caso não se determine bem o sentido da palavra progresso, pois que (D) após a multa, os líderes de sindicato resolveram organizar protestos
é usada indiscriminadamente, ainda assim se faria necessário que de rua em horários e locais predeterminados.
reflitamos sobre seu verdadeiro sentido. (E) o Ministério Público envia com frequência estudos sobre os custos
(B) Ao dizer o poeta que seu coração não é maior do que o mundo, das manifestações feitas de forma abusiva.
devemos nos inspirar para que se estabeleça entre este e o nosso
coração os compromissos que se reflitam numa vida melhor. 12. No primeiro parágrafo, afirma-se que não há fórmula perfeita para
(C) Nada é desprezível no espaço do mundo, que não mereça nossa solucionar o conflito entre manifestantes e os prejuízos causados ao
atenção quanto ao fato de que sejamos responsáveis por sua melho- restante da população. A saída estaria principalmente na
ria, seja o nosso quintal, nossa rua, enfim, onde se esteja. (A) sensatez.
(D)) Todo desenvolvimento definido como sustentável exige, para fazer (B) Carta de 1998.
jus a esse adjetivo, cuidados especiais com o meio ambiente, para (C) Justiça.
que não venham a ser nocivos seus efeitos imediatos ou futuros. (D) Companhia de Engenharia de Tráfego.
(E) Tem muita ciência que, se saísse das limitações acadêmicas, acaba- (E) na adoção de medidas amplas e profundas.
riam por se revelarem mais úteis e mais populares, em vista da Eco-
logia, cujas consequências se sente mesmo no âmbito da vida práti- 13. De acordo com o segundo parágrafo do texto, os protestos que
ca. param as ruas de São Paulo representam um custo para a população
da cidade. O cálculo desses custos é feito a partir
10. Está inteiramente correta a pontuação do seguinte período: (A) das multas aplicadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego
(A) Toda vez que é pronunciada, a palavra progresso, parece abrir a (CET).
porta para um mundo, mágico de prosperidade garantida. (B) dos gastos de combustível e das horas de trabalho desperdiçadas
(B)) Por mínimas que pareçam, há providências inadiáveis, ações apa- em engarrafamentos.
rentemente irrisórias, cuja execução cotidiana é, no entanto, impor- (C) da distância a ser percorrida entre as cidades de São Paulo e São
tantíssima. Carlos.
(C) O prestígio da palavra progresso, deve-se em grande parte ao modo (D) da quantidade de carros existentes entre a capital de São Paulo e
irrefletido, com que usamos e abusamos, dessa palavrinha mágica. São Carlos.
(D) Ainda que traga muitos benefícios, a construção de enormes repre- (E) do número de usuários de automóveis particulares da cidade de São
sas, costuma trazer também uma série de consequências ambientais Paulo.
que, nem sempre, foram avaliadas.
(E) Não há dúvida, de que o autor do texto aderiu a teses ambientalistas 14. A quantidade de carros parados nos engarrafamentos, em razão das
segundo as quais, o conceito de progresso está sujeito a uma per- manifestações na cidade de São Paulo nos últimos três anos, é equi-
manente avaliação. parada, no texto,
(A) a R$ 3,3 milhões.
Leia o texto a seguir para responder às questões de números 11 a 24. (B) ao total de usuários da cidade de São Carlos.
(C) ao total de usuários da cidade de São Paulo.
De um lado estão os prejuízos e a restrição de direitos causados pelos (D) ao total de combustível economizado.
protestos que param as ruas de São Paulo. De outro está o direito à livre (E) a uma distância de 231 km.
manifestação, assegurado pela Carta de 1988. Como não há fórmula
perfeita de arbitrar esse choque entre garantias democráticas fundamen- 15. No terceiro parágrafo, a respeito do poder da Justiça em coibir os
tais, cabe lançar mão de medidas pontuais – e sobretudo de bom senso. protestos abusivos, o texto assume um posicionamento de
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estima em R$ 3 milhões (A) indiferença, porque diz que a decisão não cabe à Justiça.
o custo para a população dos protestos ocorridos nos últimos três anos na (B) entusiasmo, porque acredita que o órgão já tem poder para impedir
capital paulista. O cálculo leva em conta o combustível consumido e as protestos abusivos.
horas perdidas de trabalho durante os engarrafamentos causados por (C) decepção, porque não vê nenhum exemplo concreto do órgão para
protestos. Os carros enfileirados por conta de manifestações nesses três impedir protestos em horários de pico.
anos praticamente cobririam os 231 km que separam São Paulo de São (D) confiança, porque acredita que, no futuro, será uma forma bem-
Carlos. sucedida de desestimular protestos abusivos.
A Justiça é o meio mais promissor, em longo prazo, para desestimular (E) satisfação, porque cita casos em que a Justiça já teve êxito em
os protestos abusivos que param o trânsito nos horários mais inconvenien- impedir protestos em horários inconvenientes e em avenidas movi-
tes e acarretam variados transtornos a milhões de pessoas. É adequada a mentadas.
atitude da CET de enviar sistematicamente ao Ministério Público relatórios
com os prejuízos causados em cada manifestação feita fora de horários e 16. De acordo com o texto, a atitude da Companhia de Engenharia de
locais sugeridos pela agência ou sem comunicação prévia. Tráfego de enviar periodicamente relatórios sobre os prejuízos cau-
Com base num documento da CET, por exemplo, a Procuradoria acio- sados em cada manifestação é
nou um líder de sindicato, o qual foi condenado em primeira instância a (A) pertinente.
pagar R$ 3,3 milhões aos cofres públicos, a título de reparação. O direito à (B) indiferente.
livre manifestação está previsto na Constituição. No entanto, tal direito não (C) irrelevante.
anula a responsabilização civil e criminal em caso de danos provocados (D) onerosa.
pelos protestos. (E) inofensiva.
O poder público deveria definir, de preferência em negociação com as

Língua Portuguesa 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
17. No quarto parágrafo, o fato de a Procuradoria condenar um líder
sindical Leia o texto para responder às questões de números 25 a 34.
(A) é ilegal e fere os preceitos da Carta de 1998.
(B) deve ser comemorada, ainda que viole a Constituição. DIPLOMA E MONOPÓLIO
(C) é legal, porque o direito à livre manifestação não isenta o manifestan- Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direito e medi-
te da responsabilidade pelos danos causados. cina no Brasil. É embaraçoso verificar que ainda não foram resolvidos os
(D) é nula, porque, segundo o direito à livre manifestação, o acusado enguiços entre diplomas e carreiras. Falta-nos descobrir que a concorrência
poderá entrar com recurso. (sob um bom marco regulatório) promove o interesse da sociedade e que o
(E) é inédita, porque, pela primeira vez, apesar dos direitos assegurados, monopólio só é bom para quem o detém. Não fora essa ignorância, como
um manifestante será punido. explicar a avalanche de leis que protegem monopólios espúrios para o
exercício profissional?
18. Dentre as soluções apontadas, no último parágrafo, para resolver o
conflito, destaca-se Desde a criação dos primeiros cursos de direito, os graduados apenas
(A) multa a líderes sindicais. ocasionalmente exercem a profissão. Em sua maioria, sempre ocuparam
(B) fiscalização mais rígida por parte da Companhia de Engenharia de postos de destaque na política e no mundo dos negócios. Nos dias de hoje,
Tráfego. nem 20% advogam.
(C) o fim dos protestos em qualquer via pública.
(D) fixar horários e locais proibidos para os protestos de rua. Mas continua havendo boas razões para estudar direito, pois esse é
(E) negociar com diferentes categorias para que não façam mais mani- um curso no qual se exercita lógica rigorosa, se lê e se escreve bastante.
festações. Torna os graduados mais cultos e socialmente mais produtivos do que se
não houvessem feito o curso. Se aprendem pouco, paciência, a culpa é
19. No trecho – É adequada a atitude da CET de enviar relatórios –, mais da fragilidade do ensino básico do que das faculdades. Diante dessa
substituindo-se o termo atitude por comportamentos, obtém-se, de polivalência do curso de direito, os exames da OAB são uma solução
acordo com as regras gramaticais, a seguinte frase: brilhante. Aqueles que defenderão clientes nos tribunais devem demonstrar
(A) É adequada comportamentos da CET de enviar relatórios. nessa prova um mínimo de conhecimento. Mas, como os cursos são tam-
(B) É adequado comportamentos da CET de enviar relatórios. bém úteis para quem não fez o exame da Ordem ou não foi bem sucedido
(C) São adequado os comportamentos da CET de enviar relatórios. na prova, abrir ou fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC,
(D) São adequadas os comportamentos da CET de enviar relatórios. não da OAB. A interferência das corporações não passa de uma prática
(E) São adequados os comportamentos da CET de enviar relatórios. monopolista e ilegal em outros ramos da economia. Questionamos também
se uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a
20. No trecho – No entanto, tal direito não anula a responsabilização civil dificuldade das provas, pois essa é também uma forma de limitar a concor-
e criminal em caso de danos provocados pelos protestos –, a locução rência – mas trata-se aí de uma questão secundária. (...)
conjuntiva no entanto indica uma relação de (Veja, 07.03.2007. Adaptado)
(A) causa e efeito.
(B) oposição. 25. Assinale a alternativa que reescreve, com correção gramatical, as
(C) comparação. frases: Faz quase dois séculos que foram fundadas escolas de direi-
(D) condição. to e medicina no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não foram
(E) explicação. resolvidos os enguiços entre diplomas e carreiras.
(A) Faz quase dois séculos que se fundou escolas de direito e medicina
21. “Não há fórmula perfeita de arbitrar esse choque.” Nessa frase, a no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
palavra arbitrar é um sinônimo de guiços entre diplomas e carreiras.
(A) julgar. (B) Faz quase dois séculos que se fundava escolas de direito e medicina
(B) almejar. no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram os
(C) condenar. enguiços entre diplomas e carreiras.
(D) corroborar. (C) Faz quase dois séculos que se fundaria escolas de direito e medicina
(E) descriminar. no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveu os en-
guiços entre diplomas e carreiras.
22. No trecho – A Justiça é o meio mais promissor para desestimular os (D) Faz quase dois séculos que se fundara escolas de direito e medicina
protestos abusivos – a preposição para estabelece entre os termos no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolvera os en-
uma relação de guiços entre diplomas e carreiras.
(A) tempo. (E) Faz quase dois séculos que se fundaram escolas de direito e medici-
(B) posse. na no Brasil. / É embaraçoso verificar que ainda não se resolveram
(C) causa. os enguiços entre diplomas e carreiras.
(D) origem.
(E) finalidade. 26. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de
acordo com a norma culta, as frases: O monopólio só é bom para
23. Na frase – O poder público deveria definir horários e locais –, substi- aqueles que ____________. / Nos dias de hoje, nem 20% advogam,
tuindo-se o verbo definir por obedecer, obtém-se, segundo as regras e apenas 1% ____________. / Em sua maioria, os advogados sem-
de regência verbal, a seguinte frase: pre ____________.
(A) O poder público deveria obedecer para horários e locais. (A) o retêem / obtem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na
(B) O poder público deveria obedecer a horários e locais. política e no mundo dos negócios
(C) O poder público deveria obedecer horários e locais. (B) o retém / obtém sucesso / se apropriaram aos postos de destaque na
(D) O poder público deveria obedecer com horários e locais. política e no mundo dos negócios
(E) O poder público deveria obedecer os horários e locais. (C) o retém / obtêem sucesso / se apropriaram os postos de destaque na
política e no mundo dos negócios
24. Transpondo para a voz passiva a frase – A Procuradoria acionou um (D) o retêm / obtém sucesso / sempre se apropriaram de postos de
líder de sindicato – obtém-se: destaque na política e no mundo dos negócios
(A) Um líder de sindicato foi acionado pela Procuradoria. (E) o retem / obtêem sucesso / se apropriaram de postos de destaque na
(B) Acionaram um líder de sindicato pela Procuradoria. política e no mundo dos negócios
(C) Acionaram-se um líder de sindicato pela Procuradoria.
(D) Um líder de sindicato será acionado pela Procuradoria. 27. Assinale a alternativa em que se repete o tipo de oração introduzida
(E) A Procuradoria foi acionada por um líder de sindicato. pela conjunção se, empregado na frase – Questionamos também se

Língua Portuguesa 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
uma corporação profissional deve ter carta-branca para determinar a restringir à concorrência.
dificuldade das provas, ...
(A) A sociedade não chega a saber se os advogados são muito corpora- 33. Assinale a alternativa em que o período formado com as frases I, II e
tivos. III estabelece as relações de condição entre I e II e de adição entre I
(B) Se os advogados aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do e III.
ensino básico. I. O advogado é aprovado na OAB.
(C) O advogado afirma que se trata de uma questão secundária. II. O advogado raciocina com lógica.
(D) É um curso no qual se exercita lógica rigorosa. III. O advogado defende o cliente no tribunal.
(E) No curso de direito, lê-se bastante. (A) Se o advogado raciocinar com lógica, ele será aprovado na OAB e
defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
28. Assinale a alternativa em que se admite a concordância verbal tanto (B) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso, mas terá
no singular como no plural como em: A maioria dos advogados ocu- de raciocinar com lógica e ser aprovado na OAB.
pam postos de destaque na política e no mundo dos negócios. (C) Como raciocinou com lógica, o advogado será aprovado na OAB e
(A) Como o direito, a medicina é uma carreira estritamente profissional. defenderá o cliente no tribunal com sucesso.
(B) Os Estados Unidos e a Alemanha não oferecem cursos de adminis- (D) O advogado defenderá o cliente no tribunal com sucesso porque
tração em nível de bacharelado. raciocinou com lógica e foi aprovado na OAB.
(C) Metade dos cursos superiores carecem de boa qualificação. (E) Uma vez que o advogado raciocinou com lógica e foi aprovado na
(D) As melhores universidades do país abastecem o mercado de traba- OAB, ele poderá defender o cliente no tribunal com sucesso.
lho com bons profissionais.
(E) A abertura de novos cursos tem de ser controlada por órgãos oficiais. 34. Na frase – Se aprendem pouco, paciência, a culpa é mais da fragili-
dade do ensino básico do que das faculdades. – a palavra paciência
29. Assinale a alternativa que apresenta correta correlação de tempo vem entre vírgulas para, no contexto,
verbal entre as orações. (A) garantir a atenção do leitor.
(A) Se os advogados demonstrarem um mínimo de conhecimento, (B) separar o sujeito do predicado.
poderiam defender bem seus clientes. (C) intercalar uma reflexão do autor.
(B) Embora tivessem cursado uma faculdade, não se desenvolveram (D) corrigir uma afirmação indevida.
intelectualmente. (E) retificar a ordem dos termos.
(C) É possível que os novos cursos passam a ter fiscalização mais
severa. Atenção: As questões de números 35 a 42 referem-se ao texto abaixo.
(D) Se não fosse tanto desconhecimento, o desempenho poderá ser
melhor. SOBRE ÉTICA
(E) Seria desejável que os enguiços entre diplomas e carreiras se resol- A palavra Ética é empregada nos meios acadêmicos em três acepções.
vem brevemente. Numa, faz-se referência a teorias que têm como objeto de estudo o com-
portamento moral, ou seja, como entende Adolfo Sanchez Vasquez, “a
30. A substituição das expressões em destaque por um pronome pessoal teoria que pretende explicar a natureza, fundamentos e condições da moral,
está correta, nas duas frases, de acordo com a norma culta, em: relacionando-a com necessidades sociais humanas.” Teríamos, assim,
(A) I. A concorrência promove o interesse da sociedade. / A concorrência nessa acepção, o entendimento de que o fenômeno moral pode ser estu-
promove-o. II. Aqueles que defenderão clientes. / Aqueles que lhes dado racional e cientificamente por uma disciplina que se propõe a descre-
defenderão. ver as normas morais ou mesmo, com o auxílio de outras ciências, ser
(B) I. O governo fundou escolas de direito e de medicina. / O governo capaz de explicar valorações comportamentais.
fundou elas. II. Os graduados apenas ocasionalmente exercem a
profissão. / Os graduados apenas ocasionalmente exercem-la. Um segundo emprego dessa palavra é considerá-la uma categoria filo-
(C) I. Torna os graduados mais cultos. / Torna-os mais cultos. II. É sófica e mesmo parte da Filosofia, da qual se constituiria em núcleo espe-
preciso mencionar os cursos de administração. / É preciso mencio- culativo e reflexivo sobre a complexa fenomenologia da moral na convivên-
nar-lhes. cia humana. A Ética, como parte da Filosofia, teria por objeto refletir sobre
(D) I. Os advogados devem demonstrar muitos conhecimentos. Os os fundamentos da moral na busca de explicação dos fatos morais.
advogados devem demonstrá-los. II. As associações mostram à so-
ciedade o seu papel. / As associações mostram-lhe o seu papel. Numa terceira acepção, a Ética já não é entendida como objeto descri-
(E) I. As leis protegem os monopólios espúrios. / As leis protegem-os. II. tível de uma Ciência, tampouco como fenômeno especulativo. Trata-se
As corporações deviam fiscalizar a prática profissional. / As corpora- agora da conduta esperada pela aplicação de regras morais no comporta-
ções deviam fiscalizá-la. mento social, o que se pode resumir como qualificação do comportamento
do homem como ser em situação. É esse caráter normativo de Ética que a
31. Assinale a alternativa em que as palavras em destaque exercem, colocará em íntima conexão com o Direito. Nesta visão, os valores morais
respectivamente, a mesma função sintática das expressões assinala- dariam o balizamento do agir e a Ética seria assim a moral em realização,
das em: Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. pelo reconhecimento do outro como ser de direito, especialmente de digni-
(A) Se aprendem pouco, a culpa é da fragilidade do ensino básico. dade. Como se vê, a compreensão do fenômeno Ética não mais surgiria
(B) A interferência das corporações não passa de uma prática monopolista. metodologicamente dos resultados de uma descrição ou reflexão, mas sim,
(C) Abrir e fechar cursos de “formação geral” é assunto do MEC. objetivamente, de um agir, de um comportamento consequencial, capaz de
(D) O estudante de direito exercita preferencialmente uma lógica rigorosa. tornar possível e correta a convivência. (Adaptado do site Doutrina Jus
(E) Boas razões existirão sempre para o advogado buscar conhecimento. Navigandi)

32. Assinale a alternativa que reescreve a frase de acordo com a norma 35. As diferentes acepções de Ética devem-se, conforme se depreende
culta. da leitura do texto,
(A) Os graduados apenas ocasionalmente exercem a profissão. / Os (A) aos usos informais que o senso comum faz desse termo.
graduados apenas ocasionalmente se dedicam a profissão. (B) às considerações sobre a etimologia dessa palavra.
(B) Os advogados devem demonstrar nessa prova um mínimo de conhe- (C) aos métodos com que as ciências sociais a analisam.
cimento. / Os advogados devem primar nessa prova por um mínimo (D) às íntimas conexões que ela mantém com o Direito.
de conhecimento. (E) às perspectivas em que é considerada pelos acadêmicos.
(C) Ele não fez o exame da OAB. / Ele não procedeu o exame da OAB.
(D) As corporações deviam promover o interesse da sociedade. / As 36. A concepção de ética atribuída a Adolfo Sanchez Vasquez é retoma-
corporações deviam almejar do interesse da sociedade. da na seguinte expressão do texto:
(E) Essa é uma forma de limitar a concorrência. / Essa é uma forma de (A) núcleo especulativo e reflexivo.

Língua Portuguesa 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(B) objeto descritível de uma Ciência. mos certos disto: o moralizador e o homem moral são figuras diferentes, se
(C) explicação dos fatos morais. não opostas. O homem moral se impõe padrões de conduta e tenta respei-
(D) parte da Filosofia. tá-los; o moralizador quer impor ferozmente aos outros os padrões que ele
(E) comportamento consequencial. não consegue respeitar.
A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes.
37. No texto, a terceira acepção da palavra ética deve ser entendida Primeiro, o moralizador é um homem moral falido: se soubesse respei-
como aquela em que se considera, sobretudo, tar o padrão moral que ele impõe, ele não precisaria punir suas imperfei-
(A) o valor desejável da ação humana. ções nos outros. Segundo, é possível e compreensível que um homem
(B) o fundamento filosófico da moral. moral tenha um espírito missionário: ele pode agir para levar os outros a
(C) o rigor do método de análise. adotar um padrão parecido com o seu. Mas a imposição forçada de um
(D) a lucidez de quem investiga o fato moral. padrão moral não é nunca o ato de um homem moral, é sempre o ato de
(E) o rigoroso legado da jurisprudência. um moralizador. Em geral, as sociedades em que as normas morais ga-
nham força de lei (os Estados confessionais, por exemplo) não são regra-
38. Dá-se uma íntima conexão entre a Ética e o Direito quando ambos das por uma moral comum, nem pelas aspirações de poucos e escolhidos
revelam, em relação aos valores morais da conduta, uma preocupa- homens exemplares,mas por moralizadores que tentam remir suas próprias
ção falhas morais pela brutalidade do controle que eles exercem sobre os
(A) filosófica. outros. A pior barbárie do mundo é isto: um mundo em que todos pagam
(B) descritiva. pelos pecados de hipócritas que não se aguentam. (Contardo Calligaris,
(C) prescritiva. Folha de S. Paulo, 20/03/2008)
(D) contestatária.
(E) tradicionalista. 43. Atente para as afirmações abaixo.
I. Diferentemente do homem moral, o homem moralizador não se
39. Considerando-se o contexto do último parágrafo, o elemento subli- preocupa com os padrões morais de conduta.
nhado pode ser corretamente substituído pelo que está entre parên- II. Pelo fato de impor a si mesmo um rígido padrão de conduta, o ho-
teses, sem prejuízo para o sentido, no seguinte caso: mem moral acaba por impô-lo à conduta alheia.
(A) (...) a colocará em íntima conexão com o Direito. (inclusão) III. O moralizador, hipocritamente, age como se de fato respeitasse os
(B) (...) os valores morais dariam o balizamento do agir (...) (arremate) padrões de conduta que ele cobra dos outros.
(C) (...) qualificação do comportamento do homem como ser em situa- Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em
ção. (provisório) (A) I.
(D) (...) nem tampouco como fenômeno especulativo. (nem, ainda) (B) II.
(E) (...) de um agir, de um comportamento consequencial... (concessivo) (C) III.
(D) I e II.
40. As normas de concordância estão plenamente observadas na frase: (E) II e III.
(A) Costumam-se especular, nos meios acadêmicos, em torno de três
acepções de Ética. 44. No contexto do primeiro parágrafo, a afirmação de que já decorreu
(B) As referências que se faz à natureza da ética consideram-na, com um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas indica um fator
muita frequência, associada aos valores morais. determinante para que
(C) Não coubessem aos juristas aproximar-se da ética, as leis deixariam (A) concluamos que o homem moderno já não dispõe de rigorosos
de ter a dignidade humana como balizamento. padrões morais para avaliar sua conduta.
(D) Não derivam das teorias, mas das práticas humanas, o efetivo valor (B) consideremos cada vez mais difícil a discriminação entre o homem
de que se impregna a conduta dos indivíduos. moral e o homem moralizador.
(E) Convém aos filósofos e juristas, quaisquer que sejam as circunstân- (C) reconheçamos como bastante remota a possibilidade de se caracte-
cias, atentar para a observância dos valores éticos. rizar um homem moralizador.
(D) identifiquemos divergências profundas entre o comportamento de um
41. Está clara, correta e coerente a redação do seguinte comentário homem moral e o de um moralizador.
sobre o texto: (E) divisemos as contradições internas que costumam ocorrer nas atitu-
(A) Dentre as três acepções de Ética que se menciona no texto, uma des tomadas pelo homem moral.
apenas diz respeito à uma área em que conflui com o Direito.
(B) O balizamento da conduta humana é uma atividade em que, cada um 45. O autor do texto refere-se aos Estados confessionais para exemplifi-
em seu campo, se empenham o jurista e o filósofo. car uma sociedade na qual
(C) Costuma ocorrer muitas vezes não ser fácil distinguir Ética ou Moral, (A) normas morais não têm qualquer peso na conduta dos cidadãos.
haja vista que tanto uma quanto outra pretendem ajuizar à situação (B) hipócritas exercem rigoroso controle sobre a conduta de todos.
do homem. (C) a fé religiosa é decisiva para o respeito aos valores de uma moral
(D) Ainda que se torne por consenso um valor do comportamento huma- comum.
no, a Ética varia conforme a perspectiva de atribuição do mesmo. (D) a situação de barbárie impede a formulação de qualquer regra moral.
(E) Os saberes humanos aplicados, do conhecimento da Ética, costu- (E) eventuais falhas de conduta são atribuídas à fraqueza das leis.
mam apresentar divergências de enfoques, em que pese a metodo- 46. Na frase A distinção entre ambos tem alguns corolários relevantes, o
logia usada. sentido da expressão sublinhada está corretamente traduzido em:
(A) significativos desdobramentos dela.
42. Transpondo-se para a voz passiva a frase Nesta visão, os valores (B) determinados antecedentes dela.
morais dariam o balizamento do agir, a forma verbal resultante deve- (C) reconhecidos fatores que a causam.
rá ser: (D) consequentes aspectos que a relativizam.
(A) seria dado. (E) valores comuns que ela propicia.
(B) teriam dado.
(C) seriam dados. 47. Está correta a articulação entre os tempos e os modos verbais na
(D) teriam sido dados. frase:
(E) fora dado. (A) Se o moralizador vier a respeitar o padrão moral que ele impusera, já
não podia ser considerado um hipócrita.
Atenção: As questões de números 43 a 48 referem-se ao texto abaixo. (B) Os moralizadores sempre haveriam de desrespeitar os valores
morais que eles imporão aos outros.
O HOMEM MORAL E O MORALIZADOR (C) A pior barbárie terá sido aquela em que o rigor dos hipócritas servis-
Depois de um bom século de psicologia e psiquiatria dinâmicas, esta- se de controle dos demais cidadãos.

Língua Portuguesa 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(D) Desde que haja a imposição forçada de um padrão moral, caracteri- (A) I.
zava-se um ato típico do moralizador. (B) II.
(E) Não é justo que os hipócritas sempre venham a impor padrões (C) III.
morais que eles próprios não respeitam. (D) I e II.
(E) II e III.
48. Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na
frase: 52. Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre um recurso de cons-
(A) O moralizador está carregado de imperfeições de que ele não cos- trução do texto: no contexto do
tuma acusar em si mesmo. (A) primeiro parágrafo, a forma ou mesmo nada faz subentender a
(B) Um homem moral empenha-se numa conduta cujo o padrão moral expressão verbal querem pagar.
ele não costuma impingir na dos outros. (B) primeiro parágrafo, a expressão fregueses compradores faz suben-
(C) Os pecados aos quais insiste reincidir o moralizador são os mesmos tender a existência de “fregueses” que não compram nada.
em que ele acusa seus semelhantes. (C) segundo parágrafo, a expressão de qualquer modo está empregada
(D) Respeitar um padrão moral das ações é uma qualidade da qual não com o sentido de de toda maneira.
abrem mão os homens a quem não se pode acusar de hipócritas. (D) segundo parágrafo, a expressão para salvaguardar está empregada
(E) Quando um moralizador julga os outros segundo um padrão moral de com o sentido de a fim de resguardar.
cujo ele próprio não respeita, demonstra toda a hipocrisia em que é (E) terceiro parágrafo, a expressão não fosse tem sentido equivalente ao
capaz. de mesmo não sendo.

Atenção: As questões de números 49 a 54 referem-se ao texto abaixo. 53. O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no plural para
preencher de modo correto a lacuna da frase:
FIM DE FEIRA (A) Frutas e verduras, mesmo quando desprezadas, não ...... (deixar) de
Quando os feirantes já se dispõem a desarmar as barracas, começam as recolher quem não pode pagar pelas boas e bonitas.
a chegar os que querem pagar pouco pelo que restou nas bancadas, ou (B) ......-se (dever) aos ruidosos funcionários da limpeza pública a provi-
mesmo nada, pelo que ameaça estragar. Chegam com suas sacolas cheias dência que fará esquecer que ali funcionou uma feira.
de esperança. Alguns não perdem tempo e passam a recolher o que está (C) Não ...... (aludir) aos feirantes mais generosos, que oferecem as
pelo chão: um mamãozinho amolecido, umas folhas de couve amarelas, a sobras de seus produtos, a observação do autor sobre o egoísmo
metade de um abacaxi, que serviu de chamariz para os fregueses compra- humano.
dores. Há uns que se aventuram até mesmo nas cercanias da barraca de (D) A pouca gente ...... (deixar) de sensibilizar os penosos detalhes da
pescados, onde pode haver alguma suspeita sardinha oculta entre jornais, coleta, a que o narrador deu ênfase em seu texto.
ou uma ponta de cação obviamente desprezada. (E) Não ...... (caber) aos leitores, por força do texto, criticar o lucro razo-
Há feirantes que facilitam o trabalho dessas pessoas: oferecem-lhes o ável de alguns feirantes, mas sim, a inaceitável impiedade de outros.
que, de qualquer modo, eles iriam jogar fora.
Mas outros parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos refu- 54. A supressão da vírgula altera o sentido da seguinte frase:
gos, e chegam a recolhê-los para não os verem coletados. Agem para (A) Fica-se indignado com os feirantes, que não compreendem a carên-
salvaguardar não o lucro possível, mas o princípio mesmo do comércio. cia dos mais pobres.
Parecem temer que a fome seja debelada sem que alguém pague por isso. (B) No texto, ocorre uma descrição o mais fiel possível da tradicional
E não admitem ser acusados de egoístas: somos comerciantes, não assis- coleta de um fim de feira.
tentes sociais, alegam. (C) A todo momento, dá-se o triste espetáculo de pobreza centralizado
nessa narrativa.
Finda a feira, esvaziada a rua, chega o caminhão da limpeza e os fun- (D) Certamente, o leitor não deixará de observar a preocupação do autor
cionários da prefeitura varrem e lavam tudo, entre risos e gritos. O trânsito é em distinguir os diferentes caracteres humanos.
liberado, os carros atravancam a rua e, não fosse o persistente cheiro de (E) Em qualquer lugar onde ocorra uma feira, ocorrerá também a humil-
peixe, a ninguém ocorreria que ali houve uma feira, frequentada por tão de coleta de que trata a crônica.
diversas espécies de seres humanos. (Joel Rubinato, inédito)
RESPOSTAS
49. Nas frases parecem ciumentos do teimoso aproveitamento dos 01. A 11. C 21. A 31. E 41. B 51. D
refugos e não admitem ser acusados de egoístas, o narrador do texto 02. B 12. A 22. E 32. B 42. A 52. E
(A) mostra-se imparcial diante de atitudes opostas dos feirantes. 03. E 13. B 23. B 33. A 43. C 53. D
(B) revela uma perspectiva crítica diante da atitude de certos feirantes. 04. C 14. E 24. A 34. C 44. D 54. A
(C) demonstra não reconhecer qualquer proveito nesse tipo de coleta. 05. A 15. D 25. E 35. E 45. B
(D) assume-se como um cronista a quem não cabe emitir julgamentos. 06. E 16. A 26. D 36. B 46. A
(E) insinua sua indignação contra o lucro excessivo dos feirantes. 07. B 17. C 27. A 37. A 47. E
08. A 18. D 28. C 38. C 48. D
50. Considerando-se o contexto, traduz-se corretamente o sentido de um 09. D 19. E 29. B 39. D 49. B
segmento do texto em: 10. B 20. B 30. D 40. E 50. C
(A) serviu de chamariz
(B) alguma suspeita sardinha inha. FONÉTICA E FONOLOGIA
(C) teimoso aproveitamento
(D) o princípio mesmo do comércio rcial.
(E) Agem para salvaguardar itir. Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fo-
nemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os
51. Atente para as afirmações abaixo. quais caracterizam a oposição entre os vocábulos.
I. Os riscos do consumo de uma sardinha suspeita ou da ponta de um
cação que foi desprezada justificam o emprego de se aventuram, no Ex.: em pato e bato é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre
primeiro parágrafo. si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de FONEMA.
II. O emprego de alegam, no segundo parágrafo, deixa entrever que o
autor não compactua com a justificativa dos feirantes. Quando proferimos a palavra aflito, por exemplo, emitimos três sílabas e
III. No último parágrafo, o autor faz ver que o fim da feira traz a supera- seis fonemas: a-fli-to. Percebemos que numa sílaba pode haver um ou mais
ção de tudo o que determina a existência de diversas espécies de fonemas.
seres humanos. No sistema fonética do português do Brasil há, aproximadamente, 33 fo-
Em relação ao texto, é correto o que se afirma APENAS em nemas.

Língua Portuguesa 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se
É importante não confundir letra com fonema. Fonema é som, letra é o pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica.
sinal gráfico que representa o som. Exs.: em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá,
pá.
Vejamos alguns exemplos:
Manhã – 5 letras e quatro fonemas: m / a / nh / ã Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras
Táxi – 4 letras e 5 fonemas: t / a / k / s / i em:
Corre – letras: 5: fonemas: 4 • Oxítonas - quando a tônica é a última sílaba: Pa-ra-ná, sa-bor, do-mi-
Hora – letras: 4: fonemas: 3 nó.
Aquela – letras: 6: fonemas: 5 • Paroxítonas - quando a tônica é a penúltima sílaba: már-tir, ca-rá-ter,
Guerra – letras: 6: fonemas: 4 a-má-vel, qua-dro.
Fixo – letras: 4: fonemas: 5 • Proparoxítonas - quando a tônica é a antepenúltima sílaba: ú-mi-do,
Hoje – 4 letras e 3 fonemas cá-li-ce, ' sô-fre-go, pês-se-go, lá-gri-ma.
Canto – 5 letras e 4 fonemas
Tempo – 5 letras e 4 fonemas ENCONTROS CONSONANTAIS
Campo – 5 letras e 4 fonemas É a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo.
Chuva – 5 letras e 4 fonemas Ex.: atleta, brado, creme, digno etc.

LETRA - é a representação gráfica, a representação escrita, de um DÍGRAFOS


determinado som. São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia com-
posta para um som simples.
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
Há os seguintes dígrafos:
VOGAIS 1) Os terminados em h, representados pelos grupos ch, lh, nh.
Exs.: chave, malha, ninho.
a, e, i, o, u 2) Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e
ss.
SEMIVOGAIS Exs. : carro, pássaro.
Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa 3) Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs.
mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te- Exs.: guerra, quilo, nascer, cresça, exceto, exsurgir.
sou-ro, Pa-ra-guai. 4) As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer-
rando a sílaba em uma palavra.
CONSOANTES Exs.: pom-ba, cam-po, on-de, can-to, man-to.

b, c, d, f, g, h, j, l, m, n, p, q, r, s, t, v, x, z NOTAÇÕES LÉXICAS
São certos sinais gráficos que se juntam às letras, geralmente para lhes
ENCONTROS VOCÁLICOS dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras.
A sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de
encontro vocálico. São os seguintes:
Ex.: cooperativa 1) o acento agudo – indica vogal tônica aberta: pé, avó, lágrimas;
2) o acento circunflexo – indica vogal tônica fechada: avô, mês, âncora;
Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato 3) o acento grave – sinal indicador de crase: ir à cidade;
4) o til – indica vogal nasal: lã, ímã;
DITONGO 5) a cedilha – dá ao c o som de ss: moça, laço, açude;
É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa. 6) o apóstrofo – indica supressão de vogal: mãe-d’água, pau-d’alho;
Dividem-se em: o hífen – une palavras, prefixos, etc.: arcos-íris, peço-lhe, ex-aluno.
- orais: pai, fui
- nasais: mãe, bem, pão ORTOGRAFIA OFICIAL
- decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói
- crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de
TRITONGO (semivogal + vogal + semivogal) modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua.
Ex.: Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam
Eis algumas observações úteis:
HIATO
Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em du-
DISTINÇÃO ENTRE J E G
as diferentes emissões de voz.
1. Escrevem-se com J:
Ex.: fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í-
a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste,
zo
canjerê, pajé, etc.
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije-
SÍLABA
cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc.
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados
numa só emissão de voz. c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei,
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis.
Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em: d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc.
• Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol. e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais
• Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo. mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija.
• Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-da-de, a-tle-ta.
• Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-la-ri-da-de, hos-pi-ta- 2. Escrevem-se com G:
li-da-de. a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem,
ferrugem, etc.
TONICIDADE b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO:

Língua Portuguesa 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc. Correlações Exemplos
c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir. t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter -
detenção; reter - retenção
DISTINÇÃO ENTRE S E Z rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submersão;
rt - rs inverter - inversão; divertir - diversão
1. Escrevem-se com S: pel - puls impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão
a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc. corr - curs correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão
b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios sent - sens sentir - senso, sensível, consenso
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu- ced - cess ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - intercessão.
exceder - excessivo (exceto exceção)
guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa, gred - gress agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão - progresso -
burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc. progressivo
c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc. prim - press imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repressão.
tir - ssão admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão.
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for (re)percutir - (re)percussão
erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege-
se análise, trombose, etc.
e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa, PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES
causa.
f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina ONDE-AONDE
em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc. Emprega-se AONDE com os verbos que dão ideia de movimento. Equi-
g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten- vale sempre a PARA ONDE.
der: pretensão; repreender: repreensão, etc. AONDE você vai?
AONDE nos leva com tal rapidez?
2. Escrevem-se em Z.
a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de “movimento” empre-
mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização, ga-se ONDE
organizado; realizar: realização, realizado, etc. ONDE estão os livros?
b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados Não sei ONDE te encontrar.
de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc.
c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro, MAU - MAL
chapeuzinho, cãozito, etc. MAU é adjetivo (seu antônimo é bom).
Escolheu um MAU momento.
DISTINÇÃO ENTRE X E CH: Era um MAU aluno.
1. Escrevem-se com X
a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote, MAL pode ser:
feixe, etc. a) advérbio de modo (antônimo de bem).
c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc. Ele se comportou MAL.
d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de Seu argumento está MAL estruturado
árvore que produz o látex). b) conjunção temporal (equivale a assim que).
e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en- MAL chegou, saiu
chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa- c) substantivo:
das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja, O MAL não tem remédio,
pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en- Ela foi atacada por um MAL incurável.
cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar: CESÃO/SESSÃO/SECÇÃO/SEÇÃO
en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço). CESSÃO significa o ato de ceder.
Ele fez a CESSÃO dos seus direitos autorais.
2. Escrevem-se com CH: A CESSÃO do terreno para a construção do estádio agradou a todos os
a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre- torcedores.
buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim- SESSÃO é o intervalo de tempo que dura uma reunião:
bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi- Assistimos a uma SESSÃO de cinema.
la, piche, pichar, tchau. Reuniram-se em SESSÃO extraordinária.
b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se SECÇÃO (ou SEÇÃO) significa parte de um todo, subdivisão:
distingue pelo contraste entre o x e o ch. Lemos a noticia na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de esportes.
Exemplos: Compramos os presentes na SECÇÃO (ou SEÇÃO) de brinquedos.
• brocha (pequeno prego)
• broxa (pincel para caiação de paredes) HÁ / A
• chá (planta para preparo de bebida) Na indicação de tempo, emprega-se:
• xá (título do antigo soberano do Irã) HÁ para indicar tempo passado (equivale a faz):
• chalé (casa campestre de estilo suíço) HÁ dois meses que ele não aparece.
• xale (cobertura para os ombros) Ele chegou da Europa HÁ um ano.
• chácara (propriedade rural) A para indicar tempo futuro:
• xácara (narrativa popular em versos) Daqui A dois meses ele aparecerá.
• cheque (ordem de pagamento) Ela voltará daqui A um ano.
• xeque (jogada do xadrez)
• cocho (vasilha para alimentar animais) FORMAS VARIANTES
• coxo (capenga, imperfeito) Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer
uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos.
DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C aluguel ou aluguer hem? ou hein?
Observe o quadro das correlações: alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia
amídala ou amígdala infarto ou enfarte
assobiar ou assoviar laje ou lajem

Língua Portuguesa 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro,
azaléa ou azaleia nenê ou nenen mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre,
bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.
bílis ou bile quatorze ou catorze
cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar 1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por
carroçaria ou carroceria taramela ou tramela h.
chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear Exemplos:
debulhar ou desbulhar ou relampar anti-higiênico
fleugma ou fleuma porcentagem ou percentagem anti-histórico
co-herdeiro
macro-história
EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS mini-hotel
proto-história
Escrevem-se com letra inicial maiúscula: sobre-humano
1) a primeira palavra de período ou citação. super-homem
Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua." ultra-humano
No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da Exceção: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).
letra maiúscula.
2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes 2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da
sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil, vogal com que se inicia o segundo elemento.
Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via- Exemplos:
Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc. aeroespacial
O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno. agroindustrial
3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas anteontem
religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência antiaéreo
do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc. antieducativo
4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República, autoaprendizagem
etc. autoescola
5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação, autoestrada
Estado, Pátria, União, República, etc. autoinstrução
6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações, coautor
órgãos públicos, etc.: coedição
Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco extraescolar
do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc. infraestrutura
7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e plurianual
científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os semiaberto
Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da semianalfabeto
Manhã, Manchete, etc. semiesférico
8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente, semiopaco
Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc. Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento,
9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar,
Oriente, o falar do Norte. cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o 3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo
Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc. elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:
anteprojeto
Escrevem-se com letra inicial minúscula: antipedagógico
1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos, autopeça
nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval, autoproteção
ingleses, ave-maria, um havana, etc. coprodução
2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando geopolítica
empregados em sentido geral: microcomputador
São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria. pseudoprofessor
3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio semicírculo
Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. semideus
4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta: seminovo
"Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis) ultramoderno
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei,
mirra." (Manuel Bandeira) vice-almirante etc.

4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo


USO DO HÍFEN
elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exem-
plos:
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. antirrábico
Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, antirracismo
para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das antirreligioso
regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim antirrugas
como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. antissocial
biorritmo
As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras for- contrarregra
madas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, contrassenso
como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, cosseno

Língua Portuguesa 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
infrassom pós-graduação
microssistema pré-história
minissaia pré-vestibular
multissecular pró-europeu
neorrealismo recém-casado
neossimbolista recém-nascido
semirreta sem-terra
ultrarresistente.
ultrassom 9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu,
guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
5. Quando o prefi xo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo e-
lemento começar pela mesma vogal. 10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasio-
Exemplos: nalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas enca-
anti-ibérico deamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
anti-imperialista
anti-infl acionário 11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a no-
anti-infl amatório ção de composição. Exemplos:
auto-observação girassol
contra-almirante madressilva
contra-atacar mandachuva
contra-ataque paraquedas
micro-ondas paraquedista
micro-ônibus pontapé
semi-internato
semi-interno 12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra
ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segun- linha seguinte. Exemplos:
do elemento começar pela mesma consoante. Na cidade, conta-se que ele foi viajar.
Exemplos: O diretor recebeu os ex-alunos.
hiper-requintado
inter-racial ACENTUAÇÃO GRÁFICA
inter-regional
sub-bibliotecário
super-racista ORTOGRAFIA OFICIAL
super-reacionário Por Paula Perin dos Santos
super-resistente
super-romântico O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
Atenção: internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros:
• Nos demais casos não se usa o hífen. 2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, super- dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
proteção. ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra inicia- Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
da por r: sub-região, sub-raça etc. falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra ini- sua implementação.
ciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o se- uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
gundo elemento começar por vogal. Exemplos: que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
hiperacidez as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
hiperativo subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
interescolar Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de
interestadual Leis ou Acordos.
interestelar
interestudantil A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
superamigo pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui
superaquecimento uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o
supereconômico ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na
superexigente melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra.
superinteressante
superotimismo
Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante
sempre o hífen. Exemplos: a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
além-mar
além-túmulo Alfabeto
aquém-mar A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo
ex-aluno as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma
ex-diretor novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
ex-hospedeiro palavras importadas do idioma inglês, como:
ex-prefeito km – quilômetro,
ex-presidente kg – quilograma

Língua Portuguesa 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
Trema
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito
 Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso,
o “ü” lê-se “i”) IMPORTANTE
Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”,
se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos
1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
“LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”
5. Trema
Ex. Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai
permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira,
como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”)
Chá Mês nós
Gás Sapé cipó 6. Acento Diferencial
Dará Café avós
O acento diferencial permanece nas palavras:
Pará Vocês compôs pôde (passado), pode (presente)
vatapá pontapés só pôr (verbo), por (preposição)
Aliás português robô Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do
dá-lo vê-lo avó verbo está no singular ou plural:
recuperá-los Conhecê-los pô-los
SIN-
guardá-la Fé compô-los PLURAL
GULAR
réis (moeda) Véu dói
Ele
méis céu mói Eles têm
tem
pastéis Chapéus anzóis Ele
ninguém parabéns Jerusalém Eles vêm
vem

Resumindo: Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como:
conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc.
Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que
seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí- DIVISÃO SILÁBICA
lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas
palavras. Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU,
GU.
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em: 1- chave: cha-ve
aquele: a-que-le
palha: pa-lha
 L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível. manhã: ma-nhã
 N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. guizo: gui-zo
 R – câncer, caráter, néctar, repórter.
 X – tórax, látex, ônix, fênix. Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam
 PS – fórceps, Quéops, bíceps. a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
 Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs. 2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço
reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar
 ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma
 I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis. globo: glo-bo fraco: fra-co
 ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon. implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do
 UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns. atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so
 US – ânus, bônus, vírus, Vênus. prato: pra-to

Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.


Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen-
3- correr: cor-rer desçam: des-çam
tes (semivogal+vogal):
passar: pas-sar exceto: ex-ce-to
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.
fascinar: fas-ci-nar
3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Não se separam as letras que representam um ditongo.
Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân-
4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro
temo, público, pároco, proparoxítona.
cárie: cá-rie
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
Separam-se as letras que representam um hiato.

Língua Portuguesa 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el Largo do Paissandu, 128.
rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o • No vocativo e no aposto:
Meninos, prestem atenção!
Não se separam as letras que representam um tritongo. Termópilas, o meu amigo, é escritor.
6- Paraguai: Pa-ra-guai • Nos termos independentes entre si:
saguão: sa-guão O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba caso é usado o duplo emprego da vírgula:
que a antecede. Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa-
7- torna: tor-na núpcias: núp-cias droeira.
técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter • Após alguns adjuntos adverbiais:
absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz No dia seguinte, viajamos para o litoral.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba da vírgula:
que a segue Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor.
8- pneumático: pneu-má-ti-co • Após a primeira parte de um provérbio.
gnomo: gno-mo O que os olhos não vêem, o coração não sente.
psicologia: psi-co-lo-gia • Em alguns casos de termos oclusos:
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente,
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em RETICÊNCIAS
sílabas separadas.
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
9- sublingual: sub-lin-gual
Não me disseste que era teu pai que ...
sublinhar: sub-li-nhar
• Para realçar uma palavra ou expressão.
sublocar: sub-lo-car
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
Preste atenção nas seguintes palavras: Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
trei-no so-cie-da-de
gai-o-la ba-lei-a
des-mai-a-do im-bui-a PONTO E VÍRGULA
ra-diou-vin-te ca-o-lho • Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém
te-a-tro co-e-lho alguma simetria entre si.
du-e-lo ví-a-mos "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
a-mné-sia gno-mo cido, guardando consigo a ponta farpada. "
co-lhei-ta quei-jo • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co interior.
dig-no e-nig-ma Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
e-clip-se Is-ra-el calmo, resolveu o problema sozinho.
mag-nó-lia
DOIS PONTOS
SINAIS DE PONTUAÇÃO • Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
• Para indicar uma citação alheia:
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as pau- Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de
sas da linguagem oral. passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
que".
PONTO • Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri-
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla- or:
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.
comuns ele é chamado de simples. • Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo). TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar
PONTO DE INTERROGAÇÃO palavras ou frases
É usado para indicar pergunta direta. – "Quais são os símbolos da pátria?
Onde está seu irmão? – Que pátria?
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos).
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação. – "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra
A mim ?! Que ideia! vez.
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma
coisa". (M. Palmério).
PONTO DE EXCLAMAÇÃO
• Usa-se para separar orações do tipo:
É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
– Avante!- Gritou o general.
Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta.
Ó jovens! Lutemos!
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam
VÍRGULA uma cadeia de frase:
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau- • A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
sa na fala. Emprega-se a vírgula: • A ponte Rio – Niterói.
• Nas datas e nos endereços: • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
São Paulo, 17 de setembro de 1989.

Língua Portuguesa 23 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Entreguei o livro a(à) sua secretária .
ASPAS • diante de substantivos próprios femininos:
Dei o livro à(a) Sônia.
São usadas para:
• Indicar citações textuais de outra autoria.
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se • Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo
expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares: A:
Há quem goste de “jazz-band”. Viajaremos à Colômbia.
Não achei nada "legal" aquela aula de inglês. (Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
• Para enfatizar palavras ou expressões: • Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília,
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite. Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve-
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc. neza, etc.
"Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. Viajaremos a Curitiba.
• Em casos de ironia: (Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente. • Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão. modifique.
Ela se referiu à saudosa Lisboa.
Vou à Curitiba dos meus sonhos.
PARÊNTESES • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida:
Empregamos os parênteses: Às 8 e 15 o despertador soou.
• Nas indicações bibliográficas. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo-
"Sede assim qualquer coisa. da” ou "maneira":
serena, isenta, fiel". Aos domingos, trajava-se à inglesa.
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais: • Antes da palavra casa, se estiver determinada:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos Referia-se à Casa Gebara.
fora das órbitas. Amália se volta)". • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar.
(G. Figueiredo) Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa).
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: • Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo.
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo de Voltou à terra onde nascera.
fome." Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
(C. Lispector) Mas:
• Para isolar orações intercaladas: Os marinheiros vieram a terra.
"Estou certo que eu (se lhe ponho O comandante desceu a terra.
Minha mão na testa alçada) • Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o
Sou eu para ela." artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente:
(M. Bandeira) Vou até a (á ) chácara.
Cheguei até a(à) muralha
COLCHETES [ ] • A QUE - À QUE
Os colchetes são muito empregados na linguagem científica. Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino
ocorrerá crase:
Houve um palpite anterior ao que você deu.
ASTERISCO
Houve uma sugestão anterior à que você deu.
O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não
alguma nota (observação).
ocorrerá crase.
Não gostei do filme a que você se referia.
BARRA Não gostei da peça a que você se referia.
A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo
abreviaturas. A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do
de:
Meu palpite é igual ao de todos
CRASE
Minha opinião é igual à de todos.

Crase é a fusão da preposição A com outro A.


NÃO OCORRE CRASE
Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem.
• antes de nomes masculinos:
Andei a pé.
EMPREGO DA CRASE
Andamos a cavalo.
• em locuções adverbiais:
• antes de verbos:
à vezes, às pressas, à toa...
Ela começa a chorar.
• em locuções prepositivas:
Cheguei a escrever um poema.
em frente à, à procura de...
• em expressões formadas por palavras repetidas:
• em locuções conjuntivas:
Estamos cara a cara.
à medida que, à proporção que...
• antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona:
• pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a,
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza.
as
Escrevi a Vossa Excelência.
Fui ontem àquele restaurante.
Dirigiu-se gentilmente à senhora.
Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão:
• quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural:
Refiro-me àquilo e não a isto.
Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas.
A CRASE É FACULTATIVA
• diante de pronomes possessivos femininos:

Língua Portuguesa 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO sober-
humildade
E FIGURADO DAS PALAVRAS. ba
louvar censurar
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS bendi-
maldizer
zer
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. ativo inativo
simpá-
Sinônimo antipático
tico
Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico pro-
regredir
ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro. gredir
O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem rápido lento
repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem sair entrar
enfadonhos.
sozi- acompa-
Eufemismo nho nhado
Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto, con-
discórdia
normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem córdia
conhecida como eufemismo). pesa-
Exemplos: leve
do
 gordo - obeso quente frio
 morrer - falecer
pre-
ausente
sente
Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos
Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. escuro claro
Sinônimos Perfeitos inveja admiração
Se o significado é idêntico.
Exemplos:
 avaro – avarento, Homógrafo
 léxico – vocabulário, Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na
 falecer – morrer, pronúncia.
 escarradeira – cuspideira, Exemplos
 língua – idioma  rego (subst.) e rego (verbo);
 catorze - quatorze  colher (verbo) e colher (subst.);
 jogo (subst.) e jogo (verbo);
Sinônimos Imperfeitos  Sede: lugar e Sede: avidez;
Se os signIficados são próximos, porém não idênticos.  Seca: pôr a secar e Seca: falta de água.
Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso Homófono
Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois
Antônimo tipos de palavras homófonas, que são:
Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário  Homófonas heterográficas
(também oposto ou inverso) à outra.
 Homófonas homográficas
O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso
Homófonas heterográficas
estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas
chame atenção do leitor ou do ouvinte.
heterográficas (diferentes na escrita).
Pala- Exemplos
Antônimo
vra cozer / coser;
aberto fechado cozido / cosido;
alto baixo censo / senso
consertar / concertar
bem mal conselho / concelho
bom mau paço / passo
bonito feio noz / nós
hera / era
de-
de menos ouve / houve
mais
voz / vós
doce salgado cem / sem
forte fraco acento / assento
gordo magro Homófonas homográficas
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e
salga- homográficas (iguais na escrita).
insosso
do Exemplos
amor ódio Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso,
seco molhado janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que
deriva do substantivo jantar, e está classificado como
grosso fino
neologismo.
duro mole Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito
doce amargo (substantivo).
grande pequeno

Língua Portuguesa 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Parônimo Quando analisamos o sentido das palavras na redação oficial, ressal-
Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma tam como fundamentais a história da palavra e, obviamente, os contextos
semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas em que elas ocorrem.
palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados
diferentes. A história da palavra, em sentido amplo, vem a ser a respectiva origem
O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a e as alterações sofridas no correr do tempo, ou seja, a maneira como
pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas evoluiu desde um sentido original para um sentido mais abrangente ou mais
são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida. específico. Em sentido restrito, diz respeito à tradição no uso de determina-
Exemplos do vocábulo ou expressão.
Veja alguns exemplos de palavras parônimas:
acender. verbo - ascender. subir São esses dois aspectos que devem ser considerados na escolha des-
acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se te ou daquele vocábulo.
cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa
comprimento. extensão - cumprimento. saudação Sendo a clareza um dos requisitos fundamentais de todo texto oficial,
coro (cantores) - couro (pele de animal) deve-se atentar para a tradição no emprego de determinada expressão com
deferimento. concessão - diferimento. adiamento determinado sentido. O emprego de expressões ditas "de uso consagrado"
delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender confere uniformidade e transparência ao sentido do texto. Mas isto não quer
descrição. representação - discrição. reserva dizer que os textos oficiais devam limitar-se à repetição de chavões e
descriminar. inocentar - discriminar. distinguir clichês.
despensa. compartimento - dispensa. desobriga
destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato) Verifique sempre o contexto em que as palavras estão sendo utiliza-
emergir. vir à tona - imergir. mergulhar das. Certifique-se de que não há repetições desnecessárias ou redundân-
eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência cias. Procure sinônimos ou termos mais precisos para as palavras repeti-
emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar das; mas se sua substituição for comprometer o sentido do texto, tornando-
enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar o ambíguo ou menos claro, não hesite em deixar o texto como está.
enformar. meter em fôrma - informar. avisar
entender. compreender - intender. exercer vigilância É importante lembrar que o idioma está em constante mutação. A pró-
lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções pria evolução dos costumes, das ideias, das ciências, da política, enfim da
migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para vida social em geral, impõe a criação de novas palavras e formas de dizer.
morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro Na definição de Serafim da Silva Neto, a língua:
peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo "(...) é um produto social, é uma atividade do espírito humano. Não é,
recrear. divertir - recriar. criar de novo assim, independente da vontade do homem, porque o homem não é uma
se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo folha seca ao sabor dos ventos veementes de uma fatalidade desconhecida
vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa e cega. Não está obrigada a prosseguir na sua trajetória, de acordo com
venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho leis determinadas, porque as línguas seguem o destino dos que as falam,
vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular são o que delas fazem as sociedades que as empregam."

DENOTAÇAO E CONOTAÇAO Assim, continuamente, novas palavras são criadas (os neologismos)
como produto da dinâmica social, e incorporados ao idioma inúmeros
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a vocábulos de origem estrangeira (os estrangeirismos), que vêm para desig-
seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original. nar ou exprimir realidades não contempladas no repertório anterior da
língua portuguesa.
A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se
no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias A redação oficial não pode alhear-se dessas transformações, nem in-
interpretações. corporá-las acriticamente. Quanto às novidades vocabulares, elas devem
sempre ser usadas com critério, evitando-se aquelas que podem ser substi-
Observe os exemplos tuídas por vocábulos já de uso consolidado sem prejuízo do sentido que se
Denotação lhes quer dar.
As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro.
De outro lado, não se concebe que, em nome de suposto purismo, a
Conotação linguagem das comunicações oficiais fique imune às criações vocabulares
As estrelas do cinema. ou a empréstimos de outras línguas. A rapidez do desenvolvimento tecno-
O jardim vestiu-se de flores lógico, por exemplo, impõe a criação de inúmeros novos conceitos e ter-
O fogo da paixão mos, ditando de certa forma a velocidade com que a língua deve incorporá-
los. O importante é usar o estrangeirismo de forma consciente, buscar o
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO equivalente português quando houver, ou conformar a palavra estrangeira
ao espírito da língua portuguesa.
As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido
figurado: O problema do abuso de estrangeirismos inúteis ou empregados em
Construí um muro de pedra - sentido próprio contextos em que não cabem, é em geral causado ou pelo desconhecimen-
Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. to da riqueza vocabular de nossa língua, ou pela incorporação acrítica do
A água pingava lentamente – sentido próprio. estrangeirismo.

SEMÂNTICA Homônimos e Parônimos


(do grego semantiké, i. é, téchne semantiké ‘arte da significação’) Muitas vezes temos dúvidas no uso de vocábulos distintos provocadas
pela semelhança ou mesmo pela igualdade de pronúncia ou de grafia entre
A semântica estudo o sentido das palavras, expressões, frases e uni- eles. É o caso dos fenômenos designados como homonímia e paronímia.
dades maiores da comunicação verbal, os significados que lhe são atribuí-
dos. Ao considerarmos o significado de determinada palavra, levamos em A homonímia é a designação geral para os casos em que palavras de
conta sua história, sua estrutura (radical, prefixos, sufixos que participam da sentidos diferentes têm a mesma grafia (os homônimos homógrafos) ou a
sua forma) e, por fim, do contexto em que se apresenta. mesma pronúncia (os homônimos homófonos).

Língua Portuguesa 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Os homógrafos podem coincidir ou não na pronúncia, como nos exem- legas. O projeto salarial veio ao encontro dos anseios dos traba-
plos: quarto (aposento) e quarto (ordinal), manga (fruta) e manga (de cami- lhadores.
sa), em que temos pronúncia idêntica; e apelo (pedido) e apelo (com e  De encontro a: contra; em prejuízo de: O carro foi de encontro a
aberto, 1a pess. do sing do pres. do ind. do verbo apelar), consolo (alívio) e um muro. O governo não apoiou a medida, pois vinha de encontro
consolo (com o aberto, 1a pess. do sing. do pres. do ind. do verbo conso- aos interesses dos menores.
lar), com pronúncia diferente.  Ao invés de: ao contrário de: Ao invés de demitir dez funcionários,
a empresa contratou mais vinte. (Inaceitável o cruzamento *ao em
Os homógrafos de idêntica pronúncia diferenciam-se pelo contexto em vez de.)
que são empregados. Não há dúvida, por exemplo, quanto ao emprego da  Em vez de: em lugar de: Em vez de demitir dez funcionário, a em-
palavra são nos três sentidos: a) verbo ser, 3a pess. do pl. do pres., b) presa demitiu vinte.
saudável e c) santo.  A par: informado, ao corrente, ciente: O Ministro está a par (var.:
ao par) do assunto; ao lado, junto; além de.
Palavras de grafia diferente e de pronúncia igual (homófonos) geram  Ao par: de acordo com a convenção legal: Fez a troca de mil dóla-
dúvidas ortográficas. Caso, por exemplo, de acento/assento, coser/cozer, res ao par.
dos prefixos ante-/anti-, etc. Aqui o contexto não é suficiente para resolver o  Aparte: interrupção, comentário à margem: O deputado concedeu
problema, pois sabemos o sentido, a dúvida é de letra(s). sempre que ao colega um aparte em seu pronunciamento.
houver incerteza, consulte a lista adiante, algum dicionário ou manual de  À parte: em separado, isoladamente, de lado: O anexo ao projeto
ortografia. foi encaminhado por expediente à parte.
 Apreçar: avaliar, pôr preço: O perito apreçou irrisoriamente o imó-
Já o termo paronímia designa o fenômeno que ocorre com palavras
vel.
semelhantes (mas não idênticas) quanto à grafia ou à pronúncia. É fonte de
 Apressar: dar pressa a, acelerar: Se o andamento das obras não
muitas dúvidas, como entre descrição (‘ato de descrever’) e discrição
for apressado, não será cumprido o cronograma.
(‘qualidade do que é discreto’), retificar (‘corrigir’) e ratificar (confirmar).
 Área: superfície delimitada, região.
Como não interessa aqui aprofundar a discussão teórica da matéria,  Ária: canto, melodia.
restringimo-nos a uma lista de palavras que costumam suscitar dúvidas de  Aresto: acórdão, caso jurídico julgado: Neste caso, o aresto é irre-
grafia ou sentido. Procuramos incluir palavras que com mais frequência corrível.
provocam dúvidas na elaboração de textos oficiais, com o cuidado de  Arresto: apreensão judicial, embargo: Os bens do traficante preso
agregá-las em pares ou pequenos grupos formais. foram todos arrestados.
 Absolver: inocentar, relevar da culpa imputada: O júri absolveu o  Arrochar: apertar com arrocho, apertar muito.
réu.  Arroxar: ou arroxear, roxear: tornar roxo.
 Absorver: embeber em si, esgotar: O solo absorveu lentamente a  Ás: exímio em sua atividade; carta do baralho.
água da chuva.  Az (p. us.): esquadrão, ala do exército.
 Acender: atear (fogo), inflamar.  Atuar: agir, pôr em ação; pressionar.
 Ascender: subir, elevar-se.  Autuar: lavrar um auto; processar.
 Acento: sinal gráfico; inflexão vocal: Vocábulo sem acento.  Auferir: obter, receber: Auferir lucros, vantagens.
 Assento: banco, cadeira: Tomar assento num cargo.  Aferir: avaliar, cotejar, medir, conferir: Aferir valores, resultados.
 Acerca de: sobre, a respeito de: No discurso, o Presidente falou  Augurar: prognosticar, prever, auspiciar: O Presidente augurou su-
acerca de seus planos. cesso ao seu par americano.
 A cerca de: a uma distância aproximada de: O anexo fica a cerca  Agourar: pressagiar, predizer (geralmente no mau sentido): Os
de trinta metros do prédio principal. Estamos a cerca de um mês técnicos agouram desastre na colheita.
ou (ano) das eleições.  Avocar: atribuir-se, chamar: Avocou a si competências de outrem.
 Há cerca de: faz aproximadamente (tanto tempo): Há cerca de um  Evocar: lembrar, invocar: Evocou no discurso o começo de sua
ano, tratamos de caso idêntico; existem aproximadamente: Há cer- carreira.
ca de mil títulos no catálogo.  Invocar: pedir (a ajuda de); chamar; proferir: Ao final do discurso,
 Acidente: acontecimento casual; desastre: A derrota foi um aciden- invocou a ajuda de Deus.
te na sua vida profissional. O súbito temporal provocou terrível aci-  Caçar: perseguir, procurar, apanhar (geralmente animais).
dente no parque.  Cassar: tornar nulo ou sem efeito, suspender, invalidar.
 Incidente: episódio; que incide, que ocorre: O incidente da demis-  Carear: atrair, ganhar, granjear.
são já foi superado.  Cariar: criar cárie.
 Adotar: escolher, preferir; assumir; pôr em prática.  Carrear: conduzir em carro, carregar.
 Dotar: dar em doação, beneficiar.  Casual: fortuito, aleatório, ocasional.
 Afim: que apresenta afinidade, semelhança, relação (de parentes-  Causal: causativo, relativo a causa.
co): Se o assunto era afim, por que não foi tratado no mesmo pa-  Cavaleiro: que anda a cavalo, cavalariano.
rágrafo?  Cavalheiro: indivíduo distinto, gentil, nobre.
 A fim de: para, com a finalidade de, com o fito de: O projeto foi en-  Censo: alistamento, recenseamento, contagem.
caminhado com quinze dias de antecedência a fim de permitir a  Senso: entendimento, juízo, tino.
necessária reflexão sobre sua pertinência.  Cerrar: fechar, encerrar, unir, juntar.
 Alto: de grande extensão vertical; elevado, grande.  Serrar: cortar com serra, separar, dividir.
 Auto: ato público, registro escrito de um ato, peça processual.  Cessão: ato de ceder: A cessão do local pelo município tornou
 Aleatório: casual, fortuito, acidental. possível a realização da obra.
 Alheatório: que alheia, alienante, que desvia ou perturba.  Seção: setor, subdivisão de um todo, repartição, divisão: Em qual
 Amoral: desprovido de moral, sem senso de moral. seção do ministério ele trabalha?
 Imoral: contrário à moral, aos bons costumes, devasso, indecente.  Sessão: espaço de tempo que dura uma reunião, um congresso;
 Ante (preposição): diante de, perante: Ante tal situação, não teve reunião; espaço de tempo durante o qual se realiza uma tarefa: A
alternativa. próxima sessão legislativa será iniciada em 1o de agosto.
 Ante- (prefixo): expressa anterioridade: antepor, antever, anteproje-  Chá: planta, infusão.
to ante-diluviano.  Xá: antigo soberano persa.
 Anti- (prefixo): expressa contrariedade; contra: anticientífico, antibi-  Cheque: ordem de pagamento à vista.
ótico, anti-higiênico, anti-Marx.  Xeque: dirigente árabe; lance de xadrez; (fig.) perigo (pôr em xe-
 Ao encontro de: para junto de; favorável a: Foi ao encontro dos co-

Língua Portuguesa 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
que). uma lei. Procuro uma lei cuja ementa é "dispõe sobre a proprieda-
 Círio: vela de cera. de industrial".
 Sírio: da Síria.  Emergir: vir à tona, manifestar-se.
 Cível: relativo à jurisdição dos tribunais civis.  Imergir: mergulhar, afundar submergir), entrar.
 Civil: relativo ao cidadão; cortês, polido (daí civilidade); não militar  Emigrar: deixar o país para residir em outro.
nem, eclesiástico.  Imigrar: entrar em país estrangeiro para nele viver.
 Colidir: trombar, chocar; contrariar: A nova proposta colide frontal-  Eminente (eminência): alto, elevado, sublime.
mente com o entendimento havido.  Iminente (iminência): que está prestes a acontecer, pendente, pró-
 Coligir: colecionar, reunir, juntar: As leis foram coligidas pelo Minis- ximo.
tério da Justiça.  Emitir (emissão): produzir, expedir, publicar.
 Comprimento: medida, tamanho, extensão, altura.  Imitir (imissão): fazer entrar, introduzir, investir.
 Cumprimento: ato de cumprir, execução completa; saudação.  Empoçar: reter em poço ou poça, formar poça.
 Concelho: circunscrição administrativa ou município (em Portugal).  Empossar: dar posse a, tomar posse, apoderar-se.
 Conselho: aviso, parecer, órgão colegiado.  Encrostar: criar crosta.
 Concerto: acerto, combinação, composição, harmonização (cp.  Incrustar: cobrir de crosta, adornar, revestir, prender-se, arraigar-
concertar): O concerto das nações... O concerto de Guarnieri... se.
 Conserto: reparo, remendo, restauração (cp. consertar): Certos  Entender: compreender, perceber, deduzir.
problemas crônicos aparentemente não têm conserto.  Intender: (p. us): exercer vigilância, superintender.
 Conje(c)tura: suspeita, hipótese, opinião.  Enumerar: numerar, enunciar, narrar, arrolar.
 Conjuntura: acontecimento, situação, ocasião, circunstância.  Inúmero: inumerável, sem conta, sem número.
 Contravenção: transgressão ou infração a normas estabelecidas.  Espectador: aquele que assiste qualquer ato ou espetáculo, teste-
 Contraversão: versão contrária, inversão. munha.
 Coser: costurar, ligar, unir.  Expectador: que tem expectativa, que espera.
 Cozer: cozinhar, preparar.  Esperto: inteligente, vivo, ativo.
 Costear: navegar junto à costa, contornar. A fragata costeou inú-  Experto: perito, especialista.
meras praias do litoral baiano antes de partir para alto-mar.  Espiar: espreitar, observar secretamente, olhar.
 Custear: pagar o custo de, prover, subsidiar. Qual a empresa dis-  Expiar: cumprir pena, pagar, purgar.
posta a custear tal projeto?  Estada: ato de estar, permanência: Nossa estada em São Paulo foi
 Custar: valer, necessitar, ser penoso. Quanto custa o projeto? Cus- muito agradável.
ta-me crer que funcionará.  Estadia: prazo para carga e descarga de navio ancorado em porto:
 Deferir: consentir, atender, despachar favoravelmente, conceder. O "Rio de Janeiro" foi autorizado a uma estadia de três dias.
 Diferir: ser diferente, discordar; adiar, retardar, dilatar.  Estância: lugar onde se está, morada, recinto.
 Degradar: deteriorar, desgastar, diminuir, rebaixar.  Instância: solicitação, pedido, rogo; foro, jurisdição, juízo.
 Degredar: impor pena de degredo, desterrar, banir.  Estrato: cada camada das rochas estratificadas.
 Delatar (delação): denunciar, revelar crime ou delito, acusar: Os  Extrato: coisa que se extraiu de outra; pagamento, resumo, cópia;
traficantes foram delatados por membro de quadrilha rival. perfume.
 Dilatar (dilação): alargar, estender; adiar, diferir: A dilação do prazo  Flagrante: ardente, acalorado; diz-se do ato que a pessoa é sur-
de entrega das declarações depende de decisão do Diretor da Re- preendida a praticar (flagrante delito).
ceita Federal.  Fragrante: que tem fragrância ou perfume; cheiroso.
 Derrogar: revogar parcialmente (uma lei), anular.  Florescente: que floresce, próspero, viçoso.
 Derrocar: destruir, arrasar, desmoronar.  Fluorescente: que tem a propriedade da fluorescência.
 Descrição: ato de descrever, representação, definição.  Folhar: produzir folhas, ornar com folhagem, revestir lâminas.
 Discrição: discernimento, reserva, prudência, recato.  Folhear: percorrer as folhas de um livro, compulsar, consultar.
 Descriminar: absolver de crime, tirar a culpa de.  Incerto: não certo, indeterminado, duvidoso, variável.
 Discriminar: diferençar, separar, discernir.  Inserto: introduzido, incluído, inserido.
 Despensa: local em que se guardam mantimentos, depósito de  Incipiente: iniciante, principiante.
provisões.  Insipiente: ignorante, insensato.
 Dispensa: licença ou permissão para deixar de fazer algo a que se  Incontinente: imoderado, que não se contém, descontrolado.
estava obrigado; demissão.  Incontinenti: imediatamente, sem demora, logo, sem interrupção.
 Despercebido: que não se notou, para o que não se atentou: Ape-  Induzir: causar, sugerir, aconselhar, levar a: O réu declarou que
sar de sua importância, o projeto passou despercebido. havia sido induzido a cometer o delito.
 Desapercebido: desprevenido, desacautelado: Embarcou para a  Aduzir: expor, apresentar: A defesa, então, aduziu novas provas.
missão na Amazônia totalmente desapercebido dos desafios que  Inflação: ato ou efeito de inflar; emissão exagerada de moeda, au-
lhe aguardavam. mento persistente de preços.
 Dessecar: secar bem, enxugar, tornar seco.  Infração: ato ou efeito de infringir ou violar uma norma.
 Dissecar: analisar minuciosamente, dividir anatomicamente.  Infligir: cominar, aplicar (pena, castigo, repreensão, derrota): O juiz
 Destratar: insultar, maltratar com palavras. infligiu pesada pena ao réu.
 Distratar: desfazer um trato, anular.  Infringir: transgredir, violar, desrespeitar (lei, regulamento, etc.) (cp.
 Distensão: ato ou efeito de distender, torção violenta dos ligamen- infração): A condenação decorreu de ter ele infringido um sem nú-
tos de uma articulação. mero de artigos do Código Penal.
 Distinção: elegância, nobreza, boa educação: Todos devem portar-  Inquerir: apertar (a carga de animais), encilhar.
se com distinção.  Inquirir: procurar informações sobre, indagar, investigar, interrogar.
 Dissensão: desavença, diferença de opiniões ou interesses: A dis-  Intercessão: ato de interceder.
sensão sobre a matéria impossibilitou o acordo.  Interse(c)ção: ação de se(c)cionar, cortar; ponto em que se encon-
 Elidir: suprimir, eliminar. tram duas linhas ou superfícies.
 Ilidir: contestar, refutar, desmentir.  Inter- (prefixo): entre; preposição latina usada em locuções: inter a-
 Emenda: correção de falta ou defeito, regeneração, remendo: ao lia (entre outros), inter pares (entre iguais).
torná-lo mais claro e objetivo, a emenda melhorou o projeto.  Intra- (prefixo): interior, dentro de.
 Ementa: apontamento, súmula de decisão judicial ou do objeto de  Judicial: que tem origem no Poder Judiciário ou que perante ele se

Língua Portuguesa 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
realiza.  Protelar: adiar, prorrogar.
 Judiciário: relativo ao direito processual ou à organização da Justi-  Ratificar: validar, confirmar, comprovar.
ça.  Retificar: corrigir, emendar, alterar: A diretoria ratificou a decisão
 Liberação: ato de liberar, quitação de dívida ou obrigação. após o texto ter sido retificado em suas passagens ambíguas.
 Libertação: ato de libertar ou libertar-se.  Recrear: proporcionar recreio, divertir, alegrar.
 Lista: relação, catálogo; var. pop. de listra.  Recriar: criar de novo.
 Listra: risca de cor diferente num tecido (var. pop. de lista).  Reincidir: tornar a incidir, recair, repetir.
 Locador: que dá de aluguel, senhorio, arrendador.  Rescindir: dissolver, invalidar, romper, desfazer: Como ele reincidiu
 Locatário: alugador, inquilino: O locador reajustou o aluguel sem a no erro, o contrato de trabalho foi rescindido.
concordância do locatário.  Remição: ato de remir, resgate, quitação.
 Lustre: brilho, glória, fama; abajur.  Remissão: ato de remitir, intermissão, intervalo; perdão, expiação.
 Lustro: quinquênio; polimento.  Repressão: ato de reprimir, contenção, impedimento, proibição.
 Magistrado: juiz, desembargador, ministro.  Repreensão: ato de repreender, enérgica admoestação, censura,
 Magistral: relativo a mestre (latim: magister); perfeito, completo; advertência.
exemplar.  Ruço: grisalho, desbotado.
 Mandado: garantia constitucional para proteger direito individual lí-  Russo: referente à Rússia, nascido naquele país; língua falada na
quido e certo; ato de mandar; ordem escrita expedida por autorida- Rússia.
de judicial ou administrativa: um mandado de segurança, mandado  Sanção: confirmação, aprovação; pena imposta pela lei ou por con-
de prisão. trato para punir sua infração.
 Mandato: autorização que alguém confere a outrem para praticar  Sansão: nome de personagem bíblico; certo tipo de guindaste.
atos em seu nome; procuração; delegação: o mandato de um de-  Sedento: que tem sede; sequioso (var. p. us.: sedente).
putado, senador, do Presidente.  Cedente: que cede, que dá.
 Mandante: que manda; aquele que outorga um mandato.  Sobrescritar: endereçar, destinar, dirigir.
 Mandatário: aquele que recebe um mandato, executor de mandato,  Subscritar: assinar, subscrever.
representante, procurador.  Sortir: variar, combinar, misturar.
 Mandatório: obrigatório.  Surtir: causar, originar, produzir (efeito).
 Obcecação: ato ou efeito de obcecar, teimosia, cegueira.  Subentender: perceber o que não estava claramente exposto; su-
 Obsessão: impertinência, perseguição, ideia fixa. por.
 Ordinal: numeral que indica ordem ou série (primeiro, segundo, mi-  Subintender: exercer função de subintendente, dirigir.
lésimo, etc.).  Subtender: estender por baixo.
 Ordinário: comum, frequente, trivial, vulgar.  Sustar: interromper, suspender; parar, interromper-se (sustar-se).
 Original: com caráter próprio; inicial, primordial.  Suster: sustentar, manter; fazer parar, deter.
 Originário: que provém de, oriundo; inicial, primitivo.  Tacha: pequeno prego; mancha, defeito, pecha.
 Paço: palácio real ou imperial; a corte.  Taxa: espécie de tributo, tarifa.
 Passo: ato de avançar ou recuar um pé para andar; caminho, eta-  Tachar: censurar, qualificar, acoimar: tachar alguém (tachá-lo) de
pa. subversivo.
 Pleito: questão em juízo, demanda, litígio, discussão: O pleito por  Taxar: fixar a taxa de; regular, regrar: taxar mercadorias.
mais escolas na região foi muito bem formulado.  Tapar: fechar, cobrir, abafar.
 Preito: sujeição, respeito, homenagem: Os alunos renderam preito  Tampar: pôr tampa em.
ao antigo reitor.  Tenção: intenção, plano (deriv.: tencionar); assunto, tema.
 Preceder: ir ou estar adiante de, anteceder, adiantar-se.  Tensão: estado de tenso, rigidez (deriv.: tensionar); diferencial elé-
 Proceder: originar-se, derivar, provir; levar a efeito, executar. trico.
 Pós- (prefixo): posterior a, que sucede, atrás de, após: pós-  Tráfego: trânsito de veículos, percurso, transporte.
moderno, pós-operatório.  Tráfico: negócio ilícito, comércio, negociação.
 Pré- (prefixo): anterior a, que precede, à frente de, antes de: pré-  Trás: atrás, detrás, em seguida, após (cf. em locuções: de trás, por
modernista, pré-primário. trás).
 Pró (advérbio): em favor de, em defesa de. A maioria manifestou-  Traz: 3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo tra-
se contra, mas dei meu parecer pró. zer.
 Preeminente: que ocupa lugar elevado, nobre, distinto.  Vestiário: guarda-roupa; local em que se trocam roupas.
 Proeminente: alto, saliente, que se alteia acima do que o circunda.  Vestuário: as roupas que se vestem, traje.
 Preposição: ato de prepor, preferência; palavra invariável que liga  Vultoso: de grande vulto, volumoso.
constituintes da frase.
 Vultuoso (p. us.): atacado de vultuosidade (congestão da face).
 Proposição: ato de propor, proposta; máxima, sentença; afirmativa,
asserção.
 Presar: capturar, agarrar, apresar. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS.
 Prezar: respeitar, estimar muito, acatar.
 Prescrever: fixar limites, ordenar de modo explícito, determinar; fi- As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários
car sem efeito, anular-se: O prazo para entrada do processo pres- elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das
creveu há dois meses. palavras.
 Proscrever: abolir, extinguir, proibir, terminar; desterrar. O uso de
várias substâncias psicotrópicas foi proscrito por recente portaria Exs.:
do Ministro. cinzeiro = cinza + eiro
endoidecer = en + doido + ecer
 Prever: ver antecipadamente, profetizar; calcular: A assessoria
predizer = pre + dizer
previu acertadamente o desfecho do caso.
 Prover: providenciar, dotar, abastecer, nomear para cargo: O chefe
Os principais elementos móficos são :
do departamento de pessoal proveu os cargos vacantes.
 Provir: originar-se, proceder; resultar: A dúvida provém (Os erros
RADICAL
provêm) da falta de leitura.
É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra.
 Prolatar: proferir sentença, promulgar.
Exs.: amarelecer = amarelo + ecer

Língua Portuguesa 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
enterrar = en + terra + ar lho, corrida, tristeza beleza altura.
pronome = pro + nome
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
PREFIXO a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie:
É o elemento mórfico que vem antes do radical. rio, cidade, pais, menino, aluno
Exs.: anti - herói in - feliz b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento.
Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To-
SUFIXO cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair.
c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro-
É o elemento mórfico que vem depois do radical.
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi-
Exs.: med - onho cear – ense
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con-
creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta,
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS fada, bruxa, saci.
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só
A Língua Portuguesa, como qualquer língua viva, está sempre criando existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo,
novas palavras. Para criar suas novas palavras, a língua recorre a vários pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão,
meios chamados processos de formação de palavras. portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres:
trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza.
Os principais processos de formação das palavras são: Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje-
tivos
trabalhar - trabalho
DERIVAÇÃO correr - corrida
É a formação de uma nova palavra mediante o acréscimo de elementos à alto - altura
palavra já existente: belo - beleza
a) Por sufixação:
Acréscimo de um sufixo. Exs.: dent - ista , bel - íssimo.
b) Por prefixação :
FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS
Acréscimo de um prefixo. Exs.: ab - jurar, ex - diretor. a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua
c) Por parassíntese: portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal.
Acréscimo de um prefixo e um sufixo. Exs.: en-fur-ecer, en-tard-ecer. b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa:
d) Derivação imprópria: florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro.
Mudança das classes gramaticais das palavras. c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio,
Exs.: andar (verbo) - o andar (substantivo). tempo, sol.
contra (preposição) - o contra (substantivo). d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de-
fantasma (substantivo) - o homem fantasma (adjetivo). colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol.
oliveira (subst. comum) - Maria de Oliveira (subst. próprio).
COLETIVOS
COMPOSIÇÃO Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo
É a formação de uma nova palavra, unindo-se palavras que já existem na de seres da mesma espécie.
língua:
a) Por justaposição : Veja alguns coletivos que merecem destaque:
Nenhuma das palavras formadoras perde letra. alavão - de ovelhas leiteiras
Exs.: passatempo (= passa + tempo); tenente-coronel = tenente + alcateia - de lobos
coronel). álbum - de fotografias, de selos
b) Por aglutinação: antologia - de trechos literários escolhidos
Pelo menos uma das palavras perde letra. armada - de navios de guerra
Exs.: fidalgo (= filho + de + algo); embora (= em + boa + hora). armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc)
arquipélago - de ilhas
HIBRIDISMO assembleia - de parlamentares, de membros de associações
É a criação de uma nova palavra mediante a união de palavras de atilho - de espigas de milho
origens diferentes. atlas - de cartas geográficas, de mapas
banca - de examinadores
Exs.: abreugrafia (português e grego), televisão (grego e latim), bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios
zincografia (alemão e grego). bando - de aves, de pessoal em geral
cabido - de cônegos
cacho - de uvas, de bananas
EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, AD- cáfila - de camelos
JETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PREPOSI- cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves
ÇÃO, CONJUNÇÃO (CLASSIFICAÇÃO E SENTIDO QUE IMPRI- cancioneiro - de poemas, de canções
MEM ÀS RELAÇÕES ENTRE AS ORAÇÕES). caravana - de viajantes
cardume - de peixes
clero - de sacerdotes
colmeia - de abelhas
SUBSTANTIVOS concílio - de bispos
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa
Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá nome congregação - de professores, de religiosos
aos seres em geral. congresso - de parlamentares, de cientistas
conselho - de ministros
São, portanto, substantivos. consistório - de cardeais sob a presidência do papa
a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra, constelação - de estrelas
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado. corja - de vadios
b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba- elenco - de artistas

Língua Portuguesa 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
enxame - de abelhas Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim:
enxoval - de roupas uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino.
esquadra - de navios de guerra
esquadrilha - de aviões AIguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
falange - de soldados, de anjos
farândola - de maltrapilhos
fato - de cabras São masculinos São femininos
o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme
fauna - de animais de uma região o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
feixe - de lenha, de raios luminosos o teorema o ágape a análise a usucapião
flora - de vegetais de uma região o trema o caudal a cal a bacanal
frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus o edema o champanha a cataplasma a líbido
o eclipse o alvará a dinamite a sentinela
girândola - de fogos de artifício o lança-perfume o formicida a comichão a hélice
horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros o fibroma o guaraná a aguardente
junta - de bois, médicos, de examinadores o estratagema o plasma
o proclama o clã
júri - de jurados
legião - de anjos, de soldados, de demônios
malta - de desordeiros Mudança de Gênero com mudança de sentido
manada - de bois, de elefantes Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
matilha - de cães de caça
ninhada - de pintos Veja alguns exemplos:
nuvem - de gafanhotos, de fumaça o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo)
o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal)
panapaná - de borboletas
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora)
pelotão - de soldados o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão)
penca - de bananas, de chaves o lotação (veículo) a lotação (capacidade)
pinacoteca - de pinturas o lente (o professor) a lente (vidro de aumento)
plantel - de animais de raça, de atletas
quadrilha - de ladrões, de bandidos Plural dos Nomes Simples
ramalhete - de flores 1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
réstia - de alhos, de cebolas casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
récua - de animais de carga 2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
romanceiro - de poesias populares a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
resma - de papel corações; grandalhão, grandalhões.
revoada - de pássaros b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
súcia - de pessoas desonestas guardiães.
vara - de porcos c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
vocabulário - de palavras cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.

FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães;
grau. ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.

Gênero 3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,


Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini- armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.
no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta. 4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar,
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí-
Podemos classificar os substantivos em: fens (ou hífenes).
a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones.
para o masculino, outra para o feminino: 5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani-
aluno/aluna homem/mulher mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
menino /menina carneiro/ovelha Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules.
Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas 6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil,
pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo: fósseis; réptil, répteis.
padrinho/madrinha bode/cabra Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar-
cavaleiro/amazona pai/mãe ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis.
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o
b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni-
forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses;
em: burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases.
1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os
animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca. substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix,
Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve- os ônix.
mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê- 8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-
mea tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri-
2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi-
designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti- tos.
go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a
estudante, este dentista. Substantivos só usados no plural
3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam afazeres anais
pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar- arredores belas-artes
tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn- cãs condolências
juge, a pessoa, a criatura. confins exéquias
férias fezes
Língua Portuguesa 31 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
núpcias óculos Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
olheiras pêsames
viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes) Principais sufixos aumentativos
AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO,
Plural dos Nomes Compostos ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu-
1. Somente o último elemento varia: ça.
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara-
boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns; Principais Sufixos Diminutivos
b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão- ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO,
mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres; ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim,
ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda- pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo,
comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem- homúncula, apícula, velhusco.
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela-
melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques) Observações:
• Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui-
2. Somente o primeiro elemento é flexionado: rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc.
a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite; Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc.
pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem- • É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe-
rabo, burros-sem-rabo; tivo: Joãozinho, amorzinho, etc.
b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade • Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos- mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz,
correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada; ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc.
banana-maçã, bananas-maçã. • Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di-
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos- minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon-
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc. zinho, pequenito.
3. Ambos os elementos são flexionados: Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu-
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves- gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas- diferentes para designar o sexo:
compromissos. bode - cabra genro - nora
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor- burro - besta padre - madre
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida, carneiro - ovelha padrasto - madrasta
caras-pálidas. cão - cadela padrinho - madrinha
cavalheiro - dama pai - mãe
São invariáveis: compadre - comadre veado - cerva
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi- frade - freira zangão - abelha
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo; frei – soror etc.
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem-
desocupa-o-copo; ADJETIVOS
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o
perde-ganha, os perde-ganha. FLEXÃO DOS ADJETIVOS
Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso
por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda- Gênero
marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa- Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate. ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
lher simples; aluno feliz - aluna feliz.
Adjetivos Compostos b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou-
Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona. tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem
Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino- alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
americanos; cívico-militar, cívico-militares.
1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se-
segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos melhante a dos substantivos.
amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur- Número
dos-mudos > surdas-mudas. a) Adjetivo simples
3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho. Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os
substantivos simples:
Graus do substantivo pessoa honesta pessoas honestas
Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais regra fácil regras fáceis
podem ser: sintéticos ou analíticos. homem feliz homens felizes
Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in-
variáveis:
Analítico
blusa vinho blusas vinho
Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
camisa rosa camisas rosa
nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande.
b) Adjetivos compostos
Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele-
Sintético mento varia, tanto em gênero quanto em número:

Língua Portuguesa 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


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acordos sócio-político-econômico pequeno menor mínimo
acordos sócio-político-econômicos menor
causa sócio-político-econômica
causas sócio-político-econômicas
acordo luso-franco-brasileiro Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos:
acordo luso-franco-brasileiros acre - acérrimo ágil - agílimo
lente côncavo-convexa agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo
lentes côncavo-convexas amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo
camisa verde-clara amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo
camisas verde-claras
áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo
sapato marrom-escuro
sapatos marrom-escuros audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo
Observações: benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo
1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável: célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo
camisa verde-abacate camisas verde-abacate cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo
sapato marrom-café sapatos marrom-café eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
blusa azul-marinho blusas azul-marinho
incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo
camisa azul-celeste camisas azul-celeste
3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo
variam: livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
menino surdo-mudo meninos surdos-mudos magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
menina surda-muda meninas surdas-mudas manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo
negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo
Graus do Adjetivo pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo)
As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex- possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
pressas em dois graus: próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo
- o comparativo público - publicíssimo pudico - pudicíssimo
- o superlativo sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo
salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo
simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
Comparativo terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma velho - vetérrimo visível - visibilíssimo
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual, voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo:
- Comparativo de igualdade: Adjetivos Gentílicos e Pátrios
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral. Argélia – argelino Bagdá - bagdali
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente. Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano
- Comparativo de superioridade: Bóston - bostoniano Braga - bracarense
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro. Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico. Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
- Comparativo de inferioridade: bucarestense Campos - campista
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro. Cairo - cairota Caracas - caraquenho
Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável. Canaã - cananeu Ceilão - cingalês
Catalunha - catalão Chipre - cipriota
Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi- Chicago - chicaguense Córdova - cordovês
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo: Coimbra - coimbrão, conim- Creta - cretense
- Superlativo absoluto bricense Cuiabá - cuiabano
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser: Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho
Esta cidade é poluidíssima. Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense,
Esta cidade é muito poluída. Egito - egípcio capixaba
- Superlativo relativo Equador - equatoriano Évora - eborense
Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a Filipinas - filipino Finlândia - finlandês
outros seres: Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano
Este rio é o mais poluído de todos. Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense
Este rio é o menos poluído de todos. Gabão - gabonês Galiza - galego
Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino
Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico: Goiânia - goianense Granada - granadino
- Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade - Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco
muito trabalhador, excessivamente frágil, etc. Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano
- Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti- Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho
quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc. Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense
Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita
Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara- João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense
tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais: La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho
NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO Macapá - macapaense Macau - macaense
ABSOLUTO Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe
RELATIVO Madri - madrileno Manaus - manauense
bom melhor ótimo Marajó - marajoara Minho - minhoto
melhor Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco
mau pior péssimo Montevidéu - montevideano Natal - natalense
pior Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano
grande maior máximo Pequim - pequinês Pisa - pisano
maior Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro

Língua Portuguesa 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra-
Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso.
Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano
Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho Veja, a seguir, alguns desses pronomes:
Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano PRONOME ABREV. EMPREGO
Veneza - veneziano Vitória - vitoriense Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
Vossa Eminência V .Ema cardeais
Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa
Locuções Adjetivas
Magnificência V. Mag a reitores de universidades
As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs- Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral
tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem Vossa Santidade V.S. papas
ser substituídas por um adjetivo correspondente. Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores
PRONOMES
São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo-
cês.
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre-
senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome
EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS
substantivo. 1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS,
• Ele chegou. (ele) ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito.
• Convidei-o. (o) Considera-se errado seu emprego como complemento:
Convidaram ELE para a festa (errado)
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex- Receberam NÓS com atenção (errado)
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo. EU cheguei atrasado (certo)
• Esta casa é antiga. (esta) ELE compareceu à festa (certo)
• Meu livro é antigo. (meu) 2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
pronomes retos:
Classificação dos Pronomes Convidei ELE (errado)
Há, em Português, seis espécies de pronomes: Chamaram NÓS (errado)
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas Convidei-o. (certo)
de tratamento: Chamaram-NOS. (certo)
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões; 3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi-
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo; ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde; reto seu emprego como complemento:
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá- Informaram a ELE os reais motivos.
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou- Emprestaram a NÓS os livros.
trem, nada, cada, algo. Eles gostam muito de NÓS.
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in- 4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se
terrogativas. errado seu emprego como complemento:
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado)
PRONOMES PESSOAIS Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo)
Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis-
curso: Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de
1ª pessoa: quem fala, o emissor. preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas
Eu sai (eu) MIM e TI:
Nós saímos (nós) Ninguém irá sem EU. (errado)
Convidaram-me (me) Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado)
Convidaram-nos (nós) Ninguém irá sem MIM. (certo)
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor. Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo)
Tu saíste (tu)
Vós saístes (vós) Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e
Convidaram-te (te) TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam
Convidaram-vos (vós) como sujeito de um verbo no infinitivo.
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente. Deram o livro para EU ler (ler: sujeito)
Ele saiu (ele) Deram o livro para TU leres (leres: sujeito)
Eles sairam (eles)
Convidei-o (o) Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri-
Convidei-os (os) gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de
sujeito.
Os pronomes pessoais são os seguintes: 5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em
que os referidos pronomes não sejam reflexivos:
NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO Querida, gosto muito de SI. (errado)
singular 1ª eu me, mim, comigo
2ª tu te, ti, contigo
Preciso muito falar CONSIGO. (errado)
3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe Querida, gosto muito de você. (certo)
plural 1ª nós nós, conosco Preciso muito falar com você. (certo)
2ª vós vós, convosco
3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos:
PRONOMES DE TRATAMENTO Ele feriu-se
Cada um faça por si mesmo a redação

Língua Portuguesa 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O professor trouxe as provas consigo 13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando
nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando
6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados falamos dessa pessoa:
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
pronomes devem ser substituídos pela forma analítica: Vossa Excelência já aprovou os projetos?
Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração.
Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios.
14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE,
7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com- VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª
binações possíveis são as seguintes: pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como
me+o=mo me + os = mos pronomes de terceira pessoa:
te+o=to te + os = tos Você trouxe seus documentos?
lhe+o=lho lhe + os = lhos Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
nos + o = no-lo nos + os = no-los
vos + o = vo-lo vos + os = vo-los COLOCAÇÃO DE PRONOMES
lhes + o = lho lhes + os = lhos Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A,
NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições:
A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos 1. Antes do verbo - próclise
a, as. Eu te observo há dias.
me+a=ma me + as = mas 2. Depois do verbo - ênclise
te+a=ta te + as = tas Observo-te há dias.
- Você pagou o livro ao livreiro? 3. No interior do verbo - mesóclise
- Sim, paguei-LHO. Observar-te-ei sempre.

Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que Ênclise
representa o livreiro) com O (que representa o livro).
Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como
direto ou indireto.
complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
O pai esperava-o na estação agitada.
LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos
Expliquei-lhe o motivo das férias.
indiretos:
O menino convidou-a. (V.T.D )
Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a
O filho obedece-lhe. (V.T. l )
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
1. Quando o verbo iniciar a oração:
Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
Voltei-me em seguida para o céu límpido.
aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as
2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
verbos transitivos diretos:
3. Com o imperativo afirmativo:
Eu lhe vi ontem. (errado)
Companheiros, escutai-me.
Nunca o obedeci. (errado)
4. Com o infinitivo impessoal:
Eu o vi ontem. (certo)
A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
Nunca lhe obedeci. (certo)
destino na mesa.
5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM:
9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo.
como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
finitivo:
franco.
Deixei-o sair.
Vi-o chegar.
Próclise
Sofia deixou-se estar à janela.
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
interrogativos e conjunções.
vendo as orações reduzidas de infinitivo:
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
Tudo me parecia que ia ser comida de avião.
10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
Quem lhe ensinou esses modos?
A mim, ninguém me engana.
Quem os ouvia, não os amou.
A ti tocou-te a máquina mercante.
Que lhes importa a eles a recompensa?
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez.
Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas-
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo):
mo vicioso e sim ênfase.
Papai do céu o abençoe.
A terra lhes seja leve.
11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo,
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM:
exercendo função sintática de adjunto adnominal:
Em se animando, começa a contagiar-nos.
Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja
pausa entre eles.
12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova.
uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra.
déstia:
Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes.
Mesóclise
Vós sois minha salvação, meu Deus!
Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente
e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam
Língua Portuguesa 35 A Opção Certa Para a Sua Realização
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precedidos de palavras que reclamem a próclise. Chama-se Falcão o meu homem
Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris. 3. O mesmo que os indefinidos certo, algum
Dir-se-ia vir do oco da terra. Eu cá tenho minhas dúvidas
Cornélio teve suas horas amargas
Mas: 4. Afetividade, cortesia
Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris. Como vai, meu menino?
Jamais se diria vir do oco da terra. Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo
Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível:
Lembrarei-me (!?) No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren-
Diria-se (!?) tes de família.
É assim que um moço deve zelar o nome dos seus?
O Pronome Átono nas Locuções Verbais Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida-
de.
1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou
Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal.
não sabia o que dizer.
Podemos contar-lhe o ocorrido.
Podemos-lhe contar o ocorrido.
Não lhes podemos contar o ocorrido. PRONOMES DEMONSTRATIVOS
O menino foi-se descontraindo. São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
O menino foi descontraindo-se. coisa designada em relação à pessoa gramatical.
O menino não se foi descontraindo.
2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto
ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio. de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está
"Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des- longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o
cartes ." livro está longe de ambas as pessoas.
Tenho-me levantado cedo.
Não me tenho levantado cedo. Os pronomes demonstrativos são estes:
ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa
O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa
auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta.
AQUELE (e variações), próprio (e variações)
Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da
MESMO (e variações), próprio (e variações)
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua-
SEMELHANTE (e variação), tal (e variação)
gem escrita.
Emprego dos Demonstrativos
PRONOMES POSSESSIVOS 1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se:
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu- a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que
indo-lhes a posse de alguma coisa. fala).
Este documento que tenho nas mãos não é meu.
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o Isto que carregamos pesa 5 kg.
livro pertence a 1ª pessoa (eu) b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente:
Este coração não pode me trair.
Eis as formas dos pronomes possessivos: Esta alma não traz pecados.
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS. Tudo se fez por este país..
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS. c) Para indicar o momento em que falamos:
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS. Neste instante estou tranquilo.
1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS. Deste minuto em diante vou modificar-me.
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS. d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS. momento em que falamos:
Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile.
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem.
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de Um dia destes estive em Porto Alegre.
você). e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no
qual se inclui o momento em que falamos:
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui- Nesta semana não choveu.
dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s). Neste mês a inflação foi maior.
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele. Este ano será bom para nós.
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles. Este século terminará breve.
Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio. f) Para indicar aquilo de que estamos tratando:
Este assunto já foi discutido ontem.
Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro- Tudo isto que estou dizendo já é velho.
nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância. g) Para indicar aquilo que vamos mencionar:
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as Só posso lhe dizer isto: nada somos.
suas mãos). Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos.
Não me respeitava a adolescência. 2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se:
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face. a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos. quem se fala):
Esse documento que tens na mão é teu?
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir: Isso que carregas pesa 5 kg.
1. Cálculo aproximado, estimativa: b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente:
Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos Esse teu coração me traiu.
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história Essa alma traz inúmeros pecados.
O nosso homem não se deu por vencido. Quantos vivem nesse pais?

Língua Portuguesa 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese- casa é um pronome relativo.
jamos distância:
O povo já não confia nesses políticos. PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re-
Não quero mais pensar nisso. feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos.
d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa: A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente.
Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde. No exemplo dado, o antecedente é casa.
O que você quer dizer com isso? Outros exemplos de pronomes relativos:
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos.
falamos: O lugar onde paramos era deserto.
Um dia desses estive em Porto Alegre. Traga tudo quanto lhe pertence.
Comi naquele restaurante dia desses. Leve tantos ingressos quantos quiser.
f) Para indicar aquilo que já mencionamos: Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso?
Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio.
Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan- Eis o quadro dos pronomes relativos:
te.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se: VARIÁVEIS INVARIÁVEIS
a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á Masculino Feminino
3ª. o qual a qual quem
Aquele documento que lá está é teu? os quais as quais
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg. cujo cujos cuja cujas que
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante. quanto quanta quantas onde
Naquele instante estava preocupado. quantos
Daquele instante em diante modifiquei-me.
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele Observações:
século, para exprimir que o tempo já decorreu. 1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente,
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas, vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL.
usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou O médico de quem falo é meu conterrâneo.
variações) para a primeira: 2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem
Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso sempre um substantivo sem artigo.
e aquela tranquila. Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar?
5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE, 3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos
pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural: de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas.
Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose? Tenho tudo quanto quero.
Com um frio destes não se pode sair de casa. Leve tantos quantos precisar.
Nunca vi uma coisa daquelas. Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou.
6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter 4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a
reforçativo: EM QUE.
Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô.
Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
ISSO ou AQUELE (e variações). PRONOMES INDEFINIDOS
Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro. Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de
O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres. modo vago, impreciso, indeterminado.
Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames. 1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO,
A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO
homens superiores. Exemplos:
8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante: Algo o incomoda?
A menina ia cair, nisto, o pai a segurou Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve.
9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE, Não faças a outrem o que não queres que te façam.
ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO. Quem avisa amigo é.
Tal era a situação do país. Encontrei quem me pode ajudar.
Não disse tal. Ele gosta de quem o elogia.
Tal não pôde comparecer. 2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA
CERTAS.
Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu- Cada povo tem seus costumes.
des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha Certas pessoas exercem várias profissões.
QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como Certo dia apareceu em casa um repórter famoso.
Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL
ou OUTRO TAL: PRONOMES INTERROGATIVOS
Suas manias eram tais quais as minhas. Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de
A mãe era tal quais as filhas. modo impreciso à 3ª pessoa do discurso.
Os filhos são tais qual o pai. Exemplos:
Tal pai, tal filho. Que há?
É pronome substantivo em frases como: Que dia é hoje?
Não encontrarei tal (= tal coisa). Reagir contra quê?
Não creio em tal (= tal coisa) Por que motivo não veio?
Quem foi?
PRONOMES RELATIVOS Qual será?
Veja este exemplo: Quantos vêm?
Armando comprou a casa QUE lhe convinha. Quantas irmãs tens?

A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo

Língua Portuguesa 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
VERBO O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o
presente.
CONCEITO Veja o esquema dos tempos simples em português:
“As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando- Presente (falo)
as no tempo. INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re- Imperfeito (falava)
ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e Mais- que-perfeito (falara)
gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas. Futuro do presente (falarei)
Assim fiz. Morreram.” do pretérito (falaria)
(Clarice Lispector) Presente (fale)
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir: Futuro (falar)
a) Estado:
Não sou alegre nem sou triste. Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
Sou poeta. se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema
b) Mudança de estado: dos tempos simples.
Meu avô foi buscar ouro. Infinitivo impessoal (falar)
Mas o ouro virou terra. Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
c) Fenômeno: FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
Chove. O céu dorme. Particípio (falado)
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de a) agente do fato expresso.
estado e fenômeno, situando-se no tempo. O carroceiro disse um palavrão.
(sujeito agente)
FLEXÕES O verbo está na voz ativa.
O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle- b) paciente do fato expresso:
xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica: (sujeito paciente)
• a ação de cantar. O verbo está na voz passiva.
• a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós). c) agente e paciente do fato expresso:
• o número gramatical (plural). O carroceiro machucou-se.
• o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito). (sujeito agente e paciente)
• o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no O verbo está na voz reflexiva.
passado (indicativo). 6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de
• que o sujeito pratica a ação (voz ativa). rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical.
Falo - Estudam.
Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz. Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está
1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural: fora do radical.
O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular). Falamos - Estudarei.
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural). 7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em:
2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais: a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua
1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto -
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço. cantei - cantarei – cantava - cantasse.
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme- b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou
cemos. nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse.
2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa,
a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces. como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-
b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis. nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc.
3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o
a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma-
adormece. tado - morto - enxugado - enxuto.
b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju-
adormecem. gação.
3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante verbo ser: sou - fui
em relação ao fato que comunica. Há três modos em português. verbo ir: vou - ia
a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
A cachorra Baleia corria na frente.
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO
b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou
Talvez a cachorra Baleia corra na frente .
explícito. Quase todos os verbos são pessoais.
c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
O Nino apareceu na porta.
pedido
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci-
Corra na frente, Baleia.
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais:
4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar,
em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
etc.
a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Garoava na madrugada roxa.
Fecho os olhos, agito a cabeça.
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer:
b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
Houve um espetáculo ontem.
em que se fala:
Há alunos na sala.
Fechei os olhos, agitei a cabeça.
Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala:
claros.
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça.
c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico.

Língua Portuguesa 38 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Fazia dois anos que eu estava casado. Os calores intensos provocam as chuvas.
Faz muito frio nesta região? As chuvas são provocadas pelos calores intensos.
Eu o acompanharei.
O VERBO HAVER (empregado impessoalmente) Ele será acompanhado por mim.
Todos te louvariam.
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na
Serias louvado por todos.
3ª pessoa do singular - quando significa:
Prejudicaram-me.
1) EXISTIR
Fui prejudicado.
Há pessoas que nos querem bem.
Condenar-te-iam.
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá.
Serias condenado.
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios.
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores.
EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS
2) ACONTECER, SUCEDER
a) Presente
Houve casos difíceis na minha profissão de médico.
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar:
Não haja desavenças entre vós.
- um fato que ocorre no momento em que se fala.
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos.
Eles estudam silenciosamente.
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado:
Eles estão estudando silenciosamente.
Há meses que não o vejo.
- uma ação habitual.
Haverá nove dias que ele nos visitou.
Corra todas as manhãs.
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava.
- uma verdade universal (ou tida como tal):
O fato aconteceu há cerca de oito meses.
O homem é mortal.
Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no
A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa.
pretérito imperfeito, e não no presente:
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar
Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada.
maior realce à narrativa.
Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos.
Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis".
Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo.
É o chamado presente histórico ou narrativo.
Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava.
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos:
4) REALIZAR-SE
Amanhã vou à escola.
Houve festas e jogos.
Qualquer dia eu te telefono.
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
b) Pretérito Imperfeito
Todas as noites havia ensaios das escolas de samba.
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar:
5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
- um fato passado contínuo, habitual, permanente:
seguido de infinitivo):
Ele andava à toa.
Em pontos de ciência não há transigir.
Nós vendíamos sempre fiado.
Não há contê-lo, então, no ímpeto.
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre
Não havia descrer na sinceridade de ambos.
por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis.
Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
Era uma vez...
E não houve convencê-lo do contrário.
- um fato presente em relação a outro fato passado.
Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
Eu lia quando ele chegou.
c) Pretérito Perfeito
Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já
há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
ocorrido, concluído.
De há muito que esta árvore não dá frutos.
Estudei a noite inteira.
De há muito não o vejo.
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o
momento presente.
O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
Tenho estudado todas as noites.
ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
d) Pretérito mais-que-perfeito
pessoa do singular:
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em
Vai haver eleições em outubro.
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado):
Começou a haver reclamações.
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou.
Não pode haver umas sem as outras.
e) Futuro do Presente
Parecia haver mais curiosos do que interessados.
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato
Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
futuro em relação ao momento em que se fala.
Irei à escola.
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
f) Futuro do Pretérito
construída de três modos:
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar:
Hajam vista os livros desse autor.
- um fato futuro, em relação a outro fato passado.
Haja vista os livros desse autor.
- Eu jogaria se não tivesse chovido.
Haja vista aos livros desse autor.
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto.
- Seria realmente agradável ter de sair?
CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o vezes, ironia.
sentido da frase. - Daria para fazer silêncio?!
Exemplo:
Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa) Modo Subjuntivo
A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva) a) Presente
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa - um fato presente, mas duvidoso, incerto.
passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser- Talvez eles estudem... não sei.
vando o mesmo tempo. - um desejo, uma vontade:
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
Outros exemplos: b) Pretérito Imperfeito

Língua Portuguesa 39 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma seria estaria teria haveria
hipótese, uma condição. serias estarias terias haverias
Se eu estudasse, a história seria outra. seria estaria teria haveria
Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo. seríamos estaríamos teríamos haveríamos
e) Pretérito Perfeito serieis estaríeis teríeis haveríeis
Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar seriam estariam teriam haveriam
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ sido, estado, tido,
características do modo subjuntivo). havido)
Que tenha estudado bastante é o que espero. PRESENTE SUBJUNTIVO
d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito seja esteja tenha haja
do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato sejas estejas tenhas hajas
passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo: seja esteja tenha haja
Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui- sejamos estejamos tenhamos hajamos
lamente. sejais estejais tenhais hajais
e) Futuro sejam estejam tenham hajam
Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu- PRETÉRITO IMPERFEITO SIMPLES
ído em relação a outro fato futuro. fosse estivesse tivesse houvesse
Quando eu voltar, saberei o que fazer. fosses estivesses tivesses houvesses
fosse estivesse tivesse houvesse
fôssemos estivéssemos tivéssemos houvéssemos
VERBOS AUXILIARES fôsseis estivésseis tivésseis houvésseis
INDICATIVO fossem estivessem tivessem houvessem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ sido, esta-
SER ESTAR TER HAVER
do, tido, havido)
PRESENTE
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO
sou estou tenho hei
tivesse, tivesses, tivesses, tivéssemos, tivésseis, tivessem ( +
és estás tens hás sido, estado, tido, havido)
é está tem há FUTURO SIM-
somos estamos temos havemos PLES
sois estais tendes haveis se eu for se eu estiver se eu tiver se eu houver
são estão têm hão se tu fores se tu estive- se tu tiveres se tu houve-
PRETÉRITO PERFEITO res res
era estava tinha havia se ele for se ele estiver se ele tiver se ele houver
eras estavas tinhas havias se nós formos se nós esti- se nós tiver- se nós hou-
era estava tinha havia vermos mos vermos
éramos estávamos tínhamos havíamos se vós fordes se vós esti- se vós tiver- se vós hou-
éreis estáveis tínheis havíes verdes des verdes
eram estavam tinham haviam se eles forem se eles esti- se eles tive- se eles hou-
PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES verem rem verem
fui estive tive houve FUTURO COMPOSTO
foste estiveste tiveste houveste tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+sido, estado,
foi esteve teve houve tido, havido)
fomos estivemos tivemos houvemos AFIRMATIVO IMPERATIVO
fostes estivestes tivestes houvestes sê tu está tu tem tu há tu
foram estiveram tiveram houveram seja você esteja você tenha você haja você
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO sejamos nós estejamos tenhamos hajamos nós
tenho sido tenho estado tenho tido tenho havido nós nós
tens sido tens estado tens tido tens havido sede vós estai vós tende vós havei vós
tem sido tem estado tem tido tem havido sejam vocês estejam tenham hajam vocês
temos sido temos estado temos tido temos havido vocês vocês
tendes sido tendes esta- tendes tido tendes havi- NEGATIVO
do do não sejas tu não estejas não tenhas tu não hajas tu
têm sido têm estado têm tido têm havido tu
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES não seja você não esteja não tenha não haja
fora estivera tivera houvera você você você
foras estiveras tiveras houveras não sejamos não esteja- não tenha- não hajamos
fora estivera tivera houvera nós mos nós mos nós nós
fôramos estivéramos tivéramos houvéramos não sejais vós não estejais não tenhais não hajais
fôreis estivéreis tivéreis houvéreis vós vós vós
foram estiveram tiveram houveram não sejam vocês não estejam não tenham não hajam
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO vocês vocês vocês
tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+sido, estado, tido IMPESSOAL INFINITIVO
, havido) ser estar ter haver
FUTURO DO PRESENTE SIMPLES IMPESSOAL COMPOSTO
serei estarei terei haverei Ter sido ter estado ter tido ter havido
serás estarás terás haverá PESSOAL
será estará terá haverá ser estar ter haver
seremos estaremos teremos haveremos seres estares teres haveres
sereis estareis tereis havereis ser estar ter haver
serão estarão terão haverão sermos estarmos termos havermos
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO serdes estardes terdes haverdes
terei, terás, terá, teremos, tereis, terão, (+sido, estado, tido, serem estarem terem haverem
havido) SIMPLES GERÚNDIO
FUTURO DO sendo estando tendo havendo
PRETÉRITO COMPOSTO
SIMPLES tendo sido tendo estado tendo tido tendo havido

Língua Portuguesa 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
PARTICÍPIO cantasse vendesse partisse
sido estado tido havido cantássemos vendêssemos partíssemos
cantásseis vendêsseis partísseis
CONJUGAÇÕES VERBAIS cantassem vendessem partissem
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO
tenha, tenhas, tenha, tenhamos, tenhais, tenham (+ cantado,
INDICATIVO vendido, partido)
PRESENTE Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver.
canto vendo parto FUTURO SIMPLES
cantas vendes partes cantar vender partir
canta vende parte cantares venderes partires
cantamos vendemos partimos cantar vender partir
cantais vendeis partis cantarmos vendermos partimos
cantam vendem partem cantardes venderdes partirdes
PRETÉRITO IMPERFEITO cantarem venderem partirem
cantava vendia partia FUTURO COMPOSTO
cantavas vendias partias tiver, tiveres, tiver, tivermos, tiverdes, tiverem (+ cantado, ven-
cantava vendia partia dido, partido)
cantávamos vendíamos partíamos AFIRMATIVO IMPERATIVO
cantáveis vendíeis partíeis canta vende parte
cantavam vendiam partiam cante venda parta
PRETÉRITO PERFEITO SIMPLES cantemos vendamos partamos
cantei vendi parti cantai vendei parti
cantaste vendeste partiste cantem vendam partam
cantou vendeu partiu NEGATIVO
cantamos vendemos partimos não cantes não vendas não partas
cantastes vendestes partistes não cante não venda não parta
cantaram venderam partiram não cantemos não vendamos não partamos
PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO não canteis não vendais não partais
tenho, tens, tem, temos, tendes, têm (+ cantado, vendido, par- não cantem não vendam não partam
tido)
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO SIMPLES
cantara vendera partira INFINITIVO IMPESSOAL SIMPLES
cantaras venderas partiras
cantara vendera partira PRESENTE
cantáramos vendêramos partíramos cantar vender partir
cantáreis vendêreis partíreis INFINITIVO PESSOAL SIMPLES - PRESENTE FLEXIONA-
cantaram venderam partiram DO
PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO cantar vender partir
tinha, tinhas, tinha, tínhamos, tínheis, tinham (+ cantando, cantares venderes partires
vendido, partido) cantar vender partir
Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver. cantarmos vendermos partirmos
FUTURO DO PRESENTE SIMPLES cantardes venderdes partirdes
cantarei venderei partirei cantarem venderem partirem
cantarás venderás partirás INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO IM-
cantará venderá partirá PESSOAL
cantaremos venderemos partiremos ter (ou haver), cantado, vendido, partido
cantareis vendereis partireis INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO - PRETÉRITO PESSO-
cantarão venderão partirão AL
FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO ter, teres, ter, termos, terdes, terem (+ cantado, vendido, parti-
terei, terás, terá, teremos, tereis, terão (+ cantado, vendido, do)
partido) GERÚNDIO SIMPLES - PRESENTE
Obs.: Também se conjugam com o auxiliar haver. cantando vendendo partindo
FUTURO DO PRETÉRITO SIMPLES GERÚNDIO COMPOSTO - PRETÉRITO
cantaria venderia partiria tendo (ou havendo), cantado, vendido, partido
cantarias venderias partirias PARTICÍPIO
cantaria venderia partiria cantado vendido partido
cantaríamos venderíamos partiríamos
cantaríeis venderíeis partiríeis
cantariam venderiam partiriam Formação dos tempos compostos
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam (+ cantado, vendido, Com os verbos ter ou haver
partido) Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO Entre os tempos compostos da voz ativa merecem realce particular aqueles
teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam, (+ cantado, vendi- que são constituídos de formas do verbo ter (ou, mais raramente, haver)
do, partido) com o particípio do verbo que se quer conjugar, porque é costume incluí-los
Obs.: também se conjugam com o auxiliar haver.
nos próprios paradigmas de conjugação:
PRESENTE SUBJUNTIVO
cante venda parta
cantes vendas partas MODO INDICATIVO
cante venda parta
cantemos vendamos partamos 1) PRETÉRITO PERFEITO COMPOSTO. Formado do PRESENTE DO
canteis vendais partais INDICATIVO do verbo ter com o PARTICÍPIO do verbo principal:
cantem vendam partam tenho cantado tenho vendido tenho partido
PRETÉRITO IMPER- tens cantado tens vendido tens partido
FEITO tem cantado tem vendido tem partido
cantasse vendesse partisse temos cantado temos vendido temos partido
cantasses vendesses partisses

Língua Portuguesa 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
tendes cantado tendes vendido tendes partido termos cantado termos vendido termos partido
têm cantado têm vendido têm partido terdes cantado terdes vendido terdes partido
terem cantado terem vendido terem partido
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO COMPOSTO. Formado do IMPER-
FEITO DO INDICATIVO do verbo ter. (ou haver) com o PARTICÍPIO do 3) GERÚNDIO COMPOSTO (PRETÉRITO). Formado do GERÚNDIO do
verbo principal: verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal:

tinha cantado tinha vendido tinha partido tendo cantado tendo vendido tendo partido
tinhas cantado tinhas vendido tinhas .partido
tinha cantado tinha vendido tinha partido Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e
tínhamos cantado tínhamos vendido tínhamos partido Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 29ª impressão.
tínheis cantado tínheis vendido tínheis partido
tinham cantado tinham vendido tinham partido
VERBOS IRREGULARES
3) FUTURO DO PRESENTE COMPOSTO. Formado do FUTURO DO
PRESENTE SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo DAR
principal: Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
terei cantado terei vendido terei partido Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
terás cantado terás vendido terás, partido Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
terá cantado terá vendido terá partido Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
teremos cantado teremos vendido teremos partido Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
tereis cantado tereis vendido tereis , partido
terão cantado terão vendido terão partido MOBILIAR
Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
4) FUTURO DO PRETÉRITO COMPOSTO. Formado do FUTURO DO
Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
PRETÉRITO SIMPLES do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo
Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
principal:

teria cantado teria vendido teria partido AGUAR


terias cantado terias vendido terias partido Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
teria cantado teria vendido teria partido Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
teríamos cantado teríamos vendido teríamos partido Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
teríeis cantado teríeis vendido teríeis partido
teriam cantado teriam vendido teriam partido MAGOAR
Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
MODO SUBJUNTIVO Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
ram
1) PRETÉRITO PERFEITO. Formado do PRESENTE DO SUBJUNTIVO do Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar

tenha cantado tenha vendido tenha APIEDAR-SE


tenhas cantado tenhas vendido tenhas partido Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
tenha cantado tenha vendido tenha partido vos, apiadam-se
tenhamos cantado tenhamos vendido tenhamos partido Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
tenhais cantado tenhais vendido tenhais partido vos, apiedem-se
tenham cantado vendido tenham partido Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
2) PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO. Formado do IMPERFEITO DO MOSCAR
SUBJUNTIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo princi- Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
pal: Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
tivesse cantado tivesse vendido tivesse partido quem
tivesses cantado tivesses vendido tivesses partido Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
tivesse cantado tivesse vendido tivesse partido
tivéssemos cantado tivéssemos vendido tivéssemos partido RESFOLEGAR
tivésseis cantado tivésseis vendido tivésseis partido Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
tivessem cantado tivessem vendido tivessem partido resfolgam
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
3) FUTURO COMPOSTO. Formado do FUTURO SIMPLES DO SUBJUN- resfolguem
TIVO do verbo ter (ou haver) com o PARTICÍPIO do verbo principal: Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece

tiver cantado tiver vendido tiver partido NOMEAR


tiveres cantado tiveres vendido tiveres partido Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
tiver cantado tiver vendido tiver partido Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
tivermos cantado tivermos vendido tivermos partido nomeavam
tiverdes cantado tiverdes vendido tiverdes partido Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-
tiverem cantado tiverem vendido tiverem partido ram
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
FORMAS NOMINAIS Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear
1) INFINITIVO IMPESSOAL COMPOSTO (PRETÉRITO IMPESSOAL).
Formado do INFINITIVO IMPESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PAR- COPIAR
TICÍPIO do verbo principal: Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram
ter cantado ter vendido ter partido
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá-
2) INFINITIVO PESSOAL COMPOSTO (OU PRETÉRITO PESSOAL). reis, copiaram
Formado do INFINITIVO PESSOAL do verbo ter (ou haver) com o PARTI- Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem
CÍPIO do verbo principal: Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem

ter cantado ter vendido ter partido ODIAR


teres cantado teres vendido teres partido Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam
ter cantado ter vendido ter partido Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam

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Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
odiaram Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem provessem
Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo
CABER Particípio provido
Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam QUERER
Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
coubéreis, couberam Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, reis, quiseram
coubessem Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no quisessem
imperativo negativo Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem

CRER REQUERER
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam requereram
Conjugam-se como crer, ler e descrer Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
requerereis, requereram
DIZER Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem requererão
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, ríeis, requereriam
disseram Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam requeiram
Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, requerêsseis, requeressem,
dissesse Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem requerem
Particípio dito Gerúndio requerendo
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer Particípio requerido
O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem REAVER
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão ram
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam reouveram
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou-
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, vésseis, reouvessem
fizessem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem reouverem
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen-
ta a letra v
PERDER
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem SABER
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
PODER soubéreis, souberam
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam soubessem
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
puderam
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam VALER
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
pudessem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem
Gerúndio podendo TRAZER
Particípio podido Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam
imperativo negativo Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos,
PROVER trouxéreis, trouxeram
Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam
Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê- Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam
reis, proveram Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis,
Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão trouxessem
Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove- Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
riam rem

Língua Portuguesa 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Gerúndio trazendo Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Particípio trazido Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
VER Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Gerúndio indo
Particípio visto Particípio ido

ABOLIR OUVIR
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, Particípio ouvido
aboliram
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão PEDIR
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Presente do subjuntivo não há Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
abolissem Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir
Imperativo afirmativo abole, aboli
Imperativo negativo não há POLIR
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Infinitivo impessoal abolir Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
Gerúndio abolindo Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
Particípio abolido
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. REMIR
Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
AGREDIR Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam RIR
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
COBRIR Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Particípio coberto Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
FALIR Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Presente do indicativo falimos, falis Gerúndio rindo
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Particípio rido
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Conjuga-se como rir: sorrir
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão VIR
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Presente do subjuntivo não há Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Imperativo afirmativo fali (vós) Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Imperativo negativo não há Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Gerúndio falindo Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Particípio falido Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
FERIR Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Gerúndio vindo
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Particípio vindo
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir

MENTIR SUMIR
Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem
Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam
Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir. Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir

FUGIR ADVÉRBIO
Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-
vérbio, exprimindo uma circunstância.
IR
Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Os advérbios dividem-se em:

Língua Portuguesa 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures, Algarismos Numerais
nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan- Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários
te, através, defronte, aonde, etc. nos cos tivos
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, I 1 um primeiro simples -
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, II 2 dois segundo duplo meio
brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. dobro
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, III 3 três terceiro tríplice terço
melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema- V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
mal, quase, apenas, etc. VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efefivamente, etc.
VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
6) NEGAÇÃO: não.
IX 9 nove nono nônuplo nono
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto,
provavelmente, etc. X 10 dez décimo décuplo décimo
XI 11 onze décimo onze avos
Há Muitas Locuções Adverbiais primeiro
1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra- XII 12 doze décimo doze avos
da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. segundo
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, XIII 13 treze décimo treze avos
às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de terceiro
repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. XIV 14 quatorze décimo quatorze
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom quarto avos
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- XV 15 quinze décimo quinze avos
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis- quinto
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc. XVI 16 dezesseis décimo dezesseis
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui- sexto avos
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc. XVII 17 dezessete décimo dezessete
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc. sétimo avos
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
etc. oitavo
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
avos
Advérbios Interrogativos XX 20 vinte vigésimo vinte avos
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
XL 40 quarenta quadragé- quarenta
Palavras Denotativas simo avos
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, simo avos
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. avos
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. mo
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. XC 90 noventa nonagésimo noventa
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. avos
Você lá sabe o que está dizendo, homem... C 100 cem centésimo centésimo
Mas que olhos lindos!
CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
Veja só que maravilha!
CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
NUMERAL tos tésimo tésimo
D 500 quinhen- quingenté- quingenté-
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração. tos simo simo
DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
O numeral classifica-se em: mo mo
- cardinal - quando indica quantidade. DCC 700 setecen- septingenté- septingenté-
- ordinal - quando indica ordem. tos simo simo
- multiplicativo - quando indica multiplicação. DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté-
- fracionário - quando indica fracionamento. simo simo
CM 900 novecen- nongentési- nongentési-
Exemplos: tos mo mo
Silvia comprou dois livros. M 1000 mil milésimo milésimo
Antônio marcou o primeiro gol.
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço. Emprego do Numeral
O galinheiro ocupava um quarto da quintal. Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc.
empregam-se de 1 a 10 os ordinais.
João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro)
Luis X (décimo) ano I (primeiro)
QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS Pio lX (nono) século lV (quarto)

De 11 em diante, empregam-se os cardinais:

Língua Portuguesa 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze) 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc.
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte) VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES
Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
XX Salão do Automóvel (vigésimo) Examinemos estes exemplos:
VI Festival da Canção (sexto) 1º) Tristeza e alegria não moram juntas.
lV Bienal do Livro (quarta) 2º) Os livros ensinam e divertem.
XVI capítulo da telenovela (décimo sexto) 3º) Saímos de casa quando amanhecia.

Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é
emprego do ordinal. uma conjunção.
Hoje é primeiro de setembro
Não é aconselhável iniciar período com algarismos No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia orações: são também conjunções.

A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi- Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da
nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois mesma oração.
(= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse
caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um, No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa
página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a
folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o conjunção E é coordenativa.
numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas.
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à
outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção
ARTIGO QUANDO é subordinativa.

Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número.
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
Dividem-se em As conjunções coordenativas podem ser:
• definidos: O, A, OS, AS 1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). Não aprovo nem permitirei essas coisas.
Os livros não só instruem mas também divertem.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
geral. as flores.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
terminado). pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. sar disso, em todo caso.
Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
CONJUNÇÃO Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Coniunções Coordenativas Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, Hoje não atendo, em todo caso, entre.
senão, no entanto, etc. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por Ou você estuda ou arruma um emprego.
consequência. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
pois, etc. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
(Luís de Camões)
Conjunções Subordinativas 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc. As árvores balançam, logo está ventando.
3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc. Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável.
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc. O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que, 5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por-
etc. que, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
6) INTEGRANTES: que, se, etc. Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem
7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc. causar incêndios.
8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas.
forma que, de modo que, etc.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais, Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversati-
etc. vo:

Língua Portuguesa 46 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam. À medida que se vive, mais se aprende.
"Quis dizer mais alguma coisa a não pôde." À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
(Jorge Amado) Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados.
Conjunções subordinativas
As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à Observação:
outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida
traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou que e na medida em que. A forma correta é à medida que:
hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo). "À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem."
Abrangem as seguintes classes: (Maria José de Queirós)
1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já
que, uma vez que, desde que. 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre que,
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que, etc.
efeito). Venha quando você quiser.
Como estivesse de luto, não nos recebeu. Não fale enquanto come.
Desde que é impossível, não insistirei. Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra.
2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão Desde que o mundo existe, sempre houve guerras.
ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
(= como). cânti)
Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. 10) Integrantes: que, se.
O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. Sabemos que a vida é breve.
"Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." Veja se falta alguma coisa.
(Paulo Mendes Campos)
"Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa." Observação:
(Antônio Olavo Pereira) Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
"E pia tal a qual a caça procurada." chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
(Amadeu de Queirós) porém, não consigna esta espécie de conjunção.
"Por que ficou me olhando assim feito boba?"
(Carlos Drummond de Andrade) Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero.
Os governantes realizam menos do que prometem. Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por to. Assim, a conjunção que pode ser:
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que 1) Aditiva (= e):
(= embora não). Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. A nós que não a eles, compete fazê-lo.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. 2) Explicativa (= pois, porque):
Beba, nem que seja um pouco. Apressemo-nos, que chove.
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. 3) Integrante:
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. Diga-lhe que não irei.
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas 4) Consecutiva:
afirmações. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. Não vão a uma festa que não voltem cansados.
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que (= Onde estavas, que não te vi?
se não), a não ser que, a menos que, dado que. 5) Comparativa (= do que, como):
Ficaremos sentidos, se você não vier. A luz é mais veloz que o som.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. Ficou vermelho que nem brasa.
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. 6) Concessiva (= embora, ainda que):
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
que os mosquitos se opusessem." Beba, um pouco que seja.
(Ferreira de Castro) 7) Temporal (= depois que, logo que):
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
são como (ou conforme) dizem. 8) Final (= pare que):
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
(Machado de Assis) 9) Causal (= porque, visto que):
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de Coaraci)
forma que, de maneira que, sem que, que (não). A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. 1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pedis-
Falou com uma calma que todos ficaram atônitos. se. (sem que = embora não)
Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí. 2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito.
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam. (sem que = se não,caso não)
Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar. 3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados. (sem
7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que). que = que não)
Afastou-se depressa para que não o víssemos. 4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse.
Fiz-lhe sinal que se calasse. Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto
mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto. PREPOSIÇÃO

Língua Portuguesa 47 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas;
Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter- núcleo: rosas)
mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o - composto: quando tem mais de um núcleo
segundo, um subordinado ou consequente. O burro e o cavalo saíram em disparada.
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo)
Exemplos: - oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal
Chegaram a Porto Alegre. Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu)
Discorda de você. - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal
Fui até a esquina. Come-se bem naquele restaurante.
Casa de Paulo. - Inexistente: quando a oração não tem sujeito
Choveu ontem.
Preposições Essenciais e Acidentais Há plantas venenosas.
As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA,
DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e PREDICADO
ATRÁS. Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
O predicado classifica-se em:
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo
tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, do sujeito.
conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, Nosso colega está doente.
segundo, senão, tirante, visto, etc. Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
PERMANECER, etc.
Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
INTERJEIÇÃO comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Nosso colega está doente.
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem A moça permaneceu sentada.
ser: 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
- alegria: ahl oh! oba! eh! transitivo.
- animação: coragem! avante! eia! O avião sobrevoou a praia.
- admiração: puxa! ih! oh! nossa! Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
- aplauso: bravo! viva! bis! O sabiá voou alto.
- desejo: tomara! oxalá! Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- dor: aí! ui! • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- silêncio: psiu! silêncio! de proposição.
- suspensão: alto! basta! Minha equipe venceu a partida.
• Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo auxílio de preposição.
valor de uma interjeição. Ele precisa de um esparadrapo.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
complemento com auxilio de preposição.
Damos uma simples colaboração a vocês.
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO 3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
FRASE predicativo do sujeito.
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. Os rapazes voltaram vitoriosos.
O tempo está nublado. • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
Socorro! ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Que calor! Ele morreu rico.
• Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
ORAÇÃO ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. direto ou indireto.
A fanfarra desfilou na avenida. Elegemos o nosso candidato vereador.
As festas juninas estão chegando.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO
PERÍODO Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
Período é a frase estruturada em oração ou orações. significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
O período pode ser: compreensão do enunciado.
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta).
Fui à livraria ontem. 1. OBJETO DIRETO
• composto - quando constituído por mais de uma oração. Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
Fui à livraria ontem e comprei um livro. transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO 2. OBJETO INDIRETO


São dois os termos essenciais da oração: Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo
transitivo indireto.
SUJEITO As crianças precisam de CARINHO.
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa.
3. COMPLEMENTO NOMINAL
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes) Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de
um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por
O sujeito pode ser : um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
- simples: quando tem um só núcleo
Língua Portuguesa 48 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo) ORAÇÃO COORDENADA
O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo) Oração coordenada é aquela que é independente.
Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
(advérbio). As orações coordenadas podem ser:
- Sindética:
4. AGENTE DA PASSIVA Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção
Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na coordenativa.
voz passiva. Viajo amanhã, mas volto logo.
A mãe é amada PELO FILHO. - Assindética:
O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO. Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou
Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO. ponto e vírgula.
Chegou, olhou, partiu.
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO A oração coordenada sindética pode ser:
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo 1. ADITIVA:
alguma circunstância. Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
também:
São termos acessórios da oração: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
1. ADJUNTO ADNOMINAL Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM.
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ.
substantivos. Pode ser expresso:
• pelos adjetivos: água fresca, 2. ADVERSATIVA:
• pelos artigos: o mundo, as ruas Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
• pelos numerais : três garotos; sexto ano A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
2. ADJUNTO ADVERBIAL
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, 3. ALTERNATIVAS:
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
Cheguei cedo. (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
José reside em São Paulo. Mudou o natal OU MUDEI EU?
“OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
3. APOSTO OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, (C. Meireles)
desenvolve ou resume outro termo da oração.
Dr. João, cirurgião-dentista, 4. CONCLUSIVAS:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
4. VOCATIVO etc).
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
interpelar alguém ou alguma coisa. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
Tem compaixão de nós, ó Cristo.
Professor, o sinal tocou. 5. EXPLICATIVAS:
Rapazes, a prova é na próxima semana. Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta.
Fui ao cinema. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
O pássaro voou. É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
PERÍODO COMPOSTO
No período composto há mais de uma oração. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
folgam.)
ORAÇÃO PRINCIPAL
Período composto por coordenação Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida
Apresenta orações independentes. por um conectivo.
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.) ELES DISSERAM que voltarão logo.
ELE AFIRMOU que não virá.
Período composto por subordinação PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)
Apresenta orações dependentes.
(É bom) (que você estude.) ORAÇÃO SUBORDINADA
Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é
Período composto por coordenação e subordinação introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal
Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este nem sempre é a primeira do período.
período é também conhecido como misto. Quando ele voltar, eu saio de férias.
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.) Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR

Língua Portuguesa 49 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA.
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite:
de um substantivo. POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado.
substantivas classificam-se em: CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava.

1) SUBJETIVA (sujeito) 4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese:


Convém que você estude mais. SE O CONHECESSES, não o condenarias.
Importa que saibas isso bem. . Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO?
É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato
com outro:
2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
Desejo QUE VENHAM TODOS. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI.
Pergunto QUEM ESTÁ AI.
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado:
3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Tenho medo disso QUE ME PÉLO!
Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE.
4) COMPLETIVA NOMINAL Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
Complemento nominal.
Ser grato A QUEM TE ENSINA. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
Sou favorável A QUE O PRENDAM. À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
5) PREDICATIVA (predicativo)
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. oração principal:
Não sou QUEM VOCÊ PENSA. ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
6) APOSITIVAS (servem de aposto)
10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE)
Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
7) AGENTE DA PASSIVA ORAÇÕES REDUZIDAS
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. gerúndio, infinitivo e particípio.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Exemplos:


Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
um adjetivo. • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
conseguirás.
1) EXPLICATIVAS: • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, ATENTOS.
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
informação. entristeceu-se.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. MAIS.
• SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
2) RESTRITIVAS: me.
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase: CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Pedra QUE ROLA não cria limo.
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem.
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui.
Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante
se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de
um advérbio. Principais Casos de Concordância Nominal
1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em: gênero e número com o substantivo.
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão: As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico.
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão
O tambor soa PORQUE É OCO. normalmente para o plural.
Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma 3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai
comparação. para o masculino plural.
O som é menos veloz QUE A LUZ. Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.

Língua Portuguesa 50 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais O Amazonas deságua no Atlântico.
próximo: Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica.
Trouxe livros e revista especializada. 4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome
5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi- no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen-
mo. temente.
Dedico esta música à querida tia e sobrinhos. A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios.
6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram).
sujeito. 5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o
Meus amigos estão atrapalhados. sujeito paciente.
7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica- Vende-se um apartamento.
tivo no gênero da pessoa a quem se refere. Vendem-se alguns apartamentos.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo. 6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo verbo para a 3ª pessoa do singular.
vão para o singular ou para o plural. Precisa-se de funcionários.
Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros). 7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no
9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier singular e o verbo no singular ou no plural.
precedido de artigo e o segundo não vão para o plural. Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem)
Já estudei o primeiro e segundo livros. 8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural.
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul.
Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro. 9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular.
11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a Mais de um jurado fez justiça à minha música.
que se referem. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando
Ela mesma veio até aqui. empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo
Eles chegaram sós. no singular.
Eles próprios escreveram. As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição.
12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o
Muito obrigado. (masculino singular) sujeito.
Muito obrigada. (feminino singular). Deu uma hora.
13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica Deram três horas.
invariável quando é advérbio. Bateram cinco horas.
Quero meio quilo de café. Naquele relógio já soaram duas horas.
Minha mãe está meio exausta. 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da
É meio-dia e meia. (hora) frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito.
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- Ela é que faz as bolas.
tivo a que se referem. Eu é que escrevo os programas.
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
A expressão em anexo é invariável. um pronome relativo.
Trouxe em anexo estas fotos. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- Fui eu que fiz a lição
em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí-
Vocês falaram alto demais. veis.
O combustível custava barato. • que: Fui eu que fiz a lição.
Você leu confuso. • quem: Fui eu quem fez a lição.
Ela jura falso. • o que: Fui eu o que fez a lição.

16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos, 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
sofrem variação normalmente. terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a
Esses pneus custam caro. este sua impessoalidade.
Conversei bastante com eles. Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Conversei com bastantes pessoas. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
Estas crianças moram longe.
Conheci longes terras. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
CONCORDÂNCIA VERBAL 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-
CASOS GERAIS RECER concordam com o predicativo.
Tudo são esperanças.
Aquilo parecem ilusões.
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa. Aquilo é ilusão.
O menino chegou. Os meninos chegaram.
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular. 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con-
O pessoal ainda não chegou. corda sempre com o nome ou pronome que vier depois.
A turma não gostou disso. Que são florestas equatoriais?
Um bando de pássaros pousou na árvore. Quem eram aqueles homens?
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao
plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural. 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com
Os Estados Unidos são um grande país. a expressão numérica.
Os Lusíadas imortalizaram Camões. São oito horas.
Os Alpes vivem cobertos de neve. Hoje são 19 de setembro.
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
Flores já não leva acento.
4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER
Língua Portuguesa 51 A Opção Certa Para a Sua Realização
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fica no singular. A moça queria um vestido novo.
Três batalhões é muito pouco. • GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto
Trinta milhões de dólares é muito dinheiro. O professor queria muito a seus alunos.

5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular. 10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto
Maria era as flores da casa. Todos visamos a um futuro melhor.
O homem é cinzas. • APONTAR, MIRAR - objeto direto
O artilheiro visou a meta quando fez o gol.
6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER • pör o sinal de visto - objeto direto
concorda com o predicativo. O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia.
Dançar e cantar é a sua atividade.
Estudar e trabalhar são as minhas atividades. 11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto
Devemos obedecer aos superiores.
7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER Desobedeceram às leis do trânsito.
concorda com o pronome.
A ciência, mestres, sois vós. 12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE
Em minha turma, o líder sou eu. • exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos.
8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo, Ele estabeleceu-se na Avenida São João.
apenas um deles deve ser flexionado.
Os meninos parecem gostar dos brinquedos. 13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo.
Os meninos parece gostarem dos brinquedos. Essas tuas justificativas não procedem.
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL com a preposição DE.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A.
Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati- O secretário procedeu à leitura da carta.
calmente do outro.
14. ESQUECER E LEMBRAR
A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e • quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto:
adjetivos). Esqueci o nome desta aluna.
Lembrei o recado, assim que o vi.
Exemplos: • quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto:
Esqueceram-se da reunião de hoje.
- acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM Lembrei-me da sua fisionomia.
EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
PARA = passagem 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa.
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos.
A regência verbal trata dos complementos do verbo. • pagar - Pago o 13° aos professores.
• dar - Daremos esmolas ao pobre.
• emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA
• ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto)
• agradecer - Agradeço as graças a Deus.
• pretender (transitivo indireto)
• pedir - Pedi um favor ao colega.
No sítio, aspiro o ar puro da montanha.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã.
16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
2. OBEDECER - transitivo indireto
O amor implica renúncia.
Devemos obedecer aos sinais de trânsito.
• no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição
3. PAGAR - transitivo direto e indireto
COM:
Já paguei um jantar a você.
O professor implicava com os alunos
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto.
• no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi-
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas.
ção EM:
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto
Implicou-se na briga e saiu ferido
Prefiro Comunicação à Matemática.
17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A:
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto.
Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
Informei-lhe o problema.
quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
7. ASSISTIR - morar, residir:
Assisto em Porto Alegre.
18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
• amparar, socorrer, objeto direto
como sujeito:
O médico assistiu o doente.
O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto
pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di-
Assistimos a um belo espetáculo.
ficuldade, será objeto indireto.
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto
Custou-me confiar nele novamente.
Assiste-lhe o direito.
Custar-te-á aceitá-la como nora.
8. ATENDER - dar atenção
Atendi ao pedido do aluno. CONFRONTO E RECONHECIMENTO DE FRASES
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto CORRETAS E INCORRETAS
Atenderam o freguês com simpatia.

9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto

Língua Portuguesa 52 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O reconhecimento de frases corretas e incorretas abrange praticamente A) Esta aliança não sai do meu dedo.
toda a gramática. B) Foi preso em 1964 e só saiu neste ano.
Os principais tópicos que podem aparecer numa frase correta ou incorreta C) Casaram-se Tânia e José; essa contente, este apreensivo.
são: D) Romário foi o maior artilheiro daquele jogo.
- ortografia E) Vencer depende destes fatores: rapidez e segurança.
- acentuação gráfica Alternativa C
- concordância
- regência
- plural e singular de substantivos e adjetivos COLOCAÇÃO PRONOMINAL
- verbos
Palavras fora do lugar podem prejudicar e até impedir a compreensão
- etc.
de uma ideia. Cada palavra deve ser posta na posição funcionalmente
correta em relação às outras, assim como convém dispor com clareza as
Daremos a seguir alguns exemplos:
orações no período e os períodos no discurso.
Encontre o termo em destaque que está erradamente empregado: Sintaxe de colocação é o capítulo da gramática em que se cuida da or-
A) Senão chover, irei às compras. dem ou disposição das palavras na construção das frases. Os termos da
B) Olharam-se de alto a baixo. oração, em português, geralmente são colocados na ordem direta (sujeito +
C) Saiu a fim de divertir-se verbo + objeto direto + objeto indireto, ou sujeito + verbo + predicativo). As
D) Não suportava o dia-a-dia no convento. inversões dessa ordem ou são de natureza estilística (realce do termo cuja
E) Quando está cansado, briga à toa. posição natural se altera: Corajoso é ele! Medonho foi o espetáculo), ou de
Alternativa A pura natureza gramatical, sem intenção especial de realce, obedecendo-se,
apenas a hábitos da língua que se fizeram tradicionais.
Ache a palavra com erro de grafia:
A) cabeleireiro ; manteigueira Sujeito posposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes casos:
B) caranguejo ; beneficência (1) nas orações intercaladas (Sim, disse ele, voltarei); (2) nas interrogativas,
C) prazeirosamente ; adivinhar não sendo o sujeito pronome interrogativo (Que espera você?); (3) nas
D) perturbar ; concupiscência reduzidas de infinitivo, de gerúndio ou de particípio (Por ser ele quem é...
E) berinjela ; meritíssimo Sendo ele quem é... Resolvido o caso...); (4) nas imperativas (Faze tu o
Alternativa C que for possível); (5) nas optativas (Suceda a paz à guerra! Guie-o a mão
da Providência!); (6) nas que têm o verbo na passiva pronominal (Elimina-
Identifique o termo que está inadequadamente empregado: ram-se de vez as esperanças); (7) nas que começam por adjunto adverbial
A) O juiz infligiu-lhe dura punição. (No profundo do céu luzia uma estrela), predicativo (Esta é a vontade de
B) Assustou-se ao receber o mandato de prisão. Deus) ou objeto (Aos conselhos sucederam as ameaças); (8) nas construí-
C) Rui Barbosa foi escritor preeminente de nossas letras. das com verbos intransitivos (Desponta o dia). Colocam-se normalmente
D) Com ela, pude fruir os melhores momentos de minha vida. depois do verbo da oração principal as orações subordinadas substantivas:
E) A polícia pegou o ladrão em flagrante. é claro que ele se arrependeu.
Alternativa B Predicativo anteposto ao verbo. Ocorre, entre outros, nos seguintes ca-
sos: (1) nas orações interrogativas (Que espécie de homem é ele?); (2) nas
O acento grave, indicador de crase, está empregado CORRETAMENTE exclamativas (Que bonito é esse lugar!).
em:
A) Encaminhamos os pareceres à Vossa Senhoria e não tivemos respos- Colocação do adjetivo como adjunto adnominal. A posposição do ad-
ta. junto adnominal ao substantivo é a sequência que predomina no enunciado
B) A nossa reação foi deixá-los admirar à belíssima paisagem. lógico (livro bom, problema fácil), mas não é rara a inversão dessa ordem:
C) Rapidamente, encaminhamos o produto à firma especializada. (Uma simples advertência [anteposição do adjetivo simples, no sentido de
D) Todos estávamos dispostos à aceitar o seu convite. mero]. O menor descuido porá tudo a perder [anteposição dos superlativos
Alternativa C relativos: o melhor, o pior, o maior, o menor]). A anteposição do adjetivo,
em alguns casos, empresta-lhe sentido figurado: meu rico filho, um grande
Assinale a alternativa cuja concordância nominal não está de acordo com o homem, um pobre rapaz).
padrão culto:
Colocação dos pronomes átonos. O pronome átono pode vir antes do
A) Anexa à carta vão os documentos.
verbo (próclise, pronome proclítico: Não o vejo), depois do verbo (ênclise,
B) Anexos à carta vão os documentos.
pronome enclítico: Vejo-o) ou no meio do verbo, o que só ocorre com
C) Anexo à carta vai o documento.
formas do futuro do presente (Vê-lo-ei) ou do futuro do pretérito (Vê-lo-ia).
D) Em anexo, vão os documentos.
Alternativa A Verifica-se próclise, normalmente nos seguintes casos: (1) depois de
palavras negativas (Ninguém me preveniu), de pronomes interrogativos
Identifique a única frase onde o verbo está conjugado corretamente: (Quem me chamou?), de pronomes relativos (O livro que me deram...), de
A) Os professores revêm as provas. advérbios interrogativos (Quando me procurarás); (2) em orações optativas
B) Quando puder, vem à minha casa. (Deus lhe pague!); (3) com verbos no subjuntivo (Espero que te comportes);
C) Não digas nada e voltes para sua sala. (4) com gerúndio regido de em (Em se aproximando...); (5) com infinitivo
D) Se pretendeis destruir a cidade, atacais à noite. regido da preposição a, sendo o pronome uma das formas lo, la, los, las
E) Ela se precaveu do perigo. (Fiquei a observá-la); (6) com verbo antecedido de advérbio, sem pausa
Alternativa E (Logo nos entendemos), do numeral ambos (Ambos o acompanharam) ou
de pronomes indefinidos (Todos a estimam).
Encontre a alternativa onde não há erro no emprego do pronome:
A) A criança é tal quais os pais. Ocorre a ênclise, normalmente, nos seguintes casos: (1) quando o ver-
B) Esta tarefa é para mim fazer até domingo. bo inicia a oração (Contaram-me que...), (2) depois de pausa (Sim, conta-
C) O diretor conversou com nós. ram-me que...), (3) com locuções verbais cujo verbo principal esteja no
D) Vou consigo ao teatro hoje à noite. infinitivo (Não quis incomodar-se).
E) Nada de sério houve entre você e eu. Estando o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito, a me-
Alternativa A sóclise é de regra, no início da frase (Chama-lo-ei. Chama-lo-ia). Se o
verbo estiver antecedido de palavra com força atrativa sobre o pronome,
Que frase apresenta uso inadequado do pronome demonstrativo?

Língua Portuguesa 53 A Opção Certa Para a Sua Realização


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haverá próclise (Não o chamarei. Não o chamaria). Nesses casos, a língua - Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
moderna rejeita a ênclise e evita a mesóclise, por ser muito formal. - É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros.
Pronomes com o verbo no particípio. Com o particípio desacompanha-
do de auxiliar não se verificará nem próclise nem ênclise: usa-se a forma (3) Advérbios
oblíqua do pronome, com preposição. (O emprego oferecido a mim...).
Havendo verbo auxiliar, o pronome virá proclítico ou enclítico a este. (Por - Aqui se tem paz.
que o têm perseguido? A criança tinha-se aproximado.) - Sempre me dediquei aos estudos.
- Talvez o veja na escola.
Pronomes átonos com o verbo no gerúndio. O pronome átono costuma
vir enclítico ao gerúndio (João, afastando-se um pouco, observou...). Nas OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de
locuções verbais, virá enclítico ao auxiliar (João foi-se afastando), salvo atrair o pronome.
quando este estiver antecedido de expressão que, de regra, exerça força - Aqui, trabalha-se.
atrativa sobre o pronome (palavras negativas, pronomes relativos, conjun- (4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
ções etc.) Exemplo: À medida que se foram afastando. - Alguém me ligou? (indefinido)
Colocação dos possessivos. Os pronomes adjetivos possessivos pre- - A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
cedem os substantivos por eles determinados (Chegou a minha vez), salvo - Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)
quando vêm sem artigo definido (Guardei boas lembranças suas); quando (5) Em frases interrogativas.
há ênfase (Não, amigos meus!); quando determinam substantivo já deter- - Quanto me cobrará pela tradução?
minado por artigo indefinido (Receba um abraço meu), por um numeral (6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
(Recebeu três cartas minhas), por um demonstrativo (Receba esta lem- - Deus o abençoe!
brança minha) ou por um indefinido (Aceite alguns conselhos meus). - Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!
Colocação dos demonstrativos. Os demonstrativos, quando pronomes (7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
adjetivos, precedem normalmente o substantivo (Compreendo esses pro- - Em se plantando tudo dá.
blemas). A posposição do demonstrativo é obrigatória em algumas formas - Em se tratando de beleza, ele é campeão.
em que se procura especificar melhor o que se disse anteriormente: "Ouvi (8) Com formas verbais proparoxítonas
tuas razões, razões essas que não chegaram a convencer-me." - Nós o censurávamos.
Colocação dos advérbios. Os advérbios que modificam um adjetivo, um MESÓCLISE
particípio isolado ou outro advérbio vêm, em regra, antepostos a essas
palavras (mais azedo, mal conservado; muito perto). Quando modificam o Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – ama-
verbo, os advérbios de modo costumam vir pospostos a este (Cantou rei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu –
admiravelmente. Discursou bem. Falou claro.). Anteposto ao verbo, o amaria, amarias, …)
adjunto adverbial fica naturalmente em realce: "Lá longe a gaivota voava - Convidar-me-ão para a festa.
rente ao mar." - Convidar-me-iam para a festa.
Figuras de sintaxe. No tocante à colocação dos termos na frase, salien- Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
tem-se as seguintes figuras de sintaxe: (1) hipérbato -- intercalação de um
termo entre dois outros que se relacionam: "O das águas gigante caudalo- - Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.
so" (= O gigante caudaloso das águas); (2) anástrofe -- inversão da ordem ÊNCLISE
normal de termos sintaticamente relacionados: "Do mar lançou-se na gela-
da areia" (= Lançou-se na gelada areia do mar); (3) prolepse -- transposi- Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
ção, para a oração principal, de termo da oração subordinada: "A nossa
- Tornarei-me……. (errada)
Corte, não digo que possa competir com Paris ou Londres..." (= Não digo
- Tinha entregado-nos……….(errada)
que a nossa Corte possa competir com Paris ou Londres...); (4) sínquise --
alteração excessiva da ordem natural das palavras, que dificulta a compre- Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
ensão do sentido: "No tempo que do reino a rédea leve, João, filho de
Pedro, moderava" (= No tempo [em] que João, filho de Pedro, moderava a - Entregar-lhe (correta)
rédea leve do reino). ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. - Não posso recebê-lo. (correta)
Outros casos:
Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise) - Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
Por Cristiana Gomes
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, - Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa,
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), ocorrerá a próclise:
no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia. - Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.
PRÓCLISE COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Usamos a próclise nos seguintes casos: Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio
ou particípio.
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada,
ninguém, nem, de modo algum. AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se
houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.
- Nada me perturba.
- Ninguém se mexeu. - Havia-lhe contado a verdade.
- De modo algum me afastarei daqui. - Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
- Ela nem se importou com meus problemas.
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.
embora, logo, que.

Língua Portuguesa 54 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Infinitivo nas or. comparativas. Ex: Alguns estudam, outros não, por: alguns estu-
- Quero-lhe dizer o que aconteceu. dam, outros não estudam. / "O meu pai era paulista / Meu avô, pernambu-
- Quero dizer-lhe o que aconteceu. cano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano." (Chico Buarque) -
omissão de era
Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu. Hipérbato
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.
alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das ora-
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar ções no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolu-
ou depois do verbo principal. tos.
Infinitivo Ex: Morreu o presidente, por: O presidente morreu.
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu. Obs1.: Bechara denomina esta figura antecipação.
Obs2.: Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente,
Gerúndio Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na sínquise
- Não lhe ia dizendo a verdade. Obs3.: RL considera anástrofe um tipo de hipérbato
- Não ia dizendo-lhe a verdade.
Anástrofe
Figuras de Linguagem anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao
termo regente.
Figuras sonoras
Ex: "Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.", por: O manto lutuoso da
Aliteração morte vos cobre a todos.
repetição de sons consonantais (consoantes). Obs.: para Rocha Lima é um tipo de hipérbato
Cruz e Souza é o melhor exemplo deste recurso. Uma das características Pleonasmo
marcantes do Simbolismo, assim como a sinestesia.
repetição de um termo já expresso, com objetivo de enfatizar a ideia.
Ex: "(...) Vozes veladas, veludosas vozes, / Volúpias dos violões, vozes
veladas / Vagam nos velhos vórtices velozes / Dos ventos, vivas, vãs, Ex: Vi com meus próprios olhos. "E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao
vulcanizadas." (fragmento de Violões que choram. Cruz e Souza) seu pesar ou seu contentamento." (Vinicius de Moraes), Ao pobre não lhe
devo (OI pleonástico)
Assonância
Obs.: pleonasmo vicioso ou grosseiro - decorre da ignorância, perdendo o
repetição dos mesmos sons vocálicos. caráter enfático (hemorragia de sangue, descer para baixo)
Ex: (A, O) - "Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do Assíndeto
litoral." (Caetano Veloso)
(E, O) - "O que o vago e incóngnito desejo de ser eu mesmo de meu ser me ausência de conectivos de ligação, assim atribui maior rapidez ao texto.
deu." (Fernando Pessoa) Ocorre muito nas or. coordenadas.

Paranomásia Ex: "Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios."

o emprego de palavras parônimas (sons parecidos). Polissíndeto

Ex: "Com tais premissas ele sem dúvida leva-nos às primícias" (Padre repetição de conectivos na ligação entre elementos da frase ou do período.
Antonio Vieira) Ex: O menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata. "E sob as
Onomatopeia ondas ritmadas / e sob as nuvens e os ventos / e sob as pontes e sob o
sarcasmo / e sob a gosma e o vômito (...)" (Carlos Drummond de Andrade)
criação de uma palavra para imitar um som
Anacoluto
Ex: A língua do nhem "Havia uma velhinha / Que andava aborrecida / Pois
dava a sua vida / Para falar com alguém. / E estava sempre em casa / A termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-
boa velhinha, / Resmungando sozinha: / Nhem-nhem-nhem-nhem-nhem..." se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.
(Cecília Meireles) Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns
Linguagem figurada anos sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito
lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração)
Elipse
Anáfora
omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida. Casos mais
repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.
comuns:
Ex: "Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta
a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois,
/ Pro desfecho que falta / Por favor." (Chico Buarque)
compraríeis a casa?
b) substantivo - a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar Obs.: repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início
de o estádio Maracanã e no fim será símploce. Classificações propostas por Rocha Lima.
c) preposição - estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar
de: estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas. Silepse
d) conjunção - espero você me entenda, no lugar de: espero que você me é a concordância com a ideia, e não com a palavra escrita. Existem três
entenda. tipos:
e) verbo - queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho
que queria à filha. Em especial o verbo dizer em diálogos - E o rapaz: - Não a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São
sei de nada !, em vez de E o rapaz disse: Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl): Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro
Zeugma de Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode c) de pessoa: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess - os brasileiros, mas
necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, quem fala ou escreve também participa do processo verbal)

Língua Portuguesa 55 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Antecipação Figuras de pensamento
antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar Antítese
anacoluto.
Ex.: Joana creio que veio aqui hoje. aproximação de termos ou frases que se opõem pelo sentido.
O tempo parece que vai piorar Ex: "Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios"
Obs.: Celso Cunha denomina-a prolepse. (Vinicius de Moraes)
Obs.: Paradoxo - ideias contraditórias num só pensamento, proposição de
Figuras de palavras ou tropos Rocha Lima ("dor que desatina sem doer" Camões)
Eufemismo
(Para Bechara alterações semânticas) consiste em "suavizar" alguma ideia desagradável
Metáfora Ex: Ele enriqueceu por meios ilícitos. (roubou), Você não foi feliz nos exa-
mes. (foi reprovado)
emprego de palavras fora do seu sentido normal, por analogia. É um tipo de Obs.: Rocha Lima propõe uma variação chamada litote - afirma-se algo
comparação implícita, sem termo comparativo. pela negação do contrário. (Ele não vê, em lugar de Ele é cego; Não sou
Ex: A Amazônia é o pulmão do mundo. Encontrei a chave do problema. / moço, em vez de Sou velho). Para Bechara, alteração semântica.
"Veja bem, nosso caso / É uma porta entreaberta." (Luís Gonzaga Junior)
Obs1.: Rocha Lima define como modalidades de metáfora: personificação Hipérbole
(animismo), hipérbole, símbolo e sinestesia. ? Personificação - atribuição de exagero de uma ideia com finalidade expressiva
ações, qualidades e sentimentos humanos a seres inanimados. (A lua sorri Ex: Estou morrendo de sede (com muita sede), Ela é louca pelos filhos
aos enamorados) ? Símbolo - nome de um ser ou coisa concreta assumin- (gosta muito dos filhos)
do valor convencional, abstrato. (balança = justiça, D. Quixote = idealismo, Obs.: Para Rocha Lima, é uma das modalidades de metáfora.
cão = fidelidade, além do simbolismo universal das cores)
Obs2.: esta figura foi muito utilizada pelos simbolistas Ironia

Catacrese utilização de termo com sentido oposto ao original, obtendo-se, assim, valor
irônico.
uso impróprio de uma palavra ou expressão, por esquecimento ou na
ausência de termo específico. Obs.: Rocha Lima designa como antífrase
Ex.: Espalhar dinheiro (espalhar = separar palha) / "Distrai-se um deles a Ex: O ministro foi sutil como uma jamanta.
enterrar o dedo no tornozelo inchado." - O verbo enterrar era usado primiti- Gradação
vamente para significar apenas colocar na terra.
apresentação de ideias em progressão ascendente (clímax) ou descenden-
Obs1.: Modernamente, casos como pé de meia e boca de forno são consi- te (anticlímax)
derados metáforas viciadas. Perderam valor estilístico e se formaram
graças à semelhança de forma existente entre seres. Ex: "Nada fazes, nada tramas, nada pensas que eu não saiba, que eu não
Obs2.: Para Rocha Lima, é um tipo de metáfora veja, que eu não conheça perfeitamente."
Metonímia Prosopopeia, personificação, animismo
substituição de um nome por outro em virtude de haver entre eles associa- é a atribuição de qualidades e sentimentos humanos a seres irracionais e
ção de significado. inanimados.
Ex: Ler Jorge Amado (autor pela obra - livro) / Ir ao barbeiro (o possuidor Ex: "A lua, (...) Pedia a cada estrela fria / Um brilho de aluguel ..." (Jõao
pelo possuído, ou vice-versa - barbearia) / Bebi dois copos de leite (conti- Bosco / Aldir Blanc)
nente pelo conteúdo - leite) / Ser o Cristo da turma. (indivíduo pala classe -
culpado) / Completou dez primaveras (parte pelo todo - anos) / O brasileiro Obs.: Para Rocha Lima, é uma modalidade de metáfora.
é malandro (sing. pelo plural - brasileiros) / Brilham os cristais (matéria pela
obra - copos).
REDAÇÃO OFICIAL
Antonomásia, perífrase
MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
substituição de um nome de pessoa ou lugar por outro ou por uma expres- 2a edição, revista e atualizada
são que facilmente o identifique. Fusão entre nome e seu aposto. Brasília, 2002
Ex: O mestre = Jesus Cristo, A cidade luz = Paris, O rei das selvas = o leão,
Escritor Maldito = Lima Barreto Apresentação
Com a edição do Decreto no 100.000, em 11 de janeiro de 1991, o Pre-
Obs.: Rocha Lima considera como uma variação da metonímia sidente da República autorizou a criação de comissão para rever, atualizar,
Sinestesia uniformizar e simplificar as normas de redação de atos e comunicações
oficiais. Após nove meses de intensa atividade da Comissão presidida pelo
interpenetração sensorial, fundindo-se dois sentidos ou mais (olfato, visão, hoje Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes, apre-
audição, gustação e tato). sentou-se a primeira edição do MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA
DA REPÚBLICA.
Ex.: "Mais claro e fino do que as finas pratas / O som da tua voz deliciava ...
/ Na dolência velada das sonatas / Como um perfume a tudo perfumava. / A obra dividia-se em duas partes: a primeira, elaborada pelo diplomata
Era um som feito luz, eram volatas / Em lânguida espiral que iluminava / Nestor Forster Jr., tratava das comunicações oficiais, sistematizava seus
Brancas sonoridades de cascatas ... / Tanta harmonia melancolizava." aspectos essenciais, padronizava a diagramação dos expedientes, exibia
(Cruz e Souza) modelos, simplificava os fechos que vinham sendo utilizados desde 1937,
Obs.: Para Rocha Lima, representa uma modalidade de metáfora suprimia arcaísmos e apresentava uma súmula gramatical aplicada à
redação oficial. A segunda parte, a cargo do Ministro Gilmar Mendes,
Anadiplose ocupava-se da elaboração e redação dos atos normativos no âmbito do
é a repetição de palavra ou expressão de fim de um membro de frase no Executivo, da conceituação e exemplificação desses atos e do procedimen-
começo de outro membro de frase. to legislativo.

Ex: "Todo pranto é um comentário. Um comentário que amargamente A edição do Manual propiciou, ainda, a criação de um sistema de con-
condena os motivos dados." trole sobre a edição de atos normativos do Poder Executivo que teve por

Língua Portuguesa 56 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
finalidade permitir a adequada reflexão sobre o ato proposto: a identificação o Poder Público redige atos normativos e comunicações. Interessa-nos
clara e precisa do problema ou da situação que o motiva; os custos que tratá-la do ponto de vista do Poder Executivo.
poderia acarretar; seus efeitos práticos; a probabilidade de impugnação
judicial; sua legalidade e constitucionalidade; e sua repercussão no orde- A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do pa-
namento jurídico. drão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe,
Buscou-se, assim, evitar a edição de normas repetitivas, redundantes no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de
ou desnecessárias; possibilitar total transparência ao processo de elabora- qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
ção de atos normativos; ensejar a verificação prévia da eficácia das normas Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, morali-
e considerar, no processo de elaboração de atos normativos, a experiência dade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade
dos encarregados em executar o disposto na norma. princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que
devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.
Decorridos mais de dez anos da primeira edição do Manual, fez-se ne-
cessário proceder à revisão e atualização do texto para a elaboração desta Não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redi-
2a Edição, a qual preserva integralmente as linhas mestras do trabalho gido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A
originalmente desenvolvido. Na primeira parte, as alterações principais transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilida-
deram-se em torno da adequação das formas de comunicação usadas na de, são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que um texto
administração aos avanços da informática. Na segunda parte, as alterações legal não seja entendido pelos cidadãos. A publicidade implica, pois, ne-
decorreram da necessidade de adaptação do texto à evolução legislativa na cessariamente, clareza e concisão.
matéria, em especial à Lei Complementar no 95, de 26 de fevereiro de
1998, ao Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002, e às alterações consti- Além de atender à disposição constitucional, a forma dos atos normati-
tucionais ocorridas no período. vos obedece a certa tradição. Há normas para sua elaboração que remon-
tam ao período de nossa história imperial, como, por exemplo, a obrigatori-
Espera-se que esta nova edição do Manual contribua, tal como a pri- edade – estabelecida por decreto imperial de 10 de dezembro de 1822 – de
meira, para a consolidação de uma cultura administrativa de profissionali- que se aponha, ao final desses atos, o número de anos transcorridos desde
zação dos servidores públicos e de respeito aos princípios constitucionais a Independência. Essa prática foi mantida no período republicano.
da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, com a
consequente melhoria dos serviços prestados à sociedade. Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, con-
cisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas
PEDRO PARENTE devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impes-
Chefe da Casa Civil da Presidência da República soais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.

Sinais e Abreviaturas Empregados Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais são ne-
* = indica forma (em geral sintática) inaceitável ou agramatical. cessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço
§ = parágrafo Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público
adj. adv. = adjunto adverbial (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) – ou o conjunto
arc. = arcaico dos cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
art. = artigo
cf. = confronte Outros procedimentos rotineiros na redação de comunicações oficiais
CN = Congresso Nacional foram incorporados ao longo do tempo, como as formas de tratamento e de
Cp. = compare cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes, etc. Men-
f.v. = forma verbal cione-se, por exemplo, a fixação dos fechos para comunicações oficiais,
fem.= feminino regulados pela Portaria no 1 do Ministro de Estado da Justiça, de 8 de julho
ind. = indicativo de 1937, que, após mais de meio século de vigência, foi revogado pelo
i. é. = isto é Decreto que aprovou a primeira edição deste Manual.
masc. = masculino
obj. dir. = objeto direto Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das ca-
obj. ind. = objeto indireto racterísticas específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o
p. = páginap. us. = pouco usado entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência –
pess. = pessoa de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente
pl. = plural e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que
pref. = prefixo deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e
pres. = presente clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.
Res. = Resolução do Congresso Nacional
RI da CD = Regimento Interno da Câmara dos Deputados A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à
RI do SF = Regimento Interno do Senado Federal evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impesso-
s. = substantivo alidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da
s.f. = substantivo feminino língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da
s.m. = substantivo masculino correspondência particular, etc.
sing. = singular
tb. = também Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial,
v. = ver ou verbo passemos à análise pormenorizada de cada uma delas.
v. g; = verbi gratia
var. pop. = variante popular 1.1. A Impessoalidade
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita.
PARTE I Para que haja comunicação, são necessários: a) alguém que comunique, b)
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS algo a ser comunicado, e c) alguém que receba essa comunicação. No
caso da redação oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este
CAPÍTULO I ou aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o
ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL que se comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão
1. O que é Redação Oficial que comunica; o destinatário dessa comunicação ou é o público, o conjunto
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes

Língua Portuguesa 57 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
da União.
Lembre-se que o padrão culto nada tem contra a simplicidade de ex-
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado pressão, desde que não seja confundida com pobreza de expressão. De
aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre: nenhuma forma o uso do padrão culto implica emprego de linguagem
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora rebuscada, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de linguagem
se trate, por exemplo, de um expediente assinado por Chefe de de- próprios da língua literária.
terminada Seção, é sempre em nome do Serviço Público que é fei-
ta a comunicação. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um “padrão ofici-
que permite que comunicações elaboradas em diferentes setores al de linguagem”; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunica-
da Administração guardem entre si certa uniformidade; ções oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação, com duas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão, sempre conce- sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a
bido como público, ou a outro órgão público. Nos dois casos, te- utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático,
mos um destinatário concebido de forma homogênea e impessoal; como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo te- limitada.
mático das comunicações oficiais se restringe a questões que di-
zem respeito ao interesse público, é natural que não cabe qualquer A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a
tom particular ou pessoal. exijam, sendo de evitar o seu uso indiscriminado. Certos rebuscamentos
acadêmicos, e mesmo o vocabulário próprio a determinada área, são de
Desta forma, não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, difícil entendimento por quem não esteja com eles familiarizado. Deve-se
como as que, por exemplo, constam de uma carta a um amigo, ou de um ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comunicações encaminhadas a
artigo assinado de jornal, ou mesmo de um texto literário. A redação oficial outros órgãos da administração e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
deve ser isenta da interferência da individualidade que a elabora.
Outras questões sobre a linguagem, como o emprego de neologismo e
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos vale- estrangeirismo, são tratadas em detalhe em 9.3. Semântica.
mos para elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja
alcançada a necessária impessoalidade. 1.3. Formalidade e Padronização
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem
1.2. A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impesso-
A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos alidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa
e expedientes oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público des- formalidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto
ses atos e comunicações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma
entendidos como atos de caráter normativo, ou estabelecem regras para a autoridade de certo nível (v. a esse respeito 2.1.3. Emprego dos Pronomes
conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos públicos, o de Tratamento); mais do que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à
que só é alcançado se em sua elaboração for empregada a linguagem civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunica-
adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade ção.
precípua é a de informar com clareza e objetividade.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária unifor-
As comunicações que partem dos órgãos públicos federais devem ser midade das comunicações. Ora, se a administração federal é una, é natural
compreendidas por todo e qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse que as comunicações que expede sigam um mesmo padrão. O estabeleci-
objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem restrita a determinados mento desse padrão, uma das metas deste Manual, exige que se atente
grupos. Não há dúvida que um texto marcado por expressões de circulação para todas as características da redação oficial e que se cuide, ainda, da
restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares ou o jargão técnico, tem apresentação dos textos.
sua compreensão dificultada.
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para o texto definiti-
Ressalte-se que há necessariamente uma distância entre a língua fala- vo e a correta diagramação do texto são indispensáveis para a padroniza-
da e a escrita. Aquela é extremamente dinâmica, reflete de forma imediata ção. Consulte o Capítulo II, As Comunicações Oficiais, a respeito de nor-
qualquer alteração de costumes, e pode eventualmente contar com outros mas específicas para cada tipo de expediente.
elementos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, a entoação,
etc., para mencionar apenas alguns dos fatores responsáveis por essa 1.4. Concisão e Clareza
distância. Já a língua escrita incorpora mais lentamente as transformações, A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto
tem maior vocação para a permanência, e vale-se apenas de si mesma oficial. Conciso é o texto que consegue transmitir um máximo de informa-
para comunicar. ções com um mínimo de palavras. Para que se redija com essa qualidade,
é fundamental que se tenha, além de conhecimento do assunto sobre o
A língua escrita, como a falada, compreende diferentes níveis, de acor- qual se escreve, o necessário tempo para revisar o texto depois de pronto.
do com o uso que dela se faça. Por exemplo, em uma carta a um amigo, É nessa releitura que muitas vezes se percebem eventuais redundâncias
podemos nos valer de determinado padrão de linguagem que incorpore ou repetições desnecessárias de ideias.
expressões extremamente pessoais ou coloquiais; em um parecer jurídico,
não se há de estranhar a presença do vocabulário técnico correspondente. O esforço de sermos concisos atende, basicamente ao princípio de e-
Nos dois casos, há um padrão de linguagem que atende ao uso que se faz conomia linguística, à mencionada fórmula de empregar o mínimo de
da língua, a finalidade com que a empregamos. palavras para informar o máximo. Não se deve de forma alguma entendê-la
como economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar passagens
O mesmo ocorre com os textos oficiais: por seu caráter impessoal, por substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusiva-
sua finalidade de informar com o máximo de clareza e concisão, eles reque- mente de cortar palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada a-
rem o uso do padrão culto da língua. Há consenso de que o padrão culto é crescentem ao que já foi dito.
aquele em que a) se observam as regras da gramática formal, e b) se
emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma. É Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de
importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso do padrão culto na alguma complexidade: ideias fundamentais e ideias secundárias. Estas
redação oficial decorre do fato de que ele está acima das diferenças lexi- últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las, exemplificá-las;
cais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das mas existem também ideias secundárias que não acrescentam informação
idiossincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se atinja a alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo,
pretendida compreensão por todos os cidadãos. por isso, ser dispensadas.

Língua Portuguesa 58 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
mercê evoluiu para vosmecê, e depois para o coloquial você. E o pronome
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial, conforme já vós, com o tempo, caiu em desuso. É dessa tradição que provém o atual
sublinhado na introdução deste capítulo. Pode-se definir como claro aquele emprego de pronomes de tratamento indireto como forma de dirigirmo-nos
texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza às autoridades civis, militares e eclesiásticas.
não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente das demais
características da redação oficial. Para ela concorrem: 2.1.2. Concordância com os Pronomes de Tratamento
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indireta) apresen-
poderia decorrer de um tratamento personalista dado ao texto; tam certas peculiaridades quanto à concordância verbal, nominal e prono-
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento minal. Embora se refiram à segunda pessoa gramatical (à pessoa com
geral e por definição avesso a vocábulos de circulação restrita, quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordância
como a gíria e o jargão; para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria nomeará o
uniformidade dos textos; substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos linguísticos
que nada lhe acrescentam. Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de
tratamento são sempre os da terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará
É pela correta observação dessas características que se redige com seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).
clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura de todo texto redigido.
A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de erros gramaticais Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gênero gramati-
provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção. cal deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e não com o
substantivo que compõe a locução. Assim, se nosso interlocutor for homem,
Na revisão de um expediente, deve-se avaliar, ainda, se ele será de fá- o correto é “Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar
cil compreensão por seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senho-
desconhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre certos assun- ria deve estar satisfeita”.
tos em decorrência de nossa experiência profissional muitas vezes faz com
que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é verda- 2.1.3. Emprego dos Pronomes de Tratamento
de. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significa- Como visto, o emprego dos pronomes de tratamento obedece a secular
do das siglas e abreviações e os conceitos específicos que não possam ser tradição. São de uso consagrado:
dispensados. Vossa Excelência, para as seguintes autoridades:

A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que a) do Poder Executivo;
são elaboradas certas comunicações quase sempre compromete sua Presidente da República;
clareza. Não se deve proceder à redação de um texto que não seja seguida Vice-Presidente da República;
por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados ”, diz a Ministros de Estado;
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
redigir. Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Por fim, como exemplo de texto obscuro, que deve ser evitado em to- Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos
das as comunicações oficiais, transcrevemos a seguir um pitoresco quadro, de natureza especial;
constante de obra de Adriano da Gama Kury, a partir do qual podem ser Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
feitas inúmeras frases, combinando-se as expressões das várias colunas Prefeitos Municipais.
em qualquer ordem, com uma característica comum: nenhuma delas tem
sentido! b) do Poder Legislativo:
CAPÍTULO II Deputados Federais e Senadores;
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS Ministros do Tribunal de Contas da União;
2. Introdução Deputados Estaduais e Distritais;
A redação das comunicações oficiais deve, antes de tudo, seguir os Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
preceitos explicitados no Capítulo I, Aspectos Gerais da Redação Oficial. Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
Além disso, há características específicas de cada tipo de expediente, que
serão tratadas em detalhe neste capítulo. Antes de passarmos à sua análi- c) do Poder Judiciário:
se, vejamos outros aspectos comuns a quase todas as modalidades de Ministros dos Tribunais Superiores;
comunicação oficial: o emprego dos pronomes de tratamento, a forma dos Membros de Tribunais;
fechos e a identificação do signatário. Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
2.1. Pronomes de Tratamento
2.1.1. Breve História dos Pronomes de Tratamento O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de
O uso de pronomes e locuções pronominais de tratamento tem larga Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
tradição na língua portuguesa. De acordo com Said Ali, após serem incor- Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
porados ao português os pronomes latinos tu e vos, “como tratamento Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
direto da pessoa ou pessoas a quem se dirigia a palavra ”, passou-se a Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
empregar, como expediente linguístico de distinção e de respeito, a segun-
da pessoa do plural no tratamento de pessoas de hierarquia superior. As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido
Prossegue o autor: do cargo respectivo:
“Outro modo de tratamento indireto consistiu em fingir que se dirigia a Senhor Senador,
palavra a um atributo ou qualidade eminente da pessoa de categoria supe- Senhor Juiz,
rior, e não a ela própria. Assim aproximavam-se os vassalos de seu rei com Senhor Ministro,
o tratamento de vossa mercê, vossa senhoria (...); assim usou-se o trata- Senhor Governador,
mento ducal de vossa excelência e adotaram-se na hierarquia eclesiástica
vossa reverência, vossa paternidade, vossa eminência, vossa santidade.” No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autori-
dades tratadas por Vossa Excelência, terá a seguinte forma:
A partir do final do século XVI, esse modo de tratamento indireto já es- A Sua Excelência o Senhor
tava em voga também para os ocupantes de certos cargos públicos. Vossa Fulano de Tal

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Ministro de Estado da Justiça identificação deve ser a seguinte:
70064-900 – Brasília. DF (espaço para assinatura)
NOME
Em comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento digníssimo Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
(DD), às autoridades arroladas na lista anterior. A dignidade é pressuposto (espaço para assinatura)
para que se ocupe qualquer cargo público, sendo desnecessária sua repe- NOME
tida evocação. Ministro de Estado da Justiça
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para parti-
culares. O vocativo adequado é: Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em pági-
Senhor Fulano de Tal, na isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última
(...) frase anterior ao fecho.
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor 3. O Padrão Ofício
Fulano de Tal Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade
Rua ABC, no 123 do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformi-
12345-000 – Curitiba. PR zá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos
de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do ora busquemos as suas semelhanças.
superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de
Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de 3.1. Partes do documento no Padrão Ofício
tratamento Senhor. O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expe-
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título aca- de:
dêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o Exemplos:
apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por Mem. 123/2002-MF
terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por Aviso 123/2002-SG
doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medici- Of. 123/2002-MME
na. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade
às comunicações. b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à di-
reita:
Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por for- Exemplo:
ça da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Brasília, 15 de março de 1991.
Corresponde-lhe o vocativo:
Magnífico Reitor, c) assunto: resumo do teor do documento
(...) Exemplos:
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierar- Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
quia eclesiástica, são: Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo cor-
respondente é: d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comu-
Santíssimo Padre, nicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.
(...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunica- e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de do-
ções aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo: cumentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou – introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal, apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas:
(...) “Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, em-
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas pregue a forma direta;
a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reve- – desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver
rendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos
Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos. distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a
2.2. Fechos para Comunicações posição recomendada sobre o assunto.
O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de
arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em
vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-
los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estru-
fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial: tura é a seguinte:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República: – introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o
Respeitosamente, encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada,
deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encami-
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior: nhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado
Atenciosamente, (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela
qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autorida- “Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho,
des estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral
disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores. de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.”
ou
2.3. Identificação do Signatário “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do tele-
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, grama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação
todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas
autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da agrícolas na região Nordeste.”

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– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum
comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar 3.4. Memorando
parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de 3.4.1. Definição e Finalidade
desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento. O memorando é a modalidade de comunicação entre unidades admi-
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações); nistrativas de um mesmo órgão, que podem estar hierarquicamente em
g) assinatura do autor da comunicação; e mesmo nível ou em níveis diferentes. Trata-se, portanto, de uma forma de
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário). comunicação eminentemente interna.

3.2. Forma de diagramação Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à seguinte forma de exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por deter-
apresentação: minado setor do serviço público.
a) deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de corpo 12 no
texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas de rodapé; Sua característica principal é a agilidade. A tramitação do memorando
b) para símbolos não existentes na fonte Times New Roman poder- em qualquer órgão deve pautar-se pela rapidez e pela simplicidade de
se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings; procedimentos burocráticos. Para evitar desnecessário aumento do número
c) é obrigatório constar a partir da segunda página o número da pági- de comunicações, os despachos ao memorando devem ser dados no
na; próprio documento e, no caso de falta de espaço, em folha de continuação.
d) os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser impressos Esse procedimento permite formar uma espécie de processo simplificado,
em ambas as faces do papel. Neste caso, as margens esquerda e assegurando maior transparência à tomada de decisões, e permitindo que
direita terão as distâncias invertidas nas páginas pares ( “margem se historie o andamento da matéria tratada no memorando.
espelho”);
e) o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de distância da 3.4.2. Forma e Estrutura
margem esquerda; Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do padrão ofício,
f) o campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,0 com a diferença de que o seu destinatário deve ser mencionado pelo cargo
cm de largura; que ocupa.
g) o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5 cm;
h) deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pon- Exemplos:
tos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
comportar tal recurso, de uma linha em branco; Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
i) não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras
maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra 4. Exposição de Motivos
forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do do- 4.1. Definição e Finalidade
cumento; Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presidente da Repú-
j) a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em papel bran- blica ou ao Vice-Presidente para:
co. A impressão colorida deve ser usada apenas para gráficos e i- a) informá-lo de determinado assunto;
lustrações; b) propor alguma medida; ou
l) todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem ser impres- c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
sos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 cm;
m) deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de arquivo Rich Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presidente da Repúbli-
Text nos documentos de texto; ca por um Ministro de Estado.
n) dentro do possível, todos os documentos elaborados devem ter o Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério, a
arquivo de texto preservado para consulta posterior ou aproveita- exposição de motivos deverá ser assinada por todos os Ministros envolvi-
mento de trechos para casos análogos; dos, sendo, por essa razão, chamada de interministerial.
o) para facilitar a localização, os nomes dos arquivos devem ser for-
mados da seguinte maneira: 4.2. Forma e Estrutura
tipo do documento + número do documento + palavras-chaves do Formalmente, a exposição de motivos tem a apresentação do padrão
conteúdo ofício (v. 3. O Padrão Ofício). O anexo que acompanha a exposição de
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” motivos que proponha alguma medida ou apresente projeto de ato normati-
vo, segue o modelo descrito adiante.
3.3. Aviso e Ofício
3.3.1. Definição e Finalidade A exposição de motivos, de acordo com sua finalidade, apresenta duas
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial praticamente i- formas básicas de estrutura: uma para aquela que tenha caráter exclusiva-
dênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é expedido exclusiva- mente informativo e outra para a que proponha alguma medida ou submeta
mente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao projeto de ato normativo.
passo que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm
como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Adminis- No primeiro caso, o da exposição de motivos que simplesmente leva
tração Pública entre si e, no caso do ofício, também com particulares. algum assunto ao conhecimento do Presidente da República, sua estrutura
segue o modelo antes referido para o padrão ofício.
3.3.2. Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo do padrão ofício, Já a exposição de motivos que submeta à consideração do Presidente
com acréscimo do vocativo, que invoca o destinatário (v. 2.1 Pronomes de da República a sugestão de alguma medida a ser adotada ou a que lhe
Tratamento), seguido de vírgula. apresente projeto de ato normativo – embora sigam também a estrutura do
Exemplos: padrão ofício –, além de outros comentários julgados pertinentes por seu
Excelentíssimo Senhor Presidente da República autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
Senhora Ministra a) na introdução: o problema que está a reclamar a adoção da medi-
Senhor Chefe de Gabinete da ou do ato normativo proposto;
b) no desenvolvimento: o porquê de ser aquela medida ou aquele ato
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as seguintes in- normativo o ideal para se solucionar o problema, e eventuais alter-
formações do remetente: nativas existentes para equacioná-lo;
– nome do órgão ou setor; c) na conclusão, novamente, qual medida deve ser tomada, ou qual
– endereço postal; ato normativo deve ser editado para solucionar o problema.
– telefone e endereço de correio eletrônico.

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Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à exposição de moti- ção.
vos, devidamente preenchido, de acordo com o seguinte modelo previsto
no Anexo II do Decreto no 4.176, de 28 de março de 2002. O curriculum vitae do indicado, devidamente assinado, acompanha a
mensagem.
Anexo à Exposição de Motivos do (indicar nome do Ministério ou órgão
equivalente) no , de de de 200 . d) pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Presidente da
República se ausentarem do País por mais de 15 dias.
5. Mensagem Trata-se de exigência constitucional (Constituição, art. 49, III, e 83), e a
5.1. Definição e Finalidade autorização é da competência privativa do Congresso Nacional.
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes dos Poderes
Públicos, notadamente as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder O Presidente da República, tradicionalmente, por cortesia, quando a
Executivo ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Administração ausência é por prazo inferior a 15 dias, faz uma comunicação a cada Casa
Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão do Congresso, enviando-lhes mensagens idênticas.
legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de
deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer e) encaminhamento de atos de concessão e renovação de concessão
comunicações de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da de emissoras de rádio e TV.
Nação. A obrigação de submeter tais atos à apreciação do Congresso Nacional
consta no inciso XII do artigo 49 da Constituição. Somente produzirão
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Ministérios à Presi- efeitos legais a outorga ou renovação da concessão após deliberação do
dência da República, a cujas assessorias caberá a redação final. Congresso Nacional (Constituição, art. 223, § 3o). Descabe pedir na men-
sagem a urgência prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o § 1o do
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Congresso Nacional art. 223 já define o prazo da tramitação.
têm as seguintes finalidades:
a) encaminhamento de projeto de lei ordinária, complementar ou finan- Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a mensagem o cor-
ceira. respondente processo administrativo.
Os projetos de lei ordinária ou complementar são enviados em regime
normal (Constituição, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1o a f) encaminhamento das contas referentes ao exercício anterior.
4o). Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o regime nor- O Presidente da República tem o prazo de sessenta dias após a aber-
mal e mais tarde ser objeto de nova mensagem, com solicitação de urgên- tura da sessão legislativa para enviar ao Congresso Nacional as contas
cia. referentes ao exercício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e
parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art. 166, § 1o), sob
Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Membros do Congres- pena de a Câmara dos Deputados realizar a tomada de contas (Constitui-
so Nacional, mas é encaminhada com aviso do Chefe da Casa Civil da ção, art. 51, II), em procedimento disciplinado no art. 215 do seu Regimento
Presidência da República ao Primeiro Secretário da Câmara dos Deputa- Interno.
dos, para que tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).
g) mensagem de abertura da sessão legislativa.
Quanto aos projetos de lei financeira (que compreendem plano pluria- Ela deve conter o plano de governo, exposição sobre a situação do Pa-
nual, diretrizes orçamentárias, orçamentos anuais e créditos adicionais), as ís e solicitação de providências que julgar necessárias (Constituição, art.
mensagens de encaminhamento dirigem-se aos Membros do Congresso 84, XI).
Nacional, e os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretário
do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Constituição impõe a O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da Presidência da
deliberação congressual sobre as leis financeiras em sessão conjunta, mais República. Esta mensagem difere das demais porque vai encadernada e é
precisamente, “na forma do regimento comum”. E à frente da Mesa do distribuída a todos os Congressistas em forma de livro.
Congresso Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constituição,
art. 57, § 5o), que comanda as sessões conjuntas. h) comunicação de sanção (com restituição de autógrafos).
Esta mensagem é dirigida aos Membros do Congresso Nacional, en-
As mensagens aqui tratadas coroam o processo desenvolvido no âmbi- caminhada por Aviso ao Primeiro Secretário da Casa onde se originaram os
to do Poder Executivo, que abrange minucioso exame técnico, jurídico e autógrafos. Nela se informa o número que tomou a lei e se restituem dois
econômico-financeiro das matérias objeto das proposições por elas enca- exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Presidente da
minhadas. República terá aposto o despacho de sanção.

Tais exames materializam-se em pareceres dos diversos órgãos inte- i) comunicação de veto.
ressados no assunto das proposições, entre eles o da Advocacia-Geral da Dirigida ao Presidente do Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1o), a
União. Mas, na origem das propostas, as análises necessárias constam da mensagem informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais as
exposição de motivos do órgão onde se geraram (v. 3.1. Exposição de disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai publicado na ínte-
Motivos) – exposição que acompanhará, por cópia, a mensagem de enca- gra no Diário Oficial da União (v. 4.2. Forma e Estrutura), ao contrário das
minhamento ao Congresso. demais mensagens, cuja publicação se restringe à notícia do seu envio ao
Poder Legislativo. (v. 19.6.Veto)
b) encaminhamento de medida provisória.
Para dar cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Presi- j) outras mensagens.
dente da República encaminha mensagem ao Congresso, dirigida a seus Também são remetidas ao Legislativo com regular frequência mensa-
membros, com aviso para o Primeiro Secretário do Senado Federal, juntan- gens com:
do cópia da medida provisória, autenticada pela Coordenação de Documen- – encaminhamento de atos internacionais que acarretam encargos
tação da Presidência da República. ou compromissos gravosos (Constituição, art. 49, I);
– pedido de estabelecimento de alíquotas aplicáveis às operações e
c) indicação de autoridades. prestações interestaduais e de exportação (Constituição, art. 155,
As mensagens que submetem ao Senado Federal a indicação de pes- § 2o, IV);
soas para ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribunais – proposta de fixação de limites globais para o montante da dívida
Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e Diretores do Banco Central, consolidada (Constituição, art. 52, VI);
Procurador-Geral da República, Chefes de Missão Diplomática, etc.) têm – pedido de autorização para operações financeiras externas (Cons-
em vista que a Constituição, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela tituição, art. 52, V); e outros.
Casa do Congresso Nacional competência privativa para aprovar a indica-

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Entre as mensagens menos comuns estão as de: Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a estrutura que
– convocação extraordinária do Congresso Nacional (Constituição, lhes são inerentes.
art. 57, § 6o); É conveniente o envio, juntamente com o documento principal, de folha
– pedido de autorização para exonerar o Procurador-Geral da Repú- de rosto, i. é., de pequeno formulário com os dados de identificação da
blica (art. 52, XI, e 128, § 2o); mensagem a ser enviada.
– pedido de autorização para declarar guerra e decretar mobilização
nacional (Constituição, art. 84, XIX); 8. Correio Eletrônico
– pedido de autorização ou referendo para celebrar a paz (Constitui- 8.1 Definição e finalidade
ção, art. 84, XX); O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e celeridade, trans-
– justificativa para decretação do estado de defesa ou de sua prorro- formou-se na principal forma de comunicação para transmissão de docu-
gação (Constituição, art. 136, § 4o); mentos.
– pedido de autorização para decretar o estado de sítio (Constitui-
ção, art. 137); 8.2. Forma e Estrutura
– relato das medidas praticadas na vigência do estado de sítio ou de Um dos atrativos de comunicação por correio eletrônico é sua flexibili-
defesa (Constituição, art. 141, parágrafo único); dade. Assim, não interessa definir forma rígida para sua estrutura. Entretan-
– proposta de modificação de projetos de leis financeiras (Constitui- to, deve-se evitar o uso de linguagem incompatível com uma comunicação
ção, art. 166, § 5o); oficial (v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais).
– pedido de autorização para utilizar recursos que ficarem sem des-
pesas correspondentes, em decorrência de veto, emenda ou rejei- O campo assunto do formulário de correio eletrônico mensagem deve
ção do projeto de lei orçamentária anual (Constituição, art. 166, § ser preenchido de modo a facilitar a organização documental tanto do
8o); destinatário quanto do remetente.
– pedido de autorização para alienar ou conceder terras públicas
com área superior a 2.500 ha (Constituição, art. 188, § 1o); etc. Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utilizado, preferenci-
almente, o formato Rich Text. A mensagem que encaminha algum arquivo
5.2. Forma e Estrutura deve trazer informações mínimas sobre seu conteúdo..
As mensagens contêm:
a) a indicação do tipo de expediente e de seu número, horizontalmen- Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confirmação de lei-
te, no início da margem esquerda: tura. Caso não seja disponível, deve constar da mensagem pedido de
Mensagem no confirmação de recebimento.
b) vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e o cargo do
destinatário, horizontalmente, no início da margem esquerda; 8.3 Valor documental
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio
c) o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; eletrônico tenha valor documental, i. é, para que possa ser aceita como
d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto, e horizon- documento original, é necessário existir certificação digital que ateste a
talmente fazendo coincidir seu final com a margem direita. identidade do remetente, na forma estabelecida em lei.

A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presidente da Re- PROVA SIMULADA I
pública, não traz identificação de seu signatário.
01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras.
6. Telegrama (A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
6.1. Definição e Finalidade (B) O chefe deferia da opinião dos subordinados.
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar os procedimentos (C) O processo foi julgado em segunda estância.
burocráticos, passa a receber o título de telegrama toda comunicação oficial (D) O problema passou despercebido na votação.
expedida por meio de telegrafia, telex, etc. (E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio.
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos cofres públicos 02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é:
e tecnologicamente superada, deve restringir-se o uso do telegrama apenas (A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz.
àquelas situações que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax (B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido.
e que a urgência justifique sua utilização e, também em razão de seu custo (C) A colega não se contera diante da situação.
elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se pela concisão (v. 1.4. (D) Se ele ver você na rua, não ficará contente.
Concisão e Clareza). (E) Quando você vir estudar, traga seus livros.
6.2. Forma e Estrutura 03. O particípio verbal está corretamente empregado em:
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e a estrutura dos (A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos.
formulários disponíveis nas agências dos Correios e em seu sítio na Inter- (B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas.
net. (C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime.
(D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos.
7. Fax (E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda.
7.1. Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-simile) é uma forma de 04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em
comunicação que está sendo menos usada devido ao desenvolvimento da conformidade com a norma culta.
Internet. É utilizado para a transmissão de mensagens urgentes e para o Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
envio antecipado de documentos, de cujo conhecimento há premência, interior da concha de moluscos reúne outras características interes-
quando não há condições de envio do documento por meio eletrônico. santes, como resistência e flexibilidade.
Quando necessário o original, ele segue posteriormente pela via e na forma (A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
de praxe. componentes para a indústria.
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com cópia xerox do fax componentes para a indústria.
e não com o próprio fax, cujo papel, em certos modelos, se deteriora rapi- (C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de com-
damente. ponentes para a indústria.
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de
7.2. Forma e Estrutura componentes para a indústria.

Língua Portuguesa 63 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria. 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó-
cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis
05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele-
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação
ele está empregado conforme o padrão culto. aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido-
(A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. res.
(B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (Texto adaptado)
(C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(A) seus ... lhes ... los ... lhes
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está (B) delas ... a elas ... lhes ... deles
correta em: (C) seus ... nas ... los ... deles
(A) As características do solo são as mais variadas possível. (D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (E) seus ... lhes ... eles ... neles
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. com o padrão culto.
(A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
flexão de grau. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
te as férias.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. direto e indireto em:
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
(B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.
Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala- (C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa.
vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas. (D) A conta, deixamo-la para ser revisada.
(E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder.
08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento
estatal ciência e tecnologia. 15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo.
(A) à ... sobre o ... do ... para Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos
(B) a ... ao ... do ... para respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é:
(C) à ... do ... sobre o ... a (A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção.
(D) à ... ao ... sobre o ... à (B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
(E) a ... do ... sobre o ... à (C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção.
(D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção.
09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a (E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo.
franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois
eles devem estar aptos comercializar seus produtos. 16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação
(A) ao ... a ... à do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração
(B) àquele ... à ... à de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo
(C) àquele...à ... a Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima
(D) ao ... à ... à urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex-
(E) àquele ... a ... a celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve-
rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das
10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se
norma culta. programar e participar do referido evento.
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso Atenciosamente,
trarão grandes benefícios às pesquisas. ZZZ
(B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando Assistente de Gabinete.
com o meio ambiente. De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas
(C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol- são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por
vendo projetos na área médica. (A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos
(D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre- (B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos
sentadas pelos economistas. (C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos
(E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no (D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos
litoral ou aproveitam férias ali. (E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos

11. A frase correta de acordo com o padrão culto é: 17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
(A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às respeitam as regras de pontuação.
chuvas. (A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou,
(B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla- que temos uma arrecadação bem maior que a prevista.
mações. (B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma
(C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada.
cultura. (C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade
(D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da Policial, confessou sua participação no referido furto.
culpa. (D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste
(E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria. funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia.

Língua Portuguesa 64 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados. 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili-
18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen- correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua-
te, apenas a: ção em:
(A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral. (A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período. (B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas.
(C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia.
(D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas.

Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. 25. Felizmente, ninguém se machucou.
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
O livro de registro do processo que você procurava era o que estava Considere:
sobre o balcão. I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem modo;
a III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do
(A) processo e livro. fato;
(B) livro do processo. IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
(C) processos e processo. V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
(D) livro de registro. Está correto o contido apenas em
(E) registro e processo. (A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período (C) I, III e IV.
acima: (D) II, III e IV.
I. há, no período, duas orações; (E) III, IV e V.
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal;
III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais; 26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro...,
IV. de registro é um adjunto adnominal de livro. indicando concessão, é:
Está correto o contido apenas em (A) para poder trabalhar fora.
(A) II e IV. (B) como havia programado.
(B) III e IV. (C) assim que recebeu o prêmio.
(C) I, II e III. (D) porque conseguiu um desconto.
(D) I, II e IV. (E) apesar do preço muito elevado.
(E) I, III e IV.
27. É importante que todos participem da reunião.
21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do O segmento que todos participem da reunião, em relação a
acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho: É importante, é uma oração subordinada
I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas; (A) adjetiva com valor restritivo.
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura (B) substantiva com a função de sujeito.
pelo Juiz; (C) substantiva com a função de objeto direto.
III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen- (D) adverbial com valor condicional.
te ao da palavra mas; (E) substantiva com a função de predicativo.
IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór-
dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar. 28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe-
Está correto o contido apenas em lecida pelo termo como é de
(A) II e IV. (A) comparatividade.
(B) III e IV. (B) adição.
(C) I, II e III. (C) conformidade.
(D) I, III e IV. (D) explicação.
(E) II, III e IV. (E) consequência.

22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais. 29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de
Ao transformar os dois períodos simples num único período compos- franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão
to, a alternativa correta é: contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di-
(A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis. versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos
(B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis. possíveis franqueados.
(C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais. A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e
(D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais. relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis. (A) digo ... portanto ... mas
(B) como ... pois ... mas
23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci- (C) ou seja ... embora ... pois
dos galhos da velha árvore. (D) ou seja ... mas ... portanto
Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre (E) isto é ... mas ... como
o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar.
(A) Quem podou? e Quando podou? 30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos
(B) Qual jardineiro? e Galhos de quê? investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados.
(C) Que jardineiro? e Podou o quê? A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí-
(D) Que vizinho? e Que galhos? rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi-
(E) Quando podou? e Podou o quê? da, sem alterar o sentido da frase, é:

Língua Portuguesa 65 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ...
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... 35. As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ... quantidade, exceto:
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores... A) frequência escolar;
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... B) liderança diplomática;
C) mortalidade infantil;
A MISÉRIA É DE TODOS NÓS D) analfabetismo;
Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social E) desempenho econômico.
que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas
décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tama- 36. ''No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos.''; com
nho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:
em idade escolar frequentando aulas atualmente do que em qualquer outro A) já está suficientemente forte para começar a exercer sua liderança
período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil na América Latina;
também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmen- B) já mostra que é mais forte que seus países vizinhos;
te. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo. C) está iniciando seu trabalho diplomático a fim de marcar presença no
No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando cenário exterior;
uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo D) pretende mostrar ao mundo e aos países vizinhos que já é suficien-
tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte temente forte para tornar-se líder;
oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos. E) ainda é inexperiente no trato com a política exterior.

Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste. 37. Segundo o texto, ''A miséria é onipresente'' embora:
Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural, A) apareça algumas vezes nas grandes cidades;
esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem B) se manifeste de formas distintas;
posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cida- C) esteja escondida dos olhos de alguns;
des, com aterrorizante frequência, ela atravessa o fosso social profundo e D) seja combatida pelas autoridades;
se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações E) se torne mais disseminada e cruel.
é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente
em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da 38. ''...não é uma empreitada simples'' equivale a dizer que é uma em-
pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada sim- preitada complexa; o item em que essa equivalência é feita de forma
ples. INCORRETA é:
Veja, ed. 1735 A) não é uma preocupação geral = é uma preocupação superficial;
B) não é uma pessoa apática = é uma pessoa dinâmica;
31. O título dado ao texto se justifica porque: C) não é uma questão vital = é uma questão desimportante;
A) a miséria abrange grande parte de nossa população; D) não é um problema universal = é um problema particular;
B) a miséria é culpa da classe dominante; E) não é uma cópia ampliada = é uma cópia reduzida.
C) todos os governantes colaboraram para a miséria comum;
D) a miséria deveria ser preocupação de todos nós; 39. ''...enquanto a miséria se mantinha...''; colocando-se o verbo desse
E) um mal tão intenso atinge indistintamente a todos. segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria:
A) mantiver; B) manter; C)manterá; D)manteria;
32. A primeira pergunta - ''Como entender a resistência da miséria no E) mantenha.
Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da coloniza-
ção?'': 40. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos
A) tem sua resposta dada no último parágrafo; abaixo é:
B) representa o tema central de todo o texto; A) ''Como entender a resistência da miséria...'';
C) é só uma motivação para a leitura do texto; B) ''No decorrer das últimas décadas...'';
D) é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta; C) ''...desde que se passou a registrá-las...'';
E) é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta. D) ''...começa a exercitar seus músculos.'';
E) ''...por ter se tornado um forte oponente...''.
33. Após a leitura do texto, só NÃO se pode dizer da miséria no Brasil
que ela: PROTESTO TÍMIDO
A) é culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam
outras áreas; dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o
B) tem manifestações violentas, como a criminalidade nas grandes lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma
cidades; trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era
C) atinge milhões de habitantes, embora alguns deles não apareçam um menino.
para a classe dominante;
D) é de difícil compreensão, já que sua presença não se coaduna com a Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, bra-
de outros indicadores sociais; ços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os
E) tem razões históricas e se mantém em níveis estáveis nas últimas gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esbura-
décadas. cada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia
estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de
34. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto é: sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo
A) Entender a miséria no Brasil é impossível, já que todos os outros mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abando-
indicadores sociais melhoraram; nado.
B) Desde os primórdios da colonização a miséria existe no Brasil e se
mantém onipresente; Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de
C) A miséria no Brasil tem fundo histórico e foi alimentada por governos sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns
incompetentes; mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatru-
D) Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas áreas, lha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém
a miséria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo; tomava conhecimento da existência do menino.
E) Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da
miséria que leva à criminalidade. Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões

Língua Portuguesa 66 A Opção Certa Para a Sua Realização


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no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acor- A) o cronista situa no tempo e no espaço os acontecimentos abordados
dasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu na crônica;
problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social? B) o cronista sofre uma limitação psicológica ao ver o menino
(....) C) a semelhança entre o menino abandonado e uma trouxa de roupa é
a sujeira;
Vinte e cinco milhões de menores - um dado abstrato, que a imagina- D) a localização do fato perto da meia-noite não tem importância para o
ção não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem texto;
onde dormir - isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo E) os fatos abordados nesse parágrafo já justificam o título da crônica.
imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de
idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a
ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e 46 Boinas-pretas é um substantivo composto que faz o plural da mesma
lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve - gesto que nos forma que:
desperta mal contida irritação - para nos pedir um trocado. Não temos A) salvo-conduto;
disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para B) abaixo-assinado;
nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que C) salário-família;
sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas esta- D) banana-prata;
mos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, con- E) alto-falante.
quistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor
abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. 47 A descrição do menino abandonado é feita no segundo parágrafo do
Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo texto; o que NÃO se pode dizer do processo empregado para isso é
terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte. que o autor:
A) se utiliza de comparações depreciativas;
Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, B) lança mão de vocábulo animalizador;
exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi C) centraliza sua atenção nos aspectos físicos do menino;
com um monte de lixo. D) mostra precisão em todos os dados fornecidos;
Fernando Sabino E) usa grande número de termos adjetivadores.

41 Uma crônica, como a que você acaba de ler, tem como melhor 48 ''Estava dormindo, como podia estar morto''; esse segmento do texto
definição: significa que:
A) registro de fatos históricos em ordem cronológica; A) a aparência do menino não permitia saber se dormia ou estava
B) pequeno texto descritivo geralmente baseado em fatos do cotidiano; morto;
C) seção ou coluna de jornal sobre tema especializado; B) a posição do menino era idêntica à de um morto;
D) texto narrativo de pequena extensão, de conteúdo e estrutura bas- C) para os transeuntes, não fazia diferença estar o menino dormindo ou
tante variados; morto;
E) pequeno conto com comentários, sobre temas atuais. D) não havia diferença, para a descrição feita, se o menino estava
dormindo ou morto;
42 O texto começa com os tempos verbais no pretérito imperfeito - E) o cronista não sabia sobre a real situação do menino.
vinha, faltavam - e, depois, ocorre a mudança para o pretérito perfei-
to - olhei, vi etc.; essa mudança marca a passagem: 49 Alguns textos, como este, trazem referências de outros momentos
A) do passado para o presente; históricos de nosso país; o segmento do texto em que isso ocorre é:
B) da descrição para a narração; A) ''Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi...'';
C) do impessoal para o pessoal; B) ''...ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte'';
D) do geral para o específico; C) ''...escreveríamos toda a obra de Dickens'';
E) do positivo para o negativo. D) ''...isto é problema para o juizado de menores'';
E) ''Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais''.
43 ''...olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, ALGO que
me pareceu uma trouxa de roupa...''; o uso do termo destacado se 50 ''... era um bicho...''; a figura de linguagem presente neste segmento
deve a que: do texto é uma:
A) o autor pretende comparar o menino a uma coisa; A) metonímia;
B) o cronista antecipa a visão do menor abandonado como um traste B) comparação ou símile;
inútil; C) metáfora;
C) a situação do fato não permite a perfeita identificação do menino; D) prosopopeia;
D) esse pronome indefinido tem valor pejorativo; E) personificação.
E) o emprego desse pronome ocorre em relação a coisas ou a pesso-
as. RESPOSTAS – PROVA I
01. D 11. B 21. B 31. D 41. D
44 ''Ainda há pouco eu vinha para casa a pé,...''; veja as quatro frases a 02. A 12. A 22. A 32. B 42. B
seguir: 03. C 13. C 23. C 33. A 43. C
I- Daqui há pouco vou sair. 04. E 14. E 24. E 34. A 44. E
I- Está no Rio há duas semanas. 05. A 15. C 25. D 35. B 45. A
III - Não almoço há cerca de três dias. 06. B 16. A 26. E 36. C 46. A
IV - Estamos há cerca de três dias de nosso destino. 07. D 17. B 27. B 37. C 47. D
As frases que apresentam corretamente o emprego do verbo haver 08. E 18. E 28. C 38. A 48. C
são: 09. C 19. D 29. D 39. A 49. B
A) I - II 10. D 20. A 30. B 40. B 50. C
B) I - III
C) II - IV PROVA SIMULADA II
D) I - IV
E) II - III 01. Ache o verbo que está erradamente conjugado no presente do subjunti-
vo:
45 O comentário correto sobre os elementos do primeiro parágrafo do a ( ) requera ; requeras ; requera ; requeiramos ; requeirais ; requeram
texto é: b ( ) saúde ; saúdes ; saúde ; saudemos ; saudeis ; saúdem

Língua Portuguesa 67 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
c ( ) dê ; dês ; dê ; demos ; deis ; dêem d ( ) Só visamos à alegria.
d ( ) pule ; pules ; pule ; pulamos ; pulais ; pulem e ( ) Comuniquei à diretoria a minha decisão.
e ( ) frija ; frijas ; frija ; frijamos ; frijais ; frijam
11. Assinale onde não ocorre a concordância nominal:
02. Assinale a alternativa falsa: a ( ) As salas ficarão tão cheias quanto possível.
a ( ) o presente do subjuntivo, o imperativo afirmativo e o imperativo negati- b ( ) Tenho bastante dúvidas.
vo são tempos derivados do presente do indicativo; c ( ) Eles leram o primeiro e segundo volumes.
b ( ) os verbos progredir e regredir são conjugados pelo modelo agredir; d ( ) Um e outro candidato virá.
c ( ) o verbo prover segue ver em todos os tempos; e ( ) Não leu nem um nem outro livro policiais.
d ( ) a 3.ª pessoa do singular do verbo aguar, no presente do subjuntivo é :
águe ou ague; 12. Marque onde o termo em destaque está erradamente empregado:
e ( ) os verbos prever e rever seguem o modelo ver. a ( ) Elas ficaram todas machucadas.
b ( ) Fiquei quite com a mensalidade.
03. Marque o verbo que na 2ª pessoa do singular, do presente do indicati- c ( ) Os policiais estão alerta.
vo, muda para "e" o "i" que apresenta na penúltima sílaba? d ( ) As cartas foram entregues em mãos.
a ( ) imprimir e ( ) Neste ano, não terei férias nenhumas.
b ( ) exprimir
c ( ) tingir 13. Analise sintaticamente o termo em destaque:
d ( ) frigir "A marcha alegre se espalhou na avenida..."
e ( ) erigir a ( ) predicado
b ( ) agente da passiva
04. Indique onde há erro: c ( ) objeto direto
a ( ) os puros-sangues simílimos d ( ) adjunto adverbial
b ( ) os navios-escola utílimos e ( ) adjunto adnominal
c ( ) os guardas-mores agílimos
d ( ) as águas-vivas aspérrimas 14. Marque onde o termo em destaque não representa a função sintática ao
e ( ) as oitavas-de-final antiquíssimas lado:
a ( ) João acordou doente. (predicado verbo-nominal)
05. Marque a alternativa verdadeira: b ( ) Mataram os meus dois gatos. (adjuntos adnominais)
a ( ) o plural de mau-caráter é maus-caráteres; c ( ) Eis a encomenda que Maria enviou. (adjunto adverbial)
b ( ) chamam-se epicenos os substantivos que têm um só gênero gramati- d ( ) Vendem-se livros velhos. (sujeito)
cal para designar pessoas de ambos os sexos; e ( ) A ideia de José foi exposta por mim a Rosa. (objeto indireto)
c ( ) todos os substantivos terminados em -ão formam o feminino mudando
o final em -ã ou -ona; 15. Ache a afirmativa falsa:
d ( ) os substantivos terminados em -a sempre são femininos; a ( ) usam-se os parênteses nas indicações bibliográficas;
e ( ) são comuns de dois gêneros todos os substantivos ou adjetivos subs- b ( ) usam-se as reticências para marcar, nos diálogos, a mudança de
tantivados terminados em -ista. interlocutor;
c ( ) usa-se o ponto-e-vírgula para separar orações coordenadas assindéti-
06. Identifique onde há erro de regência verbal: cas de maior extensão;
a ( ) Não faça nada que seja contrário dos bons princípios. d ( ) usa-se a vírgula para separar uma conjunção colocada no meio da
b ( ) Esse produto é nocivo à saúde. oração;
c ( ) Este livro é preferível àquele. e ( ) usa-se o travessão para isolar palavras ou frases, destacando-as.
d ( ) Ele era suspeito de ter roubado a loja.
e ( ) Ele mostrou-se insensível a meus apelos. 16. Identifique o termo acessório da oração:
a ( ) adjunto adverbial
07. Abaixo, há uma frase onde a regência nominal não foi obedecida. Ache- b ( ) objeto indireto
a: c ( ) sujeito
a ( ) Éramos assíduos às festas da escola. d ( ) predicado
b ( ) Os diretores estavam ausentes à reunião. e ( ) agente da passiva
c ( ) O jogador deu um empurrão ao árbitro.
d ( ) Nossa casa ficava rente do rio. 17. Qual a afirmativa falsa sobre orações coordenadas?
e ( ) A entrega é feita no domicílio. a ( ) as coordenadas quando separadas por vírgula, se ligam pelo sentido
geral do período;
08. Marque a afirmativa incorreta sobre o uso da vírgula: b ( ) uma oração coordenada muitas vezes é sujeito ou complemento de
a ( ) usa-se a vírgula para separar o adjunto adverbial anteposto; outra;
b ( ) a vírgula muitas vezes pode substituir a conjunção e; c ( ) as coordenadas sindéticas subdividem-se de acordo com o sentido e
c ( ) a vírgula é obrigatória quando o objeto pleonástico for representado por com as conjunções que as ligam;
pronome oblíquo tônico; d ( ) as coordenadas conclusivas encerram a dedução ou conclusão de um
d ( ) a presença da vírgula não implica pausa na fala; raciocínio;
e ( ) nunca se deve usar a vírgula entre o sujeito e o verbo. e ( ) no período composto por coordenação, as orações são independentes
entre si quanto ao relacionamento sintático.
09. Marque onde há apenas um vocábulo erradamente escrito:
a ( ) abóboda ; idôneo ; mantegueira ; eu quiz
b ( ) viço ; sócio-econômico ; pexote ; hidravião RESPOSTAS
c ( ) hilariedade ; caçoar ; alforje ; apasiguar
d ( ) alizar ; aterrizar ; óbulo ; teribintina 01. A 06. A 11. B 16. A
e ( ) chale ; umedescer ; páteo ; obceno 02. C 07. A 12. D 17. B
03. D 08. C 13. D
10. Identifique onde não ocorre a crase: 04. B 09. B 14. C
a ( ) Não agrade às girafas com comida, diz o cartaz. 05. E 10. A 15. B
b ( ) Isso não atende às exigências da firma.
c ( ) Sempre obedeço à sinalização.

Língua Portuguesa 68 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
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Língua Portuguesa 69 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
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Língua Portuguesa 70 A Opção Certa Para a Sua Realização