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RECIFE
RECIFE

Colégio Salesiano Sagrado Coração

Aluna(o):

Nº:

Turma: 3º ano

Recife,

de

de 2014

Disciplina: Química

Professor: Eber Barbosa

Fenômenos Radioativos Parte I

]

01 Introdução

1.A – Radioatividade
1.A – Radioatividade

A radioatividade é um fenômeno relacionado exclusivamente com o núcleo dos átomos (é um fenômeno

nuclear).

Radioatividade é a atividade que certos átomos possuem de emitir radiações eletromagnéticas e partículas de seus núcleos instáveis para adquirir estabilidade. Essas emissões fazem com que os átomos radioativos de certo elemento químico se transformem em átomos de outro elemento químico.

1.B – Estrutura Atômica Simplificada Prótons Elétron Núcleo Átomo Nêutrons Nêutron Próton Eletrosfera
1.B – Estrutura Atômica Simplificada
Prótons
Elétron
Núcleo
Átomo
Nêutrons
Nêutron
Próton
Eletrosfera
Elétrons
1.C – Reação Nuclear
Também chamada transmutação, é aquela que altera os núcleos dos átomos.
Reação química: ocorre na eletrosfera dos átomos.
Reação nuclear: ocorre no núcleo dos átomos.
Reações nucleares ocorrem quando núcleos pesados e instáveis transformam-se em núcleos estáveis e mais
leves através da liberação de emissões radioativas, desintegrações ou decaimentos.
Pelo fato de alterar o núcleo dos átomos, envolvem uma quantidade de energia muito maior que as reações
químicas comuns.
1.D – Partículas Subatômicas ou NÚCLEONS
Partícula
Carga elétrica
Massa relativa
Carga elétrica
Massa real
Partícula
(núcleon)
relativa
(aproximada)
Real (Coulomb)
(gramas)
Próton
+ 1
1 Próton
1,60210 . 10 –19
1,67252 . 10 –24
Nêutron
0
1 Nêutron
0
1,67483 . 10 –24
Elétron
– 1
1/1840
Elétron
1,60210 . 10 –19
9,1091 . 10 –28
Observe que os nêutrons são um pouco mais
pesados que os prótons.
Fenômenos Radioativos – Parte I
1
1.E – Número Atômico (Z) Também chamado de carga nucleônica , ou carga nuclear, é
1.E – Número Atômico (Z) Também chamado de carga nucleônica , ou carga nuclear, é

1.E Número Atômico (Z)

1.E – Número Atômico (Z) Também chamado de carga nucleônica , ou carga nuclear, é o

Também chamado de carga nucleônica, ou carga nuclear, é o número de prótons que o átomo de um determinado elemento possui em seu núcleo.

O número atômico é o fator que define a natureza da matéria.

atômico é o fator que define a natureza da matéria . 1.F – Número de Massa

1.F Número de Massa (A)

Também chamado de número nucleônico, é a soma dos números de prótons e nêutrons contidos no núcleo do átomo de um elemento químico.

A = P + 1.G – Nuclídeo
A = P
+
1.G – Nuclídeo

N

de um elemento químico. A = P + 1.G – Nuclídeo N A massa do átomo

A massa do átomo está praticamente concentrada no seu núcleo.

Exemplo 1 :

É cada um dos átomos diferentes, caracterizados por um número atômico (Z) e um número de massa (A).

Os nuclídeos serão representados dessa forma: .

A espécie química cloro é encontrada na natureza na forma de dois nuclídeos diferentes.

Número de massa (A) = 23 Número de prótons (Z) = 11 Número de elétrons = 11 Número de nêutrons = 13

Exemplo 2 :

e

Observação: O conjunto de todos os nuclídeos existentes no universo que apresentam mesmo número de prótons é

denominado de Elemento químico.

número de prótons é denominado de Elemento químico . 1.H – Átomos Isótopos ou Nuclídeos Isótopos

1.H Átomos Isótopos ou Nuclídeos Isótopos

Átomos com mesmo número atômico (Z) e diferentes números de massa (A). Portanto, átomos do mesmo elemento químico.

Exemplo:

(prótio),

(deutério),

(trítio)

=

Isótopos do elemento hidrogênio.

(deutério), (trítio) = Isótopos do elemento hidrogênio. Os isótopos de um elemento químico apresentam mesmas
(deutério), (trítio) = Isótopos do elemento hidrogênio. Os isótopos de um elemento químico apresentam mesmas
(deutério), (trítio) = Isótopos do elemento hidrogênio. Os isótopos de um elemento químico apresentam mesmas

Os isótopos de um elemento químico apresentam mesmas propriedades químicas, ou seja, realizam as mesmas ligações químicas e participam das mesmas reações químicas com mesmo comportamento químico. Os isótopos de um elemento químico apresentam propriedades físicas diferentes, ou seja, as densidades, pontos de fusão e ebulição são diferentes.

02 Breve Histórico

1875 William Crookes fez experiências com descargas elétricas, em gases a baixíssimas pressões, e descobriu os chamados raios catódicos, que levaram Joseph John Thomson à descoberta dos elétrons em 1897.

O físico Eugen Goldstein, atentou-se para um feixe luminoso no sentido contrário ao dos elétrons. Deduziu que a composição desse feixe, denominado raios canais, deveria indicar carga elétrica positiva, que em 1904 foi nomeado de próton por Ernest Rutherford.

1886

1895 Wihlelm Konrad Roentgen introduziu modificações na ampola de Croockes e conseguiu produzir os raios X (assim chamados porque eram de natureza desconhecida). Roentgen observou também que os raios X tornavam fluorescentes ou fosforescentes certas substâncias.

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Fenômenos Radioativos Parte I

1896 – Henry Becquerel , conhecido como pai da radioatividade, tentando saber se as substâncias
1896 – Henry Becquerel , conhecido como pai da radioatividade, tentando saber se as substâncias

1896 Henry Becquerel, conhecido como pai da radioatividade, tentando saber se as substâncias fluorescentes ou fosforescentes eram capazes de emitir, por si próprias, os raios X, observa que o sulfato duplo de potássio e uranila, K 2 (UO 2 )(SO 4 ) 2 , provoca o aparecimento de manchas em chapa fotográfica que estava envolta em papel preto. Concluiu que alguma emissão vinda daquele material estava atravessando o papel e chegando à placa. Essas emissões foram chamadas Raios de Becquerel e posteriormente emissões radioativas.

1898/1900 Marie Curie e Pierre Curie descobrem que todos os sais de urânio apresentavam propriedade de impressionar chapas fotográficas; concluindo, então, que o responsável pelas emissões era o próprio urânio. Extraindo e purificando o urânio, descobriu que as impurezas eram mais radioativas que o próprio urânio. Dessas impurezas separaram o polônio e o rádio, 400 e 900 vezes, respectivamente, mais radioativos que o urânio. Independente e quase simultaneamente o químico francês Pierre Curie e o físico neozelandês Ernest Rutherford identificaram dois tipos de radiações que foram denominadas de alfa ( α ) e beta ( β). Ainda em 1900, o físico francês Paul Ulrich Villard identificou uma espécie de radiação eletromagnética, que também era emitida por esses elementos, a qual denominou radiação gama ( γ).

1932

O nêutron foi descoberto, pelo físico James Chadwick, durante experiências com material radioativo.

Chadwick , durante experiências com material radioativo. Exercícios de Fixação da Aprendizagem     01

Exercícios de Fixação da Aprendizagem

 
   
 

01 (Olimpíada Brasileira de Química Júnior 1ª Fase/2011) Na década de 1920, independentemente Ernest Rutherford (18711937), na Inglaterra, William Draper Harkins (18731951), nos EUA, e Orme Masson (18581937), na Austrália, propuseram a possível existência de uma partícula atômica sem carga. Porém, apenas em 1932, na Inglaterra, James

Chadwick (18911974) comprovou a existência do

(I)

Esse processo exemplifica que a ciência é uma atividade

(II) As lacunas (I) e (II) no texto acima podem ser completadas de forma CORRETA e na mesma sequência pela opção

a)

I elétron; II própria do sexo masculino.

 

b)

I nêutron; II individual. I nêutron; II humana.

c)

I próton; II extensiva a pesquisadores de vários países.

d)

02 (UFPE 1 a fase/2003) Isótopos radiativos são empregados no diagnóstico e tratamento de inúmeras doenças. Qual é a principal propriedade que caracteriza um elemento químico?

a) número de massa

c) número de nêutrons

e) diferença entre o número de prótons e de nêutrons

b) número de prótons

d) energia de ionização

03 (UFPE 1 a fase/2002) Isótopos radiativos de iodo são utilizados no diagnóstico e tratamento de problemas da tireóide, e são, em geral, ministrados na forma de sais de iodeto. O número de prótons, nêutrons e elétrons no isótopo

131 do iodeto são, respectivamente:

 

a)

53, 78 e 52

b)

53, 78 e 54

c)

53, 131 e 53

d) 131, 53 e 131

e)

52, 78 e 53

04 (COVEST 1 a fase/2001) A água contendo isótopos 2 H é denomin d “águ pes d ’’, porque mo écu 2 H 2 16 O quando comparada com a molécula 1 H 2 16 O possui:

a) Maior número de nêutrons.

c) Maior número de elétrons.

e) Menor número de prótons.

b) Maior número de prótons.

d) Menor número de elétrons.

05 (Uece) Escolha a alternativa na qual é apresentada uma correta associação entre o nome do cientista e a contribuição que deu para a ciência no campo de estudos da radioatividade.

a) Becquerel /descoberta da radioatividade natural.

 

b) Marie Curie /descoberta do nêutron.

 

c) Chadwick/descoberta dos raios X.

 

d) Roentgen/descoberta do polônio.

Fenômenos Radioativos Parte I

3

03 – Experiência de Rutherford e natureza das Emissões Em meados de 1898/1900 Ernest Rutherford

03 Experiência de Rutherford e natureza das Emissões

03 – Experiência de Rutherford e natureza das Emissões Em meados de 1898/1900 Ernest Rutherford realiza

Em meados de 1898/1900 Ernest Rutherford realiza experiências que caracterizam a natureza das emissões

radioativas.

  As emissões que não sofreram
As
emissões
que
não
sofreram

As emissões atraídas pelo pólo

As emissões atraídas pelo pólo positivo deveriam ser negativas e for m denomin d s de bet (β).

negativo deveriam apresentar carga

desvio

deveriam

ser

eletricamente

positiva e foram denominadas de

neutr

s e for

m ch

m

d

s de g

m

(γ).

f

(α).

for m ch m d s de g m (γ). f (α). Exercícios de Fixação da

Exercícios de Fixação da Aprendizagem

 
 

06 (UPE Tradicional/2014) Entre 13,2 o C e 161 o C, o estanho é estável e possui uma configuração conhecida como estanho branco ou Sn–β, que é um só ido bri h nte br nco-prateado, maleável, moderadamente dúctil e bom condutor. Essa é a forma conhecida pela maioria das pessoas e tem uma variedade de aplicações domésticas e tecnológicas, como em ligas (bronze e soldas) e em revestimento de aço (folhas de flandres). O Sn–β pode sofrer um transição para uma estrutura conhecida como estanho cinzento, o Sn-α, um só ido cinz -escuro, não metálico e na forma de pó. O Sn–α é semicondutor, não dúcti e sem aplicabilidade. Essas duas espécies podem reagir de modo diferente. Por exemplo, as reações realizadas a 17 ± 2 o C do Sn–β e do Sn–α com so ução de ácido c orídrico concentrado, livre de oxigênio dissolvido, produzem SnC2 .2H 2 O e SnC4 .5H 2 O, respectivamente.

 

(Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc34_3/04-AQ-45-11.pdf. Adaptado.)

As informações apresentadas indicam

a)

as aplicações dos átomos de um elemento químico radioativo.

b)

a participação da radiação α n s c r cterístic s físic s do est nho.

c)

a influência da temperatura sobre as propriedades de isótonos do estanho.

d)

a transformação do estanho em outro elemento químico por meio de aquecimento.

e)

as propriedades físicas e químicas distintas de duas formas alotrópicas de um elemento químico.

Comentários:

Comentários:

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Fenômenos Radioativos Parte I

04 – Principais Emissões Radioativas 4.A – Emissões Alfa (  ) Ernest Rutherford observou

04 Principais Emissões Radioativas

04 – Principais Emissões Radioativas 4.A – Emissões Alfa (  ) Ernest Rutherford observou que

4.A Emissões Alfa ( )

Emissões Radioativas 4.A – Emissões Alfa (  ) Ernest Rutherford observou que as emissões alfa

Ernest Rutherford observou que as emissões alfa são partículas formadas por dois prótons e dois

nêutrons emitidos pelo núcleo do átomo.

prótons e dois nêutrons emitidos pelo núcleo do átomo.  α + Emissões Alfa α Observação:
 α
α
e dois nêutrons emitidos pelo núcleo do átomo.  α + Emissões Alfa α Observação: Não

+

Emissões Alfa

α

Observação: Não confunda átomo de hélio com emissões alfa

Não confunda átomo de hélio com emissões alfa O átomo de hélio apresenta núcleo e eletrosfera.

O átomo de hélio apresenta núcleo e eletrosfera.

e

As partículas alfa apresentam apenas o núcleo, não possuem eletrosfera.alfa O átomo de hélio apresenta núcleo e eletrosfera. e α As partículas alfa são núcleos

α

As partículas alfa são núcleos do átomo de Hélio.

Primeira Lei de Soddy
Primeira Lei de Soddy

Também conhecida como Primeira Lei Radioativa, diz que quando o núcleo do átomo emite uma partícula seu número atômico diminui de duas unidades e seu número de massa diminui de quatro unidades.

Observe que a soma dos números de massa dos reagentes é

igual à soma dos números de massa dos produtos:

A

=

4

+

A 4.

Também há conservação da carga nuclear:

Z

=

2

+

Z 2.

+

Nas equações dos fenômenos nucleares constata-se a conservação dos números de massa e das cargas nucleares

a conservação dos números de massa e das cargas nucleares Exercícios de Fixação da Aprendizagem 07

Exercícios de Fixação da Aprendizagem

07 – (UFPE – 2 a fase/93) 92 U 235 sofre fissão de acordo com
07 – (UFPE – 2 a fase/93) 92 U 235 sofre fissão de acordo com a equação:
+
n
Sr
+
+
3
n
Qual o número de nêutrons do nuclídeo
?
08 – (UFPE – 2 a fase/95) A primeira transmutação artificial de um elemento em outro, conseguida por Rutherford em
1919, baseou-se na reação
+
e
X
+
É correto afirmar que:
I
II
0
0
O núcleo X tem 17 nêutrons.
1
1
O átomo neutro do elemento X tem 8 elétrons.
2
2
O núcleo
é forma do de um próton e um nêutron.
3
3
O número atômico do elemento X é 8.
4
4
O número de massa do elemento X é 17.

Fenômenos Radioativos Parte I

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4.B – Emissões Beta (  ) – Hipótese de Fermi O físico italiano Enrico
4.B – Emissões Beta (  ) – Hipótese de Fermi O físico italiano Enrico

4.B Emissões Beta ( ) Hipótese de Fermi

4.B – Emissões Beta (  ) – Hipótese de Fermi O físico italiano Enrico Fermi,

O físico italiano Enrico Fermi, que participou do Projeto Manhattan para construção da bomba atômica, lançou a seguinte hipótese

As

emissões de partículas do tipo beta são, na realidade, elétrons “ tir dos” em

tíssim

velocidade, para fora de núcleos instáveis. Como se sabe, o elétron não existe no núcleo, ele se forma a partir da reação de desintegração de um nêutron.

 +  + – n + + – NÊUTRON contido em um núcleo instável
+
+
n
+
+
NÊUTRON
contido em um
núcleo instável sofre
decomposição
Forma-se um PRÓTON…
que permanece preso no núcleo,
fazendo o número atômico
aumentar em 1 unidade
ELÉTRON
(partícula beta)
lançado para fora do
núcleo com altíssima
velocidade
Segunda Lei da Radioatividade
Segunda Lei da Radioatividade

+

+

com altíssima velocidade Segunda Lei da Radioatividade + + Emissão Beta – Neutrino É atirado para

Emissão Beta

Segunda Lei da Radioatividade + + Emissão Beta – Neutrino É atirado para fora do núcleo

Neutrino É atirado para fora do núcleo com baixa velocidade. Sendo eletricamente neutro e de massa desprezível, não é observado na experiência de Rutherford.

Enunciada por Soddy, Fajjans e Russel afirma que quando um núcleo emite uma partícula beta (), seu número atômico aumenta de uma unidade e seu número de massa não se altera. Novamente observe a conservação dos números de massa e também a conservação das cargas nucleares:

+

 

A

=

0

+

A

Z

=

1

+

Z +

1

A = 0 + A Z = – 1 + Z + 1 Exercícios de Fixação

Exercícios de Fixação da Aprendizagem

09 – (CFO – PM/2007) A imprensa tem atualmente registrado o impasse gerado pela insistência
09 – (CFO – PM/2007) A imprensa tem atualmente registrado o impasse gerado pela insistência do governo iraniano em
seguir com seu programa nuclear. Abaixo, assinale a afirmação incorreta no que diz respeito ao núcleo atômico.
a) Em um processo de decaimento alfa, o átomo se transforma no átomo h .
b) O passa por uma série de desintegrações que envolvem 8 decaimentos alfa e 6 beta até se transformar em
b .
c) Se um átomo “ ” sofre pen s dec imentos do tipo bet , então necess ri mente os átomos “ ” e os resu t ntes
dos sucessivos decaimentos beta são isóbaros.
d) Se um átomo emitir 2 partículas alfa e 4 beta, então os átomos inicial e final são isótopos.
e) Em um decaimento alfa, ocorre a conservação da carga, mas não há conservação da massa, pois há liberação de
energia.

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Fenômenos Radioativos Parte I

4.C – Emissões Gama (  ) As emissões gama não são partículas, são ondas
4.C – Emissões Gama (  ) As emissões gama não são partículas, são ondas

4.C Emissões Gama ( )

4.C – Emissões Gama (  ) As emissões gama não são partículas, são ondas eletromagnéticas

As emissões gama não são partículas, são ondas eletromagnéticas emitidas por núcleos instáveis logo após as emissões de uma partícula alfa ou beta. São semelhantes aos raios X. Apresentam alta freqüência (10 20 a 10 21 Hz) e pequeno comprimento de onda (= 0,01 a 0,001 ângstron), portanto com alta energia, o que as torna mais penetrantes que os raios X e menos energéticas que a luz visível. As emissões gama, por parte de núcleos instáveis, diminuem sua carga energética, tornando-os mais estáveis. Dessa forma entendemos que quando um átomo emite radiação gama não há modificação da massa ou número atômico, apenas há uma diminuição do nível de energia e aumento da estabilidade nuclear (isômeros nucleares).

+

A emissão gama é encontrada sempre acompanhando emissões alfa e/ou beta, pois a emissão gama ajuda um núcleo instável a se estabilizar.

Exemplo:

Estável

+

Metaestável

e em seguida

Exemplo: Estável  – + Metaestável e em seguida 4.D – Notação das demais partículas Subatômicas

4.D Notação das demais partículas Subatômicas

Metaestável

+

Estável

Para interpretar as diversas reações nucleares faz-se necessário conhecer as principais partículas atômicas

envolvidas

Partícula Notação Próton Nêutron Dêuteron Pósitron Neutrino  Elétron –
Partícula
Notação
Próton
Nêutron
Dêuteron
Pósitron
Neutrino
Elétron
Nêutron Dêuteron Pósitron Neutrino  Elétron – = O dêuteron assemelha-se ao núcleo do deutério. Com
Nêutron Dêuteron Pósitron Neutrino  Elétron – = O dêuteron assemelha-se ao núcleo do deutério. Com
Nêutron Dêuteron Pósitron Neutrino  Elétron – = O dêuteron assemelha-se ao núcleo do deutério. Com

=

O dêuteron assemelha-se ao núcleo do deutério. Com massa semelhante ao elétron, o pósitron possui carga oposta a do elétron.

ao elétron, o pósitron possui carga oposta a do elétron. 4.E – Interpretação das equações dos
ao elétron, o pósitron possui carga oposta a do elétron. 4.E – Interpretação das equações dos
ao elétron, o pósitron possui carga oposta a do elétron. 4.E – Interpretação das equações dos

4.E Interpretação das equações dos fenômenos nucleares

Assim como os fenômenos químicos (reações químicas) podem ser descritos por equações, os fenômenos nucleares também podem ser expressos por equações.

Nas equações dos fenômenos nucleares é fundamental observar a ocorrência de absorção de partículas ou emissão de partículas conforme analisado a seguir:

Quando a partícula em questão está escrita nos reagentes da equação nuclear entendemos que, essa entendemos que, essa

partícula sofreu colisão, foi absorvida ou, em outras palavras, interagiu com as demais partículas reagentes.

Quando a partícula em questão está escrita nos produtos da equação nuclear entendemos que, essa partícula entendemos que, essa partícula

foi liberada, emitida, produzida na reação ou, em outras palavras, é o resultado de um decaimento nuclear.

Exemplo 1 : Bombardeando o átomo de alumínio (A = 27; Z = 13) com partícula alfa origina o átomo de silício (A = 30; Z = 14) mais liberação de um próton.

+

α

Si

+

p

Exemplo 2 : A colisão entre o átomo de berílio (A = 9; Z = 4) e um próton resulta no átomo de lítio (A = 6; Z = 3) e emissão de uma partícula alfa.

e

+

p

i

+

α

Fenômenos Radioativos Parte I

7

Testes de Vestibulares 01 – (UFPE – 2 a fase/2004) O núcleo atômico de alguns
Testes de Vestibulares 01 – (UFPE – 2 a fase/2004) O núcleo atômico de alguns

Testes de

Vestibulares

Testes de Vestibulares 01 – (UFPE – 2 a fase/2004) O núcleo atômico de alguns elementos

01

(UFPE 2 a fase/2004) O núcleo atômico de alguns elementos é bastante instável e sofre processos radioativos para remover sua instabilidade. Sobre os três tipos de radiação , e , podemos dizer que:

I

0

1

2

3

4

II

0

1

2

3

4

Ao emitir radiação , um núcleo tem seu número de massa aumentado.

Ao emitir radiação , um núcleo tem seu número de massa inalterado.

A radiação é constituída por núcleos de átomos de hélio.

Ao emitir radiação , um núcleo não sofre alteração em sua massa.

Ao emitir radiação , um núcleo tem seu número atômico aumentado em uma unidade.

02

(UFPE 2ª Fase/2007) A Coréia do Norte realizou, recentemente, um teste nuclear subterrâneo, que foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU. Sabe-se que as armas em desenvolvimento por aquele país estão baseadas em plutônio. O plutônio, entretanto, não é capaz de iniciar por si próprio uma reação em cadeia e, por isso, é utilizado juntamente com berílio e polônio. Considerando que o berílio tem Z = 4 e A = 9; o polônio tem Z = 84 e A = 209 ou 210 e o plutônio tem Z = 94 e A = 238, 239, 240, 241, 242 ou 244, analise as proposições a seguir.

I

0

1

2

3

4

II

0

1

2

3

4

O decaimento de Po210 a b resulta na emissão de partículas alfa.

Se ocorrer um choque entre uma partícula alfa e o Be, ocorrerá formação de carbono14 (radioativo) e emissão de 1 nêutron.

O plutônio possui 6 isótopos.

Sabendo que o Pu244 decai com emissão de partículas alfa e formação de U240, com tempo de meia-vida de 82.000.000 anos, conclui-se que um átomo de urânio tem 92 prótons.

Uma vez que o Pu-238 pode ser formado a partir da emissão de uma partícula beta pelo netúnio (Np), concluímos que este elemento deve ter um isótopo com Z=95 e A=238.

03

04

(UPE Quí. I/2005) Para ajustar as seguintes equações nucleares

I.

+

n

g

+

II.

u

+

n

m

+

III.

+

d

g

+

Deve-se acrescentar respectivamente

a) Próton, partícula alfa, partícula beta.

b) Próton, partícula beta, nêutron.

c) Partícula beta, raios gama, nêutron. d) Nêutron, próton, partícula alfa.

e) Partícula alfa, próton, nêutron.

(UNICAP Quí. II/90) Sobre as transmutações abaixo, podemos afirmar:

I)

II)

III)

I

0

1

2

3

4

83

89

92

II

0

1

2

3

4

Bi 213

Ac 227

U 238

84 Po

213

87 Fr 223 90 Th 234

+

+

+

Todas emitem partículas (alfa).

A equação I envolve emissão de partícula (beta).

A equação II envolve emissão de uma partícula alfa e outra de beta.

A equação III mostra a emissão de uma partícula (alfa).

Quando um nuclídeo emite uma partícula (beta), o elemento que resulta da transmutação tem o seu número atômico diminuído em duas unidades.

8

Fenômenos Radioativos Parte I

05
05

(FESP UPE/86) Sejam as equações abaixo:

4 Be 9

13 A27

Qual das alternativas abaixo estabelece participantes das reações de transmutação.

+

+

1 p 1

Y

3 Li 6

+

X

+

12 Mg 27

1 p 1

a)

b)

c)

d)

e)

X

2

-1 0

1 D 2

4

2

2

4

4

Y

p

n

p

1

0 n 1

1

1

0

1

1

-1 0

Z

1 D 2

1

p

1

0

1 D 2

n

1

0 n 1

W

-1 0

-1 0

-1 0

2 4

2 4

re

83 Bi 209

92

U 239

+

ção corret

entre

8 3 Bi 2 0 9 9 2 U 2 3 9 +  ção corret

1 D 2

s

93 Np 239

etr

s

83 Bi 210

+

”,

W

”,

+

Z

e “W”

e,

s

p rtícu

s

06 (UFPE 2 a fase/98) Uma das famosas reações nucleares é a fissão do urânio usada na bomba atômica:

+

n

+

+

3

n

Qual o valor do número atômico do elemento X, nesta reação?

07 (Covest Asces/2009) A utilização da radiação gama no tratamento de algumas doenças tem crescido muito ultimamente. Com relação à radiação gama, podemos afirmar que são:

a) partículas constituídas por elétrons, como conseqüência da desintegração de nêutrons.

b) partículas constituídas por núcleos do elemento hélio.

c) partículas formadas por dois prótons e dois nêutrons.

d) partículas com massa igual à do elétron, porém sem carga.

e) ondas eletromagnéticas emitidas pelo núcleo como conseqüência de emissão de partículas alfa e beta.

08 (UFPE 2 a fase/2010) Em 1934, Enrico Fermi propôs uma teoria que explicava as formas de decaimento beta através da

missão de e étron (β ):

n

p

+

e

 

Captura de elétron:

p

+

e

n

 

missão de pósitron (β + ):

p

n

+

e

Potássio40 (

) é um nuclídeo incomum pelo fato de simultaneamente decair segundo estas três formas,

decorrendo daí

aumento ou

diminuição

do

número

de

carga

(carga

nuclear)

do

nuclídeo.

A

respeito

deste

comportamento do

, podemos afirmar que:

I

II

0

0

A emissão de elétron conduz à formação de um nuclídeo com o menor número de carga.

1

1

A emissão de pósitron resulta na formação de nuclídeo com maior número de carga.

2

2

O mesmo tipo de nuclídeo é formado tanto por emissão quanto por captura de elétron.

3

3

Espécies nuclídicas diferentes são formadas por emissão de elétron ou de pósitron.

4

4

Emissão de pósitron ou captura de elétron conduzem à formação de nuclídeos iguais.

09 (UFPE 2 a fase/2012) Uma série de processos de decaimento radioativo natural tem início com o isótopo 238 de

urânio (Z = 92). Após um processo de emissão de partículas alfa, seguido de duas emissões sucessivas de radiação beta, uma nova emissão de partícula alfa ocorre. Com base nessas informações analise as proposições a seguir. I

0 O isótopo 238 do urânio possui 148 nêutrons.

1 O elemento que emite a segunda partícula alfa, na série, possui número de massa 230, e não é um isótopo do urânio.

II

0

1

2 O elemento que resulta da emissão alfa do urânio 238 é o isótopo 234 do elemento de número atômico 90.

3 O elemento que resulta da última emissão de partícula alfa, descrita acima, possui 90 prótons e 140 nêutrons.

4 O elemento resultante da segunda emissão beta é isóbaro do elemento resultante da primeira emissão alfa.

2

3

4

Fenômenos Radioativos Parte I

9

10
10
10 – (UFPE – 2 a fase/2011) Em 1934, Irene Curie e seu marido, Frederic Joliot,

(UFPE 2 a fase/2011) Em 1934, Irene Curie e seu marido, Frederic Joliot, anunciaram a primeira síntese de um nuc ídeo r dio tivo rtifici . omb rde r m um fin âmin de umínio com p rtícu s α, obtendo o nuc ídeo , de acordo com a equação:

+

+

n

Nos 50 anos que se seguiram, mais de 2000 outros nuclídeos radioativos artificiais foram sintetizados. Uma notação simplificada tem sido usada para reações nucleares deste tipo, o que nos permite escrever:

(α, n)

Analise as reações nucleares a seguir, para identificar a natureza verdadeira ou falsa dos produtos sugeridos.

I

II

0 0

(p, γ)

 

1 1

(n, α)

2 2

n

(p, n)

e

3 r

3

(α, n)

 

u

4 (α,

4

p

n)

m

11 (UFPE Vitória/2006) O processo de decaimento radioativo do átomo de

n produz o

o .

O

número de

p rtícu

s α e β emitid s nesse processo é, respectivamente:

 

a) 2 e 4.

b) 3 e 4.

c) 3 e 2.

d) 2 e 6.

e) 4 e 6.

12 (Covest Asces/2009: Prova de Biologia) Toda e qualquer alteração provocada no ambiente que causa desequilíbrio e prejudica a vida constitui poluição ambiental. Com relação a esse assunto, analise as proposições a seguir.

1) O dióxido de enxofre é um gás produzido, principalmente, na queima de combustíveis, como
1)
O dióxido de enxofre é um gás produzido, principalmente, na queima de combustíveis, como gasolina e madeira, e
está relacionado com o fenômeno das chuvas ácidas; chuvas capazes de provocar acidentes ecológicos.
2)
O aumento da temperatura em certos lagos e mares está relacionado diretamente com o fenômeno da inversão
térmica e pode desencadear no ambiente um processo de sucessão ecológica secundária.
3)
O petróleo derramado no mar traz conseqüências negativas ao ambiente; por exemplo, causa a morte de animais
aquáticos e afeta a fotossíntese.
4)
A poluição radioativa é extremamente grave por interferir no material genético dos organismos, podendo levá-los à
morte. Igualmente nocivo e digno de preocupação é o lixo radioativo de usinas nucleares.
Estão corretas:
a) 1, 2, 3 e 4
b) 3 e 4 apenas
c) 1 e 3 apenas
d) 1, 3 e 4 apenas
e) 2 e 4 apenas
Resoluções de Testes
Comentários Adicionais

10

Fenômenos Radioativos Parte I

4.F – Séries ou famílias radioativas Série ou família radioativas é o conjunto de átomos
4.F – Séries ou famílias radioativas Série ou família radioativas é o conjunto de átomos

4.F Séries ou famílias radioativas

4.F – Séries ou famílias radioativas Série ou família radioativas é o conjunto de átomos que

Série ou família radioativas é o conjunto de átomos que estão relacionados entre si por sucessivas desintegrações.

átomo pai Instável

átomo filhos

átomo filho

átomo final estável

A

emissões

B

emissões

C

emissões

X

Existem três séries ou famílias radioativas naturais importantes e uma série radioativa artificial:

Série do

Inicia com

termina com

Urânio

92 U 238

(8e 6)

82 Pb 206

Actínio

92 U 235

(7e 4)

82 Pb 207

Tório

90 Th 232

(6e 4)

82 Pb 208

Neptúnio

94 Pu 241

(9e 6)

83 Bi 209

Séries naturais

Série artificial

Para determinar a que família radioativa pertence um certo elemento químico, basta dividir o seu número de massa por 4. Se o resto da divisão for

Resto

0

1

2

3

Família

Tório

Neptúnio

Urânio

Actínio

Exemplo: A que série radioativa pertence o isótopo 210 do polônio,

o ?

210 4 – 208 52 2
210
4
– 208
52
2

Resto 2 = Série do urânio

Os gráficos abaixo apresentam as séries radioativas do Tório e do Urânio para uma melhor compreensão teórica:

Tório e do Urânio para uma melhor compreensão teórica: Exercícios de Fixação da Aprendizagem 01 –
Tório e do Urânio para uma melhor compreensão teórica: Exercícios de Fixação da Aprendizagem 01 –
Tório e do Urânio para uma melhor compreensão teórica: Exercícios de Fixação da Aprendizagem 01 –

Exercícios de Fixação da Aprendizagem

01 – (FESP – UPE/91) Um átomo radioativo de número atômico 90, contendo no núcleo
01 – (FESP – UPE/91) Um átomo radioativo de número atômico 90, contendo no núcleo 144 nêutrons, emite duas
partículas alfa e duas partículas betas consecutivamente. O átomo final obtido após essas emissões:
a) contém no núcleo 120 nêutrons.
b) é isóbaro do urânio de número de massa 238.
c) pertence à série do urânio.
d) pertence à série do actínio.
e) pertence à série do tório.

Fenômenos Radioativos Parte I

11

05 – Dados Comparativos Entre as Principais Emissões Radioativas Os dados apresentados a seguir são

05 Dados Comparativos Entre as Principais Emissões Radioativas

Dados Comparativos Entre as Principais Emissões Radioativas Os dados apresentados a seguir são consequência da massa,

Os dados apresentados a seguir são consequência da massa, velocidade e conseqüente nível de energia apresentada por cada emissão radioativa em análise.

Emissões

Massa

Carga

Poder de penetração

Poder ionizante

Velocidade

Efeito fisiológico

Alfa ()

Alta

+

 

Arrancam e das moléculas do ar

3.10 3 a 3.10 4 Km/seg

Praticamente

2 a 8cm no ar

inexistente

Beta

Baixa

Até 1cm Aou

Menor que das emissões alfa

7.10 4 a quase 3.10 5 Km/s

Maior que nas emissões alfa

(

)

1mm no Pb

Gama

Nula

Nula

15cm no aço ou

Baixo por não possuir carga

3.10 5 Km/s Vel. da Luz

Bastante

(

)

5cm no chumbo

elevado

Luz Bastante (  ) 5cm no chumbo elevado 5.A – Poder de penetração 5.B –

5.A Poder de penetração

5cm no chumbo elevado 5.A – Poder de penetração 5.B – Poder ionizante / Efeitos elétricos
5cm no chumbo elevado 5.A – Poder de penetração 5.B – Poder ionizante / Efeitos elétricos

5.B Poder ionizante / Efeitos elétricos

As emissões radioativas ionizam o ar e também todos os gases, aumentando suas condutividades elétricas. Uma aplicação importante da ionização dos gases pelas emissões radioativas são os chamados contadores de radioatividade, aparelhos utilizados na contagem do número de emissões radioativas. Atualmente, o mais comum é o contador Geiger-Müller, cujo esquema é apresentado a seguir.

Contador Gaiger

cujo esquema é apresentado a seguir. Contador Gaiger 5.C – Efeitos Térmicos Fenômenos nucleares ocorrem de
5.C – Efeitos Térmicos
5.C – Efeitos Térmicos
a seguir. Contador Gaiger 5.C – Efeitos Térmicos Fenômenos nucleares ocorrem de forma exotérmica (com

Fenômenos nucleares ocorrem de forma exotérmica (com liberação de calor) como ocorre na fissão ou na fusão nuclear. Esse calor pode ser aproveitado de forma pacífica, como ocorre nas usinas nucleares ou de maneira devastadora, haja vista as bombas atômicas.

12

Fenômenos Radioativos Parte I

5.D – Efeitos luminosos (Luminescências) A fluorescência e a fosforescência são tipos de luminescência ,
5.D – Efeitos luminosos (Luminescências) A fluorescência e a fosforescência são tipos de luminescência ,

5.D Efeitos luminosos (Luminescências)

5.D – Efeitos luminosos (Luminescências) A fluorescência e a fosforescência são tipos de luminescência , ou

A fluorescência e a fosforescência são tipos de luminescência, ou seja, de emissões de radiações, que podem ser visíveis ou não e que ocorrem sem a necessidade de temperaturas elevadas, podendo ser, por exemplo, resultado da absorção de energia da luz.

Fluorescência
Fluorescência

Ocorre quando a substância absorve energia da luz fornecida por determinada fonte e emite radiação visível, porém, quando o fornecimento de energia acaba, a emissão da radiação para imediatamente. O nome desse fenômeno veio do fato de que ele foi observado em um mineral denominado fluorita.

São exemplos de fluorescência no cotidiano:

Placas de trânsito quando recebem a luz dos faróis dos automóveis;

Faixas nos uniformes de motoboys, de garis e de outros trabalhadores;

Lâmpada fluorescente: ela é revestida internamente por um material fluorescente à base de fósforo, assim, quando ocorre a descarga elétrica, essa substância é excitada com a radiação ultravioleta (invisível ao olho humano), produzindo luz visível. No momento em que a lâmpada é desligada, a emissão de energia para.

Fosforecência:
Fosforecência:

Da mesma forma que ocorre na fluorescência, na fosforescência, uma substância emite radiação visível porque absorve energia da luz fornecida por determinada fonte. Entretanto, nesse caso, mesmo depois que o fornecimento de energia parou, a substância fosforescente continua por algum tempo emitindo luz visível. Esse tempo pode variar desde frações de segundos até dias. Esse fenômeno recebeu esse nome porque o elemento fósforo e outros materiais são usados em objetos feitos para brilharem no escuro.

São exemplos de fosforescência no cotidiano:

Algumas tomadas elétricas e interruptores são feitos de um plástico que recebe a adição de substâncias fosforescentes;

Ponteiros do relógio de pulso;

Pulseirinhas coloridas usadas em festas;

Objetos autocolantes colocados para decoração nas paredes, principalmente em quartos de crianças, como estrelinhas e planetas feitos de sulfeto de zinco.

Quimioluminescência:
Quimioluminescência:

Na quimiluminescência ocorre uma reação química em que a energia química é transformada em energia luminosa. Quando isso ocorre em um organismo vivo temos, então, a bioluminescência. Sendo assim entendemos que a quimiluminescência e a bioluminescência são fenômenos químicos (pois, se envolvem reações químicas, alteram a natureza da matéria) enquanto que a fluorescência e fosforencência são fenômenos físicos (pois não provocam alterações na natureza da matéria)

É importante frisar que na bioluminescência ocorre uma reação química em que a energia química é transformada em energia luminosa e o organismo vivo produz e emite luz fria (ao contrário das lâmpadas incandescentes que produzem calor). No caso dos vaga-lumes e águas-vivas noctilucas, a produção de luz está principalmente na reação em que uma enzima denominada luciferase oxida o substrato da proteína luciferina, consumindo uma molécula de ATP. A molécula de luciferina, agora excitada energeticamente, libera essa energia química na forma de energia luminosa.

Nos três casos (fluorescência, fosforescência e bioluminescência), a luz é fria, produzindo muito pouco calor. No entanto, enquanto na fluorescência e na fosforescência a energia luminosa é absorvida de outra fonte e depois liberada; na bioluminescência a luz é produzida por um processo químico independentemente de outra fonte de luz.

A fluorescência, fosforescência podem ser estimuladas por emissões radioativas (gama, por exemplo), mas a quimioluminescência não.

Por Jennifer Fogaça (Graduada em Química)

Fenômenos Radioativos Parte I

13

5.E – Efeitos Químicos
5.E – Efeitos Químicos
5.E – Efeitos Químicos No desenvolvimento histórico das explicações sobre a estrutura atômica, é importante

No desenvolvimento histórico das explicações sobre a estrutura atômica, é importante destacar que, em 1875, o químico e físico inglês William Crookes (1832-1919) fez experiências com descargas elétricas em gases, a pressões baixíssimas, e descobriu os chamados raios catódicos, que levaram à descoberta dos elétrons. Em 1895, o físico alemão Wilhelm Konrad Roentgen (1845-1923) introduziu modificações na ampola de Crookes e conseguiu produzir os raios X (assim chamados porque eram de natureza desconhecida). Roentgen verificou também que os raios X tornavam fluorescentes ou fosforescentes certas substâncias. Por suas descobertas, Roentgen foi agraciado, em 1901, com o primeiro Prêmio Nobel de Física.

agraciado, em 1901, com o primeiro Prêmio Nobel de Física. Um forte feixe de elétrons (A)

Um forte feixe de elétrons (A) sai do catodo e choca-se contra o anodo, produzindo um feixe de raios X (B). Os raios X são radiações eletromagnéticas ou seja uma forma de energia.

Os raios X podem provocar reações químicas, como por exemplo, a decomposição dos sais de prata, existentes nas chapas fotográficas

Ag 2 S Escuro

2 Ag (s) claro

+

S (s) .

2 S Escuro  2 Ag ( s ) claro + S ( s ) .
2 S Escuro  2 Ag ( s ) claro + S ( s ) .

5.F Efeitos Fisiológicos

As imagens reveladas nas chapas de raio X podem ser entendidas em termos de maior ou menor intensidade da reações de decomposição do sulfeto de prata, ou seja:

A parte mais clara da imagem corresponde aos locais da chapa fotográfica onde ocorreram

maiores incidências de radiação, ou seja, onde maior quantidade de sais de prata sofreram

decomposição.

A parte mais escura corresponde aos ossos que, por absorver (reter) mais radiação não

permitiu a decomposição dos sais de prata.

A tonalidade intermediária na chapa fotográfica (entre claro e escuro) corresponde a região

da mão composta pelos tecidos onde ocorreu uma suave passagem de radiação que permite um pequeno nível de decomposição dos sais de prata gerando essestons de cinza.

A imagem ao lado corresponde à radiografia da mão da esposa de Roentgen.

Os efeitos da radiação podem ser em longo prazo, curto prazo ou apresentar problemas aos descendentes da pessoa infectada (filhos, netos).

A radiação pode provocar basicamente dois tipos de danos ao corpo, um deles é a destruição das células

com o calor, e o outro consiste numa ionização e fragmentação (divisão) das células.

O calor emitido pela radiação é tão forte que pode queimar bem mais do que a exposição prolongada ao sol.

Portanto, um contato com partículas radioativas pode deixar a pele do indivíduo totalmente danificada, uma vez que as células não resistem ao calor emitido pela reação.

A ionização e fragmentação celular implicam em problemas de mutação genética durante a gestação de

fetos, que nascem prematuramente ou, quando dentro do período de nove meses, nascem com graves problemas de má formação.

Quimicamente falando, as partículas radioativas têm alta energia cinética, ou seja, se movimentam rapidamente. Quando tais partículas atingem as células dentro do corpo, elas provocam a ionização celular. Células transformadas em íons podem remover elétrons. Portanto a ionização enfraquece as ligações originando células modificadas e, consequentemente, mutações genéticas.

modificadas e, consequentemente, mutações genéticas. Comentários Teóricos Adicionais 1 4 Fenômenos

Comentários Teóricos Adicionais

e, consequentemente, mutações genéticas. Comentários Teóricos Adicionais 1 4 Fenômenos Radioativos – Parte I

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Fenômenos Radioativos Parte I

06 – Irradiação A irradiação consiste na exposição à radiação de determinado material com fins

06 Irradiação

06 – Irradiação A irradiação consiste na exposição à radiação de determinado material com fins específicos.

A irradiação consiste na exposição à radiação de determinado material com fins específicos.

à radiação de determinado material com fins específicos. 6.A – Irradiação de Alimentos hor de f

6.A Irradiação de Alimentos

hor de f zer “feir ”, p rênci de frut s, verdur s e egumes é que determin compr . Se s mesmas estiverem com aspecto murcho, escurecido e sem viço, fica difícil saírem das prateleiras. Mas com as tecnologias da modernidade, esse já não é um problema, graças às técnicas de irradiação podemos consumir alimentos fresquinhos em qualquer estação. Sabemos que os alimentos se degradam naturalmente em virtude de processos fisiológicos, como brotamento, maturação e envelhecimento. Mas fatores externos como o ataque de microrganismos (parasitas, pragas, bactérias, fungos etc.) também contribuem na degradação.

O uso da radiação é um método eficiente usado por Indústrias alimentícias, onde os alimentos são

submetidos a uma quantidade controlada de radiação ionizante, por um período predeterminado. As radiações ionizantes usadas em alimentos são os raios X, raios gama ou feixe de elétrons.

O principal objetivo do método por irradiação é inibir a maturação de

algumas frutas e legumes através de alterações no processo fisiológico dos tecidos vegetais

presentes. A irradiação ainda impede a multiplicação de microrganismos que causam a deterioração do alimento, pela alteração de sua estrutura molecular, o que permite prolongar a validade de alguns produtos.

Importante:

o

método

de

irradiação

não

torna

o

alimento

radioativo. O período de exposição à radiação é breve, desta forma, não causa qualquer prejuízo ao produto, pelo contrário, torna-o mais seguro ao consumidor. Para saber se o alimento foi irradiado procure o selo ao lado:

saber se o alimento foi irradiado procure o selo ao lado: 6.B – Irradiação de Outros

6.B Irradiação de Outros Materiais

o selo ao lado: 6.B – Irradiação de Outros Materiais A irradiação com raios gama ,

A irradiação com raios gama, além de ser aplicada em alimentos, é uma importante forma de esterilização

de outros materiais como médico-hospitalares, cosméticos, fármacos e medicamentos, fitoterápicos e turfas. O processo utilizado nesse tipo de esterilização é o mesmo utilizado na irradiação de alimentos, ou seja, se utiliza uma

fonte de cobalto-60 (isótopo radioativo do cobalto-59). É importante mencionar que por seu poder de penetração o

processo de esterilização com raios gama pode ser feito com os materiais já embalados e esses podem ser utilizados logo após o processo.

Esse processo é realizado a frio, o que o torna viável e vantajoso para materiais termossensíveis. Além disso, temos que ressaltar a confiabilidade do processo, o fácil monitoramento (uma vez que a única variável a ser controlada é o tempo), a possibilidade de validação do processo segundo normas internacionais ISSO 11137 e EN 552, não há resíduos (não necessita de quarentena). A radiação penetra em qualquer tipo de material, não há manuseio dos produtos no processo, o volume de produto não interfere no processo e não há necessidade de testes microbiológicos pós- esterilização.

No Brasil já existem empresas que possuem irradiador próprio para esterilizar seus produtos, como a Jhonson & Jhonson, e outras que prestam serviços, como a Empresa Brasileira de Radiação - Embrarad e a Companhia Brasileira de Esterilização - CBE.

O processo de esterilização de materiais na medicina tem várias utilidades, como por exemplo:

Irradiação de produtos destinados a transplantes e implantes, prevenindo assim rejeições em potencial;

Esterilização de preservativos masculinos e contraceptivos intra-uterinos;

Esterilização de materiais descartáveis, como luvas, seringas, agulhas, gaze, mascaras cirúrgicas, etc.

Não esqueça que o processo de irradiação não torna o material irradiado um emissor de radiação.

Fenômenos Radioativos Parte I

15

Testes de Vestibulares 01 – (ENEM – 2009) Considere um equipamento capaz de emitir radiação
Testes de Vestibulares 01 – (ENEM – 2009) Considere um equipamento capaz de emitir radiação

Testes de

Vestibulares

01 (ENEM2009) Considere um equipamento capaz de emitir radiação eletromagnética com comprimento de onda bem menor que a da radiação ultravioleta. Suponha que a radiação emitida por esse equipamento foi apontada para um tipo específico de filme fotográfico e entre o equipamento e o filme foi posicionado o pescoço de um indivíduo. Quanto mais exposto à radiação, mais escuro se torna o filme após a revelação. Após acionar o equipamento e revelar o filme, evidenciou-se a imagem mostrada na figura abaixo.

Dentre os fenômenos decorrentes da interação entre a radiação e os átomos do indivíduo que permitem a obtenção desta imagem inclui-se a

a) absorção da radiação eletromagnética e a consequente ionização dos átomos de cálcio, que se transformam em átomos de fósforo.

b) maior absorção da radiação eletromagnética pelos átomos de cálcio que por outros tipos de átomos.

c) maior absorção da radiação eletromagnética pelos átomos de carbono que por átomos de cálcio.

d) maior refração ao atravessar os átomos de carbono que os átomos de cálcio.

e) maior ionização de moléculas de água que de átomos de carbono.

de moléculas de água que de átomos de carbono. 02 03 1 6 – (ENEM 2012)
de moléculas de água que de átomos de carbono. 02 03 1 6 – (ENEM 2012)

02

03

16

(ENEM 2012) A falta de conhecimento em relação ao que vem a ser um material radioativo e quais os efeitos, consequências e usos da irradiação pode gerar o medo e a tomada de decisões equivocadas, como a apresentada no exemplo a seguir.

negou-se a transportar material médico por este portar um certificado de esterilização por

irradiação.”

Fisica na Escola, v.8,n.2. 2007 (adaptado).

A decisão tomada pela companhia é equivocada, pois

a) o material é incapaz de acumular radiação, não se tornando radioativo por ter sido irradiado.

b) a utilização de uma embalagem é suficiente para bloquear a radiação emitida pelo material.

c) a contaminação radioativa do material não se prolifera da mesma forma que as infecções por microorganismos.

d) o material irradiado emite radiação de intensidade abaixo daquela que ofereceria risco à saúde.

e) o intervalo de tempo após a esterilização é suficiente para que o material não emita mais radiação.

m

comp nhi

ére

(UPE Tradicional/2014) Alguns radioisótopos são utilizados como traçadores na agricultura nuclear. O isótopo P-32

é um dos mais utilizados na agropesquisa, introduzido em fertilizantes na forma de fosfatos (PO 4 3 ), o que permite o estudo da absorção e do metabolismo das plantas. A meia-vida desse radioisótopo é igual a 14 dias e ele sofre dec imento β, produzindo um isótopo do enxofre. Sobre esse processo, é CORRETO afirmar que

a) o dec imento β produz um núc eo isótopo do núc eo emissor.

b) o núc eo form do pós o dec imento β tem o mesmo número de m ss do isótopo -32.

c) um solo que foi tratado com 250 g de um fertilizante marcado com P-32 terá 62,5 g desse isótopo após 28 dias.

d) passado um período de semidesintegração, a massa de enxofre produzida é igual à massa de P-32 contida inicialmente no fertilizante utilizado.

e) o uso de r dioisótopos que emitem r di ção β c us prejuízo o so o e o produto gríco , uma vez que eles passam a ser fonte de emissão radioativa.

Fenômenos Radioativos Parte I

04
04
04 – (UPE – SSA 3º Ano/2013) O símbolo mostrado na figura t ória nas embalagens
04 – (UPE – SSA 3º Ano/2013) O símbolo mostrado na figura t ória nas embalagens

(UPE SSA 3º Ano/2013) O símbolo mostrado na figura

tória nas

embalagens de produtos expostos à radiação ionizante (raios-X, radiação α, β ou γ), que visam retardar a maturação natural e eliminar microrganismos que os decompõem. A seguir, são feitas três afirmações sobre a irradiação de alimentos destinados ao consumo humano.

I. O consumo de alimentos irradiados com radiação deve ser feito de forma moderada, pois esses alimentos passam a emitir essa radiação e podem causar prejuízos à saúde do consumidor.

ao lado é a “ dur ”. su presenç é obrig

consumidor. ao lado é a “ dur ”. su presenç é obrig II. A irradiação é

II. A irradiação é um método, que, quando utilizado de acordo com as normas internacionais de biossegurança, não deixa resíduos tóxicos no alimento.

III. r

di

ção α tem um poder de penetr ção m

ior que

r

di

ção

, por isso é mais utilizada na irradiação de

, por isso é mais utilizada na irradiação de

 

alimentos.

 

É CORRETO o que se afirma em

 

a)

I.

b)

II.

c)

I e II.

d)

II e III.

e)

I, II e III.

05 (ENEM/2001) Considere os seguintes acontecimentos ocorridos no Brasil:

Goiás, 1987: um equipamento contendo césio radioativo, utilizado em medicina nuclear, foi encontrado em um depósito de sucatas e aberto por pessoa que desconhecia o seu conteúdo. Resultado: mortes e consequências ambientais sentidas até hoje.

Distrito Federal, 1999: cilindros contendo cloro, gás bactericida utilizado em tratamento de água, encontrados em um depósito de sucatas, foram abertos por pessoa que desconhecia o seu conteúdo. Resultado: mortes, intoxicações e consequências ambientais sentidas por várias horas.

Para evitar que novos acontecimentos dessa natureza venham a ocorrer, foram feitas as seguintes propostas para a atuação do Estado:

I Proibir o uso de materiais radioativos e gases tóxicos. II Controlar rigorosamente a compra, uso e destino de materiais radioativos e de recipientes contendo gases

tóxicos.

III Instruir usuários sobre a utilização e descarte destes materiais.

IV Realizar campanhas de esclarecimentos à população sobre os riscos da radiação e da toxicidade de determinadas substâncias.

Dessas propostas, são adequadas apenas:

a)

I e II.

b)

I e III.

c)

II e III.

d)

I, III e IV.

e)

II, III e IV.

06 (UFPE 2 a fase/2009) Entre as seguintes espécies nucleares

(I)

(II)

(III)

(IV)

(V)

(VI)

com representações caracterizadas pelo número de carga (número atômico) e número de massa,

I

II

0

0

(IV) e (VI) possuem o mesmo número de massa e são isóbaros.

1

1

(III) e (IV) possuem o mesmo número de nêutrons e são isótonos.

2

2

(I), (II) e (V) possuem o mesmo número de prótons + nêutrons e são isótopos.

3

3

(II) e (V) possuem o mesmo número de massa e são alótropos.

4

4

os constituintes dos pares [(II) e (III)] ou [(V) e (VI)] possuem a mesma carga e são isômeros nucleares.

07 (UNICAP Quí. II/98) O isótopo de 90 Th sofre desintegração, transformando-se em 82 Pb com emissão de partículas alfa e beta. Na transformação radioativa, ocorre perda de 20 nêutrons. Qual a soma dos números de partículas alfa e beta envolvidas no processo?

Fenômenos Radioativos Parte I

17

08
08
08 – (UFPE – 2 a fase/90) Quando um átomo de 2 3 5 U é

(UFPE 2 a fase/90) Quando um átomo de 235 U é bombardeado por um nêutron lento, seu núcleo o absorve e se divide em duas partes aproximadamente iguais e mais alguns nêutrons isolados, conforme representação abaixo:

235 U

+

n

Y Sr

+

139 X

+

2 n

Assinale os itens verdadeiros na coluna I e os falsos na coluna II.

I

II

0

0

O elemento X é o xenônio.

1

1

O elemento X é o criptônio.

2

2

A reação representa uma fusão nuclear.

3

3

O número de massa do elemento estrôncio é 95.

4

4

O número de nêutrons do elemento estrôncio é 95. (Dados os números atômicos: Kr = 36; Sr = 38, Xe = 54, U = 92)

09 (UNICAP Quí. I/90) Sobre radioatividade:

I

II

0

0

Os raios beta são atraídos pelo polo negativo do campo magnético.

1

1

Quando um átomo radioativo emite uma partícula alfa, há uma diminuição de duas unidades no seu número atômico e de quatro unidades no seu número de massa.

2

2

A partícula beta, quando emitida, altera o número de massa do elemento.

3

3

As partículas alfa são núcleos do átomo de hélio.

4

4

A 2 a ei d dio tivid de diz: “qu ndo um átomo r dio tivo emite um p rtícu bet , há um umento de uma unidade no seu número atômico, permanecendo constante o número de massa.

10 (UNICAP Quí. I/91) Os raios gama

I

II

0

0

não são defletidos pelos campos magnéticos.

1

1

são uma forma de radiação eletromagnética.

2

2

são capazes de ionizar certos gases.

3

3

são resultantes da desintegração nuclear.

4

4

são resultantes do rearranjo dos elétrons extranucleares.

11 (UNICAP Quí. II/96)

I

II

0

0

Das radiações, a partícula alfa é a mais penetrante.

1

1

A radiação gama apresenta grande poder ionizante.

2

2

A carga da partícula beta é 1.

3

3

Das três radiações (alfa, beta e gama), quando submetidas a um mesmo campo elétrico, a que maior deflexão sofre é a beta.

4

4

A notação das partículas e radiação alfa, beta e gama é:

12 (UNICAP Quí. II/95)

I II

0 Um elemento radioativo, quando emite radiação gama, transforma-se num elemento diferente apenas quanto à sua energia.

1 Das três partículas fundamentais, o próton é a mais pesada.

2 Quando um elemento radioativo emite uma partícula beta, o átomo formado é seu isótopo.

0

1

2

3 Para que o isótopo se transforme em , será necessária a emissão de 2 partículas alfa e uma partícula beta.

4 Se um isótopo do carbono emitir uma partícula beta, transformar-se-á em um isótopo de nitrogênio. (dados: C = 6 e N = 7)

3

4

18

Fenômenos Radioativos Parte I

07 – Estabilidade do Núcleo Admite-se que a estabilidade do núcleo de um átomo esteja

07

Estabilidade do Núcleo

07 – Estabilidade do Núcleo Admite-se que a estabilidade do núcleo de um átomo esteja ligada

Admite-se que a estabilidade do núcleo de um átomo esteja ligada à relação entre o número de nêutrons (n)

e o número de prótons (p). Quanto maior a razão n/p, maior a estabilidade do núcleo.

Relação

Estabilidade nuclear

O isótopo prótio do hidrogênio é o único que possui estabilidade nuclear mesmo não possuindo nêutrons,

pois tem apenas 1 próton.

Do átomo de hélio, n/p = 1, ou seja, são muito estáveis.

e , até o átomo de cálcio,

, os isótopos mais abundantes possuem a relação

À medida em que o número de prótons do núcleo atômico aumenta, o valor da relação n/p vai se tornando

cada vez maior. Aparentemente, o aumento do número de nêutrons em relação ao de prótons é necessário para impedir a

autodestruição do núcleo, devido à repulsão elétrica dos prótons. No caso do mercúrio g , por exemplo, a relação n/p = 1,5, ou seja, 120/80 = 1,5 que significa dizer que o núcleo do mercúrio é estável.

Quando, entretanto, há mais que 83 prótons num núcleo, nenhum número de nêutrons é capaz de torna-lo

. A partir do polônio,

estável. O bismuto, z = 83, é o último elemento da tabela periódica que possui isótopo estável, 84 Po, os elemenmtos químicos não possuem isótopos natuirais ou artificiais estáveis.

O número de isótopos radioativos artificiais conhecidos ultrapassa 800.

isótopos radioativos artificiais conhecidos ultrapassa 800. 7.A – Observações Importantes Todos os elementos

7.A Observações Importantes

Todos os elementos apresentam isótopos radioativos (naturais e/ou artificiais), porém um um

elemento só é

considerado radioativo se o seu isótopo mais abundante for radioativo. Os isótopos radioativos de

qualquer elemento são denominados comumente de radioisótopos.

A intensidade de radioatividade emanada por um radioisótopo, bem como seu tempo de meia vida (periódo de tempo necessário emanada por um radioisótopo, bem como seu tempo de meia vida (periódo de tempo necessário para sua massa ser reduzida pela metade) são propriedades do núcleo do átomo, logo,

independem de qualquer fator externo químico ou físico a que o isótopo seja submetido, como, por

exemplo:

tipo de substância em que o isótopo está presente (metal, mineral, óxido, base, sal, etc).físico a que o isótopo seja submetido, como, por exemplo: meio em que o isótopo esteja

meio em que o isótopo esteja dissolvido (ácido, básico, aquoso, etc).está presente (metal, mineral, óxido, base, sal, etc). fase de agregação em que se encontra (gasosa,

fase de agregação em que se encontra (gasosa, líquida ou sólida).o isótopo esteja dissolvido (ácido, básico, aquoso, etc). estado de divisão (em fatia, em pó, em

estado de divisão (em fatia, em pó, em barra, etc).em que se encontra (gasosa, líquida ou sólida). As condições ambientes (temperatura ou pressão). O O

As condições ambientes (temperatura ou pressão).estado de divisão (em fatia, em pó, em barra, etc). O O A O 08 –

O

O

A

O

08 Transmutações Nucleares

São todas as transformações em que um nuclídeo é obtido a partir de outro,

através de bombardeamento com uma partícula. O primeiro caso relatado de transmutação nuclear ocorreu em 1914 quando Ernest Rutherford percebeu que, deixando o nitrogênio na presença de um alfa-emissor, ele se transformava em oxigênio segundo a equação

+

+

Em 1932, ocorreu um outro evento marcante na história da ciência ligado às transmutações nucleares. O

inglês James Chadwick descobriu o nêutron ao bombardear o berílio-9 com partículas alfa provenientes do polônio

o

b

+

em seguida

+

+

A transmutação nuclear é, atualmente, uma importante ferramenta na produção de nuclídeos artificiais, isto

é nuclídeos que não existem na natureza. O primeiro desses nuclídeos artificiais foi descoberto pelo casal Fréderic Joliot e Irène Curie (filha de Pierre e Marie), em 1934, por meio da seguinte equação

+

Fenômenos Radioativos Parte I

+ Radionuclídeo
+
Radionuclídeo

artificial

+

p

19

8.A – Elementos Artificiais Transurânicos: Elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio
8.A – Elementos Artificiais Transurânicos: Elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio

8.A Elementos Artificiais

8.A – Elementos Artificiais Transurânicos: Elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio
Transurânicos: Elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio (Z > 92) .

Transurânicos: Elementos químicos que possuem números atômicos maiores que o urânio (Z > 92). Também chamados de sintéticos ou artificiais, esses elementos não existem na natureza, sendo obtidos pelos cientistas por meio de reações nucleares (principalmente de transmutação) realizadas nos aceleradores de partículas, dispositivos nos quais partículas eletricamente carreg d s (α, β, próton, íons) dquirem ve ocid des tíssim s e se choc m contr “átomos– vo”.

Cisurânicos: Elementos químicos artificiais que possuem números atômicos menores que o urânio (Z < 92)

Cisurânicos: Elementos químicos artificiais que possuem números atômicos menores que o urânio (Z < 92). Na verdade são apenas quatro elementos: o tecnécio ( 43 Tc), o promécio ( 61 Pm), o ástato ( 85 At) e o frâncio

( 87 Fr).

Pm), o ástato ( 8 5 At) e o frâncio ( 8 7 Fr). Testes de

Testes de

Vestibulares

01 (UPE EAD/2011) Pierre e Marie Curie verificaram que a pechblenda, um minério contendo óxido de urânio, era bem mais radioativa que o urânio metálico. A partir dessa fonte natural, eles isolaram dois elementos químicos radioativos, o polônio e o rádio. Após três décadas da divulgação desses resultados, a filha e o genro desse casal, Irène Curie e Frédéric Joliot, foram os primeiros a criarem um radioisótopo, o fósforo-30, após o bombardeamento de uma folha de alumíniocom p rtícu s α.

Dados A(Z = 13): [Ne] 3s 2 3p 1 ; P (Z = 15): [Ne] 3s 2 3p 3 ; Co (Z = 27): [Ar] 4s 2 3d 7 ; Po (Z = 84): [Xe] 4f 14 5d 10 6s 2 6p 4 ; Ra (Z = 88): [Rn] 7s 2 ; U (Z = 92): [Rn] 5f 3 6d 1 7s 2

Sobre esses acontecimentos históricos da Química, qual das alternativas a seguir é a CORRETA?

a) Pierre e Marie Curie isolaram dois radioelementos isotópicos do urânio.

b) radioatividade é um fenômeno natural e pode ser produzida artificialmente.

c) material bombardeado com p rtícu s α por rène urie e rédéric Jo iot é um isótopo do cob to.

d) isótopo radioativo produzido por Irène Curie e Frédéric Joliot possuía número atômico igual a 30.

e) polônio e o rádio são considerados elementos químicos transurânicos artificiais, porque foram descobertos após

A

O

O

O

o urânio.

02 (UFPE 1 a fase/98) O isótopo de massa 14 do carbono sofre decaimento segundo a reação abaixo:

+

Acerca de sua meia-vida, é correto afirmar que:

a) aumenta com o aumento da pressão.

d)

aumenta com a concentração de

.

b) não varia com o aumento da temperatura.

e)

aumenta com a concentração de

.

c) diminui com o abaixamento da temperatura.

03 (ITASP) Em relação ao tempo de meia-vida do césio-137, livre ou combinado, são feitas as afirmações seguintes.

Ia.

Ele decresce com o aumento da temperatura.

Ib.

Ele independe da temperatura.

Ic.

Ele cresce com o aumento da temperatura.

IIa.

Ele decresce com o aumento da pressão.

IIb.

Ele independe da pressão.

IIc.

Ele cresce com o aumento da pressão.

IIIa.

Ele é o mesmo tanto no césio elementar como em todos os compostos de césio.

IIIb.

Ele varia se são mudados os outros átomos ligados ao átomo de césio.

20

Dessas afirmações, quais são corretas?

a)

Ib; IIc; IIIa

b) Ic; IIa; IIIa

c) Ia; IIb; IIIb

d) Ic; IIc; IIIb

e) Ib; IIb; IIIa

Fenômenos Radioativos Parte I

04 – (Enem 2009) Os núcleos dos átomos são constituídos de prótons e nêutrons, sendo

04 (Enem 2009) Os núcleos dos átomos são constituídos de prótons e nêutrons, sendo ambos os principais responsáveis pela sua massa. Nota-se que, na maioria dos núcleos, essas partículas não estão presentes na mesma proporção. O gráfico mostra a quantidade de nêutrons (N) em função da quantidade de prótons (Z) para os núcleos estáveis conhecidos.

KAPLAN, I. Física Nuclear. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1978 (adaptado)

O antimônio é um elemento químico que possui 50

prótons e possui vários isótopos ― átomos que só

se diferem pelo número de nêutrons.

De acordo com o gráfico, os isótopos estáveis do antimônio possuem

a) entre 12 e 24 nêutrons a menos que o número de prótons.

b) exatamente o mesmo número de prótons e nêutrons.

c) entre 0 e 12 nêutrons a mais que o número de prótons.

d) entre 12 e 24 nêutrons a mais que o número de prótons.

e) entre 0 e 12 nêutrons a menos que o número de prótons.

e) entre 0 e 12 nêutrons a menos que o número de prótons. 05 – (PUC

05 (PUCRJ) Elementos transurânicos podem ser sintetizados pelo bombardeamento de núcleos mais leves com partículas pesadas. Em 1958, Miller e outros produziram o isótopo 254 No (nobélio) a partir do 238 U. A reação que ocorreu produziu, além do novo elemento (No), ainda seis (6) nêutrons. Com qual partícula o alvo ( 238 U) foi bombardeado?

a) 10 B

b) 22 Na

c)

12 C

d) 22 Ne

e)

16 O

06 (UNICAP Quí. I/93) Esta questão se refere à radioatividade.

I

II

0

0

A radiação gama é desviada por campos elétricos.

1

1

Das principais partículas radioativas, a beta é a mais ionizante.

2

2

A massa da partícula alfa é, aproximadamente, 7360 vezes maior que a massa do elétron.

3

3

Quando um radioisótopo emite uma partícula beta, seu número de massa diminui de quatro unidades.

4

4

Se uma amostra de um radionuclídeo se desintegra pela metade, ocorreu um período de meia-vida.

se desintegra pela metade, ocorreu um período de meia-vida. Resoluções de Testes Comentários Adicionais Fenômenos

Resoluções de Testes Comentários Adicionais

ocorreu um período de meia-vida. Resoluções de Testes Comentários Adicionais Fenômenos Radioativos – Parte I 21

Fenômenos Radioativos Parte I

21

09 – Fissão Nuclear É o nome que se dá ao processo em que um

09 Fissão Nuclear

09 – Fissão Nuclear É o nome que se dá ao processo em que um núcleo

É o nome que se dá ao processo em que um núcleo grande, pesado e instável é bombardeado com

partículas aceleradas, dividindo-se em núcleos menores (mais leves) e mais estáveis, libertando uma grande quantidade de energia (energia nuclear).

 + +
 +
+

Originando dois

núcleos menores

Liberando nêutrons que bombardearão outros núcleos, quebando-os, dando continuidade ao processo e originando uma reação em cadeia.

ao processo e originando uma reação em cadeia . + Um nêutron é atirado contra um

+

Um nêutron é atirado contra um núcleo pesado.

Exemplo: Fissão do urânio

ou bomba atômica (Enrico Fermi 1935): Empregado na bomba que explodiu em

Hiroxima, em 6 de agosto de 1945.

+

+

+

3

+

4,6 . 10 9 Kcal

O primeiro elemento químico a ser submetido a fissão nuclear, segundo anunciou Niels Bohr, foi o urânio.

, apenas o isótopo 235. Percebe-se então a necessidade de se obter o urânio , constituído apenas do isótopo 235 U, para

0,7% ) o que sofre fissão é

Porém estudos mostraram que dos dois isótopos naturais do urânio (

99,3%

ocorrer reação em cadeia, já que o outro isótopo do urânio ( 238 U) é nãofissionável. O chamado enriquecimento do

urânio é justamente o aumento do percentual do urânio235 em relação ao urânio238 presente na

amostra. Esse processo, por ser extremamente oneroso, limita o número de países a possuírem a Bomba Atômica.

também podem ser embregados na fissão

nuclear. Foi o que ocorreu na bomba que explodiu em Nagasáqui no dia 9 de agosto de 1945.

É bom lembrar que outros elementos, como o plutônio239,

9.A – Bomba Atômica
9.A – Bomba Atômica

Para o funcionamento da bomba atômica, o urânio natural (que tem apenas 0,7% de 235U) deve ser enriquecido de modo a elevar a porcentagem de 235U até valores da ordem de 90%. Além disso, para produzir a reação em cadeia, deve-se reunir certa quantidade de urânio enriquecido, denominada massa crítica. Massa crítica é a menor massa de material físsil necessária para que um nêutron possa iniciar a reação em cadeia. Abaixo da massa crítica os neutros não conseguem desencadear a reação em cadeia (fissão nuclear auto- sustentável).

a reação em cadeia (fissão nuclear auto- sustentável). Em princípio, a bomba atômica (bomba A) possui

Em princípio, a bomba atômica (bomba A) possui duas ou mais porções de urânio enriquecido com massas ligeiramente subcríticas. Por meio de uma carga explosiva comum, essas massas são reunidas; sendo ultrapassada a massa crítica, ocorre a explosão.

Uma variante da bomba atômica é a bomba de nêutrons. Trata-se de uma bomba atômica menor e mais

fraca do que a comum, mas, devido à sua construção, provoca uma emissão muito grande de radiações, especialmente de nêutrons, que matam facilmente os seres vivos. Ao final da explosão, r di ção residu é muito pequen (“bomb

imp ”), o que possibi it

22

um

rápid

ocup ção do território bombardeado.

Fenômenos Radioativos Parte I

9.B – Usinas Nucleares Consumidor final Sala de controle Varas de combustível e varas de
9.B – Usinas Nucleares
Consumidor final
Sala de controle
Varas de
combustível e
varas de
controle
Gerador
de vapor
vapor de
Linhas de
alta
transmissão
pressão
Turbina geradora
Turbina
Laço de água
pressurizada
Condutor de
núcleo de
líquido
reator
refrigerante de
Invólucro
água oceânica.
do reator
Bombeador d’águ
Estrutura de

refreamento

Em princípio a produção da energia elétrica pelos reatores nucleares é interessante, pois, comparando, podemos dizer que:

1 g de carvão produz energia suficiente para manter acesa uma lâmpada de 200W durante 1 min;

1 g de urânio produz energia para iluminar uma cidade de 500.000 habitantes, durante 1 h.

As usinas nucleares utilizam o princípio da fissão nuclear para gerar calor. Dentro do Reator Nuclear, centenas de varetas contendo material radioativo são fissionadas, liberando muito calor. Este calor irá aquecer a água (totalmente pura) que fica dentro do reator. Ela pode chegar á incríveis 1500°C a uma pressão de 157atm. Essa água quente irá seguir por tubos, até o vaporizador, depois volta ao reator, completando o circuito primário. No vaporizador, outra quantidade de água será fervida, pelo calor de tubos onde passam a água extremamente quente do reator. O vapor gerado sairá por canos, até onde ficam localizadas as turbinas e o gerador elétrico. O v por d’águ pode girar as pás das turbinas a uma velocidade de 1800rpm. Depois que o vapor executar sua função, ele segue para o condensador, onde vai virar água novamente e retornar ao vaporizador. Este é o chamado circuito secundário. Para que o condensador transforme o vapor do circuito secundário em água, é necessário que ele seja abastecido de água fria. Essa água fria pode vir de rios e lagos próximos. Ao passar pelo condensador, esta água fica quente, necessitando ser resfriada nas torres de resfriamento (a maior parte de uma usina nuclear). Este é o circuito terciário (ou sistema de água de refrigeração).

Fenômenos Radioativos Parte I

23

Questões de Segurança
Questões de Segurança
Questões de Segurança Uma usina nuclear é munido de vários sistemas de segurança que entram em

Uma usina nuclear é munido de vários sistemas de segurança que entram em ação automaticamente em casos de emergência. O principal deles é o sistema que neutraliza a fissão nuclear dentro do reator. São centenas de barras, feitas de materiais não fissionáveis (isto é, mesmo absorvendo nêutrons livres, não se dividem), como boro e cádmio, que são injetadas no meio reacionário. O reator fica envolvido por uma cápsula de 3 cm de espessura, feita de aço. O edifício é protegido com paredes de 70 cm, feitas de concreto e estrutura de ferro e aço, e podem aguentar ataques terroristas (mísseis e aviões, por exemplo). Existem também órgãos internacionais, que vistoriam periodicamente as usinas nucleares, em busca de irregularidades, falhas, etc.

Vantagens
Vantagens

As principais vantagens da energia nuclear são: o combustível é barato e pouco (em comparação com outras fontes de energia), é independente de condições ambientais/climáticas (não depende do sol, como usinas solares, ou da vazão de um rio, no caso das hidroelétricas), a poluição gerada (diretamente) é quase inexistente. Não ocupa grandes áreas. A quantidade de lixo produzido é bem reduzida. O custo da energia gerada fica em torno de 40 dólares por MW, de forma que a energia nuclear é mais cara que a energia das hidroelétricas, porém mais barata que a energia das termoelétricas, usinas solares, eólica, etc.

Desvantagens
Desvantagens

Alto custo de construção, em razão da tecnologia e segurança empregadas; Mesmo com todos os sistemas de segurança, há sempre o risco de o reator vazar ou explodir, liberando radioatividade na atmosfera e nas terras próximas, num raio de quilômetros. Não existem soluções eficientes para tratamento do lixo radioativo, que atualmente é depositado em desertos, fundo de oceanos ou dentro de montanhas (existem projetos para enviar o lixo para o Sol, o que poderia ser a solução definitiva). A fissão nuclear resulta na produção de outros elementos químicos, como plutônio. Este é usado na produção de bombas atômicas. Por isso, órgãos controladores internacionais (e americanos), tentam impedir que certos países (atualmente, o Iraque e Coréia do Norte), dominem a tecnologia nuclear.

Lixo Radioativo
Lixo Radioativo

Os principais componentes que compõem o lixo radioativo produzido nas usinas nucleares são os produtos da fissão nuclear que ocorre no reator. Após anos de uso de certa quantidade de Urânio, o combustível inicial vai se transformando em outros produtos químicos, como criptônio, bário, césio, etc, que não tem utilidade na usina. Ferramentas, roupas, sapatilhas, luvas e tudo o que esteve em contato direto com esses produtos, é classificado como lixo radioativo.

Nos Estados Unidos, os restos são colocados em tambores lacrados, e enterrados bem fundo em desertos. O custo para armazenar os tambores são tão grandes quanto a manutenção da usina. Existem projetos para levar o lixo radioativo em cápsulas em direção ao sol, o que poderia ser uma solução definitiva para o problema, já que por 100.000 anos a radiação estará sendo emitida por esses materiais, porém é muito cara e também perigosa, uma vez que há o risco de uma das cápsulas que armazenam o lixo explodir na atmosfera da Terra. Os reatores desativados também são incluídos nessa classificação. Nenhum reator nuclear usado foi aberto no mundo todo. Geralmente são cobertos de concreto e levados para outro lugar. Para os ambientalistas, o destino do lixo radioativo é o principal motivo de eles serem contra a energia nuclear, já que ainda não se tem uma solução definitiva, e pouco se sabe das consequências da radiação para o meio ambiente.

sabe das consequências da radiação para o meio ambiente. Comentários Teóricos Adicionais 2 4 Fenômenos

Comentários Teóricos Adicionais

da radiação para o meio ambiente. Comentários Teóricos Adicionais 2 4 Fenômenos Radioativos – Parte I

24

Fenômenos Radioativos Parte I

Texto para as questões 01 e 02 Testes de Vestibulares O hexafluoreto de urânio é

Texto para as questões 01 e 02

Texto para as questões 01 e 02 Testes de Vestibulares O hexafluoreto de urânio é um

Testes de

Vestibulares

Texto para as questões 01 e 02 Testes de Vestibulares O hexafluoreto de urânio é um

O hexafluoreto de urânio é um sólido cristalino branco, à temperatura ambiente. Como todos os hexafluoretos (exceto o hexafluoreto de xenônio), ele possui estrutura octaédrica, com fortes ligações covalentes dentro da molécula, mas com forças fracas de Van der Waals entre moléculas vizinhas. Essa substância é extremamente volátil, e uma das suas principais aplicações está no uso desse gás para o enriquecimento de urânio, ou seja, para o aumento da concentração de átomos do U235 num dado material. No Brasil, o urânio é enriquecido por um método, que consiste em girar um cilindro com hexafluoreto de urânio a altas velocidades (2500 3333 voltas por segundo). Nessas condições, as moléculas de hexafluoreto de urânio com U– , um pouco m is pes d s, cumu m‐se n periferi do ci indro, enqu nto as moléculas de hexafluoreto de urânio com U– , um pouco m is eves, cumu m‐se n região centr do ci indro.

Disponível em: http://qnint.sbq.org.br/qni. Adaptado.

01

(UPE SSA 1º Ano/2013) De acordo com o texto, o método utilizado para o enriquecimento de urânio no Brasil utiliza um tipo de

a)

centrifugação.

b) decantação.

c) filtração.

d) evaporação.

e) gaseificação.

02

(UPE SSA 1º Ano/2013) A partir das informações contidas no texto, é CORRETO afirmar que

a

) o processo de enriquecimento de urânio no Brasil se baseia na reatividade do UF 6 .

b)

o uso do UF 6 no enriquecimento de urânio está associado aos seus baixos pontos de ebulição e de fusão.

c)

o U238 e o U235 possuem o mesmo número de nêutrons, característica que lhes permite esse tipo de separação.

d)

o U238 e o U235 não poderiam ser separados nesse processo de enriquecimento do urânio, se eles fossem isótopos.

e)

o UF 6 é um sólido cristalino iônico e pouco radioativo, por isso ele auxilia no aumento da concentração de átomos do U235 num dado material.

03

(EnemMEC/2003) músic “ ye, bye, r si ”, de hico Buarque de Holanda e Roberto Menescal, os versos “puser m um usin no m r t vez fique ruim pr pesc r” poderiam estar se referindo à usina nuclear de Angra dos Reis, no litoral do Estado do Rio de Janeiro. No caso de tratar-se dessa usina, em funcionamento normal, dificuldades para a pesca nas proximidades poderiam ser causadas pelo quê?

a) Pelo aquecimento das águas, utilizadas pela refrigeração da usina, que alteraria a fauna marinha.

b) Pela oxidação de equipamentos pesados e por detonações, que espantariam os peixes.

 

c) Pelos rejeitos radioativos lançados continuamente no mar, que provocariam a morte dos peixes.

d) Pela contaminação por metais pesados dos processos de enriquecimento do urânio.

 

e) Pelo vazamento de lixo atômico colocado em tonéis e lançado ao mar nas vizinhanças da usina.

03

(ENEN/2006) Para se obter 1,5 kg do dióxido de urânio puro, matéria-prima para a produção de combustível nuclear,

necessário extrair-se e tratar-se 1,0 tonelada de minério. Assim, o rendimento (dado em % em massa) do tratamento do minério ate chegar ao dióxido de urânio puro é de

é

a)

0,10%.

b) 0,15%.

c) 0,20%.

d) 1,5%.

e) 2,0%.

04

(UFPE 1 a fase/2004) A fissão nuclear é um processo pelo qual núcleos atômicos:

a) de elementos mais leves são convertidos a núcleos atômicos de elementos mais pesados.

b) emitem radiação beta e estabilizam.

c) de elementos mais pesados são convertidos a núcleos atômicos de elementos mais leves.

d) absorvem radiação gama e passam a emitir partículas alfa.

e) absorvem nêutrons e têm sua massa atômica aumentada em uma unidade.

Fenômenos Radioativos Parte I

25

05
05
05 – (Enem – MEC/2002) O diagrama mostra a utilização das diferentes fontes de energia no

(EnemMEC/2002) O diagrama mostra a utilização das diferentes fontes de energia no cenário mundial. Embora aproximadamente um terço de toda a energia primária seja orientada à produção de eletricidade, apenas 10% do total são obtidos em forma de energia útil.

A pouca eficiência no processo de produção de eletricidade se deve, sobretudo, a quê?

a) Ao fato de as usinas nucleares utilizarem processos de aquecimento,

nos quais as temperaturas atingem milhões de graus Celsius, favorecendo perdas por fissão nuclear. b) Ao fato de as usinas termelétricas utilizarem processos de aquecimento

a baixas temperaturas, apenas da ordem de centenas de graus Celsius, o que impede a queima total dos combustíveis fósseis.

c) Ao fato de as usinas hidrelétricas terem o aproveitamento energético baixo, uma vez que parte da água em queda não atinge as pás das turbinas que acionam os geradores elétricos.

d) Ao fato de as usinas nucleares e termelétricas utilizarem processos de transformação de calor em trabalho útil, no qual as perdas de calor são sempre bastante elevadas.

e) Ao fato de as usinas termelétricas e hidrelétricas serem capazes de utilizar diretamente o calor obtido do combustível para aquecer a água, sem perda para o meio.

06 (UPE SSA 3º ano/2011 - Biologia) O nível de substâncias radioativas registrou forte alta no mar a 15 quilômetros da área da central nuclear de Fukushima, afetada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, informou a operadora da usina, Tokyo Electric Power Company (Tepco). Amostras coletadas apresentaram um resultado 600 vezes superior ao nível máximo que havia sido encontrado até agora no entorno da usina. A empresa diz que é difícil avaliar os resultados das amostras, porque não existem limites legais quanto à presença dessas substâncias no oceano. Também não soube informar se os padrões atuais são considerados perigosos e disse que ainda avalia o impacto desses níveis na vida marinha.

Trecho adaptado da Revista Veja on line http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/nivel-de-radioatividade- aumenta-no-mar-nasproximidades- de-fukushima

Sobre isso, analise as afirmativas a seguir:

I. A energia nuclear é utilizada como alternativa energética em vários países, inclusive no Brasil, e tem como um de seus aspectos positivos o lixo nuclear, resultado do processo de geração de energia das usinas que é acumulado, de forma eficiente, em todo o mundo.

II. A contaminação do ar e dos oceanos é motivo de preocupação, pois a radiação pode ser causa de mutações genéticas nos seres expostos, mas, apenas, na geração já existente, sem qualquer efeito teratogênico nas futuras gerações.

III. Energias limpas, como eólica ou solar, têm sido uma alternativa utilizada no mundo, em particular, em áreas que favoreçam sua utilização, como regiões de alta incidência solar, a exemplo da região do nordeste brasileiro.

Somente está CORRETO o que se afirma em

a) I. b) I I. c) I II. d) I e II. e) II e
a) I.
b) I I.
c) I II.
d)
I e II.
e)
II e III.
Comentários sobre as resoluções das questões:

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Fenômenos Radioativos Parte I

07
07
07 – (Enem – MEC/2007) Um poeta habitante da cidade de Poços de Caldas – MG

(EnemMEC/2007) Um poeta habitante da cidade de Poços de Caldas MG assim externou o que estava acontecendo em sua cidade:

Hoje, o planalto de Poços de Caldas não serve mais. Minério acabou. Só m nch , “nunc em is”.

s estão “t

p ndo os bur

cos”, tr

zendo p r

cá “ ort ” 1 , aquele lixo do vizinho que você não gostaria de ver jogado no quintal da sua casa.

1 Torta II lixo radioativo de aspecto pastoso.

Sentimentos mil: do povo, do poeta e do Brasil. Hugo Pontes. In: M.E.M. Helene. A radioatividade e o lixo nuclear. São Paulo: Scipione, 2002, p. 4.

indign ção que o poet

express

no verso “Sentimentos mi : do povo, do poet

e do

r

si ” está re

cion d

com

a)

a

extinção do minério decorrente das medidas adotadas pela metrópole portuguesa para explorar as riquezas

minerais, especialmente em Minas Gerais.

b)

a

decisão tomada pelo governo brasileiro de receber o lixo tóxico oriundo de países do Cone Sul, o que caracteriza

o

chamado comércio internacional do lixo.

c)

atitude de moradores que residem em casas próximas umas das outras, quando um deles joga lixo no quintal do vizinho.

a

d)

as chamadas operações tapa-buracos, desencadeadas com o objetivo de resolver problemas de manutenção das

e)

estradas que ligam as cidades mineiras. os problemas ambientais que podem ser causados quando se escolhe um local para enterrar ou depositar lixo tóxico.

08 (ENEN/2006) O funcionamento de uma usina nucleoelétrica típica baseia-se na liberação de energia resultante da divisão do núcleo de urânio em núcleos de menor massa, processo conhecido como fissão nuclear. Nesse processo, utiliza-se uma mistura de diferentes átomos de urânio, de forma a proporcionar uma concentração de apenas 4% de material físsil. Em bombas atômicas, são utilizadas concentrações acima de 20% de urânio físsil, cuja obtenção e trabalhosa, pois, na natureza, predomina o urânio não-físsil. Em grande parte do armamento nuclear hoje existente, utiliza-se, então, como alternativa, o plutônio, material físsil produzido por reações nucleares no interior do reator das usinas nucleoelétricas. Considerando-se essas informações, e correto afirmar que

a) disponibilidade do urânio na natureza esta ameaçada devido a sua utilização em armas nucleares.

b) proibição de se instalarem novas usinas nucleoelétricas não causará impacto na oferta mundial de energia.

c) existência de usinas nucleoelétricas possibilita que um de seus subprodutos seja utilizado como material bélico.

d) obtenção de grandes concentrações de urânio físsil e viabilizada em usinas nucleoéletricas.

e) baixa concentração de urânio físsil em usinas nucleoelétricas impossibilita o desenvolvimento energético.

a

a

a

a

a

09 (ENEN/2005) Um problema ainda não resolvido da geração nuclear de eletricidade é a destinação dos rejeitos

r di tivos, o ch