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Professora: Flávia Rita

Disciplina: Oficina de Redação


Assunto: Texto referência - Dados do IBGE
Histórico Brasil
BRASIL - Maior país da América do Sul, com vasta área de litoral banhada pelo Atlântico. Tem fronteiras com
Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa, Colômbia, Peru, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. O topônimo
Brasil tem sua origem muito discutida, embora boa parte das explicações se refiram ao pau-brasil daqui extraído. Para
alguns filólogos, vem do tupi ibira-ciri, "pau eriçado". Os europeus, ao ouvirem este nome dado pelos indígenas à madeira
de coloração avermelhada, chamaram-na de "Brasil".
As extensas porções de terras, que hoje constituem o país, foram habitadas por tribos que pertenciam ao
tronco tupi-guarani, caribe e arawak. Para todos os efeitos, a frota chefiada pelo fidalgo português Pedro Álvares de
Gouveia (ele só adquiriria o sobrenome Cabral com o falecimento de seu irmão primogênito, João Fernandes, em 1515) foi
oficialmente a primeira a chegar às terras que hoje fazem parte do Brasil. Sabe-se, no entanto, que outros europeus aqui
aportaram antes de Pedro Álvares, mas não puderam tomar posse, nem sequer anunciar a descoberta por conta do
Tratado de Tordesilhas.
A colonização do país se inicia com Martim Afonso de Souza em 1532. Antes disso, as novas terras só
serviam à Coroa como entreposto na linha comercial Lisboa-Índia e para extração de pau-brasil.
Em 1540, Portugal resolve terceirizar a colonização do Brasil, repartindo as terras em capitanias hereditárias
a serem entregues a fidalgos que deveriam explorá-las e fazê-las se desenvolver. O modelo não alcança os resultados
necessários, mesmo com a presença de representantes da Coroa, os governadores-gerais. Das capitanias, somente São
Vicente e Pernambuco conseguem bons resultados econômicos, especialmente a segunda, que desenvolve latifúndios de
cana-de-açúcar produtivos.
A França e, posteriormente, a Holanda resolvem tirar um quinhão das novas terras descobertas ao sul do
Equador. Franceses tentam estabelecer colonização no Rio de Janeiro e no Maranhão. Holandeses tentam incursões na
Bahia e em Pernambuco, onde conseguem se assentar por algum tempo. Os portugueses conseguem expulsar os
estrangeiros invasores, retomando as possessões que estavam sob o seu domínio.
Ao longo dos Séculos XVII e XVIII, expedições chamadas Entradas e Bandeiras vão expandindo para oeste
as terras da Colônia, conquistando espaços que estavam na parte espanhola do Tratado de Tordesilhas.
Foi estabelecido um fluxo de mão-de-obra escrava inicialmente índigena e, como não deu certo,
posteriormente negra africana para as plantações brasileiras e para a procura e extração de metais preciosos.
No Século XVIII, já havia um razoável núcleo urbano em várias regiões do Brasil, a ponto de fazer germinar
idéias separatistas, como ocorreu em Vila Rica, com a Conjuração Mineira, prontamente rechaçada pelo governo
português.
No início do Século XIX, um fato seria determinante para o futuro da colônia. Napoleão invade Portugal, no
seu esforço de estrangular comercialmente a Inglaterra e isso acarreta na fuga da Família Real portuguesa, incluindo a
Rainha Maria I, e seu filho, o Príncipe Regente D. João, que governava Portugal desde 1792, por conta dos problemas
mentais de sua mãe.
Eles chegam a Salvador, em 1807, e de lá seguem para a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde se
estabelecem a partir de 1808. Aqui, D. João abre os portos brasileiros às nações amigas, eleva o Brasil à condição de
Reino Unido e cria uma infra-estrutura básica na colônia. Com isso, o porto do Rio de Janeiro, que era o mais importante
do país, se expande, dinamizando a economia, atraindo mais pessoas para a Corte.
Aqui, a rainha D. Maria I, dita, a Louca, morre em 1816, e D. João é aclamado como novo rei de Portugal e
Brasil, embora tendo que retornar à Lisboa em 1821. As cortes portuguesas querem fazer o Brasil voltar à condição de
colônia, com monopólio comercial, o que não interessava mais aos brasileiros. Em 1822, Portugal pressiona o príncipe
regente D. Pedro e ele, insuflado por José Bonifácio, pela princesa Leopoldina e por outras pessoas de influência na Corte,
resolve declarar o Brasil independente de Portugal. Isso se deu em 7 de setembro de 1822, na província de São Paulo, às
margens do riacho Ipiranga.
O Brasil independente se transforma em um império, com D. Pedro I assumindo a chefia do governo. A
primeira constituição foi outorgada em 1824, e a fase do Primeiro Reinado transcorre em meio a muitas crises políticas. Em
1831, o imperador Pedro I abdica em prol de seu filho e segue para Portugal. A década de 30 foi das mais agitadas na vida
política brasileira. O país passa a ser governado por regentes provisórios, até que o infante D. Pedro adquira idade para
assumir o trono. Em 1840, antecipam a maioridade do príncipe e ele assume como imperador Pedro II.

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Por quase 50 anos ele governaria o país, consolidaria a unidade nacional brasileira - um grande feito, por
sinal - e, mesmo enfrentando crises políticas e revoltas civis nas províncias, manteria o país coeso e com um produto
agrícola de forte penetração internacional: o café. A lavoura cafeeira, ao tempo do Império, era totalmente assentada na
mão-de-obra escrava negra. Enormes latifúndios cafeeiros davam sustentação econômica ao país.
Em 1865, o Brasil, unido à Argentina e ao Uruguai, declara guerra ao Paraguai e é vencedor do conflito em
1870. A partir dessa década, começam a surgir as primeiras leis que levariam à abolição do cativeiro: .em 1871, com a
chamada primeira Lei Áurea, conhecida como Lei do Ventre Livre, que libertava todos os filhos de escravos; em 1885, com
a Lei Saraiva-Cotegipe, ou dos Sexagenários, que libertava escravos com mais de 60 anos; finalmente, com a definitiva Lei
áurea, de 13 de maio de 1888, que extinguia a escravidão no país.
No ano seguinte, a monarquia chegava ao fim, com o golpe militar que proclamou a República. Começou o
ciclo de presidentes, a partir do proclamador Deodoro da Fonseca. Esse período, que passaria à História como a Velha
República, se caracterizou por várias crises políticas. Somente um presidente, Campos Sales, não decretou estado de sítio
em seu governo. Em 1930, uma revolta chefiada por Getúlio Vargas toma o poder e mantém o seu líder por 15 anos na
chefia do governo. Após a II Guerra, ventos liberalizantes chegam ao Brasil e destituem Vargas. Dutra é eleito, mas Getúlio
retorna pelas urnas à presidência e de lá só sai morto, após suicidar-se em meio a uma grave crise política, em agosto de
1954. Dez anos depois, ocorre uma nova crise, culminando com o golpe militar em 1o de abril de 1964, que mergulhou o
Brasil em um período de ditadura até 1985. Com a redemocratização, uma nova Constituição foi votada pelo Congresso em
1988. Atualmente, o Brasil é governado pela presidenta Dilma Vana Rousseff.

Panorama Atual

Rio de Janeiro e Brasília - A população estimada do Brasil é 201.032.714 habitantes, pelos dados mais
recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano. De acordo com o
levantamento, há 7.085.828 habitantes a mais do que o registrado em julho de 2012. Os dados foram publicados hoje (29)
no Diário Oficial da União.
São Paulo é o estado mais populoso com 43,6 milhões de habitantes, seguido por Minas Gerais com 20,5
milhões de residentes e Rio de Janeiro com 16,3 milhões de pessoas que declaram moradoras da região.
A Bahia registra 15 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul 11,1 milhões e o Paraná, 10,9 milhões de
residentes. Em seguida aparecem Pernambuco com 9,21 milhões de habitantes, Ceará com 8,78 milhões, Pará com 7,97
milhões, Maranhão com 6,79 milhões, Santa Catarina com 6,63 milhões e Goiás com 6,43 milhões.
Com menos de 5 milhões de habitantes, estão Paraíba (3,91 milhões), Espírito Santo (3,84 milhões),
Amazonas (3,81 milhões), Rio Grande do Norte (3,37 milhões), Alagoas (3,3 milhões), Piauí (3,18 milhões), Mato
Grosso (3,18 milhões), Distrito Federal (2,79 milhões), Mato Grosso do Sul (2,59 milhões), Sergipe (2,19 milhões),
Rondônia (1,73 milhão) e Tocantins (1,48 milhão).
A Região Norte, tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes. Roraima é o menos populoso, com
488 mil habitantes. O Acre tem 776,5 mil habitantes e o Amapá, 735 mil.

Segundo o IBGE, o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,5% no
segundo trimestre ante o período anterior. Além disso, a taxa de investimento em percentual do PIB subiu de 17,9% no
segundo trimestre de 2012 para 18,6% no segundo trimestre deste ano.
Sobreira considerou o resultado bom, pois ficou acima do que alguns analistas esperavam. Para ele, a
manutenção dos investimentos, diferentemente das estimativas do início do ano - quando se esperava que a taxa se
mantivesse fraca - é um bom indicador. “No segundo trimestre, os investimentos vêm forte e aparentemente sinalizam
recuperação”, disse à Agência Brasil.
Para o professor, se a taxa de investimento for somada à perspectiva de realização dos “leilões chaves” de
infraestrutura, como em setores de aeroportos, portos e rodovias, a situação será ainda melhor para o país.
Outro dado importante, segundo ele, é que, se os investimentos estão fortes, a fase da acumulação de
estoques por parte do setor produtivo já passou. “Tudo indica que os empresários voltaram a investir, embora estejam
acumulando estoques, evidentemente. Deve estar havendo, assim, uma criação nova de capacidade produtiva”, destacou.

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O segundo aspecto destacado por Sobreira é o consumo das famílias, que vinha muito bem nos dois últimos
trimestres de 2012 e depois enfrentou uma queda no inicio do ano. Para o professor, tudo indica que o fator está
“ensaiando” uma recuperação. “Olhando um número tão agregado como esse, eu diria que pode estar havendo um
movimento de, com as famílias pagando as dívidas, elas voltarem, ainda que lentamente, a consumir”.
Rogério Sobreira entende que, se houver a combinação da recuperação dos gastos das famílias com os
investimentos, existe uma expectativa muito positiva em relação ao PIB deste ano. “Acho que muitos analistas que vinham
fazendo previsões até abaixo de 2% terão que rever as suas previsões”.

Ao longo dos últimos 50 anos, a população brasileira quase triplicou: passou de 70 milhões, em 1960, para
190,7 milhões, em 2010. O crescimento do número de idosos, no entanto, foi ainda maior. Em 1960, 3,3 milhões de
brasileiros tinham 60 anos ou mais e representavam 4,7% da população. Em 2000, 14,5 milhões, ou 8,5% dos brasileiros,
estavam nessa faixa etária. Na última década, o salto foi grande, e em 2010 a representação passou para 10,8% da
população (20,5 milhões).
A comparação feita pelo G1 se baseia nos censos demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) de 1960, de 2000 e de 2010.
O envelhecimento da população é uma tendência tão evidente que até mesmo os critérios do IBGE
mudaram. Em 1960, todas as pessoas com 70 anos ou mais eram colocadas na mesma categoria. Já nas pirâmides etárias
de 2000 e 2010, as faixas etárias foram separadas a partir dos 70 de cinco em cinco anos até os 100 (no gráfico abaixo, os
dados foram somados para que pudesse haver a comparação entre os três períodos).
"O Brasil ainda é um país com a maioria da população jovem, ainda temos elevado percentual de jovens no
mercado de trabalho, mas temos que nos preparar para o envelhecimento da população, principalmente em relação à
pressão sobre a Previdência. Entre as iniciativas válidas está a de apoiar a implementação de recursos com Previdência
complementar. Precisamos pensar e criar mecanismos que tornem o sistema mais sustentável", diz Bárbara Cobo,
pesquisadora de indicadores sociais do IBGE.
Ana Amélia Camarano, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), concorda. "O país está se
preparando para esse futuro, mas ainda há muito a ser feito", diz.
Recentemente, o Congresso aprovou um novo fundo complementar para o servidor público federal com o
objetivo de reduzir o déficit da Previdência. O projeto ainda precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Há
outro projeto em discussão no Congresso para mudar o fator previdenciário, instrumento que visa reduzir o valor do
benefício de quem se aposenta antes dos 65 anos, no caso de homens, ou 60, no caso das mulheres. Esse projeto pode
aumentar os gastos do governo e, por conta disso, uma proposta que extinguiu o fator foi vetada no governo do ex-
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Bárbara, a maioria da população idosa do país está concentrada próxima a áreas urbanas. "São
regiões com maior disponibilidade de serviços médicos qualificados e também uma rede social com atividades de lazer,
culturais e religiosas que permitem maior envolvimento dessa faixa etária na sociedade", diz.
Um dos indicadores da mudança na pirâmide etária é a queda da taxa de fecundidade, publicada na última
sexta-feira (27), entre outros dados do Censo Demográfico 2010. A queda tem feito com que o gráfico que separa os
habitantes por idade fique cada vez menos triangular. Censo após censo, ele fica mais volumoso na parte central, que
representa a população adulta, e começa a diminuir na base, onde ficam os mais novos.
O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa
etapa"
Bárbara Cobo, pesquisadora do IBGE
"O envelhecimento da população é uma tendência e grande parte dos países desenvolvidos já chegou nessa
etapa, decorrentes do maior desenvolvimento social e do aumento da expectativa de vida. Isso é fruto do avanço da
medicina, de melhorias nas condições de saneamento nas cidades, da diminuição da taxa de fecundidade, dentre outros
fatores", diz Bárbara Cobo, do IBGE.
Em 2010, cada brasileira tinha em média 1,9 filho. Foi a primeira vez que o número ficou abaixo do chamado
nível de reposição – 2,1 por mulher –, que garante a reposição das gerações. Em outras palavras, a manutenção dessa
tendência deve provocar a redução da população brasileira no futuro.

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O número caiu 20,1% ao longo da última década. Em 2000, cada mulher tinha em média 2,38 filhos. Há 50
anos, a taxa de fecundidade era de 6,3 filhos por mulher - mais que o triplo do que é hoje.
"Nos próximos 30, 40 anos, essa tendência de envelhecimento da população brasileira é praticamente
irreversível, a menos que a fecundidade volte a aumentar e a aumentar muito", acredita a pesquisadora Ana Amélia
Camarano, do Ipea. "Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas
idades avançadas também diminuiu", explica.
Isso ocorre porque a taxa de fecundidade caiu muito desde os anos 90 e a taxa de mortalidade nas idades
avançadas também diminuiu"
Ana Amélia Camarano, do Ipea
"Alguns países com aumento da população idosa começaram a criar políticas públicas de incentivo para as
mulheres terem mais filhos. O ideal, para repor a população do país, seria que cada mulher tivesse dois filhos", aponta
Bárbara.
Dados
Apesar do crescimento absoluto de mais de 20 milhões de pessoas entre 2000 e 2010, a quantidade de crianças diminuiu.
Em 2000, 32,9 milhões de brasileiros tinham menos de 10 anos; em 2010, o número caiu para 28,7 milhões.
Dentre as faixas etárias separadas pelo IBGE, a mais povoada em 2010 era a que fica entre os 20 e os 24
anos – 17,2 milhões (9%) de brasileiros têm essas idades. Em 2000, a maior concentração era na faixa etária
imediatamente abaixo – 17,9 milhões (10,6%) tinham entre 15 e 19 anos de idade. Há 50 anos, as crianças pequenas eram
a parcela mais significativa da população – 11,1 milhões (15,8%) tinham entre 0 e 4 anos.
Mães mais velhas
Com os novos padrões, mudam também os hábitos. Os dados divulgados na sexta-feira mostram que a tendência é que as
mulheres tenham filhos cada vez mais tarde. Em dez anos, aumentou o percentual de mulheres que se tornaram mães
depois dos 30 anos. Em 2000, elas representavam 27,6% do total; em 2010, já eram 31,3%.
Enquanto isso, houve queda entre as mais novas. Os grupos de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos de idade,
que tinham respectivamente 18,8% e 29,3% das mães em 2000, passaram a concentrar 17,7% e 27,0% do total em 2010

Para Bárbara Cobo, o fato de as mulheres deixarem para ter filhos mais velhas não tem relação direta com o aumento da
população idosa. "Não acho que a mulher pensa que, já que as pessoas estão vivendo mais, vou deixar para ter um filho
mais tarde. A tendência decorre do avanço da mulher no mercado de trabalho e da implementação dos métodos
anticoncepcionais desde a década de 70, que muitas vezes gera uma mudança de comportamento da mulher, que se
preocupa em consolidar uma carreira estável primeiro."
Mais de 45,6 milhões de brasileiros declararam ter alguma deficiência, segundo dados do Censo
Demográfico 2010, divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número
representa 23,9% da população do país. A deficiência visual foi a que mais apareceu entre as respostas dos entrevistados
e chegou a 35,7 milhões de pessoas. Pelo estudo, 18,8% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade para enxergar,
mesmo com óculos ou lentes de contato.
No recorte da pesquisa divulgado nesta sexta, o IBGE também analisou dados sobre imigração e
migração, nupcialidade, fecundidade e mortalidade infantil, educação, trabalho, rendimento, tipos de domicílios e
deslocamento.
O Censo Demográfico 2010 pesquisou as deficiências visual, auditiva, mental e motora e seus graus de
severidade, o que permitiu conhecer a parcela da população que é incluída nas políticas públicas específicas. A
metodologia considerou os graus de severidade de deficiências das pessoas que responderam “sim, grande dificuldade” ou
“sim, não consegue de modo algum”.
Entre as pessoas que declararam ter deficiência visual, mais de 6,5 milhões disseram ter a dificuldade de
forma severa e 6 milhões afirmaram que tinham dificuldade de enxergar. Mais de 506 mil informaram serem cegas.
A deficiência motora apareceu como a segunda mais relatada pela população: mais de 13,2 milhões de
pessoas afirmaram ter algum grau do problema, o que equivale a 7% dos brasileiros. A deficiência motora severa foi
declarada por mais de 4,4 milhões de pessoas. Destas, mais de 734,4 mil disseram não conseguir caminhar ou subir
escadas de modo algum e mais de 3,6 milhões informaram ter grande dificuldade de locomoção.
Cerca de 9,7 milhões declaram ter deficiência auditiva (5,1%). A deficiência auditiva severa foi declarada por
mais de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhão de pessoas têm grande dificuldade de ouvir.
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A deficiência mental ou intelectual foi declarada por mais de 2,6 milhões de brasileiros.

Em quase 140 anos de Censos no Brasil, muita coisa mudou no principal levantamento sobre a população do
país, a começar pelo próprio número de brasileiros, que passou de 10.112.061, em 1872, para 169.799.170, em 2000. Os
questionários, inicialmente impressos e respondidos em papel, hoje são eletrônicos, aplicados por meio de um computador
de mão e podem ainda ser respondidos pela internet.
Houve mudanças também no conteúdo das perguntas. Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) vai tratar, em 2010, de temas como etnias e línguas faladas em comunidades indígenas, arranjo familiar
de cônjuges do mesmo sexo e existência de telefone celular, motocicleta e acesso à internet nos domicílios. Já itens
considerados obsoletos, como a posse de videocassete, foram retirados do questionário. A divulgação dos dados
populacionais do Censo 2010 está prevista para segunda-feira (29).
“Muita coisa mudou, tanto em conteúdo quanto na agilidade para o levantamento de dados. O perfil do
questionário foi se transformando, refletindo a própria realidade do país. A principal característica do Censo, no entanto, se
manteve, que é relatar o número e a distribuição da população brasileira”, diz ao G1 o presidente do IBGE Eduardo Pereira
Nunes.

Brasil – Artigos importantes da Constituição da República/1988

A Constituição da República Federativa do Brasil foi promulgada em 05 de outubro de 1988.

Os artigos 1º a 4º apresentam os princípios fundamentais da República Federativa do Brasil

Artigo 1º: apresenta os fundamentos da República Federativa do Brasil, quais sejam:

I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.
Artigo 3º: apresenta os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;


II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas
de discriminação.

Artigo 4º: elenca os princípios pelos quais o A República Federativa do Brasil se rege nas suas relações
internacionais:

I - independência nacional;

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II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural
dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

Inserido no Título II da Carta Magna, “Dos Direitos e Garantias Fundamentais”, o artigo 5º traz um rol
exemplificativo dos “Direitos e Deveres Individuais e Coletivos” e os artigos 6º a 8º elencam os “Direitos Sociais”.
Os artigos 12 e 13 tratam da nacionalidade. Os artigos 14 a 16 dos direitos políticos.
O Capítulo VII trata da Administração Pública, a partir do artigo 37: A administração pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Esses são os principais artigos que qualquer cidadão brasileiro, especialmente um candidato a
servidor público, precisa dominar. Segue, juntamente com este material, uma cópia na íntegra da Constituição da
República.

Brasil – dados relevantes:

População

População
População total – 2012 199.242.462 habitantes
Homens – 2012 98.487.258 habitantes
Mulheres – 2012 100.755.204 habitantes
População residente em área urbana - 2012 84,90 %
População residente em área rural – 2012 15,10 %
Densidade demográfica – 2012 23 hab/Km2
Taxa média anual do crescimento da população 2010 – 2015 0,839 %
Taxa bruta de natalidade – 2010 15 por mil
Taxa bruta de mortalidade – 2010 6 por mil

Indicadores Sociais:

Indicadores Sociais
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Índice de desenvolvimento humano - 2012 0,730
Esperança de vida ao nascer - 2012 73,8 anos
População subnutrida 2010 - 2012 6,9 %
Calorias consumidas 2010 - 2012 3.230 Kcal/dia
População com acesso a água potável - 2010 98 %
População com acesso a rede sanitária - 2010 79 %
Taxa de alfabetização das pessoas de 15 anos ou mais de idade - 2010 90,0 %
Taxa bruta de matrículas para todos os níveis de ensino - 2011 87 %

Economia:

Economia
Total do PIB - 2011 2.476.651 milhões de US$
PIB per capita - 2011 12.594 US$
População de 15 anos ou mais de idade economicamente ativa - 2012 69,88 %
Mulheres de 15 anos ou mais de idade economicamente ativas - 2012 59,70 %
Gastos públicos com educação - 2009 5,7 % do PIB
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento 2008 - 2010 1,16 % do PIB
Gastos públicos com saúde - 2010 4,2 % do PIB
Entrada de turistas – 2010 5.161.000 turistas
Total da importação - 2009 127.647,33 milhões de US$
Total da exportação - 2009 152.994,74 milhões de US$

Redes

Redes
Linhas telefônicas - 2011 21,88 a cada 100 habitantes
Assinantes de telefonia celular - 2011 124,26 a cada 100 habitantes
Número de computadores pessoais - 2009 32,29 a cada 100 domicílios
Usuários com acesso a internet - 2011 45,00 a cada 100 habitantes

Meio Ambiente

Meio Ambiente
Áreas protegidas no total do território nacional - 2010 26,00 %
Áreas cultivadas - 2011 9,34 % da área total
Áreas de pastagens permanentes - 2011 23,17 % da área total
Produção de gás natural – 2011 16,70 bilhões de m³
Produção de petróleo - 2011 2.192,91 mil barris/dia

Objetivos do Milênio:

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Objetivos do Milênio: 1 - Erradicar a extrema pobreza e a fome

Meta 1: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar (PPC -
paridade do poder de compra, que elimina a diferença de preços entre os países) por dia.
Proporção da população que ganha menos de 1 dólar (PPC) por dia 6,1%
(2009)
Participação dos 20% mais pobres da população na renda ou no 3,0 %
consumo nacional (2007)
Meta 2: Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome.
Prevalência de crianças (com menos de 5 anos) abaixo do peso (2003) 4,6 %
Proporção da população abaixo do nível mínimo de calorias 6%
consumidas (população subnutrida) (2005)

Objetivos do Milênio 2: Universalizar a educação primária

Meta 1:Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino
básico
Taxa líquida de matrícula no ensino primário (2005) 95,6%
Proporção de alunos que iniciam o 1º ano e atingem o 5º ano (2004) 75,6%
Taxa de alfabetização na faixa etária de 25 a 24 anos (2010) 97,5%

Objetivos do Milênio 3: Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

Meta 1: Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino fundamental e médio, se possível até 2005, e em todos
os níveis do ensino até fins de 2015
Razão entre mulheres e homens no ensino básico (2005) 0,94
Razão entre mulheres e homens no ensino médio (2005) 1,10
Razão entre mulheres e homens no ensino superior (2005) 1,29
Razão entre mulheres e homens alfabetizados na faixa etária de 15 a 24 anos (2007) 1,02
Percentagem de mulheres assalariadas no setor não-agrícola (2007) 41,6%
Proporção de mulheres exercendo mandatos no parlamento nacional (2010) 8,8%

Objetivos do Milênio 4: Reduzir a mortalidade na infância

Meta 1: Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos
Taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos (2011) 15,6 a cada mil nascidos vivos
Taxa de mortalidade infantil (2011) 13,9 a cada mil nascidos vivos
Proporção de crianças de 1 ano vacinadas contra o sarampo (2011) 97%

Objetivos do Milênio 5: Melhorar a saúde materna

Meta1: Reduzir em 75%, entre 1990 e 2015, as taxas de mortalidade materna


Taxa de mortalidade materna (2008) 58 a cada 100.000 nascidos vivos
Proporção de partos assistidos por profissional de saúde qualificado (2006) 97%

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Objetivos do Milênio 6: Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças

Meta 1: Até 2015 ter detido e começado a reduzir a propagação do HIV/Aids


Homens e mulheres de 15 a 49 anos de idade que vivem com o HIV/Aids (2007) 0,6%
Meta 2: Até 2015 ter detido e começado a reduzir a incidência da malária e de outras doenças graves
Taxa de mortalidade associada à tuberculose (2008) 3,8 a cada 100.000 habitantes
Casos de tuberculose detectados e curados com tratamento intensivo (2007) 72%

Objetivos do Milênio 7: Garantir a sustentabilidade ambiental

Meta 1: Incorporar os princípios de desenvolvimento sustentável nas políticas públicas e programas nacionais e
inverter a perda de recursos ambientais
Proporção da superfície coberta por matas (2005) 57,2%
Proporção de áreas terrestres e marinhas protegidas (2009) 27,8 %
Emissões de dióxido de carbono per capita (2007) 1,9373 t/hab
Proporção da população que utiliza combustíveis sólidos (2007) 7%
Meta 2: Reduzir à metade, até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água
potável e a saneamento básico
Proporção da população urbana com acesso a uma fonte de água tratada (2008) 99%
Proporção da população rural com acesso a uma fonte de água tratada (2008) 84%
Proporção da população urbana com acesso a melhores condições de saneamento. (2008) 87%
Proporção da população rural com acesso a melhores condições de saneamento (2008) 37%
Meta 3: Até 2020, ter alcançado melhoria significativa na vida de pelo menos 100 milhões de habitantes de
bairros degradados
Proporção da população urbana vivendo em bairros degradados ou assentamentos precários 28%
(população sem acesso a posse segura de moradia). (2008)

Objetivos do Milênio 8: Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento

Meta 1: Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras,


previsível e não discriminatório
Meta 2: Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos Inclui: um regime isento de
direitos e não sujeito a quotas para as exportações dos países menos desenvolvidos; um programa reforçado
de redução da dívida dos países pobres muito endividados (PPME) e anulação da dívida bilateral oficial; e uma
ajuda pública para o desenvolvimento mais generosa aos países empenhados na luta contra a pobreza
Meta 3: Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares
em desenvolvimento (mediante o Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável dos Pequenos
Estados Insulares em Desenvolvimento e as conclusões da vigésima segunda sessão extraordinária da
Assembléia Geral)
Meta 4: Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais
e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo
Meta 5: Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que
os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo
Meta 6: Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a

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preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento
Meta 7: Em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em
especial das tecnologias de informação e de comunicações
Linhas telefônicas por 100 habitantes (2008) 21,43 a cada 100 mil habitantes
Assinaturas de telefones celulares por 100 habitantes (2008) 78,47 a cada 100 mil habitantes
Usuários de internet por 100 habitantes (2008) 37,52 a cada 100 mil habitantes

EUA

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Irlanda

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China

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REDAÇÃO Temas Filosóficos
1 .Evite parafrasear trechos dos textos de apoio
Parafrasear é escrever a mesma coisa, mas utilizando-se de outras palavras. Assim como copiar um trecho,
parafraseá-lo também é uma péssima saída. Confira um exemplo de paráfrase a seguir: Trecho original: "É preciso
que ocorram transformações urgentes no sistema de ensino do país". Paráfrase: "São necessárias mudanças
imediatas na educação brasileira".

2. Use seu repertório:


Os corretores da prova esperam que o aluno vá além dos textos de apoio, adicionando informações novas à
discussão. Por isso, além de reelaborar as ideias dos textos de apoio é fundamental que o candidato as associe à sua
própria realidade. Uma ideia nova, ainda que limitada, vale mais do que a repetição indiscriminada de outras ideias.

3. Informe-se o máximo possível


A única forma de ampliar o repertório e, assim, melhorar o desempenho na argumentação é buscar informações.

Filosofias de Vida
A cada etapa da vida do homem corresponde uma certa Filosofia. A criança apresenta-se como um realista, já que
está tão convicta da existência da peras e das maçãs como da sua. O adolescente, perturbado por paixões interiores,
tem que dar maior atenção a si mesmo, tem que se experimentar antes de experimentar as coisas, e transforma-se
portanto num idealista. O homem adulto, pelo contrário, tem todos os motivos para ser um céptico, já que é sempre
útil pôr em dúvida os meios que se escolhem para atingir os objectivos. Dito de outro modo, o adulto tem toda a
vantagem em manter a flexibilidade do entendimento, antes da acção e no decurso da acção, para não ter que se
arrepender posteriormente dos erros de escolha.

Quanto ao ancião, converter-se-á necessariamente ao misticismo, porque olha à sua volta e as mais das coisas lhe
parecem depender apenas do acaso: o irracional triunfa, o racional fracassa, a felicidade e a infelicidade andam a par
sem se perceber porquê. É assim e assim foi sempre, dirá ele, e esta última etapa da vida encontra a acalmia na
contemplação do que existe, do que existiu e do que virá a existir.
Johann Wolfgang von Goethe, in "Máximas e Reflexões"
A ânsia de uma orientação filosófica da vida nasce da obscuridade em que cada um se encontra, do desamparo
que sente quando, em carência de amor, fica o vazio, do esquecimento de si quando, devorado pelo afadigamento,
súbito acorda assustado e pergunta: que sou eu, que estou descurando, que deverei fazer? O auto-esquecimento é
fomentado pelo mundo da técnica.

Pautado pelo cronómetro, dividido em trabalhos absorventes ou esgotantes que cada vez menos satisfazem o
homem enquanto homem, leva-o ao extremo de se sentir peça imóvel e insubstituivel de um maquinismo de tal
modo que, liberto da engrenagem, nada é e não sabe o que há-de fazer de si. E, mal começa a tomar consciência,
logo esse colosso o arrasta novamente para a voragem do trabalho inane e da inane distracção das horas de
ócio. Porém, o pendor para o autoesquecimento é inerente à condição humana. O homem precisa de se arrancar a si
próprio para não se perder no mundo e em hábitos, em irreflectidas trivialidades e rotinas fixas. Filosofar é
decidirmo-nos a despertar em nós a origem, é reencontrarmo-nos e agir, ajudando-nos a nós próprios com todas as
forças.
Na verdade a existência é o que palpavelmente está em primeiro lugar: as tarefas materiais que nos submetem às
exigências do dia-a-dia. Não se satisfazer com elas, porém, e entender essa diluição nos fins como via para o auto-
esquecimento, e, portanto, como negligência e culpa, eis o anelo de uma vida filosoficamente orientada. E, além
disso, tomar a sério a experiência do convívio com os homens: a alegria e a ofensa, o êxito e o revés, a obscuridade e
a confusão. Orientar filosoficamente a vida não é esquecer, é assimilar, não é desviar-se, é recriar intimamente, não
é julgar tudo resolvido, é clarificar. São dois os seus caminhos: a meditação solitária por todos os meios de
consciencialização e a comunicação com o semelhante por todos os meios da recíproca compreensão, no convívio da
ação, do colóquio ou do silêncio.
Karl Jaspers, in 'Iniciação Filosófica'

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A filosofia tem de admitir que não é nela, mas sim na vida, que o homem deve encontrar as suas maiores
satisfações; não na biblioteca ou na cela monástica, mas na satisfação dos seus instintos mais antigos. A felicidade é
inconsciente; só nos bafeja quando somos naturais; se nos detemos a analisá-la, desaparece, porque não é natural
determo-nos a analisar uma coisa. Se o intelecto contribui para a felicidade não o faz como fonte primária, mas sim
como meio de coordenação, como instrumento harmonizador dos desejos. Neste sentido o intelecto pode ser um
precioso auxiliar; e de contrário de nada valeria realizarmos todos os nossos fins, porque os desejos cancelar-se-iam
uns aos outros, dando como resultado uma triste futilidade.
Will Durant, in "Filosofia da Vida"

Nunca será de mais insistir no carácter arbitrário da antiga oposição entre arte e a filosofia. Se quisermos
interpretá-la num sentido muito preciso, é certamente falsa. Se quisermos simplesmente significar que essas duas
disciplinas têm, cada uma delas, o seu clima particular, isso é verdade sem dúvida, mas muito vago. A única
argumentação aceitável residia na contradição levantada entre o filósofo fechado no meio do seu sistema e o artista
colocado diante da sua obra. Mas isto era válido para uma certa forma de arte e de filosofia, que aqui consideramos
secundária.

A ideia de uma arte separada do seu criador não está somente fora de moda. É falsa. Por oposição ao artista,
dizem-nos que nunca nenhum filósofo fez vários sistemas.
Mas isto é verdade, na própria medida em que nunca nenhum artista exprimiu mais de uma só coisa sob rostos
diferentes. A perfeição instantânea da arte, a necessidade da sua renovação, só é verdade por preconceito. Porque a
obra de arte também é uma construção, e todos sabem como os grandes criadores podem ser monótonos.

O artista, tal como o pensador, empenha-se e faz-se na sua obra. Essa osmose levanta o mais importante dos
problemas estéticos. Além disso, nada é mais vão que essas distinções, segundo os métodos e os objectos, para
quem se persuade da unidade de finalidade do espírito. Não há fronteiras entre as disciplinas que o homem se
propõe, para compreender e amar. Interpenetram-se e confunde-as a mesma angustia.
Albert Camus, in "O Mito de Sísifo"

Bem longe de se assustar ou mesmo de enrubescer com o nome de filósofo, não existe ninguém no mundo que
não devesse possuir fortes laivos de filosofia. Ela convém a todos; a sua prática é útil em todas as idades, para todos
os sexos e para todas as condições: ela consola-nos da felicidade do outro, das preferências indignas, dos fracassos,
do declínio das nossas forças ou da nossa beleza; arma-nos contra a pobreza, a velhice, a doença e a morte, contra os
tolos e os maus zombeteiros; faz-nos viver sem uma mulher ou faz-nos suportar aquela com quem vivemos!
Jean de La Bruyére, in 'Do Homem'

Os propósitos das Nações Unidas são:


Manter a paz e a segurança internacionais;
Desenvolver relações amistosas entre as nações;
Realizar a cooperação internacional para resolver os problemas mundiais de caráter econômico, social, cultural e
humanitário, promovendo o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais;
Ser um centro destinado a harmonizar a ação dos povos para a consecução esses objetivos comuns.

Os princípios que pautam as ações das Nações Unidas são:


A Organização se baseia no principio da igualdade soberana de todos seus membros; Todos os membros se
obrigam a cumprir de boa fé os compromissos da Carta; Todos deverão resolver suas controvérsias internacionais
por meios pacíficos, de modo que não sejam ameaçadas a paz, a segurança e a justiça internacionais;
Todos deverão abster-se em suas relações internacionais de recorrer à ameaça ou ao emprego da força contra
outros Estados; Todos deverão dar assistência às Nações Unidas em qualquer medida que a Organização tomar em
conformidade com os preceitos da Carta, abstendo-se de prestar auxílio a qualquer Estado contra o qual as Nações
Unidas agirem de modo preventivo ou coercitivo;

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Cabe às Nações Unidas fazer com que os Estados que não são membros da Organização ajam de acordo com
esses princípios em tudo quanto for necessário à manutenção da paz e da segurança internacionais; Nenhum
preceito da Carta autoriza as Nações Unidas a intervir em assuntos que são essencialmente da alçada nacional de
cada país.

A importância e a riqueza da arte vêm exatamente da sua capacidade de reunir todas as dimensões humanas - a
emotiva, a racional, a mística, a corporal. O tipo de experiência que a arte é capaz de proporcionar é único, e não
pode ser substituído por nenhuma outra área do conhecimento humano. Isso significa que sem a arte nosso
entendimento do mundo e também de nós mesmos fica, empobrecido. Conhecer e entender a arte produzida pelo
grupo cultural a que pertencemos é fundamental na construção da nossa identidade.

Por outro lado, o contato com a arte de outras culturas dá oportunidade de perceber o que temos de singular, e
também amplia nossa visão do mundo.
Portanto, a arte é também um meio de comunicação entre as pessoas e os povos. Por isso mesmo o componente
Arte-Educação faz parte do eixo Linguagem e Códigos.
Cada uma das modalidades da arte - a música, o teatro, a dança, a literatura, e as artes visuais - possui uma
linguagem própria. Quer dizer, cada uma destas linguagens proporciona um tipo de experiência única. Mas, dentro
de suas especificações, as várias linguagens da arte apresentam uma lógica comum.
A arte será sempre inspirada nas emoções e opiniões do artista assim como pelos acontecimentos mundiais e
nova tecnologia.

O futuro da arte depende do futuro da vida na terra e da criação do artista.


O professor pode proporcionar à criança, em termos de sua produção artística, uma orientação quanto ao uso e
emprego de materiais, bem como fornecer-lhe os instrumentos que se adequem às características de sua faixa
etária. A arte acompanha os acontecimentos do mundo de acordo com sua época.
Antes do surgimento da fotografia a arte era utilizada para representar o que se via. Com passar do tempo
adquiriu nuances pessoais, deixando de ser apenas uma representação para ser uma expressão do “artista”. É
possível encontrar talentos para as artes em todas as classes sociais, seja nos adultos, nos adolescentes e nas
crianças. Por meio das artes se resgatam as cidadanias, a interação social/familiar, a comunidade, a cultura de um
povo, ocorrendo mudanças significativas no comportamento das pessoas.

Num mundo que tem se tornado cada vez mais materialista e frequentemente nos torna passivos frente à
tecnologia, a busca pela arte é a alternativa para sair da rotina, para ir ao encontro da beleza e da fantasia, fazendo-
nos respirar de novo e repor nossas energias garantido-nos o bem estar e o equilíbrio físico e mental.

Antigamente as pessoas somente procuravam a arte para ter uma profissão e seguir uma carreira: ser artista.
Atualmente quem de nós já não ouviu alguém dizer: “Não sei o que faria se não fosse a pintura...” ou ”a música é
minha terapia”, ou ainda, “o teatro, a dança, mudaram minha vida...”

Pintura, teatro, escultura, escrever um poema, um livro, faz com que as pessoas expressem e extravasem as
emoções. Ao mesmo tempo se permitem utilizar seus recursos internos e suas habilidades para dar forma ao
material, seja argila, ferro, madeira, papel, um instrumento musical, uma peça teatral...

A atividade artística, seja qual for, abrange a habilidade em usar o cérebro para alterar, renovar, recombinar o
aspecto da vida, da experiência acumulada. Implica em sentir o mundo com vitalidade e fazer um novo uso do que se
percebeu. É expressar nossas vivências, nossos sonhos, conforme os sentidos e descobrir novas formas, segundo as
quais a sociedade pode ser construída.

A arte por si só é uma atividade regeneradora, um canal para um nível não verbal de percepção que leva ao
processo de individuação. Neste processo, somos forçados a nos confrontar com diversas facetas de nosso íntimo
que estão, muitas vezes, em conflitos com nossas ideias e comportamentos conscientes.

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A arte vem se tornando importante aliada na recuperação da saúde física e mental, tanto que a medicina e a
psicologia vêm utilizando-a como coadjuvantes nos tratamentos para aliviar sintomas de diversas doenças, para
superar a dificuldade de aprendizagem de crianças e adolescentes e controlar a hiperatividade. A arte solicita da
pessoa, introspecção reflexão, concentração, organização de ideias, pensamentos e forma hábitos de trabalho. A
pessoa se educa.
Do ponto de vista psicológico, descobriu-se que ao se dedicar a uma atividade criadora, artística, a pessoa
melhora sua autoestima, baixa seu nível de angústia, de estresse e de ansiedade, possibilitando lidar de forma mais
saudável e equilibrada com as dificuldades que se deparam no dia a dia. A ciência da psicologia recomenda: “a arte
faz bem para a saúde física e mental”.

A família é considerada a mais importante célula de todos os grupos sociais, pois é através dela que aprendemos
a perceber o mundo e a nos situarmos nele. É através da família que formamos nossa entidade social, a base do
processo da socialização.

Boa educação e exemplo dentro de casa garante uma base mais sólida e segura no contato com as adversidades
culturais e sociais, características do período de amadurecimento. A ausência familiar gera graves consequências na
formação, alimentando valores egocêntricos, que levam os mais jovens ao mundo do vício e das futilidades.

Desde o início do processo de industrialização, a sociedade vem passando por transformações que resultam em
uma postura cada vez mais individualista por parte da maioria da população jovem. Com o passar dos anos o
ingresso da mulher no mercado de trabalho se fez mais e mais necessário para a maioria das famílias, diminuindo
assim, o tempo disponível para a dedicação aos filhos daquela que, antes, só se dedicava quase que exclusivamente
à formação das crianças.

O educador Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente no
Brasil, declara que a partir do momento em que as crianças ficam soltas na comunidade e entregues às diversões
eletrônicas, há uma perda de referência em relação aos valores considerados importantes para o desenvolvimento
de uma base sólida. Porém, segundo ele, não basta apenas estar presente, é preciso saber educar de forma correta.
“O problema, a meu ver, não é o tempo que os pais passam com os filhos. O desafio está na qualidade dessa
convivência, que deve ser marcada por um forte componente de presença educativa”, diz Costa.

O educador ainda afirma que, no Brasil, a ausência dos pais na formação dos filhos é algo recorrente. “Existem
muitos educadores familiares que não são pais biológicos das crianças sob sua responsabilidade”, revela.

Em países de primeiro mundo como os Estados Unidos, há aqueles que argumentam que com a vida agitada com
uma jornada de trabalho exaustiva fica impossível acompanhar os filhos de perto em suas atividades diárias.
Importância do Direito na Sociedade
Quando se analisa a história das sociedades, verifica-se que o indivíduo não nasceu para viver de forma isolada,
faz-se necessário um conjunto de regras ou normas jurídicas que visam orientar e disciplinar estas condutas
humanas dentro da interferências subjetiva das sociedades, sob pena de causas desordem social e um Estado de
insegurança jurídica entre as pessoas.
A história nos mostra que o indivíduo embora possua a sua liberdade individual, ele deve compreender que o seu
direito termina onde começa o do outro, tal liberdade de forma descontrolada acabaria com o fim da própria
humanidade em face dos interesses pessoais e da feitura da justiça pelas próprias mãos, dai podemos destacar a
importância da vedação constitucional dos tribunais de exceção.

Observa-se que em qualquer estrutura da vida social há que se ter regras para que a sociedade possa viver em um
ambiente protegido pelo direito e pela segurança em sua liberdade de ir e vir, como já dizia o saudoso Justiniano,
que o direito tem a função primordial de dar a cada um o que é seu, não lesar a outrem, sendo assim, observa-se
que: em qualquer agrupamento humano há que se ter regras de condutas disciplinadoras das relações jurídicas quer
sejam estas regras impostas pelo direito, pela moral, pelos costumes, pelo trato social.
Embora em todas estas categorias, apenas o direito possui o direito de aplicar Sanções aos indivíduos que comete
alguma irregularidade, em face do principio da legalidade e do poder-dever conferido ao Estado-Juiz para se fazer
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valer seus comando mesmo sem a vontade do agente quando este infringe alguma norma estabelecida previamente
em algum ordenamento jurídico.

A pena ou sanção é aplicada em acordo com o fato típico cometido pelo agente. Por outro lado há que se
destacar aqui a importância da obra de Rousseau, que ao expor as suas ideias no livro o Contrato Social, influenciou
sobremaneira a ideia de solidariedade e a Revolução Francesa, acontecimento político que haveria de mudar os
rumos da Europa e de outros países nos séculos seguintes.

Quando Rousseau diz que a família é o primeiro modelo das sociedades políticas, onde o chefe é a imagem do pai,
o povo é a imagem dos filhos e todos, tendo nascido iguais e livres, não alienam a liberdade a não ser para sua
utilidade, toda diferença é que, na família, o amor do pai por seus filhos o compensa dos cuidados que estes lhe dão,
ao passo que no Estrado o prazer de comandar substitui o amor que o chefe não sente pelo seu povo.

Sendo assim, é importantíssimo destacar que quando Rousseau vai dizer que o individuo cede parte de sua
liberdade individual para que o Estado venha tutelar em prol da coletividade e dos interesses gerais, o direito se
destaca dentro dessa delegação conferida pelo povo, porque imaginemos se vivêssemos em um Estado de
desordem, fazendo justiça com as próprias mãos a sociedade seria aniquilada e teria o seu fim, e, mesmo com tantas
regras jurídicas e formas de modelos pronto a regular as diversas situações jurídicas que ocorrem quer sejam
gerados dos negócios jurídicos que criam, modificam, extinguem direitos, e tantas outras situações que o direito é
chamado constantemente a regular, ainda o legislador não conseguiu prevê todas as situações futuras e presente.
Isso porque a sociedade evolui diariamente e o direito as vezes não acompanha na mesma velocidade essas
mudanças, sem contar que ainda existem pessoas que desafiam o direito fazendo justiça pela próprias mãos, e neste
caso o direito tem que reprimir tal atitude em prol da segurança jurídica.

É óbvio que cada pessoa na medida de suas necessidades tenta encontrar o meio mais fácil de solucionar seus
problemas, mas, há que ressaltar que esses meios ilegais podem sim interferir e causar danos irreparáveis a outrem,
por isso, há que se ter um conjunto de regras disciplinadoras dessas relações jurídicas onde somente o direito é o
único detentor de regular e aplicar as devidas penalidades ao indivíduo que comete tal irregularidade.

Sendo assim, concluímos estas breves análises jurídicas que embora a justiça para alguns seja morosa, para
outros lenta até demais, esta ainda é a instituição que devemos acreditar e confiar, mesmo com tantos problemas,
até porque como já dizia Calmon de Passos, insigne processualista, aduzia que : _ a Justiça não é lenta o
procedimento deve ser demorado para que não se cometa injustiças, ou seja, busca- se averiguar o máximo antes de
se decidir a vida ou a história de alguém que precisa do Estado de uma decisão para o seu caso, é neste contexto
que observa-se que o direito é esta instituição tão respeitada que merece todo respeito da parte da sociedade que
terá sempre um caminho legal para se fazer valer e postular os seus direito ou interesses na maneira mais legal.

O Contrato Social é uma das obras mais interessantes que concretiza o ideal de segurança jurídica e de uma grau
de amadurecimento de uma sociedade racional e que busca viver em harmonia dentro da sociedade, contando com
o Estado como detentor de regular essas relações jurídicas conflituosas e criando normas de prevenção e segurança
jurídica.
O estudo do comportamento humano é essencial para a compreensão e intervenção política em uma sociedade
ávida pela busca de novos caminhos que contribuam para a solução dos inúmeros problemas que afligem o homem
contemporâneo.

A modernização da sociedade desde os primórdios do século XX tem deteriorado cada vez mais a qualidade de
vida humana, num processo gradual de individualização e consumo cujo alicerce está calcado no paradigma de
desenvolvimento que se move em direção a um ambiente de vida insustentável com a crescente exploração dos
recursos naturais existentes no planeta.
De acordo com recente pesquisa publicada por Wackernagel e colaboradores (apud VLEK, 2003, p.5), a demanda
humana já pode ter excedido a capacidade regenerativa da biosfera desde a década de 80 no que se refere à área da
terra biologicamente reprodutiva e a água necessária para produzir os recursos consumidos, assim como, assimilação
dos resíduos gerados.
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Para Vlek (2003), o conflito entre a individualidade e o coletivo, resultante dos efeitos negativos da globalização e
de um crescimento econômico irracional, tem levado a sociedade atual a mover-se cada vez mais em direção a uma
qualidade de vida insustentável para todos os indivíduos.
Para esse autor, na sociedade industrial moderna, a maioria das pessoas em todas as partes do mundo, a despeito
de todo o conforto existente, ainda passa por grandes dificuldades, consequência de um comércio injusto, ausência
de governo democrático e climas pouco favoráveis, tornando, em suas palavras, “qualquer grande projeto para a
sustentabilidade bem difícil de preparar, organizar e realizar” (p.5).
Ainda segundo esse autor, o comportamento do homem moderno é caracterizado pelo desejo dos indivíduos em
“evitar esforço, impressionar os outros e/ou confirmar a sua própria autonomia” (VLEK, 2003, p.5-6). Uma alteração
dos impactos coletivos nocivos para a sociedade requer mudanças de padrões de comportamento com esforços
integrados de seus diferentes setores. À medida que aumentam a produção material e os padrões de consumo,
aumentam também os riscos coletivos colocando a sustentabilidade numa frágil posição.

Rivlin (2003) chama atenção para a necessidade de um ambiente de sobrevivência provocado por novas
tecnologias, incremento da decadência urbana, desastres naturais e causados pelo homem, mudanças ecológicas
profundas e aumento e crescimento populacional. Tudo isso impõe ao homem desafios crescentes ao longo dos
últimos anos, cujo enfrentamento requer uma perspectiva interdisciplinar considerandose a indissociabilidade das
questões culturais, econômicas e políticas sobre o meio ambiente e qualidade de vida.
Nas últimas três décadas do século XX, a discussão sobre o meio ambiente intensificou-se, ganhando posição de
destaque diante da crise social, com perda de confiança no desenvolvimento econômico e produzindo, segundo
Ribeiro e Brito (2003, p.18), “consequências destruidoras não somente para o meio ambiente, para a paisagem
natural, mas também para a esfera moral, a ordem social e a saúde humana”.
De acordo com esses autores, o discurso da sustentabilidade se contrapõe à Teoria do Desenvolvimento
tradicional tendo como perspectiva uma correção no rumo deste último. Contudo, a diversidade de conceitos e as
práticas decorrentes de variadas representações e valores tornam difícil a operacionalização de um desenvolvimento
sustentável transformando eficiência econômica, prudência ecológica e justiça social em frágeis conceitos.
Apesar de todos concordarem que os modelos de desenvolvimento e estilo de vida esgotaram-se, tornando-se
insustentáveis, não se adotaram ainda medidas eficazes para a transformação do quadro atual. O aumento da
produtividade e a maximização do lucro vêm sendo encarados como cerne da maioria dos males da sociedade.
Nesse aspecto, Ribeiro e Brito enfatizam que: Uma forma de se contribuir para o debate sobre desenvolvimento é
identificar as transformações que ocorrem no interior da modernidade, a qual não realizou as promessas de
progresso infinito, e entender a convivência com os riscos que, agora, não são somente os advindos do mundo
natural, mas principalmente aqueles humanamente criados, ou seja, o risco artificial que fugiu ao controle do
homem. (RIBEIRO E BRITO, 2003, p.9).
Para Alencastro et al (1986), há uma apropriação distinta dos bens de consumo coletivo pelas diferentes classes
sociais ocorrendo frequentemente conivência das administrações públicas com ocupações do solo urbano de modo
indiscriminado, sem planejamento, com vistas ao lucro, acarretando graves consequências à sustentabilidade das
cidades.
O desenvolvimento sem um projeto voltado para a sustentabilidade ampliada e progressiva aumenta a
degradação do meio ambiente, a pobreza e as desigualdades, comprometendo as gerações futuras. A produção de
bens de consumo e serviços provocou expressivas e rápidas transformações nos centros urbanos, cuja intensificação
do crescimento demográfico, com movimentos migratórios cada vez mais acentuados pela saída da população de
centros menores e do campo, ocasionou graves problemas, principalmente, no que se refere à habitação, circulação,
abastecimento e questões ambientais.
Desde então, esse processo vem ocorrendo num crescendo, evidenciando a necessidade de vários segmentos
sociais reavaliarem os conceitos de desenvolvimento e crescimento, tendo como foco a análise das consequências do
capital especulativo sobre a qualidade de vida das pessoas.
Backer (1995) refere-se aos modelos de gestão empresarial mal adaptados à aceitação da responsabilidade em
relação ao meio ambiente, atuando de forma defensiva, tendo como objetivo garantir a qualquer preço suas metas
lucrativas. Os modelos atuais de gestão urbana e dos setores empresariais demonstram serem incapazes de criar
estratégias tanto sob o ponto de vista da organização da função do meio ambiente quanto da sensibilização e
formação de valores decorrentes de uma análise profunda dos paradigmas atualmente existentes.

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A sustentabilidade então está inexoravelmente associada à redefinição de valores e padrões de desenvolvimento
capazes de frear o crescimento populacional e, consequentemente, o consumo pelo qual um planejamento
industrial, baseado em uma nova dimensão qualitativa de desenvolvimento, alie, de forma harmoniosa, processos
socioeconômicos, recursos naturais e a estabilização da população em patamares condizentes com a capacidade de
carga do planeta.
Crescimento significa ter mais gente sobrando, pouquíssimos recursos para cada um, o que evidencia, portanto, a
impossibilidade de crescimento e desenvolvimento concomitantes. Santos (2004) ressalta a importância de a
comunidade aprender sobre suas deficiências, identificando inovações, forças e recursos próprios para se alcançar a
sustentabilidade. Para ela, não existe uma lista de coisas a serem feitas, havendo, sim, uma série de atividades,
ferramentas e abordagens que podem ser utilizadas pelas autoridades locais e seus parceiros tendo em vista as
prioridades e circunstâncias existentes.
A sustentabilidade, ainda segundo essa autora, requer uso sustentável dos recursos, promoção do
desenvolvimento econômico sustentável, melhoria das condições de saúde e qualidade de vida da comunidade,
melhoria do acesso a serviços e no setor de trânsito e transporte, sustento e lazer, controle de qualidade do ar,
gestão da água e esgoto, gestão dos resíduos sólidos, planejamento do território, avanços nos setores de educação,
empregos, alimentação, planejamento familiar e dos processos migratórios.
Nesse aspecto, torna-se fundamental que cada indivíduo seja um agente gestor capaz de identificar sua
responsabilidade enquanto ser social membro da coletividade, com comprometimento e envolvimento pessoais e
que suas ações, em conjunto, provoquem impactos que extrapolem o “aqui- agora” e o espaço individual. Para todas
as metas que venham a ser definidas, há necessidade da elaboração de uma escala de valores em que cada um seja
capaz de exercer sua liberdade, utilizando os recursos ambientais existentes, convivendo em sociedade e pautando-
se nos limites que a convivência humana harmoniosa requer, com respeito ao espaço do outro e pessoal.
Tal constatação leva-nos à necessidade de discutir-se um novo modelo de pensar, requerendo, portanto, uma
abordagem sobre a construção dos valores e sua relação com o comportamento humano, assim como, processos
utilizados para sua transformação, os quais serão tratados nos tópicos a seguir. Comportamento humano e mudança
de valores A discussão sobre comportamento humano e mudança de valores passa, necessariamente, pela
correlação entre objetivos individuais, valores grupais e cultura.
Ballachey et al (1975, p.407), ao abordarem essa questão, indicam que, embora haja estreita relação entre
valores do grupo e objetivos individuais, existe, ao mesmo tempo, “lugar para grande desvio individual com relação
aos valores do grupo”, sendo o comportamento regulado por normas culturais. Para esses autores, tais normas são
regras ou padrões aceitos pelos membros de uma sociedade, especificando comportamentos apropriados ou
inadequados, com recompensa ou punição para ambos, em que costumes são apontados como normas de
importância vital para a sociedade.
Tais pesquisadores evidenciam o nível estatisticamente insignificante da correlação entre os objetivos individuais
e valores de grupos aos quais o indivíduo não pertence. Esse fato talvez explique a grande dificuldade de alteração
dos padrões de conduta e modos de pensar referentes à coletividade e bem-estar da população em geral, ou seja, os
inúmeros entraves em transitar da esfera particular para o geral, para o todo.
Papalia e Olds (2000), ao estudarem o comportamento e o desenvolvimento humanos, atentam para a
importância de se estudar cada indivíduo em um contexto múltiplo para compreensão dos impactos dos diversos
ambientes pelos quais circunda em sua estrutura pessoal. Desde a mais tenra idade, o ser humano é formado pelas
influências micro e macros sistêmicas que vão desde os relacionamentos cotidianos domiciliares, passando pelo
sistema educacional, laboral, social, padrões culturais abrangentes como crenças, ideologias e sistemas político-
econômicos.
Porém, embora as crenças e costumes dentro dos quais fomos criados exerçam grande influência sobre nossos
modos de pensar e agir, sabe-se que o fato de termos ciência sobre o que a sociedade espera que cada um de nós
faça não garante que nossa decisão será pautada nisso. O agir humano está intrinsecamente ligado a aspectos
motivacionais voltados para sua sobrevivência e qualidade de vida. O aspecto acima abordado é corroborado por
Pegoraro, ao frisar que: O agir humano é intrinsecamente diferente do agir de um animal...
O homem responde pelo que faz – este é um elemento constitutivo do ato ético. Portanto, o agir humano não é
um processo bioquímico ou mecânico; o homem não é um computador sofisticado e programado para se comportar
de determinado modo e para viver tanto tempo. Ele é um agente livre e responsável pelas suas ações: é um agente
moral. Sua ação é sempre motivada. (PEGORARO, 2002, p.25) Vlek (2003), ao discutir globalização e qualidade de
vida sustentável, enumera as razões que levam o indivíduo a agir de determinado modo.
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Segundo este autor, as pessoas não estão cientes de qualquer dano coletivo, não acham que o risco coletivo de
longo prazo seja suficientemente sério em relação aos inúmeros benefícios em curto prazo ou porque apesar de
saberem do risco coletivo acham que pouco pode ser feito a respeito, diante da falta de alternativas viáveis e/ou
falta de confiança na cooperação dos demais.
Mudança de comportamento requer alteração de valores, modificação de atividades diárias, alteração nos
padrões de consumo e na natureza e intensidade das interações sociais, com aceitação ou rejeição de políticas
inovadoras voltadas para o fortalecimento de um sistema sustentável de desenvolvimento.
Estudos voltados para o campo da competência e habilidade social consideram as diferentes dimensões que
envolvem a construção do comportamento humano como sendo a mesma erigida a partir do contexto família,
contexto escolar, grupo de amigos, meio ambiente e avanços tecnológicos, tendo estes últimos, principalmente
através dos meios de comunicação, papel relevante na formação e comportamento social dos indivíduos.
Sob essa perspectiva, programas de modificação comportamental passam necessariamente por uma
transformação do ambiente, com geração de alternativas que requerem a consideração das consequências dos
próprios atos, desenvolvimento do pensamento meio-fim, de causalidade social, promovendo a capacidade de
perceber que as próprias motivações e a dos outros têm continuidade com relação a fatos do passado e nos auxiliam
a compreender a situação presente e elaborar ações com vistas à qualidade de vida futura.
Dentre as estratégias gerais apontadas por Vlek (2003), para mudança de comportamento quanto aos dilemas
enfrentados pela globalização e sua influência na qualidade de vida sustentável, estão a regulamentação/execução
(promulgação de leis, regras, estabelecimento e execução de padrões e normas); estimulação econômico-financeira
(recompensas, multas, impostos, subsídios e obrigações); provimento de informação, educação e comunicação
(sobre geração de riscos, tipos e níveis de risco, intenções dos outros e estratégias de redução de risco);
modelamento social e suporte (demonstração de comportamento cooperativo, eficácia dos outros); mudança
organizacional (privatizar recursos, instituir lideranças); modificação de valores e moralidade (apelar à consciência,
incrementar “altruísmo” em relação aos outros e às gerações futuras); esperar para ver (“não faça nada, o cais guiará
o navio”).
As estratégias chamadas estruturais (regulamentação/execução, estimulação econômico-financeira e mudança
organizacional) são em geral, segundo Vlek: [...] mais eficazes, mas com frequência não estão disponíveis ou não são
de fácil implementação [...] uma nova estrutura física pode não ser eficaz porque as pessoas evitam ou começam a
utiliza-la em excesso.
Regulamentação legal também pode não funcionar porque as regras são desconhecidas ou porque sua execução
é percebida como violando os direitos civis adquiridos. Políticas envolvendo preços podem ter efeitos
inesperadamente fracos porque as pessoas não sentem o aumento de preço suficientemente impactante em suas
carteiras, ao passo que preços com tal impacto seriam politicamente inaceitáveis (VLEK, 2003, p.9).
Feitas essas considerações, o autor ressalta que o caminho mais adequado seria a utilização de várias estratégias
de mudança de comportamento, combinando as soluções estruturais com modificação de valores e moralidade,
assim como, modelamento social e preparação para autoregulação. A estratégia “esperar para ver” torna-se
obviamente inapropriada pelo fato das mudanças comportamentais serem muito pequenas e ocorrerem tarde
demais.
Verdugo e Pinheiro (1999), discutindo os impactos de estratégias punitivas na modificação do comportamento,
afirmam que o oferecimento aos sujeitos de retroalimentação contínua sobre consumo de energia elétrica, assim
como, multas de consumo excessivo de água, produziram diminuição no consumo. Porém, ainda que a punição sobre
comportamentos antiecológicos consiga algum resultado sob seu controle, a mesma não se mostra eficiente uma vez
que há uma dependência dos sujeitos de controles externos, tornando-se de pouca utilidade prática.
Além disso, um comportamento pró-ecológico dependente de um estímulo reforçador ou de uma consequência
comportamental torna-se frágil, propiciando facilmente o retorno aos antigos padrões de comportamento. Tendo
em vista os aspectos aqui abordados referentes às variáveis intervenientes na constituição do comportamento
humano e às estratégias possíveis para sua modificação no que diz respeito ao meio ambiente e sustentabilidade, a
discussão em torno de inovações do modelo de pensar da população que viabilize e torne realidade o
desenvolvimento sustentável, passa, necessariamente, por uma abordagem sistêmica, englobando pontos
importantes da ética e gestão ambiental.
Desse modo, serão feitas algumas considerações das quais não se pode prescindir. Modos de pensar, ética e
questão ambiental Deparamo-nos, hoje em dia, com uma nova ameaça à nossa sobrevivência. A proliferação de

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seres humanos, aliada aos subprodutos do crescimento econômico, é tão capaz de varrer do mapa a nossa sociedade
quanto foram as velhas ameaças - e não apenas a nossa sociedade, mas todas as outras.
Não se desenvolveu ainda nenhuma ética capaz de enfrentar essas ameaças. (SINGER, 1994, p.300). Essa
observação de Singer (1994) deixa clara a necessidade premente da sociedade contemporânea desenvolver uma
nova ética ambiental capaz de promover o estabelecimento de valores que levem, segundo ele, a comunidades
estáveis e duradouras. Para esse autor, porém, os princípios éticos mudam lentamente e a necessidade por uma
nova ética ambiental é imediata.
Esses novos parâmetros, com modificação dos valores atuais, considerariam virtuosos a existência de famílias
menores, a apreciação de lugares naturais não devastados pelos homens, a consideração dos interesses de todas as
criaturas sencientes, o aproveitamento e a reciclagem de recursos, a redução de padrões de consumo; e consideraria
duvidosas ações prejudiciais ao meio ambiente.
Uma nova ética ambiental passa, necessariamente, segundo Singer, por uma rejeição dos ideais de uma
sociedade materialista “na qual o sucesso é medido pelo número de bens de consumo que alguém é capaz de
acumular” (SINGER, 1994, p.302).
Esse novo modelo de pensar relaciona-se então à valorização de tudo que diz respeito à vida, colocando em
prática o respeito tanto às questões individuais quanto às coletivas, ampliando as fronteiras do “eu”, considerando
como boas ações que visem não só a preservação das espécies como também a compreensão de que isto está
atrelado à preservação dos sistemas ecológicos e preocupação com a biosfera.
Leroy (2001), ao tratar de ecologia, economia e ética como pressupostos do desenvolvimento sustentável, analisa
a crise pela qual passa esta última como decorrência de um mundo urbanizado e individualista, onde a noção de
próximo é sufocada pela “mão de ferro do mercado”. Sob esse prisma, a consolidação do capitalismo tornou o
indivíduo o centro da ética em detrimento do coletivo.
Para ele, o futuro encontra-se na reconciliação do coletivo com o individual, tendo como pré-requisito mudanças
no poder instituído capaz de romper com os padrões atuais de desenvolvimento. Backer (1995) refere-se aos
modelos de gestão urbana e dos setores empresariais que têm se mostrado incapazes de criar estratégias tanto sob
o ponto de vista da organização da função do meio ambiente, quanto da sensibilização e formação de valores
decorrentes de uma análise profunda dos paradigmas atualmente existentes.
O crescente aumento populacional e a expansão dos centros urbanos têm exigido cada vez mais ações no sentido
de se promover o desenvolvimento sustentável, com riscos do comprometimento da qualidade de vida de gerações
atuais e sobrevivência das futuras gerações.
Diante do aqui exposto, uma sociedade sustentável alicerçada no modelo proposto pela Agenda 21 é um desafio
que poderá ser vencido somente mediante um novo modelo de pensar eliciado a partir de um envolvimento e
comprometimento da sociedade como um todo, onde uma gestão democrática possa capacitar cada vez mais as
comunidades locais a assumirem, juntamente com as administrações, a responsabilidade quanto ao
desenvolvimento e à preservação do meio ambiente.
A definição de estratégias e ações que contribuam para um novo modelo deve ser fruto de um esforço conjunto
dos gestores em todas as instâncias e a população, buscando-se experiências que tenham contribuído para
transformações efetivas em relação à qualidade de vida.
Do mesmo modo, vale reforçar a observação de Vlek (2003) referente a estratégias de mudança de
comportamento quando aponta como caminho possível a utilização combinada de várias estratégias que envolvem
soluções estruturais, modificação de valores, modelação social e preparação para a auto-regulação.

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REFERÊNCIAS
Alencastro, L. U. de. A Produção e o Consumo: a cidade como espaço de segregação. In: Castro, A. E. (Org.).
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Backer, P. de. Gestão Ambiental: a administração verde. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995, 248p. Ballachey, E.L. et
all.
O Indivíduo na Sociedade -Um manual de Psicologia Social. Vol. II, São Paulo: Pioneira,1975, 656p. Bessa, K. C. F.O
e Soares, B. R. Considerações sobre a dinâmica demográfica da região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba.
Caminhos da Geografia, 3(6) 22-45, jun/2002. Costa, L. da S.
A gênese da evolução do urbanismo moderno e a produção da cidade. Caminhos da Geografia, 2(4) 37-54,
jun/2001. Leroy, J.P. Ecologia, economia e ética: pressupostos do desenvolvimento sustentável. Proposta, n. 91,
dez/fev., 2001. Papalia, D.E. e Olds, S.W.
Desenvolvimento Humano, 7a . ed., Porto Alegre: Artmed, 2000, 684p. Pegoraro, O A.
Ética e Bioética – Da subsistência à existência. Petrópolis: Vozes, 2002, 133p. Ribeiro, T.G. e Brito, D. C.
A modernização na era das incertezas: crise e desafios da teoria social. Ambiente e Sociedade, V. 5, n.2/v.6n.1,
Campinas, 2003. Rivlin, L.G.
Olhando o passado e o futuro: revendo pressupostos sobre a inter-relação pessoa-ambiente.Estudos de Psicologia
(Natal), v. 8, n.2, Natal, maio/ago., 2003. Santos, R.L.R.
Análise sobre a Agenda 21 Municipal. Disponível em: http://WWW.fea.unicamp.br. Acesso em: 26 março. 2004.
Singer, P. Ética Prática. São Paulo: Martins Fontes, 1994, 399p. Verdugo, C. V. e Pinheiro, Q. J. Condições para o
estudo do comportamento pró-ambiental.
Estudos de Psicologia (Natal), V.4, N.1, Natal, Jan./jun., 1999, p. 7-22. Vlek, C. Globalização, dilemas dos comuns e
qualidade de vida sustentável: do que precisamos, o que podemos fazer, o que podemos conseguir? Estudos de
Psicologia (Natal), V. 8, n. 2, Natal, maio/ago., 2003.

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Professora: Flávia Sarmento
Disciplina: Português
Assunto: Algumas Sugestão de Temas de Redação

1. Processo de redemocratização do Brasil 23. Crise da água: gerenciamento dos recursos


hídricos
2. Violência infantil
24. Regulamentação do trabalho doméstico
3. Educação online
25. Espionagem norte-americana
4. A postura diplomática do Brasil
26. Crise nos transportes
5. Analfabetos funcionais
27. Guerra das Coreias
6. Terceira idade
28. Manifestações pelo Brasil
7. Marco Civil da internet
29. Protestos políticos
8. Educação para todos
30. Nova classe média brasileira
9. Mobilidade Urbana
31. Ética na política
10. Reforma Política
32. Situação dos aquíferos brasileiros
11. Patriotismo
33. Mercosul
12. Os limites do humor nas redes sociais
34. Conferências da ONU sobre meio ambiente
13. Mobilizações populares no Brasil
35. Processos de nacionalização de hidrocarbonetos
14. Papel da mulher no século XXI em países latinos

15. Os "justiceiros": justiça feita com as próprias 36. Rios voadores e a devastação da Floresta
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16. Redes sociais e Direitos Humanos 37. Violência nas escolas

17. Campanhas de vacinação pelo Brasil 38. Participação política

18. Racismo na sociedade brasileira 39. Questão do desarmamento

19. O Brasil diante dos estrangeiros 40. Desigualdade social

20. Intolerância no mundo contemporâneo 41. Comportamento jovem nas mídias sociais

21. Inclusão social 42. Construção de hidrelétricas na Amazônia

22. Redução da maioridade penal 43. Produção de energia hidrelétrica no Brasil

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44. Sustentabilidade 70. Ascensão da classe C

45. Economia verde 71. Lei de combate à pirataria online

46. Bullying na internet 72. Desgaste da imagem política

47. O papel dos professores na sociedade 73. Protestos em prol dos direitos femininos

48. Comportamento do motorista brasileiro 74. Individualismo dos jovens

49. Mobilização juvenil no Brasil 75. Construção da usina de Belo Monte

50. Efeitos do bullying na vida das crianças 76. Acidentes nucleares

51. Álcool e direção 77. Participação da Venezuela no Mercosul

52. Benefícios do esporte para a sociedade 78. Monarquia Constitucional

53. A Comissão da Verdade 79. Nacionalização de hidrocarbonetos nos países


latinos
54. O papel da educação
80. Contrabando de armas
55. Terceirização da educação básica
81. Mercado paralelo de armas
56. Primavera Árabe
82. Direitos e deveres do cidadão
57. Desastres naturais
83. Guerra das Malvinas
58. Brasil no cenário internacional
84. Ensino interativo online
59. Direitos das minorias sociais
85. Reprovação e abandono escolar
60. Eleições: falta de credibilidade do voto
86. Intervenção do Estado em hábitos culturais
61. Desigualdade de gênero
87. Poder transformador da internet
62. Futebol e violência
88. Homofobia e direitos dos homossexuais
63. Legalização da maconha
89. Onda de imigração no Brasil
64. Greves de setores essenciais para a sociedade
90. Novas formas de trabalho
65. Cotas nas universidades
91. Os desafios dos ciclistas
66. Delinquência juvenil
92. Bullying (Físico e Verbal)
67. Sexualidade dos jovens brasileiros
93. Inclusão social dos deficientes
68. Supervalorização da imagem (beleza física)
94. Índice de gravidez na adolescência
69. Concentração de renda
95. Transtornos psicológicos sofrido pelos jovens
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96. Olimpíadas no Brasil em 2016

97. Despreparo policial

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99. Preconceito e direito das minorias

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101. Marchas e manifestações públicas

102. Maioridade penal

103. Questões indígenas no Brasil

104. Criminalidade e a agressão aos jovens

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106. Os limites da liberdade de expressão

107. Homofobia e direitos dos homossexuais

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