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NOVA VERSÃO INTERNACIONAL

ATRAVÉS DA VIDA E DOS

TEM PO S BÍBLIC O S
A U T O R , L U G A R E D A T A DA R E D A Ç Ã O
A autoria de Paulo (1.1) não é questionada, embora muitos especialistas fiquem incomodados com 2Coríntios por causa das mudanças
abruptas no tom e nos assuntos. Eles se perguntam se o que chamamos “2Coríntios” não seria, na verdade, uma junção de várias cartas
de Paulo a Corinto.
Alguns especialistas separam 2Coríntios em várias cartas menores e hipotéticas e tentam relacioná-las umas com as outras, com 1Corín-
tios e com o que nos conhecemos do relacionamento entre Paulo e a igreja coríntia, conforme relatado em Atos. Por exemplo, alguns
argumentam que a carta escrita “com muitas lágrimas” mencionada em 2Coríntios 2.4 é, na verdade, 2Coríntios 10.1— 13.10. Ou seja,
eles formulam a hipótese de que 2Coríntios 10.1— 13.10 era uma epístola separada, escrita antes da carta de reconciliação, que seria
2Coríntios 1.1— 2.13 (e outras partes de 2Co).
Depõe contra essa hipótese o fato de não termos nenhuma evidência nos manuscritos que indique a separação de 2Corintios em cartas menores.
É possível que 2Coríntios tenha sido escrita durante um período relativamente longo e que as circunstâncias mudaram enquanto Paulo estava
no meio de sua redação. Sobre a suposição de que 2Corintios é uma carta unificada, entretanto, os leitores podem relacioná-la com as viagens
de Paulo e outras cartas (ver “Visitas e cartas de Paulo a Corinto”, em 2Co 2). Foi provavelmente escrita na Macedônia, por volta de 55 d.C.

DESTINATÁRIO
Paulo enviou esta carta aos cristãos em Corinto.

FATOS CULTURAIS E DESTAQUES


Assim como 1Coríntios, 2Coríntios é uma resposta de Paulo a situações diversas verificadas na igreja de Corinto. Por um lado, os coríntios
haviam atendido às suas recomendações em várias áreas, e ele queria compartilhar seu alívio e gratidão (2Co 1.1— 2.13). Por outro lado,
achou necessário incentivar os cristãos coríntios a evitar o “jugo desigual com os descrentes” (6.14— 7.1) e a se desviar daqueles que
se submetiam à tirania religiosa dos “superapóstolos” (10.1— 13.10). Também queria ensinar a esses cristãos a verdadeira natureza do
ministério cristão (2.14— 7.4) e recomendar a generosidade (cap. 8 e 9). Em suma, Paulo estava continuando a obra de levar a igreja
de Corinto à maturidade e à estabilidade.

L I N H A DO T E M P O

10 A.C. D. .1 10 20 . 30 40 50 60 70 80 90 100

V id a d e J e s u s (ca . 6 /5 a .C .- 3 0 d .C .)

A c o n v e r s ã o d e P a u lo (ca . 3 5 d .C .)
1
A s v ia g e n s m is s io n á r ia s d e P a u lo (ca . 4 6 - 6 7 d.C .)
ÊÈÊÊÈ
C o n c ilio d e J e r u s a lé m (c a . 5 0 - 5 1 d .C .)

R e in a d o d e N e ro (ca . 5 4 - 6 8 d.C .)
mm
R e d a ç ã o d e 2 C o rín tio s (c a . 5 5 d.C .)
i

P r im e ir a p ris ã o d e P a u lo e m R o m a (c a . 5 9 - 6 2 d.C .)

P ris ã o e m o rte d e P a u lo e m R o m a (ca . 6 7 - 6 8 d.C .)

E N Q U A N T O V O C Ê LÊ
Observe a natureza pessoal da carta. Que tipos de conflitos são tratados? 0 que Paulo aconselha com respeito às relações interpessoais
contenciosas dentro da igreja? Observe as informações acerca de Paulo que não aparecem em outro lugar nas Escrituras.
I NTRODUÇÃO A 2 CORÍ NTI OS 1885

VOCÊ S AB IA ?
• A tinta usada nos documentos de pergaminho ou papiro tendia a desaparecer e era facilmente apagada ou encoberta (3.3).
• Costumava-se guardar tesouros em vasos de barro, que tinham pouco valor ou pouca beleza em si mesmos e por isso não atraíam a
atenção (4.7).
• No mundo secular antigo, a palavra “reconciliação” era um termo diplomático que denotava a harmonia estabelecida entre inimigos
por meio de tratados de paz (5.18).
TEMAS
A segunda carta aos Coríntios contém os seguintes temas:
1. Ministério da reconciliação. 0 amor de Paulo pelos coríntios é evidenciado por sua alegria no arrependimento e no compromisso renovado
com ele (7.9), o orgulho que tinha deles (1.14; 7.4) e sua esperança com relação ao futuro deles (1.7). O desejo e o objetivo de Paulo eram
a reconciliação — entre ele e os coríntios; entre os membros da igreja de Corinto; mais importante, entre Deus e a humanidade.
2. Doação generosa. Paulo incentiva os coríntios a renovar o compromisso com a coleta para os cristãos de Jerusalém (8.1— 9.15).
0 apóstolo ensina que a caridade é um ato de obediência, que resulta em recompensa eterna e glorifica a Deus, o qual sempre recompensa
a magnanimidade com abundância material a fim de possibilitar outra atitude generosa.
3. Defesa do apostoiado de Paulo. Alguns membros da igreja de Corinto se indispuseram com Paulo pela presença e influência de alguns
rivais prepotentes. Paulo defende seu apostoiado e faz um apelo veemente a que os coríntios renovem seu compromisso com ele. A brecha
entre Paulo e alguns coríntios não foi causada por questões teológicas, tem suas raízes nas tradições culturais dos coríntios, que iam de
encontro aos valores cristãos.

SUMÁRIO
I. Introdução: saudação e ação de graças (1.1-11)
II. Explicação de Paulo sobre sua conduta e seu ministério apostólico (1.12— 7.16)
A. A integridade de Paulo (1.12— 2.4)
B. A necessidade do perdão (2.5-11)
C. Ministros da Nova Aliança (2.12-17)
D. Ministros capacitados pelo Espírito (3.1-11)
E. Transformados à imagem de Deus (3.12— 4.6)
F. Tesouro em vasos de barro (4.7-16a)
G. A esperança de nossa habitação celestial (4.16b— 5.10)
H. 0 ministério da reconciliação (5.11— 6.10)
I. Apelo de Paulo aos coríntios (6.11— 7.4)
J. 0 relatório positivo de Tito (7.5-16)
III. A coleta para os cristãos de Jerusalém (8 e 9)
IV. Paulo defende sua autoridade apostólica (10— 13)
A. Defesa de seu ministério (10)
B. Paulo comparado com os falsos apóstolos (11 e 12)
C. Advertências finais (13.1 -10)
V. Conclusão (13.11-14)
2 C O R Í N T I O S 1. 1

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus,3 e o irmão Timóteo, 1 .1 « I C o l. l;

1 à igreja de Deusb que está em Corinto, com todos os santos de toda a Acaia:c Ef 1.1; Cl 1.1;
2Tm ; 1.1;
“ 1 Co 10.32;
2 A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.d 'A t 18.12
1 .2 A m 1.7

D eus é o Nosso Consolador


3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo,e Pai das misericórdias e Deus de toda1 . 3 dEf 1.3; 1Pe 1.3
consolação,4 que nos consola* em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que rece­ 1 .4 f2 Co 7.6 ,7 ,1 3

bemos de Deus", possamos consolar os que estão passando por tribulações. 5 Pois assim como os 1 .5 >2Co 4.10;
Cl 1.24
sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós,8 também por meio de Cristo transborda a nossa consolação.
6 Se somos atribulados, é para consolação e salvação11de vocês; se somos consolados, é para consolação de
vocês, a qual dá paciência para suportarem os mesmos sofrimentos que nós estamos padecendo.
7 E a nossa esperança em relação a vocês está firme, porque sabemos que, da mesma forma que vocês
participam dos nossos sofrimentos,' participam também da nossa consolação.
8 Irmãos, não queremos que vocês desconheçam as tribulações que sofremosi na província da Ásia,
as quais foram muito além da nossa capacidade de suportar, a ponto de perdermos a esperança da
própria vida.9 De fato, já tínhamos sobre nós a sentença de morte, para que não confiássemos em nós 1 .9 M f 1 7 .5 ,7

mesmos, mas em Deus,k que ressuscita os m ortos.10 Ele nos livrou e continuará nos livrando de tal 1 .1 0 'R m 15.31

perigo de morte.1Nele temos depositado a nossa esperança de que continuará a livrar-nos,11 enquanto 1.11 "R m 15.3 0 ;
Fp 1.19; " 2 0 ) 4 .1 5
vocês nos ajudam com as suas orações."1 Assim muitos darão graças" por nossa causa6, pelo favor a
nós concedido em resposta às orações de muitos.

Paulo M uda seus Planos


12 Este é o nosso orgulho: A nossa consciência0 dá testemunho de que nos temos conduzido no 1 . 1 2 °At 23.1;
p2C o 2.17;
mundo, especialmente em nosso relacionamento com vocês, com santidade e sinceridadeP provenien­ Q1 Co 2.1 ,4 ,1 3

tes de Deus, não de acordo com a sabedoria do mundo,1fl mas de acordo com a graça de D eus.13 Pois
nada escrevemos que vocês não sejam capazes de ler ou entender. E espero que,14 assim como vocês
nos entenderam em parte, venham a entender plenamente que podem orgulhar-se de nós, assim como
nos orgulharemos de vocês no dia do Senhor Jesus/
15 Confiando nisso e para que vocês fossem duplamente beneficiados,s eu planejava primeiro visi­1 .1 5 S1 Co 4.19;
tRm 1.1 1 ,1 3 ; 1 5 .2 9
tá-los* 16 em minha idau à Macedônia e voltar a vocês vindo de lá, para que me ajudassem em minha 1 .1 6 U1 Co 1 6 .5 -7

viagem para a Judeia.17 Quando planejei isso, será que o fiz levianamente? Ou será que faço meus
planos de modo mundano^ dizendo ao mesmo tempo “sim” e “não”?
18 Todavia, como Deus é fiel,w nossa mensagem a vocês não é “sim” e “não”, 19 pois o Filho de 1 .1 8 w1Co 1.9
1 .1 9 *Hb 13 .8
Deus, Jesus Cristo, pregado entre vocês por mim e também por Silvano^ e Timóteo, não foi “sim” e
“não”, mas nele sempre* houve “sim”; 20 pois quantas forem as promessas^ feitas por Deus, tantas têm 1 .2 0 yRm 15.8;
21 C o 1 4 .1 6
em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém”2 é pronunciado por nós para a glória de Deus.
21 Ora, é Deus que faz que nós e vocês permaneçamos firmes em Cristo. Ele nos ungiu,3 22 nos selou 1.21 a1 J o 2 .2 0 ,2 7
1 .2 2 »2Co 5.5
como sua propriedade e pôs o seu Espírito em nossos corações como garantia do que está por vir.b

a 1.4 Grego: com a consolação com que fom os consolados.


b 1 .1 1 Muitos manuscritos dizem por causa de vocês.
1 1 .1 7 Grego: segundo a carne,
d 1.19 Ou Silas, variante de Silvano.

1.1 Havia dois tipos de apóstolos na igreja primitiva: 1) os “doze após­ na volta da Macedônia, os visitaria outra vez, dando-lhes assim o benefí­
tolos” originais (chamados “discípulos” nos Evangelhos), enviados por cio de duas visitas breves. O que provavelmente ocorreu foi que ele lhes
Jesus durante seu ministério e, mais tarde, confirmados pelo Cristo fez uma visita rápida diretamente de Éfeso, que não planejara, a qual
ressuscitado; 2) os “apóstolos” enviados pelas igrejas. Esses missionários revelou ter lhe causado “tristeza” (2.1). Ver “Visitas e cartas de Paulo a
recebiam autoridade de outros apóstolos e da igreja que os enviava. Paulo Corinto”, em 2C o 2.
era único em sua condiçáo, ou seja, estava entre essas duas classes (ver At 1 .1 6 Para mais informações sobre a Macedônia, ver nota em 1.1.
13.1-3). Mas essa combinação lhe causou problemas. Os que rejeitavam 1 .1 7 Os adversários de Paulo em Corinto procuravam persuadir os cris­
seu apostolado negavam seu chamado pelo Cristo ressurreto e não da­ tãos dali de que, como ele mudara os planos, era evidente que a palavra
vam crédito à sua autoridade. dele não merecia confiança e que ele era uma pessoa instável.
A Grécia nos dias de Paulo era dividida em duas províncias romanas: 1 .2 0 Trata-se do “Amém” proferido pela congregação no fim das ações
Acaia, no sul (que incluía Atenas e a capital, Corinto; ver nota em lC o de graças ou de uma oração.
1.2), e Macedônia, no norte (que incluía Bereia, Filipos e a capital, 1 .2 2 O selo denotava propriedade e segurança (ver “Rolos, selos e có­
Tessalônica). dices”, em Ap 5).
1 .8 Sobre os “irmãos”, ver nota em Rm 1.13. A garantia era uma parcela paga de antemão, como sinal de que o res­
A Ásia era uma província romana situada na Ásia Menor Ocidental, hoje tante da quantia seria saldado. A primeira prestação de uma soma de
território da Turquia. dinheiro herdada garantia ao beneficiado que a soma inteira seria paga.
1 .1 5 Paulo planejara fazer a travessia marítima de Éfeso a Corinto para
visitar os coríntios antes de viajar para a Macedônia, no norte. Depois,
2 C O R Í N T I O S 1. 23 issv

S Í T I O S a r q u e o l ó g i c o s

CORINTO
Corinto uma cidade impor­
tante nos dias de Paulo.
Corinto tinha uma popu­
lação mista e cosmopolita, re­
fletida nos muitos santuários
religiosos:

•5* Os visitantes de Corinto


podem ainda encontrar evi­
dências arqueológicas de
ofertas votivas a Asdépio,
deus da medicina, em grati­
dão pelas curas. Essas ofertas
eram moldes de partes do
corpo em argila (geralmente
braços, pernas ou órgãos se­
xuais), supostamente curados
por Asdépio, pendurados em
volta do templo como tributos
a essa divindade.3
* r Corinto era o lar de um fa­
O Acrocorinto, no sítio arqueológico de Corinto moso templo de Afrodite que
Preserving Bible Times; © dr. James C. Martin supostamente empregava
mil prostitutas. Embora esse
2CORÍNTIOS 1 A antiga cidade de Corinto rota cosmopolita. A cidade clássica, no pas­
número possa ser exagero, os especialistas
repousa sobre um istmo entre o continente sado, foi protagonista na política da Grécia'
não duvidam de que essa cidade portuária
grego e o Peloponeso, a extremidade sudoes­ e particularmente importante na longa his­
mantinha uma próspera indústria de prosti­
te da Grécia (mapa 13). 0 istmo media tória de competição entre Atenas e Esparta
tuição, provavelmente tendo um santuário
cerca de 6 quilômetros de largura em seu (Corinto geralmente ficava do lado de Espar­
como centro.4
ponto mais estreito, o que levou muitos a ta). Mais tarde, como cabeça da Liga Acaia
❖ Havia também templos dedicados a ou­
considerar cavar um canal ali (um sonho não (coalizão de cidades gregas), Corinto liderou
tros deuses gregos, como Poseidon, deus do
realizado até os tempos modernos). Dois a resistência ao ataque romano. Seu papel
mar (apropriado a uma cidade portuária), e a
portos ficavam perto: Lequeo ao norte, no como anfitriã dos Jogos ístmicos (o segundo
Deméter e Core, deusas de um antigo culto
golfo de Corinto, e Cencreia ao sul, no gol­ em prestígio, depois dos Jogos Olímpicos)
de fertilidade grego.5
fo Sarônico. A localização de Corinto fez da aumentou grandemente o status da antiga
❖ A natureza cosmopolita de Corinto está
cidade um lugar de grande importância es­ cidade, que foi destruída em 146 a.C. pelo
refletida no fato de que ela também possuía
tratégica e econômica. Os navios preferiam general romano Lúcio Múmio. Alguns ha­
muitos lugares de adoração a divindades
navegar para Corinto e transportar suas bitantes permaneceram nos arredores de
estrangeiras, como um santuário a deusa
mercadorias por terra através do istmo, pela Corinto, contudo a cidade só recuperou sua
egípcia (sise até uma sinagoga judaica.6
estrada portuária, em vez de se arriscar nos proeminência em 44 d.C., fundada outra
mares bravios dos arredores do Peloponeso. vez por Júlio César, que a estabeleceu como
Isso trouxe um comércio vigoroso para a ci­ Em razão de sua diversidade cultural,
colônia romana.2
dade — e também os vícios comuns aos riqueza, paganismo e libertinagem, Corinto
A nova cidade era romana em sua admi­
tumultuados centros comerciais. Não é de se nistração e arquitetura, e a maioria de seus talvez não fosse o lugar que os observado­
surpreender, portanto, que a antiga Corinto habitantes era constituída de homens livres. res considerassem ideal para florescer uma
tenha se tornado sinônimo de imoralida­ As vantagens naturais do local, associadas igreja. Todavia, foi precisamente ali que
de sexual. com o vigor empresarial dos homens livres, Paulo exerceu um de seus mais bem-suce­
A história de Corinto pode ser dividida logo resultaram em prosperidade renovada. didos ministérios — e foi ali também que'
em dois períodos distintos: sua longa dura­ A Corinto do período do NT era considerada ele experimentou alguns de seus maiores
ção como uma das cidades mais importan­ uma das mais belas cidades do mundo greco- desafios com os primeiros convertidos
tes da civilização grega clássica e os anos -romano. 0 comércio e seu status como ao cristianismo.
subsequentes à conquista romana como centro administrativo do império fez de

'Ver "Grécia: do período pré-histórico ao Império Micênico", em At 20; e "Grécia: das cidades-Estado independentes até Alexandre, o Grande", em At 20. 2Ver "Grécia:
o domínio romano e a expansão do cristianismo", em At 20. 3Ver "Doenças e medicamentos no mundo antigo", em Lc 4. 4Ver "Prostituição no mundo antigo”
em D t23. 5Ver "Os deuses dos gregos e dos romanos", em Gl 4. 6Ver "Sinagogas antigas", em At 9.
1888 2 C O R Í N T I O S 1. 23

23 Invoco a Deus como testemunha0 de que foi a fim de poupá-losd que não voltei a Corinto. 1 . 2 3 cRm 1.9;
11 Co 4.21
24 Não que tenhamos domínioe sobre a sua fé, mas cooperamos com vocês para que tenham alegria, 1 . 2 4 e1 P e 5 .3 ;
fRm 11.20
pois é pela fé que vocês permanecem firmes.f
Por isso resolvi não fazer outra visita que causasse tristeza a vocês.92 Pois, se os entristeço,11quem 2 . 1 92Co 1.23

2 me alegrará senão vocês, a quem tenho entristecido?3 Escrevi como escrevi' para que, quando eu for,
2 . 2 h2Co 7.8
2 .3 '2Co 7.8,12;
i2C o 12.21;
k2Co 8 .22

2.1 A visita anterior, que causou tristeza a Paulo, mencionada aqui, não ele afirma que está prestes a visitá-los pela terceira vez. A segunda visita
pode ter sido a visita na implantação da igreja de Corinto, em resposta à foi provavelmente feita entre a redação de 1Coríntios e a de 2Coríntios,
pregação do evangelho (cf. At 18). Ele deve, portanto, ter feito uma se­ embora alguns sustentem que ela ocorreu antes de ele ter escrito 1Corín­
gunda visita, o que é confirmado em 12.14 e em 13.1. Nessas passagens, tios (ver "Visitas e cartas de Paulo a Corinto”, em 2Co 2).

Visitas e cartas de Paulo a Corinto


2C0RINTI0S 2 É difícil rastrear a cronologia continha instruções sobre a coleta de dinheiro •t* Terceira visita. Paulo permaneceu em
das visitas de Paulo e das cartas enviadas a para os cristãos necessitados de Jerusalém Corinto três meses para finalizar a coleta e
Corinto,1 bastante controversa, mas esta (ICo 16.1-3). Áquila e Priscila permanece­ se reconciliar com a igreja (At 20.2,3; 2Co
seqüência é uma interpretação aceitável do ram em Éfeso, e Tito e Timóteo retornaram 12.14; 13.1). Priscila eÁquila retornaram para
relato bíblico: de Corinto ao encontro de Paulo (ambos são Roma, e Timóteo ficou com Paulo (At 20.4;
mencionados; 2Co 1.1; 12.18). Rm 16.3,21). As igrejas da Acaia também
+ Primeira visita (50-52 d.C.), Paulo visi­ • f Segunda visita (56 d.C.). Paulo fez uma contribuíram com a coleta para os pobres de
tou Corinto (mapa 13) durante sua segunda visita cheia de "tristeza" a Corinto (ICo 4.19; Jerusalém (Rm 15.26).
viagem missionária, permanecendo quase 2Co 2.1,2). ♦ Por volta de 57-61 d.C., Paulo enviou a
dois anos com Áquila e Priscila, que eram ♦ Logo depois dessa visita, ele escreveu oferta a Jerusalém. Depois disso, achou-se
refugiados da Itália por causa do decreto do uma carta com "muitas lágrimas", pedindo preso em Cesareia e em Roma (At 21.15—
imperador Cláudio em 49 d.C., que expulsou aos coríntios que mudassem seu comporta­ 28.31 ).6 Em 61 d.C., aproximadamente, foi
todos osjudeus de Roma (At 18.1-18).2 Paulo mento (2.3-9,13; 7.6-15; 8.6). Alguns estu­ liberto e começou uma vez mais a pregar
foi intimado a comparecer perante o procôn- diosos acreditam que essa carta de "lágrimas" (Fp 1.25,26; 2.24; Fm 22).
sul Lúcio Júnio Gálio no verão de 51 d.C.3 pode ser ICoríntios ou 2Coríntios 10-13.
♦ Em 52 d.C., Paulo, na companhia de Pris­ ♦ Paulo dirigiu-se ao porto marítimo de
cila e Áquila, deixou Corinto e mudou a base Trôade, na Ásia, no qual esperava encon-
de seu ministério para Éfeso, onde trabalhou trar-se com Tito, que não chegou (At 20.1;
cerca de três anos (At 18.18— 19.41).4 Em 2Co 2.13). Mais tarde, Paulo encontrou-o na
sua ausência, Apoio visitou Corinto como re­ Macedônia. Tito relatou algum sucesso entre
presentante de Paulo. os coríntios: a congregação resolvera a ques­
♦ Paulo escreveu sua primeira carta (atual­ tão com seu transgressor (2Co 2.7,8; 7.5-16),
mente perdida) a Corinto, que incluía uma mas sua submissão à liderança de Paulo
advertência contra o associar-se com pessoas havia diminuído (10.1— 13.10).
imorais (ICo 5.9-11 ).5 ♦ Paulo enviou a quarta carta (provavel­
♦ Paulo enviou Timóteo e Erasto a Corinto mente 2Coríntios) a Corinto pelas mãos de
(At 19.22; ICo 4.17; 16.10) e recebeu notícias Tito, que gerenciou a coleta para Jerusalém
da casa de Cloe a respeito de uma rixa na igre­ e fez os preparativos para a visita de Paulo
ja (ICo 1.11) e perguntas da congregação, (8.6-24; 13.1-10). Essa carta foi escrita cerca
entregues por Estéfanas, Fortunato e Acaico de um ano após a redação de ICoríntios.
(ICo 16.17). As igrejas de toda a Macedônia fizeram doa­
♦ De Éfeso (ca. 55/56 d.C.), Paulo enviou ções generosas para os necessitados de Jeru­
uma segunda carta (1Coríntios) a igreja, que salém (2Co 8.1,2).

'Ver "Corinto”, em 2Co 1. 2Ver 'Cláudio, imperador de Roma", em At 11. 3Ver "Gálio, procônsul da Acaia", em At 18. 4Ver "Éfeso nos tempos de Paulo", em 2Tm 4.
!Ver "A carta 'perdida' dos coríntios endereçada a Paulo", em ICo 7. 6Ver "Prisão no mundo romano: na prisão versus prisão domiciliar", em At 26.
2 CORÍ NTI OS 3. 15 i8 8 9

não seja entristecidoi por aqueles que deveriam alegrar-me. Estava confiantekem que todos vocês com­
partilhariam da minha alegria.4 Pois eu escrevi1com grande aflição e angústia de coração, e com muitas
lágrimas, não para entristecê-los, mas para que soubessem como é profundo o meu amor por vocês.

Perdão para o Pecador


2.5 " 1 Co 5 .1 ,2 5 Se um de vocês tem causado tristeza,mnão a tem causado apenas a mim, mas também, em parte,
2.6 ” 1 Co 5 .4 ,5 para eu não ser demasiadamente severo com todos vocês.6 A punição" que foi imposta pela maioria
2 .7 =GI 6 .1 ; Ef 4 .3 2 é suficiente. 7 Agora, ao contrário, vocês devem perdoar-lhe e consolá-lo,0 para que ele não seja
2.9 P2C 01 0 .6 dominado por excessiva tristeza. 8 Portanto, eu recomendo que reafirmem o amor que têm por ele.
9 Eu escrevi com o propósito de saber se vocês seriam aprovados, isto é, se seriam obedientes em tudo.P
10 Se vocês perdoam a alguém, eu também perdoo; e aquilo que perdoei, se é que havia alguma coisa
2 .11 iM t 4.1 0; para perdoar, perdoei na presença de Cristo, por amor a vocês,11 a fim de que Satanás1) não tivesse
'L c 22.31 ;2 C o 4 .4;
1Pe 5 .8,9 vantagem sobre nós; pois não ignoramos as suas intenções/

Ministros da Nova Aliança


2 .1 2 sA t 16.8; 12 Quando cheguei a Trôades para pregar o evangelho de Cristo* e vi que o Senhor me havia aberto
'R m 1.1; uA t 1 4.2 7
2 .1 3 »2Co 7 .5; uma porta,"13 ainda assim, não tive sossego em meu espírito,v porque não encontrei ah meu irmão
» 2C o 7.6 ,1 3 ;
1 2.1 8 Tito.wPor isso, despedi-me deles e fui para a Macedônia.
2 .1 4 *R m 6.17; 14 Mas graças a Deus,x que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio
5 í f 5.2 ; Fp 4.1 8
2.15 Z1 Co 1 .1 8 exala em todo lugar a fragrânciav do seu conhecimento;15 porque para Deus somos o aroma de Cristo
2.16 >10 2.3 4; entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo.2 16 Para estes somos cheiro de morte;3 para
b2Co 3 .5 ,6
2 .1 7 =2Co 4.2; aqueles, fragrância de vida. Mas quem está capacitado para tanto?b 17 Ao contrário de muitos, não
"1 C o 5.8;
« 2 C 01 .12 negociamos a palavra de Deus visando a algum lucro;0 antes, em Cristo falamos diante de Deus com
sinceridade,d como homras enviados por Dcus.e
Será que com isso estamos começando a nos recomendar a nós mesmos* novamente? Será que
3
3.1 >200 5.12;
12.11 ; sAt 18.27
3 .2 "1 Co 9 .2 precisamos, como alguns, de cartas de recomendaçãoa para vocês ou da parte de vocês?2 Vocês
3 . 3 'Êx 24.12 ; mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos.h3 Vocês demonstram
JFV 3.3 ; J r 31 .33 ;
Ez 11.19 que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito
do Deus vivo; não em tábuas de pedra,' mas em tábuas de corações humanos j
34 t f 3.1 2 4 Tal é a confiançakque temos diante de Deus, por meio de Cristo.5 Não que possamos reivindicar
1 5 '1 Co 1 5 .1 0
3.6 ” Lc 2 2.2 0; qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus.16 Ele nos
nJ o 6 .6 3
capacitou para sermos ministros de uma nova aliança,"1 não da letra, mas do Espírito; pois a letra
mata, mas o Espírito vivifka."

A Glória da Nova Aliança


3 ,7 «Êx 3 4 .2 9 -3 5 7 O ministério que trouxe a morte foi gravado com letras em pedras; mas esse ministério veio com
tal glória que os israelitas não podiam fixar os olhos na face de Moisés, por causa do resplendor do
seu rosto,0 ainda que desvanecente. 8 Não será o ministério do Espírito ainda muito mais glorioso?
3 .9 Pv. 7; 9 Se era glorioso o ministério que trouxe condenação,p quanto mais glorioso será o ministério que
«Rm 1.17; 3 .2 1 ,2 2
produz justificação!'!10 Pois o que outrora foi glorioso, agora não tem glória, em comparação com a
glória insuperável.11E, se o que estava se desvanecendo se manifestou com glória, quanto maior será
a glória do que permanece!
3 .1 2 € f 6.1 9 12 Portanto, visto que temos tal esperança, mostramos muita confiança/13 Não somos como Moisés,
3 .1 3 «v. 7;
Êx 3 4 .3 3 que colocava um véu sobre a face8para que os israelitas não contemplassem o resplendor que se desvanecia.
3 .1 4 'R m 11 .7,8; 14 Na verdade a mente deles se fechou,* pois até hoje o mesmo véu permanece quando é lida" a antiga
« A t1 3 .1 5 ;» v .6
aliança.v Não foi retirado, porque é somente em Cristo que ele é removido.15 De fato, até o dia de hoje,

2 .7 -9 Sobre a excomunhão, ver nota em lT m 1.20. sinceridade, sem nada receber em troca, preocupado em não ser um far­
2 .1 2 Para mais informações sobre Trôade, ver nota em At 16.8. do financeiro aos cristãos de Corinto (ver lC o 9.7-15).
2 .1 4 No período romano, costumava-se realizar uma grandiosa procis­ 3 .1 O surto de impostores andarilhos que se diziam mestres da verdade
são em homenagem a um general vitorioso, a mais alta honra militar que apostólica gerou a necessidade das “cartas de recomendação”. Paulo não
se podia receber. Entrava na cidade numa carruagem, acompanhado por precisava desse tipo de confirmação, mas outros, mesmo os que viviam
senadores, magistrados e músicos, bem como pelos espólios da guerra e entre os coríntios, necessitavam de validação. Ainda assim, eles às vezes
prisioneiros acorrentados. Sacrifícios eram oferecidos a Júpiter, e incenso utilizavam métodos inescrupulosos para obter as cartas de recomendação
era queimado pelos sacerdotes. Paulo, sem dúvida, tinha essa procissão ou então as forjavam.
triunfal em mente quando escreveu essas palavras. 3 .3 A tinta usada nos documentos de pergaminho ou papiro tendia a
2 .1 7 Falsos mestres, insinceros, autossuficientes e jactanciosos, haviam desaparecer e era facilmente apagada ou encoberta (ver ‘ Materiais de
escrita no mundo antigo”, em 3Jo).
se infiltrado na igreja de Corinto. Seu intuito era arrancar dinheiro dos
membros ingênuos. Paulo, por sua vez, pregara ali o evangelho com
1890 2 C OR Í NT I OS 3. 16

jS jf .
i .
NOTAS H I S T Ó R I C A S E CULTURAI S
*4

As cartas no mundo gr eco -romano


2C0RÍNTI0S 3 No mundo greco-romano, principal da carta, que era encerrada com •j* Sempre aumentava a parte do agradeci­
as cartas permitiam que as pessoas manti­ desejos de saúde e uma frase de despedida. mento com a inclusão de orações a Deus.
vessem contato entre si, apesar das grandes Os alunos das escolas gregas eram instruídos *j* Registrava uma bênção no lugar da tradi­
distâncias. Vários tipos de cartas já foram nas convenções da redação de cartas, e os cional despedida.
identificados — familiares, de amizade, escribas, com seu treinamento, costumavam
elogios, repreensões, exortações e recomen­ ajudar as pessoas a escrevê-las. Podemos ver que Deus escolheu comu­
dação. Normalmente, a carta greco-romana A forma tradicional é visível nas cartas de nicar a mensagem do NT por uma forma
era composta de várias partes: iniciava com Paulo, embora ele fizesse várias adaptações: conhecida de seus primeiros destinatários.
uma introdução, identificava o escritor e
os destinatários e enviava saudações. Após ❖ Ele transformou a saudação grega em
frase curta de agradecimento, sempre depois uma invocação de graça e paz.
da introdução, o autor apresentava o corpo

quando Moisés é lido, um véu cobre os seus corações.16 Mas, quando alguém se converte ao Senhor,wo 3 . 1 6 "R m 11.23;
*Êx 3 4 .3 4
véu é retirado.x 17 Ora, o Senhor é o Espírito'1e onde está o Espírito do Senhor ali há liberdade.218E todos 3 . 1 7 vis 61.1 ,2 ;
zJo 8 .32
nós, que com a face descoberta contemplamos'® a glória do Senhor,b segundo a sua imagem estamos 3 .1 8 a1 Co 13.12;
sendo transformados0 com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito. b2Co 4.4,6;
«fim 8 .2 9

Tesouros em Vasos de Barro


Portanto, visto que temos este ministériod pela misericórdia que nos foi dada, não desanimamos.
4
4 .1 d1 Co 7 .2 5

2 Antes, renunciamos aos procedimentos secretos e vergonhosos;*5 não usamos de engano nem4 . 2 e1 Co 4.5;
* 2 0 )2 .1 7 ;
torcemos a palavra de Deus.f Ao contrário, mediante a clara exposição da verdade, recomendamo- 82Co5.11

-nos à consciências de todos, diante de Deus.3 Mas, se o nosso evangelhohestá encoberto,' para os que 4 . 3 h2C o 2.12;
'2C o 3.14;
estão perecendo é que está encoberto j 4 O deuskdesta era cegou1o entendimento dos descrentes, para i1C o 1.18
4 . 4 M o 12.31;
que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.5 Mas não pregamos '2Co 3 .14
a nós mesmos,m mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós como escravos de vocês," por causa de Jesus. 4 . 5 m1 Co 1.13;
n1 Co 9.1 9
6 Pois Deus, que disse: “Das trevas resplandeça a luz”6,0 ele mesmo brilhou em nossos corações,P para 4 . 6 °Gn 1.3;
p2Pe 1.19
iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.
7 Mas temos esse tesouro em vasos de barro,1! para mostrar que o poder que a tudo excede provém4 . 7 QJó 4.19;
2Co 5 . 1 :1 Co 2.5
de Deus/ e não de nós. 8 De todos os ladoss somos pressionados, mas não desanimados; ficamos 4 . 8 s2C o 7.5

perplexos, mas não desesperados;9 somos perseguidos,* mas não abandonados;u abatidos, mas não 4 . 9 U o 15.20;
uHb 13.5; vSI 3 7 .2 4
destruídos.v 10 Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também 4 . 1 0 «R m 6.5

seja revelada em nosso corpo.w 11 Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por 4 .1 1 *Rm 8.3 6

amor a Jesus,x para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo m ortal.12 De modo que em 4 . 1 2 v2Co 1 3.9

nós atua a morte; mas em vocês, a vida.y


13 Está escrito: “Cri, por isso falei”c.z Com esse mesmo espírito de fé nós também cremos e, por
isso, falamos, 14porque sabemos que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, também 4 .1 4 a1Ts 4.14;
bEf 5.2 7
nos ressuscitará com Jesusa e nos apresentará com vocês.b 15 Tudo isso é para o bem de vocês, para que 4 .1 5 <2Co 1.11
a graça, que está alcançando um número cada vez maior de pessoas, faça que transbordem as ações
de graçasc para a glória de Deus.
16 Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente114 . 1 6 “ Rm 7.22;
eCl 3.1 0
estamos sendo renovadose dia após d ia ,17 pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão 4 . 1 7 fRm 8.18;
1 Pe 1.6 ,7

0 3 .1 8 Ou refletimos.
» 4 .6 G n 1 .3 .
<■ 4 .1 3 S I 1 1 6 .1 0 .

4 .7 Costumava-se guardar tesouros em vasos de barro, que tinham pou- Aqui, eles representam a fragilidade e a insuficiência humana de Paulo,
co valor ou pouca Beleza em si mesmos e por isso não atraíam a atençáo.
2 C O R Í N T I O S 5. 4 1891

4 . 1 8 »Rm 8 .2 4 ; produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles.'18 Assim, fixamos os olhos,
não naquilo que se vê, mas no que não se vê,9 pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.

Nossa H abitação Celestial


Sabemos que, se for destruída a temporária habitaçãoh terrena' em que vivemos, temos da parte
5 .1 »1 Co 1 6 .4 7 ;
'2Pe 1 .1 3 ,1 4
5 . 2 iv. 4 ; Rm 8.23 ;
‘ 1 Co 1 5 .5 3 ,5 4
5 de Deus um edifício, uma casa eterna nos céus, não construída por mãos humanas. 2 Enquanto
isso, gememos,) desejando ser revestidos da nossa habitação celestial,k3 porque, estando vestidos, não
5.4 '1 Co 1 5 .5 3 ,5 4 seremos encontrados nus.4 Pois, enquanto estamos nesta casa, gememos e nos angustiamos, porque
não queremos ser despidos, mas revestidos da nossa habitação celestial,1para que aquilo que é mortal

5-4 Paulo inverte a figura de linguagem, existente havia séculos, da morte ver também “Sheol, Hades, Geena, Abismo e Tártaro: imagens do in-
e da sepultura como grandes devoradoras (ver SI 4 9 .1 4 ,1 5 e nota; ferno”, em SI 139).

O tribunal
MMI

2C0RÍNTI0S 5 Paulo afirma, em ❖ 0 rei Herodes Agripa I foi golpea­ estrutura grande de pedra
2Coríntios 5.10: "Todos nós devemos do por um anjo do Senhor enquanto ao lado da ágora, ou mer­
comparecer perante o tribunal de fazia um discurso no bema, em Cesa- cado público, que se erguia
Cristo" (cf. Rm 14.10). A palavra gre­ reia (At 12.21-23). Paulo, mais tarde, cerca de 2,3 metros do chão.
ga traduzida por "tribunal" é bema. compareceu perante o governador Originariamente, ostentava
Pórcio Festo nesse mesmo tribunal um belo piso de mármore en­
0 bema, mencionado várias vezes
(At 25.1-12). talhado. Uma inscrição latina
na literatura clássica, era uma pla­
n* Os judeus de Corinto (mapa 13) encontrada nos arredores e
taforma elevada sobre a qual se liam
levaram Paulo até o bema para que parcialmente recuperada diz:
anúncios e os cidadãos ficavam de pá fosse interrogado pelo governador "Ele revestiu a tribuna (rostra)
para comparecer perante os oficiais. Gálio (At 18.12-17).* e pagou pessoalmente os cus­
Três bemas são citados no NT: 0 bema de Corinto, no qual tos de fazê-la toda em mármo­
Pilatos interrogou Jesus no bema Paulo foi interrogado, foi encontrado re" (a palavra rostra é o equivalente
Juiz do período romano
de Jerusalém (Mt 27.19; Jo 19.13).1 numa escavação. Trata-se de uma latino debema). Preserving Bible Times; © dr. James C
Martin; usadocompermissão doMuseu
'Ver "Pôncio Pilatos", em Lc 23. 2Ver "Gálio, procônsul da Acaia", em At 18. Arqueológicode Istambul
18 9 2 2 C O R Í N T I O S 5. 5

seja absorvido pela vida.5 Foi Deus que nos preparou para esse propósito, dando-nos o Espírito como 5.5 mRm 8.23;
2C01.22
garantia do que está por vir.m
6 Portanto, temos sempre confiança e sabemos que, enquanto estamos no corpo, estamos longe
do Senhor. 7 Porque vivemos por fé, e não pelo que vemos.n 8 Temos, pois, confiança e preferimos 5 .7 n1 Co 1 3 .1 2
5 .8 °Fp 1.2 3
estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor.0 9 Por isso, temos o propósito de lhe agradar,p quer 5 .9 pRm 1 4 .1 8
estejamos no corpo, quer o deixemos.10 Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de 5 .1 0 m 16.2 7 ;
Rm 14 .1 0 ; Ef 6.8
Cristo, para que cada um receba de acordo^ com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam
boas quer sejam más.

O M inistério da Reconciliação
11 Uma vez que conhecemos o temor ao Senhor,r procuramos persuadir os homens. O que somos5 .1 1 'H b 10.31;
J d 23; ^ C o 4 .2
está manifesto diante de Deus e esperamos que esteja manifesto também diante da consciência de
vocês.s 12Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês,1[porém estamos dando a oportu­ 5 . 1 2 t2Co 3.1;
u2G o 1.1 4
nidade de exultarem em nós,upara que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências
e não do que está no coração.13 Se enlouquecemos,v é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é 5 . 1 3 v2Co 11.1,
1 6 ,1 7
por amor a vocês.14 Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um 5 . 1 4 WGI 2 .2 0

morreu por todos; logo, todos morreram.w 15 E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já
não vivam mais para si mesmos,x mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16 De modo que, de agora em diante, a ninguém mais consideramos do ponto de vista humanofl.v5 . 1 6 *2Co 1 1 .1 8
Ainda que antes tenhamos considerado Cristo dessa forma, agora já não o consideramos assim.
17 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação.2 As coisas antigas já passaram; eis que surgiram 5 . 1 7 ZGI 6.15;
ais 65 .1 7 ;
coisas n o v a s 18 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristob A p 21 .4 ,5
e nos deu o ministério da reconciliação,19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o 5Cl. 118.20bRm 5.10;
mundo, não levando em conta os pecados dos homens,c e nos confiou a mensagem da reconciliação. 5 . 1 9 cR m 4 .8

20 Portanto, somos embaixadores de Cristo,d como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso 5 . 2 0 <J2Co 6.1;
Ef 6.2 0
intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus.21 Deus tornou pecadoc por nós 5 .2 1 eHb 4.15;
1 Pe 2.2 2 ,2 4 ;
aquele que não tinha pecado,e para que nele nos tomássemos justiça de Deus.f 1 J o 3.5; U m 1 .17
Como cooperadores de Deus,9 insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus.
6
6 . 1 91 Co 3.9;
2C o 5 .20
2 Pois ele diz: 6.2 N

“Eu o ouvi no tempo favorável


e o socorri no dia da salvação”^
Digo que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!

Os Sofrimentos de Paulo
3 Não damos motivo de escândalo a ninguém,' em circunstância alguma, para que o nosso minis­6 . 3 'R m 1 4 .13,20;
IC o 9 .1 2 ; 1 0 .3 2
tério não caia em descrédito.4 Ao contrário, como servos de Deus, recomendamo-nos de todas as for­
mas: em muita perseverança; em sofrimentos, privações e tristezas;5 em açoites, prisõesi e tumultos; 6 . 5 i2C o 1 1 .2 3 -2 5 ;
1 Co 4.11
em trabalhos árduos, noites sem dormir e jejuns;k6 em pureza, conhecimento, paciência e bondade; 6 .6 '1 T S 1 .5

no Espírito Santo1e no amor sincero;7 na palavra da verdademe no poder de Deus; com as armas da 6 . 7 m2Co 4.2 ;
n2C o 10.4;
justiça,n quer de ataque quer de defesae; 8 por honra e por desonra;0 por difamação e por boa fama; Ef 6 .1 0 -1 8
6 .8 °1 C o 4.10;
tidos por enganadores,P sendo verdadeiros;9 como desconhecidos, apesar de bem conhecidos; como PMt 2 7 .6 3
6 .9 qRm 8.36;
se estivéssemos m orrendo,m as eis que vivemos;r espancados, mas não m ortos;10 entristecidos, mas ^ C o 1.8-10;
sempre alegres;s pobres, mas enriquecendo muitos outros;1nada tendo, mas possuindo tudo.u 4.10,11
6 . 1 0 *2C0 7.4;
11 Falamos abertamente a vocês, coríntios, e abrimos todo o nosso coração!v 12 Não estamos limi­*2Co 8.9;
“ Rm 8.32;
tando nosso afeto, mas vocês estão limitando o afeto que têm por n ó s .13 Numa justa compensação, 1 Co 3.21
6 .1 1 ^ C o 7.3
falo como a meus filhos,wabram também o coração para nós!
6 . 1 3 W1 Co 4 .14
0 5 .1 6 Grego: segundo a carne.
b 5 .1 7 Vários manuscritos dizem eis que tudo se.fez novo!.
c 5 .2 1 Ou uma oferta pelo pecado.
d 6 .2 Is 49.8.
e 6 .7 Grego: à direita e à esquerda.

5 .1 1 Ver “Debate e retórica no mundo antigo”, em At 15. 6.5 Ver “Prisão no mundo romano: na prisão versus prisão domiciliar”,
5 .1 8 De acordo com alguns estudiosos, no mundo secular antigo a pala­ em At 26.
vra “reconciliação” era um termo diplomático que denotava a harmonia 6.14 Paulo pede que os coríntios não se ponham em “jugo desigual”
estabelecida entre inimigos por meio de tratados de paz. Como “embaixa­ com os não cristãos. Com isso ele quer dizer qualquer tipo de associação
dores de Cristo” (v. 20), os cristãos são enviados com a missão de anunciar que possa afetar significativamente a identidade da pessoa. Determinar se
que Deus quer estabelecer um “tratado de paz” com seus inimigos. alguém está em “jugo desigual” com outra é um convite ao julgamento.
5 .2 0 A palavra “embaixador”, no N T , vem do grego presbeuein e signi­ A resposta depende do grau, significado, propósito e nível de identifica­
fica “ser, trabalhar ou viajar como emissário”. O conceito moderno de ção envolvido numa relação desse tipo.
embaixador como residente e representante num Estado estrangeiro é
estranho ao conceito bíblico (ver E f 6.20).
.f O À .r'-
A C R E D I B I L I D A D E DA

V.
O F U N D A D O R DO
C R I S T I A N I S M O : PAULO O U J E S US ?
2C0RINTI0S 7 Costuma-se dizer hoje, em determinados círculos, corretamente o verdadeiro chamado do Messias. Os acontecimentos
que Paulo tomou a mensagem simples de Jesus e dela criou algo durante sua última semana de vida (a entrada triunfal, a ação no
totalmente diferente: o "cristianismo". Esse argumento, contudo, templo, a Última Ceia e outros)2 demonstram que ele se entendia
é falho. Sem dúvida, há ênfases diferenciadas nos ensinamentos de como o Messias. Além disso, Jesus não hesitava em reivindicar para si
Jesus e de Paulo, porém se devem ao feto de que os ambientes em prerrogativas divinas, como o direito de fazer prescrever a Lei, como
que exerceram seu ministério não eram os mesmos. Jesus atuou no Deus fizera no Sinai (Mt 7.24-29) e de perdoar pecados (Mt 9.2).
âmbito do judaísmo palestino, em que a Lei mosaica era amplamen­ Além disso, o ex-fariseu Paulo não poderia usar o título Christos (for­
te ensinada, enquanto Paulo atuou principalmente entre os pagãos ma grega de "Messias") fora dos padrões de pensamento judaico.
poderosamente influenciados pela cultura greco-romana. Seja como Igualmente importante é a convergência entre Jesus e Paulo
for, os pontos de convergência entre ambos são bem mais numero­ sobre as características da vida do Reino. Onde Paulo aprendeu a
sos que as diferenças. absoluta centralidade do mandamento do amor (ICo 13; Gl 5.6,14)?
0 ponto mais crucial de concordância é a identidade de Jesus Onde aprendeu que os cristãos devem amar até mesmo os inimigos
como o Messias. Hoje em dia, argumenta-se que Jesus e a igreja pri­ (Rm 12.14-21)? Onde, na verdade, aprendeu a abolir os valores tra­
mitiva possuíam uma “baixa cristologia", que considerava o Messias dicionais da sociedade e alegremente assumir o papel de servo (ICo
pouco mais que um grande homem, enquanto Paulo e os cristãos 1.26-31)? Onde, por fim, aprendeu que a cruz foi o caminho parado­
helenistas1do século II desenvolveram uma "alta cristologia", que xal que Deus escolheu para a vitória (1Co 1.23; Gl 6.14; Fp 2.5-11),
declarou Jesus uma figura divina. É certo que o próprio Jesus man­ pelo qual Deus trouxe nova vida ao mundo? A resposta óbvia a todas
teve sua identidade messiânica oculta durante grande parte de seu essas perguntas é: dos ensinamentos de Jesus, o autor de nossa fé.
ministério, mas não era por insegurança com relação à sua identida­
de ou missão. Ele fez isso ao perceber que o povo não iria entender

'V e r o G lo s s á rio n a p . 2 0 8 0 p a ra as d e fin iç õ e s das p a la vra s e m n e g r ito . 2V e r " A Ú ltim a Ceia e a P á scoa", e m M t 26.

M ÈM N N i

O Problema da Associação com os Descrentes


6 . 1 4 « 1 Co 5 .9 ,1 0 ; 14 Não se ponham em jugo desigual* com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a
»Ef 5 .7 ,1 1 ; 1 J o 1.6
6 . 1 5 "A t 5 .1 4 maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas ?y15 Que harmonia entre Cristo e Belial? Que
6 . 1 6 * 1 Co 3 .16 ; há de comum entre o crente2 e o descrente?16 Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois
»Lv 2 6.1 2 ;
J r 3 2 .3 8 ; Ez 37 .27 somos santuário3 do Deus vivo. Como disse Deus: “Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu
Deus, e eles serão o meu povo”“.b

6 . 1 7 "A p 18.4; 17 Portanto, “saiam do meio delesc


"Is 52.11
e separem-se”,
diz o Senhor.
“Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei”M
18 “e serei o seu Pai, e vocês serão meus filhos
e minhas filhas”,e
diz o Senhor todo-poderosoc.

7 Amados, visto que temos essas promessas,f purifiquemo-nos de tudo o que contamina o corpo^ e
o, espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.
» 6 .1 6 Lv 26.12; Jr 32.38; Ez 37.27.
‘ 6 .1 7 Is 52.11; Ez 20.34,41.
< 6 .1 8 2 Sm 7.8,14.
d 7 .1 Grego: a carne.

6.15 Belial é Satanás. 6 .1 6 Esse versículo contém terminologia usada na afirmação máxima do
A T da relaçáo de aliança entre Deus e seu povo (ver “Deuteronômio e a
forma de estabelecer alianças” em D t 1).
1894 2 C O R Í N T I O S 7. 2

A Alegria de Paulo
2 Concedam-nos lugar no coração de vocês.9 A ninguém prejudicamos, a ninguém causamos dano, 7.2 92Co 6.12,13
a ninguém exploramos.3 Não digo isso para condená-los; já disse que vocês estão em nosso coraçãoh 7.3 h2Co 6.11,12
para juntos morrermos ou vivermos. 4 Tenho grande confiança em vocês, e de vocês tenho muito 7.4 i2Co 6.10
orgulho. Sinto-me bastante encorajado; minha alegria transborda em todas as tribulações.'
5 Pois, quando chegamos à Macedônia,J não tivemos nenhum descanso, mas fomos atribulados de7.5J2C 0 2.13;
k2Co 4.8; 'D t 3 2 .2 5
toda forma:kconflitos externos, temores internos.16 Deus, porém, que consola os abatidos,mconsolou- 7 .6 m2Co 1.3,4;
-nos com a chegada de Tito," 7 e não apenas com a vinda dele, mas também com a consolação que "v. 1 3 ; 2Co 2 .13
vocês lhe deram. Ele nos falou da saudade, da tristeza e da preocupação de vocês por mim, de modo
que a minha alegria se tornou ainda maior.
8 Mesmo que a minha carta0 tenha causado tristeza a vocês, não me arrependo. É verdade que7 .8 °2Co 2.2,4
a princípio me arrependi, pois percebi que a minha carta os entristeceu, ainda que por pouco tem­
po.9 Agora, porém, me alegro, não porque vocês foram entristecidos, mas porque a tristeza os levou ao
arrependimento. Pois vocês se entristeceram como Deus desejava e de forma alguma foram prejudi­
cados por nossa causa.10 A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento 7 .1 0 PAt 11.18

que leva à salvação,p e a tristeza segundo o mundo produz m orte.11 Vejam o que esta tristeza segundo 7.11 ov. 7

Deus produziu em vocês: que dedicação, que desculpas, que indignação, que temor, que saudade, que
preocupação,11 que desejo de ver a justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito.
12 Assim, se escrevi/ não foi por causa daquele que cometeu o erros nem daquele que foi prejudicado, 7 . 1 2 'V. 8;
2C o 2.3,9;
mas para que diante de Deus vocês pudessem ver por vocês mesmos como são dedicados a n ós.13 Por *1 Co 5.1 ,2
isso tudo fomos revigorados. 7 .1 3 <v. 6;
2Co 2 .13
Além de encorajados, ficamos mais contentes ainda ao ver como Tito* estava alegre, porque seu
espírito recebeu refrigério de todos vocês.14 Eu lhe tinha dito que estava orgulhoso de vocês,u e vocês 7 .1 4 “v. 4 ; »v. 6

não me decepcionaram. Da mesma forma que era verdade tudo o que dissemos, o orgulho que temos
de vocês diante de Titovtambém mostrou-se verdadeiro.15 E a afeição dele por vocês fica maior ainda, 7 .1 5 w2Co 2.9;
xFp 2 .12
quando lembra que todos vocês foram obedientes," recebendo-o com temor e tremor.*16 Alegro-me 7 .1 6 v2Co 2.3
por poder ter plena confiança em vocês.y

Incentivo à Contribuição
Agora, irmãos, queremos que vocês tomem conhecimento da graça que Deus concedeu às igrejas da 8.1 zA t 16.9
8 Macedônia.2 2 No meio da mais severa tribulação, a grande alegria e a extrema pobreza deles transbor­
daram em rica generosidade.3 Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam3 e até além 8 .3 a1 Co 16.2
do que podiam. Por iniciativa própria 4 eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da 8 .4 bA t 24.17;
cRm 15.25;
assistência15aos santos.0 5 E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente 2C o 9.1
a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus. 6 Assim, recomendamosd a Titoe que, 8.6 dv. 17;
2Co 12.18;
assim como elejá havia começado,* também completasse esse ato de graça da parte de vocês.7Todavia, assim ev. 16,23; V 10,11
8 .7 s2Co 9.8;
como vocês se destacam em tudo:9 na fé, na palavra, no conhecimento,11na dedicação completa e no amor h1C o 1.5
que vocês têm por nós“, destaquem-se também neste privilégio de contribuir.
8 Não estou dando uma ordem,' mas quero verificar a sinceridade do amor de vocês, comparando-8 .8 '1 Co 7 .6
-o com a dedicação dos outros.9 Pois vocês conhecem a graça de nosso Senhor Jesus Cristoi que, sendo 8 .9 i2C o 13.14;
kM t 20 .2 8 ;
rico, se fez pobrekpor amor de vocês, para que por meio de sua pobreza vocês se tornassem ricos. Fp 2 .6 -8

10 Este é meu conselho:1convém que vocês contribuam, já que desde o ano passado vocês foram os8 .1 0 '1 Co 7.2 5 ,4 0 ;
"1 Co 16.2,3;
primeiros, não somente a contribuir, mas também a propor esse plano.m11 Agora, completem a obra, 2Co 9.2
8 .11 n2 C o 9 .2
para que a forte disposiçãonde realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens
que vocês possuem.12 Porque, se há prontidão, a contribuição é aceitável de acordo com aquilo que 8 .1 2 °M c 1 2 .43,44;
1 x 2 1 .3
alguém tem,0 e não de acordo com o que não tem.
13 Nosso desejo não é que outros sejam aliviados enquanto vocês são sobrecarregados, mas que
haja igualdade.14 No presente momento, a fartura de vocês suprirá a necessidade deles,p para que, 8 .1 4 p2C o 9.1 2

por sua vez, a fartura deles supra a necessidade de vocês. Então haverá igualdade,15 como está escrito: 8 .1 5 «Êx 16.18

“Quem tinha recolhido muito não teve demais, e não faltou a quem tinha recolhido pouco”i’.íi

A Coleta p a ra os Crentes da Judeia


16 Agradeço a Deusr ter ele posto no coraçãos de Tito* o mesmo cuidado que tenho por vocês, 8 .1 6 ^ C o 2.14;
sAp 17.17;
17 pois Tito não apenas aceitou o nosso pedido, mas está indo até vocês, com muito entusiasmo e por *200 2 .13
8.1 7 “v . 6
a 8 .7 Alguns manuscritos dizem e em nosso am or por vocês.
» 8 .1 5 Ex 16.18.

7 .5 Para mais informações sobre a Macedônia, ver nota em 1.1. 7 .8 Ver “Visitas e cartas de Paulo a Corinto”, em 2C o 2.
2 C OR Í NT I OS 10. 6 i89S

8 .1 8 "2 C o 1 2 .1 8 ; iniciativa própria.u 18 Com ele estamos enviando o irmãov que é recomendado por todas as igrejasw
»1 C o 7.1 7 ;
*2Co 2 .1 2 por seu serviço no evangelho.*19 Não só por isso, mas ele também foi escolhido pelas igrejas para nos
8.19HC01 6.3 ,4 ; acompanharv quando formos ministrar esta doação, o que fazemos para honrar o próprio Senhor e
*v. 11,12
mostrar a nossa disposição.2 20 Queremos evitar que alguém nos critique quanto ao nosso modo de
8 2 1 A m 1 2.1 7; administrar essa generosa oferta,21 pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas
1 4 .1 8
aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.3
22 Além disso, estamos enviando com eles o nosso irmão que muitas vezes e de muitas maneiras já
nos provou que é muito dedicado, e agora ainda mais, por causa da grande confiança que ele tem em
8 .2 3 “ Fm 17; vocês.23 Quanto a Tito, ele é meu companheirobe cooperador0 entre vocês; quanto a nossos irmãos,d
‘ Fp 2.2 5; “v . 1 8 ,2 2
8.24 '2 0 0 7 .4 ,1 4 ; eles são representantes das igrejas e uma honra para Cristo. 24 Portanto, diante das demais igrejas,
9 .2
demonstrem a esses irmãos a prova do amor que vocês têm e a razão do orgulhoe que temos de vocês.
9.1 f1Ts 4 .9; Não tenho necessidade* de escrever a respeito dessa assistência aos santos.92 Reconheço a sua dis­
S2C0 8 .4
9.2 »2Co 7.4 ,1 4 ;
'2C O 8.1 0;
9 posição em ajudar e já mostreih aos macedônios o orgulho que tenho de vocês, dizendo-lhes que,
desde o ano passado,' vocês da Acaiai estavam prontos a contribuir; e a dedicação de vocês motivou a
« 1 1 8 .1 2
9.3 k1 C o 1 6 .2 muitos.3 Contudo, estou enviando os irmãos para que o orgulho que temos de vocês a esse respeito
9.4‘Rm 1 5 .2 6 não seja em vão, mas que vocês estejam preparados, como eu disse que estariam,k4 a fim de que, se
alguns macedônios1forem comigo e os encontrarem despreparados, nós, para não mencionar vocês,
9 .5 mFp 4 .17 ; não fiquemos envergonhados por tanta confiança que tivemos.5 Assim, achei necessário recomendar
"2 0 0 1 2 .1 7 ,1 8
que os irmãos os visitem antes e concluam os preparativos para a contribuição que vocês prometeram.
Então ela estará pronta como oferta generosa,me não como algo dado com avareza."

Sem eando com G enerosidade


9 .6 « P i 1 1 .2 4 ,2 5 ; 6 Lembrem-se: aquele que semeia pouco também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura
2 2 .9 ; Gl 6 .7 ,9
9.7 PÊX 2 5.2 ; também colherá fartamente.0 7 Cada um dê conforme determinou em seu coração,p não com pesar ou
2Co 8 .12 ;
« 1 5 .1 0 ;
por obrigação,1Qpois Deus ama quem dá com alegria/ 8 E Deus é poderosos para fazer que toda a graça
f l m 1 2 .8 lhes seja acrescentada, para que em todas as coisas, em todo o tempo, tendo tudo o que é necessário,*
9 .8 >Ef 3.2 0;
•Fp 4 .1 9 vocês transbordem em toda boa obra.9 Como está escrito:
9 .9 «S11 1 2 .9
“Distribuiu, deu os seus bens aos necessitados;
a sua justiça dura para sempre”a.u

9 .1 0 >ls 55 .1 0 ; 10 Aquele que supre a semente ao que semeia e o pão ao que comevtambém lhes suprirá e multipli­
» 0 s 1 0 .1 2
9 .1 1 -1 Co 1.5; cará a semente e fará crescer os frutos da sua justiça.w 11 Vocês serão enriquecidosx de todas as formas,
i2 C o 1 .1 1
para que possam ser generosos em qualquer ocasião e, por nosso intermédio, a sua generosidade
resulte em ação de graças a Deus.v
9.12z2Co8.14; 12 O serviço ministerial que vocês estão realizando não está apenas suprindo as necessidades2do povo
•2 C o 1 .1 1
9.13 »2Co 8.4; de Deus, mas também transbordando em muitas expressões de gratidão a Deus.3 13 Por meio dessa prova
cMt 9.8; d2Co 2.1 2
de serviçob ministerial, outros louvarão a Deusc pela obediência que acompanha a confissão que vocês
fazem do evangelho de Cristod e pela generosidade de vocês em compartilhar seus bens com eles e com
todos os outros.14 E nas orações que fazem por vocês, eles estarão cheios de amor por vocês, por causa
9.15 «2Co 2 .1 4 ; da insuperável graça que Deus tem dado a vocês.15 Graças a Deuse por seu dom indescritível!*
f l m 5 .1 5 ,1 6

Paulo D efende o seu Ministério


10.1 aM t 11 .2 9 ; 1 r i E u , Paulo, pela mansidão e pela bondades de Cristo, apelo para vocês; eu,h que sou “humilde”
"G l 5 .2
10.2'1 Co 4 .2 1 ; X quando estou face a face com vocês, mas “audaz” quando ausente! 2 Rogo a vocês que, quando
2C o 1 3 .2 ,1 0
estiver presente, não me obriguem a agir com audácia,' tal como penso que ousarei fazer, para com
alguns que acham que procedemos segundo os padrões humanos6. 3 Pois, embora vivamos como
10.412CO 6 .7; homensS não lutamos segundo os padrões humanos. 4 As armas com as quais lutamos) não são
M C o 2 .5 ; U r 1.1 0;
2Co 1 3 .1 0 humanas*4; ao contrário, são poderosas em Deuskpara destruir fortalezas.15 Destruímos argumentos
10.5 ”ls 2 .1 1 ,1 2 ;
1C o 1.1 9 ; e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deusme levamos cativo todo pensamento,
n2Co 9 .1 3
10.6 »2Co 2 .9; para torná-lo obediente" a Cristo. 6 E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma
7 .1 5 vez estando completa a obediência de vocês.0
“ 9.9 Sl 112.9.
b 10.2 Grego: segundo a carne; também no versículo 3.
c 10.3 Grego: na carne.
d 10.4 Grego: carnais.

8.2 3 Esses “representantes” são delegados eleitos das igrejas em geral. 9.2 Para mais informações sobre a Macedônia, ver nota em 1.1.
Não podiam ser menosprezados, por serem partidários de Paulo, esco­
lhidos por ele.
i 896 2 C O R Í N T I OS 10. 7

7 Vocês observam apenas a aparência das coisas." p Se alguém está convencido de que pertence a10.7 pJo 7.24;
01Co 1,12; 3.23;
Cristo,'i deveria considerar novamente consigo mesmo que, assim como ele, nós também pertence­ 14.37; «2Co 11.23
mos a Cristo/ 8 Pois mesmo que eu tenha me orgulhado um pouco mais da autoridade que o Senhor
nos deu, não me envergonho disso, pois essa autoridade é para edificá-los, e não para destruí-los.s
9 Não quero que pareça que estou tentando amedrontá-los com as minhas cartas. 10 Pois alguns 10.10 «ICo 2.3;
Gl 4.1 3 ,1 4 ;
dizem: “As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona/ e a sua palavra U1 Co 1.1 7
é desprezível”.1111 Saibam tais pessoas que aquilo que somos em cartas, quando estamos ausentes,
seremos em atos, quando estivermos presentes.
12 Não temos a pretensão de nos igualar ou de nos comparar com alguns que se recomendam a si10.12 v2Co 3.1
mesmos." Quando eles se medem e se comparam consigo mesmos, agem sem entendimento.13 Nós, 10.13 «v. 1 5 ,1 6
porém, não nos gloriaremos além do limite adequado, mas limitaremos nosso orgulho à esfera de ação
que Deus nos confiou,w a qual alcança vocês inclusive.14 Não estamos indo longe demais em nosso 10.14 *1 C o 3.6;
v2Co 2.12
orgulho, como seria se não tivéssemos chegado até vocês, pois chegamos a vocês* com o evangelho de
Cristo.v15 Da mesma forma, não vamos além de nossos limites, gloriando-nos de trabalhos que outros 10.15 *Rm 15.20;
a2T s 1.3
fizeram.62 Nossa esperança é que, à medida que for crescendo a fé que vocês têm, nossa atuação entre vo­
cês aumente ainda mais,a 16 para que possamos pregar o evangelho nas regiões que estão além de vocês,b 10.16 *>At 19.21
sem nos vangloriarmos de trabalho já realizado em território de outro.17 Contudo, “quem se gloriar 10.17 cJ r 9.24;
1 Co 1.31
glorie-se no Senhor”/ 0 18 pois não é aprovado quem a si mesmo se recomenda,d mas aquele a quem o 10.18 “v. 12;
eRm 2 .2 9 ; 1 C o 4.5
Senhor recomenda.e 11.1 V 4,1 9 ,2 0 ;
M t 17.17;
a 1 0 .7 Ou Observem os acontecimentos evidentes.
av. 1 6 ,17,21;
b 1 0 .1 3 -1 5 Ou Nós, porém, não nos gloriaremos a respeito das coisas que não podem ser medidas, mas sim segundo o padrão 2Co 5 .13
de medida que o Deus de medida atribuiu a nós, a qual também se refere a vocês.l4... t5Tampouco nos gloriamos no que
não se pode medir quanto ao trabalho feito por outros.
f 1 0 .1 7 Jr 9.24.

1 0 .1 0 Os adversários de Paulo eram oradores profissionais, cujo objetivo 1 0 .1 3 A “esfera de ação” talvez seja uma imagem extraída do adetismo,
era extorquir dinheiro de seus ouvintes ingênuos. O modo de Paulo se em que as pistas eram demarcadas para cada corredor.
expressar, porém, era bem diferente: simples, franco, livre de artificiali­ 1 0 .1 6 “Regiões que estão além” pode ser uma referência à Espanha.
dades — e ainda livre de ônus financeiro (11.7).

ÜE

N O T A S H I S T Ó R I C A S E C U L T U R A I S

Heresias no cristianismo primitivo


2C0RÍNTI0S 10 Em suas epístolas, Paulo 0 montanismo foi uma heresia que dava No extremo oposto, teve início no final
muitas vezes adverte seus leitores contra os ênfase total na observância da lei. Surgiu do primeiro século uma seita cristã judaica
falsos ensinamentos (e.g., 2Co 11.3,4). Essas no século II e promoveu excessivos discursos conhecida como os ebionitas, que negavam
precauções revelam que desde cedo o cristia­ proféticos, na esperança de adiantar a volta a divindade de Jesus. Preferiam considerá-lo
nismo esteve exposto a distorções e heresias, de Cristo. um ser humano que obedeceu perfeitamente
que assumiam muitas formas, ora enfatizan­ Entre outras heresias do cristianismo à lei e que, como recompensa, foi transfor­
do demais algum aspecto da doutrina cristã, primitivo que negavam as doutrinas cristãs mado em Messias.
ora negando outros ensinos fundamentais fundamentais estavam o gnosticismo, o do- ❖ No século IV, osarianos também negaram
do cristianismo. a divindade de Jesus, rebaixando-o à posição
cetismo, o ebionismo e o arianismo.
Os "superapóstolos" que se opõem a de semideus (um ser mais poderoso que um
Paulo em 11.5 parecem ter entrado pelo mortal, porém inferior a um deus, ou uma
• f Os gnósticos eram um grupo diverso, mas
caminho de enfatizar mais que o necessário pessoa tão excelente que parecia aproximar-
sua principal doutrina afirmava que o mundo -se do divino). Argumentavam que considerar
a própria justiça (11.15) e gabar-se de reve­
material era, por natureza, maligno e que só a divindade de Jesus contradizia a crença na
lações que supostamente receberam (12.1).
pelo conhecimento era possível ascender à unicidade e imutabilidade de Deus.
Talvez fossem o equivalente dos judaizantes
que Paulo enfrentou na Galácia,1 cujo ensi­ espiritualidade pura do mundo celestial.3
namento exigia a continuidade dos cos­ •?• Os docetistas, subgrupo dos gnósticos, Os credos compostos pela igreja primiti­
tumes judaicos e tentava impor a circuncisão reconheciam a divindade de Jesus, porém va foram maneiras de combater a heresia e
e as leis alimentares sobre os gentios.2 Paulo negavam sua humanidade, por acreditar que identificar a doutrina ortodoxa. Enfatizavam
condenou os que distorciam o evangelho um ser divino era incapaz de sofrer, e con­ a exclusividade de Jesus Cristo que é, ao mes­
com a adição de exigências judaicas (Gl 1.8) cluíam que Jesus apenas parecia humano e mo tempo, totalmente Deus e totalmente
e pregava a salvação pela fé, não pelas obras. parecia experimentara dor. homem.
'Ver "Qual Galácia?", em Gl 1; ver também o mapa 13. JVer "Circuncisão no mundo antigo", em Rm 3; e "Refeições judaicas e hábitos alimentares", em Mt 9.
3Ver "Os gnósticos e seus escritos sagrados", em 1Jo 4.
2 C O R Í NT I OS 1 1 . 2 9 1897

A Preocupação de Paulo com a Fidelidade dos Coríntios


Espero que vocês suportem um poucof da minha insensatez.9 Sim, por favor, sejam pacientes
1 1 .2 »0 s 2.19;
Ef 5.2 6 ,2 7 ;
'2Co 4 .1 4
U comigo.0 2 O zelo que tenho por vocês é um zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um único
marido,h Cristo, querendo apresentá-los' a ele como uma virgem pura.3 O que receio, e quero evitar,
1 1 . 3 iG n 3 .1 -6 ,1 3 ;
J o 8.44; 1Tm 2 .14 ;
é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia,i a mente de vocês seja corrompida e se desvie
A p 1 2 .9 da sua sincera e pura devoção a Cristo. 4 Pois, se alguém tem pregado a vocês um Jesus que não é
1 1 . 4 k1 Co 3.11;
'R m 8 .15 ; aquele que pregamos,k ou se vocês acolhem um espírito diferente1do que acolheram ou um evange­
" G l 1 .6 -9
1 1 . 5 "2 C o 12 .11 ; lho diferente01 do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade. 5 Todavia, não me julgo nem um
Gl 2 .6
1 1 .6 o1 Co 1.17;
pouco inferior a esses “superapóstolos”." 6 Eu posso não ser um orador eloqüente;0 contudo tenho
pEí 3.4
conhecimento.P De fato, já manifestamos isso a vocês em todo tipo de situação.
1 1 . 7 Q 2 C 0 1 2 .1 3 ; 7 Será que cometi algum pecado^ ao humilhar-me a fim de elevá-los, pregando a vocês gratuita­
I C o 9 .1 8
1 1 .8 sFp 4 .1 5 ,1 8 mente o evangelho de Deus?r 8 Despojei outras igrejas, recebendo delas sustento,s a fim de servi-los.
1 1 . 9 í2C o 12 .1 3 , 9 Quando estive entre vocês e passei por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois
1 4 ,1 6
os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava. Fiz tudo para não
1 1 .1 0 “ Rm 9 .1; ser pesado a vocês1 e continuarei a agir assim .10 Tão certo como a verdade de Cristo está em mim,u
vA t 1 8.12 ;
* 1 Co 9 .1 5 ninguém na região da Acaiav poderá privar-me deste orgulho.w 11 Por quê? Por que não amo vocês?
1 1 .1 1 *2 C o 1 2 .1 5
Deus sabe que os amo!x 12 E continuarei fazendo o que faço, a fim de não dar oportunidade àqueles
que desejam encontrar ocasião de serem considerados iguais a nós nas coisas de que se orgulham.
1 1 .1 3 y2Pe 2 .1;
m 1 .1 0 ; *A p 2 .2
13Pois tais homens são falsos apóstolos,V obreiros enganosos,2 fingindo-se apóstolos de Cristo.3
1 1 .1 5 bFp 3 .1 9 14Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de lu z.15 Portanto, não é surpresa
que os seus servos finjam ser servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.b

Paulo Orgulha-se dos seus Sofrimentos


1 1 .1 6 < V ,1 16 Faço questão de repetir: Ninguém me considere insensato.c Mas, se vocês assim me consideram,
1 1 .1 7 < 1 0 ) 7 .1 2 , recebam-me como receberiam um insensato, a fim de que eu me orgulhe um pouco.17 Ao ostentar esse
25
1 1 .1 8 eFp 3 .3 ,4 orgulho, não estou falando segundo o Senhor,dmas como insensato.18 Visto que muitos estão se vanglo­
1 1 . 1 9 fIC o 4-10 riando de modo bem humano*7, eu também me orgulharei®19Vocês, por serem tão sábios,f suportam de
1 1 .2 0 3GI 2 .4 boa vontade os insensatos!20 De fato, vocês suportam até quem os escravizas ou os explora, ou quem se
11.21 h2Co 10.1, exalta ou lhes fere a face.21 Para minha vergonha, admito que fomos fracos demaishpara isso!
1 0 *Fp 3 .4
Naquilo em que todos os outros se atrevem a gloriar-se — falo como insensato — eu também me
1 1 .2 2 iFp 3 .5; atrevoJ22 São eles hebreus? Eu tambémj São israelitas? Eu também.k São descendentes de Abraão?
• fim 9 .4
1 1 . 2 3 '1 C o 15 .1 0 ; Eu também.23 São eles servos de Cristo? — estou fora de mim para falar desta forma — eu ainda mais:
" A t 16 .2 3 ;
2Co 6.4 ,5 trabalhei muito mais,1fui encarcerado mais vezes,mfui açoitado mais severamente e exposto à morte
1 1 .2 4 "D t 2 5 .3 repetidas vezes.24 Cinco vezes recebi dos judeus trinta e nove açoites.0 25 Três vezes fui golpeado com
1 1 .2 5 °At 16.22 ;
PAt 1 4 .1 9 varas,0 uma vez apedrejado,p três vezes sofri naufrágio, passei uma noite e um dia exposto à furia do
1 1 .2 6 flAt 9 .2 3 ; m ar.26 Estive continuamente viajando de uma parte a outra, enfrentei perigos nos rios, perigos de as­
1 4 .5 ; rA t 2 1 .3 1 ;
«Gl 2 .4 saltantes, perigos dos meus compatriotas, perigos dos gentios*^ perigos na cidade/ perigos no deserto,
1 1 . 2 7 11 Co 4.11 perigos no mar e perigos dos falsos irmãos.s 27 Trabalhei arduamente; muitas vezes fiquei sem dormir,
,1 2 ; 2Co 6.5
passei fome e sede, e muitas vezes fiquei em jejum;1 suportei frio e nudez. 28 Além disso, enfrento
diariamente uma pressão interior, a saber, a minha preocupação com todas as igrejas. 29 Quem está
fraco, que eu não me sinta fraco? Quem não se escandaliza, que eu não me queime por dentro?

a 1 1 .1 Ou De fato, já estão suportando.


b 1 1 . 1 8 Grego: segundo a carne.
c 1 1 . 2 6 Isto é, os que não são judeus.

11.5 Os “superapóstolos” eram os falsos apóstolos que se haviam infil­ relação aos cristãos gentios, daí a probabilidade de serem judaizantes (ver
trado na igreja de Corinto e que, na realidade, não eram apóstolos (ver nota em Gl 1.7), que queriam impor aos convertidos gentios práticas e
“Heresias no cristianismo primitivo”, em 2Co 10). observâncias caracteristicamente judaicas.
11 .6 Intencionalmente, Paulo continua se dirigindo a seu público como 11 .2 4 .2 5 Oito fustigaçóes são mencionadas aqui, cinco da parte dos
um “amador”. Seu chamado é para a proclamação, não para a manipu­ judeus e três da parte das autoridades romanas. As três fustigaçóes pelos
lação. Ele fará o que for necessário para não ser confundido com os retó­ romanos eram golpes com varas (não com açoites), aplicados a despeito
ricos profissionais do mundo antigo (ver “Debate e retórica no mundo de Paulo ser legalmente protegido, como cidadão romano, desse tipo de
antigo”, em At 15). castigo (ver “Cidadania romana”, em Fp 3).
11.7 O método de operação dos falsos mestres era exigir pagamento por 11.25 O apedrejamento era uma forma de execução tradicional entre
seus serviços “profissionais”. Paulo, diziam seus inimigos, estava se rebai­ os judeus.
xando e cometendo um pecado ao quebrar a regra segundo a qual todo pro­ Apenas um naufrágio é mencionado em Atos, mas ocorreu após a
fessor deveria receber pagamento proporcional ao valor de sua capacidade. redação dessa carta. Os três naufrágios mencionados aqui talvez tenham
11.10 Para mais informações sobre a Acaia, ver nota em 1.1. ocorrido durante as viagens marítimas anteriores (ver “As viagens no
11.22 As reivindicações aqui subentendidas por parte dos falsos apósto­ mundo greco-romano”, em IT s 3).
los mostram que eles eram judeus com sentimentos de superioridade em
1898 2CORÍ NTI OS 11. 30

..iÜ Jl__ li

Aretas IV de Nabateia e Vetra


2C0RÍNTI0S 11 Aretas IV governou um Josefo relata que, quando Aretas IV destruiu um dos mais bem preservados altares da
reino no deserto de Nabateia (mapa 14) de grande parte do exército de Antipas, poucos Antiguidade. Petra é possivelmente a Selá
9 a.C. a 40 d.C Sua capital era Petra, e a nação anos depois, muitos judeus viram nesse fato do AT, capturada por Amazias de Judá (2Rs
englobava o sul da Síria, o Jordão, o Neguebe uma retribuição divina pela execução de João 14.7). Por volta de 312 a.C., quando os gre­
de Israel, a Península do Sinai, porções dos [Antiguidades, 18.5.2). gos tomaram o controle do Oriente Médio,
deserto ocidentais do Egito e a região no­ 0 sítio arqueológico nebateu mais famo­ Petra era a capital dos nebateus, que possi­
roeste da Arábia Saudita. Iniciando no século so é Petra, localizado na moderna Jordânia, velmente haviam migrado do golfo Pérsico.
IV a.C., Nabateia começou a acumular grande que havia sido território edomita. Fica perto Depois que Paulo começou a pregar
riqueza por meio do comércio de caravanas, da estrada Real, uma das importantes nas sinagogas de Damasco,3 os judeus
que traziam mercadorias de
luxo do Oriente.
Aretas IV, a despeito de
ser um usurpador com uma
reivindicação marginal ao
trono,tornou-se o governan­
te mais poderoso de Naba­
teia, recebendo, finalmente,
reconhecimento oficial de
César Augusto.1 Durante seu
governo, o reino alcançou o
apogeu comercial, cultural
e artístico. Várias moedas
cunhadas por Aretas IV sub­
sistiram, e muitas delas tra­
zem sua efígie.2
Uma das filhas de Aretas
IV casou-se com Herodes
Antipas, filho de Herodes,
o Grande, e governante
da Galileia e da Pereia, na
Transjordânia, de 4 a.C. a 39
d.C. Herodes Antipas, mais
tarde, divorciou-se da filha
de Aretas a fim de se casar
com Herodias, mulher de seu Al-Khazneh (o Tesouro do Faraó) em Petra (talvez a tum ba de Aretas IV)
meio-irmão Herodes Filipe I. Foto: © Todd Bolen/Bíble Places.com

João Batista manifestou-se


contra essa atitude e advertiu Herodes Anti­ rotas comerciais no lado ocidental do rio locais, com o apoio do etnarca romano sob
pas: "Não te é permitido viver com a mulher Jordão. 0 sítio ocupa uma área de 1,6 quilô­ o governo de Aretas IV, tentaram matá-lo,
do teu irmão" (Mc 6.18). João foi preso e por metro de comprimento e uma distância mas ele conseguiu escapar (At 9.23-25; 2Co
fim executado, a pedido de Herodias (Mt pouco menor de largura. Tumbas suntuosas 11.32,33). Esse incidente indica que Roma
14.1-12; Mc 6.14-29). Como havia também com átrios de banquetes funerários foram e Aretas IV exerciam poder político em
uma disputa entre Aretas IV e Agripa concer­ entalhadas nas montanhas de arenito em Damasco.
nente ao governo de um território chamado volta da região, e as mais famosas são o
Gamala, Aretas usou o repúdio de Antipas Tesouro do Faraó e as Tumbas Reais. Um
à sua esposa nebateia como desculpa para antigo local de culto, estabelecido no topo
declarar guerra. 0 historiador judeu Flávio de um dos picos nos arredores, apresenta

'Ver “César Augusto, imperador de Roma; o censo; Quirino, governador da Síria", em Lc 1. 2Ver "Moedas e numismática", em Lc 15. 3Ver "Damasco”, em Is 17.
2 C O R Í N T I O S 12. 21 1899

11.30 U1 Co 2 .3 30 Se devo orgulhar-me, que seja nas coisas que mostram a minha fraqueza.u 310 Deus e Pai do
11.31 vRm9.5
11.32 wAt 9.24 Senhor Jesus, que é bendito para sempre,vsabe que não estou mentindo.32 Em Damasco, o governador
nomeado pelo rei Aretas mandou que se vigiasse a cidade para me prender.w33 Mas de uma janela na
muralha fui baixado numa cesta e escapei das mãos dele.x

A Visão de Paulo
12.1 v2Co 1 1.1 6, 1 É necessário que eu continue a gloriar-me com isso.v Ainda que eu não ganhe nada com isso",
3 0 ; zv. 7
12.2 *A t 8.3 9 ; X .Z/passarei às visões e revelações2 do Senhor.2 Conheço um homem em Cristo que há catorze anos
bEf 4.1 0; foi arrebatado3 ao terceiro céu.bSe foi no corpo ou fora do corpo, não sei; Deus o sabe.0 3 E sei que esse
‘ 2C o 11.11
12.4 dLc 23 .4 3 ; homem — se no corpo ou fora do corpo, não sei, mas Deus o sabe — 4 foi arrebatado ao paraísod e
A p 2 .7
ouviu coisas indiziveis, coisas que ao homem não é permitido falar.5 Nesse homem me gloriarei, mas
12.6 e2Co 1 1 .1 6 não em mim mesmo, a não ser em minhas fraquezas.6 Mesmo que eu preferisse gloriar-me não seria
insensato,e porque estaria falando a verdade. Evito fazer isso para que ninguém pense a meu respeito
mais do que em mim vê ou de mim ouve.
12.7•Nm 3 3 .5 5 7 Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um
12.8 9M t 2 6 .3 9 ,4 4 espinho na carne,* um mensageiro de Satanás, para me atormentar.8 Três vezes roguei ao Senhor que
12.9 hFp4.13 o tirasse de mim .s» Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poderh se aperfei­
çoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que
12.10 i2C o 6 .4; o poder de Cristo repouse em m i m . 10 Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos
iR o 5 .3 ; 2T s 1.4;
k2Co 13 .4
insultos, nas necessidades,' nas perseguições^ nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte.k

A Preocupação de Paulo com os Coríntios


12.11'2C o 1 1 .1 ; 11 Fui insensato,1mas vocês me obrigaram a isso. Eu devia ser recomendado por vocês, pois em
m2C o 11 .5;
"1C o 1 5 .9 ,1 0
nada sou inferior aos “superapóstolos”,"1embora eu nada seja." 12 As marcas de um apóstolo — sinais,
12.12 °Jo 4 .4 8 maravilhas0 e milagres — foram demonstradas entre vocês, com grande perseverança.13 Em que
12.13 p1 Co 9 .12 ,
1 8; Q2Co 1 1 .7 vocês foram inferiores às outras igrejas, exceto no fato de eu nunca ter sido um peso para vocês?P
Perdoem-me essa ofensa!1!
12.14 ^ C o 13 .1; 14 Agora, estou pronto para visitá-los pela terceira vezr e não serei um peso, porque o que desejo
*1 Co 4 .1 4 ,1 5 ;
'P v 1 9 .1 4 não são os seus bens, mas vocês mesmos. Além disso, os filhos não devem ajuntar riquezas para os
12.15 uFp 2 .1 7 ; pais,s mas os pais para os filhos.1 15 Assim, de boa vontade, por amor de vocês, gastarei tudo o que
1T s 2 .8
tenho e também me desgastarei pessoalmente.11 Visto que os amo tanto, devo ser menos amado?
12.16 v2Co 1 1 .9 16 Seja como for, não tenho sido um peso para vocês.v No entanto, como sou astuto, eu os prendi
12.18 w2C o 8.6, com astúcia.17 Porventura eu os explorei por meio de alguém que enviei a vocês?18 Recomendei" a
1 6; * 2 C o 8 .1 8
Tito que os visitasse, acompanhado de outro irmão.x Por acaso Tito os explorou? Não agimos nós no
mesmo espírito e não seguimos os mesmos passos?
12.19 yRm 9.1; 19 Vocês pensam que durante todo este tempo estamos nos defendendo perante vocês? Fala­
z2Co 1 0 .8
mos diante de Deusv como alguém que está em Cristo, e tudo o que fazemos, amados irmãos, é para
12.20 a2Co 2 .1 -4 ; fortalecê-los.z 20 Pois temo que, ao visitá-los,a não os encontre como eu esperava, e que vocês não
t>1 Co 4.2 1;
c1 C o 1 .1 1 ; me encontrem como esperavam.*1 Temo que haja entre vocês brigas,0 invejas, manifestações de ira,
3 .3 ; dGI 5.2 0;
eR m 1.29; divisões,dcalúnias, intrigas,e arrogância e desordem.121 Receio que, ao visitá-los outra vez, o meu Deus
*1 C o 1 4 .3 3
12,2192CO 2.1 ,4 ;
me humilhe diante de vocês e eu lamentes por causa de muitos que pecaram anteriormente11e não se
h2Co 1 3 .2 arrependeram da impureza, da imoralidade sexual e da libertinagem que praticaram.

0 12 .1 Vários manuscritos dizem Embora não me seja vantajoso gloriar-me.

1 1 .3 2 Para mais informações sobre Damasco, ver nota em At 9.2. 1 2 .4 “Paraíso” é uma palavra de origem persa (gr. paradeisos) que significa
Aretas IV, sogro de Herodes Antipas, reinou sobre os árabes de Nabateia “parque”, mas transliterado daquela forma três vezes no N T (também
por volta de 9 a.C. a 40 d.C. (ver nota em At 9.23; ver também “Are­ em Lc 23.43; Ap 2.7). Nos três casos, refere-se ao céu. Havia uma pala­
tas IV de Nabateia e Petra”, em 2Co 11). É possível que o imperador vra similar no A T hebraico, pardes, traduzido por “floresta”, “jardim” ou
romano Calígula tenha devolvido Damasco a Aretas, pois já fizera parte “parque” (Ne 2.8; Ec 2 .5; C t 4.13).
do território deste. 1 2 .1 4 Para mais informações sobre a relação entre pai e filho, ver nota
1 1 .3 3 V er “A cidade antiga”, em At 12. em E f 6.1.
1 2 .2 “Há catorze anos” remete a um momento anterior no ministério de 1 2 .1 6 Paulo ecoa, com ironia, a acusação dos falsos mestres de que ele
Paulo, antes de sua primeira viagem missionária. organizou a coleta a favor dos cristãos empobrecidos de Jerusalém com a
O “terceiro céu” aparentemente designa um lugar entre o “céu” imedia­ única intenção de embolsar o dinheiro.
to, da atmosfera da Terra, e o “céu” mais distante, do espaço exterior 1 2 .2 0 A igreja de Corinto era imatura, não espiritual, desorganizada e
— na presença do próprio Deus (ver nota sobre cosmologia antiga em dividida.
Ez 32.7,8).
1900 2 C O R Í N T I O S 13. 1

Advertências Finais
1 O Esta será minha terceira visita a vocês.' “Toda questão precisa ser confirmada pelo depoimento 13.1 *200 12.14;
JDt 19.15;
X J de duas ou três testemunhas”0J 2 Já os adverti quando estive com vocês pela segunda vez. Agora, M t 1 8 .1 6
1 3 .2 k2Co 1.23;
estando ausente, escrevo aos que antes pecaramke aos demais: quando voltar, não os pouparei,13 visto i2Co 12.21
1 3 .3 mM t 10.2 0 ;
que vocês estão exigindo uma prova de que Cristo fala por meu intermédio.mEle não é fraco ao tratar 1 Co 5.4
com vocês, mas poderoso entre vocês.4 Pois, na verdade, foi crucificado em fraqueza,11mas vive pelo 1 3 .4 "Fp 2.7,8;
1Pe 3 .1 8 ; °Rm 1.4;
poder de Deus.0 Da mesma forma, somos fracosP nele, mas, pelo poder de Deus, viveremos com ele 6 .4 ; pv. 9

para servir vocês.


5 Examinem-sefl para ver se vocês estão na fé; provem a vocês mesmos.r Não percebem que Cristo1 3.5 1 1 Co 11.28;
rJ o 6.6 ; sRm 8 .1 0
Jesus está em vocês?s A não ser que tenham sido* reprovados! 6 E espero que saibam que nós não
fomos reprovados.7 Agora, oramos a Deus para que vocês não pratiquem mal algum. Não para que
os outros vejam que temos sido aprovados, mas para que vocês façam o que é certo, embora pareça
que tenhamos falhado. 8 Pois nada podemos contra a verdade, mas somente em favor da verdade.
9 Ficamos alegres sempre que estamos fracos e vocês estão fortes; nossa oração é que vocês sejam 1 3 .9 V . 11

aperfeiçoados.*10 Por isso escrevo estas coisas estando ausente, para que, quando eu for, não precise 1 3 .1 0 ^ C o 10.8

ser rigoroso no uso da autoridade que o Senhor me deu para edificá-los, e não para destrui-los.11

Saudações Finais
11 Sem mais, irmãos,v despeço-me de vocês! Procurem aperfeiçoar-se, exortem-se mutuamente', 13.11 *1T s 4.1;
2 T s 3.1 ; " M c 9.50;
tenham um só pensamento, vivam em paz.wE o Deus de amor e pazx estará com vocês. xRm 15.3 3 ; Ef 6.2 3

12 Saúdem uns aos outros com beijo santo.*13 Todos os santos enviam saudações.2 1 3 .1 2 yRm 1 6 .1 6
1 3 .1 3 í p 4.2 2
14 A graça do Senhor Jesus Cristo,3 o amor de Deusb e a comunhão do Espírito Santo0 sejam com1 3 .1 4 aRm 16.20;
2C o 8.9 ; bRm 5.5;
todos vocês. J d 21; cFp 2.1

» 1 3 .1 D t 19.15.
b 1 3 .5 O u que se considerem.
1 1 3 . 1 1 O u aceitem minha exortação.

13.11 Sobre os “irmãos”, ver nota em Rm 1.13. 13.12 Para mais informações sobre o “beijo santo”, ver nota em ICo 16.20.