PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão

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Extrusão é um processo de transformação de termoplásticos. O processo utiliza um equipamento denominado extrusora que é constituído de um cilindro aquecido dentro do qual uma rosca. Este conjunto plastifica a resina. A extrusora é alimentada com resina através de um funil alimentador (tremonha), situado na seção traseira. A resina é transportada ao longo do cilindro pelo movimento de rotação da rosca. As resinas são fundidas gradativamente pelo contato com a parede aquecida do cilindro e o calor gerado pelo cisalhamento da massa entre a rosca e o cilindro. A rosca comprime o polímero através da matriz, que molda o fundido na sua forma final.

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão)
Este processo é comum a vários segmentos da terceira geração petroquímica, como: Extrusão de filmes Extrusão de ráfia Extrusão de monofilamentos Extrusão de chapas Extrusão de lâminas Extrusão de tubos Extrusão de perfis Revestimento por extrusão Construção de fios e cabos

ou molda o termoplástico fundido no produto que se pretende obter.5 kg/h de resina. . Portanto o processo para extrudar 23 a 45 kg/h de resina requer um motor de 10 a 20 CV. 380 ou 440 volts. este processo é semelhante a todos os tipos de transformação mencionados. O mais comum é um conjunto de velocidade variáveis formado por um motor com potência.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Até a matriz ou cabeçote. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Motor e caixa de redução A rosca é acionada por motor elétrico.3 a 4. geralmente de 220. geralmente. A matriz é que dá forma. 30% maior que a exigida pela extrusora na sua condição mais crítica e um variador de velocidade que pode ser eletromagnético ou mecânico. A força requerida é de 1 a 2 CV do motor para cada 2.

2. ajustando-as na faixa de 20 a 160 rpm. Para que a velocidade seja mudada num processo de extrusão. é de alto custo. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Acionamento 1. A redução de velocidade da rosca é efetuada através de polias e correias. Corrente contínua que utiliza um motor de corrente contínua com seu próprio sistema de controle. entretanto tem baixo custo por não consumir muita energia elétrica e é eficiente a baixas velocidades. às vezes. é necessários conhecer-se as características físicas da resina e a potência do motor. Geralmente. Requer grande espaço para instalação. • . o nível de 80 decibéis que é o máximo tolerado pelo ouvido humano.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) A velocidade dos motores elétricos é normalmente de 1. Este tipo de acoplamento é pequeno e de baixo custo. Sua grande desvantagem é o seu alto nível de ruído. As unidades de conversão proporcionam reduções de velocidade na razão de 8 para 1. velocidade constante e acoplamento magnético. verificação periódica do nível de óleo. • Eletromagnético Corrente continua Eletromagnético que usa um motor de corrente alternada. O controle de velocidade é mantido pelo ajuste do campo magnético no acoplamento. unindo o motor à caixa redutora. As roscas comuns têm suas rotações de 20 a 200 rpm e por esta razão as caixas redutoras são usadas entre o motor e a rosca. estas caixas redutoras requerem o mínimo de manutenção. superando. como por exemplo.750 rpm em ligações diretas com a rosca.

masterbatches. • O acionamento da rosca. Nesta região. por resistências elétricas e o controle de temperatura por termopares ou termoelementos inseridos em poços perfurados ao longo do cilindro. Esta contrapressão melhora a plastificação e homogeneíza a massa de polímero. dependendo do tipo de matriz acoplada. outras configurações ou periféricos são colocados. é obtido por motores elétricos de corrente alternada ou contínua cuja velocidade é modificada por uma caixa de engrenagens redutoras ou variador. cargas e aditivos. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • O aquecimento da extrusora é conseguido. é instalada uma placa perfurada que sustenta um conjunto de telas. objetivando filtrar ou impedir a passagem de contaminantes da resina para a matriz e ao mesmo tempo criar uma contrapressão no fluxo de material fundido. • • • . respectivamente.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Conjunto cilindro-rosca • O cilindro e a rosca são construídos em aço especial de alta resistência física à ação da força de cisalhamento e temperatura impostas pelo aquecimento da parede do cilindro e alta resistência química à abrasão do polímero. na grande maioria dos processos. termina o processo de extrusão propriamente dito. Na seção dianteira do cilindro. Daí para a frente. monitorando o “ligadesliga” das resistências. como já mencionado.

o que determina a capacidade de produção da máquina. na linguagem comum. que também é chamado barril ou canhão. Uma carenagem para isolamento térmico deve ser instalada ao redor do cilindro. é o diâmetro interno do cilindro (que é. o cilindro. Ele é um tubo onde é instalada uma rosca e deve ser construído com resistência para: • • • Permitir um acoplamento sem flexão face às pesadas matrizes posicionadas na sua extremidade. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Cilindro Enfatizando. para reduzir ao máximo a perda de calor por convecção do cilindro para a atmosfera. é fabricado com aços especiais que resistam à ação corrosiva e abrasiva das resinas termoplásticas. Suportar a contrapressão gerada pelo conjunto placa-filtro e telas. aproximadamente. Suportar as pressões exercidas pelas resinas processadas.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) A capacidade máxima determinada pela: produtiva de uma extrusora é Seleção do diâmetro da rosca Seleção de rotação da rosca Seleção do motor e redutor Profundidade do canal da rosca na zona de alimentação e dosificação Seleção do comprimento da rosca De forma geral. . igual ao diâmetro da rosca).

A relação comprimento-diâmetro normalmente é de 15:1 a 30:1 Maiores relações proporcionam melhor plastificação da resina. Esta relação é definida pela distância no cilindro entre a zona traseira sob o funil de alimentação e a placa-filtro dividida pelo diâmetro interno nominal do cilindro. Conjuntos dessas bandas ou braçadeiras envolvem o cilindro. que permite determinar a dimensão da sua superfície interna para uma homogeneização satisfatória do plástico e eficiente transferência de calor. Os sistemas de aquecimento e resfriamento do cilindro são importantes para manter sua temperatura uniforme retirando o calor gerado pelo trabalho mecânico da resina contra a sua parede. • • • . O resfriamento é efetuado na maioria das vezes. Suas larguras. proporcionando-lhe regiões uniformes de aquecimento. diâmetros e potências variam de acordo com as exigências do processo. • • PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Sistema de aquecimento e resfriamento do cilindro • Para aquecer o cilindro são resistências elétricas em forma de banda ou braçadeira que se abraçam ao redor do corpo do cilindro. Menores relações são utilizadas em extrusoras adiabáticas. O cilindro de extrusão deve ter facilidade de resfriamento para que sua temperatura seja controlada rápida e eficientemente. com ar de ventoinhas distribuídas ao longo das secções da rosca.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • A relação comprimento e diâmetro (C/D) são uma característica própria do cilindro.

2. fácil limpeza e manutenção e abrange uma grande faixa de temperatura. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Tipos de sistema de resfriamento: 1. perde água após seu uso. Óleo ou vapor – Óleo quente ou vapor é circulado em camisas ou serpentinas helicoidais em torno do cilindro. o cilindro sempre é construído com uma região de resfriamento independente para a zona de alimentação da rosca. Este sistema pode ser fechado ou aberto. . O calor é dissipado pela circulação da água através de camisa ou serpentina que envolve o corpo do cilindro. Resfriamento por ar – Consiste de ventoinhas independentes para cada zona da rosca ou uma ventoinha central com controle de fluxo de ar para cada zona. Esse tipo de sistema requer outro de resfriamento acoplado. Pouco usado na prática. O controle de temperatura é feito separadamente por resistências elétricas imersas no óleo ou vapor. porém não muito usado. Resfriamento por líquido – Utiliza água. pelo seu baixo custo. É um sistema bem eficiente. Tem alto custo de instalação e manutenção. cuja temperatura deve se manter abaixo da temperatura de fusão da resina. Resistência elétrica – O tipo amplamente usado. para um controle de temperatura apropriado. Independentemente destes sistemas de refrigeração.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Tipos de sistema de aquecimento: 1. Neste caso. 2.

Alimentação 2.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Rosca A função da rosca é transportar e gradativamente fundir e homogeneizar a resina. porém o mais comum é a rosca de compreensão e fusão crescente. desenhada com: Passo constante Profundidade do canal maior e constante na de alimentação. As zonas de uma rosca são. comprimindo-a pela matriz. fundamentalmente. Compressão 3. três: 1. diminuindo suavemente ao longo da zona de compressão e mantendo-se constante novamente na zona de dosificação. Há uma enorme variedade de tipos de rosca. Dosificação PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) .

deve-se manter a rosca fria na zona de alimentação e o cilindro aquecido. somente. possuir alto grau de deslizamento com a superfície do canal e um baixo grau de cisalhamento com a parede do cilindro. • • O material deve. embora as aqueça um pouco.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • A zona de alimentação objetiva. • • . comparando-se com o das outras zonas – sua finalidade é transportar. Para um transporte eficiente a resina não deve remanescer nos canais da rosca. transportar as resinas. desta forma. • • Baixo atrito entre ângulos e parede do cilindro – não deve ocorrer fusão da resina. O transporte é realizado do fundo do funil até a zona de compressão. Para otimização do processo. 20° para o PEBD – para intensificar o transporte. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • O máximo desempenho da zona de alimentação pode ser obtido por: Canal relativamente profundo. Ângulo helicoidal adequado.

Ligas de aço como o Xaloy resistem condições mais criticas. dosagem ou bombeamento. como o 8550. • . Normalmente ela é nitretada. a altura do filete vai se reduzindo gradativamente o que provoca o cisalhamento da resina e com a ajuda do aquecimento do cilindro faz com que o polímero se funda. o polímero já está todo fundido. Pelo fato da rosca ser muito solicitada. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • O aço para construção da rosca deve ser especial. Isto visa minimizar o seu desgaste por corrosão e abrasão. • Na zona de dosificação. transição ou plastificação. O filete tem pequena e constante altura. Sua finalidade é homogeneizar e transportar o material fundido com pressão e vazão uniforme para a matriz. um tratamento superficial torna-se imprescindível. cromada etc. Nesta. os grãos começam a se aquecer e se compactar com pressão que gradualmente vai aumentando.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • Na zona de compressão.

onde a resina é colocada manualmente e por gravidade mantém o cilindro alimentado. Razão de compressão de uma rosca é a relação da altura do filete da zona de alimentação e a altura do filete da zona de dosificação. ela é chamada “rosca quadrada”. ela é denominada “roca controlada”. como silo. A rosca pode ser perfurada no seu sentido longitudinal. Quando a rosca tem a distancia entre os filetes igual ao seu diâmetro externo. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Funil de alimentação A grande maioria dos transformadores emprega um funil simples de alimentação. permitindo resfriamento interno. Neste caso. um succionador leva a resina de sua embalagem original para o funil sem a necessidade da presença contínua do operador. No entanto. alimentadores automáticos ou outros sistemas mais sofisticados. Com o alimentador automático.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Generalidades “Rosca neutra” é o nome que se dá à rosca sem refrigeração interna. permitem o controle de nível do funil com maior facilidade e rapidez. • • .

as telas mais abertas só servem para apoio das mais fechadas e não para filtrar. Para tanto. Se área logo abaixo do funil não se mantiver com temperatura menor que a temperatura de fusão do polímero. melhor a funcionalidade da placa. pois ela deve ser mantida fria. de diâmetro entre 3 a 5 mm e fica instalado num rebaixo da parede interna do cilindro entre a ponta da rosca e o adaptador. como 80 a 120 “mesh”. Menor o diâmetro dos orifícios. • • . este poderá se fundir indevidamente. As de malha mais aberta como 20 e 40 “mesh”. apóiam as de malha mais fechada. formando uma “ponte” que impedirá os grânulos fluírem para a zona de alimentação da rosca. A placa sustenta as telas de malhas diferentes. há um sistema de refrigeração com água individual para esta seção. geralmente. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Placa-filtro e conjunto de telas • A placa-filtro é um disco de aço com orifícios. Aliás.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) A zona de alimentação é isolada da área de aquecimento do cilindro. propriamente dito. Os orifícios devem ser aerodinâmicos para a livre fluidez de resina através da placa.

O que facilita a troca. porém tem maior custo que a tela convencional. Existem troca-telas mais avançados que agilizam o tempo de interrupção da troca.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Uma só tela do tipo “brush heap”. PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) As funções básicas da placa-filtro são: Auxiliar o aumento de contrapressão da massa polimérica Transformar o fluxo turbulento do extrudado em fluxo laminar Segurar impurezas O projeto e construção da placa requerem precisão. que são espaços que retêm o plástico fundido e degradam ou contaminam o processo ou o produto. . Um troca-tela tipo gaveta ou de fita é muito eficaz. com uma trança toda especial substitui um conjunto de telas padrões. para serem evitados “pontos mortos”.

PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Conjunto de telas mais freqüentemente usados na extrusão do PEBD “Mesh” é o número de aberturas por polegada quadrada. Um painel de controle mais simples possível é configurado com: Chaves e botões de partida e parada Tacômetro para indicação da rotação da rosca Amperímetro do motor de acionamento Indicadores e controladores de temperatura Contatores Potenciômetros Voltímetro Lâmpadas indicadoras do funcionamento do processo . PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Controle do processo Toda extrusora tem uma instrumentação própria. que facilita ao máximo sua operação e manutenção.

• . Poderá até ser um sinalizador de problemas. Um indicador de temperatura da massa opcionalmente instalado no adaptador. antes da placa-filtro e é muito útil. quando houver aumento indevido de pressão. também: CLP – Controlador Lógico Programável SDCD – Sistema Digital de Controle Distribuído (ou Distância) PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • Um indicador de pressão da massa é instalada no corpo do cilindro. Ele indicará se as telas estão saturadas ou se há variação na temperatura de massa. resistência elétrica ou os instrumentos estão operando normalmente. desligar o motor da extrusora. • Equipamentos de tecnologia mais avançada podem possuir.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) • Cada zona possui um amperímetro individual que indica se o termopar. com sua ponta imersa na massa do extrudado indica se o controle exercido pelo sistema de aquecimento está operando satisfatoriamente.

usada no revestimento por extrusão ou construção de fios e cabos. Pode ser um simples tubo reto. usado na extrusão de filme. Seu desenho muda com o processo no qual se adapta. • • • PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Adaptador . Como na placa-filtro. Uma cruzeta.PROCESSAMENTO DE POLÍMEROS(Extrusão) Adaptador O adaptador é uma conexão do cilindro com a matriz. ele precisa ser projetado com linhas aerodinâmicas para dar continuidade ao tipo de fluxo do material efluente da placa e não apresentar nenhum “ponto morto”.

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