Você está na página 1de 16

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Língua Portuguesa

Nome:

Prova de Aferição 2006

Idade:

Sexo:

F

Portuguesa Nome: Prova de Aferição 2006 Idade: Sexo: F M Instruções Gerais sobre a Prova Esta

M

Portuguesa Nome: Prova de Aferição 2006 Idade: Sexo: F M Instruções Gerais sobre a Prova Esta

Instruções Gerais sobre a Prova

Esta prova é constituída por duas partes. Dispões de 50 minutos para realizares cada uma delas e de 20 minutos de intervalo.

1.ª PARTE

Durante a primeira parte, vais responder a questões sobre cada um dos textos que te são apresentados para leitura. A seguir, vais resolver um conjunto de questões sobre o funcionamento da Língua Por- tuguesa. Se acabares antes do tempo previsto, deves aproveitar para rever as tuas respostas. Após o intervalo, não poderás alterar ou completar as respostas dadas na primeira parte.

2.ª PARTE

Durante a segunda parte, vais escrever dois textos. Se acabares antes do tempo previsto, deves aproveitar para reler os textos que escrevestes.

Deves respeitar as instruções que a seguir te são dadas.

• Responde na folha da prova, a caneta ou esferográfica, de tinta azul ou preta.

• Não podes usar corrector nem «esferográfica-lápis».

• Numas questões, terás de escolher e assinalar a(s) resposta(s) correcta(s); noutras, terás de escrever a resposta.

• Nas questões em que apenas tens de assinalar a(s) resposta(s) correcta(s), se te enganares e puseres um no quadrado errado, risca esse quadrado e coloca o sinal no lugar que consi- deres certo.

• Nas outras questões, se precisares de alterar alguma resposta, risca-a e escreve à frente a nova resposta.

• Na segunda parte, deves fazer um rascunho de cada um dos textos, numa folha própria, que te é dada. Podes usar lápis e borracha.

• Ao passares os textos a limpo para a folha da prova, se precisares de alterar o que escreveste, risca e escreve de novo.

Prova de Aferição 2006

1.ª Parte

Lê o texto com muita atenção.

A VISITA À MADRINHA

1

Agora, agora mesmo quase à beirinha do sono da noite, dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida e a preparar-me para assistir a certas coisas que me aconteceram por volta dos meus 5 anos de idade! (…) Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe olhou para mim e para

5

as minhas duas irmãs, mais novas do que eu e, apontando apenas para mim, anunciou em voz solene: «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!» (…) A minha Madrinha era nossa tia-avó. Pequenina e delicada, não parecia muito preparada para viver neste mundo. Digo isto porque andava muito devagarinho, como se tivesse medo de pisar o chão e de ele se queixar. E passava por entre os móveis e as

10

cadeiras, e de porta em porta, com muita cerimónia, assim como que a pedir licença para passar. E o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos à roda da cabeça. A Madrinha morava no Porto, junto da Rua Sá da Bandeira, numa moradia muito bonita. Quando no dia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem arranjadas, de luvas e chapéu, com os ouvidos cheios de «Não façam isto, não façam aquilo»…

15

«Portem-se bem»… «Não batam os pés»… «Não mexam em nada»…, já sabíamos que a Madrinha estava à nossa espera, pois esta visita anual era sempre anunciada com a devida antecedência. Tocámos à campainha, alguém veio abrir a porta e pegar nos nos- sos casacos e chapéus e luvas, que não vi onde penduraram. À nossa frente, num vasto chão imaculadamente branco, uma passadeira de veludo vermelho parecia não ter fim.

20

Lá muito ao fundo, numa sala cheia de quadros e de esculturas, e de muitos, muitos livros, estavam a Madrinha e o Padrinho, de braços abertos. O Padrinho, o nosso tio-avô Alberto Villares, «era um sábio» – dizia sempre o meu pai, «e que até era um cientista ilustre, tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa, onde estudava os mistérios do céu, e que do Observatório de Paris estavam sempre a pedir a opinião

25

dele»…, e por tudo isto, embora ele fosse sempre muito delicado e muito simpático para nós, eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados disparates ao pé dele. Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim, mas a verdade é que ainda não sabia. Então, ele foi buscar um livrinho com desenhos. Em cada página havia um lindo e colorido desenho muito grande, que tinha por baixo,

30

escrita, o que eu já percebia que era uma palavra. E foi assim: numa página vi uma grande maçã e… apontando com um dedo a palavra que estava debaixo, fingi que, a muito custo, lia a palavra MAÇÃ. Na página a seguir, vi um pato e fingi que lia, a custo, a palavra que estava por baixo: PATO.

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

35

40

45

Prova de Aferição 2006

Como a vida me estava a correr bem, fiquei mais calma. Até que apareceu uma

página com um desenho que era mesmo mesmo uma grande mão. Sem hesitar nem um bocadinho, apontei para a palavra em baixo e, muito lampeira, quase gritei: MÃO! Foi uma risota. Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem perceber porquê! Até que a minha mãe, devagarinho e docemente, me disse: – «Não, filha, o que aqui está escrito não é MÃO. O que está escrito é LUVA». Fiquei tão envergonhada

que nunca mais me esqueci daquele momento. A seguir, já nem o lanche me soube a nada, nem o bolo de chocolate, nem os docinhos, nem as torradinhas com manteiga, nem os rebuçados de tantas cores. E foi nesse momento que resolvi que tinha de aprender a ler de verdade. Mesmo que ninguém tivesse paciência para me ensinar, havia de aprender a ler sozinha! E assim foi. Sozinha e às escondidas, aprendi a ler à

minha moda, pouco tempo depois, já nos campos de um Ribatejo com extremas para o Alentejo, em terras da minha mãe, onde passámos a viver. Só aos 9 anos fui pela pri- meira vez para um Colégio, em Lisboa. E nessa altura já eu era tu cá-tu lá com todas as historinhas que apanhava à mão e com toda a experiência boa que uma Natureza campestre e sábia tinha posto à minha disposição.

Maria Alberta Menéres, Contos da Cidade das Pontes, Porto, Editorial Âmbar, 2001

Depois de teres lido todo o texto, responde ao que te é pedido, segundo as orientações que te são dadas. Relê o texto sempre que precisares de procurar informação para responderes às perguntas.

1. Assinala com a opção correcta, de acordo com o sentido do texto. Com a frase «… dou comigo a colocar uma cassete especial no vídeo da minha vida…» (linhas 1 e 2), a narradora pretende dizer-nos que

antes de dormir, foi ver, no vídeo, um filme sobre a sua vida.» (linhas 1 e 2), a narradora pretende dizer-nos que antes de adormecer, recordou acontecimentos do

antes de adormecer, recordou acontecimentos do seu passado.de dormir, foi ver, no vídeo, um filme sobre a sua vida. antes de se deitar,

antes de se deitar, viu uma cassete sobre o seu quinto aniversário.antes de adormecer, recordou acontecimentos do seu passado. quando adormeceu, sonhou com factos vividos aos cinco

quando adormeceu, sonhou com factos vividos aos cinco anos.se deitar, viu uma cassete sobre o seu quinto aniversário. 2. Lê a seguinte frase (linhas

2. Lê a seguinte frase (linhas 4 a 6). «Um dia, por alturas da Páscoa desse ano, a nossa mãe (…) anunciou em voz solene…» Assinala com a opção correcta, de acordo com o sentido do texto. O tom solene da voz da mãe significava que ela

ia dizer uma coisa importante.do texto. O tom solene da voz da mãe significava que ela estava aborrecida com as

estava aborrecida com as filhas.da mãe significava que ela ia dizer uma coisa importante. queria ser imediatamente obedecida. estava cansada

queria ser imediatamente obedecida.significava que ela ia dizer uma coisa importante. estava aborrecida com as filhas. estava cansada de

estava cansada de repetir o mesmo.significava que ela ia dizer uma coisa importante. estava aborrecida com as filhas. queria ser imediatamente

Prova de Aferição 2006

3.

Relê a frase (linha 6). «Amanhã vamos todos fazer uma visita à tua Madrinha!»

3.1.

Neste contexto, a palavra «todos» refere os elementos de uma família constituída por cinco pessoas. Transcreve do texto a frase ou a expressão que comprova esta afirmação.

3.2.

Assinala com a opção correcta, de acordo com o sentido do texto. As visitas a casa da Madrinha aconteciam

uma vez por semana.o sentido do texto. As visitas a casa da Madrinha aconteciam uma vez por quinzena. uma

uma vez por quinzena.As visitas a casa da Madrinha aconteciam uma vez por semana. uma vez por mês. uma

uma vez por mês.aconteciam uma vez por semana. uma vez por quinzena. uma vez por ano. 4. Os pais

uma vez por ano.uma vez por semana. uma vez por quinzena. uma vez por mês. 4. Os pais prepararam

4.

Os pais prepararam com cuidado a visita a casa dos padrinhos. Por que razão as meninas iam tão bem vestidas e os pais lhes faziam tantas recomendações?

5.

Lê com atenção a seguinte frase (linhas 13 e 14). «Quando no dia seguinte lá chegámos (…) com os ouvidos cheios…»

Na coluna A estão listadas quatro expressões em que entra a palavra «ouvidos». Relaciona cada uma delas com o significado correspondente, escrevendo 1, 2, 3 e 4 nas hipóteses adequadas da coluna B.

A

1

ter os ouvidos cheios…

2

fazer ouvidos de mercador…

3

ser todo ouvidos…

4

entrar por um ouvido e sair pelo outro…

B

ouvir com muita atenção…

não ouvir absolutamente nada…

esquecer logo o que se ouve…

fingir que não se ouve…

ouvir com dificuldade…

estar farto de ouvir o mesmo…

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Prova de Aferição 2006

6.

Relê o terceiro parágrafo do texto (linhas 7 a 27).

 

6.1.

Assinala com as afirmações verdadeiras (V) e as falsas (F), de acordo com o sentido do texto.

 

Afirmações

V

F

 

Os padrinhos residiam no Porto.

   
 

A rua onde moravam chamava-se Sá da Bandeira.

   
 

A Madrinha veio abrir a porta.

   
 

As meninas arrumaram os casacos e as luvas.

   
 

O vermelho da passadeira contrastava com o branco do chão.

   
 

A sala onde entraram só tinha livros e esculturas.

   
 

Os padrinhos receberam-nos de forma carinhosa.

   

6.2.

No terceiro parágrafo, a narradora faz a descrição dos padrinhos.

 

Escreve, à frente de cada característica, uma palavra, uma expressão ou uma frase, retirada do texto, que confirme que:

a Madrinha era uma pessoa

 

idosa

 

frágil

 

o

Padrinho era uma pessoa

 

culta

 

amável

 

7.

Lê novamente a seguinte passagem do texto (linhas 27 e 28). «Ora, neste dia, ele quis saber se eu já sabia ler, e eu, sem querer, disse que sim, mas a verdade é que ainda não sabia.»

Por que razão deu a menina essa resposta? Assinala com a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.

Pensou que as irmãs fariam troça dela.✗ a opção correcta, de acordo com o sentido do texto. Teve medo de que a

Teve medo de que a mãe lhe ralhasse.o sentido do texto. Pensou que as irmãs fariam troça dela. Já era habitual a menina

Já era habitual a menina mentir.Pensou que as irmãs fariam troça dela. Teve medo de que a mãe lhe ralhasse. Quis

Quis fazer boa figura perante os padrinhos.do texto. Pensou que as irmãs fariam troça dela. Teve medo de que a mãe lhe

8.

Prova de Aferição 2006

Apesar dos esforços da menina, rapidamente os pais e os padrinhos perceberam que ela estava a fingir. Explica como foi que eles perceberam.

9. Enquanto esteve em casa dos padrinhos, a menina foi tomando várias atitudes e experimen- tando diferentes emoções e sentimentos.

Associa cada um dos momentos da história (coluna A) às atitudes, emoções e sentimentos que, na tua opinião, lhe correspondem.

Para resolveres a questão, escreve 1, 2, 3 e 4 nas hipóteses correspondentes da coluna B.

 

A

1

«… eu tinha imenso medo de dizer os meus costumados disparates…» (linhas 25 e 26)

2

«Sem hesitar nem um bocadinho (…) quase gritei…» (linhas 35 e 36)

3

«Os meus pais e os padrinhos riam com gosto, e eu sem perceber porquê!» (linhas 37 e 38)

 

«… nunca mais me esqueci daquele

4

momento. A seguir, já nem o lanche me soube a nada…» (linhas 40 e 41)

B

Nervosismo e irritação

Humilhação e vergonha

Arrogância e vaidade

Entusiasmo e confiança

Surpresa e incopreensão

Calma e indiferença

Insegurança e receio

10. Assinala com a opção correcta, de acordo com o sentido do texto.

Depois do que lhe aconteceu, a menina tomou a decisão de

para a próxima fingir melhor.Depois do que lhe aconteceu, a menina tomou a decisão de nunca mais visitar os padrinhos.

nunca mais visitar os padrinhos.a menina tomou a decisão de para a próxima fingir melhor. aprender a ler nem que

aprender a ler nem que fosse sozinha.tomou a decisão de para a próxima fingir melhor. nunca mais visitar os padrinhos. pedir à

pedir à mãe que a ensinasse a ler.tomou a decisão de para a próxima fingir melhor. nunca mais visitar os padrinhos. aprender a

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Prova de Aferição 2006

Lê e observa com atenção o seguinte Roteiro Turístico sobre a zona da cidade do Porto, onde viviam os padrinhos da menina.

Caminhemos até à Praça D. João I. Esta praça, de forma quadrangular, foi cons- truída já nos nossos dias. Nela se destacam dois belos edifícios: o Palácio Atlântico e o Teatro Rivoli. Atravessando a Praça D. João I, temos em frente o Palácio Atlântico, que faz esquina com a Rua Sá da Bandeira. Começando a subir esta rua, encontramos, à direita, o famoso Mercado do Bolhão, o mais típico dos mercados portuenses. Logo depois, se virarmos à direita para a Rua Fernandes Tomás, chegamos à Rua de Santa Catarina, paralela à Rua Sá da Bandeira e uma das artérias comerciais mais conheci- das da Cidade Invicta.

artérias comerciais mais conheci- das da Cidade Invicta. 11. Baseando-te nas informações do texto e observando

11. Baseando-te nas informações do texto

e observando atentamente o mapa, faz

a sua legenda. Para responderes à

questão, escreve Palácio Atlântico, Tea- tro Rivoli, Mercado do Bolhão, Rua Fer- nandes Tomás e Rua de Santa Catarina,

à frente da letra (A, B, C, D e E) que cor- responde à respectiva localização.

In Guia Expresso, Porto 2001, 4.º fascículo (adaptado)

Legenda do mapa A – B – C – D – E –
Legenda do mapa
A –
B –
C –
D –
E –

Prova de Aferição 2006

Lê, agora, os textos A e B sobre a autora do texto «A Visita à Madrinha».

TEXTO A

Maria Alberta MENÉRES

Natural de Vila Nova de Gaia, onde nasceu a 25/8/1930, Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres licenciou-se em Ciências Histórico- -Filosóficas na Faculdade de Letras de Lisboa. Poetisa, escritora e professora, foi ainda funcionária da RTP. Estreou-se na poesia com o livro Intervalo, publicado em 1952. Colaborou em várias publicações de que salientamos: «Jornal do Fundão», «Diário de Notícias», «Cader- nos do Meio-Dia», «Távola Redonda». Maria AIberta Menéres é uma das mais destacadas figuras da literatura infantil portuguesa, à qual tem dedicado muito do seu saber e talento. A sua obra é vasta neste domínio e atravessada por histórias originais, recolha tradicional, ver- são de obras clássicas, teatro infantil e poesia para crianças.

TEXTO B

Obras de Maria Alberta Menéres

Literatura Infantil: Conversas com Versos, 1968; Figuras Figuronas, 1969; O Poeta Faz-se aos Dez Anos, 1973; Lengalenga do Vento, 1976; Hoje Há Palhaços, 1976 (com António Torrado); A Pedra Azul da Imagina- ção, 1977; Semana Sim, Semana Sim, 1978; A Água que Bebemos, 1981; O Ouriço Cacheiro Espreitou Três Vezes, 1981; Dez Dedos Dez Segredos, 1985; O Retrato em Escadinha, 1985; Histórias de Tempo Vai Tempo Vem, 1988; À Beira do Lago dos Encantos, 1988; Ulisses, 1989 (adaptação); No Coração do Trevo, 1992; Uma Palmada na Testa, 1993; Pêra Perinha, 1993; A Gaveta das Histórias, 1995; Sigam a Borboleta, 1996; O Cão Pas- tor, 2001.

António Garcia Barreto, Dicionário de Literatura Infantil Portuguesa, Porto, Campo das Letras Editores, 2002 (adaptado)

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Prova de Aferição 2006

12. Preenche o quadro com dados sobre Maria Alberta Menéres, retirando a informação neces- sária dos textos que acabaste de ler.

Nome completo

Naturalidade

Idade

Licenciatura

Duas publicações em que colaborou

Duas actividades profissionais que desenvolveu

Obras publicadas em 1993

13. Completa as seguintes frases com uma das alternativas:

nota autobiográfica / nota biográfica / nota bibliográfica
nota autobiográfica / nota biográfica / nota bibliográfica

O texto A é uma

alguns aspectos fundamentais da vida desta autora.

, porque relata, na terceira pessoa,

O

texto B refere as obras destinadas a crianças que a autora publicou. Dizemos, por isso, que

se

trata de uma

.

Responde, agora, ao que te é pedido sobre o funcionamento da Língua Portuguesa, de acordo com as orientações que te são dadas.

14. Maria Alberta Menéres contactou cedo com o mundo da leitura e da escrita e as histórias fizeram sempre parte da sua vida. É ela quem nos conta esse facto.

Lê o que está escrito no rectângulo, adaptado da obra De que São Feitos os Sonhos.

quando era criança de vez em quando dizia para os meus pais amanhã faz de
quando era criança de vez em quando dizia para os meus pais amanhã faz de conta
que estou doente quero canja e que me contem histórias todo o dia

Reescreve o que acabaste de ler, usando correctamente os recursos adequados (parágrafo, pontuação, letra maiúscula/minúscula).

Prova de Aferição 2006

15. No mesmo livro, Maria Alberta Menéres continua a partilhar connosco recordações da sua infância.

Quando, naquele dia de Dezembro, percebi que estava com gripe, fiquei toda con- tente! Ia
Quando, naquele dia de Dezembro, percebi que estava com gripe, fiquei toda con-
tente! Ia poder ficar muito quietinha a sentir as horas a passar muito devagar ao
longo de todo o dia e ia poder olhar calmamente, da janela do meu quarto, para o
tecto e para as folhas verdes da velha árvore.

Classifica as palavras sublinhadas, indicadas na coluna da esquerda, assinalando com , na coluna correspondente, a classe gramatical a que pertencem.

 

Nomes

Adjectivos

Verbos

Determinantes

Preposições

Advérbios

de

           

Dezembro

           

percebi

           

gripe

           

a

           

as

           

devagar

           

ia

           

meu

           

verdes

           

velha

           

16. Lê o seguinte parágrafo.

A escritora conta aos seus leitores momentos da sua vida. Estes momentos ser- vem frequentemente
A escritora conta aos seus leitores momentos da sua vida. Estes momentos ser-
vem frequentemente de inspiração para as histórias que a escritora escreve e
pública. Ela conta aos seus leitores factos que viveu na sua infância, reinventando
esses factos.

Reescreve-o, substituindo por pronomes os grupos de palavras sublinhados, ou eliminando - -os, quando for possível, evitando repetições inúteis.

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Prova de Aferição 2006

17. Resolve o crucigrama com as formas verbais que te são pedidas, a partir dos seguintes ver- bos retirados do texto.

1

1 V
1 V
1 V
1 V
1 V
V
V
1 V
1 V
 
2 E
2 E

2 E

   
  2 E    
  2 E    
  2 E    
3 R
3 R

3 R

   
3 R    
3 R    
3 R    

4

4
 

B

4   B
4   B
4   B

5

5 O
5 O
5 O
5 O
5 O
O
O
5 O
 

6

S
S
  6 S
  6 S
  6 S
  6 S

1 – Verbo contar – Pretérito Imperfeito do Indicativo, 3.ª pessoa do plural.

2 – Verbo inventar – Pretérito Perfeito do Indicativo, 2.ª pessoa do singular.

3 – Verbo escrever – Futuro do Indicativo, 1.ª pessoa do singular.

4 – Verbo publicar – Pretérito Perfeito do Indicativo, 1.ª pessoa do singular.

5 – Verbo viver – Presente do Indicativo, 1.ª pessoa do plural.

6 – Verbo servir – Presente do Conjuntivo, 3.ª pessoa do singular.

18. Preenche o quadro, indicando o tipo e a forma das frases.

Frase

Tipo

Forma

Adorei ler este livro!

   

Ainda não o leste?

   

O livro é muito engraçado.

   

Lê-o, por favor!

   

19. Faz a análise sintáctica da seguinte frase.

Nos seus livros, a escritora conta aos leitores episódios divertidos.
Nos seus livros, a escritora conta aos leitores episódios divertidos.

Funções sintácticas

Constituintes da frase

PÁRA AQUI! Não avances na prova até o professor dizer. Se acabaste antes do tempo
PÁRA AQUI!
Não avances na prova até o professor dizer.
Se acabaste antes do tempo previsto, deves
aproveitar para rever a tua prova.

Prova de Aferição 2006

2.ª Parte

Como já antes te foi dito, vais agora escrever dois textos.

Antes de começares a escrever, toma atenção às seguintes instruções:

• redige os dois textos que te são propostos, respeitando o que te é pedido;

• respeita o número de linhas indicado (uma das folhas tem as linhas numeradas, para facili- tar a contagem);

• faz um rascunho de cada texto, na folha própria (frente e verso);

• podes usar lápis e borracha;

• revê, com cuidado, o que escreveste nos rascunhos e corrige o que achares que deve ser corrigido;

• copia cada um dos textos para o lugar próprio da folha de prova, em letra bem legível, a caneta ou a esferográfica, de tinta azul ou preta;

• se te enganares, risca e escreve de novo;

• não uses corrector nem «esferográfica-lápis».

Tens 50 minutos para realizares este trabalho.

1.º Texto: Dedicatória.

Imagina que gostaste tanto do texto «A Visita à Madrinha» que resolveste comprar um livro escrito por Maria Alberta Menéres, para ofe- receres ao teu melhor amigo ou amiga. Escreve, nos espaços abaixo, o nome desse amigo ou dessa amiga, as palavras que gos- tarias de lhe dedicar e as razões de teres escolhido um livro para lhe ofereceres. Assina apenas com o teu primeiro nome.

(Assina apenas com o teu primeiro nome.)
(Assina apenas com o teu primeiro nome.)

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

Prova de Aferição 2006

2.º Texto: Narrativa. O livro que ofereceste tem por título «A Chave Verde ou os Meus Irmãos». Escreve uma história, de 20 a 25 linhas, que tenha como elemento fundamental uma chave verde e que comece assim:

Era uma vez um rei de um reino muito distante. Um dia, ao amanhecer, descobriu, preocupado, que a pequena chave verde que guardara na gaveta da cómoda tinha desaparecido.

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

1.º Texto: Dedicatória.

FOLHA DE RASCUNHO

Prova de Aferição 2006

Prova de Aferição de Língua Portuguesa – 2.º Ciclo do Ensino Básico 2006 in www.gave.min-edu.pt

Soluções das Provas de Aferição

Prova de Aferição 2006 – Língua Portuguesa Leitura

1.

2.

3.

3.1.

3.2.

4.

5.

6.

6.1.

antes de adormecer, recordou acontecimentos do seu passado.

ia dizer uma coisa importante.

«Quando no dia seguinte lá chegámos, a mãe e o pai, e nós três muito bem arranjadas…” (linha 13)

uma vez por ano.

A menina ia muito bem vestida e os pais fa- ziam-lhe muitas recomendações, porque a fa- mília da menina não convivia frequentemente com os padrinhos (linhas 16-17).

 

B

3

ouvir com muita atenção…

 

não ouvir absolutamente nada…

4

esquecer logo o que se ouve…

2

fingir que não se ouve…

 

ouvir com dificuldade…

1

estar farto de ouvir o mesmo…

 

Afirmações

V

F

Os padrinhos residiam no Porto.

 

A

rua onde moravam chamava-se Sá da

 

Bandeira.

A

Madrinha veio abrir a porta.

 

As meninas arrumaram os casacos e as luvas.

 

O

vermelho da passadeira contrastava com

 

o branco do chão.

A

sala onde entraram só tinha livros e escul-

 

turas.

Os padrinhos receberam-nos de forma cari- nhosa.

 

6.2.

A Madrinha era uma pessoa idosa:

«… era nossa tia-avó(linha 7); «… o seu cabelo era só caracolinhos muito brancos…» (linha 11).

Madrinha era uma pessoa frágil:

A

«Pequenina e delicada …» (linha 7); «… não parecia muito preparada para viver neste mundo.» (linhas 7 e 8).

Padrinho era uma pessoa culta:

O

«… “era um sábio”…» (linha 22); «… era um cientista ilustre…»; (linhas 22 e 23); «… tinha um Observatório de Astronomia no telhado da casa…» (linha 23); «… estudava os mistérios do céu …» (linhas 23 e 24); «… do Observató- rio de Paris estavam sempre a pedir a opinião dele…» (linha 24).

O Padrinho era uma pessoa amável:

O Padrinho era uma pessoa amável:

– amável: «… sempre muito delicado e muito simpático para nós…» (linha 25).

 

7.

Quis fazer boa figura perante os padrinhos

8.

Os pais e os padrinhos perceberam que a me- nina estava a fingir, porque a palavra que ela leu não correspondia à que estava escrita no livro.

9.

 

B

   

Nervosismo e irritação

4

Humilhação e vergonha

 

Arrogância e vaidade

2

Entusiasmo e c onfiança

3

Surpresa e incompreensão

 

Calma e indiferença

1

Insegurança e receio

 

10.

aprender a ler nem que fosse sozinha.

11.

A – Mercado do Bolhão

 

B – Palácio Atlântico

C – Rua de Santa Catarina

D – Rua Fernandes Tomás

E – Teatro Rivoli

 
 

12.

Nome completo

Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres

Naturalidade

Vila Nova de Gaia

Idade

75 anos

Licenciatura

Ciências Histórico-Filosóficas

Duas publicações em que colaborou

“Jornal do Fundão” e “Diário de Notícias”

Duas actividades

 

profissionais que

Poetisa e escritora

desenvolveu

Obras publicadas em

“Uma Palmada na Testa” e

1993

“Pêra Perinha”

13.

O

texto A é uma nota biográfica, porque re-

 

lata, na terceira pessoa, alguns aspectos funda- mentais da vida desta autora.

O

texto B refere as obras destinadas a crianças

que a autora publicou. Dizemos, por isso, que

se

trata de uma nota bibliográfica.

Conhecimento Explícito da Língua

 

14.

Quando era criança, de vez em quando dizia para os meus pais:

 

Amanhã faz de conta que estou doente.

Quero canja e que me contem histórias todo o dia.

Quero canja e que me contem histórias todo o dia.

Soluções das Provas de Aferição

AREAL EDITORES – Língua Portuguesa – 6.º ano – Vamos a Exame!

15.

de: preposição; Dezembro: nome; percebi:

15. de : preposição; Dezembro : nome; percebi :

verbo; gripe: nome; a: preposição; as: determi- nante; devagar: advérbio; ia: verbo; meu: de- terminante; verdes: adjectivo; velha: adjectivo

16.

A escritora conta aos seus leitores momentos da sua vida. Estes servem frequentemente de inspi- ração para as histórias que ela escreve e publica. Ela conta-lhes factos que viveu na sua infância, reinventando-os.

17.

 

1

C O N T A V A M 2 I N V E N T
C
O
N
T
A
V
A
M
2
I
N
V
E
N
T
A
S
T
E
3
E
S
C
R
E
V
E
R
E
I
4
P
U
B
L
I
Q
U
E
I
 

5

V

I

V

E

M

O

S

 

18.

6

S
S
I
I
R
R
V
V
A
A
 

Frase

   

Tipo

   

Forma

 

Adorei ler este livro!

 

Exclamativo

 

Afirmativa

 

Ainda não o leste?

 

Interrogativo

 

Negativa

 

O livro é muito engraçado.

 

Declarativo

 

Afirmativa

 

Lê-o, por favor!

 

Imperativo

 

Afirmativa

 

19.

Complemento circunstancial de lugar – Nos seus livros

Sujeito – a escritora

 

Predicado – conta (aos leitores episódios diver- tidos)

 

Complemento indirecto – aos leitores

 

Complemento directo – episódios divertidos

 

2.ª Parte

 

1.º texto: Dedicatória

 
 

Data: 30/7/2006 Para o meu amigo / a minha amiga Naná

 

Gostaria de te ter dado um beijinho, no dia do teu aniversário. Como, porém, não pude estar con- tigo, nesse dia, decidi oferecer-te este livro. Sei que o lerás com prazer. Eu também já o li e achei as histórias interessantes e as imagens muito coloridas.

 
 

João

  João

2.º texto: Narrativa

O rei era um pouco distraído e perdera já mui-

tas coisas: o selo real, um sapato de prata e até um es- tojo com os seus pentes, alfinetes, botões e laços. To- dos apareceram debaixo de objectos que havia na gaveta, dentro de um estojo. Quando deu pela falta da chave verde, que abria a gaveta, o rei pensou logo que, com toda a pro-

babilidade, ela estaria dentro

– Mas como é que se pode fechar uma gaveta

e deixar a chave lá dentro? Não, não era possível! O melhor seria procura-

rem noutros sítios.

O aio mandou chamar um moço, à taberna;

outro, à mercearia; outro, ao moinho; um padre; um cura; um doutor em leis; um adivinho. Remexeram o palácio, de noite, enquanto o rei

dormia; de dia, enquanto o rei pensava. Ao fim de três dias, desistiram.

O taberneiro teve então a ideia de dar de be-

ber ao rei. Talvez, embriagado, ele se lembrasse do lo- cal onde tinha deixado a chave. O merceeiro achou que deviam dar-lhe também uma refeição, não fosse

o vinho fazer-lhe mal. O moço que trabalhava no moi- nho foi buscar farinha, para fazer pão.

O rei banqueteou-se e ficou indisposto. O cura

receitou-lhe uns sais, mas o rei piorou. Dois dias de- pois, morreu. O padre encomendou a sua alma. E o adivinho, o que fez?

– A chave verde está no bolso do rei – disse

este, de repente. Zangaram-se todos com ele. – Aquilo que um adivinho real tem sempre de

fazer – disse o doutor em leis –, é adivinhar, a tempo e horas. – E preparou ali mesmo um mandado de pri- são contra o adivinho. Ficaram todos felizes, porque a chave foi en- contrada e cada um fez o que tinha de fazer, na hora

certa

da própria gaveta.

todos, menos o adivinho