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III SRST – Seminário de Redes e Sistemas de Telecomunicações

Instituto Nacional de Telecomunicações – INATEL


ISSN 2358-1913
Setembro de 2015

Rede GPON: Conceito e Aplicações


Odair José Picin1 & Edson Josias Cruz Gimenez2

 transmissão, como por exemplo a comunicação via rádio, a


Abstract—The evolution of the services offered by the internet qual é afetada pelas altas atenuações devido à distância e
and the accession of more users with different profiles accessing condições atmosféricas diversas.
telecommunications networks means that there is need for
greater bandwidth in transmission systems. As a consequence it
is necessary to upgrade systems with the development of new II. REDES PON – CARACTERÍSTICAS
technologies to improve their access to available services users. A utilização de elementos passivos é a característica mais
The main feature of PON (Passive Optical Networks - Passive importante das redes PON. Os elementos passivos utilizados,
Optical Networks) is the use of passive optical components. With tais como emendas ópticas e spliters, não necessitam de
GPON configuration can better meet the growing demand, with
getting higher rates of transmission.
energia elétrica para desempenharem seus papéis, portanto não
This paper presents the concept and applications associated há elementos ativos entre os clientes e a operadora. [11]
with GPON networks. O sinal óptico, uma vez injetado na rede, é compartilhado
Index Terms—PON, OLT, ONT, ONU, GPON, FTTx. por todos os usuários ligados à mesma, fazendo com que o
Resumo—A evolução dos serviços ofertados pela internet e a custo operacional seja diluído. O elemento responsável por
adesão de mais usuários com diferenciados perfis acessando as compartilhar o sinal injetado na fibra é o divisor óptico
redes de telecomunicações faz com que haja necessidade de maior passivo (splitter). O splitter divide os sinais ópticos de acordo
largura de banda nos sistemas de transmissão. Como
com o nível de divisão especificado para cada caso e os
consequência faz-se necessário aperfeiçoar os sistemas com o
desenvolvimento de novas tecnologias para melhorar o acesso distribui ao longo da rede, a partir do OLT (Optical Line
destes usuários aos serviços disponíveis. Terminal) aos ONTs (Optical Network Terminal) ou ONUs
A principal característica das redes PON (Passive Optical (Optical Network Unit). [2] [11]
Networks – Redes Ópticas Passivas) é o uso de componentes As aplicações PONs operam atualmente com até 64 ONUs
ópticos passivos. Com a configuração GPON é possível atender para cada OLT. A Figura 1 ilustra a arquitetura básica de
melhor à demanda crescente, com a obtenção de maiores taxas de transmissão de uma rede PON, com splitter 1:32.
transmissão.
Neste trabalho são apresentados os conceitos e as aplicações
associadas às redes GPON.
Palavras chave—PON, OLT, ONT, ONU, GPON, FTTx.

I. INTRODUÇÃO
Por conta da demanda crescente de serviços que exigem
mais tecnologia para atender às novas necessidades de um
público cada vez mais exigente, as redes metálicas estão
perdendo espaço para as redes ópticas. De olho nesta
demanda, as operadoras de telecomunicações estão buscando
Figura 1 – Arquitetura de transmissão PON [1].
canalizar seus investimentos na implantação de redes de fibras
ópticas, visto que tais redes proporcionam um aumento nas A. Elementos da Rede PON.
oportunidades de oferta de serviços, com maior confiabilidade O objetivo da rede PON é transmitir os sinais ópticos a
e apresentam uma diminuição bastante significativa das partir dos OLTs, os quais são redirecionados pelos divisores
despesas operacionais, melhorando o resultado do negócio. [1] ópticos passivos (spliters) e convertidos nos ONTs e ONUs,
[2] [11] em formato eletrônico. Esses dispositivos disponibilizam em
A fibra óptica tem capacidade de tráfego com altas taxas de suas saídas os sinais elétricos para os equipamentos ligados a
transmissão de forma confiável e segura, bem como apresenta eles (aparelhos de TV, telefones, computadores, modens e
atenuações mais baixas, se comparada a outros sistemas de outros). [2] [11]
Os principais elementos de uma rede PON são indicados a
seguir. [2]
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto Nacional de
Telecomunicações, como parte dos requisitos para a obtenção do Certificado OLT (Optical Line Terminal)
de Pós-Graduação em Engenharia de Redes e Sistemas de Telecomunicações. O OLT é o ponto de conexão entre a rede de acesso e o
Orientador: Prof. Msc. Edson Josias Cruz Gimenez. Trabalho aprovado em núcleo (core) da rede, faz a conversão do sinal elétrico-óptico
Junho/2015.
e óptico-elétrico. Também consolida e concentra o tráfego,
reduzindo as interfaces interligadas ao core da rede. A
multiplexação dos diferentes usuários é realizada no OLT,
conforme ilustra a Figura 2.

Figura 2 – Funcionamento do OLT [2]. Figura 4 – Local da instalação do ONT [3].


ONU (Optical Network Unit)
A conversão do sinal óptico em sinal elétrico, que será B. Arquitetura, Topologia e Segmentos da Rede PON.
encaminhado para as portas padrões dos equipamentos do Dois principais tipos de arquitetura que utilizam fibras
usuário final, é realizada por este equipamento. O ONU possui ópticas são: configuração ponto-a-ponto (point-to-point) e
banda dinamicamente alocada, na qual recebe e transmite configuração ponto-multiponto (point-to-multipoint),
sinais em um canal próprio, possibilitando ainda a utilização ilustradas na Figura 5.
de SLAs (Services Level Agrement) e QoS (Quality of Service)
próprios. A Figura 3 ilustra o funcionamento típico das ONUs.

Figura 3 – Funcionamento da ONU [2].


ONT (Optical Network Terminal). Figura 5 – Exemplo de rede ponto-a-ponto e rede ponto-multiponto [10].
O ONT pode ser comparado a um ONU, porém, instalado
no ambiente do usuário e, com isso, ser utilizado para Na configuração ponto-a-ponto utilizam-se fibras dedicadas
aplicações FTTH (Fiber To The Home) ou FTTB (Fiber To para cada assinante, o que acarreta uma baixa penetração no
The Building). O ONT também possui duas portas Ethernet mercado em função do alto custo de infraestrutura, se
para tráfego de dados e até duas portas E1 para o transporte de comparado ao custo da arquitetura compartilhada. [2]
voz. É geralmente utilizado em instalações residenciais ou Na configuração ponto-multiponto uma mesma fibra pode
corporativas. Na Figura 4 é possível verificar a topologia ser compartilhada por múltiplos pontos de atendimento
básica da rede PON e a localização dos ONTs. (corporativo e residencial) e não se usa elementos ativos entre
OLT (Optical Line Terminal) e ONU (Optical Network
Terminal) ou OLT (Optical Line Terminal), fazendo com que
haja uma considerável economia (não há necessidade de
pontos de captação de energia ao longo da rede (sites) e não há
necessidade de manutenção em equipamentos eletrônicos). [2]

A topologia básica de uma rede PON é baseada em


arquitetura ponto-multiponto e é constituída de diferentes
segmentos, conforme ilustra a Figura 6. Uma explicação
rápida de cada um desses segmentos é dada a seguir.
III. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA REDE GPON
Um projeto visando especificar um padrão mais flexível
para suportar taxas de transmissão mais altas em redes PON
foi iniciado em 2001, pela FSAN (Full Service Access
Network) - associação mundial de fabricantes e operadoras
que implementam equipamentos com as tecnologias PON. [4]
A ITU-T (International Telecommunication Union -
Telecommunication Standardization Sector) elaborou e
aprovou a arquitetura GPON (Gigabit PON) entre 2003 e
2004, tendo como resultado, as especificações ITU-T G.984.x,
em que são detalhadas as características gerais do sistema, são
especificados os requisitos para camada física e camada de
enlace de dados.
Com o aumento dos serviços que podem ser oferecidos aos
Figura 6 – Topologia básica de arquitetura PON [1].
clientes, e com o aumento da capacidade dos mesmos, as
Central de Equipamentos (Central Office) - Local onde
principais operadoras de telecomunicações do mundo tendem
estão instalados os equipamentos ópticos de transmissão, bem
a utilizar redes convergentes avançadas de banda larga
como o Distribuidor Geral Óptico (DGO) destinado à conexão
baseadas em IP, que permitem oferecer mais serviços sobre a
entre os cabos ópticos e os equipamentos de transmissão.
mesma infraestrutura. [11]
Deste local saem os cabos que são destinados aos pontos de
A utilização da tecnologia GPON na evolução das redes de
distribuição. [1]
acesso atual pode ser justificada pelos seguintes argumentos:
Rede Óptica (Feeder) - Composta por cabos ópticos aéreos
1. Tecnologia com elevado grau de padronização;
ou subterrâneos os quais transmitem o sinal da central aos
2. Implementações comerciais disponíveis;
pontos de distribuição. [1]
3. Permite upgrade da rede existente;
Pontos de Distribuição/Centros de Distribuição - Locais
4. Percurso de evolução já previsto pela padronização;
onde é feita a divisão, a distribuição e a gestão do sinal óptico
A Figura 7 mostra uma lista com normas do ITU-T
associado a uma determinada área. Geralmente utiliza-se a
associadas às redes GPON. [10]
topologia em estrela, permitindo uma melhor utilização das
fibras. Neste ponto se concentram as fibras que chegam da
central e as fibras de acesso aos usuários. [1]
Rede Óptica de Distribuição - É constituída de cabos
ópticos, os quais levam os sinais dos pontos de distribuição às
áreas de atendimento especificadas no projeto. Visando a
facilidade na instalação, geralmente usa-se cabos com núcleo
seco, autossustentáveis. Caixas de emendas são utilizadas para GPON

derivar as fibras e se obter uma melhor distribuição do sinal.


Nas terminações desta rede, caixas de emenda terminal,
também conhecidas como Network Access Point (NAP), são
instaladas de forma estratégica para a distribuição do sinal e
Figura 7 – Lista de Normas ITU-T [10].
realização da transição da rede óptica de backbone (feeder) à
rede óptica terminal (drop). [1] A. Caraterísticas Gerais da GPON (G.984.1) [15]
Rede Óptica Drop - É uma rede onde são implantados Elementos de rede: Uma Rede Óptica Passiva é constituída
cabos ópticos autossustentados, de quantidade reduzida de de em um terminal de linha óptico (OLT) situado no lado da
fibras (baixa capacidade), os quais levam, a partir da caixa de operadora da rede e uma série de terminais de rede óptica
emenda terminal (NAP), o sinal óptico até o assinante. Estes associados, situados nas instalações do cliente (ONT) ou em
cabos podem terminar em Distribuidores Internos Ópticos armário de rua (ONU). A ligação entre estes terminais é
(DIOs), onde ocorre a transição do cabo para cordão óptico, suportada por uma rede óptica composta por fibras e
ou em caixas de bloqueios ópticos, onde ocorre a transição do dispositivos passivos (splitters) que dividem a potência do
cabo para a extensão óptica. [1] sinal óptico. A Figura 8 ilustra os elementos citados.
Rede Interna - É constituída de extensões ópticas ou
cordões ópticos utilizados para levar o sinal, a partir da caixa
de bloqueio óptico ou do DIO, até o receptor interno do
assinante. Para evitar atenuação do sinal devido às curvas
acentuadas que podem ocorrer nas edificações, geralmente são
utilizadas fibras ópticas com características especiais, que
suportam ângulos menores de curvaturas. [1]
Equipamento ativo (1310ηm). Numa implementação típica GPON, os valores
Equipamento ativo utilizados para os comprimentos de onda, e débitos, são os
apresentados na Tabela 2. [10]
TABELA II
ALOCAÇÃO DE COMPRIMENTO DE ONDA.

SENTIDO λ OBSERVAÇÃO
 Saída do OLT (Equipamento
GPON de estação)
Descendente 1490ηm  Sinal digital (IPTV, Voip, acesso
Figura 8 – Elementos de Rede GPON [10]. internet, VoD)
 Débito agregado: 2,5Gb/s
B. Camada Física, PMD (G.984.2)[16]  Saída do equipamento RF
 RFoPON (RF over PON): Sinal
Limite de terminais de rede óptica por porta óptica Descendente 1550ηm
analógico (sinal RF que transporta
PON de equipamento de central: Para cada porta PON pode- vários canais de vídeo analógico)
se ter 64 terminais de rede óptica. Isto é conseguido mediante  Saída do ONT (Equipamento
a utilização de divisores ópticos (splitters). Os divisores GPON de estação)
ópticos são elementos passivos que dividem o sinal óptico Ascendente 1310ηm  Sinal digital (VoIP, acesso internet,
canal de retorno – IPTV, VoD)
recebido na entrada, em vários sinais de saída de menor  Débito agregado: 1,2Gb/s
potência que o sinal de entrada. O nível final de divisão 1:64
pode ser obtido combinando dois ou mais níveis (estágios) de A Figura 10 ilustra uma implementação típica de rede
divisão em cascata. A Figura 9 ilustra esta situação. GPON.
Nº UC  64

ET Splitter

OLT
ONT UC

Splitter
Porta GPON

Figura 9 – Rede FTTH-GPON [10].


Taxas agregadas: As taxas agregadas são de 2,5Gbit/s no
sentido da estação para o cliente. No sentido do cliente para a Figura 10 – Implementação típica de rede GPON [10].
estação, embora a norma permita 2,5Gbit/s no máximo, as Funcionamento genérico da rede: Na rede GPON, no
implementações atuais apresentam um débito agregado no sentido descendente, toda a informação chega a todos os
sentido ascendente de 1,2Gbit/s. [10] extremos da rede, no entanto cada ONT apenas reconhece a
Orçamento de potência óptica: O orçamento de potência informação que lhe é destinada. No sentido do cliente para a
óptica define os limites, superior e inferior, da atenuação estação todos os ONTs enviam ao meio físico por
permitida no percurso óptico entre a estação e o cliente. O multiplexagem no domínio do tempo. A atribuição de
limite máximo de atenuação condiciona o alcance geográfico intervalos de tempo é um processo dinâmico, liderado pelo
da PON. A normalização define cinco classes de PON OLT, que atribui a cada ONT um instante e um intervalo de
caraterizadas pelo seu orçamento de potência óptica. As duração para que o ONT transmita a informação armazenada.
classes são indicadas na Tabela 1. [10] Através da Figura 11 é possível ter uma ideia sobre este
funcionamento.
TABELA I
CLASSES PADRONIZADAS PELO ITU.

CLASSE ATENUAÇÃO OBSERVAÇÃO


A de 5 dB a 20 dB
B de 10 dB a 25 dB
B+ de 13 dB a 28 dB Anexo 1 à norma de 2006
C de 15 dB a 30 dB
C+ de 17 dB a 32 dB Anexo 2 à norma de 2008
As implementações atuais de GPON são classe B+,
correspondendo assim a um limite máximo de atenuação de
28dB. [10]
Alocação de comprimentos de onda: A GPON utiliza
WDM alocando três comprimentos de onda, dois no sentido
descendente (1490ηm e 1550ηm) e um no sentido ascendente
A B C A
extensões ópticas. Este modelo é semelhante à arquitetura
OTN A FTTH. [1]
B. FTTB (Fiber To The Building)
A B C A B C B
Splitter
OTN B Neste modelo a rede óptica termina em um prédio, podendo
este ser comercial ou residencial. O encaminhamento interno,
A B C C do ponto de chegada, na entrada do edifício, até o assinante,
Sentido Descendente
OTN C geralmente é feito utilizando-se uma rede de cabeamento
estruturado. A chegada da fibra óptica na entrada do edifício
evita degradação do sinal. [1] [7] [10]
A A
OTN A C. FTTC (Fiber To The Curb)
Neste modelo a rede é formada por unidades remotas, as
A B C B B
Splitter
OTN B
quais atendem um número reduzido de assinantes. A fibra é
levada até armários situados no máximo a trezentos metros das
C C edificações. A partir destes armários utilizam-se cabos de par
Sentido Ascendente
OTN C metálico para transportar o sinal até os assinantes. [1]
D. FTTD (Fiber To The Desk)
Figura 11: Funcionamento genérico da rede GPON [10]. Este modelo é utilizado quando a oferta de banda de
transmissão necessita de capacidade adicional à das ofertadas
As diversas formas de atendimento de uma rede GPON são nas redes locais. É um modelo que proporciona o uso de banda
especificadas de acordo com a demanda de uma determinada larga para transmissão de dados, voz e imagem, sendo usado
área, podendo ser mesclados os atendimentos residenciais e principalmente para atendimento às redes de clientes
corporativos a partir de uma mesma estação (sala GPON), corporativos. [1]
conforme ilustra a Figura 12.
E. FTTH (Fiber To The Home)
Neste modelo a rede drop termina na casa do assinante. A
realização da transição do sinal geralmente é feita com a
utilização de DIOs (Distribuidores Internos Ópticos) ou FOBs
(Bloqueios Ópticos). Uma vez realizada a transição, a
condução do sinal até o receptor óptico do assinante é feita
utilizando-se extensão óptica ou cordão óptico. [1] [10]
F. FTTN (Fiber To The Node)
Neste modelo as fibras ópticas são levadas diretamente da
central telefônica até um armário de distribuição localizado na
rua. Depois deste ponto o sinal passa por uma transformação,
de óptico para elétrico, e é distribuído até os pontos de
atendimento através de cabo metálico. [1]

V. CONCLUSÃO
Figura 12 – Exemplo de Arquitetura GPON [6].
A evolução tecnológica a respeito de GPON contribui com
IV. PRINCIPAIS APLICAÇÕES (FTTX) o atendimento das novas necessidades do mercado, que possui
clientes cada vez mais exigentes e conscientes das
O termo FTTx é utilizado para identificar arquiteturas de
possibilidades de inovação. Serviços de telecomunicações de
redes de transmissão de alto desempenho, as quais são
alta qualidade podem representar um grande diferencial para
baseadas em tecnologia totalmente óptica. A sigla FTTx
clientes corporativos, podendo ter como consequência um
significa Fiber To The X, na qual X representa o tipo de
grande diferencial em relação aos seus concorrentes e ganhos
arquitetura utilizada. [1] [5] [7] [10]
consideráveis em seus ramos de atuação. Já para clientes
A seguir, são relacionados alguns modelos de aplicações,
residenciais a oferta de novos serviços pode proporcionar até
com algumas particularidades de cada modelo. [1] [10]
mesmo uma melhoria de qualidade de vida.
A. FTTA (Fiber To The Apartment) O que se vê, na prática, é que a evolução tecnológica
Neste modelo a rede óptica drop termina em um edifício, o acontece com rapidez muito maior que a capacidade de
qual pode ser comercial ou residencial, e chega em uma sala implementação dessa tecnologia pelas empresas operadoras de
de equipamentos. A partir desta sala o sinal pode ser dividido telecomunicações, com isso, o cliente demora muito para ter
através de divisores ópticos (splitters), sendo encaminhado aos acesso às melhorias que o sistema poderia oferecer.
apartamentos ou salas comerciais utilizando-se cordões ou A qualificação de profissionais é essencial para que os
serviços sejam entregues aos clientes com a qualidade Georgia e Wisconsin para as empresas Comquest, Adhelphia e Charter,
empresas operadoras de TV a Cabo nos Estados Unidos. De 2007 a 2008, foi
disponível na tecnologia, a qual é indicada na divulgação e na gerente no Hotel Delta de Maresias, no litoral norte do estado de São Paulo.
comercialização do produto. Em 2009 coordenou execução de obras de infraestrutura para FTTH para a
Cabe aos órgãos competentes regularem os serviços empresa Verizon em Long Island, Nova Iorque e realizou atividades de site
survey para ampliação e implantação de sistemas de comunicação 3G para a
oferecidos pelas operadoras de telecomunicações e exigir uma empresa Time Warner, em Cleveland, no estado de Ohio (EUA). Em 2010 e
boa prestação de serviço por parte dos seus contratados, de 2011 atuou como coordenador de OSP (out side plant) na GVT, em Fortaleza
forma a entregar um produto de qualidade e contribuir com o (CE). Desde abril de 2011, trabalha na área de planejamento de rede externa
desenvolvimento de novas soluções. da Oi, onde ocupa atualmente o cargo de especialista em telecomunicações
consultor, no Rio de Janeiro (RJ).

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https://www.itu.int/rec/T-REC-G.984.2-200303-I/en. Acesso em
Junho/2015.

Odair José Picin nasceu em Olímpia, SP, em 21 de novembro de 1965.


Recebeu o título de Engenheiro Eletricista (Inatel, 1991).
De 1992 a 1998 atuou como engenheiro na empresa Formato Construções,
em Cascavel (PR) onde, durante este período, foi responsável técnico em
eletricidade (CREA-PR) e teve cargos como gerente de obras, gerente de
projetos e gerente de contratos. De 1998 a 2003 atuou na área de treinamentos
na Dale Carnegie Training, na filial de Cascavel (PR), com os cargos de
instrutor e diretor de área. Em 2003 foi gerente de unidade na Fortesul
Distribuidora em Curitiba (PR), empresa do ramo de alimentos. Entre 2003 e
2007 coordenou equipes na prestação de serviços de implantação na Flórida,