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Internet das Coisas na Computação em Nuvem

Ana Paula Alves dos Santos1, Matheus Dias do Nascimento2


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Faculdade de Tecnologia de Carapicuíba (FATEC-SP)
Carapicuíba – SP – Brasil
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Desenvolvimento de Sistemas para Internet – Tópicos Especiais em SI II

³Profº Jean Marcos Laine


matheus.nascimento12@fatec.sp.gov.br,ana.santos120@fatec.sp.gov.br

Abstract. This paper presents the concept of Internet of Things (IOT), its
applications and especially its evolution in the last years, having as the main
objective, to expose this concept with the cloud computing.

Keywords: Internet of Things, evolution, cloud.

Resumo. Este artigo traz o conceito de Internet das Coisas, suas aplicações e
principalmente a evolução do mesmo nos últimos anos, tendo como principal
objetivo, expor este conceito juntamente com a computação em nuvem.

Palavras-chave: Internet das Coisas, evolução, nuvem.

1. Introdução
O mercado da Internet das Coisas está apenas no início de sua vida, mas já está
fortemente alavancado para crescer mais do que já cresceu e em um futuro não tão
distante. Isso se torna subjetivo para estimar, porque cada vez mais as pessoas vão usar
mais aparelhos conectados à internet. Alguns carros, equipamentos domésticos e
aparelhos no geral, já estão adaptados para estarem conectados à rede, gerando um fluxo
incessante de dados.
Tudo isso gera a ideia de que o planeta possui um grande sistema nervoso
central [Silva 2016]. Essa ligação de todos os equipamentos com a rede, e uns com os
outros, que só tende a aumentar, parece várias terminações nervosas ligadas umas às
outras.
Um ponto a ser levado em conta diante de tudo isto, é o da segurança. Bilhões e
bilhões de dispositivos conectados ao mesmo tempo na rede, e em sua maioria
controlados remotamente. Um furto ou um pequeno descuido pode fazer com que a
pessoa tenha seus dispositivos todos em mãos erradas.
No presente trabalho, apresentaremos o conceito de Internet das Coisas, suas
aplicações na computação em nuvem, bem como sua segurança e também outros
aspectos relevantes.

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2. Internet das Coisas
A internet das coisas, conhecida em alguns lugares como internet dos objetos, é
basicamente um recente conceito de informática que diz respeito sobre a conectividade
de aparelhos de diversos tipos, como celulares, eletrodomésticos, dentre muitos outros,
em uma mesma rede. Existe basicamente, por causa da tecnologia wireless.
Uma pesquisa realizada pela empresa Gartner [Gartner 2015], previu que até o
final do ano de 2016, 6,4 bilhões de aparelhos estarão conectados com a rede de alguma
forma. Este é um número significativo, levando em conta que nosso planeta tem cerca
de 7 bilhões de habitantes. [Redação 2015]
Com a internet das coisas, pode-se compartilhar informações ou realizar
tarefas à longa distância. Estas tarefas podem até mesmo acontecer automaticamente.
Por exemplo, as geladeiras com acesso à internet. Você está no mercado e esquece a
lista de compras, ou precisa saber o que falta de mantimentos que se armazenem na
geladeira. Com alguns cliques no celular, você pode fazer uma comunicação com a
geladeira da sua casa, e descobrir o que precisa comprar. Isto é uma tecnologia incrível,
porém, que acontece entre computadores desde a década de 60.
A internet das coisas é considerada por muitos estudiosos, a última parte do
processo de desenvolvimento da computação, não só pelo fato de diversos aparelhos
estarem se comunicando, mas também porque tudo é trabalhado com nanotecnologia e
microtecnologia, ou seja, o menor tamanho possível de dispositivos já foi atingido.
A informática, com o desenvolvimento dos dispositivos móveis, como celulares
e tablets, se tornou essencial e cada vez mais presente na vida humana. Tudo é feito sem
o mínimo esforço, através dos nossos computadores e dispositivos. Mas com a internet
das coisas, pode-se afirmar que a informática se consolidou de modo onipresente na
vida das pessoas.
O conceito e a funcionalidade da internet das coisas se dão basicamente devido à
tecnologia de identificação de rádio frequência (RFID). Que como o nome já diz, utiliza
ondas de rádio para realizar a comunicação por meios dos sensores dispostos pelos
aparelhos conectados à rede.
São três os principais componentes no que diz respeito à internet das coisas
[Indalécio 2016]. O primeiro se baseia nas coisas em si ou recursos. Pois assim, não
existiria ligação, se não houvesse nada a ser ligado; O segundo componente, diz respeito
às redes de comunicação, que é toda a infraestrutura física e lógica, que incrementa o
terceiro componente; este é composto pelos sistemas de computação e seus dados. Que
é toda a parte virtual da comunicação das coisas, feita pela infraestrutura.
Resumidamente, sem algum destes três elementos, não é possível haver uma
comunicação de ‘coisa’ para ‘coisa’.
2.1. Exemplos práticos
Podemos através dos conceitos básicos descritos até aqui, explicar alguns exemplos
práticos da internet das coisas, para que haja consciência da enormidade desse novo
universo.

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Primeiramente, falaremos de um dono de um pequeno mercado. Imagine uma
situação, onde tudo é controlado por papeis, e a cada entrada ou saída de elementos do
estoque, o dono teria que registrar isso e deixar guardado, ocupando espaço. Ou pior,
teriam que verificar a todo o momento, quais produtos estão em falta no seu estoque.
Um pequeno sistema, que se comunica com ele pela rede, poderia dizer
automaticamente, quando um produto está se esgotando, para que o mesmo faça a
compra. Ou até mesmo, já solicitaria pela internet, a compra do novo item.
Recentemente, a empresa Philips lançou o kit de lâmpadas que leva o nome
‘Hue’. Ele é um kit inteligente de lâmpadas, controlado por um aplicativo, onde pode-se
programar as cores, horários de liga/desliga, intensidade da luz, dar nome para as
pessoas, dar autorização para outros mexerem e até algumas animações na lâmpada.
Um outro exemplo prático, seria a respeito de um sistema de irrigação de um
jardim, grande ou pequeno. Que de acordo com a previsão do tempo, tarifa da água,
dentre outros fatores, faria a irrigação automaticamente, realizando de maneira correta a
manutenção. Com apenas alguns toques no celular, ou comandos no computados, as
tarefas do sistema já seriam realizadas [Romeder 2015].
2.2 Aspectos positivos e negativos
Com a internet das coisas, muita coisa boa vem surgindo, e há muita mudança na
maneira de viver das pessoas. Temos dispositivos que fazem tudo praticamente, e eles
são em sua maioria, celulares que possuem aplicações para tais.
Podemos dizer que a facilidade para os usuários é muito grande, no que diz
respeito à locomoção, principalmente nos lugares desconhecidos, com os aplicativos de
GPS, transporte público, compras de veículos, dentre outros; acessar as coisas de
maneira remota a curta ou longa distância, como citado acima no exemplo do sistema de
irrigação; renovação e economia de recursos, como para realizar compras online,
acessar a conta no banco etc.
Mas também, existem alguns fatores que complicam a utilização desta
tecnologia. Muito disso, está aplicado nas grandes cidades e grandes centros, onde como
todos sabem, assaltos, roubos e furtos acontecem em grande quantidade todos os dias.
Um pequeno descuido e um meliante pode conter uma “parte” de nossas vidas com ele,
permitindo que o mesmo possa monitorar ou alterar o que queira, num aplicativo móvel
por exemplo. Essa parte de segurança será retratada com mais ênfase mais abaixo no
artigo.
Mas o principal fator que pesa, e que pode ser positivo ou negativo, é a questão
da perda da vida social. [Correia, Jaime; Silveira, Clarisse, Venancio, Rui e Virtudes,
José 2011]
Hoje em dia, um smartphone substitui praticamente qualquer outro aparelho ou
utilitário, e ali deixamos grande parte de nossas vidas. Isso facilita em tudo, afinal
podemos fazer qualquer coisa, estando sentados no sofá de casa. Mas também, causa a
perda da sociabilidade das pessoas, fazendo com que conversem mais pelo celular com
alguém a quilômetros de distância, do que com um parente que está do lado oposto da
sala de estar.

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Isso nos leva a pensar. Se com apenas um aparelho conectado à rede, tudo já está
assim. Imagina se todos os aparelhos domésticos e eletrônicos a nossa volta também
estiverem.

3. RFID
A identificação por rádio frequência (RFID), como já dito anteriormente, é aquela
tecnologia que utiliza sensores e objetos de comunicação, para integrar todos os
componentes à rede, dando a base para a internet das coisas.
Este sistema foi usado primeiramente nas grandes indústrias e armazéns,
realizando uma espécie de substituição para os códigos de barras, principalmente no
controle do estoque.
De acordo com uma pesquisa da RFID Mundial Canadá, em 2011 [Assespro
2016] o mundo gastou cerca de 6,37 bilhões de dólares com chips RFID, e está
prevendo também, que até o fim deste ano de 2016, mais de 20 bilhões de dólares ainda
serão gastos.
Um sistema de RFID é basicamente composto por dois componentes, que são:
- Transponder: objeto fixado no objeto que será identificado e conectado;
- Leitor: dispositivo de captura de dados e/ou transmissão dos mesmos.
No conceito da internet das coisas, a tecnologia de RFID é extremamente
importante. Além de ter sido a base inicial para que tudo pudesse se comunicar, é o
meio que manteve de pé todo o sistema de IOT, chegando no que temos até hoje.

Figura 1 - Sistema de funcionamento RFID

Fonte: http://www.animalmigration.org/RFID/index.htm

Hoje existem várias outras tecnologias que realizam a comunicação entre as


“coisas”, como o Bluetooth, NFC (Near Field Communication) e principalmente por
WI-FI.

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4. Segurança na Internet das Coisas
A medida que o conceito de IOT vai se tornando cada vez mais forte e aplicado no
mercado, os desenvolvedores tentam cada vez mais colocar “coisas” novas na rede, e
com isso há certas dificuldades em manter todas seguras numa rede tão grande.
A pressa é um dos piores inimigos de qualquer tipo de tecnologia, e num
mercado que cresce com tanta velocidade, pode acarretar em consequências
catastróficas. Um dos processos mais importantes para o bom funcionamento dos
dispositivos conectados é o período de testes, que talvez seja ignorado pela vontade de
colocar a plataforma logo à disposição.
Daí que pode dizer que o usuário é a peça fundamental para o bom
funcionamento da IOT. Isso significa que, manter softwares e hardwares sempre
atualizados, usar sempre conexões e plataformas originais e confiáveis são alguns dos
principais cuidados a se tomar.
A praticidade de, por exemplo, poder abrir a garagem de casa com um toque no
celular, é maravilhosa. Mas tem um grande perigo, uma estrutura mal montada e/ou
configurada, ou um simples descuido do usuário pode causar uma entrada indesejada de
alguém na casa. Isso dizendo, desde ladrões até pessoas com certo conhecimento em
rede e segurança da informação.
Já diziam os mais antigos, a prevenção é o melhor remédio. Manter o antivírus e
o firewall atualizados e configurados já ajudam bastante, também como não mexer em
nada em redes de internet públicas e clicar em links sem conhecimento do mesmo ou
sem confiança.
Pelo lado das corporações e provedora dos serviços, o maior quesito é a
mentalidade da mesma [Balaguer 2015]. Deve-se pensar na recepção dos dispositivos
dentro da empresa, garantir a qualidade dos serviços, garantir a largura da banda
disponível para os processos etc. Empresas devem passar confiabilidade ao cliente, um
sistema mal feito pode causar problemas aos usuários e para a própria corporação.

5. Conceitos de Nuvem
Até pouco tempo atrás, quando se falava em computação em nuvem, se pensava em
algo futurístico, ainda meio desconhecido. Porém, já se imaginava que estava chegando
a época em que tudo seria acessado numa rede, nada mais seria instalado e acessado
localmente, dando liberdade e velocidade aos acessos, e também à capacidade e
desempenho das máquinas. E essa época realmente chegou. [Opus 2015].
Quando se fala de computação em nuvem (do inglês cloud computing), pode-se
afirmar resumidamente, que é aquilo que a maioria pensava antigamente. É uma
tecnologia, que oferece infraestrutura, serviços e plataformas na rede, sendo acessados
pela internet [Borges, Souza, Schulze, Mury 2012]. Se o indivíduo tem acesso à
internet, ele pode muito bem usar os softwares que oferecem o serviço, pela nuvem, sem
necessidade de uma instalação e configuração na máquina. E essa é a principal
vantagem, pois não precisaremos estar necessariamente na nossa máquina ou terminal,
para poder acessar os serviços que desejamos. De qualquer lugar, será possível acessar e

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utilizar os mesmos. Isso quer dizer que, o computador precisara apenas do básico para
acessar a rede, e todo o resto que é executado no back-end, estará online.
Um grande exemplo, é a empresa Google, que oferece diversos tipos de serviços
na nuvem, não só para computadores, mas também para dispositivos móveis. Do
Google, podemos usar o Gmail, que a partir dele temos acessos a diversos serviços,
como o e-mail e o Docs que é o pacote de programas e ferramentas semelhantes ao
pacote office da Microsoft, o Play Music, Google Maps, dentre muitos outros. Mas o
principal serviço oferecido pela empresa, é o Google Drive. Este serviço serve
basicamente como um grande armazenador de arquivos online, onde podemos separar
as pastas de acordo com a preferência, fazer upload e download dos mesmos a qualquer
momento, integrar PC’s e celulares ou tablets e também compartilhar esses arquivos ou
pastas com outras pessoas, para que estas possam acessá-los.

Figura 2 - Exemplo de uma tela do Google Drive

Fonte: http://canaltech.com.br/tutorial/internet/continue-usando-o-google-
drive-mesmo-offline-saiba-como/

Mas não é só a Google que oferece serviços em nuvem. Também podemos citar
a Micrososft e o OneDrive, Xbox Live etc. Também o Dropbox, Azure e outros que
discorrem uma enorme lista [Amoroso, 2012].

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6. Computação em nuvem e internet das coisas
A internet das coisas necessita da computação em nuvem em diversas partes, como as
plataformas, infraestrutura, análises, programas e aplicações. Manter uma robustez para
suportar tudo isso, é mais do que necessário, afinal ninguém quer estar usando uma
aplicação ou sistema e ocorrerem erros de desempenho ou suporte dos mesmos. Como o
número que a internet das coisas atingiu já está na casa dos bilhões [SBC 2015], a
qualidade de armazenamento, processamento, entrega de dados e informações e
disponibilidade, deve ser alta, assim, há a possibilidade de usar a tecnologia da
computação em nuvem para fazer acontecer tudo isso.

Figura 3 - Internet das coisas aplicada na nuvem

Fonte: http://thenextweb.com/insider/2014/07/08/spark-wants-bring-internet-
things-within-reach-device/#gref

6.1 Infraestrutura como serviço


A Infraestrutura como Serviço, também conhecida como IaaS (Infrastructure as a
Service), pode criar uma virtualização para todo o controle da internet das coisas,
tornando o acesso concentrado e podendo ser tratado numa mesma interface gráfica.
A IaaS oferece a escalabilidade como sua principal vantagem, e paga-se pelo
que se utiliza, sendo contratada como um serviço.
As principais provedoras de IaaS são empresas renomadas, como a Google, IBM
e a Amazon.
6.2 Plataforma como serviço
A Plataforma como Serviço (PaaS – Platform as a Service) tem como principal
característica a interoperabilidade. A partir daí, são oferecidos todo um sistema de
infraestrutura, armazenamento e comunicação para as aplicações. Estas plataformas
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podem tornar o acesso às informações de muitas áreas diferentes em um mesmo local,
independente do tipo de dispositivo que está conectado na rede.
6.3 Software como serviço
O SaaS (Software as a Service), oferece ao usuário que ele tenha acesso à alguma
aplicação na nuvem, e é o que há de mais usável no que diz respeito ao assunto. As
aplicações são colocadas na nuvem e facilitam um grande número de acessos à usuários
de diferentes tipos de dispositivos.
Segundo uma pesquisa (Forbes, 2015), aplicativos na nuvem ocuparão 90% do
total de tráfego de dados móveis até o ano de 2019.
6.4 Análise de dados como serviço
AaaS, que significa Analytics as a Service, realiza a análise dos dados de produção
coletados na nuvem. Mesmo sendo um mercado ainda em processo de desenvolvimento,
estando no início, são estimados 23 milhões de dólares para a tecnologia AaaS para os
próximos meses.

Figura 4 - Esquema das tecnologias explanadas acima

Fonte: https://qarea.com/articles/cloud-computing-outlook-iaas-paas-and-saas

6.5 Relacionamento
A computação em nuvens, para a IoT, assim como somente a IoT, traz muitos desafios.
Como dito anteriormente, a segurança é um fator que pesa muito, e agora falando de
dados, mais de 1,6 bilhões de zettabytes são trafegados em média por ano, sendo que 1
zettabyte equivale à 1073741824 de terabytes. Deve haver um grande controle de tudo,
para que nada seja deixado de lado.
Os dados que percorrem nesta tecnologia, talvez atinjam uma quantidade nunca
antes vista, e por isso, muitas corporações estão implantando nuvens privadas em seus
sistemas. Este tipo de nuvem, onde o que é usado tem um valor, sendo pago pela

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empresa, garantindo uma segurança, disponibilidade e integridade dessa quantidade
enorme de dados que atravessam a rede.
A questão principal que liga as duas tecnologias, é que praticamente tudo que
funciona pela IoT, está armazenado, tem sua interface armazenada ou de alguma
maneira interage com a computação em nuvem. É extremamente comum navegar pelas
notícias diárias, e ver que alguma empresa desenvolveu mais um sistema de IoT que é
baseado na computação em nuvem.
Por trás de cada dispositivo, ou “coisa”, existe um data center que gerencia e faz
este equipamento ter vida [Venâncio 2016]. Isso nos leva a crer que cada vez mais os
data centers irão crescer exponencialmente, afinal, com os números já citados
anteriormente, levando em conta os fatores de licença e autorização de sistema, ativação
de recursos, controle remoto, cobrança de royalts, gerenciamento de dados, etc.

Figura 5 - Ilustração – Futuro da Iot

Fonte: http://rockheine.com/8-previsoes-para-internet-das-coisas-nos-
proximos-anos/

Essa parte da robustez dos data centers é importante também para o quesito da
segurança. Claro que invadindo o dispositivo ligado à uma rede, vai causar danos muito
grandes a alguém ou alguma corporação. Mas se houver um sistema bem feito por trás,
um bloqueio pode ser realizado rapidamente no próprio dispositivo, e até que o invasor
consiga chegar a causar danos nos dados principais dos servidores, alguma medida já
foi tomada.

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7. Considerações finais
A computação em nuvem mudou muito dos nossos hábitos durante anos. Podemos citar
como exemplos básicos o OneDrive e o DropBox, que funcionam como um grande
disco rígido na internet, e são alguns dos serviços pioneiros no que diz respeito à
nuvem.
A computação em nuvem já tem seu mercado consolidado, e com a junção da
internet das coisas, há uma grande possibilidade de uma massificação e popularização
maior nos próximos anos. Já a IoT, depende diretamente da computação em nuvem para
se consolidar, pois tudo se armazena e interage por lá.
Seguindo daí, podemos dizer que as duas tecnologias estão mais presentes no
nosso dia-a-dia do que possamos imaginar, mesmo que toda a tecnologia por trás pareça
estar direcionada exclusivamente às corporações. Com este potencial tão grande, o meio
urbano em que vivemos vai ser cada dia mais inteligente. Carros vão se comunicar com
outros carros e com os sistemas de trânsito, por exemplo. Neste caso, alguns já se
comunicam e até dirigem “sozinhos”. Há uma ligação íntima entre a internet das coisas
e a computação em nuvem.
O futuro para a IoT é muito animador. Se hoje já temos muita coisa legal já
funcionando, é de se empolgar pensando daqui para frente. A tendência é ter
dispositivos cada vez mais interligados, para atender às novas necessidades dos clientes,
e também os anseios dos programadores e desenvolvedores, que parecem que cada vez
mais estão mais empolgados para lançar novas aplicações. Uma das expectativas, que é
bem interessante, é que a casa, não só com seus aparelhos, mas ela em si, possa atender
sozinha as necessidades dos moradores [Rockheine 2016].
Na parte da segurança, os desenvolvedores e gestores terão que pensar cada vez
mais em como manter tudo íntegro e de maneira confiável na rede. O volume será cada
vez maior, e as tecnologias de prevenção tendem a melhorar, mas com certeza, isso é o
principal desafio à frente.
Enfim, o que vier daqui para a frente vai nos impressionar a cada dia, mas logo
estaremos adaptados e por fim, felizes ou não com as novas tecnologias que tomarão
conta da nossa sociedade.

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<http://www.gartner.com/newsroom/id/3165317>. Acessado em: 28 Mai 2016.
Redação. (2015). Canaltech. 6,4 bilhões de aparelhos estarão conectados em 2016.
Disponível em: <http://corporate.canaltech.com.br/noticia/internet/64-bilhoes-de-
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Indalécio, Anderson. (2016). Mundo Nativo Digital. Você sabe o que é Internet das
Coisas? Disponível em: <https://mundonativodigital.com/2016/03/10/voce-sabe-o-
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Romeder, Stephan. (2015). Computer World. Dez aplicações possíveis do conceito de
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Veras, Manoel. Computação em nuvem. Rio de Janeiro, 2015.

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