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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB

CENTRO DE EDUCAÇÃO - CE
DEPARTAMENTO DE HABILITAÇÕES PEDAGÓGICAS
CAMPUS - I
DISCIPLINA: ​Política e gestão da educação - ​Turma ​03
PROFESSORA: ​Mauricéia Ananias
ALUNO: ​Jéferson André Sales Fortunato - 20160144114

FARIA FILHO, L. M.; VIDAL, D. G. . ​Os tempos e os espaços escolares no processo de


institucionalização da escola primária no Brasil​. Revista Brasileira de Educação, v. 14, p.
19-34, 2000.

Para os autores, Faria Filho e Diana Vidal (2000, apud ESCOLANO, 1995), tempo e
espaços escolares não são âmbitos neutros no que diz respeito ao ensino. Além disso são
dimensões que atuam como, segundo Escolano (1995), citado por Farias Filho e Diana Vidal
(2000), definiu: “uma espécie de discurso que institui, em sua materialidade, um sistema de
valores, um conjunto de aprendizagens sensoriais e motoras [...]”. Dessa maneira, vale
ressaltar que espaços escolares e tempos escolares estão sujeitos à ação das modificações
sofridas, pela passagem do tempo, nas estruturas de organização física e contexto social e
histórico do meio no qual se insere o espaço escolar. Ainda para os autores, espaço e tempo
escolares foram se construídos de forma distinta ao longo dos últimos séculos e se mostraram
grandes desafios no que se refere a consolidar um sistema de ensino que viesse a atender às
necessidades produzidas pelo desenvolvimento social e/ou reivindicações da população. Pois,
espaço e tempo são dimensões que fazem parte da ordem social e escolar.
Dessa maneira, entende-se que essas dimensões - espaços e tempos escolares -
ensinam, permitindo a interiorização de comportamentos e representações sociais, pois a
instituição escolar reflete a sociedade a qual está inserida. Então, espaços e tempos escolares
consistem em uma maneira de discurso que consolida em, como ressaltado pelos autores,
Faria Filho e Diana Vidal (2000, apud Escolano, 1995, p. 20),

“[...] sua materialidade , um sistema de valores, um conjunto de aprendizagens


sensoriais e motoras e uma semiologia que recobre os símbolos estéticos, culturais e
ideológicos.”

Por isso se faz necessário compreender os aspectos históricos que levaram a construção dos
espaços e tempos escolares da forma como estão definidos atualmente, pois suas
transformações acompanharam passo a passo, como Farias Filho e Diana Vidal (2000)
afirmam, as mudanças ocorridas no contexto político-social brasileiro e, dessa maneira,
tem-se a possibilidade de questionar o processo histórico de sua formação, mudanças e
continuidades, corroborando para para uma compreensão das infinitas “ possibilidades de
viver e, dentro da vida, formas infinitas de fazer a e do fazer-se da escola e de seus sujeitos.”.