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REVISÃO DOS BENEFÍCIOS

PREVIDENCIÁRIOS
Em prol do melhor benefício

TEORIA E PRÁTICA
WLADIMIR NOVAES MARTINEZ
Advogado especialista em Direito Previdenciário

TAÍS RODRIGUES DOS SANTOS


Advogada, especialista em Direito Previdenciário, Cursando MBA de Prática Previdenciária na
Faculdade Legale, Membro da Diretoria do Instituto dos Advogados Previdenciários-IAPE e
Membro efetivo da Comissão do Jovem Advogado da OAB/SP

REVISÃO DOS BENEFÍCIOS


PREVIDENCIÁRIOS
Em prol do melhor benefício

TEORIA E PRÁTICA
R

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Rua Jaguaribe, 571
CEP 01224-001
São Paulo, SP — Brasil
Fone (11) 2167-1101
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Junho, 2015

Produção Gráfica e Editoração Eletrônica: RLUX


Projeto de capa: FABIO GIGLIO
Impressão: DIGITAL PAGE

Versão impressa — LTr 5313-4 — ISBN 978-85-361-8429-6


Versão digital — LTr 8721-4 — ISBN 978-85-361-8441-8

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Martinez, Wladimir Novaes


Revisão dos benefícios previdenciários : em prol do melhor benefício : teoria
e prática / Wladimir Novaes Martinez, Taís Rodrigues dos Santos. — São Paulo :
LTr, 2015.

1. Benefícios (Direito previdenciário) 2. Direito previdenciário — Brasil 3.


Pevidência social — Leis e legislação — Brasil I. Martinez, Wladimir Novaes. II.
Título.

15-03812 CDU-34:368.415.6 (81)


Índice para catálogo sistemático:
1. Brasil : Benefícios previdenciários :
Direito previdenciário 34:368.415.6 (81)
Agradecimentos
Agradeço em especial a minha mãe, Marlene, que me apoiou sempre,
mesmo diante de todas as dificuldades da vida, me incentivou a
estudar e nunca desistir dos sonhos, me auxiliou nas decisões mais
difíceis e continua comigo em todos os momentos.
Gostaria de externar o meu imenso agradecimento ao meu amado pai,
Cláudio, que sempre me incentivou a leitura desde os meus primeiros
passos, por toda educação, carinho e dedicação empenhada.
Também externizar a minha gratidão por todo apoio e incentivo do
meu amigo Dr. Milton, que acreditou no meu trabalho desde o início
da minha carreira na advocacia.
Não poderia também deixar de agradecer a minha madrinha Nancy,
que me acompanha há anos e sempre com todo zelo e carinho
votando pela minha felicidade.
Minha eterna gratidão ao IAPE — Instituto dos Advogados
Previdenciários de São Paulo, pois sem ele não teria a oportunidade
de contínuo aperfeiçoamento profissional e aproximação de amigos
tão maravilhosos, dentre eles: Hélio Gustavo Alves, Wladimir Novaes
Martinez, Luciana Moraes de Farias, Éderson Ricardo Teixeira, André
Luiz Marques, Juçara Aparecida Rosolen dos Santos, Edson Alves dos
Santos, as minhas mais sinceras homenagens.

Dedicatória
À minha mãe maravilhosa em todos os sentidos, que sempre me
incentivou a escrever um livro, me apoiou e entendeu minha ausência
desde a minha fase de estagiária com todo amor do mundo;
Ao meu pai tão amado, “meu gorducho”, meu verdadeiro herói que
desde quando pequena me presenteou com muitos livros e orientou
a sempre estudar muito com todo amor e carinho do fundo do meu
coração, este é o meu melhor presente;
Ao meu irmão Júnior, que muito me apoia e auxilia na minha
carreira e progresso profissional.
Aos meus amigos e professores, em especial Prof. Wladimir
Novaes Martinez e Éderson Ricardo Teixeira, por todo incentivo
e participação nesta obra.
ÍNDICE

Prefácio................................................................................................................................................................ 11

Parte I
CONCEITOS
Capítulo 1. Introdução.......................................................................................................................................... 15
Capítulo 2. Imprescritibilidade dos benefícios........................................................................................................ 16
Capítulo 3. Conceito genérico de revisão.............................................................................................................. 17
Capítulo 4. Revisão no direito previdenciário......................................................................................................... 18
Capítulo 5. Natureza jurídica................................................................................................................................. 19
Capítulo 6. Relação jurídica de revisão.................................................................................................................. 20
Capítulo 7. Pressupostos lógico e jurídico.............................................................................................................. 21
Capítulo 8. Fontes formais.................................................................................................................................... 22
Capítulo 9. Aspectos gerais das revisões............................................................................................................... 23
Capítulo 10. Revisão previdenciária....................................................................................................................... 24
Capítulo 11. Distinções imperiosas........................................................................................................................ 27
Capítulo 12. Dependência de terceiros................................................................................................................. 28
Capítulo 13. Revisão de cálculo............................................................................................................................. 29
Capítulo 14. Revisão de mensalidades.................................................................................................................. 30
Capítulo 15. Revisão de direito prescrito............................................................................................................... 31
Capítulo 16. Efeitos da ação judicial ..................................................................................................................... 32
Capítulo 17. Pedido de revisão e interposição de recurso...................................................................................... 35
Capítulo 18. Decurso do prazo e interesse de agir................................................................................................ 36
Capítulo 19. Benefícios subsequentes................................................................................................................... 37
Capítulo 20. Reformatio in pejus.......................................................................................................................... 38
Capítulo 21. Revisões oficiais................................................................................................................................ 39
Capítulo 22. Tipos de revisões............................................................................................................................... 41

PARTE II
QUESTÕES SUBSTANCIAIS
Capítulo 1. Introdução.......................................................................................................................................... 45
Capítulo 2. Antes da Lei n. 9.528/97.................................................................................................................... 47
Capítulo 3. Vigência da Lei n. 9.528/97 — Prazo decenal...................................................................................... 50
Capítulo 4. Prazo da Lei n. 9.784/99.................................................................................................................... 51
Capítulo 5. Prazo prescricional da Lei n. 9.711/99................................................................................................ 52
Capítulo 6. Prazo decenal da Lei n. 10.839/04..................................................................................................... 54
Capítulo 7. Contagem de prazos.......................................................................................................................... 55
Capítulo 8. Suspensão e interrupção da prescrição............................................................................................... 58
Capítulo 9. Prazo com má-fé................................................................................................................................. 59
Capítulo 10. Prazo acidentário ............................................................................................................................. 61
Capítulo 11. Revisão de exame médico................................................................................................................. 62
Capítulo 12. Prazo do INSS: art. 103-A da Lei n. 8.213/91.................................................................................... 63

7
Capítulo 13. Caminhos reais para efetivo aumento do benefício........................................................................... 65
Capítulo 14. A importância do extrato de CNIS..................................................................................................... 67
Capítulo 15. Alternativas para majoração da renda............................................................................................... 69
15.1. Teses vencedoras de revisão ................................................................................................................... 70
15.2. IRSM....................................................................................................................................................... 70
15.3. ORTN/OTN.............................................................................................................................................. 73
15.4. Readequação do teto: Emendas ns. 20/98 e 41/03................................................................................ 77
15.5. Recálculo da DIB — direito adquirido ao melhor benefício ...................................................................... 78
15.6. Súmula n. 260 do TFR............................................................................................................................. 83
15.7. Art. 29, II da Lei n. 8.213/91.................................................................................................................. 84
15.8. Conversão de auxílios em aposentadoria por invalidez............................................................................ 86
15.9. Buraco negro.......................................................................................................................................... 87
15.10. Buraco verde ........................................................................................................................................ 87
15.11. Art. 58 do ADCT da Constituição Federal de 1988................................................................................ 88
15.12. Inclusão de períodos reconhecidos na esfera trabalhista........................................................................ 88
15.13. Inclusão de tempo exercido em atividade especial................................................................................. 91
15.14. Tempo rural ou de militar que não foi enquadrado à época da concessão ........................................... 92
15.15. Erros no cálculo da aposentadoria......................................................................................................... 93
15.16. Inclusão de auxílio-doença na aposentadoria por idade......................................................................... 93
15.17. Nova revisão do teto (DIB até 2004)..................................................................................................... 94
15.18. Nova revisão de todo período contributivo — “Revisão da Vida Inteira”................................................. 95
15.19. Nova revisão masculina — fator previdenciário do homem..................................................................... 96
15.20. Acréscimo de 25% nos benefícios dos absolutamente dependentes de supervisão de terceiros ........... 97
15.21. Cômputo do período de auxílio-acidente para efeito de carência e majoração da renda........................ 99
15.22. Exclusão do fator previdenciário da aposentadoria especial de professor............................................... 99
15.23. Revisão de acordos internacionais......................................................................................................... 102
15.24. Revisão da revisão e desaposentação para alcance do valor do teto do INSS ........................................ 104
Capítulo 16. Alterações legislativas no cálculo de aposentadoria........................................................................... 110
Capítulo 17. Observações essenciais para o ajuizamento da ação de revisão ....................................................... 111
Capítulo 18. Desaposentação .............................................................................................................................. 113
Capítulo 19. Quadro ilustrativo: resumo de revisões pela data do início do benefício — DIB.................................. 117
Capítulo 20. Modelos de documentos do INSS: INFBEN, CONBAS, CONREV, REVSIT, CNIS, IRSMNB, Carta de con-
cessão, Comunicado de revisão do art. 29, II da Lei n. 8.213/91....................................................... 118

PARTE III
PRÁTICA PROCESSUAL
1. MODELOS DE PEÇAS PROCESSUAIS ................................................................................................................ 125
1.1. Revisão do IRSM....................................................................................................................................... 125
1.2. Revisão da ORTN /BTN.............................................................................................................................. 132
1.3. Revisão do limitado ao teto — readequação das Emendas Constitucionais ns. 20/98 e 41/03................... 135
1.4. Recálculo da DIB — melhor benefício (retroação da DIB)............................................................................ 146
1.5. Exclusão do fator previdenciário da aposentadoria do professor............................................................... 151
1.6. Revisão do buraco verde........................................................................................................................... 157
1.7. Revisão do buraco negro........................................................................................................................... 159

8
1.8. Revisão do art. 29, II da Lei n. 8.213/91................................................................................................... 162
1.9. Revisão da Súmula n. 260 do TFR............................................................................................................. 171
1.10. Nova revisão para inclusão de todo período contributivo — “revisão da vida inteira”............................... 173
1.11. Desaposentação...................................................................................................................................... 176
2. DECISÕES JUDICIAIS ........................................................................................................................................ 184
2.1. IRSM......................................................................................................................................................... 184
2.1.1. Alegação de “aproveitamento indevido” da decisão coletiva proferida na Ação Civil Pública
2003.61.83.0011237-8. Tentativa de execução de decisão coletiva em ação individual....................... 184
2.1.2. Decisão paradigma que reconhece o direito aos atrasados da revisão do IRSM, independente da
existência da Ação Civil Pública.......................................................................................................... 185
2.1.3. Decisão que traz um típico caso de divergência da mesma turma recursal no que tange ao direito a
recebimento de atrasados................................................................................................................. 187
2.1.4. Reconhece o direito aos atrasados afastando a decadência............................................................... 189
2.1.5. Não reconhece o direito aos atrasados da revisão da IRSM devido a incidência de decadência.......... 190
2.1.6. Reconhecimento da revisão da renda mensal inicial para aplicação do percentual de 39,67%............ 191
2.1.7. Decisão que reconhece o direito aos atrasados da revisão de IRSM devido a não adesão ao acordo
previsto na Lei n. 10.999/04.............................................................................................................. 192
2.1.8. Decisão que não reconhece o direito aos atrasados da revisão de IRSM devido a não adesão ao
acordo previsto na Lei n. 10.999/04.................................................................................................. 192
2.2. ORTN........................................................................................................................................................ 194
2.2.1. Decisão que não reconhece o direito a revisão de ORTN, devido a aplicação de decadência.............. 194
2.2.2. Decisão que reconhece o direito a revisão de ORTN e que afasta a decadência................................. 195
2.2.3. Decisão que trata da ação civil pública para revisão da ORTN............................................................ 196
2.2.4. Decisão recente que reconhece o direito a revisão mesmo após o julgamento do RE 626.489 SE, men-
cionando inclusive a Portaria Interministerial n. 28, de 25 de janeiro de 2006 do Sr. Ministro de estado
da Previdência Social e do Dr. Advogado-Geral da União, que autoriza o não reconhecimento de decisão
judicial que determinar a aplicação da correção monetária dos 24 primeiros salários de contribuição
anteriores aos 12 últimos pelos índices da ORTN/OTN (Lei n. 6.423, de 17 de junho de 1977)............... 198
2.3. Readequação do teto das emendas ns. 20/98 e 41/03............................................................................. 200
2.3.1. Decisão desfavorável entendendo pela inexistência do direito pleiteado (proferida antes do julga-
mento do RE 564354/SE) ................................................................................................................. 200
2.3.2. Revertido entendimento após a interposição de recurso ocasionando o reconhecendo do direito a rea-
dequação ao teto pelas Emendas ns. 20/98 e 41/03. Inclusive após o julgamento do RE 564354/SE .. 203
2.3.3. Decisão favorável proferida após o julgamento do RE 564354/SE ..................................................... 206
2.3.4. Decisão que reconhece o direito a readequação do teto das EC ns. 20/98 e 41/03 aos benefícios de
88 a 91 (período do buraco negro).................................................................................................... 208
2.3.5. Decisão que reconhece o direito a readequação, enfatizando que independente da existência de
Ação Civil Pública em trâmite permanece o direito ao recebimento de atrasados pleiteados judicial-
mente, bastando para tanto a simples compensação dos valores recebidos administrativamente ..... 211
2.3.6. Decisão desfavorável, com base na existência de Ação Civil Pública................................................... 214
2.3.7. Decisão que reconhece o direito a readequação independente da existência de Ação Civil Pública.... 215
2.3.8. Extinção da ação judicial por entendimento de ausência de interesse de agir em razão do pagamento
administrativo efetuado pelo INSS em virtude da Ação Civil Pública proposta em 2011..................... 218
2.3.9. Sentença oriunda da Ação Civil Pública n. 0004911-28.2011.403.6183 que liminarmente determinou
ao INSS a readequação do teto das Emendas ns. 20/98 e 41/03 no prazo de 90 (noventa) dias, sob
pena de multa diária no valor R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), bem como determinou o paga-
mento dos valores atrasados sem quaisquer parcelamentos.............................................................. 220

9
2.4. Tese do melhor benefício ......................................................................................................................... 221
2.4.1. Decisão favorável da 8ª Vara Federal de Campinas afastando a decadência e reconhecendo o direito
à obtenção do benefício de acordo com as regras vigentes quando do preenchimento dos requisitos
para aposentadoria .......................................................................................................................... 221
2.4.2. Decisão desfavorável aplicando a decadência..................................................................................... 222
2.4.3. Decisão desfavorável com base no entendimento de inexistência de direito a revisão do melhor benefício...... 223
2.4.4. Principal decisão oriunda do STF que julgou recurso extraordinário 630.501 concedendo o direito ao
melhor benefício ............................................................................................................................... 225
2.5. Buraco verde ............................................................................................................................................ 226
2.5.1. Decisão que reconhece o direito e afasta a decadência....................................................................... 226
2.5.2. Decisão no sentido de que as revisões fulcradas em dispositivos legais não sofrem a incidência de
prazo decadencial.............................................................................................................................. 227
2.5.3. Decisão que não reconhece o direito a revisão do buraco verde e aplica a decadência....................... 230
2.6. Art. 29, II da Lei n. 8.213/91 ................................................................................................................... 231
2.6.1. Decisão favorável reconhecendo o direito a revisão do art. 29, II da Lei n. 8.213/91......................... 231
2.6.2. Decisão para antecipação do pagamento dos valores de atrasados, devido a revisão administrativa
da renda mensal do benefício já realizada pelo INSS.......................................................................... 232
2.7. Súmula n. 260 do TFR............................................................................................................................... 235
2.7.1. Decisões que demonstram a divergência entre a TNU e o STJ quanto a prescrição na revisão para
aplicação da Súmula n. 260 do TFR................................................................................................... 235
2.7.2. Decisão que não reconhece o direito a revisão pela Súmula n. 260 com base na argumentação de
decadência........................................................................................................................................ 237
2.7.3. Decisão que afasta a decadência e reconhece o direito a revisão pela Súmula n. 260 do TFR............. 238
2.7.4. Não reconhecimento do direito a revisão pela Súmula n. 260 do extinto TFR — reconhecimento da
prescrição.......................................................................................................................................... 240
2.7.5. Reconhecimento do direito a revisão pela Súmula n. 260 do extinto TFR afastamento da prescrição. 241
2.8. Inclusão de tempo especial....................................................................................................................... 243
2.8.1. Não aplicação de prazo decadencial para reconhecimento de tempo de serviço especial e majoração
do coeficiente.................................................................................................................................... 243
2.9. Revisão da vida inteira............................................................................................................................... 246
2.9.1. Decisão favorável concedendo o direito ao cômputo de todo período contributivo inclusive anterior-
mente a julho de 1994...................................................................................................................... 246
2.10. Acréscimo de 25% nas aposentadorias por tempo de contribuição ou por idade.................................... 249
2.10.1. Decisão Favorável concedendo o acréscimo dos 25% (vinte e cinco por cento) também nos benefí-
cios de aposentadoria por idade e tempo de contribuição............................................................... 249
2.11. Decisão do STJ que autoriza a exclusão do Fator Previdenciário na Aposentadoria do(a) Professor(a)..... 253
2.12. Revisão Masculina — Fator Previdenciário do Homem.............................................................................. 255
2.12.1. Decisão que declara inconstitucional a aplicação do disposto na parte final do 8º do art. 29 da Lei n.
8.213/91 e condena o INSS a revisar o benefício de aposentadoria por tempo de contribuição titula-
rizado pelo autor, aplicando para fins de incidência do fator previdenciário, a expectativa de vida
do sexo masculino veiculada pelo IBGE relativa ao ano de aposentadoria do requerente ............... 255
2.13. Desaposentação ..................................................................................................................................... 258
2.13.1. Decisão favorável que entende pela não aplicação de decadência.................................................. 258
2.13.2. Decisão favorável que entende pela não devolução dos valores recebidos...................................... 258
2.13.3. Recurso repetitivo.......................................................................................................................... 259
Referências bibliográficas (parte II e III)................................................................................................................. 261

10
PREFÁCIO

Considerando a atual conjuntura no Direito Previdenciário sob o prisma das ações revisionais, um
segmento de notória importância para os operadores do direito é o apontamento dos melhores caminhos
em busca da majoração da renda de um benefício previdenciário.
Aqui, com muita propriedade e esmero aplicados pelos Autores, podemos encontrar os principais
caminhos e seus reflexos no mundo jurídico das ações revisionais.
Nessa união de grandes aplicadores do direito, fomos presenteados com a notória e harmônica sintonia
de um dos maiores pensadores do direito previdenciário de todos os tempos e de uma brilhante advogada.
É possível sentir através da leitura, arraigada pelo elevado e sólido conteúdo histórico emblemático
dos desvios na conduta da Autarquia Previdenciária, e a enérgica e contagiante indicação dos melhores
caminhos para reversão dos prejuízos resultantes.
Estamos diante de uma obra matriz, que surge para nos auxiliar no convencimento do judi-
ciário aos insubstanciais entraves criados pela decadência do fundo de direito no trato das ações
revisionais, unidos aqui pela clássica e sobejada sabedoria e a intuitiva e desbravadora militância.
Assim, participo esta obra com muita honra e admiração, mas principalmente pelas contundentes orienta-
ções, juridicamente embarcadas, no trato das ações revisionais e suas peculiaridades apresentadas pelos
Autores e meus professores Taís Rodrigues dos Santos e Wladimir Novaes Martinez.
Os militantes e estudiosos que pretenderem um trabalho completo e prático sobre as ações revisionais
encontrarão nesta obra os principais conceitos e os melhores caminhos, com a tradução de verdadeiros
especialistas.
Éderson Ricardo Teixeira
Advogado, Especialista em Direito Previdenciário e Trabalhista,
Professor, Diretor do Instituto dos Advogados Previdenciários de
SP — IAPE e autor de obras previdenciárias.

11
PARTE I
CONCEITOS
Por Wladimir Novaes Martinez
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO

Estas considerações relativas ao instituto técnico previdenciário da revisão de benefícios centram-se


tão somente no Regime Geral de Previdência Social — RGPS, embora, devido à semelhança de situações
e concepções, muitas de suas conclusões possam ser aplicadas nos RPPS, nos regimes dos militares e
parlamentares.
Serão úteis no Direito Procedimental Complementar, convindo lembrar que, neste caso, a fonte formal
prática a ser consultada usualmente será o Regulamento Básico da entidade de previdência privada.
Aqui, por ora, são desenvolvidas nuanças ligadas à essência da revisão como um procedimento jurídico
formal, sem preocupação com os prazos, suas vigências e contagens possíveis, que fazem parte do Tomo II.
Reportam-se a nuclearidade mais íntima da solicitação de reexame emergindo como solução de
conflitos do direito subjetivo às prestações.
O tema da revisão, propriamente dito, inclusive em suas vertentes técnicas, práticas e jurisprudenciais,
como antecipado, será objeto do Tomo II — Questões substanciais.
Comumente deve ser avaliado como um aperfeiçoamento do ato administrativo devido; vale consignar,
uma busca da verdade material e, por conseguinte, jurídica de eventual controvérsia.
Por tudo isso os seus efeitos obrigacionais devem retroagir à Data do Início do Benefício ou a Data de
Entrada do Requerimento, e não da decisão finalmente prolatada no âmbito da administração ou do Poder
Judiciário.
Ab initio carece sopesar a revisão nos sentidos amplo e restrito. Revisões são reapreciações que
sucedem o tempo todo com ou sem necessidade de recálculo aritmético, por solicitação do interessado ou
oficialmente.
Quando dos reajustamentos periódicos das prestações mantidas, usualmente ocorridos em janeiro de
cada ano, devidos à inflação renitente, o INSS promove a alteração das mensalidades. Multiplica a renda
mensal vigente por um fator legal, e isso não deixa de ser uma operação financeira, chegando à nova
mensalidade, que valerá de janeiro em diante.
Essa modificação sistemática e automática do montante é genérica, impessoal, uma reapreciação
oficial vinculada. Entretanto, caso a autarquia se equivoque no critério adotado ou no cálculo utilizado (ou
não atenda uma decisão judicial que mande reajustar pelo índice de reajuste do salário mínimo em vez do
INPC), sobrevirá um pedido de revisão do aposentado ou pensionista.
Nessa circunstância dirá respeito tão somente ao reajustamento e cujo prazo conta-se da data da dita
aferição matemática.
Como se verá adiante, no capítulo próprio, importa distinguir um pedido de revisão de um recurso,
entre outras distinções que serão feitas.

15
CAPÍTULO 2
IMPRESCRITIBILIDADE DOS BENEFÍCIOS

Em decorrência de magnífica convenção histórica estabelecida na legislação previdenciária, produto da


imprescindível segurança jurídica, o direito às prestações e às correspondentes mensalidades é imprescritível.
Poderia não ser assim, mas é, ainda que a dicção vigente positivada venha se esquecendo de contemplar
a assertiva como o fazia há tempos. A regra vale para as principais prestações de pagamento continuado,
mas não se mantém quando de pagamento único. Quando vigente o pecúlio, ele prescrevia em cinco anos.
Quer dizer que um beneficiário que preencheu os requisitos legais regentes em determinado momento
não é obrigado a requerer a prestação, podendo deixar para fazê-lo quando lhe aprouver e sem necessidade
de justificativas. É questão de decisão pessoal.
Neste caso, de regra, evidentemente, a Data do Início do Benefício se dará na Data de Entrada
do Requerimento, e não por ocasião da consumação do direito. Presume o legislador que a inércia do
interessado se deva ao fato de ele possuir outros meios de subsistência, entre os quais, ter continuado a
trabalhar.
O legislador tão somente determina a decadência das mensalidades anteriores ao exercício do direito,
em observância ao vetusto dormientibus non sucurrit jus.
Em toda a análise que se faça sobre decadência e prescrição, e dos seus prazos, é preciso não descurar
dessa informação, sendo perigoso invocar-se o princípio do que pode o mais pode o menos (e pretender-se
uma imprescritibilidade das mensalidades), uma vez que o legislador ordinário disciplina a decadência e a
prescrição, estabelecendo termos razoáveis para ambas. Aí, possivelmente também em nome do conforto
da administração.
A imprescritibilidade do fundo do direito, como costuma ser designado, outorga o exercício da volição
ao interessado na esteira do princípio constitucional da liberdade.
Um beneficiário pode solicitar o bem previdenciário quando quiser e, se quiser, não solicitar nunca.
Renunciar a ele em algum momento sem ofensa ao postulado da submissão da previdência social a norma
pública. Eventuais sanções pela sua inércia serão as constantes da lei positivada vigente e nada mais.
O princípio da imprescritibilidade é relevante e não pode ser esquecido quando da análise dos prazos,
ele informa a interpretação quando de dúvidas. Se um dia for retirado da legislação (e espera-se que isso
nunca aconteça), outros raciocínios ser imporão.
Na versão original da vetusta Súmula do STF n. 359, que descreve o direito adquirido, exigia o exercício
do direito, mas isso foi superado nos idos de 1963.

16
CAPÍTULO 3
CONCEITO GENÉRICO DE REVISÃO

Revisão quer dizer reexame de algo, revolvê-lo, no caso previdenciário, principalmente um dever ou
um direito. Significa nova visão, outra apreciação de um tema já tratado, um cenário ou uma pretensão.
Em suma, reexaminar.
O desenrolar histórico de um país pode ser reapreciado pelos historiadores, assim como a biografia de
uma pessoa pode vir a ser revista.
Às vezes, acolhido o pleito, promovida a reexaminação, ratifica-se a decisão combatida, e ainda assim
se pode falar em revisão. Necessariamente, ela não tem de ser vitoriosa como proposta, em alguns casos,
poderá sobrevir até mesmo o reformatio in pejus, Cuidado.
O ato jurídico da revisão não é um primeiro procedimento, mas o reestudo desse primeiro ato. Portanto,
pressupõe uma decisão. Não se pode requerer a revisão da uma medida que não foi praticada, ainda que
ela esteja em encaminhamento.
Não é o ato considerado, mas subsequente a ele, e, por conseguinte, dele deve partir. Quem está
pretendendo algo novo que não fora apreciado não está requerendo uma revisão.
Por sua natureza, a revisão não é um instituto exclusivo do Direito Previdenciário, alcançando todos
os ramos do Direito e das relações humanas. No âmbito da previdência social suscita os seus próprios
elementos em face do bem jurídico tutelado.
Rever uma decisão significa uma nova decisão e, por isso, deve sopesar as consequências dessa
conduta. Em certas circunstâncias, caracteriza a impropriedade gritante da decisão revista revisada, pode
deflagrar dano ou prejuízo à parte que buscou e logrou a revisão. Por vezes, a lei além do montante
principal devido prevê juros de mora.

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CAPÍTULO 4
REVISÃO NO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

No âmbito do Direito Previdenciário, a revisão é uma modalidade de expressão da inconformidade dos


beneficiários quando obstaculizada a pretensão por uma decisão administrativa.
Observa padrões próprios, normas regentes vigentes, entendimentos doutrinários (oficiais ou privados),
sumulações e jurisprudências que particularizam no bojo da proteção social propiciada pela seguridade
social.
Devido à infinidade de situações e disposições normativas pode haver muitas hipóteses e circunstâncias
variadas, centrando-se no exame propriamente dito ou em cenários assemelhados, observada certa
convenção histórica.
Presente o seu pressuposto legal, é um direito subjetivo a ser exercido em certo tempo, ainda que a
ausência desse exercício possa ser considerada implícita uma anuência do interessado. Até porque, além do
direito do beneficiário, é dever da administração pública buscar a verdade.
Caso se entenda, como faz Guilherme Portanova, que a locução concessão contida no art. 103 não
abranja e a distinção entre a prestação deferida e a aplicação da norma mais benéfica e terá um alcance e
limitado ao pedido de revisão (que implicaria alteração da renda inicial) e, nesse caso, o prazo do art. 103
não se aplicaria (“Critérios técnicos e legais para definição do ato de concessão. Art. 103 da Lei n. 8.213/91
— Ação concessória do melhor benefício — RE n. 630-501”, São Paulo: RPS n. 406/831).
Lembrando o voto da Min. Ellen Gracie Northfleet, ela assevera: “Pois, repete-se, na ação do melhor
benefício se postula a concessão de um novo benefício (fundo de direito imune a prazo decadencial), com
base em data pretérita em que já detinha o segurado o direito a se aposentar, mas não o exercitou. Se tais
argumentos não bastassem, considere-se que o segurado receba as primeiras mensalidades, desistindo da
prestação (que deixa de existir no campo previdenciário), e solicite outro, o melhor. Aí, sem dúvida, não há
decadência ou prescrição a ser observada: Data do início do benefício na DER”.

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CAPÍTULO 5
NATUREZA JURÍDICA

A revisão é um direito subjetivo dos beneficiários contemplado na lei previdenciária, mediante a qual
o beneficiário expressa sua inconformidade com algum ato jurídico praticado pela Previdência Social em
relação a um bem requerido deduzido à Administração Pública.
Daí exigir-se sujeito capaz para pretendê-la, prática de ato jurídico perfeito e observância das normas
regulamentares, entre as quais a tempestividade da ação. Geralmente, por intermédio de expediente escrito
ou eletrônico e, se for o caso, até mesmo oral.
Ela pressupõe divergência de entendimentos quanto à pretensão material, erros de cálculo, compreende
enganos, equívocos da legislação de ambas as partes. No seu âmago, instrumentalizada por um recurso.
A revisão compreende renúncia do revisando que, a qualquer momento, dela pode desistir.

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