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Espero não trazer problemas com estes comentários...

acho
pertinente embora haja interpretações diversas sobre o tema.
Ulisses, Militar Inconsequente e vaidoso para uns... sábio líder e
astuto militar para outros... Como deixar, nesta ocasião em que
estamos reunidos alguns dos mais virtuosos militares músicos desta
cidade, de mencionar pelo menos algumas de suas histórias que nos
inspiram ou até as duvidamos até hj?
Acredito que todos estamos sintonizados no Ulisses o qual me
refiro. O Rei de Ítaca, personagem de Homero numa ilha na Grécia
que há 10 séculos, ou seja, 8 séculos antes do calendário gregoriano
já nos dava inúmeros exemplos de sua perspicácia e tb de seu amor
ao local natal. Bem, para não me alongar na história, esta que durou
20 anos, a Odisséia, tentarei ir direto ao ponto que penso se de
encaixe perfeito à este momento.
Em resumo, Ulisses, rei de Ítaca, uma ilha da Grécia onde todos
o adoravam e ele tb adorava td naquela terra, inclusive sua esposa
Penélope e seu filho Telêmaco. Por um pedido irrecusável de seu
amigo Menelau, Rei de esparta partiu em guerra por causa do rapto
de Helena, esposa de Menelau. Após 10 anos de sangrenta batalha e
quase derrotados pelos troianos Ulisses teve a notória e conhecida
ideia que guinou o rumo desta guerra. Em uma noite fingiram derrota
e recuo, mas deixando um presente, o famoso cavalo de troia. Como
sabem foi um artifício de Ulisses para poder romper os impenetráveis
portões da cidade a qual sem êxito houvera perdido vários homens.
Os troianos agradecidos pela suposta oferenda da vitória o levaram
ao interior da fortificação. Pela madrugada e de emboscada Ulisses
toma a cidade , a incendeia, recupera Helena e a leva de volta para
Troia.
O que esta história toda tem a ver com este momento de
agradecimento? Não sei ao certo. Tenho certeza que a volta de
Ulisses para sua terra sim, explicará o que sinto neste momento.
Ulisses, rompendo os mares para casa encontra uma ilha
desconhecida. Como provisões estavam acabando ele ancorou numa
linda praia próximo à falésias enormes. Em exploração notou uma
uma caverna peculiar. Ulisses e seus 12 melhores homens entraram
para ver o que havia dentro e se surpreenderam com tamanha
quantidade de comida, lenha, porém algo faltava... O dono da
caverna. Eis que logo chega um gigante Ciclope. Este percebe a
presença de algo incomum e acende o fogo. De imediato captura dois
homens e os come inteiramente, até os ossos. O Ciclope saiu com os
carneiros para estes pastarem. Horas mais tarde acordou e devorou
mais 3!
Um dilema estava instaurado: Caso matassem o gigante eles
morreriam presos na caverna pois a pedra que servia como porta era
muito pesada até mesmo para força de todos os homens ali. De
tempos em tempos homens iriam acabar sendo devorados. Ulisses
percebeu que somente uma astuta forma poderiam salva-los.
Enquanto o gigante saia com os carneiros Ulisses percebeu uma
estaca de madeira e então a afiaram. Ao cair da noite o Ciclope
retornou com os carneiros e comeu mais dois marinheiros. Ulisses e
o restante dos homens só teriam uma chance: Cegar o Ciclope
enquanto adormecido. Plano arquitetado e bem sucedido. Ao
amanhecer, qdo o ciclope soltara os carneiros Ulisses teve mais uma
ótima ideia. Como o Ciclope cego tateava tudo q saia da caverna
Ulisses amarrou seus homens por debaixo dos ovinos.
Quando já saindo da ilha acabou revelando seu nome e, como
Polifemo, o Cíclope era filho de Poseidon a trajetória marítima não
iria ser muito tranquila. Poseidon usou tormentas, tornados, ondas
gigantes, enfim tudo para atrapalhar a volta de Ulisses a Ítaca.
David Hume no seu tratado da natureza humana diz que os
afetos lembram mais como um instrumento de corda, (uma harpa) a
um de sopro (uma corneta). Bem, ele diz isto e ponto! Deixa o leitor
a interpretar sozinho. Minha modesta interpretação é a seguinte: O
que acontece com uma Harpa? Com um leve toque a corda vibra....
por muito mais tempo que o dedilhar que lhe deu causa. No sax, na
corneta, o som cessa imediatamente ao término do sopro que lhe deu
causa. Os Afetos, os verdadeiros sentimentos são assim... Como
Harpas que vibram por muito mais tempo. Graças ao Grande
Arquiteto do Universo em consonância com a Euterpe força tão
peculiar a nós portadores do instrumento de Apolo, a imensa maioria
compartilhamos, seja inato ou estabelecida moralmente pelos órgãos
com esta finalidade, dos melhores afetos de camaradagem, de apoio,
de altruísmo e de amizade dificilmente existente com tantas nuances
quanto os nossos. Que a harpa metafórica de nosso profissionalismo
e conduta continue a vibrar ajudando a manter momentos como este
de valoração e valorização do ser humano. Obrigado por esta
possibilidade e parabéns para todos nós que fazemos por merecer
este momento.