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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CURSO DE ENGENHARIA INDUSTRIAL ELÉTRICA/ ELETROTÉCNICA

BRUNO KIKUCHI
FERNANDO MARCOS DE OLIVEIRA
GUSTAVO HENRIQUE BAZAN
THAIS FUJITA
THIAGO HUKUCHIMA

MÁQUINAS ELÉTRICAS I:
Ligação Delta aberto

CORNÉLIO PROCÓPIO
2011
Conexão delta-aberto
Na ligação delta-delta as correntes de linha são 3 vezes as correntes de
fase e estão defasadas de 30°. Este defasamento angular de 30° existe para
todas as cargas equilibradas, sendo ainda independente do fator de potência.
Para que a tensão de saída seja senoidal, a corrente de magnetização deve
conter a componente da terceira harmônica. Como as componentes de terceira
harmônica da corrente estão todas em fase, elas produzem uma corrente
monofásica de terceira harmônica que circula no delta, e, esta componente da
corrente ajuda a produzir o fluxo senoidal, sendo portanto a tensão de fase
também senoidal.
Esta ligação fornece dois caminhos para as componentes da sequência
zero da corrente de excitação.
Consequentemente as correntes da sequência zero podem circular em
ambos os caminhos primário e secundário. Num circuito balanceado, a soma
das três tensões secundárias anterior ao fechamento do delta é zero. As
correntes de linha e de fase no lado primário do transformador são similares
àquelas encontradas na ligação delta-estrela.

Uma vantagem da conexão delta-delta deve-se ao seguinte fato: se um


dos bancos sair, os outros bancos continuam a proporcionar uma saída
trifásica à carga.
Neste tipo de conexão, a capacidade combinada de dois transformadores, isto
é, da saída trifásica, somente está disponível se os transformadores
trabalharem em regime de sobrecarga. Se o banco alimenta uma carga de
VA, então o banco delta aberto é capaz de VA com as mesmas

perdas no cobre, já que a corrente vem a ser a corrente do transformador na


conexão delta aberto. A relação de potência entre a conexão delta aberta e a
delta-delta é de
Vantagens da conexão delta-delta
1- Se faltar uma fase em qualquer um dos lados, as duas remanescentes
poderão ser operadas em delta aberto para dar saída trifásica com 1 da
potência anterior.
2- É a combinação mais econômica para transformadores de baixa tensão e
altas correntes.
3- As componentes de 3a harmônica são eliminadas pela circulação de
correntes nos "deltas" é uma das combinações mais fáceis para colocação em
paralelo.
Desvantagens da conexão delta-delta
1- Não há neutros disponíveis.
2- Não pode haver suprimento de energia com quatro condutores.
3- As dificuldades de construção das bobinas são maiores e os custos, mais
altos com altas tensões de
linha.

Conexão estrela-delta-estrela
Este tipo de conexão permite que se coloque cargas desequilibradas no
secundário sem que ocorra um desequilíbrio nas fases. Com isso, é
desnecessária a ligação do neutro da fonte ao neutro do primário do
transformador. A corrente de desequilíbrio então passa a circular pelo delta.
Vantagens da conexão estrela-delta-estrela
1- O enrolamento em delta fornece um caminho para as componentes de
terceira harmônica da corrente de magnetização, que elimina as tensões de
terceira harmônica dos enrolamentos principais. Os pontos neutros de tais
enrolamentos são então estáveis.
2- O enrolamento adicional (D) pode ser utilizado para o suprimento de cargas,
tais como motores, ou mesmo ser usado para distribuição.
Desvantagens da conexão estrela-delta-estrela
1- Dependendo do propósito para o qual se queira o enrolamento adicional (D),
o custo incremental pode ser muito grande.
2- Se usado para o suprimento de uma carga, o circuito auxiliar pode, em
transformadores que operam em altas tensões em ambos os lados, ficar sujeito
a uma tensão à terra perigosa devido à indução eletrostática.
3- A falha do enrolamento auxiliar (D) pode tornar o transformador inoperante.

Objetivos:
- Verificar o desempenho da ligação delta-delta quando alimentando cargas
equilibradas e desequilibradas.
- Verificar o desempenho da ligação estrela-delta-estrela.
Procedimento:
1. Usando o transformador com núcleo trifásico, realize a ligação delta-
delta mostrada na figura 1.
2.

Figura 1 – Ligação Delta-Delta

2. Ligue as lâmpadas uma a uma e observe o que acontece com as tensões de


linha e de fase no secundário do transformador. Verifique as correntes de linha
do primário.
3. Simule a perda de um transformador, entretanto conserve as ligações dos
alimentadores nos mesmos
pontos. Verifique as conseqüências desta perda para o lado da carga e da
fonte.
4. Desligue a alimentação e desmonte todo o experimento. Utilizando agora um
transformador trifásico, realize a ligação estrela-delta-estrela, conforme
mostrado na figura 2.

Figura 2 – Ligação Estrela-Delta-Estrela

5. Alimente o primário (todas as lâmpadas desligadas).


6. Verifique, com a ponteira de corrente a forma de onda da corrente no delta
(terciário). Qual a frequência desta corrente?
7. Observe, através do outro canal do osciloscópio, a forma de onda da tensão
de fase no secundário do transformador. É senoidal? Comente suas
observações.
8. Observe e anote os valores da corrente no delta terciário e das tensões de
fase no secundário para o funcionamento do transformador desde a vazio até
carga máxima. Comente os fatos observados.
Referências

1. Ligações Trifásicas
http://www.dee.ufc.br/~sdaher/labmaq/0011%20DELTA-DELTA.pdf
Acessado em 08/06/2011

2. I-Oliveira, José Carlos de, II-Cogo, João Roberto, III-Abreu, José


Policarpo G. de,
3. Transformadores. Teoria e ensaios, págs. 140 e 141, Ed. Edgar Blücher
Ltda., 1984

4. I-Garik, Michael Liwschitz, II-Whipple, Clyde C., Maquinas de corriente


alterna, págs. 108 a 112,
Cia. Editorial Continental S.A., México (D.F.)

5. Ong, C. ‘Dynamic Simulation of Electric Machinery using


MATLAB/SIMULINK’ Prentice-Hall 1998

6. Ryff, P ‘Electric Machinery’. Prentice Hall International Edition. 2a


Edição. 1994