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Os Lusíadas – Luís de Camões - episódios mais importantes

O Gigante Adamastor

Cinco dias depois da paragem na Baía de Santa Helena, chega Vasco da Gama ao Cabo das
Tormentas e é surpreendido por uma nuvem negra “tão temerosa e carregada” que pôs nos
corações dos portugueses um grande “medo” e leva Vasco da Gama a evocar o próprio Deus
todo poderoso.
Foi o aparecimento do Gigante Adamastor, uma figura mitológica criada por Camões para
significar todos os perigos, as tempestades, os naufrágios e“perdições de toda sorte” que os
portugueses tiveram de enfrentar e transpor nas suas viagens.
Esta aparição do Gigante é caracterizada direta e fisicamente com uma adjetivação abundante
e é conotada a imponência da figura e o terror e estupefação de Vasco da Gama, e seus
companheiros, que o leva a interrogar o Gigante quanto à sua figura, perguntando-lhe
simplesmente “Quem és tu?”.
Mas mesmo os gigantes têm os seus pontos fracos. Este que o Gama enfrenta é também uma
vítima do amor não correspondido, e a questão de Gama leva o gigante a contar a sua história
sobre o amor não correspondido.
Apaixona-se pela bela Tétis que o rejeita pela “grandeza feia do seu gesto”.
Primeira parte – caráter profético e ameaçador num tom de voz “horrendo e
grosso” anunciando os castigos e os danos por si reservados para aquela “gente ousada” que
invadira os seus “vedados términos nunca arados de estranho ou próprio lenho”.
Segunda parte - representa já um caráter autobiográfico, pois assistimos à evocação do
passado amoroso e infeliz do próprio Camões.
O Gigante Adamastor diz ainda que as naus portuguesas terão sempre “inimigo a esta
paragem” através de “naufrágios, perdições de toda a sorte, que o menor mal de todos seja a
morte”, lembra as palavras proféticas do Velho do Restelo.
Após o seu desabafo junto dos lusitanos, a nuvem negra “tão temerosa e
carregada” desaparece e Vasco da Gama pede a Deus que remova “os duros casos que
Adamastor contou futuros”.

Episódio de Inês de Castro

A história é narrada na voz de Vasco da Gama, que apresenta os fatos mais marcantes de
Portugal para o rei de Melinde. Além disso, a linguagem eloqüente e trabalhada, característica
do Classicismo pode ser aqui também notada por meio dos freqüentes hipérbatos (frases
invertidas).
Vasco da Gama, que vinha contando as aventuras portuguesas ao rei de Melinde, começa
a narrar o episódio de Inês de Castro acontecido logo depois de vitórias gloriosas de D. Afonso
IV. O episódio daquela que foi coroada rainha depois de ser morta é tão marcante que teria
poder de desenterrar os homens.
Dona Inês, da importantíssima família castelhana Castro, veio a Portugal como dama de
companhia da princesa Constança, noiva de D. Pedro, herdeiro do rei D. Afonso 4º. O príncipe
apaixonou-se loucamente pela moça (Inês), de quem teve filhos ainda em vida da princesa,
sua esposa. Com a morte desta [da esposa], em 1435, ter-se-ia casado clandestinamente com
Inês, segundo o que ele mesmo declarou tempos depois, quando já se tornara rei. Talvez tal
declaração, embora solene, fosse falsa; é fato, porém, que o príncipe rejeitou diversos
casamentos, politicamente convenientes, que lhe foram propostos depois que ficou viúvo.
A ligação entre o príncipe e sua amante não foi bem vista pelo rei, que temia fosse seu filho
envolvido em manobras pró-Castela da família de Pérez de Castro, pai de Inês. (Aqui é preciso
lembrar que o conflito entre Portugal e Castela, ou seja, a Espanha, remonta à fundação de
Portugal, que nasceu de um desmembramento do território castelhano e que Castela sempre
almejou reintegrar a si.) Em conseqüência, o rei, estimulado por seus conselheiros, decidiu-se
pelo assassinato de Inês, que foi degolada quando o príncipe se achava caçando fora de
Coimbra, onde vivia o casal. O crime motivou um longo conflito entre o príncipe e o pai.
Depois que se tornou rei, D. Pedro ordenou a exumação (desenterramento) do cadáver, para
que Inês fosse coroada como rainha.
Camões, que se concentra no conflito entre o amor e os poderes perversos do mundo, não
é o único nem foi o primeiro a dar tratamento literário à história de Inês de Castro, mas a sua
versão paira sobre todas as outras, anteriores ou posteriores. Vários fatores concorrem para
que o episódio seja dos mais admirados de "Os Lusíadas": a pungência (doloroso) da história,
devida tanto à piedade que inspiram Inês e seus filhos, quanto ao amor constante,
inconformado e revoltado de D. Pedro; a gravidade da questão envolvida, que opõe o interesse
pessoal e os interesses coletivos (a "razão de Estado"), e, finalmente e sobretudo, o encanto
lírico de que Camões cercou a figura de Inês, a quem atribui longo e eloqüente discurso,
impondo-a como um dos grandes símbolos femininos da literatura e não só da literatura de
língua portuguesa.

Episódio do velho do Restelo

No início da viagem do Vasco da Gama, situa-se um dos episódios mais célebres da obra: o
Velho do Restelo (canto IV, estrofes 94-104). O sentido do discurso atribuído ao Velho é
bastante claro; não obstante, o episódio coloca alguns problemas quanto ao pensamento do
poeta relativamente à questão tratada.
Os navios portugueses estão prestes a largar; esposas, filhos, mães, pais e amigos dos
marinheiros apinham-se na praia (do Restelo) para dar seu adeus, envolto em muitas lágrimas
e lamentos, àqueles que partiam para perigos inimagináveis e talvez para não mais voltar. No
meio desse ambiente emocionado, destaca-se a figura imponente de um velho que, com sua
"voz pesada", ouvida até nos navios, faz um discurso veemente, condenando aquela aventura
insana, impelida, segundo ele, pela cobiça -o desejo de riquezas, poder, fama. Diz o velho que,
para ir enfrentar desnecessariamente perigos desconhecidos, os portugueses abandonavam os
perigos urgentes de seu país, ainda ameaçado pelos mouros e no qual já se instalava a
desorganização social que decorreu das grandes navegações.
Segundo parece, o velho representa a opinião conservadora (alguns diriam "reacionária")
da época-opinião da aldeia, do torrão natal, da vida segura, mas não heróica. Seria estranho
que Camões se identificasse com esse tipo de atitude, pois, como observou J. F. Valverde,
"não seria compreensível que compusesse uma epopéia para celebrar o que condenava como
erro fatal". Mas, segundo se pode inferir de diversos elementos do discurso do Velho, assim
como do resto do poema, a opinião expressa no admirável discurso não era inteiramente
rejeitada por Camões, por mais que ele fosse empolgado pelo empreendimento marítimo de
seu país. Como o Velho do Restelo pensavam muitos naqueles tempos, assim como muitos
pensam hoje em relação a assuntos semelhantes (como a conquista espacial ou a
manipulação genética, por exemplo).
Portanto, o Velho do Restelo não é propriamente uma voz discordante a que o poeta
concede um lugar em seu poema, representando nele simplesmente os rumores do povo ou o
ponto de vista de um partido adversário da empresa que o poeta se punha a celebrar. A fala do
Velho é também a expressão de idéias camonianas, divididas entre o Humanismo pacifista e o
belicismo dos ideais da Cavalaria e das Cruzadas, cujo espírito muito influenciou a visão
camoniana da missão de seu país.
O discurso do Velho do Restelo corresponde a um gênero antigo da literatura, cultivado
desde os primórdios da poesia grega. Trata-se do gênero conhecido pelos gregos como
propemptikón, ou seja, "adeus a um viajante que parte" (poesia que remonta a Homero).

A Ilha dos Amores

O mito da Ilha dos Amores é contado por Luís de Camões, nos Cantos IX e X d'Os Lusíadas.
Nestes cantos, é relatada a vontade da deusa Vênus em premiar os heróis lusitanos, com um
merecido descanso e com prazeres divinos, numa ilha paradisíaca, no meio do oceano, a Ilha
dos Amores. Nessa ilha maravilhosa, os marinheiros portugueses podiam encontrar todas as
delícias da Natureza e as sedutoras Nereidas, divindades das águas, irmãs de Tétis, com
quem se podiam alegrar em jogos amorosos. É de se notar que um dos navegantes, Leonardo,
tem grande dificuldade em arrebatar sua amada, mas no fim consegue (ele representa Camões
e seus sofrimentos amorosos). Durante um banquete oferecido aos Portugueses, a ninfa
Sirena canta as profecias sobre a gente lusa que incluem as suas glórias futuras no Oriente.
Em seguida, Tétis, a principal das ninfas, conduz Vasco da Gama ao topo de um monte "alto e
divino" e mostra-lhe, de acordo com a cosmografia geocêntrica de Ptolomeu, a "máquina do
mundo", uma fábrica de cristal e ouro puro, à qual apenas os deuses tinham acesso, e que se
tornou também num privilégio para os Portugueses. Tétis faz a descrição da máquina do
mundo e prediz feitos valorosos, prêmios e fama ao povo português. Depois do descanso
merecido, os Portugueses partem da ilha e regressam a Lisboa.
O mito da Ilha dos Amores, narrado por Camões, é fruto da sua imaginação, quer povoada dos
lugares maravilhosos onde as suas viagens o levaram, quer influenciada pelas míticas ilhas da
literatura grega ou de outras lendas árabes e indianas. A moral pagã opõe-se aqui à moral
cristã, da mesma forma que os novos ventos da mudança do renascimento de inspiração grega
se opõem às limitações e ao pensamento medíocre da Inquisição.
Neste episódio simbólico da Ilha dos Amores, Camões tenta imortalizar os heróis lusitanos que
tão grandes façanhas fizeram em nome de Portugal. É como se a ilha simbolizasse as
recompensas alcançadas pelos portugueses por seus tão grandes feitos.

Exercicios

1. (MACKENZIE-SP) Sobre o poema Os Lusíadas, é incorreto afirmar que:

a) quando a ação do poema começa, as naus portuguesas estão navegando em pleno


Oceano Índico,portanto no meio da viagem;
b) na Invocação, o poeta se dirige às Tágides, ninfas do rio Tejo;
c) na ilha dos Amores, após o banquete, Tétis conduz o capitão ao ponto mais alto da ilha,
onde lhedescenda a "máquina do mundo";
d) tem como núcleo narrativo a viagem de Vasco da Gama, a fim de estabelecer contato
marítimo com as Índias;
e) é composto em sonetos decassílabos, mantendo em 1.102 estrofes o mesmo esquemas
de rimas.

2. (FUVEST) Leia os versos transcritos de Os lusíadas, de Camões, para responder ao


teste.
Tu, só tu, puro Amor, com força crua,
Que os corações humanos tanto obriga,
Deste causa à molesta morte sua,
Como se fora pérfida inimiga.
Se dizem, fero Amor, que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
É porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano.

Assinale a afirmação incorreta em relação aos versos transcritos:

a) A apóstrofe inicial da estrofe introduz um discurso dissertativo a respeito da natureza do


sentimento amoroso.
b) O amor é compreendido como uma força brutal contra a qual o ser humano não pode
oferecer resistências.
c) A causa da morte de Inês é atribuída ao amor desmedido que subjugou completamente
a jovem.
d) A expressão "se dizem" indica ser senso comum a idéia que brutalidade faz parte do
sentimento amoroso.
e) Os versos associam a causa da morte de Inês não só à força cruel do amor, mas
também aos perigosos riscos que a jovem inimiga representava para o rei.

3. (POLI) Camões em alemão

"Nas pequenas obras líricas de Camões encontramos graça e sentimento profundo,


ingenuidade, ternura, melancolia cativante, todos os graus de sentimentos mais
debilitados, indo do prazer mais suave até o desejo mais ardente, saudade e tristeza,
ironia, tudo na pureza e claridade da expressão simples, cuja beleza não podia ser mais
acabada, e cuja flor não podia ser mais florescente. Seu grande poema, "Os Lusíadas", é
um poema heróico no pleno sentido da palavra. Camões tira do poeta Virgílio a idéia de
um poema épico nacional que compreenda e apresente, sob a luz mais fulgurante, a fama,
o orgulho e a glória de uma nação desde suas mais antigas tradições."

(Esse trecho foi extraído do curso de Friedrich Schlegel (1772-1829), conceituado filósofo
romântico alemão, sobre história da literatura européia, e publicado no Caderno Mais da
Folha de São Paulo, em 21 de maio de 2000.)

Tendo em vista o texto acima, seria incorreto afirmar que:

a) em Os Lusíadas, Camões resgata alguns episódios tradicionais portugueses, como o de


Inês de Castro.
b) em Os Lusíadas, Camões invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, a fim de que lhe dêem
inspiração na construção deste seu poema heróico.
c) em Os Lusíadas, Camões canta a fama e a glória do povo português.
d) em Os Lusíadas, Camões narra a viagem de Vasco da Gama às Índias, sendo este
navegador o grande herói português aclamado no poema.
e) em Os Lusíadas, Camões dedica o poema a Dom Sebastião, e encerra tal obra um
tanto quanto melancólico diante da estagnação cultural portuguesa.

4. (UNISA) Assinale a alternativa incorreta, em relação a Os Lusíadas, de Luís Vaz de


Camões:

a) Foi publicada em 1572.


b) Contém 10 cantos.
c) Contém 1102 estrofes em oitava rima.
d) Conta a viagem de Vasco da Gama às Índias.
e) N.d.a.

5. (UNISA) A obra épica de Camões, Os Lusíadas, é composta de cinco partes, na


seguinte ordem:

a) Narração, Invocação, Proposição, Epílogo e Dedicatória.


b) Invocação, Narração, Proposição, Dedicatória e Epílogo.
c) Proposição, Invocação, Dedicatória, Narração e Epílogo.
d) Proposição, Dedicatória, Invocação, Epílogo e Narração.
e) N.d.a.

6. (FUVEST) Leia os textos que seguem.

Texto I - Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal


São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Texto II

“Em tão longo caminho e duvidoso


Por perdidos as gentes nos julgavam,
As mulheres co’um choro piedoso,
Os homens com suspiros que arrancavam.
Mães, esposas, irmãs, que o temeroso
Amor mais desconfia, acrescentavam
A desesperação e frio medo
De já nos não tornar a ver tão cedo."

Camões

A partir dos trechos e de seus conhecimentos de Os Lusíadas, assinale a alternativa


incorreta.

a) O texto II pertence ao episódio “O velho do Restelo”, de Os Lusíadas, em que Camões


indica uma crítica às pretensões expansionistas de Portugal, nos séculos XV e XVI.
b) Apesar das diferenças de estilo, tanto o texto de Camões quanto o de Fernando Pessoa
indicam uma mesma idéia: a de que o caráter heróico das descobertas marítimas exige e
justifica riscos e sofrimentos.
c) O fato de Camões, em Os Lusíadas, lançar dúvidas sobre a adequação das conquistas
ultramarinas – o assunto principal do poema – contrapõe-se ao modelo clássico da
epopéia.
d) Ainda que abordem uma mesma circunstância histórica e ressaltem as mesmas reações
humanas, o texto de Fernando Pessoa e o episódio “O velho do Restelo” chegam a
conclusões diferentes sobre a validade das navegações portuguesas.
e) Os dois textos referem-se aos sofrimentos que a expansão marítima portuguesa
provocou.

7. (PUC-PR) Sobre o narrador ou narradores de os Lusíadas, é lícito afirmar que:

a) existe um narrador épico no poema: o próprio Camões;


b) existem dois narradores no poema: O eu-épico, Camões fala através dele, e o outro,
Vasco da Gama, que é quem dá conta de toda a História de Portugal.
c) o narrador de Os Lusíadas é Luiz Vaz de Camões;
d) O narrador de os Lusíadas é o Velho do Restelo;
e) O narrador de Os Lusíadas é o próprio povo português.

8. (FUVEST) Em Os Lusíadas, as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em


comum:

a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.


b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.
c) a manifestação de apego a Portugal, cujo território essas personagens se recusavam a
abandonar.
d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador.
e) o emprego de uma linguagem simples e direta, que se contrapõe à solenidade do
poema épico.
9. (UFRGS) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, relacionadas
aos Cantos I a Vda epopéia Os Lusíadas, de Camões:

( ) A presença do elemento mitológico é uma forma de reconhecimento da cultura clássica,


objeto de admiração e tmitacáo no Renascimento.
( )A disputa entre os deuses Vênus e Baco, da mitologia clássica, é um recurso literário de
que Camões faz uso para criar o enredo de Os Lusíadas.
( ) Do Canto I ao Canto V lêem-se as peripécias da viagem dos portugueses até a sua
chegada á India, quando eles tornam posse daquela terra.
( ) No Canto II, lê-se a narração da viagem dos portugueses a Melinde, cujo rei pede a
Camões que conte a história de Portugal:

a)V— V— V— F
b) V — F — F — V
c) F — V — F — V
d)F — F — V— F
e) V — V — F — F

10. (PUC-SP) Dos episódios Inês de Castro e O Velho do Restelo, da obra Os Lusíadas,
de Luiz de Camões, NÃO é possível afirmar que:

a) O Velho do Restelo, numa antevisão profética, previu os desastres futuros que se


abateriam sobre a Pátria e que arrastariam a nação portuguesa a um destino de
enfraquecimento e marasmo.
b) Inês de Castro caracteriza, dentro da epopéia camoniana, o gênero lírico porque é um
episódio que narra os amores impossíveis entre Inês e seu amado Pedro.
c) Restelo era o nome da praia em frente ao templo de Belém, de onde partiam as naus
portuguesas nas aventuras marítimas.
d) tanto Inês de Castro quanto O Velho do Restelo são episódios que ilustram
poeticamente diferentes circunstâncias da vida portuguesa.
e) o Velho, um dos muitos espectadores na praia, engrandecia com sua fala as façanhas
dos navegadores, a nobreza guerreira e a máquina mercantil lusitana.

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