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25/02/2018 Evangelho segundo Lucas – Wikipédia, a enciclopédia livre

Evangelho segundo Lucas


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Evangelho Segundo Lucas (em grego: Τὸ κατὰ Λουκᾶν εὐαγγέλιον; transl.: To kata Loukan euangelion) é o terceiro
dos quatro evangelhos canônicos. Ele relata a vida e o ministério de Jesus de Nazaré, detalhando a história dos
acontecimentos de Seu nascimento até Sua Ascensão.

O autor é tradicionalmente identificado como Lucas, o evangelista.[1][2][3][4] Certas histórias populares, como o Filho
Pródigo e o Bom samaritano, são encontrados somente neste evangelho. A obra tem uma ênfase especial sobre a
oração, a atividade do Espírito Santo, a alegria e o cuidado de Deus para com os pobres, as crianças e as mulheres.[5]
Lucas apresenta Jesus como o Filho de Deus, mas volta sua atenção especialmente para a humanidade dEle, com Sua
compaixão para com os fracos, os aflitos e os marginalizados.[6]

De acordo com o prefácio do livro, o propósito de Lucas é relatar o início do cristianismo,[7] enquanto procura o
significado teológico da história.[5] O evangelista divide seu evangelho em três fases: a primeira termina com João
Batista, a segunda consiste no ministério terrestre de Jesus e a terceira é a vida da igreja após a ressurreição de Cristo.
O livro contém ao todo 24 capítulos, 24 parábolas e 21 milagres. O autor retrata o cristianismo como divino,
respeitável, cumpridor da lei e internacional.[8] Aqui, a compaixão de Jesus estende a todos os que estão necessitados,
as mulheres são importantes entre os seus seguidores, os samaritanos desprezados são elogiados e os gentios são
prometidos a oportunidade de aceitar o evangelho.[9][10] Enquanto o Evangelho é escrito como uma narrativa
histórica, muitos dos fatos retratados nele são baseados em tradições orais e anteriores aos quatro evangelhos
canônicos.[11] A mais moderna erudição crítica concluiu que Lucas usou o Evangelho de Marcos para a sua cronologia
e uma hipotética fonte Q, que provavelmente continha muitos dos ensinamentos de Jesus. Lucas também pode ter
utilizado registros escritos independentes. A erudição cristã tradicional tem datado a composição do evangelho para o
início dos anos 60 d.C.,[10] enquanto a alta crítica data para décadas mais tarde do século I.[8][12] Enquanto a visão
tradicional de que o companheiro de Paulo, Lucas, foi o autor do terceiro Evangelho, um número de possíveis
contradições entre Atos e as cartas de Paulo levam muitos estudiosos a duvidar disso.[13] De acordo com Raymond E.
Brown, não é impossível que Lucas foi o autor do Evangelho.[14] Já Leon Morris afirma que não há nada no Evangelho
de Lucas que coloque em xeque a visão tradicional da Igreja Primitiva.[15] De acordo com a opinião da maioria, o autor
é simplesmente desconhecido.

Os estudiosos da Bíblia estão em amplo consenso de que o autor do Evangelho de Lucas também escreveu o Atos dos
Apóstolos.[8][16] Muitos acreditam que o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos originalmente constituíam uma
obra de dois volumes,[17][18] que os estudiosos chamam de Lucas-Atos.[19]

Índice
Composição
Evangelhos sinópticos
Fontes
Evangelho de Marcos
Fonte Q
Evangelho de Mateus
Fonte L
Grego Koiné

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Autoria
Data da redação
Antes de 70 d.C.
Entre 75-100 d.C.
Destinatário e propósito
Conteúdo
Resumo do Conteúdo
Introdução
Narrativas do nascimento e genealogia
Milagres e parábolas
Papel da mulher
A Última Ceia
Crucificação
Ressurreição e Aparições
Manuscritos
Variantes Textuais
Lucas 2:14
Lucas 6:4
Lucas 8:26

Referências
Ligações externas

Composição
Tradicionalmente, a data de composição do Evangelho de Lucas é fixado antes dos eventos finais do livro de Atos,
entre os anos 59 e 63 d.C..[10][20] O autor do Evangelho de Lucas reconhece a familiaridade com outros evangelhos
anteriores (1:1). Embora o semitismo exista por todo livro, a obra foi composta em grego koiné.[21] Tal como Marcos
(mas ao contrário de Mateus), o público alvo é a população de gentios de língua grega, assegurando aos leitores que o
cristianismo não uma seita exclusivamente judaica, mas uma religião mundial.[22]

Evangelhos sinópticos
Os Evangelhos de Lucas, Mateus e Marcos (conhecidos como Evangelhos Sinópticos) apresentam um alto grau de
semelhança em suas apresentações do ministério de Jesus. Eles incluem as mesmas histórias, muitas vezes na mesma
sequência e às vezes exatamente com as mesmas palavras. A explicação mais aceita para essa semelhança é a hipótese
das duas fontes, ou seja, Mateus e Lucas tomaram emprestados o Evangelho de Marcos e uma hipotética coleção
escrita de ditos de Jesus, chamado de Q. Para a maioria dos estudiosos, a fonte Q foram coletadas para a formação de
parte dos evangelhos de Lucas e Mateus, mas não são encontrados em Marcos.[23]

Em The Four Gospels: A Study of Origins (1924), Burnett Hillman Streeter argumentou que uma outra fonte,
chamada L e também hipotética, está por trás do material em Lucas que não tem paralelo em Marcos ou Mateus.[24]

Fontes
A visão tradicional é que Lucas, que não foi uma testemunha ocular do ministério de Jesus, escreveu seu evangelho
após reunir as melhores fontes de informação ao seu alcance (Lucas 1:1-4), como afirma em seu prólogo.[6] Para a
erudição crítica, a hipótese das duas fontes é a mais provável, ou seja, o autor de Lucas usou como fontes para seu
Evangelho o Evangelho de Marcos e o hipotético documento Q, além do material exclusivo da Fonte L.[25] A
introdução da obra mostra que o autor utilizou três fontes: várias narrações compostas antes dele (entre elas o
Evangelho de Marcos), informações recolhidas junto a testemunhas oculares e a tradição oral da pregação

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apostólica.[8]

Evangelho de Marcos
A maioria dos estudiosos modernos concordam que
Lucas usou o Evangelho de Marcos como uma de suas
fontes.[26] A compreensão de que Marcos foi o primeiro
dos evangelhos sinóticos e que serviu de fonte para
Mateus e Lucas é fundamental para os estudos da crítica
moderna. O Evangelho de Marcos é curto e foi escrito
em grego koiné (isto é, grego comum). Ele fornece uma
cronologia geral do batismo de Jesus até o túmulo vazio.
Lucas, entretanto, apresenta alguns dos eventos em uma
ordem cronológica diferente de Marcos a fim de dar
mais ênfase a determinado assunto.

Fonte Q
A maioria dos estudiosos acreditam que Lucas usou Q
como sua segunda fonte. Q (Vem do alemão "Quelle" e
significa "fonte") é uma coleção de ditos hipotéticos de
Jesus. Na "hipótese das duas fontes," o documento Q
explica onde os autores de Mateus e Lucas pegaram o Quase todo o conteúdo de Marcos se encontra em
material que os dois Evangelhos têm em comum, mas Mateus, e muito de Marcos é igualmente encontrada
em Lucas. Além disso, Mateus e Lucas têm uma
que não é encontrado em Marcos, como a oração do
grande quantidade de material em comum que não é
Senhor (Pai Nosso) e o Sermão do Monte.[10] A encontrado em Marcos.
existência de um importante documento com dizeres de

“Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram
transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo
investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó
excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4)”

Jesus e que não foi mencionado pelos Pais da Igreja Primitiva continua sendo um dos grandes enigmas da erudição
bíblica moderna.[27][28]

Evangelho de Mateus
Para o teólogo alemão Martin Hengel, Lucas também fez uso do Evangelho de Mateus ao compilar seu evangelho.[29]

Fonte L
Para os estudiosos, o material exclusivo do Evangelho de Lucas derivam da fonte L, que é comumentemente aceita
como proveniente da tradição oral cristã.[30] Lucas aparentemente delineia um conjunto de histórias e ensinamentos
do Cristianismo primitivo sobre Jesus e os incorpora no seu evangelho. O Magnificat, no qual Maria louva a Deus, é
um desses elementos.[30] As narrativas do nascimento de Jesus em Lucas e em Mateus parecem ser o mais recente
componente desses dois Evangelhos.[31] Lucas pode ter começado originalmente a partir de 3:1-7, com um prólogo
adicionado.[31]

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Grego Koiné
Os livros do Novo Testamento foram escritos em grego.[32] O estilo de Lucas é o
mais literário de todos eles. Graham Stanton avalia a abertura do Evangelho de
Lucas como "a frase mais refinada de todo o período pós-clássico da literatura
grega". Linguisticamente, o Evangelho de Lucas dividi-se em três seções.[6] O
prefácio (1:1-4), escrito num bom estilo clássico.[33] O restante do capítulo 1 e o
capítulo 2 têm um sabor nitidamente hebraico. É tão marcante que certo numero de
estudiosos chegou à conclusão de que aqui temos uma tradução de um original em
hebraico. A partir de 3:1, Lucas escreve num tipo de grego helenístico que relembra
fortemente a Septuaginta, versão grega do Antigo Testamento.[6]
A maioria dos estudiosos
O vocabulário é extensivo e Lucas utiliza 266 palavras (além dos nomes próprios) modernos concordam que
que não são achados noutras partes do Novo Testamento. O estilo do Evangelho Lucas usou o Evangelho de
Marcos como uma de suas
constantemente lembra a septuaginta.[6] As citações do Antigo Testamento de
fontes. Além disso, o
Lucas são comumente tiradas daquela versão, e normalmente o autor emprega as
Evangelista também usou
formas de nomes próprios achadas ali. Às vezes a linguagem de Lucas contém Q como sua segunda fonte.
hebraísmos e, às vezes, aramaísmos. Além disso, sua linguagem é mais semítica
nalguns trechos do que noutros. Esses fatos parecem melhor explicados como
sendo a reflexão das fontes de Lucas.[34]

Autoria
O escritor deste evangelho anônimo foi provavelmente um gentio cristão.[35] Seja
quem tiver sido o autor, ele foi uma pessoa muito bem educada, bem viajada, bem
conectada com os eventos do mundo antigo, além de um prolixo leitor. Na época
em que compôs o Evangelho, ele deve ter sido um autor altamente praticado e
competente, sendo capaz de compor numa ampla variedade de formas literárias de
acordo com as exigências do momento.[36]

O Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos foram escritos pelo mesmo autor.[37]
A evidência mais direta vem do prefácios de cada livro. Ambos os prefácios foram
dirigidas a Teófilo e o prefácio de Atos explicitamente faz referência ao «meu livro
anterior sobre a vida de Jesus» (Atos 1:1). Além disso, há semelhanças linguísticas
e teológicas entre as duas obras, sugerindo que elas têm um autor em comum.[38] São Lucas Evangelista
Ambos os livros contêm também interesses comuns[39] e referências cruzadas, (1602-1605), El Greco, na
indicando que eles são do mesmo autor.[40] Os estudiosos da Bíblia que consideram Catedral de Toledo. Para a
tradição, Lucas é
os dois livros como uma única obra em dois volumes, referem-se ao conjunto como
considerado o autor do
Lucas-Atos.[41]
Evangelho de Lucas e dos
Atos dos Apóstolos.
As passagens de Atos na primeira pessoa do plural é usado como evidência do autor
ser um companheiro de Paulo.[42] A tradição diz que o texto foi escrito por Lucas,
companheiro de Paulo e nomeado em Colossenses 4:14. Os Pais da Igreja, o testemunho do Cânone Muratori, Irineu
(170 d.C.), Clemente de Alexandria, Orígenes e Tertuliano sustentavam que o Evangelho de Lucas foi escrito por
Lucas.[5] Um dos mais antigos manuscritos do Evangelho, P75 (200 d.C.), traz a atribuição "o Evangelho segundo São
Lucas".[43][44] No entanto, um outro manuscrito, o P4, datado de um período próximo,[45][46] não têm atribuição
sobrevivente de autoria.

De acordo com a opinião majoritária, as provas de que Lucas não é o autor do Evangelho e sim um gentio
desconhecido são fortes.[47][48][49] Eles acham que o autor é um cristão gentio desconhecido. Para eles, o livro de Atos
contradiz as cartas de Paulo em muitos pontos, como a segunda viagem de Paulo a Jerusalém para o Concílio de

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Jerusalém.[50] Paulo colocado ênfase na morte de Jesus, enquanto o autor


de Lucas enfatiza o sofrimento de Jesus.[51] Além disso, há para eles
diferenças escatológicas e uma visão distinta de ambos sobre a Lei. Paulo
descreveu Lucas como "o médico amado ", o que levou W. K. Hobart a
afirmar em 1882 que o vocabulário usado em Lucas-Atos sugere que o
autor pode ter tido formação médica. No entanto, esta afirmação foi
contrariada por um influente estudo de H. J. Cadbury em 1926, e desde
então tem sido abandonado.[52] Acredita-se hoje que a linguagem da obra
reflete apenas a educação grega comum, pois os médicos empregavam uma
linguagem parecida com a de outras pessoas.[52][53][54][55][56]

A visão tradicional sobre a autoria de Lucas, no entanto, é defendida por


muitos estudiosos importantes.[57] De acordo com Raymond Brown "não é
impossível" que eles estejam certos.[14] Oscar Cullmann afirma que não se
tem razões válidas para duvidar que o autor é Lucas, o companheiro de
Lucas escrevendo seu Evangelho.
Paulo.[58] Uma vez que Lucas não era um personagem proeminente na
Ilustração bizantina do século X
Igreja Primitiva, não há nenhuma razão óbvia para atribuir a uma figura
secundária uma parte considerável do Novo Testamento, a menos que ele
de fato tenha sido o autor.[8][59] Se Lucas foi apenas um companheiro de Paulo, e em algum momento depois da morte
do apóstolo idealizou escrever um evangelho, é algo que poderia explicar as diferenças entre Atos e as cartas de
Paulo.[60] Além disso, a grande distância entre o Paulo de Atos e o Paulo das epístolas imaginada por um número tão
grande de estudiosos é, na verdade, uma distância entre uma descrição distorcida do Paulo supostamente autêntico e
uma interpretação unilateral do Paulo de Atos.[10]

Data da redação
A data da redação deste Evangelho é incerta. A maioria
dos estudiosos críticos colocam o Evangelho entre 80-
90,[12][61] embora muitos defendam uma data entre 60-
65.[10]

Antes de 70 d.C.
Uma minoria de eruditos põe a redação do Evangelho
entre 37 e 61 d.C.,[62] sugerindo que o endereço de
Lucas para o "excelentíssimo Teófilo", pode ser uma
referência ao Sumo Sacerdote de Israel entre 37 e
41 d.C., Theophilus ben Ananus. Para esses estudiosos, o
livro de Atos dos Apóstolos foi escrito por volta do final
do primeiro cativeiro de Paulo, entre 62 e 63 d.C..[63]
Por isso, o Evangelho de Lucas deve ter sido escrito Tito destrói Jerusalém, por Wilhelm von Kaulbach,
antes.[64] Nova Pinacoteca, Munique.

Lucas 3:1 seria um indicio que este evangelho teria sido


escrito antes da Guerra Judaica (66-70). Depois dessa guerra não haveria motivos para mencionar Lisânias, cuja
tetrarquia teria sido doada a Herodes Agripa pelo imperador Claúdio.[64]

Como o Evangelho foi escrito antes de Atos dos Apóstolos, os estudos de Donald Guthrie apontam que Lucas poderia
ter coletado grande parte de seu material exclusivo durante os dois anos da prisão de Paulo em Cesareia Marítima
(costa norte de Israel, ao sul da atual Jafa), que era então prisioneiro dos romanos.[5] Essa prisão deve ser datada para
os anos 57-59. Nessa caso, a redação do Evangelho de Lucas aconteceu ou durante esse período ou logo depois.[64]

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Esses estudiosos também colocam o Evangelho de Marcos antes da Destruição do Templo de Jerusalém pelos
Romanos, em 70 d.C.. No entanto, Guthrie observa que grande parte das provas para datar o terceiro Evangelho em
qualquer ponto é baseado em conjecturas.

Entre 75-100 d.C.


A maioria dos estudiosos contemporâneos consideram Marcos como fonte usada por Lucas (ver: Primazia de
Marcos).[65] Se é verdade que Marcos foi escrito em torno da destruição de Jerusalém, cerca de 70,[66] eles acreditam
que Lucas não teria sido escrito antes de 70. Alguns que tomam este ponto de vista acreditam que a previsão profética
de Lucas da destruição do Templo de Jerusalém não poderia ser o resultado de uma profecia de Jesus sobre o futuro.
Eles afirmam que a discussão em Lucas Lucas 21:5 - 30 é específica o suficiente (mais específica que Marcos ou
Mateus) para comprovar uma data depois de 70.[67] Esses estudiosos têm sugerido datas para Lucas desde 75 até 100.

A base para uma data posterior vem de uma série de razões. Diferenças de cronologia, estilo e teologia sugerem que o
autor de Lucas-Atos não estava familiarizado com a teologia distintiva de Paulo, mas estava escrevendo uma década
ou mais depois de sua morte, pelo qual vários pontos de harmonização significativa entre diferentes tradições dentro
cristianismo primitivo já tinham ocorrido.[68] Além disso, Lucas-Atos tem pontos de vista sobre a natureza divina de
Jesus, o fim dos tempos e salvação que são semelhantes à aqueles encontrados nas epístolas pastorais, que são muitas
vezes vistos como pseudônimo, possuindo uma data mais tarde do que as incontestáveis Epístolas Paulinas.[68][69]

Alguns estudiosos do Jesus Seminar argumentam que as narrativas do nascimento de Lucas e Mateus são um
desenvolvimento tardio do evangelho.[30] Dessa forma, Lucas poderia ter começado originalmente em Lucas 3:1 com
João Batista.[30]

O terminus ad quem (última data possível) do Evangelho de Lucas estaria no final do século I, já que os primeiros
manuscritos contém porções de Lucas (século II/início do século III)[70] e vários Pais da igreja e obras cristãs do final
do século I fazem referência a esse Evangelho. O trabalho se reflete na Didaquê, nos escritos gnósticos de Basilides e
Valentinus, na apologética da Igreja de Justino Mártir, além de ter sido usada por Marcião.[64]

Estudiosos do Cristianismo primitivo, como Donald Guthrie, afirmam que esse Evangelho foi provavelmente muito
conhecido antes do final do século I, sendo plenamente reconhecido na primeira parte do século II.[5] Já Helmut
Koester afirma que, além de Marcião, "não há evidência certas para seu uso," antes de 150 d.C..[71] Nos meados do
século II, uma versão editada do Evangelho de Lucas foi o único evangelho aceito por Marcião, um herege que rejeitou
a conexão do Cristianismo com as escrituras judaicas[72] (ver: Evangelho de Marcião).

Destinatário e propósito
O Evangelho de Lucas é especificamente endereçado a Teófilo (Lucas 1:3), cujo nome significa "aquele que ama a
Deus".[73] A maneira mais natural de entender a expressão é que Teófilo é uma pessoa de verdade e o mecenas de
Lucas, provavelmente pagando os custos da publicação do livro, sendo por isso a ele dirigido. O adjetivo
"excelentíssimo" significa que Teófilo era uma pessoa de posição.[10]

Teófilo, no entanto, era mais que um publicador. A mensagem desse evangelho visava à instrução não só daqueles
entre os quais o livro circularia, mas também dele próprio (Lucas 1:4). Pensa-se que, como Marcos (e ao contrário de
Mateus), o público-alvo do Evangelho de Lucas são os gentios. O fato do evangelho ser dirigido a Teófilo não reduz
nem limita seu propósito.[74]

O livro foi escrito para fortalecer a fé de todos os crentes e para reagir aos ataques dos incrédulos. Foi apresentado
para substituir relatórios desconexos e infundados a respeito de Jesus. Lucas queria demonstrar que o lugar ocupado
pelo gentio convertido no reino de Deus basei-se nos ensinos de Jesus. Queria recomendar a pregação do evangelho ao
mundo inteiro.[75]

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Conteúdo
Conteúdo do Evangelho segundo Lucas

Resumo do Conteúdo
O Evangelho de Lucas narra a história do nascimento milagroso de Jesus, bem como seu ministério de curas e suas
parábolas, sua paixão, ressurreição e ascensão. O estudioso cristão Donald Guthrie afirma que o livro de Lucas "é
cheio de histórias magníficas, deixando o leitor com uma profunda impressão da personalidade e dos ensinamentos de
Jesus".[5]

Introdução
Lucas é o único evangelho com uma introdução formal, no qual ele explica sua metodologia e seu propósito. No
prefácio, o evangelista afirma que:

“ ...muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre


nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram
testemunhas oculares e servos da palavra. ”
O autor acrescenta que ele também deseja compor um relato ordenado para Teófilo a fim de que seu destinatário
"tenha certeza das coisas que te foram ensinadas"

Narrativas do nascimento e genealogia


Como Evangelho de Mateus, Lucas relata a Genealogia de Jesus, seu
nascimento virginal e a Anunciação. Ao contrário de Mateus, que traça a
linhagem de Jesus através da linhagem de Davi e Abraão a fim de apelar
para sua audiência judaica,[76] em Lucas o evangelista traça a linhagem de
Jesus até Adão, indicando um sentido universal da salvação.[76] A
narrativa de Lucas sobre o Nascimento de Jesus apresenta a conhecida
história de Natal em que Maria e José viajam à Belém para um censo.[77] O
Jesus recém-nascido é colocado em uma manjedoura, ao mesmo tempo em
Representação da Natividade,
que os anjos proclamam o nascimento do salvador aos pastores, que vão abaixo de uma Árvore de Natal. É o
adorá-lo. Também é exclusivo do Evangelho de Lucas a história do Evangelho de Lucas que apresenta
Nascimento de João Batista e os três cânticos (incluindo o Magnificat), a conhecida história de Natal em
bem como a única história da infância de Jesus que Maria e José viajam à Belém
para um censo, colocando o bebê
recém-nascido numa manjedoura.
Milagres e parábolas
Lucas enfatiza os milagres de Jesus, contando 20 no total, quatro dos quais são únicos. Como Mateus, Lucas inclui
palavras importantes a partir da fonte Q, tais como as bem-aventuranças. No entanto, a versão de Lucas das bem-
aventuranças difere da de Mateus. De acordo com os estudiosos, a versão de Lucas parece mais perto da fonte Q.[78]
Várias das parábolas mais memoráveis de Jesus são exclusivas de Lucas, como a do Bom Samaritano, do Mordomo
Infiel e a Parábola do Filho Pródigo.

Papel da mulher
Mais do que os outros evangelhos, Lucas se concentra no importante papel que as mulheres exerceram no ministério
de Jesus, tais como Maria Madalena, Marta e Maria de Betânia. O Evangelho de Lucas é o único Evangelho que
contém a anunciação do nascimento de Jesus a Maria, sua mãe (Lucas 1:26 - 38). Em comparação com os outros
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evangelhos canônicos, Lucas dedica uma atenção muito maior para as mulheres. O Evangelho de Lucas traz
personagens mais femininas, características de uma profetisa do sexo feminino (Lucas 2:36) e os detalhes da
experiência da gravidez (Lucas 1:41 - 42). Discussão de destaque são dadas à vida de Isabel, a mãe de João Batista e de
Maria, a mãe de Jesus (Lucas 2:1 - 51).

A Última Ceia
Lucas é o único evangelho que trata a Última Ceia da forma como Paulo faz, com o estabelecimento de uma liturgia a
ser repetida por seus seguidores.[79] De acordo com Geza Vermes, Paulo deve ser considerada a principal fonte para
essa interpretação, porque ele diz ter recebido essa percepção da revelação direta em vez dos outros apóstolos.[79] Os
versos em questão não são encontrados em certos manuscritos mais antigos,[80] e Bart D. Ehrman conclui que eles
foram adicionados a fim de apoiar o tema da morte expiatória de Jesus - um tema encontrado em Marcos, mas que o
evangelista Lucas excluiu do original.[81] Entretanto, a crítica textual considera que Lucas 22:19 - 20 são autênticas. O
relato de Lucas é inusitado por causa da menção ao cálice em primeiro lugar, seguindo a tradicional sequência
pão/cálice. Daí a confusão de alguns escribas terem omitido essa parte do Evangelho.[22]

Crucificação
Lucas enfatiza que Jesus não havia cometido nenhum crime contra Roma, sendo sua inocência confirmada por
Herodes, Pilatos, e o ladrão crucificado com Jesus. É possível que o autor de Lucas estava tentando ganhar o respeito
das autoridades romanas para o benefício da Igreja, sublinhando a inocência de Jesus.[82] Além disso, Lucas minimiza
o envolvimento romano na execução de Jesus, colocando a responsabilidade maior sobre os judeus.[83][84] Craig
Evans afirma que Lucas colocou os judeus como os principais responsáveis pela morte de Jesus a fim de dá sentido à
morte do Messias pela nação israelita - como profetizada no Antigo Testamento.[85] Nesse sentido, seria simplista
aplicar a Lucas o rótulo de anti-semita.[22][86] Na narrativa de Lucas da Paixão, Jesus ora para que Deus perdoe
aqueles que o estavam crucificando; e garante a um dos ladrões crucificados ao seu lado que estaria no Paraíso.

Ressurreição e Aparições
A versão de Lucas difere daquelas apresentadas em Marcos e em Mateus. Lucas
conta a história de dois discípulos na estrada de Emaús, e (como em João) Jesus
aparece aos Onze e demonstra que ele é carne e sangue, e não um espírito. Alguns
estudiosos sugerem que por ter escrito "carne e sangue" como propriedades do
corpo ressuscitado de Jesus, Lucas estaria fazendo uma apologia contra a hipótese
docética ou o ponto de vista gnóstica sobre o corpo ressuscitado de Cristo, ou ainda
a teoria que os discípulos tinham apenas visto um fantasma. No entanto, estudioso Caminho para Emaús,
Daniel A. Smith escreve que Lucas estava provavelmente mais preocupado com os pintado por Joseph von
Führich
cristãos primitivos que acreditavam que a ressurreição era algo meramente
"espiritual", sem ter ocorrido uma transformação do corpo natural.[87] Jesus
comissiona (Grande Comissão) os discípulos para levarem sua mensagem a todas as nações, colocando o cristianismo
como uma religião universal. O livro de Atos dos Apóstolos, também escrito pelo autor do Evangelho de Lucas e
direcionado a Teófilo, declara que "Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava
vivo. Apareceu-lhes por um período de 40 dias" Atos 1:3.

A narração detalhada do Caminho de Emaús se encontra em Lucas 24:13-32 e é considerada um dos melhores
desenhos de uma cena bíblica do Evangelho de Lucas.[88]

Manuscritos

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Os primeiros manuscritos do Evangelho de Lucas são


três grandes papiros fragmentos que datam do final do
século II ou início do século III. P4 é provavelmente o
mais antigo,[46] datando do século II[89]. P75 é datada
entre o final do século II e o início do século III[90].[91]
Finalmente, P45 (meados do século III) contém uma
parte de todos os quatro Evangelhos. Além desses
grandes papiros, há 6 outros papiros (P3, P7, P42, P69,
P82 e P97) que datam entre os séculos III e VIII e que P45. Fólios 13-14 com parte do Evangelho de Lucas
contêm pequenas porções do Evangelho de
Lucas.[91][92] As cópias iniciais, bem como as primeiras
cópias do livro de Atos, datam depois que o Evangelho foi separado do livro de Atos.

O Codex Sinaiticus, Vaticanus e os códices da Bíblia grega do século IV, são os mais antigos manuscritos que contêm o
texto completo de Lucas. O Codex Bezae, pertencente provavelmente ao século V, é um Texto-tipo Ocidental que
contém versões do Evangelho de Lucas em grego e em latim.

Variantes Textuais
Tanto no livro de Lucas quanto em Atos existem diferenças importantes no denominado Texto-tipo Ocidental, cujos
principais representantes são o Códice de Beza (D) e os manuscritos da Antiga Versão Latina. No entanto, não há
motivos para duvidar que temos o texto de Lucas substancialmente como foi escrito. Ainda há algumas incertezas
sobre algumas formas textuais, mas há considerável concordância quanto à maioria.[93]

Lucas 2:14
A versão Almeida Revista e Corrigida traz a versão "paz na terra, boa vontade para com os homens"; Já a Revista e
Atualizada diz "paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem". Esta última tradução deve ser preferível, uma vez
que tanto a evidência documental quanto as considerações técnicas, exegéticas e linguísticas da evidência interna
favorecem esta última leitura.[94]

Lucas 6:4
Nos manuscritos gregos do Códice D, logo após Lucas 6:4, encontra-se um breve episódio que alguns estudioso julgam
ser genuíno: "No mesmo dia, ele viu um homem ocupado no trabalho, e era sábado. Então lhe disse: "Homem, se você
sabe o que está fazer você é abençoado. Mas, se você não sabe, passa a ser amaldiçoado como transgressor da lei".
Presumivelmente, se a pessoa trabalhasse no Shabat (sábado) por razões apropriadas, ou com espírito certo, assim
como Jesus havia curado o homem cuja mão era ressequida, tal pessoa não seria culpada de violar a lei do sábado.[22]

Lucas 8:26
Alguns manuscritos trazem Gérasa, outros Gádara e ainda outros Gergesa. Visto que Gerasa ficava a mais de 50
quilômetros do lago de Genesaré, o estouro da manada de porcos teria sido muito grande, e a correria muito longa.
Alguns escribas cristãos sentiram essa dificuldade e escreveram Gádara em vez de Gérasa, cidade que ficava a apenas
alguns quilômetros longe do lago. Seguindo a hipótese de Orígenes, outros escribas cristãos escreveram Gergesa,
cidade que ficava à beira do lago.[95] Tudo o que Lucas diz é que Jesus e seus discípulos entraram na região dos
gerasenos, e não necessariamente que entraram na cidade de Gérasa.[96]

Referências
Lucas, companheiro de Paulo, registrou em livro o
1. Irineu (Contra as Heresias, livro III, 1.3) "Também evangelho proclamado por este";
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Lucas 9/13
25/02/2018 Evangelho segundo Lucas – Wikipédia, a enciclopédia livre

2. Cânone Muratori (séc. II) diz "O terceiro evangelho, nenhuma alternativa apropriada tem sido sugerida".
segundo Lucas, foi redigido por esse médico, Morris, p. 20
segundo seu critério, após a ascensão de Cristo, 16. Udo Schnelle. The History and Theology of the New
quando Paulo o levou consigo como companheiro, Testament Writings. Fortress Press, 1998, p. 259;
quase que cientista. Apesar disso, não viu 17. David Aune. The New Testament in Its Literary
pessoalmente o Senhor na carne, e por conseguinte Environment. Philadelphia: Westminster, 1987, p. 77;
começou a relatar, da maneira como conseguiu
examinar, desde o nascimento de João". 18. Os livros da Bíblia (http://www.biblica.com/thebooks/)
3. Eusébio de Cesareia (História Eclesiástica, livro III, 19. Miller, Robert J. "Introduction to the Gospel of Luke".
4.6) Lucas, porém, de origem antioquena e médico In: The Complete Gospels."Os estudiosos geralmente
de profissão, viveu por longo tempo em companhia se referem ao trabalho de Lucas como 'Lucas-Atos'".
de Paulo e no restante conviveu, não de passagem, Polebridge Press, 1992, p. 115-117;;
com os outros apóstolos. Deles aprendeu a cura das 20. "O argumento teológico fortemente confirma a data
almas, conforme comprovou nos dois livros de início (...). Resta apenas a dificuldade adicional
inspirados por Deus, o Evangelho que ele atesta ter em datar o Evangelho de Lucas tão cedo quanto 59
composto conforme lhe transmitiram os que foram ou 60 d.C.". A. T. Robertson Luke the historian in the
desde o início testemunhas oculares e ministros da light of research (1923).
palavra e os Atos, que não redigiu de acordo com o 21. Ben Witherington III. História e História do Novo
que ouviu, mas ao invés com o que viu com os Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2005. p. 18;
próprios olhos.
22. Craig Evans. NCBC:Lucas. São Paulo: Vida, 1996;
4. "Lucas é um sírio de Antioquia, sírio pela raça,
23. Bart Erhman. Jesus: Apocalyptic Prophet of the New
médico de profissão. Tornou-se discípulo dos
Millennium. Oxford University Press, p.78-87;
apóstolos e mais tarde seguiu a Paulo até ao seu
martírio. Tendo servido o Senhor com perseverança, 24. Burnett H. Streeter. The Four Gospels: A Study of
solteiro e sem filhos, cheio da graça do Espírito Origins (http://www.katapi.org.uk/4Gospels/master.ht
Santo, morreu com 84 anos de idade". Prólogo Anti ml?http://www.katapi.org.uk/4Gospels/Contents.htm).
Marcionita London: MacMillian and Co., Ltd., 1924;
5. Donald Guthrie. New Testament Introduction. 25. Philipp Vielhauer. História da Literatura do Novo
Leicester, England: Apollos, 1990; Testamento. Santo André: Academia Cristã, 2005, p.
415;
6. Leon Morris. Lucas. São Paulo: Vida Nova, 2005;
26. Craig Blomberg. Jesus e os Evangelhos. São Paulo:
7. N. B. Stonehouse, The Witness of Luke to Christ
Vida Nova, 2009;
(1951), pp. 24-45; H. J. Cadbury, The Beginnings of
Christianity II, 1922, pp. 489-510; R. Bauckham, 27. Pier Franco Beatrice. The Gospel according to the
Jesus and the Eyewitnesses (Eerdmans, 2006). Hebrews in the Apostolic Fathers. Novum
Testamentum 2006, vol. 48, no2, p. 147-195;
8. Oscar Cullman. A formação do Novo Testamento.
São Leopoldo: Sinodal, 2001; 28. James R. Edwards. The Hebrew Gospel & the
Development of the Synoptic Tradition (http://books.g
9. May, Herbert. e Bruce Metzger.The New Oxford
oogle.ca/books?id=Vs9YXAB_axYC&dq=%22James
Annotated Bible with the Apocrypha. 1977. p. 1240;
+Edwards%22++%22Hebrew+Gospel%22&printsec=f
10. DA Carson, Douglas Moo, Leon Morris. Lucas in rontcover&source=bl&ots=cdXiwt--gI&sig=MExo3o7v
Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida nOrb887DWJ4tVbM94es&hl=en&ei=l3o1S_TnI9W9lA
Nova, 1997; ehybWRBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum
11. "Relatos sobre a vida e as declarações de Jesus =1&ved=0CAgQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false).
circularam em pequenas unidades independentes Wm. B. Eerdmans Publishing, 2009 pp 209-247.
(...). A responsabilidade por essa transmissão não é 29. Martin Hengel. The Four Gospels and the One
de indivíduos, mas da comunidade, dentro da qual o Gospel of Jesus Christ: An Investigation of the
material toma forma e é transmitido. Certas leis de Collection and Origin of the Canonical Gospels.
transmissão, geralmente observáveis em tais casos Trans. J. Bowden. Londres e Harrisburg: SCM e
de transmissão oral, podem ser aplicadas à Trinity Press International. p. 169-207;
transmissão dos evangelhos". DA Carson, D Moo, L
30. Funk, Robert; Jesus Seminar. The acts of Jesus: the
Morris, p. 22
search for the authentic deeds of Jesus.
12. Raymond Brown. Introdução ao Novo Testamento. HarperSanFrancisco. 1998. Luke, p. 267-364;
São Paulo: Paulinas, 2003;
31. Funk, Robert; Jesus Seminar. The acts of Jesus: the
13. "Ao contrário do ponto de vista tradicional - que ainda search for the authentic deeds of Jesus.
é apresentada hoje - há um consenso entre os HarperSanFrancisco. 1998. Birth & Infancy Stories, p.
críticos que enfatizam as contradições entre Atos e 497-526;
as cartas paulinas autênticas". Theissen, Gerd e
32. "Greek". Cross, FL. In: The Oxford dictionary of the
Annette Merz. The historical Jesus: a comprehensive
Christian church. New York: Oxford University Press,
guide. Fortress Press, 1998, p. 32;
2005;
14. "A pressuposição de que Lucas tenha escrito o
33. H. J. Cadbury. The Style and Literary Method of Luke,
terceiro evangelho e os Atos é a mais plausível das
p. 194. Salienta que o prefácio demonstra que a obra
quatro atribuições, seguida de perto pela suposição
visava um público (p. 204). Marca a obra como sendo
de que Marcos tenha sido um evangelista". R Brown,
literatura, e mostra que não tinha a intenção original
p. 60;
de ser usada, por exemplo, para propósitos litúrgicos.
15. "Há boas razões para sustentar que Lucas é o autor
34. F F Bruce. The Acts of the Apostles. (p. 18-21); M.
deste Evangelho (e de Atos). Embora a evidência
Wilcox. The Semitisms of the Acts. Oxford, 1965. (p.
não chega à prova definitiva, é muito forte, e
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Lucas 10/13
25/02/2018 Evangelho segundo Lucas – Wikipédia, a enciclopédia livre

180-184); e historiadores de sua época. É claro, as histórias de


35. Stephen Harris. Understanding the Bible. Palo Alto: cura e vocabulário "médicos" são consistentes com a
Mayfield. 1985. "The Gospels" (p. 266-268); autoria por um médico. Mas eles simplesmente não
podem prová-lo". Black, MC. Luke. College Press
36. Fizmyer, Joseph. The Gospel according to Luke:
comentário NIV. Joplin, Missouri: College Pub Press,
introduction, translation, and notes. The Anchor Bible
1996;
v. 28-28A. (2 vols) Garden City, NY: Doubleday, 1981-
1985; 54. "Colossenses 4:14 se refere a Lucas como médico.
Em 1882, Hobart tentou reforçar essa conexão,
37. F F Bruce. Merece Confiança o Novo Testamento?
indicando todas as provas técnicas verbais para a
São Paulo: Vida Nova, 2010. Os escritos de Lucas (p.
vocação de Lucas. Apesar da riqueza de referências
105-120);
reunidas por ele, o caso foi tornado ambíguo pelo
38. Sobre as evidências linguísticas veja A. Kenny. A trabalho de Cadbury (1926), que mostrou que quase
stylometric Study of the New Testament (1986); todo o vocabulário técnico que alegava ser de um
39. F F Bruce. The Acts of the Apostles (1952), p2. médico aparecia em muitos documentos gregos
40. Udo Schnelle. The History and Theology of the New daquela época, como a Septuaginta, Josefo, Luciano
Testament Writings. (p. 259); de Samósata, e Plutarco. Isso significa que a
linguagem poderia ter vindo de uma pessoa
41. Aspectos literários da obra de Lucas. (http://www2.db alfabetizada em qualquer vocação. O trabalho de
d.puc-rio.br/pergamum/tesesabertas/0510374_07_ca Cadbury não significa, contudo, negar que Lucas
p_02.pdf) poderia ter sido um médico, mas só que o
42. MA Siotis. Luke the Evangelist as St. Paul's vocabulário desses livros não garante que ele foi
Collaborator. In: Neues Testament Gesichichte . (p. um". Bock, DL. Luke Volume 1: 1:1-9:50. Baker
105-111); exegetical commentary on the New Testament. Grand
43. Evangelho segundo Lucas (http://www.earlychristian Rapids, Michigan: Baker Books, 1994;
writings.com/luke.html) 55. Tentativas têm sido feitas para fortalecer o argumento
44. Imagem do Papiro 75 (http://www.earlham.edu/~seidt para a autoria de um médico em Lucas-Atos ao
i/iam/tc_pap75.html) mostrando o final do Evangelho encontrar exemplos de fraseologia médica. Os
de Lucas e o início do Evangelho de João, separados exemplos são muito poucos para ser feita a base de
pelas palavras Κατά Λουκαν, ( Kata Loukan ) = um argumento. Mas não são, talvez, provas
"Segundo Lucas". suficientes para corroborar uma visão mais
45. Possivelmente datada de antes de P 75; firmemente baseado em outras considerações".
Marshall, I. H. The Gospel of Luke : A commentary on
46. Gregory, A. The Reception of Luke and Acts in the the Greek text. The New international Greek
Period Before Irenaeus. Mohr Siebeck, 2003. (p.28); testament commentary. Exeter: Paternoster Press,
47. "O autor desconhecido de Lucas-Atos certamente 1978. (p. 33–34);
não era um companheiro de Paulo". Theissen, Gerd 56. "As referências são muitas vezes feitas com a
e Annette Merz. The historical Jesus: a linguagem médica de Lucas, mas não há nenhuma
comprehensive guide. Fortress Press, 1998. Cap. 2 - evidência de tal linguagem além do que qualquer
Christian sources about Jesus; grego educado poderia ter escrito". Biblical literature'
48. "A autoria deste evangelho permanece (http://www.britannica.com/EBchecked/topic/64496/bi
desconhecida". Biblical literature' (http://www.britannic blical-literature)'. In: Encyclopædia Britannica On line.
a.com/EBchecked/topic/64496/biblical-literature)'. In: 26 nov. 2010;
Encyclopædia Britannica On line. 26 nov. 2010; 57. Estudiosos como Hengel (2000:48), Fitzmyer
49. "A maioria dos comentaristas modernos do (1981:51), Thornton (1991), Nolland (1989: 1. xxxvii),
evangelho de Lucas são céticos sobre a validade da Riley (1993: vii), Cullmann (2001, p. 27-28), F F
autoria tradicional". Fizmyer, Joseph. The Gospel Bruce (2010, p. 105) e Eckey (2004: 49). Há três
according to Luke: introduction, translation, and principais fatores citados em favor da autoria
notes. The Anchor Bible v. 28-28A, (2 vols) Garden tradicional: a tradição é unânime em atribuir o
City, NY: Doubleday, 1981-1985. terceiro Evangelho e o livro dos Atos dos Apóstolos a
50. "Essas versões diferentes [do conselho] parecem ser Lucas, companheiro de Paulo. Lucas não é
inconciliáveis; mas desde que Paulo é um mencionado nas cartas aos Gálatas, Romanos, nas
testemunho contemporâneo e Atos foi escrito muitos duas aos Coríntios e nas duas aos Tessalonicenses -
anos após o evento, os estudiosos geralmente todas escritas num período não coberto pelo livro de
preferem a versão de Paulo". Harris, Stephen, p. 313; Atos com relatos na primeira pessoa do plural (nós a
partir de Atos 16:10); Lucas não era apóstolo.
51. Biblical literature' (http://www.britannica.com/EBcheck
Também não era um personagem de destaque do
ed/topic/64496/biblical-literature)'. In: Encyclopædia
Novo Testamento, o que confere peso às
Britannica On line. 26 nov. 2010;
declarações dos pais da igreja; Há várias
52. Por exemplo: W. K. Hobart. The Medical Language of proximidades teológicas entre as cartas de Paulo e a
St. Luke (1882); A. Harnack, Lukas der Arzt (1906); obra de Lucas, como à atuação do Espírito Santo,
53. "Os esforços para argumentar que o Terceiro ênfase na morte vicária de Jesus e a Santa Ceia;
Evangelho demonstra que seu autor era um médico 58. "Não temos, portanto, razão válida para duvidar de
não são mais utilizados atualmente. Hobart que o gentílico-cristão que é o autor não seja idêntico
argumentou que as várias histórias de cura e o a Lucas, o companheiro de Paulo". Cullmann, p. 28
vocabulário demonstram que Lucas era um médico.
59. "Já que Lucas não foi uma figura proeminente na era
No entanto, Cadbury depois refutou estas alegações,
apostólica, se o evangelho e Atos não foram
provando que Lucas não mostrou uma linguagem
originalmente escritos por ele não existe nenhuma
mais conhecimento "médico" do que outros escritores
razão óbvia por que eles deveriam ter sido associada
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Lucas 11/13
25/02/2018 Evangelho segundo Lucas – Wikipédia, a enciclopédia livre

com ele. Fizmyer, Joseph. The Gospel according to 76. Bart D. Ehrman. The New Testament: A Historical
Luke: introduction, translation, and notes. The Anchor Introduction to the Early Christian Writings. New York:
Bible v. 28-28A, (2 vols) Garden City, NY: Doubleday, Oxford. 2008;
1981-1985; 77. Biblical literature' (http://www.britannica.com/EBcheck
60. "Sua breve associação com Paulo levou Lucas a ed/topic/64496/biblical-literature)'. In: Encyclopædia
idealizar Paulo e a fazer dele o herói da segunda Britannica On line. 10 dez. 2011;
parte de Atos. Ele pintou sua própria imagem de 78. Robert Funk, Roy Hoover e Jesus Seminar. The five
Paulo, que não pode concordar em todos os detalhes gospels. Harper: SanFrancisco, 1993.("Luke" p. 271-
com o Paulo das cartas incontestáveis". Fizmyer, 400);
Joseph. The Gospel according to Luke: introduction,
translation, and notes. The Anchor Bible v. 28-28A, (2 79. Geza Vermes. The authentic gospel of Jesus.
vols) Garden City, NY: Doubleday, 1981-1985; London: Penguin Books, 2004 (p. 301-307);
61. Meier, John. Um judeu Marginal: repensando o Jesus 80. Herbert May e Bruce Metzger. The New Oxford
histórico. Rio de Janeiro: Imago, 1992 (p. 53); Annotated Bible with the Apocrypha. 1977, p. 1279;
62. A. Harnack. The Date of Acts and the Synoptic 81. Bart D. Ehrman. Jesus, Interrupted. HarperCollins,
Gospels. 1911 (p. 90); H. Marshall. Luke. 1974 (p. 2009;
35); AJ Mattill Jr. The Date and Purpose of Luke-Acts: 82. George Shillington. An introduction to the study of
Rackham reconsidered. In: Catholic Biblical Quarterly Luke-Acts. Continuum International Publishing Group,
40. 1978 (p. 335-350); Leon Morris. Lucas. 2005 (p. p. 11;
20-24); 83. Leigh Gibson e Shelly Matthews. Violence in the New
63. Para os argumentos sobre a datação de Atos anterior Testament. Continuum International Publishing
ao ano 70 d.C. veja o verbete Atos dos Apóstolos e a Group, 2005 (p. 132);
seção Datação antes de 70 d.C.. 84. Jonathan Knight. Luke's gospel. Psychology Press,
64. Erich Mauerhofer. Uma introdução aos Escritos do 2005 (p. 145);
Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2010; 85. "Lucas enfatiza a responsabilidade dos judeus pela
65. Helmut Koester. Ancient Christian Gospels. morte de Jesus, não porque Lucas abriga algum
Harrisburg, Pennsylvania: Trinity Press International, sentimento anti-semita, mas porque deseja colocar a
1999 (p. 336); morte do Messias com muita firmeza no quadro geral
66. Theissen, Gerd e Annette Merz. The historical Jesus: da história bíblia israelita". Craig Evans, p. 28-29;
a comprehensive guide. Fortress Press, 1998. (p. 24- 86. Para uma avaliação melhor da atitude de Lucas a
27); respeito dos judeus, v. Robert Brawley. Luke-Acts
67. Brown concorda que as referências à destruição do and the Jews: Conflict, Apology and Conciliation.
templo de Jerusalém são vistos como evidência de SBLMS 33 (Atlanta: Scholars, 1987);
uma data pós-70. Brown, Schuyler. The origins of 87. Daniel A. Smith. Revisiting the Empty Tomb: The
Christianity: a historical introduction to the New Early History of Easter. Fortress Press, 2010 (p. 109);
Testament. New York: Oxford University Press, 1993; 88. Luke for Everyone por Tom Wright, 2004 (p. 292);
68. Schuyler Brown. The origins of Christianity: a 89. P4 contém Lucas1:58-59; 62-2:1;6-7; 3:8-4:2;29-
historical introduction to the New Testament. New 32;34-35; 5:3-8; 5:30-6:16
York: Oxford University Press, 1993;
90. P75 contém Lucas 3:18 - 4:02 +; 04:34-05:10; 5:37-
69. Muitos estudiosos atribuem as epístolas pastorais ao
18:18 +; 22:4-24:53 e João 1:01-11:45, 48-57 ; 12:03-
apóstolo Paulo. Gordon Fee. I e II Timóteo, Tito. São
13:10; 14:08-15:10;
Paulo: Vida, 1996; J. N. D. Kelly. I e II Timóteo, Tito -
introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 91. Lista Completa dos Papiros Gregos do Novo
2009; Testamento (http://www-user.uni-bremen.de/~wie/text
e/Papyri-list.html)
70. P4, P45, P69, P75 e P111.
92. Lista de Papiros do Novo Testamento em inglês (htt
71. Helmut Koester. Ancient Christian Gospels. p://en.wikipedia.org/wiki/List_of_New_Testament_pap
Harrisburg, Pennsylvania: Trinity Press International, yri)
1999 (p. 334);
93. Há um sumário útil dessa posição em Bruce Metzger
72. Marcion. Cross, FL, ed. The Oxford dictionary of the (p. 191-193). Veja também Western Non-
Christian church. New York: Oxford University Press, Interpolations, de Klyne Snodgrass (JBL 91:369-379).
2005; Snodgrass chega à conclusão de que "agora parece
73. Strong's G2321 - Theophilos (http://cf.blueletterbible. duvidoso que quaisquer das formas textuais
org/lang/lexicon/lexicon.cfm?Strongs=G2321&Version apoiadas apenas por D e seus aliados não gregos
=KJV) seja o texto autêntico" (p. 379);.
74. "O prefácio literário dá a entender que desde o início 94. "Com o nascimento de Cristo, Deus estava
o objetivo era que o livro fosse lido, não por um finalmente colocando em operação seu plano de
pequeno grupo de crentes, mas presumivelmente por redenção, e por isso a paz e o perdão já podia ser
um grande público. O cuidado com que Lucas oferecida aos homens sobre os quais repousa seu
organizou uma quantidade tão grande de favor". Wilson Paroschi. Crítica textual do Novo
informações parece indicar que ele tinha em vista um Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1993 (p. 194);
público mais amplo". DA Carson, D Moo, L Morris, p. 95. "Entretanto, o próprio Orígenes não conheceu
131 manuscrito algum que trouxesse 'Gergesa'". Craig
75. Broadus David Hale. Introdução ao estudo do Novo Evans, p. 156;
Testamento. Rio de Janeiro: Junta de Educação 96. Ellis afirma que o episódio aconteceu em Quersa,
Religiosa e Publicações, 1983; cidade situada na praia oriental do lago. Earle Ellis.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evangelho_segundo_Lucas 12/13
25/02/2018 Evangelho segundo Lucas – Wikipédia, a enciclopédia livre

The Gospel of Luke. NBC. Londres: Oliphants, 1974


(p. 128);

Ligações externas
Bíblia Online (http://www.bibliaonline.com.br/lucas) — Mais de 50 traduções, inclusive Almeida e King James.
Um comentário sobre o Evangelho de Lucas (http://www-user.uni-bremen.de/~wie/TCG/TC-Luke.pdf) Detalhada
e crítica discussão das 300 mais importantes variantes do texto grego (PDF, 467 páginas)
http://www.ifrance.com/bezae/index.html (em francês)
Bíblia Católica «On Line» (http://www.bibliacatolica.com.br) Bíblia em várias línguas, incluindo português, grego e
latim.
Bibliografia e Oração e São Lucas (http://www.santoprotetor.com/sao-lucas/)

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