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Legislação Aplicada ao MPE

Lei Complementar nº 15, de 22 de novembro de 1996

Professora Giuliane Torres

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Legislação Aplicada ao MPE

LEI COMPLEMENTAR Nº 15/96 DE 22 DE NOVEMBRO DE 1996


DISPÕE SOBRE A ORGANIZAÇÃO, AS ATRIBUIÇÕES E O ESTATUTO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO DE ALAGOAS.

O GOVERNADOR DO ESTADO DE ALAGOAS: III – elaborar suas folhas de pagamento e


Faço saber que o Poder Legislativa decretou e expedir os competentes demonstrativos;
eu sanciono a seguinte Lei:
IV – adquirir bens e contratar serviços, efe-
tuando a respectiva contabilização;
LIVRO I V – propor ao Poder legislativo a criação
e a extinção dos cargos, bem como a fixa-
Da Estrutura Do Ministério Público ção e o reajuste dos vencimentos de seus
membros;
VI – propor ao Poder Legislativo a criação e
TÍTULO I extinção dos cargos de seus serviços auxi-
liares, bem como a fixação e o reajuste dos
Da Organização e das Atribuições vencimentos de seus servidores;
Capítulo I dos Princípios
VII – prover os cargos iniciais da carreira e
Institucionais dos serviços auxiliares, bem como nos ca-
Art 1º O Ministério Público é instituição per- sos de remoção, promoção e demais for-
manente, essencial à função jurisdicional do mas de provimento derivado;
Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem ju- VIII – editar atos de aposentadoria, exone-
rídica, do regime democrático e dos interesses ração e outros que importem em vacância
sociais e individuais indisponíveis. de cargos de carreira e dos serviços auxi-
Parágrafo único. São princípios institucio- liares, bem como os de disponibilidade de
nais do Ministério Público: a unidade, a in- membros do Ministério Público e de seus
divisibilidade e a independência funcional. servidores;

Art. 2º Ao Ministério Público é assegurada au- IX – organizar suas secretarias e os serviços


tonomia funcional, administrativa e financeira, auxiliares das Procuradorias e Promotorias
cabendo-lhe, especialmente: de Justiça;

I – praticar atos próprios de gestão; X – compor os órgãos de administração;

II – praticar atos e decidir sobre a situação XI – elaborar seus regimentos internos;


funcional e administrativa do pessoal, ati- XII – exercer outras atribuições decorren-
vo e inativo, da carreira e dos serviços au- tes de sua autonomia.
xiliares, organizados em quadros próprios;

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§ 1º O Ministério Público instalará seus sivamente, à consecução dos objetivos da
órgãos e serviços em prédios sob sua ad- instituição.
ministração, além das dependências a ele
reservadas nos prédios destinados ao fun- § 4º A fiscalização contábil, orçamentária,
cionamento da Magistratura. operacional e patrimonial do Ministério
Público, quanto à legalidade, legitimidade,
§ 2º Nos edifícios dos fóruns serão reserva- economicidade, aplicação de dotações e re-
das instalações condignas ao Ministério Pú- cursos próprios e renúncia de receitas, será
blico, em prédios, alas ou salas apropriadas exercida pelo Poder Legislativo, mediante
e independentes. controle externo, e pelo Colégio de Procura-
dores de Justiça, mediante controle interno.
§ 3º Os atos de gestão administrativa do Mi-
nistério Público, incluindo convênios, con-
tratações, aquisições e alienações de bens e
serviços, não podem ser submetidos a pré- CAPÍTULO II
via apreciação de qualquer órgão do Poder
DAS FUNÇÕES INSTITUCIONAIS
Executivo.
§ 4º As decisões do Ministério Público fun- Art. 4º Além de outras funções constitucionais
dadas em sua autonomia funcional, ad- e legais, incumbe ao Ministério Público:
ministrativa e financeira, obedecidas as I – propor ação de inconstitucionalidade de
formalidades legais, têm eficácia plena e leis ou atos normativos estaduais ou muni-
executoriedade imediata, ressalvada a com- cipais, em face da Constituição Estadual;
petência constitucional do Poder Judiciário
e do Tribunal de Contas. II – promover a representação de incons-
titucionalidade para efeito de intervenção
Art 3º O Ministério Público elaborará sua pro- do Estado nos Municípios;
posta orçamentária dentro dos limites esta-
belecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias, III – promover, privativamente, a ação pe-
encaminhando-a diretamente ao Governador nal pública na forma da lei;
do Estado, que a submeterá à Assembleia Legis-
IV – promover inquérito civil e ação civil
lativa.
pública, na forma da lei, para:
§ 1º Os recursos correspondentes às suas
a) proteção, prevenção e reparação dos
dotações Orçamentárias próprias e globais,
danos causados ao meio ambiente, ao con-
compreendidos os créditos suplementares
sumidor, aos bens e direitos de valor artís-
e especiais, ser-lhe-ão entregues até o dia
tico, estético, histórico, turístico e paisagís-
vinte de cada mês, sem vinculação a qual-
tico, e a outros interesses difusos, coletivos
quer tipo de despesa.
e individuais indisponíveis e homogêneos;
§ 2º A omissão e o retardamento no cum-
b) anulação ou declaração de nulidade de
primento do disposto neste artigo configu-
atos lesivos ao patrimônio público ou à
ram atos atentatórios ao livre exercício do
moralidade administrativa do Estado ou de
Ministério Público.
Município, de suas administrações indire-
§ 3º Os recursos decorrentes de doações tas ou fundacionais, ou de entidades priva-
em dinheiro, alienação de bens e cobran- das de que participem.
ça de taxas de inscrição ou mensalidades,
V – manifestar-se nos processos em que
para prestação de concursos e frequência a
sua presença seja obrigatória por lei e, ain-
cursos ou seminários, serão depositados no
da, sempre que cabível a intervenção, para
Banco oficial do Estado e destinados, exclu-
assegurar o exercício de suas funções ins-

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titucionais, não importando a fase ou grau e) receber cópias dos relatórios anuais ela-
de jurisdição em que se encontrem os pro- borados pela polícia judiciária, civil ou mi-
cessos; litar, quando da prevenção e repressão à
criminalidade;
VI – exercer a fiscalização dos estabeleci-
mentos prisionais e dos que abriguem ido- f) ter acesso a cópia de relatório ou bole-
sos, menores, incapazes ou pessoas porta- tim de ocorrência lavrados pela Polícia Civil
doras de deficiência; ou Polícia Militar;
VII – deliberar sobre a participação em or- g) requisitar diligências à autoridade com-
ganismos estatais de defesa do meio am- petente civil ou militar para instruir proce-
biente, neste compreendido o do trabalho, dimentos administrativos de sua compe-
do consumidor, de política penal e peni- tência, na forma desta lei.
tenciária e outros afetos à sua área de atu-
ação; Parágrafo único. é vedado o exercício das
funções do Ministério Público a pessoas a
VIII – ingressar em juízo, de ofício, para res- ele estranhas, sob pena de nulidade do ato
ponsabilizar os gestores do dinheiro públi- praticado.
co condenados por tribunais e conselhos
de contas; Art. 5º Cabe ao Ministério Público exer-
cer a defesa dos direitos assegurados nas
IX – interpor recursos ao Tribunal de Justi- Constituições Federal e Estadual, sempre
ça do Estado, ao Superior Tribunal de Justi- que se cuidar de garantir-lhe respeito:
ça e ao Supremo Tribunal Federal;
I – pelos poderes estaduais ou municipais;
X – exercer, pelo Procurador Geral de Justi-
ça e pelos Promotores de Justiça Criminais, II – órgãos da Administração Pública Esta-
de Execução Penal e de Defesa da Cidada- dual ou Municipal, direta ou indireta;
nia, o controle externo da atividade poli- III – pelos concessionários e permissioná-
cial, por meio de medidas administrativas rios de serviço público estadual ou munici-
e judiciais, podendo inclusive: pal;
a) ter livre ingresso em delegacias de polí- IV – por entidades que exerçam outra fun-
cia, institutos médicos-legais ou estabele- ção delegada do Estado ou Município, ou
cimentos prisionais; executem serviço de relevância pública;
b) ter acesso a quaisquer documentos rela- Parágrafo único. No exercício das atribui-
tivos à atividade de polícia judiciária; ções a que se refere este Artigo cabe ao
c) receber, comunicação da prisão de qual- Ministério Público, entre outras providên-
quer pessoa por parte da autoridade poli- cias:
cial estadual, no prazo legal com indicação I – receber notícias de irregularidades, pe-
do lugar onde se encontre o preso e cópias tições ou reclamações de qualquer natu-
dos documentos comprobatórios da legali- reza, promover as apurações cabíveis que
dade da prisão; lhes sejam próprias e dar-lhes as soluções
d) acompanhar inquéritos policiais e ou- adequadas;
tras investigações junto a organismos poli- II – zelar pela celeridade e racionalização
ciais civis ou militares, quando assim consi- dos procedimentos administrativos;
derar conveniente à apuração de infrações
penais;

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III – dar andamento, no prazo de trinta – requisitar diligências investigatórias e a
dias, às notícias de irregularidades, peti- instauração de inquérito policial, indicados
ções ou reclamações referidas no inciso I; os fundamentos jurídicos de suas manifes-
tações processuais;
IV – promover audiências públicas e emitir
relatórios, anual, ou especiais, e recomen- V – praticar atos administrativos executó-
dações dirigidas aos órgãos e entidades rios, de caráter preparatório;
mencionados no caput deste Artigo, re-
quisitando ao destinatário sua divulgação VI – dar publicidade dos procedimentos
adequada e imediata, assim como resposta administrativos não disciplinares que ins-
por escrito. taurar e das medidas adotadas;

Art. 6º No exercício de suas funções, o Ministé- VII – sugerir ao Poder competente a edição
rio Público poderá: de normas e a alteração da legislação em
vigor, bem como a adoção de medidas des-
I – instaurar inquéritos civis e outras medi- tinadas à prevenção e controle da crimina-
das e procedimentos administrativos perti- lidade;
nentes e, para instruí-los:
VIII – manifestar-se em qualquer fase dos
a) expedir notificações para colher depoi- processos, acolhendo solicitação do juiz,
mento ou esclarecimentos e, caso de não da parte ou por sua iniciativa, quando en-
comparecimento injustificado, requisitar tender existente interesse em causa que
condução coercitiva, inclusive pela Polícia justifique a intervenção.
Civil ou Militar, ressalvadas as prerrogati-
vas previstas em lei; § 1º As notificações e requisições previs-
tas nesta lei e, especialmente, neste arti-
b) requisitar informações, exames periciais go, quando tiverem como destinatários o
e documentos de autoridades federais, Governador do Estado, os membros do Po-
estaduais e municipais, bem como de ór- der Legislativo, conselheiros do Tribunal de
gãos e entidades da administração direta, Contas e Desembargadores, serão encami-
indireta ou fundacional, de qualquer dos nhadas pelo Procurador Geral de Justiça.
poderes da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios; § 2º O membro do Ministério Público será
responsável pelo uso indevido das informa-
c) promover inspeções e diligências inves- ções e documentos que requisitar, inclusive
tigatórias junto às autoridades, órgãos e nas hipóteses legais de sigilo.
entidades a que se refere a alínea anterior;
§ 3º Serão cumpridas gratuitamente as re-
II – requisitar informações e documentos a quisições feitas pelo ministério Público às
entidades privadas, para instruir procedi- autoridades, órgãos e entidades da Admi-
mentos ou processo em que oficie; nistração Pública direta, indireta ou funda-
cional, de qualquer dos poderes da União,
III – requisitar à autoridade competente a dos Estados, do Distrito Federal e dos Mu-
instauração de sindicância ou procedimen- nicípios,
to administrativo cabível;
§ 4º A falta ao trabalho, em virtude de aten-
IV – requisitar diligências investigatórias dimento a notificação ou requisição, na
e a instauração de inquérito policial mili- forma do inciso I deste artigo, não autoriza
tar, observado o disposto no art. 129, inci- desconto de vencimentos ou salário, consi-
so VIII, da Constituição Federal, podendo derando-se de efetivo exercício para todos
acompanhá-los; Art. 129 – São funções
institucionais do Ministério Público: VIII

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os efeitos legais, mediante comprovação es- CAPÍTULO III


crita do membro do Ministério Público. DOS ÓRGÃOS E DE SUAS
§ 5º Toda a representação ou petição for- ATRIBUIÇÕES
mulada ao Ministério Público será distribu-
ída entre os membros da instituição que Art. 7º Integram a estrutura organizacional do
tenham atribuições para apreciá- la, obser- Ministério Público:
vados os critérios fixados pelo Colégio de I – como órgãos de Administração Supe-
Procuradores de Justiça. rior:
§ 6º O inquérito civil, que poderá instruir a) a Procuradoria Geral de Justiça;
petição inicial de ação civil pública, será
instaurado de ofício pelo órgão de execu- b) o Colégio de Procuradores de Justiça;
ção competente, ou em face de represen-
tação, ou determinação do Procurador Ge- c) o Conselho Superior do Ministério Públi-
ral de Justiça, e obedecendo às seguintes co;
regras: d) a Corregedoria Geral do Ministério Pú-
I – a representação, formulada por pessoa blico;
natural ou jurídica, será dirigida ao órgão II – como órgãos de Administração:
competente do Ministério Público e deverá
conter: a) as Procuradorias de Justiça;

a) nome, qualificação e endereço do repre- b) as Promotorias de Justiça;


sentante e, sempre que possível, do autor
III – como órgãos de Execução:
do fato objeto da representação;
a) o Procurador Geral de Justiça;
b) descrição do fato a ser investigado;
b) o Conselho Superior do Ministério Públi-
c) indicação dos meios de provas e juntada
co
desta, se houver;
c) os Procuradores de Justiça; d) os Promo-
II – do indeferimento da representação ca-
tores de Justiça;
berá recurso ao Conselho Superior do Mi-
nistério Público, no prazo de 10 (dez) dias IV – como órgãos auxiliares:
contados da data em que o representante
tomar ciência da decisão; a) os Centros de Apoio Operacional;

III – depois de homologado o arquivamen- b) os órgãos de Apoio Técnico e Adminis-


to do inquérito civil ou das peças de infor- trativo;
mação, o órgão do Ministério Público po- c) o Centro de Formação e Aperfeiçoamen-
derá proceder a novas investigações, se de to Funcional;
outras provas tiver notícia;
d) a Comissão de Concurso;
IV – o órgão do Ministério Público, nos in-
quéritos civis que instaurar, e desde que o e) os Estagiários.
fato esteja devidamente esclarecido, pode-
rá formalizar, mediante termo nos autos,
compromisso do responsável quanto ao
cumprimento das obrigações necessárias à
integral reparação do dano.

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Seção I VI – É obrigatória a desincompatibilização,
DA PROCURADORIA GERAL mediante afastamento, pelo menos 30 dias
antes da eleição para o Cargo de Procura-
DE JUSTIÇA dor-Geral de Justiça, para o Membro do Mi-
Art. 8º A Procuradoria Geral de Justiça é di- nistério Público que esteja:
rigida pelo Procurador Geral de Justiça, no- a) Ocupando cargo nos órgãos de adminis-
meado pelo Governador do Estado dentre os tração do Ministério Público;
componentes de lista tríplice, formada por in-
tegrantes do Ministério Público em atividade, b) Ocupando cargo eletivo nos órgãos de
com mais de trinta e cinco anos de idade e um administração do Ministério Público;
mínimo de cinco anos na carreira e eleita pe- c) Afastado das funções de execução nor-
los integrantes da carreira, para um mandato mais de seus cargos ou da carreira;
de dois anos, permitida uma recondução pelo
mesmo processo. d) Ocupando cargo ou função de confiança;
§ 1º A candidatura à lista tríplice depende e) Ocupando cargo de presidente ou de
de inscrição, e publicação da relação dos vice-presidente em exercício da Associação
elegíveis, pelo Colégio de Procuradores de do Ministério Público.
Justiça, até quinze dias antes da eleição.
VII – São inelegíveis os Membros do Minis-
§ 2º A eleição será regulamentada e convo- tério Público:
cada, pelo Colégio de Procuradores de Justi-
ça, até trinta dias antes do pleito, observan- a) Afastados da carreira, salvo se reassumi-
do-se o seguinte: rem suas funções no Ministério Público até
180 dias da data prevista para o termino do
I – o voto será obrigatório, plurinominal e mandato do Procurador-Geral de Justiça;
secreto, vedado o voto por correspondência
ou procuração; b) Que à data da inscrição à eleição não
comprovarem estejam regulares nos servi-
II – a mesa eleitoral será presidida pelo Pro- ços afetos ao seu cargo;
curador-Geral de Justiça ou pelo Procurador
Geral de Justiça Substituto, se aquele for c) Que estiverem respondendo a processo
candidato, e composta por 03 (três) Promo- disciplinar administrativo ou cumprindo
tores de Justiça de terceira entrância, indi- sanção disciplinar;
cados pelo Colégio de Procuradores; d) Que estivem respondendo a processo
III – os incidentes serão resolvidos pela criminal por crime inafiançável ou forem
mesa eleitoral, por maioria de votos de seus condenados por crimes dolosos, com deci-
integrantes, cabendo recursos, a ser inter- são transitada em julgado;
posto, para o Colégio de Procuradores; e) Qualquer membro do Ministério Públi-
IV – O Colégio de Procuradores estará reu- co poderá impugnar a candidatura após 24
nido em sessão permanente, no dia da elei- horas da publicação de sua homologação
ção, a fim de decidir, de imediato, sobre re- pela comissão eleitoral.
cursos referidos no inciso anterior; § 3º A lista tríplice dos mais votados será re-
V – Concluída a votação e julgados os recur- metida de imediato ao Governador do Esta-
sos, caberá à Mesa Eleitoral a apuração do do, resolvidos os empates pela antiguidade
resultado do pleito, competindo ao Mem- na instância, na carreira, no serviço público
bro mais novo a lavratura da respectiva ata. e, finalmente, pela idade, preferindo-se os
mais antigos.

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§ 4º Caso o Governador do Estado não efe- II – Integrar, como membro nato e presidir
tive a nomeação do Procurador Geral de o Colégio de Procuradores de Justiça e o
Justiça nos quinze dias que se seguirem ao Conselho Superior do Ministério Público;
recebimento da lista tríplice, será investido
automaticamente no cargo o Membro do III – Submeter ao Colégio de Procuradores
Ministério Público mais votado, para o exer- de Justiça as propostas de criação e extin-
cício do mandato. ção de cargos e serviços auxiliares e do or-
çamento anual;
§ 5º O Procurador-Geral de Justiça será em-
possado em sessão solene do Colégio de IV – Encaminhar privativamente a Assem-
Procuradores de Justiça, no prazo máximo bleia Legislativa os projetos de lei de inte-
de dez dias. resse do Ministério Público;

§ 6º Ocorrendo a vacância do cargo de Pro- V – Praticar atos e decidir questões relati-


curador-Geral de Justiça nos seis meses an- vas a administração geral e execução orça-
teriores ao término do mandato, assumirá mentária do Ministério Público;
interinamente o seu Substituto, permitida VI – Prover os cargos iniciais da carreira e
sua participação para o pleito, obedecidas dos serviços auxiliares, bem como nos ca-
as formalidades da presente Lei. sos de remoção, promoção, convocação e
§ 7º O Procurador-Geral de Justiça, indicará demais formas de provimento derivado;
o seu Substituto, para responder pelo car- VII – Editar atos de aposentadoria, exone-
go em suas faltas, férias, licenças e impedi- ração e outros que importem na vacância
mentos, dentre os integrantes do Colégio de cargos da carreira ou dos serviços auxi-
de Procuradores. liares e atos de disponibilidade de mem-
§ 8º O Procurador-Geral de Justiça poderá bros do Ministério Público e de seus servi-
ser destituído por deliberação da maioria dores:
absoluta da Assembleia Legislativa, median- VIII – Delegar suas funções administrativas;
te proposta do Colégio de Procuradores de
Justiça, em sua composição plena, pelo voto IX – Dirimir conflitos de atribuições entre
de 2/3 (dois terços) de seus integrantes em membros do Ministério Público, designan-
sessão e voto secreto. do quem deva oficiar no feito;

§ 9º A destituição do Procurador-Geral de X – Decidir processo disciplinar contra


Justiça, por iniciativa do Colégio de Procu- membro do Ministério Público, aplicando
radores de Justiça, deverá ser precedida de as sanções cabíveis;
autorização de 2/3 (dois terços) do mem-
XI – Expedir recomendações, sem caráter
bros da Assembleia Legislativa.
normativo, aos órgão do Ministério Públi-
Art. 9º Compete ao Procurador-Geral de Justi- co, para o desempenho de suas funções;
ça, como órgão da administração superior:
XII – Encaminhar aos Presidentes dos Tri-
I – Exercer a chefia do Ministério Público, bunais as listas sêxtuplas a que se referem
representando-o judicial e extrajudicial- os Arts. 94, caput, e 104, Parágrafo único,
mente, e dirigindo-lhe as atividades fun- inciso II, da Constituição Federal;
cionais e os serviços técnicos e administra-
Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Re-
tivos;
gionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do
Distrito Federal e Territórios será composto de
membros, do Ministério Público, com mais de
dez anos de carreira, e de advogados de notório

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saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de titular de cargo, ou com o expresso con-
de dez anos de efetiva atividade profissional, in- sentimento deste;
dicados em lista sêxtupla pelos órgãos de repre-
sentação das respectivas classes. g) por ato excepcional e fundamentado,
exercer as funções processuais afetas a ou-
Art. 104 . O Superior Tribunal de Justiça com- tro membro da instituição, submetendo
põe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros. sua decisão previamente ao Conselho Su-
perior do Ministério Público;
Parágrafo único. Os Ministros do Superior
Tribunal de Justiça serão nomeados pelo h) oficiar perante a Justiça Eleitoral de pri-
Presidente da República, dentre brasileiros meira instância, ou junto ao Procurador
com mais de trinta e cinco e menos de ses- Regional Eleitoral, quando por este solici-
senta e cinco anos, de notável saber jurídico tado;
e reputação ilibada, depois de aprovada a
escolha pelo Senado Federal, sendo: XIV – Exercer outras atribuições previstas
em lei.
II – um terço, em partes iguais, dentre ad-
vogados e membros do Ministério Público Art. 10º Além de outras atribuições constitu-
Federal, Estadual, do Distrito Federal e Terri- cionais e legais, cabe ao Procurador Geral de
tórios, alternadamente, indicados na forma Justiça, como órgão de execução:
do art. 94. I – Representar ao Tribunal de Justiça por
XIII – Designar membros do Ministério Pú- inconstitucionalidade de leis ou atos nor-
blico para: mativos estaduais ou municipais, em face
da Constituição Estadual;
a) exercer as atribuições de dirigentes dos
Centros de Apoio Operacional e do Centro II – Representar para fins de intervenção
de Formação de Aperfeiçoamento Funcio- do Estado no Município, com objetivo de
nal; assegurar a observância de princípios da
Constituição Estadual ou prover a execu-
b) exercer função de confiança junto aos ção de lei, de ordem ou de decisão judicial;
órgão da administração superior;
III – Representar o Ministério Público nas
c) integrar organismos estatais afetos à sua Sessões Plenárias do Tribunal de Justiça;
área de atuação;
IV – Ajuizar a ação penal de competência
d) oferecer denúncia ou propor ação civil originária do Tribunal de Justiça, nela ofi-
pública nas hipóteses de não confirmação ciando;
de arquivamento de inquérito policial civil,
bem como de quaisquer peças de informa- V – Oficiar nos processos de competência
ção; originária do Tribunal de Justiça, nos limi-
tes estabelecidos nesta lei;
e) acompanhar inquérito policial ou dili-
gência investigatória, devendo recair a es- VI – Determinar o arquivamento de repre-
colha sobre o membro do Ministério Públi- sentação, notícia de crime, peças de infor-
co com atribuição para, em tese, oficiar no mação, conclusão de comissões parlamen-
feito, segundo as regras ordinárias de dis- tares de inquérito e inquérito policial, nas
tribuição de serviços; hipóteses de suas atribuições legais;

f) assegurar a continuidade dos serviços, VII – Exercer as atribuições do Art. 129, in-
em caso de vacância, afastamento tempo- cisos II e III, da Constituição Federal, quan-
rário, ausência, impedimento ou suspeição do a autoridade reclamada for o Governa-
dor do Estado, o Presidente da Assembleia

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Legislativa, o Presidente do Tribunal de III – Aprovar a proposta orçamentária anu-


Contas ou Presidente do Tribunal de Justi- al do Ministério Público, elaborada pela
ça, bem como quando contra estes, por ato Procuradoria Geral de Justiça, bem como
praticado em razão de suas funções, deva os projetos de criação de cargos e serviços
ser ajuizada a competente ação; auxiliares;
Art. 129. São funções institucionais do Ministé- IV – Propor a Assembleia Legislativa a des-
rio Público: tituição do Procurador-Geral de Justiça,
por 2/3 (dois terços) de seus membros e
I – promover, privativamente, a ação penal por iniciativa da maioria absoluta de seus
pública, na forma da lei; integrantes, conforme § 8º do Art. 8, em
III – promover o inquérito civil e a ação civil caso de abuso de poder, conduta incompa-
pública, para a proteção do patrimônio pú- tível ou grave omissão dos deveres do car-
blico e social, do meio ambiente e de outros go, assegurada a ampla defesa;
interesses difusos e coletivos; V – Eleger o Corregedor-Geral do Ministé-
VIII – Delegar a membro do Ministério Pú- rio Público.
blico suas funções de órgão de execução. VI – Destituir o Corregedor-Geral do Minis-
Art. 11. O Procurador-Geral de Justiça poderá tério Público, pelo voto de 2/3 (dois ter-
ter em seu gabinete, no exercício de funções de ços) de seus membros, em casos de abuso
confiança, Procuradores ou Promotores de Jus- de poder, conduta incompatível ou grave
tiça da mais elevada entrância ou categoria, por omissão dos deveres do cargo, por repre-
ele designados. sentação do Procurador-Geral de Justiça
ou da maioria absoluta dos integrantes do
Parágrafo único. São funções de confiança Colégio de Procuradores de Justiça, asse-
do Procurador-Geral de Justiça, dentre ou- gurada a ampla defesa;
tras previstas em lei, a Chefia de Gabinete, a
Secretária Geral e a Assessória Técnica. VII – Recomendar ao Corregedor-Geral do
Ministério Público a instauração de proce-
Seção II dimento administrativo disciplinar contra
DO COLÉGIO DE PROCURADORES membro do Ministério Público;
DE JUSTIÇA VIII – Julgar recurso contra decisão:
Art. 12. O Colégio de Procuradores de Justiça é a) de vitaliciamento ou não, de membro do
composto por todos os Procuradores de Justi- Ministério Público;
ça, competindo-lhe:
b) condenatória em procedimento admi-
I – Opinar, por solicitação do Procurador- nistrativo disciplinar;
-Geral de Justiça ou de um quarto dos seus
c) proferida em reclamação sobre o quadro
integrantes, sobre matéria relativa a auto-
geral de antiguidade;
nomia do Ministério Público, bem como
sobre outras de interesse institucional; d) – de disponibilidade e remoção de mem-
bro do Ministério Público, por motivo de
II – Propor ao Procurador-Geral de Justiça a
interesse público;
criação de cargos e serviços auxiliares, mo-
dificações na lei orgânica e providências e) – de recusa do mais antigo à remoção ou
relacionadas ao desempenho das funções à promoção pelo critério de antiguidade:
institucionais;
IX – Decidir sobre pedido de revisão de
procedimento administrativo disciplinar;

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X – Deliberar, por iniciativa de 2/3 (dois § 1º A eleição será regulamentada e convo-
terços) de seus integrantes ou do Procu- cada pelo Colégio de Procuradores de Jus-
rador-Geral de Justiça, que este ajuíze a tiça, obedecidas, no que couber, as normas
ação civil de decretação de perda de cargo relativas a eleição de Procurador Geral de
de membro vitalício do Ministério Público, Justiça, elegíveis os integrantes do Colégio.
nos casos previstos nesta lei;
§ 2º Perderá o mandato, por decisão do pró-
XI – Rever, mediante requerimento de le- prio Conselho, assegurada ampla defesa, o
gítimo interessado, nos termos desta lei, Conselheiro que faltar, injustificadamente, a
decisão de arquivamento de inquérito po- quatro reuniões consecutivas ou oito alter-
licial ou peças de informação determinada nadas, durante o respectivo mandato.
pelo Procurador-Geral de Justiça, nos casos
de sua atribuição originária; § 3º A eleição será realizada no período de
primeiro a quinze de dezembro e a posse
XII – Os Procuradores de Justiça são elegí- dar-se-á em sessão solene do Colégio de
veis para os cargos de Corregedor Geral do Procuradores e o mandato iniciar-se-á no
Ministério Público e integrantes do Con- dia dois de janeiro do ano seguinte ao da
selho Superior do Ministério Público, não eleição.
impedindo a possibilidade de renúncia à
elegibilidade de qualquer deles; § 4º Os suplentes substituirão os membros
efetivos nos seus afastamentos por motivo
XIII – Elaborar o seu regimento interno; de impedimento, suspeição, licenças e fal-
tas, sucedendo-os em caso de vacância.
XIV – Desempenhar outras atribuições que
lhe forem conferidas por lei. Art. 14. Compete ao Conselho Superior do Mi-
nistério Público, como órgão de Administração
§ 1º As deliberações do Colégio de Procura- Superior:
dores de Justiça serão tomadas por maioria
simples, cabendo ao Presidente, em caso de I – elaborar as listas sêxtuplas a que se re-
empate, também o voto de qualidade. ferem os Arts. 94, caput, e 104, parágrafo
único, inciso II, da Constituição da Repúbli-
§ 2º As decisões do Colégio de Procurado- ca;
res de Justiça serão sempre motivadas e pu-
blicadas por extrato, salvo na hipóteses le- Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Re-
gais de sigilo ou por deliberação da maioria gionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do
absoluta de seus integrantes. Distrito Federal e Territórios será composto de
membros, do Ministério Público, com mais de
Seção III dez anos de carreira, e de advogados de notório
DO CONSELHO SUPERIOR DO saber jurídico e de reputação ilibada, com mais
MINISTÉRIO PÚBLICO de dez anos de efetiva atividade profissional, in-
dicados em lista sêxtupla pelos órgãos de repre-
Art. 13. O Conselho Superior do Ministério Pú- sentação das respectivas classes
blico é composto pelo Procurador Geral de Jus-
Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça com-
tiça, que o preside, pelo Corregedor-Geral do
põe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Ministério Público, ambos como membros na-
tos, e por cinco Procuradores de Justiça, eleitos Parágrafo único – Os Ministros do Superior
pelos integrantes da carreira, com os respec- Tribunal de Justiça serão nomeados pelo
tivos suplentes, também Procuradores de Jus- Presidente da República, dentre brasileiros
tiça, para um mandato de um ano, permitida com mais de trinta e cinco e menos de ses-
uma recondução pelo mesmo processo. senta e cinco anos, de notável saber jurídico

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e reputação ilibada, depois de aprovada a XII – exercer outras atribuições previstas


escolha pelo Senado Federal, sendo: em lei;
II – um terço, em partes iguais, dentre ad- § 1º As deliberações do Conselho Superior
vogados e membros do Ministério Público do Ministério Público serão tomadas por
Federal, Estadual, do Distrito Federal e Terri- maioria simples, presente a maioria absolu-
tórios, alternadamente, indicados na forma ta dos seus membros.
do art. 94.
§ 2º As decisões do Conselho Superior do
II – indicar ao Procurador-Geral de Justiça, Ministério Público serão motivadas e publi-
em lista tríplice, os candidatos à remoção e cadas por extrato, salvo nas hipóteses legais
à promoção por merecimento; de sigilo ou por deliberação da maioria de
seus integrantes.
III – eleger os membros do Ministério Pú-
blico que integrarão a Comissão de Concur- Art. 15. Cabe ao Conselho Superior do Mi-
so de ingresso na carreira; nistério Público, como órgão de Execução,
rever o arquivamento de Inquérito Civil, na
IV – indicar o nome do mais antigo mem- forma da lei.
bro do Ministério Público para a remoção
ou promoção por antiguidade; Seção IV
V – aprovar os pedidos de remoção por DA CORREGEDORIA GERAL DO
permuta entre membros do Ministério Pú- MINISTÉRIO PÚBLICO
blico;
Art. 16. A Corregedoria Geral do Ministério Pú-
VI – decidir sobre vitaliciamento de mem- blico é o órgão orientador e fiscalizador das ati-
bros do Ministério Público; vidades funcionais e da conduta dos membros
VII – determinar, por voto de dois terços do Ministério Público, incumbindo-lhe, dentre
de seus integrantes, a disponibilidade ou outras atribuições:
remoção de membro do Ministério Públi- I – realizar correições e inspeções, pessoal-
co, por interesse público e conveniência do mente ou por delegação;
serviço, assegurada ampla defesa;
II – realizar inspeções nas Procuradorias de
VIII – aprovar o quadro geral de antiguida- Justiça, remetendo relatório reservado ao
de do Ministério Público e decidir sobre re- Colégio de Procuradores de Justiça;
clamações formuladas a esse respeito;
III – propor ao Conselho Superior do Mi-
IX – sugerir ao Procurador-Geral de Justiça nistério Público, na forma desta Lei, o não
a edição de recomendações, sem caráter vitaliciamento de membro do Ministério
vinculativo, aos órgãos do Ministério Pú- Público;
blico, para o desempenho de suas funções,
bem como a adoção de medidas conve- IV – fazer sugestões e recomendações, sem
nientes ao aprimoramento dos serviços; caráter vinculativo, a órgão de execução do
Ministério Público;
X – autorizar o afastamento de membro do
Ministério Público para frequentar curso V – instaurar de ofício ou por provocação
ou seminário de aperfeiçoamento e estu- dos demais órgãos da Administração Supe-
do, no País ou no exterior; rior, processo disciplinar contra membro
da instituição, presidindo-o e aplicando as
XI – elaborar seu regimento interno; sanções administrativas, na forma desta
Lei;

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VI – encaminhar ao Procurador-Geral de auxiliares necessários ao desempenho das fun-
Justiça os processos administrativos disci- ções.
plinares que, na forma desta Lei, incumba
a este decidir; Parágrafo único. A divisão interna dos servi-
ços das Procuradorias de Justiça sujeitar-se-
VII – remeter aos demais órgãos da Admi- -á a critérios objetivos definidos pelo Colé-
nistração Superior do Ministério Público gio de Procuradores, visando à distribuição
informações necessárias ao desempenho equitativa dos processos por sorteio, obser-
de suas atribuições; vadas, para esse efeito, as regras de propor-
cionalidade, especialmente a alternância
VIII – apresentar ao Procurador-Geral de fixada em função da natureza, volume e
Justiça, na primeira quinzena de fevereiro, espécie dos feitos, salvo se os respectivos
relatório com dados estatísticos sobre as Procuradores definirem consensualmente,
atividades das Procuradorias e Promoto- segundo critérios próprios, a divisão interna
rias de Justiça, relativas ao ano anterior. dos serviços, com aprovação do Procurador-
Art. 17. O Corregedor-Geral do Ministério Pú- -Geral de Justiça.
blico será eleito pelo Colégio de Procuradores, Art. 19. Compete às Procuradorias de Justiça,
na primeira quinzena do mês de novembro dos como órgãos de Administração:
anos pares, dentre os Procuradores de Justiça,
para mandato de dois anos, permitida uma re- I – escolher o Procurador de Justiça res-
condução pelo mesmo processo. ponsável pelos serviços administrativos da
Procuradoria;
§ 1º O Corregedor-Geral do Ministério Pú-
blico indicará o nome do seu substituto ao II – propor ao Procurador-Geral de Justiça a
Procurador-Geral de Justiça, para nomea- escala de férias de seus integrantes;
ção, dentre os integrantes da lista tríplice
escolhida pelo Colégio de Procuradores. III – solicitar ao Procurador-Geral de Jus-
tiça, em caso de licença de Procurador de
§ 2º O Corregedor-Geral do Ministério Pú- Justiça ou afastamento de suas funções
blico será assessorado por até dois Promo- junto à Procuradorias de Justiça, que con-
tores de Justiça da mais elevada entrância, voque Promotores de Justiça da mais ele-
por ele indicados e designados pelo Procu- vada entrância ou categoria para substituí-
rador-Geral de Justiça; -lo;
§ 3º Recusando-se o Procurador-Geral de IV – Fixar orientações jurídicas, sem cará-
Justiça a designar os Promotores de Justiça ter vinculativo, encaminhando-as ao Pro-
que lhe forem indicados, o Corregedor-Ge- curador-Geral de Justiça;
ral do Ministério Público poderá submeter
a indicação à deliberação do Colégio de Pro- V – exercer, por seus respectivos Procura-
curadores. dores, inspeção permanente do trabalho
de Promotores de Justiça, nos autos em
Seção V que oficiem, remetendo seus relatórios à
Corregedor-Geral do Ministério Público.
DAS PROCURADORIAS DE JUSTIÇA
Art. 20. Aos Procuradores de Justiça, como ór-
Art. 18. As Procuradorias de Justiças compre- gãos de Execução, cabe exercer as atribuições
endem, como órgãos de Administração, uma do Ministério Público junto ao Tribunal de Jus-
Procuradoria de Justiça Civil e uma Procurado- tiça do Estado, desde que não cometidas ao
ria de Justiça Criminal, com os respectivos car- Procurador-Geral de Justiça, e inclusive por de-
gos de Procuradores de Justiça, ordinalmente legação deste. Parágrafo único – é obrigatória a
numerados a partir do primeiro, e os serviços

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presença de Procurador de Justiça, que será o Ministério Público Eleitoral previstas na Lei
mais antigo, nas sessões de julgamento dos pro- Orgânica do Ministério Público da União
cessos afetos à respectiva Procuradoria de Jus- que forem pertinentes, além de outras es-
tiça. tabelecidas na legislação eleitoral e parti-
dária.
Seção VI
DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA Seção VII
DOS CENTROS DE APOIO
Art. 21. As Promotorias de Justiça são órgãos OPERACIONAL
de Administração do Ministério Público com
pelo menos um cargo de Promotor de Justiça e Art. 23. Os Centros de Apoio Operacional, que
serviços auxiliares necessários ao desempenho poderão compreender Núcleos Regionais, são
das funções que lhe forem cometidas por Lei. órgãos Auxiliares da atividade funcional do Mi-
§ 1º As Promotorias de Justiça poderão ser nistério Público, competindo-lhes:
judiciais ou extrajudiciais, especializadas, I – estimular a integração e o intercâmbio
gerais ou cumulativas. entre órgãos de execução que atuem na
§ 2º As atribuições das Promotorias de Jus- mesma área de atividade e que tenham
tiça e dos cargos dos Promotores de Justi- atribuições comuns;
ça que as integram serão fixadas mediante II – remeter informações técnico jurídicas,
propostas do Procurador-Geral de Justiça, sem caráter vinculativo, aos órgãos ligados
aprovada pelo Colégio de Procuradores de à sua atividade;
Justiça.
III – estabelecer intercâmbio permanen-
§ 3º A exclusão, inclusão ou outra modifi- te com entidades ou órgãos públicos ou
cação nas atribuições das Promotorias de privados que atuem em áreas afins, para
Justiça ou dos cargos dos Promotores de obtenção de elementos técnicos especiali-
Justiça que as integram serão efetuadas zados necessários ao desempenho de suas
mediante proposta do Procurador-Geral de funções;
Justiça, aprovada por maioria absoluta do
Colégio de Procuradores. IV – remeter, anualmente, ao Procurador
Geral de Justiça, relatório das atividades
§ 4º O Procurador-Geral de Justiça poderá, do Ministério Público relativas às suas áre-
com a concordância expressa do Promotor as de atribuições;
de Justiça titular, designar outro Promotor
para funcionar em feito determinado, de V – exercer outras funções compatíveis
atribuição daquele. com suas finalidades, vedado o exercício
de qualquer atividade de execução, bem
Art. 22. Além de outras funções constitucio- como a expedição de atos normativos a es-
nais ou legais, cabe aos Promotores de Justiça, tes dirigidos.
como órgãos de Execução:
Parágrafo único. Os Centros de apoio Ope-
I – impetrar habeas-corpus e mandado de racional bem como seus Núcleos Regionais,
segurança e propor reclamação inclusive serão criados e regulamentados por delibe-
perante o Tribunal de Justiça; ração do Colégio de Procuradores de Justi-
II – atender a qualquer do povo, tomando ça, cabendo ao Procurador Geral de Justiça
as providências cabíveis; designar seus dirigentes dentre os integran-
tes da carreira, bem como dotá-los dos ser-
III – oficiar perante a Justiça Eleitoral de viços auxiliares necessários ao desempenho
primeira instância, com as atribuições do de suas funções.

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Seção VIII § 3º O ingresso na carreira far-se-á me-
DOS ÓRGÃOS DE APOIO TÉCNICO E diante concurso público de provas e títulos,
assegurada participação da Ordem dos Ad-
ADMINISTRATIVO vogados do Brasil em sua realização, e ob-
Art. 24 – Lei de iniciativa do Procurador- servada, nas nomeações, a ordem de clas-
-Geral de Justiça disciplinará os órgãos e sificação.
serviços auxiliares de apoio técnico e admi- § 1º A Comissão do Concurso será constitu-
nistrativo, organizados em quadro próprio ída pelo Procurador-Geral de Justiça, que a
de carreiras, com os cargos que atendam presidirá, por três Procuradores de Justiça,
às suas peculiaridades e às necessidades da indicados pelo Conselho Superior do Minis-
administração e das atividades funcionais. tério Público e de um representante da Or-
dem dos Advogados do Brasil, indicado pela
Seção IX seccional de Alagoas.
DO CENTRO DE FORMAÇÃO E
§ 2º Não podem integrar a Comissão de
APERFEIÇOAMENTO FUNCIONAL
Concurso o cônjuge e os parentes de candi-
Art. 25. O Centro de Formação e Aperfeiçoa- dato inscrito, consanguíneos, afins ou civis,
mento Funcional é órgão Auxiliar do Ministério até o terceiro grau, inclusive.
Público destinado a realizar cursos, seminá- § 3º A Comissão de Concurso será secreta-
rios, congressos, simpósios, pesquisas, estudos riada por Promotor de Justiça da mais ele-
e publicações visando ao aprimoramento pro- vada entrância ou categoria, designado pelo
fissional e cultural dos membros da instituição, Procurador-Geral de Justiça, observada a
de seus auxiliares e funcionários, bem como a vedação do parágrafo anterior.
melhor execução de seus serviços e racionaliza-
ção de seus recursos materiais. Seção XI
§ 1º O Centro de Formação de Aperfeiçoa- DOS ESTAGIÁRIOS
mento Funcional será regulamentado pelo
Conselho Superior do Ministério Público , Art. 27. Os estagiários do Ministério Público,
que lhe definirá a organização, ou funciona- auxiliares da Procuradorias, Promotorias de
mento e as suas atribuições. Justiça e Centro de Formação e Aperfeiçoa-
mento Funcional, serão nomeados pelo Pro-
§ 2º Compete ao Procurador-Geral de Jus- curador-Geral de Justiça, para período não su-
tiça designar dentre os integrantes da Car- perior a dois anos, sem vinculo empregatício e
reira, os dirigentes do Centro de Formação com direito a bolsa de estudo não inferior ao
e Aperfeiçoamento Funcional, bem como salário mínimo.
dotá-lo dos serviços auxiliares necessários.
Parágrafo único. O Conselho Superior do
Seção X Ministério Público disciplinará a seleção,
investidura, vedações e dispensa dos esta-
DA COMISSÃO DE CONCURSO
giários, que serão alunos dos dois últimos
Art. 26. A Comissão de Concurso, órgão auxi- anos do curso de bacharelado de Direito, de
liar de natureza transitória, incumbe realizar a escolas oficiais ou reconhecidas.
seleção de candidatos ao ingresso na carreira
do Ministério Público, observado o disposto no
Artigo 129, § 3º, da Constituição Federal.
Art. 129. São funções institucionais do Ministé-
rio Público:

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LIVRO II Parágrafo único. O Conselho Superior do


Do Estatuto Do Ministério Público Ministério Público apreciará livremente,
em escrutínio secreto, a idoneidade moral
dos candidatos, negando inscrição aos que
TÍTULO I considerar inidôneos.
Da Carreira Do Ministério Público Art. 30. É assegurado aos candidatos aprovados
a nomeação e a escolha do cargo, de acordo
com a ordem de classificação do concurso.
CAPÍTULO I
DO CONCURSO E DA NOMEAÇÃO Parágrafo único – Em igualdade de classi-
ficação, o desempate atenderá sucessiva-
Art. 28. A carreira do Ministério Público é cons- mente, aos seguintes critérios:
tituída pelos cargos de Procurador de Justiça,
no seu último grau e na segunda instância, e de I – exercício do cargo de Promotor de Justi-
Promotores de Justiça, Titulares ou Substitu- ça ou de Juiz de Direito;
tos, classificados por entrância, segundo a or- II – frequência e aproveitamento em cur-
dem das Promotorias, sendo a primeira o grau so promovido pelo Centro de Formação e
inicial da carreira. Aperfeiçoamento Funcional;
§ 1º O ingresso nos cargos iniciais da carrei- III – mais tempo de formatura;
ra dependerá de aprovação prévia em con-
curso público de provas e títulos, organiza- IV – mais tempo de serviço público no Es-
do e realizado pela Procuradoria Geral de tado;
Justiça, com a participação da Ordem dos
V – mais tempo de serviço público.
Advogados do Brasil, Seccional de Alagoas.
Art. 31. O Conselho Superior do Ministério Pú-
§ 2º Será obrigatória a abertura de concur-
blico, mediante resolução, elaborará o regula-
so quando o número de vagas atingir a um
mento do concurso.
quinto dos cargos iniciais da carreira.
§ 1º constarão do edital as condições para a
Art. 29. São requisitos para ingresso na carrei-
inscrição, os requisitos para provimento do
ra, dentre outros estabelecidos por esta Lei:
cargo, as matérias sobre as quais versarão
I – ser brasileiro; as provas, bem como os títulos que o can-
didato poderá apresentar e os respectivos
II – ter concluído o curso de bacharelado critérios de avaliação.
em Direito, em escola oficial ou reconheci-
da; § 2º o prazo de validade do concurso será
de dois anos, prorrogável uma única vez,
III – estar quite com serviço militar e com por igual período, mediante deliberação do
as obrigações eleitorais; Colégio de Procuradores.
IV – estar no gozo dos direitos políticos; § 3º apreciada a regularidade do concurso,
V – possuir idoneidade moral e não regis- o Conselho Superior do Ministério Público,
trar antecedentes criminais; com base no julgamento da Comissão Exa-
minadora, encaminhará ao Procurador-Ge-
VI – gozar de sanidade física e mental, ral de Justiça a lista dos candidatos aprova-
comprovada em exame médico, realizado dos, para nomeação, após a homologação
por órgão oficial do Estado. pelo Colégio de Procuradores.

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CAPÍTULO II afastado de suas funções, nos casos previstos
DA POSSE E DO EXERCÍCIO em lei, deverá reassumir o exercício de seu cargo
dentro de cinco dias, contados da publicação do
Art. 32. O Procurador-Geral de Justiça dará pos- ato que determinar seu desligamento ou fizer
se aos candidatos nomeados perante o Colégio cessar o afastamento.
de Procuradores de Justiça em sessão solene. Art. 37. Na ocorrência de promoção, remoção,
§ 1º a posse será deferida ao nomeado, e reversão, permuta, convocação ou designação
constará de termo lavrado em livro próprio. de membro do Ministério Público, este
comunicará imediatamente ao Procurador-
§ 2º o candidato nomeado tomará posse Geral de Justiça a interrupção de suas funções
dentro de quinze dias úteis da publicação anteriores, se for o caso, e a data do novo
do ato de nomeação, devendo apresentar exercício.
declaração de bens e prestar compromisso
de desempenhar com retidão as funções Art. 38. Compete ao Procurador-Geral de
do cargo e de cumprir a Constituição e as Justiça, verificado motivo de força maior,
Leis. prorrogar por igual período os prazos previstos
neste Capítulo.
§ 3º nos demais casos de provimento a
posse se efetiva pelo simples visto do
Procurador-Geral de Justiça, no título
respectivo. CAPÍTULO III
Art. 33. O Procurador-Geral de Justiça, o DO ESTÁGIO PROBATÓRIO
Corregedor-Geral do Ministério Público, os
Art. 39. Durante o período máximo de dois
membros do Colégio de Procuradores de Justiça
anos, a contar do início de exercício do cargo,
e do Conselho Superior do Ministério Público
apurar-se-á a conveniência da permanência ou
e os designados para funções de direção,
da não confirmação do membro do Ministério
coordenação e assessoria, tomarão posse no
Público na carreira, mediante a verificação dos
prazo de cinco dias úteis e entrarão de imediato
seguintes requisitos:
em exercício.
I – idoneidade moral;
Art. 34. O membro do Ministério Público recém
nomeado e empossado deverá entrar em II – disciplina;
exercício dentro de quinze dias úteis contados
da conclusão do Curso de Formação promovido III – dedicação ao trabalho;
pelo Centro de Formação e Aperfeiçoamento IV – equilíbrio e eficiência no desempenho
Funcional. das funções.
Art. 35. Na hipótese de promoção de primeira Art. 40. Compete ao Corregedor Geral do Mi-
para segunda, e desta para terceira entrância, nistério Público promover a apuração prevista
o membro do Ministério Público deverá entrar no Artigo anterior, devendo, quando oportuno,
em exercício dentro de dez dias úteis, contados encaminhar ao Conselho Superior do Ministério
da publicação do ato de promoção. Parágrafo Público relatório circunstanciado sobre a atua-
único – será observado o mesmo prazo nos ção pessoal e funcional dos Promotores de Jus-
casos de remoção e de permuta que implique tiça em estágio probatório, concluindo, funda-
em mudança de sede e residência; nos demais, mentalmente, pela sua confirmação ou não na
o prazo será de cinco dias da publicação do ato. carreira.
Art. 36. O membro do Ministério Público em § 1º Na hipótese de a conclusão do relató-
exercício de função de confiança, ou quando rio ser pelo vitaliciamento, e não havendo

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impugnação da proposta, a confirmação na mentos integrais, contando-se, para todos


carreira será declarada mediante Portaria os efeitos, o tempo de suspensão do exercí-
do Procurador Geral de Justiça. cio funcional, no caso de vitaliciamento.
§ 2º Se a conclusão do relatório for desfavo- Art. 42. Durante o estágio probatório, o mem-
rável ao vitaliciamento, o Conselho Superior bro do Ministério Público terá exercício obriga-
do Ministério Público ouvirá no prazo de tório no cargo para o qual foi nomeado, ressal-
dez dias, o interessado, assegurando-se-lhe vadas, exclusivamente, as hipóteses de remoção
ampla defesa. e promoção.
§ 3º Esgotado o prazo para defesa, com ou Art. 43. O Promotor de Justiça não confirmado
sem ela, e produzidas as provas requeridas, na carreira, originário de cargo público estadual
o Conselho Superior do Ministério Público efetivo, terá assegurado o direito de ser a ele re-
decidirá pelo voto de dois terços dos seus conduzido, desde que não se trate de exclusão
membros, excluído da votação o Correge- por improbidade, e o requeira ao Governador
dor Geral do Ministério Público. do Estado até cinco dias após a publicação do
ato que o tenha exonerado, fazendo-se a recon-
Art. 41. O procedimento de impugnação do dução na primeira vaga, com exceção daquela a
vitaliciamento de Promotor de justiça em es- ser preenchida pelo critério de antiguidade.
tágio probatório será instaurado e processado
pelo Conselho Superior do Ministério Público, Parágrafo único. Não concluída a apuração
por proposta de qualquer órgão ou membro da de que se trata esta seção, poderá o Pro-
Instituição. motor de Justiça em estágio probatório re-
querer sua readmissão no cargo efetivo que
§ 1º O prazo para apresentação da impug- anteriormente ocupava no serviço público
nação será de dez dias, a contar da publica- estadual, se alegar inaptidão para o exercí-
ção do recebimento do relatório de apura- cio das funções do Ministério Público.
ção pelo Conselho Superior do Ministério
Público.
§ 2º Aplicar-se-á ao procedimento de im-
pugnação de vitaliciamento, no que couber, CAPÍTULO IV
o disposto nos parágrafos segundo e tercei- DAS PROMOÇÕES E REMOÇÕES
ro do Artigo anterior.
Art. 44. As promoções na carreira do Ministério
§ 3º Das decisões do Conselho Superior do Público operar-se-ão por antiguidade e mereci-
Ministério Público nos procedimentos de mento, alternadamente, de uma para a outra
impugnação de vitaliciamento caberá recur- entrância ou categoria e da entrância ou cate-
so ao Colégio de Procuradores de Justiça, goria mais elevada para o cargo de Procurador
que as confirmará ou não, no prazo de trin- de Justiça, aplicando-se, por assemelhação, o
ta dias a contar do recebimento dos autos. disposto no Art. 93, inciso III, da Constituição
Federal.
§ 4º Confirmada a decisão do Conselho Su-
perior do Ministério Público , o Procurador Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Su-
Geral de Justiça, mediante portaria, demiti- premo Tribunal Federal, disporá sobre o Esta-
rá o Promotor de Justiça não confirmado na tuto da Magistratura, observados os seguintes
carreira. princípios:
§ 5º Durante a tramitação do procedimento III – o acesso aos tribunais de segundo grau
de impugnação de vitaliciamento, o mem- far-se-á por antiguidade e merecimento, al-
bro do Ministério Público perceberá venci- ternadamente, apurados na última entrân-

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cia ou, onde houver, no Tribunal de Alçada, desde que tenham novamente se habilita-
quando se tratar de promoção para o Tribu- do.
nal de Justiça, de acordo com o inciso II e a
classe de origem; § 6º será obrigatória a promoção do Promo-
tor de Justiça que figure por três vezes con-
§ 1º Apurar-se-á a antiguidade na entrância secutivas ou cinco alternadas em listas de
e o merecimento pela atuação do membro merecimento.
do Ministério Público em toda a carreira,
levando-se em conta, inclusive, sua condu- § 7º Não sendo caso de promoção obriga-
ta, operosidade e dedicação no exercício do tória, a escolha recairá no membro do Mi-
cargo, presteza e segurança nas suas mani- nistério Público mais votado, observada a
festações processuais, o número de vezes ordem dos escrutínios, prevalecendo, em
que tenha participado de listas, bem como caso de empate, a antiguidade na entrân-
a frequência e o aproveitamento em cursos cia ou categoria, salvo se preferir o Conse-
oficiais, ou reconhecidos, de aperfeiçoa- lho Superior do Ministério Público delegar a
mento. competência ao Procurador Geral de Justi-
ça.
§ 2º Na indicação por antiguidade, o Conse-
lho Superior do Ministério Público somente Art. 45. A promoção e a remoção voluntária,
poderá recusar o membro do Ministério Pú- por antiguidade e merecimento, bem como a
blico mais antigo pelo voto de 2/3 (dois ter- convocação, dependem de prévia manifestação
ços) de seus integrantes, conforme procedi- escrita do interessado, permitidas as vias postal
mento próprio, repetindo-se a votação até e fax.
fixar-se a indicação, após o julgamento de § 1º Ao provimento inicial e à promoção por
eventual recurso interposto, em cinco dias, merecimento, precederá a remoção volun-
para o Colégio de Procuradores de Justiça. tária.
§ 3º Para o desempate da antiguidade na § 2º Verificada a existência de vaga para
entrância, recorrer-se-á ao maior tempo de promoção ou remoção, o Conselho Superior
serviço no Ministério Público, à ordem de do Ministério Público expedirá, no prazo
classificação se do mesmo concurso, depois máximo de sessenta dias, edital para preen-
na Administração Pública estadual, federal, chimento do cargo, salvo se ainda não ins-
municipal e, finalmente, à maior idade. talado.
§ 4º A promoção por merecimento pres- § 3º O edital, publicado no Diário Oficial
supõe dois anos de exercício na respectiva do Estado, dará o prazo de 05 (cinco) dias,
entrância ou categoria e integrar o Promo- a partir do primeiro dia útil subsequente,
tor de Justiça a primeira quinta parte da lis- para as habilitações às remoções ou promo-
ta de antiguidade, salvo se não houver com ções.
tais requisitos quem aceite o lugar vago, ou
quando o número limitado de membros do § 4º Para cada vaga destinada ao preen-
Ministério Público inviabilizar a formação chimento, por remoção ou promoção, por
da lista. merecimento ou antiguidade, expedir-se-á
edital distinto, sucessivamente, com a indi-
§ 5º a lista de merecimento resultará dos cação do cargo correspondente à vaga a ser
três nomes mais votados, desde que obti- preenchida.
da maioria de votos, procedendo-se, para
alcançá-la, a tantas votações quantas ne- Art. 46. As remoções dar-se-ão na mesma en-
cessárias, examinados em primeiro lugar os trância ou categoria, podendo ser compulsó-
nomes dos remanescentes de lista anterior, rias, por interesse público e conveniência do

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serviço, e voluntárias, por antiguidade, mereci- § 2º Na hipótese do parágrafo anterior, se o


mento ou permuta. aposentando recusar-se à inspeção de saú-
de, o Procurador-Geral de Justiça determi-
§ 1º Para a permuta e a remoção a pedi- nará seu afastamento do cargo, sem a perda
do exige-se pelo menos um ano de efetivo dos vencimentos e tempo de serviço, até
exercício do cargo, excetuada, quanto à re- que ele se apresente para a inspeção.
moção a hipótese de nenhum dos interes-
sados preencher esse requisito. Art. 48. Em caso de extinção do cargo, o mem-
bro do Ministério Público ficará em disponibili-
§ 2º A remoção por permuta depende de dade remunerada, com vencimentos integrais,
pedido conjunto dos pretendentes, só pode até que seja obrigatoriamente aproveitado,
ser renovada depois de dois anos e não con- nos termos da lei.
fere direito a ajuda de custo.
§ 1º Permanecem, durante a disponibilida-
§ 3º É proibida a permuta quando um dos de, todos os impedimentos e limitações de-
interessados tenha mais de sessenta e cinco correntes do cargo.
anos de idade, ou seja o mais antigo na ent-
rância, ou categoria, possua mais de vinte e § 2º A disponibilidade não impede a apo-
nove anos de serviço. sentadoria, por qualquer de suas formas.
§ 4º A alteração da entrância de Comarca
não modifica a situação do membro do Mi-
nistério Público na carreira. CAPÍTULO VI
§ 5º O membro do Ministério Público da Co- DO REINGRESSO
marca cuja entrância for elevada continua-
rá a exercer, ali, as suas funções, e, quando Art. 49. O reingresso na carreira dar-se-á por
promovido, ressalvada a conveniência do reintegração, reversão e aproveitamento.
serviço, nela continuará lotado, se o reque- Art. 50. A reintegração, que decorrerá de sen-
rer no prazo de dez dias. tença transitada em julgado, é o retorno do
membro do Ministério Público ao cargo, com
ressarcimento dos vencimentos e vantagens
deixados de perceber em razão do afastamen-
CAPÍTULO V to, inclusive a contagem do tempo de serviço.
DA APOSENTADORIA E DA
DISPONIBILIDADE § 1º Achando-se provido o cargo no qual
será reintegrado o membro do Ministério
Art. 47. O membro do Ministério Público será Público, o seu ocupante passará à disponibi-
aposentado, com proventos integrais, compul- lidade, até posterior aproveitamento.
soriamente, invalidez ou aos setenta anos de § 2º O membro do Ministério Público a ser
idade, e, facultativamente, aos trinta anos de reintegrado será submetido a inspeção mé-
serviço, após cinco anos de efetivo exercício na dica e, se considerado incapaz, será aposen-
carreira. tado compulsoriamente, com as vantagens
§ 1º A aposentadoria compulsória por inva- a que teria direito se efetivada a reintegra-
lidez poderá ser efetivada por iniciativa do ção.
Conselho Superior do Ministério Público, Art. 51. A reversão dar-se-á na entrância em
mediante processo regular, com o rito do que se aposentou o membro do Ministério
inquérito administrativo, assegurada ampla Público, em vaga a ser provida pelo critério de
defesa ao aposentando, a quem, se neces- merecimento, observados os requisitos legais.
sário, será nomeado curador.

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Art. 52. O aproveitamento importará no retor- II – Exercício de advocacia;
no do membro do Ministério Público em dispo-
nibilidade ao exercício funcional. III – Abandono do cargo por prazo superior
a trinta dias corridos ou sessenta dias al-
§ 1º O membro do Ministério Público será ternados.
aproveitado no órgão de execução que ocu-
pava quando posto em disponibilidade, sal- § 2º A ação civil para a decretação da perda
vo se aceitar outro de igual entrância ou ca- do cargo será proposta pelo Procurador-Ge-
tegoria, ou se for promovido. ral de Justiça perante o Tribunal de Justiça,
após autorização do Colégio de Procurado-
§ 2º Ao retornar à atividade, será o membro res de Justiça, na forma da lei.
do Ministério Público submetido a inspeção
médica e, se julgado incapaz, será aposen- Art. 54. Constituem prerrogativas dos mem-
tado compulsoriamente, com as vantagens bros do Ministério Público, além de outras pre-
a que teria direito se efetivado o seu retor- vistas em lei.
no. I – Ser ouvido, como testemunha ou ofen-
dido, em qualquer processo ou inquérito,
em dia, hora e local previamente ajustados
TÍTULO II com o Juiz ou a autoridade competente;

Dos Direitos E Deveres II – Estar sujeito a intimação ou convoca-


ção para comparecimento, somente se ex-
pedida pela autoridade judiciária ou órgão
da Administração Superior do Ministério
CAPÍTULO I Público competente, ressalvadas as hipó-
DAS GARANTIAS E PRERROGATIVAS teses constitucionais;
Art. 53. Os membros do Ministério Público III – Ser preso somente por ordem judicial
sujeitam-se a regime jurídico especial e têm as escrita, salvo em flagrante de crime ina-
seguintes garantias: fiançável, caso em que a autoridade fará,
imediatamente, a comunicação e a apre-
I – Vitaliciedade, após dois anos de exercí- sentação do membro do Ministério Público
cio, não podendo perder o cargo senão por ao Procurador-Geral de Justiça;
sentença judicial transitada em julgado;
IV – Ser processado e julgado originaria-
II – Inamovibilidade, salvo por motivo de mente pelo Tribunal de Justiça, nos crimes
interesse público; comuns de responsabilidade, ressalvada
III – Irredutibilidade de vencimentos, ob- exceção de ordem constitucional;
servado, quanto à remuneração, o dispos- V – Ser custodiado ou recolhido a prisão
to na Constituição Federal e na Lei Orgâni- domiciliar ou a sala especial de Estado
ca Nacional do Ministério Público. Maior, por ordem e à disposição do Tribu-
§ 1º O membro vitalício do Ministério Pú- nal competente, quando sujeito a prisão
blico somente perderá o cargo por senten- antes do julgamento final;
ça judicial transitada em julgado, proferida VI – Ter assegurado o direito de acesso, re-
em ação civil própria, nos seguintes casos: tificação e complementação dos dados re-
I – Prática de crime incompatível com o lativos à sua pessoa, existentes nos órgãos
exercício do cargo, após decisão judicial da instituição.
transitada em julgado;

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Art. 55. Constituem prerrogativas dos mem- clusos à autoridade, podendo copiar peças
bros do Ministério Público, no exercício de sua e tomar apontamentos;
função, além de outras previstas nesta lei:
IX – Ter acesso, a qualquer momento, ao
I – Receber o mesmo tratamento jurídico indiciado preso.
e protocolar dispensado aos membros do
Poder Judiciário junto aos quais oficiem; X – Usar vestes talares e as insígnias priva-
tivas do Ministério Público.
II – Não ser indiciado em inquérito policial,
observado o disposto no parágrafo primei- XI – Tomar assento à direita dos Juízes de
ro deste Artigo; primeira instância ou do Presidente do Tri-
bunal, Câmara ou Turma.
III – Ter vista dos autos após distribuição às
Turmas ou Câmaras e intervir nas sessões § 1º Quando, no curso de investigação, hou-
de julgamento, para sustentação oral ou ver indício da prática de infração penal por
esclarecimento de matéria de fato; parte de membro do Ministério Público, a
autoridade policial, civil ou militar, remete-
IV – Receber intimação pessoal em qual- rá, imediatamente, sob pena de responsa-
quer processo e grau de jurisdição, através bilidade, os respectivos autos ao Procura-
da entrega dos autos com vista; dor-Geral de Justiça, a quem competirá dar
prosseguimento à apuração.
V – Gozar de inviolabilidade pelas opiniões
que externem ou pelo teor de suas mani- § 2º Os membros do Ministério Público te-
festações processuais ou procedimentos, rão carteira funcional, expedida pelo Pro-
nos limites de sua independência funcio- curador-Geral de Justiça, valendo em todo
nal; o território nacional como cédula de identi-
dade e porte de arma, independentemente,
VI – Ingressar e transitar livremente: neste caso, de qualquer ato formal de licen-
a) Nas salas de sessões de Tribunais, mes- ça ou autorização, na forma do Art. 42 da
mo além dos limites que separam a parte Lei Federal nº 8.625/93.
reservada aos Magistrados; Art. 42. Os membros do Ministério Público te-
b) Nas salas e dependências de audiência, rão carteira funcional, expedida na forma da Lei
secretarias, cartórios, tabelionatos, ofícios Orgânica, valendo em todo o território nacional
das justiças, inclusive dos registros públi- como cédula de identidade, e porte de arma, in-
cos, delegacias de polícia e estabelecimen- dependentemente, neste caso, de qualquer ato
tos de internação coletiva; formal de licença ou autorização.

c) Em qualquer recinto público ou privado, Art. 56. Os membros do Ministério Público dis-
ressalvada a garantia constitucional de in- porão, nas comarcas onde servirem, de instala-
violabilidade de domicílio; ções próprias e condignas no Fórum, e de pré-
dio público para residência.
VII – Examinar, em qualquer Juízo ou Tri-
bunal, autos de processos findos ou em
andamento, ainda que conclusos à autori-
dade, podendo copiar peças e tomar apon-
tamentos;
VIII – Examinar, em qualquer repartição
policial, autos de flagrante ou inquéritos,
findos ou em andamento, ainda que con-

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CAPÍTULO II § 3º- No âmbito do Ministério Público, para
DOS DIREITOS E VANTAGENS fins do disposto no Art. 37, inciso XI, da
Constituição Federal, ficam estabelecidos
Seção I como limite de remuneração os valores per-
cebidos como remuneração os valores per-
DOS VENCIMENTOS E cebidos em espécie, pelo Procurador Geral
GRATIFICAÇÕES de Justiça.
Art. 57. Os vencimentos dos membros do Mi- Art. 37. A administração pública direta, indire-
nistério Público serão fixados com diferença ta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
não excedente a dez por cento de uma para União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
outra entrância ou categoria, ou da entrância Municípios obedecerá aos princípios de legali-
mais elevada para o cargo de Procurador-Geral dade, impessoalidade, moralidade, publicidade
de Justiça, garantindo-se aos Procuradores de e, também, ao seguinte:
Justiça vencimentos idênticos aos atribuídos
ao Procurador-Geral de Justiça. XI – a lei fixará o limite máximo e a relação
de valores entre a maior e a menor remu-
§ 1º Os vencimentos do Procurador-Geral neração dos servidores públicos, observa-
de Justiça, para efeito do disposto no §1º do dos, como limites máximos e no âmbito dos
Art. 39 da Constituição Federal, guardarão respectivos poderes, os valores percebidos
equivalência com os vencimentos dos De- como remuneração, em espécie, a qualquer
sembargadores do Tribunal de Justiça. título, por membros do Congresso Nacional,
Ministros de Estado e Ministros do Supre-
Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal mo Tribunal Federal e seus correspondentes
e os Municípios instituirão, no âmbito de sua nos Estados, no Distrito Federal e nos Terri-
competência, regime jurídico único e planos de tórios, e, nos Municípios, os valores perce-
carreira para os servidores da administração bidos como remuneração, em espécie, pelo
pública direta, das autarquias e das fundações Prefeito;
públicas.
Art. 58. Aplicam-se aos membros do Ministério
§ 1º A lei assegurará, aos servidores da ad- Público os direitos sociais previstos no Art. 7º,
ministração direta, isonomia de vencimen- incisos VIII, XII, XVIII e XIX, da Constituição Fe-
tos para cargos de atribuições iguais ou deral.
assemelhados do mesmo Poder ou entre
servidores dos Poderes Executivo, Legislati- Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e
vo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de rurais, além de outros que visem à melhoria de
caráter individual e as relativas à natureza sua condição social:
ou ao local de trabalho.
VIII – décimo terceiro salário com base na
§ 2º- Nos termos do Art. 48 da Lei 8.625, de remuneração integral ou no valor da apo-
12.02.93, a remuneração dos membros do sentadoria;
Ministério Público observará, como limite
máximo, os valores percebidos como remu- XII – salário-família para os seus dependen-
neração, em espécie, a qualquer título, pe- tes;
los membros do Poder Judiciário local. XVIII – licença à gestante, sem prejuízo do
Art. 48. A remuneração dos membros do Mi- emprego e do salário, com a duração de
nistério Público dos Estados, observará, como cento e vinte dias;
limite máximo, os valores percebidos como re- XIX – licença-paternidade, nos termos fixa-
muneração, em espécie, a qualquer título, pelos dos em lei;
membros do Poder Judiciário local.

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Art. 59. Além dos vencimentos, são outorgadas sas, a critério do Colégio de Procuradores
aos membros do Ministério Público as seguin- de Justiça, excluídas as da Capital e da re-
tes vantagens: gião metropolitana de Maceió;
I – verba de representação própria e exclu- VIII – ajuda de custo, correspondente ao
siva do Ministério Público, fixada em lei; valor das despesas de transporte e mudan-
ça efetivamente realizadas e comprovadas,
II – gratificação adicional de 1% (um por até o limite de 100% (cem por cento) dos
cento) por ano de serviço, até o máximo de vencimentos do beneficiário, em caso de
35 (trinta e cinco), incidente sobre os venci- remoção e promoção, sempre que houver
mentos, observado o disposto no Art. 37 da mudança de residência de uma para outra
Constituição Federal; sede de Comarca, devidamente constatada
Art. 37. A administração pública direta, indire- pela Corregedoria Geral do Ministério Pú-
ta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da blico.
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos IX – constitui parcela dos vencimentos,
Municípios obedecerá aos princípios de legali- para todos os efeitos, a gratificação de re-
dade, impessoalidade, moralidade, publicidade presentação do Ministério Público.
e, também, ao seguinte:
§ 1º Aos membros do Ministério Público se-
III – gratificação pelo exercício de funções rão pagas, pela União, as gratificações pre-
de confiança no âmbito do Ministério Pú- vistas no Art. 50, incisos VI e VII, da Lei nº
blico; 8.625, de 12.02.93, pela prestação de servi-
IV – gratificação, não acumulável com diá- ço à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho.
rias, por substituição cumulativa de cargo, § 2º Pelo exercício de outras funções de
no valor de 1/3 ( um terço) dos seus ven- chefia, coordenação e assessoramento pre-
cimentos, respectivamente, conforme a vistas nesta Lei, os membros do Ministério
substituição seja na mesma ou em outra Público perceberão gratificação equivalente
comarca, independentemente do número a 1/3 ( um terço ) dos vencimentos do res-
de substituições; pectivo cargo.
V – diárias, por deslocamento em serviço, Art. 60. Aos membros do Ministério Público, ati-
para fora da sede de lotação, para atender vos e inativos, será pago salário família na forma
a despesas de alimentação e pousada, cal- do disposto no Parágrafo único do Art. 208 da
culando-se cada uma em 1/30 (um trinta Lei Estadual nº 5.247, de 26 de julho de 1991.
avos) dos vencimentos do cargo;
§ 1º O salário família relativo a cada depen-
VI – gratificação calculada em 15% (quinze dente será devido a partir do mês em que
por cento) dos vencimentos pelo efetivo se verificar o ato ou o fato que lhe der ori-
exercício em Comarca de difícil provimen- gem.
to, assim definida, até 31 de janeiro de
cada ano, para o ano seguinte, por ato do § 2º Deixará de ser pago o salário família re-
Procurador Geral de Justiça, ouvido o Colé- lativo a cada dependente no mês seguinte
gio de Procuradores de Justiça; ao ato ou fato que tiver determinado sua
supressão.
VII – auxílio-moradia, calculado em 10%
(dez por cento) dos vencimentos pelo efe- § 3º Fica assegurado aos dependentes de
tivo exercício em Comarca onde não haja membro do Ministério Público falecido a
residência oficial e as condições de mora- percepção de salário família, nas mesmas
dia sejam particularmente difíceis e onero-

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bases e condições que a estes forem esta- bro do Ministério Público reassuma imedia-
belecidas anteriormente. tamente o exercício de seu cargo.
Art. 61. Ao cônjuge sobrevivente ou ao compa- § 4º As férias interrompidas poderão ser go-
nheiro e, em sua falta, aos herdeiros ou depen- zadas em outra oportunidade ou adiciona-
dentes de membro do Ministério Público, ainda das às do exercício seguinte, vedada a acu-
que aposentado ou em disponibilidade, será mulação por mais de um período.
pago o auxílio-funeral, em importância igual a
um mês de vencimentos ou proventos percebi- § 5º O membro do Ministério Público que
dos pelo falecido. tiver seu período de férias indeferido por
conveniência do serviço, poderá contar em
Parágrafo único. Na falta das pessoas enu- dobro o tempo respectivo, para todos os
meradas, quem houver custeado o funeral efeitos legais, mediante ato do Procurador
do membro do Ministério Público será inde- Geral de Justiça.
nizado da despesa feita, até o montante a
que se refere este Artigo. § 6º O direito a férias somente será adquiri-
do após o primeiro ano de exercício.
Seção II Art. 63. Ao entrar em gozo de férias, o membro
DAS FÉRIAS E LICENÇAS do Ministério Público fará comunicação imedia-
ta ao seu substituto legal, se houver, e devolverá
Art. 62. O direito a férias anuais, coletivas ou a cartório os autos em seu poder, de tudo dan-
individuais, dos membros do Ministério Públi- do ciência ao Procurador Geral de Justiça.
co, será igual ao dos Magistrados, aplicando-se
o Art. 7º, inciso XVII, da Constituição Federal e Parágrafo único. A infração a este dispositi-
sujeitando-se, o gozo das individuais, à escala vo acarreta suspensão das férias, além das
elaborada pela Procuradoria Geral de Justiça. penas disciplinares aplicáveis ao caso.
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e Art. 64. Aos membros do Ministério Público se-
rurais, além de outros que visem à melhoria de rão concedidas as seguintes licenças:
sua condição social:
I – para tratamento de saúde;
XVII – gozo de férias anuais remuneradas
com, pelo menos, um terço a mais do que o II – à gestante, de 120 dias, a partir do oita-
salário normal; vo mês de gravidez ou do parto se prema-
turo;
§ 1º Na organização da escala de férias, o
Procurador-Geral de Justiça conciliará as III – paternidade, de 05 dias, a contar do
exigências do serviço com as necessidades nascimento do filho;
dos membros do Ministério Público, consi- IV – para casamento, até oito dias;
deradas as sugestões que lhe forem remeti-
das até trinta e um de outubro de cada ano. V – por luto, em virtude de falecimento de
cônjuge, ascendente, descendentes, irmão,
§ 2º As férias não poderão ser fracionadas sogro e sogra, nora e genro, até oito dias.
em períodos inferiores a 30 (trinta) dias, e
somente pode acumular-se por imperiosa VI – licença especial por três (03) meses,
necessidade do serviço e pelo máximo de após cada quinquênio de serviço
dois períodos. VII – em caráter especial, para:
§ 3º No interesse do serviço, o Procurador a) presidir associação de classe do Ministé-
Geral de Justiça, poderá adiar o período de rio Público;
férias, ou determinar que qualquer mem-

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b) candidatura e exercício de mandato ele- Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Na-


tivo, nos termos da legislação eleitoral; cional, as Consultorias Jurídicas dos Ministérios,
as Procuradorias e Departamentos Jurídicos de
c) frequência a cursos de Pós-Graduação e autarquias federais com representação própria
seminários fora do Estado, inclusive no ex- e os membros das Procuradorias das Universi-
terior, por um máximo de dois anos, a cri- dades fundacionais públicas continuarão a exer-
tério do Conselho Superior do Ministério cer suas atividades na área das respectivas atri-
Público; buições
VII – por motivo de doença de pessoa da § 3º Poderá optar pelo regime anterior, no
família; que respeita às garantias e vantagens, o
VIII – para trato de interesse particular, membro do Ministério Público admitido an-
pelo prazo máximo de dois anos, inadmiti- tes da promulgação da Constituição, obser-
da prorrogação ou renovação; vando-se, quanto às vedações, a situação
jurídica na data desta.
IX – outros casos previstos em lei.
Art. 67. São considerados como de efetivo exer-
Art. 65. A licença para tratamento de saúde, por cício, para todos os efeitos legais, exceto para
até trinta dias, depende de atestado médico e, vitaliciamento, os dias em que o membro do
por prazo superior, até o máximo de cento e oi- Ministério Público estiver afastado de suas fun-
tenta dias, de inspeção por Junta Médica Oficial. ções em razão:
Parágrafo único. Quando o período de li- I – de licença prevista no Art. 64, incisos I a
cença exceder a seis meses, o membro do VI desta Lei;
Ministério Público submeter-se-á a inspe-
ção médica em regime de disponibilidade Art. 64. Aos membros do Ministério Público se-
remunerada, pelo período que o exceder, rão concedidas as seguintes licenças:
até o 24º mês, caso em que, confirmada a I – para tratamento de saúde;
impossibilidade de retorno à atividade ou
incapacidade para o serviço do Ministério II – à gestante, de 120 dias, a partir do oitavo
Público, será aposentado por invalidez. mês de gravidez ou do parto se prematuro;

Seção III III – paternidade, de 05 dias, a contar do


nascimento do filho;
DOS AFASTAMENTOS E
SUBSTITUIÇÕES IV – para casamento, até oito dias;

Art. 66. Somente poderá afastar-se do Minis- V – por luto, em virtude de falecimento de
tério Público, para exercer cargo, emprego ou cônjuge, ascendente, descendentes, irmão,
função, de nível equivalente ou maior, na Ad- sogro e sogra, nora e genro, até oito dias.
ministração Pública, direta ou indireta, me- VI – licença especial por três (03) meses,
diante autorização do Procurador Geral de Jus- após cada quinquênio de serviço
tiça, ouvido o Conselho Superior do Ministério
Público, o integrante de Carreira, que tenha II – de férias;
exercido a opção de que trata o Artigo 29, § 3º,
do Ato das Disposições Transitórias da Consti- III – de período de trânsito;
tuição Federal. IV – de disponibilidade remunerada, exce-
Art. 29. Enquanto não aprovadas as leis com- to para promoção, em caso de afastamento
plementares relativas ao Ministério Público e à decorrente de punição;
Advocacia-Geral da União, o Ministério Público

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V – de designação do Procurador Geral de serão revistos na mesma proporção e na mesma
Justiça para a realização de atividade de re- data, sempre que se modificar a remuneração
levância para a instituição; dos membros do Ministério Público em ativi-
dade, sendo também estendidos aos inativos
VI – de exercício do cargo de presidente da quaisquer benefícios ou vantagens posterior-
associação representativa da classe; mente procedidos àqueles, inclusive quando
VII – licença especial; decorrentes de transformação ou reclassifica-
ção do cargo ou função em que se deu a apo-
VIII – de outras hipóteses definidas na Cons- sentadoria.
tituição ou em Lei.
Parágrafo único. os proventos dos Mem-
Parágrafo único. Na falta ou impedimento bros do Ministério Público aposentados
de todos os Procuradores de uma categoria, serão pagos na mesma ocasião em que o
serão convocados à substituição aos da ou- forem os vencimentos dos Membros do Mi-
tra e, persistindo o impedimento, os Promo- nistério Público em atividade, figurando em
tores de Justiça da mais elevada entrância, folha de pagamento expedida pelo Ministé-
estes pela ordem decrescente de antiguida- rio Público .
de.
Art. 71. A pensão por morte, igual à totalidade
Art. 69. Os Promotores de Justiça serão substi- dos vencimentos ou proventos percebidos pelos
tuídos segundo a tabela de substituições organi- membros em atividade ou inatividade do Minis-
zada pelo Procurador-Geral de Justiça preferin- tério Público, será reajustada na mesma data e
do-se sucessivamente, os Promotores de Justiça proporção daqueles.
substitutos da mesma circunscrição,ou da Capi-
tal, os Promotores de Justiça da mesma catego- Parágrafo único. A pensão obrigatória não
ria, os da mesma comarca e os da comarca mais impedirá a percepção de benefícios decor-
próxima. rentes de contribuição voluntária para qual-
quer entidade de previdência.
§ 1º Atendendo à conveniência do serviço,
o Procurador Geral de Justiça, poderá de-
signar Promotor de Justiça para ter exercí-
cio noutra Promotoria de Justiça, em caso CAPÍTULO III
de vacância ou afastamento prolongado do DOS DEVERES E PROIBIÇÕES
respectivo titular.
Art. 72. São deveres dos Membros do Ministé-
§ 2º Os Promotores de Justiça substitutos,
rio Público, além de outros previstos em Lei:
enquanto não estiverem no exercício de
substituição, auxiliarão os Promotores de I – manter ilibada a conduta pública e par-
Justiça da Sede da respectiva Circunscrição, ticular;
a critério do Procurador Geral de Justiça, a
cuja disposição ficarão os Promotores de II – zelar pelo prestígio da justiça, por suas
Justiça Substitutos da Capital, nas mesmas prerrogativas e pela dignidade de suas fun-
condições. ções;
III – indicar os fundamentos jurídicos de
Seção IV seus pronunciamentos processuais, elabo-
DOS PROVENTOS E PENSÕES rando relatório em sua manifestação final
ou recursal;
Art. 70. Os proventos de aposentadoria, que
corresponderão à totalidade dos vencimentos IV – obedecer aos prazos processuais;
percebidos no serviço ativo, a qualquer título,

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V – assistir aos atos judiciais, quando obri- II – exercer advocacia;


gatória ou conveniente a sua presença;
III – exercer o comércio ou participar de so-
VI – desempenhar, com zelo e presteza as ciedade comercial, exceto como cotista ou
funções; acionista;
VII – declarar-se suspeito ou impedido, nos IV – exercer, ainda que em disponibilidade,
termos da Lei; qualquer outra função pública, salvo uma
de Magistério;
VIII – adotar, nos limites de suas atribui-
ções, as providências cabíveis quanto a ir- V – exercer atividade político-partidária,
regularidade de que tenha conhecimento ressalvada a filiação e as exceções previs-
ou que ocorra nos serviços a seu cargo; tas em lei;
IX – tratar com urbanidade os Magistrados, § 1º Não constitui acumulação, para os efei-
as partes, as testemunhas e os funcioná- tos do inciso IV deste Artigo, as atividades
rios e auxiliares da Justiça; exercidas em organismos estatais afetos à
área de atuação do Ministério Público, em
X – residir, se titular, na respectiva Comar- entidade de representação de classe e o
ca e comparecer diariamente ao foro, sen- exercício de cargo de confiança na sua ad-
do-lhe descontado, do tempo de serviço ministração e nos órgãos auxiliares.
e dos vencimentos, o correspondente aos
dias de ausência injustificada, constatada § 2º Ao membro ou servidor do Ministério
pela Corregedoria Geral do Ministério Pú- Público é vedado manter, sob sua chefia
blico; imediata, em cargo ou função de confiança,
cônjuge, companheiro ou parente até o se-
XI – prestar informações solicitadas pelos gundo grau.
órgãos da instituição
XII – identificar-se em suas manifestações
funcionais, mediante assinatura legível ou
nome completo em carimbo ou nome de CAPÍTULO IV
fôrma; DA ÉTICA FUNCIONAL
XIII – atender aos interessados, a qualquer Art. 74. No resguardo da sua respeitabilidade
momento, nos casos urgentes; e da dignidade do cargo cumpre aos membros
do Ministério Público:
XIV – acatar, no plano administrativo, as
decisões dos órgãos da Administração Su- I – manter cortesia no trato com as auto-
perior do Ministério Público. ridades judiciárias, legislativas, policiais e
administrativas e ainda com os advogados,
Parágrafo único. Quando o membro do
as partes, os auxiliares e os serventuários
Ministério Público se declarar suspeito por
da justiça;
motivo de foro íntimo ou impedido, nos
termos da lei, comunicará o fato, imediata- II – primar pela cooperação com os seus co-
mente, ao Procurador-Geral de Justiça. legas e superiores, abstendo-se de críticas
à atuação ou à pessoa de qualquer deles;
Art. 73. Aos membros do Ministério Público se
aplicam as seguintes vedações: III – dispensar aos acusados o respeito e
consideração devidos à dignidade da pes-
I – receber, a qualquer título e sob qual-
soa humana;
quer pretexto, honorários, percentagens
ou custas processuais;

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IV – manifestar-se, no exercício das fun- do Ministério Público, incumbindo-lhe, dentre
ções ou em qualquer ato público, com ele- outras atribuições:
vação compatível ao cargo que exerce;
I – realizar correições e inspeções, pessoal-
V – fundamentar sempre os seus requeri- mente ou por delegação;
mentos e pareceres;
§ 1º A correição ordinária será feita men-
VI – pleitear dentro dos estritos ditames da salmente, em pelo menos uma Promotoria
lei e da justiça; da Capital e duas do interior, com o objeti-
vo de verificar:
VII – manter sigilo e discrição funcional,
abstendo-se de comentários, entrevistas, I – a regularidade do serviço;
debates ou declarações públicas sobre pro-
cessos em que não funcionem, salvo auto- II – o zelo, a eficiência e a assiduidade dos
rização expressa do Procurador-Geral de membros do Ministério Público;
Justiça. III – o cumprimento de portarias, circula-
res, provimentos e outras determinações
da Procuradoria Geral de Justiça, do Colé-
TÍTULO III gio de Procuradores de Justiça e do Conse-
lho Superior do Ministério Público.
Do Regime Disciplinar
Art. 77. A correição extraordinária, geral ou par-
cial, será determinada pelo Procurador Geral de
Justiça ou pelo Conselho Superior do Ministério
CAPÍTULO I Público, sempre que necessário.
DAS INSPEÇÕES E CORREIÇÕES
Art. 78. Da correição, ordinária ou extraordiná-
Art. 75. Os serviços do Ministério Público estão ria, será apresentado relatório circunstanciado
sujeitos a visitas de inspeção e a correições: ao Procurador Geral de Justiça, com vista ao
Conselho Superior do Ministério Público.
I – permanentes;
II – ordinárias;
III – extraordinárias. CAPÍTULO II
Art. 76. A correição permanente será feita pelo DAS PENAS DISCIPLINARES
Procurador Geral de Justiça e pelos Procurado- Art. 79. São penas disciplinares:
res de Justiça, nos processos em que funcio-
nem. I – advertência;
Parágrafo único. Verificada, pelos Procura- II – censura;
dores de Justiça, qualquer falha na atuação
de membro do Ministério Público, estes III – suspensão por até 90 (noventa) dias;
deverão encaminhar o traslado das peças IV – remoção compulsória;
ao Corregedor-Geral do Ministério Público
para adoção das providências contidas no V – demissão;
Art. 16, I, desta lei.
VI – cassação de aposentadoria ou disponi-
Art. 16. A Corregedoria Geral do Ministério Pú- bilidade.
blico é o órgão orientador e fiscalizador das ati-
Art. 80. A pena de advertência será aplicada de
vidades funcionais e da conduta dos membros
forma reservada nos casos de:

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I – negligência; Art. 72. São deveres dos Membros do Ministério


Público, além de outros previstos em Lei:
II – desobediência às determinações de or-
dem geral emanadas do Procurador Geral X – residir, se titular, na respectiva Comarca
de Justiça ou do Conselho Superior do Mi- e comparecer diariamente ao foro, sendo-
nistério Público; lhe descontado, do tempo de serviço e dos
vencimentos, o correspondente aos dias
III – desatendimento aos pedidos de infor- de ausência injustificada, constatada pela
mação formulados pelos órgãos do Minis- Corregedoria Geral do Ministério Público;
tério Público;
II – reincidência em falta passível da pena
IV – inobservância de qualquer dos deve- de censura, ou prática reiterada de falta
res previstos no Artigo 72 desta Lei, quan- punível com advertência.
do não for cominada pena mais grave.
§ 1º Enquanto perdurar, a suspensão acar-
Art. 72. São deveres dos Membros do Ministério retará a perda dos direitos e vantagens de-
Público, além de outros previstos em Lei: correntes do exercício do cargo, não poden-
Art. 81. A pena de censura será aplicada reser- do ter início durante as férias ou licença do
vadamente, por escrito, nos casos de: infrator;

I – negligência habitual; § 2º A pena de suspensão poderá ser con-


vertida em multa, não excedente à metade
II – infração à ética funcional; dos vencimentos, sendo o membro do Mi-
nistério Público, neste caso, obrigado a per-
III – desrespeito para com os órgãos do Mi-
manecer em exercício.
nistério Público da Superior Instância;
Art. 83. A remoção compulsória poderá ser pro-
IV – desobediência às determinações espe-
posta por qualquer membro do Conselho Supe-
ciais emanadas dos órgãos a que se refere
rior do Ministério Público, com fundamento na
o inciso II do Artigo anterior;
conveniência do serviço e no interesse público,
V – Inobservância dos deveres previstos assegurada ampla defesa.
nos incisos V e VIII do Art. 72 desta Lei;
Art. 84. A pena de demissão resulta de ação civil
Art. 72. São deveres dos Membros do Ministério própria e é aplicada nos casos previstos no Art.
Público, além de outros previstos em Lei: 53, § 1º , I, II e III desta Lei.
V – assistir aos atos judiciais, quando obri- Art. 53. Os membros do Ministério Público su-
gatória ou conveniente a sua presença; jeitam-se a regime jurídico especial e têm as se-
guintes garantias:
VIII – adotar, nos limites de suas atribuições,
as providências cabíveis quanto a § 1º O membro vitalício do Ministério Públi-
irregularidade de que tenha conhecimento co somente perderá o cargo por sentença
ou que ocorra nos serviços a seu cargo; judicial transitada em julgado, proferida em
ação civil própria, nos seguintes casos:
VI – reincidência em falta passível da pena
de advertência. I – Prática de crime incompatível com o
exercício do cargo, após decisão judicial
Art. 82. A pena de suspensão é aplicada nos ca- transitada em julgado;
sos de:
II – Exercício de advocacia;
I – desobediência ao disposto no Inciso X
do Artigo 72 desta Lei;

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III – Abandono do cargo por prazo superior CAPÍTULO III
a trinta dias corridos ou sessenta dias alter- DO PROCESSO ADMINISTRATIVO
nados.
Art. 85. A pena de cassação de aposentadoria Art. 92. O processo administrativo compreen-
ou disponibilidade é aplicada ao membro do de a sindicância e o inquérito administrativo,
Ministério Público que houver praticado, quan- a serem instaurados sempre que a autoridade
do no exercício do cargo, falta punível com de- competente tiver conhecimento de irregulari-
missão, que exercer ilegalmente função públi- dade ou falta funcional praticada por membro
ca, ou, ainda, que não comparecer à inspeção do Ministério Público.
de saúde determinada pela autoridade compe- § 1º Durante o processo administrativo, po-
tente. derá o Procurador-Geral de Justiça afastar o
Art. 86. Fica assegurada ampla defesa aos indiciado do exercício do cargo, sem prejuí-
membros do Ministério Público, no prazo de 15 zo de seus vencimentos e vantagens;
(quinze) dias, prorrogável por igual período, a § 2º Se a decisão final concluir pela aplica-
critério do Procurador Geral de Justiça, a partir ção da pena de suspensão, nela será com-
da intimação pessoal do infrator, nos casos de putado o período de suspensão preventiva;
faltas puníveis com as penas de advertência e
censura. § 3º Reconhecida a inocência do indiciado,
serão restabelecidos os direitos e vantagens
Art. 87. As penas de suspensão, remoção com- atingidos pela suspensão preventiva;
pulsória e cassação de aposentadoria ou dispo-
nibilidade decorrem sempre de decisão em in- § 4º Instaura-se sindicância quando a falta
quérito administrativo ou de sentença judicial. funcional não se revelar evidente, por in-
certa a sua autoria ou importar aplicação de
Art. 88. Constarão dos assentamentos funcio- censura.
nais dos membros do Ministério Público as pe-
nalidades administrativas que lhes tenham sido Art. 93. Ressalvado o disposto no Art. 16, inciso
impostas. V, desta Lei, é competente, para instauração de
inquérito ou sindicância, o Procurador-Geral de
Art. 89. Extingue-se em 2 (dois) anos, a contar Justiça, de ofício ou por recomendação do Con-
da data dos respectivos atos, a punibilidade das selho Superior do Ministério Público.
faltas apenadas com as sanções do Art.79 desta
Lei, sendo a fluência desse prazo interrompida Art. 16. A Corregedoria Geral do Ministério Pú-
pelo ato que determinar a instauração de inqué- blico é o órgão orientador e fiscalizador das ati-
rito administrativo. vidades funcionais e da conduta dos membros
do Ministério Público, incumbindo-lhe, dentre
Art. 90. Pelo exercício irregular da função públi- outras atribuições:
ca, o membro do Ministério Público responde
penal, civil e administrativamente. V – instaurar de ofício ou por provocação
dos demais órgãos da Administração Supe-
Art. 91. São competentes para aplicar penali- rior, processo disciplinar contra membro da
dades aos membros do Ministério Público: instituição, presidindo-o e aplicando as san-
I – o Procurador Geral de Justiça nos ca- ções administrativas, na forma desta Lei;
sos de suspensão, remoção compulsória, Art. 94. Ao membro do Ministério Público su-
demissão e cassação de aposentadoria ou jeito a processo disciplinar, não será concedida
disponibilidade; exoneração a pedido, antes da decisão final ou
II – O Corregedor Geral do Ministério Públi- do cumprimento da pena porventura imposta.
co, nos demais casos.

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SEÇÃO I Seção II
DA SINDICÂNCIA E DO INQUÉRITO DO JULGAMENTO E DOS RECURSOS
Art. 95. A sindicância será realizada pelo Corre- Art. 98. Recebidos os autos, o Procurador Geral
gedor Geral do Ministério Público, de ofício ou de Justiça, no prazo de quinze dias:
por determinação superior.
I – converterá o julgamento em diligência,
§ 1º Na sindicância, o Corregedor observa- devolvendo o processo à comissão, para os
rá o seguinte procedimento: fins que indicar e por prazo não superior a
quinze dias, caso não se julgue habilitado
I – ouvirá o acusado, se identificado; para decidir;
II – colherá as provas que houver e, decor- II – proferirá decisão final, aplicando, se for
rido o prazo de cinco dias para a defesa, o caso, as penas de sua competência.
submeterá o processo, com relatório, ao
Procurador Geral de Justiça. Art. 99. Da aplicação das penas pelo Procura-
dor Geral de Justiça cabe recurso para o Colé-
§ 2º Recebidos os autos, o Procurador Ge- gio de Procuradores de Justiça.
ral de Justiça, no prazo de vinte dias, pro-
ferirá a decisão, podendo, antes, ouvir o Parágrafo único. Da aplicação das penas
Conselho Superior do Ministério Público. pelo Corregedor Geral do Ministério Públi-
co cabe recurso para o Procurador Geral de
Art. 96. O inquérito administrativo será promo- Justiça.
vido por comissão designada, em portaria, pelo
Procurador Geral de Justiça, constituída de três Art. 100. O recurso, que terá efeito suspensi-
membros do Ministério Público, de categoria vo, deve ser interposto, em qualquer hipótese,
igual ou superior a do acusado, entre eles o Cor- dentro de 5 (cinco) dias, contados da ciência da
regedor Geral do Ministério Público, que funcio- decisão pelo interessado.
nará como Presidente.
§ 1º O recurso interposto contra decisão
§ 1º O Presidente da Comissão requisitará do Procurador-Geral de Justiça será apre-
servidor do quadro dos serviços auxiliares sentado, em petição fundamentada, ao Se-
do Ministério Público para servir como se- cretário do Colégio de procuradores, que o
cretário. enviará, devidamente informado, dentro de
10 (dez) dias, ao seu Presidente.
§ 2º O Procurador Geral de Justiça poderá
dispensar os membros da Comissão e seu § 2º Quando o recurso for interposto contra
secretário do desempenho das funções de decisão do Corregedor Geral do Ministério
seus cargos, até a entrega do relatório. Público, a petição, devidamente fundamen-
tada, será encaminhada à Secretaria da Cor-
Art. 97. O inquérito será concluído e encami- regedoria que, no prazo do § 1º , o enviará
nhado ao Procurador Geral de Justiça, com o ao Procurador Geral de Justiça.
relatório final, no prazo de noventa dias, con-
tado da publicação do ato constitutivo da Co- Seção III
missão. DA REVISÃO E DA REABILITAÇÃO
Parágrafo único. O prazo de que trata este
Artigo pode ser prorrogado por mais trinta Art. 101. É admitida a revisão do inquérito ad-
dias, nos casos de força maior, reconhecida ministrativo:
pelo Procurador Geral de Justiça. I – quando a decisão for contrária ao texto
da lei ou à evidência dos autos;

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II – quando a decisão se fundamentar em tar as provas que tiver ou requerer a produção
depoimento, exame ou documento falso das indicadas na inicial.
ou inidôneo;
§ 1º Concluída a instrução dentro do prazo
III – quando, após a decisão, aparecerem máximo de noventa dias, dar-se-á vista dos
provas da inocência do interessado; autos ao requerente, em mãos do secretá-
rio, pelo prazo de quinze dias, para alega-
IV – quando houver vícios insanáveis no ções.
processo, capazes de comprometer a apu-
ração da verdade ou cercear a defesa do § 2º Decorrido esse prazo, com alegações
acusado. ou sem elas, será o feito submetido ao Con-
selho pelo relator e, apreciado o relatório,
§ 1º Não constitui fundamento da revisão a será encaminhado ao Procurador Geral de
simples alegação de injustiça. Justiça para julgamento.
§ 2º Da revisão não decorrerá agravação da § 3º Quando a penalidade houver sido apli-
pena. cada pelo Procurador Geral de Justiça, este
Art. 102. A revisão pode ser requerida a qual- remeterá os autos com parecer, dentro de
quer tempo, mediante petição ao Procurador 15 (quinze) dias ao Colégio de Procurado-
Geral de Justiça, com as provas de que o inte- res.
ressado dispuser, ou com a indicação das que § 4º O prazo de julgamento, em qualquer
pretenda produzir. hipótese, é de vinte dias.
Parágrafo único. Tratando-se de membro Art. 106. Julgada procedente a revisão, fica sem
do Ministério Público falecido ou desapa- efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se
recido, a revisão poderá ser solicitada pelo todos os direitos por ela atingidos, inclusive os
cônjuge, por colaterais no segundo grau, ou de ordem financeira, devidamente corrigidos.
por ascendente ou descendente.
Art. 107. Após cinco anos da imposição da pena
Art. 103. Para proceder à revisão, o Procurador- de advertência, censura ou suspensão, pode o
-Geral de Justiça, ao receber o pedido, encami- infrator, desde que não tenha, naquele período,
nhar-lo-á ao Conselho Superior do Ministério cometido outra infração disciplinar, requerer ao
Público. Procurador Geral de Justiça a sua reabilitação.
Art. 104. O Presidente do Conselho sorteará um Parágrafo único. antes da decisão, o Procu-
relator, para proceder à instrução da revisão, e rador Geral de Justiça ouvirá o Conselho Su-
designará um Promotor de Justiça para funcio- perior do Ministério Público.
nar como secretário.
Art. 108. A reabilitação resulta do simples de-
§ 1º É impedido de funcionar como relator curso do prazo de cinco anos nas condições do
o integrante da comissão que promoveu o Artigo anterior, salvo quando estiver em curso
processo revisando. processo criminal pelo mesmo fato gerador da
§ 2º Ao relator é facultado delegar atribui- pena disciplinar.
ções ao Corregedor Geral do Ministério Pú- Art. 109. Da reabilitação decorre:
blico, ou a Promotor de Justiça para a rea-
lização de atos de instrução no interior do I – O cancelamento da pena nos assenta-
Estado. mentos da vida funcional do reabilitado;
Art. 105. O requerimento da revisão deve ser II – a insubsistência da pena para efeito de
apenso ao processo ou à sua cópia, notificando- reincidência.
-se o requerente para, no prazo de dez dias, jun-

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LIVRO III sessões, somente quando se tratar de assunto


sigiloso ou por deliberação de 2/3 do colegiado.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E Art. 118. O Procurador-Geral de Justiça designa-
TRANSITÓRIAS rá grupo de trabalho para no prazo de 120 dias a
partir da vigência desta lei, elaborar os regimen-
Art. 110. Ao Ministério Público do Estado apli-
tos internos dos órgãos que compõem a admi-
cam-se, subsidiariamente, as disposições da Lei
nistração superior, de administração e auxiliares
Orgânica do Ministério Público da União e do
do Ministério Público, bem como as demais nor-
Regime Jurídico Único dos Servidores do Estado
mas regulamentadoras prevista desta lei.
(Lei 5.247/91).
Art. 119. Para fins do disposto nos Arts. 94, ca-
Art. 111. O Ministério Público poderá firmar
put, e 104 Parágrafo único, inciso II, da Consti-
convênios com as associações de membros da
tuição Federal e observado o que dispõe o Art.
instituição com vistas à manutenção de serviços
15, inciso I, da Lei Federal nº 8.625 de 12 de fe-
assistenciais e culturais a seus associados.
vereiro de 1993 e esta lei complementar, a lista
Art. 112. As publicações oficiais do Ministério séxtupla de membros do Ministério Público será
Público serão feitas em local próprio, no Diário organizada pelo Conselho Superior do Ministé-
Oficial do Estado, sem ônus para a instituição. rio Público, mediante prévia inscrição de candi-
datos através de edital e na forma de seu regi-
Art. 113. O Ministério Público adequará suas mento interno.
tabelas de vencimento às disposições desta
Lei, visando à revisão da remuneração de seus Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Re-
membros e servidores, nos termos do Art. 69 da gionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do
Lei Federal nº 8.625, de 12.02.96. Distrito Federal e Territórios será composto de
membros, do Ministério Público, com mais de
Art. 69. Os Ministério Públicos dos Estados ade- dez anos de carreira, e de advogados de notório
quarão suas tabelas de vencimentos ao disposto saber jurídico e de reputação ilibada, com mais
nesta Lei, visando à revisão da remuneração dos de dez anos de efetiva atividade profissional, in-
seus membros e servidores. dicados em lista sêxtupla pelos órgãos de repre-
Art. 114. Em caso de empate nas votações rea- sentação das respectivas classes
lizadas no Colégio de Procuradores, bem como Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça
no Conselho Superior do Ministério Público, compõe-se de, no mínimo, trinta e três Mi-
será considerado eleito o mais antigo na carrei- nistros.
ra.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior
Art. 115. Os órgãos colegiados reunir-se-ão uma Tribunal de Justiça serão nomeados pelo
vez por semana, ordinariamente, em dia pre- Presidente da República, dentre brasileiros
viamente estabelecido e extraordinariamente com mais de trinta e cinco e menos de ses-
por convocação do Procurador-Geral de Justiça senta e cinco anos, de notável saber jurídico
ou proposta de pelo menos um terço dos seus e reputação ilibada, depois de aprovada a
membros. escolha pelo Senado Federal, sendo:
Art. 116. Caberá ao Procurador-Geral de Justiça II – um terço, em partes iguais, dentre ad-
designar os Secretários para os órgãos colegia- vogados e membros do Ministério Público
dos. Federal, Estadual, do Distrito Federal e Terri-
Art. 117. É vedada a participação de pessoas tórios, alternadamente, indicados na forma
estranhas ao Colégio de Procuradores em suas do art. 94.

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Lei 8.625 um mandato de um ano, permitida uma recon-
dução pelo mesmo processo.
Art. 15. Ao Conselho Superior do Ministério Pú-
blico compete: Art. 124. As despesas decorrentes da aplicação
desta lei correrão por conta de dotações orça-
I – elaborar as listas sêxtuplas a que se re- mentárias próprias.
ferem os arts. 94, caput, e 104, Parágrafo
Único, II, da Constituição Federal. Art. 125. A presente Lei Complementar vigerá a
partir de sua publicação.
Art. 120. Fica instituída, no âmbito do Ministé-
rio Público, uma Assessoria Militar, cuja chefia Art. 126. Revogam-se as disposições em con-
será exercida por Oficial da Ativa da Polícia Mi- trário, especialmente a Lei Complementar nº
litar, que possua o Curso de Aperfeiçoamento 04/89 e a Lei nº 4.368 de 14 de junho de 1982.
de Oficiais ou esteja cursando, compreendendo PALÁCIO MARECHAL FLORIANO, em Maceió, 22 de
oficial superior ou intermediário, indicado pelo novembro de 1996, 108º da República
Procurador-Geral de Justiça ao Governador do
DIVALDO SURUAGUY Dilmar Lopes Came-
Estado, que o nomeará.
rino
Art. 121. O pessoal integrante da Assessoria
*DOE 23/11/96
Militar não sofrerá prejuízo em seus vencimen-
tos, vantagens e direitos do posto ou graduação,
inclusive arregimentação policial militar.
Parágrafo único. É considerado serviço de QUESTÕES
natureza relevante, para todos os efeitos, o
período em que o Policial Militar servir na
Assessoria Militar, ora instituída. 1. COPEVE – UFAL – 2012 – MPE – AL – ANA-
Art. 122. Aos policiais militares que passarem a LISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO
exercer os cargos e funções previstos no Quadro Dados os itens que integram a estrutura
de Organização da Procuradoria-Geral de Justi- organizacional do Ministério Público, como
ça, é assegurada a percepção à titulo de vanta- órgãos de administração,
gem pessoal da gratificação de um soldo corres-
pondente ao seu posto ou graduação. I – As Procuradorias de Justiça.

Art. 123. O Colégio de Procuradores de Justiça II – O Procurador Geral de Justiça.


editará, no prazo de 10 (dez) dias, após a publi-
III – As Promotorias de Justiça.
cação desta Lei, resolução normativa para rea-
lização do pleito eleitoral destinado à comple- IV – Os Centros de Apoio Operacional.
mentação da composição do Conselho Superior
do Ministério Público, para o exercício de 1997, V – Os órgãos de Apoio Técnico e Adminis-
a fim de atender as disposições do Art. 13, desta trativo.
lei. Verifica-se que estão corretos:
Art. 13. O Conselho Superior do Ministério Públi- a) I, III, IV e V
co é composto pelo Procurador-Geral de Justiça, b) I, II e V, apenas
que o preside, pelo Corregedor-Geral do Minis- c) I e III, apenas
tério Público, ambos como membros natos, e d) III, IV e V, apenas
por cinco Procuradores de Justiça, eleitos pelos e) II, III e IV, apenas
integrantes da carreira, com os respectivos su-
plentes, também Procuradores de Justiça, para

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Legislação Aplicada ao MPE – Lei Complementar nº 15, de 22 de Novembro de 1996 – Profª Giuliane Torres

2. FCC – 2012 – MPE – AL – PROMOTOR DE JUSTIÇA


De acordo com o Estatuto do Ministério Público de Alagoas (Lei Complementar no 15/96), com-
pete ao Conselho Superior do Ministério Público, como órgão de Administração Superior,
a) aprovar a proposta orçamentária anual do Ministério Público, elaborada pela Procuradoria
Geral de Justiça.
b) julgar recurso contra decisão condenatória em procedimento administrativo disciplinar.
c) decidir sobre vitaliciamento de membros do Ministério Público.
d) julgar recurso contra decisão proferida em reclamação sobre o quadro geral de antiguida-
de.
e) julgar recurso contra decisão de disponibilidade e remoção de membro do Ministério Pú-
blico, por motivo de interesse público.

Gabarito: 1. C 2. C

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