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Matemática I

Prof. Walter Tadeu Nogueira da Silveira

Determinantes e Sistemas – Exercícios – Data: 26/9/2017 - GABARITO

Parte I: Determinantes

1. O valor de  2 1 1
2 2 é:
3 5
1 5 2 10 5 2
a)  2 b)  6 c)  6 d) 2 2 e)
2 2 10 3 2
Solução. Desenvolvendo e simplificando, temos:

 2 1
22
1

 5. 2   1 1
 3.2 2 
5
 3. 2 
5  3. 2. 2 5  3.2
 
1

1
.
2

1
.
3 5 2 2 2 2 2 2 2

1 x
1 1 1 1
2. O conjunto solução de  é:
1 1 x 1
x 1
a) {x  R | x  1} b) {0, 1} c) {1} d) {-1} e) {0}
Solução. Calculando os determinantes e resolvendo a equação, observando que o denominador não
pode ser nulo, temos:
1 x
1 1 1 1 1 x
   1  x  (1  x) 2  1  x  1  2 x  x 2  1  x  0  x 2  x  0  x.( x  1)  0 
1 1 x 1 1 x
.
x 1
x  0
  S  {0}
 x  1  anula o deno min ador

log 2 (1  i) para i  j 

3. Seja M a matriz (mij)2x2 definida por mij  i  j para  i  j  . O determinante de A é:

 2i para i  j 
a) -6 b) 0 c) 4 d) 6 e) 8 – 2 . log23
Solução. Identificando os elementos da matriz, temos:
a11  1  1  2; a12  log 2 (1  1)  log 2 2  1 2 1  2 1
i)  M   M   (2).(4)  (2).(1)  8  2  6 .
a21  2.2  2; a22  2  2  4 2 4 2 4

a 2 1 b a b
4. Se   ,A= x y  e B = A , então det(A.B) vale:
t
3 y  x 4  
a) 8 b) 4 c) 2 d) –2 e) – 4
Solução. Identificando as matrizes e aplicando o Teorema de Binnet, temos:
a  1
b  2  A  1 2  A  4  6  2
 a 2  1 b    3 4
3 y    x 4  x  3      det( A.B)  det A. det B  (2).(2)  4 .
     
 y  4 B  A  A  2
t

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a b   2a 2c  y
5. Sendo x  0 e y, respectivamente, os determinantes das matrizes  c d  e   3b 3d  , então x vale:
   
a) 36 b) 12 c) – 6 d) –12 e) – 36
Solução. Utilizando a propriedade do determinante, temos:
 a b
x 
 c d y  6x
    6 .
 y   2a 2c  (2).  a c  (2).(3).  a c  (2).(3).(1). a c  6.x x x
  3b 3d  3b 3d b d
 b d

1 2 1
6. O conjunto verdade da equação 0 1 x = 1 é:
1 x 1
a) {1} b) {-1} c) {1, -1} d) IR e) 
Solução. Utilizando Laplace na primeira coluna, temos:
1 2 1
 
i) 0 1 x  1.  1  x 2  0  1.(2 x  1)  1  x 2  2 x  1   x 2  2 x
.
1 x 1
ii )  x 2  2 x  1  x 2  2 x  1  0  ( x  1) 2  0  x  1 (dupla)  S  {1}

x 0 1
7. A equação x  4 1 3 = 0:
0 1 1
a) só admite uma solução real e ela é menor que – 3. b) só admite uma solução real e ela é maior que 1.
c) só admite a solução nula. d) admite duas soluções reais. e) não admite soluções reais.
Solução. Estabelecendo as restrições e utilizando Laplace na primeira linha, temos:

x 0 1
i) 
x  4 1 3  x .1  3  0  1. x  4  0  2. x  x  4  .
0 1 1

ii )  2. x  x  4  0  x  4  2. x     2
2
x  4  2. x  x  4  2 x  x  4  1

x 1 2 x
8. A solução real da equação 1 x 3 = 0 é um número m tal que:
x 3 x 1
a) m < - 2 b) – 2 < m < 0 c) 0 < m < 1 d) 1 < m < 2 e) m > 2
Solução. Utilizando Laplace na primeira linha, temos:
x 1 2 x
1 x 3  o  ( x  1).( x 2  x  9)  2.( x  1  3x)  x.(3  x 2 )  0 
x 3 x 1 .

7 7
 x 3  x 2  9 x  x 2  x  9  4 x  2  3x  x 3  0  3x  7  x  m 2
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9. O valor de um determinante é 42. Se dividirmos a primeira coluna por 7 e multiplicarmos a primeira coluna
por 3, o valor do novo determinante será:
a) 2 b) 14 c) 18 d) 21 e) 42
Solução. Pela propriedade do determinante, ao dividir uma coluna por 7, o determinante passa a valer
42 ÷ 7 = 6. Ao multiplicar a coluna por 3, o determinante passa a ser (6).(3) = 18.
10. Sabe-se que M é uma matriz quadrada de ordem 3 e que o det(M) = 2. Então det(3M) é igual a:
a) 2 b) 6 c) 18 d) 54
Solução. Pela propriedade do determinante, ao multiplicar toda a matriz pelo escalar 3, o determinante
ficará multiplicado por 33 = 27. Logo, o determinante de (3M) será igual a (2).(27) = 54.

1 0 0 0 0
 
2 2 0 0 0
11. O determinante de 3 2 1 0 0 é:
 
4 2 3 2 0
5 3
 1 2 3
a) 0 b) 3 c) 6 d) –12 e) –3
Solução. A matriz é triangular inferior, logo o determinante será o produto dos elementos da diagonal.
Temos: det = 1 x 2 x 1 x (-2) x 3 = – 12.
0 0 0 0 0 1
1 0 0 0 0
0 0 0 0 2 0
0 2 0 0 0
0 0 0 3 0 0
12. Somando-se 0 0 3 0 0 obtém-se:
0 0 4 0 0 0
0 0 0 4 0
0 5 0 0 0 0
0 0 0 0 5
6 0 0 0 0 0
a) 840 b) – 840 c) 600 d) – 600 e) 0
Solução. O determinante da primeira matriz será o produto positivo dos elementos da diagonal e o
determinante da segunda matriz será o produto negativo dos elementos da diagonal.
Temos: (1 x 2 x 3 x 4 x 5) + [– (1 x 2 x 3 x 4 x 5 x 6)] = 120 – 720 = – 600.
0 1
13. A inversa da matriz   é:
2 3 
 1
3 2 0 1 0 2   3 1  3 1
a)   b)  1 1 c)   d)  2 2 e)  2 2
2  0   0 
 1 0  3  1 3   1  1
 2 
Solução 1. Utilizando o produto da matriz pela sua inversa, temos:
0.a  1.c  1  c  1
 0 1 
 A 0.b  1.d  0  d  0
 2 3         3 1
 2
0 1 a b 1 0
 A. A1  I   2
1
  
  c d  0 1 2.a  3.c  0  a  
. 3  A  .
 A1  a b  2 3     2  1 
c    0
  d 
 2.b  3.d  1  b 
1
 2

Solução 2. Utilizando a matriz adjunta, temos:


  3  2  3  1
M (cof A)     AdjA  M (cof A) t    1 1  3  1
  1 0   2 0   A   . 2 0   .
det A  2 2 

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Parte II: Sistemas Lineares


 x  2 y  18
1. (FMU) O valor de a para que o sistema  seja possível e indeterminado é:
3x  ay  54
a) - 6 b) 6 c) 2 d) - 2 e) 3/2
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:
 x  2 y  18  (3)  3x  6 y  54 0
   y.(a  6)  0  y 
3x  ay  54 3x  ay  54 a6 .
0
Sistema in det er min ado   : a  6  0  a  6
0

2 x  3 y  z  0

2. (FGV) O sistema  x  2 y  4 z  0 é:
 x  14 z  0

a) Determinado. b) Impossível c) Determinado e admite como solução (1, 1, 1). d) Indeterminado.
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:
 3.(9 z )  z
x  14 z
2 x  3 y  z  0 2 x  3 y  z  0 2 x  3 y  z  0  2
   
i)  x  2 y  4 z  0  L1  2.L2   y  9 z  0    y  9 z  0   y  9 z .
 x  14 z  0       00  00
 L 1 2 .L 3 3 y 27 z 0 3L 2 .L3


ii ) Solução :  14 z,  9 z, z  ( z é var iável livre   Sistema in det er min ado

x  y  z  6

3. (UFRN) A solução do sistema 4 x  2 y  z  5 é:
 x  3 y  2 z  13

a) (-2, 7, 1) b) (4, -3, 5) c) (0, 1, 5) d) (2, 3, 1) e) (1, 2, 3)
Solução. Escalonando o sistema, temos:
x  6  2  3  1
x  y  z  6 x  y  z  6 x  y  z  6 
    19  5.(3)
i) 4 x  2 y  z  5  4.L1  .L2  2 y  5 z  19   2 y  5 z  19   y  2
2 .
 x  3 y  2 z  13          
 L1 L3  2 y z 7 L2 .L3  4 z 12
 z  3
ii ) Solução : 1, 2, 3

x  y  2z  2

4. O sistema linear 2 x  3 y  4 z  9 :
x  4 y  2z  7

a) admite solução única; b) admite infinitas soluções; c) admite apenas duas soluções;
d) não admite solução
Solução. Escalonando o sistema, temos:
x  y  2z  2 x  y  2 z  2
  x  3  2 z
2 x  3 y  4 z  9  2.L1  .L2   5 y  5    Solução : 3  2 z, 1, z : in det er min ado .
x  4 y  2z  7  y  1
 L1  L3   5 y  5

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ax  5 y  5
5. O sistema de equações  , terá uma única solução se:
bx  y  0
a) a  5b b) a  5b  0 c) a  5b  0 d) 5ab  0 e) 5ab  0
Solução. Para que a solução seja única o determinante da matriz dos coeficientes deve ser não nulo.
a 5
Temos:  0  a  5b  0  a  5b .
b 1

ax  by  7
6. Para que o sistema linear  admita uma única solução, é necessário que:
2 x  5 y  1
 2b  2b  5b 2b  5b
a) a b) a c) a d) a e) a
5 5 2 5 2
Solução. Para que a solução seja única o determinante da matriz dos coeficientes deve ser não nulo.
a b 2b
Temos:  0  5a  2b  0  a   .
2 5 5

x  y  a
 2
7. O sistema linear é impossível se e somente se:
a x  y  1
a) a  1 e a  1 b) a  1 ou a = –1 c) a  1 d) a  1 e) aR
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:
 x  y  a  (1)  x  y  a 1 a
 2  2  x.(a 2  1)  1  a  x  2
a x  y  1 a x  y  1 a 1 .
 N  0 1 a 1 a a  1
Sistema impossível  : x  2  
 0  a  1 (a  1).(a  1) a  1

x  y  3

8. Se x = A, y = B e z = C são as soluções do sistema  x  z  4 , então A.B.C vale:
 y  4 z  10

a) – 5 b) 8 c) – 6 d) – 10 e) 5
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:
 x  y  3  (1)  x  y  3
   y  z  1  (1)  y  z  1
x  z  4  x  z  4    3z  9  z  3
 y  4 z  10  y  4 z  10  y  4 z  10  y  4 z  10 .
 
A  1
x  4  3  1 
Logo,   B  2  A.B.C  (1).(2).(3)  6
 y  10  4.(3)  2 C  3

 x  2 y  3z  1
9. (UFRGS) O sistema sobre IR 
2 x  y  z  b , terá solução apenas se o valor de b for igual a:
 x  4 y  11z  11

a) 6 b) 4 c) 1 d) -11 e) -12
Solução. Escalonando o sistema, temos:
 x  2 y  3z  1  x  2 y  3z  1  x  2 y  3z  1
  
2 x  y  z  b  2.L1  .L2   3 y  7 z  2  b    3 y  7 z  2  b .
 x  4 y  11z  11 L1  L3   6 y  14 z  12 2.L2  .L3  0 z  8  2b  b  4

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2 x  y  k
10. (Mack) O sistema  é indeterminado. Então k + m vale:
4 x  my  2
a) 1/2 b) 1 c) 3/2 d) 2 e) 3
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:
2 x  y  k  (2)  4 x  2 y  2k 2  2k
   y.(m  2)  2  2k  y 
4 x  my  2 4 x  my  2 m2
.
 0  2  2k 2  2k  0  k  1
Sistema in det er min ado   :   k  m  1 2  3
0 m2 m  2  0  m  2

mx  2 y  z  0
11. (UFSC) Para qual valor de m o sistema 
 x  my  2 z  0 admite infinitas soluções?
3x  2 y  0

a) m = 0 b) m0 c) m = 2 d) m = 10 e) m = 1
Solução. Como o sistema é homogêneo, possui sempre solução. Logo, para que possua infinitas
soluções, basta que o determinante da matriz dos coeficientes seja nulo.

m  2 1
1  m  2  0  m.(0  4)  (2).(0  6)  1.(2  3m)  0  4m  12  2  3m  0  7m  14  m  2 .
3 2 0

 x  y  2 z  0
12. (FUVEST) O sistema linear: 
x  y  z  1 não admite solução se α for igual a:
x  y  z  3

a) 0 b) 1 c) - 1 d) 2 e) - 2
Solução. Desenvolvendo o sistema, temos:

 x  y  2 z  0  x  y  2 z  0  x  y  2 z  0
  
 x  y  z  1  .L1  .L2 (  1). y  3z  1  (  1). y  3z  1
x  y  z  3 L1  L3  (  1). y  z  3 L2  3L3 
 .
  (2  4). y  8  y 
8
  2  4
 N  0 8 8  0
Sistema impossível :  : 
 0   2  4  2  4  0  2  4    2

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